The Blood of Olympus
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CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

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CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

Mensagem por Victor Phendragon em Ter Jun 13, 2017 3:20 am


Victor Phendragon!

Características!


Descrição Física:

Apesar de sua pouca idade e de nunca ter freqüentado academia, era ativo em atividades esportivas no orfanato onde cresceu, o que, junto a sua genética, lhe rendeu um corpo alto, cerca de 1,82 de altura, músculos bem definidos e com ausência de quais quer espécie de sobrepeso, trabalhados de forma natural e característica de seu Fenótipo. Sua pele clara destaca bem com seus lábios rosados e olhos azuis, que tendem a ter sua cor intensificada em luzes claras, se tornando de um azul acinzentado como a água do mar, para um azul comparável ao celeste dos céus de um dia de verão. Suas mãos são largas, de dedos alongados, mas de toque suave, apesar do tamanho e aparência levemente rústica. Seu maxilar quadrado compõe bem com seus cabelos em tom loiro escuro e o restante de suas feições juvenis. Possui dentes bem alinhados e brancos, algumas sardas perdidas em seu rosto e em algumas partes de seu corpo, além de um pinta pequena no alto de seu peito, entre o pescoço e o ombro,

Costuma usar roupas despojadas, mesmo que por vezes use algo mais elegante ou colorido, ou ambos juntos, quando acha por bem estar um pouco mais chamativo. Não gosta de estar com os pés diretamente no chão e sempre está usando algum calçado.

Descrição Psicológica:

Apesar de parecer quase sempre bastante sensato e centrado, sabendo lidar bem com situações que exijam mais de sua atenção ou no convívio e dialogo com outras pessoas, é emocionalmente frágil, mesmo que tente demonstrar ser forte o tempo todo, por vezes se entregando as suas emoções e sentimentos mais intensos e desconhecidos,  vivenciando e sentindo o momento, ainda mais quando este é em relação a outras pessoas.

Sempre foi do tipo protetor e por ser um dos mais velhos na época do orfanato, sempre cuidou dos outros e descuidou de si, o que reflete em sua fase mais madura, onde se preocupa demasiadamente com os outros e acaba esquecendo de si mesmo. Ele não é acostumado a ser cuidado e costuma resistir quando isto acontece, se achando sem jeito para isto. Não é do tipo que magoa os outros, pois em seu emocional, sabe o quanto dói ser magoado e não quer que outros se sintam assim.


Apesar de centrado e sensato, como dito anteriormente, é impulsivo como é típico da idade e bastante impetuoso, como expressam seus sentimentos, sempre se entregando de corpo e alma ao que vai fazer, mesmo que vá fazer nada. Sua dislexia e déficit de atenção podem ser notadas não apenas em sua leitura ou comportamento, mas na forma que se expressa, quando fala ou escreve, por vezes misturando assuntos, lembrando e comentando de ago relacionado ou não a este assunto e interligando coisas que normalmente não estariam na mesma linha de lógica ou história, parando um relato no meio enquanto acaba contando alguma outra coisa e o retomando depois, o que em sua mente parece fazer todo o sentido, como poderão ver em sua historia, abaixo. Sua mente funciona como uma teia de aranha, interligando fatos, memórias e pensamentos, muitas vezes desconexos, em algo que ele pensa, fala ou escreve, por vezes o tornando imprevisível ou surpreendente. Conversar com ele quando está animado e empolgado é um exercício de paciência e foco, para entender as interligações e voltas que sua mente dá e entender seu raciocínio, que apesar da aparente confusão mental, funciona muito bem e de forma muito rápida, por vezes mais rápido que a maioria das pessoas.

Por fim, é bastante afetuoso e companheiro e nunca se nega de ajudar um amigo. Sua lealdade é tamanha, se não maior que da de um cão com seu dono e arriscaria sua vida sem pensar duas vezes por alguém que considera. Lealdade é uma das coisas que mais presa e que mais marcam sua personalidade.


Última edição por Victor Phendragon em Ter Jun 13, 2017 12:10 pm, editado 1 vez(es)


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Re: CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

Mensagem por Victor Phendragon em Ter Jun 13, 2017 3:28 am


Capitulo 1: Uma Quimera, Um Sátiro e um Poste de Luz! .

Como estas três coisas se interligam assusta até a mim.


Meus ouvidos doem. Ouço um zunido como um longo assovio, continuo e agudo. Abria os olhos e noto que ao redor tudo está um caos, vejo fogo e sinto uma rajada de ar quente correndo ao redor de meu corpo. Viro meu rosto para tentar entender a situação, mas não acredito no que vejo.... Ou bem, talvez já esteja na hora de acreditar. A dor me faz acreditar. Quando tento me mover, vejo que estou no chão, caído aos pés de um grande reservatório de lixo, metálico e azul, atrás de um restaurante, onde eles jogavam os restos de alimento, como é comum aqui nos estados unidos. Acho que estou em um beco. Agora que me lembro bem, estou nos estados unidos. Tenho um lugar pra ir, mas minha cabeça está zonza de mais para me lembrar a onde. Tenho que sair daqui rápido, ou posso acabar não saindo nunca mais. Tento me levantar, mas estou fraco, meu corpo dói e meus braços e pernas não tem a força que preciso para me levantar. Respiro fundo e reúno forças. Algo vem em minha direção, algo muito grande, forte e que verte fogo de seu hálito. É rápido, talvez tão rápido quanto quais quer animal que eu já tenha visto naqueles programas que falam sobre animais selvagens do Animal Chanel.


Em um surto, ouço o rugue da fera quando minha audição volta aos poucos e em um impulso de sobrevivência, giro meu corpo de lado rolando no chão até pousar sobre o joelho ferido e sangrando em uma poça de água. Estou ferido, mas tenho que aguentar, ou não sairei vivo daqui. Firmei o joelho ferido no chão, uso o braço para me apoiar e deslizar minha outra perna a frente, firmando meu corpo e forçando o joelho ferido a dar mais um passo, seguido de outro e por fim iniciando uma corrida. Minha visão está turva e o chão escorregadio, molhado. Sinto os pingos húmidos em meu rosto enquanto corro e o ardor das gostas deslizando por minha bochecha ferida, e meus punhos machucados. Aos poucos sinto a adrenalina em meu corpo e minha energia aos poucos retornar. Quando fui arremessado violentamente contra o latão de lixo sei que meu corpo afundou neste ao ponto de romper o metal, pois senti minhas costas sendo cortadas pelo laminado do metal retorcido e meu braço esquerdo estalar e dobrar de forma deforme com o osso rompendo a pele e minha jaqueta jeans ficando com a ponta pra fora antea de apagar. Mesmo que por alguns poucos segundos, perdi a consciência e quando voltei já estava com os sentidos aturdidos, mas agora os recobro aos poucos. A dor que antes era pouca e incomodava bastante se tornou maior, ainda mais em meu braços, mas a adrenalina me faz a ignorar, a ignoro por minha vida.

