The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive – Abramov Levitz

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Quando o Passado Revive – Abramov Levitz

Mensagem por Abramov Levitz em Dom Maio 28, 2017 10:46 pm

Quando o Passado Revive -
Parte 1
Same Ol' Mistakes...
Chovia bastante naquele tarde, algo inesperado, uma vez que os canais de notícia locais haviam previsto um dia ensolarado e quente. Mas o frio foi chegando aos poucos, e antes mesmo do anoitecer, nuvens carregadas infestaram os céus de Los Angeles, trazendo com elas ventos frios e uma chuva forte e pesada. Abramov estava de volta em casa para o aniversário de seu pai, que resolvera convidar alguns amigos e parentes mais próximos para um 'cocktail' em sua casa. A mansão dos Levitz era grande o bastante para dar uma festa de arromba, mas mesmo assim, o evento contava com poucas pessoas presentes. Não que isso fosse ruim ou incomum, pelo contrário, esses eventos mais íntimos e pequenos eram bastante costumeiros no bairro de classe alta da cidade. Mas Ab achava um desperdício de espaço, além de que tinha a impressão de que muitos compareciam mais por obrigação de manter o status, e não por afinidade. Então no fim tudo se resumia à pessoas podre de ricas em pé espalhadas pela sala, conversando sobre futilidades ou eventos insignificantes no mundo.

- Você podia pedir pro seu pai colaborar, não? Nem poderemos aproveitar a vista do jardim com esse tempo péssimo. Ian vai de encontro à Abramov, seu filho, que se encontrava escorado em uma parede da sala com tomando Sprite.

- Posso tentar, mas ai meu outro pai teria que colaborar não me obrigando a fazer sala nesse tipo de evento. O rapaz era a representação do incômodo naquele momento. Qualquer um que realizasse uma breve leitura corporal nele, perceberia que o mesmo estava tendo, braços fechados o tempo inteiro, e seus sorrisos eram esboçados de maneira breve e forçada. Sem contar, é claro, que suas vestes não condiziam com o momento, uma vez que todos pareciam trajar algo caro e adequado àquele tipo de festa. Enquanto que Ab vestia um jeans escorraçado, com uma camisa que ele mesmo rasgara as mangas para transformar em regata. E a cereja do bolo, 'Make America Gay Again' estampado em sua camiseta, o que parecia deixar alguns convidados bastante desconfortáveis.

- A gente só faz aniversário uma vez por ano, é pedir demais para que no meu, o meu único filho me prestigie com sua presença? Seu tom de voz soa bastante triste, na verdade.

- ... Tá, foi mal. Ele pausa por um instante. - Mas os Willow? Sério? Eles são um saco.

- Podem não ser as pessoas mais agradáveis do mundo, concordo. Mas são nossos sócios mais importantes, Ab. O homem massageia o ombro direito do filho, enquanto tenta soar o mais amigável possível em sua próxima sentença. - Por falar em sócios... Quando poderemos conversar sobre seu estágio na empresa durante o próximo ano letivo?

- Argh, tava demorando. Você estava se coçando pra tocar nisso, né. Na moral? Não sei, sei lá, depois a gente vê isso. Ele se irrita e se afasta do aniversariante.

- Filho, isso é importante, vai ser bom pra você se envolver nos negócios da sua empresa, porque um dia vô –

- Eu vou assumir tudo, como seu único herdeiro e num sei o que mais, eu sei. Eu prometo que vou ver isso, mas não agora, relaxa, é seu aniversário, e eu não vou fugir, não de novo. Ele sorri para o pai e faz um sinal de positivo com a mão esquerda, enquanto sai para ir atrás da mãe.

O resto da tarde e noite se seguiram com o semideus andando de um lado pelo outro da casa, cumprimentando quem tinha de cumprimentar, respondendo o que tinha de responder, e comendo o que queria comer. Apesar dos pesares, a comida estava excelente, e aqueles mini pastéis de camarão pareciam algo divino. Só que quando pensou nisso quase se engasgou com uma risada inesperada, era engraçado falar em divindade agora que que sabia que elas existiam. Mas bastou olhar pela janela que seu humor desapareceu, igual as gotas d'água que escorriam pelo vidro, ele sentia sua alegria esvanecer aos poucos. O verdadeiro motivo pelo qual não tentou dar um jeito naquelas nuvens não era birra por estar naquela festa contra sua vontade, e sim porque estava de luto. Havia pouco mais de um mês que Cody Andrews morrera, e por mais que Ab não gostasse de admitir, seus sentimentos por seu ex namorado nunca morreram de vez. Na verdade, por muito tempo o amor que sentia havia sido substituído por raiva devido à forma como terminaram, mas vez ou outra se pegava pensando no rapaz. Até a senha de seu celular continuou sendo o nome dos dois juntos por um tempo, isso antes de Daumus, seu amigo Sátiro, quebrar o aparelho.

Antes de dormir, o filho de Zeus resolveu checar suas redes sociais usando seu notebook, já que achava que não teria nada demais nisso, uma vez que pelo que entendia, o problema estava em realizar ligações. Mas se desse errado, àquela altura já era tarde para se lastimar, enquanto emergia no 'feed' de seu Facebook. A maioria das pessoas compartilhavam lembranças com Cody, ou então postavam coisas aleatórias das vidas delas. Inúmeros relacionamentos sérios surgindo, várias pessoas inconformadas com a eliminação de uma participante do programa Rupaul's Drag Race, e assim a vida seguia. Mas não para Abramov, que acabou se emocionando ao ver suas fotos junto do ex namorado que agora se encontrava morto. Ainda era surreal para ele como as coisas haviam acontecido. Afinal, até dois meses atrás era ele quem havia sido dado como desparecido e quase morto, e Cody chegou a ser investigado pelo passado dos dois. E por mais que Ab tivesse estado frente à frente com a morte inúmeras vezes, foi seu ex quem acabou morto em um acidente de carro, inesperado e sem desculpas. Ele não dirigia bêbado ou drogado, não estava em uma perseguição ou algum tipo de racha, muito menos não sabia dirigir. Apenas uma fatalidade como muitas das outras que acontecem diariamente no mundo.

