The Blood of Olympus
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CCFY — Over, over and again

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CCFY — Over, over and again

Mensagem por Joyce Karin Overwhite em Dom Jun 18, 2017 10:48 pm




do you care?
Why did you leave me here to burn?
Você precisa prestar atenção.

O movimento foi rápido demais para ser notado por ela. Ruby prendeu o riso quando Seya lhe deu uma cotovelada entre as costelas, sem força, era apenas um ato de cumplicidade para saber se a amiga tinha visto aquilo da mesma forma que ela.

Madame Silva estava disposta a treinar as meninas, naquele dia. Levou-as até um reservatório natural no centro de uma floresta extremamente verde, sem outras cores para divergir o ambiente se não o marrom. Não existiam flores ou frutos naquela parte. Era uma campina de gramagem baixa no ponto em que se encontravam, longa e larga o suficiente para acomodar um batalhão inteiro e ainda sobrar espaço para dar conforto a cada um. A tenente observou a face inexpressiva da garota caída, que levantava-se de um jeito lento demais para alguém de seu âmbito profissional. Aquilo não era permitido. Golpeou um de seus braços, acertando a ponta do coturno com força entre o antebraço e o cotovelo. Foi cruel.

Esperava uma resposta agressiva, um xingamento tempestivo ou uma expressão raivosa depois daquilo, uma vez que metade das meninas riam de como a recém chegada se portava, e as outras dividiam-se entre sentirem pena e as outras não conseguiam atenção suficiente da tenente, que achava interessante a forma de agir daquela garota. Sabia que ali existia um potencial estrondoso, podia sentir de uma longa distância, mas estava realmente interessada em ver.

Vários hematomas cobriam o corpo da nova integrante do posto militar 129, que atendia por Joyce Overwhite. Todos eles causados por golpes e mais golpes de Madame Silva, que a fazia de saco de pancadas enquanto ensinava fundamentos importantes na busca pela perfeição de seus soldados.

—  Chega por hoje. —  Ordenou que todas tomassem o rumo de seus dormitórios para findarem o dia letivo, mas não aquela garota. Ainda precisavam conversar. — Você irá para o seu quarto, tome um banho e prepare-se para uma conversa em minha sala. Terá exatamente trinta minutos, entendeu?

Joyce cuspiu sangue, limpando o canto dos lábios com a ponta do dedo. Não respondeu verbalmente, e aquele havia sido um erro. A tenente ergueu a mão para lhe esbofetear o rosto, punindo-a pela desobediência, mas teve o punho segurado muito firmemente pela morena, que não hesitou em nenhum momento a executar aquele ato. Soltou de uma forma tão rude - ainda que não tivesse se mexido muito mais que alguns centímetros - que a mulher sentiria o lugar arder momentaneamente. Não seria possível ver uma marca pelo tom de pele moreno dela, mas era de se imaginar que caso fosse alguns tons mais clara, estaria evidente uma bem ali. Algumas das meninas observavam atônitas, sendo as restantes das que já tinham ido embora. Margareth Silva havia sido imobilizada pela primeira vez na vida, dentro daquela instituição. Joyce deu as costas, mostrando sem precisar vociferar ou agir perante os olhos de todos, que era muito mais forte do que pensavam.

A porta da sala abriu-se quase duas horas depois do horário combinado, onde a própria Madame Silva tivera que perder tempo acalmando as garotas, afastando o burburinho e pondo ordem no quartel. Castigou as que tinham ficado com uma série de duzentos e trinta marinheiros, exigindo muito mais que o suor e cansaço. Queria que elas sentissem a dor surgir em cada célula do corpo.

Sente-se. — A morena apontou para o lugar onde a inglesa deveria sentar-se,  a alguns centímetros de sua mesa. — Agora diga-me o que tinha na cabeça para me parar.

Não foi uma pergunta. Joyce sentou, os olhos negros virando-se para ela, fitando-a com desinteresse.

Você espera que eu permita que faça comigo o que faz com as outras? Não se dê o trabalho. Eu posso ir embora e voltar para o lugar de onde me tirou. Não estou atrás de penitências e bons atos mascarados. — de fato, aquela menina era diferente de todas as outras.

A tenente não lhe respondeu. Mergulhou em pensamentos, e viu-se naquela mesma menina, quando tinha sua idade. Alguém tão rude e vazio de expressões, que não acatava ordens ou se doava para banalidades.

Eu tenho um propósito para você, Overwhite. Deveria agradecer por ter sido tirada de uma casa para viciados. Você não é uma.

Isso não quer dizer que você tem o direito de mandar em mim ou esperar que eu sirva de saco de pancadas.

Vendo que o diálogo era um canal impossibilitado - já que ela sempre tinha resposta - teria de tomar outros rumos. Estava com um projeto de aplicação feito a quase seis anos, mas não podia executá-lo pela falta de pessoas aptas. As garotas que treinava, muitas tinham garra para serem escaladas, mas faltava algo. Algo que tinha encontrado em Joyce.

