The Blood of Olympus
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Promoção de Aniversario [CCFY] - Tavy Falworth

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Promoção de Aniversario [CCFY] - Tavy Falworth

Mensagem por Tavy Falworth em Ter Jun 27, 2017 8:18 pm

TESTE PARA DEMÔNIO DE NYX/NOX
Sometimes you have to accept the fact that certain things will never go back to how they used to be.
Eu podia sentir meu coração sendo obscurecido aos poucos, dando lugar a algo diferente de amor, esperança ou felicidade. As trevas estavam me invadindo lentamente, chegavam sem que eu percebesse, e afetavam o meu dia a dia. Da primeira vez que aconteceu pensei que não fosse nada, eu não tinha conhecimento sobre deuses, monstros e sonhos, não sabia que minha vida poderia ser afetada quando eu estivesse dormindo, mas aconteceu, e foi surreal.

A noite de sexta feira foi comum para minha pessoa, eu tinha me deitado sobre a cama tarde da noite, tinha tomado banho e repousado minha cabeça sobre o travesseiro de plumas, tinha descansado, pensado sobre a vida e adormecido em algum momento. Podia ter sido uma noite normal e sem sonhos, mas não foi, e começou a mudar sem que eu notasse. Do lado de fora da janela do alojamento uma sombra se infiltrou em meu quarto, tomou minha mente e me atormentou com pesadelos. Eu não vi nada disso acontecer, mas pude sentir o impacto que teve durante todo o restante da noite.

Começou com a escuridão. Eu estava sozinho em uma cela fechada, podia sentir o fedor da carne podre em decomposição, tinha algo morto ali, mas o que ou quem era eu não saberia dizer. Minha visão era precária, e tudo que eu distinguia eram as sombras, elas se moviam por entre as paredes, enroscavam-se em meus pés, penetravam minhas roupas e me tocavam com suas mãos frias, e a todo momento a voz sussurrava.
Venha... venha para mim, a entrega será libertadora.

A voz feminina tentava meus ouvidos, preenchia minha mente, me levava a querer investigar a fundo, alcança-la e puxa-la para perto, mas na primeira noite, isso não aconteceu. Quando acordei na manhã seguinte tinha esquecido dos sonhos, era como se parte de mim tivesse sido apagado, eu me sentia estranho, cansado mentalmente e fisicamente, e pior, tinha sangue nas mãos. Escondi esse fato como um segredo, um segredo tenebroso de que ninguém precisa saber, mas mais tarde descobri que o primeiro campista tinha desaparecido e que seu corpo tinha sido encontrado as margens da floresta. Marcas de faca denunciavam que o assassino estava por perto, e pior, ninguém sabia como encontra-lo.

O sábado passou de uma maneira diferente, o medo tinha se instalado em boa parte do acampamento romano, o culpado não foi pego, provas não foram deixadas para trás, mas a segurança do lugar aumentou. Os campistas mais antigos foram divididos em grupos de patrulha, os mais novos (como eu mesmo) foram proibidos de deixar o alojamento entre as dez da noite e as sete de manhã, e os horários para usar a casa de banho e o refeitório tornaram-se restritos. O acampamento virou um verdadeiro covil militar, me fez sentir mais deslocado do que nunca, tornando meu desejo de retornar para casa ainda mais árduo.

Durante a madrugada a cena se repetiu. Eu voltei para a cela e sonhei com uma espada, as sombras ainda circulavam ao meu redor, machucavam e prendiam minhas pernas, me deixavam gelado. A mulher ainda atormentava minha mente, me trazia sonhos e lembranças do passado, mas também me castigava com imagens de fome, tortura e guerra. Me obrigou a ver amigos morrendo, me deu uma lamina e disse que ela me tornaria mais forte e deixou que as sombras me torturassem um pouco mais.

