The Blood of Olympus
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The journey - Promoção de Aniversário CCFY Damian Wayne

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The journey - Promoção de Aniversário CCFY Damian Wayne

Mensagem por Damian Wayne em Sex Jun 02, 2017 7:07 pm


The Jounery  


Olhei para o reflexo do espelho que se encontrava diante mim e não pude evitar estender a mão para tocar a imagem que ele refletia: Um garoto que aparentava ter em volta de oito anos e aproximadamente 1,50 de altura com cabelos negros como a noite e olhos da mesma cor, sua pele branca e suave como a de uma garota enquanto seus traços asiáticos lhe davam uma aparência ainda mais infantil e fofa.

— Tão lindo... — Murmurei baixo quando finalmente meus dedos tocaram a superfície lisa do espelho e o rosto que estava sendo mostrado ali.  Sim, ao contrário de um espelho normal o reflexo ali mostrado, se é que poderia ser chamado assim, não se movia com os meus movimentos, mas sim ficava ali, simplesmente me olhando fixamente.

Assim que meus dedos tocaram o rosto refletido no espelho o mesmo se despedaçou enquanto pequenos cristais caiam no chão, revelando um reflexo completamente diferente do anterior.  E apesar das características faciais e a altura continuarem as mesmas, a pele antes branca e macia agora possuía um tom claro de azul celeste e seus olhos antes negros agora eram tão vermelhos como sangue, dando ao seu dono uma aura de maldade e crueldade natural que faria com que todos que vissem seus olhos sentissem um frio percorrendo a espinha, mas mesmo tal par de olhos vermelhos  e assustadores não era a característica mais chamativa da figura e sim o par de chifres parecidos com os de carneiro que pareciam crescer da lateral de sua cabeça enquanto descrevia círculos para baixo.

O par de chifres emitiam uma sensação de serem extremamente resistentes e possuíam um tom de azul gelo que fazia com que parecessem mais joias preciosas do que verdadeiros chifres. As pontas, afiadas, eram voltadas para fora a frente do rosto do garoto e se as pessoas prestassem atenção era possível ver listras nos chifres, em um tom claro de azul, chegando quase ao branco, formando uma aparência natural que contrastava com a aparência de joias dos chifres.

E enquanto eu olhava para a aparência que eu conhecia tão bem e odiava profundamente, o reflexo ao qual eu não podia ser mais familiar, a figura a minha frente abriu a boca, parecendo ter algo a dizer, mas a figura nunca foi capaz de pronunciar suas palavras, pois antes mesmo que a primeira vocal escapasse de seus lábios meus olhos se abriam rapidamente me levando de volta a realidade.

— Você realmente podia me acordar de uma maneira mais normal.  —  A mulher a minha frente possuía uma altura aproximada de um metro e oitenta e apesar de já ter mais de trinta anos, sua aparência não parecia mais velha do que vinte ou vinte e cinco, graças aos traços coreanos que assim como eu, ela compartilhava.  Sim, a mulher que sorria com carinho para mim como se não fosse ela a apontar uma espada afiada para mim não era ninguém mais e ninguém menos do que minha querida mãe.

— Não me olhe desse jeito, você ainda vai agradecer sabia? Sono leve é uma habilidade que qualquer semideus precisa para sobreviver nesse mundo.  — Revirando os olhos para minha expressão minha mãe simplesmente girava a espada em sentindo anti-horário, fazendo a espada se transformar de volta em um bracelete de couro em seu pulso direito enquanto ela simplesmente saia do quarto com passos leves e silenciosos — Você tem cinco minutos, seja rápido.

Suspirando não perdi tempo em retrucar aquelas palavras e simplesmente fui em direção ao banheiro, se em cinco minutos eu ainda não estivesse arrumado ela iria me arrastar para fora mesmo que eu estivesse nu, assim que era minha mãe.

— Eu odeio essa aparência — Após o banho olhei para a imagem refletida no espelho a minha frente e não pude deter as palavras que escapavam de meus lábios. Assim como no sonho que eu havia tido mais cedo, a imagem no reflexo estava longe do que poderia ser chamada de “humana” e apesar que para a maioria dos humanos a névoa não me mostrava como nada diferente de um coreano normal, a névoa que normalmente permitia até mesmo monstros se esconderem de semideuses, pareciam não me dar tal benefício, na verdade, os semideuses poderiam ver minha aparência verdadeira em um primeiro relance e isso raramente acabava bem.

— Eu realmente odeio essa aparência.  

•••

No momento que ouvi um leve som soar no prédio abandonado meus olhos rapidamente se abriram, me tirando do mundo dos sonhos onde relembrava meu passado enquanto antes mesmo que meu cérebro pudesse processar o que me rodeava o meu corpo pulava para trás e assumia uma posição pronta para a luta, um machado de guerra aparecendo em minhas mãos enquanto eu olhava para frente fixamente.

— Como sempre, minha atratividade é um saco. — Murmurei olhando para o monstro a minha frente enquanto um sorriso zombeteiro aparecia em meus lábios. Talvez pelo mesmo motivo que eu tinha uma aparência que só podia ser dita “única” eu parecia ter uma capacidade maior de atrair monstros que outros semideuses, mesmo considerando que eu era aquilo que outros semideuses chamavam de “legado” (Ou talvez eu só fosse realmente azarado) e como se para provar meu argumento eu havia conseguido de alguma forma atrair um cão infernal, um monstro que possuía o tamanho de um tigre e presas tão afiadas como espadas, o que somado ao seus pelos negros como petróleo e olhos vermelhos como rubis, formava o material perfeito para um pesadelo ou filme de terror.

 E como qualquer protagonista de filme de terror eu fiz a coisa mais lógica a fazer: Correr como se minha vida dependesse disso e ela dependia. Girando o machado em sentido anti-horário fazia o mesmo voltar a ser nada mais do que um simples bracelete de couro ao mesmo tempo em que virava minhas costas para o cão infernal e usando toda a força de minhas pernas para impulsionar meu corpo pelo corredor que se encontrava atrás de mim.
 
Uma das coisas que minha mãe havia me ensinado além da capacidade de acordar com o menor dos sons, foi que quando você não tem uma base fixa, é sempre importante não só garantir uma rota de fuga, como ficar o mais próximo possível dela e graças a isso eu havia entrado no que provavelmente um dia foi projetado para ser um shopping e dormi ao lado da saída de emergência mais curta, que consistia simplesmente em um corredor em linha reta para a rua.

— Mais rápido, mais rápido, mais rápido! — Gritava baixo para mim mesmo enquanto usando tudo que tinha corria em direção a saída, eu sinceramente não esperava ganhar de um cão infernal na corrida, não era tão burro assim, mas eu pelo menos podia rezar para que os pregos no solo que invoquei no momento em que comecei a correr me conseguisse os segundos que eu precisaria para escapar do cão infernal, por que mesmo se eu fosse obrigado a lutar com aquele monstro, eu definitivamente não iria fazer isso dentro de um prédio cheios de sombras. Novamente, eu não era tão burro assim.
 
