The Blood of Olympus
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O Sumiço do Tempo - Guilherme Rietmann

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O Sumiço do Tempo - Guilherme Rietmann

Mensagem por Guilherme R. Mckinnon em Sex Jun 16, 2017 12:41 pm

Tempo

Meus olhos azuis buscavam o horizonte, o sol que escondia se sobe o mar, em tons alaranjados, aquela paisagem me lembrava os verões que passei ao lado de meus avós na beira do lago de nossa antiga casa, o cheiro de pinho que misturava se com o vento morno do bosque da primavera, tudo era realmente nostálgico, a única coisa que havia mudado, era o que eu tinha vivido nesses últimos anos, as cicatrizes, o braço metálico recoberto por pele falsa, a tatuagem e minha maneira de agir,  alguns anos atrás eu não me imaginária assim, de tanto tentar acabei sendo amaldiçoado, perdi amigos e familiares, e é por eles eu continuaria a tentar, mostrar que o sacrifício deles não foi em vão, que as vidas que eles deram pela minha seriam honradas.
Aquela pequena ilha estava sendo um paraíso, minhas férias se encontravam em seu auge, aquele pequeno pedaço de terra tributado ao senhor do tempo estava sendo meu pequeno pedaço do paraíso, sem monstros, sem minha pretora, sem preocupações, mas mesmo assim isso não mudaria meu modo cauteloso de agir, mesmo de bermuda havaiana e sem camisa eu me mantinha armado, em minha perna meu punhal de bronze se encontrava preso em uma bainha de couro, mas minha paranoia, sempre foi sem sentido, equipamento de batalha mesmo longe de perigo.
Meus dedos calejados e repletos de antigos calos se encontravam a tamborilar areia marcando a com a ponta dos meus dos mesmos, o sol já começava que desaparecia fez com que o local esfria se, estranhamente senti gelo cair sobre minhas costas, mas quando olhei para o bosque nada vi, apenas senti o aroma peculiar de primavera, mas algo estava diferente, o bafo morno havia desaparecido em uma fração de segundo, em seu lugar o ar frio e carregado de pequenos cristais de gelo. Me levantei lavando a mão a meu calcanhar retirando meu punhal de sua bainha, meu calção úmido pareceu congelar pouco a pouco a cada passo que eu dava em direção ao bosque, algumas ninfas correram em direção a suas árvores pufando em névoa verde ao se chocar aos troncos que pareciam congelar, os animais pareciam desaparecer em meio ao chão branco que fora coberto por uma camada grossa de neve, o que antes era verde e florido, “Persefone deve estar puta “, pensei comigo mesmo.
Os flocos perfeitos em forma de pequenos cristais caiam como belos diamantes frios, algo estava acontecendo, algo ruim, o equilíbrio entre as estações havia sido afetado, e em efeito dominó isso poderia acarretar mudanças no mundo mortal, talvez em algum lugar do mundo estivesse nevando durante um piquenique familiar, onde antes os pássaros cantavam agora só se escutava o barulho do vento gélido do inverno.
O que havia acontecido? Onde estava o senhor do tempo? Por que a bagunça entre as estações havia se alastrado? Minhas perguntas precisavam de respostas.
------(#)-----
Ainda perdido com a confusão da mistura das estações procurei abrigo, ao pé de um grande rochedo encontrei abrigo, minhas vestes, um calção de banho e uma camisa havaiana, se encontravam úmidas pela neve que sobre elas caíram,  o frio adentrava pela abertura entre as rochas me fazendo tremer, era como se me encontrasse no polo norte, retirei meu punhal de seu descanso e sobre uma pilha de Mato seco, o sol parecia não bater dentro da abertura no granito, o que fez com que os resquícios verdes murcharem, durante algumas horas tentei ali acender uma fogueira, as faíscas iam de encontro aos galhos secos mas pareciam não surgir efeito, a umidade do local tornava a tarefa impossível, resolvi então tomar uma atitude, avancei por entre os arbustos em direção ao centro das estações, o frio me castigava, não  sentia mais minhas mãos, meus olhos estavam cobertos de gelo, e meu peito frio como um bloco água congelada, foi quando cai que tudo começou a fazer sentido, a neve fria me abraçava e talvez me levasse as portas da morte, a minha frente uma figura se formou dos próprios cristais da mesma, era a imagem de um pequeno senhor de olhos cansados, pele enrugada e nariz torto, o homem apontava em direção a o pico entre as estações e tentava sussurrar algo em meus ouvidos, porem a única coisa que entendi foi “Arno“, o então ele tocou em meu ombro e desapareceu, era o tempo, sem força para lutar por sua vida usou da energia que tinha para me pedir ajuda, não só a mim, não sou o único herói nessa situação pensei.
Sorri ainda caído sobre o chão, meus olhos pareceram arder em chamas, meu braço mecânico rangia e estalava, o frio havia travado algumas de suas juntas, o Tempo precisa de mim, e é isso que ele irá ter, a ajuda do filho de Marte.
As chamas em meus olhos pareciam aquecer meu corpo inteiro meu braço porém não tinha essa sorte, retirei minha prótese deixando apenas o ombro metálico que se encontrava sintetizado a minha carne, fiquei mais leve, agora talvez eu conseguisse chegar a uma zona de maior temperatura, e fui isso que fiz,  levantei com dificuldade, e me lembro de correr o mais rápido que conseguia,  porém quando me dei por mim, estava deitado sobre uma cama de bambu, sobre minha cabeça um pano com água morna, eu sentia meu corpo inteiro queimar, mas onde eu estava?  Como vim parar sobre essa cama, me levantei e mim ali, vestido com uma calça de algodão grosseiro, meu calção destruído se encontrava ao pé da cama estendido, meu punhal preso a cabeceira, o peguei e procurei por uma saída quando percebi Onde estava me senti aliviado, eu estava em um lugar que agora parecia ser outono, uma jovem de características élficas se encontrava sobre a janela a admirar o que acontecia ao lado de fora, a seu lado um jovem fauno se encontrava, abraçado em suas pernas de coloração verde, uma ninfa das árvores provavelmente não estaria longe de sua árvore foi quando vi, me encontrava no topo de um grande salgueiro, talvez aquela ninfa abrigará aquele pequeno garoto bode.
Ambos sorriram ao me ver, mas a ninfa escondeu o rosto, logo após, o garoto bode explicou a situação, o pequeno fauno trabalhava para o senhor do Tempo, mas a algumas horas atrás uma figura estranha adentrara a residência do velho Deus, e o restará deixando onde passava a destruição, o pequeno então fugiu e procurou ajuda, foi quando esbarrou comigo no atual inverno, eu era a esperança daqueles espíritos da natureza, eu teria de encontrar e derrotar a figura negra trazendo o senhor Tempo de volta.
Eles não tinham o que oferecer, apenas aquela calça e uma camiseta do mesmo material eu teria de me virar, o jovem fauno foi meu guia e consigo me levou, ele mancava, era estranho um fauno mancar quando não estava a esconder suas penas e aparentemente suas pernas não possuíam ferimento, chegamos a uma velha caverna, a figura negra ali residia disse ele, a caverna era um tubo perfeito, Tempo dizia que ali quem descansava era sua contra parte, mas o que seria o contrário do Tempo?
Foi quando tudo me veio à tona, ao adentrar na caverna senti meus pés afundarem, cai em um grande buraco, a contraparte do tempo me aguardava já, no final do buraco havia uma pequena caverna, repletas de tochas mal feitas, ossos de frango e alguns potes de frango frito do Carl, nas paredes desenhos, de um velho senhor, e seu filho, ambos brincavam, corriam, mas o menino então, desobedeceu seu pai, e em direção a caverna caminhou, o pai que avisou o filho, não teve o que fazer pois na caverna havia uma maldição, quem adentrasse dela não poderia sair até 100 anos se passassem, o menino aparentemente explorou a caverna e recebeu grande poder da mesma, e assim nutriu ódio por seu pai.

