The Blood of Olympus
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[CCFY] Regresso à ilha...

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[CCFY] Regresso à ilha...

Mensagem por Liv Herondale Belluz em Qui Jul 13, 2017 4:38 pm


PARTE 1
Introdução



POV LIVIEN
Manhã do dia 1, na ilha


Meu corpo doía como se acabasse de ser atropelada por um caminhão. Olhei à minha volta e avistei minhas roupas meio rasgadas e bastante sujas sobre uma pedra, pareciam estar úmidas, postas cuidadosamente ali para secar. Me vi encolhida sob um enorme blusão branco masculino, que cobria meu corpo do pescoço até a metade da coxa, o que fez minha dor de cabeça aumentar significativamente. “Que porra eu fiz dessa vez?” A pergunta não chegou a ser dita, me sentei piscando bem os olhos, percebendo que usava apenas minhas roupas de baixo sob aquela camisa, o que me fez corar intensamente. – Ai! – minha cabeça bateu num tronco baixo de uma árvore retorcida, e logo um bilhão de memórias voltaram à minha cabeça todas de uma vez, fora de ordem e confusas demais para serem compreendidas. Vi em minha cabeça Logan, o licantropo que me transformou, aparecer em meio ao acampamento Júpiter, causando uma pequena comoção com seus olhos vermelhos e seus caninos metálicos. Depois foi a vez de outra memória, de muitos anos atrás, uma ferida horrorosa cobria minha perna, um casebre, e outra vez Logan causando uma comoção, desta vez nos meus sentimentos, que ficaram bem confusos.

Aqueles dois fatos estavam profundamente relacionados, mesmo que eu não me lembrasse exatamente como, em uma ordem coerente. – É a ilha. – ouvi a voz masculina falar grave vindo de algum lugar atrás de mim. Me cobri mais avidamente antes de virar o rosto para trás, reconhecendo a figura humana de Logan sentado de costas para mim. – Vista-se, não estou olhando. – sua voz sempre séria demais me fez franzir a testa enquanto estendia a mão até minhas roupas, encarando-as com certo nojo. – Se importa em ficar sem camisa? – perguntei já enfiando o blusão que me cobria, dobrando as mangas e fazendo dele um vestido. – Juro que te compro outra quando sair daqui... – disse mesmo sabendo que provavelmente não o veria novamente, ao menos pelos próximos anos. – Eu jurava que tinha uma garrafa de gim ontem à noite. – cocei a cabeça me levantando por completo ainda que meio sonolenta, dando passos curtos e procurando pela minha bebida. Da outra vez eu tinha alguns goles de rum, passar aquele perrengue de novo sem álcool seria no mínimo mais difícil. Logan jogou algo na minha direção, precisei de bons reflexos para pegar a garrafa no ar enquanto o observava levantar, se voltando de frente para mim. Retiro o que disse. Passar aquele perrengue com Logan sem camisa seria ainda mais difícil, o álcool não ajudaria muito nesse ponto constante de desconcentração.


NARRADOR CHEGANDO AQUI
Dá licença e presta atenção, abestado!


Dois anos se passaram desde que a semideusa esteve naquele local, uma ilha amaldiçoada, capaz embaralhar pensamentos, confundir ações e exacerbar todos os seus defeitos. Foi ali que a filha de Hermes recebeu de um lobo chamado Logan a maldição de se tornar semi-licantropa. A menina encontrava-se em apuros na época, e padeceria caso o lobo não a salvasse, porém, para salvá-la, o mesmo terminou por amaldiçoa-la, condenando a jovem a uma vida de transformações e tormentas. Enquanto tudo acontecia, ela, meio embriagada, apenas ria de toda a situação, até mesmo após seu tão amado rum acabar (sim, ela foi transportada para a missão agarrada a uma garrafa meio-cheia de bebida), se mostrando tagarela, risonha, encantada pelo belo porte do homem-lobo.

Acontece que apesar de tudo, o homem conseguiu perceber que por trás de todos os traços espalhafatosos e barulhentos de sua personalidade, havia uma menina forte e incrivelmente sábia. Logan conhecia a maldição da ilha, e entendia que o comportamento extrovertido-alcoólico da menina estava como que multiplicado por mil, o que o fez ignorar até mesmo seus olhares lascivos. Ela tornou-se transparente naquela ilha, honesta, sincera, e teve todos seus defeitos expostos. Foi profundamente ferida, levada à beira da morte, testada em níveis extremos que a fizeram até mesmo suplicar aos deuses, em especial seu pai, que lhe concedessem seus últimos desejos. Teve de escolher entre o que seria o último gole de rum de sua vida, ou desperdiça-lo tentando conter o alastrar de uma ferida purulenta que poderia matá-la. Mas sempre dizem que o que não te mata, te fortalece, e foi o que ocorreu.