Corro de formar desesperada e tentando me equilibrar. Por vezes meus pés escorregam na água e quase me fazem tombar, o que por sorte até agora consegui evitar. Não sei por que, corro na rua desesperado sendo perseguidos por algo enorme que ainda nem sei o que é, mas vejo algumas pessoas me olhando como se eu fosse louco, sem entender o que acontecia, enquanto hidrantes eram arrancados e carros amassados pelo caminho, para só então eles se assustarem. Já é tarde da noite e pelas poucas pessoas que passei, tirando um guarda e um entregador de pizzas, vejo apenas mendigos e prostitutas, e considerando a vida que levam, devem estar bêbados ou drogados, o que os levariam a achar que o que viam era mera alucinação, tento crer eu, para não aceitar que estava levando uma surra arrasadora e quase morrendo por algo que apenas minha mente estava criando. Espero não estar louco e espero, ainda mais, não morrer vítima da ilusão criada por minha loucura.

Já tem alguns minutos que corro e meu perseguidor está atrás de mim, estou exausto, mas tento seguir. Por vezes desvio quando sinto um calor se aproximar e uma baforada de fogo queimar o local onde eu estava. Não sei o que fazer, tentaria lutar se soubesse como, mas meu corpo apenas me diz para correr, e é correndo que estou quando bato de cabeça em um poste de luz na calçada e apago de vez, após ter me assustado com a porta de um Opala em pleno movimento se abrindo e uma criatura de dorso e membros superiores humanoide, mas de membros inferiores de animal, me estendendo a mão e brigando com uma garota que berrava ao volante para ele ser rápido.

Quando acordo, já é de manhã e estou deitado nos bancos de trás de um carro estacionado estacionamento de um McDonald’s,que reconheço pelo outdoor que posso ver pela janela. Não sei onde estou além disto. Posso ver o céu azul é uma revoada de pássaros sobrevoando a região. Minha cabeça dói junto ao meu corpo, mas meu braço é o que mais dói. Tento ver meu corpo quando percebo uma camiseta rasgada foi usada para fazer um torniquete ao redor do meu pescoço e segurar meu braço no lugar. Ele está meio mole, talvez quebrado. Tento me erguer com calma quando a figura de parte superior humana e inferior animal aparece na janela do carro, com chifres curtos que só percebo devido a proximidade de nossos rostos e berrando um bom dia animado de mais até para quem está realmente tendo um bom dia, o que não é o meu caso. Assustado, dou um salto no lugar batendo nossas cabeças e posso sentir como a sua cabeça é incrivelmente dura, talvez até mais do que aquele poste que eu tinha colidido antes, também por causa dele. Novamente apago, o que tem se tornado normal nestes últimos dois dias.



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Re: CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

Mensagem por Victor Phendragon em Ter Jun 13, 2017 3:33 am


Capitulo 2: O acampamento meio-sangue e meu mais novo amigo Quiron, o centauro

Será que vocês tem mais ambrosia, ou néctar, por ai?

Finalmente quando acordo, estou deitado em uma cama em uma espécie de alojamento, com algumas outras camas próximas. Meu corpo não dói mais e meus sentidos estão normais, apesar de estarem acordando agora. Sinto o calor da luz do sol sobre meu corpo, vindo de uma janela às minhas costas e ouvir o canto de pássaros ao fundo, junto dos berros de algumas crianças e jovens ao longe. Me sentiria na enfermaria do orfanato onde fui criado, se não fosse o lugar um tanto mais rústico e alegrem em relação ao orfanato onde fui criado, todo em concreto e com janelas gradeadas, com cômodos em tons de cinza e o som de orações e músicas religiosas cantadas em um volume audível nos rádios por todo lugar que você fosse, inclusive nos banheiros.

Olho para o lado e vejo uma garota jovem sentada em uma cadeira ao meu lado, lendo um livro que não consigo distinguir. Quando me movo, ela me olha, põe um marcador entre as páginas e repousa o livro na mesa cabeceira ao lado de minha cama fazendo primeiramente um sinal de silencio, para que não fale. Aceito com um sinal de cabeça e espero os procedimentos dela, tirando minha temperatura, colocando um travesseiro nas minhas costas para que eu me recoste e me dando um gole de uma bebida que não consigo distinguir seu sabor nem sua coloração meio translúcida, mas que definitivamente é uma das melhores coisas que já provei na , enquanto acena para alguém do lado de fora, pela janela as minhas costas.

- Victor, não é? –

Pergunta a jovem, que educadamente, eu respondo que sim com um movimento de cabeça. A garota ri de forma sutil, colocando uma mão a frente da boca.

- Você já pode falar, se quiser. –

- Sim, Victor. – Respondo, meio sem jeito.

- Você teve algumas fraturas de costela e no braço esquerdo, além de várias queimaduras, escoriações e ferimento pelo corpo e dois enormes hematomas na cabeça, mas agora já está tudo tratado. – Explica ela, e eu, de imediato levo a mão a cabeça, sem sentir nem as protuberâncias que ficam após um forte impacto na cabeça.

Tento lembrar do que aconteceu e me recordo de fugir desesperadamente de um grande fera cuspidora de fogo, quando me exalto um pouco. Também lembro de meu objetivo, o acampamento meio sangue, e levo as mãos ao bolso tentando encontrar o tecido alaranjado e rasgado com o nome do lugar, mas não o encontro. Este tecido foi a única coisa que me foi deixada por meus pais quando fui largado na porta do formato onde fui criado.

A enfermeira então nota minha euforia em procurar o tecido e me entrega ele, que estava na mesa de cabeceira ela colocou seu livro e suspirando aliviado, o tomo em minhas mãos.

- Desculpe, mas onde estou? Tenho alguém para encontrar e... – Pergunto, quando seu interrompido por uma figura que a primeira vista me assusta, mas que apesar disto, não me impõe medo, mas sim segurança.

