The Blood of Olympus
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CCFY — I just wanna be an escape

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CCFY — I just wanna be an escape

Mensagem por Joyce Karin Overwhite em Ter Jun 27, 2017 4:18 pm




by themselves
Strange for me to wanna love someone who's better
A brisa colidia contra as cálidas maçãs faciais da morena que permanecia recostada sobre o tronco forte do pinheiro, fitando o mar de uma distância considerável. Era quase fim de tarde, e o vento resfriava os pulmões dos residentes da pacata vila de pescadores de Clovelly. Ainda desconhecida pelos confins do mundo inteiro, a pitoresca vila era encantadora dentre os seus limites. Casas com lascas de tinta aparentes, descascando sempre na primavera, onde todos renovavam o arco-íris que eram as pinturas determinadas para colorir as paredes. O chão ainda tinha o aspecto medieval nas vielas, e somente próximo à praia era possível encontrar o asfalto planando o terreno arcaico. As pequenas varandas davam para um esplêndido show esverdeado que eram os jardins infinitos, com flores de diversos tipos sendo polinizadas pelas abelhas que passeavam de um ponto à outro com livre espaço para isso. Um barco acabava de atracar na margem da praia, sendo empurrado por uma série de homens organizados num pequeno montim para terem a ajuda do fluxo da corrente da maré que os auxiliava no processo.

As vozes sobressaíam-se umas sob as outras, enquanto eles diziam para empurrar, depois segurar a corda. Empurrar, segurar a corda e nisso o ciclo se repetia mais algumas vezes. Joyce apenas observava, sem notar que as pálpebras começavam a pesar contra sua própria vontade, sendo coberta por uma aura unificada transparente que logo mais lhe faria cair numa inconsciência momentânea. Quando o corpo esbelto começou a despencar para o lado esquerdo, três pares de braços puxaram-na para um tipo de portal também transparente, tirando-a de frente daquela beleza natural.


///


Não sabendo ao certo quanto tempo havia se passado, os olhos negros abriram-se como uma flor cheia de néctar para oferecer. Os cílios grossos bateram uns contra os outros, enquanto os primeiros sinais de vida eram dados por ela; movimentos esporádicos entre os dedos, um suspiro complementar e a abertura das pálpebras de forma que pudesse enxergar onde tinha ido parar. Em suma verdade, não era algo completamente esperado. Não estava em canto nenhum e em todos os lugares ao mesmo tempo. Confuso? Bem. Tente imaginar-se num lugar onde o vento corria para todos as direções. As vezes fraco, as vezes capaz de derrubá-lo. Logo a frente um cercado servia de passagem para um tipo de rua. Não existiam casas, mas árvores de tronco grossos e bases ornamentadas como um chalé num tamanho suficiente para abrigar um humano. Não se tratava de apenas uma ou duas seguindo aquele estilo, mas sim, todas as que podia ver. Bem atrás, uma montanha tão alta que parecia ultrapassar as nuvens. Nuvens? Pareciam um misto de água congelada em flocos espalhados em diversos formatos, cores e espessuras. — O que é isso? — ofegou, transpirando em calor e sentindo o frio açoitar repentinamente sua garganta.

Risadas tomaram sua atenção, bem quando tocava a ponta do pescoço, desorientada. Virou-se para os lados, captando vultos tão rápidos que chegaram a confundi-la por uma fração de tempo. "Tem certeza de que é ela?" Não sabia reconhecer aquele timbre, certamente jamais o ouvira anteriormente. Não era uma som comum para uma pessoa comum, portadora ou não de sangue divino. Era como se sinos soassem diretamente em seus ouvidos, juntos ao cântico de um coral de anjos. "Existe trevas por toda a parte!" Outra voz somou-se ao coral, confundindo-a ainda mais. De onde vinham? "Mortes passaram por suas mãos, vejam!" O característico som feminino solidificou-se nos tímpanos da semideusa, que parou de se mover, fechando os olhos em pura concentração. "Estou vendo! Ali! Olhem bem!" As vozes sussurravam um tom mais baixo que uma fala normal, permitindo que ela estivesse ciente do que diziam. A primeira voz soou novamente, agora mais perto. "Pelos Deuses, como ela conseguiu isso?" Vagarosamente, Joyce abriu os olhos, tomando uma respiração lenta. — Eu posso ouvir vocês. — Era óbvio, é claro, mas a agitação continuou da mesma forma. "Ela passou pelos requisitos e não se contaminou de forma alguma." Minutos passaram-se até ouvir novamente uma das vozes.

"Ela é uma das filhas do inferno. Da morte. Como poderá servir? Nós somos o equ...-"

"Shh!"

"Vamos por á prova."