Passaram-se dois anos até que o mesmo lobo que a transformou se pusesse a farejá-la por todo o mundo, chegando exausto ao acampamento Júpiter, onde ela residia. A ilha encontrava-se novamente sob trevas, desta vez, um deus menor havia resolvido brincar de senhor de escravos, utilizando-se de um artefato mágico para enfraquecer e controlar os licantropos livres da floresta a seu bel-prazer. O artefato enfraquecia a capacidade de escolha, principalmente em lobos mais fracos, anulando totalmente a vontade própria destes, e obrigando-os a realizar tarefas, e até mesmo rinhas, para o próprio conforto e entretenimento do deus. Logan conhecia as habilidades da filha de Hermes, roubar o artefato, destruí-lo e fugir era tudo que esperava que a jovem fizesse, ainda que muitos contratempos pudessem tornar esta simples missão algo assustadoramente perigoso, com riscos de danos colaterais inestimáveis para ambos.


POV LOGAN
Noite que chegou ao acampamento romano


O som alto denunciava que aqueles semideuses certamente festejavam algo, fato que considerei extremamente oportuno, talvez pudesse passar despercebido por entre aqueles jovens festeiros. Ledo engano, eram romanos, transpiravam guerra, e tinham o sentido apurado para qualquer invasor não autorizado. Ainda mais em minha forma de lobo. Não retornei de imediato para a forma humana, havia trago roupas extras, mas as perdi pelo percurso e seria um tanto impróprio invadir uma festa completamente nu. Contornei os campistas pelas extremidades, tentando farejá-la, não demorou para que meus olhos a discernissem dançando de forma sensual em meio a seus amigos, com uma garrafa meio cheia em mãos. “Ela não mudou nada.” Constatei tentando chamar sua atenção, já cercado por alguns semideuses que voltavam para mim lanças super afiadas.

Naquele momento daria tudo pela opção de retornar à forma humana e explicar com palavras o que estava fazendo ali, mas dadas as circunstâncias, fiz a única coisa que podia, uivei tão alto que os presentes precisaram cobrir seus ouvidos, exceto ela, que finalmente me notou, mas ao invés de me defender, apenas deixou a garrafa cair no chão, e continuou paralisada como se eu fosse uma espécie de alucinação qualquer. Por um momento me esqueci que certamente o comportamento da menina seria bem diferente do que conhecia, estávamos fora da ilha, e não havia nada para exacerbar seus defeitos ali. Rangi meus dentes e uivei outra vez, se ela demorasse mais certamente teria que desmembrar alguns de seus amigos campistas quando estes me atacassem, e esta não era a minha intenção.

Livien finalmente saiu de seu transe, dizendo aos demais que me conhecia e pedindo a um colega que trouxesse uma muda de roupas limpas. Meus planos eram conversar e oferecer a ela a opção de me seguir e nos ajudar, mas uma briga estava acontecendo naquele momento por minha causa, e um monte de semideuses discutiam se eu estava ali como uma afronta do acampamento grego, ou se era um infiltrado inimigo tentando angariar informações. Impaciente, guardei as roupas que me tinham arranjado, puxando-a para fora do acampamento antes que minha presença ali a trouxesse problemas.

Chegando à ilha, após uma jornada de três dias em forma de lobos, Livien apagou completamente, adormecendo por mais de doze horas, sem se dar ao menos ao trabalho de terminar de se vestir. A semideusa estava exausta, e a deixei descansar, ela certamente precisaria de forças para o que a esperava. Embora eu ainda não tenha explicado o motivo de tê-la trago até ali, esperava apenas que ela não se irritasse por tê-la levado outra vez ao lugar de onde certamente guarda péssimas memórias. Esperava realmente que aquele reencontro não a machucasse seja fisicamente, ou de qualquer outra forma.


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Re: [CCFY] Regresso à ilha...

Mensagem por Liv Herondale Belluz em Qui Jul 13, 2017 4:49 pm


PARTE 2
O caminho



POV LIVIEN
Início das buscas


Então eu tinha que encontrar um artefato amaldiçoado e destruí-lo. O feito não parecia grande, levando em conta ser filha de quem era, mas aprendi a não subestimar nada naquela ilha, sabia o quanto o lugar comprometia meu raciocínio, e me atordoava. – Dunas. – disse após um breve rastreio mental de toda a ilha. – O artefato está nas dunas de areia movediça, em uma caverna, sinto armadilhas e monstros guardando o local, mas não posso ver sua entrada. – expliquei enquanto caminhávamos pacientemente em nossas formas humanas em direção à toca de Logan, onde buscaríamos proventos para a jornada, como alimentos e roupas extras (algo extremamente útil quando se é um lobo que destrói tudo que veste no processo de transformação). – Posso sentir onde está, mas só saberei como entrar lá quando estiver mais perto, os detalhes do caminho estão nublados ainda. – eu não gostava nada da sensação que sentia quanto mais perto da toca estávamos, Logan parecia aflito, olhando em volta todo o tempo em busca de algo que provavelmente ainda iria me dizer.

