The Blood of Olympus
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Promoção de Aniversário - CCFY Mikhaela B. Dragunova

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Promoção de Aniversário - CCFY Mikhaela B. Dragunova

Mensagem por Mikhaela D. Dyatlova em Seg Maio 29, 2017 8:17 pm

— shieldmaiden


Eu sabia que meu padrasto odiava a mim e a minha mãe por ter sido enganado por nós duas, mas não havia muito tempo para pensar em como poderia ter sido se ele soubesse a verdade o tempo todo ou se tivéssemos ido embora antes dele descobrir. Eu queria entender porque nunca havia percebido antes o que existia por trás de minha mãe e seus conhecimentos de medicina e plantas, além de parecer sempre assustada e preocupada com algo, sempre fugindo de alguma coisa que eu não compreendia ou não era capaz de ver. Ou pelo menos não até descobrir a verdade sobre o mundo dela, o meu mundo... O mundo que eu chamo, agora, de real e não esse teatro tolo que os humanos vivem e acreditam. Mas talvez eles vivam tal ilusão, parcialmente, para sua própria segurança e também por sua incapacidade de perceber e aceitar que algumas coisas tidas como lendas ou mitologia eram reais e, as vezes, caminhavam em meio a eles.


Tudo começou com o nascimento de minha mãe, filha de um humano com a deusa grega da primavera, Perséfone. Como todo semideus, ela teve uma vida normal até certa idade, apesar dos problemas relacionados ao TDAH e a dislexia. Ela havia crescido em um ambiente cercado de amor e carinho e, quando a realidade semideusa chegou a ela, tentou não perder as esperanças. Ela viveu o melhor que pode, dos seus treze aos vinte e poucos anos, realizando trabalhos para os deuses, servindo-os e atendendo as suas vontades. Após seu tempo no Acampamento, a mulher decidira tentar levar uma vida mais ou menos normal. Voltara para Moscou, lugar onde nascera e sua família mortal vivia, e suava seus conhecimentos de botânica para ajudar aos humanos.

Estava tudo tão bem na vida dela quanto possível para alguém que pode a qualquer momento ser atacado por monstros. Até que a meio-deusa conheceu Dimitri Dyatlov, um homem de madeixas escuras, pele alva e olhos azuis como o gelo. Inicialmente ele se mostrara como um homem doce, gentil, educado e muito cortês. A paixão pelo russo havia sido quase instantânea e um ano e meio após se conhecerem estavam casados. Após o casamento, porém, as coisas começaram a mudar. O homem tornou-se mais cruel, mais frio. Começou a se distanciar da família, bebia com alguma frequência e por mais de uma vez espancou sua esposa. A mulher começou a pensar em se separar e ir morar bem longe dele.

Katherine chegou a afastar-se do marido por quase dois e teve um romance com o deus Vulcano mais ou menos no mesmo período que retornou ao marido, fazendo-o achar que a criança em sua barriga era de Dimitri. Quando a criança nascera, possuía a aparência muito próxima a da mãe. Seus cabelos eram loiros e finos, sua pele era branca com sardas e seus olhos eram cinzentos. Seu nariz era delicado, o rosto fino e os lábios rosados. Conforme crescia, ela parecia mais com a mãe do que com Dimitri e, apesar da suspeita inicial, ele nunca obteve provas sobre a criança não ser dele ou viu a esposa com qualquer outro homem - apesar de ter sim já seguido ela, verificado cartas e semelhantes.

Assim, eu cresci na capital russa com uma família deturbada, onde apenas podia contar com minha mãe. Eu vivi de modo tão normal quanto podia, aprendendo coisas com minha mãe coisas como para que tal planta servia, como ela podia ser usada, suas propriedades e coisas parecidas. Em contato com minha família por parte de mãe - em especial meu tio Altair, que era engenheiro mecânico e apaixonado por montar coisas -, aprendi coisas como reparar aparelhos eletrônicos, como montar pequenas coisas e reparar coisas diversas. Por algum motivo que eu não sabia explicar, eu conseguia reparar aparatos mecânicos muito mais rápido que meu tio - eu gasta a metade do tempo! -, e conseguia notar fácil também o que estava errado.

De algum modo, eu me sentia muito a vontade com maquinas e outros itens tecnológicos como se nossas mentes estivessem conectadas. Até que eu lembrava que elas não tinham uma mente, para começo de conversa. Também comecei a praticar krav maga com meus sete anos, o que eu amava fazer e comparecia a todos os treinos animada e disposta a sempre melhorar minha técnica e aprender mais coisas.