Aprendemos muito com o medo, com a superioridade dos outros à nossa custa. Você não tem ideia do que tudo o que acontece aqui, é para o bem de todas vocês. Não é prioridade acabar com a sua vida, ou projetá-la para outro lado que não seja o de servir para crescer e representar quem você realmente é. — sibilou, abrindo uma gaveta no canto direito da mesa.

A prioridade de vocês é fazer com que os outros acreditem nisso. — A Overwhite era sábia demais para se comparar com as outras, e era exatamente aquilo pelo que Madame Silva buscava.

Quero que faça isso. — puxou o envelope pardo de dentro da gaveta, deixando sobre a mesa. — Estará em um nível separado das outras em campo, mas terá de passar por um treinamento muito mais cruel que ser um saco de pancadas, como diz.

E o que seria este outro nível? — Ela não tocou no papel.

A morena inspirou e expirou cerca de duas vezes, antes de pegar ela mesma o papel e fazer a leitura em tom audível e completamente compreensível para a outra.

O seguinte projeto destina-se somente para quem estiver ciente dos danos causados durante o processo, A sentinela. Nenhuma culpa cairá sobre seus ombros conforme as medidas mais ardilosas sejam tomadas; sabido que qualquer falha de sistema possa causar uma superdotação de sentidos. O acobertamento é parte do protocolo, então será um projeto-sentinela com completa autonomia. As decisões partem do superior em nome do comando, Margareth A. L. Silva, tenente do quartel 776, cabendo a ela tudo o que for preciso para pôr em ordem seu batalhão.

Aquilo tinha sido confuso aos ouvidos da mais nova, que não conseguia fazer ligações sobre o projeto-sentinela com o que havia sofrido por toda a tarde.

Você quer que eu assuma o projeto? — Era a única coisa lógica encontrada nas entre-linhas citadas.

Quero que seja a sentinela.

Um minuto de silêncio se fez presente, ainda que Joyce tentasse entender o que tudo aquilo queria dizer. Passava-se desconhecido de sua representação qualquer coisa benéfica que viesse acontecer dentro daquele manicômio no qual estava instalada, tendo Madame Silva escondido a parte final do documento.

E no que isso muda a minha estadia aqui? — A resposta definiria sua decisão.

Tudo.

Os olhos encontraram um ao outro, numa rixa silenciosa. Joyce não sabia, mas, foi naquele dia que as palavras da tenente realmente fizeram sentido. A mudança realmente equivalia a tudo.






Última edição por Joyce Karin Overwhite em Ter Ago 08, 2017 3:37 pm, editado 1 vez(es)


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Re: CCFY — Over, over and again

Mensagem por Joyce Karin Overwhite em Ter Ago 08, 2017 3:36 pm




Set me free, leave me be
Here I am and I stand so tall, but you're on to me and all over me
O fôlego faltou quase dois minutos e vinte quatro segundos após o mergulho. Os urros de comemoração entre Lorelai e Céline foram tão altos que poderiam ser ouvidos do outro lado da masmorra. Todos os dias desde o escalão para o projeto Sentinela, o trio encontrava-se num ponto em comum, realizando o ritual esportivo por seis horas consecutivas. A prática de várias habilidades seria de grande valor, uma vez que - mesmo com um resquício de cansaço - estariam prontas para atender os requisitos. Especialmente naquele dia, onde representariam pela primeira vez o modelo implantado como teste para realizarem diante dos espectadores selecionados especialmente para a ocasião.

Mal sabiam no que tinham se metido.

Você deve ser metade peixe, não é possível! — Céline resmungou, mas um sorriso rasgava os lábios sempre róseos da francesa.

Concordo com a porcelana, magricela. Isso é impossível, cara! — Lorelai revirou os olhos, a expressão pensativa. — Nós treinamos juntas desde o primeiro dia, passamos o mesmo tempo fazendo as mesmas coisas. Como você consegue?

Joyce esticou a toalha, segurando a ponta. Esperou a australiana passar, estalando o tecido pesado contra as nádegas dela. O barulho repercutiu no corredor, arrancando uma risada das que não haviam sofrido aquele impacto, deixando a atingida p*** da vida.

Já ouviu falar que apesar de um grupo ou seja lá quantas pessoas estarem fazendo a mesma coisa, cada uma reage ao seu jeito? Não tenho culpa se vocês são muito lentas. — Deu de ombros, atravessando o corredor.

Lorelai correu, jogando-se contra as costas de sua inimiga momentânea procurando uma vingança, mas Joyce não era só boa com nado, como também tinha um ótimo reflexo. Desviando no momento exato, gargalhou quando ela chocou-se contra a parede, quase caindo. Céline já tinha lágrimas nos olhos, quando teve que parar e se agachar para não protagonizar uma tragédia com sua própria urina. Eram naquelas horas em que a semideusa ainda em fase de completa ignorância para com suas origens acreditava nas palavras de Madame Silva, onde tudo seria diferente. Estava sendo, mas aquilo era fácil demais. Estavam tendo uma colher de chá muito generosa. As meninas diziam que aquilo era paranóia, que finalmente estavam servindo para alguma coisa grande, mas não era encorajador o suficiente.