Entramos na pequena casa e a familiaridade daquilo foi como um soco no estômago, me fazendo reviver até mesmo a dor da ferida lancinante que tinha na perna quando estive ali da última vez. Observava o cômodo extremamente limpo e bem arrumado, nem mesmo a escrivaninha havia mudado, a cor das paredes, o lençol cinza pétreo, estava tudo exatamente igual há dois anos atrás. Logan me cedeu mais de suas roupas, que adaptei com dobraduras, cortes, amarrando um cinto na cintura para segurar todas aquelas peças masculinas enormes sobre meu corpo pequeno e esguio, enquanto o ouvia explicar a parte da história que estava nitidamente tentando adiar. – Desembucha, Logan, pela carroça brilhante de Apolo, eu preciso saber contra o que estou lutando. – ele suspirou sentando na beira da cama, indicando com a cabeça que me sentasse a seu lado. Só pela sua expressão ríspida e séria percebi duas coisas: Primeiro, ele não diria nada de bom. Segundo, eu estava com cada vez mais dificuldades em conter meus pensamentos a respeito do quanto ele era gostoso.


POV LOGAN
Não será tão simples assim


Eu quase conseguia ler os pensamentos da semideusa, contendo um leve sorriso que tentou se formar em minha face quando esta sentou-se a meu lado. Era fácil decifrá-la, a expressão de seu rosto se mostrava uma mescla perfeita entre ansiedade e admiração. Estava de volta a Liv que conheci há dois anos, tagarela, péssima piadista, e extremamente atraída por mim, o que se tornava claro até mesmo pela frequência quase constante com que umedecia seus lábios vermelhos. A constatação mexia com meu ego de uma forma que a menina talvez não compreendesse, fui seu algoz, a amaldiçoei e quase a matei, ainda assim jamais recebi negatividade de sua parte.

A incrível capacidade da semideusa de sempre encontrar algo positivo em qualquer situação poderia ser encarada como um dom, mas eu sabia que se tratava de bem mais que isso, era seu defeito mortal, exacerbado pelos efeitos hipnóticos da ilha. – Livien... – comecei a dizer, a princípio encarando-a com firmeza, curioso pela forma com que ela reagiria aos fatos. – Insisti que viéssemos até aqui caminhando em nossa forma humana por um motivo. – fiz uma pausa proposital, para chamar sua atenção, ela tinha os olhos perdidos em meus ombros, e me dei conta que ainda não havia vestido uma camisa. – Livien, o artefato enfraquece os licantropos, todo o bando perde o livre arbítrio quando se transforma, principalmente os lobos mais jovens e os de mais idade, que nem mesmo são capazes de retornar à forma humana. – ela estreitou os olhos, me encarando a face outra vez, um tanto pensativa até explodir em uma de suas risadas escandalosas, abrindo a garrafa de gim, e bebendo alguns goles.

– Está dizendo que não poderemos nos transformar? Que será uma tarefa para nosso lado humano? – a ouvi perguntar estendendo a garrafa em minha direção, oferecendo um gole a sua maneira - que recusei com um aceno -, antes de soltar um palavrão aleatório, voltando às gargalhadas. – Sim, até mesmo você será afetada ao se transformar, indiretamente faz parte de nossa alcateia. – baixei os olhos sem entender o que exatamente em tudo que disse a estava fazendo rir daquela forma, quando a menina começou a orar a seu pai de uma maneira bem peculiar até mesmo para uma semideusa. – Você é um filho da puta, pai! – ela ria mais alto, levantando-se e caminhando até o fogão, acendeu uma das bocas, jogando um gole do gim sobre as chamas, como uma oferenda. – Pelas uvas do Dionísio, é só uma provinha, se me ajudar nessa treta consigo mais um monte pro senhor, do bom, pode confiar. – ela apagou as chamas e colocou a garrafa sobre a escrivaninha ao lado, meneando a cabeça de uma forma que fez seus cabelos loiros se soltarem do nó que os prendia.

Eu a observava perplexo, principalmente pelo o sorriso enorme que não saía de seu rosto, me hipnotizando enquanto ela se aproximava cada vez mais de mim, até segurar meu rosto entre suas mãos macias, me fazendo sentir seu hálito alcoólico, que não era de todo ruim. – Livien... – tentei dizer que ela deveria ter mais cautela ao se dirigir aos deuses, mas ela levou o indicador aos meus lábios, sinalizando que me calasse, aproximando a boca da minha lentamente, para então dizer. – Vou ajuda-los, ninguém escraviza minha alcateia, não enquanto eu estiver viva. – pisca um de seus olhos grandes, roçando rapidamente os lábios sobre os meus, antes de voltar a se afastar novamente imersa em sua gargalhada intensa, berrando do outro lado do quarto, retomando sua garrafa em mãos. – Pelo Olimpo, homem, vista logo uma camisa antes que eu o ataque.


