The Blood of Olympus
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Festival das Estações (Inverno)

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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Samanta Sink em Dom Jun 25, 2017 6:43 pm





Silence In The Snow – The Frozen Fever


Dezenas de semideuses se aqueciam dentro daquela pequena fundação no topo de uma montanha congelada. Havia, até mesmo, um espaço apropriado para deixar seus aparatos de esqui, como um guarda volumes. Diversas peças já descansavam ali e, acima dos equipamentos, uma placa em grego e em latim, avisando de que o estabelecimento alugava tais aparatos. Analisava a tudo enquanto aguardava meu pedido para o barman, desde os campistas sentados nas mesas até o lado de fora, que podia ser visto embaçado através dos vidros.


O atendente se aproximou com uma grande caneca de chocolate quente, fumegante e deliciosa. Ao vê-la ser solta em minha frente eu passei a linha pelos lábios rachados e pus as mãos na caneca, esquentando as palmas e os dedinhos, revirando os olhos em seguida ao trazê-la próxima do nariz, cheirando-a com avidez.

— Deuses, isso que é chocolate quente. — Dei um gole e observei o atendente, que apenas sorria para mim. Um senhor de cabelos grisalhos e inexistentes na parte superior. — Quanto é? — O indaguei.

— Não precisa se  preocupar, mocinha. Este festival é patrocinado pelos deuses. É por conta da casa. — Abri um sorriso tão largo que doeu perante a secura de meus lábios quebradiços.

— Não me faz rir, por favor. — Me entregou uma expressão confusa, mas ainda um pouco cômica. Apontei minha própria boca. — Lábios rachados.

— Você não está habituada com frio, não é mesmo? — Balancei a cabeça em negativa, um pouco envergonhada.

— Sou do Arizona. Eventualmente, lá, rola tempestades de areia. — Ele riu e eu também, mas se escondeu atrás do balcão e logo reapareceu com um batom branco. — O que é isso?

— Manteiga de Cacau. — Franzi o cenho.

— É pra colocar no chocolate? — O senhor riu e abriu o batom, me entregando-o e apontando para minha boca.

— Se passa igual batom. É pra hidratar. — Sorri com certa dificuldade, e passei o que ele havia me entregado, logo depois de soltar a caneca de chocolate no balcão. Tinha cheiro de chocolate e uma textura deliciosa, o que me fez passar a língua e me arrepender instantaneamente.

— Tem gosto de nada! — Ele riu novamente, mas o sorriso morreu aos poucos assim que ouvi o sino da porta de entrada, acusando um novo cliente.

Porém, quando olhei por cima do ombro, pude notar um semideus que sangrava e exibia uma careta de dor e preocupação. O seu ferimento no ombro pingava no chão do estabelecimento, o que me impeliu a tomar uma ação rápida. Saltei por cima do balcão e busquei um pano de pratos limpo, logo saltando de volta para a área dos clientes e indo até o semideus, apertando o torniquete improvisado para estancar o sangue.

— Respira... calma... o que aconteceu?

— Gigantes... de gelo... — Senti um frio na espinha em saber que todos estavam do lado de fora, à mercê das criaturas citadas, mas em pouco tempo todos começaram a entrar, temerosos.

— O que?! — Eu, de fato, nunca vi tais monstros, mas o barman se aproximou e me tirou de perto do semideus ferido, ele assumindo minha posição.

— Gigantes de gelo presam pelo silêncio. Sabem que o barulho pode provocar avalanches com pouquíssimo esforço. — O observei, passando a mão suja de sangue nas calças. — Eles não sairão lá de fora enquanto não se certificarem de que todos sumimos.

— Vou limpar o caminho pra gente. — Disse, apenas, e fui para a rua. A última coisa que ouvi, antes da ventania de neve e água, foi a sineta da porta.

A luz interna do bar, escapando pelas janelas grandes do refúgio para os que sofriam por causa da intempérie do frio, era a única coisa que me auxiliava no combate, pois o tempo havia virado completamente. Nuvens negras e intensas fecharam o céu como se fosse noite, e a nevasca aumentara drasticamente. Minhas bochechas doíam com o frio e meus olhos ardiam, mas aquilo não era algo que realmente me incomodava. O que me incomodava eram os tais gigantes de gelo, que nem eram tão gigantes assim. Não desgrudaram os olhos azuis brilhantes de mim um instante sequer desde que pus o pé para fora da instalação.

— Primeiro aviso: Voltem pras cavernas de onde vieram! — Os monstros se observaram e cometeram o pior erro que poderiam ter cometido: Me subestimaram.

A primeira criatura se aproximou correndo, lenta, mas aquilo poderia dizer que era muito forte. Um soco daquela coisa poderia ser estrondoso, mas eu queria pagar para ver.

Quando se aproximou a uma distância de Close Combat, o “Gigante de Gelo” me desferiu um soco, diretamente em meu rosto, porém, por baixo de toda a roupa, já fazia meus braços adquirirem aspectos de bronze e meus ossos a resistência de Aço. Rapidamente bloqueei o seu ataque, posicionando a perna direita para trás, afim de não perder o equilíbrio. O soco fora forte, de fato, mas não se aproximava em nada da potência dos meus.

— Segundo aviso: — Sussurrei para apenas aquele gigante. — Eu vou revidar qualquer ataque seu...

Como havia segurado sua investida com a mão esquerda, golpeei seu braço com minha mão livre e, agora, liberando a canhota, espalmei-a em seu rosto, dei um passo para o lado, colocando a perna esquerda atrás das suas e o empurrei para trás. Seu tombo foi certo e pesado. Quando chegou ao chão, montei na criatura e passei a socar o seu rosto tantas vezes que, em poucos segundos ele ficou inerte.

Me pus de pé, a tempo de ver seus companheiros inertes, me observando.

— Voltem pras cavernas de onde vieram! — Repeti em voz alta e potente, mas eles me ignoraram, e passaram a me arremessar bolas de neve e estacas de gelo.

A primeira bola de neve eu evitei rolando para a direita, fazendo neve grudar em meus cabelos e no blusão, vermelho, colado. Duas estacas vinham em minha nova posição, as quais eu apenas golpeei com os punhos, fazendo-as estilhaçarem como cacos de vidro. Gerei uma bola de fogo na mão esquerda e arremessei no gigante mais próximo. O outro ficou abismado com seus efeitos contra mim, tanto que enquanto o primeiro alvo gritava em dor, ele simplesmente ficou estático, observando seu companheiro.

Avancei a passos rápidos e soquei o peito do afligido pela esfera flamejante, no mesmo ponto que ele havia sido atingido por meu poder, e minha atravessou o corpo da criatura como face quente em manteiga. O terceiro, horrorizado, deu um passo para traz, e aproveitei a sua hesitação, desencravando meu punho destro da caixa torácica da criatura morta, chutando a perna da frente do último gigante. Ele perdeu o equilíbrio, quase abrindo um espacato, e aproveitei para girar no pé direito, saltar e chutar sua cabeça com tanta força que ele o pescoço se partiu e o crânio ficou pendurado apenas por pele.

Respirei profundamente, agora que todos haviam sido eliminados. O vento, aos poucos, foi sessando assim como as nuvens foram “evaporando”, como mágica. Logo o sol voltou a brilhar, esquentando um pouco a tudo, novamente. Voltei a enxergar a respiração quente se condensar em frente aos meus lábios, e retornei ao refúgio, com passadas largas e apressadas, me sentindo gelada e prestes a pegar um resfriado.

Abri a porta e sentei no balcão, voltando a beber a caneca de chocolate quente, sentindo-a descer quente pela garganta.

Equipamentos:
Anel da força paterna: Um anel prateado com um Berilo Vermelho retangular bem polido encrustado no centro do anel. Fornece 30% de força ao usuário e brilha carmesim na presença de ameaças.
Bênçãos:
Ovinho de Ouro – Nas próximas duas postagens do semideus em ON (apenas as que valem dracmas) os dracmas do semideus serão duplicados. Valido para as próximas duas postagens, só as próximas, não qualquer postagem, será conferido.

Ultra XP Pack  – O personagem ganha 3000 XP automaticamente. Por 1 mês OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (xp, não níveis). (Valido até 24/07/2017)
Perícias:
Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nome: Noção Básica de Pugilismo
Descrição: Pugilismo, ou boxing, é a habilidade de usar os próprios punhos como poderosas armas de impacto. São extremamente úteis quando o semideus encontra-se desarmado e precisa lidar com uma situação crítica com o uso da própria força. Golpes só serão descontados de dano se atingirem áreas sem armaduras. Em caso de golpe em armadura de couro ou golpes de raspão, dano reduzido em 50%.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Todo dano físico, com o uso dos punhos, recebe dano padrão de 25HP.
Poderes Passivos:


Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, o obrigando a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula se quer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Caso o filho de Ares/Marte seja desarmado em combate, ganha +10% de força, e +10% de velocidade.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Velocidade Atlética.
Descrição: Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Ignorando a dor II
Descrição: Já fortificados e com o corpo repleto de cicatrizes e demais sinais de combate, os filhos de Ares/Marte melhoram a capacidade de ignorarem a dor de ferimentos, podendo lutar normalmente mesmo se estiverem com luxação, dedos quebrado ou ferimento profundo e não mortal. Nesse nível, caso o golpe incapacite um membro do semideus, a dor poderá ser ignorada apenas durante três turnos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Resistência
Descrição: Após tantas batalhas, tantos treinamentos e por levarem sempre seus corpos ao limite, os filhos de Ares/Marte possuem um corpo calejado, acostumado a apanhar e sofrer desgastes físicos. Ao sofrerem ataques físicos, os semideuses sofrerão danos menores, sendo capazes de suportar por um tempo maior os combates contra seus oponentes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15%  de resistência a mais no corpo em ataques fisicos (socos, chutes, bater a cabeça dele em algum lugar, acerta-lo com bastões e etc), terão 15% a menos de dano.
Dano: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Espirito Ancestral
Descrição:  A violência percorre o seio da humanidade desde o seu início, e antes disto em todos os seres vivos. Sendo essa a mais primitiva razão da realização de guerras, como filho de Ares/Marte você possui os instintos da própria violência em seu corpo, sendo que sempre luta com objetivo de ferir seu oponente. Essa agressividade natural acaba fazendo com que todos os golpes físicos da prole do deus da guerra, causem um estrago ainda maior nos golpes dados pelo semideus em fúria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:  40% a mais de dano caso o semideus acerte o adversário quando estiver com o poder ativo, arma ou com os punhos.


Nível 42
Nome do poder: Força IV
Descrição: Você andou malhando? Seu treinamento tem apresentado resultados surpreendentes, e sua força é sem dúvida sua principal arma, você ainda precisa de uma para lutar?
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 44
Nome do poder: Regeneração II
Descrição: Conforme seu herói ficou mais forte, e evoluiu também conseguiu entender melhor como funciona a transferência de poder dos inimigos para ti. E agora, quanto mais inimigos derrotar, mais energia consegue recuperar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A cada inimigo derrotado em batalha +100 HP e 100 MP são restaurados em sua barra de status.
Dano: Nenhum
Poderes ativos:
Nível 1
Nome do poder:  Punhos de ferro
Descrição: Ao concentrarem suas forças nos punhos, os filhos de Ares/Marte conseguem fazer com que uma aura avermelhada circunde suas mãos fechadas, sendo capazes de desferirem socos com a força de um martelo feito de ferro. O efeito possui duração de duas rodadas, sendo que também protege a mão do semideus, não deixando que a mesma se machuque.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP

Nível 5
Nome do poder: Ossos de Aço
Descrição: A herança biológica dos filhos de Ares/Marte é perfeita, naturalmente preparada para suportar as árduas batalhas de uma prole do deus da guerra.  O semideus consegue revestir os ossos com uma pequena camada de metal reforçado e indestrutível, impedindo que sua estrutura óssea seja rompida, ou quebrada, podendo suportar ataques diretos com mais facilidade, sem romper seus ossos.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Pele de Bronze
Descrição: A pele do filho de Ares/Marte ganha um brilho dourado, ficando tão resistente quanto bronze, o que o permite ficar protegidos contra ataques perfurantes, e de efeitos como sangramento;
Gasto de Mp: 20 HP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Soco de Aço
Descrição: As mãos do semideus são revestidas com uma espécie de aço, ficando completamente prateadas e impenetráveis. Ele usa esse poder para socar o chão com uma força descomunal (equivalente a 3 vezes o valor normal de seu poder), criando uma espécie de cratera media ao redor do corpo todo, e fazendo a terra tremer. Todos os inimigos num raio de 500 metros serão derrubados, perderão o equilíbrio e provavelmente cairão no chão.  
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP

Nível 35
Nome do poder: Carga de Poder
Descrição: O filho de Ares/Marte poderá dar um poderoso golpe, armado ou desarmado, cuja intensidade será 3 vezes maior que um golpe normal. Este golpe parecerá uma simples mancha no ar para todos que o verem, sendo um tanto quanto difícil se defender.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: 10 HP
Bônus: O dano é do golpe será triplicado.
Dano: 20 HP


Samanta Sink  


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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Lauren L. Hill em Dom Jun 25, 2017 11:04 pm




Storm clouds
Storm clouds gather beneath me waves break above my head head-first hallucination
A situação ali era desesperadora, eu não sabia como tinha me metido em tamanha encrenca, mas tinha ideia – uma leve ideia – de como sair dela. Quione estava a minha frente, meu corpo estava preso dos pés ao pescoço, eu não conseguia me mover, mas também não sentia dor, o frio era doloroso, mas eu tinha uma resistência tremenda a qualquer tipo de tortura causada por dor, aquela não era diferente. A deusa tinha aparecido do nada, soterrara a mim e ao meu pequeno grupo, que consistia em um Panda preguiçoso, um cachorro irritadiço, e uma Pandora sonolenta. Todos estávamos soterrados pela deusa, mas o pior de tudo era que ela continuava nos acusando, afirmando que tínhamos invadido seu território, tínhamos que nos livrar daquela situação.