Quando Lorelai chutou a porta do quarto para abrir passagem, teve um susto. A tenente aguardava pelas meninas, observando a vista para as masmorras bons metros à frente como se fossem a coisa mais interessante dali. Realmente eram. Nada naquele quarto era aconchegante. Os colchões eram duros - ainda que dissessem que eram qualificados para evitar problemas na coluna - e praticamente impermeáveis; era como se deitar numa pedra coberta.

Sempre agindo com bons modos, Hellthorne.

A tenente esgueirou os olhos negros de uma para a outra como uma águia sedenta, ainda que mais nada em seu rosto tivesse sofrido alguma alteração. A postura das três garotas mudaram quando a posição de sentido fora exigida, obrigando-as a juntarem os pés e retrair os braços para trás do corpo ao tempo em que encaravam um ponto fixo logo frente a elas.

Descansar.

Ainda com os braços para trás, relaxaram os pés, afastando-os um pouco. Nenhuma ousou falar muito mais que o necessário. Lorelai tinha uma má impressão sobre o que aconteceria daquele momento em diante, mas nada disse. Madame Margareth aguardava a hora em que as meninas finalmente teriam suas atenções voltadas para as palavras que tinha a dizer. Estava irradiando felicidade, uma vez que era o grande dia para expor o projeto que tanto almejou.

Vistam-se com isto. — Apontou para cima da cama de Céline, mais próxima da porta do que as outras duas. — Dirijam-se ao pavilhão 3C, direto para a sala circular A12 assim que terminarem. Hoje é o grande dia, não me decepcionem. Caso contrário, sabem que vai vir como consequência.

Sim, senhora.

Em uníssono as vozes combinaram-se perante a ordem deixada. Viram o sorriso branco surgir na face dela, a pele negra leitosa e brilhante, como se combinasse com seu estado de espírito naquele dia. Ouviram tiros em seguida, informando o início do que estava prometido para aquele dia em questão. As três estavam cientes do que aconteceria, mas não sabiam se existia preparação o suficiente para executarem as atividades que - na verdade - não estavam sendo esperadas por elas. A ruiva fora a primeira a se posicionar diante da roupa, erguendo a veste quando a tenente deixou o aposento para dirigir-se ao lugar indicado anteriormente. A cerimônia começaria no exato momento em que as três pusessem os pés lá dentro.

Isso é… Uau. — vociferou, enquanto as outras duas observavam o preto dominar. Vestiriam uma calça, uma camisa de mangas longas com diferentes bordados na frente de cada uma. Eram animais. Uma cobra, um leão e uma águia.

Em cada camisa existia uma plaquinha de metal pregada a ela com o nome de cada garota. Joyce havia ficado com a camisa de leão, bordado em um cinza escuro, quase preto. Por cima, usariam uma capa também negra que encobria todo o corpo das três, menos a cabeça.

Se entre-olharam, jorrando brincadeiras e barulhos que assimilavam-se entre os animais estampados, aproveitando os últimos momentos de paz que teriam. Estavam deslumbrantes, uma hora depois. Lorelai possuía um brilho próprio que incendiava qualquer um que pusesse os olhos nela. Toda de preto era como uma missionária da beleza mais gritante já vista, quase como a verdadeira deusa de qualquer mitologia. Céline era a personificação da vida em si. Tudo nela chamava atenção. Os fios cor de fogo, os olhos verdes grandes e expressivos.... Enquanto Joyce era o próprio temor em pessoa. O rosto pálido de traços bem definidos lhe dava um beleza incomum e os olhos voltavam-se para ela facilmente, mas em nada tinha a ver com suas feições. Quando chegaram frente as grandes portas da sala oval, ouviam as palavras soadas lá dentro. Três guardas entregavam um bastão comprido para cada uma das garotas. a cabeça de cada bicho estampado em suas camisas no fim, em prata pura. Antes de entrarem, um copo de água foi oferecido ás três.

Deram de ombros, adentrando a sala quando foram permitidas. Nunca haviam entrado com ela daquele jeito, parecendo um centro tecnológico de outro mundo. Ao fundo, uma arquibancada que ia de um lado ao outro deveria comportar mais que mil pessoas, todas vestidas de branco uniformemente. Lorelai ia mais a frente, com Joyce em sua direita e Céline pela esquerda, até que subiram alguns degraus, alcançando o que seria o solo da grande arena ali dentro. Não faziam ideia de que existiria um público.

Isso é muito estranho. — A loira sussurrou, sem mover os lábios de forma atrativa para os observadores.

Aquela pequena frase era a voz dos pensamentos da morena á direita, que cercava todo o perímetro com os olhos. Madame Silva encontrava-se diante de um andar a cima da arquibancada, como uma cabine protegida por uma parede de vidro grosso. O mesmo que protegia os observadores. Percebeu quando o brilho de um dos refletores bateu contra a plaqueta com o nome de Céline refletiu para aquela direção, fazendo um pequeno feixe de luz desviar para a direita ao colidir com a parede invisível.

