The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive – Lúcifer S. Hellsing

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Quando o Passado Revive – Lúcifer S. Hellsing

Mensagem por Lúcifer S. Hellsing em Dom Maio 28, 2017 11:18 pm

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My Life
There's just too much that a good fight cannot erase
 


Impossibilidade, algo definido pelo dicionário como a Particularidade ou condição do que é impossível; falta de capacidade; incapacidade: a impossibilidade de acertar todos os objetivos. Era o que a carta era. Uma impossibilidade no espaço-tempo. Sabe aqueles eventos feitos por deuses, que ocorrem uma vez a cada nova ERA? Pois é, isso era mais raro ainda.

Quando jovem, fui abandonado pela minha mãe em um orfanato/mosteiro. Clássico de ter deixado em uma cesta com um bilhetinho falando sobre mim, meu nascimento, coisas assim…. Continuando, fui criado sendo um católico convicto, mesmo se os padres ensinado física, e coisas assim, eles ainda firmavam na minha cabeça que Deus era o criador de tudo. Com o tempo, tive que sair do colégio por conta da faculdade e por causa da minha idade (16 anos) que não era permitida no convento. Com isso, me mudei para Boston, onde comecei minha faculdade de direito, um sonho de infância, e a trabalhar em um clube de box para pagar a mesma. Com o tempo, fui me enturmando com o treinador da academia, um ex campeão mundial de boxe e agora um senhor de 70 anos. Um dia, depois de umas coisas ruins terem acontecido na minha vida, fui assaltado, levaram todo meu dinheiro -que já não era muito- e me espancaram até quebrar alguns ossos, ele me chamou no trabalho e começou a me ensinar, eu, um garoto que não tinha nada a oferecer -Era um enorme fracote naquela época, sendo confundido com uma garota alta quando de costas-. Com o tempo, fui ganhando massa muscular -Principalmente por causa de meu pai- e melhorando nas habilidades de boxe. Indo todo dia para lá, ajudando o velhinho com suas despesas e muito mais acabou que ele me adotou como filho, e eu fiquei muito feliz na época, afinal, finalmente tinha um pai.

Então a merda foi jogada no ventilador. Um belo dia, 27 de maio, às 22h46, de acordo com os registros policiais, um grupo de assaltantes entrou no clube de Boxe do meu Pai. A 22h48 ele foi rendido, com um tiro na coxa, um dos assaltantes estava desmaiado no local. Às 23h00, senhor Francisco Salazar Hellsing foi enviado para o hospital St. Helena. Cinco minutos depois ele morreu de hemorragia interna por conta dos ferimentos de bala. Uma morte comum, entre tantas outras da cidade de Boston naquele mês. Ninguém, fora a mim, foi no velório dele. E…. bem, depois disso eu virei um rato de laboratório, indo todo dia para a universidade, conquistar meu diploma para orgulhar meu pai, que tinha o sonho de que eu me formasse e desse “netos” para ele. Todas as memórias sobre ele, praticamente desapareceram. 14 títulos mundiais; 22 nacionais; 12 em categoria peso leve, 10 em peso médio; 27 alunos de box, 8 bem sucedidos; um filho adotado; um único fim.

Bem… continuando a história. Alguns dias para cá, eu vim recebendo recados, sonhos e até mesmo uma carta me apareceu; todas ligadas com meu pai. No início, era apenas um sonho sobre os dias que eu passei com ele, os treinos que tive, todos da maneira normal para um sonho meu- Preto em branco e sem sons-. Mas conforme os sonhos se tornavam mais frequentes, eles também se tornavam mais vívidos, passando a ter com cores, sentimentos, sensações, até eu não poder mais diferenciar sonho de realidade. Isso me atrapalhava, e muito, me fazendo dormir no meio da aula, zoar com uma pessoa achando que era sonho, e outros. Me mandaram para o Sr. D, para ver se não era nenhum monstro que fazia isso comigo… Nem ele soube responder.

