The Blood of Olympus
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CCFY ~ O mistério de Harbin

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CCFY ~ O mistério de Harbin

Mensagem por Evie Farrier em Qua Jul 12, 2017 10:15 pm




The Mission
CCFY para mascotes!


Eram raras as vezes em que precisávamos sair do país para realizar qualquer que fosse a missão. O primeiro desafio eram as longas distâncias a serem cruzadas. O segundo seria como ultrapassar as barreiras geográficas. Pelo ar? Júpiter poderia estar de mal humor e derrubar o avião. Pelo mar? Monstros marinhos existiam e sempre corria o risco de afundar toda a embarcação. Um dos principais argumentos de Rebecka, a única outra pretora do acampamento além de mim, era de que eu poderia vencer a distância entre os Estados Unidos e a China. A verdade? Ela não queria ir para uma das cidades mais frias do mundo. Eu tinha certeza disso!

-Você não precisa ir sozinha – escutei o resmungo de Kyra atrás de mim.

Eu não precisaria estar vislumbrando a ruiva para saber que agora ela estava de braços cruzados e com um enorme beicinho nos lábios. Isso provocou um pequeno sorriso, afinal era sempre gostosinho descobrir que conhecia alguém ao ponto de saber exatamente os seus trejeitos. Terminei de fechar a minha mochila sem fundo, depois de colocar as últimas peças de roupas ali dentro. Só então respirei fundo e girei nos calcanhares para enfrentar uma namorada que tentava disfarçar a preocupação com seus argumentos lógicos, uma tentativa de fazer-me ficar e não ir de encontro ao perigo.

-Eu preciso ir, babygirl – disse no meu tom mais suave, aproximando da filha de Vênus.

-É perigoso – ela alertou pela milésima vez, descruzando os braços para segurar em minha blusa, apertando os dedos no tecido com força – Os humanos estão considerando aquilo um massacre, Evie. Se a névoa mostrou o que aconteceu dessa forma para eles, eu não quero cogitar o que realmente aconteceu em Harbin.

Havia saído em todos os noticiários há uns três dias atrás a reportagem de um grupo de turistas que foram atacados por animais em Harbin. Uma cidade chinesa popular por seus festivais de inverno, ela recebia turistas durante todo o ano por manter sempre a constância de clima frio, além de ter suas construções que permitiam atrações de inverno mesmo quando era verão. O ataque havia sido tão cruel e atroz que demoraram de reconhecer os corpos. O problema? Um deles era filho de um senador romano. O mistério? Todos eles estavam sem o coração dentro dos corpos.

-Justamente eu preciso ir, Kyra – argumentei pacientemente, roçando o dedo indicador na lateral do rosto dela – Eu preciso descobrir o que aconteceu com aquelas crianças, eu sou a pretora e...

-... responsável pelos legionários – Kyra bufou e revirou os olhos, puxando-me para mais perto de si – Uma vez cavaleira de ouro, sempre cavaleira de ouro, não é mesmo?

Foi impossível segurar o riso ao escutá-la me chamar da mesma forma que havia feito no nosso primeiro encontro, ainda no famigerado Festival de Música. Sem conter o ímpeto, encaixei nossas bocas em um beijo. Era para ser um toque simples, uma despedida que deixaria aquele gostinho de “até breve”. Mas no primeiro sinal de que estava para me afastar, a garota mais nova levou a mão até meu cabelo, entrelaçando os dedos nos fios soltos, os segurando firme ao mesmo tempo em que aprofundava o beijo. Ela obteve nessa pegada dominante toda a minha capacidade de raciocinar, logo eu estava derretendo e apenas obedecendo aos comandos dos lábios e da língua dela. Por sorte, não demorou para que o ar começasse a faltar e os meus pulmões reclamarem da falta de oxigênio. Ironicamente, foi isso que despertou aquele fiozinho de pensamento.

-Kyra! – exclamei ofegante, quebrando o beijo sentindo a boca formigando, afastei uns bons passos ainda com a mente turva – Você é um perigo, sabia disso?!

-Eu jogo com todas as armas disponíveis – ela tentava disfarçar, mas a respiração estava tão errônea quanto a minha.

Esse era um dos motivos de me encontrar tão apaixonada por aquela garota petulante. Rindo, apenas peguei minha mochila e a joguei sobre meus ombros. Kyra estava mais uma vez de braços cruzados e tentando, inutilmente, conter o beicinho. Acenei em uma despedida, sentindo aquele aperto no peito por ter conhecimento de que passaria dias longe dela.

-Prometo trazer lembranças para você – disse enquanto me aproximava da maior sombra do quarto.

-Traga você inteira! – ela exclamou exigente.

Eram raras as vezes em que eu pulava em uma sombra com um sorriso no rosto, mas como não sorrir ao pensar que quando eu voltasse ela estaria me esperando, independentemente de qualquer coisa?

(•••)

Não era para parecer algo tão incrível assim, mas o era.

A viagem nas sombras, por ter cruzado praticamente metade do globo terrestre, me fez ficar desgastada assim que meu corpo alcançou o meu objetivo. Por isso, fora preciso ponderar bastante onde iria ser o meu ponto de chegada. Já imaginando o meu estado físico depois da viagem, tudo acabou sendo pensado nos mínimos detalhes. Alguns secretários entraram em contato com um legionário já adulto, diplomata inglês que servia a embaixada inglesa na China. O diplomata entrou em contato com a pessoa mais próxima de Harbin, solicitando a assistência e que até mesmo fosse para a cidade dias antes para iniciar um processo de investigação básico.

As onze e trinta e dois da noite, meu corpo saiu de uma sombra de um ponto mais reservado de um parque. Coloquei minhas mãos na cintura e mantive minha cabeça baixa enquanto permitia que meus sentidos parassem de processar que o mundo estava girando ao meu redor. Isso foi o tempo de um carro parar próximo ao meio fio e buzinar duas vezes. Ergui o olhar um tanto desconfiada, observando um rapaz muito bem arrumado se aproximar. Ele era alto, com provavelmente um metro e setenta e cinco no mínimo. Cabelo castanho escuro e com um bagunçado charmoso, os olhos repuxados que lhe garantia a característica mais marcante de um asiático. Seus traços eram chineses, algo que aprendi a diferenciar desde que cada vez mais legionários do extremo leste começaram a aparecer.

-Srta. Farrier? – ele questionou com um sotaque engraçado, fazendo uma breve careta como se estivesse temeroso em estar pronunciando errado meu nome.

-Você deve ser o contato, desculpe, mas seu nome está escapando a minha memória – falei de maneira educada e sincera.

-Pode me chamar de ZhouMi! Já ajeitei tudo com o senhor Tompson, seguiremos para o hotel em que ficará hospedada e farei o relatório completo do que descobri até agora.

Concordei com um sutil manear de cabeça, ajeitando a mochila nas minhas costas antes de esconder minhas mãos dentro do bolso da jaqueta que usava. ZhouMi seguiu ao meu lado, suas inúmeras perguntas sobre a América e a Califórnia apenas demonstraram um traço mais agitado e curioso do jovem chinês. Não levamos mais do que cinco minutos para adentrarmos um hotel que imitava a arquitetura de um palácio chinês. Elegante, épico e com variações de vermelho, dourado e branco nas paredes e pilastras. Era definitivamente um dos hotéis mais bonitos que eu já havia adentrado.

O quarto não era a suíte presidencial, porém eu sabia que tão pouco era uma suíte reservada aos hospedes comuns. Havia uma pequena sala e o quarto era reservado, com uma bonita vista e acesso a um jardim oriental. Joguei minha mochila em um canto, olhando ao redor com um leve ar crítico em busca de armadilhas. Não me culpem, era algo inerente depois de ter sido pega de surpresa inúmeras vezes depois de adentrar um local desconhecido.

-Imagino que não queira descansar primeiro – ZhouMi presumiu, descobri que ele estava em uma espécie de cozinha pequena, servindo pequenos copos com um algum líquido – Mas beba isso, irá esquentar seu corpo e...

-Eu não sinto frio – o cortei delicadamente, preferindo apenas ir sentar em uma das poltronas da sala – A não ser que não seja algo “normal”. Vamos direto ao ponto ZhouMi, o que descobriu?

-Antes de mais nada, o que sabe sobre Harbin?

-É uma cidade turística agora, com um dos maiores festivais de inverno do mundo. Mas antes sofreu várias invasões, japonesas e russas, até finalmente se firmar como parte da China. Eu fiz minha lição de casa.

-Vejo que sim, isso já economiza bastante do meu discurso – ele virou os dois copos antes de maneira calma vir sentar a minha frente. O jovem pigarreou e mexeu no cabelo antes de prosseguir – Não foi uma guerra comum a que aconteceu aqui. Não é a toa que três países diferentes disputaram esse território. Seus chefes possuíam ligações místicas, sejam eles espíritos ou filhos destes.

-Foi uma guerra entre panteões – deduzi inclinando meu corpo para frente, um sinal evidente de que minha atenção estava redobrada.

-Sim e, pelo que dizem, foi terrível e sangrento. Para alcançarem a paz, chegaram ao consenso de que a cada cinquenta anos um dos dominadores teria o comando sobre o lugar. Atualmente é a vez da China, estão apenas na metade do tempo proposto. No entanto... os espíritos japoneses estão agitados e atacando os chineses.

-Por que esse lugar é tão disputado? O que há aqui?

-É um centro de convergência das Lay Lines. Elas fluxos de energia eletromagnética, mas eu gosto de pensar que elas são como o sistema nervoso do próprio planeta. Elas existem de diversas formas, com diferentes graus de refinamento de várias formas de energia. Seja ela qual for. As lay lines são padrões energéticos que correm por todos os pontos que conectam o planeta, percorrendo todos os planos que aqui coabitam. Paraísos, dimensões, infernos... Tudo é conectado por essa rede de energia.

Já não me surpreendia mais por esse local ser tão cobiçado. Sem tirar o fato de que fazer dessa região um ambiente turístico, era atrair um fluxo enorme de pessoas. Repousei as costas contra o encosto, as pernas cruzando lentamente enquanto minha mente começava a funcionar a todo vapor.

-Como conseguiu essas informações? – questionei escondendo perfeitamente o tom desconfiado.

-Eu tinha um contato aqui, ele é um espírito importante e gentil, mas foi capturado. Se quisermos saber mais sobre a situação e quem vem atacando os turistas, principalmente o porquê disso, precisaremos resgatá-lo primeiro.

-Alguma dica de como faremos isso?

-Er... mais ou menos – respondeu mexendo no colarinho da blusa que usava – Quero dizer, eu tenho contatos e sei que ele será transportado amanhã seguindo a saída leste da cidade e...

-Ok – o cortei e levantei.

-Ok? Não vai questionar mais nada?

-Ah vou sim – retirei o meu anel negro do dedo e em segundos o acessório metálico se transformou em um cajado, tendo suas lâminas de lança acionadas assim que eu apontei a arma em direção ao pescoço do garoto chinês – Quem é você e onde está o meu informante verdadeiro?

Eu havia notado assim que entramos no hotel. Uma das referências usadas pelo Sr. Tompson, o contato em Londres, era de que o jovem rapaz que me receberia possuía o braço esquerdo e pedaço da mão tatuada. Assim que ele cumprimentou a recepcionista, golpeando a palma da mão direita com o punho esquerdo, inclinando logo depois o corpo em reverência... A manga da blusa subiu e revelou a pele branca isenta de tinta permanente.

Descobrir que o garoto ZhauMi, ou seja lá o verdadeiro nome dele, não era o meu informante me fez ponderar duas coisas. Ou era uma armadilha, ou havia algo acontecendo que não estava explícito no jogo ainda. Eu teria minhas respostas, de um jeito ou de outro! Por isso, apertei mais o corpo do cajado em minhas mãos e devia estar assumindo um ar ameaçador quando a porta se abriu de uma vez.

-Eles quebraram a barreira feitas pelos amuletos....! Liberte o ZhauMi!

Era uma garotinha que deveria ter por volta dos treze anos. O cabelo era curto e possuía uma franja que lhe caia sobre os olhos repuxados. Ela seria completamente normal se não estivesse exibindo belos caninos bestiais e não tivesse um rabo ruivo e felpudo agitado em suas costas! O chinês que estava a mercê de minha lança, a empurrou para o lado e saltou. O movimento brusco me fez ficar na defensiva, girando a minha arma ao meu redor para aponta-la de maneira ameaçadora novamente. Mas tudo o que ZhauMi fazia era estar ajoelhado com os o corpo curvado para a frente, pois sua testa encostava no chão assim como as mãos. Eu sabia que aquela era uma pose de respeito, submissão e de alguém que estava implorando.

-Nos ajude! Eu prometo que explicarei tudo. Mas nos ajude! Não deixe que destruam esse hotel, é o nosso lugar seguro!

Um estrondo ressoou por todo o ambiente. Sendo aquele garoto inocente ou culpado, de uma coisa eu poderia ter certeza: aquele lugar estava sobre ataque. Rosnei baixinho, tomando uma decisão pela qual eu rezava ser a correta. Transformei meu cajado em um anel mais uma vez, o colocando rapidamente em meu dedo. Um segundo estrondo aconteceu, fazendo-me caminhar para o lado de fora ao mesmo tempo em que mordiscava a ponta de meu polegar. Com a falange sangrando, a passei sobre meu pulso esquerdo, bem sobre a tatuagem para ativar o ritual de invocação de armas.

Foi impossível não abrir um sorriso pequeno, que existia ali no canto de meus lábios, assim que a Supremancy apareceu a minha frente. Uma espada feita sobre medidas, em sua forma de espada de dois cortes. Feita de adamantino e ouro imperial, aquela era sem sombra de dúvidas a minha arma favorita.

Ao atingir o jardim oriental, outro estrondo reverberou ainda mais forte e, dessa vez, eu conseguia ver rachaduras em uma espécie de redoma no céu. Ao que parecia o lugar era mesmo protegido e com um campo de proteção. Não houve mais estrondos ou barulhos estranhos, uma sombra cobriu o brilho lunar e caiu bem sobre o topo, quebrando de vez a proteção que rondava o lugar. Duas massas enormes caíram no jardim, fazendo o chão tremer e se partir com a força do impacto.

Elas deveriam ter por volta dos três metros e meio de altura, extremamente peludas e grandes. Como grandes macacos albinos, não duvidava de que aquelas criaturas poderia ser a versão de pé grande dos japoneses. A postura era completamente agressiva, os dentes estavam a mostra, a respiração pesada como a de um animal prestes a atacar. Existiu aquele segundo único e singular, em que os inimigos se encaravam e calculavam todas as possibilidades. Eu tentava analisar todas as proporções daquelas criaturas e fazer as primeiras percepções, mas o segundo foi anunciado como encerrado com um urro gutural do pé grande da esquerda.

Ele avançou a passos largos e pesados. Sem ter tempo para pensar e com o sangue fervendo em minhas veias, também avancei segurando firme na empunhadura de minha espada. O monstro fez o seu primeiro movimento, o braço esquerdo com a mão fechado em punho veio em minha direção, em um golpe horizontal. Abaixei meu corpo e o girei para ficar na lateral do monstro, pronta para atacar em seu flanco aberto... Quando senti algo atingindo pelo lado, forte o suficiente para lançar meu corpo a metros do chão. O impacto contra a parede fora tão grande que ela rachou e quebrou, jogando-me dentro de um quarto! Deuses, aqueles monstros deveriam possuir uma força herculana! Tal qual teriam cinco filhos de Marte trabalhando juntos!

Qualquer outro que tivesse recebido esse golpe provavelmente estaria em sérios problemas. Mas assim que me recuperei mais do susto de receber um golpe inesperado, a adrenalina voltou a circular em meu sangue plenamente. Levantei dos escombros e já não usava mais minhas roupas comuns. Em meio ao golpe, tinha ativado a minha jaqueta a transformando em uma armadura leve, feita em metal prateado ainda misterioso, mas que permitiu que metade do impacto fosse anulado. Escutei um soluço, infantil e delicado, atraindo minha atenção para uma garotinha que estava encolhida no quarto. Ela possuía a sua frente um gatinho preto, do tamanho de um filhote, mas que estava totalmente na defensiva como estaria uma fera.

O fato dele estar faiscando não era o que fez meu coração falhar uma batida. Haviam outros hospedes ali, humanos ou não, existiam pessoas inocentes naquele hotel. Inclusive crianças. Rosnei alto, avançando para fora do quarto com a determinação e a coragem redobrada. Os dois monstros peludos estavam destruindo o jardim com um comportamento estranho. Eles jogavam as coisas para o lado e observavam o lugar, como se estivessem procurando por alguma coisa.