- Acampamento meio-sangue, lar dos filhos dos deuses e outras criaturas míticas.... Por assim dizer. –

A figura com parte superior humana, forte e que aparentava uns 40 e tanto anos adentra com suas fortes pernas de cavalo, em um trote leve e suave. A garota se levanta e faz uma leve reverência, dizendo que vai nos deixar a sós para que possamos conversar melhor.

- O... Senhor? – Me confundo na hora de falar com ele, pois não sei bem se é ele, ou aquilo, sei lá. – Sabe do acampamento? – Pergunto

- Você está nele, filho. Me chamo Quiron e sou responsável pelo lugar junto ao senhor D, que por sinal deve estar bebendo em algum lugar por ai. – Fala o centauro, como se conversando com um amigo.

- Estou? E como cheguei até aqui? – Pergunto, sem entender o que acontecia.

- Gunter e Alexis te salvaram. Segundo o que me contaram, te pegaram atirado no chão após dar de cara em um poste enquanto fugia de uma quimera com uns 5 metros de altura. Por falar nisto... – Quiron enfia a mão em um bolso em seu colete é pega uma presa grande, quase do tamanho de uma faca, que estava com ele. – Estava cravada na sua coxa, pouco acima do joelho. É o dente de uma quimera, o que me faz perguntar como, pelos deuses, você sobreviveu a isto. –

Pego o dente do animal em mãos e suspiro. Apesar de todo o ocorrido e do risco de vida, eu não estava louco, mesmo que eu não entenda o que diabos esteja acontecendo.

- Mas então garoto, você é filho de quem, afinal, qual Deus? – Pergunta Quiron.

Eu, sem saber do que ele falava, dou de ombros.

- Não sei quem são meus pais. Fui deixado em um orfanato religioso quando recém nascido, em uma cesta, contendo apenas eu, roupas e uma manta de bebê, uma camiseta velha e meio rasgada com o nome do acampamento meio-sangue. Não tinha mais informações e quanto cresci um pouco, tentei buscar informações, mas as freiras não deixaram. Então, agora com 17, fugi do orfanato e passei a procurar pelo acampamento, primeiro na internet, onde não achei nada, mas depois me enviaram um e-mail sobre o acampamento e que se eu chegasse até long Island, eu seria levado até ele. Pensei, a princípio, que fosse uma brincadeira, mas não contei isto a mais ninguém e as informações eram muito precisas para mais alguém saber. Eu não tinha nada, então resolvi tentar. – Explico. Isto não explica exatamente tudo o que passei na infância, que não foi tão simples assim, mas foi o que me senti confortável para contar.

Quiron me olha, leva a mão a barba mal feita coçando o queixo e analisando a situação.  

- Bem garoto, então você não sabe de nada. Ou bem, ao menos sabe que nem tudo o que lhe foi ensinado em toda sua vida como real é verdade, visto ao que sobreviveu a uma quimera e não ter entrado em Pânico comigo aqui. – Conclui o centauro e eu concordo com um sinal de cabeça. – Bem, está melhor que muitos que já vi. – Comenta Quiron.

Me pergunto secretamente o que será que ele viu, pois devem ter sido algumas cenas bem engraçadas, levando em conta meu susto ao ver aquele garoto meio bode...... Julgo eu que era um bode....

- Então, poderia me explicar o que está acontecendo? –

Pergunto. Posso parecer calmo por fora, mas por dentro borbulho de perguntas. Este lugar é o que procurei por anos, é o que explica minha história, minha origem, quem eram meus pais e tudo o que passei até agora, já que por vezes eu vi coisas que jurava que não eram verdade, ou que as freiras me fizeram jurar, como a vez que tenho certeza que vi uma borboleta atravessar por dentro de uma parede como um fantasma, ou quando elas nos levaram ao parque da cidade Canadense em que eu morava e eu juro, por tudo o que existe de mais sagrado, ter visto um esqueleto tomando sorvete.

- O acampamento meio-sangue é pra onde filhos de deuses ou de outras criaturas mágicas ou “Mitológicas” vêm para se proteger, ou viver. No caso dos semi-deuses, os filhos dos deuses, que geralmente são atacados por outras criaturas ou entidades que visam o fim deles, é onde eles treinam para se proteger, desenvolver as habilidades que possuem, completar missões e seguir seu destino, sendo que alguns tem coisas bem especiais e grandiosas, mesmo que árduas e difíceis, escritas em seu destino, para viverem. – Explica Quiron.

Confesso que ouvi tudo atentamente e entendi tudo, mas ao mesmo tempo não entendi nada. O que diabos é tudo isto? Bem, eu não sabia, mas estava prestes a descobrir.

Contudo, minha face expressava minha confusão atual e Quiron notou isto. Posso não ler mentes, mas pelo que percebi acho que ele percebeu que eu estava com a mente aberta para aceitar tudo isto, mesmo que não estivesse entendendo tudo perfeitamente. Provavelmente julgou que a vivência no acampamento com as outras criaturas e filhos de deuses me trouxessem o esclarecimento que eu não estava conseguindo entender em suas palavras. Bem, é o que julgo ao ouvir quando Quiron diz:

- Entendo que seja complicado entender tudo isto e aceitar toda está informação de forma tão rápida e abrupta, mas esperto como notei que é, certamente vai se adaptar e entender tudo isto de forma própria no decorrer dos dias de convivência aqui no acampamento. Ainda pela tarde você será levado ao chalé de Hermes, o Deus mensageiro, e também o chalé responsável por acolher aqueles que não sabem de quem são filhos. Assim como sua prole é numerosa, ele também é acolhedor e poderá se sentir entre irmão ou parentes, já que no Olimpo, todo mundo é meio parente, de uma forma ou de outra. – Ele ri, tentando quebrar o clima mais sério que estava se formando, e eu o acompanho, afinal,  o que ele queria dizer parecia engraçado, mesmo eu não entendendo do que se tratava no momento.

Confesso que sei muito pouco ou quase nada de mitologia além de poucas coisas que vi em alguns livros da biblioteca da cidade, que pude ir poucas vezes, ou quando via alguns pedaços daquele desenho, Hércules, da Disney, quando as freiras se descuidavam e eu e os outros garotos do orfanato onde fui criado entravamos na sala de vídeo e sintonizávamos o canal de desenhos. Por sinal, será que aquele tal Pégasus existe? O cavalo, no caso, não aquele carinha de armadura que lutava dando socos muito rápidos...... Se bem que a armadura era legal também.



