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CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

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CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Ter Jun 13, 2017 1:22 pm




Encontro de Almas
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

Existiu um homem que foi capaz de despertar a atenção de duas deusas. Adônis era lindo, tão lindo, que conseguiu criar uma disputa entre Afrodite e Perséfone, que se recusavam a deixa-lo. Essa disputa foi resolvida pelo rei dos deuses de uma forma única. O jovem passaria um período de tempo com uma das deusas, e o mesmo seria concedido a outra, e então, ele deveria escolher entre elas. Claro, que isso não foi assim tão simples, pois a preferência de Afrodite e Perséfone pelo mortal também causou um ciúme irremediável em outros dois deuses. Hades não gostava de ver sua amada encantada por um humano, e Ares muito menos, mas isso, só veio a ter consequências muito mais tarde. Seriam quatro meses com uma deusa, quatro meses com a outra, e quatro meses livres em que o jovem poderia optar por uma das deusas. Adônis passou sua temporada de amor e carinho com ambas as deusas, mas acabou optando por Afrodite.

Os encantados da deusa do amor levaram o jovem a se apaixonar inconsequentemente, o obrigando assim a fazer uma escolha, ele sempre podia passar uma temporada com Perséfone, mas estava claro para todos os deuses que sua favorita sempre seria Afrodite. Foi assim que Adônis despertou a fúria de Ares, e mais tarde veio a falecer pelas mãos deste. O deus da guerra enlouquecido pelo ciúme mandou um javali atrás do jovem, provocando assim, sua morte. O que ninguém sabe é que essa história não termina assim de maneira tão trágica, e que algo aconteceu depois disso. O passado não revelado de Adônis foi encoberto por sua amada, que incapaz de suportar a ideia de perde-lo, mudou seu destino, mas essa parte da lenda, ainda haverá de ser contada. E não creio que seja pelas mãos de um único narrador, mas sim de duas, duas jovens que vivenciaram essa experiencias, e poderão resumir melhor os fatos ocorridos nessa história.

...
Dias atuais,
Nova Roma.

Tenho habilidades suficientes para encontrar outra pessoa com facilidade, acontece que, aquilo que procuro não quer ser encontrado, e quando digo isso, não é da boca para fora. As caçadoras de Artémis sabem como apagar seus rastros como ninguém e me obrigaram a fazer inúmeras pesquisas no intuito de reunir pistas e encontrar alguma maneira de me guiar até elas. Até então tais pesquisas não me trouxeram nenhum resultado, são apenas tentativas fracassadas e tiros no escuro.

Naquela tarde eu tinha reunido mais uma pilha de livros e exemplares antigos da biblioteca de Nova Roma, consequentemente, passara longas horas reunindo textos, fazendo marcações e anotações no sofá do apartamento. Pouco tinha me alimentado, pouco tinha falado, mas muito tinha me frustrado em meio aqueles livros. Eu sei que não devia estar tão obcecada pelo grupo das seguidoras da deusa da lua, mas bem, entendam que foi uma promessa feita a uma pessoa morta, e que não posso simplesmente descumpri-la sem ficar pensando no que diabos aconteceu.

Resumidamente, minha mãe morta – mãe de criação, madrasta, filha de Afrodite e esposa do meu pai – foi a guia que me levara a pesquisar sobre as caçadoras, e tudo porque a causa de sua morte estava também relacionada a elas. Não me perguntem como ou porque garotas imortais matariam minha mãe, não é isso, mas a relação entre elas e a filha de Afrodite parecia bastante profunda. Que outro motivo faria uma alma retornar do inferno para me mandar terminar uma missão malsucedida? Não sei dizer, mas a curiosidade desperta em meu ser me fizera buscar pistas e informações, e cá estou eu, em mais uma tarde frustrada em meio a livros.

Não sei muito sobre o mundo em que vivo, não como Evie que cresceu rodeada por tudo aquilo, julgo-me ignorante em grande parte do dia, mas supero isso através da leitura. Busco me informar, pesquisar e encontrar coisas que ainda não descobri sobre os semideuses, sobre os deuses, e sobre os monstros, mas nem sempre minhas pesquisas me dão algum resultado, e tenho que superar isso de alguma maneira. Gemi frustrada e deixei o livro cair sobre meu colo, aberto em uma página qualquer sobre o acampamento das jovens imortais.

Puxei uma maça do cesto e mordi um bom pedaço da fruta antes de ajeitar os óculos de leitura sobre os olhos. Sim, apesar de ter uma visão quase – só quase – perfeita, ainda preciso de óculos para ler, ou fico com dor de cabeça mais tarde. Era algo relacionado a repouso e não forçar a vista, eu não usava com frequência, mas sempre me pegava usufruindo desses para ler. Mordi outro pedaço da fruta e virei a página, correndo os olhos atentamente por cada uma das letras, e foi justamente isso que me fez ganhar um belo arranhão no ombro de uma gata. Soltei um gritinho agudo ao me deparar com Nala sobre o meu ombro, e fiz uma careta ao perceber que o pequeno filhote me fincara as garrinhas minúsculas para chamar atenção.

— Primeiro Evie, agora o livro mocinha? — Questionei baixinho, deixando a gata passear pelo sofá antes de retornar a leitura, mesmo mantendo a atenção dividida, aquele bichinho era mais esperto do que parecia, mesmo ainda sendo um filhote. Eu conquistara Nala em uma feira, comprara – gastara uma fortuna – no filhote de fada em uma ilha qualquer em um dos muitos passeios que fizera com Evie. Gostava dela, me apegara, mas isso não tirava o fato de que o gatinho era tão ciumento quando a dona, ou seja, eu mesma.

Ri sozinha ao lembrar que Nala já chegara a atacar Evie uma vez por ela ter sentado no meu colo, apesar de agora já estar acostumada e até gostar da minha namorada. Mordi outro pedaço de maça e voltei a me distrair com a leitura, sem dar atenção ao mundo ao redor ou a hora, precisava me concentrar ou não faria metade do que precisava ser feito, não encontraria nada, e só me frustraria.
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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Evie Farrier em Qua Jun 14, 2017 12:24 pm




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O som das chaves abrindo as travas da porta era um dos meus favoritos naquele momento. Significava que mais um dia cansativo havia acabado. Raramente eu reclamava de quando estava treinando os legionários, ou instruindo os centuriões. Mas eu realmente odiava as reuniões com os políticos romanos. Eles não eram de todo ruins, porém a tensão dos combates que aconteceram e estavam surgindo em diversos cantos do solo americano parecia atear fogo nas discussões que, supostamente, deveriam ser civilizadas.

Ao entrar no apartamento de Kyra, eu estava com os ombros caídos e tensos, a expressão um tanto fechada por ter escutado algo ofensivo no fim da reunião. Porém, antes que eu pronunciasse um “querida, cheguei”, a visão que eu tive dela calou qualquer fala desanimada de minha mente. Sentada no sofá de maneira desleixada, estava a filha de Vênus. O cabelo ruivo meio bagunçado com cachinhos caindo nos ombros. Camiseta simples, shortinho jeans e os pés descalços. Ela não havia notado a minha presença ainda, pois estava demasiadamente concentrada em uma leitura e comendo uma maçã.

Meu peito encheu-se daquele calor aconchegante, a sensação de estar em casa finalmente tornando-se completa. De repente, qualquer problema que eu enfrentei durante o dia parecia mínimo. Caminhei de maneira silenciosa, indo parar atrás do sofá. Com delicadeza para não provocar um susto muito grande na garota, toquei o cabelo dela o puxando para trás, expondo assim o seu pescoço. Houve aquele pulinho de susto, inevitável e até mesmo fofo. Sorri travessa, mas logo inclinava o meu rosto em direção a curva do pescoço dela, onde sem demoras comecei uma trilha de beijos suaves e molhados.

-Eu já disse hoje que você é linda? – murmurei contra a pele dela, arrastando meus lábios até o ponto abaixo da orelha – E que fica muito sexy usando óculos?

Mordi o lóbulo da orelha dela, de levinho, arrastando os dentes pela cartilagem até que ela mesma se soltasse da prisão. Meu desejo era o de continuar, prosseguir com as provocações até Kyra não aguentar e me agarrar em um beijo. Eu sabia que isso aconteceria... Se não fosse um roçar estranho de pelos em meu rosto. Choraminguei baixinho, olhando para o lado para me deparar com Nala tentando se esfregar em mim enquanto se equilibrava no encosto do sofá.

-Oi para você também, princesinha! – acabei cedendo e me afastando um pouco, o suficiente para retirar do bolso uma bola pequena com um sino dentro, feita especialmente para mascotes – Trouxe um presente para você! Gosta disso?

Abaixei no chão, jogando a bola de um lado para o outro para atrair a atenção do filhote felino. Ela veio voando, tentando caçar a bola com a atenção totalmente voltada para o brinquedo. Aproveitando disso, joguei a bola para bem longe, fazendo com que a gatinha fosse atrás dela finalmente me deixando a sós com Kyra.

Dei de ombros para o comentário que Kyra fez, apoiando uma mão no encosto do sofá para saltá-lo habilmente, passando as pernas em um movimento ágil pelo obstáculo, consequentemente caindo sentada ao lado da semideusa com um sorriso sapeca. Mas logo ao ver o tipo de livro que ela lia, meus olhos abriram e minha expressão foi claramente a de alguém que lembrava de algo importante.

-Oh sim, nós estamos indo amanhã para os limites da floresta – avisei como se fosse nada importante – Eu sei que você estava pesquisando sobre as Caçadoras e ficando obcecada com isso  e sim, você estava – a interrompi antes que fizesse qualquer argumento, prosseguindo sem dar chances para ela – Falei com a Emmanuelle, tenente das caçadoras, tenho meus contatos por ser pretora. Passei algumas informações, disse o seu sobrenome e meia hora depois ela manda uma mensagem dizendo que a deusa iria nos encontrar. Agora vamos, admita, você tem uma namorada incrível hum?

Eu vinha observado como aquele assunto era importante para Kyra. Ela estava dormindo pouco procurando formas e mais formas de resolver o mistério deixado por sua madrasta e, confusamente, sua meia-irmã grega. De início eu deixei que ela o fizesse sozinha, não era de me intrometer em seus assuntos a não ser que ela pedisse ajuda. Mas naquela manhã tinha acordado com a ideia de cobrar alguns favores e finalmente consegui contato com a tenente das Caçadoras de Diana, ou no que mais se encaixava no caso, Ártemis. Não fora uma conversa simples, mas também não foi impossível.

-Apenas saiba que eu vou com você e isso não é um pedido, é um comunicado.


obs: tenho o play plus
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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Qui Jun 15, 2017 4:38 pm




Encontro de Almas
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

Eu a senti, mas não a ouvi. Evie tocava meus cabelos com uma delicadeza surpreendente, me fazendo esquecer o que quer que eu estivesse fazendo antes dela chegar. Seus beijos desciam por meu pescoço de forma lenta e provocativa, me faziam arfar, suspirar baixinho e inclinar mais a cabeça para o lado. Eu sabia que ela faria isso até que eu cedesse aos seus encantos e a puxasse para um beijo, então não resisti ao virar a cabeça para o lado e procurar seus lábios, que foram afastados no minuto seguinte assim que Nala apareceu. Amo minha gata, mas as vezes ela consegue ser bem intrometida. Gemi baixinho e deitei a cabeça no encosto do sofá enquanto observava a nova invenção da minha namorada distrair o gato fada com facilidade. Ri baixinho daquilo, pois sabia que não ia durar muito tempo. — Ela vai voltar — Alertei, Evie deu de ombros, saltou sobre o sofá e caiu sentada ao meu lado, arqueei a sobrancelha em direção a ela, apenas para suspirar baixinho com a constatação de um fato bem obvio para ambos.

Eu sabia que estava obcecada, ela sabia disso também, então não adiantava discutir muito perante a verdade, eu não tinha argumentos para rebater, questionar ou tentar mentir para ela, e tão pouco o faria. Mas o que ela disse, ou melhor, o que ela fez por mim quebrou todas as minhas barreiras, fez meus olhos brilharem, meu coração disparar e um gritinho escapar de minha garganta sem acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Não era como receber um presente, era mais que isso, era saber que Evie não apenas me entendia, mas também queria fazer parte de tudo comigo, mesmo quando nem mesmo eu sabia o que estava acontecendo. Era aquela confiança indo de mim para ela, e voltando com força total para mim de novo, era tudo. — Meu deus amor! — Exclamei, levando a mão a boca antes de me atirar sobre ela e cobrir seu rosto com beijos, ela tinha conseguido! E ia comigo! Deuses, aquilo era muito melhor do que qualquer coisa que eu podia esperar.

Derrubei nós duas no sofá, ficando assim por cima do corpo ela. Enchi seu pescoço de beijinhos e mordidinhas curtas então ergui o rosto, selando nossos lábios diversas vezes antes de fixar nossos olhares e parar quieta. — Eu já disse que te amo hoje? — Perguntei sorridente, a olhando de um jeitinho travesso e recheado de segundas intenções. — E que você fica extremamente linda me dando ordens? E sexy... e — Calei-me ao sentir seus lábios cobrirem os meus, e sabia que pelo restante da tarde e da noite não precisaria dizer mais nada, pois ela estava ali, e eu tinha coisas mais importantes para me preocupar, como o fato de descobrir se as marquinhas que deixei em sua pele na noite passada ainda estavam nítidas, e se não, marcar tudo novamente.

...
Na manhã seguinte
No acampamento romano.

— O que se veste para uma reunião com uma deusa? — Perguntei a Evie, virando a cabeça de lado enquanto olhava meu guarda roupa, nada me parecia bom o suficiente, e eu estava procurando algo a mais de meia hora. Eu mordia o lábio, trocava o peso de uma perna ou outra e me virava para Evie, que continuava rindo e se divertindo com a situação. — Amor! — Reclamei, jogando uma blusa na cabeça dela e voltando a ficar apenas de lingerie antes de puxar uma calça skin simples, uma blusa de manguinhas com botão e jogar um terninho creme por cima, estava ótimo daquele jeito e eu esperava de verdade agradar a deusa. Calcei as sapatilhas e ajeitei os cachos com a mão antes de voltar para a cama e puxar minha namorada.

Eu não sabia exatamente o lugar do encontro, e era justamente por isso que o quarto estava pouco iluminado e as sombras estavam presentes por todos os lados, Evie nos levaria de uma forma rápida, e que eu não gostava muito. — Estou pronta — Sorri, roubando um selinho dela antes de deixar que ela fizesse o que tinha em mente, e ela não perdeu tempo. A mais velha me jogou em seus braços e saltou pela primeira sombra que viu antes que eu tivesse tempo de processar qualquer coisa. Meu coração ficou para trás naquele ato, meus dedos se agarram a ela com força e minha cabeça ficou afundada em seu pescoço durante todo o percurso, que não durou mais que alguns minutos, mas que para mim pareceu uma eternidade.

Evie esperou que eu me recuperasse antes de me colocar no chão, pois apesar de já ter feito aquilo algumas vezes, ainda me sentia tão tonta e enjoada como da primeira vez. — Pode soltar — Sussurrei baixinho, me afastando de leve para olhar ao redor e me deparar com o cenário estranho da floresta. Eu não gostava muito daquele lugar, me dava calafrios sempre que chegava em pensar perto, mas bem, elas eram caçadoras e já estavam fazendo um grande favor ao viajar para tão longe. Eu tremia da cabeça aos pés, me sentia gelada mesmo que o dia estivesse um pouquinho quente, estava tão nervosa que mal sentia os dedos de Evie em minhas costas, mas ela sussurrava palavras de conforto e carinho e buscava me deixar mais relaxada com a situação.