Pois bem, eles haviam encontrado uma descendente da guerra!

De minha garganta escapou um som similar a um alerta de ataque. Eu não gostava de atacar o inimigo pelas costas, era desleal, apesar de efetivo. Aquilo chamou a atenção dos monstros, o mais próximo bateu contra o peito e avançou como se estivesse aceitando o desafio. Permiti que a minha armadura ativasse a sua plena função, meu corpo sensível a magia podia sentir as runas reagindo ao meu comando. Foi como se tivesse consumido uma droga potencializadora. De repente, todo o meu corpo pareceu entrar em uma sintonia perfeita com a velocidade e a força. O monstro veio de frente, erguendo os punhos para cima e, quando perto o suficiente, os desceu com o intuito de me esmagar. Joguei meu corpo para o lado, esquivando com graça e uma velocidade surpreendente.

-Et abcissi! – exclamei o feitiço, fazendo um corte limpo que percorria toda a extensão do braço do monstro.

Segurei minha espada com ambas as mãos, com o intuito de ter maior segurança enquanto a empunhava e aplicava mais força no meu próximo golpe. Estava na lateral do monstro, avancei um pouco e girei em um golpe, mantendo minha espada na horizontal para provocar um corte com aquele movimento. A espada atingiu as costas peludas, a força foi suficiente para provocar um corte profundo e longo. O monstro caiu ao chão, o sangue escorrendo livremente pelas duas aberturas em seu corpo. Não me incomodava que eu visse a parte interna, quase ao ponto de vislumbrar os ossos.

O segundo monstro estava perto. Tinha avançado enquanto atacava o seu parceiro peludo. Eu já estava pronta para armar o meu ataque quando duas bolas de fogo atingiram o pé grande japonês. Uma das bolas havia atingido em cheio o rosto, o fazendo levar ambas as mãos para o focinho chamuscado e começar a se debater. Joguei minha espada para o alto, fazendo com que ela se dividisse em duas e se transformasse em espadas gêmeas, mas com os materiais divididos. As peguei em pleno ar, passando a avançar a passos rápidos e decididos ao monstro. A espada em minha mão esquerda era feita de ouro imperial, enquanto que em meu punho destro ostentava a de adamantino. Quando próxima o suficiente, pisei firme ao chão e estiquei os braços em horizontal, ativando uma habilidade que era conhecida como Whirlwind.

Meu corpo começou a girar como um redemoinho, um golpe em 360º que atingia tudo o que estivesse próximo de mim. O enorme macaco não teria como escapar, indefenso pelo ataque de fogo em seu rosto, seu corpo começou a ser golpeado tanto pela minha arma quanto pela energia invisível gerada pelo Whirlwind. Ele acabou despedaçado e ao chão, o cheiro de sangue mesclava-se ao de pelo chamuscado. Levou um tempo até que os dois monstros se transformassem em pó e retornassem ao seu próprio inferno.

Inspirei fundo olhando ao redor em busca de novas ameaças, mas tudo o que eu vi foi uma nova versão de ZhauMi. Ele possuía três caudas em suas costas, de pelo avermelhado e pontas esbranquiçadas. No topo de sua cabeça, em meio ao cabelo revolto, orelhas de raposa haviam crescido. Até mesmo os olhos estavam animalescos!

-Explique-se! – ordenei ainda mantendo as espadas bem firmes em meus punhos, a postura defensiva e o olhar ameaçador – Tem um minuto para não me convencer a não te bater até explicar tudo.

-Eu realmente me chamo ZhauMi! Mas não sou seu informante, ele foi morto quando finalmente alcançou as respostas que procurava! Eu o escutei falando sobre sua chegada e pensei em usar isso em meu favor.

-O que eram esses monstros?

-Hibagon! Monstros japoneses que vem atacando o templo desde que o inferno começou! – ZhauMi tentava se explicar rapidamente.

Eu escutei um grito vindo de minha lateral. Ao virar o rosto, tive apenas o tempo de ver a garotinha que tinha adentrado o quarto antes. Ela vinha correndo com uma lança em mãos, o ataque era tão lento que tudo o que eu fiz foi recuar um passo para trás, a fazendo passar direto a minha frente. Porém logo sentia pequenos socos em minha perna, seguido de uma mordida aguda bem atrás de minha coxa, na parte desprotegida da bota e da saia da armadura.

-Auch! – exclamei balançando minha perna, fazendo com que o filhote de gato acabasse caindo. Ele rosnou para mim e seus pelos se eriçaram liberando eletricidade – Mas o que...?

-Não machuca o tio ZhauMi! – a pequena criança tinha os punhos erguidos e lágrimas nos olhos – Ele só estava tentando nos proteger!

Todos nós possuíamos uma fraqueza. Não importava o quanto o semideus fosse poderoso ao ponto de erguer o queixo perante um ser divino. A minha fraqueza era, indiscutivelmente, crianças. Ainda mais depois de um episódio na enfermaria, quando uma criança morreu em meus braços porque era melhor do que continuar vivendo em dor e agonia. Soltei um longo suspiro, sabendo que aquele ser de um metro e meio de altura, com bochechas vermelhas pela vontade de chorar, havia quebrado as minhas defesas. Juntei minhas espadas em uma só, finquei a ponta no chão deixando que a espada se sustentasse. Ergui as mãos ao mesmo tempo em que deixava a minha armadura se desmanchar e refazer-se em uma jaqueta escura.

-Sem mais batalhas – decretei e lancei um olhar de canto para a garotinha e o gatinho elétrico – Eu só quero a verdade, a partir dai tomarei uma decisão. Que tal começarem com quem são vocês?

-Espíritos chineses – ZhauMi respondeu, também retornando a sua forma humana – Em nossa cultura, é comum os espíritos viverem disfarçados ao redor dos humanos. Somos ligados a natureza em si e movidos por propósitos diferentes. Eu sou um Hulijing, um espírito de raposa, o mesmo para a nossa valente Mei. Todos nesse hotel são espíritos ou humanos sensíveis a nós.

-O que aqueles monstros estavam procurando?

- Os Hibagons estavam procurando um espírito poderoso o suficiente – os ombros de ZhauMi abaixaram e ele pareceu verdadeiramente tenso e preocupado – Luduan é um espírito da verdade, uma fera da justiça e mestre desse hotel. Ele fora capturado e eu não gostaria de imaginar o que estão fazendo com o mestre.

-Era ele quem você estava tentando me enganar para salvar.

-Sim. Ele sabe muitas verdades e os japoneses estão atrás de algo perigoso, incentivados por uma entidade muito poderosa e antiga. Eles querem libertar a deusa abandonada no inferno e isso traria uma calamidade sem fim, pois Izanami não teria limites para a sua vingança.

-Luduan sabe como libertar a deusa japonesa – presumi tocando o meu queixo pensativa – Alguma chance deles estarem por trás dos assassinatos? O massacre que foi visto como um ataque lamentável e cruel de animais?

-Com certeza são os Onis, demônios japoneses, se alimentando e ganhando forças.

-Em resumo nós temos de resgatar o Luduan para evitar que ele revele como libertar uma deusa do inferno que trará a desgraça na Terra – falei e olhei para cima, falando com ninguém em específico – Vocês nem pra mudar o enredo mudam né? Sempre a mesma catástrofe!

-Nós? Isso quer dizer que você vai nos ajudar? – ZhauMi se aproximou com um olhar esperançoso como o de uma criança.

-Primeiro preciso de um banho, sinto que estou fedendo a macaco. Depois, você vai me contar todos os detalhes desse Luduan e os japoneses.

Deter quem havia matado o filho do senador era a missão principal. Ninguém havia dito que eu não poderia ajudar espíritos chineses a evitar que seus colegas orientais invocassem uma deusa renegada, certo?


Informações da Parte 1

Atributos físicos:
Atributos físicos (origens: passivas, habilidades aprendidas, equipamento)

Reflexos 50 %
Coordenção motora 50 %
Equilíbrio 90%
Resistência corporal 30%
Força 40%
Velocidade 110%
Agilidade 70%
Esquiva 50%
Flexibilidade 40 %
Mira 30%
Habilidades Passivas:
Poderes e Habilidades Passivas

Belona

Nível 40
Nome do poder: Perícia com Espadas IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a espada tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 45
Nome do poder: Hipercinesia III
Descrição: Esse é o momento em que mente e corpo encontra-se em completa sintonia. Você não apenas pensa e age, mas como pode fazer os dois ao mesmo tempo. A leitura do ambiente torna-se perfeita, permitindo assim o combo de muitas outras habilidades ativas com a sua capacidade hipercinética. Sua mente e corpo tornam-se a sua maior e principal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos
Dano: Nenhum

Nome do poder: Last One II
Descrição: O apetite por vencer tornou-se ainda maior e mais fácil de ser conquistado, agora a cada inimigo que cai ou desiste graças as habilidades da prole da guerra, seu corpo e espírito se regozija e permanece ainda mais firme para continuar a batalhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100 de HP e MP a cada vitória.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Interna
Descrição: A prole da deusa da fúria em guerra detém uma força interna que se transforma em força física. Com isso, o impacto dos seus golpes físicos passa a ter uma taxa de dano maior, além de ser capaz de levantar uma quantidade de peso muito maior do que um humano comum.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em danos físicos, capacidade de erguer até 150kg com facilidade e amassar metais comuns (resistência sigma).

Nível 20
Nome do poder: Corpo Guerreiro II
Descrição: Seu corpo desenvolveu-se e tornou-se ainda mais pronto para a batalhas de longa duração. O metabolismo evoluiu e a fisiologia do semideus filho de Belona foi potencializada. A resistência corporal tornou-se melhor ainda, assim como a imunologia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência corporal, +40% de imunidade a infecções, venenos e doenças corriqueiras como viroses.

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum


Passivos de Nox

Nível 70
Nome do poder: Cura Noturna IV
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. Feridas pequenas, e cortes superficiais agora se fecham completamente, feridas fundas se tornam cicatrizes, e grande parte de sua energia é restaurada, permitindo que o semideus fique forte novamente. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +100 MP e 100 HP
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Imunidade abaixo de 0º
Descrição: Por mais que os semideuses estejam em algum lugar em que o clima esteja abaixo de zero, eles não são afetados, sentem frio, mas não chegam a ser afetados como os filhos de outros deuses, acostumando-se com facilidade as mudanças bruscas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A mudança brusca de temperatura não o afeta tanto
Dano: Nenhum


Nível 30
Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.
Habilidades Ativas:
Poderes Ativos

Belona

Nome do poder: Whirlwind
Descrição: Conhecido como golpe redemoinho, o filho de Belona, geralmente portando uma lâmina de tamanho mediano ou maior, gira o corpo em um perfeito 360°. Ao girar, parte de sua energia é expelida como uma lâmina invisível, atingindo todos os inimigos ao redor seguindo o movimento circular, como um redemoinho. O alcance é de dois metros de diâmetro, tendo como referência a prole da guerra.
Gasto de Mp: 50MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: é baseado no material da arma somado a 25% desse valor por conta da habilidade.
Extra: Nenhum.


Nox

Nível 47
Feitiço: Et abcissi
Descrição: Um feitiço que permite fazer - sem uso de nenhuma arma - um corte limpo no oponente.
Gasto de Mp: - 50 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 60 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Nome do poder: Viagem das Sombras
Descrição: As sombras são compostas de um material obscuro e desconhecido. O filho de Nyx/Nox consegue manipular essas sombras durante a noite, a abrir passagens que lhe permitem viajar entre elas. Ao contrário dos filhos de Hades, o filho de Nyx/Nox só consegue ativar esse poder durante a noite, que é quando fica mais forte. (Não consegue abrir passagens para o castelo de Nyx/Nox, e nem para o tártaro ou planos diferentes daquele em que vive).
Gasto de Mp:  30 MP por viagem
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Benção e Habilidades Aprendidas:
Bençãos e Habilidades Aprendidas

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Legado Completo – A jovem foi abençoada por sua avó, Belona, e agora é considerada um legado completo, podendo usufruir de todos os poderes ligados a deusa da guerra. Contudo, tal benção a impede de ligar diretamente a um deus, pois seu laço está relacionado diretamente a Belona, e sua lealdade também passa a ser desta. Outro ponto criterioso seria que seu sangue incompleto a impede de ganhar os poderes extras herdados por seus filhos, ou seja, Evie é incapaz de manipular dons únicos e especiais, diferente dos filhos de Belona, que poderão herda-los.
Equipamento e Arsenal:
Equipamento e Arsenal

                     Heaven [Uma armadura semi-completa, do tipo leve. Seu material possui a cor prateada com um sutil brilho azul celeste quando pego pelo reflexo. Ela é composta por botas, peitoral e ombreiras. Seu material de base ainda é desconhecido, sendo ele presente apenas neste item único. A armadura possui detalhes em formas de asas e um tecido ao redor da cintura de cor roxa. Ela foi banhada em poções mágicas, permitindo a transformação em uma jaqueta e potencializando alguns atributos. A jaqueta é de tom escuro, com uma ave de rapina desenha nas costas. Mesmo em sua forma de jaqueta, os efeitos permanecem funcionais. Também há desenhos de runas e talismãs em seu metal, denunciando que o item foi encantado magicamente. Graças a runa de renovação, Kenaz, o efeito da poção de velocidade é renovado depois de um turno de intervalo | Efeito 1: ela diminui em 50% o impacto de danos físicos, aumenta naturalmente em 20% a agilidade e velocidade; Efeito 2: oferece uma imunidade condicional ao elemento trevas/sombras, sendo necessário o oponente ser nível superior para provocar danos com esse elemento; Efeito 3: encantada com a poção da velocidade, a armadura possui o efeito ativo de aumentar certos atributos por 3 turnos: 100% de velocidade, 40% de força, 20% de resistência. São necessários 2 turnos de intervalo, em que a runa Kenaz é ativada (-15MP) para renovar a poção da velocidade na armadura. | Material de metal prateado (único) | Espaço para uma pedra e uma gema | Resistência: Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | Nível mínimo para uso: 20 | Conquistada na missão Os Signos da Luz]


• • Supremacy [Supremacy é uma espada de tamanho mediano, de duplo corte. Mas possui a habilidade de separar-se e transforma-se em duas espadas gêmeas, de corte único. O fio de corte é extremamente afiado. Em sua forma original ela é feita de adamantino e ouro imperial e com as pedras de esmeralda real e rubi real conferindo um bônus no crítico e no dano provocado. As pedras mágicas são localizadas na empunhadura. Quando separadas, as espadas gêmeas assumem um dos metais e uma das pedras. A espada de ouro imperial é acompanhada com o rubi real, que acrescenta 20 de dano causado, esse material provoca sangramento continuo apenas em semideuses, assim como perda contínua de 10 de dano. A espada de adamantino leva a esmeralda real, que aumenta o crítico em 30%, esse material provoca sangramento continuo em todos (menos seres divinos). A arma também possui em sua lâmina runas e talismãs inscritos, provocando um encantamento de ligação entre a usuária e a arma. Esse encantamento permite que a arma seja chamada através de um pequeno ritual de invocação: o sangue do usuário tem de respingar sobre a runa de Raidho selada no corpo, oferecendo um pequeno sacrifício para que a arma apareça a sua frente. | Efeito: Ela tem o efeito de sempre retornar ao dono depois de algum tempo – Bônus¹: Sangramento contínuo em semideuses + 20 de dano bruto e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo – Bônus²: Sangramento em qualquer inimigo + 30% de chance extra de se conseguir dano crítico e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo. A arma possui o encantamentos que a ligam com Farrier, permitindo que seja invocada pela mesma seguindo o ritual de invocação.| Adamantino e Ouro Imperial | Rubi Real e Esmeralda Real | Resistência: Alfa| Status: 100%, sem danos. |Comum - Mágico | Nível mínimo para manejo: 30| Forjado por Andrew J. Parker]


• Exórdio [A princípio apresenta-se como um anel negro repleto de runas antigas de aparência simples, e material resistente, até mesmo raro. Ao ser ativado, no entanto, transforma-se em um cajado negro com um brilho de poder único, cuja a aura brilha em um tom de azul cintilante no local em que as runas de poder, força, sabedoria, e conhecimento estão entalhadas. Mais ao centro do cajado o nome de seu portador foi gravado. O cajado tem cerca de um metro e meio, e em sua ponta há uma esfera arredondada dá a ele a aparência de ser uma arma nobre. Agora este cajado também possui um pequeno triângulo com inúmeras perfurações ao redor de sua orbe azulada, quando "aberto" um mecanismo se ativa fazendo com que uma grande quantidade de Vibranium surja ao redor daquela orbe, formando uma lâmina negra, com brilhos em um neon azul. No lado oposto da lâmina, uma esfera vazada também surge, a ponta desta orbe é extremamente afiada. Aumentado o tamanho total da arma em 60cm. | O cajado possui duas propriedades distintas, sendo a primeira a redução do gasto de MP em 50% em todos os feitiços executados por seu portador. A segunda, no entanto, é que apresenta perigo. O cajado consegue abrir fendas em qualquer espaço tempo da terra, criando passagens e portais que permitem ao seu portador viajar entre os mundos, ou esse mundo. Essas passagens consomem energia de seu conjurador (HP), sendo possível extrair até 50% do HP total de seu portador a depender do local para onde ele deseja ir, ou seja, quanto mais longe, mais distante, ou mais perigoso, maior a quantidade de energia gasta pelo conjurador do portal | Arambarium, Adamantino, madeira e Vibranium nas lâminas; Sendo que cada lâmina é feita exclusivamente com um material. | Espaço suficiente para uma gema simples. | Status 100%, a arma não apresenta nenhum dano. | Lendária. |Alfa Prime. | Nível 10, consome energia física do seu portador (HP), caso seja usado em excesso. | Ganho no Evento: A mente liberta.]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]
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Re: CCFY ~ O mistério de Harbin

Mensagem por Evie Farrier em Qua Jul 12, 2017 10:37 pm




Parte 2
The 731 Unit!
Viajar pelos continentes sempre me rendia um conhecimento sobre a história e cultura do local. Naquela noite, ZhauMi fez um longo discurso sobre Harbin e o local onde os japoneses estavam guardando o mestre deles. Harbin podia ser conhecida mundialmente por ter o maior festival de inverno, porém, era uma cidade economicamente importante. No início do século XX, após a derrota russa em uma guerra, milhares de estrangeiros de 33 países mudaram-se para Harbin. Dezesseis países estabeleceram consulados, bancos e institutos de pesquisas no lugar. Ao que parecia, o epicentro das Ley Lines também influenciava e instigava os humanos a estarem ali.