Estas são as escolhidas para A sentinela. Apresento-lhes Lorelai Johansson, a cobra. Céline Merriwater, a águia e Joyce Overwhite, o leão.

A voz vinha do homem ao centro, no mesmo comporte em que se encontrava a tenente Silva, onde todos vestiam cinza. Nunca tinham visto ele pelo perímetro que cercava aquela fortaleza. Seu cabelo era branco, como sal, e sua pele corada. Os olhos eram grandes e marrons, a boca com curvas côncavas alienava o rosto, assim como os dois dentes maiores, que realmente valiam aquelas palavras. Eram muito grandes para sua boca, dando-lhe um ar de um.... Roedor. Ainda Instantaneamente a morena o apelidou de homem-rato. Ainda sim, ao contrário do que se poderia pensar, ele não tinha nada de engraçado.

Todos os testes foram realizados, e fora designado ao superior, a formosa Margareth Silva, que designasse três de seus melhores soldados para a próxima fase, deixando-os em quarentena por três meses. Hoje é o grande dia, onde deverão mostrar que realmente se adaptaram ao programa Sentinela e farão pequenas demonstrações do que sabem fazer. — Os vestidos de branco anotavam coisas em blocos transparentes, feitos de pura tecnologia. — Por favor, meninas, aproximem-se um pouco mais. — ele sorriu, e Joyce sentiu uma pontada de nojo no estômago.

Do outro lado dele, um homem de cabelos acinzentados e olhos tão azuis quanto o céu de um dia ensolarado encarava cada uma delas com tanta seriedade, que por um instante poderiam compará-lo a uma estátua. Em um devido movimento, ele aproximou os lábios finos da orelha de Madame Margareth, cheia de frufrus para a ocasião, e sussurrou-lhe alguma coisa que a fez lhe olhar com um sorriso pesado. Céline pigarreou, trazendo a atenção de Lorelai e Joyce. Sua expressão era a de quem tentava se concentrar, as sobrancelhas unidas para logo os olhos se arregalarem em demanda espontânea. Segundos se passaram, com ela encobrindo os lábios com pequenas tosses, enquanto Lorelai e Joyce trocavam olhares. Uma tosse forçada fez com que sangue respingasse para algumas direções, saindo da boca dela. Ao mesmo instante, uma bancada ressurgia.

Veneno!

Joyce deu o passo seguinte, segurando os ombros da ruiva, que começava a tremer. A morena deixou o corpo repousar sobre o chão, segurando os braços com as mãos, subindo em suas pernas para imobilizá-la. Tinha que conter o sangue de alguma forma, para impedi-lo de entrar por outras cavidades e espalhar a contaminação mais rápido do que agiria sem aquele auxílio desnecessário. Lorelai correu para a bancada, as mãos tremendo enquanto via os frascos nomeados com escrita alemã, apenas para dificultar o processo. A língua era uma das aulas listadas para fazerem na quarentena, e ainda que estivessem afiadas, não tinham visto nenhuma serventia para aquilo. Até o presente momento.

Não teve dificuldades em encontrar o frasco, mas quase o derrubou no caminho de volta, quando duas lâminas ergueram-se de uma abertura no chão, cortando o ar muito próximo do piso da arena. Desviou de uma, o cabelo ficando suspenso no exato momento em que a segunda passava e o giro era completado pela loira, que perdia parte dos fios dourados e parte do manto, sendo cortados pela afiada lâmina. Tinha lançado o frasco, que quase escapulia de sua mão.

Joyce, pega!

Tendo que agir conforme o impulso requeria, jogou-se ao chão, esticando uma das pernas para derrapar e apoiar a ponta dos dedos bem quando as lâminas apareceram. Fez um pulo horizontal, jogando o corpo para cima ao apoiar as mãos no chão para escapar das duas lâminas e segurar o manto, o frasco passando por baixo de seu corpo enquanto o girava para o sentido contrário. As lâminas baixaram-se e sumiram em tempo recorde, enquanto Joyce pegava o frasco e retornava para perto da ruiva caída, abrindo-o e despejando sobre seus lábios. Os movimentos acrobáticos das duas foram avaliadas, enquanto a única preocupação que tinham era a de fazer Céline parar de por sangue para fora. Continuou deixando-a imobilizada, quando, viu hastes gigantes penderem do teto com agilidade, fazendo um barulho ensurdecedor no processo. Lorelai jogou-se para a direita e Joyce teve de se levantar as pressas, antes, chutando o corpo da ruiva para o lado. Fez o possível para se afastar, caindo para trás quando viu o impacto de um grande pedaço de madeira - que estava sendo suspenso pelas hastes - colidir contra o chão numa pancada violenta.