Artémis não demorou muito a aparecer, e sim, era Artémis, não Diana, pois a versão romana da deusa deveria ser muito diferente. Ela era... diferente do que eu esperava, parecia uma menina, e se misturava perfeitamente entre as outras duas, na verdade, eu diria que era até mais nova. Usava roupas simples, tinha pequenas sardas no rosto, olhos intensos e uma aura de poder intensa que me fazia ter vontade de me curvar a ela. Eu a reverenciei sem nem mesmo perceber, de um jeito respeitoso e mostrando que estava ali não porque queria, mas porque precisava, precisava e muito, da ajuda dela. — Lady Artémis — Minha voz não passou de um sussurro, e quando me ajeitei e me coloquei ao lado de Evie, as palavras sumiram.

— Vocês me chamaram — A deusa foi obvia, me fez morder a língua para responder de um jeito atravessado, como faria se estivesse agindo pelo impulso – como costumo fazer – e não pela lógica.

— Preciso de ajuda, ou melhor, de respostas — Tomei a frente, mas busquei o olhar de minha namorada, porque precisava de coragem antes de continuar. Um breve aceno me fez voltar a olhar a deusa. — Minha mãe, Haydée era uma semideusa que estava em missão por ordens suas, ela morreu, mas acho que você sabe disso — Fiz uma careta. — Fui enviada para terminar o que ela começou, e encontrar as respostas... — Eu não diria que queria saber o motivo por trás de sua morte, acredito que a deusa não precisava saber disso, mas eu sim, tinha se tornado algo pessoal e que mudara minha vida. Meu passado podia ter a ver com o meu futuro, e nesse mundo, eu não fazia ideia de quem eu era.
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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Evie Farrier em Dom Jun 18, 2017 9:54 pm




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Geralmente era engraçado observar Kyra se arrumando. Por mais que o lado racional de Athena fosse forte, ela ainda possuía traços fortes que a denunciavam como filha da deusa da beleza. Naturalmente linda, ela tentava se expressar pelo que vestia, assim, como íamos encontrar uma deusa em carne e osso, ela parecia estar extremamente preocupada com o que iria usar. Falava sozinha, mesmo que sem perceber, ajeitou-se de maneira agitada e um tanto hesitante. Mas no fim estava...

-Linda! – murmurei enquanto a observava dos pés à cabeça.

Um selinho foi roubado, o que me fez arquear as sobrancelhas e pensar que no fim de tudo aquilo, o tomaria de volta para mim. Sem querer perder mais tempo, a peguei no colo no melhor estilo recém-casados e fui rapidamente para a sombra mais próxima. A viagem não era para um lugar distante, era apenas a fronteira do Acampamento Júpiter na floresta. Um ponto de encontro privado e de domínio da deusa, dando total vantagem a ela e as suas caçadoras. Nós saímos na sombra de uma árvore depois de uma rápida viagem nas sombras. Caminhei um pouco para longe mantendo Kyra segura em meus braços até que estivesse bem. Não segurei o sorriso ao notar que ela estava se adaptando aquele método inusitado de locomoção.

O nervosismo da filha de Vênus chegava a ser visível, fazendo-me agir de maneira protetora enquanto a guiava para o ponto de encontro. Minha mão na base de suas costas a mantinha sempre indo em frente.

-Relaxa babygirl, é um encontro amistoso. Diana é uma deusa justa e sábia, se bem que vamos encontrar Ártemis... Porém duvido que haja conflito de personalidades. Você se sairá bem!

Felizmente a deusa não demorou de aparecer, cumprindo com a sua palavra. Ela era ainda mais jovem do que eu imaginava, mesmo que soubesse que a deusa apreciasse manter uma idade similar a das suas caçadoras. Ela não estava sozinha, duas caçadoras se colocavam ao lado de sua líder. Meu olhar prendeu-se a uma delas, uma sensação de reconhecimento fazendo-me encará-la por mais tempo do que o necessário. A caçadora tinha o seu arco preso nas costas, a aljava cheia de flechas com penas brancas. Ela era alta, o corpo mais definido do que o comum para uma garota, os olhos castanhos eram quentes e desafiadores...

Ah. Meus. Deuses.

O reconhecimento veio como uma flecha em minha mente. Meus olhos se abriram e tive de disfarçar olhando para o chão. Aquela era Miranda, a primeira garota que eu desenvolvi certo interesse. Minha crush da adolescência! O momento me fez perder toda a apresentação da Kyra, pegando apenas metade de suas frases. Mordi o interior de minha bochecha, obrigando-me a prestar atenção no que era realmente importante.

-É você a escolhida dessa vez – Ártemis soltou o ar balançando a cabeça suavemente de um lado para o outro, os olhos deslizando por Kyra como se a analisasse – A cada dez anos uma garota ligada aos deuses envolvidos é escolhida. A última a tentar resgatar a Selenita Original foi a sua meia-irmã. Surpreende-me que novamente é uma filha de Vênus a ser designada para a missão.

-Parece-me que é algo tentado por várias gerações, sem sucesso – disse o que era óbvio, mas simplificando um pouco as coisas. Eu já tinha tido experiências suficiente com os deuses para saber o quanto eles conseguiam enrolar em suas explicações ou serem vagos demais – O que é essa missão, realmente?

-O quanto vocês sabem sobre Adônis? – a caçadora desconhecida questionou.

-Ele é uma das paixões de Afrodite no passado, filho de um incesto entre pai e filha, um príncipe mimado se me permite acrescentar – Kyra respondeu sem nem ao menos hesitar.

A encarei um tanto surpresa, pois nem mesmo eu sabia quem era o rapaz. Ela me encarou e deu de ombros, como se fosse nada demais ter essa informação. As horas de estudo dela provavelmente forneceram um conhecimento que ia para além do que a maioria dos semideuses sabiam.

-Não só permito como também concordo – Ártemis fez um som curto e forte de desgosto, como um tsk sonoro – Ele era um dos amantes de Afrodite que sabia que se relacionava com uma deusa. Soberbo e mimado, achava-se melhor do que muitos de sua espécie. Despertou também o interesse de outra deusa, o que provocou ainda mais confusão. O garoto ficou com o ego grande o suficiente para achar que poderia desafiar um de meus arqueiros protegidos. Ele o matou por uma estupidez e foi punido por conta disso. Ares soltou o seu javali e eu dei as costas a um monstro atacando a um humano.

Deuses e suas encrencas amorosas. Eles supostamente deveriam ser seres divinos dotados de uma sabedoria que os humanos não suportariam carregar. Por isso seriam superiores e adorados. Mas vejamos quantas vezes já sai em missão para resolver desavenças divinas que são, em suma, simplesmente fúteis.

-No submundo, ele caiu nas graças da Rainha. Deusa do amor e deusa do inferno começaram a disputar entre si até que o rei ordenou um acordo. Adônis passaria quatro meses no submundo, quatro meses com a deusa da beleza e quatro meses como bem entendesse. Patético um acordo que favorecesse um homem sem nenhum tipo de glória ou merecimento – Ártemis prosseguiu cruzando os braços – Até que chegou um ponto em que ele se provou, mais uma vez, ser um garoto mesquinho. Passando a ficar mais com Afrodite do que com Perséfone, uma nova discórdia entre as deusas estava para acontecer, Ares furioso por ainda ser traído apesar de nem ser o marido dela. Para salvar-se ele roubou algo meu, algo que seria impossível ser roubado sem ajuda divina. Uma acusação séria que poderia desencadear uma briga catastrófica, por isso não posso agir diretamente e puni-lo por isso. Então, a cada dez anos, é possível recuperar a minha Selenita Original, um pedaço real da lua que detém poder suficiente para manter Adônis seguro em outra dimensão.

-Basicamente tenho de recuperar a Selenita, correto? – Kyra deduziu com um semblante sério, era quase possível escutar as engrenagens de seu cérebro funcionando – Como eu teria acesso a uma outra dimensão?

-No Colorado, perto do Jardim dos Deuses, há uma oscilação de uma fenda dimensional. Ela é inofensiva e não exerce influência física no mundo humano e nem no ambiente ao redor. Mas poderá usá-la para chegar até Adônis – a deusa respondeu e soltou um longo suspiro – Poucas escolhidas encontraram um item que pudesse canalizar o poder de uma fenda dimensional para ultrapassar e...

-Ah, eu posso ajudar nisso – interrompi educadamente a deusa.

Todos olhares voltaram para mim, fazendo-me sentir um tanto acanhada. Soltei o ar pelo nariz, tentando disfarçar que havia ficado sem jeito. Ergui a mão esquerda e retirei dali o meu anel negro. O segurei firmemente contra minha palma, ativando o acessório para que ele se desdobrasse e se transformasse em um cajado poderoso.

-Ele pode lidar com questões dimensionais – expliquei girando o cajado na mão, até deixa-lo sobre minhas mãos, o exibindo para a deusa permitindo que o olhar dela recaísse sobre o item – O cajado me permite ir e vim para onde quiser, abrindo portais para locais que eu conheço.

-Isso pode servir. Mas é a primeira vez que essa missão não é feita individualmente.

-Talvez seja hora de tentar métodos diferentes se até agora não está dando certo. Eu iria de qualquer forma.

-Dessa forma eu ofereço suporte, Miranda e Olivia acompanharão vocês na jornada. Mas devem partir o quanto antes, a fenda tem o seu ápice a meia noite em uma lua minguante. Hoje é noite de lua minguante.

-Então não vamos perder tempo. Obrigada pelas informações e instruções, deusa Ártemis – tomei a liderança de forma natural, fazendo uma breve reverência a deusa – Partiremos em uma hora para o Colorado, poderia deixar instruções menores com suas caçadoras? Enquanto isso nos preparemos e eu arranjarei o transporte...

-Nós temos nosso meio de transporte – Miranda me interrompeu com um sorriso de lado – Preocupe-se apenas em nos acompanhar, nossos Pégasos são mais treinados que os daqui.

-Veremos quem terá de acompanhar quem, Mira – respondi arqueando uma sobrancelha.

A filha de Marte riu e ergueu as mãos como se estivesse se rendendo. A deusa fez um sinal com a cabeça, indicando a retirada temporária. Miranda ainda gritou que nos encontraria na saída do túnel, principal lugar para entrar e sair do Acampamento Júpiter. Ao virar para Kyra, ela estava com os braços cruzados e uma sobrancelha arqueada. O olhar inquisidor fazia perguntas silenciosas e exigia respostas claras. Soltei um suspiro e a peguei no colo para fazer mais uma viagem nas sombras.

-Sim, eu conhecia a caçadora. O nome dela é Miranda e foi minha primeira crush na vida. Demorei para reconhece-la porque, bem, faz muito tempo que eu não a vejo e ela está diferente... Ah ali uma sombra!

Antes que ela falasse alguma coisa eu simplesmente corri e me joguei na sombra, tentando evitar um confronto com minha namorada sabendo que estaríamos acompanhadas de uma garota que já saiu comigo. Bem, ela não sabia que tivemos um único encontro, essa era uma das informações que só era revelada sobre tortura, certo?

Item mostrado:
• Exórdio [A princípio apresenta-se como um anel negro repleto de runas antigas de aparência simples, e material resistente, até mesmo raro. Ao ser ativado, no entanto, transforma-se em um cajado negro com um brilho de poder único, cuja a aura brilha em um tom de azul cintilante no local em que as runas de poder, força, sabedoria, e conhecimento estão entalhadas. Mais ao centro do cajado o nome de seu portador foi gravado. O cajado tem cerca de um metro e meio, e em sua ponta há uma esfera arredondada dá a ele a aparência de ser uma arma nobre. Agora este cajado também possui um pequeno triângulo com inúmeras perfurações ao redor de sua orbe azulada, quando "aberto" um mecanismo se ativa fazendo com que uma grande quantidade de Vibranium surja ao redor daquela orbe, formando uma lâmina negra, com brilhos em um neon azul. No lado oposto da lâmina, uma esfera vazada também surge, a ponta desta orbe é extremamente afiada. Aumentado o tamanho total da arma em 60cm. | O cajado possui duas propriedades distintas, sendo a primeira a redução do gasto de MP em 50% em todos os feitiços executados por seu portador. A segunda, no entanto, é que apresenta perigo. O cajado consegue abrir fendas em qualquer espaço tempo da terra, criando passagens e portais que permitem ao seu portador viajar entre os mundos, ou esse mundo. Essas passagens consomem energia de seu conjurador (HP), sendo possível extrair até 50% do HP total de seu portador a depender do local para onde ele deseja ir, ou seja, quanto mais longe, mais distante, ou mais perigoso, maior a quantidade de energia gasta pelo conjurador do portal | Arambarium, Adamantino, madeira e Vibranium nas lâminas; Sendo que cada lâmina é feita exclusivamente com um material. | Espaço suficiente para uma gema simples. | Status 100%, a arma não apresenta nenhum dano. | Lendária. |Alfa Prime. | Nível 10, consome energia física do seu portador (HP), caso seja usado em excesso. | Ganho no Evento: A mente liberta.]


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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Seg Jun 19, 2017 5:30 pm




Encontro de Almas
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

Eu sabia que Evie estava se divertindo com meu mau humor repentino, mas eu não estava. A mochila sem fundo permanecia aberta sobre a cama, e eu tentava passar pela cabeça dela tudo que conseguisse ou que achasse útil, e mais um pouco. Acredito que meu comportamento talvez tivesse afetado minhas escolhas, do contrário não teria enfiado metade do meu guarda roupa dentro da mala enquanto resmungava sozinha, mas não fora só isso, tinha mais. Eu tinha colocado um arsenal inteiro dentro daquela mochila, néctar, ambrosia, curativos, uma barraca e até um colchão, mas não pensem que eu consegui passar qualquer colchão para dentro daquela mala minúscula, não é bem isso. Acontece que Evie e Pandora tinham criado algo bastante peculiar, um tubo com uma espécie de colchão magico, então é claro que foi exatamente isso que eu coloquei dentro da mochila.

— Você sabe que a viagem vai durar horas, e não dias, certo?  — Evie me questionou daquele jeito risonho e travesso, mas eu não estava no melhor dos humores.

— Sei — Respondi distraída, puxei o colete de dentro do armário e o vesti, proteção extra nunca é demais mesmo. Abotoei-o de qualquer jeito e joguei o sobretudo por cima antes de me virar para ela, finalmente pronta. — Podemos ir — Resmunguei, joguei a mochila sobre o ombro e a puxei pela mão, esperando que ela fizesse sua mágica.

Sim eu estava chateada, a conversa com Ártemis tinha sido esclarecedora, mas não era isso que me incomodava. Eu era uma herança, uma filha da deusa do amor destinada a encontrar uma pedra rara, mas sabe, não é isso que está me deixando avoada e irritadiça, é Miranda, a suposta admiradora de Evie. Bufei baixinho ao lembrar dela, estava sim morta de ciúmes, mas preferia morder a língua a admitir isso, e Evie sabia ou notara de qualquer maneira, e estava claramente me provocando. Tudo bem que eu estava exagerando um pouquinho, era passado, mas... porque diabos aquela garota tinha que agir de maneira tão informal? Inferno! Que vá para o tártaro os sentimentos dela, Evie era minha agora, e deuses, eu estava mesmo me sentindo insegura?

Mordi a boca e ignorei isso, não podia me deixar levar por inseguranças bobas com relação a minha namorada. — Vamos?  — Pedi mais suave, sabendo que estava sendo observada. Evie suspirou, mas assentiu, então me pegou nos braços e saltou sobre a sombra mais próxima, sem me dar chance de pensar ou questionar. Confesso que preferia assim.