Eu suspirei baixo, olhei minhas meninas, faria tudo por elas, até mesmo servir como sacrifício, mas eu só conhecia um jeito de fazer aquilo. — Eu proponho um duelo, se eu derrotar um servo seu, você nos liberta, do contrário pode transformar todas nós em estatuas, você não tem nada a perder com isso certo? Mas eu tenho muito, veja isso como um pedido, um ato generoso. — Eu tentei, deuses gostam de se sentir generosos, aquela ali não seria diferente, por mais dura e hostil que fosse, Quione ainda tinha bastante honra dentro de si.

A deusa pensou por um momento, e eu jurei que teria uma recusa, mas qual foi minha surpresa ao vê-la atender meu pedido? Eu confesso, quis suspirar de alivio ao ser libertada, mas não gostei nada de ver o gigante aparecer. — A luta será até a morte, se você perder, sua namorada e seus bichinhos vão pagar, do contrário, liberto todos eles. — A deusa avisou, eu assenti, peguei a espada e me preparei para a luta.

O gigante tinha o dobro do meu tamanho, mas eu era rápida, forte, e sabia que conseguia lidar com ele. A deusa nos deu espaço, e a luta começou. A fera de gelo foi a primeira atacar, mas ao contrário do que eu esperava ele não me socou, nem me chutou, nem atirou sua lança em minha direção, muito pelo contrário, minha cara foi atingida por uma bola de neve. Eu parei estática, não me movi por conta da surpresa, e foi ai que o gigante se aproximou, ganhando vantagem sobre mim por um curto período de tempo. Ele me puxou pelos pés, me derrubou na neve e arrastou meu corpo. Senti minha cabeça se chocar contra o gelo gelado, me debati para me livrar da fera, mas nada funcionou, foi então que parti para a força.

Finquei a espada na neve e grudei nela, utilizei-me da perna livre e chutei sua mão com toda a força que conseguia, o fazendo me soltar no ato. Puxei a espada ao mesmo tempo, cai sobre a neve e rolei para o lado antes que ele tivesse tempo de me atingir, foi sorte, porque seu soco atingiu o local em que eu me encontrava minutos mais tarde. Me levantei em um salto e parti em sua direção, aumentando o alcance de minha espada antes de cortar o ar e o braço do gigante ao meio, decepando-a e o fazendo urrar.

Não dei brechas para ele me atacar uma segunda vez, girei o corpo em um ângulo de noventa graus e atingi sua perna direita, a cortando também. Para terminar finquei minha espada em seu pescoço, até transformá-lo em um monte de neve fofinha e gelada.

Respirei fundo diversas vezes e então me virei para a deusa. — Eu cumpri minha parte, cumpra a sua! — Apontei em direção as meninas, sem querer parecer hostil, a deusa era orgulhosa, mas também era honrada, cumpriu sua parte ao liberar Pandora e os mascotes, eu suspirei de alivio, e nos saímos dali antes que nos mesticemos em encrenca uma segunda vez.


Poderes de Ares:
Passivos:
Nível 8
Nome do poder:
Velocidade Atlética.
Descrição:
Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder:
Percepção estratégica
Descrição:
Para vencer um combate, não é preciso apenas possuir a maior força, os melhores golpes e as principais vantagens, também é necessário saber utilizar as desvantagens e fraquezas dos adversários, fazendo com que eles percam para si mesmo. Ao olharem atentamente para o corpo de um oponente, os olhos do filho de Ares/Marte conseguem notar quais são as principais fraquezas do sujeito, quais os melhores pontos a se golpear e o que pode fazer para vencê-lo. As informações são dadas pelo narrador, cabendo á prole do deus da guerra as utilizarem da melhor forma possível. (só pode ser usado por uma vez em cada batalha)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode pedir ao narrador que aponte dois pontos fracos no corpo do inimigo, mas cabe a você conseguir acerta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder:
Ataque Surpresa
Descrição:
Em meio ao filme da serie Percy Jackson, foi mostrado em um evento de caça a bandeira, que os filhos de Ares/Marte gostam de surpreender seus adversários, utilizando lugares altos para os emboscarem. Após um ganho tão grande de experiência, os filhos do deus da guerra conseguem se camuflar com perfeição, utilizando a natureza ao seu favor. Ao estarem escondidos com o objetivo de emboscar um inimigo, esses semideuses se tornam praticamente invisíveis em meio ao ambiente, podendo serem detectados apenas caso o adversário possua algum sexto sentido, tenha um olfato sobrenaturalmente apurado ou seja capaz de detectar presenças através de auras.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que o inimigo não tenha faro apurado, ou consiga detectar aura (rastrear de alguma maneira), não sera identificado.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder:
Preparo Físico
Descrição:
Cultivadores de seus corpos e exímios treinadores, os filhos do deus da guerra, sempre buscam ultrapassar seus limites, trabalhando arduamente para isso. Sempre serão os últimos a cansar em batalha, de modo que em caso da MP do semideus ser gasta a ponto de zerar, ele não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos. (Será impedido de usar poderes ativos, mas poderá continuar lutando, diferente de outros campistas que se zerarem o MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder:
Ignorando a dor II
Descrição:
Já fortificados e com o corpo repleto de cicatrizes e demais sinais de combate, os filhos de Ares/Marte melhoram a capacidade de ignorarem a dor de ferimentos, podendo lutar normalmente mesmo se estiverem com luxação, dedos quebrado ou ferimento profundo e não mortal. Nesse nível, caso o golpe incapacite um membro do semideus, a dor poderá ser ignorada apenas durante três turnos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder:
Resistência
Descrição:
Após tantas batalhas, tantos treinamentos e por levarem sempre seus corpos ao limite, os filhos de Ares/Marte possuem um corpo calejado, acostumado a apanhar e sofrer desgastes físicos. Ao sofrerem ataques físicos, os semideuses sofrerão danos menores, sendo capazes de suportar por um tempo maior os combates contra seus oponentes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15%  de resistência a mais no corpo em ataques fisicos (socos, chutes, bater a cabeça dele em algum lugar, acerta-lo com bastões e etc), terão 15% a menos de dano.
Dano: Nenhum

Nível 40
Nome do poder:
Espirito Ancestral
Descrição:
A violência percorre o seio da humanidade desde o seu início, e antes disto em todos os seres vivos. Sendo essa a mais primitiva razão da realização de guerras, como filho de Ares/Marte você possui os instintos da própria violência em seu corpo, sendo que sempre luta com objetivo de ferir seu oponente. Essa agressividade natural acaba fazendo com que todos os golpes físicos da prole do deus da guerra, causem um estrago ainda maior nos golpes dados pelo semideus em fúria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:  40% a mais de dano caso o semideus acerte o adversário quando estiver com o poder ativo, arma ou com os punhos.

Nível 42
Nome do poder:
Força IV
Descrição:
Você andou malhando? Seu treinamento tem apresentado resultados surpreendentes, e sua força é sem dúvida sua principal arma, você ainda precisa de uma para lutar?
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 50
Nome do poder:
Pericia com laminas IV
Descrição:
Você se tornou um mestre na arte de lidar com laminas, é um excelente esgrimista, sabe empunhar e lançar lanças, lidar com arremesso de facas e combater com adagas sem qualquer problema, além disso ainda consegue se defender com elas, você é mesmo um herói incrível.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de laminas.
Dano:  +40% de dano se o adversário for atingido pelo semideus.
Ativos:
Nível 4
Nome do poder:
Duplo Alcance
Descrição:
Ao estar suja de sangue e nas mãos do filho de Ares/Marte, uma de suas armas é coberta por uma aura vermelha, que duplicará seu alcance (Uma espada de 40 centímetros passaria a "ter" 80 centímetros, e etc). A arma em si não é alongada, apenas a aura que a reflete com tamanho maior, de modo que ao acabar o efeito e a aura sumir, a arma volta a ter seu tamanho normal. Cada ativação é válida apenas para uma arma, e o efeito perdura durante duas rodadas.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O efeito dura duas rodadas, depois precisa gastar +15 MP pra ativa-lo de novo.
Dano: 10 HP

Nível 9
Nome do poder:
Esquiva Perfeita
Descrição:
Graças ao grande treinamento obtido através de seu esforço, o filho de Ares/Marte consegue evitar um ataque o qual tenha percebido. Esquivando utilizando sua agilidade, pode evitar ser acertado por dois golpes simultâneos, sejam eles socos e chutes, um ataque mágico/Elemental, ou de algum projétil lançado contra si. Pode ser utilizado uma vez a cada cinco turnos.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode se esquivar de um golpe (desde que tenha percebido ele), uma vez a cada cinco turnos.
Dano: Nenhum
ITENS:
♈ Wrath [Lança de guerra, com dois metros de comprimento de uma extremidade à outra. Seu cabo foi feito de madeira enegrecida resistente, apesar de não ser muito leve. A ponta é feita inteiramente de um metal prateado, e se difere de outras peças de mesmo tipo por se assemelhar bastante à lâmina de uma adaga (esta possui cerca de trinta centímetros), acoplada na extremidade do cabo. Entre o encaixe da lâmina e do cabo, um rubi vermelho foi adicionado. Quando o usuário da lança não está em batalha, a joia parece apagada, e sem brilho. Quando o dono da lança for ferido em batalha, no entanto, esta começa a brilhar, potencializando o dano causado. O efeito é proporcional, ou seja, quanto maior o dano recebido, maior vai ser o bônus dado pela lança(se o usuário perder 50% da sua vida, por exemplo, o dano será 50% maior.] [250 dracmas]
Triplicador:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (25/06/2017)


4.500 x3 = 13.500 XP – 4.000 dracmas – 4 flocos de neve
Avaliado por Hades.







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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Victor Phendragon em Ter Jun 27, 2017 6:32 am

Febre congelante

Os gigantes do bosque de gelo não estão gostando nada das comemorações recentes. Eles deixaram seu habitat natural para se juntar a festa e causar confusão, assim sendo, três deles invadiram a festa para causar tumulto, estão lançando rajadas de gelo sobre os campistas, atirando bolas de neve e estacas congeladas, e machucando aqueles que não são capazes de se defender. Eles têm cerca de 2 metros de altura, são fortes, mas não são rápidos. Defenda o território da festa na neve e destrua seus invasores, afinal, a festa precisa continuar.
Requisito – Mínimo nível 8.
Recompensas até: 4.000 XP – 4.000 Dracmas – 4 flocos de neve.


Missão Fixa
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Febre Congelante

Gigantes de gelo; por definição, são grandes criaturas de gelo, humanóides e bastante mal-humorados. Contudo também são bem fortes. Novamente fui chamado para dar um jeito neles que novamente estavam atacando o baile de inverno com suas clavas de gelo, atirando bolas de neve e usando seus poderes gélidos. Como eu já tinha dado um jeito neles antes, acharam por bem me chamar novamente. E bem, eu nem gosto de dar uma surra em criaturas que causam tumulto, não é? Nem perdi tempo, peguei minhas coisas,coloquei a bainha de Angel em minha cintura e There I will defeat the ice giants, again.