O maior impasse veio em seguida. Com a pancada, os corpos moveram-se para alguns lugares. Joyce e Lorelai foram mais para trás, enquanto Céline era jogada de lado. Bem quando o pedaço da madeira retornava, ainda com mais força. O grito da loira foi o que se ouviu, enquanto Joyce abria a boca, num espasmo de espanto que gelou seu corpo. A ruiva acabava de ser esmagada, despedaçada e espatifada pela madeira. As lágrimas brotaram de esguelha nos olhos negros, enquanto Lorelai pegava impulso para correr. Joyce foi mais rápida, segurando-a com tanta força por um dos braços, que conseguira senti-lo por baixo do manto picotado dela. Enquanto prendia os braços ao redor da amiga, os olhos negros viraram-se para a comporta onde o homem-rato estava.

A mais fraca acaba de sucumbir. Agora, a melhor parte. — os olhos dele encontraram os de Joyce, fazendo-a arrepiar-se até o último pelo do corpo quando a frase seguinte deixou-lhe os lábios. — Vamos ver quem sai viva. Preparem-se para a grande luta! Apenas uma de vocês será A sentinela. Aquela que sair viva, é claro.

As duas tiraram suas atenções das respectivas partes para as quais olhavam e se encararam. Lorelai, pálida e com o rosto marcado pelas lágrimas sentia o sangue sumir de seu corpo, enquanto Joyce sentia sua alma queimar o corpo, de dentro para fora. Aquilo não estava certo. Olhou de volta para o comporte, procurando por Madame Silva. A negra lhe observava com um sorriso presunçoso, assentindo, como se dissesse "Eu acredito em você," Uma mão robótica surgiu de uma das passagens ao lado da arena, e a Overwhite teve que segurar o espanto quando Lorelai petrificou e um estalo elétrico fez-se presente na região do pescoço dela.

Um estímulo para valer a pena, criança. — Os olhos da loira reviraram, ficando esbranquiçados repentinamente. Quando retornaram aos orbes, tinham um tom diferente do simplório e límpido azul de sempre. Estavam quase pretos.

Quando fitou Joyce, um rosnado saiu de seus lábios. No instante seguinte, estava correndo em sua direção. A intenção? Ficou clara quando pulou em cima da morena, golpeando com a força bruta, tirando sangue de seu nariz. Rapidamente levou as mãos para trás, em seu pescoço, levando um pequeno choque quando a ponta dos dedos encontraram o pequeno chip implantado ali. Ainda tentou puxá-lo enquanto recebia mais um soco. E quando o fez, sentiu a força da amiga triplicar. Ouviu o estralo do nariz quebrando, a dor aguda fazendo-a impulsionar os joelhos e afastá-la ao jogar seu corpo para qualquer lado, longe de seu alcance por alguns segundos. O sangue escorria como uma cachoeira do nariz de Joyce, que se negava a bater nela. Lorelai, por outro lado, atacava com investidas perigosas. Agora, vendo o chão se abrir e uma dupla de lâminas de pequeno porte se mostrarem disponíveis ao uso.

Atacou, obrigando a semideusa ainda desprovida de reclamação ou qualquer contato com o acampamento a se esquivar. Ainda equiparou os movimentos, segurando-a pelos braços quando conseguiu uma aproximação segura depois de desviar de dois golpes seguidos. Deu-lhe uma rasteira, depois de ter desarmado uma de suas mãos, capturando uma das lâminas com o feito.

Lorelai, o que está fazendo?

Conseguiu falar, o rosto imóvel, o terror combinando com o brilho expansivo nas íris escuras.

Matando. Você!

Aquela voz pertencia a sua amiga. A mesma pessoa com quem vivera três meses de diversão, fora os dias de confinamento muito antes de serem as escolhidas para conviverem na quarentena.

Essa não é você! Reaja!

Encorajou, mas não tinha jeito.

Essa sou eu. A verdadeira Lorelai. Com raiva da garota que sempre foi a favorita. Você! Sempre se mostrando melhor, sempre saindo na frente. Acha que algum dia eu quis ser a sua sombra? Eu sou melhor. Vou provar isso. Vou ser A sentinela e você vai morrer.

Joyce chegou a olhar para trás, onde Madame Silva estava. A mulher tinha um rosto repleto de seriedade, agora. A negra negou com a cabeça, desviando o rosto dela.

Não adianta, ela não vai poder defender você. Ninguém pode.

No segundo seguinte, ela correu. Joyce, que percebeu não ter jeito, fez o mesmo. Era a hora da luta entre gigantes. O som de lâminas rangendo uma sobre a outra, provocando um cântico antigo em memória aos bárbaros nórdicos selvagens, iniciou-se a batalha final.








