The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

CCFY David Memphis (Promoção)

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

CCFY David Memphis (Promoção)

Mensagem por Gaius J. em Qui Jun 22, 2017 10:13 am


☼ QUICK AS SONG ☼
The last of the bards, the solar tenor


Tudo, absolutamente tudo, resume-se à arte. Qualquer negativa disto é como uma refutação da beleza e sincronia de uma leve e adocicada melodia. O teor inerente de cada nota, entrelaçada com seus versos mais poéticos, tornam-se em um brilho inexpurgado, imprevisível, incabível de qualquer explicação. Tolos arrogantes preferem ignorar o que de mais belo o mundo poder ter, enquanto os verdadeiros audíveis, saboreiam-na com o mais perfeito desejo. Arte, tudo resume-se à arte e nada mais.

— É hora de partimos, David. — murmurou Bobby, a desenrolar-me das cobertas. Com a claridade do dia a ser disposta em minha visão, após o abrir das cortinas. Cerrei o olhar momentaneamente, espreguiçando-me uma última vez.

— Dê-me cinco minutos, para vestir-me. — prolonguei, assentando sobre a beirada da cama. Algumas coçadas aos olhos retiravam a típica sujeira remelenta, que se compunha no decorrer de meu sono.

— Cinco minutos. — proferiu o homem, saindo dos aposentos. A alcunha de Tenor Solar caía muito bem a Bobby Moore. Filho de Apolo e Menestrel de Orfeu, o semideus, que já decaía em mais de cinquenta anos de idade, era um dos mais inventivos e engenhosos dentre seus irmãos e irmãs. Ao que se prezava, no entanto, o bardo era alguém de outrora época, recheada de poucas regalias, o que lhe formou em um caráter massivo.

Uma camisa de linho acinzentada me predispunha sobre o dorso, ao tempo que uma calça de couro escurecido tomava vez sobre minhas definidas e torneadas pernas. Em complete, óculos escuros e uma jaqueta davam contraste ao visual moderno urbanista da atualidade. Loiro, de corpo atlético, pele alva, levemente bronzeada, olhos azuis tão claros como o céu, eu transbordava perfeição ao me avistar sobre o reflexo do espelho. O toque final era percebível em algum colar de prata, que delineava meu formidável peitoral.

Moore preferia suas vestes manjadas e tipicamente rudimentares. Embora amante irreversível da boa arte, o menestrel costumava se apegar a simplicidade, mais que isto, a praticidade de qualquer coisa que poderia lhe vestir. — Para onde iremos? — indaguei, já amontado sobre a garupa de nossa Harley-Davidson, minutos depois de vestir-me e descer.

— Lorde Orfeu necessita de mim em mais uma missão. — pontuou meu meio-irmão, sem delongar a conversa.

Nasci em Los Angeles, em um pequeno bairro afastado do centro. Minha mãe se chamava Eleonor Memphis, era professora de arte contemporânea em um instituto especializado. De veras, jamais soube como ela e meu pai se relacionaram, a própria evitava o assunto sempre que eu questionava sobre quem seria meu progenitor. Tão bela e sincrônica quanto eu, Eleonor me ensinou o sentido da vida e sendo já órfã de pai e mãe, parente algum tinha como família, senão eu. Sendo assim, fixamos-nos um ao outro com o passar dos ciclos lunares. Muito mais me agradava estar em sua companhia, ouvindo sobre os estupendos artistas do passado, que a correr e sujar-me como as demais crianças "normais". Normalidade ao qual poderia ser relativa, ao meu ponto de vista. A beleza da superficialidade é tão singela quanto qualquer outra forma de arte, por assim dizer. Achegar-me a qualquer não amante e apreciador das dádivas conceituais era inadmissível, tolice seria colocá-los em um mesmo patamar que os gostantes das belezas artísticas.