Porém, pelo mesmo motivo, a cobiça do homem e do divino sobre o lugar sempre fora intensa. Guerras e disputas eram marcadas principalmente entre a Rússia, Japão e China, até que o acordo mencionado por ZhauMi em sua primeira explanação fora feita. O problema era que as marcas desses combates ainda remanesciam discretamente sobre a gloriosa cidade turística. Escondida em meio a templos de gelo e vilas cobertas por neve, escondia-se o forte movimento de espíritos mitológicos.

Um desses lugares estava bem a minha frente. Não era nada glorioso, apenas um prédio de paredes amareladas e uma construção mais larga do que alta. O local possuía uma aura tão ruim que mesmo dali, do outro lado da rua, eu podia sentir arrepios e calafrios subindo por meu corpo.

-Então essa é a Unidade 731 – falei cruzando os braços e encarando uma construção como se fosse um monstro horripilante.

-Sim. Você também sente, não é? – ZhauMi comentou em um fio de voz.

Apenas concordei com um acenar de cabeça. A Unidade 731 foi o palco de uma das atrocidades cometidas pelo homem durante a Segunda Guerra Mundial. Comandado por um general japonês, aquele foi uma unidade secreta de pesquisa e desenvolvimento de guerra biológica e química. O que tornava esses atos um crime contra a humanidade? Eles realizavam experimentação humana letal. Oficialmente, 250 mil pessoas morreram ali dentro. Homens, mulheres, crianças. Cerca de 70% desse número foram chineses. Extraoficialmente? Era uma prisão para os espíritos e heróis chineses, os que caiam e eram capturados para tortura. Obviamente, assim como é marcado pela história ocidental, as guerras eram conduzidas por figuras com descendência ou ligação divina. ZhauMi até comentou que seu próprio avô havia morrido ali.

Ele estar parado na frente do prédio, com os ombros acuados e evidente receio, mas disposto a adentrar e salvar seu mestre... A jovem raposa havia conquistado um pouco de meu respeito. Soltei um longo suspiro e voltei para a minha mochila sem fundo, retirando de lá de dentro o mapa que um dos espíritos hospedes do hotel havia entregado. Ele também fora um dos poucos que havia escapado do lugar e, para ajudar os espíritos a resgatar outros de lá de dentro, havia feito um mapa para tentar guia-los.

-Vamos recapitular o plano rapidamente – disse abrindo o mapa a minha frente – Olhe bem esse mapa pois é a última vez em que o verá. Vamos entrar pelos túneis antigos, que tem acesso por uma das entradas turísticas. Lá dentro, vamos seguir em frente virando a segunda direita que nos levará até a ala dos prisioneiros, onde seu mestre deve estar sendo mantido. Assim que eu conseguir por minhas mãos nele, eu conseguirei tirá-lo de lá. Por isso, não se afaste de mim também, preciso de você ao meu alcance.

-Okay! – ele exclamou e logo eu amassava o mapa e jogava-o na lixeira próxima ao poste – Pronta, parceira?

Olhei para o garoto, eu sabia que ele estava disfarçando o nervosismo com positividade. Já havia visto alguns semideuses se protegerem em piadas e bom humor. Toquei no ombro do garoto e retirei um último item da minha mochila antes de atravessar a rua. Ao chegar em frente à entrada para turistas, abri a caixinha de lentes de contato e agilmente as coloquei em meus olhos. Quem diria que algo criado com propósito duvidoso serviria para espionagem? Bom, certamente a sua natureza era de espionagem, mas eu sabia que Pandora havia criado aquilo para usar em uma festa para permitir que os convidados olhassem descaradamente por debaixo das roupas dos outros. As lentes danadinhas permitiam literalmente ver através das coisas, como a visão de raio-x do Superman.

-Vamos seguir o grupo – comentei apontando para um grupo de turistas europeus que entravam no lugar.

Logo nos misturamos, até mesmo tirei uma dúvida de uma senhora sobre qual era a numeração correta da Unidade. Estava trajando minha jaqueta e em minhas mãos estavam meus anéis bélicos. Dessa vez, para não chamar atenção, havia posto botas com algodão interno e usava uma calça propícia ao frio. Apesar de não sentir a queda de temperatura, eu não poderia sair casualmente quando lá fora deveria estar apenas 2 a 4 graus de temperatura. ZhauMi terminava de auxiliar uma turista a tirar fotos contra uma estátua com o uniforme japonês quando finalmente encontrei a entrada para o túnel.

Era um poço estreito e estava com um pequeno cercado ao redor. Apesar de tudo, parecia velho e pouco recebia atenção. Cutuquei a raposa ao meu lado e apontei com a cabeça em direção ao poço do lado de fora. ZhauMi apenas concordou com um mover sutil da cabeça, sorriu para a turista e fingiu me guiar até o banheiro. Desviamos da guia com a mesma desculpa e assim que os olhos não estavam sobre nós, fomos para o lado de fora. O espírito chinês não esperou por mim, agitado e afobado, ele pulou dentro do poço. Revirei os olhos questionando-me se aquela era a primeira missão dele, mas logo tratei de segui-lo ao jogar meu corpo dentro do poço.

A queda foi longa e, se não fosse minha capacidade de dar longos saltos, provavelmente teria me machucado feio ao pousar. Olhei para o lado encontrando um ZhauMi atento e inteiro, provavelmente seu lado raposa tenha auxiliado no pouso. Ajeitei minha jaqueta e pisquei três vezes para ativar as lentes. Minha visão tornou-se dupla, levando alguns segundos para me acostumar a ver por entre as paredes ao mesmo tempo em que enxergava o seu contorno. Havia apenas um corredor a nossa frente. O local era bastante escuro e cheirava a esgoto, a cada passo eu sabia que estava pisando em algo úmido e rochoso. A primeira bifurcação foi a esquerda, havia o completo silêncio ali, mas um frio e sensação muito forte de medo e morte.

Engoli em seco tentando focar a minha mente, deixando de lado certas emoções pelo bem da missão. Eu não podia vacilar e, nesses momentos, meu lado guerreira descendente da própria guerra falava mais alto. A segunda entrada era à direita, mas dessa vez havia uma porta entreaberta. Pisquei focando o olhar naquela direção e arfei. Haviam gaiolas ali dentro, dos mais diversos tamanhos... E haviam coisas vivas! Segurei em ZhauMi, que seguia tenso e silencioso ao meu lado, e o puxei para dentro ao mesmo tempo em que desativava a função das lentes.

-Isso são... são criaturas místicas! – exclamei olhando ao redor.

Oh eu conseguia enxergar precariamente. Ainda não era noite para que minha visão noturna fizesse efeito, mas eu conseguia ver os vislumbres de criaturas que em seu normal seriam gloriosamente belas e honrosas. Mas ali? Estavam cabisbaixas, acuadas ou na defensiva por estarem machucadas. Eu reconheci um grifo jovem, mas com a asa esquerda cortada. Assim como um lobo gigante cheio de cicatrizes. A criatura mais viva e revoltada, porém, era um como um pônei do inferno.

Ele parecia ser bem jovem, talvez ainda fosse um filhote. Mas eu via a revolta infernal em seus olhos e suas chamas nas patas. Ele bufava, relinchava, batia os cascos contra as paredes. Sem forças, mas sem deixar de tentar.

-Eles ainda fazem experimentos...

Voltei minha atenção em direção ao garoto. Ele estava perto de uma mesa cheia de papéis. Mas não eram papéis velhos, mas sim novos e cheios de dados em japonês. ZhauMi tremia, seus olhos estavam assustados e horrorizados enquanto vagavam avidamente pelas páginas de um caderno.

-Eles ainda mantem o lugar ativo! Eles estão tentando fazer experimentos entre monstros e humanos!

-Isso é impossível! – exclamei pegando algumas folhas, vendo malmente o contorno da anatomia humana.

-Não conseguiram criar um espécime perfeito, mas aberrações... Evie, eles estão sacrificando seres vivos e combinando os DNAs. Isso é impossível pela biologia, mas se eles possuírem uma deusa do inferno ao lado...

-Qualquer coisa é possível com um deus furioso como aliado.

Contive o ímpeto de socar uma parede e provocar um barulho desnecessário. A raiva mesclava-se a indignação. Como eles se atreviam a brincar com vidas daquela forma?! Olhei de novo para as gaiolas, inspirando fundo para tentar controlar  a minha vontade de destruir tudo e libertá-los. Porém, tudo viria ao seu tempo.

-Temos de prosseguir – falei firme.

-Mas eles...

-Temos de salvar o seu mestre! Confia em mim ZhauMi!

Os olhos de espírito de raposa me fitaram um tanto incertos. Mas talvez eles tivessem encarando a minha determinação e fúria mal contida, percebendo que eu não deixaria aquilo sem fazer nada. ZhauMi apenas respirou fundo e eu finalmente retornei para o caminho. Mais atenta ao que acontecia e com as lentes ativadas mais uma vez, segui pela rota original parando na segunda entrada a direita. Abaixei atrás da parede, usando da minha visão espacial para analisar o lugar.

Aquela entrada dava acesso a uma sala ampla, mas com uma porta de aço bastante resistente. Atrás dela havia um homem pendurado por correntes no centro da sala. Ao seu lado estava apenas dois guardas de fisionomia humana. Eu não poderia dizer de minha posição se eles eram apenas humanos, espíritos ou até mesmo semideuses locais.

-Eu vou abrir a porta com uma pequena explosão, depois vou lançar feitiços nos inimigos. Há apenas dois guardas. Se os feitiços funcionarem, você cuidará apenas de um deles – murmurei desativando as lentes – Esteja pronto ao meu sinal.

Peguei uma pedrinha no chão e aproximei silenciosamente da porta de aço. Analisei a sua fechadura e, por incrível que pareça, era bastante simples. Era aberta por cartão magnético e isso fazia com que o aparelho de reconhecimento oferecesse uma superfície larga o suficiente para que eu depositasse a pedrinha sobre ela. Mas no momento em que a coloquei ali, ela já não era uma simples e pequena formação rochosa. Ela havia sido energizada para ser como uma bomba. Afastei rapidamente, escondendo e protegendo meu corpo atrás da parede onde outrora estive. Um segundo depois veio a explosão, um anúncio bem audível de invasores.

-Agora! – exclamei erguendo o meu corpo e indo para a frente da porta – Dormierunt! Lavinium! – exclamei os feitiços assim que tive o vislumbre dos dois guardas.

O da esquerda simplesmente caiu de joelhos e depois para o lado, caindo no feitiço do sono rapidamente. O da direita olhava para os lados um tanto quanto perdido. ZhauMi assumiu a sua forma raposa, aplicando golpes de artes marciais. Um soco abaixo da garganta e outro na altura do abdômen. Foi o suficiente para fazer o outro guarda cair ao chão.

-Mestre! – ZhauMi se aproximou do homem pendurado.

Também o fiz, esticando meu corpo para poder tocar nas correntes. Murmurei o feitiço “Non vos me”, fazendo com que as correntes se desprendessem do homem. Eu não tinha clareza de sua aparência por completo. Mas ele era robusto e de tamanho mediano, estava machucado e estava prestes a perder a consciência. ZhauMi o amparou quando ele tombou para frente, sem ter mais a prisão das correntes em seus pulsos para sustenta-lo. Escutamos barulhos vindo dos corredores, sinal de que logo estariam ali. Segurei nos dois e sem dizer nada, os arrastei para a sombra mais próxima.

A viagem nas sombras era algo desgastante por si só. Carregar mais duas pessoas comigo apenas duplicava a sensação de fadiga. Assim, quando aparecemos do lado de fora do prédio, em outro quarteirão, eu estava ofegante. Soltei os dois e encostei na parede do beco escolhido, engolindo em seco várias vezes para poder buscar um fio de concentração.

-Vá com ele para o hotel – ordenei para ZhauMi – Logo estarei lá.

-Você vai retornar?!

-Eu preciso.

Foram as duas palavras que escaparam de meus lábios antes que eu me jogasse mais uma vez nas sombras. Não, eu não tinha nenhum plano. Eu apenas não podia deixar que aqueles monstros usassem de criaturas para criar aberrações. Quando eu apareci novamente no mesmo ponto em que havia pulado, eu percebi o quanto ter planejado algo poderia ter sido um tanto quanto vantajoso. E menos suicida é claro.

Lá dentro já estava um homem vestido em um jaleco branco sujo de sangue. Ao seu lado, estava uma coisa. Não havia uma definição específica para aquilo além de coisa. Cruel? Não. Pois ali a minha frente estava algo que quase atingia o teto do lugar, seus braços foram cortados na altura do cotovelo, sendo implantados ali duas maças estrelas. Seu corpo era peludo como o de um urso, mesmo que ele tivesse a fisionomia de um homem. Seu rosto não aparecia, pois uma máscara de ferro parecia ter sido soldada contra a pele. Aquilo parecia ser mais um figurante de Resident Evil do que algo que existia em nossa realidade.

Uma ordem vinda em japonês, uma língua que eu mal sabia dizer obrigado. O homem saiu irritado da sala, deixando para mim aquela coisa enorme. Ele grunhiu e bateu o braço com a maça na parede ao lado. Uma evidente exibição de poder, pois a força foi o suficiente para rachar o aço que revestia as paredes do ambiente. Ele avançou mais rápido do que eu imaginara, obrigando-me a desviar de seu ataque direto e vertical quase que instintivamente. A coisa girou, o cotovelo dobrado acertando bem no meio de meu peito, o impacto fazendo-me bater em um impacto alto contra a parede.

O ar escapou de meus pulmões junto com o sangue. O mundo pareceu tremer a minha frente. A viagem nas sombras havia me deixado levemente tonta, o golpe tinha definitivamente mexido com meu sentido de orientação. Tive um rápido vislumbre de uma coisa pontiaguda vindo em minha direção. Joguei meu corpo para baixo, tropeçando até rolar. Escutei a batida da arma contra a parede, o som de metal contra metal reverberando contra o ambiente. Inspirei profundamente, deixando que meus sentidos entrassem no eixo enquanto escutava os passos pesados vindo em minha direção. Eu podia escutar o metal da maça arrastando contra o chão, o erguer de seu braço produzindo uma sombra sobre meu corpo. Retirei um anel de meu dedo, Exordio, e deixei que ele se alongasse. Girei meu corpo enquanto o cajado ainda se formava, segurando o seu cabo para amparar o golpe direto da massa. O impacto me fez ficar sobre um joelho, eu estava usando o máximo de minha força para impedir que ele avançasse com seu ataque. O cajado formou-se, estiquei meu polegar para ativar as lâminas em suas extremidades, dando a propriedade de lança ao meu item.