...

Eram por volta das oito da manhã quando deixamos o acampamento romano. Evie tinha uma moto, e facilitara em muito nosso trajeto de uma cidade para outra. As caçadoras estavam nos acompanhando de longe, eu tinha ciência disso, mas não fazia ideia de onde elas se encontravam, se estavam mais a frente ou se tinham sido deixadas para trás. Tinha consciência apenas de uma coisa, elas tinham saído antes de nós, combinaram algo com Evie e deviam nos encontrar em algumas poucas horas. O vento era frio contra meu rosto, e eu me apertava cada vez mais contra o corpo de Evie, me firmando na garupa da moto com as coxas ao redor do quadril dela e os braços ao redor do seu corpo. A cada curva mais perigosa me via agarrando ainda mais minha namorada, e estava começando a desconfiar que ela fazia isso de proposito, e quando disso isso, me refiro a acelerar sua mais nova aquisição apenas para me ver agarra-la ainda mais.

Resmunguei baixinho e encostei a cabeça em seu ombro, escondendo o rosto ali para me proteger do frio. A raiva tinha passado com o tempo e dera lugar a muitos questionamentos sobre o que estava acontecendo comigo. Em menos de um ano eu descobrira ser semideusa, conhecera o amor da minha vida, encontrara minha mãe morta – e não me refiro a deusa do amor quando digo isso – e descobrira ter uma espécie herança, por estar destinada a salvar um objeto para a deusa da lua. Entendam, pais normais deixam potes de ouro para os filhos, casas, automóveis, não missões de suicídio, mas a minha mãe estava morta, e me deixara uma missão malsucedida que nunca, eu disse nunca, fora terminada, e isso já durava alguns séculos.

Eu não sei como reagir a isso, não sei como me senti ao descobrir, e apesar de acreditar que tenho potencial e que sou diferente, também não paro de pensar no motivo que levou todas as outras a falharem drasticamente. As coisas não acontecerão da mesma maneira para mim, até porque não estou sozinha, tenho Evie, as caçadoras – uma delas, a outra estou pensando seriamente em matar – e algo mais... acho que é coragem e determinação, minha teimosia talvez ajude também, não sei, mas sei que quero terminar isso e continuar viva no final.

Era muita coisa para processar, e eu não tive um espaço de tempo para absorver esses fatos, pois a vida de um semideus é complicada o suficiente, e não te dá nem mesmo um minuto para pensar ou questionar, ela não te espera.  Devíamos estar mais preocupadas com os monstros, mas não estávamos, porque Evie tinha conseguido ocultar nossa presença através de colares, e isso evitava que chamássemos atenção demais, mesmo que nosso cheiro ainda fosse forte.  Estávamos preparadas para o inimigo, conhecíamos parte da história, tínhamos informações suficientes para nos dar alguma vantagem, e apesar de desconfiar que o inimigo sabia que iriamos ao seu encontro, duvidava que soubesse quem éramos, ou o que podíamos fazer.

...

Minha bunda doía depois de quatro horas de viagem. Passamos tranquilamente por sacramento, aliais, foi ali que senti Evie ir mais devagar, como se gostasse de observar a paisagem da cidade. Seguimos até Lovelock e ali mesmo fizemos a primeira parada. As caçadoras queriam seguir até Rochester, mas eu insisti que a aura da cidade mexia comigo, me encantava e me trazia segurança, até vencer a briga com a ajuda de minha namorada. Foi assim que chegamos a hotel fazenda Punch inn love onde alugamos dois quartos por algumas horas e degustamos de um almoço perfeitamente agradável. Miranda ainda me incomodava, seus comentários a cerca de Evie e do passado dela me deixavam tremendamente enciumada.

— Como foi dizer oi e tchau para sua cidade natal? Deve ter sido nostálgico! — Larguei o garfo no prato ao ouvir o comentário, e encarei minha namorada que já lhe respondia, foi assim que descobri que Sacramento também tinha sido o antigo lar de Evie Farrier. Saber que Miranda conhecia mais do passado dela do que eu estava mexendo comigo. Limpei a boca com o guardanapo e larguei-o ao lado do prato antes de me virar para minha namorada.

— Podemos subir? Estou cansada — Era claro a desculpa mais esfarrapada possível, mas se eu ficasse ali... as coisas poderiam sair de controle, e eu realmente não queria ver isso. Evie não estava ajudando, ela era simpática, linda, e ficava lançando aqueles sorrisos maravilhosos em direção a garota que ficava babando por ela. Fechei a mão em punho em baixo da mesa, e esperei que minha namorada se despedisse antes de subir em silencio para o quarto. Eu realmente estava cansada, mas o motivo real de querer me recolher era outro.

— Você podia parar de ficar toda sorrisos com ela — Resmunguei ao sentir seus dedos se entrelaçarem aos meus, entregando-me no quesito ciúme.

Adentramos o quarto e eu fechei a porta, trancando-a sem querer ser incomodada. — Não é que eu não goste dela, mas ela está toda cheia de dedos para cima de você — Mordi o lábio, retirei o tênis e só então ergui o olhar, buscando minha namorada. Ela sorriu, fez uma careta surgir em meu rosto então andou em minha direção e me puxou para seus braços, selando seus lábios aos meus de maneira demorada, um leve pressionar gostoso que me fez esquecer o que eu estava dizendo.

— Eu te amo — Evie murmurou ao se afastar, encostou nossas testas e me arrancou um suspiro ou dois, relaxei instintivamente, apertei meus braços ao seu redor e assenti baixinho.

— Eu sei — Respondi, sabendo que aquilo varia mais do que um “eu te amo também” porque era a constatação de não apenas retribuir aquele sentimento, mas saber que ele era de fato, muito verdadeiro.
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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Evie Farrier em Qui Jun 22, 2017 7:01 pm




Do I wanna know?
...


Eu naturalmente amava pilotar. Já ouvi rumores de que era uma característica de filhos de Belona saber conduzir muito bem animais e veículos, mas estando em meu sangue ou não, eu amava usar a Destruidora em missões ou simples passeios. Porém, essa era a primeira vez em que eu tinha uma linda ruiva na garupa de minha motocicleta. Quem iria me culpar por ter acelerado algumas vezes só para sentir o aperto maior em minha cintura?

A viagem foi relativamente tranquila, o único momento de tensão aconteceu apenas para decidir em qual local iriamos descansar e ter uma pausa para o almoço. Obviamente, Kyra havia ganhado a discussão com as caçadoras em ficar em uma cidade como Lovelock. Imagino se elas sabiam da tradição romântica que aquela cidade possuía. Acabamos por ficar em um hotel fazenda não muito longe da estrada, sendo perfeito para uma parada e extremamente agradável em aparência e decoração. A comida provou ser maravilhosa e a conversa com as caçadoras era mais agradável do que eu esperava. Até Miranda fazer o comentário sobre minha cidade natal.

Ela possuía aquela informação apenas por termos chegado quase ao mesmo tempo no Acampamento Júpiter. Meu perfil era de uma pessoa extremamente reservada, não costumava falar sobre meu passado ou até mesmo algumas coisas excepcionais que podia fazer para não dar munição as fofocas. Isso evitava até mesmo de usarem meu passado contra mim, bastava-me que fizessem aquela maldita associação com os atos de minha mãe e meus supostos comportamentos.

Havia soltado um longo suspiro quando Kyra pediu para descansar no quarto. Eu tinha achado fofa e interessante cada reação mais ciumenta dela, mas, dessa vez, eu notava que havia um pouco a mais. Assim que entramos no quarto, me certifiquei que ela soubesse a coisa mais importante entre nós duas, o sentimento que muitas vezes estava me mantendo sã e fazendo com que me sentisse viva novamente.

-Descanse um pouco – pedi em um tom de voz calmo e sereno, tocando o pescoço dela e o afagando – Eu vou checar o perímetro ou não vou conseguir descansar direito, pensando que eu deveria fazer isso e evitar um ataque surpresa – dei de ombros conhecendo minhas manias e pensamentos inquietantes – Mas vou ser rápida, não demoro mais do que dez minutos.

Roubei um último beijo dela antes de sair a passos largos do quarto. Quanto mais rápido eu fosse, mais rápido retornaria. Apesar de tudo, o hotel fazenda não era tão grande ou requintado, apesar de ter o seu charme. Havia feito uma ronda básica em menos de seis minutos, já relaxada o suficiente para retornar ao quarto. Antes de cumprir o principal objetivo, segui para o estacionamento em uma área mais reservada da fazenda, onde havia deixado minha moto. Inesperadamente havia uma garota encostada nela.

O uniforme era o mesmo que de todas as belas garotas que trabalhavam no estabelecimento. Uma blusa polo azul clarinha, uma calça social escura e sapatilhas. Porém essa garota possuía algo a mais. O cabelo era bastante escuro e volumoso, os lábios pintados em um vermelho vibrante chamavam a atenção para o seu traço perfeito. Os olhos azuis eram estupidamente claros, montando um conjunto completo para o seu ar de mulher atrevida. Ela possuía um cigarro entre os dedos, a fumaça escapava produzindo aquele cheiro não tão agradável de tabaco queimado.

-Com licença – pedi apontando para minha moto enquanto possuía a chave em mãos – Preciso conferir algo.

-Oh, essa coisa poderosa é sua? – ela afastou suavemente, um sorriso de lado desenhado em seu rosto – Combina com você e sua aura de comando.

Pigarrei de maneira discreta, aproximando do veículo um tanto desconfortável. Eu sentia o olhar pesado da mulher sobre mim e era evidente o tom de flerte. Mas não podia ser rude com uma funcionária quando podia apenas ignorá-la. Aproximei da moto, fingi checar o motor e a gasolina e já estava para sair quando uma mão delicada, mas com unhas afiadas segurou o meu pulso.

-Faça-me companhia – era mais como uma ordem do que um pedido.

-Desculpe, não sei que sinais eu deixei transparecer de que estava retribuindo as suas tentativas – puxei a minha mão, minha postura ficando automaticamente na defensiva – Tenha uma boa tarde senhorita.

Eu sabia que estava agindo certo. Não havia sido grossa e, ao mesmo tempo, tinha deixado claro que não tinha interesse em prolongar aquela situação desagradável para mim. Estava até mesmo um tanto orgulhosa por ter lidado bem com uma garota tão bonita quanto aquela funcionária. Talvez saber que Kyra era em um nível superior a beleza e todo o resto havia ajudado um pouquinho só e...

Meus pensamentos foram quebrados quando meu corpo fora jogado contra o carro mais próximo. Eu já virava com o punho fechado pronta para o contra-ataque, mas aquela garota de olhos perigosamente azuis segurou meu soco apenas com sua palma, rindo de escárnio com meu golpe tão impulsivo. Sua outra mão foi direto para o meu pescoço, o segurando e apertando em uma pressão que detonava poder para a morena.

-Eu sempre tenho o que eu quero, querida. Demorei de perceber que você era uma semideusa, mas isso a deixa tão mais atraente e apetitosa! Seja minha, minha refeição e diversão!

-Não! Eu tenho namorada! O que inferno é você?!

-Acertou pelo menos a origem.

Ela disse em tom de joça. Havia algo nela que estava nublando a minha mente, fazendo-me prestar atenção em cada detalhe da garota e achar bonito. O que gerou uma confusão tremenda dentro de mim, pois uma parte estava sendo induzida a achar aquela morena bonita e irresistível. Outra parte de mim já dizia que eu possuía uma ruiva muito mais bonita e atraente. Eu tentava escapar, cheguei a bater no metal do carro com o punho livre, mas quanto mais eu me movia, mais o aperto em meu pescoço aumentava. O problema não era o ato de quase ser sufocada, mas a circulação de oxigênio no cérebro estava diminuindo e deixando-me mais débil e a mercê daquela estranha mulher.

-Eu sinto uma aura tão poderosa em você – a garota falou e, de maneira muito atrevida e até mesmo nojenta, lambeu a minha bochecha – Fazia muito tempo que eu não me alimentava de alguém tão diferente. Estou ficando faminta!

A surpresa me fez abrir bem os olhos assim que a boca da desconhecida cobriu a minha. Dessa vez me debati com força. Todo o meu ser sabia que isso era errado, que era perigoso. Mas havia uma subjugação dela que eu não sabia explicar! A sedução forçava a minha mente, mexia com meus sentidos e deixava-me estupidamente rendida a mulher. Pior do que isso? Eu sentia aquela fadiga mesclada a um certo nível de prazer. Era como se ela estivesse absorvendo minha energia através de sua boca, fazendo-me ficar fraca e indefesa, vulnerável ao seu ataque. Meu corpo foi parando de se debater, meu coração tão disparado e revoltado ia acalmando. Eu não estava apenas desistindo de lutar, eu tinha todo aquele desejo de soca-la por estar manchando minha boca com a dela.

Eu estava morrendo lentamente, pois ela estava alimentando-se de minha energia vital através daquele beijo. Eu não sabia o quão pálida eu estava, nem que minhas veias do pescoço e rosto já estavam começando a aparecer. Eu sentia meu corpo suado e fraco, tão indefeso como eu nunca o senti antes, mesmo quando era pequena. Fechei os meus olhos com força, rogando para que os deuses me dessem forças para pelo menos afastá-la e gritar por ajuda.


Item:
• Destruidora [Uma moto do modelo Yamaha totalmente negra. Foi encantada e modificada, atinge a velocidade de até 320 cavalos e apresenta algumas peculiaridades. A moto foi encantada com magia, logo pode ficar intangível, ou seja, basta pressionar um botão um pouco abaixo do acelerador e ela literalmente vai atravessar materiais sólidos. Sua segunda propriedade é dada pelo segundo botão, esse permite a Yamaha sobrevoar e flutuar livremente pelos ares, nesse estado as rodas da moto recuam, e abaixo de si uma nevoa surge, dificultando aos inimigos a seguirem seu rastro facilmente. Mas, isso não é tudo. Assim que seu portador monta na moto é equipado para ficar tão protegido quanto o restante do veículo, ao colocar os pés no apoiador duas botas circularão suas pernas, no guidão surgem luvas, e isso tudo não é suficiente para completar seu visual. A combinação de botas e luvas se expande, e formam uma roupa protetora ao redor de seu portador, com manoplas nos pulsos e uma couraça para proteger o peito, por ser emborrachada se ajusta perfeitamente ao corpo do piloto da moto, e foi encantada para se tornar intangível com o restante do equipamento, impedindo o piloto de se machucar. Por último, mas menos importante, a frente do veículo foi equipada com um compartimento secreto, dentro dele é possível guardar pequenas coisas de artilharia, como dardos, e lançar em seus inimigos, para isso basta apertar o terceiro botão da moto, o de coloração vermelha. A moto também possui em sua lataria runas e talismãs inscritos, provocando um encantamento de ligação entre a usuária e o veículo. Esse encantamento permite que a Destruidora seja chamada através de um pequeno ritual de invocação: o sangue do usuário tem de respingar sobre a runa de Raidho selada no corpo, oferecendo um pequeno sacrifício para que a arma apareça a sua frente. | Efeito 1: Intangibilidade; mecanismo de voo e artilharia; Efeito 2: A moto possui o encantamentos que a ligam com Farrier, permitindo que seja invocada pela mesma seguindo o ritual de invocação; Efeito 3: Graças a runa Kenaz a moto se reconstrói depois de danificada, seguindo o princípio de que quanto mais danificada mais tempo leva para recuperar seu status completo | Metal e Borracha| Espaço para uma Gema | Gama | 100% sem danos | Mágico | Criação da Pandora, encantada por Evie. ]


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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Sex Jun 23, 2017 12:36 pm




Encontro de Almas
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

Os minutos que permaneci sozinha também me deram chance de pensar, não que Evie não me desse espaço, mas na situação em que nos encontrávamos no momento, era difícil dar espaço também. Suspirei ao me aconchegar na cama e me enroscar naquele travesseiro, tentei ficar quieta, mas isso também não durou muito. Eu virava, me incomodava e parecia que nada ali surtiria efeito, o colchão era duro demais, grande demais, gelado demais sem ela. Resmunguei qualquer coisa, deuses, eu estava dependente daquela garota, mesmo quando estava um pouco brava com ela, não com ela, mas com as coisas que vinham acontecendo entre a gente. Eu sabia que Evie não me esconderia nada do seu passado, e que se eu perguntasse ela me responderia, mas não podia evitar o bichinho do ciúme me mordendo toda vez que Miranda chegava perto. Eu não gostava do olhar da garota sobre minha namorada e gostava menos ainda de suas provações.