Enquanto eu corria com toda a velocidade que conseguia reunir em meu corpo, finalmente vi a luz do dia iluminando a rua e não pude deixar de sentir um pouco de alívio, mesmo que o fato de ser de manhã só proporcionava o mínimo de luz, pelo menos seria melhor do que dentro do lutar dentro do prédio.  Mas enquanto eu corria em direção a saída, notei que acima da porta de emergência havia um toldo e abaixo desse toldo, graças ao sol, havia uma sombra.

— Ah merda...  — Xinguei olhando para a sombra a minha frente e sem sequer pensar duas vezes, simplesmente aproveitei o impulso de minha corrida para mergulhar para frente em uma posição digna do ganhador do ouro olímpico de natação.
 
No momento em que meu corpo passava pela sombra do toldo, eu sentia um vento passando por minhas costas ao mesmo tempo que uma sensação de calor e uma breve dor assaltar os meus sentidos, mas ignorando tudo isso simplesmente dei um Parkour Roll e me virei em direção ao prédio que havia acabado de escapar, olhando para o cão infernal que ainda possuía pedaços de minha camisa presos em suas garras que haviam pegado de raspão em minhas costas.

— Na boa, eu vou te castrar, totó.  — Olhando para o cão infernal enquanto tocava no bracelete em meu pulso direito, não podia deixar de agradecer aos seus pela adrenalina que estava fazendo eu não sentir a dor em minhas costas, ou essa luta iria se tornar ainda mais de um problema do que já era.
 
Segurando o machado de guerra em minhas mãos não pude deixar de olhar para o monstro a minha frente com um sorriso frio em meus lábios, sim, eu só tinha doze anos e aquela situação era realmente um porre, mas minha mãe havia me ensinado tudo o que podia para eu sobreviver ao mundo real que esperava todo o semideus, e eu não estava disposto a morrer para um cão infernal, não mesmo.  

— Vem cá totó! — Com meus ossos duros o suficiente para não quebrarem no impacto mesmo com a luta contra um cão infernal, usei meu pé direito para chutar uma pedra em meu pé em direção a cabeça do cão infernal, não era algo que provavelmente fosse causar algum dano, mas com certeza o irritaria o suficiente para que ele saísse da sombra e isso era bom o suficiente para mim.
 
Como se para provar minhas palavras, no momento que o cão infernal viu a pedra voando em sua direção junto com minhas palavras provocadoras, um rosnado zangado escapava de sua boca enquanto mordia a pedra ainda no ar, transformando ela em nada além de fragmentos de poeira e imediatamente avançando em minha direção, seus olhos vermelhos brilhando sinistramente provavelmente com fúria ou desprezo.
 
Sem perder tempo simplesmente usava a força de meus braços para mover meu machado em um corte horizontal em direção ao focinho do monstro enquanto recuava dois passos para trás, garantindo que além da distância imposta por um machado de dois metros, haveria também um pouco mais de espaço para eu recuar.   Talvez notando o perigo e o dano que o golpe do machado causaria se o acertasse, o cão infernal usou suas poderosas patas para saltar para o lado em uma tentativa de evitar o golpe, infelizmente para ele não só a direção que ele saltou era a mesma em que o impulso do meu machado levaria e ao contrário do que teria acontecido se ele tivesse pulado para trás, o impulso se tornou uma vantagem para mim.

Mudando minha perna esquerda para frente e girando meu quadril, adicionava mais força no movimento do machado enquanto chutava o chão com uma perna e avançando em direção ao cão infernal, golpeava novamente meu machado contra o cão infernal, ferindo seu ombro enquanto um sorriso cruel brilhava em meus lábios.

— Isso foi o troco.  — Assim como sempre acontecia em momentos de batalha, meu temperamento normalmente calmo se tornava mais agressivo e selvagem enquanto sem me importar com o fato do cão infernal me entender ou não, zombava dele, meu sangue fervendo de emoção com a batalha que estava acontecendo ali.

 Furioso com o fato de ter levado um ferimento de sua “presa” o cão infernal soltou outro rugido furioso e usando suas poderosas patas traseiras se impulsionou em minha direção ao mesmo tempo em que usava sua pata esquerda para golpear minhas costelas, o que provavelmente não iria simplesmente quebrar elas e sim simplesmente a transformar em pasta.  Sentindo o perigo para minha vida, movi o machado o mais rapidamente possível em direção ao golpe do monstro, tentando o aparar com o cabo grosso do machado enquanto usava as duas mãos para o segurar firmemente, mas a força do monstro era muito mais do que eu esperava e simplesmente me fez voar para o lado enquanto sentia meus braços tremerem de dor, se não fosse por que minha força era maior do que a de outros semideuses, eles já teriam ido para o tártaro só por causa de tal golpe.
 
Novamente usando o Parkour Roll para minimizar o dano do impacto das minhas costas ao chão, rapidamente me forcei a ficar de pé e olhei para o cão infernal a minha frente, não só sua força era maior do que eu havia imaginado, como sua velocidade não era brincadeira, se eu fosse um segundo mais lento ou só um pouco mais fraco, eu provavelmente teria morrido para esse cão sem muita capacidade de lutar para trás e foi enquanto esse pensamento passava por minha cabeça que eu finalmente notei que uma das patas traseiras do cão infernal estava sangrando, provavelmente quando eu havia invocado os pregos no chão, ele havia tido azar o suficiente para pisar em todos os 5 pregos e isso era o suficiente para que sua velocidade fosse diminuída consideravelmente, o que queria dizer...

— Que eu estou lidando com você com uma velocidade reduzida? Só pode ser sacanagem. — Reclamei para ninguém especial enquanto olhava para o cão infernal a minha frente, que invés de tentar avançar para continuar me atacando depois do primeiro golpe, estava me olhando com algo similar a surpresa, como se perguntando como diabos eu não havia quebrado os braços ao aguentar um golpe de sua poderosa pata.

 E enquanto o cão infernal se tornava mais cuidadoso com seus movimentos ao perceber que eu não era uma presa fácil, eu também percebia que se eu continuasse desse jeito eu provavelmente não teria um bom final para minha aventura.

— Vamos trapacear. — Murmurei enquanto erguia uma de minhas mãos aos céus e logo uma esfera prateada de luz brilhou em minha mão que eu logo arremessei contra o cão infernal.  Percebendo que a esfera provavelmente não era uma boa para ele, o cão tentava evitar a esfera, mas não era como se eu fosse deixar ele fazer isso facilmente.
 