A festa no lado invernal da ilha seguia de forma animada e alegre, até que três gigantes de gelo apareceram no local para causar confusão. Havia vários semideuses no local, mas muitos ainda eram iniciantes no acampamento e não tinham conhecimento de combate ou dominavam seus poderes o suficiente para poder enfrentar as criaturas, apenas cuidando de se protegerem ou de atrasá-las, enquanto eu era chamado. Tento ser o mais rápido que posso em meu caminho, alçando vôo e seguindo com minhas assas até o local. De cima, dos céus, posso ver meus oponentes e sem perder tempo, invoco duas adagas acumulando energia explosiva nelas e as lançando contra dois Gigantes, atingindo um no ombro, explodindo o braço dele e criando uma cratera, que mesmo sem arrancar o braço o impossibilita de usá-lo no combate, quanto que a outra adaga se crava na clava do outro gigante, que mais atento, se defendeu, mesmo que tenha perdido sua arma de gelo, que se fragmentou com a explosão. Percebi que com o tempo, meus poderes se tornaram mais fortes, agora que eu sei a melhor fora de usá-los. As explosões que eu crio, lançando adagas energizadas, se tornaram mais densas e fortes, assim como meu lançamento de adagas, que se crava de forma mais certeira e profunda em meus alvos

Com as explosões os gigantes entram em alarde, com aquele que foi atingido no braço urrando de dor e furioso pelo dano que causei. Plano sobre meus alvos, mais alto do que eles, usando minhas asas para me manter no ar e saco Angel de forma confiante. Angel é minha companheira e posso sentir minhas forças e intenções vibrando as adamas de sua lamina branca que brilham em um tom claro de vermelho. Não sou mais aquele garoto medroso que saiu do orfanato a esmo em busca de sua história e foi atacado e quase morto por uma quimera, no caminho. Poço ainda não saber de toda minha história, mas agora reconheço meu lugar neste mundo. Sou um semideus, filho de Eros e dono de meu próprio destino e não são gigantes de gelo que irão se colocar no meu caminho ou irão ferir pessoas na minha frente. Não permitirei isto.

- Maldito. Dessa e lute como homem. – Grita um dos gigantes, ao tentar me acertar com sua clava e minha privilegiada posição sobre suas cabeças me manter a uma distancia segura. Os outros dois gigantes se preparam para disparar bolas e lanças de gelo em minha direção.

- Estão prontos? Então, Let’s Dance, baby! –

É então que sou alvejado por dezenas de bolas e gelo e lanças gélidas atiradas contra mim, uso minhas asas e ziguezagueio nos céus fugindo dos ataques de meus oponentes e mergulhando na direção deles com Angel em mãos, a usando para aparar alguns projeteis de gelo atirados contra mim e os despedaçando enquanto crio mais duas adagas de em minhas mãos,  as energizando. Assim que tomo posição, dou um rasante baixo, quase tocando o solo e bem abaixo do nível de altura de meus oponentes, voando em um circulo ao redor deles, atingindo com as adagas energizadas a parte de trás das pernas de um deles, explodindo-as. Este cai de joelhos e urrando, com sua mobilidade completamente destruída. Restava-lhe apenas tentar me atingir a distancia com os projéteis de gelo que ele é capaz de criar, mas minha movimentação em pleno vôo me permitia esquivar de tais ataques com facilidade.

Com Angel em mãos, me jogo em um vôo ascendente contra um dos meus oponentes, aquele com o braço debilitado, golpeando seu corpo com minha espada enquanto ele tenta me pegar com seu braço restante, sem sucesso. Enquanto isto, aquele que parecia o líder deles criar uma grande bola de neve e atira no gigante de gelo, visando me pegar. Eu teria sido acertado em cheio que não tivesse notado o desespero de meu oponente ao ver a esfera de neve vindo em sua direção, o que me permitiu, com um movimento forte e ágil de minhas asas, ganhar os ares e sair da direção do golpe, me salvando. O gigante de gelo foi atingido em cheio e sem poder se defender apropriadamente por seu braço debilitado, foi jogado para trás, caindo no chão. Aproveito o movimento falho por parte de um de meus oponentes e a fragilidade do outro para me lançar contra o gigante caído, gravando Angel bem no meio de seus olhos, e girando meu pulso enquanto seguro a lamina em minhas mãos, criando um buraco na testa de meu alvo e dando fim a sua vida de uma vez por todas, sem nem lhe dar tempo para um ultimo suspiro.

O gigante, aparente líder, revira os olhos por seu movimento falho que findou com a vida de seu companheiro, mas não deixa por menos, me atirando uma lança de gelo. Seguro firme Angel com ambas as mãos e com um impulso de energia salto muito alto retirando a arma da testa de meu oponente e com o impulso de minhas assas ganhos os céus, esquivando dos ataques oponentes.

Nos céus, tenho vantagem, mas também não posso atacar plenamente meus oponentes pela distancia. Cada vez que me pego pensando por este lado, vejo que preciso, com urgência, de um bom arco para se que possa acertar meus oponentes sem e comprometer diretamente em um combate, mas enquanto isto não acontece, tenho algo para remediar isto. Abro minhas asas e com um movimento destas, disparo uma dezenas de penas contra meus oponentes, lhe causando transtorno e os forçando a tentar se defender. São grandes, gigantes. Para eles, desviar não é uma tarefa fácil. O líder tenta se defender colocando sua clava a frente de eu corpo e saindo do local, mas aquele caído é afetado por diversas penas. Não apenas isto, mas eu me lanço contra ele, usando o perigo que minhas penas representam para atacar meu oponente com um golpe certeiro usando minha espada em um corte horizontal abaixo de seu queixo, em seu pescoço, cruzando minha espada por sua pele gélida, ganhando suas costas e saindo em vôo, quando sua cabeça cai, rolando no chão.

O líder dos gigantes só percebe o rolar da cabeça de seu aliado quando, rolando pelo chão, ela atinge seu pé. Chega a ser engraçado o gritinho que ele deu ao ver os olhos revirados de seu aliado lhe olhando de seus pés. Aproveito este momento para tentar lhe atacar, mas sou surpreendido por um ataque de sua clava, visando me atingir como um taco de baseball acerta uma bola que voa em sua direção. Giro meu corpo no ar, colocando meus pés sobre a clava de gelo e usando o golpe como impulso para saltar para trás, tomando distancia. Sou arremessado como uma bala, cortando o ar com minhas assas e quase me chocando contra uma arvore congelada, mas por fim tomo controle de meu corpo e recobro meus movimentos.

- Não é que ainda consegue me surpreender? – Comento, admirado com o movimento de meu oponente.

- Criança, Eu já estava e meu centésimo inverno, quando você nasceu.  Será preciso muito mais que isto, para me vencer. – Se gaba o gigante.

- Ah, é?  Veremos. – Digo, me preparando para enfrentar meu oponente em um embate final.

Disparo contra meu oponente e ele contra mim, com sua clava em mãos. Com minha mão livre, a direciono as minhas costas tomando em minhas mãos uma rosa vermelha que crio, a mantendo oculta. Quando nosso embate acontece, trocamos golpes de espada VS clava, com faíscas e lascas de gelo para todo lado e entre um movimento ou outro, lanço a rosa contra meu oponente, em seu corpo frio tomando distancia em um salto para trás. É apenas questão de tempo para o Grand Finale.

Meu oponente toma a rosa em mãos, a olhando com desdém.

- O que é isto? É um pedido de rendição? Uma florzinha? – Provoca o gigante, com a rosa em mãos, antes de uma gargalhada irônica.

- Aham. Da sua rendição! – Comento, colocando o braço a frente dos olhos antes da rosa tomar o corpo de meu oponente em uma explosão vigorosa, com chamas se alastrando e dando fim ao meu oponente de uma vez por todas, que mereceu sua derrota por ter me subestimado.

Enfim, os campistas podem voltar a sua festa invernal sem mais nem uma ameaça ou algum gigante para lhes causar problemas, aproveitando a musica, comidas e bebidas oferecidas e a companhia uns dos outros. Porém, eu volto para meu quarto tirar um cochilo. Toda esta luta me deixou um pouco cansado e vou recuperar minhas energias após um bom banho quente e um pouco de chá de ervas.

Poderes Ativos de Belona:
Nível 1
Nome do poder: Odikinesis I
Descrição: Habilidade de manipular as emoções de guerra, tais como ódio, raiva e fúria. Com isso, o semideus filho de Belona consegue implantar uma emoção no inimigo, o atingindo como uma onda inexplicável do sentimento. É preciso estar tocando ou mantendo contato visual para que a habilidade funcione.
Gasto de Mp: 5MP (por turno ativo)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue afetar apenas uma pessoa.
Nível 2
Nome do poder: Brechas
Descrição: Ao concentrar o olhar no ataque dos inimigos o semideus consegue invocar uma aura ao redor do corpo que serve como uma espécie de radar, e então ao conseguir invocar essa aura poderá detectar uma brecha ou um ponto fraco no armamento do inimigo, e desarma-lo.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: A critério do narrador
Extra: Nenhum
Nível 3
Nome do poder: Bombas de Energia I
Descrição: Ao tocar um objeto qualquer – de sua escolha – poderá fazê-lo se transformar numa espécie de explosivo. O objeto será rodeado por uma aura vermelha, e ao atingir o inimigo explode causando um dano considerável. Nesse nível só consegue fazer pequenos objetos vivarem explosivos – como pregos, parafusos, pedras pequenas ou etc – que funcionam como bombinhas e não causam muitos ferimentos.
Gasto de Mp: 10 MP (cada vez)
Gasto de Hp:Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 (Cada uma)
Extra: Nenhum
Nível 4
Nome da Habilidade: Super Salto
Descrição: Ao juntar energia nos pés, o filho de Belona pode realizar um salto que alcançaria em média cinco metros de altura. Isso é possível apenas graças as habilidades corporais e a desenvoltura muscular que o filho da deusa da guerra possui.
Gasto de Mp: 10MP (por salto)
Gasto de Hp: 5HP
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Nível 5
Nome do poder: Summon Weapons I
Descrição: Belona era conhecida pela sua capacidade de invocar armas durante suas batalhas. A prole da deusa nesse nível consegue invocar armas pequenas e de resistência sigma. As armas irão retirar os danos referentes ao metal que a constitui e apareceram próximo do corpo do semideus. Essa habilidade é possível graças a telumkinesis. Duração de 2 turnos.
Gasto de Mp: 10MP (por arma invocada)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue invocar armas pequenas como adagas e facas, realizando no máximo 2 invocações por turno.
Poderes Passivos de Belona:
Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum
Nível 2
Nome do poder: Perícia com Espadas I
Descrição: Constantemente o atributo de Belona é a espada. Filhos dessa deusa possuem facilidade com esse tipo de arma e suas derivações. Mesmo sem nunca terem usado uma espada, o semideus conseguirá se sair bem em seu manejo e no improviso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade no manuseio da Espada.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.
Nível 5
Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos de Eros:

Nível 23
Nome do poder: Asas II
Descrição: As asas dos filhos de Eros/Cupido, cresceram conforme o esperado, seu desenvolvimento foi grande, e ele ficou mais forte, assim como suas asas. Agora, quando elas se abrem, se expandem de forma grandiosa, brancas e reluzentes, te deixando com a aparência semelhante à de um anjo, tais asas, possuem uma força considerável, e seu brilho, causa certa dificuldade aos inimigos que olham para você. Eles ficam encantados pela estranha aura emanada pelas suas asas, agora já consegue voar livremente.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 3 HP por turno ativo (só afeta se os inimigos te encararem diretamente, pois o dano, é nos olhos, no rosto, causa queimação e incomodo).
Extra: Nenhum
Nível 29
Nome do poder: Rosa Magica II
Descrição: O semideus é capaz de invocar uma rosa especial, avermelhada, e presentear o inimigo com ela. Por ser um gesto simples, de graça e poder, o inimigo não desconfiara do singelo presente, podendo inclusive, acabar pensando que se trata de uma rendição. A rosa vermelha, no entanto, possui uma propriedade magica diferente, e após um turno nas mãos do inimigo, explode, causando um dano considerável, e espalhando queimaduras pelo corpo de quem estiver sobre a posse da mesma.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP
Extra: Só pode ser usado uma vez por missão ou evento.
Nível 30
Nome do poder: Chuva de Penas
Descrição: Com o crescimento de suas asas, o semideus passa a descobrir outros tipos de ataque/defesa, provindos dessa. Nesse nível, já consegue disparar uma sequência de penas cortantes de suas asas. Elas se soltam, e voam em direção ao inimigo – algo semelhante a dardos, só que feitos de pena – o atingindo, e causando um dano considerável.
Gasto de Mp: 3 MP por pena
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por pena
Extra: Só consegue lançar no máximo, 10 penas.
Poderes Passivos de Eros:

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum
Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum



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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Max Pigossi Caldwell em Ter Jun 27, 2017 5:02 pm




icy depths


Após a confusão totalmente sem sentido na parte primaveril, Sofie rumou até a parte invernal, buscando compreensão naquela imensidão branca e melancólica. Antes, obviamente, pegou uma muda de roupas de mais quentes, uma touca e um cachecol. Tinha levado consigo seu MP4 escondido, então colocou os fones por debaixo da roupa, colocou a música bem baixinho e seguiu. Era baixo o suficiente pra conseguir ouvir o som da brisa do vento, como um sussurro frígido em seus ouvidos, mas julgou que, como sempre, os fones afastariam qualquer pessoa indesejada, evitando interação social desnecessária com gente que ela não conhece e, consequentemente, não gosta.