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Re: CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

Mensagem por Victor Phendragon em Ter Jun 13, 2017 3:38 am


Capitulo 3: Meu primeiro... Amor?

E no meio da segunda noite mais louca da minha vida antes de descobrir que sou um semideus, encontro alguém que ficará gravado em meu coração e em minha memória até o fim de meus dias.

Assim que fugi do orfanato após Justin ter sido adotado, o que me deixou surpreso por ele ter sido adotado aos 16, o que era tão inacreditável ou mais do que acreditar que eu talvez seja o filho de um Deus, já que só crianças novinhas, loiras e de olhos claros eram adotadas e ele sendo mais velho, de olhos escuros e usando óculos, não era bem o tipo que os pais chegavam para escolher e diziam: “Que fofinho, já até posso me imaginar lhe contando histórias para dormi.” O que ouvimos muito quando éramos menor e outras crianças eram escolhidas, pesquisei sobre o acampamento e não achei nada até receber uma mensagem da tal Alexis, que conversou comigo sem usar perfis oficiais, apenas me buscando em fóruns de pesquisa, como o Yahooou o wikiliks. Ela me mandava mensagens privadas, pedindo pra não falar sobre e me dizendo algumas coisas que ela nunca poderia saber pois nunca contei pra ninguém, como minha dislexia, como eu consegui ler aquela mensagem que ela disse estar escrita em grego e as coisas estranhas que às vezes eu via, como o esqueleto tomando sorvete. Sim, ele de novo. Desculpe mas quem não ficaria impressionado com um esqueleto tomando sorvete? Por sinal, adoro sorvete.

Não sei ao certo como passei os dias após fugir do orfanato, mas algumas coisas marcaram minha memória de forma tão forte que as lembrarei ate o dia de minha morte nos mais nítidos detalhes. Fazem 4 meses, se me lembro bem, mas não lembro de todos os detalhes.

Sei que passei 3 dias dormindo na rua e comendo biscoitos e algumas frutas que peguei do orfanato quando sai e, dormindo nas ruas. Estava sem dinheiro quando na primeira sexta-feira após minha fuga, passei na frente de uma boate e vi uns caras conversando. Eu apenas teria passado se um deles não tivesse assoviado. Instintivamente virei, pois era assim que eu e Justin chamávamos a atenção um do outro quando estávamos longe, com um assovio, ouvido a distância. Quando percebi que virei, um dos caras começou a puxar assunto, conversar comigo e eu apenas deixei o assunto rolar. Falei, mas não disse nada. Contei algo sobre mim, mas ao mesmo tempo não disse coisa alguma. Aprendi no orfanato a falar e explicar as coisas sem, ao mesmo tempo, dar as informações, o que me livrou de muitas encrencas. Conversa vai, conversa vem, provei meu primeiro cigarro e meu primeiro gole de bebida. Era uma cerveja escura e forte, e finalmente entendi o que ouvi em um programa de piadas, quando menor, que dizia que cerveja canadense era como vodka, mesmo sem ainda saber o que era vodka, o que eu descobri ainda aquela noite. Um dos caras pagou minha entrada na boate em que estavam e assim como os cigarros e bebidas, era a primeira vez que eu estava em um lugar como estes. Luz baixa, escura, com alguns flashs e lances de luzes mais fortes ou coloridas, fumaça do que eu descobri ser gelo seco, fumaça de cigarros, o cheiro de múltiplos perfumes e álcool das bebidas, hálitos e odores que provava pela primeira vez, assim como sensações novas quando me deram aquele comprimido colorido e de gosto afarinhado que provei. Errei em o mastigar, pois ele se tornou muito amargo, era pra ter engolido direto, junto com a bebida, mas a sensação era única. Eu fiquei fora de mim, mesmo que ainda consciente, por algum tempo. Apesar de estar, doidão, como eles disseram, eu parecia ser muito resistente a bebida e ao que eles me deram, segundo o que eles disseram, e forte, já que joguei um dos caras que tentou me agarrar e força em cima de uma mesa. Honestamente? Eu não teria resistido se quais quer outro tivesse se aproximado com jeito, como aconteceu anteriormente durante a noite, mas ele foi agressivo e, um babaca, como eles disseram, a noite toda. Foi então que um rapaz se aproximou e me defendeu, quando um dos seguranças veio tentar me tirar da festa por ter jogado aquele cara sobre a mesa e, após um diálogo curto, convenceu o segurança a me deixar ali. Ninguém comentou sobre, mas percebi que os outros ficaram meio receios quando ele se aproximou, como se ele fosse uma presença ilustre no local. Bem, 2 dias depois descobri que ele era o filho de um político na região e, não bastando apenas a o fluência do pai, também era um militar respeitado na região, tendo ido em missões de guerra e voltado com condecorações de honra. Ele era respeitado, ainda mais naquela boate, que era de seu pai, que tinha alguns negócios por toda a região. Apesar do respeito que impôs aos outros apenas com sua chegada, seu sorriso era caloroso, sua expressão era amigável e seu toque era quente e macio, apesar do treinamento e habilidade em manusear armas pesadas. Era difícil acreditar que possuía apenas 23 anos e era  ainda mais difícil acreditar que já tinha ido a três missões de paz.


Certamente, conhecer Henri foi o ponto alto da minha noite, que se tornou calma, diferente da loucura que estava antes, mas acolhedora e afetuosa. Enquanto outros me ofereceram bebida, drogas e cigarros, ele me ofereceu comida, para forrar o estômago e não ficar fraco ou enjoar, me ofereceu água para limpar o organismo e não deixar que o álcool tomasse conta dos meus sentidos e me levou pra fora, onde o ar puro, sem as fumaças da boate, me fez respirar melhor e recobrar plenamente meus sentidos. Diferente dos outros, com ele eu me abrir, contei um pouco, a parte simples, de minha infância no orfanato, que gostaria de ter conhecido meus pais e que eles faziam falta, que aquela era minha primeira noite de festa e tudo aquilo que eu havia provado como cigarros, drogas e bebidas, além de deixar escapar que havia fugido do orfanato a poucos dias. Henri não me julgou nem uma das vezes, nem mesmo quando descobriu que eu tinha só 16 anos, apesar do corpo formado, medianamente musculoso e feições que abandonaram a infância e adolescência a muito tempo, talvez por ter amadurecido cedo de mais devido a vida do orfanato ou por este ser meu jeito mesmo. Henri não me julgou, pelo contrário, me acolheu. Diferente dos outros que tentaram me tocar, acariciar e beijar a noite toda, se aproveitando de minha fragilidade emocional da época, de minha inocência juvenil ou do que me ofereciam para beber e provar, Henri me ofereceu o ombro, no qual fiquei por uns minutos enquanto ele acariciou meus cabelos. Era quente, confortável, não fisicamente confortável como uma cama ou almofada, mas um lugar que você se sente confortável, como no abraço de seus pais ou de um ente querido. Já eram quase 4 da madrugada quando ele notou meu cansaço e me convidou para dormir em seu apartamento a poucas quadras dali. No primeiro momento, recusei, mais por um sentimento de não querer incomodar, do que por negação pura, e ele assentiu, reafirmando que tinha um quarto extra para quando seu pai o visitava quando ele não estava em missões e, lembrando que eu não teria onde dormir está noite. Sem argumentos, aceitei.