Logo depois disso foi quando eu recebi o primeiro bilhete. Era apenas números, 42, 21, 28. Mas não parou por aí, o próximo foi uma única letra:N. Outros números: 71, 03, 34. Outra letra: O. todos eles sendo dados para mim por um ser em um terno negro, que falava pelas mãos, sem nunca deixar-me ver o rosto dele. Por último, recebi os dizeres: “Venha a este local, às 14h00 de amanhã.” Não foi preciso muita lógica para ligar os pontos. Meu pai - Ou algum ser que conhecia nossa ligação e criou uma armadilha- estava me chamado dos mortos para um encontro em nosso velho clube. Mesmo sabendo que era perigoso, resolvi ir, o fato de encontrar meu pai valia o risco.

Peguei uma carona com alguns hippes que estavam indo para lá e segui minha vida, derrotando um ou outro monstro menor que aparecia pelo caminho até boston. Chegando lá, abasteci minha mochila com suprimentos que iria precisar caso ficasse mais que alguns dias lá, afinal, vida de semideus é sempre um adeus aos planos. Assim que desci do ônibus - nem todo semideus tem um carro dado pelo padrasto- eu me deparei com o velho ginásio de boxe caindo aos pedaços. Nunca tive uma ligação tão forte com aquele lugar, mas vê-lo assim dava até mesmo pena, toda a estrutura de ferro estava enferrujada e parcialmente consumida, todas as partes de plástico estavam deterioradas por traças, algumas heras tinham se apoderado das vigas estruturais. Era como se ninguém tivesse ido lá por décadas, ou tivesse sofrido mais rapidamente que os prédios ao redor.

No fundo da quadra, estava o ringue de boxe. Diversas lutas foram disputadas lá, algumas das quais eu participei. Eu nem sabia que tinha tanta falta de lá, pois quando percebi, tinha lágrimas descendo pelo meu rosto. As sequei com a costa de uma das minhas mão e vaguei quadra adentro, até que reparei uma cadeira virada de costas para a entrada, com uma pessoa sentada nela. Me aproximei lentamente para ver se não era nenhum monstro em forma humana ou algo assim, era realmente meu pai. -Ou seria o fantasma dele?... não me importa muito-

A minha mochila escorregou de minha mão, fazendo um baque surdo ao entrar em contato com o solo. Minha reação não foi muito melhor, com a súbita fraqueza que senti nas pernas, cai de joelhos não chão, chorando que nem um recém nascido. O homem sentado na cadeira se levantou para mim e veio em minha direção, me dando um abraço reconfortante, enquanto acariciava minha cabeça e ficava sorrindo. Não sei quanto tempo fiquei assim com ele.

Logo que me recuperei, comecei a conversar com meu pai sobre muitos assuntos, como eu ter me tornado um semideus, que ele quis saber tudo sobre; como eu tinha abandonado a faculdade por causa disso, ele me deu uma enorme bronca; sobre meu futuro no box, arruinado; mas o assunto que mais me chamou a atenção foi como ele tinha passado:

- Sim, eu sei que boxe era a coisa mais importante do mundo para você, papai. Mas caramba, ao menos agora eu posso entrar para as olimpíadas.- Ri da minha própria piada.

- Só de bebida, você sempre foi um bebedor inato.- Ele riu junto comigo.- E então? Alguma coisa que você ainda queira saber de mim?- Perguntou, com um toque de desafio.

- Somente duas coisas simples: Onde você esteve esse tempo todo? E o que aconteceu?.- Disse com um tom mais sério, para mostrar para ele que eu estava procurando uma conversa mais séria.

- Ah, isso.- Ele suspirou e relaxou na cadeira, ficando meio que deitado.- Mesmo que você pergunte, não sei bem como explicar. Como você sabe, sempre cultuei os deuses gregos, mais pela vontade de cultuar a deuses que mereceram estar no topo que tudo mais. Então, quando eu morri, tinha levado duas moedas de ouro que tinha comprado de um colecionador e entreguei ao caronte, como você deve bem lembrar. Tive uma travessia tranquila para os elísios por ser um reconhecido lutador e ter salvo pessoas aqui e acolá, mas essa parte você sabe e já deve ter deduzido certas partes.

Murmurei uma palavra desconexa, o encorajando a continuar.

- Quanto à segunda pergunta, não faço a mínima ideia.- Deu de ombros sorrindo travesso.