Tudo agora fazia sentindo, o filho do Tempo, Arno, a ninfa com medo, o encontro neve, Arno havia sido liberado e começou a perseguir seu pai que se encontrava debilitado e quando o Tempo procurou ajuda, Arno prendeu a única pessoa a quem ele conseguiu pedir ajuda, um teatro macabro, eu tinha que sair dali, meu punhal, subi pela parede, que mais parecia uma chapa lisa, duas horas e meia para subir cinquenta metros, vida de herói não era fácil.

Quando cheguei ao topo e olhei para os bosques, a confusão era total, todas as estações estavam unidas, inverno e verão em menos de dois segundos, as arvores começavam a secar, o rio subia e logo depois secava deixando peixes em terra seca, eu tinha que parar Arno, e uma brisa calorosa então pareceu fluir de meu corpo, eu estava pronto, salvaria a ilha.
Arno estava no palácio de seu pai, e eu fui a caça do jovem deus vingativo, subi as grandes escadarias e logo me encontrei em um grande salão oval, e em um trono estava sentado, um adolescente, seus cabelos vermelhos, como as folhas no outono, seus olhos em um azul gelado, seu sorriso parecia ser quente como o sol, e sua pala bronzeada, era Arno em sua verdadeira forma, e ao chão aos pés do deus, estavam suas pernas falsas de sátiro.