No momento que o cão tentava desfiar da esfera avançava com meus machados e logo golpeava com força a direção que o cão queria recuar, obrigando ele a recuar e ser atingido pela esfera de luz,  ficando cego no momento seguinte e urrando de surpresa e dor.  Aproveitando da distração do cão infernal avancei com meu machado de guerra e usando a força de meus braços movi o machado novamente em um movimento de corte horizontal da direita para esquerda, imediatamente abrindo um corte na sua pata direita dianteira e deixando ainda mais difícil para que o cão infernal mostrasse sua velocidade.

— Roar! — Soltando um rugido de fúria com o novo ferimento o monstro virava-se sem rumo, confiando somente em seu olfato para encontrar minha direção enquanto expunha suas presas afiadas.  Com um sorriso de deboche saltava para o lado quando deixava o corpo do cão infernal bater com um poste atrás de mim, deixando ele ainda mais desorientado do que já estava.  

— Cale-se! — Gritei no momento em que aproveitava que ele ainda estava desorientado com a trombada no poste e usando toda a força de meus braços, levantei o machado de guerra acima da cabeça do cão infernal e desci em um só impulso, aproveitando a gravidade somada a toda a força física que eu ainda possuía para dividir a cabeça do monstro ao meio, finalmente acabando com aquela maldita batalha.

— Finalmente acabou. — Murmurei enquanto observava o corpo do cão infernal desaparecendo em areia dourada e ao mesmo tempo que sentia o alivio de ter sobrevivido a luta, sentia também toda a dor e fadiga que a adrenalina havia me impedido de sentir até aquele momento, me fazendo gemer alto de dor enquanto sentia como se alguém houvesse derramado óleo quente e sal nas minhas costas, para depois me espancar com a marreta da Arlequina.

 Sentindo que logo a mistura de dor e fadiga iriam me fazer apagar, fiz o melhor possível para me arrastar de volta ao corredor do prédio abandonado do qual eu havia fugido e enquanto isso, pegava uma pequena garrafa do bolso oculto da camisa, e arrancando a tampa com os dentes simplesmente deixava o líquido dentro da garrafa derramar minha garganta a baixo, espalhando o gosto de M&M’s verdes enquanto minha consciência simplesmente cedia ao cansaço físico e mental que eu sofria e simplesmente me devolvia ao mundo dos sonhos e das lembranças de um passado que eu sabia que nunca iria voltar, não importava quantas vezes eu o relembrasse durante meus sonhos.

•••

 Era uma tarde ensolarada de sexta e eu havia acabado de chegar em casa depois de treinar na floresta, mas ao contrário da visão normalmente animada de homens bebendo e apostando e o barulho alto da TV em um jogo de basquete que ninguém realmente assistia, o que me esperava na sala eram seis caixões completamente negros enquanto a figura da minha mãe se encontrava  sentada de frente a esses caixões, sua expressão fazendo a atmosfera da sala ficar pesada enquanto eu me surpreendia com a situação a minha frente, mas nem tanto pelos seis caixões a minha frente ou pela falta de seis companheiros que sempre estiveram comigo desde que eu me dei por gente, não, o que realmente me surpreendia era a aparência da mulher diante mim e que por 12 anos eu conhecia como sendo a minha mãe.
 
A mulher a quem eu chamei de mãe sempre foi uma semideusa de 1,80 de altura e cabelos negros como piche, seus olhos negros sempre parecendo tão profundos como um poço sem fim enquanto seus traços coreanos a faziam parecer muito mais jovem do que seus trinta anos. E apesar da altura e até mesmo a aparência parecer a mesma, a mulher a minha frente possuía um par de asas de morcego que deviam ser provavelmente o dobro de seu tamanho, assim como uma longa cauda negra que saia de trás de sua cintura e olhos tão vermelhos quanto os meus próprios, além de possuir uma certa aura que faria qualquer homem que a visse ter seus pensamentos e instintos mais básicos provocados, uma verdadeira Súcubos.

— Sou eu mesmo Damian, não precisa me olhar como se estivesse vendo Zeus de calcinha dançando funk. — Respondendo de uma maneira descontraída que eu já estava acostumado, a mulher que se provou ser realmente minha mãe simplesmente sorriu para mim, um sorriso repleto de desculpas e lamentação — Eu sei que quer respostas, e eu gostaria de poder lhe dar as respostas que quer.... Mas as respostas iriam te trazer mais problemas que o necessário, é como todo o semideus que busca saber o que tem de errado com eles, por que são tão diferentes...E no final descobrem, só para ter a vida transformado em uma confusão.
 
Apesar de eu entender o que ela estava falando no caso das consequências que descobrir seu parentesco trazia, eu não podia deixar de ficar confuso com toda a situação.  Desde pequeno a história que eu conhecia da minha família era extremamente simples: Minha mãe uma filha de Nyx e legado de Marte havia nascido e criada por uma família de militares que sempre foram extremamente leais a seu país e tinham o costume de, após os 22 anos, saírem do acampamento Júpiter para voltar ao país e servirem a 7ª Legião, o nome dado a um esquadrão especiais Russo que lida especificamente com monstros ou semideuses que possuem poderes que soldados normais não poderiam lidar.
 
E nada nas histórias que me contavam explicavam a minha aparência ou a recém descoberta da minha mãe, assim como o motivo dos caixões negros que flutuava atrás dela, provavelmente com os corpos de pessoas que eu conhecia muito bem.

— Infelizmente o tempo está passando e cada segundo a mais que eu fique com você, mais perigoso é para nós dois.   No saco se encontram uma quantidade certa de ambrosias e néctar, para os ferimentos da viagem e um mapa de duzentos metros ao redor da Casa dos Lobos...  Eu te treinei por alguns anos Damian e te ensinei tudo que podia, se não conseguir sobreviver até encontrar Lupa, muito menos se tornar um campista do acampamento Júpiter, você não teria as qualificações nem sequer para descobrir a verdade sobre você mesmo e muito menos sobre a nossa família.  

Me bombardeando com mais informações do que eu podia lidar enquanto simplesmente jogava coisas em minha direção, a última lembrança que eu tinha da minha mãe era o sorriso que ela havia me dado, antes de murmurar algumas palavras que eu sequer compreendia e então, no  momento seguinte, eu já não estava em minha casa, mas sim em algum lugar da Russa, completamente perdido e sem entender nada do que havia acontecido e nem por que minha vida havia mudado de maneira tão drástica de uma hora para outra, sem nenhuma explicação.
 
Eu ainda não sabia disso, mas no mesmo dia em que eu e minha mãe desaparecemos, a notícia de que uma casa havia sido destruída em um deslizamento de terra no sul da Rússia e uma mulher chamada Selina Kyle e seu filho Tim Drake que moravam na casa agora eram considerados mortos, estampou as páginas de alguns jornais.

•••

Novamente abri meus olhos e novamente a figura de um novo prédio saltava minha visão enquanto um suspiro baixo escapava de meus lábios, já faziam dois anos desde que minha mãe havia me mandado embora sem nenhuma explicação e também já se fazia quase dois anos que eu havia enfrentado meu primeiro monstro de verdade: O cão infernal.
 