Rosnei ao usar de minha força para erguer enquanto a maça ainda estava contra o cabo de minha lança. Movi meus braços deixando a lança em sua posição vertical, empurrando o braço daquela coisa enorme para o lado. Uma abertura foi apenas o que eu precisei para girar a minha lança em um golpe vertical, feito de cima para baixo, sobre o peito peludo daquilo. O corte cobriu desde o ombro até o quadril, fazendo com que aquilo urrasse e se afastasse longos passos. Segurei Exórdio com minha mão esquerda, enquanto abria a palma de minha mão destra. De lá, uma massa negra começou a se formar, fina e feita da mais pura escuridão. A coisa urrou em desafio, esticando os braços e preparando-se para avançar. Posicionei meu pé um pouco mais para trás, joguei a fina lança para o alto para pegá-la na posição de arremesso. Inclinei meu corpo para trás e joguei a lança escura na direção do inimigo. Tão próximo, era impossível que errasse.

Ela o atravessou por completo. Minha força somada a potência daquela lança, tão fina com o propósito de perfurar, acertando certeiramente onde provavelmente batia um coração naquilo. Ele caiu de joelhos, começando a sangrar pelo pequeno buraco em seu peito. Ao tombar para frente, foi como se o chão tremesse. Aquela coisa não se transformou em pó dourado ou se desfez em fumaça. Não havia nada além de um corpo de algo que um dia fora humano e criatura. A raiva de que algo assim existisse apenas pela ganância de alguém fazia com que meu sangue fervesse e minhas mãos tremessem.

Rosnando alto como um modo de extravasar o sentimento que queimava em minhas veias. Girei Exórdio antes de coloca-la em meu dedo novamente, em sua forma de anel negro. Sai daquele local a passos duros, seguindo pelo caminho que me levaria até as criaturas feitas de refém. Em meu trajeto, deixei que minha jaqueta se esticasse e tomasse a forma de armadura. Eu sabia que logo outros inimigos surgiriam, mas principalmente por precisar da força extra que aquele equipamento daria.

-É bom que vocês fujam daqui, suas vidas dependem disso e eu estou fazendo o melhor que eu posso! – exclamei assim que adentrei a sala com jaulas de todos os tamanhos.

Ativei a minha armadura, fazendo com que as runas e encantamentos começassem a surtir efeito em meu corpo. Força. Velocidade. Resistência. Era como se alguém tivesse me drogado com uma substância de super soldado. Assim, ao segurar nas barras das jaulas, eu não contaria apenas com minha força de descendente de Belona, mas com aquele acréscimo do equipamento que usava. Ao puxar o metal que aprisionava a primeira criatura, uma coisa pequena e peluda que eu nem sabia o que era, ele se desfez rapidamente de suas dobraduras. Ela correu assustada para longe, sendo seguida por quase todas as outras assim que eu as libertava. Eu estava defronte ao pequeno cavalo infernal. Segurei em suas barras enquanto ele relinchava agitado... Até bater os casos desesperado.

-Mas o que...!

Foi tudo o que eu escutei antes dos tiros. Alguém havia adentrado a sala e estava usando uma arma de fogo, uma automática pela sequência de tiros. Eu senti dois atingirem minhas costas, o metal protegendo da perfuração, mas não isentando a dor do impacto. Um deles atingiu a parte detrás de minha coxa, fazendo-me cair sobre um joelho. Outro tiro em meu ombro e meu corpo foi para frente. Porém minha mente mal processava a dor física. Meus olhos estavam cravados horrorizados nas jaulas do lado, as que eu não havia libertado ainda. O grifo sem uma das asas havia levado pelo menos cinco tiros em seu corpo frágil e já machucado. O seu piado de agonia fora abafado pelo som dos disparos. Ele demorou a transformar-se em pó dourado, como se tudo estivesse sendo feito em câmera lenta.

Os tiros pararam. Ele havia literalmente acabado com um pente de munição em mim e nos seres ali, restando apenas o pequeno cavalo que eu havia protegido com meu próprio corpo. Não existia dor perante a fúria em meu corpo. Segurei mais firme no metal que aprisionava o potro, praticamente amassando as barras entre meus dedos. Meus olhos não continham a raiva, a ira, a sede de combate. Eles fitavam os olhos que eram como brasa, mas assustados do filhote a minha frente. Puxei o metal e joguei contra o ser que estava parado na porta recarregando a arma. Ergui meu corpo, ficando de pé enquanto, eu sabia que a bala em minha coxa ainda estava alojada e que estava sangrando em demasia, mas nada disso importava enquanto não saciasse a fúria que queimava meu espírito.

Aproximei do homem caído no chão, o segurando pelo colarinho de seu estúpido uniforme. O ergui facilmente e percebi que não devia ter mais do que 20 anos. Um jovem que para mim não importava se era um semideus, um humano, ou um espírito. Ele havia matado impiedosamente criaturas indefesas e já machucadas. A minha frente, eu encarava um monstro e eu o trataria daquela forma. Sem piedade. Sem misericórdia.

Meus olhos se tornaram negro como a noite, não havia mais distinção de córnea ou íris, havia apenas a escuridão. E ao fitar aquele homem, ele começou a tremer e a se debater, o medo se alastrando por todo o seu espírito. Fissuras começaram a nascer nele, lenta e dolorosamente. Oh, aquilo era extremamente agonizante. Eu fiz com que as fissuras nascessem em pontos específicos, cortando principalmente os pontos vitais. Pescoço, pulsos, braços. Ele sangraria até a morte enquanto sentia uma dor que jamais poderia ser descrita.

Quando o soltei, ele apenas encolheu-se no chão, morrendo em sua própria poça de sangue enquanto sentia um medo que o paralisava. Voltei o meu olhar para trás, o filhote restante ainda permanecia ali, como se me esperasse. Deixei que meus olhos negros voltassem ao normal, gemendo em dor pela primeira vez. Aproximei mancando do pequeno cavalo negro, abaixando o corpo para poder olhar em seus olhos novamente.

-Eu vou nos tirar daqui, mas preciso que confie em mim uma última vez. Será uma viagem nas sombras dolorosa, porém é a nossa única chance.

Falei de maneira serena, mas firme. Recebi um relincho e traduzi como um sim. Ergui meu corpo, segurei na lombar do cavalo e o guiei até a sombra mais próxima. Respirei fundo antes de nos empurrar ali dentro, escutando o som de inúmeros passos correndo pelo corredor. Se permanecêssemos ali por mais alguns segundos, eu não seria capaz nem de me proteger. Daquela vez, eu tentei nos deixar o mais próximo possível do hotel. Assim, ao saímos da sombra, eu mal consegui me manter de pé, cambaleando feio para frente e escorregando para o chão. Minha visão começava a ficar turva, a perda contínua de sangue e o gasto demasiado de minha energia durante o dia estava cobrando o preço de meu corpo machucado. Rosnei balançando minha cabeça de um lado para o outro, lutando contra a perca de sentidos, mas aquilo parecia ser um destino inevitável.

A última coisa que percebi, mesmo que de maneira falha, era algo lambendo meu rosto, como se isso fosse me manter acordada. Valeu pela tentativa, senhor lambedor.

Feitiços:
Feitiços

Nível 10
Feitiço: Dormierunt.
Descrição: Um inimigo de nível igual ou inferior ao seu irá facilmente cair no sono.
Gasto de Mp: - 25 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Feitiço apenas verbal.

Feitiço: Lavinium.
Descrição: O atingido irá perder seu rumo, não saberá o que fazer.
Gasto de Mp: - 25 de MP por turno que estiver ativo.
Gasto de Hp:
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser feito de forma não verbal.

Nível 34
Feitiço: Non vos me.
Descrição: Esse feitiço pode te livrar de prisões, correntes e algemas que não seja encantadas magicamente.
Gasto de Mp: - 40 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Apenas verbal.
Ativos:
Ativos de Belona

Nível 3
Nome do poder: Bombas de Energia I
Descrição: Ao tocar um objeto qualquer – de sua escolha – poderá fazê-lo se transformar numa espécie de explosivo. O objeto será rodeado por uma aura vermelha, e ao atingir o inimigo explode causando um dano considerável. Nesse nível só consegue fazer pequenos objetos vivarem explosivos – como pregos, parafusos, pedras pequenas ou etc – que funcionam como bombinhas e não causam muitos ferimentos.
Gasto de Mp: 10 MP (cada vez)
Gasto de Hp:Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 (Cada uma)
Extra: Nenhum

Ativos de Nox

Nome do poder: Viagem das Sombras
Descrição: As sombras são compostas de um material obscuro e desconhecido. O filho de Nyx/Nox consegue manipular essas sombras durante a noite, a abrir passagens que lhe permitem viajar entre elas. Ao contrário dos filhos de Hades, o filho de Nyx/Nox só consegue ativar esse poder durante a noite, que é quando fica mais forte. (Não consegue abrir passagens para o castelo de Nyx/Nox, e nem para o tártaro ou planos diferentes daquele em que vive).
Gasto de Mp:  30 MP por viagem
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Lança escura
Descrição: O filho de Nyx consegue acumular a energia escura ao seu redor sobre as mãos, formando uma lança fina, semelhante a um palito longo de duas pontas extremamente afiadas, e a lança contra o inimigo. Essa lança negra tem o dobro de resistência de uma arma comum, e perfura mais fundo, além disso, quando o oponente é atingido por essa lança, sente parte de sua energia se esvaindo, pois, a lança se alimenta de energia natural, da “vida” do semideus.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 60 HP
Extra: Nenhum

Nível 54
Nome do Poder: Olhar Negro III
Descrição: Seus olhos se tornam negros como a noite, mas agora você fará pequenas fissuras surgirem na carne do oponente e ele irá, além de sentir uma dor agonizante, sangrar lentamente pelas fissuras na pele. Não precisa manter o contato para fazer isso acontecer.
Gasto de Mp: 20 MP por fissura aberta
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Nenhum
Dano: 30 HP por fissura aberta
Extra: Só pode ser usado duas vezes por missão, evento, ou etc. Consegue abrir no máximo 10 fissuras diferentes.
Passivos:
Poderes e Habilidades Passivas

Belona

Nível 40
Nome do poder: Perícia com Espadas IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a espada tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 45
Nome do poder: Hipercinesia III
Descrição: Esse é o momento em que mente e corpo encontra-se em completa sintonia. Você não apenas pensa e age, mas como pode fazer os dois ao mesmo tempo. A leitura do ambiente torna-se perfeita, permitindo assim o combo de muitas outras habilidades ativas com a sua capacidade hipercinética. Sua mente e corpo tornam-se a sua maior e principal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos
Dano: Nenhum

Nome do poder: Last One II
Descrição: O apetite por vencer tornou-se ainda maior e mais fácil de ser conquistado, agora a cada inimigo que cai ou desiste graças as habilidades da prole da guerra, seu corpo e espírito se regozija e permanece ainda mais firme para continuar a batalhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100 de HP e MP a cada vitória.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Interna
Descrição: A prole da deusa da fúria em guerra detém uma força interna que se transforma em força física. Com isso, o impacto dos seus golpes físicos passa a ter uma taxa de dano maior, além de ser capaz de levantar uma quantidade de peso muito maior do que um humano comum.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em danos físicos, capacidade de erguer até 150kg com facilidade e amassar metais comuns (resistência sigma).

Nível 20
Nome do poder: Corpo Guerreiro II
Descrição: Seu corpo desenvolveu-se e tornou-se ainda mais pronto para a batalhas de longa duração. O metabolismo evoluiu e a fisiologia do semideus filho de Belona foi potencializada. A resistência corporal tornou-se melhor ainda, assim como a imunologia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência corporal, +40% de imunidade a infecções, venenos e doenças corriqueiras como viroses.

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Ignorar a dor II
Descrição: Parar de combater por causa de seus machucados não faz parte dos planos do semideus filho de Belona. Ignorar a dor provocada nos combates tornou-se ainda mais fácil e corriqueiro, permitindo assim o seu desenvolvimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Vontade de Guerra II
Descrição: O espírito de combate e luta tornou-se mais presente ainda no semideus. Permanecer lutando é o primeiro instinto da prole de Belona, tornando-se difícil dissuadir tanto seu corpo quanto sua mente do contrário.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de resistência contra habilidades que tentem manipular a vontade do semideus, +40% de resistência contra poderes, itens e armadilhas que o impeçam de movimentar-se.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perícia com Lanças IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a lança tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da lanças.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Passivos de Nox

Nível 70
Nome do poder: Cura Noturna IV
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. Feridas pequenas, e cortes superficiais agora se fecham completamente, feridas fundas se tornam cicatrizes, e grande parte de sua energia é restaurada, permitindo que o semideus fique forte novamente. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +100 MP e 100 HP
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Imunidade abaixo de 0º
Descrição: Por mais que os semideuses estejam em algum lugar em que o clima esteja abaixo de zero, eles não são afetados, sentem frio, mas não chegam a ser afetados como os filhos de outros deuses, acostumando-se com facilidade as mudanças bruscas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A mudança brusca de temperatura não o afeta tanto
Dano: Nenhum


Nível 30
Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.
Habilidades e Bençãos:
Bençãos e Habilidades Aprendidas

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Legado Completo – A jovem foi abençoada por sua avó, Belona, e agora é considerada um legado completo, podendo usufruir de todos os poderes ligados a deusa da guerra. Contudo, tal benção a impede de ligar diretamente a um deus, pois seu laço está relacionado diretamente a Belona, e sua lealdade também passa a ser desta. Outro ponto criterioso seria que seu sangue incompleto a impede de ganhar os poderes extras herdados por seus filhos, ou seja, Evie é incapaz de manipular dons únicos e especiais, diferente dos filhos de Belona, que poderão herda-los.
Equipamento e Arsenal:
Equipamento e Arsenal

                     Heaven [Uma armadura semi-completa, do tipo leve. Seu material possui a cor prateada com um sutil brilho azul celeste quando pego pelo reflexo. Ela é composta por botas, peitoral e ombreiras. Seu material de base ainda é desconhecido, sendo ele presente apenas neste item único. A armadura possui detalhes em formas de asas e um tecido ao redor da cintura de cor roxa. Ela foi banhada em poções mágicas, permitindo a transformação em uma jaqueta e potencializando alguns atributos. A jaqueta é de tom escuro, com uma ave de rapina desenha nas costas. Mesmo em sua forma de jaqueta, os efeitos permanecem funcionais. Também há desenhos de runas e talismãs em seu metal, denunciando que o item foi encantado magicamente. Graças a runa de renovação, Kenaz, o efeito da poção de velocidade é renovado depois de um turno de intervalo | Efeito 1: ela diminui em 50% o impacto de danos físicos, aumenta naturalmente em 20% a agilidade e velocidade; Efeito 2: oferece uma imunidade condicional ao elemento trevas/sombras, sendo necessário o oponente ser nível superior para provocar danos com esse elemento; Efeito 3: encantada com a poção da velocidade, a armadura possui o efeito ativo de aumentar certos atributos por 3 turnos: 100% de velocidade, 40% de força, 20% de resistência. São necessários 2 turnos de intervalo, em que a runa Kenaz é ativada (-15MP) para renovar a poção da velocidade na armadura. | Material de metal prateado (único) | Espaço para uma pedra e uma gema | Resistência: Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | Nível mínimo para uso: 20 | Conquistada na missão Os Signos da Luz]


• Exórdio [A princípio apresenta-se como um anel negro repleto de runas antigas de aparência simples, e material resistente, até mesmo raro. Ao ser ativado, no entanto, transforma-se em um cajado negro com um brilho de poder único, cuja a aura brilha em um tom de azul cintilante no local em que as runas de poder, força, sabedoria, e conhecimento estão entalhadas. Mais ao centro do cajado o nome de seu portador foi gravado. O cajado tem cerca de um metro e meio, e em sua ponta há uma esfera arredondada dá a ele a aparência de ser uma arma nobre. Agora este cajado também possui um pequeno triângulo com inúmeras perfurações ao redor de sua orbe azulada, quando "aberto" um mecanismo se ativa fazendo com que uma grande quantidade de Vibranium surja ao redor daquela orbe, formando uma lâmina negra, com brilhos em um neon azul. No lado oposto da lâmina, uma esfera vazada também surge, a ponta desta orbe é extremamente afiada. Aumentado o tamanho total da arma em 60cm. | O cajado possui duas propriedades distintas, sendo a primeira a redução do gasto de MP em 50% em todos os feitiços executados por seu portador. A segunda, no entanto, é que apresenta perigo. O cajado consegue abrir fendas em qualquer espaço tempo da terra, criando passagens e portais que permitem ao seu portador viajar entre os mundos, ou esse mundo. Essas passagens consomem energia de seu conjurador (HP), sendo possível extrair até 50% do HP total de seu portador a depender do local para onde ele deseja ir, ou seja, quanto mais longe, mais distante, ou mais perigoso, maior a quantidade de energia gasta pelo conjurador do portal | Arambarium, Adamantino, madeira e Vibranium nas lâminas; Sendo que cada lâmina é feita exclusivamente com um material. | Espaço suficiente para uma gema simples. | Status 100%, a arma não apresenta nenhum dano. | Lendária. |Alfa Prime. | Nível 10, consome energia física do seu portador (HP), caso seja usado em excesso. | Ganho no Evento: A mente liberta.]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

Lentes Danadinhas – Lentes de contato que mudam de cor conforme a vontade do portador, ou seja, podem virar vermelhas, azuis, amarelas, roxas, ou qualquer outra cor desejada. Tais lentes foram banhadas e enfeitiçadas com runas magicas, que dão ao portador a propriedade de ver além das roupas, distinguir o corpo através do tecido, e até mesmo, através da pele, estudando a estrutura óssea. É boa para sacanagem de quem gosta de ver o que não devia, e para estudos em batalha, afinal, distinguir o inimigo é essencial.  {Criação da Panda}

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Re: CCFY ~ O mistério de Harbin

Mensagem por Evie Farrier em Qua Jul 12, 2017 11:03 pm




Parte 3
The Battle!