POV LIVIEN
As Dunas

Ao todo foram três dias de caminhada até que chegamos ao início da região dunar, os montes de areia poderiam ser facilmente confundidos com um vasto deserto inóspito, se não fosse o mar aberto que os beijava em todo o contorno arenoso. Abri os braços inspirando profundamente a brisa oceânica, sentindo arder os cortes sobre meu corpo, enquanto enfiava o caduceu na areia para estalar os dedos, me espreguiçando confortavelmente. Fomos atacados algumas vezes durante o percurso, poucos monstros, muitos lobos escravizados, o que foi vantajoso pois Logan podia simplesmente coloca-los para dormir como alfa de sua alcateia. Claro que o efeito era curto, o artefato ainda estava atuante e seu efeito não demorava a se sobrepor às ordens do alfa, nos dando tempo apenas de fugir. À medida que nos aproximávamos das dunas, e consequentemente do artefato, os lobos tornavam-se mais ferozes, mais resistentes, os últimos já não obedeciam mais seu líder, nos obrigando a despistá-los com meus poderes de filha de Hermes, uma vez que nem mesmo seus olfatos incrivelmente desenvolvidos poderiam desvendar minha perfeita camuflagem.

– Os ovos estão esfriando. – ouvi Logan dizer me virando em sua direção, vendo-o com aparência exausta descascar o alimento que havia cozido sobre uma fogueira improvisada. – Delícia, melhor que isso só com molhinho. – agradeci pegando um ainda quente, tendo de passa-lo de uma mão a outra rapidamente para conseguir segurar, mordendo o alimento e mantendo a boca aberta - respirando rapidamente por ela feito uma maníaca afoita - até que esfriasse, e fosse possível engoli-lo. Logan ria, por mais que tentasse disfarçar, sua risada discreta não me passou despercebida. – Para o Hades com suas mentiras, não tem nada de frio nesses ovos. – ri terminando de comer, ainda mastigando com a boca cheia quando a vibração familiar no solo me alcançou, me levando apenas a lançar um olhar informativo, que logo foi compreendido pelo outro. – Dois a noroeste, três ao norte, mais dois a sudeste. – peguei o caduceu outra vez, me levantando em um pulo. – Guarde tudo, vou atrasá-los. – o ouvi dizer e logo comecei a enfiar tudo que consegui na bolsa de camp, prendendo-a às minhas costas bem a tempo dos lobos formarem um círculo estreito à nossa volta, deixando Logan e eu costas a costas, encarando-os. – Prepare-se, porque vamos ter emoção. – a gargalhada deixou meus lábios no instante em que o caduceu tocou o solo, fazendo o tremor considerável desestabilizar os lobos, a deixa perfeita para começarmos a retirada.

Eram sete lobos contra dois humanos, fiz alguns cálculos mentais e não havia maneira de escaparmos por terra, a ilha embaralhava meus pensamentos, deixando meu raciocínio mais lento, ainda assim eu sabia que lobos não podiam voar. – Segure-se firme, Logan, será o primeiro lobo da história a cruzar os céus. – ri alto, ordenando que as asas do meu all star alado se mostrassem, içando-me junto ao outro alto apenas o suficiente para sairmos do círculo de lobos. Sabia que as pequenas asas dos tênis não poderiam levar ambos muito longe dali, e vi na areia alaranjada do deserto um esconderijo perfeito, pousando atrás de uma duna, usando a camuflagem para nos ocultar em meio aos montes arenosos. “Não respira.”, pedi com o olhar, quando os sete lobos nos alcançaram, vasculhando com seus focinhos todo o lugar, desistindo de nos procurar algum tempo depois. – Estão ficando cada vez mais sorrateiros, feito os ratos do metrô de Nova York, só os notei quando já estavam perto demais. – comentei com a testa franzida, coçando a nuca enquanto rastreava o local, obtendo nossa localização.


POV LOGAN
Fim da linha para o alfa

Atrasá-los foi ideia minha, não me arrependia, mesmo que a dor lancinante agora em meu peito me mostrasse que as horas seguintes seriam minhas últimas. Ergui o rosto fitando seus olhos enormes, ouvindo o que a filha de Hermes dizia. – Sim, mais sorrateiros e fortes. – constatei enquanto a semideusa utilizava sua capacidade de ser um GPS ambulante para encontrar o caminho que deveríamos seguir. Sabia o quanto estava sendo desgastante para ela continuarmos naquele impasse, não podíamos ferir nossos irmãos, escapávamos deles sem machucá-los, ainda que isto nos custasse um acúmulo de oponentes e, no meu caso, uma ruptura do miocárdio recém adquirida. Inspirei profundamente, a dor era suportável e não queria preocupa-la ainda com o fato de que iria morrer, havia uma causa maior, desestabilizá-la seria uma péssima ideia.

