The Blood of Olympus
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Let's turn forever, you and me.

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Let's turn forever, you and me.

Mensagem por Eiva Dähl Bouwknech em Sab Jun 24, 2017 11:24 pm


I'll follow you.

Seus pensamentos voavam livres enquanto os olhos cristalinos da prole de Zeus fitavam o espelho embaçado da toalete. Já havia amanhecido e os calorosos feixes de luz solar que passavam pela janela, banhavam parte do corpo úmido de Eiva. Não tinha verdadeiros motivos para ficar ali pensando sobre sua última missão e nem sobre a visita inesperada que ocorreu na última noite, então logo concluiu que aqueles sentimentos circulantes em sua áurea não eram apenas dela.  

Encarou-se como se estivesse procurando sua própria órbita dentro de seu olhar. Desceu os olhos lentamente para seu tórax, escondido de baixo da toalha branca, e os fixou ali por alguns segundos. Angustia, receio e ansiedade eram os sentimentos que afetavam a garota naquele momento.

O ambiente estava quieto e harmonioso, deixando-a confortável para colocar seus pensamentos em dia e se comunicar abertamente com seu irmão. Abaixou o olhar em direção à suas mãos, sentindo os pequenos fios úmidos de seu cabelo acariciarem seu rosto enquanto rodava o anel esbranquiçado em torno do anelar, estranhando o silêncio repentino de sua outra metade que sempre estaria “do outro lado”. "Circe me visitou ontem." Mentalizou a fala da forma mais serena que podia imaginar e aguardou a resposta de Caim, que não veio. "Ela me ofereceu uma vaga junto das feiticeiras. E para Leah também." Afrontou-se novamente no reflexo gracioso, sentindo a ira começar a arder em si.  "Merda, Caim, o que foi?" Bateu a palma fina de sua mão contra à pia de mármore cinza, sentindo o toque gélido da mesma refrescando seu temperamento impaciente.

Sem resposta. E a partir daquele momento, ela concluiu que algo incomum estava acontecendo.

Rolou os olhos, balançando sua cabeça na mesma sintonia em que passava seus finos dedos entre o cabelo escuro. Bufou por algumas vezes, suspirou em outras, sentindo-se completamente estranha pela falta de resposta vinda do outro lado. Caim poderia ser difícil algumas vezes e Eiva o compreendia. Ela realmente o compreendia. Mas aquela situação não era usual.

"Bem, quando quiser conversar e me contar o que há... você pode me chamar." Terminou de desembaraçar seu cabelo no mesmo instante que percebeu as marcas arroxeadas em seu corpo. Os braços, as costelas e toda a extensão de suas costas estavam lesionados. Eiva deu um giro em volta de seu próprio corpo, visualizando-se no espelho com as orbes incrédulas. Uma ardência vergonhosa tomou o lugar da ira, deixando-a preocupada sobre os pensamentos do irmão a partir daquela situação. “Merda” pensou somente para ela, imaginando a explicação convincente e verdadeira que seria obrigatória caso o gêmeo visse tais marcas.

Ela esperava que Caim não sentisse sua aflição, mas sabia que não havia segredos entre eles. Era questão de segundos para a prole de Hades bater na porta do chalé um.




—come on, zero fucks about it
Pretty boys, they didn't teach me things I didn't know, They don't have the thing that I need, but they don't know they don't. You got that old thing about ya, and I can't hide my feels. Pretty girls, they always die out, need another sex appeal. I said come on, zero fucks about it. Come on, I know I'm gonna get hurt;
Come on.

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Re: Let's turn forever, you and me.

Mensagem por Caim Dähl Bouwknech em Dom Jul 30, 2017 2:27 pm



ATO I.
O escravo. Aprisionado pelo temor de alguém tão assombrado quanto você, caro alfaiate. És aquele que em seus melhores momentos, a insanidade lhe vem como a melhor amiga que pode ter. Basta apenas não renegar o carinho oferecido pelo seu desequilíbrio. Abrace-o e seja aquele quem realmente é. Dê boas-vindas ao verdadeiro eu.
O pardo transmitia ao interlocutor mensagens singulares, peculiares, satisfatórias. Traços finos, por vezes rebuscados, indicavam ser criação de homem e não maquina. Este detinha parcialmente a atenção daquele que era guiado por passos involuntários em uma direção pré proposta por deveres já estabelecidos. O áspero de sua palma roçou a familiar textura do papel, buscando compreensão de palavras ali transcritas, enquanto sua mente devaneava por pensamentos ludibriantes. Suspendeu sua desconexa função para então direcionar toda a atenção ao timbre feminino que ressoou em sua mente, o olhar vagou pelo cômodo escuro enquanto escorava-se na cadeira que o acomodara pelas horas que antecederam – Circe me visitou ontem – O ar denso que escapava de suas narinas era audível, dos lábios entre abertos apenas um grunhido escapou e resposta alguma ofereceu a quem lhe exigiu isso, as palavras seguiram-se até que o silêncio fosse exaustivamente dominante.