O meu despertar foi confuso e assustado. Minha consciência havia se perdido ainda com os instintos de batalha, então meu corpo e mente ainda processavam o espírito de combate. Assim, ao abrir os olhos, eu já estava pulando e posicionando-me para bater na primeira coisa que aparecesse na minha frente.

-Ow ow! Aliado! – escutei a voz de ZhauMi.

Ofeguei enquanto piscava, minha visão finalmente se habituando ao ambiente. O espírito de raposa estava a minha frente, em sua forma humana, com as mãos erguidas e um sorriso sem graça nos lábios. Abaixei meus punhos sem nem saber que os tinha levantado, jogando-me para a cama onde outrora repousava. Cama? Confusa, olhei ao redor tentando processar onde estava. Mas aquele quarto era bem menor do que o do hotel, era em verdade bem simples e feito a base de madeira. Mesmo que com detalhes lindos de serem apreciados, era um quarto rústico.

-Onde estamos? – questionei ainda olhando ao redor.

-Ah... – ZhauMi puxou um simples banco de madeira e sentou, ficando a minha frente. Eu finalmente notava os seus machucados... Mas ele havia saído inteiro da Unidade 731! – Quando retornamos ao hotel ele estava sendo atacado. Luduan disse que eles já esperavam que alguém fosse atrás dele, deixando o hotel indefeso. Quando chegamos era tarde demais, eu apenas duelei contra os que ficaram para destruir o lugar.

-Como... o que?! – minha exclamação havia saído uma oitava mais alta, provocando uma pontada em minha cabeça – Como assim?

-Eu acho que meu mestre poderia explicar melhor o que aconteceu, mas antes você ainda precisa recobrar as suas forças – ZhauMi ergueu-se e pegou um copo com um líquido bastante similar a um chá – É medicina espiritual, vai recobrar a sua força e energia mais rapidamente.

Aceitei de bom agrado, mas assim que beberiquei quase cuspi fora. Era muito amargo e quase intragável. Minha expressão deve ter sido horrível, pois ZhauMi começou a rir, mesmo que fraco. Engoli e fiz uma careta enorme, mas assim que sentir o líquido escorrendo por minha garganta fui tomada por uma sensação de bem-estar. Oh merda, eu teria de tomar mesmo aquilo. Engoli em seco, fechei os olhos e corajosamente comecei a entornar a bebida de gosto péssimo. Ao finalizar, soltei um som esquisito que fez o chinês sorrir.

-Melhor? – ele questionou.

-Sim – concordei e até consegui levantar sem cambalear – Nossa, isso é incrível. Acho que é até melhor que o néctar.

-Vamos, meu mestre espera para conversar.

ZhauMi também levantou e caminhou a minha frente. Ao sair da casa rústica, eu finalmente percebi que estávamos em uma área montanhosa e provavelmente bastante fria. Na área a minha frente havia apenas árvores e uma clareira. Mesmo ali na varanda da casa eu conseguia ver um bom pedaço da cidade de Harbin, vislumbrando as suas luzes exageradas contra o gelo.

-Evie! Evie!

O chamado veio das duas crianças que eu havia conhecido. A maior que já devia estar alcançando a adolescência, Mei. E a menorzinha que eu vira a primeira vez com o gato faiscante. Elas estavam agasalhadas da cabeça aos pés, com sorrisos meio tristonhos, mas os olhos brilhando quando me viram.

-Obrigada por trazer o mestre! – a mais velha exclamou e curvou em uma reverência, sendo seguida da menor – ZhauMi contou como você derrotou todo mundo praticamente sozinha!

-É verdade que você pode usar magia?!

-Lin!

-Tio ZhauMi disse que sim!


Acabei rindo e abaixando o meu corpo para poder encará-las de igual para igual. Partiu meu coração ver como a bochecha da mais velha estava marcada com um corte profundo e o olho da Lin estava roxo. Merda, eu odiava ver uma criança ferida daquela forma!

-Eu sou filha de uma deusa com ligação a magia e a noite! – exclamei em meu melhor tom sereno – Mas também tenho ligação com uma deusa da guerra.

-Uoooou! – as duas exclamaram, mas foi a Lin que tomou a frente – Na próxima vez eu vou ser a Evie nas brincadeiras!

-Ei, isso não é justo! Eu sou a mais velha!

-Mas eu sou a mais baixa e a Evie é baixa!


Auch! Aquilo doeu! Mas isso apenas provocou riso nos poucos adultos ali presentes. Da lateral da casa eu vi um senhor saindo. Robusto e pequeno, cheio de ataduras por seu corpo. Não fora difícil deduzir que aquele era Luduan, o mestre daquelas criaturas chinesas. Ele sorriu para mim e fez um chamado gentil com a mão para que o seguisse. Levantei e baguncei o cabelo de Mei antes de me afastar e me aproximar do ancião. Ali eu descobri uma visão ainda mais bonita para um vale. Luduan havia sentado em um enorme tronco caído sobre a grama curta, não precisei de nenhum comando para me aproximar e sentar ao seu lado.

-Agradeço por ter ajudado mesmo com a mentira proferida por meu aprendiz, ele é bastante teimoso e impetuoso, mas possui um coração bondoso – Luduan disse daquela maneira calma que todos os sábios pareciam ter – Soube também que você retornou para salvar criaturas de seu cativeiro, como mestre de criaturas eu agradeço por seu ato bondoso.

-Eu não consegui libertar todas – disse em um tom até tranquilo, mas meu olhar ao horizonte denunciava o quanto aquilo me afetava – Eu sei que as vezes não é possível salvar a todos quando se estar em combate mas...

-Mas sempre iremos tentar – ele completou e ao olhá-lo pelo canto dos olhos o velho possuía um sorriso – É isso o que nos fazem seguir sempre fazendo o certo e salvando o máximo possível. Foi por causa disso que aquele pequeno ser arisco a trouxe até o hotel.

-O pequeno cavalo?!

-Ele a puxou até que Mei os encontrou, ele está por perto, mas não é tão sociável.

-Agradeço pelo esclarecimento, mas... Poderíamos ir direto ao assunto? Conte-me a história inteira.

-Então eu teria de retornar para milênios atrás, quando os deuses ainda reinavam por nossas ternas em sua mais plena forma e poder. Quando Izanagi ainda amava Izanami e presava por sua amada.

-Sempre começa pelos deuses. Mas eu sei quem é Izanami, a deusa que está no inferno, certo?

-Sim, correto. Izanami era a esposa de Izanagi, o kami dos kamis, rei de todos os deuses. Por um movimento traiçoeiro de outro deus, ela acabou no inferno. Izanagi, como qualquer bom apaixonado, ultrapassou todas as barreiras para encontra-la. Muitos mitos e lendas surgiram só nesse trajeto, mas isso não cabe ao momento. Ao chegar lá, ele deparou-se com sua amada solitária e lhe fez companhia até chegar o momento de partir. Porém, quando ele teve o verdadeiro vislumbre de sua esposa, tudo o que ele viu foi um monstro infernal, uma sombra do que Izanami fora. Então ele a abandonou no inferno e mal conseguiu deixar o local.

-Não me surpreende que ela esteja tão rancorosa.

-Izanami vem tentando fugir do inferno desde então, mas sem obter tanto sucesso. Porém, dessa vez, os japoneses obtiveram dicas e auxílio externo. Uma deusa tão antiga quanto o próprio Izanagi...

-Oh não – suspirei e abaixei a cabeça um tanto envergonhada. Por que sempre retornava para minha mãe fazendo atos loucos e cruéis? – Diga-me que não é uma divindade greco-romana.

-Eu gostaria de acalentar seu coração com isso, pequena romana. Mas eu sou incapaz de mentir... Porém essa divindade primordial não fez nada mais do que dar as dicas. Toda a ruína e atrocidade reside na ganância oriental.

Soltei um longo suspiro enquanto olhava para o alto. A noite reinava com seu véu estrelado, cobrindo aquele pedaço de terra com uma tranquilidade que em muito divergia a deusa que dominava todo aquele mar escuro. Como algo tão bonito e sereno podia pertencer a uma deusa que dava dicas para monstros que criavam aberrações? Ou seria isso parte de seu plano para poder acabar mais rapidamente com o mundo? Talvez ela só estivesse tentando provar o quanto as criaturas que viviam nesse mundo eram atrozes e cruéis.

-ZhauMi falou algo como você saber como libertar Izanami e de como nossa ida até lá foi uma armadilha – retornei a conversa antes que me perdesse em meus próprios pensamentos.

-Eu sei de muitas verdades, pequena – ele soltou um longo suspiro antes de prosseguir – Sei que meu aprendiz já explicou que Harbin é um ponto de encontro das energias que circulam esse planeta. Um desses caminhos está conectado ao inferno, protegido por selos poderosos e que só seriam quebrados por uma criatura magnifica e de poder adormecido. É algo bem específico que apenas eu sabia. Eles possuem meios de arrancar a verdade de mim, eu tentei de todas as formas dar meias verdades ou prolongar o momento... Mas logo elas começaram a escapar de meus lábios. A primeira pista era de que o ser encontrava-se no hotel.

-Por isso aqueles pés grandes atacaram na noite em que cheguei...

-Sim, eles estavam procurando pela criatura poderosa. Provavelmente eles acreditavam que seria um ser magnifico, grande como um dragão ou um tigre. Mas na verdade era pequeno e inofensivo. Um ser elétrico bastante fofo...

-O GATINHO?!

-Sim – ele riu fraco e encarou o céu brevemente – Ele é um Raijuu, uma besta do trovão. Apesar de ser uma criatura japonesa, eu o havia acolhido depois de resgatá-lo de um embate entre criaturas. Raijuu são as feras que acompanham o próprio deus do trovão, Raijin. O gatinho, como você mesmo disse, é só um filhote. Ele por não ter ativado todos os seus poderes, morreria cedendo toda a sua energia para quebrar os selos...

-Ok, os japoneses aproveitaram que ZhauMi e eu estávamos buscando você na Unidade, invadiram o hotel e pegaram o gatinho. Qual o próximo passo?

-Hoje as três da manhã eles poderão quebrar os selos e abrirem um portal para que Izanami escape.

-Você sabe onde é o local?

-Sim.

-E por que não ajeitou nada para resgatar o gatinho?!

Agitada, acabei por levantar do tronco. Minhas mãos repousavam em minha cintura, minha postura era completamente indignada. Porque aquelas criaturas estavam em um topo da montanha enquanto os japoneses tomavam a frente para trazer uma deusa do inferno?! Depois de tudo, eles não estavam nem se preparando para a batalha!

-Perdemos muito com esses embates, Evie – Luduan murmurou e olhou para as próprias mãos – Eu já não tenho as forças necessárias para batalhar, meus anos de glória desapareceram a um século atrás. Eu preciso proteger os que restaram.

-Eles são quantos?

-Possuem um exército pequeno de Onis, mas são demônios japoneses e um deles já valeria por cinco!

-Quem é o líder?

-Um Nogitsune – quem respondeu fora ZhauMi, ele estava escorando na parede lateral da casa, os braços cruzados e o semblante mais sério que já o vi exibir – Um espírito de raposa que serve as trevas.

-Então para evitar que o mal maior aconteça, tudo o que temos de fazer é resgatar o gatinho. Certo?

-Romana, isso é...

-Possível – ZhauMi interrompeu o próprio mestre, aproximando-se de nós – Eu sei onde eles estão e posso levar você até lá. Mestre, o senhor enviou o chamado para os espíritos guerreiros, eu sei que eles chegarão a tempo também!

-Isso é incerto! – Luduan levantou bruscamente.

-O que não é corretor é ficar parado, mestre! Eu sei que não sou tão poderoso contra o Nogitsune, mas o que eu seria se ficasse aqui e não lutasse pelo que acredito ser correto?! Eu irei, com sua permissão ou não. Precisamos de uma forasteira para mostrar que é preciso apenas um pouco de coragem e ousadia para fazer as coisas acontecerem.

Mestre e aprendiz trocavam olhares intensos. Segundos de silêncio pareceram arrastarem por uma eternidade. Até que o senhor robusto grunhiu como um grande felino e afastou-se, dando as costas para o seu discipulo e sua decisão. Como líder, eu entendia o receio e o impasse do mestre. Mas como guerreira, eu compreendia ainda mais o ímpeto de batalhar e defender que ZhauMi possuía.

-Quanto tempo temos? – questionei quebrando o silêncio gritante.

-São onze horas da noite, precisamos estar lá antes das três da madrugada. São duas horas de viagem até os portões selados do inferno.

-Vamos nos preparar em uma hora e partiremos.

(•••)

[nota: eu aconselho a quando começar a ler o combate, ter em mente as passivas que retornam a vida/energia da Evie. Que é cura noturna e last one, ambas ajudam a manter a coerência do texto e o porquê dela conseguir batalhar tanto. Ainda há o manto que oferecer poder de regeneração, mesmo que lenta].

O local era propício para ser os portões do inferno. Como se alguém tivesse cansado de todas as metáforas que rondava o místico, o portão japonês e vermelho encontrava-se bem no meio de um campo coberto por neve. Era como se ali, em uma época distante, tivesse sido um vasto campo. Mas agora era coberto por neve e terra infértil, o solo mostrando-se bastante escuro quando não coberto pelo manto gélido.

Eram duas horas da madrugada. A noite estava em seu ápice e completamente estranha. O céu aberto exibia todo o universo. Longe das luzes da cidade, as estrelas se tornavam inúmeras naquele quadro negro. Porém, mesmo sem a presença de muitas nuvens, raios cortavam o céu noturno, provocando estrondosos trovões. Eu e ZhauMi estávamos no topo do morro que precedia o campo aberto. O local mais alto e afastado nos daria uma pequena vantagem de observar o território inimigo antes de atacar.

-Há mesmo um exército de Onis – ZhauMi disse balançando seus rabos de raposa de um lado para o outro. Ele estava em sua forma de espírito, farejando o ar – O Nogitsune também está presente.

-Eu suponho que aquela bola brilhante seja o gatinho tentando dar choque em alguém – apontei para um ponto próximo do portal, que brilhava esporadicamente em azul – Merda, o campo é aberto demais. Eu consigo me disfarçar...

-Então eu serei a isca – ZhauMi disse decidido.

-O que?!

-O Nogitsune não me mataria rapidamente, eu seria a isca perfeita para você pegar o Raijuu e salvar todo mundo que está aqui!

-Não Zhaumi!

-Sim Evie! É o jeito mais efetivo! Isso daria tempo para que os outros espíritos chegassem aqui e mandássemos esses Onis para bem longe!

-Isso é suicídio ZhauMi, você não tem certeza se...

-Eu não tenho certeza disso Farrier – ele me interrompeu, seu olhar tão determinado quanto o seu espírito – O que eu tenho certeza é de que meu povo, meus amigos, minha casa será destruída se aquela deusa sair do inferno. Eu tenho de fazer tudo ao meu alcance, por mais louco e difícil que seja, eu tenho de fazer algo!

Como eu poderia argumentar contra aquilo se seria exatamente o que eu faria no lugar daquela jovem raposa? Soltei um longo suspiro, retirando de minha mão esquerda um de meus inúmeros anéis. Joguei o acessório pequeno na direção do garoto, ele o pegou habilmente em pleno ar, encarando-me com o cenho franzido.