Eu acordei cansado na segunda noite, inquieto com a roupa manchada. O sangue negro tinha estrado e queimado parte da minha camisa, me livrei dela o mais rápido que consegui, pois não podia entregar-me sem saber o que tinha acontecido. Eu não fazia a menor ideia do que tinha sonhado, por onde tinha andado ou o que tinha acontecido, não entendia como minha camisa tinha manchas de sangue, e entendia menos ainda as marcas presentes em minhas costas, mas mais tarde, naquele mesmo dia eu descobri. Um segundo campista tinha desaparecido, uma filha de Éris de quem ninguém gostava, afinal, esta tinha sido tachada como traidora. Sua garganta tinha sido cortada por uma lamina maldita, ela tinha sido queimada por uma lamina do inferno rara, e os campistas começavam a dizer que estávamos entre demônios, e que a guerra estava prestes a começar.

Ignorar isso não foi fácil, minha mente trabalhava para buscar as lembranças, mas não as trazia de volta para mim. Meu corpo estava cansado, minha mente degastada, mas o pior de tudo, era o poder. Eu sentia que estava mudando, sentia meu coração ser preenchido por um vazio intenso, olhava minhas mãos em busca de respostas e podia ver a aura de terror que circulava meu corpo. Não era mais a mesma pessoa, e nem mesmo sabia dizer o porquê.

Na terceira noite o mistério foi finalmente revelado. Eu voltei a cela durante meus sonhos, mas diferente da primeira e da segunda vez, nessa, pude ver o lugar. A cela na realidade era uma sala circular repleta de ossos, as sombras que me atormentavam era criaturas negras, com dentes afiados e caudas de esporas, as marcas eram corpo eram sinônimo de sua alimentação. Meu torturador era uma rainha, seus servos, demônios, meu cansaço, sinônimo de que nunca estive dormindo. De alguma maneira meu corpo estava sendo tomado aos poucos, minha vontade estava dividida, e meus ideais foram transformados em ódio.

Vi-me assassinando uma terceira pessoa, um menino de 16 anos de idade que nem teve chance de se defender. Meus dedos se fecharam ao redor de uma arma, seu pescoço foi cortado ao meio, e a lamina selou seu destinado macabro quando um demônio o devorou. Meu corpo sumiu pelas sombras, minhas vestes foram queimadas pela rainha do tártaro e meus olhos outrora negros pareciam opacos e sem vida.

— Porque? — Eu perguntei.

— Porque você e eu, somos iguais, não é seu desejo tornar o mundo melhor, meu querido? Não deseja acabar com a guerra, a fome, a dor? Sei o que passou com o seu pai, conheço seu coração e suas crenças, posso te dar tudo que sempre desejou — A deusa da noite era bastante persuasiva, suas palavras pareciam verdadeiros, mas algo ainda me incomodava.

— Com mortes? — Eu tinha matado três campistas, e três em nosso mundo era um número sagrado, algo havia de significar.

— Sacrifícios, em nosso mundo isso é necessário, nos livramos do velho e construímos um novo, precisamos deles em um lugar melhor, e eles foram heróis, estão no paraíso agora, não pense que deu a eles um destino pior do que já tinham, na verdade, você os salvou — Eu queria acreditar nisso.

Não conhecia o mundo em que vivia como era, não conhecia as crenças dos deuses, mas sabíamos que éramos objetos manipuláveis e que arderíamos todos no inferno, eu só arderia mais cedo do que os demais. Minha alma já estava contaminada, minhas mãos tinham sido sujas de sangue e contra minha vontade eu fora devidamente possuído.

O mundo está coberto de maldades. Pessoas morrem todos os dias, a guerra alimenta o ódio, crianças passam fome, ninguém se levanta para ajudar, bombas são jogadas contra inocentes, mulheres são criadas como objetos de desejo, não símbolos de amor e fidelidade. Pais abandonam os filhos, crianças crescem rápido demais, estamos perdidos em uma sociedade inexistente e ridícula, e não podemos fazer nada para voltar atrás.

Fraco

Covarde

Assassino


As almas gritam insultos eternos, insinuam, mexem comigo. Meu coração é preenchido pelas trevas, meus pés deixam o chão. A espada em minhas mãos fica mais pesada, ela não me pertence, mas está ligada à minha alma por uma energia qualquer. O vento ao meu redor ruge, bagunça meus cabelos e exala faíscas de poder. A deusa da noite continua a me olhar, espera algo de mim, sinto, mas não sei o que quer e nem o que deseja, desconfio de leve, mas me recuso a me entregar.