Conversamos um pouco no caminho até sua casa, sobre o clima, a visão das estrelas a noite e de como as mãos dele eram quentes, quando peguei nelas na hora em que deitei em seu ombro e agora, que peguei para dar o exemplo, mas não soltei mais. Por algum tempo, me lembrei de Justin, mas logo chegamos a sua casa, o que me despertou das lembranças. Pela primeira vez, usei o tal elevador. Confesso que o frio na barriga no início me deixou aflito, mas Henri cruzou seu braço pelas minhas costas e me segurou firme, antes de chegarmos ao seu andar. Quando chegamos em seu apartamento, sua chave emperrou na porta e ele ficou meio sem jeito, já que não abria. Foi então que notei que ele estava tão cansado quanto eu, talvez mais. Me ofereci pra tentar abrir a porta, o que deu certo e entramos. Ele me confessou que havia passado a noite anterior no avião, voltando para casa e que não conseguia dormir no avião, e como passou o dia revendo amigos e parentes. Em meio a conversa, fizemos macarrão. No caso, ele me ensinou a fazer e eu, apenas atentei ajudar. Comemos um pouco e vimos o fim de um filme que estava passando na televisão, que ligamos apenas para não ficarmos em silêncio quando perguntei sobre seu pai, um assunto que ele não gosta gosta de falar sobre.

Não foi perceptível, mas quando notamos ele estava deitado em meu peito com a mão por baixo de minha camiseta, sobre minha barriga e a outra sendo segurada por minha mão livre, sendo que com a outra eu abraçava seu corpo cansado e a ponta dos dedos adentrava em sua calça, por baixo de sua cueca, azul, acariciando de leve alguns pelos baixos abaixo de sua barriga. Como dito, apenas as pontas, pois nem os primeiros nós dos dedos o passaram pelo cinto. Quando notamos, ele retirou a mão de minha barriga, envergonhado, e tentou se arrumar. Eu mantive minha mão. Ele então disse que já estava tarde e iria deitar e que seu quarto ficava do outro lado do corredor, de porta em frente ao que eu ficaria e que as cobertas ficavam no armário, assim como as toalhas, caso eu quisesse tomar banho. Quando ele tentou se levantar, firmei meu braço ao redor de seu corpo, forçando um pouco meus dedos em sua calça, até a segunda fileiras de nós dos dedos, a mais grossa. Ele corou. Retirei a mão para me arrumar e ficar mais de frente ao seu corpo e tentar lhe dar um beijo, mas tão célere quanto meu impulso foi seu movimento, me empurrando com seu corpo contra o braço do sofá. Tinha certeza que, infelizmente, ele iria se levantar, mas para minha sorte, apenas flexionou seu corpo para pegar impulso e vir em minha direção, debruçando seu corpo forte e quente sobre o meu. Ele era claramente mais forte que eu, mas mesmo no jeito mais agressivo de me tocar e beijar, que ele percebeu que gostei e me soltei mais, ele era mais suave e delicado que eu. Não me segurei e levei minha mão esquerda por baixo de sua camiseta, percorrendo suas costas de forma firme, acariciando seu corpo de maneira selvagem, enquanto minha mão direita desceu por seu corpo, deslizando por baixo de sua calça, de sua cueca e segurando sua nádega esquerda, acariciando-a, apertando-a e por vezes forçando sua cintura contra a minha. Soube, com a mais absoluta certeza que já tive, de que era exatamente aquilo que eu queria quando, por entre beijos, ele deslizou seu rosto ao meu ouvido, me permitindo ouvir sua respiração pesada, seu hálito quente e um leve gemido de excitação antes de deslizar por meu pescoço em um beijo que se transformou em uma mordida que me deixou eufórico e me fez perder o controle de minha mão, quando apertei tão forte suas costas que, tenho certeza, mesmo ele negando com no dia seguinte, que eu o tenha o machucado com minhas unhas, pois as senti cravar em sua pele quando ele em um impulso forçou seu corpo contra o meu, me segurou com sua mão entre meu ombro e meu pescoço, apertando seu dedão ao lado de minha garganta e a outra mão me segurando pela cintura, me jogando mais acima, forçando meu corpo contra o sofá e minha cabeça, que bateu de leve na parede. O barulho lhe fez parar, assustado em talvez ter me machucado, enquanto eu estava plenamente entregue, esperando por aquilo, exatamente do jeito que estava acontecendo, da forma mais perfeita, excitante e desejada que eu poderia querer, o que me frustrou, quando paramos. Desejaria ter meu pescoço marcado por suas mordidas, meu ombro dolorido por sua pegada firme, minha cintura comprimida por seu braço e meu ser invadido por ele, mas ele se levantou, de forma rápida, e disse que iria para o banho, partindo sem nem mesmo esperar minha resposta, esfregando o rosto e ajeitando o interior de sua cueca. Eu estava tão entregue que demorei alguns segundos até recobrar meus sentidos e poder reclamar, mas ele já tinha adentrado em seu quarto.