— Arno, o Filho do Tempo, traiu seu pai por um erro seu, maldito ... — Berrei ao entrar no castelo. — Mesmo com um braço só eu irei lhe deter ...
Eu Fui prensado, perfurado, queimado, congelado e tudo novamente, Arno em um simples estralar de dedo me levou a nocaute, espigões de gelo perfuravam minha pele, um pequeno sol queimava minha costas, e um bloco de gelo se encontrava sobre mim.
— Não, não ira, eu sou o atual tempo, as estações são minhas agora e meu pai, aquele velho fugiu e não vai mais Volt... — a porta atrás de mim se abriu e o Senhor Tempo adentro, ele vestia uma armadura de folhas de plátano, e carregava um cajado com um sol, uma folha, um floco de neve e uma rosa, Arno se encolheu em seu trono a ver seu pai chegar, uma reviravolta incrível.
O Tempo moveu seu cajado e tudo que me feria sumiu, junto a meus ferimentos, eu tive forças a me levantar, Arno com medo tentava esconder-se de seu pai, mas com ineficácia, o Deus tempo apenas abanou seu cajado se seu filho transformou se em um corvo, e sobre ele uma gaiola caiu, eu me senti, inútil mas foi então que o tempo me explicou meu papel, quando nos encontramos antes de eu apagar, ele usou de seus poderes para adentrar em meu ombro, o que havia sobrado de minha prótese, e esse tempo todo estava recuperando a força dentro da esfera metálica, quando eu sai da caverna ele se libertou e se preparou me usando com distração para com seu filho.

O tempo me pediu desculpas e me agradeceu por salvar sua ilha da vingança de Arno o Filho maligno


(...)


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Re: O Sumiço do Tempo - Guilherme Rietmann

Mensagem por Thanatos em Qui Jun 29, 2017 4:26 pm

Boa tarde, semideus. Serei o responsável pela sua avaliação, pronto? Vamos lá.

Critérios de avaliação

• Ortografia (entra tudo, desde frases confusas as palavras trocadas, acentos, colocação, tempo e etc) 20% - 2.000 de XP
• Coerência (Desde batalhas ao nível do personagem e a forma que resolveu o problema) 10% - 1.000 de XP
• Enredo (Historia em si, dentro da proposta?) 20% - 2.000 de XP
• Criatividade (Sem observação) 20% - 2.000 de XP
• Proposta (Atende todos os critérios do que foi escrito?) 30% - 3.000 de XP

TOTAL: 10.000 de XP + 5.000 dracmas de base do evento com base em seu nível, certo? Agora vamos a sua correção.


• Ortografia 5% - 500 de XP [Erros grotesco de português. Pontuação, uso indevido de vírgulas além de erros na conjugação de verbos. Desculpa filho, eu tentei mas não dá pra dar mais que isso.]

• Coerência 6% - 600 de XP [Por conta dos erros de português, ficou bastante difícil entender o que está acontecendo em sua luta e identificar suas ações com clareza. Em muitos momentos eu não consigo diferenciar sua fala do restante de suas ações e o aconselho a utilizar algum code de cores quando for escrever suas falas pois tornará a leitura mais fácil e tranquila para quem for avaliar.]

• Enredo 5% - 500 de XP [Saiu do contexto do evento ao meu ver e ficou um enredo confuso. Arno - vilão de seu evento - ficou bastante confuso e meramente representado, muito fraco para sua história e a dimensão que esta deveria ter com relação à ilha.]

• Criatividade 8% - 800 de XP [Mesmo dizendo que o Senhor do Tempo tem um filho, este personagem foi construído muito precariamente e não tem uma importância tão grande assim para um vilão. Suas ações foram poucas e confusas.]

• Proposta 10% - 1.000 de XP [Desculpa mas a proposta está muito mal trabalhada e escrita. Embora esteja com pena, me parece que foi mal planejada e executada de forma descuidada. Procure corrigir melhor sua escrita, revisar o texto com auxílio de algum amigo ou de outro jogador do fórum pois sei que não vão lhe negar ajuda com isso.]

TOTAL: 3.400 - 850 (25% mediante a punição por ter ignorado o fato de o Senhor do Tempo encontrava-se resfriado e não fora atacado, tal qual escreveu em sua missão. Sinto muito rapaz mas regras são regras.) = 2.550 de XP + 3.000 dracmas e 1 ingrediente de cada.

Boa sorte em suas próximas aventuras.
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