Vivendo na rua durante dois anos eu havia aprendido a usar minhas habilidades com máquinas para ganhar dinheiro o suficiente para comer e pagar um ônibus e apesar da minha vida mortal não ser difícil graças a névoa que ocultava minha aparência para os mortais, no caso dos semideuses o assunto era bem diferente. Sempre que um semideus me via as reações normalmente era fugir com medo que eu fosse um monstro forte (Afinal, pelo menos minha aparência era marrenta) ou tentar me matar, o que terminava ou em mim batendo o semideus ou correndo por minha vida, e apesar de haver alguns casos raros em que os semideuses não me atacavam e me ouviam até o fim, eles nunca me respondiam onde ficava ao Casa dos Lobos, não por que não sabiam, mas por que simplesmente não confiavam em mim.

— Lá vamos nós de novo... — Murmurei olhando para a porta e então vi dois semideuses entrando no prédio que eu havia pego como meu lar a noite passada, há muito tempo eu havia desistido de procurar semideuses para me ajudar a encontrar a Casa dos Lobos, mas com o passar do tempo não era mais necessário que eu procurasse, pois eles próprios viriam até mim, pelos mais diversos motivos.

 Alguns simplesmente me consideravam uma caça, assim como há pessoas que caçam coelhos como esporte, para esse tipo de pessoa a luta contra monstros não era mais uma questão de sobrevivência, era uma questão de diversão. Outros, simplesmente não queria que um grande e mal monstro perambulasse por ali, podendo encontrar a qualquer momento um semideus sem noção do mundo real e “NHAC” devorar ele como um belo lanche antes do almoço.
 
E enquanto esses dois tipos eram irritantes, eu simplesmente fugia ou me escondia em lugares com muitos mortais, apontando para as pessoas que me perseguindo e falando algo como “Guarda, esse rapaz estranho está me perseguindo” afinal, para os mortais eu era somente um inocente garoto de quatorze anos sendo perseguido por pessoas suspeitas.  Mas os dois semideuses que entravam em meu território? Eles não tinham prazer e caçar e nem sequer desejavam proteger um futuro semideus e companheiro, não... O que eles desejavam era o machado de ouro que eu carregava em minhas mãos e nada mais.

Para esses tipos de semideuses eu não precisava correr, não precisava fugir e nem me esconder.... Enquanto eles fossem tolos que só buscavam riquezas enquanto ignoravam o perigo por trás delas, a única coisa que receberiam de mim era a lâmina fria do machado.

— Bem vindos ao inferno, podem me chamar de Maou.¹



•••

 Seis anos haviam se passado como um piscar de olhos e enquanto os dias passavam, cada vez mais a lista de monstros que haviam caído pela lâmina de meu machado aumentava e, infelizmente, também o número de semideuses que haviam morrido em minhas mãos, quando mesmo eu tentando manter a paz, buscavam a guerra.  

E apesar de muitas vezes a noção de simplesmente desistir de encontrar  a Casa dos Lobos passar por minha cabeça, eu sabia que minha mãe não havia me dado tal mapa somente para dificultar a minha vida, era um teste: Se eu quisesse ter respostas do por que eu tinha essa aparência, por que minha mãe escondeu sua verdadeira aparência de mim e o que a fez fugir, eu primeiro teria que ter a capacidade de chegar ao acampamento com esse nível de dificuldade ou então eu poderia simplesmente desistir de encontrar a resposta e viver uma vida tão normal como um semideus é capaz de viver.

— Bem, San Francisco, aqui estou eu. — Murmurei para ninguém em especial enquanto observava as pessoas andando pelas ruas e observava o novo local que eu havia chegado, depois de seis anos viajando ao redor do mundo, conhecendo diferentes tipos de pessoas, costumes e tradições, viajar para novos locais se tornou quase que um hobby enquanto procurava o local que correspondia com um mapa, mas graças a alegria e euforia de chegar a um novo lugar, eu havia esquecido momentaneamente o quão “sortudo” eu era.

Eu já estava tão acostumado a ser atacado por monstros e semideuses que não me importava mais com isso ter virado uma rotina, mas o que aconteceu essa noite havia sido diferente de todas as noites anteriores. Aquele grupo de mortas-vivas cujo os gritos eram conhecidos por anunciarem a morte estava me dando muito mais trabalho do que eu havia imaginado. Eles haviam aproveitado um momento que eu me encontrava completamente distraído para me atacarem em grupo, fazendo com que eu fosse incapaz de pronunciar o feitiço para me livrar delas enquanto só segurava meus ouvidos e gemia de dor.

— Eu realmente não esperava morrer aqui.  — Pensei olhando para a fantasma enquanto achava que finalmente minha hora havia chegado e eu iria para o Mundo Inferior. Não havia ninguém que pudesse me salvar, semideuses? Eles provavelmente ficariam assistindo até um dos “monstros” morrerem e depois iriam matar o sobrevivente.

E enquanto tais pensamentos rondavam minha mente, sem nenhum aviso, cinco esferas negras atingiram a criatura vindas da minha esquerda, fazendo a criatura emitir um som irracional que eu imaginava ser de dor. Junto com o monstro, olhei para a origem das esferas e vi uma garota de traços orientais se aproximando com um cajado na mão. Os cabelos eram castanhos claros ondulados, os olhos claros e a pele alva. Era baixa e magra, com uma aparência delicada e até frágil. Não podia negar que ela era muito bonita. A criatura foi em direção a garota, que apenas estendeu o cajado na direção dela.

— Non manes. — Ouvindo as palavras que  eu não podia conhecer mais,  a criatura que estava me fazendo pensar seriamente no que aconteceria no mundo inferior, simplesmente desapareceu, simples assim. Olhando para a semideusa a minha frente eu fiz a mesma coisa que havia feito sempre que encontrava um semideus, assumi uma posição pronta para lutar enquanto a olhava atentamente, pronto para reagir a qualquer coisa que viesse.
 
Então a jovem se voltou para mim e me olhando com atenção fez algo que eu sinceramente não esperava, ela me estendeu a mão, me ajudando a ficar de pé. Não era tão forte quanto eu e definitivamente eu não precisava de ajuda, mas fora gentil da parte dela, uma gentileza que eu não havia encontrado em nenhum outro semideus até agora, na verdade, eles eram mais do tipo de me olharem e gritarem “Morra monstro imundo! ”

—Devo estar ficando louca.... Ou começando a me tornar favorável a causa de Nyx.... De todo modo, como você está?

— Eu estou bem, obrigado.  Nyx é? — Ouvindo as palavras que escapavam dos lábios da garota não pude deixar de estreitar suavemente meus olhos, que ela era uma semideusa não era algo que me surpreendia, mas filha de uma deusa primordial era algo que eu nunca havia encontrado até agora, não que houvesse tempo para apresentações com os semideuses anteriores.