Caminhamos por quase quarenta minutos, a exaustão começando a abraçar-me, a perda interna de sangue, apesar de pequena, não poderia ser revertida, e aos poucos sentia o peito cada vez mais pesado, a respiração cada vez mais difícil. Procurei disfarçar tais sintomas o melhor possível, aproveitando-me do fato de Livien ter parte de sua boa percepção interpessoal atordoada pela ilha. Entramos em um túnel úmido, escuro e coberto de mofo, todo o lugar fedia a monstros e sabia que não poderíamos alcançar o artefato sem passar por eles, tentava não expandir muito a caixa torácica, realizando movimentos sutis a fim de prolongar minha vida, esperava ajuda-la até meu último suspiro, se tivesse sorte, a veria partir em segurança, seguindo para meu pós vida sem pesos na consciência.  

Livien estava calada, o que não era um bom sinal. Tinha o cenho franzido e coçava a nuca com o caduceu, à medida que seu senso de direção nos guiava pelos túneis que se bifurcavam, como uma espécie de labirinto. – Liv... – murmurei baixo, chamando-a preocupado. – Beba algo, sequer finalizamos o desjejum. – ergui o cantil em sua direção, vendo-a recusar e verter um gole amplo de sua própria garrafa de gim. – Me ajuda a pensar. – a ouvi dizer, piscando em minha direção, até que o passo seguinte fez a parede à sua frente começar a se mover, revelando a cabeça proeminente de uma esfinge, que parecia, ironicamente, sorrir.


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Re: [CCFY] Regresso à ilha...

Mensagem por Liv Herondale Belluz em Qui Jul 13, 2017 5:20 pm


PARTE 3
Desespero



POV LIVIEN
A esfinge e os miolos confusos


Eu sabia que alguma coisa errada não estava certa, mas não sabia o que. Bebi um gole do gim, ainda sem conseguir entender o que de fato estava fora do lugar, os pensamentos completamente fora de ordem, o corpo dolorido e o caduceu parecendo cada vez mais pesado. A respiração de Logan estava um tanto mais rígida, e não saberia dizer se por causa da aflição de ter de lutar contra os próprios irmãos lobos, ou por estar incapacitado de utilizar sua forma licantrope, infinitamente mais forte, agora que nos aproximávamos do artefato, e consequentemente, do deus menor que o guardava. – Opa, abre-te sésamo! – exclamei quando a parede a nossa frente começou a se mover, sabia que o artefato estava atrás dela, mal acreditando estar tão perto do objetivo de tudo, até que aquela esfinge fez toda minha alegria ruir como um castelo de areia. – Sério isso? Uma esfinge num lugar que bagunça a cacholinha da gente? – perguntei aos deuses, bebendo mais um gole do gim, oferecendo à criatura em meio a uma risada, enquanto aguardava a charada, sendo repreendida por Logan que segurou meu braço com firmeza, implorando com o olhar que fosse mais cautelosa no que diz respeito a lidar com monstros do submundo. – Livien. – sua voz baixa e séria me fez respondê-lo com uma careta, mostrando-lhe a língua de forma bem infantil antes de sorrir e mandar um beijinho no ar em sua direção. O momento foi interrompido pela voz grave e ecoante da esfinge, que fez arrepiar cada pelo do meu corpo. “Será que ela vai nos deixar dizer nossas palavras finais, ou vai sair nos matando quando errarmos a charada?” A pergunta mental me fez levar a mão à boca, segurando o riso mais espalhafatoso.

“Falo, mas nada do que quero, digo.
Tenho voz, mas nada do que sei, explico.
Tenho nome, mas não menciono minha identidade.
Copio todos os fins, repito os vossos falares.
Quem sou eu?”

O caduceu em minhas mãos estava levemente escorregadio, o que me fez perceber o quanto suava. Logan parecia sonolento, e no fundo, meus pensamentos sabiam que aquela charada não era das mais difíceis. O silêncio cortante doía, e eu sabia que não tinha escapatória. – Que merda, a senhora pode repetir? – perguntei coçando a cabeça, ouvindo minha própria voz reverberar pelas paredes de pedra daquela espécie de labirinto, chegando aos meus ouvidos em tempos diferentes, me dando dor de cabeça. Vi a esfinge se preparar para dar seu veredicto, como se tudo começasse a passar em câmera lenta, exceto minha própria voz estridente retornando aos meus ouvidos de um jeito chato pra caramba. – Que eco maldito, quando vai acabar? – então a esfinge parou, inspirou profundamente e nos parabenizou pela resposta certa. Eco, é claro. Observei meio atônita o monstro desembainhar uma espada de dentro de sua boca e acertar a si mesma, terminando em uma montanha de pó que me fez tossir. Logan ainda segurava meu braço, apesar de seu olhar firme, parecia pálido, o que imaginei ser por causa da iluminação precária do local, ou talvez pelo fato de quase termos sido esmagados por uma esfinge. – Hey, já pode parar de apertar meu braço, não vou mais tentar embebedar os monstros, juro. – ele respondeu com um limpar de garganta, desafrouxando os dedos que envolviam meu braço, indicando com a cabeça para seguirmos em frente. Obedeci, porque mais do que tudo, eu queria muito voltar para casa o quanto antes, tinha Legolas para cuidar, e meu recém conquistado emprego de embaixadora.