Minha respiração estava pesada, ofegante, meu dorso estava vermelho assim como meu rosto, com poros mais aberto, pupilas e narinas dilatadas e boca salivando, desejosa e ansiosa. Meu corpo estava todo eriçado e meus pelos todos estavam arrepiados. Podia sentir minhas veias pulsarem e isto se tornou algo visível em meus braços, com elas dilatadas, assim como em meu pênis, quando coloquei a mão por dentro da cueca ao sentir ela apertar desconfortavelmente apenas quando Henri saiu de cima de mim. Tentei ajeitar meu pinto na cueca, já que minha ereção se tornou momentaneamente desconfortável e vergonhosa, mas sentir meu membro pulsar de forma tão firme como eu ainda não havia visto em minha mão, quente e com uma sensação agradável e excitante quando pressionei ele e fez bufar de frustração e raiva de mim mesmo, por ter batido a cabeça.


Quando me levantei, segurando meus impulsos, notei ao olhar o espelho do outro lado da sala, a vermelhidão de meu rosto, o nítido desnorteamento de meu corpo, minha respiração pesada e ofegante e minha excitação, a marca levemente roxa em meu pescoço no local da mordida e a marca avermelhada no outro lado, quando busquei ver onde ele havia firmado sua mão em meu ombro. Ouvi o barulho de água cair do chuveiro e me virei, olhando em direção a porta que ele entrou, seu quarto, me olhei no espelho novamente e após respirar fundo, em um impulso fui atrás dele. De roupas, com ele recém molhando o corpo na água extremamente fria que caia de seu chuveiro, entrei junto com ele no box e  segurei de forma firme e talvez até agressiva em  sua cintura com uma mão e com a outra segurei a mão dele que iria rejeitar meu corpo, a forçando contra a parede do box, contra onde forcei seu corpo usando o meu. Não lhe dei tempo de resposta, beijando-o. Ele se entregou, não apenas isto, mas trocou a temperatura da água do  chuveiro, de frio para quente, quando percebeu que água fria não me agradava e tomou o controle da situação, me dominando completamente onde ambos, de forma voraz, buscavam pelo corpo, pelo beijo um do outro. Quando saímos do box, alguns minutos após eu ter entrado, eu já não estava mais de roupas e as mãos dele já haviam me tocado, acariciado todas as partes do meu corpo assim como as minhas, que deslizaram por suas costas, bunda, braços, peito, barriga e desceram até abaixo de sua cintura, acariciando seu corpo e lhe excitando pouco antes de eu, enquanto beijava seu corpo, me abaixar beijando seu pescoço, peito e barriga até manter minha cabeça na altura de sua cintura, onde prazerosamente fiquei até sairmos do box, molhados, sem desligar o chuveiro e fui jogado na cama, de costas.

Finalmente, a luz de seu quarto revelaram os detalhes de seu corpo desnudo, uma pinta em seu peito e uma um pouco acima de sua virilha, por onde eu passei por um bom tempo, mas não havia a visto devido a água que corria por seu corpo. Agora era sua vez de acariciar e beijar meu corpo com seu jeito firme e forte, que me fez desarmar minhas defesas e me entregar entre gemidos, acariciando seus cabelos entre minhas pernas e seu braço que de forma voraz percorria meu peito, deixando algumas marcas avermelhadas enquanto eu gemia de prazer e êxtase. Passamos mais duas horas ali, um provando e estimulando o corpo um do outro de formar que eu nunca tinha visto, feito ou sequer imaginado, mas que me fizera querer que aquele momento durasse pela eternidade.

O sol já havia nascido quando finalmente, cansados, exaustos e bastante suados, deitamos, eu nos braços dele, úmidos de fluidos e suor e completamente satisfeitos, tanto que acabamos dormindo sem nem perceber, ele me segurando firme entre seus braços e eu acolhido entre seu corpo e o lençol.

Apesar de tudo o que eu queria buscar em minha vida, realmente cogitei a hipótese e, estava plenamente feliz em aceitar ficar ali pelo resto de meus dias, eu e Henri, juntos, cozinhando, conversando, indo ao mercado, a um restaurante local, cinema e parques todas as manhãs, mas infelizmente para ambos, isto era impossível. Henri era militar e era obrigado a ir quando era chamado e previamente avisado de que poderia não voltar, como presumi em sua tristeza, quando ele enfaticamente, em lágrimas, me fez prometer que eu seguiria minha vida, buscaria minhas origens e que encontraria meu destino, e, se um dia, assim quisesse Deus, como ele, criado em um meio religioso, falava, nos encontrarmos de novo, ele prometia que não precisaríamos mais nos separar. Eu reuni todas as minhas forças para acreditar nisto e por fim, me apeguei apenas a esperança de que um dia o veria novamente, bem, e prontos para seguimos exatamente de onde paramos, com a mesma intensidade que tínhamos e o mesmo sentimento, que era plenamente puro, até mesmo para o pai dele que quando o visitou e me viu lá, teve um ataque de fúria que quase nos velou a uma delegacia, mas por fim, foi aceitou, por ele. Foram 3 meses maravilhosos que guardarei não apenas em minha memória, mas em meu coração, em minha alma e  em meu corpo até o último dos meus dias. Mesmo na época do orfanato, eu nunca rezei ou orei a Deus, ao menos não por vontade, mesmo que por vezes dialogasse com ele sobre diversas coisas aleatórias, mas após a partida do Henri para sua missão, passei a o fazer, pedindo por sua segurança, sua saúde e que seu corpo e mente fossem resguardados e protegidos dia após dia. Como ele mesmo disse, eu era novo, provavelmente iria encontrar outras pessoas que iriam me fazer sentir assim ou até melhor do que ele me fez sentir, mas eu não gostaria de encontrar outras, gostaria de reencontrar apenas ele.



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Re: CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

Mensagem por Victor Phendragon em Ter Jun 13, 2017 3:41 am


Capitulo 4: Meu embate com a Quimera

Ou seria um massacre?

O chalé de Hermes é, no limite da expressão, um lugar agradável. É um lugar cheio de pessoas, bagunçado e um tanto quanto barulhento, mas afetuoso uns com os outros. Apenas cuide com suas coisas, pois, como eu descobri, Hermes é o Deus dos ladrões e ladinos e como tal, seus filhos possuem instintos um tanto quanto..... Bem, como dizer.... Eles tem mãos leves, mas não podem controlar isto. Ou podem? Não entendi isto ainda.