— Sabe como é, deusa primordial da noite. Por que você não se defendeu?

Ouvindo as palavras da garota não sabia se ria ou chorava, não era que eu não queria defender, mas que sim que meus ataques simplesmente passavam por ela.   E assim que expliquei tal fato a garota ela simplesmente me deu um sorriso de lado enquanto murmurava seu entendimento e então, sem que eu pudesse entender exatamente o que ela fez, senti meu pulso sendo agarrado e logo sendo puxado junto a ela com um portal.

— Não ligue para detalhes.... Se os outros vissem você, iam te atacar e achariam que eu sou uma aliada de Nyx, independente do que falássemos. Mas ainda estamos em São Francisco.


Olhando-a mais de perto agora para ela, vi que ela realmente era muito bonita e seus olhos eram intensamente negros, como a noite. Em seus pulsos, havia dois braceletes prateados e em sua cintura uma adaga de ouro. A jovem me ajudou a sentar, olhando-me interessada e curiosa com minha aparência de certo estranha.

— Salvei sua vida, mas não sei como se chama. — Ouvindo a voz da garota não pude deixar de sorrir, o fato de uma semideusa está perguntando meu nome era um avanço e tanto para minhas relações quase inexistentes com outros semideuses.

— Prazer em conhece-la, me chamo Damian Wayne. Não sei seu nome também. — Sorrindo para a garota esperei que ela fizesse alguma piada com o meu nome e sobrenome, mas ela parecia ou não conhecer a identidade secreta de um certo homem das trevas ou simplesmente era achava inadequado fazer uma piada naquela hora.

[color=#cc0000— Myrella Inoue, filha de Nox, legado de Athena e Feiticeira de Circe, legionária da Primeira Coorte.
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Uma semideusa romana! Sabendo desse fato eu sabia que essa era uma ótima chance de que minha busca pela Casa dos Lobos finalmente chegasse ao fim, mas com aquela minha aparência eu sabia que seria difícil convencer a garota que havia me ajudado sem alguma sinceridade tanto em minhas ações.  Sem hesitar retirei o mapa que havia estudado desde meus doze anos e entreguei a semideusa a minha frente, sorrindo suavemente.

— Apesar de eu possuir essa aparência, eu sou um filho de Vulcano e Legado de Nyx, ou seja, você é minha tia, esse mapa foi algo que minha mãe me deu para encontrar a Casa dos Lobos.   — Enquanto eu explicava um pouco sobre minha história, percebi que a expressão da garota era cheia de dúvida enquanto me olhava, mas eu não podia culpar, eu sinceramente parecia um demônio.

— Sei onde fica, mas, com todo o respeito, sabe que sua aparência não ajuda muito a acreditar nisso. — A resposta dela não me pegou de surpresa, afinal se alguém com a aparência como a minha perguntasse para você onde ficava um local, você não diria facilmente, mesmo se fosse um lugar bem conhecidos pelos outros.  Havia sérios motivos para as guerras atualmente serem chamadas de guerras de informação.

— Eu posso provar. — Falando até ali eu mostrei algumas habilidades que somente filhos de Vulcano poderiam ter assim como  alguns feitiços que só outros filhos de Nyx poderia usar, antes de começar contando toda minha história, excluindo a parte sobre minha aparência sendo daquela forma desde meu nascimento e os acontecimentos que fizeram minha viagem se iniciar daquela maneira.

— Eu posso te guiar até Lupa e a casa dos Lobos, mas o teste que você deve passar e se o próprio acampamento irá de deixar entrar, é um caso completamente diferente.

Duas horas, esse foi o tempo necessário para que eu e a garota chamada Myrella encontrássemos nosso primeiro obstáculo, uma mulher com a pele coberta de escamas douradas e cabelos formatos com centenas de pequenas cobras verdes.  Seus lábios deixando escapar as assustadoras presas de javali que possuíam enquanto suas mãos brilhavam com um toque frio de bronze e as pequenas asas, inadequadas para seu tamanho e peso, nosso oponente era ninguém menos do que uma das três irmãs Górgonas.  

— Ora, o que temos aqui? Uma pequena semideusa perdida e... Curioso, parece um monstro, mas na verdade também é um semideus? Me diga pequeno garoto, que deus horrível te amaldiçoou? Talvez assim como Atena, ele inveja sua beleza? — No momento que a Górgona começou a falar, eu não sabia se devia rir ou chorar, minha aparência realmente era mais monstro que humano, mas eu tinha quase certeza absoluta que a causa dela não era minha beleza.
 
E enquanto tais pensamentos habitavam minha mente, Myrella simplesmente apontava a mão para frente de seu pequeno corpo e atirava uma esfera branca de energia em direção ao monstro a nossa frente.

— Criança tola! — Gritava a Górgona de raiva enquanto usando a espada em sua mão direita para cortar a bola de branca que havia sido lançada em sua direção e esse foi seu erro.  No momento que a esfera de luz branca foi cortada, um intenso brilho explodiu diante os olhos da Górgona enquanto um grito de dor escapava de seus lábios, misturado a raiva e frustração.
 
E aproveitando exatamente esse momento, avancei enquanto tocava suavemente o bracelete de couro em meu pulso direito, fazendo com que ele se transformasse em um enorme machado de guerra de duas mãos enquanto o cortava contra o monstro a minha frente, suas lâminas duplas batendo contra o ombro da Górgona e criando um grande ferimento ali enquanto ela gritava de dor e tentava usar suas garras para cortar ao acaso.
 
— Estou aqui! — Gritei para chamar a atenção da Górgona enquanto usando ígnea fazia pequenas pedras acertarem seu rosto enquanto me afastava, fazendo o monstro rugir com ainda mais fúria enquanto começava a contar com as cobras em seus cabelos que sibilavam sem parar, para andar em minha direção, suas garras sempre balançando furiosamente em uma tentativa de me rasgar.
 
Usando a oportunidade da Górgona está distraída comigo, Myrella concentrava chamas brancas em suas mãos e a arremessava contra as costas da monstra, fazendo com que ela sibilasse de fúria enquanto instintivamente se virava de costas, expressando sua fúria a semideusa que havia a atacado por trás.
 
Aproveitando novamente a oportunidade que surgia, rapidamente usei o machado em minhas mãos para golpear com toda minha força o corpo da Górgona, meu machado rapidamente passando pelo seu pescoço enquanto outro monstro caía para minha lâmina, claro que, sem a ajuda da Myrella aquilo seria basicamente impossível para mim no meu nível de força atual, não sem que eu me preparasse para deixar pelo menos um olho e alguns dedos para trás.

— Eu pretendia te levar pelo caminho mais longo e fazer o teste que todos aqueles que querem entrar no acampamento deve passar, mas eu realmente não tenho tempo para isso, venha.  — Parecendo pensar um pouco, Myrella pronunciava aquelas palavras enquanto novamente agarrava meus pulsos e me levava para fora do que um dia provavelmente foi uma bela mansão.

