The Blood of Olympus
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O Portador da Tormenta

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Re: O Portador da Tormenta

Mensagem por Vênus em Sex Jul 28, 2017 2:29 pm


Avaliação

Critérios de Avaliação:

• Enredo e coerência de batalha - 50% (3.000xp)
• Gramática - 20% (1.500xp)
• Criatividade - 30% (1.500xp)

Total: 6.000 de xp e 5.000 dracmas.

Abramov

Avaliação:

• Enredo e coerência de batalha - 2.600
• Gramática - 1.400
• Criatividade - 1.400

Recompensa Ganha: 5.400 (x2) = 10.800 + 200 (Bônus) = 11.000 xp– 5.000 Dracmas.

Comentário:  Eu confesso que gostei de ver que tirou a incoerência a respeito de Hera, me surpreendeu bastante o enredo e as partes que fiquei confusa, foi porque não acompanhei – acredito eu – o restante da história, mas bastou voltar um pouco e pesquisar mais a fundo para entende-la por completo. Adorei a forma com que fez seu personagem ser desafiado e estou dando um bônus de + 200 xp pelo envolvimento com Nyx, parabéns garoto.




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Re: O Portador da Tormenta

Mensagem por Abramov Levitz em Qua Ago 16, 2017 9:43 pm




CAPÍTULO VI
Too late to say goodbye
Sua cabeça ainda latejava por conta da confusão mental. Seu corpo estava febril e fraco, provavelmente devido à reação do alucinante em seu organismo. Até mesmo a visão de Abramov estava comprometida, no que era difícil para ele visualizar com clareza o cenário ao seu redor. Vestindo apenas uma calça formal, seus pés descalços encontravam atrito com a terra do chão, machucando-se toda vez que sem perceber pisoteava uma pedrinha. Não só isso, o desespero de fugir dali comprometia suas ações, então sempre que quebrava um galho e denunciava a própria posição com o barulho, arfava preocupado.

"Para onde?" Não fazia ideia de para onde seguir. Estava no meio de uma floresta, sabe-se lá em que estado, no meio da noite, sendo perseguido por demônios de Nyx. Tendo passado pelo que passou, sua única vontade era de sumir dali, voltar para casa e dormir até esquecer tudo, mas sabia que não seria assim tão simples. Perceba, não tão simples, em momento algum lhe ocorreu de que era impossível, já que por mais fraco e abatido que pudesse estar, não era tão fácil assim abalar sua convicção. "Eles sabem que estou desarmado, por isso não vão recuar." Mentaliza, tentando montar um plano de contra-ataque. Pelo ritmo que seguia, era só questão de tempo até ser alcançado, portanto eventualmente teria de encarar os monstros.

— As árvores não são muito longas... — Sussurra não planejadamente, uma vez que não tinha o costume de falar consigo mesmo.

Pensara em escalar até o topo de alguma das árvores e se esconder lá, mas seria idiotice já que a copa delas se encontrava a no máximo dez metros de altura. Para aumentar ainda mais sua aflição, em algum momento Ab acaba tropeçando em uma raiz resistente e cai. A queda é básica, mas o movimento do corpo faz sua cabeça doer ainda mais, e ele perde alguns instantes tentado se recompor antes de seguir. E é nesse momento que os demônios surgem, não dando-lhe tempo de fazer mais nada senão lutar pela própria vida.

— Aqui! — Um dos demônios grita, quando enfim alcança o semideus caído, junto de outro.

Seus instintos de sobrevivência levam Abramov e rapidamente se levantar, virando-se para seus inimigos antes engolir seco e encarar os dois por alguns segundos. Eram de fato monstros, demônios, com asas e até rabo. Entretanto, sua aparência não era a comumente interpretada por boa parte do mundo, tendo pele azul escuro, como se fosse coberta por escamas de dragão, sem contar os dentes afiados e que escapavam por entre os lábios, e, claro, as garras. Mas o pior de tudo eram os olhos, ou melhor, a completa ausência destes. Suas órbitas oculares estavam vazias e mesmo assim pareciam capazes de enxergar muito bem. "Não posso ser atingido, nem fodendo..." Por mais que soubesse que ser atingido lhe comprometeria ainda mais, nada foi capaz de fazer quando viu a dupla voar em sua direção.

O primeiro tentou lhe acertar com as garras por cima, mas ele conseguiu mover a cabeça para o lado pouco antes do golpe, e ao fazer isso acabou sendo pego pela perna direita. "Porra!" Pragueja quando é arrastado alguns metros pelo rabo de um de seus oponentes, antes de ser jogado para longe. "Esse rabo..." Se já era difícil com todo o kit mortífero das criaturas, ficava ainda mais complicado com aquele membro extra que não só era útil como também forte.

— Nate vai adorar brincar com você, semideus. — Um dos bichos sibila. — Você matou a namoradinha dele, imagino que tipo de tortura ele vai tentar dessa vez.

— ... — Não tinha saliva para responder.

— Se você sair daqui vivo, claro.

O ceifador aproveita que já estava no chão para riscar a terra com a mão esquerda, proferindo em voz baixa as palavras certas, e logo em seguida o chão à sua frente começa a se abrir. Dele, soldados zumbis começa a surgir, armados e preparados para o combate. Vendo a cena, o demônio, que tentou o ataque aéreo antes, age tentando-o novamente e dessa vez tendo êxito. A cauda dele pega o semideus pelo pescoço e o levanta alguns metros, enforcando-o.

— Fim da linha. — Provoca, apertando com ainda mais força.

A mente de Ab começa a falhar, enquanto ele vai perdendo a consciência pouco à pouco. Seus olhos entre-abertos observam seus soldados lutando contra o outro demônio, mas seria apenas questão de tempo até ele vencer a batalha. Suas mãos inutilmente tentam agarrar o rabo que lhe prendia, mas não tinha forças para nada. "Acabou..." Finalmente a visão vai escurecendo, mais e mais, pouco a pouco, até que enfim escurece de vez...

"Abramov..."

"Abramov..."

"Abramov..."

"Abramov..."

"Abramov..."

"Abramov..."

"Abramov!"

A voz de Zeus lhe desperta, como se um choque percorresse todo seu corpo, revitalizando-o. E de fato percorria. Ab não ouve o barulho, ou vê a queda, muito menos percebe quando ele vem, mas um raio rápido e preciso cai dos céus, irrompendo perante a noite, atingido ele e o demônio que o prendia. Quando recobra consciência, já está de volta ao chão respirando melhor e literalmente eletrizado por conta do ocorrido. O rei do Olimpo estava de fato do seu lado, e aparentemente não disposto a lhe deixar morrer.

— Não, Alfred! — O outro demônio que estava entretido com os zumbis enfim se pronuncia com relação à morte de seu parceiro. — Não vou dar ao Nate esse prazer, sua vida é minha, infeliz!

O oponente de Abramov avança com tudo pela terra, correndo numa velocidade impressionante, antes de dar o bote. O que ele não contava era que dessa vez Ab estava em melhores condições que antes, então quando este percebe o movimento, ginga o corpo para o lado e se abaixa, esquivando do ataque. "Not so fast." Não sabia o que era aquilo, mas seu corpo ainda emanava eletricidade, provavelmente por consequência do poder divino de seu pai, mas sabia como se aproveitar. Sua habilidade de manipular a energia elétrica é posta à prova quando aperta a mão direita em um punho, e o desfere contra a costela do bicho que estava ao seu lado. O impacto não é dos grandes, e as escamas amortecem ainda mais, entretanto, a eletricidade que circulava seu corpo é parcialmente repassada para o demônio. E adivinhem, o servo de Nyx não era filho de Zeus.

— Argh! — O demônio urra de dor quando é atingido em cheio pelo soco, colocando o peso sobre o joelho direito pra se apoiar.

Era sua vez de não dar tempo para o inimigo reagir, então Ab se joga em cima do bicho, usando seu peso para lhe prender no chão enquanto lhe socava. Não saberia dizer quando foi isso, mas em algum momento da ação acabou perdendo o rumo das coisas, e começou a descontar suas mágoas e angústias das alucinações em que fora submetido no demônio. Seus incessantes murros no crânio do monstro já tinham bastado para acabar com a vida deste, mas ainda assim ele continuava desferindo-os, até que enfim a energia se acaba e percebe que tinha terminado.

— ... — Arfa tentando recuperar o fôlego.

*Clap clap*

— Belo show, irmão. Parece que o papai escolheu o filho dele, entre nós dois. — Um rapaz que não aparentava ser muito mais velho que Abramov se aproxima, à passos curtos. Ele devia ter cerca de um metro e setenta, não muito alto, mas era forte e corpulento. Suas roupas pareciam ter saído de um episódio de Gossip Girl, e sua aparência o mesmo, caucasiano dos cabelos pretos e olhos azuis. Exceto pela cicatriz em sua bochecha esquerda, que ia da orelha até a altura da boca.

— Nate? — A julgar pelo comentário dos servos de Nyx, só podia ser aquele cara, afinal, quem mais poderia estar na sua cola naquele momento?

— Bingo. E falaram que você era burro, mas acertou de primeira. Pena que vai morrer. — Nate não perde tempo e saca uma espada que trazia consigo nas costas. Na verdade ela não era de fato uma espada, já que em uma extremidade sua lâmina era igual à da arma citada, mas separado pelo cabo, na outra extremidade, uma ponta de lança existia. Feita inteiramente de ouro imperial, a arma era linda e ao mesmo tempo intimidadora, como se impusesse respeito e medo em seus inimigos. — Isso é pela Igrit, desgraçado. — Ele arremessa a lança contra Ab, que voa numa velocidade incrível com faíscas elétricas circulando-a. Se o semideus não estivesse previamente de pé para desviar, provavelmente não teria tido tempo de o fazer.

— Se é filho de Zeus por que está contra ele? — Pergunta, olhando a arma cravada no chão ao seu lado magicamente voltar para a mão do outro rapaz, como se algo conectasse os dois.

— Sério? Com tanta coisa para peguntar, como por exemplo como você veio parar aqui. Ou onde estamos. — Ele maneja a arma por entre as mãos, demonstrando eximia maestria.

— Serve também.

— Tarde demais. — Repete o arremesso, mas dessa vez ele mesmo voa logo em seguida contra Abramov.

Desviar da arma não é muito difícil, agora que se sentia mais disposto, entretanto, não se podia dizer o mesmo de seu adversário. Nate era rápido, e como estava no ar, sua velocidade quase dobrava. Assim os dois se chocam, rolando alguns metros no chão, com o servo de Nyx saindo por cima e com a vantagem. Ele tenta socar o campista, mas este último consegue se desvincilhar chutando-o para longe. O problema é que o recruta da noite se recupera sem muita dificuldade e a arma volta para sua mão. "Se ele tentar combate à curta distância vai ser meu fim." E como se seu inimigo pudesse ouvir seus pensamentos, este avança empunhando dessa vez a espada como lado principal.

Os cortes passam perto de seu rosto, muitas das vezes com as faíscas atingindo seu corpo, mesmo que nada causassem já que sua resistência ao elemento era boa. Ainda assim, era apenas questão de tempo até que ele fosse derrotado, ainda mais por conta da ferida em seu braço da luta contra Igrit minutos antes. Portanto, na primeira brecha que teve, usou os ventos para empurrar o rapaz para longe e voltou a correr. A corrida acaba durando apenas alguns segundos, suficientes para que ele se sentisse confiante o bastante para levantar voo.

— Esqueceu que não é só você quem sabe voar aqui? — Nate grita, voando em seu encalce.

A perseguição aérea é perigosa já que o agente da deus primordial jogava a lança sem medo de errar, uma vez que ela sempre voltava para sua mão. Assim, Abramov tinha de se preocupar em não ser atingido e ainda olhar para frente para saber para onde ia. "Eu sei que é pedir muito, mas se puder ajudar de novo, eu agradeceria." Faz uma breve prece para Zeus, implorando internamente por outra ajuda, e no que parecia ser seu dia de sorte, ela vem.

Uma tempestade de raios surge do nada nos céus, castigando a região e mais ainda os dois que voavam por lá. Nate não parecia contente com a situação, afinal, mesmo sendo filho de quem era, se um raio daqueles lhe acertasse em cheio seria problemático, ainda mais por ser proveniente de quem era.

— Entende por que não estou do lado dele? Qualquer um que não faz o que Zeus quer, merece morrer aos olhos dele, mesmo se for seu filho! — Grita, furioso.