"Exceto que essa foi com você..." Ele fecha o notebook de qualquer jeito e se ajeita na cama para dormir. Não queria continuar pensando no outro, não quando ele havia vacilado tanto com ele ainda em vida. Mas por mais que tentasse, seu coração doía tanto, seus olhos ardiam, e a imagem dos dois juntos não saía de sua cabeça. Era coisa de adolescente, ele dizia, todo mundo sempre sabe que o primeiro amor parece ser eterno, e o processo de superação era difícil, mas com um fim. Então por que ele não conseguia deixar o passado em seu lugar? Não estavam juntos há mais de sete meses, e mesmo assim, aquele sentimento não passava...

Naquele noite seus sonhos até começaram de maneira normal, e em algum momento se encontrava na fogueira junto dos outros semideuses no Acampamento Meio-Sangue. Daumus contava alguma piada sem graça e todos riam dele por isso. Selena praticava seu arremesso de adagas, enquanto Josh tentava se juntar à ela, e era constantemente ignorado pela garota. E Ab conversava com amigo que fizeram no chalé de Hermes, enquanto Quíron fazia algum discurso estranho que ninguém parecia prestar atenção. Aquilo não parecia um sonho, e sim uma lembrança, um pedaço de sua memória, bastante real, de maneira que ele conseguia controlar perfeitamente o rumo de suas ações. Foi quando Daumus lhe chamou que ele se virou para o mesmo, e percebeu a presença de alguém que não deveria estar lá.

- Cody?

O garoto se encontrava de pé ao lado do Sátiro. Ele contava algo para os dois, mas Ab não conseguia ouvir enquanto que Daumus ria. Aflito, o semideus tentou se aproximar mais para tentar ouvir, mas descobriu que era inútil. De repente todo o som da cena havia desaparecido, enquanto ele não conseguia nem ao menos ouvir a si mesmo. Desesperado, o filho de Zeus agarra o ex namorado pelo braço e tenta gritar, mas este apenas começa a rir e falar algo inaudível. E então uma chuva forte cai sobre o acampamento, e antes que ele pudesse perceber mais alguma coisa, acorda em sua cama molhada. Ventava tanto que a janela de seu quarto havia sido escancarada, e a chuva molhava o quarto inteiro. Rapidamente ele se levanta, quase escorrega no piso encharcado, e fecha a janela. Chegou até mesmo a utilizar do pouco controle que tinha sobre os ventos para deixar seu quarto em paz, mas a tempestade parecia tão forte que foi tudo em vão.  

- Ab!

Uma voz familiar lhe chama no corredor, e o jovem semideus instintivamente corre para ver quem era, mas ao sair de seu quarto, encontra pegadas sujas de terra em direção à escada. Curioso, ele as segue prontamente, mas ao alcançar a escada, as pegadas além da lama, também estavam manchadas de sangue. Um calafrio toma conta de todo seu corpo, enquanto ele toma coragem de descer. Cada degrau parecia um luta, enquanto ele sentia o ar ficar mais e mais gelado, e sua respiração pesar. Afinal, ele não era filho de Zeus? Como poderia aquilo estar acontecendo? Sem respostas, e muito menos sem tempo para buscá-las, ele se depara com um corpo caído no chão da sala de estar. Enquanto sente seu corpo inteiro tremer, sua tentativa de se aproximar para ver quem era é inutilizada pelo medo. Não era um corpo desconhecido, não, aquele era o Cody. Mas como, aquilo não fazia sentido, ele não deveria estar ali. Com um misto de sentimentos, o adolescente avança de uma só vez e se ajoelha ao lado do morto. Mas ao encostar no mesmo, ele afunda no chão, enquanto a casa inteira começa a amolecer e se desfazer.

- Não! Grita ao acordar em sua cama encharcada de suor. Ele olha pela janela, e já é manhã lá fora, enquanto o sol começava a surgir por entre as nuvens cinzas que cobriam o céu.

Foram necessários alguns minutos para ele processar o que havia acontecido. Sonhos de semideuses costumavam ser bastante reais e quase sempre perturbadores, isso era um fato. Mas aquela experiência tinha ultrapassado qualquer outra que havia tido antes. E afinal, o que Cody queria lhe dizer no acampamento? Ao mesmo tempo em que tudo ainda era bastante recente em sua cabeça, ele não conseguia lembrar com exatidão a maneira que a boca dele se movia, para tentar ler os lábios. Irritado, ele soca a parede, e momentos depois sua mãe abre a porta para checar se estava tudo bem. Em qualquer outro dia ele teria se irritado com aquilo, já que detestava quando era pego nesses momentos emocionais, mas a presença de sua progenitora foi boa para quebrar o clima mórbido que assolava o cômodo. E quando mais calmo, resolveu descer com a mãe para tomar café da manhã na mesa junto da família, algo que não costumava fazer.

- Já vou descer, mãe, espera rapidinho. Ab pega seu notebook para checar se haviam alguma notificação, e percebe inúmeras mensagens em seu Facebook não lidas, mas nada de anormal. Seu número de seguidores era grande, então quase sempre era algum tipo de spam, pessoas que não conhecia e coisas do tipo. Assim, apenas fechou e largou o eletrônico em cima da cama, correu para tomar um banho rápido de desceu para comer.

Aquela sexta seguia de maneira bastante tranquila, uma vez que teve tempo livre para andar por Los Angeles novamente e reencontrar seus amigos que não via há séculos. Todos disseram de cara que Ab parecia diferente, mais velho de alguma forma, mas ele dizia que estavam loucos. Alguns até tocaram brevemente no assunto do sequestro, mas logo o tópico foi deixado de lado quando viram que era inconveniente para o momento. Enquanto caminhavam pela cidade, o semideus ia revivendo o ano passado todo, das noites que passara na rua com seus amigos, dos lugares onde conseguiram comprar bebidas com ids falsas. E claro, dos lugares onde ia com Cody. Ninguém no grupo parecia se importar com a morte do mesmo, já que alegavam que ele era péssima influência para Abramov – e olha que eles sabiam que também eram encrenca – e não torciam muito para o casal. Seja como for, acabaram parando na praça onde sempre se encontravam para lanchar.