Quando o silêncio habitou aquele lugar, a morena cogitou a hipótese de dar um passo a frente. No segundo seguinte, o sangue olimpiano que fluía em suas veias fizeram-na se agachar no exato momento em que um tronco pesado despencava do alto de uma árvore enorme, quase atingindo-a. Antes que qualquer som fonético soasse por entre os lábios da Overwhite, o tronco voltava, e bastou um piscar de olhos para ver o trio de mulheres aterrorizadas com o que aconteceria em seguida. Não sabia dizer como haviam ido parar ali, num vislumbre rápido pôde ver que vestiam-se como filhas de Afrodite, mas sem toda a baboseira de frufrus e derivados. Quando tornou a vista para o tronco que parecia ter vida própria, teve de correr para evitar um desastre. Não teria tempo suficiente para muita coisa, tendo que improvisar. Como era alta, as pernas alcançariam-nas primeiro e aquilo seria o proveito total da situação; Joyce foi ao chão, derrapando lateralmente, dando uma rasteira nas três moças bem a tempo de ver o tronco sobrevoando o lugar onde haviam estado a poucos segundos.

Projetou as mãos para cima, levando todo o impacto nas palmas que estavam muito bem esticadas para evitar um machucado ou supostos cortes, o que não conseguiu impedir de ocorrer. Ainda sim, fora lançada para o alto, bem como queria, conseguindo dar um giro no eixo do próprio corpo, acionando o anel de prata negra no anelar da mão direita, virando uma adaga. Na outra mão, a foice lendária já estava pronta para agir. Arremessou cada uma para uma parte do lado esquerdo, atingindo os grossos cipós que prendiam o tronco grosso naquela extremidade. O grande Às daquele golpe fora quando retrocedeu na queda, inclinando o corpo para atingir o tronco com os pés, projetando-se como um míssil radioativo extremamente perigoso no ar. Quando o empurrou, fez com que o pedaço desvairado se chocasse contra os pedregulhos e pedaços pontudos de rocha que encontravam-se mais ao canto, longe da vegetação. Longe das três moças. Com uma pirueta muito bem feita, atingiu o chão, rolando algumas vezes para não terminar quebrando os pés ao pousar em pé no solo. Sorte dela, sempre tinha sido muito boa em matérias exatas, tendo completa ciência de que poderia fazer aquela manobra sem se machucar demais. O tronco permaneceu pendendo, agora bem mais baixo.

Perguntou, erguendo-se momentos depois. — Alguém se machucou? — Toda a roupa continha um tipo de poeira mística que brilhava em contato com o couro de sua jaqueta negra e todo o restante das peças que seguiam o mesmo tom escuro. Alguns cortes encontravam-se pelas mãos e rosto cálido, o cabelo repleto de pequenos pedaços da gramagem que parecia ter absorvido muito mais do impacto da queda do quê o próprio fator físico de amortecer a pancada ao rolar várias e várias vezes.

Quando uma das três, a maior entre elas, estava prestes a falar algo, um tremor quebrou qualquer tipo de interação. O grito triplo irrompeu o silêncio, que juntava-se ao recanto do paraíso, bem longe dali. Um tipo de portal abria-se perigosamente, dividindo o espaço em: O lado que Joyce estava, e o lado que elas estavam. Aquilo não parecia promissor, nem muito menos o caminho que a levaria de volta para Clovelly. — Corram! — Ordenou, fitando-as com tamanha intensidade, que nenhuma ousou fazer o contrário ou se quer cogitar a hipótese de realizar qualquer coisa que não fosse o dito pela morena.

Joyce sentiu as pernas formigarem com o esforço em sequência; Libertou sua lança, correndo tão rápido quanto podia. Dez passos, doze, vinte e dois e fincou a ponta no chão, sem ter tempo de conferir se estava segura o suficiente para se jogar de um lado para o outro. O buraco ainda não estava fundo demais, mas começava a tomar uma grande proporção. Não ligou para o fato de que estaria perdendo a lança, que começou a se despedaçar já com ela tendo se lançado para o outro lado. Bastou cair do outro lado, perto demais daquele buraco, para ver sua arma partindo-se em duas e sendo sugada para dentro daquela monstruosidade. Um barulho assombroso fez-se presente, e não restou dúvidas de que deveria correr para longe. As garotas observavam mais ao longe, as expressões sérias e misteriosas. A ruiva estava um passo a frente, a cabeça inclinada para a esquerda, tentando enxergar o que estava atrás de Joyce.

"Ela não pensou em momento algum. Se arriscou por nós. Os outros salvaram a própria vida desde o tronco." Disse Egle, enquanto a filha de Thânatos pensava em algo para fazer.

"Ela sabe o que faz. É extremamente calculista, visa o mínimo de destruição e preservou o tronco, mesmo sendo o causador de um possível estrago." Héspera sorriu, tendo de se conter para não evidenciar o disfarce humano no qual tinham se submetido.