— É a lei do certo pelo certo, Nate! — Porém, a discussão não continua já que um dos raios acaba atingindo Nate, que grita antes de cair e se perder na floresta. É nessa hora que Ab acelera para evitar também ser atingido e enfim alcança uma distância segura, voltando ao chão quando enfim chega em uma avenida. Ao olhar para trás, percebe que a tempestade de raios ainda estava por lá, provavelmente atrasando qualquer um que pudesse vir a lhe seguir. O rapaz chega a caminhar por alguns metros, tonto e fraco novamente agora que o choque de adrenalina havia passado, até que finalmente um caminhão passa, e com não muita boa vontade, lhe dá uma carona.

— Para onde tá indo? — O caminhoneiro era novo até, ainda que as vestes e trejeitos fossem os de sempre utilizados pelos profissionais da área.

— Cidade... — Não fazia ideia de onde estava, portanto apenas chuta o mais fácil.

— Certo.

— E qual a cidade que estamos indo mesmo? — Arrisca.

— Nova York, não?

— Nova York!? — Não consegue evitar a surpresa. "Eles me arrastaram até o outro lado do país?" Afinal, de acordo com a sequestradora, tinham lhe apagado ainda em Los Angeles.

Em questão de quarenta minutos, o interior se torna rodovia e a rodovia enfim dá em uma avenida da grande metrópole norte-americana. Descendo no centro da cidade, Abramov consegue contatar sua mãe através de um telefone público. A mulher se alegra quando ouve a voz do filho, já que de acordo com ela, ele estava desparecido há cerca de quatro dias. O rapaz fazia perguntas como quem come pela beirada - uma vez que explicar tudo o que havia acontecido apenas deixaria a própria mãe desesperada - para entender melhor o que havia acontecido. Nos relatos de sua progenitora, ele tinha ao bar do salão pegar bebida, e então sumiu. Acostumada com esses sumiços do filho, Katya Levitz relevou, imaginado que se tratava de outra missão de última hora ou outro assunto divino. A conversa termina com a confirmação da compra da passagem para o semideus, que estava sem dinheiro e parecendo um mendigo.

— Compro para cá? Você vai vir para casa, meu filho?

— Não, Long Island, preciso falar com Quíron.

De volta ao Acampamento Meio-Sangue, o filho de Zeus é recebido pelo centauro e outros dois amigos de acampamento. Daumus, o sátiro, foi quem lhe resgatou na noite em que descobriu ser quem era. Já Selena, filha de Afrodite, foi a campista que lhe acompanhou em sua primeira missão junto do sátiro. Portanto, os três já tinham laços e intimidade suficiente para se importarem um com o outro, o que explica a presença da dupla no momento.

— You look like shit. — Selena provoca, com seu humor costumeiro e língua afiada.

— Não foi escolha dele, né. — Daumus releva, nunca sabendo quando era um comentário bobo por parte da garota, ou se ela realmente pretendia começar outra briga com Abramov.

— Então há uma casa onde alguns dos soldados de Nyx se abrigam... — Quíron pondera.

— Não fica longe de Nova York, posso marcar no mapa o caminho. — E de fato podia. Por não saber onde estava, acabou gravando mentalmente o caminho que o caminhão percorreu. Tendo uma memória fotográfica e mais observadora como benção de Thanatos, era simples para ele se lembrar com perfeição de momentos tão importantes como aqueles.

— E o que sugere? — Quíron parecia saber a resposta, mas ainda assim instiga o semideus a falar.

— Retaliação. Atacar de volta, destruir a casa. — Responde, com firmeza em sua voz.

— Mas e se for uma armadilha? Você disse que tinha uma mesa de guerra, né? Eles estão se preparando para algo, e agora que sabem que você fugiu de lá com vida, duvido que deixariam o lugar desguarnecido. A menos que essa fosse a intenção.

— Verdade, só estariamos comprando briga desnecessária.

— Então a gente não vai fazer nada com uma informação dessas?

— Não cabe a nós decidir, Abramov. Informarei aos líderes dos chalés, e em uma reunião, eles decidirão qual atitude o acampamento tomará. — O centauro enfim diz. — Descanse, ponha a cabeça no lugar, imagino que tudo tenha sido muito traumático, um bom banho nas fontes termais será bem vindo para você agora.

Seguindo os conselhos de Quíron, já que não havia mais nada que pudesse fazer, Abramov vai até as fontes termais para se banhar e tentar relaxar. A água quente de fato ajuda a relaxar um pouco a tensão em seus músculos, mas não faz milagres. Estava preocupado e aflito demais para simplesmente esquecer tudo que tinha acontecido. Quando fechava os olhos, ainda era capaz de ver novamente as imagens das alucinações, ouvir os diálogos e sentir tudo que havia sentido. Entretanto, não tentava afastar as sensações para longe de si, pelo contrário, precisava superar aquilo, se fortalecer, evoluir, portanto encarar a dura realidade da ilusão era um meio de se conseguir isso. "Ou então, eu poderia me fortalecer fisicamente."

Ainda era início de tarde, e já não mais disposto a simplesmente descansar, o rapaz resolve se exercitar e praticar na esperança de fazer as horas passarem mais rápido. A arena do acampamento é o local escolhido, considerando que há muito não treinava por ali junto dos outros campistas. Seus pensamentos lhe forçavam a se lembrar dos homens sem rosto da ilusão, o que lhe tirava do sério. Nem percebeu quando tinha ido com tudo contra um filho de Hipnos, que não esperava tamanha seriedade e força por parte de seu adversário. "Foi mal..." Mentaliza, mas nada diz enquanto encara inexpressivo o rapaz. Rapaz este que abandona o treino, e é substituído por um filho de Ares com quase dois metros de altura, e músculo em toda parte do corpo, mesmo. "Acho que serve." Observa seu novo oponente, contente por poder ir com tudo contra ele.

— Mais sorte na próxima. Ou força mesmo. — O filho de Ares comenta, instantes antes de se retirar da arena pelo fim do treino.

Ab tinha descontado todas as suas frustrações no combate, mas elas não tinham sido suficientes para lhe proporcionar uma vitória. Talvez se tivesse tentado usar inteligência ao invés de força, quem sabe. Mas por ter escolhido este último atributo como fator decisivo no combate, foi derrotado por um oponente ainda mais forte que ele. Porém, ali, jogado no chão da arena com uma dor no ombro direito, não se sentia mal por ter perdido. Pelo contrário, estava mesmo precisando daquilo. "O que me tornei...?" Seus olhos observavam suas mãos, postas na direção destes, atrapalhando uma perfeita contemplação do céu azul metros acima. Fechava e abria as mãos, como alguém que recebe um membro robótico e o testa, sem um propósito certo. Não se reconhecia mais como indivíduo. Há um ano encontrava-se preocupado com o fim do ensino médio, e com qual universidade iria. Enquanto que agora tentava não enlouquecer com tanta coisa que lhe vinha acontecendo. "Tem gente em situação pior..." Tentava dizer para si mesmo, mas as palavras não faziam muito efeito.

Já era noite quando enfim volta ao seu chalé, onde dois irmãos olimpianos discutiam sobre o atual líder deste. Não entendia bem o porquê daquilo, afinal, quem se importa de verdade com um cargo como aqueles? Era só mais dor de cabeça e responsabilidades que ninguém poderia querer. Mas se havia algo sem explicação, era o orgulho da prole de Zeus. Tinha quase certeza de que este pecado era hereditário, já que todos os seus irmãos de chalé tinham esse ego que precisava ser constantemente inflado. Muitas das vezes batiam boca entre si, pois um queria dar ordens no outro, e isso nunca acabava bem. "Ao menos não sou assim... acho." Não sabia se era igual aos outros, mas esperava que não. Revirando brevemente sua memória, não se recordava de nenhum momento em que agira como um babaca nesse sentido. Aliviado por se julgar à parte do restante dos filhos do rei do Olimpo, acaba se deitando cedo para dormir, e é ai que o pesadelo começa, literalmente.

Em seu sonho, Abramov lutava contra Nate em frente à mansão dos servos de Nyx. No fundo, um exército de olimpianos se digladiava com um da deusa primordial da noite. O campo de batalha era caótico e barulhento, mas, de alguma forma, Ab consegue uma luta limpa e justa contra seu meio-irmão, saindo vitorioso. Porém, o derrotado apenas ri quando enfim percebe que seria executado.

— No fim consegui, fiz você sacrificar o mesmo que eu! — Nate enfim se pronuncia.

— O que?

— Você venceu essa batalha, mas os olimpianos perderão a guerra, escória! — Cospe na perna do outro.

— ... — Nada diz, fitando seu adversário que jazia em sua frente, completamente rendido.

— Acha que sabe tudo, não é mesmo? Que está do lado certo, mas não faz ideia do erro que cometeu.

De repente, uma forte pontada em seu coração lhe faz recuar um passo e fraquejar. — Argh! — Arfa por conta da dor, pondo o peso do corpo sobre o joelho direito.

— Veja, irmão, no fim perdemos tudo, inclusive nossa própria vida. — Nate avança, mesmo vendo que Ab ainda mantinha a espada apontada para ele, e perfura o peito do semideus. Só que por ter feito isso, acabou sendo perfurado de volta no mesmo ponto. — Morte à prole de Zeus! — Ri de maneira sádica, enquanto cospe sangue e morre.

"Não..." Se desespera quando cai de frente ao rosto de seu executor. Não sentia dor, mas não conseguia fazer nada, senão apenas continuar deitado enquanto sua vida ia esvaindo pelo ferimento. A batalha continuava ao seu redor, agora em um silêncio aterrorizador e câmera lenta, lhe possibilitando assistir seus colegas serem superados e consequentemente massacrados. Um por um, iam morrendo enquanto os demônios corriam sobre seus cadáveres. Mas, mesmo considerando tudo isso, não era por eles que lágrimas escorriam em seu rosto. Uma tristeza gigantesca tinha tomado conta de si, lhe impedindo de reagir, e não sabia explicar o que causava ela. Sua visão enfim foca no carrasco caído à sua frente, que continuava rindo, até que olha bem nos olhos dele, e percebe uma pessoa no reflexo destes. "Mãe?!" E então o sonho acaba.

— Abramov! — Uma voz conhecida lhe desperta.

— ... — Acorda ainda atordoado por conta do pesadelo. Seus olhos encontram dificuldade em enxergar por conta da forte luz do sol, que entrava pelas janelas abertas do chalé.

— O que tá fazendo ai deitado até essa hora? Achei que já tava se preparando para a missão. — Selena sacode o lençol da cama de Ab, instigando-o a levantar.

— Que missão?

— Não ficou sabendo? Tsc, claro que não ficou, tava dormindo. Os líderes concordaram em atacar a mansão, partiremos essa noite mesmo.

— ... não! — Ele se alarma, com as imagens do sonho ainda bem vívidas em sua mente.

— Como não? Achei que ia gostar de saber disso.

— Mudei de ideia. — Enfim de levanta, buscando uma camisa jogada no canto para vestir. — Onde estão? Preciso falar com eles.

— Ainda estão no pavilhão do refeitório. Mas Ab, o que você pretende?

— Convencer eles de que é uma ideia ruim.

— Mas a ideia foi sua!

— Eu sei, Selena, mas eu tive um sonho e...

— Um daqueles sonhos? — Como semideusa, a filha de Afrodite sabia bem como às vezes eles podiam ser proféticos e vitais em suas vidas.

— Sim.

— Ok... posso tentar te ajudar. Tenho certeza de que a Elena vai te ouvir, ela é a mais sensata de todos, e não parecia muito de acordo com o ataque mesmo.

— Espero que sim. — Enfim parte dali, junto da outra, até o pavilhão.

Já nele, muitas cabeças estavam ali reunidas. Os líderes propriamente ditos se sentavam na grande mesa, discutindo as sugestões dos campistas, enquanto estes formavam um círculo ao redor deles. Era difícil abrir caminho por entre as pessoas, já que todos pareciam interessados no que estava acontecendo, mas ainda assim Selena consegue forçar sua passagem junto de Abramov, até que enfim se aproximam da mesa. Alguns rostos eram conhecidos pelo semideus, como o de Elena, líder do chalé de Afrodite. Ou então Pipper, que era a responsável pelo chalé de Nyx. Seja como for, conhecidos ou não, todos estavam ali em prol de uma única coisa, decidir como o ataque procederia.

— Não podemos fazer isso. — Ele se pronuncia, aumentando a voz para que pudesse se fazer ser ouvido por todos.

— Como? Mas achei que essa fosse sua ideia desde o início. — O líder do chalé de Zeus responde. — O que foi, Ab?