Tento dizer a mim mesmo que tudo não passa de um sonho, vou acordar desse pesadelo e descobrir que ainda estou ressonando em minha cama, num alojamento qualquer. Não estarei cansado, minha mente vai estar limpo, não terei matado ninguém, não possuirei qualquer dom ou arma especial, não serei um monstro.

É o que você se tornou, seu coração é fraco, foi consumido pelas trevas.

A deusa me provoca, mas eu me recuso a acreditar nisso, quero voltar a cela, quero ser cego novamente, custo a acreditar que sombras são demônios, custo a acreditar que meus princípios e crenças foram alterados. Eles não foram, continuam ali tão fortes quanto antes, eu não desejo sofrer, mas quero ter um mundo melhor.

Resista

Alguém briga comigo, a voz diferente da que eu estou acostumada, é mais suave, mais rígida também, não é tentadora, é acolhedora. Reconheço-a mesmo sem nunca tê-la visto, e sei que de alguma maneira minha salvadora também é a minha mãe. A voz desaparece rapidamente, torna-se um sussurro impertinente em minha mente, sei que ela não desistiu e que não me deixou, mas também acreditou que eu não daria um passo em falto.

Quem sou eu? E no que eu acredito?

Suspiro pesado, aperto o cabo da arma com mais força, mais sangue pinga no tapete. Minha alma estremece e as sombras se misturam a luz, sou um herói que cedeu as trevas, mas não deixou seus princípios para trás. Ainda sou eu mesmo, sinto isso, mas algo em mim foi modificado.

Quem sou eu?

Desconfio de mim mesmo, pisco os olhos diversas vezes para ver se acordo desse pesadelo. Ainda sou eu mesmo, repito a palavra, mas nada acontece, quero abraçar a morte, quero seguir mais para frente, quero acreditar que o que estou vivendo é real, verdadeiro e certo.

Os demônios me provocaram, debocharam de mim, me persuadiram a querer mais. A espada que eu invocara tinha a lamina voltada para baixo, os poderes deles estavam fundidos aos meus, a espada de sangue sujava o chão empoeirado, mas também significava algo mais. Sacrifício. O que são heróis se não vilões mascarados por histórias contadas por vencedores?

— O que devo fazer? — Perguntei ao erguer o olhar.

— Abrace seu destino — A deusa respondeu me encarando de perto. Seus olhos negros representavam o manto da noite, mas também as estrelas, o universo, e algo mais.

— Eu o abraço — Respondi, ajoelhei-me sobre o chão e finquei a espada sobre o solo.

— Jure fidelidade, dê-me seu sangue — Eu não iria voltar atrás.

Puxei a faca enfiada no cinto, cortei a palma da mão e a fechei em punho, deixando meu sangue pingar sobre a relva tartárea do inferno.

— Eu juro.

E agora, eu pertencia a ela.

Passivos de Belona:

Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Hipercinese I
Descrição:  A hipercinesia é o controle completo e sincronizado da mente e o músculo. Em pessoas comuns há uma pequena quantidade de tempo entre o pensar e o agir. Os semideuses filhos de Belona possuem esse tempo bastante reduzido e, com o tempo, praticamente nulo. Graças a isso, sua mente e corpo tornam-se mais afiados e verdadeiras armas. O equilíbrio, a coordenação motora e os reflexos tornam-se cada vez mais perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.
Considerar Duplicador:

• Play Play – Play é a sua jogabilidade e sorte melhorada, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 7 dias (uma semana) terá XP dobrado. (30/06/2017).




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Re: Promoção de Aniversario [CCFY] - Tavy Falworth

Mensagem por Nyx em Qua Jun 28, 2017 10:54 pm

Aceito, tanto para grupo quanto para o poder extra.
Recompensas: 3.000 xp (x2) = 6.000 + 3.000 Dracmas







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