-Vai ajudá-lo na batalha, é tudo o que eu posso fazer para te ajudar.

Aquele era um anel que aumentava, temporariamente, a força de quem o portava. ZhauMi apenas concordou e logo colocou a argola de metal em seu dedo indicador. Retirei de minhas costas a mochila sem fundo, a joguei no chão e ajoelhei para retirar dali todo o arsenal bélico que iria necessitar na próxima hora.  Antes de abaixar meu corpo, minha jaqueta percorreu todo o meu corpo, o tecido esticando-se e se transformando em um metal prateado. Minha armadura estaria em sua forma plena desde o princípio!

O primeiro item a ser retirado de lá foi a minha Kunai Viajante. Um presente de uma filha de Morfeu, alguém que naquela época ainda era uma simples novata, mas com imaginação suficiente para dar um presente tão útil quanto aquele. Coloquei a Kunai escondida na lateral de minha bota direita. O segundo foi um manto especial, tanto pela pessoa que havia me dado, quanto pelas suas capacidades. Eu o girei ao redor de mim para acoplar as presilhas nas ombreiras de minha armadura, escutando uma exclamação de encantamento de ZhauMi atrás de mim. Não era a toa, o manto de Órion era extremamente belo com sua aparência fantasmagórica e, ao mesmo tempo, com uma constelação flutuante em seu tecido mágico.

Ao buscar no fundo de minha mochila, e quando digo fundo foi apenas pelo motivo de quase penetrar o braço quase que completamente, peguei o último item que iria precisar: as pulseiras de rock. Era algo que a primeira vista eram apenas um acessório, mas assim que as acionei, já em meus pulsos, elas se desdobraram e tornaram-se manoplas que mesclava o couro e o adamantino. Ao levantar, vesti mais uma vez a mochila em minhas costas, tendo uma ideia que o gatinho provavelmente não iria gostar.

-Eu vou tentar ser o mais rápido possível – avisei ao garoto raposa enquanto esticava as minhas pernas em um rápido aquecimento – Assim que tiver o gato a salvo, irei em seu auxílio. Pronto?!

ZhauMi curvou o corpo, com o punho colado em sua palma, era um sinal de respeito que eu fiz questão de imitar. A raposa ajeitou sua postura e soltou um som similar a um rosnado antes de começar a correr em uma velocidade estupidamente rápida. Talvez ele fosse mais rápido do que filhos de Mercúrio. Abri um sorrisinho de lado ao pensar, que naquele momento, graças as roupas que eu estava trajando, talvez eu fosse até mesmo mais rápida do que Renly e Sun Hee.

Ativei um dos anéis em meu dedo, chamado Amethyst Barrier. Também era um item que me fora presenteado, um anel que em muito me lembrava o meu amigo, mas que naquele momento me concederia a capacidade de ficar invisível. Rapidamente, eu sentia aquele véu cobrindo o meu corpo até que toda a minha existência visual foi apagada. O problema? Eu estava enfrentando monstros desconhecidos, estar invisível em nada queria dizer que iria passar realmente despercebida. Ainda restava o cheiro e o som e eu sabia como lidar com pelo menos um desses problemas.

Comecei a correr e, ao sentir meu corpo tão leve e veloz, tive de morder o interior de minha bochecha para conter a exclamação advinda da adrenalina. Deuses, eu deveria estar a uma velocidade que superava os setenta quilômetros por hora! Quando estive próxima o suficiente, ativei um modo chamado guerreiro silencioso. Por um período de tempo todo o meu corpo deixaria de produzir sons. Era perfeito para me aproximar sorrateira e rapidamente do Raijuu.

O gatinho estava aprisionado em uma gaiola quadricular, extremamente pequena e que mal dava espaço para que ele se movesse. Os raios escapavam de seu pequeno corpo e eram conduzidos pelo metal que ia para a base em que ele estava apoiado. Então o portal em estilo japonês pulsava forte, como se estivesse recebendo a energia liberada pelo pequeno ser mitológico. Engoli em seco escondendo-me atrás de um barril disposto mais longe do que eu queria do pequeno gato preto.

Ele possuía apenas um guarda. Em questão de número, eu poderia vencê-lo facilmente. O problema? Era que eu não fazia ideia do que era aquilo! Era enorme, com seus mais de dois metros e meio de altura. O corpo era cinzento e com músculos definidos a amostra. Aquele ser possuía uma máscara ao invés de rosto, era vermelha e com chifres, os dentes pontiagudos apenas indicava que a máscara ERA o rosto dele e não PARTE do rosto. Ele carregava uma katana que era proporcional ao seu tamanho, embainhada na cintura. Eu já estava pronta para iniciar um ataque quando um jato de chamas rompeu um ponto mais a frente, cortando o ar na vertical.

ZhauMi sabia realmente como chamar a atenção.

O guarda sacou sua espada japonesa e correu como todos em direção ao local onde provavelmente a raposa estava. Aquela era a minha chance! Inspirei fundo antes de começar a mover-me rápida e silenciosamente. Tudo estava dando certo, até que meus dedos se fecharam ao redor da gaiola e foram prontamente atacados por uma descarga elétrica. Afastei-me bons passos, sentindo meus músculos contraindo e a pele ardendo. O gatinho assustado estava rosnando e se debatendo, provavelmente atacando qualquer coisa que se aproximasse dele. Rosnando, olhei para o lugar onde ZhauMi estava sozinho enfrentando uma raposa negra e um exército de monstros cinzas e de cara vermelha.

-Oh merda – murmurei enquanto aproximava mais uma vez da gaiola, percebendo que o efeito do guerreiro silencioso já estava passando. Ao chegar perto, desativei o efeito de invisibilidade do meu anel e parei a frente do gatinho – Olha aqui bola de pelos! Eu vou resgatar você, quer você queira ou não!

Com as mandíbulas travadas para conter o ímpeto de grunhir em dor com os choques, segurei a gaiola e rosnei na primeira onda de energia elétrica. Peguei a gaiola sentindo os ataques contínuos, mas ignorando a dor que perpetuava todo o meu corpo, coloquei a gaiola dentro da mochila sem fundo e comecei a correr. Quando julguei estar longe o suficiente coloquei a mochila no chão e apoiei as mãos sobre os joelhos. Meus músculos ainda espalmavam em reação a eletricidade que havia recebido, eu sabia que meu cabelo deveria estar faiscando já que fios de cabelo eram condutores. Tirei de meu dedo o anel do Exórdio, ativando rapidamente o seu modo de cajado.

-Hora de ir para casa, gatinho!

Bati com o cajado no chão fazendo com que uma fenda começasse a abrir em pleno ar. Ela foi esticando-se até formar um portal em que era permitido ver o abrigo nas montanhas. Peguei a mochila e a joguei através da fenda, fazendo o gato miar em desespero e bastante abafado por estar em uma mochila.

-Foi mal, só não tenho tempo!

Assim que ele passou em segurança pelo portal, retirei o cajado do chão, o girei e transformei em anel novamente. O portal fechou-se em questão de segundos, deixando-me parada entre o meio do nada e um exército. Destino dos chineses fora salvo, agora restava apenas resgatar uma raposa teimosa. Finalmente corri em direção em que a labareda de fogo havia surgido, encontrando facilmente uma situação que apertou meu coração e fez a raiva circular rapidamente por todo o meu corpo.

ZhauMi estava caído de joelhos no chão. Eu podia ver de longe que a raposa vermelha sangrava e estava ofegante. A sua frente, estava uma raposa completamente diferente. Mais animal do que homem, a Nogitisune possuía mais caudas e o pelo completamente preto. Sua pose era traiçoeira, mesmo que sua face fosse a de um animal, eu podia sentir toda a crueldade em seu olhar e sorriso. ZhauMi tentou levantar-se, mas logo um Oni – deduzi que todos aqueles seres com máscara vermelha eram Onis, pois existia um exército um pouco atrás deles – avançava e o atingia de alguma forma. Não era raposa versus raposa.

-Você sabe que vai apanhar assim que chegar em casa – resmunguei comigo mesma, levando a mão que continha a minha aliança para próximo da boca – Prometo que vou tentar voltar viva, ok?

Eu não seria Evie Farrier se recuasse perante um exército de seres cruéis e demoníacos. Não quando uma raposa levantava mesmo com todas as dificuldades, enfrentando o seu inimigo com toda a coragem que possuía em seus pelos. Resmunguei, abaixei o corpo enquanto concentrava-me e invocava uma de minhas habilidades da noite. Oh eu poderia ser filha de Nox, a maldita deusa primordial que desencadeava situações como a que estava acontecendo a minha frente. Eu podia ter o meu poder advindo dela, mas eu nunca o usaria para permitir que coisas como aquela acontecessem!

Começou pelas extremidades de meu corpo. Dedos de pés e mãos foram ficando obscurecidos como o céu noturno. Pedaço por pedaço de minha pele foi sendo tomada por aquela camada, enquanto eu me tornava praticamente invulnerável. Fechei os olhos quando senti o poder alcançando o meu rosto, a sensação era de como se pegassem um pincel e estivessem pintando a minha face. Quando tornei a abrir meus olhos, eu estava com o corpo completamente estrelado e pronta para enfrentar um exército sozinha.

Um sorriso de lado brincou em meus lábios. Sim, eu estava sorrindo! Meu lado descendente da guerra estava entrando em júbilo pela loucura que estava prestes a fazer! Então eu corri, tão rápido quanto uma fera noturna. Logo alguns Onis perceberam a minha aproximação e agitaram-se. As duas raposas me encararam, ZhauMi tendo seus olhos repuxados dobrados de tamanho – se era possível – ao ver a forma em que eu estava. O Nogitsune estava pronto para me atacar quando eu usei de meu super salto, elevando meu corpo a quatro metros em pleno ar, pousando bem no meio do exército.

O pouso foi estrondoso, mas macio por ter pisado – literalmente – sobre a cabeça de um dos Onis e o esmagado com o auxílio da força e da velocidade. Ao erguer meu corpo lentamente, observei que todas as armas estavam apontadas em minha direção. Katanas e lanças. Olhares demoníacos. Cheiro de morte. Eu só havia sentido isso apenas uma vez, quando estivera no Lar das Possibilidades, enfrentando meu último desafio ao lutar ao lado de Belona. Ali, naquele momento, ela havia me ensinado a abraçar o meu lado guerreiro, a carregar a minha fúria como minha arma mais poderosa.

Obviamente os inimigos não ficariam muito tempo admirando a criatura que havia pousado no meio deles, eu pude senti a movimentação deles para me atacar e em um grito de fúria, liberei uma explosão de energia. De meu corpo, uma onda poderosa feita de pura energia foi expelida com força suficiente para derrubar os Onis ao meu redor. A primeira fileira que me cercava foi empurrada para trás, batendo-se contra a segunda.

-Lute com o seu inimigo, eu tomo conta desses aqui! – gritei o mais alto possível para ZhauMi.

Sem perder tempo, invoquei duas espadas de ferro estígio. Eles eram demônios e certamente receberiam mais dano com aquele material feito no próprio inferno. O primeiro Oni que me alcançou veio de cima, saltando por sobre seus companheiros desengonçados. A katana erguida pronta para me partir ao meio, obrigando-me a jogar o meu corpo para o lado e rolar. Enquanto eu me erguia, outro Oni vinha a minha frente, em um golpe direto de perfuração com sua lança. Esquivei para o lado usando a lâmina para afastar a arma e os braços, abrindo o flanco do inimigo. Avancei a passos rápidos e pesados, ficando a minha outra lâmina bem no meio de seu peito.

Mas eu estava cercada, logo um pisão na parte de trás de minha perna me fez ir ao chão e um outro Oni acertou em cheio a minha barriga, com força o suficiente para erguer meu corpo no ar por uns bons dois metros. Cai ao chão e balancei a cabeça de um lado para o outro, sentindo o meu corpo estrelado começando a recuar. Um chute poderoso foi aplicado em minha barriga, aplicado provavelmente pelo Oni mais alto e corpulento que existia ali. Meu corpo foi arrastado pelo chão por metros, sendo parado apenas por um pé em minhas costas. Girei o corpo bem a tempo de ver o Oni erguendo a espada para dar o golpe de misericórdia. A pele estrelada já tão mais fraca que minha epiderme mostrava a minha cor pálida.

Porém o que nós dizemos quando encaramos a Morte? Não hoje, vadia!

Enquanto ele ainda esticava os braços para desferir a espada contra mim, joguei uma esfera de Brilho Estrelar em direção ao seu rosto e girei para o lado. Escutei o grunhido de dor e mais resmungos demoníacos ao meu redor. Eu precisava de espaço! Retirei a minha kunai da lateral de minha bota e a joguei para longe do centro dos demônios japoneses. Assim que ela fincou no chão infértil, meu corpo foi teletransportado até onde ela estava. Engoli em seco e olhei para o pequeno exército a minha frente, há menos de quinze metros de distância. Mais ao longe, eu podia ver poderes de fogo se mesclando com energia negra sendo jogadas de um lado para o outro. ZhauMi estava tendo a sua batalha, finalmente!

Tudo o que eu precisava fazer era resistir até os outros espíritos chineses chegassem. Inspirei fundo várias vezes antes de olhar para o céu. Deixei que minha energia se dispersasse de meu corpo e flutuasse rapidamente para cima. O ponto em que eu queria? O próprio universo! Uma fenda abriu-se sobre a horda de Onis. Ainda de joelhos sobre o chão, eu apenas me concentrava o máximo possível, sentindo o chão tremer com as diversas pisadas que vinha em minha direção. Eu senti um líquido quente e viscoso descendo pela lateral de meu nariz, mas do corte do ar finalmente elas começaram a surgir.

Meteoritos pequenos foram puxados e arremessados contra o exército! O primeiro atingiu o chão, provocando um susto e uma onda de impacto forte o bastante para fazer com que cinco deles caíssem. O segundo meteorito atingiu dois de uma vez, os empurrando para longe. Depois? Vieram cinco de uma vez só provocando uma “chuva” de meteoritos entre a fenda que tinha aberto e o chão. Onde eu mirava? Em nada em específico! Mas estava dando certo, o exército recuava e se espalhava, tentando fugir das pedras do universo para não terem a cabeça como alvo.

No fim, minhas mãos tiveram de amparar meu corpo de não cair no chão. Ofegava e sentia a minha garganta seca. Havia sido uma sequência exaustiva de poderes. Porém eu tinha o Manto de Órion ao meu redor, curando as dores momentâneas. E, mesmo que fosse irônico dizer isso, a noite era a minha aliada. Ela curava o meu corpo aos poucos, dando-me a força necessária para continuar. A cada período sobre a noite, meu corpo recebia energias e um sopro de vida para prosseguir. Assim eu consegui levantar sem tremer, com o queixo erguido e retirando de meu dedo exórdio. Havia um modo de sobreviver a uma guerra como aquela: matando o máximo possível. Cruel? Não, era apenas a deusa garantindo que seus descendentes fossem os últimos a cair. A cada nova vitória, o meu corpo recebia um vigor renovado, pronto para continuar incansavelmente a matar.

Então eu empunharia a arma em que eu retirava mais dano em um oponente, uma lança feita em uma base de material mágico, e permaneceria de pé até que os aliados chegassem! Quem visse de longe, vislumbraria uma única garota de baixa estatura, trajando uma armadura prateada com traços alados, um manto intangível que flutuava ao redor de seu corpo. Ela estaria caminhando para um bando de demônios de máscaras vermelhas.

Oh sim, eu caminhava! Não havia pressa na guerra, existia apenas um único destino: matar; ou morrer em combate. Enquanto meus passos me deixavam mais próximas dos demônios, eu sabia que precisaria dar o máximo de mim para derrotar o máximo possível o mais rapidamente. Eu contava com as vitórias em batalha para recobrar o meu vigor pleno, portanto faria um golpe que seria tudo ou nada. Se desse certo, eu estaria com poder suficiente para derrubar meus inimigos de frente. Se eles fossem fortes o suficiente para defender de meu ataque, eu sabia que teria dado tudo de mim no meu último minuto.

Segurei Exórdio mais firme em minhas mãos, ativando o seu modo lança. Também permiti que a noite abençoasse a minha arma, fazendo com que ela ficasse com um brilho prateado como o da lua, recebendo um poder de arma sombria. Mas também deixei que seu corpo fosse tomado por linhas flamejantes, aumentando ainda mais a sua capacidade de dano e incrementando o auxílio do fogo.