Doze anos era a idade que eu possuía quando Eleonor me foi tirada. Um gigante canibal irrompeu em nossa porta, atraído pelo meu cheiro de semideus, que até então me era desconhecido. Minha genitora batalhou contra ele por meros segundos, antes dele tombá-la contra uma parede. Não fosse por Bobby ter chegado ao local, em funções prováveis, eu estaria a encantar ao próprio Hades. O lestrigão, por sinal, fora um adversário medíocre e singelo para o menestrel, que o sobrepujou em pouca questão de tempo. Tal besta medonha fazia parte de um pequeno bando, que estava a arruaçar nas ruas de minha cidade natal, outrora ocasião, Moore me contara que era missão deste acabar com aquelas feras e por sorte, conseguiu rastrear aquele, antes de tal dar cabo de mim. Sorte diferente, entretanto, havia tido minha amada mãe. Meu meio-irmão ainda tentou ajudar a Eleonor, mas em vão, seus danos haviam sido mortais, embora restava a ela alguma consciência antes de finalmente padecer. Foi o tempo necessário para contar a mim e a Bobby sobre minha ascendência vinda de Apolo, o que no fim acabou não sendo uma surpresa para o menestrel. Cremando os restos da mulher, à minha vontade, Moore me levou sob sua custódia, afim de me treinar e proteger-me, até o dia que me entregaria a Quíron e ao Acampamento Meio-Sangue, este dia, porém, jamais aconteceu, ao tempo que estivemos juntos. Criou-se um vínculo familiar entre mim e o bardo, tamanho era que começamos a viajar juntos por todo o país, quase sempre em missões que Orfeu o ordenava. Sendo Bobby um nômade, tomou para mim sua mesma rotina, ensinando-me sobre tudo que eu deveria saber sobre meu mundo, até então oculto. Aventuras diversas tivemos em praticamente meia década, com algumas ligeiramente mais arriscadas que outras.

Talento me era nato, seria de se esperar. Vocação também há de ser colocada como um tipo de arte, resumindo o mais singelo homem ao mais perfeito guerreiro, arte, tudo resume-se a ela. Naquele dia em especial, saímos de San Diego em direção ao Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Embora não me explanasse sobre o conteúdo de seus afazeres, Moore acabava me dando pista ou outra. Desta vez, um pequeno item, forjado por Hefesto, acabara sendo perdido naqueles bosques, sendo missão dos menestréis o encontrarem e levarem até seu mentor. Devaneei várias vezes em ser um menestrel, a arte em forma de música, a música em forma de combate, a arte literalmente plana e indiscutivelmente bela, não haveria filiação alguma que me coubesse tão bem quanto aquela. Entretanto, Bobby colocava que não me seria possível entrar à aquele grupo ao momento, tampouco utilizar de suas maravilhosas e esmeradas habilidades. Fosse o motivo qual fosse, ainda me seria pleno sonhar em ser um daqueles cantantes e magistrais menestréis.

— Um recanto aconchegante dentro de tal bosque. — coloquei, ao chegarmos em uma pequena cabana, já dentro de Yosemite. Carregando uma mochila às costas, tratei de deixá-la perto de uma das camas. Feita de madeira, a choupana possuía uma televisão velha e um rádio como únicos eletrodomésticos, sendo composta inteiramente de móveis rústicos, porém firmes e devidamente conservados.

— Devemos esperar outros menestréis, sendo assim, vou tratar de colher algo para a janta. — comentou Bobby, com sua camisa xadrez tipicamente a estampar o horizonte. Não nos era incomum encontrarmos outros bardos de Orfeu em nossas aventuras, de fato, era maravilhoso participar e degustar de suas melodias quando estavam reunidos. Aquele tipo de irmandade sobressaía em beleza e magnitude, seus ritmos apurados e endossados, me tamborilavam de alegria. A plena arte que a qual dominavam jazia uma luz em um mundo sobreposto pela ignorância e descrença na própria arte.

O decorrer da noite, porém, se achegava, antes de qualquer companheiro de Moore visitar o local onde estávamos. Jantando algumas pinhas, decidimos partir pela manhã a procurá-los, visto que não era comum serem tão pouco pontuais. Com a escuridão a enfraquecer-nos, seria melhor que descansássemos ao horário. Entretanto, surpresas nos poderiam ser colocadas no suceder daquela noite. Surpresas das quais, mais uma vez, mudariam minha vida em definitivo.

Um barulho estrondou por toda a cabana, despertando a mim e meu irmão. Sequer abríamos nossos olhos direito e já víamos chamas se alastrarem em nossa direção. Instintivamente joguei-me ao chão, vendo o fogo consumir aquelas paredes. — Bobby! — exclamei, com a fumaça a cobrir minha visão. Detrás de mim, um impacto estrondou, abrindo uma pequena passagem, passível para uma saída ligeira. Sincronia era perfeição, acima de tudo, natural, eu atinava que Moore teria aberto aquele escape para que pudéssemos sair, comprovando isto ao encontrá-lo fora do casebre.