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Re: CCFY — Over, over and again

Mensagem por Joyce Karin Overwhite em Ter Ago 08, 2017 8:51 pm




I feel it in my bones
Enough to make my system blow. Welcome to the new age
Os olhos negros da maior esboçavam nada mais que confusão. Sabia que ali, em sua frente, não havia mais nenhum resquício da Lorelai com quem conviveu por três meses. Todos ao redor demonstravam fileiras de dentes extremamente brancos, enquanto já não mais faziam anotações. O teto da Cúpula rangeu, trazendo a atenção da morena para cima, a tempo de ver todas as conjunturas daquele recinto tornarem-se paredes transparentes de um completo nada. Agora, verdadeiramente encontravam-se numa arena ao ar livre. Tantas outras pessoas estavam ali, diante do que se seguiria, e ela só podia confirmar que não tratava-se de algo bom ou simplesmente aturável. Duas batidas fortes soaram, como se um tambor em tamanho gigantesco iniciasse um ritual, fazendo-a olhar de volta para Lorelai, que portava um sorriso fino entre os lábios róseos.

É isso o que eles querem, Lorelai. Não faç-

É o que eu quero também, Joyce! Não tente mudar isso com qualquer outra coisa. — Interrompida pela loira - que já permanecia ciente do que deveria fazer perante aquele momento, não pouparia palavras. — Você não faz ideia do que tive de suportar durante todo esse tempo.

Com passos para frente, a loira apontou para o corpo que agora era jogado para o lado por uma mão mecânica gigante, fazendo com que Céline se parecesse com um grande saco de lixo sendo descartados num lugar qualquer. A falta do que fazer diante daquilo lhe provocava um sentimento de impotência e inutilidade, mas aos olhos dos apreciadores daquele massacre, Joyce tinha o perfeito posicionamento para o perfil que procuravam. Estavam mais próximas, agora que a morena começou a andar numa linha vertical, sempre em frente, como se aquilo lhe ajudasse a pensar no que fazer. A verdade é que aquele gesto lhe levara a vislumbrar o corpo da ruiva, com pedaços faltando. Abaixou-se para pegar o frasco que tinha lhe dado, vendo o pequeno adesivo com o dizer em alemão, lendo-o com clareza. Gegenmittel. Antídoto. Estava desprendendo na ponta direita, e não pensou duas vezes para puxá-lo e ver outro dizer ali embaixo, camuflado. "Venom Viper." Veneno de Víbora.

Ela sabia. Lorelai sabia e agiu para acelerar a morte de Céline. Aquilo passou a despertar a fúria até então adormecida dentro da morena, que a encarou com nada mais que duas pérolas negras pêndulas na face. A loira sorriu.

Você não vai sair daqui. — Ouviu de Joyce, a quem deu passos para frente, agora na horizontal e para mais perto dela. — Não com vida.

Madame Margareth sorriu. Aquela tramóia havia sido perfeita para motivar o que realmente queria que acontecesse. Todos esperavam por uma demonstração objetiva e muito clássica do projeto A sentinela, e caso não houvesse derramamento de sangue daquele lado da arena, aconteceria pelo outro, onde ela estava. Uma carga de impulsos cerebrais eram lançados contra Lorelai, que esboçava um sorriso presunçoso em provocação ao que tinha acabado de escutar. Joyce sentia os ossos vibrarem com uma energia que para ela era nova e completamente nociva. Sentia o coração acelerar e os pensamentos nublarem de uma forma tão sombria, que quase não se reconheceu.

É claro que você conta com seu ego para isso.

E veio o primeiro golpe. Lorelai ergueu a perna direita, chutando o estômago de Joyce com força o suficiente para derrubá-la, mas a morena era forte, apesar de magra. Cambaleou alguns passos, mas nada que baixasse sua integridade física, o que lhe dera um curto espaço de tempo para se defender do próximo movimento. Ao pousar de volta o pé na base, Lorelai ergueu a mesma perna, dando um giro no próprio eixo, cortando o ar com tanta força que para os que olhavam de longe, era praticamente impossível de sair do golpe sem recebê-lo. Os patrocinadores não desviavam os olhos daquela cena épica, bem quando a morena erguia os dois braços e impedia o golpe ao segurar a perna daquela que considerava íntima. A resposta da ação veio quando, num gesto calculado, Joyce puxou a perna para frente e exerceu pressão sobre o joelho da loira, derrubando-a.

Todos colocaram-se de pé quando o queixo do Leão apontou para a Cobra recaída. Um rugido unânime se fez presente quando todos gritaram em animação para aquilo. Joyce não desviou o mar negro preso nas íris, enquanto Lorelai irrigava ódio, levantando-se com certeza de que deveria redobrar a atenção.

Pode apostar que sim.

E pela primeira desde que havia entrado para aquele lar de animais selvagens, Joyce exibiu o mais fino - e frio - sorriso. Percebendo que conversar apenas levaria sua vida ao fim pelas mãos de uma ex amiga, resolveu que agir era o melhor. Bastou apenas sentir o vigor correr pelas veias para saber que já não se importava mais em machucá-la. Via nos olhos avelãs que aquela era realmente sua vontade. A vontade de todos que esperavam por sua vitória.

Argh!

Ao mesmo tempo que um novo contra-ataque partia da loira, os que vestiam cinza e observavam tudo pela Cúpula de vidro trocavam palavras e olhares, outros anotavam mudanças drásticas que viriam a ser feitas com o fim daquele dia.