Me virei na cama novamente e deixei a mente vagar para longe, eu tinha coisas mais importantes para me preocupar, meu namoro era importante, mas a missão também era. Eu não entendia como um mortal conseguira enganar tantos deuses, e pior, conquistara uma relíquia rara que não devia estar aos cuidados de alguém tão irresponsável. Às vezes me pego pensando em como os humanos podem ser gananciosos, mas também me pergunto o quanto o amor pode acabar abrindo fronteiras, naquele caso, literalmente. Sei que meus pensamentos podem parecer confusos no momento, mas basta refletir um pouco sobre minha atual situação para entender que eles realmente estão uma bagunça, totalmente embaralhados.

Franzi a testa ao perceber que Evie estava demorando demais. Fazia alguns minutos que ela tinha deixado o quarto, mas a garota nunca demorava muito em suas rondas, eram apenas alguns minutos, poucos na realidade, mas já tinha passado um bom tempo desde que ela me deixara sozinha para descansar. Puxei a manga da blusa e cheguei o relógio, 6 minutos, ela disse, já faziam bem mais do que isso, e pior, eu tinha a sensação de que algo estava errado. Resmunguei sozinha, puxei a adaga e vesti os calçados, deixando o quarto para trás sem fazer barulho. Chequei primeiro o corredor dos quartos, mas ninguém a vista, o silencio ali era quase monstruoso, assustador ouso dizer. Puxei a adaga mais para perto do corpo e desci as escadas evitando fazer barulho. Eu mantinha a lamina virada para cima, escondia o cabo entre minha palma e evitava fazer movimentos demais. Disfarçava claro, estava acostumada ao perigo, mas não quer dizer que tinha me acostumado a ele.

Fui em direção a cozinha, cheguei a área, mas nada vi, Evie tinha desaparecido e não estava dentro do hotel. Resmunguei baixinho, virei-me para voltar e trombei com a recepcionista, que sorria daquele jeito polido que me fizera desconfiar desde que pusera os pés no lugar. Não me levem a mal, pessoas bonitas geralmente me encantam, mas aquela ali.... eu podia ver a mentira brilhando nos olhos dela, além de não conseguir deixar de lado aquela sensação estranha que me tomava sempre que ela estava por perto.

— Está perdida, querida? — A voz dela era charmosa, me fez arquear a sobrancelha mesmo sem perceber, mas ela não mudou, nem se mexeu. Ainda tinha um sorriso lindo, a voz continuava a mesma, e a expressão era simplesmente imutável.

— Não, estou procurando por uma das garotas que estava comigo, a morena de olhos azuis, viu ela em algum lugar? — Questionei, até porque se eu estivesse certa sobre aquela cobra, podia muito bem fazê-la soltar uma coisinha ou outra enquanto torturava sua língua. Okay, sejamos realistas, eu não faria isso, mas não custava tentar.

— Ela passou por aqui mais cedo, mas foi em direção ao lado de fora — A moça parecia evidentemente preocupada, poderia ter me engano se eu não tivesse um detector de mentiras natural.

— Obrigado — Passei por ela sem pedir licença e sem me despedir, e então voltei ao corredor, foi ali que pó dourado misturou-se ao som do tilintar familiar de algo se chocando contra um corpo. Virei-me novamente a tempo de ver Miranda com o arco em mãos e a expressão de fúria, junto a ela estava a outra caçadora, e ambas me encaravam em expectativa.

— Empousa — A garota explicou, me fez virar em direção ao corredor para observar que despertamos outras duas delas, as garotas que outrora nos serviram. A cozinheira e a garçonete.

— Merda — Resmunguei. — Evie sumiu — Eu puxei a lamina para perto do peito ao explicar, mantendo uma distância segura entre meu corpo e os monstros, afinal, adotar postura defensiva em uma batalha era sábio, mas estar com a cabeça longe não era.

— Vá atrás dela, nós cuidamos das coisas por aqui, agora! — Miranda foi quem me despertou do transe, me fez dar dois passos para trás e virar rápido antes de correr em direção ao estacionamento. Em outro momento provavelmente eu teria chiado e reclamado, minha teimosia era grande, e eu era do tipo que não gostava muito de receber ordens de desconhecidos, ainda menos de uma desconhecida que me deixava com raiva. Contudo, ali, eu não tinha tempo para pensar ou reclamar, algo tinha acontecido a Evie Farrier, e meu único pensamento era o de encontrá-la.

Vamos lá... vamos lá!

Pelos deuses! Onde diabos aquela garota tinha se metido? As perguntas ecoavam, eu não parava de correr, tinha percorrido a área da piscina e da churrasqueira, passei pelos jardins e pelo gramado, mas nada de Evie. Resmunguei ao perceber que ainda faltava um lugar, e meus pés se moveram automaticamente até ele. Corri para o estacionamento. Podia sentir meu coração batendo sobre as costelas, ameaçando sair a qualquer momento, podia sentir minha respiração pesada mesclar-se ao ar frio de inverno, e pior, podia sentir que presenciaria algo que não iria gostar. Acho que é coisa de filha de Vênus, somos atraídas pelo mistério, pela sedução e por qualquer sentimento ligado ao amor, não foi justamente isso que fez parar naquela cidade, e insistir a Evie de que ali eu me sentia segura? Bela segurança que dei a minha namorada, agora empousas estavam atacando as caçadoras e Evie Farrier estava desaparecida.

Percorri a lateral da construção e parei de forma brusca ao adentrar o estacionamento, fui cautelosa, parei de correr e me escondi atrás de um carro, mas se me perguntarem o modelo, o ano ou a marca não saberei responder. Eu entendo de roupas, não de veículos. Abaixe-me depressa e espiei pelo espelho, mas ao perceber que estava sozinha passei a andar em direção ao lugar onde Evie deixara a moto um pouco mais cedo, algo me dizia que se fosse encontrá-la em algum lugar, seria ali.

Dito e feito!

A garota estava prensada sobre o carro de modelo escuro, presa aos braços de uma criatura linda que mal revelava a face. Mas não foi nada disso que travou minhas pernas. Elas estavam se beijando, e pior, não era a garota beijando minha namorada, era minha namorada retribuindo o beijo de uma garota. Meu rosto ficou vermelho, não de vergonha, mas de raiva, apertei mais o cabo da lamina e deixei que a ponta perfurasse parte do meu braço, mal senti o sangue escorrer...

Respirei fundo e me virei, prestes a sair dali, mas algo captou minha atenção antes que eu conseguisse fazer qualquer coisa. A sensação de que alguma coisa estava errada não tinha me deixado, e eu percebi – um pouco tarde demais, admito – o que tinha acontecido. O corpo de Evie estava mole, ela não se debatia mais, estava ficando seca e machucada, e pior, a garota continuava a sugar algo dela para si, uma energia azulada que... Espera! Eu sabia o que era aquilo!

Meus olhos se arregalaram ao meu dar conta de que o Chi de Evie estava sendo sugado, ela não estava beijando aquela garota, era a refeição dela. Eu não esperava encontrar aquele monstro nem em mil anos, tinha lido sobre ele, mas nunca pensei que teria a chance de enfrenta-lo, e isso também não quer dizer que eu queria. Aquele tipo de poder também me pertencia, eu conhecia seu funcionamento e as consequências de usá-lo em outro alguém, poderia matar outra pessoa com um único beijo. Toquei meus lábios, a mão de Evie tomou para o lado, e então eu me movi.

Eu corri em direção a criatura de maneira silenciosa, aproveite-me da distração do monstro com minha namorada para enfiar a adaga em seu pescoço e puxa-la para trás. Uma mão em seu ombro e a outra em sua garganta, segurando a lamina próxima demais para obriga-la a largar minha namorada. — Acho que pegou a garota errada, Succubus — Sussurrei rouca, muito próxima ao seu ouvido. Ela fincou as garrar em meu braço, mas eu não a soltei. Não me importava o quanto de dor eu sentisse, eu merecia por ter desconfiado de Evie, e merecia mais ainda por não ter feito algo logo de cara. Me sentia culpada, mas também era movida por um sentimento muito maior. Raiva, raiva por quase ter perdido a garota que amo para um monstro que se alimentava de prazer sexual, de vida.

— Solte-me! Ou será a próxima que eu vou comer! — Ela gritou, fincando as unhas mais fundo em minha carne, eu a joguei contra a porta traseira de um carro, prensei seu corpo e prendi sua barriga com meu joelho, a obrigando a permanecer ali.

— Seus joguinhos de sedução não funcionam comigo, monstro — Cuspi as palavras, forcei mais minha adaga em seu pescoço a fazendo parar de se debater, então aproximei minha boca da dela, mas não encostei nossos lábios. — Prove um pouco do seu próprio veneno — Eu sussurrei, deixando a voz mudar aos poucos antes de fazer aquilo que nunca tentara, e sugar para mim sua energia vital. Era uma sensação estranha claro, era como puxar o ar, mas trazer consigo algo mais, que aquecia minhas veias e me deixava mais forte. O poder circulava por todo meu corpo, minha ferida se fechou sozinha, eu vi, eu senti, a pele se regenerando aos poucos enquanto o cansaço ficava para trás. Era bom, de um jeito ruim.

O monstro amoleceu em meus braços, seus olhos ficaram opacos e um sorriso surgiu em seu rosto, eu suguei mais forte, até não ter mais o que sugar. Quando me afastei, assustada e maravilhada a criatura se desfez em pó, ou melhor, a carcaça do que sobrara dele se desfez. Fitei minhas mãos sem saber exatamente como aquilo tinha acontecido, pisquei várias vezes então me virei.

— Evie eu... Evie! — Me lembrei na hora do que tinha acontecido com ela, corri em sua direção e me abaixei ao seu lado, virando seu corpo para cima antes de bater em sua bochecha de leve. — Vamos amor, reaja — Resmunguei rouca, testei sua pulsação, e quando notei que nada acontecia aproximei a boca da dela. Diferente do que fiz com o monstro eu não suguei sua energia, mas sim passei a minha para ela, deixando-a tomar para si parte da minha força, do meu poder, até fazê-la despertar ofegante novamente. Ela sentou-se depressa e atordoada, mas eu não dei tempo para ela processar nada, apenas a puxei para os meus braços e a abracei com força, a mantendo segura ali.

— Deuses amor, por vênus, que diabos... — Resmunguei, beijei seus cabelos e peguei seu rosto entre as mãos, então me lembrei de algo. Minha expressão se fechou de leve, então eu soltei seu rosto e dei um tapa ardido em seu ombro. — Isso é para aprender a nunca mais ser seduzida por outra garota! — Resmunguei rouca, para só então puxar seu rosto novamente para mim. — Nunca mais tente morrer de novo, ou eu mesma mato você — Encostei minha testa a dela, então fiz o que realmente queria, e a beijei. Não era um beijo ousado, não tinha malicia, era carinho, vontade, sentimento, amor, confusão, medo... era tudo, eu deixava que ela sentisse toda aquela vontade boba que eu tinha de tê-la para mim, mas deixava que o medo de perde-la ficasse muito evidente. Alguém pigarreou, então eu voltei a erguer o olhar, me separando dela a contragosto.

— Acho que temos que sair daqui — Miranda resmungou nos encarando de maneira direta, eu revirei os olhos, a outra caçadora encarou a parede, e bem, ficamos assim, nessa troca de farpas mudas enquanto eu sustentava seu olhar.

— As empousas? — Eu perguntei, Evie me olhou confusa, eu dei de ombros apenas para dizer que explicava mais tarde.

— Mortas — Ela respondeu direta, e também não tinha porque enrolar.

— Ótimo, vamos sair daqui, foi aventura demais para tão poucas horas — Devolvi. Estava cansada, desgastada e emocionalmente abalada, mas Evie estava viva, e estava bem, então por mais que eu tremesse por dentro, também estava aliviada.

Armas e Itens:

• Adaga de Ferro Estígio [Com o cabo de madeira e lâmina de ferro estígio, a adaga tem fio em ambos os lados, com cerca de vinte centímetros de comprimento | Efeito 1: a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras; Efeito 2: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado. | Material: Ferro Estígio | Espaço para duas gemas | Resistência Beta | Status: 100%, sem danos | Épica | Ganhado no evento Quando o Passado Revive]

Golden Magic [Um colar que possui um pingente a escolha do seu dono. Seu formato ou estilo em nada se compara a magia que está presente nesse acessório | Efeito: Ele esconde em 75% a presença semidivina do usuário, permitindo que ele passe despercebido por monstros e use até mesmo tecnologia mais avançada. Monstros superiores e mais poderosos ainda conseguem reconhecer o usuário do colar como um semideus, mesmo que leve um tempo para distinguir a aura | Prata ou Ouro | Sem espaço para gemas | Gama | 100% sem danos | Mágico | Comprada na Pandevie Magie]
Poderes Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: O semideus filho de Atena se sente completamente confortável para atacar e defender-se com lâminas. Espadas, adagas, armas de arremesso como facas, qualquer lamina de curto ou longo alcance pode virar uma arma mortal na mão do semideus filho de Athena. Por serem inteligentes, aprendem a manuseá-las mais rapidamente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio de laminas de mão (facas, espadas, adagas, punhais, lanças, etc)
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.

Nome do poder: Estrategia.
Descrição:  O campista é bom em elaborar planos e estratégias de batalha, o que torna a chance de erro para ataques diretos, ou criação de armadilhas maior, ou seja, a margem de erro será menor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de acerto em ataques planejados previamente.
Dano: ----

Nível 4
Nome do poder: Inteligência
Descrição:  Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano, e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscara respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de descobrir alguma coisa, ou aprender alguma coisa. (Aumenta conforme em +5% a cada 2 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento de monstros
Descrição:  Duas vezes por evento o filho de Athena pode solicitar ao narrador que indique algo sobre o monstro que possa ajudar na batalha. As dicas dependem do Narrador.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Destreza
Descrição:  Assim como as corujas o campista consegue se deslocar pelos lugares sem ser notado com facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 60% de chance não ser notado
Dano: ----

Nível 4
Nome do poder: Resistência
Descrição: O filho de Afrodite/Vênus, é um sedutor nato, que conhece a magia por trás do charme, e da sedução. Isso faz com que se tornem invulneráveis a poderes envolvendo a beleza do oponente e magias com amor, essas não atingem o seu personagem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a enganação do coração, charme, sedução e beleza não surtem efeito na prole da deusa do amor.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Verdades Ocultas
Descrição: É difícil mentir para quem se ama, assim como é difícil de mentir para o filho de Afrodite/Vênus, que está ligado diretamente a esse sentimento. Assim sendo, quando alguém tentar mentir para o filho de Afrodite/Vênus, a pessoa se sentira tão incomodada, a ponto de acabar não conseguindo continuar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O narrador pode fazer a pessoa que mentiu gaguejar, hesitar, piscar ou algo semelhante, denunciando a mentira.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nível 18
Nome do poder: Contra Ataque
Descrição: Sua mente se tornou mais forte a poderes ilusórios de charme, amor, e ilusão. Assim sendo, caso alguém tente atacar a sua mente com um poder relacionado a isso, este poder se volta contra quem o lançou.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Funciona como um espelho, o ataque reflete na mente do filho de Afrodite/Vênus, e volta para a pessoa que lançou.
Dano: O dano é o mesmo do golpe que o inimigo tentar lançar contra a prole de Afrodite/Vênus, mas o efeito é reduzido em 50%.