Seus passos deixavam pegadas no chão de neve. Cada expirada era visível, com o ar frígido se condensando logo à sua frente.  As árvores estavam cobertas de estalagmites e neve e o local estava relativamente deserto - aparentemente os semideuses davam preferência às outras estações. Abaixou-se, juntou um punhado de neve na sua mão, formando uma bola, e a fitou, jogando para cima e pegando de novo, enquanto ela se desmanchava em sua mão.

Memórias.. o que são, se não uma maldição? Algo que faz você reviver parcela do gosto de uma época. Reviver uma porcentagem dos sentimentos, das sensações, dos gostos que foram sentidos na época relembrada. Fechou os olhos, e sorriu.  Memórias de um passado longínquo, razão dela amar o inverno. Ela tinha cerca de cinco anos, mas lembrava-se como se fosse ontem. Acordou bem cedinho, era um sábado. Seu pai a fez um chocolate quente delicioso, e a colocou no colo para que ela observe junto dele a neve lentamente cair. Ele a vestiu, colocou uma roupa bem quentinha, e ligou para o tio Taewoo.

Logo, Dakho e Taewoo saíram lá fora, e eles também. Sofie sempre teve uma saúde frágil, então raramente tinha contato com a neve, mas dessa vez Eric permitiu que ela ficasse livre. E foi maravilhoso. E ficou melhor ainda quando Eric a ensinou à fazer uma bola de neve, na surdina, e disse pra jogar em Dakho. Bom, ela jogou, e acertou o seu braço de forma bem fraca. Eles sorriram e iniciaram uma guerra de bolas de neve que durou a tarde toda, até os dois caírem de exaustão - juntos, pai e filha contra vizinho e filho. Após isto, Eric foi para a casa de Taewoo assistir um jogo que estavam aguardando, enquanto as crianças ficavam conversando no quarto. A garota costumava ser bem fechada, mas naquele dia não - foi provavelmente o dia onde eles começaram à ter mais intimidade, onde ela sentiu-se confortável e eles conversaram muito. Claro, bem, conversavam sobre coisas bestas, afinal, tinham 5 anos, mas.. aquilo foi importante.

A melodia calma que saía dos fones e a lembrança tão aconchegante fizeram com que a garota derramasse uma lágrima, pintando um pequeno círculo cinza no monte de neve que jazia na sua mão. Até jogar essa neve de volta no chão, e limpar suas lágrimas. Andou mais um pouco, até chegar no lago congelado. Lá, algumas crianças brincando de patinar no gelo. Particularmente, ela não fazia a mínima ideia de como patinar - nunca ensinaram ela isso, mas sempre achou uma coisa muito bela de se assistir. E então, sem se permitir ser notada, observou pacientemente as crianças patinarem. Eram desajeitadas, mas aparentavam estar se divertindo.

Ela estava curtindo o momento, por mais solitário e melancólico que fosse. Talvez era disso que seu irmão falasse por "tentar se divertir e valorizar as coisas". Não estava feliz, mas pelo menos não estava mal. Era uma paz e uma calmaria interna. Aquilo era algo raro.. e era bom. Crack. Talvez ela devesse visitar mais locais gélidos, talvez brincar um pouco com Dakho novamente? Pensando bem, eles tinham conversado extremamente pouco à partir do momento que foram separados de chalés. Crack. É, provavelmente deveria chamá-lo para dar uma volta posteriormente e.. Crack. Que barulho era esse?

Sentiu um frio na espinha ao ver o que realmente era. As crianças brincavam inocentemente no lago congelado, nem perceberam que ele tinha rachado. Normalmente, não se importaria com pessoas desconhecidas, mas instintivamente associou as crianças à si mesma no passado, quando criança. Não deixaria aquelas crianças se afogarem e talvez congelarem! E rapidamente, seguiu, correndo até o lago. Só que foi tão automática ao fazer isso que esqueceu que o lago estava descongelando por completo, não só ali! As rachaduras cresciam e as crianças sequer notavam o perigo. Mas na primeira pisada, um buraco abriu-se onde o pé da prole de Éris estava, afundando praticamente toca sua perna.

Aquilo doeu muito. Estava tão bem agasalhada que seu corpo estava quente - principalmente após uma lembrança tão emocionante, que fez seu coração acelerar bastante. O lago, no entanto, estava frio à ponto de causar uma geladura quase que instantânea na garota - ou talvez não fosse geladura, mas era um choque térmico agonizante. Não poderia deixar aquilo acontecer com as crianças! E quando ela afundou, os jovens semideuses assustaram, fazendo movimentos bruscos para sair de perto do lago. Lentamente, a camada de gelo passou à quebrar perante os pés das crianças que, se não tivessem muito equilíbrio, cairiam.

Além disso, aos poucos, o gelo onde a jovem se apoiava estava muito quebradiço, e aos poucos afundaria não só uma perna sua, mas sua cintura por completo. Rachava exponencialmente. Sofie estendeu sua mão, usando suas capacidades Umbracinéticas para prevenir as crianças de caírem na água frígida enquanto tentavam fugir, para recuperarem o equilíbrio sempre que o gelo quebrava aos seus pés e continuarem a rota.

Segundos passavam, e as crianças tinham um progresso lento, ao passo que o gelo abaixo da menina quebrava mais e mais - agora, sua outra perna já estava submersa. No entanto, continuou, sem se importar consigo mesma, à ajudar as crianças. Quando elas terminaram de fugir, sofie já estava até o umbigo submersa, e com certeza tinha sofrido algumas geladuras. Foi quando conseguiu usar a Umbracinese em si para se levantar e se reposicionar para o gelo que não tinha quebrado ainda, e então fugir.

As crianças pararam para agradecer, mas ela estava tremendo, à ponto de ter uma hipotermia. Então elas simplesmente foram o mais rápido possível para um local seguro onde a filha de Éris pudesse se tratar, se aquecer e trocar de roupa. E assim, seu dia que estava melhorando, foi estragado mais uma vez. Dessa vez,
não só com nojo de colorido, mas com geladuras bem doloridas na perna e um resfriado insuportável.

Ela realmente precisava voltar para casa, afinal.. mas pelo menos os jovens semideuses que brincavam estavam inteiros. Atchim.

Spoiler:
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Descrição: O semideus aprimorou sua força, e aprendeu a controlar as sombras mais fervorosamente, consegue faze-las se enroscar entre as pernas de seu oponente, e prendê-lo até a cintura, enquanto estiver com o poder ativo, os membros inferiores do inimigo, ficarão totalmente imobilizados, ou seja, pernas, pés, e quadril, não conseguirão se mover enquanto estiverem presos pelas sombras. Ainda não consegue usar as sombras para ferir seus oponentes.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

valeu @ carol!



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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Samanta Sink em Ter Jun 27, 2017 10:09 pm





The Frozen Lake is Thawing


Eu não sabia quantos graus estava fazendo em meio a toda aquela neve, mas nunca sentira tanto frio em minha vida quanto naquele bosque. Por mais que o frio me gelasse até os ossos, eu estava gostando daquela sensação. Meus músculos tremiam um pouco e eu podia sentir o ácido lático correndo pelas fibras.

Ao meu lado vinha um dos garotos com o qual eu começara do pior jeito possível. Gerrard E. D’oppard, filho de Netuno e Ceifador, também estava todo encasacado, mas parecia não sentir frio algum. Carregava consigo uma térmica de café quente e uma xícara enquanto a outra estava em minhas mãos. Nossos passos incertos nos guiavam pelo meio das árvores nuas e repletas de neve em seus galhos.

— ... e então eu rolei para escapar de uma bola de neve ameaçadora. — Gerrard apenas me dirigiu um olhar do tipo: “Sério? Bola de neve?”. — Porra, cara, você já viu uma bola de neve do tamanho de uma bola de basquete? Tão pesada quanto um tijolo?

— E depois? — Me questionou, desenhando um meio sorriso no canto direito da boca.

— Aí vieram duas estacas de gelo em minha direção, e eu soquei  as duas, transformando elas em migalhas! — Soquei o ar conforme havia feito naquele fatídico dia.

— Seus reflexos são realmente bons. — Gerrard falou em resposta, e eu sorri orgulhosa.

— Obrigada.

Dei alguns passos à frente e o som de gritos me alertou os ouvidos, me impelindo, quase automaticamente, a correr pela que nos guiava, até a beira de um precipício. Lá embaixo pude ver um lago relativamente pequeno, congelado. Entre as pedras de gelo flutuantes haviam crianças se debatendo contra a água cinzenta, lutando contra o frio, o peso de suas roupas às puxando para baixo e os blocos de gelo que poderiam aprisioná-las e afogá-las.

— TEMOS QUE SALVÁ-LAS! — Gritei para o filho de Netuno.

— Samanta, eu sou um ceifador, portador da morte. — Soou sem sentimento algum. — E se alguma delas estiver na lista das mortes diárias, ela morrerá cedo ou tarde.

— Qual a profundidade?! — Ele ainda se mantinha perdido em pensamentos, focando um ponto vazio, provavelmente vendo sua maldita lista. Caminhei até ele e o segurei pela gola daquele ridículo manto. — Qual a profundidade do lago, filho de Netuno?!

Gerrard pareceu acordar de seu estupor, e me fitar nos olhos. Aparentemente eu o havia atrapalhado na contagem de nomes escritos a sangue pelo próprio Tânatos. Ele piscou algumas vezes, olhou para baixo e falou de uma única vez.

— Quatro metros.

Sem mais dar atenção a Gerrard, tirei o casaco, o blusão e a blusa, logo depois as botas, as meias e as duas calças que estava usando. O choque térmico foi muito grande, mas seria maior ainda se eu me jogasse lá de cima no lago a uma temperatura de -20º C. Meu corpo se encheu de bolinhas de arrepio e eu podia ver uma fina fumaça escapar da pele quente.

— Eu tô na sua lista? — O perguntei, de frente para o penhasco, sem me importar de estar seminua. E ao observar o garoto, ele maneou a cabeça em negativo. — Então se eu demorar, me tira de lá.

Não esperei pela sua resposta e saltei em um ponto, transformando cada pedaço de pele em bronze, assim como os ossos em aço. A camada de gelo a qual enfrentou meus punhos em queda se abriu para mim tal qual um corpo sendo perfurado por uma lança. Desfiz a pele de bronze e os ossos de aço assim que submersa.

A luz era escassa debaixo de todo aquele gelo, e não havia se passado nem 3 segundos que entrei ali e eu já havia perdido o local por onde entrei. O frio era tão intenso que era como se agulhas atravessassem minha pele, chegando direto aos músculos e os fazendo arder. Meu abdome espasmava enquanto tentava trazer ar para os pulmões, e eu mal podia conter reação ao frio, até que cedi e engoli água.

Meu punho destro se tornou bronze novamente e abri um buraco no gelo, emergindo ali. Após algumas tosses e uma ânsia de vômito, consegui respirar.

— Frio do caralho! Ah! — Meus olhos adquiriram uma tonalidade vermelha, e pude ver a circulação sanguínea das crianças, como se cada veia sua fosse feita de neon vermelho.

Submergi e nadei, por baixo da água, até onde os pequenos semideuses estavam, e segurei o primeiro e subi com ele, me abraçando ao pequeno na pífia esperança de transmitir e receber calor, mas era só gelo e água fria. Sua pele pálida já dava indícios de hipotermia, assim como a coloração mais opaca de seus vasos sanguíneos nas extremidades.

— Hey! Hey! Você s-sente seus d-dedos? — Ele não conseguia responder, de tanto frio, então apertei sua mão e ele gemeu de dor. — Ó-ótimo... Vamos... pegar... os outros...

Voltei a submergir, e rapidamente aos outros dois. Segurei seus braços e os trouxe à superfície, onde deixei o primeiro que encontrei pendurado. Com os três tocando em minha pele nos teleportei de volta para o topo do desfiladeiro. Gear ainda me observava enquanto suspirava pesadamente, o bafo quente se condensando em frente aos lábios e ao nariz. Gotas escorrendo pelos cabelos e por todo o corpo. O coração batia acelerado e minha garganta doía como o Diabo.