"O que ela vai fa-" Erítia teve o pensamento cortado ao ver a semideusa correndo, lançando-se sobre o tronco baixo. Este balançou várias vezes, girando loucamente no próprio eixo. Joyce sentiu a cabeça rodar, tonta com tantas voltas, mas esticou-se até sentir a adaga retornar para a forma de arma até começar a cortar os cipós que prendiam o outro lado, no tronco mesmo. Quase caiu, tendo que fincar a adaga no tronco, içando-se para cima, forçando os braços para sustentar o peso do próprio corpo. Não teria resultados com aquele feito, já que o peso estava muito mais quantitativo com aquela inclinação e as condições de força. — Okay, vai ter que ser pelo mais difícil. — o suor respingava a face pálida, os cabelos negros bagunçados como o último sopro primaveril de uma tarde inglesa. Começou a se jogar pra frente, fincando a ponta da adaga ainda mais fundo no tronco. Teria de se segurar ou acabaria caindo no buraco, que começava a sugar as pedras maiores, já tendo puxado pequenos pedaços e tufos da grama desprendidos. Passou quase quatro minutos pegando impulso, batendo com a própria barriga contra a mão na adaga para conseguir alguma coisa, até que pensou em algo. Seria muito arriscado, mas era o que tinha a ser feito.

As três hespérides observavam atônitas a cena seguinte; Joyce empurrou o que podia do próprio corpo para cima, conseguindo pisar na adaga e se lançar mais ainda, mais distante do galho. Não o suficiente para esticar a mão, puxando-o mais para o lado direito ao mover os cipós restantes em sua volta, segurando-se por eles. Começou a mordê-los ao se puxar mais para perto, cortando os lábios no processo. A foice voltou para sua mão momentos depois e quando usou-a para cortar os últimos cipós - e os que tinha tentado cortar com os dentes e falhado - sentiu a queda do tronco, sendo lançada pra baixo na mesma proporção da queda. Não seria tão alto, mas o impacto seria grande. O buraco foi tapado com o tronco, tendo Joyce sido jogada para o lado, quando o pedaço de madeira grossa envergou-se dentro da cratera que se abria ao chão. As mulheres ofegaram quando a semideusa caiu, sangue escorrendo dos lábios, das mãos e do rosto. As roupas tinham alguns rasgos, armas perdidas, tudo por três desconhecidas.

"É verdade. Ela é a escolhida como primeira guardiã."

///

Tudo doía. Os olhos de Joyce mal se abriram e foi constatado que tudo estava escuro, mas alguém falava algo rente ao seu rosto. Uma pequena luz entrou em foco, mas logo passou a incomodar as pupilas, que desviaram-se ligeiramente. — Isso dói. — reclamou, a vista passando de um borrão para uma imagem nítida de um homem vestindo um jaleco. O nome "Dr. Gortién" estava bordado em um tom azul escuro, fazendo-a pensar onde tinha ido parar. Não lembrava-se de muito, apenas do ocorrido no lugar estranho para o qual havia sido levada. E as três moças?

Você está bem, mocinha. Só precisa descansar um pouco. O que pensou quando achou que poderia se sentar num galho alto de uma árvore? A ciência anda casando com a tecnologia, estamos progredindo, mas ainda não vi nenhum humano capaz de voar. — Havia um tipo de sermão sarcástico naquele comentário, apesar do tom bem humorado usado pelo médico.

Olhou para o lado, vendo um relógio digital ao lado da maca onde estava. Nove da noite, Clovelly, dezessete graus.

Quanto tempo eu dormi? — O cansaço estava presente em sua voz. Não quis imaginar porque ele achou que ela estaria querendo voar.

Quatro horas e alguns minutos. Te mediquei, você pode ir pra casa amanhã pela manhã. Vamos só monitorar você para ter certeza de que não houve nada grave. Faremos coleta de sangue daqui a pouco. — Mas é claro, ela não estaria ali quando aquele homem voltasse. Não correria o risco de tirar sangue ali. — Aliás, suas amigas gostam mesmo de você. Te deixaram um presente. Não sei porque você ia querer uma vassoura dessas.

Joyce olhou para o canto, vendo que, onde ele via uma vassoura, estava a sua lança. Inteira, com um aspecto novo. Quando estivesse mais descansada, veria um papel contendo um pequeno recado com uma caligrafia impecável, escrita com tinta e pena.



A primeira guardiã, a imagem da bravura. Para aquela que deu sua vida em nome das Hespérides, eis que torna-se digna de nossas tarefas."








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Re: CCFY — I just wanna be an escape

Mensagem por Nyx em Qua Jun 28, 2017 10:46 pm

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