Ela tem o que nós precisamos. — O cara de Rato sorriu. Era quase como um roedor prestes a pôr a mão no maior queijo do mundo.

Você ainda não viu nem metade do que essa menina é capaz, Wilhelm.

Lorelai socou o ar, com intenções de acertar a face petrificada de Joyce, que desviou sem precisar movimentar mais que alguns centímetros da própria cabeça, vendo o braço da jovem resvalar no ar e causar uma brisa gélida conta sua derme. Bastou dar-lhe uma rasteira e empurrá-la pelas costas quando o corpo esguio daquela que havia sido nomeada como A Cobra alçou voo, causando uma colisão séria contra o chão.

Algo me diz que isso muda hoje, Margareth.

Joyce ergueu a perna para exercer um grande pisão que atingiria sua coluna, mas a loira finalmente mostrou não ser tão fácil de se abater, quando usou a própria condição térrea para dar o mesmo golpe sofrido, aplicando uma rasteira no Leão, e ainda que o corpo passasse por um complexo de dores em sequência, novamente ergueu a perna e lhe acertou com o calcanhar no estômago. O gemido dolorido escapou dos lábios róseos, que ao mesmo tempo rugiam como um verdadeiro rei da selva.

Não conte com uma vitória antes do tempo. — os cabelos dourados eram jogados para a lateral do rosto, enquanto Lorelai se arrastava um pouco para longe e se levantava.

A futura prole de Thanatos manteve-se no lugar, braços e mãos mantidas longe da área atingida. A dor era um turbo extra e a morena aproveitava qualquer traço de oportunidade para agir em função da sensação de que poderia ser altamente destrutiva. Uma lâmina fora lançada para cima, em direção de onde ambas estavam, mas a vantagem caiu em mãos da que estava de pé, o que tornou a situação mais preocupante.

Joyce teve que bolar no chão para desviar da lâmina de punho que cortava o ar em sua direção, sentindo toda a região do quadril pedir por atenção médica antes que um agravante ocorresse, mas aquela não era a hora para pedir uma pausa e tinha que se virar da melhor maneira. Apoiou-se na parede invisível, que projetou um tipo de interferência quando espalmou a mão direita. Uma corrente elétrica percorreu a ponta de seus dedos e uma pequena descarga de energia fora sentida, o que indicava uma nova condição adicionada. Estavam presas, literalmente, até o fim da luta.

A lâmina raspou contra seu ombro, quase perfurando, se não tivesse agido no tempo certo. Desviou do golpe e da parede invisível, praticamente dando uma cambalhota para trás. Não tinha nada elegante ou gracioso naquele movimento, mas não era bem por aquilo que estavam ali. As mãos abriram-se contra o chão, empurrando-a para cima, conseguindo cair sobre os próprios pés. O próximo alvo fora o próprio rosto, sentindo a lateral afiada da lâmina abrir um corte em sua bochecha direita, fino, mas que arderia o suficiente para incomodar, já que havia conseguido desviar a tempo de um estrago maior ser provocado.

Uma sequência de golpes foram trocados, Joyce mais na defensiva do que outra coisa, enquanto Lorelai atacava com tudo o que tinha. Alguns novos cortos enfeitaram os braços e rosto, até mesmo os lábios, da morena. O Leão, mostrando-se em completa resignação perante aquela guerra desnecessária, resolveu que se era para provar o seu valor, deveria agilizar as coisas e evitar uma fadiga que não era desejada. Os músculos doloridos pediam atenção, os cortes nos lábios deveriam receber cuidado antes de infeccionar ou coisa do tipo.

Vamos acabar logo com isso.

Quando se ergueu, imponente e cheia de uma confiança que vinha sabe-se lá de onde - mais tarde descobriria tratar-se de seu sangue divino ocasionando num primeiro estímulo para a descoberta de sua linhagem olimpiana - Joyce caminhou na direção da loira, que viu nela o espelho de um medo tão violento, que praticamente congelou no lugar. Tentou mover-se num ataque rápido, mas conseguiu ser bloqueada quando a lâmina encontrou o braço direito da morena, que apesar da massacrante dor de tê-la fincada na carne, tinha a radioativa força para derrubá-la sem uma brecha para mais ladainha. A expectativa cresceu quando segurou-a pelo braço, trazendo o corpo esbelto para o próprio, deixando Lorelai de costas e sem ação. Derrubou-lhe sem esforço, apenas num quesito visual é claro, e sem mais….

Passou a arrastá-la no chão. De rosto para baixo.

Os gritos foram imperdíveis, e podia-se ouvir até mesmo a risada maquiavélica do Cara de Rato, que aplaudia a ação de pé. Joyce passou a correr, e ainda que tivesse de sustentar o peso do corpo sendo arrastado, lidava com as tentativas de levantar-se que Lorelai constantemente implementava. Mas não tinha espaço para aquilo, a morena corria rápido demais. E só parou quando ouviu o quase inexistente zunido da corrente elétrica que corria através da parede invisível, jogando-a pelos cabelos de encontro ao muro que lhe provocaria um choque. Quando a soltou, retirou a adaga do braço, ignorando as terminações nervosas urrarem com a dor do caminho aberto para o sangue que escorria para o lado de fora. O contato fora forte, provocando uma queimadura considerável na face alheia, tendo metade do rosto numa coloração amarelada e grutas avermelhadas, como se pedaços lhe faltassem.