— Salve, Lupa. — Enquanto observava o local ao que eu havia sido transportado de um momento para outro, ouvi a voz de Myrella soando em meus ouvidos, e quando me virei e vi aquela loba gigante olhando para mim com olhos frios de um caçador para sua presa, não pude evitar sorrir levemente.  

Sim, eu finalmente havia chegado ao começo da minha verdadeira jornada.

•••


Olhando para o espelho a frente não pude deixar de sorrir enquanto via a imagem refletiva nos espelhos que me cercavam: Um homem que aparentava ter em volta de dezenove ou vinte anos e media aproximadamente 2m de altura com a pele possuindo um tom claro de azul celeste e olhos que eram tão vermelhos como sangue, dando ao seu dono uma aura de maldade e crueldade natural que faria com que todos que vissem seus olhos sentissem um frio percorrendo a espinha, mas mesmo tal par de olhos vermelhos  e assustadores não era a característica mais chamativa da figura e sim o par de chifres parecidos com os de carneiro que pareciam crescer da lateral de sua cabeça enquanto descrevia círculos para baixo.

O par de chifres emitiam uma sensação de serem extremamente resistentes e possuíam um tom de azul gelo que fazia com que parecessem mais joias preciosas do que verdadeiros chifres. As pontas, afiadas, eram voltadas para fora a frente do rosto do garoto e se as pessoas prestassem atenção era possível ver listras nos chifres, em um tom claro de azul, chegando quase ao branco, formando uma aparência natural que contrastava com a aparência de joias dos chifres.

— Você odeia sua aparência prole de Vulcano? — Enquanto olhava para o reflexo que se estendia a minha frente a voz de Lupa de alguma forma alcançou meus ouvidos (Se é que podia chamar de voz e se é que eu realmente estava ouvindo) sus palavras me lembrando da cena de seis anos atrás, quando o sonho que eu mais ansiava, o presente que eu mais desejava não era nada além de uma aparência normal, uma aparência humana.  — Teme o medo que causa naqueles que te olham? O desprezo? O desdém?

Enquanto a voz de Lupa soava no lugar, os espelhos já não mais refletiam minha imagem, mas os rostos de todas as pessoas que havia encontrado durante toda minha vida, meus amigos, minha família, as pessoas que me atacaram pela aparência, as que fugiram e até mesmo a garota que havia me levado até Lupa, Myrella, todos me olhando com medo, desprezo e ódio, como se o que eles tivessem vendo fosse a coisa mais horrível que poderia ter.

— Você é um monstro prole de Vulcano, não se pode amar monstros, só se pode ter medo, ódio e nojo por eles. —  A voz de Lupa começava a se tornar cada vez mais difícil de se discernir de onde vinha e enquanto os espelhos que me rodeavam mostravam as aparências de várias pessoas, vultos se moviam atrás do espelho enquanto cada vez mais as palavras se tornavam mais intensas, o desprezo maior e a sensação de que minha própria mente estava sendo atacada por essas palavras.

  Mas no momento seguinte somente um sorriso brincava em meus lábios enquanto segurando mais firmemente o machado em minha mão, girava-o com força em direção a um dos espelhos, despedaçando o vidro enquanto atingia um lobo que estava prestes a me atacar com a lateral do machado, o jogando longe enquanto ria.

— Sim, eu sou um monstro, e daí? Monstro ou não, enquanto eu for forte as pessoas não podem fazer nada para mim! Terão que aceitar minha presença, minha existência e...  Que eu saiba, os fortes ditam as regras.

No momento em que minha sentença havia acabado, Lupa surgiu das sombras enquanto seus olhos me fitavam fixamente, não havia desprezo neles, não havia nada de diferente entre os olhos que ela me olhava e os olhos que ela olhava outros semideuses.

— Não nos importamos com sua aparência, não importamos com seu pai ou mãe e nem com nada mais.  Os fortes sobrevivem, os fortes servem a Roma e os fracos se tornam esqueletos no caminho.  — Ouvindo a frase impiedosa da deusa lobo não pude deixar de ri baixo, sim, esse era o mundo cruel que vivíamos, mas eu realmente estava bem com ele.

— Venha prole de Vulcano, normalmente deixamos que os semideuses encontrem seu caminho sozinhos para o acampamento romano, mas sua aparência muda um pouco a situação.

 Seguindo Lupa logo sai da Casa dos Lobos e vi uma cena familiar do lado de fora, uma semideusa de traços orientais e cabelos vermelhos me olhava com um toque de um sorriso em seus lábios enquanto levantava uma sobrancelha.

— Talvez eu deva começar a cobrar taxa de transporte de você? — Ouvindo as palavras que escapavam dos lábios de Myrella não pude deixar de sorrir de canto enquanto levantava uma sobrancelha.

— Posso pagar com meu corpo?

Assim que chegamos ao acampamento romano a cena foi tão caótica quando podia se esperar, afinal de contas quando um demônio chega na sua casa, você raramente o convida para tomar chá. Felizmente a presença de Lupa e Myrella impediu que fizessem de mim uma almofada de agulhas com suas flechas e me deu tempo o suficiente não só para que eu contasse minha história (Omitindo os detalhes importantes como eu ter nascido com tal aparência), como também permitiu que Lupa e Myrella comprovassem que eu era um semideus assim como os presentes, o que me permitiu, finalmente, após uma longa busca de doze anos, chegar ao acampamento Júpiter.


Informações:


Poderes Passivos Usados:


Nível 1

Nome do poder: Bom Magico I
Descrição: O semideus tem certa habilidade com magia, e aprende com muita facilidade conforme se desenvolve. Nesse nível, essa habilidade permite que o semideus consiga executar seus feitiços com mais precisão, ganhando uma pontaria melhor, e podendo executa-los com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Forjador I
Descrição: O semideus se destaca na forja mesmo sem nunca ter feito uma arma, ele possui uma habilidade natural que o permite criar armamentos e armaduras com facilidade de nenhum outro semideus. Faz parte de seu sangue, ele nunca entendeu o quanto gostava de projetos, e só consegue ver isso a partir do momento que começa a fabricar em sua forja. A mente está totalmente ligada a isso, pode desmontar e montar tudo novamente e de maneira melhorada, seu cérebro já é automaticamente ligado a isso, e mesmo sem nunca ter feito nada, saberá o que fazer. Com o tempo, essa habilidade é melhorada, aprimorada e desenvolvida.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer arma fabricada por um filho de Hefesto/Vulcano será 10% mais resistente do que armas feitas por outros semideus, isso aumenta a chance de não ser destruída em batalha.
Dano: +5% de dano as armas fabricadas pelo semideus de Vulcano/Hefesto.