Nível 29
Nome do poder: Empatia
Descrição: Essa habilidade permite que saiba os que os outros estão sentindo no momento. Não envolve nenhum tipo de controle, apenas o conhecimento dos sentimentos do outro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite que sejam capazes de entender o que se passa com inimigos e aliados, e possivelmente, usar isso para trabalhar ao seu favor. Por exemplo, se usarem o poder ativo “charme” e combinarem com o empatia, podem acabar convencendo inimigos e aliados através do sentimento que se passa com eles no momento.
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Resistência a Hipnose
Descrição: Os filhos da deusa do amor são naturalmente resistentes a hipnoses, os poderes ainda funcionam com eles, mas não tem o mesmo efeito.
Gasto de Mp:Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a Hipnose tem um dano 20% menor do que em outros campistas.
Dano: Nenhum

Nível 31
Nome do poder: Elasticidade Natural III
Descrição: A elasticidade de tais semideuses atinge seu ápice, sendo tão perfeitos quanto dançarinos profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 50% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: O semideus evoluiu conforme o esperado, ataca e se defende com a lamina com uma maestria impressionante. Seu manejo melhorou, e agora sua mira com a arma está mais letal em suas mãos, também consegue acertar pontos críticos, tornando seus ataques precisos e perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +30% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.
Poderes Ativos:


Nível 24
Nome do poder: Beijo Doador de Energia
Descrição: Dominado o beijo que suga a energia alheia, o semideus agora consegue doar a própria energia para salvar a pessoa que recebe o seu beijo. Ele passa a própria energia através do contato com dos lábios, fazendo com que essa energia passada seja transformada em pontos de vida para a pessoa.
Gasto de MP: O quanto quiser doar, sendo o máximo de 50 por turno.
Gasto de HP: 15HP
Bônus: Os pontos doados de energia são transformados em pontos de vida para a pessoa.
Dano: nenhum.
Extra: Caso passe mais de 50% de sua energia através dessa habilidade, poderá acabar inconsciente.

Nível 38
Nome do poder: Beijo Devorador de Energia III
Descrição: Ao encostar os lábios ao de alguém, o semideus filho de Afrodite/Vênus é capaz de começar a sugar a energia da vítima. O ato produz prazer para a vítima, assim quanto mais o beijo se desenvolve sugando a energia, menos capacidade de lutar contra a vítima tem. A habilidade nesse nível está completamente dominada, o semideus não precisa realmente beijar a vítima, apenas manter os lábios próximos dos da vítima para que a energia seja sugada e passada de boca para boca.
Gasto de MP: 30 MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Transforma a energia roubada em pontos de vida, podendo retirar até 60 de energia por turno. Caso a vítima chegue a 25% de energia através do beijo, poderá ficar inconsciente.
Dano: Perda progressiva de MP.
Extra: Em humanos depois do segundo turno poderá acabar provocando a morte dele. Nesse nível é possível sair de efeitos e condições, além de poder curar até ossos quebrados. Quanto maior o dano ou o efeito sofrido, mais tempo é necessário para que a energia roubada cure.

Nível 42
Nome do poder: Indução ao toque III
Descrição: Ao tocar alguém, a prole da deusa do amor consegue transferir uma pequena quantidade de energia com as mãos para a vítima. Essa energia provoca excitação aguda, deixando a pessoa mais sugestiva a comandos e com desejo espontâneo e repentino pelo semideus. Nesse nível, a pessoa tem os hormônios sexuais aflorados desde o primeiro toque, tornando-se mais fácil ainda provocar prazer e deixa-la suscetível a obedecer e responder perguntas. Com o melhor domínio, o semideus agora também consegue quebrar habilidades que provoquem dor, pânico ou confusão mental, sobrepondo o prazer ao medo e sentimentos negativos.
Gasto de MP: 10 (+10MP a cada turno ativado)
Gasto de HP: 5
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Habilidade funciona apenas através do toque, não precisa ser direto na pele. A vítima irá sentir um prazer absurdo e momentâneo. A partir do momento em que o contato é quebrado, a vítima recobra a compostura em um tempo que varia de 1 a 5 minutos.
Habilidades Aprendidas:

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum
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DO YOU EVER WONDER IF THE STARS SHINE OUT FOR YOU?
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Kyra C. Ferreli
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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Evie Farrier em Dom Jun 25, 2017 10:09 pm




Do I wanna know?
...


Pela primeira vez eu não sabia o que havia me atingido. Não demorou para que eu já não mais comandasse meus movimentos, minha boca retribuía ao beijo indo contra toda as minhas tentativas de afastar aquele demônio. Logo meus esforços foram diminuindo ao ponto de não conseguir me mover, a energia sugada fora tamanha que a minha consciência estava cada vez mais cedendo ao obscuro...

Eu tive a sensação de que estava caindo. Minha visão nublada em nada captou o embate que acontecia a menos de um metro de meu corpo. As vozes se misturavam e me deixavam confusa. Kyra estava aqui? E como que para confirmar minhas suspeitas, o aroma de lavanda invadiu minhas narinas e preencheram meus pulmões. Pisquei os olhos várias vezes até focalizar a ruiva a minha frente, com um semblante preocupado e olhar preso a cada movimento meu...

-Auch! – exclamei assim que senti o tapa em meu braço. Eu realmente não sabia o que tinha me atingido até processar que Kyra havia me batido – Mas...?!

Ela primeiro me bateu, para depois beijar. Desisti no mesmo segundo de entender o que estava acontecendo, apenas fechando os olhos e dando graças aos deuses pela sensação de perigo ter finalmente sumido. As caçadoras chegaram ao mesmo tempo em que minha consciência se tornava mais límpida e segura, permitindo-me entender que as garotas haviam lidado com outros ataques e que aquela mulher demoníaca tinha sido derrotada.

-O intervalo acabou, vamos tentar seguir direto para o Colorado. Uma pausa apenas para abastecer e deixar os Pégasos descansarem.

Minha postura de liderança havia retornado. Uma parte de mim estava orgulhosa de minha namorada, ao que parecia ela tinha derrotado sozinha aquele ser beijoqueiro. Outra parte de mim estava levemente incomodada por não ter conseguido contra-atacar, muito menos ter tido o controle suficiente para não beijar o monstro. Era como sentir que minha boca estava suja, com um gosto metaforicamente amargo. Assim que montamos na Destruidora e eu senti os braços finos e branquelos de Kyra me circundando, eu prometi para mim mesma que recompensaria a minha namorada por um momento tão constrangedor e doloroso.

(•••)

A viagem não teve muitos outros problemas. Apenas algumas harpias que apareceram no tráfego aéreo, sendo abatidas pelas caçadoras e suas flechas feitas de prata lunar.

O Jardim dos Deuses era um dos pontos turísticos da cidade de Colorado Spring. Apesar do nome ser sugestivo a um paraíso floral, era um lugar cheio de formações rochosas e pouca vegetação. A noite já era plena quando finalmente tínhamos chegado no local em que a deusa da lua tinha nos indicados. Sem o movimento dos turistas, foi relativamente fácil invadir a área protegida. O problema? Tínhamos horas antes do momento crucial da missão, em que o portal seria aberto e nos levaria para o desconhecido.

Foi ideia da filha de Vênus montarmos acampamento perto das coordenadas e nos mantermos preparadas. Ela sabia que poucas escolhidas chegaram tão longe e, graças a sua mente de legado de Athena, rapidamente chegou a conclusão de que algo ou alguém as impedia de concluir o objetivo. As caçadoras lideraram o caminho até um campo aberto, cheio de rochas de porte médio, alegando que o portal deveria abrir em algum lugar próximo.

Foi difícil conter o sorriso orgulhoso quando Kyra abriu a “casa móvel”, fazendo uma verdadeira tenda surgir de um tubinho pequeno. Olivia logo começou a questioná-la onde poderia conseguir um daqueles e, mesmo tendo aquela pose toda de inabalável, eu me via um tanto sem jeito em fazer propaganda do Pandevie Magie. O que não foi o mesmo para Kyra, ela começou a fazer uma descrição detalhada dos itens que eu e Pandora vendíamos, exagerando em alguns pontos para atrair a caçadora.

-Você tá com aquele olhar – Miranda comentou próxima a mim, ela montava a madeira uma sobre a outra, com o intuito de construir uma fogueira. O engraçado? Ela nem mesmo estava olhando para mim. Arqueei as sobrancelhas e cruzei as pernas de maneira distraída, encontrava-me sentada sobre uma rocha de tamanho médio, larga o bastante para que mais duas pessoas sentassem ao meu lado – A filha de Vênus te fisgou de jeito, hum?

-A que tipo de olhar você se refere? – questionei de maneira direta, mas ela apenas riu e deu de ombros – Vamos, ainda sou sua pretora, ordeno que me responda!

O riso solto da filha de Marte pareceu atrair a atenção de Kyra. Eu sabia que ela estava enciumada, era evidente em cada um de seus olhares cortantes e sérios. Então apenas dei de ombros, como se dissesse que era nada demais. Em resposta, Kyra revirou os olhos e voltou a atenção a Olivia, mas seu queixo estava erguido orgulhosamente. Foi impossível não sorrir ao perceber que nós duas já nos comunicávamos sem a necessidade de palavras, interpretando cada gesto com perfeição.

-Esse olhar – Miranda disse e afastou da fogueira que começava a queimar – É ainda mais intenso dos que você lançava para mim.

-Eu lançava olhares para você? Certeza disso? – indaguei tentando usar do humor para conter o sutil constrangimento.

-Você nem sabia como disfarçar Farrier. Mas eu vejo a diferença – a caçadora morena deu de ombros e empurrou meu ombro com o seu depois de sentar ao meu lado – Você a ama, não tem apenas uma queda. E devo dizer, mesmo sendo uma caçadora e uma filha de Marte, é tão evidente que até mesmo eu consigo reconhece-lo quando vocês duas se olham. Kyra me surpreendeu um pouco, ela lidou em minutos com uma succubus!

-Era uma succubus? Eu sabia! O que ela fez?

-Eu só vi o monstro se transformando em pó. Você realmente tem uma queda pelas garotas perigosas hum?

Ela mal havia terminado de falar e tudo o que eu vi foram fios vermelhos a minha frente. Kyra havia se intrometido, sentando exatamente ao meu lado, o mais colada possível. Os braços circulando meu pescoço de maneira territorial, o sorriso lançado a Miranda tão afiado quanto ao olhar.

-Qual o assunto? – ela perguntou com a voz serena.

-Coisas e situações perigosas – respondi rapidamente, fazendo Miranda abafar um riso e os braços ao redor de mim abafarem – Mira estava me contando que você derrotou um demônio sozinha. Estou orgulhosa disso!

O elogio parece ter desviado a atenção da semideusa, o suficiente para amenizar a tensão sutil que se formava por conta do ciúme. Logo Olivia se aproximava para sentar ao redor da fogueira, animada em contar uma situação perigosa que vivenciou ao lado de Diana.

(•••)

Faltavam apenas quinze minutos para meia noite.

A fogueira a muito tivera suas chamas extinguidas, restando apenas o brilho das brasas na madeira queimada. O acampamento havia sido levantado e todas estávamos atentas ao que poderia acontecer nos próximos minutos. A tensão da espera provocava o nervoso e a ansiedade. Não saber o que estava por vim parecia ser o elemento perfeito para intensificar as emoções negativas.

Ao meu lado, Kyra estava tremendo. Estava relativamente frio no lugar, mas eu duvidava que o estado da garota ruiva fosse apenas isso. Soltei um longo suspiro, retirando em poucos movimentos a jaqueta que eu usava. Sem dizer nada, apenas coloquei o tecido mágico sobre os ombros de minha namorada, recebendo aquele olhar questionador e o franzir de cenho que denotava confusão.

-Apenas use e não, não vai poder argumentar isso.

Meu tom mandão estava totalmente explícito, arrancando da garota um suspiro resignado e uma revirada de olhos. Mas logo ela passava os braços por entre as mangas da jaqueta, mesmo que estivesse com um princípio de beicinho por tê-la cortado antes de poder falar. Um sorriso estava prestes a surgir em meu rosto, eu amava esses momentos simples que eu tinha ao lado dela, como já tinha decorado boa parte de suas expressões... Mas tudo o que eu fiz foi ficar com o olhar perdido e vago.

No fundo de minha mente, como se estivesse assumindo uma visão de terceira pessoa no local, eu estava vendo algo que ninguém normalmente veria. Aquilo havia acontecido uma única vez em que eu estava para ser morta em um ataque surpresa. Sem o choque por estar tendo aquela experiência de premonição, vaguei meu olhar rapidamente pelo ambiente em busca do perigo.

Eu o encontrei na forma de um grande e perigoso predador, abaixado atrás de grandes arbustos pronto para dar o bote mortal sobre mim e Kyra. Era um enorme leão, seu tamanho ultrapassando os padrões da normalidade, denunciando todo o seu porte místico. Os olhos avermelhados encaravam firmemente suas presas, seus ombros moviam-se preparando-se para o salto. Ele nos atingiria em cheio e, se não nos matasse com suas garras e presas, deixaria machucados profundos.

Minha mente retornou de vez, a tontura fazendo-me cambalear por um segundo. No outro eu já segurava Kyra e a empurrava para o lado com mais força do que eu havia planejado. No entanto, não havia tempo para que fosse cuidadosa. Pulei no último segundo, saltando para o lado ao mesmo tempo em que o leão aparecia com um rugido feroz. Meu corpo colidiu contra o chão rochoso, meu ombro recebendo boa parte do impacto. Mas a dor não era a minha inimiga, em verdade raramente a sentia quando estava em batalha.

Sentei rapidamente, buscando com um quê de desespero por Kyra. Felizmente a filha de Vênus também começava a se erguer, seus olhos esverdeados encarando a criatura felina com surpresa e horror. O grito que reverberou na noite me fez entender o porquê. O leão havia passado diretamente por nós duas, mas havia outra presa bem a sua frente. Olivia estava caída no chão, sua perna esquerda na boca do monstro escorria sangue rapidamente. Enquanto me colocava de pé, escutei o grito de guerra de Miranda enquanto ela lançava as suas flechas continuamente contra o leão. O fator que tornava aquela noite ainda pior? As flecha nem ao menos penetravam a camada felpuda do leão, restando apenas uma opção lógica.

-É o Leão de Neméia! – gritei em um alerta.

As flechas pararam, mas o leão não havia soltado a semideus e agora até mesmo balançava a cabeça de um lado para o outro, aprofundando ainda mais as feridas. Rosnando avancei com tudo, sabendo que faria um ataque extremamente perigoso. Meus passos eram rápidos e pesados, determinados em direção a besta mitológica. Quando perto o suficiente, saltei sobre ele até parar em sua lombar, aproveitando que o felino monstruoso estava distraído com o membro inferior da caçadora. Abri bem as palmas de minha mão sobre a face do monstro, permitindo que a energia brilhosa escapasse bem no centro e atingissem o poderoso Leão de Neméia.