— É uma armadilha, tenho certeza, não sei como, mas sei que é. — Seu comentário levanta murmúrios por parte dos campistas ali presentes.

— Tá achando o que? Que a gente decide uma coisa e depois volta atrás? — A nova líder do chalé de Ares comenta. — Temos a localização de uma das bases do inimigo, nada mais certo do que destruir ela! — Isto faz com que a maioria ali grite em apoio, concordando com a ideia.

— É sério, eu tive um sonho, as coisas vão ficar feias para nós de algum jeito. — Abaixa o tom de voz, quase que suplicando.

— Complicado, Ab. — Elena enfim se pronuncia. — Entendo sua preocupação, até fui contrária ao ataque no início com tão pouca informação que temos em mãos. Mas como todo o plano já está feito, fica difícil voltar atrás. E bem, o conselho apresentou bons pontos em continuar com ele. — Ela parecia se compadecer de sua situação, mas não podia simplesmente ficar do seu lado só porque sim.

— Não vamos mandar muitos. Temos uma equipe preparada para o assalto à mansão, e um plano de ação já traçado, não será um batalha no fim das contas. — A responsável pelo chalé de Athena complementa. — E claro, você, pois é o único que conhece a região perfeitamente.

— Eu não vou. — Dispara, o que choca a mini multidão.

— Como não? Só você sabe com precisão onde fica o lugar, não pode simplesmente dar para trás. — A filha de Athena continua.

— ... — Sua garganta fica seca, de maneira que ele não consegue responder.

— Ab?

— Desculpa, o... o mapa, tá tudo lá, já... mostrei ao Quíron. — Uma tontura toma conta de si, ao mesmo tempo em que o local parece lhe sufocar, pela quantidade de pessoas ao redor. Abrindo caminho com força, ele começa a correr para longe dali, deixando todos surpresos e sem entender o motivo.

— Ab, espera! — Selena grita ao longe, seguindo-lhe com Daumus.

"Eles não entendem, eles não podem entender." Era difícil até mesmo para caminhar, portanto quase tropeça no caminho, apoiando-se em um tronco de árvore já distante do pavilhão e na entrada da floresta. "É tarde demais, acabou." Não conseguia controlar os pensamentos, que continuavam a vir um atrás do outro tirando seu juízo. Seu corpo tremia de nervosismo, enquanto uma repentina febre lhe esquentava. Havia perdido completamente o controle da situação, e agora estava literalmente enlouquecendo. "Não, não, não." Era a alucinação novamente, lhe fazendo duvidar de tudo que estava acontecendo. E se fosse acordar a qualquer momento e descobrir outra vez que nada daquilo era real? A simples ideia daquilo lhe faz se desesperar ainda mais, e sem querer liberar um poder adormecido até então.

— Ab, o que tá... — Mas antes que pudesse terminar, a garota é lançada por um campo de força invisível para longe. — Ugh! — Geme por conta da dor, ao se chocar de costas com o chão.

— Deuses, Ab, o que você fez!? — Daumus corre em auxílio da semideusa.

— Eu... eu não... desculpe eu... — Uma ânsia lhe faz cair sobre os joelhos, e ao notar o que havia feito, começa a respirar mais rápido e com força. "O treinamento, o treinamento." Tentava se lembrar de uma aula de sobrevivência onde havia aprendido a lidar com aquele tipo de situação, quando uma crise de pânico lhe assolava, e começa a se acalmar gradativamente.

— Por favor, me desculpa, não sei o que fiz. — Se aproxima dos dois, após quase um minuto para se recompor.

— Relaxa, foi mais o susto mesmo. — Se levanta numa boa.

— O que aconteceu? Por que você correu assim do nada?

Agora conseguia falar, mas ainda estava desesperado por dentro. — O sonho, eu tive um daqueles sonhos.

— Eu sei, mas e aí? Você não me disse o que acontecia nele.

— Nate.

— O demônio de Nyx que por um acaso é seu meio-irmão?

— Sim. Ele sabe onde eu moro. Eles me pegaram lá em LA, então é óbvio que sabem onde meus pais moram. Como fui burro... — Soca o chão, furioso.

— Espera... ele foi atrás dos seus pais? Deuses, Ab... — Ela fica literalmente sem palavras, perdida pela gravidade da situação. — Mas... mas...

— Não pode ser tarde demais, calma. Você não é nenhum vidente ou médium, sonhos proféticos de semideuses levam tempo para acontecer.

— Eu sei, por isso não posso ir com os outros no ataque. Preciso voltar para casa, se eu não voltar, vai ser tarde demais. — Se recompõe, mais aliviado. — Aquele desgraçado quer vingança, é pessoal. Eu matei as pessoas que eram importantes para ele, e agora quer dar o troco.

— Então vou com você.

— E-eu também!

— O que? Não, nem pensar, é problema meu.

— É problema nosso, menino pilha.

— Menino pilha? Essa é nova. — Coça o cavanhaque, impressionado com a criatividade da semideusa.

— É sério. Não posso envolver vocês nisso. Até porque, é algo entre eu e ele.

— Ah por favor, Ab. Acha mesmo que aquele otário vai sozinho? Nem fodendo, ele não quer só seus pais, ele quer você, e não vai conseguir se for sozinho. — Dá um passo à frente. — Já está certo, partimos o quanto antes.

— É, já tá certo. — Agarra os dois para um abraço triplo forçado.

— Ok...

— Só preciso avisar aos outros, eles ainda precisam de uma explicação do porquê de você dar para trás na missão assim.

— Vou pegar minhas coisas e avisar ao Quíron que precisamos de carona até o aeroporto. — Começa a andar para um lado. — Preciso ligar para minha mãe, e avisar para ela não deixar ninguém entrar e...

— Ab, não tem celular aqui, só na cidade agora, calma.

— Ok, ok, pegar minhas coisas, avisar e sair. — Começa a correr em direção ao chalé, repetindo a ordem de ações em sussurros para se lembrar.

A preparação se dá como se fosse para uma guerra, e não para uma simples missão. Seus itens de maior valor e utilidade são pegos de maneira a não deixar nada de importante para trás. A faca ia no bolso feito para isso preso à cintura. Todos os seus pingentes especiais estavam acoplados no cordão principal que envolvia seu pescoço. O anel que nunca saía de seu dedo também marcava presença, e, para finalizar, o escudo que já tinha quase virado parte de suas costas, mais uma vez acoplado à estas. Por sua vez, o centauro entende a urgência da partida, e logo convoca Argus para lhes ajudar com a locomoção até a cidade. Já em Nova York, horas depois, o Levitz enfim consegue se comunicar com a mãe e garantir as passagens aéreas.

— Tem certeza de que não podemos utilizar a passagem do mundo inferior que tem aqui? — Daumus comenta, nervoso por ter que viajar de avião.

— Relaxa, você tá comigo. — Tenta acalmar o outro, mas estava nervoso demais para isso.

Apesar dos pesares, o trio chega são e salvo em Los Angeles no fim da tarde, deixando o aeroporto ao mesmo tempo em que o sol começava a se por. Não havia motivos para se alongarem em lugar algum senão a casa de Abramov, portanto pegam um táxi e partem o mais rápido em direção até lá. E uma vez que chegam ao destino, para o alívio de Ab, seus pais estavam bem e seguros. Só que, diferente de todas as vezes em que os deixara no escuro, decide contar a verdade e explicar tudo que tinha acontecido. Obviamente isso apenas tira seu pai do sério, que logo tenta acionar as autoridades, mas é impedido por Daumus que o lembra de que nada os mortais poderiam fazer. Katya, sua mãe, por outro lado, parecia mais aliviada em ver o filho vivo do que preocupada com a própria segurança. Após muito papo entre todos ali presente, o trio enfim consegue um momento para relaxar perto da piscina.

— Acho que já devem estar chegando na mansão. — Diz, enquanto observa a noite no céu e bebe um refrigerante de laranja, seu preferido.

— Não entendi ainda porque escolheram a noite para atacar uma propriedade da deusa da noite. — Comenta, enquanto come uma latinha de refrigerante.

— Nunca esperariam um ataque à essa hora, foi tudo muito bem pensado.

— Só espero que dê tudo certo... — Rezava pelo bem estar de seus colegas, uma vez que ainda pressentia que algo de ruim estava para acontecer. As imagens do último pesadelo ainda estavam bem frescas em sua mente.

— Agora que lembrei, o que foi aquilo que me empurrou naquela hora? — Se lembra da energia invisível que lhe empurrara do nada ao se aproximar do filho de Zeus, na manhã daquele mesmo dia.

— Aquilo? Não sei... eu senti uma energia elétrica circular meu corpo, mas não sei como fiz ela.

— Tenta de novo, parecia forte.

— ... ok. — Ele se concentra para tentar criar qualquer que tenha sido a energia de antes, mas mesmo após um minuto,  nada acontece.

— Já tentou usar seu anel para ajudar? — Sugere, apontando para o acessório que brilhava com a luz da lua na mão do rapaz.

— Não. — Dessa vez gera a eletricidade com o item, antes de tentar dar vida à mesma força de antes, e consegue. Não fazia ideia de como era aquilo, ou como funcionava, mas ao usar a energia elétrica da arma, acabou criando algum tipo de campo de força que repeliu vários objetos ao seu redor.

— Uou! — Se assusta quando vê as cadeiras e mesas voando e caindo na piscina.

— Que... merda foi essa? — Ele se mantém de pé, encarando a água, já que quase tinha quebrado a perna ao jogar a própria cadeira em que se sentava para longe .

— Como você fez isso?

— Não sei.

— Foi só os objetos de metal... eletromagnetismo! Você criou um campo de força usando a eletricidade! Por isso só funciona com itens de metal. — Ela saca a faca de aço que carregava consigo. — Foi isso que me fez voar aquela hora!

— Caraca, verdade!

— Tá mas... por que? Quer dizer, do nada? Isso não faz sentido.

— Não do nada, aposto que foi no raio que Zeus usou para matar o demônio que tinha te capturado! Você disse que sentiu um choque percorrer seu corpo, né? Às vezes isso acontece, por ser uma energia divina, teve essa sequela!

— Incrível... você é cheio de surpresas, menino pilha. — Ela brinca, antes de terminar o refrigerante.

— Como se eu pedisse por elas. — Retruca, ainda sem entender como proceder com o novo poder que havia adquirido. Na verdade, nem tinha tempo para, já que um barulho de arrombamento interrompe o momento descontraído deles. — Veio da sala, alguém está invadindo!

— Seus pais, vai ver eles, a gente cuida de quem for!

— Ok!

Abramov corre pela escadaria da área de serviço, em direção ao segundo andar, enquanto que os outros dois partem em disparada até a sala. Já tinha acordado com seus pais que se algo realmente acontecesse, eles sairiam pelos fundos e pegariam um táxi até o aeroporto, se abrigando na casa da vó de Ab, no Texas, até tudo estar seguro novamente. E quando enfim garante isso, o semideus desce as escadas às pressas até o hall principal, apenas para presenciar uma batalha já iniciada. Cerca de cinco indivíduos, duas adolescentes e três rapazes, acompanhados de dois demônios de Nyx, monstros propriamente ditos, acuavam Selena e Daumus.

— Ei, onde o Nate está? — Saca o escudo e ativa o pingente que se transforma em sua espada principal.

— Nate? Achou que ele viria até aqui? Ele já sabia que você viria para cá, então ficou lá para pegar seus amiguinhos na própria armadilha deles. — Uma das garotas responde.

"Então era mesmo uma armadilha!" O alivio de ter garantido a fuga de seus pais é substituído por uma preocupação com relação aos campistas, que provavelmente teriam sido surpreendidos por soldados de Nyx no ataque. "Alguém nos traiu!" Não tinha como ter outra explicação, afinal, como Nate saberia que planejavam um ataque, ou até pior, que Ab iria para Los Angeles, e não para a missão. "Só tem um jeito de saber." Iria arrancar a informação à força daqueles demônios, mas primeiro precisava derrotá-los, então dá inicio à batalha.

O local não era muito propício para combates, já que era uma entrada, e por maior que o hall da quase mansão fosse, ainda era apertado para o tanto de gente. Assim, uma confusão se forma conforme Selena encarava dois dos adolescentes sozinha, sobrepondo eles com sua adaga, enquanto que Daumus tocava sua flauta e corria por ai, sem um propósito certo senão chamar a atenção dos monstros. "Os três são meus." Repara nos três restantes, que agora avançam contra ele. O semideus sabia que seria mais fácil lutar lá fora, então corre pelas grandes portas laterais, que davam na área da piscina, e quando enfim chega em campo aberto, lança o escudo contra os oponentes.