Todos com seus sanduíches de trinta centímetros do Subway e latinhas de refrigerante, assistindo o por do sol da calorosa Califórnia, rindo sem motivo e se zoando. O semideus podia facilmente ficar naquele momento durante a eternidade, se dependesse dele. Só pediria seu celular de volta para poder gravar seus Snaps e eternizar a cena no Instagram. Mas como tudo que é bom dura pouco, a noite chegou encerrando o encontro, uma vez que todos tinham de voltar para suas casas. Eram crianças, apesar dos pesares, e ainda respondiam aos seus pais, e por mais independentes que pretendessem ser, ninguém ali gostaria de arriscar ir contra seus responsáveis. Assim, Ab retornou para sua casa dando por encerrado seu dia que tinha sido bastante produtivo e relaxante. Se deitou em sua cama para usar o notebook, e logo abriu seu chat para pedir as fotos à sua amiga, só assim poderia postar algo. Mas algo estranho lhe chamou a atenção, uma mensagem de um perfil sem foto, onde dizia "Ab, preciso de você", e logo em seguida um áudio de quase um minuto.

Mesmo sabendo que era encrenca, como tudo em que vinha se metendo recentemente, o semideus resolveu ouvir o áudio. De cara acabou se assustando ao ouvir a voz de Cody. Mesmo com o coração acelerado, ele continuou escutando. Na mensagem, o ex namorado morto dizia que estava com saudades, e se arrependia de não ter tido tempo para concertar as coisas. Mas que dessa vez seria diferente, e provaria isso, bastava apenas Ab aceitar encontrá-lo no lugar onde o maior furo da TV havia acontecido. E por mais confuso que isso pareça, o jovem sabia muito bem de onde ele estava falando, e acabou sorrindo ao pensar naquilo. E então um outro chat notificou em sua tela, com o som das mensagens chegando alto o suficiente para lhe tirar daquele breve transe. Era sua amiga lhe enviando as fotos e perguntando por que ele estava demorando para responder. Seus olhos foram rapidamente para o canto da tela, onde percebeu que já daria dez da noite, visualizou a conversa com a garota, e por mais irritada que ela fosse ficar por isso, fechou a tela e se apressou para se arrumar. Ele tinha um encontro imperdível naquela noite...

Enquanto escapava pela janela de seu quarto, ele agradeceu à seu pai olimpiano por ele ser seu filho e poder pular daquela altura sem quebrar as pernas. Logo em seguida pegou sua bicicleta nos fundos da casa e partiu apressado. O lugar era os fundos de um shopping no centro da cidade, onde ele e Cody descobriram que havia uma falha na cerca que rodeava o estacionamento. Então entravam por lá e conseguiam subir as escadas para chegar ao topo do prédio, onde ficavam enfim à sós. A graça é que havia um outdoor lá que sempre mudava de anúncios na parte da frente, mas como havia um prédio ainda maior ao lado, a parte de trás não era visível para o público lá de baixo. E o anúncio dessa parte era um antigo desde 2003, onde uma marca de cosméticos promovia o dia dos namorados. No cartaz, o homem dizia que a mulher era a lua da vida ele, e ela respondia que ele era o sol e as estrelas da dela.

- Não é isso que a Daenerys diz pro carinha lá? Cody estava deitado no colo de Ab, enquanto apontava de maneira engraçada para o outdoor velho.

- Sim, devem ter copiado na cara de pau de Game of Thrones. Abramov apoiava seu tronco com os dois braços para trás enquanto olhava pra cima.

- Mas o seriado é recente, isso ai foi de antes... Meu deus! Que vacilo da HBO! Eles copiaram aquele diálogo dessa propaganda. O semideus começa a rir enquanto seu namorado diz aquilo. - Nossa, mano, se eu fosse eles entraria com um processo... Do que tu tá rindo? Cody se levanta e senta de frente para o outro.

- Pera, você tá falando sério?

- Sim! Cara, é o maior furo da TV na atualidade, um vacilo desses bicho.

- Cody, você sabe que a série é baseada nos livros, né? E que eles são muito mais antigos que esse anúncio ai.

- Tá, e?

- E daí que –

- Que o carinha do marketing da empresa deve ter lido o livro... Ah, que bosta.

Ab ri mais uma vez e logo Cody lhe beija e depois deita a cabeça em seu colo novamente. - Pelo menos fiz você rir. Era tudo um plano, burro, você que achou que eu era idiota.

- Aham, com certeza. Ele tenta empurrar o garoto mas este se agarra nele e os dois começam a se empurrar.

Abramov é acordado de seu outro transe quando quase é atropelado por um carro na avenida. O diálogo ainda estava fresco em sua memória, enquanto parecia que tinha sido ontem mesmo. E por que aquelas lembranças estavam lhe atormentando tanto nesses últimos dias? Será que era porque seu ex namorado morto tinha voltado à vida, e estava lhe chamando para um encontro? Não saberia dizer, já que a probabilidade de ser uma armadilha de outro monstro era alta. Mas a voz do falecido parecia tão perfeita, e seu tom ríspido quase rouco era único, em sua opinião, não tinham lhe falado de nenhum monstro capaz de imitar vozes tão bem assim. E claro, só eles dois sabiam daquele lugar e da história por trás dele. Então sua determinação em descobrir o que estava acontecendo só aumentou ao chegar no local. A grade do estacionamento estava arrombada, de maneira que alguém tinha realmente entrado ali agora. O horário era um fator importante, uma vez que dez horas era a hora que o shopping fechava, mas mas dez e meia ele já se encontrava vazio, e às onze chegavam os guardas noturno. Portanto esse era o único intervalo para entrarem sem ser vistos, e uma vez lá dentro era só sair de manhã que ninguém suspeitava de nada. Por isso olhou em seu relógio e confirmou que estava no horário certo, e logo em seguida adentrou o estacionamento.

Enquanto caminhava por ali, seus passos ecoavam naquele local nada iluminado, enquanto ele estreitava os olhos para tentar enxergar o caminho. Apesar do calor predominante o dia inteiro na cidade, aquela noite estava bastante fria, de maneira que até seu casaco marrom não esquentasse seu peito direito. E por falar em peito, a cicatriz que ia de ponta à ponta nele parecia voltar a doer um pouco, o que não fazia sentido para ele. Até chegou a se apalpar para ver se de alguma maneira a ferida estava aberta de novo, mas tudo parecia normal. Quando alcançou a escada de serviço, se pegou pensando da primeira vez que teve coragem de ir falar com Cody. Os boatos que corriam na escola era de que ele 'beijava meninos', já que por mais bonito que fosse, nunca era visto com nenhuma garota. Mas mesmo assim, Ab nunca sabia como chegar em um cara mais velho que ele e perguntar se teria alguma chance. Ainda mais que seu 'crush' vivia cercado dos jogadores de futebol americano, então temia apanhar dos esportistas. Só que um dia no refeitório, quando sem querer esbarrou nele, pôde perceber que o rapaz tinha lhe olhado de maneira diferente. E na mesma semana, quando saiu para beber pela primeira vez com os amigos, o destino lhes juntou pela primeira vez. Cody estava passando pela praça e reparou no pessoal da escola dele, se aproximou do grupo e perguntou se podia se juntar. Depois disso a conversa fluiu, até que os dois ficaram sozinhos ali durante a noite, mas nada aconteceu, claro, apenas trocaram celulares e seguiram seus caminhos. Mas no primeiro encontro, quando se encontraram no Starbucks do centro da cidade, o primeiro beijo aconteceu, e dali em diante eles não se largaram nunca mais.

- Ugh! Abramov tropeça no degrau da escada enquanto subia, já que estava distraído em seus pensamentos de novo.

Ao enfim chegar no topo do shopping, seu coração parou por um instante. Ele estava lá, não era nenhum tipo de fantasma, vulto ou algo do tipo, não mesmo. Se aquilo era algum tipo de monstro disfarçado, ele tinha caprichado nos detalhes. A pele bronzeada naturalmente pelo sol de L.A, o cabelo cortado baixo igual mais metade dos homens considerados bonitos ao redor do mundo, a jaqueta de Táxi Driver, seu filme favorito, que adorava usar. Até o furo no bolso de trás do jeans era igual. E quando ele se virou para Ab, os olhos quase pretos de tão escuro reluziram ao luar, enquanto sua barba recém aparada cercava o sorriso bobo e que por muito tempo fez o semideus suspirar.

- Ab. A voz de Cody quebra o silêncio da noite.

- Cody... Como você...

- Estou vivo? Ele completa. - Não sei... Eu acordei em minha cama do nada, mas eu sabia que não deveria estar ali. O acidente foi real, tudo naquela noite foi real. O rapaz caminha devagar em direção ao outro. - Só que por algum motivo, eu ouvia sua voz, como se estivesse ali do meu lado no quarto.

- E quando foi isso? Hoje?

- Uhum, de manhã.

- E você esperou até agora pra me encontrar!? Ele se altera, mas logo se envergonha pois não tinha o que cobrar.

- Ab, o que eu podia fazer? Eu fui dado como morto. Se saísse por ai de dia e alguém me visse? Meus pais não estão em casa, eles foram para a casa da minha vó, e tão por lá desde o meu acidente.

- Isso não faz sentido... Como... E por que minha voz? Abramov não sabia como se sentir, ao mesmo tempo em que sabia que tudo ali estava errado, não conseguia evitar se sentir importante para Cody novamente, já que estavam ligados mesmo que de maneira sobrenatural.

- E eu deveria saber? O rapaz para no meio do caminho. - É injusto eu te envolver nisso, eu sei, eu vacilei com você muito. Mas... Mas eu não tenho mais a quem recorrer, eu não deveria estar aqui, Ab, me desculpa, eu... Cody cobre os olhos com o braço enquanto os esfrega para tentar parar de chorar, como sempre fazia antes.

- Cody, e-eu sei que... Eu vou te ajudar. Te devo essa, pelos velhos tempos. Ele se aproxima de seu ex namorado e coloca as duas mãos em seus ombros. - Tá tudo certo, a gente vai dar um jeito nisso.

- Como? Me matando de novo? O ser errante se desvencilha do semideus, enquanto se afasta um pouco. - Eu fiquei o dia inteiro pensando que talvez deus tivesse me dado essa segunda chance para algum motivo, e sua voz era a única coisa em minha cabeça. Então talvez seja porque eu tinha de ter a conversa que nunca tivemos antes.

- Que conversa? Eu não entendo. Ele entendia muito bem.

- Ah, Abramov, não se faça de tonto, você sabe que nunca mais nos falamos depois daquela briga na festa.

- Sim, mas achei que não tinha o que ser conversado. Mentira.

- Sério? Porque mesmo meses depois eu não parei de pensar naquela noite.

- Ham? E por que nunca veio falar comigo?

- Por que você não veio? Eu vacilei com você, feio mesmo. Não tive coragem, mas quando descobri que tinha sido sequestrado, eu...

- Eu o que? O filho de Zeus encontrava-se em um estado de ansiedade absurdo, enquanto aguardava para saber o que Cody tinha para dizer.

- Eu soube que ainda gostava de você. Não sei explicar, eu sei que não tenho direito de dizer isso mas... Cody avança contra Ab que não tem tempo de reagir, e sente seus lábios contra os dele mais uma vez. - ... Me desculpa, eu não devia...

- Tudo bem. Abramov se afasta um pouco, com os nervos à flor da pele. Seu ex namorado estava bastante vivo, isso não era nenhuma dúvida, ainda mais agora que confirmara a temperatura de seu corpo. - Eu já disse que vou te ajudar, relaxa. Não sei como isso aconteceu, mas conheço um lugar onde podem nos ajudar. O semideus não sabia se Cody, agora revivido, seria capaz de entrar no Acampamento Meio-Sangue, mas esperava que Quíron tivesse alguma resposta para aquilo. - Partiremos amanhã mesmo, só preciso avisar em casa e –

- Ab, você não entende, eu não tenho muito tempo aqui! Um medo repentino toma conta do olhar de Cody.

- Como assim? Do que você está falando? E antes que o outro pudesse responder, um calafrio assola o corpo do semideus, que sente algo facilmente identificável, e único...

... Era a sensação da morte.

(...)

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Re: Quando o Passado Revive – Abramov Levitz

Mensagem por Belona em Sab Jun 03, 2017 5:05 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 11 a 20: 5.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 5.000
Dracmas: 5.000
Comentário:
Eu não encontrei nenhum erro em sua narrativa e em seu enredo, pontuação máxima mais do que merecida.


Segunda Parte

O filho de Zeus tinha ao seu alcance alguém que um dia já teve seu coração em mãos. Porém, Cody estava certo, um grande perigo estava para vim buscá-lo e levá-lo de volta para o submundo. Ele tenta explicar a prole divina as condições de sua partida, deixando nas mãos do garoto uma importante e definitiva decisão a ser feita.

Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• Os monstros são duas Empousas, originalmente servas de Hécate, agora desgarradas de seu serviço e mestra. Elas carregam armas de curto alcance, mas as lâminas possuem um veneno que deixa a vítima tonta quando entra na corrente sanguínea. Você poderá escolher como elas vão aparecer e quais armas pequenas são.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da Lâmia Nobre, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.




Belona
Somente os mortos conhecem o fim da guerra-
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Belona
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Localização : Em toda, e qualquer guerra.

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Re: Quando o Passado Revive – Abramov Levitz

Mensagem por Abramov Levitz em Dom Jun 11, 2017 7:26 pm

Quando o Passado Revive -
Parte 2
Same Ol' Mistakes...

(...)

Aquela sensação fúnebre era tão forte que o filho de Zeus sentiu seu estômago embrulhar, enquanto sua visão começou a ficar turva e seu corpo fraquejar. Cody por sua vez se afasta dele e começa a andar de um lado para o outro murmurando palavras confusas, deixando Abramov ainda mais perturbado. O semideus não sabia quem estava causando aquilo, mas temia ser algo de nível divino. Isto porque mesmo o mais forte dos semideuses ainda se curvaria perante ao poder de um deus, como sabia. Só não conseguia entender o porque de estar sentindo aquilo, teria Hades brigado com seu pai e agora resolvera descontar na prole deste?

– Cody. – Sua voz estava fraca, mas ele sentia sua vitalidade voltar ao normal aos poucos enquanto se acostumava com a aura ruim. –  O que está acontecendo?

– Eu lembro agora, Ab! –  Havia desespero na voz o mortal e inquietude em seu olhar. – Ela, uma mulher, ela me deixou voltar, e-la me fez voltar! –  Ele para de andar e fita o ex namorado. –  Ab, eu estou morto.

– Acho que a gente sabe disso, na real todo mundo sabe que você tá morto.

– Não, você não entende. Eu estou morto de qualquer jeito, eles estão vindo, eles vão me levar de volta!

– Eles quem? – Abramov tentava raciocinar agora que conseguia se erguer sem dificuldades, mesmo ainda nauseado. – Você tá falando do submundo? Alguém vai te levar de volta pra lá?

– Sim! Não tinha nada lá, era só um campo imenso com um monte de gente vagando sem rumo, e... e então ela apareceu, essa mulher. Dai eu sai do transe e foi quando ela disse que eu deveria voltar para cá, e que era para eu... eu ir atrás de você.

– Para me matar? –  Àquela altura Ab já não duvidava de mais nada.

– Não! Era só para te encontrar e mais nada... mas eu teria voltar uma hora.

– E seu prazo termina hoje, imagino. – Cody nem precisa responder no que apenas o balançar de sua cabeça confirma. – Merda, Cody...

Eles não têm tempo de discutir mais sobre o que estava acontecendo, considerando que logo em seguida duas Empousas alcançam o telhado vindo pela escadaria. Tirando sua aparência já conhecida, a dupla de monstros se encontrava armada uma com uma faca e a outra com um chakram, tornando-as ainda mais ameaçadoras.

– Um semideus. –  Um dos monstros diz.

– Mas nosso alvo é outro, Júlia. – A Empousa armada com o chakram comenta. – Olá, Cody. Acho que a hora do passeio acabou, né? Venha, vamos voltar para casa.

– ... –  Cody nada diz, mas o terror em seus olhos é evidente.

– Sinto muito, garotas, mas acho que isso não vai rolar. – Abramov se arrepende de ter trago apenas sua faca de bronze, mas nem pensou em pegar sua espada no momento de pressa.

– Olha só, Maria, esse semideus acha que pode fazer algo para nos impedir. – A Empousa chamada Júlia comenta, enquanto afia sua faca nas próprias unhas. –  Você não faz ideia de contra quem estaria indo, moleque.

– E por que você iria ajudar esse mortal? – Maria muda seu tom de voz para algo mais amigável. – Sejamos racionais, Abramov Levitz. Esse garoto apenas se aproveitou de você enquanto vivo, e na primeira oportunidade que teve lhe traiu e sequer pediu desculpas. – Por algum motivo inexplicável a Empousa soava bastante convincente e racional. – E agora que seu destino está em suas mãos, ele resolve lhe procurar e se dizer arrependido.

– Ab, não...

– Não, não é verdade... –  Abramov tenta por seus pensamentos em ordem, mas tudo que conseguia pensar era nas vezes em que tinha discutido com Cody, e na festa onde brigaram e tudo acabou.

– Você é melhor que isso, filho de Zeus. –  Maria continua. –  Deixe-nos leva-lo para os campos de sofrimento, e lá ele pagará por tudo que fez à você em vida. – Ela passa o chakram de uma mão para a outra. – Ou impeça isso e ele volta ileso para o Elísio e vive feliz e em paz, não seria isso injusto visto tudo que ele fez?

– Mas eu não fiz nada! Ab, você sabe que tanto eu quanto você fomos culpados de tudo que aconteceu! –  Cody tenta se afastar, mas sua única saída seria pular do sexto andar do shopping.

– Eu não... – O semideus leva as duas mãos à cabeça enquanto tenta resistir às palavras do monstro, e é ai que percebe que elas estavam magicamente alteradas. Empousas eram conhecidas não só por sua aparência e letalidade, mas também por seduzir suas presas e deixa-las indefesas antes de qualquer ataque. E por mais que os ressentimentos fossem reais, o rapaz sabia que não os tinha em tamanha intensidade para permitir que algo tão ruim assim acontecesse com Cody. – Você tem razão. Ele tem que pagar pelo o que fez. –  Abramov se vira para o indivíduo em questão e caminha em sua direção. – Mas antes, deixa eu mesmo me vingar um pouco.

– ... – Cody cai de joelhos enquanto arregala os olhos, aceitando que aquele era seu fim mais uma vez. Assim ele fecha os olhos e espera o ataque final, mas ao invés disso ele se vê agarrado por seu carrasco.

– Segura firme. – O filho de Zeus sussurra, antes de arrastar seu ex namorado com ele e se jogar do prédio.

– Eles estão fugindo! – Júlia grita, mas é Maria quem age e com uma mira perfeita arremessa o chakram contra os dois. A arma seria mais efetiva em um combate de curto alcance, mas ainda assim seu ataque foi efetivo para cortar o ombro esquerdo de Abramov e retornar para sua dona.

– Ab! – Cody grita ao ver o rapaz ser atingido, mas grita ainda mais alto ao perceber que em alguns instantes se chocariam contra o chão.

O filho de Zeus não decepciona quando o assunto é voar, mesmo tendo de carregar outra pessoa consigo. Mas o veneno no qual as lâminas das Empousas foram banhadas era rápido e efetivo, e então a tontura começa a afetar o garoto no mesmo instante. Sua ação é focada em não cair de vez e matar os dois, por isso apenas tentou diminuir o ritmo da caída até estarem seguros no chão. E com muito esforço ele consegue chegar à salvo na calçada da rua, mas as pessoas que por ali passavam logo notam que algo de errado acontecia com os dois adolescentes. Alguns se perguntavam de onde tinham surgido, outros cochichavam coisas inaudíveis, mas todos pareciam observar-lhes.

– Ab, ah merda. Você consegue andar? Temos que sair daqui. – O mortal ajuda o semideus a se colocar de pé, mas este fraquejava.

– Não consigo enxergar direito, tá tudo girando. – Abramov estava tonto demais para caminhar sozinho, mas ao menos conseguia fazer uma força para ser guiado por Cody. – Minha bicicleta está nos fundos, você consegue me levar nela?

– Como nos velhos tempos, certo? – O rapaz não evita sorrir ao se lembrar de quando os dois andavam por ai em uma única bicicleta.

Os dois então conseguem alcançar a carona antes que as Empousas pudessem descer todo o lance de escadas. Só que assim que Cody começa a pedalar para longe, eles enfim notam os monstros em seu encalço. Ab mantinha seus pés sobre os apoios na roda traseira, enquanto seu tronco ficava reto e ele se apoiava nas costas do outro. Seus olhos estavam fechados para evitar cair por conta da tontura, mas ainda assim ele sentia o mundo girar conforme o vento batia. A praia não era muito movimentada tarde da noite, então esse foi o caminho que eles resolveram pegar para fugir. Mas as criaturas eram quase tão rápidas quanto eles, e não demorou muito para que os alcançassem. O semideus pediu para que o outro parasse de pedalar e então correr para a areia.

– O que vamos fazer? Nadar até morrer?

– Não, tenta ficar longe ou correr para a água se for preciso, eu vou enfrentar aquelas coisas. – O semideus já conseguia andar sozinho, uma vez que a tontura ia passando cada vez mais.

– Que heroico, ele vai tentar mesmo nos derrotar para salvar o mortal ingrato da inevitável morte. – Maria começa a girar o chakram em sua mão direita, e não espera diálogo algum entre eles lançando a arma contra Abramov logo em seguida.

– Ab! – Cody grita, mas seu ex namorado consegue desviar do ataque sem muitas dificuldades.

– Vai ter que tentar mais que isso, Empousa.

A Empousa Júlia então avança contra o filho de Zeus pronta para lhe furar com a faca, sua velocidade é boa a ponto de superar qualquer um desprevenido. Mas esse não era o caso do menino, que logo levanta voo ficando longe da lâmina envenenada de sua inimiga. Maria então arremessa sua arma contra o semideus no ar, mas vê seu ataque ser inutilizado no momento em que uma forte lufada de ar joga o chakram para longe. E não para por ai, a rajada de vento passa de uma para várias em um instante, jogando areia e detritos nos olhos dos monstros. As criaturas cambaleiam enquanto sofrem para tentar enxergar algo. Perceberam tarde demais que haviam caído em uma armadilha, e que lutar na areia seria a condenação de suas vidas.

Abramov não satisfeito começa a mover as nuvens no céu para fecha-lo naquela área, carregando-as de chuva que logo começa a cair. A água molha a areia e a deixa pesada, tornando a movimentação no chão mais difícil. Entretanto, as Empousas não ficam paradas à espera de um ataque, pelo contrário, elas correm na direção do semideus. O qual nada faz visto que sabia que no alto não seria atingido, e mantém-se concentrado na conjuração de seus poderes. Porém, por mais seguro que estivesse, ainda havia uma pessoa não tão à salvo assim.

– Cody!

Os monstros desistem do alvo difícil e partem para cima do fácil. Cody percebe que seria destroçado caso continuasse parado e corre para água conforme instruído por Ab. Mas ao dar de costas para as duas mulheres, ele baixa sua guarda e é atingido de raspão na perna esquerda por Maria, caindo na areia enquanto o veneno instantaneamente começa a fazer efeito. É nessa hora que o semideus voa com tudo para cima de Júlia, a Empousa que chegaria antes no mortal, e a derruba rolando junto com a mesma na areia molhada. O monstro grita de raiva enquanto percebe que sua faca caiu longe, e recorre às garras para atacar seu inimigo. Ela arranha o peito de Ab, mas ele consegue chutar-lhe e tirá-la de cima de si, o que lhe dá espaço para agir. Com o punho direito fechado, ele cria descarga elétrica que cobre seu soco como uma luva energizada e atinge sua adversária no peito. Em qualquer outra situação o ataque não teria tanto efeito assim, visto que o choque no máximo causaria dificuldades nos movimentos do atingido. Mas Abramov havia preparado seu terreno antes. Com seu alvo encharcado de água, a descarga elétrica é muito mais efetiva e faz com que a Empousa se contorça de dor na areia da praia. E é nessa hora que ele saca sua faca de bronze celestial, e perfura o peito do monstro transformando-o em pó.

– Agora é a sua vez! –Ab grita para Maria, a Empousa restante, mas sua confiança some ao se deparar com a mesma segurando Cody e ameaçando cortar seu pescoço com o chakram.

– É mesmo, filho de Zeus? – Sua voz soa amargurada, provavelmente de raiva por ter perdido sua irmã. – Mova-se e eu acabo com ele, semideus.

– Ab, ela vai me matar de qualquer jeito, sai daqui! – Cody grita mesmo com a arma encostada em seu pescoço.

– Não! Renda-se, Abramov, e eu permitirei que o mortal siga para o Elísio. Mas em troca, você vai para os campos das punições comigo.

– Tudo bem, eu me rendo. – O semideus levanta as mãos e fica de pé, em sinal de desistência.

– Ótimo, agora pegue a faca da Júlia, e corte-se para que o veneno lhe impeça de continuar lutando. – Ela ordena.

– Ok. – Abramov faz conforme ordenado pela Empousa, e faz um corte em seu braço direito com a lâmina, deixando-a cair logo em seguida enquanto começa a se desequilibrar.

O monstro então solta seu refém e com um sorriso no rosto caminha em direção ao semideus indefeso, mas é surpreendida quando o mesmo lança contra ela um ataque. Das pontas dos dedos do semideus, cinco esferas de energias de tamanho pequeno são lançadas, atingindo a Empousa em cheio. A criatura cai de joelhos na areia, mas ela parece ser mais resistente que a outra, ou talvez o ataque não foi tão forte, e logo volta a se levantar.

– Como!? Eu vi você se cortando! – Ela grita de ódio.

– Dá próxima vez tragam armas impregnadas de veneno, e não banhadas nele. – Ab mostra a faca de Júlia que agora estava limpa devido à chuva, deixando apenas resquícios do veneno, que não foi suficiente para afetar o semideus dessa vez.

– Argh, desgraçado! Vou abrir sua barriga com minhas próprias unhas! – Maria arremessa o chakram dela contra seu inimigo, mas ele desvia sem muita dificuldade e avança contra ela.

O combate se dá em meio à chuva, com lâminas chocando-se um contra a outra, chakram contra faca, monstro contra semideus. A diferença é que a arma da Empousa era fisicamente maior, o que lhe permitia defender-se das estocadas do garoto, e ainda lhe cortar de leve nos braços. Então para deixar as coisas mais justas, e principalmente para evitar morrer, Abramov descarrega uma ponta de energia eletrizada em sua arma, e desfere cortes elétricos contra o monstro. E assim os dois continuam digladiando entre si, até que Ab voa por cima dos ombros de sua inimiga e desfere um corte efetivo em suas costas, fazendo-a cair na areia.

– Não, eu não aceitarei! – Maria grita ao lançar seu chakram em um último ataque contra o filho de Zeus, mas este desvia da arma e avança.

– Fim da linha, Empousa. – Ab enfia a faca de bronze no peito da Empousa e lhe transforma em pó como fizera com a outra. – Acabou...

– Ab... – Cody chama por seu ex namorado e agora salvador, e este se vira para perceber que o rapaz tinha sido atingido em cheio no peito pelo chakram.

– Cody! Não, como? Não, isso não... como? – Abramov corre até o ferido. – Era para ela ter me acertado! Esse ataque era para me atingir! – Ele começa a chorar, já sem se importar com mais nada.

– Talvez, mas eu ia voltar pro submundo de qualquer jeito, então antes eu do que você. –  Cody tosse um pouco de sangue. – E nem tá doendo, sabia?

– Mas... isso significa que você vai pros campos de punição. – Ab enxuga as lágrimas dos olhos com o antebraço, enquanto a chuva cai por seu rosto molhando-o de novo.

– Quem sabe... a única coisa que sei é que você é irado demais. – Ele ri. – E pensar que eu namorei um semideus...

– Cody, eu...

– Você me amou, eu era irresistível, sei disso tudo. – O rapaz leva a mão até o rosto do outro enquanto sorri. – Mas somos tão jovens, Ab, ou pelo menos eu era. Eu vi a morte antes, e isso parece tão tranquilo comparado àquele acidente de carro...

– Mas não é justo!

– E o que é justo? Eu morri e voltei, isso não é justo. Você quase morreu por minha culpa, isso não é justo. – Cody tosse novamente e dessa vez sente suas forças se esvaírem.

– Não, eu podia ter defendido ao invés de sair da frente, ser atingido no lugar sei lá, alguma coisa!

– E me privar de ter uma cena de morte parecida com a do Khal Drogo? –  Ele ri de leve. – Deus, como você é bonito... eu sei que sou suspeito para falar mas não deixa de ser verdade.

– Idiota. – Ab acaba rindo. – Você sabe que posso ir atrás de você no submundo, né?

– Pode é? Tem algo que vocês semideuses não podem fazer? – Cody fecha os olhos enquanto sua consciência vai apagando e seu corpo começa a reluzir. – Mas vê se não aparece por lá tão cedo, Ab... – E então Abramov tenta beijar o rapaz, mas apenas sente a energia e o clarão que lhe cega mesmo de olhos fechados, e assim ele se vê sozinho na areia enquanto a chuva começa enfim a passar.

(...)

O resto da semana se passa de maneira lenta para o semideus, como se aquela noite tivesse acontecido apenas na sua cabeça. A mensagem de Cody tinha desparecido da sua caixa de entrada, seus pais não se lembravam dele ter saído ou pego a bicicleta. E como se não bastasse isso, ninguém na cidade comentava sobre o motim de atenção que a dupla despertou ao cair do prédio. Porém, as marcas dos ferimentos eram reais, o que lhe dava certeza de que não tinha enlouquecido. Além disso, nas três noites seguintes ele sonhara com o momento em que seu ex namorado era atingido pela arma da Empousa. Só que em seus sonhos, algo de novo sempre acontecia, seja ele morrendo no lugar, Cody sendo decepado, os dois fugindo são e salvos da praia.

"Saco..." Abramov se joga em sua cama enquanto tenta superar o acidente. "E isso que não foi acidente, já que ele ia voltar pro submundo de qualquer jeito." Tenta se convencer, mas a dúvida em saber se Cody tinha ido para o Elísio ou não ainda lhe afligia.

Além dessa incerteza, havia também o fato de que não puderam ter uma conversa digna de fim de filme. Ab estava tão frustrado e triste que não teve cabeça para dizer suas últimas palavras, ou algo do tipo. Na verdade, nem ao menos ouviu um adeus propriamente dito por Cody, já que desperdiçaram seus últimos instantes discutindo mesmo que amigavelmente. Parando para pensar, era bem típico dos dois sempre entrarem em desavença mas de uma maneria amigável e descontraída. Essa ideia de que terminaram fazendo algo que sempre faziam reconforta o coração de Abramov, que resolve pedalar pela calçada da praia naquela manhã.

No meio do caminho Ab vê de longe os pais de Cody andando pelas ruas de Los Angeles. O semblante deles não era de alegria, mas pareciam estar melhores desde a perda do filho, como se sentissem que o mesmo estava em paz em algum lugar. O céu, o semideus imaginou, visto que a família era cristã. Mas mesmo sabendo que na verdade o céu não existia, Abramov não julgava os ignorantes, ou se achava melhor. Na verdade haviam dias em que ele mesmo gostaria de ter sua ignorância de volta, então apenas ficou tranquilo em saber que seus 'parents in law' estavam melhores. E também não era para outra, considerando o dia bonito que assolava Los Angeles naquela manhã. O céu estava limpo, o clima agradável e uma brisa aconchegante aliviava os raios solares para aqueles que se aventuravam nas ruas da cidade.

"Acho que você foi para um lugar ainda melhor que o Elísio, Cody..." Abramov pensa ao passar pela praia e sentir uma energia positiva aliviar as mágoas em seu coração. No fim, aquele reencontro pôs um ponto final nas pendências do casal, e permitiu que a partir dali ambos pudessem seguir seus caminhos em paz.

– Ab! – Cody grita da areia vestindo apenas seu calção de banho, enquanto dá mais um de seus sorrisos bobos e corre para a água.

A lembrança faz com que os olhos do semideus fiquem marejados, mas ele os fecha por um instante enquanto vira sua cabeça para cima e volta a pedalar.

"Descanse em paz, meu anjinho." Abramov sorri enquanto as lágrimas caem pela última vez...

Legendas:
Abramov Levitz
Cody Andrews
Júlia
Maria

Habilidades Utilizadas

Spoiler:
Nome do poder: Voo III
Descrição: O semideus aprimorou sua habilidade e seu controle. Além de conseguir voar em maiores altitudes, também consegue se equilibrar, dar cambalhotas no ar, e manter o equilíbrio de maneira perfeita. Seu controle ficou melhor, e agora você consegue voar quase perfeitamente, mas ainda apresenta certas dificuldades em lidar com algumas coisas. Para você é mais difícil lutar enquanto está voando, você se torna mais lento, pois, precisa dividir sua atenção no poder e mantê-lo estável, e no combate.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra:  Já pode se erguer até 5 metros do chão.

Nome do poder: Nephoscinese II
Descrição: O semideus possui uma certa afinidade com as nuvens, inclusive podendo trabalhar com elas de um jeito que outro semideus não consegue. Nesse nível já consegue manipular as nuvens para fechar o céu, o escurecendo e tornando-as negras, também pode carrega-las, fazendo com que fiquem pesadas e liberem uma chuva leve – não uma tempestade, e sim uma garoa – podendo trazer a chuva para o campo de batalha a fim de atrapalhar seus inimigos. Pode deixar um campo de terra como lama, por exemplo, o fazendo ficar escorregadio.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Electric punch
Descrição: Na ausência de armas o semideus pode criar uma grande carga elétrica em suas mãos, semelhante a uma luva de boxe, que percorre o punho do semideus e o torna ainda mais forte. Essa descarga ao atingir o corpo do inimigo – como um soco do semideus, sim, ele precisa socar o oponente para que funcione – além de ter o impacto do soco, descarrega a energia do punho para o corpo do oponente, impedindo-o de conseguir disparar poderes ativos no turno seguinte.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O oponente não conseguira usar poderes ativos ou que precisem de mira durante um turno (o próximo).
Dano: 20 do soco + 40 da descarga elétrica, totalizando 60 HP.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Eletric Aiser
Descrição: Esse poder permite ao semideus filho de Zeus/Júpiter, descarregar uma ponta de energia sobre sua arma, deixando-a eletrizada durante dois turnos. Enquanto a arma do semideus estiver carregada com a potência de raio, faíscas saltarão da lamina, e sua força no impacto terá um efeito maior.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A arma fica eletrizada por dois turnos inteiros, e o dano no impacto aumenta.
Dano: 35 HP
Extra: Nenhum

Nome do poder: Antigravidade
Descrição: Os céus conspiram a favor do filho de Zeus/Júpiter, de maneira que, ao entrarem em queda livre, mesmo em grandes alturas, será como se a velocidade da queda fosse amortecida pelo ar, desacelerando e, consequentemente, diminuindo o impacto da queda.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Ao cair de grandes altitudes os ventos podem lhe servir como aliados, fazendo a queda ficar mais lenta, o impedindo de morrer.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: O filho de Zeus/Júpiter virou um excelente espadachim, além de atacar e defender com a arma, dificilmente é desarmado, e ainda por cima consegue tirar as armas das mãos dos oponentes. Com a espada o semideus se torna quase imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 35% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Son of Zeus!


Link do bônus de XP: Aqui



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Re: Quando o Passado Revive – Abramov Levitz

Mensagem por Belona em Ter Jun 13, 2017 5:24 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Dracmas: A segunda parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 5.000 x 3 = 15.000
Dracmas: 5.000
Comentário:
Você foi além de criativo muito coerente, gostei bastante de sua narração rapaz! E de seu evento como um todo, foi muito bom mesmo. Parabéns.

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.



Belona
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Belona
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Re: Quando o Passado Revive – Abramov Levitz

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