POV LOGAN
As escolhas dela


Claro que uma esfinge não seria a única coisa a guardar um artefato tão poderoso. Adentramos por um dos vértices do que parecia um cômodo triangular, equilátero, com um círculo delimitado ao centro, como que perfeitamente inscrito na outra figura geométrica. – É areia movediça. – alertei puxando a filha de Hermes, vendo-a já quase pisar no interior do círculo, prestes a cair na armadilha. – Teremos que atravessar com cautela, onde está o artefato? – no momento em que perguntei, percebi que a semideusa chorava profusamente, caindo de joelhos no chão, com os olhos fixos em outro vértice do triângulo, onde uma gaiola apoiada ao chão aprisionava uma espécie de serpente. – LEGOLAS, NÃO!!!! – ela gritou a plenos pulmões, e não poderia impedi-la de fazê-lo. O olhar da cobra voltou-se em nossa direção, alcançando o dela e desatando a falar tanto e tão alto quanto. – A cobra fala...? – franzi o cenho falando não especificamente para ninguém, meu peito pesado dava sinais de que minhas horas de vida estavam terminando, e se queria ajuda-la, teríamos de correr. – Meus tênis. – ela disse balançando os pés, de modo que as asas logo se desenrolaram, a içando no ar. Soube da importância da cobra quando a menina sequer se lembrou de pegar sua preciosa garrafa de gim antes de agir.

No outro vértice, estava o artefato, mas Livien sequer olhou em minha direção, sequer quis ouvir minha teoria de que ela teria apenas uma chance. Voou até a serpente sem olhar para trás, abriu de forma apressada o cadeado da gaiola, gesto que fez um ruído de pedra arrastando sobre pedra se iniciar, diminuindo o tamanho do cômodo mais rápido que eu gostaria, nos arrastando em direção ao círculo de areia movediça, assim como o artefato, que estaria completamente fora de alcance caso caísse na areia. – LIV! – gritei quando meus pés estavam à beira da armadilha, vendo-a voar de volta com a serpente em seus ombros, abraçando-me e erguendo-me junto a si. – Morreremos os três. – ela disse voando em seus últimos esforços até o vértice onde estava o artefato. – Mas destruiremos essa pussanha antes. – a semideusa me segurou pelos joelhos, fazendo-me ficar com as mãos livres, e alcançar o artefato antes que sumisse completamente na areia movediça. – Agora, como destruímos isso? – perguntei já sentindo o tênis começar a falhar, enquanto perdíamos altura. – Legolas, esprema-o! – captei a ideia da menina, jogando o objeto para a serpente, que prontamente enrolou seu corpo ao redor do mesmo, exercendo sua força muscular que fez surgir nele um trinco. Então a sala parou de diminuir, e a areia movediça escoou completamente, dando origem a um piso de pedra bem sujo. Os tênis alados de Livien perderam suas forças, nos derrubando violentamente no chão duro, o que fez a serpente soltar o objeto, que rolou para longe, parando aos pés de... Oh, céus, aquilo só podia ser um deus, ou melhor, uma deusa.


POV LIVIEN
Confronto final

Rolei no chão me arrastando em direção ao artefato, vendo o objeto ser erguido por um par de mãos femininas, que o envolveram cuidadosamente, como quem envolve um filho. Pela aura que irradiava daquela presença, soube que não lidávamos com um mortal, até que sua voz inconformada ecoou pelo espaço triangular, me fazendo reconhece-la quase que imediatamente. – Vocês trapacearam. – ela disse, cruzando os braços sobre o peito de forma inconformada. – Tem de haver um vencedor, nem todos podem ganhar. – meus olhos piscaram algumas vezes antes de fitar suas vestes divinas com mais atenção. Nice, só podia ser ela. E sua incrível obsessão por jogos. Me levantei, arrumando Legolas sobre meus ombros, enquanto Logan se erguia com mais dificuldade. Estranhei sua aparência ainda mais pálida, e suas mãos geladas quando este as pousou sobre meus ombros, transmitindo a intenção de seu plano com o olhar, me fazendo balançar a cabeça e tentar impedi-lo, sem sucesso. – Proponho uma batalha então, o prêmio, o artefato em vossas mãos, lady Nice. – o ouvi dizer enquanto meus olhos já transbordavam em lágrimas, a cabeça balançando para os lados em uma ampla negativa. – Não Logan. Não... NÃO!!! – por mais que eu repetisse, o olhar interessado da deusa o estimulou a continuar falando. – Eu contra a filha de Hermes. – Logan continuava, me fazendo chorar cada vez mais, a ponto de soluçar de um jeito nada bonito, com o rosto coberto de lágrimas, pó de esfinge e saliva. – NÃO!!!... – minha voz falhou, não ouvia mais nada com clareza, apenas suas vozes decidindo por mim qual seria o próximo passo daquele jogo.