— Basiliscos! Talvez sentiram nosso cheiro. — comentou, dando-me um arco recurvo feito de madeira, além de uma aljava com algumas flechas com pontas de bronze sagrado. — Vá até as colinas e esconda-se, eu tentarei distraí-los. — ordenou-me.

Embora fosse contra minha vontade abandonar a Bobby, era apto em confiar plenamente nas suas habilidades. Tal como um verdadeiro artista, o menestrel controlava as situações, como um maestro regulava todos os instrumentos de uma orquestra. Perfeição, Moore era perfeito e não havia o quê discutir. Em passos acelerados, movimentei-me até os pinheiros nos fundos  do bosque, onde pude esconder-me nos arbustos. Gritos e barulhos foram alargados na sequência, ao tempo que mais chamas se vislumbravam no horizonte. O tempo se passou em velocidade, até que tudo se fez em silêncio e nada pôde ser visto. Os gemidos de Bobby foram espreitados em minha audição, me fazendo sair das encolhas e avistá-lo cambaleando um pouco à frente.

— Moore... — sussurrei, indo em sua direção, antes do menestrel cair ao chão.

— Este ataque não parecer ter sido uma coincidência, alguém trouxe aqueles monstros até nós. Provavelmente a caixa de Hefesto é o principal motivo. — explicou, enquanto passava a mão em seu tórax, visivelmente lesado e escorrendo sangue.

— Iremos nos rebuçar na floresta, a ordem dos menestréis deve enviar reforços, por fim. — pus, apoiando-lhe sobre meus ombros.

— Não, consegui derrotar todos os basiliscos, mas não sabemos quem mais poderá nos achar. — complementou, se retirando de meu sustento e colocando-se por sobre uma árvore. — Nestas condições, não conseguirei lutar. Mais que isto, não poderei fugir. — continuou.

— Ora, é de se esperar que cheguemos até a motocicleta antes de sermos alcançados. — sugeri, observando as armas de Moore, outrora disfarçadas como pingentes e relógios.

— Preciso encontrar os outros menestréis, saber o que houve a eles. Assim como você, eles são meus irmãos, jamais abandonaria-os. — recordou-me. De fato, menestréis eram fiéis uns aos outros, devidamente como espectadores da mais bela arte deveriam ser. Se Orfeu colocou que eles deveriam encontrar-nos naquela cabana, eles iriam até lá, a menos que algo tivesse acontecido a eles.

— Tal como vós, não o abandonarei. Haja o que houver, que Apolo justifique-nos. — pus, fazendo Bobby sorrir por um instante, antes de desmaiar.

Escondendo-nos por baixo de um sequoia, deitei Moore perto do tronco, enquanto iniciei uma vigília afim de protegê-lo. Se meu irmão estivesse certo, quiçá estivesse, aquela caixa perdida valeria muito mais do que nossos reles olhos poderiam imaginar. Ainda assim, esperava que o menestrel ficasse bem para que pudéssemos partir de ali. Infelizmente, porém, era de se esperar que o cansaço tomasse conta de mim e os sonhos invadissem minha mente, ao tempo que eu caía em abrupto ócio, como aconteceu passado algumas horas de pouca atividade. Despertando-me, entretanto, ao ouvir barulhos ecoarem dos arbustos, já ao amanhecer. Reagrupando os pensamentos, recordei minha missão principal e logo saquei uma flecha da aljava e apontei na direção à fronte.

— Menestréis aqui. — apresentou-se um dos homens, saindo com os demais detrás da folhagem.

Suspirei em alívio, repousando as costas sobre o tronco novamente. — A arte beneficia aqueles que dela se mantém, caro Bobby. — recostei os cotovelos sobre ele, esperando despertá-lo. Entretanto, seu corpo já estava gélido, tal como um defunto. A morte havia lhe beijado, tocou em seu corpo e o fez adormecer eternamente, tal como perdi a Eleonor, mais uma vez eu perdia quem amava. A beleza da morte, discordasse quem fosse, estava em sua simplicidade e era infeliz quem discordar que mesmo ela, nada mais era que a própria arte.