Com meus dez anos, minha mãe havia chegado em casa mais cedo e me chamara para conversar, o que devíamos fazer no quarto, segundo ela. Acompanhei-a até lá e sentei em minha cama, com as pernas cruzadas sobre ela. Vestia uma calça jeans, uma blusa de mangas e um casaco por cima, pois era inverno e eu havia acabado de chegar em nossa casa. Após ligar o aquecedor, tirei o casaco que vestia. Olhava-a quando ela foi até a janela, olhou para fora e fechou firmemente as cortinas. Então se sentou no banquinho da minha penteadeira, olhando-me atenta.

Você é especial, filha. Tem que saber disso. Nós temos o sangue de deuses. Não me olhe assim... – Enquanto falava, ela produziu pequenas sementes nas mãos do nada. Eu fiquei olhando chocada, paralisada e sem saber o que dizer ou fazer. Eu estava louca? Era possível. A mulher desfez as sementes, olhando-me com firmeza.

Você é ainda mais especial que eu. Você tem o sangue de minha mãe, Perséfone, e de Vulcano, que é seu pai. Não me olhe assim, Mikhaela! Isso foi tão normal e fácil para mim quando descobri ser uma semideusa como está sendo para você... Acha mesmo que é qualquer pessoa que entende tão fácil de tecnologia? Eu lhe afirmo que não.

Ela começou a explicar para mim o que eu era de verdade, como meu pai era e o porquê de ter escondido aquilo tudo de mim. O que eu não sabia, porém, era que meu agora padrasto estava escutando atrás da porta a conversa. O homem entrou furioso no quarto, batendo a porta. Minha mãe e eu olhamos para Dimitri, assustadas com a entrada repentina. O russo avançou para cima de nós e então...

Vinculum! – Minha mãe proferiu alto, fazendo-o ficar paralisado e tentando se soltar.

Pegando-me pelo braço, puxou-me para fora do quarto e depois da casa. Eu nunca corri tanto na vida e sabia que ele estava atrás de nós. Pegamos atalhos pela cidade, nos escondemos em becos, nos escondemos em bares onde nos misturamos as pessoas e saímos pelos fundos... Sabíamos que ele nos mataria se nos pegasse e, portanto, não poderíamos permitir isso. Nós não sabíamos para onde ir, não podíamos entrar em contato com nenhum conhecido...

Por dias, fugimos e nos escondemos como poderíamos, saindo da cidade e ficando na casa de parentes que meu padrasto não conhecia. Minha mãe tinha guardado as coisas de semideusa dela, com exceção do arco que recebera de sua mãe que constantemente estava com ela e mais alguns itens poucos, em uma casa nas montanhas que a família dela possuía. Lá, ela me entregou uma faca de bronze que, segundo ela, havia sido a primeira arma que havia obtido quando virou semideusa. Por precaução, ela me ensinara o básico sobre como manusear a faca em combate e me explicou que as armas normais, dos humanos, não feriam monstros, diferentes das armas de semideus. “Isso que tens nas mãos é uma arma, não um brinquedo”, ela me disse e me fez prometer que tomaria cuidado ao manuseá-la.

Minha mãe estava aflita e preocupada nos dias que se seguiram, onde disse apenas que por enquanto era melhor deixar a poeira abaixar antes de sairmos em busca do Acampamento. Eu ouvi, por mais de uma vez, ela conversando com pessoas através de um arco íris, tentando descobrir onde era o Acampamento romano e outras informações que pudessem nos ser úteis. Muito em breve, porém, iriamos aos Estados Unidos para que eu recebesse o devido treinamento.

Em uma noite, estava do lado de fora da casa pegando mais lenha na pilha que ficava ao lado da porta da cozinha para aumentar o fogo no fogão a lenha e na lareira. A iluminação que saia pela porta e janelas era pouca, porém permitia-me enxergar o suficiente para não me acidentar enquanto o fazia. Já estava levando as madeiras para dentro quando ouvi um barulho estranho vindo da floresta próxima. Olhei na direção do som, apertando os olhos para enxergar melhor. Como a criatura estava longe do campo de iluminação, apenas conseguia ver seu contorno, mas logo ela se aproximou o suficiente para que eu conseguisse vê-lo.