O primeiro Oni veio correndo em minha direção. Ele estava parcialmente machucado, sua máscara quebrada sangrava, confirmando a minha teoria de que aquele era realmente o seu rosto. Seus movimentos eram irregulares, mas furiosos. Parei o meu corpo, ergui a lança para o modo de lançamento. Inclinei o tronco para trás, repuxando o meu braço pronta para o arremesso. O inimigo corria, cada segundo mais próximo. Porém eu precisava de concentração, eu não poderia errar. Meus olhos mesmo que cansados pela falta de energia olhava o movimento dele, minha mente calculando cada passo graças a hipercinesia. O seu passo para a esquerda pesava mais, fazendo com que seu corpo pendesse mais naquela direção. Fechei um olho, deixando que o meu predominante acompanhasse o mover irregular. Inspirei fundo prendendo a respiração para evitar o erro de cálculo ao arremessar a lança. O item de metal escuro, com uma aura prateada e veias flamejante por toda a sua extensão pareceu cortar o ar em câmera lenta. Entre uma batida de coração e outra, eu via a minha arma seguindo em direção do inimigo até cravar certeiro no meio de seu peito, perfurando o ponto onde deveria ser seu coração. A força havia sido perfeita para atravessar toda a lâmina de vibranium pelo corpo monstruosamente cinzento.

O corpo do Oni caiu para trás. Um exército vinha atrás dele, lâminas erguidas, furiosos e com sede de sangue. E ali estava, mais uma vez um sorriso enorme em meu rosto enquanto eu sentia o vigor tomando conta de meu corpo, fazendo-me respirar mais facilmente e tirando o cansaço de meu corpo. Eu finalmente corri. Meus pés deslizavam pelo chão pela facilidade que meu corpo tinha em movimentar-se, graças aos itens que eu carregava. Se eu precisava matar mais para continuar em pé, minha mente processou uma lógica muito fácil de ser seguida: seja mais veloz e mais ágil do que todos eles. Ao passar pelo corpo do Oni caído, minhas mãos capturaram Exórdio, o puxando em um único movimento para fora de seu corpo, fazendo com que ele virasse pó. Segurei meu cajado, agora também uma lança, com apenas minha mão destra. Enquanto corria, ativei o modo de guerreira ágil, o último dos modos de guerreiros a ser aprendido por um descendente de Belona. Ao mesmo tempo, as runas de minha armadura finalmente fizeram efeito, acrescentando o dobro de velocidade e um pouco mais de força e resistência em meu corpo.

Eu nunca me senti daquela forma em momento nenhum em minha vida. Tão ágil, veloz e com o coração disparado ao ponto de doer dentro de minha caixa torácica. Ao mesmo tempo, a agitação provocava uma animação, um ímpeto de combate que dominava minha mente e músculo. Ao deparar-me com a primeira onda de onis eu literalmente me joguei ao chão, deixando que meus joelhos deslizassem pela neve e passasse direto por eles, atingindo apenas uma a minha lateral com a lança. Coloquei-me de pé para continuar a avançar, abaixando o corpo de um ataque que veio na horizontal, movendo-me rapidamente para atingir a perna do oni que lançou o ataque. Ele caiu ao chão, dando-me a chance perfeita para usar da lâmina pequena no cabo do cajado, perfurando o seu pescoço e o fazendo cair no chão.

Um ataque por trás impulsionou o meu corpo para frente, lançando-me contra um Oni de maneira até destrambelhada nos primeiros passos, mas logo eu recuperava o equilíbrio, fincando o cabo no chão e usando como apoio ao erguer meu corpo para aplicar um chute poderoso contra o rosto do Oni, o jogando para o lado. Peguei a lança e cravei a lâmina na cabeça dele, a puxando com tudo para o lado por não ter tempo. Mas o tempo se era relativo quando se tinha um exército ao seu lado. Logo estava cercada novamente, mais me defendendo do que contra-atacando. Depois de levar um golpe na lateral de meu rosto, rosnei e segurei firme Exórdio, pisando firme antes de começar a girar em um golpe redemoinho. Esse golpe também criava uma energia cortante, que retirava até mesmo mais dano do que um golpe comum.

Com os inimigos caídos ao meu redor, eu os assisti se transformarem em pó enquanto outra onda de Onis se aproximava. Cuspi sangue no chão, sorrindo de lado ao sentir apenas algumas dores musculares. Tendo derrotado uma certa quantidade, meu corpo estava ainda com a adrenalina à tona. Porém, antes que eu avançasse para o meu ataque, uma sombra enorme nos sobrevoou. Lancei um olhar rápido para o alto, vendo um enorme e belo pássaro circular ao nosso redor antes de fazer uma rasante que pareceu levar consigo mais de cinco demônios japoneses em suas garras afiadas.

Os aliados finalmente haviam chegado. Mantendo Exórdio firme a mim, atacando qualquer inimigo que viesse a minha frente, meu novo objetivo era apenas o de encontrar uma raposa ruiva. Em meio ao caos da batalha, em que espíritos de diversos tipos que eu não conhecia chegavam e enfrentavam os Onis, eu vi duas raposas. Uma estava caída no chão, ensanguentada e derrotada. Outra estava de joelhos, bastante ferido e com o braço com cortes bastante feios.

-Oh merda! – exclamei enquanto me aproximava rapidamente, mas no último segundo eu abria um sorriso – Quem diria que você ia mesmo ganhar?

-Pelos deuses, você está bem?! – ZhauMi tentou levantar, mas cambaleou – Eu vi você pulando no meio daqueles Onis, como você pode estar tão bem?

-Eu sou apenas muito maneira para morrer – disse desviando do assunto e o ajudando a erguer-se. Ao olhar ao redor, vi a mesma ave enorme encolher-se e pousar em forma de homem com asas, derrotando quatro onis de uma vez só – Consegue batalhar ainda?

-Está brincando? Eu só lidei com um Nogitsune, eu poderia enfrentar mais dois!

Ri alto, pois sabia que ele estava bastante ferido. Ainda assim, havia um espírito guerreiro naquela raposa que o fez erguer os punhos mais uma vez. A batalha estava favorável, mas ainda assim, não havíamos vencido aquela guerra ainda. Com ZhauMi ao meu lado, eu me joguei mais uma vez em uma batalha.


PS: As informações da batalha estarão no próximo post, pois o conteúdo ficou grande demais e atingiu o limite!


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Re: CCFY ~ O mistério de Harbin

Mensagem por Evie Farrier em Qua Jul 12, 2017 11:10 pm




The End
Voltando para casa, mas não sozinha!



O decepcionante é que depois que os aliados chegaram o combate não chegou a durar mais do que dez minutos. Todos comemoraram e viram em ZhauMi o herói bravo e corajoso. O que ele realmente era! Por mais que o espírito da raposa tentasse dizer que eu havia derrotado inúmeros Onis sozinha, ninguém ligava muito para o que uma estrangeira havia feito. Também não me importava, meu trabalho ali estava completo de diversas formas.

Havia derrotado quem havia provocado a onda de massacres aos turistas, incluindo um jovem legionário. De quebra, tinha ajudado uma comunidade de espíritos chineses a impedir que o mundo conhecesse a fúria de uma deusa abandonada no inferno pelo próprio marido. Houve um dia inteiro de festa. Os espíritos aliados permaneceram o quanto puderam, mas logo partiram pois tinham seus próprios locais para proteger. O que significava o mesmo para mim, era hora de partir.

-Eeevieee – Lin rompeu o quarto enquanto eu terminava de calçar minha bota – Você tem uma visita!

Estranhando aquilo, franzi o cenho enquanto pegava a minha jaqueta e a minha mochila sem fundo. Aparentemente o Raijuu havia chegado em segurança do outro lado e, ao perceber que a fera do trovão estava em segurança, Luduan praticamente obrigou que todos nos auxiliassem. Ao sair da casa no topo da montanha, eu me deparei com a cena que eu levaria para sempre pelo resto de minhas vidas em meu coração.

ZhauMi levando um lindo coice na bunda do pequeno cavalo negro e de olhos de brasa. Eu demorei um tempo para associar aquela figura a um filhote de Pesadelo, o cavalo infernal. O coice havia sido tão bem sucedido que o espírito da raposa caiu de cara no chão. Provocando risos de quem observava a cena.

-Eis o grande herói! – exclamei rindo abertamente.

-Ele atacou por trás, onde está sua honra, pônei maldito?! – ZhauMi tinha o cabelo eriçado junto com suas orelhas de raposa.

-Você está discutindo com um filhote – comentei ainda com o ar risonho, aproximando-me do Pesadelo. O pequeno também veio em minha direção, mesmo que bufasse pelas narinas e mostrasse o seu descontentamento – Acho que você está me tratando bem só porque sabe que eu sou sua carona de volta para a sua terra.

-Você tem de ir mesmo? – Mei apareceu de braços cruzados – Você poderia ficar e me ensinar como usar lanças.

-Você tem alguém muito melhor do que eu ao seu lado, pequena raposa – sorri e pisquei para ZhauMi, o garoto prontamente ficou vermelho – Ele derrotou um Nogitsune sozinho, mesmo sendo mais fraco. Isso demonstra um poder que é mais importante ainda!

-Qual? Qual? – Mei e Lin questionaram ao mesmo tempo.

-O poder de superar os próprios limites – dessa vez a voz veio do mestre Luduan, ele estava sentado em uma cadeira aparentemente tomando um pouco de chá – Espero um dia receber uma visita sua novamente, jovem romana. Os espíritos chineses estão em débito com você. Como pequeno agrado, eu mesmo providenciei um portal para que retornasse ao seu lar sem que se desgastasse novamente.

-Eu agradeço por isso, mestre Luduan – fiz uma reverência respeitosa ao senhor chinês – Mas poderia ativá-lo já? Há alguém que eu preciso enfrentar.

-Enfrentar? – ZhauMi franziu o cenho confuso – Já partirá para outra batalha?!

-Oh sim. Minha namorada me espera.

Vamos dizer que quando eu retornei para a cabana na montanha eu estava bastante ferida. Coincidentemente fora nesse momento em que parte da consciência de Kyra surgiu no quarto, enquanto um espírito chinês feminino retirava a minha blusa para cuidar de meus ferimentos. Senti um calafrio na espinha já imaginando o que o futuro me aguardava.

-Boa sorte! – ZhauMi disse com sinceridade.

Luduan gargalhou enquanto fazia gestos com a mão, abrindo um portal dourado e circular bem ao meu lado. Dentro daquele espaço, eu podia ver o túnel que secretamente era uma das entradas para o Acampamento meio sangue. Toquei na lombar do filhote de Pesadelo duas vezes antes de lançar um último adeus aos chineses e atravessar o portal.

-.... ela não sabe?

-Shh deixa ela ter uma surpresa.... sim, eu aposto que sim...!


Enquanto atravessava, palavras do que ele falavam ficaram soltas no ar. Ao chegar do outro lado, soltei um suspiro de alívio por não ter tido nenhuma tontura ou desgaste, como o teria se tivesse viajado pelas sombras cortando oceanos. Joguei a jaqueta por sobre um de meus ombros enquanto pendurava a alça da mochila no outro. O filhote de Pesadelo parou ao meu lado, relinchando e batendo a pata no chão.

-Você já pode ir companheiro. Está livre agora! Eu não posso leva-lo ao submundo, não me atreveria a invadir o território de Plutão – expliquei e comecei a caminhar, mas escutei o barulho de cascos no asfalto. Olhei para o lado e lá estava ele me seguindo – Ué... Vamos cavalinho, pode ir!

Mais um relincho e o potro bateu a cabeça em minha cintura me obrigando a caminhar. Soltei um barulhento resmungo, dando de ombros enquanto voltava a seguir o caminho para dentro do túnel. Franzi o cenho, com a sensação de que algo estava atrás de mim. Olhei por sobre o ombro, vendo nada mais do que uma pista vazia. Repousei os olhos sobre o filhote de Pesadelo ao meu lado, mas ele trotava até mesmo quieto ao meu lado....

-OH PORRA! – gritei assim que senti um choque do nada em minhas costas. Afastei a mochila apenas para ver a cabeça de um filhote de gato do lado de fora. Assim que ele entrou em meu campo de visão, ele colocou uma patinha pro lado de fora e miou inocentemente. Rosnei alto, como aquilo tinha parado em minha mochila?! – Oh merda, eu tenho de voltar para te devolver e... – mais um choque foi lançado, suave, porém extremamente incomodo – Pare com isso, eu vou te levar de volta – mais um choque que me fez grunhir irritada – Eu estou tentando dizer que você vai voltar pra casa! – um choque mais forte ainda – Você não quer voltar?! – um miado e um ronronar. Levei a minha mão livre para o rosto, em uma postura completamente de derrota – Como eu vou explicar pra Kyra que retornei com dois filhotes?!

Eu esperava que apenas um “querida, temos mais dois filhos!” fosse o suficiente para aplacar a raiva dela por ter visto uma garota levantando minha blusa. Oh sim, aquele gatinho fofo – mesmo que ele desse choque ele era relativamente fofo – poderia ser bem útil para aquela situação.

-Pensando bem, precisamos de um nome para você. Que tal Faísca? – os pelos dele eriçaram e soltaram um pouco de eletricidade – Ok, vou aceitar isso como um não...

Soltei um suspiro resignado, olhando de um filhote para outro. Bonito Farrier, vencia um exército de demônios japoneses mas não conseguia lidar com dois filhotes!


Sugestão de Recompensa

Eu aceito ter a exp reduzida ou nula se isso for ajudar a ter DOIS mascotes.

Pesadelo Filhote (nível 3), nome Killer, macho --- Estou sugerindo nível 3, mas ele ainda seria filhote, se não for possível, ok.

Raijuu Filhote (nível 1), nome Lyon, macho --- Caso seja aprovado o mascote, irei criar o mascote na área apropriada, apenas preciso saber se o tenho ou não.

Caso tenha de escolher entre um e outro, eu escolho o Raijuu por ter sido feito em um ambiente propício a sua cultura.



Arsenal:
Arsenal

Kunai Viajante [É uma arma idêntica ao do anime Naruto, mas feita com bronze celestial, foi marcada com um feitiço conhecido como “marca veloz” ligado diretamente ao sangue de sua portadora (Evie), o que lhe permite viajar através dela. Ou seja, toda vez que a garota lançar o objeto, poderá ativar seu poder, e transportar o corpo até a arma, mudando sua posição em campo completamente. Isso pode ser feito inclusive quando o objeto estiver viajando no ar. | Efeitos: teletransportar a romana até o item ao ativar a magia da marca | Material: Bronze Celestial | Sem espaço para gemas | Resistência: beta | Status: 100%, sem danos | Mágico | Encantado por Pandora; presente de aniversário dado por Georgia]

• Exórdio [A princípio apresenta-se como um anel negro repleto de runas antigas de aparência simples, e material resistente, até mesmo raro. Ao ser ativado, no entanto, transforma-se em um cajado negro com um brilho de poder único, cuja a aura brilha em um tom de azul cintilante no local em que as runas de poder, força, sabedoria, e conhecimento estão entalhadas. Mais ao centro do cajado o nome de seu portador foi gravado. O cajado tem cerca de um metro e meio, e em sua ponta há uma esfera arredondada dá a ele a aparência de ser uma arma nobre. Agora este cajado também possui um pequeno triângulo com inúmeras perfurações ao redor de sua orbe azulada, quando "aberto" um mecanismo se ativa fazendo com que uma grande quantidade de Vibranium surja ao redor daquela orbe, formando uma lâmina negra, com brilhos em um neon azul. No lado oposto da lâmina, uma esfera vazada também surge, a ponta desta orbe é extremamente afiada. Aumentado o tamanho total da arma em 60cm. | O cajado possui duas propriedades distintas, sendo a primeira a redução do gasto de MP em 50% em todos os feitiços executados por seu portador. A segunda, no entanto, é que apresenta perigo. O cajado consegue abrir fendas em qualquer espaço tempo da terra, criando passagens e portais que permitem ao seu portador viajar entre os mundos, ou esse mundo. Essas passagens consomem energia de seu conjurador (HP), sendo possível extrair até 50% do HP total de seu portador a depender do local para onde ele deseja ir, ou seja, quanto mais longe, mais distante, ou mais perigoso, maior a quantidade de energia gasta pelo conjurador do portal | Arambarium, Adamantino, madeira e Vibranium nas lâminas; Sendo que cada lâmina é feita exclusivamente com um material. | Espaço suficiente para uma gema simples. | Status 100%, a arma não apresenta nenhum dano. | Lendária. |Alfa Prime. | Nível 10, consome energia física do seu portador (HP), caso seja usado em excesso. | Ganho no Evento: A mente liberta.]