- Velho do caralho. Eu estou falando sério aqui. Você está morto. Tipo, literalmente morto. Tenho seu atestado de óbito guardado no meu armário até.- Gritei com ele, pela raiva da brincadeira.- Argh, mesmo nesse tipo de situação, você continua com suas brincadeiras sem graça.- Suspirei e me deixei cair na cadeira novamente.- Bem, se você não quer falar nem nada disso, só tem uma última coisa que gostaria de fazer com você…

 - E o que seria?- Perguntou-me o velho.

 - Uma luta de boxe.- Respondi com um sorriso de orelha a orelha.

Sem precisar falarmos nada, fomos para nossos respectivos armários e pegamos nosso equipamento: Luvas, faixas para proteger as mãos, protetores bucais e de cabeça. Vestimo-nos e fomos para o ringue. Fiz tudo aquilo praticamente no automático, de tão acostumado com o ambiente. Assim que entrei no ringue, mudei de postura, agora direcionava toda energia disponível para observar o oponente e cuidar de seus golpes, também procurando uma brecha para que eu pudesse derrotá-lo o mais cedo possível. Aprendi logo com meu pai que, se fosse para derrotá-lo, eu precisaria ser rápido. Mesmo quando tinha 70 anos, ele era mais forte e resistente que eu aos 16.

Fiquei em posição na frente dele, o cumprimentei com um soquinho amigável e fiquei em posição. Um sino tocou em minha cabeça e parti para cima dele usando a sequência suprema de golpes, Jab-jab-direto lento, para ver qual a condição do meu pai agora que tinha morrido. Minha conclusão? Perfeita. Ele desviou dos três habilmente e me deu um direto tão forte que me deixou a ver estrelas, quase caindo no chão.

 - É tudo que tem para dar hoje, filho?- disse com um sorriso desbocado.- Deveria ter treinado você melhor antes de ter morrido.

Aproveitei o momento de distração dele para dar-lhe um uppercut bem no queixo. - Desonesto? Talvez, mas esse mesmo homem uma vez disse: “ Luta de cavalheiros para cavalheiros.”- Não parei por aí e fiz uma sequência de Jab-direto-jab-direto com força, apelado um pouco para minha ascendência divina. Consegui desequilibra-lo um pouco, aproveitando a oportunidade para dar-lhe um golpe no estômago, procurando causar um dano mais forte, mas o sino tocou antes que eu pudesse acertá-lo, me obrigado a parar o soco em pleno ar.

 - Velho. Você está ficando lento. Consegui te acertar e sem quebrar as regras.- Cuspi fora do ringue a saliva que inundou minha boca durante a luta.- Acho melhor pararmos.

 - Nem vem filho, essa é a última chance que terei pra te enfrentar aqui no ringue.- Ele cuspiu um pouco de sangue.- E quero aproveitar bem.

 - Pai, sei que quer isso, mas acho melhor não acabar morto… novamente.- Sorri e o abracei.- Senti muita falta de você papai.



COM:  Meu pai ONDE: Clube de Boxe em Boston VESTINDO: Roupa simples POST: 006

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Re: Quando o Passado Revive – Lúcifer S. Hellsing

Mensagem por Belona em Qui Jun 01, 2017 12:02 am


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 1 ao 10- 2.500 de experiência


Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 2.400
Dracmas: 5.000
Comentário:
Você conseguiu contemplar boa parte do que o evento propõe. Alguns erros de concordância e alguns detalhes confusos foram o motivo de seus descontos. Porque seu pai enviaria a localização através de códigos geográficos se ele era um lutador? Conventos, se não me engano, são apenas para freiras. Também senti falta de alguns detalhes em seu texto. No mais, você foi bem Lúcifer ^^


Segunda Parte

Lá estava um reencontro que envolvia palavras, algumas frases ditas em tom mais forte e troca de socos. Era a forma que pai adotivo e filho se comunicavam melhor. Porém, antes que eles pudessem prosseguir com qualquer coisa, um rosnado monstruoso invadiu o local. O velho lutador tremeu na base, empalideceu e explicou para o filho a situação em que se encontrava. Restava ao filho de Hefesto tomar uma decisão importante!

Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é um cão infernal jovem, surgindo de alguma sombra dentro do prédio velho. Você deverá derrota-lo, ou morrer tentando. Lembre-se que se escolher salvar seu pai, ele será uma distração em tanto, visto que o objetivo principal do monstro é tentar pega-lo e envia-lo de volta para o reino dos mortos.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da lâmia, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.




Belona
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Belona
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