Nome do poder: Reparos Rápidos
Descrição: Filhos de Hefesto/Vulcano conseguem consertar aparatos mecânicos rapidamente, gastando metade do tempo que uma pessoa comum levaria para tal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem concertar qualquer coisa em apenas dois turnos.
Dano: Nenhum

Nível 2

Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Machados e Martelos I
Descrição: As armas barbaras sempre parecem mais leves nas mãos dos filhos de Hefesto/Vulcano, e mais pesados para os oponentes deles. Assim sendo, as proles do senhor das forjas têm certa facilidade no manuseio de machados e martelos, mesmo sem nunca ter usado essa arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +5% de dano se arma do semideus atingir.

Nome do poder: Resistencia ao Fogo I
Descrição: O semideus tem certa resistência ao fogo comum, não sendo afetado por ele como os demais campistas. Por trabalhar e mexer com fogo, esse passa a não o incomoda com a mesma intensidade com que causa dano em outros semideuses. Apesar de sofrerem danos, podem chegar a sair ilesos de coisas simples, como a queimadura de uma tocha, ou fosforo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Ataques relacionados a fogo, ou o fogo em si (comum), é 50% menos efetivo contra filhos de Hefesto/Vulcano. O dano para ele será 50% menor do que para outros semideuses.
Dano: Nenhum


Nível 3

Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. As feridas do semideus se fecham de forma lenta, e apenas cortes pequenos podem se regenerar nesse nível, parte de sua energia também é restaurada. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 MP e 25 HP
Dano: Nenhum

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: A prole da Noite tem certa facilidade em criar e desenvolver poções, mesmo que nesse nível não seja capaz de realizar novos projetos, terá facilidade em preparar poções já existentes, sendo para ela algo totalmente natural.
Gasto de Mp:Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Nyx/Nox são 10% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos da noite ganham um bônus de +5% de dano.

Nome do poder: Tecnopatia
Descrição: É a capacidade de se comunicar e entender qualquer tipo de mecanismo, ou seja, filhos de Hefesto/Vulcano, podem se comunicar e entender as maquinas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 4

Nome do poder: Pericia com Cajados I
Descrição: Por serem feitiços experientes, e magia correr no sangue do filho de Nyx/Nox com uma força imprescindível, acabam se tornando bons em magia, e o cajado em suas armas pode ser uma arma perfeita. Além de contribuírem com a Furicoção de seus feitiços, também podem ser usados como arma, e ao empunha-la, o filho de Nyx/Nox se sente ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +35% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar o cajado para executar o feitiço pode reduzir o gasto da MP pela metade. Exemplo, se executar um feitiço que gasta 10 MP, e usar o cajado para fazê-lo, então o gasto será apenas de 5 MP.
Dano: +5% de dano se forem atingidos por feitiços do cajado do semideus, ou pela arma (se usada dessa maneira).

Nome do poder: Pensamentos Velozes
Descrição: Os filhos de Hefesto/Vulcano possuem uma capacidade de analisarem rapidamente a situação em que se encontram e criarem uma estratégia param se safarem dela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganham um turno para conseguirem agilizar mecanismos e armadilhas, e assim, criarem algo para ganhar vantagem perante a batalha.
Dano: Nenhum

Nível 5

Nome do poder: Proteção
Descrição: Nyx/Nox é uma mãe zelosa quando se trata dos filhos, e concede a eles uma proteção invejável. Seus corpos tem um escudo e resistência natural, que impede criaturas, e espíritos malignos, bem como demônios, de tomarem seu corpo e sua mente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer criatura que tentar violar o corpo do filho de Nyx/Nox de maneira baixa, será expulso, e terá uma parte da alma machucada.
Dano: 10% de dano na barra de HP (retirado do total), da criatura que tentar violar o corpo do filho de Nyx/Nox.

Nome do poder: Programar
Descrição: Além de criar os mecanismos você sabe bem como programa-los para que ajam de acordo com o planejado. Vale para autômatos, armadilhas com tempo de ativação e etc, conhecendo inclusive diversos softwares e sua linguagem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite criar mecanismos mais fortes e mais elaborados. Autômatos feitos pelos filhos de Hefesto/Vulcano, tem uma média de falha menor.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força I
Descrição: O filho de Hefesto/Vulcano é mais forte que um semideus comum, podendo inclusive ser comparado a Ares/Vulcano, ou se igualar a eles nos primeiros anos de treinamento – os filhos de Ares/Marte ainda podem supera-los na força – e isso tudo devido ao trabalho continuo nas forjas. Os meninos geralmente ganham músculos avantajados, e mesmo que não o tenham, sua força ainda é superior, as meninas idem, mesmo sem os músculos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força.
Dano: +5% de dano em golpes físicos relacionados pelo semideus, ou que exijam a forja avantajada.

Nível 6

Nome do poder: Forjador II
Descrição: Sua habilidade está melhorando, e conforme a pratica você está adquirindo uma perfeição. Aprendeu a modelar outros tipos de material, como prata e ouro, podendo molda-las e transforma-las como bem entender. Agora, além de ter aprendido a fabricar armas, também poderá encaixar gemas de poder nelas sem necessidade de remodelar/reforjar as armas. Isso acontece de forma natural, e funciona como magia, em suas mãos, a gema pode simplesmente se engatar a arma – se esse for seu desejo – basta um toque, e você conseguira encaixa-la mesmo sem ter reforjado a arma, e a deixara tão resistente quanto.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de resistência e +10% de força em armas fabricadas pelo semideus. Além disso, as gemas nas mãos dos filhos de Hefesto não precisam ser reforjadas, ele encaixa sem precisar modelar a arma, e a deixa tão perfeita quanto. É algo extremamente natural.
Dano: +10% de dano as armas fabricadas pelo semideus de Vulcano/Hefesto.


Poderes Ativos Usados:



Nível 3
Nome do poder: Brilho Estelar I
Descrição: O semideus consegue produzir uma esfera de luz prateada, semelhante ao brilho das estrelas, e disparar contra o inimigo. Nesse nível a esfera apenas ofusca a visão do oponente, o impedindo de ver durante um turno, mas não causa feridas graves.
Gasto de Mp:  10 MP
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP
Extra: Nenhum


Nível 3
Nome do poder: Ígnea I
Descrição: Como todos sabem há rochas formadas a parte de magma resfriado. A prole de Hefesto/Vulcano consegue fazer, nesse nível, pequenas pedrinhas levitarem e acertar o inimigo. Só serve como distração.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 10 de HP.
Extra: Nenhum.