O brilho das estrelas fora forte o suficiente para atingirem as orbes oculares do felino. Ele finalmente havia soltado a garota e imediatamente Kyra a puxou para longe para fazer os primeiros socorros. O problema de ter tido um sucesso naquele ataque? Eu estava sem segurar-me em nada para fazer com que a luz de minha mão cegasse a fera. Assim, quando ele ergueu o corpo em dor e confusão, o meu foi para trás caindo mais uma vez no chão. Ele rugiu, rosnou furioso, suas patas batendo no chão como se tentasse esmagar o ser que atreveu a feri-lo. Foi necessário rolar de um lado para o outro para afastar-me do corpo de massa pesada e felpuda até conseguir colocar-me de pé.

-Evie! Acho que eu e você conseguimos fazer o mata leão do Hércules!

Miranda surgiu ao meu lado, lançando a ideia de ataque rapidamente. Minha mente trabalho em segundos, lembrando a forma em que o herói do passado havia derrotado aquele poderoso ser místico. O Leão de Neméia era conhecido principalmente por sua pele invulnerável. Nada era capaz de ferir aquela pele, tornando aquela criatura uma das mais mortíferas a ser encarada por semideuses. Hércules em uma de suas tarefas tinha derrotado o felino monstruoso abraçando o seu pescoço e o apertando com sua super força, conseguindo assim derrotar o monstro. Ela era uma filha de Marte e eu uma legado de Belona que durante a noite ficava ainda mais forte.

Era uma ideia louca, mas merda, pelo menos era uma ideia!

Apenas concordei com um acenar de cabeça. Nós duas encaramos o monstro ao mesmo tempo e, sem termos combinada nada, começamos a correr na direção dele quase no mesmo instante. Ela foi mais para a esquerda, para cerca-lo por um lado enquanto eu ia pelo o outro flanco. O leão estava ensandecido por estar cego, atacando o ar e rugindo de maneira assustadora. Se ele não se acalmasse ao menos um pouco, seria impossível aproximar dele sem que alguém fosse rasgado ao meio. Como se alguém lesse meus pensamentos, raízes começaram a nascer do chão e começaram a circular as patas leoninas, o prendendo e segurando da melhor forma que podia.

Ao olhar para o lado, eu via Olivia apontando a mão em nossa direção, sendo apoiada por Kyra que terminava o curativo de sua perna para estancar o sangramento intenso. Ela estava dando uma única chance para nós duas. Escutei o grito de batalha de Miranda e avancei quase ao mesmo tempo. A filha de Marte abraçou o pescoço dele pela esquerda enquanto meus braços o envolviam pela direita. O aperto começou de maneira bruta, eu reunião mais do que nunca toda a minha força, chegando a grunhir alto pelo esforço que estava fazendo. Miranda parecia estar impondo toda a sua energia também, suas caretas e rosnados denunciavam a sua vontade de esmagar aquele pescoço felpudo. O leão balançava, tentava soltar-se e estava ficando cada vez mais selvagem, pois estava sendo morto pela mesma maneira novamente.

-Só mais um pouco! – arfou Miranda fazendo uma careta ao pressionar mais os braços.

Fechei meus olhos e rosnei ao ativar uma habilidade que nunca havia usado antes. Descendentes de Belona eram conhecidos por assumirem várias faces de guerreiros, podendo adaptar-se a qualquer situação em batalha graças a isso. Eu clamei ajuda pelo guerreiro heroico dentro de mim, oferecendo mais força ainda a filha de Marte e Caçadora. Nossos braços estavam tensos, os músculos tão tencionados que era quase possível ver as veias marcando a pele. Miranda aos poucos começou a ficar ainda mais forte, seu aperto surtindo cada vez mais efeito no leão que se tornava arredio. Ele foi escorregando para o chão, rugindo cada vez mais baixo. Até que de repente, o último sopro de vida dele o fez reagir com todo o resto de energia que tinha. O rugido foi monstruoso, o suficiente para fazer com que eu sentisse medo. Eu podia sentir Miranda vacilando e o aperto tornando-se menor...

Mas um grito feminino quase sobrepôs a ferocidade do Leão de Neméia. Kyra havia surgido a nossa frente, segurando seus bastões elétricos e os pondo na boca do leão. Ao ativar a eletricidade contida nas suas armas, a descarga atingiu diretamente o interior do felino monstruoso. Fora o suficiente para fazê-lo tremer forte várias vezes antes de se transformar em pó dourado. Assim que ele se desfez, meu corpo caiu ao chão junto ao de Miranda. Eu mal sentia os meus braços e arfava pelo gasto de energia para sustentar o guerreiro heroico dentro de mim.

-Evie?! – Kyra segurou-me pelos ombros, seus olhos buscando os meus prontamente.

-Olivia ela está...

-Eu estou viva! – Olivia gritou de onde estava. Ao mover meu corpo para poder sentar, pude ver a garota encostada em uma árvore – Mas vocês devem se apressar! Vejam, o portal está abrindo! Eu vou ficar e proteger a área como puder, vão!

-Não Liv!

-Sim Mira! Eu estou ferida, iria atrasar vocês lá dentro, agora vão!


Ela estava certa quanto a fenda dimensional. Ela estava ali, como um rasgo no meio do ar, brilhante nas bordas e obscura em seu interior. A rachadura dava espaço para que uma pessoa passasse de lado, estreita e com um poder de nos arrastar sabe deuses para onde. Engoli em seco antes de me erguer e sentir dor em cada músculo de meus membros superiores. Retirei o anel negro de meus dedos e o transformei em meu belo cajado.

-Temos de ir – anunciei enquanto me aproximava da fenda dimensional – Está perdendo o poder, é agora ou nunca!

Eu não esperei pelo questionamento das outras duas. Toquei a orbe do cajado no centro da fenda e senti como se eletricidade invisível tomasse todo o meu corpo. Não era doloroso, mas sim extremamente incomodo.

-Agora! Eu sinto que eu estou segurando ele de fechar, passem de uma vez! Estarei logo atrás de vocês – ordenei ainda sentindo choques pequenos por todo o meu corpo, mas sem transparecer dor alguma. Abençoada fosse minha resistência a dores físicas. Miranda foi na frente, pulando para dentro da fenda segurando o seu arco prateado. Kyra parou ao meu lado segundos antes de saltar com toda a sua determinação e coragem – Que mulher, deuses!

Foi tudo o que eu disse antes de me jogar em um espaço estreito e dimensional.

Tudo ficou escuro.

Tudo girou como um loop eterno em uma montanha-russa.

Até que tudo parou e eu sentir estar em um quarto de realeza.

Espera, um quarto?! Pisquei e usei o cajado como apoio. A succubus havia consumido boa parte de minha energia, eu ainda estava me recuperando quando o ataque leonino aconteceu. Soltei um longo suspiro enquanto piscava e finalmente ajeitava a minha postura, transformei meu cajado em anel novamente e estava terminando de depositá-lo em meu dedo quando escutei aplausos.

-Ora, ora! Eu não estava esperando uma visita tão importante! Uma filha da noite em meus aposentos!

Girei rapidamente, dando de cara com um homem extremamente belo e portador do sorriso mais soberbo que eu já tinha presenciado. Sem dúvidas alguma aquele era Adônis e, aparentemente, aquele era o seu quarto. No meio daquela loucura, parte de meu coração apenas questionava-se onde diabos Kyra estava!




Habilidades Usadas:
Passivos

Nível 21
Nome do poder: Premonição
Descrição:  Quando o filho de Nyx/Nox está correndo algum risco de serem atacados ou mortos de surpresa, eles têm uma premonição, um sentimento de perigo sobre o que irá acontecer. Este sentimento o alerta e pode mantê-lo vivo, pois, permite ao personagem antecipar durante um único turno – de sua escolha – o movimento do inimigo, e bloqueá-lo. (Só pode ser usado uma vez por missão, luta ou evento).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode afirmar os movimentos do adversário durante um único turno, podendo bloqueá-los nesse mesmo turno.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Interna
Descrição: A prole da deusa da fúria em guerra detém uma força interna que se transforma em força física. Com isso, o impacto dos seus golpes físicos passa a ter uma taxa de dano maior, além de ser capaz de levantar uma quantidade de peso muito maior do que um humano comum.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em danos físicos, capacidade de erguer até 150kg com facilidade e amassar metais comuns (resistência sigma).

Ativos

Nome do poder: Brilho Estelar II
Descrição: O semideus consegue produzir uma esfera de luz prateada, semelhante ao brilho das estrelas. Agora sua esfera ficou mais forte, e além de causar cegueira durante um turno inteiro, também cria uma leve ardência sobre a pele, semelhante a picada de um isento. Isso acontece porque a esfera produzida ganha fissuras de luz semelhante a agulhas invisíveis a olho nu, que causam cortes – sem abertura – sobre a pele, deixando pequenos riscos brancos na região atingida.
Gasto de Mp:  20 MP
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP
Extra: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Guerreiro Heroico
Descrição: Ao ativar o guerreiro herói, o semideus filho de Belona potencializa as habilidades de seus aliados. Ou seja, ele consegue amplificar as melhores habilidades corporais dos seus aliados. Por exemplo, se um filho de Mercúrio/Hermes é aliado da prole da guerra, suas habilidades de velocidade e agilidade ficarão ainda melhores enquanto ele estiver nesse modo guerreiro. É permitido apenas habilidades físicas e mentais, poderes elementais ou mágicos não são ampliados. Duração de apenas três turnos.
Gasto de Mp: 60MP
Gasto de Hp: Nenhum
Dano: Nenhum
Bônus: Aumenta em 25% as habilidades físicas/mentais de destaque dos semideuses aliados.
Extra: Máximo de 3 aliados, não funciona no próprio semideus, usado apenas uma vez por batalha.


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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Ter Jun 27, 2017 2:47 pm




Encontro de Almas
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

No sonho eu tinha apenas quatro anos e era noite de baile na mansão Ferreli, papai estava radiante, mamãe tinha desaparecido, e o salão estava repleto de enfeites coloridos e bem arranjados. Minhas pequenas mãos não paravam quietas, eu queria desvendar tudo, e procurava fazer isso por meio do tato, puxando, arrancando, e pegando para mim tudo que achava interessante.

— Kyra! — A voz de vovó foi o que me chamou atenção, me fez virar rapidamente e abrir aquele sorrisinho sapeca antes de correr por seus braços. Eu estava linda em um vestido verde claro e com flores no cabelo, pequenos cachinhos se formando na ponta. Nessa época eu ainda não era tão ruiva, era mais um vermelho aloirado que tomava conta dos meus cabelos, meus olhos eram mais claros também.

— Vovó, vovó! Eu achei um passarinho, olha — Mostrei a ela o pequeno bichinho de vidro que pegara das mesas, ela sorriu e o pegou de volta, apenas para colocá-lo no lugar.

— É lindo, querida, mas vamos deixa-lo aqui até o fim da festa está bem? Depois eu deixo você ficar com ele — A velha senhora beijou a ponta do meu nariz, eu sorri assentindo rapidamente, e ela me soltou. — Agora vá procurar sua mãe, ela está atrasada, a festa já vai começar — Vovó consultou o relógio na parede, então me dispensou para voltar a correr pela casa.

Eu sabia onde mamãe estava, porque ela sempre se escondia naquela sala quando algo importante acontecia, então foi para lá que corri assim que fui liberta dos braços de minha avó paterna. A sala era algo que papai tinha decorado para minha mãe antes mesmo de eu nascer. Uma espécie de biblioteca e escritório cheia de livros, com um sofá colorido perto da janela e lindas flores nas paredes. Mamãe costumava dizer que aquele era seu refúgio, mas eu sempre acabava lá com ela, e ela não reclamava disso.

A porta estava entreaberta quando eu apareci, Haydée conversava com alguém lá dentro, sua voz estava alterada, e seu lindo rosto estava coberto de vermelho. Meus olhos se pregaram na figura atrás dela, mas eu não conseguia ver seu rosto. O homem vestia uma capa escura, estava coberto dos pés à cabeça, e depositou uma adaga nas mãos de minha mãe. Eu estava cada vez mais confusa e ela nem tinha me visto ainda.

— Tem certeza que vai funcionar? Eu só tenho uma chance de fazer isso dar certo, já fazem anos que estão tentando, ninguém nunca conseguiu — Sua voz estava afetada, mas o tom ainda era o mesmo, suave, serio, ameaçador e aveludado.

— Sim, você conseguira abrir o portal, mas não sei o que acontece depois disso, a viagem não é fácil, mas o item, que era mais difícil, você já conseguiu, tome cuidado Haydée — Era mesmo um homem, a voz era grossa, o sotaque não era dali, e ele sumiu pela janela.

— Mamãe? — Chamei baixinho. A semideusa se virou rapidamente, assustada por ter sido pega em flagrante, seus olhos azuis se prenderam em minha figura, e eu tive apenas um vislumbre de sua arma antes dela desaparecer.

— Você não devia estar aqui minha estrelinha, onde está seu pai? — Ela se aproximou e se ajoelhou a minha frente.

— Quem estava aqui com você? — Eu perguntei, minha curiosidade sempre foi um defeito, eu nunca deixava nada passar.

— Ninguém importante, querida, esqueça isso tudo bem? — Mas eu não esqueci, eu nunca esqueci.

...

— Mamãe! — Gritei assustada ao sentar na cama de qualquer jeito. Suor pingava da minha testa e minha cabeça parecia pesada, estava dolorida. Gemi frustrada, levei as mãos a nuca e massageei o membro dolorido, então baguncei meus cabelos de leve, sem me lembrar do que aconteceu. Só então abri os olhos, e me deparei com o comodo desconhecido. Eu estava em um quarto de classe alta, com mobília fina e paredes de gesso. Do teto pendia um lustre cristalino, a janela estava aberta e o ar entrava liberto, arrepiava minha pele de leve. Tateei meu corpo em busca de minhas armas, e foi ai que percebi que ainda estava com meu coldre e com meu chaveiro, a jaqueta de Evie também estava sobre mim, e seu cheiro impregnava minhas narinas.

Evie!

As imagens vieram rápidas, retornaram como flashes muito malfeitos de lembranças bagunçadas. Imagens de nós duas sobre a moto, sendo atacadas por um demônio tarado, depois chegando ao destino cedo demais, montando acampamento, e então o leão... meus olhos se abriram ao lembrar da caçadora machucada, do que eu tinha feito, de mim mesma enfiando uma lança goela abaixo da garganta da criatura. Suspirei baixinho, engoli seco e então procurei minha mochila, ela ainda estava ali, aos pés do lado da cama. A situação só ficava mais esquisita, pois a última lembrança que eu tinha era de pular em um portal, junto a Evie e a Miranda. Uma careta surgiu em meu rosto ao lembrar dela, mas outra maior ainda me cobriu a face ao perceber que nenhuma das duas estava comigo.

Saltei da cama, preocupada, tensa e desconfiada, então andei até a janela, apenas para descobrir que estava no lugar mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha curta vida de semideusa e mortal. O jardim era imenso, eu não sabia onde ele começava ou onde terminava, só sabia que era lindo. Tinha uma fonte com anjos mais ao centro, água jorrava para todos os lados, as flores caiam aos montes, estavam espalhadas pelo chão e pelas arvores. As arvores tinham um brilho único, e o sol ali parecia mais vivo, as nuvens no céu eram poucas, e formavam imagens engraçadas de animais. A grama era tão verde... e o cheiro, o cheiro primaveril era simplesmente maravilhoso. Contive um suspiro ao lembrar que aquilo era uma armadilha, e que eu não fazia ideia de onde eu estava.