Não sabia como reagiriam ao lançamento, então logo ascende aos céus para pegar uma visão e posição melhor, antes de fechar o tempo carregando as nuvens acima. Uma das garotas balança um pingente que carregava no pulso, e ele se transforma em um arco. "Aí não." Tinha agora de se preocupar com as flechas que vinham e lhe forçavam a ziguezaguear no ar. Ao mesmo tempo em que um dos garotos dá um jeito subir por uma das paredes - Ab podia jurar que o vira cravando as unhas no concreto - e salta até ele. Por sorte o filho de Zeus consegue perceber e desvia por pouco, mas quando o faz, acaba sendo atingido por um dos projéteis que se crava em sua coxa direita. "Fuck!" A dor lhe faz recuar brevemente, mas ao mesmo tempo lhe irrita. E por conta disso, ativa o anel e antes mesmo da chuva começar a cair, tenta disparar um raio contra a arqueira, só que não contava com o problema de seu novo poder.

O fato de agora poder usar eletromagnetismo poderia mesmo ser útil, se soubesse como controlar a habilidade. Ao ativar sua dobra de eletricidade, automaticamente ativou também o campo de força ao redor, talvez ainda como uma sequela do raio de Zeus, e atrapalhou toda a cena. Sua espada não parecia ficar firme em sua mão, seu escudo o tempo inteiro parecia que ia voar longe, e isto lhe impedia de se manter no ar. Mas não só isso, as armas de seus oponentes também ameaçavam escapulir por entre suas mãos, o que deixa todos num impasse. Abramov podia não saber como controlar aquilo, mas era esperto o suficiente para pensar em uma maneira de tirar proveito da situação. "Se já tá ruim mesmo..." Ele pousa em uma beirada da piscina, enquanto seus oponentes lhe encaravam da outra. Fecha os olhos por um segundo, ao mesmo tempo em que a chuva enfim começa, e atiça os ventos para levantar a água ambiente.

Uma pequena onda surge na cena, chocando-se logo em seguida contra os servos da deusa primordial, que tentam inutilmente pular para o lado. Ab larga o escudo, já que este atrapalhava mais do que ajudava no momento, e voa até seus alvos. Sem piedade, consegue perfurar a garota que nada fizera esse tempo todo, dando fim à sua vida. Porém, quando é a vez do rapaz, acaba se envolvendo em um combate à curta distância, já que este utilizava as garras como arma. Seu inimigo era ágil e forte, mas ainda assim não muito defensivo, portanto quando o semideus eletrifica a espada, o indivíduo sofre um choque tremendo ao menor toque da lâmina contra sua pele. "Tarde demais." Pensa, quando percebe que o outro parecia implorar pela vida antes da morte lhe pegar. Tão distraído com aqueles dois, acabou se esquecendo da última menina, que agora já estava afastada mais ao longe na outra beirada da piscina.

— Estamos trocando de lugar? — Questiona, surpreso por ela ter se movimentado tão rápido.

— Brinque o quanto quiser, essa vitória é de Nyx, desgraçado. — Aponta com o arco para ele.

— Você mal consegue o manter reto. — E era verdade, já que os campos eletromagnéticos ainda atrapalhavam o manuseio de armas.

— Continue subestimando seu inimigo, e logo será sua vez. — Subitamente consegue manter o arco firme e estático, antes de disparar uma flecha conta o ceifador.

"Ela tirou a ponta de metal!" Repara no projétil que vinha em sua direção com alta velocidade. O semideus tenta desviar, mas sua perna direita falha por conta do ferimento, e acaba sendo atingido novamente, agora no ombro esquerdo. O ferimento é mais superficial, já que a ponta da flecha tinha sido arrancada. Sem paciência para aquilo, Abramov retira a haste de madeira que o perfurava, e então aponta a espada para a garota. Se ela tivesse largado o arco, que lhe retardava por conta da força de repulsão e atração, poderia ter escapado. Mas como não o fez, foi atingida em cheio pelo raio que rompe o céu da noite. Misturado à chuva da noite, acaba em um combo fatal, onde o servo de Thanatos se aproxima apenas para finalizar e ceifar a alma.

— Não!

O grito de Selena o alarma, lembrando-se que ainda havia combate dentro da casa. Correndo às pressas, o ceifador acaba se deparando com Daumus caído em um canto meio zonzo, e com um dos monstros por cima da filha de Afrodite. O demônio tentava furá-la com sua própria adaga, mas ela usava a palma perfurada da mão para empurrar para cima. Ao ver aquilo, ele literalmente voa e se jogava contra o bicho, tirando-o à força de cima dela, antes de rolar com a criatura por alguns metros no chão. O bicho lhe morde no antebraço direito, fazendo-o soltar a espada e gritar por conta do ferimento. Mas, ao mesmo tempo, Ab usa a eletricidade do anel para eletrocutar o corpo de seu oponente, que literalmente colado nele apenas treme enquanto o choque lhe rende.

— Sai! — Selena grita, antes de pular e com a adaga furar o monstro no pescoço e lhe reduzir à pó.

— Você quase me acertou! — Reclama, já que a semideusa mal deu tempo dele sair da frente.

— Eu sabia o que tava fazendo. — Respira fundo, agora que todos os inimigos tinham sido derrotados. — Estamos quites.

— Mas eu ia matar ele.

— Mas não matou, isso paga minha divida. — Ela brinca, mas ai a mão volta a latejar e acaba resmungando por conta do ferimento.

— Vocês estão sangrando! — Daumus enfim se levanta, ainda meio tonto, e corre em auxílio da dupla. — Toma, comam isso. — Ele retira umas ervas da bolsa de lado que carregava.

— Eu não vou comer mato.

— É para acelerar seu processo de cura, mas ainda precisamos tratar dessa ferida. Ab, tem kit de primeiros socorros por aqui?

— Na dispensa da cozinha, deve ter algo por lá. — Ele se senta no que tinha sobrado do sofá, e avalia o ferimento em sua coxa, que parecia o mais sério. Acaba rasgando um pedaço da camisa para enrolar ao redor e estancar o sangramento, mas ainda estava fraco pela perda de sangue.

— Ele literalmente furou minha mão. — Se senta ao lado, segurando um pano que usava para apertar a mão furada. — Vai demorar muito para cicatrizar isso aqui.

— Você vai se virar até lá. Sempre se virou.

— Eu sei.

Um dos servos de Nyx, até então morto, se levanta e assusta a dupla de semideuses. Seus olhos estavam negros, conforme encarava o filho de Zeus. — Parece que se livrou dos aliados que mandei até você, brother.

— Nate... — Fica atento, já que não sabia que tipo de poder era aquele que utilizava para reanimar o morto.

— Mas não se preocupa, eu também fiz algo. Enquanto você protegia sua mãe, seus amigos foram derrotados e agora são meus prisoneiros. — O morto articulava a boca e até mesmo ria, o que era bastante perturbador. — Venha até mim, sozinho, se quiser salvá-los. Saberei se tentar alguma gracinha, e dessa vez não vou prender ninguém. É hora de resolvermos nossas desavenças de uma vez por todas. — E então o truque se acaba e o cadáver cai no chão.

— Achei álcool e gases com esparadrapo, dá para fazer um curativo provisório! — Daumus enfim volta para a sala. — O que foi? Parece que viram um fantasma.

Habilidades Passivas - Filho de Zeus:
Nome do poder: Movimentação Aérea II
Descrição: Estando em pleno ar o semideus possui uma movimentação superior a outros semideuses, sendo melhor no ar do que em terra. Como se fosse um pássaro.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +35% de força e velocidade quando o semideus lutar enquanto flutua.
Dano: +30% de dano quando o inimigo for atingido pelos poderes ativos do semideus.

Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você aprendeu que a velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha, e com isso treinou ainda mais arduamente, agora ficou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor. É difícil combater seu herói desse jeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força II
Descrição: O semideus treinou e evoluiu ainda mais e agora consegue carregar ainda mais peso, levantar coisas mais pesadas e efetuar lançamentos com uma facilidade tremenda. Conforme se desenvolveu, ficou ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: O filho de Zeus/Júpiter virou um excelente espadachim, além de atacar e defender com a arma, dificilmente é desarmado, e ainda por cima consegue tirar as armas das mãos dos oponentes. Com a espada o semideus se torna quase imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 35% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Lider II
Descrição: Zeus/Júpiter é o rei dos deuses, e sua capacidade de liderar inspira confiança, assim como seu pai, o seu herói inspira essa aura que fazem as pessoas quererem te seguir, lutar por você. O que também gera uma grande capacidade de manipular as coisas ao seu favor, inspirando as pessoas a te seguirem, lutarem por você, e com você.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode inspirar um exercito com palavras.
Dano: Nenhum.

Habilidades Ativas - Filho de Zeus:
Nome do poder: Rei Furioso
Descrição: Apontando sua espada para um determinado inimigo, um raio cairá do céu e o atingirá. Este raio não é forte o suficiente, e não poderá matar seus inimigos, mas consegue atordoa-lo e deixa-lo incapacitado de lutar pelo turno seguinte, os olhos do oponente ficarão turvos, e seu estomago embrulhado, além dos músculos pareceram ficar meio trêmulos. Isso o impede de usar poderes ativos que precisem de mira, pois, não será capaz de acertar o filho de Zeus/Júpiter, armas a mesma coisa.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 60 HP
Extra: Nenhum

Nome do poder: Voo IV
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido, desde que se concentra mais ainda tem dificuldade em batalha, e se for acertado, pode acabar perdendo parte do equilíbrio e despencando alguns metros. É bom se manter atento.
Gasto de Mp: 20 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 10 metros acima do solo.

Nome do poder: Nephoscinese II
Descrição: O semideus possui uma certa afinidade com as nuvens, inclusive podendo trabalhar com elas de um jeito que outro semideus não consegue. Nesse nível já consegue manipular as nuvens para fechar o céu, o escurecendo e tornando-as negras, também pode carrega-las, fazendo com que fiquem pesadas e liberem uma chuva leve – não uma tempestade, e sim uma garoa – podendo trazer a chuva para o campo de batalha a fim de atrapalhar seus inimigos. Pode deixar um campo de terra como lama, por exemplo, o fazendo ficar escorregadio.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Electric punch
Descrição: Na ausência de armas o semideus pode criar uma grande carga elétrica em suas mãos, semelhante a uma luva de boxe, que percorre o punho do semideus e o torna ainda mais forte. Essa descarga ao atingir o corpo do inimigo – como um soco do semideus, sim, ele precisa socar o oponente para que funcione – além de ter o impacto do soco, descarrega a energia do punho para o corpo do oponente, impedindo-o de conseguir disparar poderes ativos no turno seguinte.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O oponente não conseguira usar poderes ativos ou que precisem de mira durante um turno (o próximo).
Dano: 20 do soco + 40 da descarga elétrica, totalizando 60 HP.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Eletric Aiser
Descrição: Esse poder permite ao semideus filho de Zeus/Júpiter, descarregar uma ponta de energia sobre sua arma, deixando-a eletrizada durante dois turnos. Enquanto a arma do semideus estiver carregada com a potência de raio, faíscas saltarão da lamina, e sua força no impacto terá um efeito maior.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A arma fica eletrizada por dois turnos inteiros, e o dano no impacto aumenta.
Dano: 35 HP
Extra: Nenhum

Habilidades Passivas - Ceifador de Thanatos:
ʡ Memória eidética II – Com a evolução desta habilidade é possível lembrar de 90% das coisas. Lendo livros de gramática e dicionários o personagem é capaz de falar qualquer língua em dias ou semanas.

ʡ Besta Noturna – Basta a noite chegar para que os Ceifadores tenham seus sentidos mais aguçados, maior precisão e velocidade de ataque.

ʡ Cura sombria II – Através da sombra e da escuridão, você recupera HP (+5 por turno) e a recuperação de um ferimento é três vezes mais rápida.

Habilidades Ativas - Ceifador de Thanatos:
ʡ Necromancia III - Esta habilidade lhe permite invocar um exercito de 20 soldados zumbis mais fortes e rápidos que os esqueletos da Necromancia II. Carregam consigo espadas e escudos mais resistentes. [-20 MP]

Armas Utilizadas:
ϟ Mini Raio Mestre - Um anel que permite ao prole de Zeus soltar mini raios infinitos. Tem ¼ do poder do Raio de Zeus, a corrente elétrica que há nele pode gerar mais alguns raios minúsculos que causam graves queimaduras.