Nível 4
Nome do poder: Pregos no solo
Descrição: O semideus consegue invocar uma pequena quantidade de pregos sobre o solo, que estarão fincados – com a ponta afiada para cima – próximo aos pés do inimigo, eles ferem se forem fincados sobre os pés do mesmo, e podem dificultar sua passagem, além de ser bom para criar armadilhas. São pequenos, portanto é difícil nota-los. Máximo de 6 pregos sobre o solo.
Gasto de Mp: 3 MP por prego
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 por prego (30 HP).
Extra: Nenhum




Poderes Myrella:


Nome do poder: Chamas de Energia
Descrição: A feiticeira pode concentrar parte da energia magica nas palmas de suas mãos, formando esferas ou chamas de energia branca. As chamas se assemelham ao fogo comum, e causam uma ardência consideravelmente semelhante, porém, também sugam energia natural, podendo causar um estrago considerável.
Gasto de Mp: 15 MP por bola de energia
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 HP por bola de energia
Extra: Nenhum

Nome do poder: Portais I
Descrição: A seguidora de Circe possui uma capacidade natural de abrir portais. Esses poderão leva-la para qualquer lugar que deseja no plano terreno, pois, ainda não abre passagens para o mundo inferior, e nem para o Olimpo, muito menos para planos diferentes do que reside. Para abrir um portal é necessário que a feiticeira marque algo solido, como uma arvore, uma parede, ou algo semelhante, com uma tatuagem de abertura (um cadeado aberto), e a banhe com seu sangue. Esses portais lhe garantem viagem rápidas, e para lugares precisos, pontos estratégicos que ela imaginar, mas não garantem a segurança dela no local para onde deseja ir, ou seja, ela poderá usar o portal para ir para Nova York, mas isso não garante que estará segura em Nova York.
Gasto de Mp: 30 MP (por portal)
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Brilho Estelar I
Descrição: O semideus consegue produzir uma esfera de luz prateada, semelhante ao brilho das estrelas, e disparar contra o inimigo. Nesse nível a esfera apenas ofusca a visão do oponente, o impedindo de ver durante um turno, mas não causa feridas graves.
Gasto de Mp:  10 MP
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP
Extra: Nenhum


[spoiler = Arma usada] ]/spoiler]
Benção e Maldição:


Benção: The Monster - Nascido com a aparência e as habilidades de um Oni, o possuidor dessa benção possuí mais  X% de pura força física, assim como uma defesa aumentada em X%.  A cada X níveis a porcentagem de força e defesa aumentam em X%.  Uma capacidade exclusiva do dono dessa benção é que, desde que cumpra certas condições, sua "raça" pode evoluir, se tornando um monstro mais forte e com mais habilidades.

Maldição: The Monster -   Por ter nascido com uma aparência de monstro, todos os semideus que não conhecem o semideus atacarão o possuidor dessa maldição imediatamente o atacarão, sendo exceção os filhos de Nyx e outros deuses que lidem normalmente com monstros, mas mesmo esses ainda terão alta desconfiança do semideus.   E apesar da aparência monstruosa, o cheiro de semideus ainda é forte no amaldiçoado, sendo mais forte que outros legados, fazendo assim que qualquer monstro em um raio de 200 metros imediatamente o encontre. A névoa só oculta a aparência de monstro do semideus para os mortais, todos os monstros e semideuses conseguem facilmente ver sua aparência real e graças ao fato de sua raça ser do tipo demoníaco, todas as armas do tipo sagrado (Como por exemplo a prata das caçadoras) causa 50% a mais de dano.

Eu dividi a benção em duas, para mostrar as vantagens e desvantagem que ela me traria, deixando assim mais fácil a compreensão dela, assim como deixei todos os danos e efeitos em "X" para que  a staff modifique e determine como achar melhor.

Explicação:


A habilidade The Monster é o efeito de algo que a mãe de Damian havia feito, provavelmente acordo com algum deus e que um dos efeitos, seria o fato que o filho dela nasceria com uma benção (Provavelmente a mesma que a dela ou uma versão diferente do que ela tem) e uma maldição, mas esse segredo eu ainda não planejei completamente e pretendo evoluir conforme a trama.

 A benção funciona basicamente da mesma forma que, como Vênus falou, Pokémon, onde o semideus inicia com uma espécie (No caso de Damian, Oni) e dependendo das coisas que vez, batalhas que viveu e da própria personalidade, evolui para diferentes espécies.  As condições de evolução, momento para ela acontecer e até mesmo no que evoluiria, eu deixaria para a Staff, podendo ajudar ou auxiliar no caso de não saberem que espécies seriam boas ou dúvidas.

Explicação sobre a raça:   Um demônio popular do folclore japonês, Onis são retratados em várias histórias,  algumas vezes possuindo a altura semelhante a uma montanha e outras do tamanho de um humano normal ou uma criança.  A cor de suas peles normalmente são vermelhas e azuis, o que alguns acreditam ser referência ao elemento ao que pertencem (Isso normalmente visto em novels e mangas, principalmente). Conhecido por sua enorme força física e capacidade defensivas, Onis são ditos serem os responsáveis por punir pecadores no inferno, sendo extremamente cruéis  e astutos

 A lenda mais famosa dos Onis é que o portão para o inferno é guardado por um. ~


Extra: Caso não seja uma postagem no nível adequado para a benção pedida, gostaria de pelo menos continuar com a maldição e a aparência, já que ambas tem mais importância para minha trama que a benção em si.






Tão fofo quanto
Oi?
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Damian Wayne
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Re: The journey - Promoção de Aniversário CCFY Damian Wayne

Mensagem por Nyx em Seg Jun 05, 2017 12:07 pm

Aceito, bem vindo
Recompensas: 2.800 XP + 3.000 Dracmas
Alteração da maldição, observe abaixo:

Maldição: The Monster
Descrição: Por ter nascido com uma aparência de monstro, os semideuses que não conhecem o semideus atacarão o possuidor dessa maldição imediatamente, sendo exceção os filhos de Nyx e outros deuses que lidem normalmente com monstros, mas mesmo esses ainda terão alta desconfiança do semideus. Apesar da aparência monstruosa, o cheiro de semideus ainda é predominante no amaldiçoado, sendo mais forte que outros legados, fazendo assim que qualquer monstro em um raio de 200 metros o encontre com mais facilidade. A névoa só oculta a aparência de monstro do semideus para os mortais, todos os monstros e semideuses conseguem facilmente ver sua aparência real e graças ao fato de sua raça ser do tipo demoníaco armas sagradas o machucam mais do que a qualquer outro campista.
Consequência: Ouro imperial, prata Lunar, material angelical (adamas), ou qualquer efeito de luz (oposto de sombras) tem 50% de dano a mais sobre o portador dessa maldição.
Comentário e explicação:

Como viu a sua maldição não foi totalmente alterada, apenas adaptada ao modelo do forum, além de claro, eu ter mexido um pouco na descrição. Isso se deve ao fato de que, você já está ganhando legado, XP e uma maldição de trama, portanto, não daremos a benção, contudo, você poderá estar executando outras missões para tentar descobrir e usufruir da parte boa da sua maldição, que seriam a questão da evolução, da força, velocidade e o lado defensivo do monstro. Sua missão ficou coerente, mas infelizmente não foi o suficiente para atingir todos os pontos que você nos pediu. Bem vindo.







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