– E o que eu ganho com isso, alfa. – a deusa disse descruzando os braços, sem conseguir resistir à ideia de uma competição.

– Ganha uma alma, quem morrer se tornará seu prisioneiro pela eternidade. – Logan argumentava de forma bem convincente. – De que adianta escravizar tantos lobos? Só nos reproduzimos na forma humana, e um dia todos morrerão. – Nice ergueu uma sobrancelha, caí de joelhos ao chão ouvindo-a aceitar a proposta, enfiando o artefato no decote e batendo palmas animada.

– Que comecem a batalha, mas tenho uma condição. – ela dizia com um sorriso que cruzava o rosto. – O façam em forma de lobo, é muito mais excitante.

Meu choro não cessava, e a deusa parecia impaciente com nossa demora em nos transformar, neguei com a cabeça, o olhar de Logan insistindo que me transformasse, tomando ele mesmo a forma lupina e rosnando em minha direção. – Não posso... – murmurei fitando Legolas assustado, sob o olhar ácido e impaciente de Nice.

Me transformei.

E, naquele momento, nossas mentes foram interligadas. E Logan me mostrou que estava morrendo, que era este o motivo de sua palidez, de sua fraqueza. “Mesmo assim, não posso fazer isso, Logan.”. Pensei rosnando em sua direção, as palmas da deusa cada vez mais altas, enquanto seus risinhos animados ecoavam pelo local. “Faça.” Ele pensou, fazendo as palavras chegarem aos meus pensamentos. “Ou minha morte será em vão.”

Então eu fiz.

Por Legolas, e por todos os lobos que estavam sob o controle daquele artefato maldito e das psicopatias de Nice. Corri até ele e cravei meus dentes em sua jugular.

“Desculpe, Logan,... eu te amo...”

Meu último pensamento acompanhado do sabor ferroso de sangue, e do ofuscar do brilho vermelho de seus olhos. Eu o havia matado, meu primeiro amor, e teria que lidar com isso pelo resto da vida.


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Re: [CCFY] Regresso à ilha...

Mensagem por Liv Herondale Belluz em Qui Jul 13, 2017 5:28 pm


PARTE FINAL
Conclusão



NARRADOR DE VOLTA AQUI AQUI
Pensou ter se livrado de mim?


Após o duelo, Livien retornou à forma humana, encarando o corpo morto de Logan por longos minutos. A semideusa chorou inconsolável, um misto de dor e ódio circulando por suas veias, naquele momento, nem a maldição da ilha conseguia fazê-la ver o lado bom daquela situação. Seu rosto tinha feições duras e sérias, nenhum vislumbre do sorriso que sempre a acompanhou.

– Meus parabéns, você venceu! Quando digo que nós mulheres somos o sexo forte, não é à toa, estava torcendo por você, sabia? – a voz da deusa apertava seu peito, a menina ergueu-se sobre as pernas doloridas, encarando-a enquanto enxugava as lágrimas. A filha de Hermes estava destruída, mas não daria a Nice o gostinho de perceber o quanto. – O artefato. – pediu estendendo a mão, lançando-o imediatamente a Legolas assim que o recebeu, observando a serpente destruí-lo completamente, enquanto Nice tagarelava sem parar se perguntando onde estaria a alma do lobo escravo que ela havia ganho.

Livien deixou a ilha com Legolas antes que a deusa descobrisse que lobos são almas da natureza, e certamente Logan renasceria em algumas gerações, sendo impossível escraviza-los no pós-morte. Era um dia de luto, e ela honrou a morte de Logan realizando a missão que ele havia pedido por ajuda. Libertou seus irmãos dos joguinhos de Nice e levou Legolas de volta para a segurança do acampamento Júpiter, onde encontrou na companhia de seus amigos campistas o conforto e a bebida que precisava para continuar a viver.

“A vida de um semideus é feita de perdas,
lidamos com a morte e com nossas escolhas todo o tempo.

Não pedimos para nascer, também não pedimos para morrer.

Não gostamos de matar, mas neste jogo da vida,
sobreviver é tudo que importa.

Principalmente quando há quem dependa de você,
quando há quem te faça ultrapassar seus próprios limites.”


Poderes Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Perícia com Adagas e Caduceu I
Descrição: A prole do deus dos ladrões possui, naturalmente, uma habilidade com Caduceus e Adagas, entretanto - mesmo que sejam destaques natos, nesse nível, sua habilidade ainda é muito pouco desenvolvida.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +10% de assertividade no manuseio de Adagas e Caduceus.
Dano: +5% de dano, caso acerte o golpe.