— Não esqueça, Sink... Não se pode enganar a morte. — Me alertou, impassível e totalmente neutro.

— V-vai se f-foder... — Segurei os três e me teleportei para o local que eu sabia ter uma enfermaria.

...

Eu não conseguia parar de tossir, enrolada naquele maldito cobertor e bebendo algo quente para esquentar o corpo. A sala de recepção da enfermaria era silenciosa e bastante aconchegante, mas como eu poderia receber aquele clima agradável enquanto aguardava pelos meninos que tentei salvar? Eles haviam sido levados para outra sala emergencial com hipotermia e sinais de parada cardíaca devido ao resfriamento excessivo.

E enquanto eu observava as labaredas bruxulearem, ouvi uma porta ser aberta e era Gerrard, trazendo minhas roupas e soltando-as no sofá. Parou ao meu lado e também observou as chamas.

— Você foi uma heroína... — Disse com um fio de voz, ainda inexpressivo.

— E você foi um babaca covarde. — O respondi de uma única vez.

— Talvez tenha razão, mas... — A porta se abriu e o médico apareceu, com uma expressão de pesar.

— Sinto muito, senhorita Sink. Um deles não conseguiu resistir e veio a óbito, mas... eu tenho certeza de que o sentimento de ser resgatado tão heroicamente por alguém como você, lhe deu a força certa para superar isso. Os outros dois estão estabilizados. — Ele girou e voltou para dentro, provavelmente organizar a papelada de óbito. Apenas ouvi a voz do filho de Netuno soar em meu ouvido.

— Perante a morte somos todos iguais, heróis ou vilões.

Naquela noite eu não consegui dormir.

Samanta Sink  

Bênção usada:
Ultra XP Pack  – O personagem ganha 3000 XP automaticamente. Por 1 mês OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (xp, não níveis). (Valido até 24/07/2017)
Poderes Usados:
Nível 1
Nome do poder:  Punhos de ferro
Descrição: Ao concentrarem suas forças nos punhos, os filhos de Ares/Marte conseguem fazer com que uma aura avermelhada circunde suas mãos fechadas, sendo capazes de desferirem socos com a força de um martelo feito de ferro. O efeito possui duração de duas rodadas, sendo que também protege a mão do semideus, não deixando que a mesma se machuque.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP

Nível 5
Nome do poder: Ossos de Aço
Descrição: A herança biológica dos filhos de Ares/Marte é perfeita, naturalmente preparada para suportar as árduas batalhas de uma prole do deus da guerra.  O semideus consegue revestir os ossos com uma pequena camada de metal reforçado e indestrutível, impedindo que sua estrutura óssea seja rompida, ou quebrada, podendo suportar ataques diretos com mais facilidade, sem romper seus ossos.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Pele de Bronze
Descrição: A pele do filho de Ares/Marte ganha um brilho dourado, ficando tão resistente quanto bronze, o que o permite ficar protegidos contra ataques perfurantes, e de efeitos como sangramento;
Gasto de Mp: 20 HP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 31
Nome do poder: Teletransporte III
Descrição: Agora o seu personagem tem total controle do seu poder, e pode viajar a longas distancias, também conseguindo escolher para onde deseja ir, e de que forma, mas tome cuidado, esse poder pode consumi-lo por completo se usado de maneira errônea.  
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Atualizado e avaliado por Nyx
Recompensas: 750 xp (x2) =1.500 + 700 Dracmas + 1 floco de neve
Comentário:

Samanta eu adorei a ideia da sua missão como um todo, sua escrita é impecável e você é muito criativa, contudo, você não tem passivas de resistência ao frio, e apesar de eu ter considerado que filhos de Ares tem passivas de resistência a muita coisa, eu acredito que você estaria morta antes de resgatar a terceira criança, estou considerando que você teria tempo de pegar duas, mas não salvaria a terceira, logo, eu te puni porque acho que você estaria morta antes de conseguir cumprir seu objetivo, então sua coerência caiu bastante, e acabou pesando muito na sua avaliação
.


You can make it to the Sunrise
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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Georgia Blanchard em Qui Jun 29, 2017 3:33 pm


ATOLADOS!
white lips pale face breathing in snowflakes


O
dia parecia quieto demais e mesmo que Blanchard gostasse de silêncio, naquela ilha aquilo era um tanto incomum já que algazarra de semideuses animados era constante. Ao observar o cenário ao seu redor numa caminhada, pode notar a falta de punhado de crianças que via aqui e acolá , o que lhe causava uma certa estranheza já que alguns incidentes estranhos vinham acontecendo naquele lugar a um tempo.

Durante o  almoço, Georgia fora escolhida para solucionar o caso. Não esperava que isso acontecesse já que Dionísio nem sabia da sua existência e constantemente a chamava de “George” nos poucos diálogos que tiveram.  Além do mais,de acordo com relatos de alguns campistas, os sumiços estavam ligados a Quione, deusa da neve. Ela havia emboscado um grupo na floresta e até aquela hora aquilo não era um problema, mas tendo a ciência que os semideuses poderiam morrer congelados uma busca foi ordenada. A jovem certamente não era a pessoa ideal para realizar tal atividade, mas nada como uma boa ameaça do diretor do acampamento não resolvesse o problema. Dos seus colegas, muitos haviam lhe tomado um chá de sumiço sem dar muitas explicações, deixando-a para trás no pequeno acampamento que haviam montado numa parte menos "gélida" da Ilha. A prole de Morfeu ainda custou a deixar a fogueira quentinha e sua garrafa de chocolate-quente, mas ter a morte de vários semideuses sob suas costas por causa de preguiça não era algo que desejasse, então tratou de pegar suas botas de neve, calçar as luvas e se enfiar no casacão azul para finalmente tomar seu rumo.

Mal havia começado a caminhada pelas estranhas da ilha mas já estava ofegando e com a face vermelha. Seus pés deslizavam pelo lago congelado qual deveria atravessar para ir até a Quione, tentar ter uma conversa e resolver o problema dos semideuses atolados da forma mais simples possível. Mas aparentemente, tal diálogo levaria tempo para acontecer já que a cada dez minutos, a semideusa filha de Morfeu conseguia andar apenas um metro. Estava se irritando com sua própria situação enquanto ouvia uma risada em particular, risada essa com uma peculiaridade feminina e irônica da deusa e, é claro, um misto de grunhidos e resmungos dos campistas.

Compreendia como poderia deslizar era simples já que nem mesmo conseguia se equilibrar em um terreno firme e plano, imagina em um sólido mas deslizante como o lago. Passaram-se minutos do seu pequeno show quando Georgia finalmente conseguiu pisar na neve, respirando fundo e fechando os olhos... Mal podia acreditar que finalmente tinha conseguido chegar ali. “Agora só falta resolver o problema todo e não ser congelada”, disse uma vozinha risonha em sua cabeça e ela mandou-a calar a boca.

Hey, senhora deusa? Se me permite. – Ela pigarreou e seus dedos dos pés se contorceram dentro das botas. – Gostaria de conversar com você. – Peduy depois conseguir retomar o ar e a postura, tentando esboçar um sorriso amigável para a bela mulher em sua frente.

Sim, Georgia? – Era engraçado como se sentia invisível naquele Acampamento, mas ainda assim todos os deuses sabiam seu nome. Pensando bem, aquilo nem sempre era uma coisa boa e definitivamente não a ajudaria no caso. Estava ali por problemas maiores e precisava urgentemente libertar os campistas idiotas.

Então moça, quer dizer deusa, eu.. AHH! – Na tentativa de dar um passinho para a frente, seus pés afundaram na neve novamente e um gritinho surpreso escapou da sua garganta, fazendo suas cordas vocais tremerem. "Merda..." Pensou consigo mesma, aquilo não poderia estar acontecendo, havia acabado de cair na frente de Quione! Suas bochechas imediatamente tomaram aquele familiar tom avermelhado, mas mesmo assim tentou retirar o pé esquerdo da neve utilizando das mãos para puxá-lo para cima. Sem sucesso. Tentou mais uma, duas, três vezes... até finalmente o impulso de um de seus puxões foi forte demais e a fez cair para trás, se  afundando mais ainda e ter neve entrando em suas luvas e casaco.

Tentou fazer um esforço imediato e sair daquela situação vergonhosa, mas e sem ter muito o que fazer, se deixou levar, afundando ao som das risadinhas da deusa. Cavou o acumulado branco diversas vezes, assim como chutou da mesma maneira e força com os pés. "Por que não tentar um anjinho?" Divagou quase rindo enquanto ciscava para se libertar da neve.

Durante toda aquela diversão, tudo o que ouvia era risadas. Dos semideuses que além de acostumados pela própria situação, pararam de se desesperar para observarem o pequeno show de Georgia, que já estava bem irritada.

Georgia, estou te ouvindo... Por que ainda não disse a que veio? – A deusa ironizou se aproximando da filha de Morfeu com um sorrisinho debochado adornando seus lábios. Céus... Ela era tão bonita que a jovem sentiu até um formigamento no estômago. "Hã? O que? Para, que coisa idiota." Pensou reprimindo o desejo de bater em sua própria face, mas limitou-se a dar um risinho amarelo para a entidade divina.

E enfim, suspirando alto, começou a movimentar os braços com toda a força que tinha para cima e para baixo assim como as pernas de dentro para fora, formando uma imagem angelical na neve. Quando abriu espaço o suficiente pensou que finalmente poderia levantar-se e, com sucesso, voltou a se por de pé. Sentia o frio congelar suas articulações e por tal dificuldade, bateu nas roupas retirando os pequenos flocos na roupa enquanto tremia o queixo. Claramente a temperatura baixa não estava lhe ajudando.

Mas assim como a temperatura e todos ali presente, nem mesmo Georgia se ajudava, porque enquanto distraída com a limpeza na roupa ela teve a brilhante ideia de dar alguns passos para frente para se firmar melhor e, inesperadamente, se afundou outra vez na espessura branca.

Georgia? – Enquanto de os olhos tentando controlar o grito que insistia em rasgar sua garganta assim como também tentava manter a calma respirando fundo diversas vezes, Georgia ouvira a voz conhecida poucos centímetros de distância de si. Franziu o cenho e os abriu com uma expressão confusa e mesmo assim irritada.

Sim? – Respondeu entregando sua confusão e, num tom baixo, Quione deixou escapar um risinho.

Você é uma boa menina e agradeço seu esforço de tentar vir falar comigo. – A deusa começou e por incrível que pareça, seu tom não era nada irônico. – Por isso, depois do seu showzinho, estou libertando seus amigos. Você me deu muito mais diversão do que qualquer outra pessoa de maneira inesperada e eu a agradeço. Pode ir. – Quione estendeu uma mão para Georgia que, receosa repetiu o gesto num balançar amigável.

Como se fosse um passe de mágica, os pés da filha de Morfeu voltaram a se movimentar quase libertando-se automaticamente. Num respiro de alívio, a semideusa sorriu agradecida para a entidade divina e fora ajudar os outros garotos, um por um a saírem do gelo, atentando-os para que fossem urgentemente tomar um banho quente ou ficariam resfriados - algo que, depois de tanto tempo soterrados, seria  inevitável. Mas, nada que com um pouco de cuidado não pudesse ser concertado.

Aviso:
Só queria informar que os poderes não foram ultilizados para não haver confusão ♥
Ah, e meu play plus está ativo e em validade!
 



# your tags here, bitch

Lorde, The Hunger Games.


Última edição por Georgia Blanchard em Sex Jun 30, 2017 4:01 pm, editado 3 vez(es)


I'm fucking crazy, need my prescription filled

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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Sun Hee em Sex Jun 30, 2017 2:21 am

Atolados
"Ninguém deve nada a ninguém. Você deve a si próprio"
Rocky Balboa

Maldita consciência! A gente poderia ser isenta de consciência quando estivesse de TPM, facilitaria muita coisa, porque aí quando você fizesse uma maldade porque está irritado, não passaria os vinte minutos seguintes se torturando mentalmente.

“Nossa, tadinho do Fauno! Ele vai morrer congelado! Nossa eu sou a pior pessoa do mundo...”

Eu já havia chegado à fase de chorar e chorar da TPM, como eu havia hipnotizado um Fauno e o mandado ir pedir que Quione o congelasse, meu coração estava triste e quebrado. Eu me sentia a pior coisa do mundo, como eu era ruim!

Temendo pela vida do pobre fauno e pensando na minha maldade sem limite e nas coisas terríveis que me aguardavam nos campos da punição, chorei igual criança enquanto caminhava para o bosque de inverno.

“Está tão frio!”

Eu batia dentes de frio e de tanto chorar, meu rosto estava vermelho e as lágrimas geladas corriam pela pele queimando-a, isso só me fazia chorar mais. Demorou muito para que eu encontrasse o fauno congelado com mais alguns semideuses.