ϟ Espada Neal – Feita de ouro celestial, assim como o escudo, sua lâmina pode ferir tanto semideuses quanto mortais. Tem 90cm de lâmina e 15cm na base que é azul escuro com pequenas pedras lunares, o manuseio é perfeito para filhos de Zeus, quando absorvida a energia de raios a espada fica mais forte. Transmuta-se em um colar em forma de raio.

*O escudo Aegis (que não coloquei aqui pois o post ultrapassava o limite máximo de postagem)

Sugestão de Premiação:
Como explicado na história, a habilidade foi uma consequência não planejada de uma ação do próprio deus. Não é algo simples, afinal, toda essa trama envolve a relação de Ab com Zeus, e mesmo que não seja o prêmio que tenho em mente para o final, ainda é importante no que está por vir. Coloquei nos moldes do fórum, e se aprovada, pode ser arrumada conforme acharem necessário:

Nome do Poder: Eletromagnetismo

Descrição: Uma habilidade que funciona passiva e ativamente, tendo sido adquirida sem querer por um raio de Zeus. Através dela, Abramov consegue gerar campos magnéticos ao seu redor dada a afinidade entre eletricidade e magnetismo pela teoria unificada do eletromagnetismo. Diferente do magnetismo, ele não exatamente exerce um controle direto sobre metais, mas pode afetar negativamente todos ao seu redor que estiverem portando metais. Pessoas que estiverem segurando objetos desse material, ou em suas vestes, em qualquer forma e quantidade encontram extrema dificuldade ao lutar contra este filho de Zeus. É como se o metal tentasse escapulir de seu controle, indomável e selvagem, o que prejudica seus movimentos. Opostamente, objetos metálicos em suas mãos são melhor manobráveis de forma positiva contra seus inimigos, já que ele tem controle sobre a energia.

Gasto de Mp: 10 MP por turno em que os campos estiverem ativos - 30 MP para ativar Pulsos Magnéticos
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% assertividade inimiga no manuseio de armas feitas com metais.
Dano: + 50 de dano ao ser acertado pela arma do semideus quando os campos estiverem ao redor.
Extra: Pulsos Magnéticos: ativamente, Abramov pode utilizar a habilidade para criar um campo eletromagnético ao seu redor a fim de repelir objetos, obstáculos e pessoas carregando metal. O efeito repulsivo é tão grande que pode jogar, dependendo da quantidade de metal, os afetados à metros de distância, causando dano por impacto. A mana é descontada caso utilize essa forma ativa da habilidade.
Kyra


Observação: Já utilizando o duplicador de XP conforme visto aqui.


Última edição por Abramov Levitz em Qua Set 06, 2017 5:16 am, editado 1 vez(es)





a.
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Re: O Portador da Tormenta

Mensagem por Perséfone em Sex Ago 18, 2017 4:21 pm


Avaliação

Abramov

Avaliação:

• Enredo e coerência de batalha - 400
• Gramática - 300
• Criatividade - 300

Recompensa Ganha: 1.000 = 10.800  + 1.000 dracmas (Duplicador não contabilizado por motivos já explicados via chatbox.

Benção alterada abaixo:

Nome do Poder: Eletromagnetismo I
Descrição: Uma habilidade adquirida sem querer por um raio de Zeus. Através dela, Abramov consegue gerar campos magnéticos ao seu redor dada a afinidade entre eletricidade e magnetismo pela teoria unificada do eletromagnetismo. Diferente do magnetismo, ele não exatamente exerce um controle direto sobre metais, mas pode afetar negativamente todos ao seu redor que estiverem portando metais. Pessoas que estiverem segurando objetos desse material, ou em suas vestes, em qualquer forma e quantidade encontram extrema dificuldade ao lutar contra este filho de Zeus. É como se o metal tentasse escapulir de seu controle, indomável e selvagem, o que prejudica seus movimentos. Opostamente, objetos metálicos em suas mãos são melhor manobráveis de forma positiva contra seus inimigos, já que ele tem controle sobre a energia. Nesse nível o garoto ainda não tem muito controle dessa habilidade e portando, não causa um dano muito grande.
Gasto de Mp: 20 MP para ativar o campo Magnético e +10 MP por turno que ele permanecer ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Inimigos em posse de arma perdem 30% de assertividade em seu manuseio.
Dano: +25% de dano ao ser acertado pela arma do semideus quando os campos estiverem ao redor.
Extra: Necessário nível 79 para domínio dessa habilidade.

Nome do Poder: Eletromagnetismo II
Descrição: Agora o semideus consegue criar pulsos magnéticos. Ativamente, Abramov pode utilizar a habilidade para criar um campo eletromagnético ao seu redor a fim de repelir objetos, obstáculos e pessoas carregando metal. O efeito repulsivo é tão grande que pode jogar, dependendo da quantidade de metal, os afetados à metros de distância, causando dano por impacto.
Gasto de Mp: 40 MP + 10 MP por turno que o campo permanecer ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: A critério do narrador.
Extra: Necessário nível 82 para domínio dessa habilidade.

Nome do Poder: Eletromagnetismo III
Descrição: O semideus dominou a habilidade por completo e agora seus campos magnéticos ganham mais força, além disso, o dano causado por ela também acaba sendo muito maior. Agora, ao afetar os metais a sua volta, seus inimigos acabam perdendo uma grande parte do controle de suas armas, além disso, o poder pulso magnético, ganha +10% de impacto, aumentando seu dano.
Gasto de Mp: 60 MP para ativar o poder + 15 MP por turno que o campo permanecer ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Inimigos em posse de arma perdem 50% de assertividade em seu manuseio.
Dano: +60 HP de dano ao ser acertado pela arma do semideus quando os campos estiverem ao redor.
Extra: Necessário nível 90 para domínio dessa habilidade.


Comentário:  Sua CCFY ficou incrível e eu teria dado mais xp pela sua postagem, contudo, quando vocês pedem habilidades muito boas, armas ou mascotes, a gente desconta da XP e justamente por isso o valor foi baixo.



Qu’il soit infini aussi
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Re: O Portador da Tormenta

Mensagem por Abramov Levitz em Dom Set 10, 2017 2:13 am




CAPÍTULO VII
O Portador da Tormenta
A manhã chegou e com ela a incerteza do que fazer perante o dilema que tinha em mãos. Abramov obteve sucesso em sua empreitada para salvar seus pais, entretanto, ao fazer isso, sacrificou a segurança dos outros campistas que partiram até um dos esconderijos dos agentes de Nyx. Desafiado pelo responsável na captura dos semideuses, que curiosamente vinha a ser seu meio-irmão, tinha de decidir se iria até lá ou não. De acordo com Nate, o outro filho de Zeus, o californiano deveria voltar ao esconderijo, mas sozinho, ou então os reféns seriam mortos e a culpa cairia sobre ele. Ao mesmo tempo, se simplesmente fosse lá sozinho, sem avisar ao acampamento, estaria indo contra o sistema hierárquico de lá, uma vez que tinha sempre de reportar tudo aos seus líderes.

— Isso considerando que eu consiga salvar todo mundo e sair de lá vivo — comentou consigo mesmo, de frente ao espelho do banheiro, enquanto lavava o rosto.

Daumus e Selena o esperavam na entrada da casa, agora bastante destruída por dentro, inquietos e aflitos com o pronunciamento do semideus. Nenhum dos dois concordava com a ideia do rapaz ir até um lugar perigoso como aquele sozinho. No entanto, suas opiniões não pareciam influenciar muito na decisão deste, que não demorou no banheiro e retornou anunciando sua partida.

— Isso é loucura, você sabe que no momento em que botar os pés naquela propriedade, é um homem morto — a filha de Afrodite disse, num tom nada amigável, enquanto andava de um lado para o outro.

— Ela tá certa, Ab! Isso é loucura, temos que avisar ao senhor D. Precisamos de mais gente se quisermos salvar o pessoal — o sátiro comia outra latinha de refrigerante, trotando no mesmo lugar.

— Vocês voltam e avisam, eu vou — caminhou em direção à porta, mas os dois se colocaram no meio do caminho. — Vocês não entendem. Aquele psicopata me quer. Se eu for sozinho, tenho uma chance de convencer ele a soltar os outros.

— E morrer no lugar?

— Alguém vai ter que morrer, Selena. Se eu puder me sacrificar para salvar os outros, não vou pensar duas vezes — suas duras palavras atingiram a dupla de maneira direta. Elas eram verdadeiras, e, por mais que perder uma pessoa querida pudesse soar horrível, havia muito mais em jogo do que aquilo. Tendo deixado isso claro, ele enfim partiu, separando-se mais uma vez de seus amigos, em direção a uma batalha que provavelmente perderia.

Abramov até tinha dinheiro para pagar uma passagem de avião até Nova York, onde a mansão de Nyx ficava, contudo, havia uma passagem do submundo em LA. Portanto, já acostumado com ela por utilizá-la bastante como ceifador, Ab recorreu à esta para viajar de uma ponta à outra do país. Não só por isso, sabendo que o tempo é diferente no submundo, pretendia pegar um desvio em seu caminho, para encontrar alguém antes de seguir. Assim, não demorou até estar na entrada do palácio da própria morte, que, ironicamente, vinha a ser sua mentora.

— Parece inquieto, criança — Thanatos o aguardava em seu salão como se já soubesse de sua vinda. O deus, em toda sua beleza esplendorosa, o encarou como se enxergasse através de sua alma - o que não deixava de ser uma verdade.

— Meu senhor — se ajoelhou perante seu mestre, não sendo capaz de esconder sua aflição.

— Palavras são triviais, como já lhe disse — manteve-se na mesma posição em seu trono, sem esboçar qualquer tipo de reação. — Agora me diga, o que lhe aflige?

Ele logo notou que o deus parecia saber a resposta, como sempre, mas não perdeu tempo com suas inseguranças e incertezas sobre como agir perante uma figura divina. — Estou indo em uma missão suicida, e queria avisar isso, mesmo sabendo que no fundo já saiba.

— De fato sei, todavia, pergunto-me o porquê de querer me avisar isso — enfim ajeitou a posição em que estava. — Talvez no fundo ansiasse por uma intervenção minha, numa egoísta tentativa de se livrar da responsabilidade que a ti foi confiada.

— Não... o quê? Não, eu... — estava confuso com aquela acusação repentina.

— Não há nada do que se envergonhar. Ainda é meio mortal, e, como um, o egoísmo está enraizado em sua existência. Egoísmo por ter preferido salvar seus pais à ajudar seus colegas. E agora, egoísmo por vir a mim em busca de ajuda para se livrar disso e escapar da morte — disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo, não esboçando qualquer tipo de emoção em seu tom.

— Mas... não... — ouvir aquilo lhe fez perder o chão por alguns instantes. Ser exposto perante um deus era humilhante e ao mesmo tempo estranho. Se até então estava confuso, depois disso ficou profundamente irritado. Talvez fosse verdade, talvez em seu subconsciente realmente tivesse desejado se ver livre daquela missão. Porém, nunca esteve tão certo de algo como estava daquilo. Tinha feito suas escolhas, sabia disso, e agora iria arcar com suas consequências, para que então ninguém mais tivesse de arcar por ele. — Não vim pedir ajuda, vim para avisar que tomei minha decisão.

— Então, depois de tudo isso, você enfim se achou.

— Sim, eu sei onde é o meu lugar, quem precisa de mim, o que devo fazer, e, o principal, quem eu sou — se levantou, com uma determinação que há tempos não tinha. Meses atrás, Thanatos e ele conversaram sobre como o semideus andava perdido. Na conversa, o filho de Nyx lhe alertou de que perder a própria identidade podia ser uma das piores maldições. E, agora, lá estava ele, enfim ciente de quem era, mais uma vez. — Sou Abramov Levitz, filho de Zeus, portador da tormenta, e é meu dever, como prole do rei do olimpo, salvar meus irmãos de acampamento.

— Eu sei quem você é, criança. Sua convicção me fascina, mas meu fascínio por ti não mais lhe ajudará em suas histórias — se levantou do trono, caminhando em direção ao seu servo à passos lentos. — Há algum tempo, você chegou aqui pedindo por redenção. Como meu seguidor, viu que o mundo lá fora não é tão justo quanto parece, e, ainda assim, encontra-se disposto a trabalhar junto de seu pai para restaurar a ordem — a morte ergueu o braço direito, fazendo surgir sua tão famosa e aclamada foice. — Você é mais filho de Zeus do que meu ceifador. Sua redenção foi paga, criança, agora vá e desempenhe seu papel nesta trama — Thanatos cravou a foice no peito do semideus, fazendo-o desaparecer dali, e, consequentemente, encerrando o contrato que tinham um com o outro.

Abramov havia fechado os olhos quando se viu atingido pela arma do deus, e, ao abri-los, pôde enxergar a outra saída do mundo inferior, que lhe deixaria em Nova York. Uma última benção da morte agora que estava livre novamente, pensou. Por mais que aquela conversa tivesse sido breve, parecia que um peso enorme tinha sido retirado de suas costas. Nunca esteve tão certo de algo na vida como estava naquele momento sobre si mesmo, e a decisão que tomara. Restava então apenas encontrar Nate, e dar um fim à toda aquela história envolvendo os dois filhos de Zeus, da qual apenas um sairia vivo.

A luz do sol atrapalhou brevemente sua visão quando enfim pisou no gramado do Central Park. Toda a movimentação da grande metrópole era desnorteante, como se estivesse viajando por entre planos. Tendo saído de uma cena calma com a morte no mundo inferior, demorou até se acostumar com a agitação de toda a vida ali em cima. "Parece um filme completamente diferente", mentaliza, incomodado pela humanidade seguir com suas atividades normalmente, enquanto ele caminhava para seu provável fim. Era um pensamento bobo, de fato, mas explicável pela ansiedade de chegar até seu destino. Mais ainda depois de sentir na pele que não mais desfrutava dos poderes dos ceifadores. Este último fato se deu ao tentar utilizar as sombras para se locomover mais rápido, e nada acontecer.

— Sou eu por eu mesmo — comentou baixinho, uma vez que entendia que não poderia contar com nada além de si próprio.

Dentro do ônibus que o levaria até o norte do estado, onde a mansão ficava, seus pensamentos oscilavam entre como derrotar seu meio-irmão e salvar os reféns. Sua ideia inicial era uma barganha, onde sua vida seria trocada pelas dos outros campistas. Contudo, pelo pouco que conhecia da outra prole do deus dos trovões, sabia que não seria tão simples assim. Nate era orgulhoso e cruel demais para aceitar algo fácil, provavelmente fazendo questão de um combate, mesmo que não inteiramente justo. A simples ideia de ter de lidar com vários demônios ao mesmo tempo lhe deixava temoroso, já que não sabia como seria aquilo. A verdade é que estar preparado para a própria morte não faz ela ser menos aterrorizadora. "Estou com medo", notou, um sentimento que há muito não fazia parte de sua vida.

O restante da viagem se deu de maneira calma, com Ab repassando todas as suas falas e ações para que nada desse errado. Porém, quando colocou o pé direito na estrada, sentiu o nervosismo tomar conta de seu corpo e percebeu que aquilo seria muito mais difícil do que imaginou. Estava novamente na mesma entrada da floresta, da qual fugiu, dois dias atrás, em meio à uma tempestade. Dessa vez, mesmo sendo em seu nome, sabia que Zeus não lhe ajudaria novamente, portanto se quisesse obter sucesso em sua tarefa, teria de conseguir sozinho.

— Eu consigo — passou a mão por cima dos itens que carregava consigo, apenas para ter certeza de que estava pronto, e então adentrou a floresta.

As árvores altas eram assustadoramente familiares, conforme ele pisou na folhagem seca do caminho e anunciou sua aproximação. As vozes da noite em que a perseguição acontecera ali, ainda ecoavam em sua cabeça. Talvez fosse isso, ou talvez fosse sua ansiedade natural, mas não conseguiu controlar a respiração pesada. Aquele mal estar se seguiu por todo o caminho, até que finalmente encontrou a casa.

— Irmãozinho, você veio! — Nate aguardava na entrada da grande casa com dezenas de demônios, monstros propriamente ditos, ao seu lado. Seus cabelos pretos estavam perfeitamente penteados, e seus olhos azuis continuavam horripilantemente parecidos com os de Ab.
Mais à frente, os campistas reféns se encontravam ajoelhados e amordaçados, com as mãos presas nas costas.

— Estou aqui, solte-os — tentou soar confiante, mas, com tantos inimigos preparados pra lhe trucidar, era difícil.

— Acha que vai ser tão mole assim? Nana nina não — caminhou em direção ao recém-chegado, dando a volta nos campistas e ficando cerca de quinze metros de distância deste. — Eu quero sua cabeça, e vou arrancar ela eu mesmo — ele girou sua arma característica, que era uma lança em uma extremidade e uma espada na outra, o que levantou gritos dos observadores. — Você e eu, filhos de Zeus, numa luta até a morte. Se você vencer, tem minha palavra de que sairá daqui junto de seus amiguinhos em paz. Se eu vencer, bem, não preciso falar, né? — gargalhou ao fim, sendo acompanhado por seus seguidores.

O rapaz engoliu seco, vendo o desespero no olhar de seus aliados. Tinha uma chance única em mãos, e, mesmo que a palavra de um demônio de Nyx não pudesse ser confiável, não podia demonstrar fraqueza. — Feito. Onde lutaremos, aqui mesmo?

— Aqui? Tá maluco? Eu preparei algo especial pro momento, chega ai.

Temeroso, Abramov seguiu Nate por um caminho alternativo, mantendo-se distante dele conforme caminhava. A pequena legião de demônios os seguiam, levando os reféns junto. "Ele pretende me isolar", percebeu, ao tentar entender o motivo daquilo, já que se fossem para outro lugar longe do esconderijo, mesmo que reforços chegassem, nunca o encontrariam. Mesmo não sabendo se de fato Selena e Daumus conseguiriam chegar com mais gente, uma pequena esperança lhe fez deixar a adaga que trazia consigo cair intencionalmente, antes de enfim sumir em meio à vegetação.

Longos foram os minutos de caminhada, onde o outro filho de Zeus ficou o tempo inteiro em silêncio. A quietude era constrangedora, dada a situação, mas ela logo é substituída pela excitação dos monstros. O verde da floresta é substituído pelo céu azul da tarde daquele dia, e, mais ao longe, grandes rochas revelavam um cenário novo. Em algum momento, o chão de terra se transformou em pedra, e enfim o plano de Nate se revelou: uma arena mediana os aguardava, indicando que este pretendia dar um show, ao invés de simplesmente resolver as coisas de uma vez por todas.

— Bem vindo ao palco da sua morte, lil' bro.


Só havia um lugar para se fugir do centro daquela arena, que logo foi fechado pelos demônios que cercaram a parte aberta, de maneira a impedir a passagem dos dois depois que adentrassem o meio. O restante dos monstros preencheu as arquibancadas, enquanto que os campistas ficaram nelas também, terminando com os dois oponentes posicionados mais ao centro. Havia um buraco estranho bem no meio do círculo, o qual tinha cerca de dez metros de raio. O chão era feito de mármore, o que fazia ecoar cada passo dado naquele lugar. A luz forte do sol esquentava a cena, o que tornava tudo muito mais agonizante. Ab pôde sentir o suor escorrer em suas costas, enquanto trocava o peso entre as pernas.

— Para tornar tudo mais justo, só poderemos usar uma arma — Nate disse, mostrando a espada-lança dele. — E então?

Sem escolha, apenas sacou o escudo que trazia em suas costas.

— Epa, não, arma tipo espada ou lança, o escudo tá fora.

— Mas ele também é... — se interrompou, sabendo que seria apenas perda de tempo tentar argumentar. Assim, ele terminou pegando sua espada especial, e deixou o restante dos itens em um dos alçapões que tinham nas extremidades da arena - pedido de Nate, para garantir que ele não os pegaria no meio da luta.

— Perfeito, então agora é hora em que o filho chora e a mãe não vê — provocou, andando pelas extremidades da arena.

— Chega de papo, vamos acabar logo com isso — rebatou, notavelmente irritado.

— Se insiste, vou acabar com você logo — apontou com a lança para o grego, e então deu inicio à batalha.

Nate avançou com sua arma, correndo numa velocidade impressionante contra seu oponente. O demônio de Nyx manejou seu utensílio com a ponta da espada na frente, de maneira a desferir um golpe vertical contra Ab. Este, por sua vez, ergueu horizontalmente a espada que carregava consigo, aparando o ataque. O ouro imperial de ambos se chocou, provocando um barulho agudo e estridente que fez os monstros na plateia vibrarem. Os dois disputaram força para ver quem terminaria caído ao fim daquele choque, todavia, nenhum de fato sucedeu na investida. No fim, Abramov se afastou com um salto para trás, e vou, na esperança de pegar distância.

O ex ceifador sabia que voar não era uma saída, considerando que seu adversário também o podia fazer. Contudo, aquela parecia a única alternativa no momento, levando em conta a dificuldade que tinha em manter um combate à curta distância. "Aquela arma é melhor que a minha",considerou, já que não parecia ser só diferença de habilidade entre ambos. Pelo contrário, ele não era de se gabar, mas seria capaz de bater o pé firme no chão para afirmar que era ainda melhor que Nate na luta armada. Seja como for, seus pensamentos foram interrompidos pelo outro filho de Zeus, que também ascendeu aos céus e voltou a lhe perseguir.

— Se quer acabar logo com isso, pare de correr, imbecil — vociferou, utilizando a ponta da lança em uma estocada ascendente.

— Vai ter que fazer mais que isso, arrombado — desviou da estocada gingando o corpo para o lado no último instante, aproveitando a proximidade de ambos para chutá-lo na altura do ombro direito.

A verdade é que a movimentação aérea de ambos era impressionante, o que no fim igualava seus atributos e deixava para as habilidades individuais desempatarem. Desta forma, os dois irmãos voltaram a trocar ataques, já no ar, e chocar suas armas. Cada investida de um era parada pela defesa do outro, a qual, por sua vez, era seguida de um contra-ataque. Assim, minutos se passaram naquilo, enquanto suor já escorria de seus corpos e os dois arfavam de cansaço. Os gritos das criaturas lá embaixo tornavam tudo ainda mais tenso e difícil. Afinal, toda vez que desviava o olhar, se pegava observando por alguns segundos os campistas, e lembrando da tragédia em Nova York.

"Não posso permitir que isso aconteça de novo", pensou, ao se lembrar de uma tragédia nas batalhas em Nova York. Até hoje não se perdoou por aquela falha, e sabia que se isso voltasse a acontecer, se afundaria no mesmo limbo em que estava antes de seu derradeiro diálogo com Thanatos. "Eu sei quem sou, não vou me perder de novo", mentalizou, reforçando sua determinação e alinhando seus pensamentos. A perda de seus aliados na luta contra a vampira lhe marcou para sempre, e, agora, pretendia adicionar outra lembrança ruim às memórias.

— Me diga, irmãozinho, quem aguenta mais tempo? — riu, de maneira provocativa.

— Hm?

— Pensa rápido! — um raio irrompeu dos céus e caiu na arma de Nate, que o redirecionou com esta.

O relâmpago era rápido demais para Abramov desviar, portanto acabou sendo atingido em cheio. A energia elétrica nada fez ao seu corpo, pelo contrário, até lhe revitalizou. Contudo, o truque se deu no momento em que ele fechou os olhos, um reflexo impulsivo, não percebendo então quando a lança foi arremessada contra si. Um grito abafado escapuliu por entre seus lábios, ao sentir o metal perfurar sua coxa direita. A repentina dor fez o rapaz perder altitude, e conforme descia, os gritos dos monstros apenas aumentavam. Para piorar, quando tentou colocar as mãos na lança para tirá-la de sua carne,, ela sozinha se desvencilhou e voltou para as mãos de seu dono. Aquele retirada forçada apenas piorou a ferida, fazendo com que mais sangue saísse desta.

Se ainda tivesse a benção de Thanatos, poderia criar distração com seus zumbis, mas não era mais o caso. Desesperado, acabou fincando a espada no chão, dando vida à três águias elétricas. Os animais elementais apenas voavam inutilmente ao redor de seu oponente, que os destruía com cortes simples e rápidos. O tempo comprado por seus aliados serviu apenas para que ele pudesse rasgar um pedaço da própria camisa, e estancar o sangramento. Mas, assim que terminou de fazer isso, percebeu outro arremesso da lança inimiga. Quando tentou se mover, sentiu uma forte pontada na perna e falhou em sua esquiva, evitando apenas ser perfurado novamente. Dessa vez, a ponta afiada de ouro imperial apenas cortou seu tronco na parte esquerda, o que, mesmo não tão grave, ainda era doloroso.

Sem outra alternativa, o Levitz recorreu aos poderes de seu pai para tentar acuar seu adversário. Os ventos da região se atiçaram, levantando os detritos e atrapalhando a visão de todos. Seu foco era tentar desequilibrar Nate com eles, mas este também era filho de Zeus, portanto ele não teve muita dificuldade em se mover mesmo em meio à ventania.