Peguei minha mochila e enfiei nas costas de qualquer jeito, virei-me para a porta e então saquei duas facas, as deixando brincar entre meus dedos antes de testar a maçaneta. Como eu esperava a porta estava trancada, e forçar ou procurar a chave não era exatamente uma escolha. Arrombar a porta também não me parecia sensato, afinal, eu não queria chamar atenção. Não podia pular a janela, a altura era grande, e eu provavelmente me machucaria sem ter apoio por perto, então só me restava uma escolha. Toquei a maçaneta com a ponta dos dedos até senti-la esquentar, dali, surgiu o delta, e a porta se abriu sozinha. Eu tinha que lembrar de agradecer meu papai pelos dons que tinha herdado dele, não eram muitos, mas eram bem uteis em situações como aquela.

Abri a porta devagar e espiei o outro lado, apenas para me deparar com um corredor largo e vazio. Fechei a porta atrás de mim e sai para o lado de fora, apenas para pular no minuto seguinte ao ver a porta da frente do meu quarto ser repartida em duas, fazendo fiapos de madeira voarem de encontro ao meu rosto. Coloquei-me em posição defensiva, e estava pronta para atacar a criatura a frente quando me deparei com Miranda. Pisquei surpresa e relaxei a frente dela, mas não sei antes fuzila-la com o olhar. — Onde está Evie? — Eu tinha sido um pouco rude, mas também não tinha tempo a perder pedindo desculpas.

— Eu não sei! — Ela respondeu no mesmo tom. — Acordei sozinha nesse quarto, a porta estava trancada e o resto você já viu, eu a detonei — Ela estava sendo irônica, e claro, me irritando com aquela postura nojenta e superior que tinha comigo. Evie que me perdoasse, mas a vontade que eu tinha de partir a cara dela era realmente imensa.

— Não temos tempo para isso, vamos encontrar Evie e sair daqui — Sim, eu estava tomando a frente, afinal, tínhamos que fazer alguma coisa, ficar ali nos encarando não traria minha namorada de volta para mim. — Esse lugar é enorme e você deve ter atraído a atenção dos monstros, tem muitas portas por aqui, eu pego as da direita e você as da esquerda — Era verdade. Uma rápida inspeção pelo lugar me fez acreditar que demoraríamos muito mais do que eu queria para encontrar minha namorada, mas o desespero me fazia agir sem pensar muito, eu estava totalmente impulsiva, e tomava pouco cuidado. As portas do meu lado não estavam todas trancadas, e as que eu estava eu mesma destrancava sem chamar atenção.

Faltavam apenas duas portas quando tudo aconteceu. Eu entrei na primeira após destranca-la, e Miranda invadiu a segunda, eu encontrei uma sala, uma espécie de santuário cheio de estatuas de gesso com gravuras antigas, mas não foi isso que me chamou atenção. Mais ao centro existia um receptáculo de vidro com uma pequena almofada, acima desta, repousada tranquilamente estava uma pedra brilhante, esbranquiçada e muito bonita. Meus olhos se arregalaram ao perceber o que aquilo era.

A pedra da lua!
Eu a tinha encontrado!


Minha emoção foi tão grande que eu não pensei muito ao correr até ela, apenas puxei o vidro e o quebrei ao derruba-lo no chão. Consequentemente ganhei alguns cortes pequenos pelo corpo, mas também não perdi tempo com isso. Peguei a pedra e a enrolei num pedaço de tecido antes de desliza-la para dentro da mochila e correr dali. Em consequência também disparei o alarme que protegia a relíquia, não foi barulhento para mim, mas atraiu os guardiões do palácio de gelo, que rapidamente cercaram o corredor onde Miranda também estava.

— O que você fez? — A garota me acusou sem me dar chance de explicar, eu a fuzilei novamente, não tínhamos tempo a perder ali, ela não sabia disso?

— Peguei o que viemos procurar, mas não encontrei Evie, agora pare de gracinhas que não estamos mais sozinhas — Meu tom não era dos melhores, mas ela entendeu o recado. Meu coração estava aos pulos no peito, mas eu não tinha tempo de pensar.

Saquei duas facas do coldre e as atirei em direção as primeiras criaturas, acertando suas pernas e as derrubando no meio do caminho antes que elas se aproximassem. Ganhei tempo para mim e para a caçadora, que atirava flechas contra as outras criaturas enquanto viramos o corredor. Mais portas para nós, mais lugares para abrir e procurar, mais monstros para enfrentar. Eu não contei quantas criaturas eram, mas sabia que eram muitas e não eram fortes, analise conseguida através de uma rápida informação pelo estrago causado pelas facas de arremesso.

As criaturas nos alcançaram rapidamente, e pude ver melhor como eram. Soldados vestidos dos pés a cabeça com armaduras esquisitas e brilhantes, feitas de um material que eu não conhecia. Seus corpos tinham uma textura e uma coloração esverdeada que os deixavam semelhantes as Ninfas, era como estar lutando com arvores, mais lentas e muito mais irritadiças, mas ainda assim, arvores. Um rugido despertou minha atenção, me fez virar a cabeça e encarar o fim daquele corredor maldito, seguido deste uma voz conhecida preencheu meus ouvidos, fez meu coração disparar ainda mais.

Evie! Evie estava aqui, e um monstro enorme também estava. Não tive tempo de analisar nenhum deles, as criaturas já tinham cercado meu corpo, e eu não tinha muitas alternativas.

— Vá, pegue o monstro, você é mais forte do que eu, pode lidar com ele, eu cuido das criaturas menores, derrote monstro e alcance Evie, já encontro vocês — Avisei a garota, que nem esperou uma segunda ordem, minha voz estava impregnada de charme, e apesar de saber que não surtiria efeito sobre ela, ela correu mesmo assim.

Eu me concentrei em minha própria luta, tinha cinco deles ao meu redor, mais dois que viravam o corredor, eu levaria um bom tempo destruindo todos eles. Armei-me com os dois bastões, virei o corpo e acertei o pescoço de um deles com o primeiro bastão, descarregando pequenas cargas elétricas em seu corpo e o derrubando de cara. Meu segundo bastão bloqueou a lança de um segundo guerreiro, guerreiro a qual eu chutei na barriga para longe enquanto era atingida pela lança de um terceiro na lateral do corpo, mais ou menos na altura do quadril, graças a jaqueta de Evie eu não fui perfurada. Sua armadura natural tinha me deixado mais forte, mais rápida, e impedindo que parte do meu corpo fosse perfurado ou atingido. Eu ainda sentia os impactos, mas não me machucava de verdade, devia lembrar de agradecer a ela mais tarde por isso.

Juntei ambos o mais rápido que consegui, apertei o botão e os transformei em uma lança de duas pontas, ganhando espaço para lutar melhor naquele pequeno corredor. Virei o corpo e estoquei contra o terceiro monstro, cortando o ar e levando junto seu pescoço. Eles eram numerosos, mas não eram fortes, sua resistência parecia ser muito menor do que a de qualquer outro monstro que eu tinha enfrentado. Ao mesmo tempo alcancei as facas com a mão livre, saquei três delas apenas para virar e joga-las de encontro ao quinto monstro, o derrubando no meio do caminho. O sexto cortou minha bochecha, me fez rosnar antes de puxar a atenção dele para mim. Minha lança se chocou contra a dele, mas a força extra da armadura me fez prendê-lo contra a parede, apenas para erguer o joelho e esmagar sua virilha, o derrubando no chão. Não perdi tempo com ele, a última criatura já corria em minha direção, e eu não tinha tempo a perder com ela.

Abaixei rapidamente evitando a estocada de sua lança, lhe apliquei uma rasteira e levantei meu corpo em seguida, apenas para fincar a lamina em seu peito, e acabar com a vida do último monstro ali presente, mas não sei antes receber um belo machucado na coxa, causado por sua lança.  Meu peito subia e descia rapidamente, minha respiração era falha, sangue escorria do meu queixo e minha perna ardia pelo corte aberto, mais sangue manchava minha calça, eu mancava, mas não desisti. Virei o corpo de qualquer jeito, trinquei os dentes para evitar o grito, e foi bem a tempo de ver Miranda invadindo o quarto onde minha namorada estava. Eu não podia ir atrás delas daquele jeito. Então me aproximei da criatura que ainda estava viva, a que eu tinha chutado a virilha, puxei-a pela gola da camisa para mim e suguei sua energia por meus lábios. Não era exatamente um beijo, era apenas a forma mais rápida de me curar que eu conhecia, descoberta recentemente.

Eu senti meu corpo sendo restaurado aos poucos, senti minha perna começar a aliviar, senti o corte se fechar lentamente, então o soltei, ajeitei os cabelos e corri em direção ao quarto. Invadi a porta sem pensar muito, ofegante e cansada, e foi aí, que o meu mundo ruiu. Eu sabia que ser semideusa não era fácil, tinha conhecimento suficiente e crença para lembrar que me disseram que um dia eu iria morrer, mas não sabia que viveria tempo o suficiente para ter o coração esmagado em mil pedaços. As lagrimas vieram sem permissão, a raiva inundou meu corpo, meu coração se perdeu em algum lugar em meu peito, e meu espirito pareceu ir para longe de mim, vagou para longe e me deixou sozinha encarando aquela cena. Um homem sorria, e Evie Farrier estava nos braços de outra garota, e pior, eu conhecia aquela garota. Miranda estava beijando minha namorada, Evie retribuía o ato, a olhava com carinho e a puxava para mais perto. Elas se separaram ofegantes, e terminaram de destruir com todo meu ser.

— Eu te amo — As palavras partiram dos lábios de Evie, mas eu não ficara para ver o desfecho daquela história, não podia, não conseguia. Eu travei sem querer ver mais daquilo tudo, não conseguia ver um palmo a frente do meu corpo, só disparei e me joguei pela janela, a tempo de conseguir agarrar um galho de arvore, apoiar as mãos sobre o tronco e descer com mais pulos até encontrar o chão. Não senti os arranhões que cobriam as partes descobertas do meu corpo, não senti quando o sangue começou a jorrar, não senti minhas pernas, só disparei pelo jardim e me embrenhei mais pelas arvores, deixando Evie Farrier para trás, e deixando com ela, meu coração, minha alma, e todo o resto que ela arrancara de mim.
Armas e Itens:

• Adaga de Ferro Estígio [Com o cabo de madeira e lâmina de ferro estígio, a adaga tem fio em ambos os lados, com cerca de vinte centímetros de comprimento | Efeito 1: a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras; Efeito 2: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado. | Material: Ferro Estígio | Espaço para duas gemas | Resistência Beta | Status: 100%, sem danos | Épica | Ganhado no evento Quando o Passado Revive]

Golden Magic [Um colar que possui um pingente a escolha do seu dono. Seu formato ou estilo em nada se compara a magia que está presente nesse acessório | Efeito: Ele esconde em 75% a presença semidivina do usuário, permitindo que ele passe despercebido por monstros e use até mesmo tecnologia mais avançada. Monstros superiores e mais poderosos ainda conseguem reconhecer o usuário do colar como um semideus, mesmo que leve um tempo para distinguir a aura | Prata ou Ouro | Sem espaço para gemas | Gama | 100% sem danos | Mágico | Comprada na Pandevie Magie]

• Storm [Essa é uma arma que possui quatro aparências distintas. A sua primeira forma é a de dois bastões tendo, por volta, 70 cm de cumprimento. Um bastão é feito de adamantino e o outro é de ouro imperial. Em suas pontas há um sistema integrado que permite a circulação de eletricidade em cerca de quinze centímetros da ponta da arma. Para acionar o sistema de eletricidade, há um botão a ser acionado pela portadora. Quando as bases dos bastões são ligadas, eles formam um único bastão com cerca de um metro e meio, tendo assim a sua segunda aparência e forma. Sua terceira aparência é a de uma lança de lâminas duplas, cada ponta com seu respectivo material (adamantino e ouro imperial). Para ativar essa terceira forma, é necessário segurar no meio do bastão, cada mão em cada pedaço de metal diferente, e girá-los em direções contrárias. Ao fazer isso, o bastão irá desdobrar nas pontas e deixar que as lâminas se formem. Sua última forma é a mais inofensiva, mas bastante útil para o transporte. A arma pode assumir a aparência de um chaveiro com pingente de coruja. Para acionar a arma, basta a usuária segurar o pingente contra a palma e apertá-lo. O pingente irá se desfazer e formar o bastão de um metro e meio | Efeitos: Eletricidade nas pontas quando em sua forma de dois bastões ou um bastão; capacidade de se transformar em um chaveiro de coruja; mutação de forma de um bastão para uma lança de duas lâminas. | Material: Ouro Imperial, Adamantino e Cobre | Resistência: Alfa e Beta | Status: 100%, sem danos | Comum| Forjado por Leo Valdez]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Lanças) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Bastões) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Coldre de Facas de Arremesso [Um coldre próprio para facas de arremesso, feito de couro curtido maleável e flexível. Possui capacidade para 8 facas de arremesso feitas de bronze celestial. Pode ser facilmente escondido por algumas peças de roupa e seu couro é bem flexível. | Couro | Beta | Status 100%, sem danos | Comum | Forjado por Mikhaela D. Dyatlova]

• Facas de Arremesso [Um conjunto com oito facas pequenas e leves, feitas especialmente para serem arremessadas. Sua lamina é leve e fina com a ponta afiada, revelando um fio duplo na arma. Foi cuidadosamente polida e afiada. Seu cabo, um pouco mais pesado que a lamina, compensa a leveza da lamina, facilitando seu arremesso por parte da semideusa. | Bronze Sagrado | Sempre volta ao semideus | 1 espaço para gemas | Beta (Alta) | Status 100%, sem dano | Comum |  Forjada por Mikhaela D. Dyatlova]
Poderes Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: O semideus filho de Atena se sente completamente confortável para atacar e defender-se com lâminas. Espadas, adagas, armas de arremesso como facas, qualquer lamina de curto ou longo alcance pode virar uma arma mortal na mão do semideus filho de Athena. Por serem inteligentes, aprendem a manuseá-las mais rapidamente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio de laminas de mão (facas, espadas, adagas, punhais, lanças, etc)
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.

Nome do poder: Estrategia.
Descrição:  O campista é bom em elaborar planos e estratégias de batalha, o que torna a chance de erro para ataques diretos, ou criação de armadilhas maior, ou seja, a margem de erro será menor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de acerto em ataques planejados previamente.
Dano: ----

Nível 4
Nome do poder: Inteligência
Descrição:  Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano, e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscara respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de descobrir alguma coisa, ou aprender alguma coisa. (Aumenta conforme em +5% a cada 2 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento de monstros
Descrição:  Duas vezes por evento o filho de Athena pode solicitar ao narrador que indique algo sobre o monstro que possa ajudar na batalha. As dicas dependem do Narrador.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Destreza
Descrição:  Assim como as corujas o campista consegue se deslocar pelos lugares sem ser notado com facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 60% de chance não ser notado
Dano: ----

Nível 4
Nome do poder: Resistência
Descrição: O filho de Afrodite/Vênus, é um sedutor nato, que conhece a magia por trás do charme, e da sedução. Isso faz com que se tornem invulneráveis a poderes envolvendo a beleza do oponente e magias com amor, essas não atingem o seu personagem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a enganação do coração, charme, sedução e beleza não surtem efeito na prole da deusa do amor.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Verdades Ocultas
Descrição: É difícil mentir para quem se ama, assim como é difícil de mentir para o filho de Afrodite/Vênus, que está ligado diretamente a esse sentimento. Assim sendo, quando alguém tentar mentir para o filho de Afrodite/Vênus, a pessoa se sentira tão incomodada, a ponto de acabar não conseguindo continuar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O narrador pode fazer a pessoa que mentiu gaguejar, hesitar, piscar ou algo semelhante, denunciando a mentira.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nível 18
Nome do poder: Contra Ataque
Descrição: Sua mente se tornou mais forte a poderes ilusórios de charme, amor, e ilusão. Assim sendo, caso alguém tente atacar a sua mente com um poder relacionado a isso, este poder se volta contra quem o lançou.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Funciona como um espelho, o ataque reflete na mente do filho de Afrodite/Vênus, e volta para a pessoa que lançou.
Dano: O dano é o mesmo do golpe que o inimigo tentar lançar contra a prole de Afrodite/Vênus, mas o efeito é reduzido em 50%.