Corri e abracei o Fauno que nem tinha certeza de como havia parado ali. Derramei mais alguns rios de lágrimas, era tão triste perceber como eu era terrível!

“Nappeun! Nappeun¹!”

Eu chorava agarrada no fauno que estava com frio demais para perguntar o que eu estava fazendo, enquanto isso, batia na minha própria cabeça repetindo mentalmente que eu era uma pessoa má, cruel, insensível, terrível...

Isso chamou a atenção da deusa que veio em pessoa perguntar o que raios eu tava fazendo. Quione tinha um coração gelado, mas era curiosa e a cima de tudo tinha um forte desejo de provar que semideuses eram estúpidos.

- Eu sou muito estúpida!

Ela concordou, fazendo um beicinho e olhando para cima enquanto gesticulava que sim e mantinha os braços cruzados ao redor do corpo.

- Olha o que eu fiz! – Falei meio embolado, em parte por causa do frio e em parte por causa do choro.

- Não! – Protestou a deusa. – Eu que fiz!

- Você fez, mas fui eu que mandei, olha isso!

Quione estava em dúvida se ficava com raiva ou se me mandava para um hospício, no rosto dela várias expressões começaram a surgir e foram substituídas por uma outra, deixando clara a confusão dela diante das minhas ações. Quem irá julgá-la? Eu também não estava entendendo o que eu estava fazendo.

- Sabe, Quione... Você é uma deusa, uma mulher... vive naquele castelo cheio de homem estúpido! Você entende, não é? Homens são ridículos e as vezes você só quer arrancar a cabeça deles!

A deusa concordou comigo, mas ainda não tinha entendido qual era o meu ponto. Eu tinha algum ponto? Nem eu sabia, só precisava desabafar um pouco e ela estava ali sem fazer nada... quer dizer... congelar deuses não é exatamente uma ocupação.

- E aí esse bode velho estava apertando a bunda das campistas e eu falei para ele vir pedir para você congelá-lo.

- Ah, isso explica muita coisa! – Um súbito entendimento se fez no rosto da deusa.

E eu caí no choro uma outra vez. Deuses... quem teve essa ideia de hormônios? Fizeram isso muito errado, homens ficam com hormônios que querem fazer sexo toda hora e a gente com essa tempestade de sentimentos confusos?

- Mas ele não merecia!

- Merecia sim. – Ela ergueu uma sobrancelha, claramente sem entender. – Agora, cala a boca e para de chorar.

- Mas Quione, como posso lidar com essa culpa? Vão me torturar nos campos da punição por toda a eternidade!

A gélida divindade estava escolhendo se ficava perplexa, mas contida, ou se largava um ‘facepalm’. A deusa optou por respirar fundo e me congelar num montinho de gelo igual aos demais.

- Isso! É o que eu merecia! – Chorei mais.

Um ponto de insatisfação surgiu no rosto dela, claramente não era do feitio da divindade seguir os desejos de um semideus, primeiro ela congelou meu rosto para não se incomodar com o que eu falava. Ela fitou-me por alguns segundos, deu um longo suspiro e descongelou. Minha cara inofensiva e minha habilidade de ser amistosa devem ter conseguido tocar nem que fosse um pouco daquele coração gelado.

- Só vai embora. – Me disse com uma séria expressão de tédio.

- Posso levar eles? – Apontei para os demais congelados, fazendo uma carinha de gato de botas. – Você é a melhor deusa!

Um biquinho tremido formou-se no meu rosto e meus hormônios ameaçavam me pôr em prantos, uma outra vez, para o cansaço mental da mulher divina à minha frente. Quione apoiou o rosto no indicador e deu um suspiro longo antes de gesticular, desmanchando o gelo das estátuas.

- Não volte aqui. – Ela disse antes de desaparecer numa tempestade de gelo.

Mulheres entendem a TPM, mesmo as deusas sabem como isso é bem triste e dói lá no fundo do seu coraçãozinho, porque dói mesmo, gente... é uma coisa bem grave. Dói... vai doer no meu coraçãozinho se você não avaliar bem. Nossa, vou até chorar num cantinho amargurada.

1. Nappeun = Pessoa má

Considerações:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (02/07/2017)
Habilidade:
Nível 1
Nome do poder: Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Aniquilador de Discórdia
Descrição: Quando um filho da Deusa chega em um local onde há desunião e inimizade, automaticamente prospera harmonia e temperança, dessa forma, quando em batalha, o filho de Iris/Arcus consegue fazer as pessoas ao redor se sentirem mais calmas, apenas com sua presença, não é algo que eles possam controlar, apenas acontece naturalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar aliados em um raio de 300 metros mais concentrados e esperançosos.
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Diplomata
Descrição: Assim como sua mãe, os semideuses preferem não tomar lados em disputas ou despertar ira nas pessoas ao redor, além de bons comunicadores são bons mediadores e tem habilidade em conversar com líderes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de mediar conflitos de interesse sem recorrer ao uso da força
Dano: Nenhum
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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Sun Hee em Sex Jun 30, 2017 2:35 am

Lago descongelado
"Ninguém deve nada a ninguém. Você deve a si próprio"
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Estava no meu caminho de volta para o verão, porque honestamente eu odiava estar na estação do inverno. O frio fazia meu corpo ficar bagunçado, sei lá... frio não é legal. Enfim, eu estava saindo daquele inferno congelado quando ouvi uns gritinhos de socorro.

As vozes ainda estavam muito distantes, mas eram suaves e pareciam infantis. Isso era um grande problema, voz de criança é algo que você não é capaz de ignorar e, por esse mesmo motivo, é um grande chamariz de semideuses. Os monstros amavam imitar voes infantis para nos atrair...

Com esse triste pensamento corri para ver o que era, eu não estava com medo de ser perseguida por um monstro gigante ou algo do tipo, mas estava muito de saco cheio para lidar com um.
Contudo, quando me aproximei do lago parcialmente descongelado, pude ver três crianças desesperadas se afogando.

Eottoke¹!?”

A primeira coisa que fiz foi correr para elas, mas o lago estava descongelando e começou a quebrar sob os meus pés. Usei da agilidade para não cair na água e ter o mesmo destino que os pequenos, então usei o meu brinco para sumonar o meu fiel – nem tão fiel assim – companheiro: Yokie.
Ele chegou bufando em reclamação, eu bem sabia que ele odiava ser sumonado.

- É uma questão urgente, okey!? – Resmunguei apontando as crianças.

Yokie esticou a cabeça para olhar e antes que eu falasse qualquer coisa, ele foi trotando na direção do lago. Por mais que eu soubesse que ele sabia que eu era rápida o bastante para acompanha-lo, por um segundo eu achei que ele ia me largar ali sozinha.

Eu segurei na crina do meu unicórnio, lançando a perna sobre ele. Assim que o montei, Yokie levantou voo, pairando sobre as crianças. Usei da luz solar para materializar uma escada da cela do animal até as crianças.

- Vamos, crianças, subam! – Pedi.

O menor começou a subir a escada, os outros o seguiram na sequência. Quando estavam próximos a chegar na ponta superior da escada, eu os ajudava a se organizarem sobre o lombo do meu amigo equino.

Coloquei o menor a minha frente e os dois maiores ficaram atrás de mim. Yokie voou de volta – com alguma dificuldade, devido ao peso das crianças – para a terra firme. Os meninos tremiam de frio, dava muito dó.

- Obrigada, Sunny! – Uma das crianças agradeceu, reconheci como sendo filha de uma cliente assídua do Pandevie.

- Por nada, Yokie vai leva-los de volta para um posto de guarda, por favor evitem brincar no lago outra vez. E não toquem no chifre dele porque o Yokie fica triste e vocês não querem ver o nosso salvador triste, não é? – E também porque vocês vão ter alucinações bem loucas... mas isso vocês vão ficar sem saber.

Dito isso, desmontei do unicórnio alado e organizei as crianças sobre o lombo do animal.

- Segurem firme! - Disse às crianças, voltando-me para a mascote em seguida, fazendo um carinho em seu focinho antes de dar-lhe recomendações. - Yokie, vá devagar, não voe muito alto, senão eles podem cair.

Pronto, agora era só continuar o meu caminho para conseguir sair do inverno maldito.

1. Eottoke = O que fazer?

Considerações:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (02/07/2017)

Libera um XP pro alazão, por favor!

Habilidade:
Nível 22
Nome do poder: Agilidade I
Descrição: O filho de Íris/Arcus pode se mover em uma agilidade fora do normal. Assim como o deus dos ladrões, sua mãe também é uma mensageira, e por isso é ágil e se move com tanta graça, leveza e rapidez quanto um beija-flor, porém, os poderes dos semideuses ainda são um pouco limitados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de esquiva
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Velocidade II
Descrição: Sua velocidade aumentou consideravelmente, e agora você pode se comparar com um filho de Hermes/Mercúrio em nível baixo, não é nenhum especialista, mas consegue ser bastante veloz.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de velocidade
Dano: Nenhum

Ativos
Nível 35
Nome do poder: Criações de Plasma II
Descrição: Capaz de criar o que vier a mente de plasma multi-colorido. Agora, os objetos criados terão a resistência e causarão – se for o caso – dano similar ao bronze celestial. Duração de 3 turno.
Gasto de Mp: 60
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Mesma resistência que Bronze celestial
Dano: Mesmo que de Bronze Celestial
Itens:
Sangue e Suga [Um par de brincos para segundo furo, que fora banhado em sangue de unicórnio e misturado ao sangue da prole de Iris que foi unificado com uma runa de ligação e selado com um feitiço de invocação. | Efeito: Permite a semideusa invocar seu mascote para o campo sempre que estiver correndo perigo, precisar de um transporte rápido ou de ajuda. Para invocar o unicórnio a semideusa precisa doar uma pequena gota do seu próprio sangue e ativar a magia do brinco.| Ouro branco | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Mágica | Encantado por Pandora]


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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Sun Hee em Sex Jun 30, 2017 2:55 am

Febre congelante
"Ninguém deve nada a ninguém. Você deve a si próprio"
Rocky Balboa

Eu estava tentando sair da estação do inverno havia horas... tudo porque desviei do meu caminho para resgatar crianças no lago, e depois acabei me perdendo. Eu estava rodando igual uma tonta, sem poder sumonar meu unicórnio – que estava incumbido de carregar os semideuses resgatados de volta para um lugar seguro – acabei ficando por ali perdida mesmo.

Depois de andar por cerca de uma hora, encontrei a festa de inverno. O salão era amplo e oval, o piso antiderrapante estava coberto por uma fina camada de neve, haviam duas portas enormes de carvalho que estavam abertas e conectavam o salão com o resto da ilha. Eu estava aliviada, sinceramente... ficaria bem mais se eu não tivesse me deparado com aquela recepção geladinha.

À minha frente, três gigantes de dois metros de altura estavam criando caos na festinha. A minha primeira atitude – muito heroica, por sinal – foi agachar, colocar a mão na testa e gritar de raiva.

Por favor, não julguem. Eu estava irritada e frustrada. O inverno parecia não acabar, eu odiava frio, e cada vez que parecia que eu ia conseguir sair daquela estação alguma coisa estranha acontecia, então eu tinha que resgatar ou bater em alguém.

Por mim, eu ficaria ali agachada até aqueles malditos derreterem, mas eles não iam derreter. Além disso, um deles achou que seria genial jogar uma estaca de gelo em mim. Por muito pouco eu percebi aquela pedra de gelo pontuda voando na minha direção e defendi, ativando meu escudo que ficava em formato de relógio no pulso.

Mas eu estava cansada e decidi que não ia levantar, sentei no chão e levantei uma barreira de luz ao meu redor para me proteger dos ataques dos gigantes. Em seguida, condensei a luz que estava em torno de um deles, incidindo -a no pescoço de gelo do gigante e queimando-o.

- Olé! – Gritei quando a cabeça do gigante rolou.

Pedras de gelo atingiram meu escudo de luz e eu dei de ombros fazendo um biquinho para os gigantes como quem dizia: “é, não foi dessa vez!”

Aproveitei que a noite estava caindo e o crepúsculo é a hora do show dos filhos da deusa mensageira – somos mais fortes, mais bonitos e vistosos nesse horário – com as cores do pôr do sol iluminando o ambiente e me inspirando, materializei algumas Sunnys cheias de energia luminosa para gastar.

Coloquei meu escudo no chão e o usei como travesseiro enquanto meus clones começavam a dançar. Os gigantes de gelo não entenderam bem qual era a dos clones dançando Beyoncé, nem você que está avaliando... acontece que eu poderia ser fantástica, rolar para cima e para baixo, correr um alto risco de vida, lançar a lâmina prismática neles, eletrocutar um e depois ser atingida no braço pelo restante para em seguida derrubá-lo com a lâmina da minha katana. Mas qual a graça nisso? Clones dançando Queen B são muito mais legais!