Após a partida de Henri, fiquei em um hotel por algum tempo, indo a lan houses da região para pesquisar sobre o acampamento e descobrir coisas que eu não sabia devido a minha criação no orfanato. Foi em um destes locais que conheci Pietro, um imigrante Mexicano que abriu um destes Cyber Cafés e me ensinou que, quando se quer saber algo que ninguém fala sobre, apenas os fóruns fechados ou criptografados poderiam me dizer, e, com sua ajuda encontrei o contato da tal Alexis, do acampamento. Passamos a  conversar, dia sim dia não, em diferentes fóruns e localidades da internet, com a ajuda de Pietro, claro, e ela me propôs vir à Long Island, onde fica o acampamento. Aceitei, afinal, não me restava mais nada ali além de meu coração, que dolorido com a partida de Henri, precisava focar nos meus primeiros objetivos, para tentar juntar seus pedaços.

Com ajuda de Pietro aprendi a dirigir caros e fiz minha carteira de motorista, o que graças aos seus contatos quentes, como dizia ele, ficaram prontas em tempo recorde, assim como acharam em tempo recorde um carro considerado econômico e que, junto ao GPS que Pietro programou pra mim, me guiaria à Long Island. Levei dois dias para partir, comprando alguns suprimentos para a viagem e me despedindo do apartamento de Henri, no qual eu passei pela frente todos os dias desde sua partida, para dar um ultimo até logo, antes de nosso futuro encontro. Apesar do que eu achava, minha partida foi tranquila e eu aprendi a dirigir rápido, apesar de ainda me confundir com algumas placas graças a minha dislexia.

Com o passar dos dias, após a entrada em território americano, notei que algumas pessoas me olhavam diferente de outras, ou cobriam o nariz ao me ver. Não sabia ao certo o por que, mas agora no acampamento, sei que nós, semideuses, possuímos um cheiro bastante peculiar e forte, as vezes até agradável e apetitoso, para algumas criaturas, o que se não fosse minha pressa em ir em busca do acampamento, poderia me trazer mais problemas do que os que eu teria. O que, por falar em problemas, eu realmente dei sorte de conseguir fugir com vida daquela quimera.

Me lembro nitidamente quando entrei em um posto de gasolina para abastecer o carro e um homem robusto, usando uma jaqueta de couro marrom com pelos marrom-avermelhados nas golas e nas mangas ficou me encarando com cara de poucos amigos quando entrei na loja de conveniências para pagar a gasolina e comprar algumas coisas para comer no caminho. Já havia adentrado na fronteira de long Island após dias dirigindo, quando o tal homem passou a me seguir na estrada montado em sua Harley Davidson. Demorei a perceber que ele me seguia, mas me fiz de louco por mais alguns quilômetros, quando adentrei em uma área um pouco mais movimentada da cidade e o despistei. Já estava próximo ao local de encontro com a tal Alexis e poderia muito bem fazer alguns poucos quilômetros a pé. Aléxis disse que eu não precisaria me preocupar com horários ou dia que chegaria, pois estariam me esperando. Era tarde da noite quando, em um beco escuro e fedido, atrás de um restaurante, dou de cara com o homem, esbarrando em seu corpo forte e alto como um muro, que se pôs a minha frente propositalmente para bloquear meu caminho, quando, de rosto baixo devido ao capuz que cobria e protegia meu rosto da chuva que caia, cai no chão.

Ver ele foi um susto, mas susto mesmo eu tive quando ele desamarrou uma corrente da parte de trás de sua cintura e a brandiu no chão, soltando faíscas, mesmo na chuva.

- Que isto cara, quem é você? – Pergunto assustado, me arrastando para trás e me preparando para levantar e correr.

Sadicamente ele sorri e brande sua corrente de novo, antes de a tomar em mãos e a esticar. Noto uma esfera de metal em sua ponta.

- Ninguém que você conhece, mas que não gosta nem um pouco da sua raça, semideus. –

Honestamente? Mal ouvi o que ele falou, pois estava com medo e o barulho da corrente me soava de forma assustadora para me ligar no que ele estava dizendo.

- S-S- Semi-o-o-que? -  Gaguejo. – Nem te conheço, não sei de que merda você tá falando. – Falo, quase gritando, mas com a voz abafada pelo embargo em minha garganta.

- Sem choro cria dos deuses, é seu fim.-

Fala o homem chicoteando sua corrente em minha direção e a enrolado em meu braço, que uso para tentar bloquear o golpe e que de imediato dói e sinto deslocar, quando ele puxa a corrente e me faz voar de onde eu estava por cima de si e me arremessa de encontro a uma parede. Fico sem ar, meu corpo instantaneamente estremece e fraqueja, enquanto cuspo um pouco de sangue. Presumo que mordi minha boca por dentro, na hora do impacto, mas sinto o sangue em minha garganta. Acho que foi mais que isto. Meu corpo escorrega pela parede até o chão, onde caio, sem forças. Viro meu rosto para ele, iria tentar falar algo que nem me lembro e talvez fosse só besteira, pois no momento não tinha sequer ideia do que falar. Apenas um som estranho e abafado pelo sangue sai de minha boca.

- Como é, não consigo te ouvir, criança. –

Fala o homem, colocando a mão perto do ouvido e caçoando de minha situação, o que demonstrou quão ferrado eu me encontrava naquele momento. O homem então me olha e franze a testa, revirando os olhos.

– Poderia ao menos tornar isto divertido, não? Bem, de quais quer forma, tenho certeza que será saboroso. Bon Appetit! –

Fala ele enrolando sua corrente enquanto se aproximava, estalando as juntas dos dedos que  logo se transformaram em garras e estalando o pescoço que entre um movimento e outro se deformava, tronando-se mais musculoso, assim como sua boca que se abriu de forma monstruosa exibindo duas fileiras de enormes dentes. Ele então se abaixa e aproxima sua boca da minha perna. Posso sentir seu hálito quente e fedorento transpassar minha calça assim como seus dentes, quando um clarão se aproxima e bate a minha frente, carregando ao que diabos fosse aquilo dali, enquanto sinto sangue verter de minha perna e algo incomodar meu joelho, como se algo estivesse cravado nele, mas ainda estou muito fraco para sequer levar a mão até ele e descobrir. Segundos depois ouço um impacto que julgo, ao olhar de canto de olho, ser o  bater de uma van na parede,  prensando a criatura entre a van e a parede. Dela saem duas figuras.

- Vou conseguir um outro carro para fugirmos, distrai ele. – Fala a figura feminina, com voz de comando e algo longo em mãos. Diria ser uma espada, mas minha visão estava turva de mais para dizer com certeza e a chuva também atrapalhava.