Nível 29
Nome do poder: Empatia
Descrição: Essa habilidade permite que saiba os que os outros estão sentindo no momento. Não envolve nenhum tipo de controle, apenas o conhecimento dos sentimentos do outro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite que sejam capazes de entender o que se passa com inimigos e aliados, e possivelmente, usar isso para trabalhar ao seu favor. Por exemplo, se usarem o poder ativo “charme” e combinarem com o empatia, podem acabar convencendo inimigos e aliados através do sentimento que se passa com eles no momento.
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Resistência a Hipnose
Descrição: Os filhos da deusa do amor são naturalmente resistentes a hipnoses, os poderes ainda funcionam com eles, mas não tem o mesmo efeito.
Gasto de Mp:Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a Hipnose tem um dano 20% menor do que em outros campistas.
Dano: Nenhum

Nível 31
Nome do poder: Elasticidade Natural III
Descrição: A elasticidade de tais semideuses atinge seu ápice, sendo tão perfeitos quanto dançarinos profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 50% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: O semideus evoluiu conforme o esperado, ataca e se defende com a lamina com uma maestria impressionante. Seu manejo melhorou, e agora sua mira com a arma está mais letal em suas mãos, também consegue acertar pontos críticos, tornando seus ataques precisos e perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +30% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.
Poderes Ativos:


Nível 24
Nome do poder: Beijo Doador de Energia
Descrição: Dominado o beijo que suga a energia alheia, o semideus agora consegue doar a própria energia para salvar a pessoa que recebe o seu beijo. Ele passa a própria energia através do contato com dos lábios, fazendo com que essa energia passada seja transformada em pontos de vida para a pessoa.
Gasto de MP: O quanto quiser doar, sendo o máximo de 50 por turno.
Gasto de HP: 15HP
Bônus: Os pontos doados de energia são transformados em pontos de vida para a pessoa.
Dano: nenhum.
Extra: Caso passe mais de 50% de sua energia através dessa habilidade, poderá acabar inconsciente.
Habilidades Aprendidas:

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

× Mira Certeira [Habilidade que permite ao atirador acertar um combo de três facas (ou adagas) no alvo. (O combo só poderá ser feito se o narrador em questão considerar que a primeira adaga atingiu o alvo desejado.) ]

Not Monsters
Descrição: É a habilidade que permite ao semideus antecipar e bloquear um ÚNICO movimento do monstro que está combatendo. Muitos monstros são previsíveis, e fazem ataques repetitivos, com isso em mente o semideus acaba ganhando certa percepção em combate, criando um mapa de movimentos do monstro, e antecipando seu próximo ataque. Caso consiga vai conseguir bloquear ou se defender de um único ataque do monstro. Não serve em combate contra outros semideuses ou deuses, apenas com monstros. (Só pode ser usado uma única vez por missão, evento ou luta).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode solicitar ao narrador que indique a próxima sequência de ataques do monstro, e poderá usar isso para bloquear todos os ataques, serve como uma previsão, o semideus saberá como bloquear, o que fazer ou como atacar.
Dano: Nenhum.
Kyra


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Kyra C. Ferreli
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Re: CCFY Kyvie {Promoção} - Encontro de Almas

Mensagem por Evie Farrier em Ter Jun 27, 2017 7:58 pm




Do I wanna know?
...


Adônis era alto e esbelto. Não do tipo muito musculoso, mas possuía a definição perfeita em seus traços corporais. Por um lado, eu conseguia entender o encanto das deusas pelo rapaz, mas como conseguiriam conviver com aquele sorriso que escorria veneno pelos cantos dos lábios?

-Bem vinda ao meu lar! – ele saudou parecendo estar animado – Estou contente, fazia um tempo que eu não tenho uma companhia tão singular. Tenho certeza de que será divertido, venha, vamos beber algo!

Arqueei uma sobrancelha e antes que eu percebesse os movimentos dele, o jovem rapaz estava próximo com duas taças douradas e cheias de detalhes suaves. Dentro dos recipientes de ouro, estava um líquido de aroma bastante agradável. Recuei dois passos, ficando completamente na defensiva. O que pareceu divertir o mito em forma de homem, ele sorriu e esticou a taça mais uma vez.

-Beba, é um gesto de boa fé, ou interpretarei que está aqui para me prejudicar de alguma forma e você não está, não é mesmo? Ou minhas outras duas visitantes também vão ser classificadas como... Perigosas.

Todo o meu ser dizia que era uma armadilha. A sensação de perigo fazia com que calafrios se espalhassem por todo o meu enquanto eu esticava a mão e finalmente aceitava a taça dourada. Que escolha eu tinha? Estava em um território desconhecido com um inimigo que, provavelmente, era imortal. Bom, morto em teoria ele já estava, o que me fazia acreditar que aquela forma dele o oferecia vida e juventude eterna. Levei a taça aos lábios, sentindo aquele cheiro agradável invadir minhas narinas e penetrar em meus pulmões. O desejo se tornou um impulso incontrolável, minha mente dominada pela vontade de consumir aquele líquido sem ponderar as consequências. Quando dei por mim, o gosto delicado e não muito doce era sentido por minha língua. Uma vez que comecei a bebê-lo, simplesmente não consegui parar. Ao final, ainda passei a língua ao redor de meus lábios, almejando capturar quaisquer resquício do líquido.

-O que era isso? – questionei confusa por meu impulso.

-Uma poção, minha querida, agora você irá se apaixonar por mim!

Meus olhos se abriram em puro temor e incredulidade. Eu não duvidava que era uma poção pois eu sentia a magia dela já correndo por minhas veias. Mas ao olhar para o garoto ali a minha frente, tudo o que eu sentia era a mesma sensação de outrora. Ele podia ser bonito, mas tinha um sorriso desprezível.

-Oh... – ele cruzou os braços me encarando com curiosidade – Isso aconteceu raramente. Diga-me minha jovem, você aprecia mais as mulheres?

A pergunta deixou-me repentinamente sem jeito. O rosto vermelho e uma indignação por uma pergunta como aquela ter sido proferida. Grunhi e já estava para avançar quando ele começou a rir. O comportamento tão estranho me fez franzir o cenho e olhá-lo com uma séria dúvida se ele estava contando com a integridade das faculdades mentais.

-Sim, sua resposta corporal foi bastante gritante querida. Então veremos o que o destino reservou para você, pois a primeira garota que você ver será aquela pela qual irá se apaixonar profundamente!

-Não seja ridículo, eu sou uma maga, eu não sofro com poções do amor!

-Provavelmente em seus dias de glória sim, mas até mesmo eu sei que você gastou boa parte de sua energia para estar aqui. Não poderá lutar contra uma poção tão poderosa sem estar completamente bem, querida! Eu sabia que você iria me divertir!

Afrodite e Perséfone que me perdoassem, mas eu tomaria o lugar de Marte e mataria aquele estúpido. Porém, mais uma vez ao tencionar ir de encontro a ele algo me interrompeu. A porta foi aberta bruscamente, provocando uma reação inata de virar em direção ao barulho. Meu coração por um momento apertou, rogando para todos os deuses para a pessoa que estivesse ali fosse Kyra.

-Evie! Você está bem?! Afaste-se dela!

A morena furiosa sacou sua flecha e armou em seu arco prateado. Oh sim, aquela era Miranda, a pessoa pela qual havia me apaixonado primeiro, em minha tenra adolescência. Diziam que um primeiro amor a gente não esquecia e as vezes eu ainda me flagrava pensando na caçadora. Ela deveria ter os seus 23 anos agora, mas ainda aparentava os seus gloriosos 17 anos, idade pela qual ela adentrou nas caçadoras. Continuava com aquele quê selvagem em seus olhos, os lábios tão bem fechados e seu porte protetor. Porém, agora, havia aquele brilho vindo dela. Deuses, Miranda era tão linda que eu poderia passar horas apenas encarando a garota. O suspiro escapou involuntário de meus lábios, atraindo a atenção da filha de Marte para mim.

Ter os olhos castanhos encarando-me foi como fazer meu pobre coração disparar alucinadamente. Eu descobrir que, de fato, nós nunca esquecíamos aquela sensação que nos aquecia. O primeiro amor que retornava, mais intenso ainda por compreendermos e aceitarmos mais ainda a rendição.

-Evie...? – Miranda hesitou com o seu arco.

-Vá querida, aproxime-se dela, tenho certeza que você quer ficar perto dela...

Adônis havia se aproximado sorrateiramente de Miranda, agora falava em um tom calmo e sugestivo em seu ouvido, um sorriso de lado desenhado em seu rosto perverso. Miranda abaixou o arco e veio em minha direção. Eu não tinha mais controle sobre mim, apenas uma necessidade gritante de tê-la novamente. Então foi inevitável, impensado, incontrolável. Em segundos eu a tinha em meus braços e quase tão natural quanto respirar nossas bocas se encontram.

O beijo foi longo, apaixonado e retribuído pelas duas. Findado apenas quando o ar tinha acabado, a declaração apaixonada escapou de meus lábios. Um eu te amo foi dito aparentemente emocionado. Mas, ainda mais forte que a declaração, algo me fez erguer o olhar vê-la.

Kyra estava ali e dava as costas para a cena, o corpo que era ainda menor do que o meu tremendo perante a dor.

Kyra. Kyra. Kyra!

Meu coração foi gritando para a minha mente cada vez mais alto. Aquela garota era minha namorada. Aquela garota era a que eu beijava antes de dormir, mesmo que fosse um sutil beijo sobre a testa. A filha de Vênus que se entregou na mesma proporção que eu havia feito. Uma dor em minha cabeça me fez encolher, o aperto em meu peito era similar a enormes mãos esmagando o meu órgão. Arfei e só notei que estava com lágrimas nos olhos quando Miranda perguntou desesperada porque eu chorava.

Porque eu amo Kyra Cordélia Ferreli. Deuses, o que eu havia feito?!

-Evie, minha linda o que...

-Mira, acorda! – gritei para a garota que piscou várias vezes e afastou dois passos de mim. Ela parecia magoada com o meu tom, grunhi baixo e fiz a coisa menos indicada, mas que em minha mente seria efetivo: dei um tapa em seu rosto. Primeiro a surpresa, depois ela me olhou em compreensão – Adônis!

-Que cena espetacular! – o garoto ria e caminhou para a varanda do quarto, ele possuía um arco dourado em suas mãos – Você precisava ver o rosto daquela ruiva, ela teve o coração partido em milhares de pedacinhos!

-Eu vou matar você!

-Calma, querida!

-Vá para o inferno!

Eu estava atravessando o quarto quando ele virou o arco para o alto e atirou uma flecha contra o céu. Ao chegar nele, o soquei prontamente antes de pegá-lo pelo colarinho. A fúria que eu sempre controlava estourava por todos os meus poros. Eu iria mata-lo com minhas próprias mãos quando ele riu mais uma vez.

-Aquela era uma flecha especial, ela irá perseguir meu alvo. Pela distância que a ruiva está, diria que você tem menos de um minuto para alcança-la no bosque. Ou a flecha mágica a atingirá.

Eu o larguei assustada, lançando um olhar para o céu vendo o brilho dourado contra o céu noturno.

-Vai! – escutei Miranda gritando atrás de mim – Eu logo encontro vocês!

Eu não pensei duas vezes ao me jogar da sacada. Estávamos a uma altura de dois andares, porém, mesmo assim, o meu pouso foi perfeito. Uma das vantagens de ser descendente de Belona eram seus poderosos saltos. Eu não parei para ponderar, cogitar ou questionar, apenas corri. Corri o mais rápido que podia na direção em que o maldito Adônis tinha lançado a sua flecha.

Ele estava certo, logo um bosque estava a minha frente, oferecendo-me obstáculos como raízes altas, troncos em meu caminho e galhos baixos. Mas eu desviava deles, ou não me importava quando um de meus braços era atingido pela madeira. Eu apenas corria, gastando toda a força de meus músculos, atingindo uma velocidade que eu nunca havia alcançado antes. Eu precisava chegar a tempo, eu precisava!

Eu não sabia quantos segundos haviam passado, apenas que ao mesmo tempo em que eu avistei o cabelo vermelho de Kyra, eu também podia vislumbrar um brilho dourado descendo. Grunhi, rosnei e forcei ainda mais minhas pernas, soltando um grito abafado quando joguei-me na direção de Kyra ao mesmo tempo em que ela estava começando a girar. Meus braços a circularam, meus olhos fechavam e eu fazia de meu corpo um escudo humano. Porém, ao sentir a flecha transpassando minha carne, perfurando impiedosamente, um grunhido de dor passou por minha boca. Eu sentia a carne do meu ombro doendo, mas era ao seu redor que queimava. Merda, a flecha estava envenenada! Porém, ainda assim, ao erguer com muita dificuldade meu corpo, eu podia ver Kyra com os olhos bem abertos.

-Eu consegui – murmurei e comecei a rir, mesmo que meu corpo todo tremesse em dor com o ato – Eu cheguei... cheguei em tempo. Renly ficaria o-orgulhoso de minha corrida hum? – meu corpo fraco desabou para o lado, o sangue começando a manchar minha blusa, o veneno já atingindo a minha corrente sanguínea. Como eu sabia? Eu sentia cada pedacinho atingido queimando e provocando dor – Eu consegui... Eu consegui meu amor. Ele... poção do amor... eu não... queria – tentei dizer, minha voz ficando cada vez mais difícil de escapar em uma garganta que ardia por dentro – Eu... eu... – grunhi pela minha dificuldade, mesmo que minha visão estivesse ficando turva, eu precisava dizer aquilo – Eu amo você...

Resfoleguei uma, duas vezes. Então eu comecei a sentir o mundo apagando ao meu redor. Mas eu havia conseguido e, não importava a dor que eu estivesse sentido, em meus lábios estava um pequeno sorriso.

Informações:

Passivas:
Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Ignorar a dor II
Descrição: Parar de combater por causa de seus machucados não faz parte dos planos do semideus filho de Belona. Ignorar a dor provocada nos combates tornou-se ainda mais fácil e corriqueiro, permitindo assim o seu desenvolvimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nível 45
Nome do poder: Hipercinesia III
Descrição: Esse é o momento em que mente e corpo encontra-se em completa sintonia. Você não apenas pensa e age, mas como pode fazer os dois ao mesmo tempo. A leitura do ambiente torna-se perfeita, permitindo assim o combo de muitas outras habilidades ativas com a sua capacidade hipercinética. Sua mente e corpo tornam-se a sua maior e principal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos
Dano: Nenhum





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