- Baby it’s you! You're the one I love, you're the one I need, you're the only one I see! – Comecei a cantar estalando os dedos.

Movida pela empolgação musical, comandei que meus clones fossem dar abraços muito carinhosos nos meus amigos gigantes de gelo. O legal – somente para mim e para os campistas que queriam festejar em paz – era o fato de que meus clones, feitos de luz densa, causavam queimaduras de dano baixo ao tocar alguém. Mas quando você é feito de gelo, esse dano é aumentado porque, claramente, alta energia agita as moléculas de uma substância que sai do estado sólido para o líquido ou diretamente para o gasoso – a depender da energia aplicada – em suma: se você colocar um picolé debaixo de uma lâmpada intensa, ele vai derreter rapidinho.

E nem precisava ser um golpe, bastava tocar, portanto orquestrei uma coreografia entre as Sun Hees e os gigantes, fazendo os clones dançarem, com os gigantes que estavam perdidos entre os acontecimentos que sucederam minha chegada.

Os clones ora seguravam no braço do gigante para dar um giro, ora davam uma bundadinha quentinha nos nossos gigantes, ao somo do jazz da música love on top.

Algumas vezes, os clones eram atingidos pelos gigantes que – por sinal – eram queimados no processo, e minhas cópias luminosas acabavam perdendo a estabilidade e desfaziam-se. Quando esse era o caso, eu criava outro clone para dançar. Pelas minhas contas... eu poderia criar uns 30 clones daqueles antes de cansar! E se eu cansasse, era só levantar e dar aquelas roladas chatas com a lâmina mesmo... mas não foi o caso, meus clones dançarinos de luz densa deram conta do recado.

Quando o último gigante terminou de ser derretido pelos meus clones dançantes, peguei meu escudo do chão, bati palmas para meus clones e os desfiz, indo embora da festa. Sem saudades da estação do inverno.

Considerações:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (02/07/2017)

Habilidade:
Passivas
Nível 2
Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

Nível 22
Nome do poder: Agilidade I
Descrição: O filho de Íris/Arcus pode se mover em uma agilidade fora do normal. Assim como o deus dos ladrões, sua mãe também é uma mensageira, e por isso é ágil e se move com tanta graça, leveza e rapidez quanto um beija-flor, porém, os poderes dos semideuses ainda são um pouco limitados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de esquiva
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Velocidade II
Descrição: Sua velocidade aumentou consideravelmente, e agora você pode se comparar com um filho de Hermes/Mercúrio em nível baixo, não é nenhum especialista, mas consegue ser bastante veloz.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de velocidade
Dano: Nenhum

Ativos

Nível 4
Nome do poder: Fotocinese I
Descrição: Neste nível o filho de Íris/Arcus tem o controle inicial sobre a luz, sendo capaz de realizar pequenas queimaduras ao incidi-la sobre um objeto. Como a queimadura de uma lupa.
Gasto de Mp: 20
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 30 HP

Nível 32
Nome do poder: Prisma II
Descrição: O semideus filho de Íris/Arcus pode manipula a luz em sua volta podendo fazer diversos clones seus para confundir o inimigo. Com habilidades avançadas de controle da luz, os clones são feito de luz convergente de alta energia e seu toque causa queimaduras..
Gasto de Mp: 5 Mp por clone criado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode criar até 20 clones de luz
Dano: – 10 HP a cada toque de um clone.

Nível 29
Nome do poder: Barreira de luz
Descrição: O semideus pode criar uma barreira luminosa para proteger ou isolar algo ou alguém, essa barreira é constituída de pura luz densa e de alta energia, qualquer coisa que tente transpassar a barreira será cortado como por um laser.
Gasto de Mp: 35
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Barreira de proteção com duração de dois turnos
Dano: Nenhum
Itens:

Um escudo grande e redondo feito de cristal e bronze, com alguns pégasos entalhado no bronze. Quando a luz do sol reflete nos cristais, pode-se ver um pouco de luz multi-color (raramente causando um pouco de desconcentração no oponente). Desativado, se transforma em um relógio com pulseiras que brilham no escuro e mudam de cor a cada instante.


“Boy, your lips taste like a night of champagne as I kiss you again, and again, and again and again”
Love on top - Beyoncé

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Última edição por Sun Hee em Sex Jun 30, 2017 5:14 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Festival das Estações (Inverno)

Mensagem por Max Pigossi Caldwell em Sex Jun 30, 2017 5:08 pm




the cold embrace of death


Na noite após a batalha contra os Trolls, não dormiu. Que agiu de forma sádica, não tinha dúvidas. Mas será que Dakho aprovaria seu comportamento? Será que tinha como salvar o moleque idiota sem tornar tudo aquilo em um banho de sangue? Mas a pergunta mais importante pairou em sua mente por muito tempo, já era tarde do dia seguinte e estava sem dormir...

... será que o fato dela ter se sentido tão bem ao matar aquelas formas de vida era preocupante? Talvez devesse ficar quieta em um local seguro, longe de confusão por um tempo? Permaneceu um bom tempo assim, deitada e inquieta, olhando para o teto. Com seu MP4 conectado, ouvia aquele som distorcido em alemão, uma música intrigante que ela particularmente não gostava tanto, mas veio como herança do gosto musical de seu pai. Cantarolou no ritmo da música a tradução dela, visto que não fazia a mínima ideia de como pronunciar ou entender alemão, e apenas sabia a tradução graças à sites aleatórios de música na internet.

Sua mão se estendeu em direção ao teto, como se quisesse alcançar algo que não está lá. Tinha algo de errado com ela?

"Atrás de mim, os cães..
E na minha frente, detritos caídos
Onde posso parar?
Exaustão..
.. estou afundando de joelhos.."


Sussurrou, cantarolando. Como será que os Trolls se sentiram? Sendo uma pessoa absolutamente misantropa, ela não aguentava o fato de ter agido como os seres humanos agem. Será que a vida daquele garoto imprudente valia tanto quanto a vida dos monstros? O que os tornavam melhores ou piores do que nós, a raça humana? Cabe à ela julgá-los com leis humanas? E então, imaginou-se no lugar deles: um dom humano, a empatia. E a música, apropriada, seguiu.

"Meu corpo está sendo rasgado
Os golpes explodem minha carne..
.. um olhar fixo, um torso sem vida.."


Então pegou a mão, e pressionou sobre o seu coração. Porque sentiu prazer? Talvez fosse parte de sua natureza como Prole de Éris ser sadista? O som distorcido continuou, e sua letra, mesmo que em língua estrangeira, caía como uma luva em sua situação.

"Como sob um feitiço
Estou enfrentando os poderes..
Olhando para os detritos e os cachorros -
Abro meus braços, e sinto a chuva atravessando meus dedos.."


Quanta audácia, não é? Considerar que tudo é por ser filha da deusa da discórdia.. audácia demais. Não, não era parte da natureza como prole da discórdia. Era parte de sua natureza humana. E mesmo envolta em pensamentos, não sentia culpa, ou remorso, tampouco tristeza. Apenas.. curiosidade. Estava ela, errada? Fazia parte da raça nojenta que destruía o planeta, afinal. Que envenena rios, que elimina ameaças sem hesitar e mata por puro prazer.

Estava errada por nascer humana..? E nos minutos finais da canção, essa questão pairou seu subconsciente, deixando a semideusa em êxtase. A sala estava vazia de qualquer forma - ninguém atrapalharia sua linha de pensamento.

".. quem sou eu, que não consigo sonhar?
.. quem sou eu, que viro as costas para o verdadeiro bem?
.. quem sou eu, sob o céu cinzento de aço!?"


Quem era ela? Era uma humana. Mesclada com uma Deusa, sim, mas ainda assim majoritariamente humana. Tudo fazia parte de sua natureza, não? Porque não sentia-se mal? E as notas finais da música chegavam em seu ouvido.

"... diga-me, por que não posso gritar?
Por que não posso chorar!?
Isso não pode ter sido tudo.."


E então, a música chegava ao fim. Estava errada por nascer humana? Estava errada por não poder gritar, não conseguir chorar, não reagir à revolta interna? Não. Era humana. Seres egoístas, individualistas. Era parte da sua natureza. Errado seria negar sua origem, não é mesmo? Os Trolls estavam no seu caminho, e ela se sentiu bem. Tudo bem.  Odiava a si mesma, odiava à tudo e todos - mas ignoraria isso. Seguiria com a vida, de que adianta se revoltar? Foque no amor que tem pelo seu irmão. Foque no amor que tem pelo seu pai adotivo. Foque no amor que tem por música. Só assim poderia ignorar tudo isso - era algo que não poderia lutar contra, não é?

Com certeza existiam semideuses bem mais sanguinários que ela e que cometeram maiores atrocidades. E tudo bem. No fim, tudo fica bem, não é? E com essa conclusão, não tinha mais nada para ocupar a mente. O tédio ocupou-a novamente, e ele é seu pior inimigo. Talvez devesse sair para caminhar um pouco? É, talvez.

(...)

Colocou o casaco. A festa na parte de inverno.. talvez encontrasse Dakho ou um pouco de distração lá - nem que fosse apenas por observar. Na metade do dia, enfim, ainda poderia pelo menos afastar o tédio até todas essas festividades da ilha cessarem. Se encontrasse seu irmão seria um lucro, queria conversar com ele à um bom tempo, de qualquer forma.

Intrigante que, logo ao chegar na festa, pode ouvir gritos - uns de desespero, outros de raiva, outros de confusão. Não sabia se era parte de sua natureza que ama a discórdia ou da sua natureza humana, mas sentiu necessidade de ir conferir o alvoroço. De uma forma ou de outra, seria suficiente pra sanar seu tédio - mesmo embora saiba que provavelmente acabe se envolvendo no processo, coisa que não pretendia de jeito nenhum. Ah, tanto faz! Antes se envolver do que morrer entediada.

Ao se aproximar, notou realmente uma contenda invernal. Três gigantes de gelo - seres bem grandes, com dois metros e pouco estavam jogando neve, pedaços massivos de gelo e até pontas de estalagmites em semideuses. Talvez influenciado pela tal Nyx, de novo? Curioso.. porque essa deusa ansiava tanto pelo tormento de semideuses? Provavelmente tinham motivos maiores - motivos que Sofie desconhecia, pelo menos por enquanto.

Bom, matar Trolls agitou bem o seu sangue, e os gigantes eram bem agressivos - poderia tentar, não? Viu uma das semideusas presentes chorando de dor e se afastando, com uma estalagmite atravessando seu braço. Pobrezinha, devia ter cerca de dez anos. Porque não devolver na mesma moeda? Semideuses atacavam os monstros, mas todos tinham receio de serem mortais. Bom, para a sorte (talvez azar) deles, a prole de Éris não tinha essa hesitação. Sacou Purgatory Sword, e se afastou. Os humanoides eram bem lerdos - sim, humanoides. Que autoria tinha para chamá-los de monstruosidades? Humanos eram os verdadeiros monstros - e os Deuses, que assistem sua criação grotesca sem agir. Bom, mas humanoide provém de humano, então.. monstros faz sentido.. e..

Ah, que seja. Não era hora de ter uma crise existencial indagando demais sobre substantivos para se referir aos gigantes de gelo. Às vezes, Sofie parecia mais uma máquina fria..

.. de qualquer forma, fez o cerco, pretendia flanquear o gigante mais longe dos outros, tentar eliminá-lo na surdina e recuar de novo. Talvez a morte de um incentive os semideuses que fugiam e tentavam parar os golpes à distância dos seres à atacar. Ou talvez eles continuem parados.. tanto faz. Dividir e destruir, estratégia clássica - ela sabia muito bem o que estava fazendo.

Circulou, entrou pela floresta e deu a volta. Furtiva, seguiu para o gigante mais à esquerda. Ele estava absolutamente focado em jogar os detritos de neve nos Semideuses à frente - não aparentava ser tão inteligente, também. Ou talvez só fosse descuidado? Esse era também o maior dos três, e beirava os três metros. Sofie levantou sua espada, e com um giro vertical, desferiu um corte que acertaria as duas panturrilhas do gigante. O giro era com o intuito de usar o seu peso de forma à gerar força extra, assim fazendo a lamina cortar mais fundo e de forma mais eficiente.  E porque a panturrilha? Bom, o gigante ou cairia de costas ou cairia de joelhos. No primeiro caso, ela pularia na jugular do monstro, com um corte rápido e logo recuaria. No segundo caso, furaria o coração do monstro.