Certificados de sua morte, o pequeno grupo de menestréis entoou uma linda melodia de descanso, Moore era uma espécie de lenda dentre eles e jazia para uma horda de estúpidos, mas poderosos basiliscos. Viu Bobby o único mal irremediável, a centelha da esperança já não descansava em seu repouso, pôde ver finalmente a última e majestosa arte possível: A morte.

— Se está motorizado, deve partir até o Acampamento Meio-Sangue. Levaremos o corpo de Bobby e suas armas até Orfeu. — aconselhou um dos bardos, a recolher as armas que estavam comigo.

— Bobby acreditava que alguém incitou estes basiliscos a nos atacarem. Talvez a caixa que procuram tenham algo a ver com isto. — coloquei, sem muita bagagem a pôr nas costas.

— Talvez Bobby estivesse certo. O grupo que deveria encontrá-los na cabana foi abatido do outro lado do bosque, com relação ao item, seja quem ou o quê for, conseguiu pegá-lo. — adicionou um dos menestréis, enquanto os demais se olhavam entre si, desapontados consigo mesmos. Um dos melhores integrantes de seu grupo fora assassinado, junto a outros de seus irmãos, sem que tais pudessem fazer qualquer coisa.

— Se realmente existe alguém por trás disto, desejo adentrar neste assunto. — proclamei. Independente de sentimentos aparentes, Moore era meu mentor, não poderia deixar que tal sacrilégio passa-se sem resposta.

— Todos nós sabíamos de sua relação com ele, entretanto se o próprio Bobby nada pôde fazer, quem dirá nós? — deu argumento um dos bardos. — Enviaremos uma mensagem de Íris até Quíron, informando sobre o ocorrido e que você está partindo para lá. Não se preocupe, manteremos você informado. — concluiu.

Nada havia que eu pudesse fazer ali, realmente. Nenhuma escolha me restava, senão ir finalmente até o Acampamento Meio-Sangue, o que no fim não fora tão difícil. Alguns dias sobre a garupa da motocicleta e seguindo as informações que os menestréis haviam me dado, transpassava sobre as divisas daquele Camping. Ao terminar minha breve conversa com Quíron, narrando minha fatídica história, um símbolo brilhante surgia sobre minha testa, Apolo me reclamara como um de seus filhos. Fosse qual fosse meu desfecho, tudo seria em forma de arte e como um verdadeiro artista, eu estava capacitado para aquilo.

Observações:
• Me foi informado que não era necessário uma CCFY com batalha, caso eu não fosse filho dos 3 grandes. Embora o personagem tenha leves aparições em alguns combates.
• A trama do personagem é diretamente ligada aos Menestréis. Como havia um grupo ON na trama do RPG, acredito que não haja problemas em utilizá-los, visto que a trama não descreve nada sobre o sumiço deles ou algo parecido. Embora, obviamente, eles só fazem aparições na trama, sem fugir de qualquer coisa que já tenham feito no ON do próprio RPG. Gostaria de futuramente sugerir a volta deste grupo, já que é um objetivo do meu personagem.
• Alguns furos na história foram propositais. Por exemplo, como Eleonor conheceu Apolo? Se havia alguém a incitar os basiliscos, por que este não deu cabo de Bobby e David, quando estavam desprotegidos? Quem e como este ser poderia ter feito tudo isso? E acima de tudo, o que era a caixa de Hefesto? Na verdade, eu esperava completar estes furos no decorrer da trama do personagem, se assim vocês me permitirem.
• Acredito ter deixado implícito a questão física e psicológica do personagem, mas caso desejem, posso fazer um post a mais detalhando estas descrições.
• Espero ter sido coerente e ficaria agradecido se me permitissem continuar esta jornada. Caso eu não possa utilizar novamente as aparições dos menestréis em minha história, até o grupo voltar ou não, me permitam ser aprovado e darei jeito de evitar colocar o personagem em contato com o grupo novamente. Agradeço desde já.

avatar
Gaius J.
Filhos de Apolo
Filhos de Apolo

Mensagens : 7
Data de inscrição : 20/06/2017
Idade : 17
Localização : Chalé VII (Acampamento Meio-Sangue)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CCFY David Memphis (Promoção)

Mensagem por Vênus em Sex Jun 23, 2017 2:12 pm

Aceito, bem vindo.
2.000 XP + 2.000 Dracmas.



Vênus, love's lady
..
diva, déesse de l'amour et de la beauté
avatar
Vênus
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 1314
Data de inscrição : 16/05/2014

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum