The Blood of Olympus
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☼ Black hole Sun ☼

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☼ Black hole Sun ☼

Mensagem por Sun Hee em Ter Jun 20, 2017 2:34 am



Última edição por Sun Hee em Sab Jul 29, 2017 2:51 pm, editado 8 vez(es)



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Quando estiver

triste... eu serei a

sua luz!
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Sun Hee
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Re: ☼ Black hole Sun ☼

Mensagem por Sun Hee em Ter Jun 20, 2017 3:03 am

A face da noite I

"I'd do anything to have her to myself..."

Quando o mundo parece pesado demais e você não consegue lidar com as coisas da forma como elas estão, o melhor que deve fazer é enfrentar aquilo que te faz sofrer. No caso, eu só queria fugir disso mesmo.

Sabe, eu não sentia a obrigação de ser forte. Diferente de muitos dos meus companheiros, que não vacilavam diante das dificuldades da vida de um semideus, eu me permitia o choro, o desespero e a fraqueza. Eu gritava quando estava com raiva, chorava na frente de qualquer um – desde que eu quisesse chorar – eu batia o pé, eu sorria... Olhar minha face era olhar a minha alma.

Eu era tudo isso, todavia, eu não sabia o que havia me tornado. No espelho, minha face sorria, mas era uma máscara que se encaixava muito bem no meu rosto, apenas. Meu coração estava apertado e angustiado, coisas que eu disfarçava todos os dias, minha luz se mantinha para o mundo, nem mesmo os sensitivos eram capazes de me ver. A aura irisada de mamãe, possibilitava que parte de mim ficasse reclusa para sempre.

Naquele instante, o silêncio da ignorância era o que eu mais precisava. Eu não queria saber se ia ficar tudo bem ou não, eu não me importava com nada disso no final do dia, nenhuma palavra afetuosa me atingia mais.

Já se sentiu completamente vazio? Indiferente ao mundo, como se sua vida tivesse perdido a função? Era assim que eu acordava todos os dias, me esforçando para sair da cama, tomar um banho, por uma roupa e ir sorrir para o mundo normalmente.

A rotina de sorrisos cansa, principalmente quando seu coração está despedaçado por baixo das mentiras que você conta até para si mesmo, tentando fingir que o próximo dia será melhor. Por isso, arrumei minha mala, modesta, coloquei uma meia dúzia de roupas, teleportei uma carta solicitando dispensa para a mesa do centurião da segunda coorte e parti.

Sem explicação, sem dizer para onde, sem mais satisfações, eu só precisava sumir e ver o sol de um novo ponto. Chamei o Yokie, subornei meu unicórnio com alguns torrões de açúcar e pedi para que ele me deixasse o mais próximo possível da cidade. Mas nem mesmo meu fiel amigo iria me acompanhar daquela vez.
Peguei um ônibus, deuses... fazia tanto tempo que eu não me sentia tão comum.

As pessoas entravam, algumas com fones de ouvido e celulares, uns dormiam de cansaço, outros conversavam sobre o trabalho, filhos ou relacionamentos. A vida parecia tão digna vista daquele ângulo. Pessoas jovens discutiam sobre filmes, a maioria sorria ou parecia profundamente entediada. Era bom, não sentir a atmosfera tensa e a aura da sobrevivência, o medo de perdeu um companheiro ou ser o companheiro perdido em missão.

Eu sorri sem perceber, não mais forçada, apenas aliviada.
Sometimes, all we need is just some breath...

Levei cerca de uma hora para chegar à rodoviária de São Francisco, era incrível como tudo ali era movimentado. As pessoas continham uma urgência e um tédio profundo em seus correndo para suas tarefas diárias, para viajar, encontrar parentes ou a negócios...  O mundo acontecia para a maioria, mas se você olhasse mais próximo, se observasse os cantos, os becos escuros, perto das lixeiras...

Para alguns, a vida não tinha mérito. Os ladrões, os esquecidos, os mendigos. Alguns não viam mérito para si, outros não enxerga
vam mérito nos demais, suas auras eram perturbadas, bruxuleavam com a mudança de sentimentos, alguns tinham medo, alguns tinham raiva e tudo o que eu me perguntava era: O que está acontecendo com o mundo? E porque eu nunca havia enxergado você antes?

Comprei passagens para o Canadá, deixei dinheiro no chapéu de um artista de rua e fui iluminada pela sua esperança na vida.

Cube God, made me better, made us worthly.

Esperei o meu ônibus em silêncio, ao contrário das pessoas, eu não tinha celulares ou aparelhos eletrônicos, apesar de meu colar permitir que eu vivesse indetectável, como um humano regular... Eu morava em Nova Roma e não podíamos usar esses aparatos, para ser bem honesta, eu nem tinha contato com essas coisas e já me achava genial por conhecer a Netflix.

Quando o ônibus chegou, levei minhas malas ao bagageiro, cumprimentei o motorista e subi. Dentro do ônibus o clima era um pouco tenso, alguns cochichos entre as pessoas e comentários.

Por alto, entendi que algum passageiro falando que um dos passageiros que havia embarcado em outro lugar, havia desaparecido, deixando apenas um sapato
amassado para trás. Todos pareciam bastante assustados, mas eu não estava muito preocupada. Como saber se isso era ato de um monstro ou um humano?

As vezes somos criaturas desprezíveis, as vezes o cara só fugiu para respirar um ar diferente...
Fosse quaisquer dentre essas opções, não importava no momento.

“vamos descansar, por favor...”

Olhei os telefones e fones e pensei que deveria comprar uma coisa daquelas para mim, quando chegasse na casa de papai, pediria um. Por sorte, o ônibus oferecia uma opção musical, não eram o meu gosto, mas me distraia, também passava um filme. Eu amava filmes, sempre assistia alguns com papai, ai meu pai... Eu estava feliz, em muito tempo eu não via o meu velhinho.

O acento ao meu lado estava desocupado, sem ninguém para conversar, virei-me para olhar a cidade – através da janela – as casas e pessoas passando enquanto eu me perguntava sobre o que faziam, como viviam e o que esperavam da vida.

Meu devaneio durou cerca de 20 minutos, até o ônibus parar em uma estação e uma figura conhecida sentar do meu lado.

Primeiro, ouvi o barulho de alguém se acomodando, então virei – a fim de cumprimentar o visitante – mas fiquei perplexa ao encarar Mephis ao meu lado.

- Eu diria que é destino. – Comentou ele, no rosto um sorriso presunçoso e descontraído. – Porque dessa vez eu juro solenemente, não esperava vê-la aqui. O que uma semideusa faz perdida em um ônibus comum? – Sussurrou ao fim.

Eu demorei de responde-lo. Primeiro, eu fiquei meio atônita com a presença dele, a falta de aura me intrigava, eu não conseguia entender o que ele sentia por trás do sorriso e por mais que eu tentasse negar... cada vez que o via, esperava ver qualquer faísca de cor ao redor, qualquer mínima pista, mas nada. A ausência da minha habitual noção do que alguém sente, me colocava um passo atrás, ao mesmo tempo me provocava um fascínio. O que será que passava naquela mente?

Depois, parei para prestar ao rosto dele, na minha memória “demônio de Nyx que me salvou” era a única descrição que eu mantivera do rapaz. Naquele instante as minhas definições de Mephis foram atualizadas.

Mephis tinha por volta de 20 anos, era alto – mas quem não era alto perto de mim? – Devia ter por volta de 1,80 de altura, os cabelos negros formavam ondas brilhosas e macias, apesar de ser um demônio, seu rosto não era pálido e cadavérico como o da maioria. Sua ascendência indiana – notável em seus traços faciais: rosto quadrado, olhos grandes e profundos – e seu tom de pele escuro, amenizavam a característica forma dos devotos da deusa da noite. Ainda assim, o sorriso dele carregava um aviso de periculosidade, a boca escura, a barba densa e bem cortada e os dentes impecavelmente dispostos e brancos eram um chamariz mortal.

- Senhorita, Sun Hee? – Ele interrompeu meu devaneio.

Corei. Não é fácil ser pego observando uma pessoa fixamente, muito menos quando ela está falando com você, isso é o cúmulo do constrangedor. Se essa pessoa era alguém muito ciente de suas qualidades físicas e atributos atrativos, isso se tornava ainda mais complicado.

- Eu sou livre para andar no mundo humano sem chamar atenção. – Falei enquanto desviava o olhar para a janela.

Do lado de fora, pessoas e casas passavam velozmente a medida que o ônibus se deslocava. O servo da deusa da noite sorriu e puxou meu queixo com os dedos longos e gelados, direcionando meu rosto para si.

- Devemos olhar para as pessoas enquanto falamos, é uma questão básica de educação. – Disse-me enquanto sondava meu rosto com seus olhos negros como dois abismos. – Eu não notei a sua presença, então você tem uma benção que lhe permite ser uma humana, ainda assim vive em Nova Roma... Por quê?

Eu estava vermelha, tentando me obrigar a encará-lo de volta, respirando pesado e mordendo o lábio inferior de nervoso. Eu estava tomando uma bronca por maus modos? Sim estava... mas o que mais me desconsertou foi a pergunta final do rapaz, nem eu sabia por que havia escolhido permanecer em Roma, provavelmente as pessoas que eu aprendi a amar.

- As pessoas que eu amo. – Respondi o mais calma possível.

O sorriso do demônio pareceu se encher de vida, de alguma maneira... na verdade... a sensação que eu tive foi a de que havia dado a resposta certa de um quiz. Mephis, deslizou calmamente os dedos gélidos pelo meu rosto enquanto me observava com uma indiscreta expressão de admiração. Eu encolhi meu corpo, chegando mais para perto da janela e arrancando um riso fluido dos lábios morenos.

- Você é uma peça única, sem dúvidas... Eu poderia listar as milhares de formas mais efetivas de cuidar deles, mas estou a trabalho hoje, não quero passar a essa discussão. Só fiquei com uma pequena dúvida, mas não sei se devo...

Mephis franziu o cenho em profunda expressão de dúvida, observou meu rosto acuado mais um segundo e negou levemente com um gesto de cabeça. Ele, então, virou-se para a frente fechou os olhos, mantendo a posição altiva e descontraída que costumava ter.

- Pode perguntar. – O encorajei, minha curiosidade superava, sem sombra de dúvidas, a timidez.
Ele sorriu como se tivesse esperando por isso.

“Ai sun Hee, como você é trouxa!”

- Sun, onde estão as pessoas que tu ama?

O tom da pergunta era felino, o som das palavras ecoou em meus ouvidos, a pequena semente da discórdia havia sido plantada em meu coração. Por mais que minha mente argumentasse: “Foi você quem saiu”, “Você que não tem contado como se sente...”, meu coração se sentia traído por não ter sido visto através das minhas ilusões e aparências. Vacilei, meus olhos encontraram o chão e uma compulsão pelo choro quase me tomou.

Ao contrário do que eu imaginaria, Mephis não sorriu ou sentiu-se satisfeito de ter tocado a minha ferida, mas calou-se e baixou a voz num tom confortável, quase morno como uma tarde de primavera.

- Sinto muito, eu fui demasiadamente incisivo. – Mas minha mente ainda ecoava “Onde estão?” e a repentina mudança dele fez meu coração terminar de se partir, tentei refrear o choro, mas as primeiras lágrimas escaparam pelos cantos dos olhos, abrindo as portas para as demais que vieram ininterruptamente. Era um choro silencioso e sofrido, sem som, se soluçar, apenas lágrimas e vazio.

Não sei em que momento isso ocorreu, mas senti o abraço gelado, a sensação densa do aperto noturno do servo de Nyx trazia pavor e alívio. Assim como a noite que nos traz calma e medo. Eu deveria ter me livrado do abraço estranho, eu sei, mas a sensação de solidão e medo haviam silenciado e eu não podia tê-las de volta tão depressa. Por mais que eu quisesse negar, era verdade que das últimas três vezes que minha vida havia sido colocada em risco, ele esteve presente e me ajudou de alguma maneira.

Eu perdi a noção do tempo, cochilei de tristeza após tanto chorar e despertei algum tempo depois. Eu ainda estava nos braços do rapaz que não se movera, senão para tirar meu cabelo do rosto e secar as últimas lágrimas. O abraço gélido ainda me confortava quando ele notou que eu acordava um pouco desorientada.

Mephis gentilmente me devolveu para minha poltrona, apoiando meu corpo contra o encosto do meu assento e perguntando se eu queria um copo de água. Envergonhada, neguei educadamente e fui ao banheiro do ônibus.

Não chorei mais, apenas fitei meu rosto inchado no espelho e dei um longo suspiro, estava saindo do banheiro quando senti uma vinha forte enrolar-se na minha perna. Tentei me segurar na maçaneta, mas a força que me puxava era muito forte. A vinha saía de dentro da privada – E sim, constatei isso com um grande “eca!” – como era dia e a luz do sol me iluminava pela janelinha, apenas filtrei um comprimento de onda e cortei a vinha com precisão cirúrgica.

“Meu pai, o que é isso!?”

Outras plantas começaram a surgir da privada, mas eu não tinha certeza do que fazer com elas. Queimei algumas usando fotocinese, mas era algo inútil, continuavam vindo.


Aos poucos, eu ouvi uns guinchos estranhos e – a física não explica como – de dentro da privada saiu uma espécie de planta carnívora. Deuses! Eu não podia
ter um segundo de paz na vida? Conjurei uma espada de pura luz e enfiei no bicho que guinchou alto e ficou maior... Senhor, como aquilo havia acontecido?

O bicho ficou com a língua verde e fez menção de cuspir, coloquei a mão no rosto em proteção, mas pronta para o pior quando um tentáculo negro tomou a minha frente. O tentáculo foi corroído e Mephis, que acabara de emergir das sombras, mantinha uma cara séria de quem sente dor.

O banheiro de um ônibus era pouco espaço demais para duas pessoas e uma planta gigante, não cabia mais nada e mais um pouco estaríamos dentro da planta estranha.

- É uma planta carnívora amaldiçoada, um experimento fora de controle de alguma feiticeira. Venho buscando-a a dias, mas ela não se manifesta na presença de semideuses... – Me explicou, o rapaz.

Mas com meu colar, a planta não notou a minha metade divina e ali estávamos.

- Danos mágicos não funcionarão, ataques energéticos a darão mais força. – Prosseguiu explicando enquanto tentávamos não ser devorados ou novamente atingidos por ácido.

O ácido possuía propriedades venenosas e eu logo descobri isso quando percebi o garoto suar, seu rosto empalidecer e a boca ficar seca.

Meus ataques como filha de Arcus não eram eficazes, e o espaço não permitia que o filho da noite sacasse suas adagas. Eu precisava pensar rápido... mas
Mephis foi ainda mais rápido criando garras longas e cortando a planta que tentou cuspir novamente seu ácido, dessa vez, invoquei um escudo de luz que nos protegeu, mas tornou o espaço ainda menor – se é que isso era possível. – Mephis atacava com as garras e eu tentava protege-lo com o escudo da melhor forma, íamos nos embolando, rolando de lado um para outro, minha flexibilidade e agilidade me permitiam antecipar as decisões de movimento dele e me adequar ao espaço sem deixa-lo desprotegido. Parecia uma valsa romântica, se não fosse a visão grotesca da cena e a ferocidade assassina do garoto.

A planta já estava toda repicada quando o menino abriu uma fenda dimensional, agarrou-a com seus tentáculos estranhos e jogou dentro da fenda, sendo quase atingido outra vez por ácido, não fosse minha rápida decisão de criar uma focinheira de plasma colorido em torno da planta.

-Estranho, mas eficaz. – O demônio riu e caiu por cima de mim, logo em seguida. O veneno o havia atingido de jeito...

Ele era grande demais e leva-lo de volta para a poltrona foi difícil, alguns passageiros nos olhavam assustados, indecisos sobre o que exatamente estávamos fazendo dentro do banheiro. Deuses, as pessoas podiam ser bem chatas as vezes.

Sentei o rapaz na poltrona e ele sorria, sem os tentáculos e as garras demoníacas, parecia frágil e doente... invoquei a luz ao meu redor e a apliquei na queimadura, usando-a como terapia para curá-lo. Isso o assustou inicialmente, mas quando entendeu meu propósito, o menino riu em verdadeiro deleite.

- Quem diria, um filho da noite sendo curado pela luz? Sun, você merece o mundo que estamos preparando para você!

Ele segurou nas minhas mãos e apagou. Viajamos por mais uma hora até ele acordar, a expressão melhor, apesar de ainda fraca.

- Sun. -  Chamou-me e apoiou a mão no meu rosto, observando-me atentamente. – Você precisa avisar o seu acampamento, eu lhe devo isso por me salvar...

Quando na verdade eu havia sido salva por ele...

- Além disso, é desejo de minha mãe e mestre que essa guerra seja justa.

“Guerra!?”

- Sunny, dia 28 de junho, às 2 da manhã, esteja no porto principal da Baía de São Francisco, tome cuidado, vá só para não ser detectada e ouça o que eu tenho para conversar com Nyx. Mostre isso para os seus, pense nisso como equilíbrio de batalhas. Eu continuarei te protegendo, Sol.

Dito isso, ele escorregou para a sombra do assento da frente e desapareceu ali.

“Equilíbrio de batalhas? Do que ele estaria falando?”

Informações:
• Play Play – Play é a sua jogabilidade e sorte melhorada, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 7 dias (uma semana) terá XP dobrado. (20/06/2017).
Habilidades Passivas:
Nível 1
Nome do poder: Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Velocidade I
Descrição: O filho de Íris/Arcus pode se mover em uma velocidade fora do normal, chegando a quase se comparar a velocidade de um filho de Hermes/Mercúrio quando corre pelo o nível ser iniciante. Assim como o deus dos ladrões, sua mãe também é uma mensageira, e por isso é muito veloz, porém, os poderes dos semideuses são um pouco limitados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Pericia com espadas II
Descrição: Suas habilidades estão melhorando, com a pratica e o treino você conseguiu aprender a empunhar uma espada com mais facilidade, e agora consegue fazer movimentos mais rápidos e precisos, suas estocadas também ficaram mais fortes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.


Nível 22
Nome do poder: Agilidade I
Descrição: O filho de Íris/Arcus pode se mover em uma agilidade fora do normal. Assim como o deus dos ladrões, sua mãe também é uma mensageira, e por isso é ágil e se move com tanta graça, leveza e rapidez quanto um beija-flor, porém, os poderes dos semideuses ainda são um pouco limitados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de esquiva
Dano: Nenhum
Habilidades Ativas:
Nível 3
Nome do poder: Criações de plasma
Descrição: Capaz de criar mãos, pés, chicotes ou garras de plasma multi-colorido. Duração de 1 turno.
Gasto de Mp: 20
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nível 09
Nome do poder: Espada de Fótons
Descrição: Uma espada feita de pura luz se materializa nas mãos dos filhos de Íris/Arcus. O alvo quando atingido sofrerá cortes cauterizados como os dos sabres de luz.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: -20 HP

Nível 12
Nome do poder: Escudo de luz
Descrição: Cria um escudo de plasma luminoso resistente como bronze celestial.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nível 18
Nome do poder: Criações de Plasma II
Descrição: Capaz de criar mãos, pés, chicotes ou garras de plasma multi-colorido. Duração de 3 turno.

Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum



Itens:

Colar Unicórnio [Uma correntinha de ouro branco, discreta, com um pingente de unicórnio. Foi encantado com um feitiço para confundir a mente, ocultar a presença e mudar a aparência, fazendo seu portador parecer alguém completamente normal. | Efeito: impede os monstros de sentirem seu cheiro, ou a identificarem como uma semideusa. Aos olhos deles a semideusa simplesmente não existe, passa despercebida, e o mesmo acontece com seres que lhe rodeiam, como Ninfas e Satiros, e inclusive, semideuses. | Ouro branco | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Mágica |Presente de Evie, Encantado por Pandora]

Sangue e Suga [Um par de brincos para segundo furo, que fora banhado em sangue de unicórnio e misturado ao sangue da prole de Iris que foi unificado com uma runa de ligação e selado com um feitiço de invocação. | Efeito: Permite a semideusa invocar seu mascote para o campo sempre que estiver correndo perigo, precisar de um transporte rápido ou de ajuda. Para invocar o unicórnio a semideusa precisa doar uma pequena gota do seu próprio sangue e ativar a magia do brinco.| Ouro branco | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Mágica | Encantado por Pandora]
Mephis, Filho e demônio de Nyx de nível 40:
Ativos:
Nível 18
Nome do poder: Tentáculos Protetores
Descrição: Alguns demônios menores possuem tentáculos com aparência viscosa, que soltam um muco nojento das pontas. Esses tentáculos surgem das costelas do seguidor de Nyx/Nox (seis ao todo), agarram o inimigo e o atiram para longe, o impedindo de atacar o corpo principal do demônio da deusa, deixando no local atingido – onde os tentáculos tocaram – uma sensação de entorpecimento, e causando medo no oponente, pois, o liquido ativa a parte do cérebro que reage ao medo, deixando a pessoa um tanto horrorizada.
Gasto de Mp: 50 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP
Extra: Nenhum

Nível 21
Nome do poder: Garras Demoníacas
Descrição: O semideus consegue fazer suas unhas crescerem, tornando-se afiadas e negras como a noite. Da ponta, o sangue do demônio escorre em gotas pequenas – semelhantes a veneno – quando o semideus perfura o inimigo com suas garras, consegue causar queimaduras internas, fazendo seu oponente sofrer de hemorragia continua.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP por turno (o dano é retirado a cada turno que a hemorragia continuar).
Extra: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Viagem das Sombras
Descrição: As sombras são compostas de um material obscuro e desconhecido. O filho de Nyx/Nox consegue manipular essas sombras durante a noite, a abrir passagens que lhe permitem viajar entre elas. Ao contrário dos filhos de Hades, o filho de Nyx/Nox só consegue ativar esse poder durante a noite, que é quando fica mais forte. (Não consegue abrir passagens para o castelo de Nyx/Nox, e nem para o tártaro ou planos diferentes daquele em que vive).
Gasto de Mp:  30 MP por viagem
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 35
Nome do poder: Fenda
Descrição: Essa habilidade permite que o demônio crie uma espécie de passagem, fenda, para qualquer lugar que ele queira. Isso também permite que o demônio seja capaz de viajar entre dimensões – mas, não lhe mantem seguro – incluindo a dimensão dos demônios, e o tártaro, consegue abrir fendas para o palácio de Nyx.
Gasto de Mp: 100 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Isso permite que ele viaje entre uma dimensão e outra – incluindo para mundos paralelos, a dimensão de demônio e o reino dos monstros (onde eles nascem), mas não garantem a segurança deles.




"In my eyes, indisposed, in disguise as no one knows, hides the face, lies the snake..."

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Como Estou Mephis





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Quando estiver

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Re: ☼ Black hole Sun ☼

Mensagem por Ananke em Qua Jun 21, 2017 5:22 pm

Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência. – 30%

Máximo de: 5.000 de experiência – 5.000 dracmas.

Realidade + Ações – 48%.
Escrita – 20%.
Criatividade/Estratégia+Inteligência – 30%

Total: 9800 (4.900) XP, 5000 dracmas.

Comentários: Tanto Sun quanto Mephis são personagens bastante carismáticos, fazendo com que torçamos por eles e nos apiedemos de seus momentos ruins. Sua forma de narrar faz com que fiquemos preocupados com vocês... Em alguns momentos. Eu descontei um pouco de experiência de você por um motivos simples e que, no fim, não é tão grave assim: no combate, eu não senti tanta a emoção do momento quanto gostaria. Fiquei, sim, preocupada pelo envenenamento, mas não exatamente pela luta. Eu sabia que vocês iam vencer de qualquer jeito, não me fez temer por vocês e nem nada assim. Talvez tomar um pouco de cuidado com isso nas próximas vezes.
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Re: ☼ Black hole Sun ☼

Mensagem por Sun Hee em Seg Jun 26, 2017 2:23 pm

A face da noite II

"I don't belong here, not in this atmosphere..."

Eu estava lá. No dia e horário marcado, nas docas da baía de São Francisco, esperando o mínimo sinal de movimento. Ainda faltavam 5 minutos para as duas da manhã quando, das sombras, Mephis emergiu.

- Não posso dizer que você não é pontual. – Ele comentou com bom humor. – Mas confesso que nós desistimos, a nossa carga ainda não chegou da África. Aliás, difícil te achar mesmo....

Eu estava agachada entre containers, era um bom esconderijo e em qualquer sinal de risco que não fosse Mephis, eu teria a chance de fugir. Na verdade, Mephis conversava de forma animada com um holograma gerado a partir da pouca luz das lâmpadas e eu – sinceramente – ainda estava decidindo se iria até ele ou não.

- Sun, eu queria conversar seriamente com você... – Dito isso, o rapaz fez menção de ajudar o clone a se levantar, mas vendo suas mãos passarem direto pela ilusão, o descendente de indiano riu. – Droga, você me pegou!

Com honestidade, eu ainda estava tentando entender o que havia de tão engraçado em tudo aquilo, se de fato era engraçado... eu sentia tanto a falta de uma aura para analisar, mas não, Mephis era eternamente um segredo.

- Sun, eu preciso te apresentar alguém.

O tom da voz dele caiu um semitom, não precisava ver a aura dele para saber que se sentia nervoso ou culpado, talvez ambos.  Empunhei minha lâmina prismática, eu tinha uma estranha sensação de que eu talvez não gostaria do que estava por vir.

- Não se sinta ameaçada, esse não é o objetivo. – Mephis seguia falando com o meu holograma, sinal que ele de fato não sabia onde eu estava. – Eu sei que você pode me ver e ouvir de onde está, então... bem... essas são as opções que você me deu hoje, não é?

Não movi um músculo sequer, apenas observei o desenrolar do monólogo do filho de Nyx até que ele suspirasse e gesticulasse com a mão, sinalizando para outras três sombras se aproximarem. Eram duas crianças negras, muito parecidas, um casal de irmãos – muito provavelmente – apoiando uma senhora de idade, talvez seus setenta anos ou um pouco mais. A senhora possuía traços asiáticos e sorria animada, olhando para a cara de Mephis.

- Seu poder de convencimento é baixo. – Comentou a menina.
- Ele está se esforçando... – O garoto completou de forma irônica.

Mephis apenas suspirou ante as provocações e curvou-se diante da senhora que riu e mandou que o demônio se levantasse, sentando-se ao lado do container – onde meu holograma estava – com auxílio dos dois irmãos que continuavam sérios e serenos.

- Vejam, é uma garota esperta. Isso é coisa do appa¹ da Sunny!

Primeiro, eu fiquei perturbada, depois eu me controlei. Perturbado era o estado que um inimigo sempre deseja que você esteja. Por isso, eu me aproximei, tentando avaliar o rosto da mais velha, enquanto ela falava.

Assim que eu pude ver – com mais clareza – os traços do rosto da idosa, meu coração foi batendo de forma mais rápida, saltando pela boca e quase me ensurdecendo. Em minha mente, a imagem do rosto dela sobrepunha-se aos retratos de família, aos álbuns... halabeoji ²...

Halabeoji muito pouco falava na sua esposa, a mãe de meu pai. Sabíamos apenas que ela havia fugido de casa ainda jovem, deixado papai para trás sob os cuidados do meu avô.

Na casa dele, não se via retratos da vovó e seu nome era uma ofensa, mesmo em seu leito de morte vovô negava o nome da primeira esposa, tomado de um rancor que levaria para as próximas encarnações.

Eu ainda era muito pequena, ainda morava com papai, aconteceu muito antes de ficar aos cuidados de Lupa, muito antes de me fixar em Nova Roma... eu devia ter acabado de completar 8 anos quando uma senhora de cerca de 50 anos apareceu no velório do meu halabeoji. Estávamos queimando incenso e orando pela alma do meu avô, papai chorava, também meus tios e a segunda esposa do meu avô – madrasta de papai – que nos tratava como coisas a parte e nos culpava pelo eterno remorso e a incapacidade do marido de amá-la totalmente, pois ele ainda guardava, dentro do seu círculo de ódio, o amor pela primeira esposa.

Lembro-me da tensão dispersa no ambiente, a mulher asiática depositou uma orquídea branca ao lado do retrato de meu avô e seguiu até mim, colocando a mão sobre a minha cabeça e dizendo-me algo... algo que o tempo havia apagado da minha memória, que minha lembrança juvenil havia deixado armazenado nos arquivos de difícil acesso e agora, eu não conseguia recordar bem...

Mesmo que eu não recordasse a cena, ainda assim recordava o rosto... onze anos haviam passado, os cabelos – antes negros – tornaram-se brancos, o rosto ganhou rugas maiores e em maior quantidade, a expressão havia ganhado cansaço pela longa vida e o remorso dos erros que se acumulam com o tempo.

Parte de mim já havia entendido o que estava acontecendo, mas a outra parte relutava e mantinha-se em posição de defesa, observando o grupo de demônios.

- Ela não virá. – Comentou o rapaz entediado.

- Eu também não viria. – Emendou a irmã dele.

Tanto Mephis quanto a senhora deram um longo suspiro, o garoto parecia preocupado e um pouco apreensivo, sua expressão era tensa. Ao observá-lo, a idosa abriu um sorriso generoso e solicitou que ele sentasse ao lado do meu holograma. O rapaz olhava para a ilusão, tentando buscar nela qualquer expressão que lhe indicasse como eu estava. Mas o holograma seguia seu papel, olhando para frente e ignorando a presença dos semideuses ao redor.

- Ela entenderá tudo ao seu tempo, Mephis, não se cobre demais. – Disse, tocando o ombro dele.

O filho de Nix, no entanto, permanecia tenso e preocupado, observando o holograma enquanto afundava numa expressão de frustração. Eu queria entender o que estava acontecendo, porém, o risco de aparecer era alto. A parte que relutava ainda gritava – impedindo que eu me manifestasse – mas minha curiosidade imprudente deu a palavra final.

Aproximei-me do cenário, cautelosamente. Minha katana estava de volta em sua bainha e meu holograma desfazendo-se na noite. O primeiro a me observar foi o descendente de indiano, o rapaz olhou para mim com a expressão variante entre alívio e alegria. Os irmãos permaneceram com a mesma cara de tédio de antes, mas a idosa sorriu com a mais calma paz de quem sabia que aquele era o único resultado possível da equação.

- Pequena Sunshine... Deixe-me mostrar algumas coisas...

Assim que a mulher terminou sua fala, vários pensamentos me invadiram, não eram memórias minhas, mas vagavam na minha mente como fosse... era o dia do velório do meu halabeoji. Novamente, a senhora entrava, mas dessa vez, a visão que vinha à minha mente era a dela, não mais a minha visão juvenil.

Entrando no velório, vários olhos me alfinetavam, um olhar de descrença do meu pai e o desprezo dos meus tios e da segunda esposa de meu avô. Seguindo em frente, o retrato do meu avô causou um palpitar de pesar no meu coração, os dedos mais velhos delinearam o porta retrato e deixaram ao seu lado uma orquídea branca. Eu tinha medo e determinação, estava saindo quando dois pequenos olhos chamaram a minha atenção.

Aqueles olhos eram os meus, na verdade, meu corpo mudou de trajetória, logo me vi andando até a mim mesma, meu pequeno rosto tinha um semblante curioso e eu podia ver em mim mesma um aviso de morte.

Era como se eu estivesse marcada para morrer, mas como aquilo era possível se eu ainda estava viva onze anos depois?

- Confie na halmeoni, sim? Um dia vamos nos encontrar novamente.

Eu observava de volta, sem entender muita coisa, quando a cena mudou. Eu estava num lugar escuro, conversando com a deusa da noite.

- Precisamos atrair semideuses para aquela área. – As palavras saíam da minha boca.

Nyx observava calmamente a minha expressão, a sensação de estar perto dela era a mesma de estar no escuro da noite em lugar aberto, um misto de liberdade e medo dos predadores noturnos. A deusa sorriu e assentiu, ponderando o pedido enquanto repousava em sua grandeza.

- Acho justo o bastante, mas atrair os semideuses não irá garantir que sua neta permaneça viva. – Emendou a deusa, sua voz parecia um sussurro noturno preenchendo o ambiente.

- Eu solicitarei permanência dela em Júpiter, Lupa irá abriga-la...

Novamente o cenário mudou, e aquele era um cenário conhecido. Eu e meu pai fugíamos, eu observava de longe enquanto a batalha com o Minotauro se desenrolava, eu corria e empurrava meu pai diante dos meus olhos.

Minha boca repuxou-se num sorriso, quando com o meu pequeno espelho de bolso refleti a luz nos olhos do Minotauro e o filho de Marte desferiu um golpe fatal na fera.

Novamente o cenário mudava, dessa vez, eu conversava com meu pai.

- Eu não vou deixa-la! – Lee Woon Kuk protestava.

- Como pais, muitas vezes teremos decisões difíceis a tomar, Woon Kuk, você prefere que sua filha morra em seus braços ou que viva entre os dela? Sun Hee não pertence ao seu mundo, ela está marcada pela aura da morte e esse será o destino dela se permanecer aqui.

Meu pai tinha os olhos repletos de lágrimas, iria dizer mais alguma coisa quando novamente o cenário mudou na minha mente. No novo cenário, eu estava novamente diante da minha figura infantil, dessa vez a pequena Sun Hee dormia e a marca de morte havia deixado sua aura infantil. As mãos envelhecidas deslizaram pelos meus cabelos e bem atrás da orelha o polegar do corpo em que eu estava, pressionou minha pele. Alguns encantamentos foram proferidos e novamente me vi em meio à troca de cenários.

A deusa da noite observava-me com um interesse sutil.

- Então você silenciou o legado de Melinoe da criança?

Eu concordei com a cabeça e as palavras com a voz da minha vó, saíram pela minha boca.

- Ela já terá muitos fardos para se preocupar, eu espero que ela não se sinta tentada a encontrar respostas sobre mim. Eu agradeço essa habilidade, minha deusa. Serei eternamente grata pela vida da minha família.

Uma última vez o cenário mudou, eu estava de volta ao meu corpo, na baía de São Francisco. As informações fizeram meu corpo fraquejar, era muito para digerir. Meus olhos repletos de lágrimas foram aparados pelo filho da noite.

Senti o abraço confortável do semideus e permiti que meu corpo desabasse em lágrimas, um certo desespero tomava conta de mim e uma única questão assombrava minha mente.

- Por que agora? – Sibilei em angústia e confusão, enquanto Mephis ainda me envolvia num abraço. Meus olhos fitavam a idosa através do espaço entre o peito e o membro que afagava meus cabelos. Muitas eram as questões, como minha avó vivera tanto estando fora de Júpiter? Por que ela só havia reaparecido naquele instante? Tantas perguntas ainda sem respostas...

- Porque Nyx te convida a unir-se a ela. – Halmeoni prosseguiu. – eu tenho mais uma coisa para te mostrar.

Mephis me segurou com mais força, como se já soubesse o que me aguardava, minha mente voltou a navegar em lembranças que não eram minhas, dessa vez – no entanto – as imagens passavam rapidamente pela minha mente, como imagens de um telejornal acelerado.

Mortes, pessoas sofrendo, assassinos, crianças mortas... estupros, cenas de guerra, violência. Racismo, extremismo religioso, fome, miséria. Como um clipe, pessoas diferentes sofrendo nas mãos de outros. Claramente o mundo havia falhado, os humanos haviam falhado.



A pobreza e extrema riqueza se correlacionavam, uns sem saber o que fazer com o que tinham e tantos outros jogados nos braços dos 14 filhos de Éris. Por quê?

Nós falhamos, nós falhamos como humanos, nós falhamos como semideuses, eles falharam como deuses... o mundo tornou-se um lugar de dor e martírio, os campos da punição eram a própria terra. E os deuses? Onde estavam as deidades enquanto o mundo encarava a dor e o sofrimento?
There is no god for us

Eu poderia ter me desmanchado em lágrimas e desespero, mas nem para isso havia forças, eu só podia notar como tudo estava errado, éramos maus e mesquinhos e estávamos nos matando com base em mentiras que elevavam o ego dos deuses. No fim, Nox não estava errada, como eu poderia contradizê-la diante daquilo?

Mais imagens iam surgindo na minha mente, até que a voz de Mephis interrompeu os barulhos de tanques e tiros, choro e grito.

- Basta! – A voz dele me trouxe a realidade, mas meu corpo não tinha forças para sustentar as verdades que vira.
O rapaz me segurava com força, se não fosse isso... bem, de outra maneira eu não conseguiria estar de pé. Eu era como uma boneca de pano largada nos braços do moreno, os irmãos se entreolhavam mudos, minha vó olhava para baixo como quem lamentava o que acabara de me mostrar.

Deuses, eu não tinha forças para pensar, mas eu sabia que não queria fazer parte do mundo da forma como estava. Nesse momento, a noite tornou-se mais densa e todos – exceto Mephis que me sustentava – se curvaram diante da figura que surgia.

A deusa Nox, com seu manto negro e soturno aproximou-se de nós, tomando-me dos braços de seu filho. Sunny ainda era apenas uma boneca maleável nas mãos da forma humana da deusa. O abraço da noite era confortável, protetor e calmo apesar de gélido e obscuro.

- Criança. – Dizia a voz divina. – Junte-se a nós, já é chegada a hora de você atingir seu verdadeiro potencial e lutar conosco por um mundo sem a crueldade humana, sem os caprichos de Marte ou as crias de Éris. Um mundo que não rasteje sob o peso das sobras de Juno, que desconheça a crueldade e os caprichos de uma mulher capaz de humilhar suas próprias crias.

Sim, eu não duvidava que fosse a hora, eu não duvidava de maneira alguma do que Nyx me dizia, dotada de minha última energia eu pedi a deusa.

- Liberte-me do selo que silencia o meu legado, Nox, aceita-me como sua serva. Eu servirei com toda a minha força, até meu último suspiro, desde que proteja as pessoas que amo. – Dito isso, puxei minha katana de sua bainha e deslizei minha mão sobre a lâmina. Não, eu não podia deixar que o destino continuasse

Um corte transversal abriu-se nas minhas mãos, jorrando um líquido rubro, quente e viscoso sobre o manto da noite, estendi minha mão para Nox, meu rosto estava sério, frágil, porém decidido.

A deusa sorriu de forma fria e serena, tocou no mesmo ponto que antes minha vó havia tocado e pronunciou palavras as quais eu não entendia. Meu corpo foi preenchido de forças novas e desconhecidas até então.

Meus olhos tornaram-se negros como a noite e uma onda enérgica percorreu meu corpo, causando dor e espasmos com os quais eu não poderia lutar contra. A própria noite me tinha nos braços e eu não lutava contra isso, permiti que ela tocasse a mão ferida e o pacto de sangue fosse feito.

Tudo tornou-se escuro e me entreguei para a servidão ou para a morte, quem sabe?

1.Appa = Pai
2.Halbeoji = Avô
3.Halmeoni = Avó
Informações:
Habilidades Passivas:
Nível 1
Nome do poder: Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum
Habilidades Ativas:
Nível 17
Nome do poder: Holograma
Descrição: Permite ao filho de Íris/Arcus em questão que crie uma imagem não sólida com cores não verídicas de qualquer coisa . Duração: 3 turnos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Itens:

Colar Unicórnio [Uma correntinha de ouro branco, discreta, com um pingente de unicórnio. Foi encantado com um feitiço para confundir a mente, ocultar a presença e mudar a aparência, fazendo seu portador parecer alguém completamente normal. | Efeito: impede os monstros de sentirem seu cheiro, ou a identificarem como uma semideusa. Aos olhos deles a semideusa simplesmente não existe, passa despercebida, e o mesmo acontece com seres que lhe rodeiam, como Ninfas e Satiros, e inclusive, semideuses. | Ouro branco | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Mágica |Presente de Evie, Encantado por Pandora]

Lâmina Prismática [A bainha desta magnífica espada foi pintada de roxo cromado e é feita de Vibranium, assim como a lâmina, possibilitando à portadora bloquear ataques sem que precise sacar sua espada. O punho da espada é grande e feito em madeira, com faixas roxas, tendo cerca de 30 centímetros, possibilitando um manejo sem debilidade, podendo ser usada com ambas as mãos ou com apenas uma. A lâmina de 73 cm foi forjada com a mistura de dois materiais, o Vibranium e Arambarium, tendo assim uma espessura de 2 centímetros podendo cortar coisas resistentes com facilidade. A lâmina fora energizada com uma Runa de coloração feita por Evie Farrier, fazendo com que a lâmina mude de cor variante a luminosidade local. Também há uma gema contida dentro da "Tsuka", um Topázio real, criando eletricidade ao redor da lâmina sempre que seu portador quiser.  Na ponta do cabo há uma corrente com um pingente de unicórnio colorido | Efeito: Elétrico | Vibranium e Arambarium | Topázio Real | Resistência: Super Alfa| Status: 100%, sem danos. | Mágico | Nível mínimo para manejo: 15 |Forjado por Andrew J. Parker] [Presente de Aniversário de Sun Hee por Samanta Sink]
Halmeoni, Filha de Melinoe de nível 70:
Ativos:
Nível 1
Nome do poder: Projetar Pensamentos
Descrição: Os filhos de Melinoe são capazes de compartilhar pensamentos e palavras através da mente. Ou seja, eles conseguem se comunicar através da cabeça, podendo fazer com que sua voz saia dentro da cabeça de outra pessoa, sem necessidade de falarem em voz alta, seria algo como uma conversa privada, e um monologo. Isso acontece porque eles podem compartilhar sua fala, e seus pensamentos, planos, e outras coisas na cabeça de outra pessoa, mas não são receptores, portanto, se a pessoa não se pronunciar em voz alta, eles não poderão entende-la. Tais proles não leem, e nem invadem a cabeça de outra pessoa, apenas falam dentro dela, e compartilham sua própria essência.
Gasto de Mp: 10 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Memorias I
Descrição: Os filhos de Melinoe são capazes de compartilhar suas lembranças através da mente, eles criam uma espécie de empatia com quem desejam, e passam as imagens para a pessoa, como se fossem dela, compartilhando o que lhe pertence, passando conhecimento e imagens.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum


"I was in the race, the human race. I'm sick of running... sick of running"

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Re: ☼ Black hole Sun ☼

Mensagem por Nyx em Qui Jun 29, 2017 12:31 pm

Aceita para ambos os testes
Recompensas: 3.000 xp + 3.000 dracmas







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Re: ☼ Black hole Sun ☼

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