ATO II.
Ambas as respirações mesclavam-se com a mesma audácia que o calor de seus corpos ousava faze-lo. Ante a jovem prole de Zeus o moreno sustentou um silêncio significativo, as Iris escuras vagaram pelos traços familiares enquanto aquecia-se com o conforto de estar próximo da menor, as orbes tornaram-se mais evidentes quando lembranças nítidas atingiram seu físico o fazendo arfar, dores que não lhe pertenceram tomaram conta de si e – instintivamente - as palmas masculinas despiram Eiva sem que perdesse seu olhar ao tempo que desnivelava suas estaturas até os joelhos estarem sobre o mármore, os longos dedos vagaram pela epiderme alva da irmã sobrepondo as marcas roxas que a corrompiam. Os lábios finos e castigados pelo vento gélido tocaram-lhe, tão gentis quanto o ar quente que escapava entre eles. A risada ecoou o estremecer do corpo feminino, espelhando no garoto um sorriso discreto ao tempo que ele se colocava de pé novamente, permitindo que ela ocultasse sua nudez – Você é muito arteira. – As palavras foram abafadas assim que o corpo do maior foi tomado pelos braços esguios de Eiva, enlaçou sua cintura fina e acolheu-a em um abraço antes de impor um afastamento suficiente para que pudesse vislumbrar suas feições novamente – Estou angustiado, baby girl. Um desejo tem me roubado o sono nesses últimos dias, precisamos buscar por nossa mãe novamente. Podemos entrar? - Girou o crânio para que por sobre o ombro pudesse ver, nada que o alarmasse roubou sua atenção, foi guiado até adentrar o chalé.

Entre os dedos de Caim o papel já castigado pelo tempo, sobre o leito de sua irmã ambos se acomodavam já entregues a uma conversa ao tom de sussurros, ainda que apenas os dois se fizessem presente . – Acho que foi Seth quem traçou essa rota, não consigo entender como ou por que, mas sei que isso tem me deixado inquieto. Podemos sair ao amanhecer, assim não seremos incomodados caso nos vejam vagando pelo acampamento. – Expôs seus pensamentos assim que uma arredia Eiva cedeu aos desejos do semideus, para que então sobre o colchão o sono de ambos fosse amparado.


ATO III.
Suas pálpebras selavam-se constantemente, a visão turva devia-se ao despertar repentino causado por solavancos violentos provindos de Eiva. - Caim, acorde! - A face daquela que lhe roubara da inconsciência se fez presente defronte a si, uma praguejar escapou dos lábios de Caim enquanto o mesmo movia seu corpo amortecido pelas horas de sono. – Tenho uma surpresa para você. - Daquela que compartilhava considerável semelhança apenas um acenar de cabeça foi oferecido como resposta aos dizeres, ambas as mãos lhe foram à face, cobrindo-a e utilizando da pressão das mesmas para desfazer-se da sonolência que ainda o atordoava.
Despertos desfrutaram de uma conversa animada enquanto deixavam para trás o chalé que serviu de abrigo noturno. Apolo já abençoava o acampamento com o imponente astro que aquecia corpos juvenis, estes a embrear pela mata alcançando a parte norte. – Chegamos! – Proferiu em tom animado, decerto que o desejo de aventurar-se tomara o coração de Eiva. Enérgica ela buscava por algo, tal cena incumbiu ao irmão uma confusão momentânea – O que está aprontando? – Questionou evidenciando as duvidas que lhe cabiam, os braços entrelaçaram na altura do tórax e uma ruga formou entre suas sobrancelhas, acompanhava atento as movimentações exageradas da prole dos céus. Ansiosos minutos decorreram até que de entre arbustos irrompesse novas companhias, estas constituídas em um rapaz esguio e uma criatura formidável. – Mas o quê... – Tais palavras proferidas pelo príncipe do submundo, incrédulo pendia a cabeça para trás afim de vislumbrar com exatidão toda a extensão corpórea do eqüino alado que acompanhava quem ele reconheceu ser Henry, prole de Hermes.
- Eu não irei voar nessa coisa – Ainda que se esforçasse para manter o tom de voz baixo, suas palavras soavam ríspidas e altas, nem mesmo a proximidade com a garota conseguia impedi-lo de tal. O relinchar fora sua resposta e um olhar repreensivo recebera do animal que agora parecia inquieto, uma risada provinda da irmã apartou a tensão masculina ali evidente.

ATO IV.
Contrariado pela situação o semideus firmou novamente os pés no chão, tão grato por isso quanto pelo afastamento do cavalo alado que agora recebia de sua irmã afagos demorados antes de despedir-se e alçar voou novamente, decerto rumando para o acampamento meio sangue novamente. – O garoto de Hermes disse o quê? – O timbre masculino retomou uma conversa de horas antes, como se nada a tivesse interrompido, suas pernas ainda fraquejavam graças à vertigem – Alguma coisa sobre como meus olhos são bonitos. – Bufou a prole de Hades antes que uma risada amenizasse os ânimos do rapaz, meneou a cabeça e sustentou o silêncio incentivando que a garota prosseguisse ao tempo que utilizava de sua visão para assimilar o cenário que ladeava os semideuses. De repente tudo silênciou, pasmo ele girava sobre os calcanhares vagarosamente absorvendo as informações ali dispostas, o mundo estava aos seus pés.
No topo da montanha ambos haviam sido deixados pelo eqüino que fora cedido a partir de um acordo selado entre sua irmã e uma prole de Hermes, este – em troca de uma boa quantia de dracmas – havia conseguido não só o transporte como informações cruciais ainda que de fontes desconhecidas pelo rapaz. Caim inspirou lentamente e aos poucos os ruídos tornaram a invadir seus ouvidos até que a voz de sua irmã se tornasse nítida – Caim? Você está me ouvindo? – Sua entonação indicava que a mesma já tentara lhe captar atenção antes, um olhar confuso e as sobrancelhas arqueadas pelo rapaz a fizeram bufar evidentemente frustrada – Estamos no meio do nada, Eiva! Maldito cavalo burro. – Bufou em simultâneo ao afastar dos braços de seu corpo para indicar tudo que compreendia aquele ambiente, irritadiço ele levou as palmas até o crânio e urrou, contra seu peito um solavanco violento o fez curvar tossindo de imediato, as pálpebras selaram-se e repentinamente perdeu-se no mundo reprimido dentro da sua cabeça “Vamos lá, Caim, é minha vez. “ Tudo soou estar em câmera lenta, Seth tomava controle de seus movimentos lentamente enquanto o jovem portador de tal deficiência tentava conter isso “Não agora, maldito” praguejou para si mesmo enquanto recobrava tanto a consciência quanto a calma.
A decisão unânime de vencer aquela descida fora tomada imediatamente, a pressão que comprimia seu corpo diminuía conforme a altura decaia em igual escala, as palmas e solas dos pés sustentavam um equilíbrio que por vezes oscilava, íngreme fora aquele caminho e isto lhe perturbou os ânimos tendo de ser cauteloso conforme avançava em direção a mata que notará estender-se até o horizonte. Sem maiores perspectivas o garoto desejou a todo custo punir aquele que indicara tal localização, depositara sua confiança em um informante de índole tão duvidosa quanto se fazia a fama de seus irmãos. As sombras das árvores os cobriram e o tronco de um antigo carvalho lhe serviu de apoio para que pudesse amenizar a ardência em seus pulmões causada pela ausência de oxigênio, permitiu-se escorregar até que o chão lhe amparasse, pendendo a cabeça para trás e vislumbrando o caminho que percorrerá, incrédulo com o que deixara para trás – Já quer desistir? – Proferiu um semideus de sorriso animado e voz entre cortada, estava ofegante pelo esforço de pouco, acompanhou a movimentação da morena com um olhar pouco atento até que ela sentasse e usasse de seu ombro como apoio para a cabeça, o que lhe fez acomodar-se mais adotando uma postura relaxa perante aquele momento. – Precisamos continuar, temos algumas horas até que escureça.





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saw me.
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Caim Dähl Bouwknech
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