— Deve ser difícil sem seus poderes extras para te ajudar — gritou, ou então não seria ouvido por conta do barulho eólico. — Meu irmão, você tá muito fodido.

O demônio avançou novamente, voltando a utilizar a ponta da espada, em um golpe de cima para baixo. Ab apenas defletiu o ataque com sua arma, mas logo caiu sobre o joelho esquerdo, ainda fraco por conta do machucado na perna direita. Nesse momento, o servo da deusa primordial conseguiu lhe chutar, derrubando-o de costas no chão. Sem perder tempo, Nate girou a arma para que pudesse utilizar a ponta da lança, visando furar o pescoço do caído, porém, Abramov reagiu recorrendo a um raio. Sequer pensou no momento que utilizar um raio contra aquele inimigo seria inútil, estava desesperado, e não havia mais nada que pudesse fazer. Só que, sem querer, acabou virando o status da luta naquele movimento.

O eletromagnetismo, que tinha recebido por um acaso do próprio rei do Olimpo, estava presente em todas as suas correntes elétricas. Sendo um poder novo, não tinha controle sobre ele, liberando-o não intencionalmente em qualquer ataque do elemento trovão. Assim, o campista fez seu oponente recuar por conta do poder, e ganhou mais alguns segundos de vida.

— Você sabe que isso não vai adiantar comigo, irmãozinho — riu, mas, para sua surpresa, sentiu sua arma querer escapulir de sua mão.

Feita de ouro imperial, que é um dos maiores condutores, senão o maior, de eletricidade existente, a arma de Nate começou a ser repelida pelo campo eletromagnético. O demônio de Nyx tinha de segurar o objeto com muita força para não o deixar voar longe. Só que, ao fazer isto, acabou se distraindo e permitiu que Ab se levantasse. De pé, o californiano pegou a espada que estava caída no chão e arrancou, ignorando a dor na perna, contra seu oponente. O campo eletromagnético também afetava seu manuseio, porém, como seguia na mesma direção para onde os metais eram repelidos, não encontrou força de atrito, ao contrário, teve sua energia cinética aumentada. Em outras palavras, a força de sua estocada foi ainda maior do que de costume.

Swooish!

A espada de Abramov perfurou o ombro direito de Nate, e então toda animação dos monstros foi encerrada. Os dois adversários se entreolharam por alguns instantes, inexpressivos, até que o agente de Nyx abriu a boca para cuspir sangue. Irritado, este último forçou seu corpo para frente, ignorando que apenas enfiava a lâmina ainda mais fundo em seu ombro, tentando agarrar o outro com a mão que ainda estava boa. Sem dar chance para ser pego, o ex ceifador concentrou a energia eletromagnética para criar um campo ao seu redor e repelir seu inimigo. A força da energia concentrada jogou Nate com tudo até uma das paredes da arena. Ao mesmo tempo, Ab avançou voando até ele - visto que andando seria doloroso e mais lento - e o agarrou pelo colarinho da camisa.

— Acabou, Nate. Dê a ordem para que liberem meus aliados, e eu não te mato — desativou o eletromagnetismo para tirar a espada que estava fincada no ombro do rapaz, e a utilizou para pressionar seu pescoço.

— Eu disse que era um combate até a morte, idiota — riu, mesmo estando completamente ferido e sangrando.

— Você vai sangrar até a morte se não fizer nada quanto ao ferimento. Anda logo, dê a ordem e a gente sai daqui em paz.

— Achou mesmo que ia salvar seus amiguinhos? VAI, ME MATA LOGO, ARROMBADO, ACABA COM ISSO — se exaltou, cuspindo sangue no rosto de Ab, enquanto tentou se levantar.

O sonho que teve na noite anterior ao início de toda aquela confusão parecia, mais e mais, se tornar realidade. E, seguindo aquela linha, o próximo acontecimento seria a morte dos campistas. Portanto, atendo-se ao seu objetivo inicial de toda aquela missão, Abramov perfurou a garganta de seu meio-irmão, dando fim à sua vida. O choque da cena deixou todos presentes sem reação, com um silêncio perturbador anunciando que algo ainda pior estava por vir. "Por favor, pai. Por eles, não por mim.", suplicou internamente ao rei do deuses, enquanto ascendeu aos céus apenas para ver os monstros se agitarem e logo irem para cima dele. Os reféns, desesperados, se jogaram na arena, para evitar serem mortos facilmente, mas acabaram sendo cercados junto do único semideus que podia lutar ali.

"Acabou", concluiu, aceitando que no fim morreria junto daqueles que jurara proteger. Mas, como se mais uma vez uma benção divina parecesse lhe salvar, o socorro enfim chega.

— Atacar! — Selena gritou, quando tudo pareceu perdido, ordenando para que os mais de trinta campistas que haviam chegado iniciassem o ataque.

Uma pequena legião de semideuses surpreendeu as criaturas, abrindo brecha para que o filho de Zeus agisse. Seu primeiro movimento foi cortar as cordas que prendiam os reféns, permitindo assim que estes se juntassem à luta. Logo em seguida, abriu caminho por entre alguns demônios, até chegar no alçapão em que o restante de seus itens se encontrava. Armado até os dentes, Ab trouxe a fúria do rei dos deuses ao campo de batalha, fulminando seus inimigos com raios e mais raios. Revigorado com a presença de aliados, voou baixo de uma ponta à outra da arena, perfurando o coração dos azarados que se viam frente a frente a ele.

— Eles estão fugindo! — um campista aleatório gritou, alertando sobre a retirada das tropas de Nyx.

— Gregos, em honra àqueles que morreram por nós, que se faça justiça perante a estes. Morte aos demônios de Nyx! — bradou, transferindo parte de sua força para que as tropas gregas se fortalecessem e impedissem a fuga de seus oponentes.

Um a um, os servos da deusa primordial foram sendo abatidos, até que no fim apenas os filhos dos deuses permaneceram de pé. O alívio, ao ver que nenhum aliado havia morrido dessa vez, fez Abramov sorrir. Uma risada alta, nunca antes vista por ninguém além de seus amigos de escola e pais, escapa de Ab. Daumus e Selena, que estavam junto dos reforços, se aproximaram do filho de Zeus apenas para lhe ajudar a se manter de pé, já que o ferimento da perna ainda o atrapalhava.

— Ab, você conseguiu! — o sátiro não conseguiu conter a felicidade ao abraçar forte seu amigo.

— Considerando que tudo isso começou porque deu a ideia de atacar a mansão, até que surpreendeu todo mundo — Selena provocou, apenas para comprovar que estava contente em ver o rapaz bem.

— Fiz apenas a minha obrigação, né — sorriu, ainda incrédulo com os últimos acontecimentos.

— Você nos alertou de que era uma armadilha, e, mesmo assim, veio em nosso auxílio — um dos reféns comentou, o que chamou a atenção de todos para o herói do momento. — Obrigado.

Palavras lhe faltaram ao perceber que todos lhe encaravam na expectativa de um discurso.

— O que aconteceu aqui foi apenas uma prova de que Nyx não demonstrará remorsos para conseguir o que quer — do nada lhe apeteceu em dizer. — Mais do que nunca, precisamos redobrar nossas atenções e nos preparar para o pior. Obtivemos sucesso nessa batalha, mas a grande guerra ainda está por vir.

Suas breves palavras foram suficientes para empolgar os campistas, que gritaram seu nome de volta, como se o escolhessem como seu líder. Aquela sensação foi estranha, nunca tinha recebido tanta admiração por parte de seus colegas de acampamento, e, de uma hora para outra, passou a ser adorado por estes. Ou pelo menos uma parte deles, já que não sabia o que lhe aguardava de volta no Acampamento Meio Sangue; A pequena reunião terminou, e então o grupo decidiu retornar ao seu lar. No meio do caminho, Daumus explicou como a faca que Abramov havia deixado no meio do caminho lhes alertou da direção que deviam seguir. Como um sátiro, foi fácil para ele guiar o grupo em meio à floresta, logo se deparando com a grande construção que era a arena, e enfim chegando em auxílio na hora certa.

"Obrigado, pai.", agradeceu uma última vez, antes de deixar aquele lugar para trás e partir de volta ao acampamento.

–––––––––––––

Deitado no chalé de Zeus, Abramov se preparava para dormir, mas era impedido por seus outros irmãos, que não pareciam dispostos a lhe deixar descansar sem saber toda a história. Por conta disto, apenas pegou no sono já tarde da noite, quando enfim se viu livre das perguntas e literalmente desmaiou de cansaço. Eu seu sonho, estava de volta ao palácio de Thanatos, mais uma vez sozinho na presença do deus, que andava de um lado para o outro no meio do grande salão.

— E no fim, a morte não lhe alcançou, criança — o deus comentou, ao notar a chegada do semideus.

— Eu a encarei diretamente nos olhos — se lembrou do momento em que seus olhos se cruzaram com os de Nate, antes de matá-lo.

— Profundo até mesmo para mim, devo dizer — tentou brincar, ainda que seu senso de humor não fosse dos mais compreensíveis. — Receio então que esse seja nosso último diálogo.

— Agora que não mais sou um de seus ceifadores — completou, recebendo um aceno positivo com a cabeça por parte do outro. — Não tive a oportunidade de lhe agradecer por isso.

— Não me agradeça. Uma vez lhe disse que não há recompensa em tirar uma vida, e isso ainda é uma verdade. Seu tempo como meu seguidor apenas serviu como uma redenção, além de ter lhe mostrado quem de fato é.

— Então agradeço por isso, por ter me ajudado a me encontrar — se apressou em dizer.

— Não tive nada a ver com isso, ou então sua jornada teria sido em vão. A busca interna de uma identidade só pode ser feita pelo próprio desconhecido, Abramov.

— Nesse caso, obrigado por existir — disparou, com um sorriso peculiar no rosto. — A morte fez eu me agarrar, mais do que nunca, à vida. E a isso sou grato.

O comentário pegou Thanatos desprevenido, que, pela primeira vez desde que conheceeu aquele filho de Zeus, terminou sem uma resposta. — Espero que se lembre disso mais tarde, quando sua verdade for posta à prova.

— Ahn?

— Adeus, Abramov, sua jornada está apenas começando — mais uma vez o deus forçou o fim do sonho, e então a cena mudou.

De volta ao mundo dos vivos, o rapaz se deparou com um de seus meio-irmãos lhe acordando de maneira apressada. Aparentemente, sua presença era necessária na reunião dos líderes de chalé, para que apresentasse os fatos de sua última missão. Tudo que teve tempo de fazer foi tomar um banho rápido, podendo ouvir o roncar de sua barriga, e se vestir para responder ao chamado. Uma bengala lhe auxiliou a andar, visto que mesmo depois de ter passado na enfermaria, ainda era difícil pisar com a perna direita. Conforme percorreu o acampamento, foi notando a mudança do próprio humor com relação às coisas ao seu redor. A luz do sol não mais lhe incomodava, ao mesmo tempo em que uma felicidade repentina preenchia seu coração, lhe fazendo se sentir bem somente por estar vivo.

"Isso é o que chamam de estar em paz consigo mesmo?" Refletiu, até que se deparou com a tal reunião e todo o bom humor desapareceu. "Ou talvez eu não esteja tão em paz ainda."

— Sua chegada é oportuna, Abramov — Quíron estava atrás dos líderes de chalé, que sentavam uns ao lado dos outros na grande mesa de guerra.

— Precisamos ir direto ao assunto, pois acho que formalidades apenas atrasariam a reunião — o líder do chalé de Athena se pronunciou. — Mesmo tendo nos alertado dos perigos de uma armadilha, e tendo salvo nossos aliados, ainda foi ideia sua, antes de tudo, que atacássemos aquela mansão.

Os campistas ali presentes começaram a protestar, como se não gostassem da acusação, o que confortou o Levitz.

— Sim... — disse, sem saber como agir naquela situação.

— Como podemos ter certeza de que isso não foi só um plano de Nyx para por você, um infiltrado dela, junto dos líderes desse acampamento? — a mais nova responsável pelo chalé de Ares quase grita a questão.

— Eu? Infiltrado de Nyx? — uma raiva percorreu seu corpo, diante daquela infame acusação. — Vocês não sabem o que eu tive de enfrentar e sacrificar em prol dos olimpianos. Não ouse abrir a boca mais uma vez para me acusar disso — apontou com o indicador para a garota, que se irritou de volta e se levantou, pronta para revidar.

— Não há necessidade para isso — o conselheiro de Apolo tentou acalmar os ânimos.