- Quê? Como assim distrair esta coisa? Ta me achando com cara de suicida? Porra Alexis. – Berra o que parecia uma figura masculina e um pouco entroncada.

Neste momento apago por alguns segundos, e quando recobro os sentidos vejo a tal figura masculina correndo beco afora, fugindo de algo bem grande. Reúno minhas energias e tento me erguer, quando percebo que a figura me nota. Tentando me equilibrar, esbarro em o que deveria ser uma espada ao meu lado e sem duvidas alguma a tomo em minhas mãos e me levanto. Não sei como, nunca fiz isto, apenas vi umas duas vezes em desenhos, mas a seguro com duas mãos, mesmo meus dedos não cabendo em seu cabo, a colocando em frente ao meu corpo defensivamente enquanto cuspo um pouco de sangue no chão. A fera que agora era gigantesca e parecia um grande leão com sua juba embebida em sangue, ptas dianteiras de leão e traseiras de algum animal equino ou caprino, com chifres em sua cabeça e uma cobra atrás de si, que, juro por deus parecer ser um rabo, ri para mim e em um rugido, cospe um jato de chamas em minha direção, que pela distancia quase me acerta. Sinto seu calor, sinto o impacto causado pela dispersão  de chamas no ar úmido, mas não me tocam, noto ao diminuírem que a criatura corre em minha direção, de dentes amostra. Meu único instinto é tentar desviar, fugir de suas presas, mas em um gingado com a cabeça sou arremessado contra um grande deposito de lixo a minha esquerda. Meu único impulso extra foi fincar a espada na criatura antes de ser atingido e jogado violentamente na lixeira que amassou até romper o metal em minhas costas e, com a força do impacto, sentir meu braço quebrar. Apesar de ter apagado naquele instante, tenho certeza de ter cravado a espada no olho da criatura que urrou de dor e não deve ter me atacado por algum tempo, se contorcendo e tentando remover a espada de seus olhos. Acho que tive muita sorte.


Com o passar dos dias no acampamento, me senti confortável no chalé de Hérmes e como eu não tinha nada comigo além te um tecido, um dente do tamanho de uma faca e de algumas roupas que Quiron me arrumou, não havia com o que me preocupar. Passei meus dias dando uma olhada no acampamento, tentando participar de alguma atividade que certamente eu não teria capacidade física para participar e os tais filhos de Ares eram muito competitivos e agressivos para me deixar aprender plenamente antes de jogarem e forma séria e competitiva. Além disto, eu ainda não sabia quem era meu pai ou mãe divino e sem isto não conseguiria saber de minha origem. Não apenas isto, eu também ainda não tinha falado com o senhor D, o que iniciaria de forma definitiva minha vida no acampamento e me guiaria a atividades que me ajudariam a evoluir coisas que eu nem sabiam o que eram, mas suas habilidades juntos ao senhor Quiron iriam descobrir e aperfeiçoar. Apesar de já estar me acostumando com esta coisa de acampamento e semideus, imaginar que meu pai ou mãe seja uma divindade e que eu esteja tão próximo de o conhecer é algo que me deixa nervoso, faz minhas mãos suarem e minha gargante travar de nevrosismo. Será que serei nem aceito, querido e terei minha história revelada? Ou serei negado por meu pai ou mãe divino e acolhido por Hérmes?

Bem, este é o início de minha historia, que passo a lhes contar a partir de agora. Fique atento para ver os próximos capítulos e descobrir mais de minha vida no acampamento, minhas futuras aventuras, minha infância no orfanato que por vezes relembrarei e as novas amizades que farei aqui no acampamento meio sangue que passou a ser meu lar.


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Re: CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

Mensagem por Victor Phendragon em Ter Jun 13, 2017 12:55 pm

Neste momento acabo de editar uns erros na ficha, como falta de algumas letras ou sobra de uma ou outra palavra que deixei quando estava incrementando a ficha e não percebia. Eles atualmente foram retirados e corrigidos, para uma melhor leitura e entendimento da história ^^


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Re: CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

Mensagem por Vênus em Qua Jun 14, 2017 7:15 pm

Ficha aceita.
Recompensas: 4.500 XP e 4.500 Dracmas

+
• Angel  [Espada grande, porém leve, pode ser empunhada com uma única mão. Possui runas desenhadas por toda a lamina, que tem uma aparência esbranquiçada e brilha levemente em tons de vermelho | Devido as adamas presentes na lamina qualquer criatura do mundo inferior que tocar a espada sofrera um dano 20% maior, seus cortes com essa lamina, tem o mesmo efeito em criaturas das trevas, como demônios, pois é uma lamina de material sagrado e angelical | Adamas e Ouro imperial | Espaço para uma gema | Alfa | Status: 100% sem danos |Épico | Presente de Eros]


Comentário: Victor eu confesso que você me surpreendeu, em tudo. Sua escrita é muito boa, sua história, a personalidade do personagem e sua criatividade realmente me cativaram por inteiro. Eu encontrei poucos erros em relação a ortografia, algumas poucas palavras trocadas que até acredito que tenha vindo de um corretor pela semelhança, mas nada disso tirou a riqueza de detalhes do seu texto. Realmente estou encantada. Bem, vamos a minha decisão quanto ao deus que acredito ser o mais certo para ti. Lendo sua história me prendi a detalhes importantes do seu personagem que me fizeram associa-lo a alguns deuses. Eu te achei muito intenso, e a forma como você o descreve sentimentalmente, emocionalmente e racionalmente me fizeram associa-lo logo de cara a Eros e Afrodite, contudo, Afrodite ainda não tem a mesma paixão que Eros, e eu o acabei escolhendo como primeira opção. Conforme fui me perdendo nos detalhes do seu texto, também acabei te associando a outros três deuses, sendo esses: Belona, Athena e Ares. O seu personagem é muito inteligente, muito curioso, mas mesmo assim eu descartei Athena, porque apesar de pensar muito, ele age mais pela emoção e pela razão, e também é impulsivo, então descartei Athena, que é mais de pensar antes e agir depois, sendo uma deusa completamente racional e nada emotiva. Ares e Belona restaram, mas Ares é mais explosivo, e eu não vi isso no seu personagem, portanto, também acabei descartando esse. Logo, torno-o um filho de Eros com legado de Belona, pois creio que essa combinação será um grande atrativo para o seu personagem, e também o deixara muito especial.


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Re: CCFY: O caminho que percorro em busca de minha história.

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