Um olhar de puro ódio fora lançado em direção da loira, que agora, tinha o pequeno chip desativado por conta da corrente elétrica que fritou-lhe o sistema, o que a fez ser a mesma Lorelai que Joyce estava acostumada a lidar. Sua amiga. E aquela, de fato, era a hora mais esperada. Não havia ninguém sentado.

— Joyce…???

Ela notou a diferença. Joyce soube que ela estava de volta.

Mas não mudou de ideia. Não lhe afetou, pois durante todo o combate, algo dentro dela mudava. O senso de humor, a chama da vida que residia em seu interno lentamente era apagada. No lugar, a liberdade do verdadeiro leão que há muito estivera adormecido. Por isso, tudo o que sentiu quando o punho passou para o ar ao lado esquerdo - o contrário do movimento que tinha feito, ao começar a movimentar a lâmina pela direita - e viu o sangue escorrer da garganta de Lorelai enquanto ela se engasgava com o próprio sangue. Sangue inocente que era derramado para um propósito sanguinário e radioativo. A guerra estava para vir, e a vencedora era a maior arma que teriam. A sentinela seria aprimorada, melhorada para servir sem pestanejar. Para matar a maior quantidade de opressores. Para inibir a linha de fogo com sangue dos fiéis.

Senhoras e senhores…..

Um par de lágrimas escorreu dos olhos claros da Cobra, enquanto a tempestade noturna nublava as íris negras do Leão, qualquer sentimento ou sensação inexistente naquele momento. Ali, Joyce tornava-se oficialmente 003.

Apresento-lhes A nova sentinela. — ela ergueu o queixo, novamente, cerrando o maxilar. — Joyce Overwhite, nossa campeã!

Gritos de euforia era a última coisa da qual se lembrava, desde então.










adicional:
Se possível, gostaria de ter a adaga como prêmio. Segue abaixo a descrição de como seria.

● Ox - Adaga de cabo feito de prata pura e modificada para ter um tom enegrecido, tal como a lâmina de ferro Estígio de 19cm. Não possuí nenhum detalhe cravejado, se não, no canto direito da lâmina, com o "003" em caligrafia numérica elegante. O objeto tem o poder de lhe fazer recobrar pequenos fragmentos de memórias. Para funcionar, precisa do sangue de Joyce em contato com a lâmina. Apenas a dona consegue manusear, queimando a mão daquele que ousar tocá-la sem consentimento. Aparece sempre que é desejada pela dona.


ov
er
whi
te
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Re: CCFY — Over, over and again

Mensagem por Aurora em Qua Ago 09, 2017 2:21 am


Joyce Karin Overwhite




Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Pontuação máxima: 8.000 xp
Enredo e coerência de batalha: 50% (4.000 xp)
Gramática e ortografia: 20% (1.600 xp)
Criatividade: 30% (2.400 xp)

Enredo e coerência de batalha: 45%
Gramática e ortografia: 15%
Criatividade 30%
-10% pela especificidade da arma
TOTAL: 6.400 xp


Ox [ Adaga de cabo feito de prata pura e modificada para ter um tom enegrecido, tal como a lâmina de ferro Estígio de 19 cm. Não possui nenhum detalhe, apenas a numeração "003" em caligrafia numérica elegante. | Efeito 1: O objeto tem o poder de lhe fazer recobrar pequenos fragmentos de memórias. Para funcionar, precisa do sangue da portadora da arma em contato com a lâmina. | Efeito 2: Apenas Joyce consegue manusear a adaga, ferindo a mão daquele que ousar tocá-la sem consentimento. | Em caso de perda, a arma volta para a dona em até três turnos | Prata e Ferro Estígio | Sem espaço para gemas | Alfa | 100%, sem danos | Especial | Trama Pessoal ]

Comentários:

Você tem uma narrativa maravilhosa e desenvolveu muito bem a sua ideia - do começo ao fim. Mas fiquei curiosa para saber mais sobre este misterioso projeto ao qual sua personagem foi submetida. Você não cometeu nenhum erro que fosse comprometedor à sua boa avaliação, então só ficam elogios para sua missão. Quanto à arma solicitada, concedi seu pedido fazendo poucas limitações, mas por ser um item bastante específico e único para a personagem, o qual não há explicações (ainda?) de como você conseguiu tal item tão especial num projeto, achei por bem reduzir um pouco de sua recompensa em xp para que fique justo.

Aguardando atualização




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Re: CCFY — Over, over and again

Mensagem por Hades em Qua Ago 09, 2017 9:38 am

Atualizada.


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Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Re: CCFY — Over, over and again

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