Sua aparência parecia muito com a de um zumbi, com a pele cinzenta em decomposição e o corpo corcunda. Seus dentes eram afiados e longos, sujos de sangue, tal como as unhas dele, e seu corpo era magro. Mas algo me dizia que aquilo não era um zumbi. Sabia que teria que lutar com aquela criatura. O bicho movia-se em minha direção e eu deixei as madeiras caírem no chão, pegando a Faca em meu cinto e apertando-a levemente nas mãos, preocupada, enquanto recuava lentamente em direção a casa.

MÃE! – Gritei no momento que a criatura começou a correr em minha direção. Ele era lento, mas ainda sim poderia ser perigoso para alguém sem experiência como eu. Teria eu que lutar? Possivelmente. Quis correr, mas algo me sugeriu que aquilo era um péssimo começo como semideusa. Em um primeiro momento, fiquei hesitante e então tomei coragem, ficando na luz e me preparando. A criatura não parecia disposta a entrar na luz a principio, mas depois veio em minha direção e a luta começou.

Não foi difícil perceber que a adaga não tinha efeito no corpo dele e suas unhas e garras eram muito afiadas. Por sorte, recebera apenas alguns poucos ferimentos muito graves. Estava sangrando em alguns pontos e com medo, tremendo levemente de frio e dor. Eu não sabia onde minha mãe estava e porque não chegara ainda e estava me aproximando mais da porta – será que eu conseguiria correr e entrar nela? – quando lembrei do que minha mãe havia dito certa vez.

“As chamas são suas melhores amigas, querida, confie nelas”, sua voz era nebulosa e distante, como uma simples recordação de algo bem antigo. Eu não sabia como usar as chamas, quis gritar. Não tinha ideia do que aquela voz falava... Quer dizer, na verdade, eu sabia do que ela falava, mas não sabia como fazer aquilo. Vagamente, recordei de minha mãe me explicando como usava os poderes dela. Estava dedicada a escapar das garras e dentes do monstro, tentando encontrar em mim o que minha mãe havia chamado de “poder divino”. A essa altura, já estava na porta da cozinha e podia ver o fogo do fogão.

Olhei para as chamas e um brilho de entendimento cruzou minha face, ao compreender. Talvez eu pudesse usar aquelas chamas para ataca-lo. Tentei concentrar-me nelas para pegar parte dela e atacar o monstro. Eu pude sentir as chamas, “ouvi-las” gritando meu nome e atendendo ao meu chamado. Apenas uma pequena quantidade de chamas atendera ao meu chamado e colidiu contra a criatura, queimando a criatura um pouco. Um grito desumano e esganiçado fez-se ouvir e percebi que aquilo fora mais efetivo do que qualquer um dos golpes físicos havia feito. O monstro estava furioso, com o corpo queimando e desejoso por vingança, apesar de que o fogo que lhe acerta havia mais lhe assustado do que realmente causado danos que devesse se preocupar. Vi o desespero misturando-se com a dor e o medo em sua face, fazendo-o avançar contra mim e me derrubar no chão, mas antes que fizesse alguma coisa, vi sementes chocando-se contra ele e explodindo. Fiquei aliviada ao ver minha mãe e a mulher me ajudou a levantar.

A partir daquele momento, minha mãe percebera que não era mais seguro esperar e partimos ainda naquela noite para a cidade mais próxima, de onde pegamos o primeiro avião com vagas para os Estados Unidos. Havia sido uma trajetória difícil até que Lupa aparecera e me levara para a casa do Lobo, onde eu fui treinada de modo exaustivo e por muito tempo, até ser capaz de ser testada e ser entregue ao Acampamento Jupiter como uma legionária. Vulcano havia me reclamado como sua filha e eu havia adentrado para a II Coorte. Assim, eu havia iniciado meu trabalho como legionária e membra ativa do Acampamento. Atualmente, eu trabalhava como Ferreira e vendia o que pudesse produzir a outros semideuses. Nesse período, eu também estava aproveitando para conhecer mais semideuses e sobre o que eu era, quem eu era, esperando que isso me ajudasse quando eu estivesse lá fora enfrentando ameaças reais.
— viking age


 
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Re: Promoção de Aniversário - CCFY Mikhaela B. Dragunova

Mensagem por Hades em Ter Maio 30, 2017 8:59 am

AVALIAÇÃO.

Não há o que falar sobre sua CCFY/Ficha, Makhaela. Você escreve bem e sua história foi bastante coerente.
3000 de XP + 2000 Dracmas.


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