— Mas como assim me por junto dos líderes? — enfim se tocou do restante da acusação, não entendendo aquela parte.

— Zeus se pronunciou mais cedo, ordenando que o cargo de líder de seu chalé fosse passado a você, Abramov — aquela informação agitou os campistas, que não conseguiram conter suas vozes e fazerem um tremendo barulho.

— Silêncio! — Elena, líder do chalé de Afrodite, bradou. — Não nos entenda mal, Ab. Mas é nossa obrigação analisar meticulosamente tudo que anda acontecendo. Não sabemos de onde Nyx agirá, e bem, essa ordem repentina de Zeus foi um tanto suspeita.

— E onde está Thomas? — questionou, pelo até então líder do chalé de Zeus não estar presente ali.

— Digamos que ele não aceitou bem essa mudança. Mas não podemos questionar as ordens dos deuses, então...

— A questão, meu caro, é se você aceita o cargo ou não, já que não podemos lhe forçar a isso — Quíron perguntou.

Um silêncio tomou conta do lugar, conforme todos atentaram suas vistas para o rapaz manco. Abramov não soube como se sentir diante daquilo, afinal, era muita informação para processar. No fundo sentia-se contente por ser reconhecido pelo pai, porém, por outro lado, não sabia se era bom o suficiente para o cargo. Instintivamente, seu olhar se cruzou com o de Selena, e, logo em seguida, com o de Daumus. Seus mais antigos companheiros de acampamento acenaram positivamente com a cabeça, lhe encorajando a pronunciar as palavras. Sabia que, mais do que nunca, seus colegas confiavam nele, portanto, tinha de ser corajoso e fazer jus à toda essa confiança.

— Eu aceito — sua sentença foi seguida de gritaria e exaltação por parte dos outros campistas, que, em sua maioria, estavam animados com a novidade.

— Mas isto é um ultraje! — um campista braveja, e alguns outros levantam a voz também contra.

Como se fosse um decreto de firmação de contrato, um raio caiu perto do pinheiro de Thalia, que, mesmo ao longe, foi notado por todos. O rapaz soube de cara o que aquilo significava. Sabia também quem era e como agir, logo, não poderia repensar em sua escolha, ou demonstraria a fraqueza que os gregos não precisavam em momentos de crise.

— Então está feito, Abramov Levitz, novo líder do chalé de Zeus! — Quíron encerrou a reunião convidando Ab para uma conversa a sós.

O centauro salvou o rapaz da pequena confusão que acontecia no pátio por conta da novidade, e aproveitou para lhe explicar, brevemente, como as coisas funcionariam dali para frente. As responsabilidades de um líder de chalé eram inúmeras, mas, agora que não mais fazia parte dos ceifadores de Thanatos, poderia lidar numa boa. Ou pelo menos foi o que preferiu acreditar naquele momento. Sua maior preocupação era decepcionar seu pai, afinal, depois de tudo que passara nos últimos meses envolvendo ele e Nyx, não podia parecer menos merecedor do que de fato era. De qualquer forma, considerando sua perna manca, foi dispensado para descansar pelo resto do dia, e, somente quando voltou para seu chalé, foi se deparar com Thomas.

— Espero que faça bom proveito do cargo — o ex responsável pelo chalé do deus dos trovões comentou, encostado na parede enquanto observava Ab deitado em sua beliche.

— Você sabe que não pedi por isso — respondeu, sem paciência para aquilo. Ele sabia como o orgulho era o pecado capital das proles de Zeus, assim, entendia o ressentimento, mas não podia alimentar aquele tipo de desavença.

— Sei? Até onde sei, você deu a ideia de atacar um esconderijo de Nyx, convenientemente voltou atrás alegando que era uma armadilha, e, para finalizar com chave de ouro, saiu como o herói do dia! — estava claramente irritado com aquilo.

— Então tá duvidando da posição de nosso pai, de Zeus? Se esse é o caso, fique à vontade — se deitou, fechando os olhos para tentar dormir.

— Relaxa, a verdade prevalecerá. Descanse, meu irmão, pois logo mais não poderá dormir em paz novamente — se retirou do recinto, ao fim da peculiar ameaça.

"Bem vindo ao seu primeiro dia como líder de chalé, Ab", ironizou, antes de suspirar e enfim dormir.

Habilidades Passivas - Filho de Zeus:
Nome do poder: Movimentação Aérea II
Descrição: Estando em pleno ar o semideus possui uma movimentação superior a outros semideuses, sendo melhor no ar do que em terra. Como se fosse um pássaro.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +35% de força e velocidade quando o semideus lutar enquanto flutua.
Dano: +30% de dano quando o inimigo for atingido pelos poderes ativos do semideus.

Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você aprendeu que a velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha, e com isso treinou ainda mais arduamente, agora ficou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor. É difícil combater seu herói desse jeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força II
Descrição: O semideus treinou e evoluiu ainda mais e agora consegue carregar ainda mais peso, levantar coisas mais pesadas e efetuar lançamentos com uma facilidade tremenda. Conforme se desenvolveu, ficou ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: O filho de Zeus/Júpiter virou um excelente espadachim, além de atacar e defender com a arma, dificilmente é desarmado, e ainda por cima consegue tirar as armas das mãos dos oponentes. Com a espada o semideus se torna quase imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 35% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Cura Final
Descrição: O semideus conquistou o processo de cura acelerado de forma magnifica, e agora consegue recuperar MP e HP com muito mais facilidade, ao entrar em contado com a eletricidade terá uma parte grande de energia restaurada, além de recuperar parte do seu poder. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos e a cura só ocorre se a corrente/eletricidade que entrar em contato com o semideus seja igual ou menor a 20mA).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 100 HP e 100 MP
Dano: Nenhum

Habilidades Ativas - Filho de Zeus:
Nome do poder: Geração de eletricidade III
Descrição: Nível final do poder. Agora, por ser mais experiente do que quando iniciou, o semideus já domina com tamanha maestria que pode literalmente lançar raios por ai. Os raios não são tão poderosos quanto os naturais, ou os criados por seu pai, porém, eles ainda mantém a característica de serem rápidos e quase impossíveis de desviados.  
Gasto de MP: 100 de Mp para cada ativação da habilidade, seja ofensiva ou defensivamente
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 150 podendo dobrar caso a vítima esteja molhada ou com fissuras na pele
Extra: Nenhum

Nome do poder: Príncipe do Inspirador
Descrição: O semideus sendo filho do senhor dos céus, consegue inspirar certa confiança, é líder, é mais forte. Quando em batalha com aliados consegue transferir parte de sua força para seus aliados, podendo ampliar os sentidos dos campistas em um raio de 200 metros, dando a eles mais força em campo.
Gasto de Mp: 300 Mp
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode aumentar a força dos poderes ativos de seus aliados em 30% e os atributos passivos em 20%, dando a eles uma vantagem de campo.
Dano: Nenhum
Extra: O efeito dura 3 turnos, consegue atingir todos os aliados dentro do raio de 200 metros.

Nome do poder: Invocação de Águias II
Descrição: O semideus crava sua espada sobre o solo, e consegue invocar até 5 águias elétricas para ajudá-lo em batalha. Os pássaros possuem descargas de energia pequena que podem deixar os inimigos atordoados, e permanecem em campo por até duas rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por pássaro invocado.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP por descarga que o passado soltar contra o inimigo, podem liberar até 3 cargas de energia cada. 30 de cada pássaro totalizando 150 HP.
Extra: Permanecem em campo por duas rodadas inteiras, cada pássaro tem 30 de HP, se forem mortos, desaparecem antes.

Nome do poder: Controle dos Ventos II
Descrição: Agora você adquiriu um melhor controle dos ventos, agora consegue criar campos de gravidade negativos e grandes ventanias, que podem erguer objetos maiores, também atrapalha o inimigo ao se locomover em campo, o tornando lento. Sua visão ficara turva, e a dificuldade de acertar algo em campo é grande.
Gasto de Mp: 60 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Dura dois turnos, o semideus não é afetado pela tempestade e pode continuar lutando normalmente, ao contrário do inimigo que fica vulnerável.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Voo IV
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido, desde que se concentra mais ainda tem dificuldade em batalha, e se for acertado, pode acabar perdendo parte do equilíbrio e despencando alguns metros. É bom se manter atento.
Gasto de Mp: 20 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 10 metros acima do solo.

Habilidades Ativas - Próprias/Aulas:
Nome do Poder: Eletromagnetismo I
Descrição: Uma habilidade adquirida sem querer por um raio de Zeus. Através dela, Abramov consegue gerar campos magnéticos ao seu redor dada a afinidade entre eletricidade e magnetismo pela teoria unificada do eletromagnetismo. Diferente do magnetismo, ele não exatamente exerce um controle direto sobre metais, mas pode afetar negativamente todos ao seu redor que estiverem portando metais. Pessoas que estiverem segurando objetos desse material, ou em suas vestes, em qualquer forma e quantidade encontram extrema dificuldade ao lutar contra este filho de Zeus. É como se o metal tentasse escapulir de seu controle, indomável e selvagem, o que prejudica seus movimentos. Opostamente, objetos metálicos em suas mãos são melhor manobráveis de forma positiva contra seus inimigos, já que ele tem controle sobre a energia. Nesse nível o garoto ainda não tem muito controle dessa habilidade e portando, não causa um dano muito grande.
Gasto de Mp: 20 MP para ativar o campo Magnético e +10 MP por turno que ele permanecer ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Inimigos em posse de arma perdem 30% de assertividade em seu manuseio.
Dano: +25% de dano ao ser acertado pela arma do semideus quando os campos estiverem ao redor.
Extra: Necessário nível 79 para domínio dessa habilidade.

Nome do Poder: Eletromagnetismo II
Descrição: Agora o semideus consegue criar pulsos magnéticos. Ativamente, Abramov pode utilizar a habilidade para criar um campo eletromagnético ao seu redor a fim de repelir objetos, obstáculos e pessoas carregando metal. O efeito repulsivo é tão grande que pode jogar, dependendo da quantidade de metal, os afetados à metros de distância, causando dano por impacto.
Gasto de Mp: 40 MP + 10 MP por turno que o campo permanecer ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: A critério do narrador.
Extra: Necessário nível 82 para domínio dessa habilidade.

Nome: Perícia Corporal I
Descrição: Treinar o corpo e a mente para tornar-se um melhor guerreiro é quase que uma obrigação de cada meio-sangue, caso ele deseje sobreviver nesse mundo louco. Assim sendo, depois de uma aula de perícias, o corpo do semideus foi condicionado e treinado para melhorar a agilidade, a esquiva e o reflexo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em agilidade, esquiva e reflexo.
Dano: Nenhum

Armas Utilizadas:
ϟ Espada Neal – Feita de ouro celestial, assim como o escudo, sua lâmina pode ferir tanto semideuses quanto mortais. Tem 90cm de lâmina e 15cm na base que é azul escuro com pequenas pedras lunares, o manuseio é perfeito para filhos de Zeus, quando absorvida a energia de raios a espada fica mais forte. Transmuta-se em um colar em forma de raio.

Kyra


Duplicador de XP ativo, como consta no perfil.





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Re: O Portador da Tormenta

Mensagem por Aurora em Qua Set 13, 2017 11:10 am


Abramov Levitz



Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%
Total de XP que pode ser obtido: 10.000 XP x 2 = 20.000 XP

Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 19%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 19.800 XP

Comentários:

Não sei por onde começar as observações, porque você mantém o ótimo nível de suas postagens e muitas vezes surpreende em relação à criatividade da narrativa apresentada. Você amarrou perfeitamente este capítulo com o capítulo anterior de sua trama, interligou perfeitamente com sua trajetória pessoal de modo que justificasse sua saída do grupo secundário para se dedicar apenas à liderança de chalé, e ainda representou Thanatos de uma maneira perfeitamente coerente e de acordo com o imaginado de acordo com O Filho de Netuno. Sua história foi coerente, criativa e bem desenvolvida. Erros de gramática e ortografia quase inexistentes, apenas algumas coisas de erro de digitação que acabaram passando ou de uso de crase. Mas em tudo, parabéns!

Liderança do Chalé de Zeus conquistada


Observações a respeito da liderança:

Como líder, atenha-se ao descrito neste tópico. Qualquer dúvida, contate-nos por MP. Em caso de interesse de assumir uma das modalidades de aula como instrutor, entre em contato com Athena.
Até o dia 30 de todos os meses, você deve postar na fiscalização de líderes, sob penalidade de perder a liderança caso não o faça.



Atualizado por Zeus


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