Nível 2
Nome do poder: Ofidioglota.
Descrição: Por seu pai possuir duas cobras em seu caduceu, você tem o poder de conversar com as cobras, e elas lhe obedecem, a não ser que se trate de animais lendários ou amaldiçoados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue entender e falar com as cobras, o que também faz com que elas lhe respeitam, sirvam de guia, ou te ajudem em algum momento. Também podem executar pequenas ordens.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: GPS Nato.
Descrição: Nesse nível os filhos de Hermes conseguem facilmente se localizar no globo terrestre. Eles também sempre sabem como chegar a qualquer lugar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre saberá onde está, ou como chegar em determinado local, ou seja, nunca fica perdido.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Metabolismo Acelerado I
Descrição: Por serem tão rápidos, os filhos de Hermes têm um metabolismo extremamente acelerado que necessita de muita energia, no caso alimento, para se manter funcionando. Sendo assim, a recuperação do herói é muito mais rápida que a dos outros semideuses. Nesse nível, apenas funciona em ferimentos leves.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15 de HP e +15 de MP
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Velocidade I
Descrição: Hermes/Mercúrio é o deus mensageiro, portanto, precisa ser rápido. Por isso a ele é atribuído o dom da velocidade. Seus filhos possuem velocidade maior que os outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Escorregadio I
Descrição: Você é muito bom em se esquivar, se camuflar e se esconder podendo usar disso para se livrar de confusão. Nesse nível é capaz de se esconder facilmente de mortais e monstros comuns.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos:
Nível 2
Nome do poder: Especialista em arrombamentos
Descrição: Os filhos de tal divindade possuem a habilidade de arrombar qualquer fechadura existente, apenas aquelas encantadas por deuses conseguem escapar dessas crianças.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Sentir presença
Descrição: Caso esteja procurando um objeto em especifico poderá localiza-lo em poucos minutos, desde que saiba sua localização – por exemplo: Saiba que ele estar numa ilha, mas não o ponto exato – ao seguir para esse local saberá exatamente em que ponto está a arma escondida. É um sentimento, um sentido extra que lhe permite encontrar o que procura com mais facilidade, funciona como um GPS.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Pontos Fracos
Descrição: O semideus é capaz de localizar os pontos fracos de seus oponentes através de uma rápida análise, sendo capaz de usar isso em seu favor.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Pode detector o ponto fraco do inimigo, mas isso não permite você ataca-lo, cabe ao seu personagem descobrir como acertar esse ponto.

Equipamentos e Arsenal:
* Tênis Alados: Um par de all star preto e de cano médio. Aos olhos dos mortais é apenas um tênis, mas ao dos semideuses e seres mitológicos é um tênis com assas brancas, que são capazes de fazer o semideus voar. Os sapatos crescem de acordo com o pé do semideus, portanto nunca ficaram apertados. As asas do sapato só aparecem quando o dono ordena.

* Caduceu celeste: Caduceu que permite que o dono consiga fazer abalos sísmicos fracos, conseguindo fazer um tremor em um raio de 30 metros.

Bênçãos e Maldições:
Semi-Licantropo- Capacidade de transformar-se em um lobo não um lobo qualquer, suas garras e presas são feitas do metal dos deuses, negros como a noite, o pelo robusto é como uma armadura de guerra não pode ser ferido por uma arma qualquer, o ponto fraco para isso é a barriga, se atingido em tal área retornara a forma original, ainda pode se preferir apenas transformar parte do corpo em animal, por exemplo expor apenas os caninos, as garras ou os braços concentrando seu poder naquela parte especifica do corpo. Além disso tem os sentidos mais apurados, visão, audição, velocidade e força, e ao contrario dos lobisomens pode transforma-se quando quiser e não apenas na lua cheia ainda podendo regenerar o corpo muito mais rápido quando ferido, um corte pequeno por exemplo cicatrizaria em questão de segundos, enquanto um corte fundo levaria apenas algumas horas.



Vem com a Liv, delícia!
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Liv Herondale Belluz
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Re: [CCFY] Regresso à ilha...

Mensagem por Vênus em Sex Jul 14, 2017 3:05 pm

Avaliada!
4.000 XP + 4.000 Dracmas
+ Recuperou o mascote que já lhe pertencia.
Extras:

Querida, adorei o jeito espontâneo de sua personagem, e me diverti muito com seu NPC, poucos exploram Npc's do jeito que você fez, é um diferencial criativo e muito bem vindo. Encontrei poucos erros em sua historia referente a ortografia, algumas palavras repetidas, mas nada que possa prejudicar a leitura nem nada semelhante. Sua escrita é leve, gostosa, então eu não tive um grande trabalho no decorrer do texto, fiquei mesmo entretida. Parabéns.


Vênus, love's lady
..
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Vênus
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Re: [CCFY] Regresso à ilha...

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