Agora, como os Semideuses que resistiam à luta reagiriam? Isso preocupava mais a garota do que o resto. E em câmera lenta viu o monstro cair de joelhos. Só tem um problema. Focou em observar a reação dos semideuses, e elas não passaram do óbvio: choque por causa da ação da prole de Éris. Só que houve um erro de cálculo. Antes da queda do gigante se concretizar de fato, sentiu aquele líquido quente escorrer seu braço esquerdo. Olhou para sua mão, e ela for completamente perfurada por uma estaca de gelo. O gigante mais perto do que ela atacou estava à cerca de dez metros, mas mesmo assim ele a encarava com ódio.

Tola. Subestimou os inimigos uma vez mais? Com os trolls deu certo, mas com eles.. foi um erro de cálculo grave. Gemeu de dor enquanto os pingos férreos caíam no chão frio, pintando gotas vermelhas naquela camada espessa de neve. Os outros dois gigantes a encaravam, e caminhavam em direção dela. Gritavam de ódio - ela usou atacar um dos seus.

O gigante restante, no entanto, estava caído e encarando o nada. Talvez o choque de ser afetado o deixou em choque? Ele tentava se virar aos poucos, rastejando com a mão, mas..

.. Sofie inspirou os semideuses. Uma garota gritou - provavelmente um grito de guerra - e saiu correndo. Ela portava uma lança e deu uma estocada bem limpa no crânio do gigante injuriado. Morte instantânea, um jorro daquele sangue monstruoso pintou a pálida neve novamente. Os outros dois gigantes olharam com mais ódio ainda. E aí, o caos de verdade se instaurou.

A garota da lança aparentemente ficou eufórica porque seu plano deu certo - esse foi seu maior erro. Mas foi o que provavelmente salvou a vida de Sofie. O gigante mudou de foco e ele pegou ela. Por mais lento que fosse, ela abaixou demais sua guarda. Deu tempo de Sofie se reposicionar, mesmo deixando um rastro de pingos de sangue no caminho. Já a outra semideusa? Bom.. o gigante a pegou e quebrou seu pescoço, sem mais nem menos. Ele estava furioso. E o outro também, embora voltasse sua atenção aos  outros semideuses, revoltosos.

Se o golpe de Sofie não foi suficiente para fazer os que resistiam se rebelarem, a morte da pobre garota serviu. O que é morte? Bem, um fenômeno natural. Tudo que nasce, morre, com exceção dos imortais. Sofie ocasionou isso? Talvez. Sem ela interferir, no máximo feridos graves estavam saindo dali, mas agora causou uma morte. Efeito borboleta, lei da ação de reação..

... talvez fosse melhor deixar pra lá. Mas a garota não sentiu remorso, nem culpa. Apenas dó... muitos semideuses saíam correndo e ficaram três - provavelmente amigos da desafortunada que foi morta. Era o que poderia assumir.. os dois garotos estavam chorando, e uma menina estava com um olhar realmente assustador, rancoroso. Não sentiu nada além de dó.. e prazer. Não conseguia desenvolver tanta compaixão por pessoas desconhecidas - se mexessem com Dakho ela ficaria absolutamente sentimental e alterada, mas nesse caso.. apenas gostou do caos, e sentiu pena do infortúnio da semideusa assassinada.

Acuada, recuou para a floresta. Tinha que estancar o sangramento, por isso retirou a estaca de gelo da mão - isso evitaria hemorragia e também dano no buraco por geladura. Respirou fundo. Ela iniciou e desencadeou isso, assumiria a responsabilidade no fim, mas terminaria o serviço. Após uns cinco minutos pegando fôlego longe do front, resolveu retornar. Ouviu muitos gritos nesse meio-tempo.

Em cinco minutos, notou uma enorme diferença na cena. O gigante menos raivoso, o da direita, estava totalmente retaliado, cheio de cortes, mas ainda de pé. Os dois garotos estavam lutando com ele, mas estavam em um estado crítico, provavelmente se mantendo de pé apenas pela adrenalina. O cheiro de exsudato era bem comum à Sofie, e ela o sentiu naquele campo de batalha imediatamente. Já a semideusa raivosa? Estava em uma batalha feroz contra o gigante de gelo mais perigoso, ambos bem cansados, mas intactos - aparentemente ela conseguiu desviar de tudo, mas não achou brechas para atacar. Pareciam duas bestas, e qualquer erro seria fatal. A prole de Éris fez uso da Umbracinese para parar o gigante raivoso, e quando a Semideusa viu, avançou logo. Um erro fatal. Com o escudo na frente para se proteger, avançou e tentou desferir um corte no abdômen da besta. Mas o gigante não se acuou por não poder andar, ele deu um soco tão forte no escudo da garota que fez seu braço parecer papel. Com certeza, tinha quebrado ele na hora.

Novamente, adrenalina faz você ignorar muito da dor. A garota apenas desferiu o corte no abdômen como planejado, mas faltou-lhe força. O próximo soco do humanoide acertou sua cabeça, e foi com tanta potência em empurrou-a para o chão, esmagando sua cabeça ali. Mesmo para a prole de Éris, aquilo foi grotesco. Os garotos, ao verem isso, gritaram em ódio, mas logo caíram em exaustão também.

... ação e reação, não é? Sofie iniciou tudo isso. Talvez fosse sua hora de encerrar? Ela contra dois gigantes feridos. Tinha que dar conta, já foram quatro baixas. Talvez tivesse cometido um erro, mas não era hora de lamentar. Ela correu até o gigante furioso que massacrou a garota. Enquanto ele recuperava fogo, usou a Maldição da Dor para fazê-lo se contorcer e abrir uma brecha. Sem hesitar, correu até ele e perfurou sua costela. O corte não foi profundo - faltava-lhe força ao usar apenas uma mão, mas foi o suficiente. Ela então usou seu corpo como peso e a espada como alavanca, e rasgou o resto do monstro. Ele não morreu na hora, mas a hemorragia serviria. Não tinha tempo para puxar sua espada no meio da carne perfurada, então deixou a Purgatory Sword ali.

Correu em direção ao outro, que estava bem mais avariado. Esticou sua mão boa, jogando espinhos em seus olhos. Bingo! Ele gritou em agonia e colocou as mãos nos olhos. A prole de Éris então usou Umbracinese para prendê-lo nos pés e deixá-lo imóvel, ignorando toda sua dor graças à adrenalina e apostando tudo naquilo. Sacou sua adaga de bronze celestial, pulou nas costas do monstro que estava totalmente aberto e enfiou na garganta dele, torcendo-a dentro dele, usando novamente o corpo para rasgar seu pescoço.

Pode ouvir os murmúrios da besta engasgando no próprio sangue. Saiu vitoriosa, aparentemente...

... ou será que não? Não sabia definir. Uma coisa era fato: sete vidas foram perdidas ali. Uma baixa por empalamento no crânio, outra por pescoço quebrado, duas por hemorragia, hipotermia e exaustão, uma por hemorragia e a final por degolamento.

Era a última de pé. O cheiro insuportável de exsudato era bem adequado à neve pintada com todos os tipos de sangue. Lembrou-se do trecho de sua música.

"Atrás de mim, os cães..
E na minha frente, detritos caídos
Onde posso parar?
Exaustão..
.. estou afundando de joelhos.."



Atrás de si e à frente de si, detritos. Matéria orgânica, afinal, nada além disso. Estava exausta. Onde poderia parar? Tinha outro jeito de resolveu tudo?                            Droga, tinha sangrado demais. Estava tonta. Apenas deitou-se na neve, olhou para o céu pálido e sentiu sua consciência se esvair. Tinha sobrevivido ao caos que ela mesmo instaurou..

... e a depressão batia na sua porta novamente - uma nova visita, conforme ela realizava que aos poucos tudo o que causava naquele lugar era desgraça. Mas não teve tempo para pensar nisso agora, ou sentir-se culpada justamente por estar isenta de culpa. Ela desmaiou, com o frio abraço do inverno pegando-a, e o frio abraço da morte. Não de sua morte - mas da morte daqueles ao seu redor. Essa era a realidade.

Habilidades Passivas:
Nível 1
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Cura do Pomo I
Descrição: Inicialmente comer uma maçã - um dos símbolos de sua mãe - poderá lhe dar um pouco mais de energia e fazer você se sentir revigorado, mas nesse nível não é nada muito elaborado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 10 HP e + 10 de MP
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Perícia com facas e lanças I
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia possuem habilidade tanto com armas que conferem certa distância quanto com armas de curto alcance. Nesse nível ainda é algo muito simples e sua habilidade se destaca, mas está longa da perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +5% de dano.

Nível 5
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: Éris/Discórida era braço direito de Ares, por isso - ao menos com armas - seus filhos são ambidestros. Tendo habilidade de manuseio com ambas as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Mesmo estando com uma arma na mão dominante, conseguira usar outra na mão oposta sem qualquer problema.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Causador de Discórdia I
Descrição: As proles dessa deusa são ardilosas e, nesse nível, contam mentiras que parecem muito verídicas, podendo fazer o oponente ficar levemente confuso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de ilusão, mentiras e discórdia através de palavras e da mente 15% mais fortes.
Dano: +5% de dano se o semideus conseguir fazer com que caiam em sua teia de mentiras e ilusões.

Nível 9
Nome do poder: Bom ator
Descrição: Devido a sua habilidade em contar mentiras, você acaba sendo um improvisador nato e essa habilidade pode lhe ser muito útil para sair de momentos difíceis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força em poderes ativos que necessitem de persuasão, ilusão ou mentiras. +15% de chance de sair de uma situação complicada usando tal habilidade.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Reconhecimento de mentiras
Descrição: Nada melhor do que um bom mentiroso para reconhecer outro, certo? Desde que o oponente não acredite na mentira que está contando, você poderá descobrir que a história dita não passa de uma falácia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será afetado por mentiras, pois, sempre sabe quando alguém está mentindo ou tentando engana-lo.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Aprimoramento de força
Descrição: Como Éris/Discórdia acompanhava Ares/Marte em batalha, seus filhos conseguem aumentar sua força de modo que ela se compara a da prole do senhor da guerra, ficando abaixo apenas de tais crias.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força em batalha.
Dano:  +5% de dano se os golpes acertarem.

Nível 13
Nome do poder: Estrategista Habilidoso
Descrição: De tanto criar mentiras você começa a se tornar um bom estrategista, sendo capaz de criar estratégias de batalha quase tão eficientes quanto a das proles de Atena.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de que seus planos funcionem conforme o esperado.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Perícia com facas e lanças II
Descrição: Agora a sua habilidade começa a se aperfeiçoar ainda mais e você com toda certeza passa a ser um dos destaques no uso de ambas as armas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +35% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +15% de dano.

Nível 16
Nome do poder: Furtividade I
Descrição: Os filhos de Eris/Discórdia tendem a ser bastante espertos, furtivos, devido as palavras venenosas e da má sorte que instalam ao seu redor. Isso faz com que consigam se esquivar mais facilmente, e se locomover sem serem notados com facilidade, podendo evitar fazer barulhos, ou serem detectados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de furtividade em luta. +20% de chance de pegar o inimigo de surpresa.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Resistência à Pressão
Descrição: Como Éris/Discórdia foi ao Tártaro, seus filhos possuem a capacidade de suportar grandes pressões/variações bruscas de pressão sem sofrer algum tipo de dano colateral.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem resistir a grandes pressões sem sofrer danos.
Dano: Nenhum

Habilidades Ativas:
Nível 6
Nome do poder: Espinhos II
Descrição: O semideus consegue invocar espinhos medianos, feitos de energia sombria na ponta dos dedos, e lança-los em direção ao inimigo, causando um estrago maior.
Gasto de Mp: 5 MP cada espinho
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP (cada espinho
Extra: Consegue criar até 3 espinhos por vez

Nível 14
Nome do poder: Umbracinese II
Descrição: O semideus aprimorou sua força, e aprendeu a controlar as sombras mais fervorosamente, consegue faze-las se enroscar entre as pernas de seu oponente, e prendê-lo até a cintura, enquanto estiver com o poder ativo, os membros inferiores do inimigo, ficarão totalmente imobilizados, ou seja, pernas, pés, e quadril, não conseguirão se mover enquanto estiverem presos pelas sombras. Ainda não consegue usar as sombras para ferir seus oponentes.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Maldição da dor I
Descrição: O filho de Eris/Discordia pode amaldiçoar o inimigo para que sinta dores em diversas partes do corpo, dores musculares leves, o que pode atrapalha-lo durante a luta.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 25 HP
Extra: O efeito dura apenas um turno, pode deixar o inimigo mais lento, e sentindo dores pelo corpo.


valeu @ carol!



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Re: Festival das Estações (Inverno)

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