Pulseiras do Rock [Tradicionais pulseiras que são feitas de couro escuro e spikes de prata. Porém, há um único espinho dourado e, ao pressioná-lo, é ativada a segunda forma do acessório. As pulseiras, ao mesmo tempo – mesmo tendo pressionado a de um braço só – se transformam em manoplas que cobrem toda a mão e o antebraço. Nos nós dos dedos há espinhos de metal, provocando dano e perfuração quando a manopla é usada para ataque. Foi unida, magicamente, com as pulseiras de perícias | Material: Couro, adamantino | Efeito: Capacidade do item se transformar em manoplas quando ativado; Graças a união com as pulseiras de perícias, o usuário ganha +50% de assertividade no uso de lanças, provocando um dano de +30% | Um espaço para gema na manopla direita | Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | Ganhada no Festival de Música Romano, encantado por Evie Farrier]

Amethyst Barrier [Um anel de ouro detalhado com cristais e agua corrente, que formam o nome de sua portadora cada vez que se movem – a agua dentro do anel tem vida própria, pois foi marcada com uma runa de vento para causar movimentação e formação – possui uma pedra de amethyst em seu centro | Efeito¹: Esse anel possui duas propriedades distintas, sendo a primeira delas a invisibilidade. Sempre que desejar Evie poderá usar o anel e tornar seu corpo totalmente invisível como o de um fantasma, o que impede que a garota seja detectada por olhares mortais, de criaturas ou de monstros. Isso não oculta seu cheiro ou os sons causados por ela, mas é suficiente para esconde-la pelo tempo que desejar. Efeito²: Por último, o anel foi marcado e selado pelo feitiço Defensorem, que permite a Evie rebater e lançar – por até três turnos – magias ofensivas lançadas contra ela. Gasto de 5 mp por turno de invisibilidade usada, e de 15 MP pela magia Desendorem sempre que essa for utilizada. | Material: Ouro | Sem espaço para gemas | Resistência: gama | Status: 100%, sem danos | Item Mágico | Encantado por Pandora; presente de aniversário dado por Gerrard]

Manto de Órion – Suas estrelas prateadas carregam um manto invisível, um manto fantasma e completamente intangível. Cada movimento seu é etéreo, como se estivesse debaixo da água. Além dela ser translúcida como luz em névoa fina, tem em seu corpo a constelação do cinturão de Órion, três estrelas na vertical: Uma entres as omoplatas, uma na baixa lombar e a terceira no final da capa, entre as panturrilhas. É intangível, com exceção das duas estrelas presilhas, fazendo com que seus movimentos desacelerados não atrapalhem a guerreira. | Efeito: Sempre que estiver em uso sua portadora ganha +20% de velocidade em batalha, e ao ser coberta pelo manto, poderá regenerar partes do corpo lentamente – magia de cura – em até três turnos feridas profundas se fecham por completo, e ossos quebrados são colocados no lugar, mas não restaurados. Para que um osso esteja completamente curado é necessário aguardar 5 turnos de espera, pois foi banhado com uma poção e selado com ela, o que lhe permite uma cura continua. Lembrando que é preciso estar usando o manto no lugar da fratura para que esse tenha o efeito desejado. | Material: Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Item Mágico | Encantado por Pandora; presente de aniversário dado por Samanta]

Heaven [Uma armadura semi-completa, do tipo leve. Seu material possui a cor prateada com um sutil brilho azul celeste quando pego pelo reflexo. Ela é composta por botas, peitoral e ombreiras. Seu material de base ainda é desconhecido, sendo ele presente apenas neste item único. A armadura possui detalhes em formas de asas e um tecido ao redor da cintura de cor roxa. Ela foi banhada em poções mágicas, permitindo a transformação em uma jaqueta e potencializando alguns atributos. A jaqueta é de tom escuro, com uma ave de rapina desenha nas costas. Mesmo em sua forma de jaqueta, os efeitos permanecem funcionais. Também há desenhos de runas e talismãs em seu metal, denunciando que o item foi encantado magicamente. Graças a runa de renovação, Kenaz, o efeito da poção de velocidade é renovado depois de um turno de intervalo | Efeito 1: ela diminui em 50% o impacto de danos físicos, aumenta naturalmente em 20% a agilidade e velocidade; Efeito 2: oferece uma imunidade condicional ao elemento trevas/sombras, sendo necessário o oponente ser nível superior para provocar danos com esse elemento; Efeito 3: encantada com a poção da velocidade, a armadura possui o efeito ativo de aumentar certos atributos por 3 turnos: 100% de velocidade, 40% de força, 20% de resistência. São necessários 2 turnos de intervalo, em que a runa Kenaz é ativada (-15MP) para renovar a poção da velocidade na armadura. | Material de metal prateado (único) | Espaço para uma pedra e uma gema | Resistência: Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | Nível mínimo para uso: 20 | Conquistada na missão Os Signos da Luz]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Kyvie [ Aliança de ouro branco com uma pequena pedrinha de tanzanita em tons de azul e roxo presa ao centro, essa tem o formato de um coração. No interior do aro está gravado 1+1=1. | Compartilhar consciência. É um estado de ligação entre os portadores da aliança que permite que parte da consciência seja compartilhada por um tempo. A manifestação desse efeito é bastante peculiar, pois dá a capacidade para que uma esteja presente para a outra, quebrando a distância física que as separa. Desse modo, seria possível que parte da consciência aparecesse ao lado da outra, permitindo que fosse vista, escutada e até mesmo tocada. Porém, ninguém mais além das duas poderia ver, ouvir ou tocar. Elas poderiam ver o mesmo ambiente em que a outra está, porém nunca interagir com ele, apenas com a portadora do anel. Quem estiver compartilhando parte da consciência ficará um tanto mais distraído, por ter parte da consciência interagindo com a amada. No entanto, isso não o impede de continuar atuando normalmente, apenas mais distraído ou com o rendimento da atenção reduzido.| Ouro Branco | Kyra e Evie
Ativos:
Poderes Ativos de Belona

Nível 17
Nome do poder: Guerreiro Silencioso
Descrição: Por três turnos, os sons provocados pelo filho de Belona serão anulados, permitindo se mover pelo ambiente sem provocar nenhum ruído.
Gasto de Mp: 30MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Summon Weapons III
Descrição: Mais imerso no mundo das guerras, o semideus filho de Belona tem um verdadeiro conhecimento bélico. Assim, também consegue invocar uma gama maior de armas. Agora é possível invocar armas de resistência beta e de tamanho grande. As armas irão retirar os danos referentes ao metal que a constitui e apareceram próximo do corpo do semideus. Duração de 3 turnos.
Gasto de Mp: 15MP (por arma invocada)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue invocar armas de tamanho grande, como espadas, lanças, foices e escudos. Realiza no máximo 2 invocações por turno.

Nome do poder: Whirlwind
Descrição: Conhecido como golpe redemoinho, o filho de Belona, geralmente portando uma lâmina de tamanho mediano ou maior, gira o corpo em um perfeito 360°. Ao girar, parte de sua energia é expelida como uma lâmina invisível, atingindo todos os inimigos ao redor seguindo o movimento circular, como um redemoinho. O alcance é de dois metros de diâmetro, tendo como referência a prole da guerra.
Gasto de Mp: 50MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: é baseado no material da arma somado a 25% desse valor por conta da habilidade.
Extra: Nenhum.

Nível 31
Nome do poder: Explosão de Energia
Descrição: Ao estar cercado por inimigos, a prole da guerra libera uma onda de energia impactante. Se o inimigo for de nível menor, irá arremessa-lo para poucos metros de distância. Se for do mesmo nível irá derrubá-lo. Se for de nível maior poderá balançar o equilíbrio.
Gasto de Mp: 40MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: 20
Extra: Nenhum.

Nível 70
Nome: Guerreiro Ágil
Descrição: Ao ativar esse guerreiro, a prole de guerra torna-se incrivelmente ágil. Sua velocidade e agilidade aumentam por três turnos.
Gasto de Mp: 60MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em velocidade e agilidade.
Dano: Nenhum
Extra: Usado apenas uma vez por batalha.

Ativos de Nox

Nível 42
Nome do poder: Corpo Estrelado
Descrição: O filho de Nyx/Nox consegue transmutar sua pele por completo, deixando-a semelhante ao manto de sua mãe. Esse poder consiste em mudar a pele, a deixando azul como o céu noturno, e coberto por pequenas estrelas reluzentes. Essa pele serve como uma espécie de camada protetora, que impede o filho de Nyx/Nox de sofrer ataques físicos e mentais durante dois turnos. Nesses dois turnos, os ataques mentais são reduzidos pela metade. E os físicos simplesmente não surtem efeito. Os danos são sugados pelas pequenas estrelas presentes no corpo da prole de Nyx/Nox, e ao final dos dois turnos, desaparecem junto com o corpo estrelado, deixando apenas uma camada de poeira sobre os pés da prole da deusa.
Gasto de Mp: 70 por rodada ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques mentais reduzem o dano em 50%, e ataques físicos tem o dano reduzido em 100% tornando-se nulo por dois turnos.
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado uma vez por luta, missão, ou evento.

Nome do poder: Chuva de Meteoritos
Descrição: O universo sempre conspirou a favor do filho de Nyx/Nox, a galáxia é enorme e tantas coisas foram perdidas durante o tempo, desapareceram entre o céu, flutuando para sempre. Ainda, nessa mesma dimensão, existem meteoritos flutuantes, ao redor da terra mesmo, milhares deles circulam, voando pelo espaço. O filho de Nyx/Nox consegue invocar parte desses meteoritos sobre a cabeça do inimigo – apenas os menores, semelhantes a tamanhos de pedra pequenos – fazendo-os cair diretamente sobre a sua cabeça. Nesse nível, só consegue atingi-lo com no máximo 10 meteoritos, sendo que enquanto estiver invocando-os não conseguira atacar com outro poder, e terá dificuldade em se defender.
Gasto de Mp: 20 por meteorito invocado.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 25 por meteorito invocado (totalizando um dano de 250 HP)
Extra: Nenhum

Nome do poder: Brilho Estelar II
Descrição: O semideus consegue produzir uma esfera de luz prateada, semelhante ao brilho das estrelas. Agora sua esfera ficou mais forte, e além de causar cegueira durante um turno inteiro, também cria uma leve ardência sobre a pele, semelhante a picada de um isento. Isso acontece porque a esfera produzida ganha fissuras de luz semelhante a agulhas invisíveis a olho nu, que causam cortes – sem abertura – sobre a pele, deixando pequenos riscos brancos na região atingida.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP
Extra: Nenhum

Nome do poder: Arma Sombria
Descrição: Com a ajuda da luz da Lua, o filho de Nyx poderá concentrar parte da energia da lua e da noite em sua arma, fazendo com que a mesma retire o dobro de HP que tiraria em um golpe normal.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: O dano será referente a arma usada, se ela tira 10 HP com esse poder ativado, ela tiraria 20 HP.
Extra: Só pode ser usado durante a noite
Passivas:
Passivos de Nox

Nível 70
Nome do poder: Cura Noturna IV
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. Feridas pequenas, e cortes superficiais agora se fecham completamente, feridas fundas se tornam cicatrizes, e grande parte de sua energia é restaurada, permitindo que o semideus fique forte novamente. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +100 MP e 100 HP
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Imunidade abaixo de 0º
Descrição: Por mais que os semideuses estejam em algum lugar em que o clima esteja abaixo de zero, eles não são afetados, sentem frio, mas não chegam a ser afetados como os filhos de outros deuses, acostumando-se com facilidade as mudanças bruscas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A mudança brusca de temperatura não o afeta tanto
Dano: Nenhum


Nível 30
Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.



Passivos de Belona

Nome do poder: Last One II
Descrição: O apetite por vencer tornou-se ainda maior e mais fácil de ser conquistado, agora a cada inimigo que cai ou desiste graças as habilidades da prole da guerra, seu corpo e espírito se regozija e permanece ainda mais firme para continuar a batalhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100 de HP e MP a cada vitória.
Dano: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Perícia com Espadas IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a espada tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 45
Nome do poder: Hipercinesia III
Descrição: Esse é o momento em que mente e corpo encontra-se em completa sintonia. Você não apenas pensa e age, mas como pode fazer os dois ao mesmo tempo. A leitura do ambiente torna-se perfeita, permitindo assim o combo de muitas outras habilidades ativas com a sua capacidade hipercinética. Sua mente e corpo tornam-se a sua maior e principal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos
Dano: Nenhum

Nome do poder: Last One II
Descrição: O apetite por vencer tornou-se ainda maior e mais fácil de ser conquistado, agora a cada inimigo que cai ou desiste graças as habilidades da prole da guerra, seu corpo e espírito se regozija e permanece ainda mais firme para continuar a batalhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100 de HP e MP a cada vitória.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Interna
Descrição: A prole da deusa da fúria em guerra detém uma força interna que se transforma em força física. Com isso, o impacto dos seus golpes físicos passa a ter uma taxa de dano maior, além de ser capaz de levantar uma quantidade de peso muito maior do que um humano comum.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em danos físicos, capacidade de erguer até 150kg com facilidade e amassar metais comuns (resistência sigma).

Nível 20
Nome do poder: Corpo Guerreiro II
Descrição: Seu corpo desenvolveu-se e tornou-se ainda mais pronto para a batalhas de longa duração. O metabolismo evoluiu e a fisiologia do semideus filho de Belona foi potencializada. A resistência corporal tornou-se melhor ainda, assim como a imunologia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência corporal, +40% de imunidade a infecções, venenos e doenças corriqueiras como viroses.

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição: Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Ignorar a dor II
Descrição: Parar de combater por causa de seus machucados não faz parte dos planos do semideus filho de Belona. Ignorar a dor provocada nos combates tornou-se ainda mais fácil e corriqueiro, permitindo assim o seu desenvolvimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Vontade de Guerra II
Descrição: O espírito de combate e luta tornou-se mais presente ainda no semideus. Permanecer lutando é o primeiro instinto da prole de Belona, tornando-se difícil dissuadir tanto seu corpo quanto sua mente do contrário.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de resistência contra habilidades que tentem manipular a vontade do semideus, +40% de resistência contra poderes, itens e armadilhas que o impeçam de movimentar-se.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perícia com Lanças IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a lança tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da lanças.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Habilidades e Benção:
Bençãos e Habilidades Aprendidas

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nome: Perícia em Mira
Descrição: Mirar é a capacidade de usar de seus movimentos corporais e visualização de um objeto para atingi-lo. Ao fazer essa aula, o campista possui o treino o básico para acertar um alvo parado ou em movimento com diferentes objetos, desde armas a qualquer item corriqueiro. É necessário atentar-se para a equação de: quanto mais concentrado, mais precisa é a mira.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% em mira
Dano: Nenhum
Extra: Uma vez por missão, você pode solicitar o Acerto Perfeito, acertando o alvo caso ele esteja a menos de 100m de distância. O post também deverá conter a narrativa de como foi realizada a mira. Ações como “mirei e acertei” serão invalidadas.

Legado Completo – A jovem foi abençoada por sua avó, Belona, e agora é considerada um legado completo, podendo usufruir de todos os poderes ligados a deusa da guerra. Contudo, tal benção a impede de ligar diretamente a um deus, pois seu laço está relacionado diretamente a Belona, e sua lealdade também passa a ser desta. Outro ponto criterioso seria que seu sangue incompleto a impede de ganhar os poderes extras herdados por seus filhos, ou seja, Evie é incapaz de manipular dons únicos e especiais, diferente dos filhos de Belona, que poderão herda-los.
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Re: CCFY ~ O mistério de Harbin

Mensagem por Vênus em Qui Jul 13, 2017 12:51 pm

3.000 XP + 3.000 Dracmas
+ Conquistou os dois mascotes, Pesadelo com nível 3 e Raijuu no 1.

Leia!:

Eu confesso que estou maravilhada! E gargalhando! Ah que historia magnifica! Queria eu ter o prazer de sempre ter leituras tão agradáveis quanto essa. minha querida, você sempre me surpreende, e quando eu acho que não posso extrair mais nada de você, você me mostra o contrario e vai além. Eu não tenho grandes coisas a ressaltar sobre sua escrita, Evie, você escreve muito bem, e sabe disso, trocar palavras, ou usa-las repetidamente passa despercebido quando entramos de cabeça na historia, e eu como narradora e leitura acabei me perdendo de uma forma que acho que deixei todos os erros escaparem. Seu xp foi reduzido, mas é porque estou te dando ambos os mascotes. Vou coloca-los em sua ficha, mas deixarei que Belona efetue o registro de ambos para você, duvidas me envie por MP sim? Parabéns! Historia magnifica.


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Re: CCFY ~ O mistério de Harbin

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