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Festival das Estações (Outono)

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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Abramov Levitz em Sex Jun 23, 2017 1:11 am


Transe
A Hipnose das Folhas
Abramov tinha se dirigido à parte de cinema ao ar livre da ilha, já que ficara sabendo que o filme em cartaz era o novo da Mulher Maravilha. Não era muito fã de quadrinhos, mas como um pseudo-nerd, acompanhava os filmes e discussões sobre em redes sociais. Sua noite tinha tudo para ser ótima e relaxante, exceto que ela não tinha nada. E por nada significava que ninguém mais estava ali para a sessão, apenas os colchões vazios enfeitavam aquela região. No telão, o filme já estava para começar, o que era estranho uma vez que não havia público, levando o semideus a concluir que a transmissão era automática. Em qualquer outro dia, teria apenas deitado em um dos colchões e assistido o que era exibido em paz, mas sem motivo, Ab queria companhia naquela noite. Tinha marcado com Selena, uma amiga do chalé de Afrodite, e estranhou a ausência desta, considerando que ela era sempre pontual.

Intrigado, o filho de Zeus resolveu andar por ai em busca do pessoal. Em sua mente, provavelmente um filme também era exibido em outro lugar, ou quem sabe estava acontecendo algo por ai, e todos foram checar. A única coisa que sabia que não poderia ter sido, era os campistas simplesmente terem desistido da ideia. Isto porque todos pareciam muito animados e dispostos a ir em todo tipo de evento na ilha, e seria bastante curioso mudarem de hábito logo agora.

"Se bem que eu mudei, então quem sou eu pra falar alguma coisa né..." Pensa consigo mesmo, enquanto chuta uma latinha de refrigerante caída no chão.

Seu pensamento não deixava de ser uma verdade, já que ele tinha iniciado a semana indo em tudo que era festa, e ao fim mal queria saber de sair da cama. Mas ao menos ele tinha um motivo. Não era o dono da verdade, só duvidava muito que todos os outros semideuses andavam tendo o mesmo tipo de problema que ele.

"E logo serei punido por pensar assim, imagino." Chuta a mesma latinha agora para mais longe, e quando ela se choca contra outra faz um estalo agudo.

O som faz o semideus voltar para onde estava, mentalmente, e perceber algo estranho. Esteve distraído demais em seus pensamentos, que mal percebera que o chão agora parecia uma lixão. Pipoca e refrigerante em lata estavam jogados em tudo que era ponto, como se uma batalha tivesse acontecido ali.

"Ou uma correria..."

Abramov caminha apressado, enquanto sua mão direita esfrega o pingente de raio do seu cordão. Seu instinto de luta lhe dizia que vinha encrenca pela frente, então era melhor se prevenir do que remediar. Entretanto, tudo que encontra é um monte de milho de pipoca que formava uma trilha. Do jeito que estavam posicionados, dava a entender que seja lá quem fez aquilo, não tinha a intenção. Curioso, ele segue os milhos bosque adentro, supondo o que iria encontrar. Pensamentos avulsos vieram em mente, variando de rituais demoníacos com semideuses mortos, até uma festa secreta e de última hora, para a qual não tinha sido convidado.

– Oh, Abramov, né? Desculpa, você não pode participar. – O rapaz faz uma voz diferente para simular uma garota mimada. – Só com convite. – Complementa. – Deuses, quando foi que fiquei amargo assim? – Termina com uma pergunta sincera em voz alta.

Era um fato que nos últimos dias seu humor andava muito ácido, e ele jurava que tinha motivos para isso. Mas ultimamente veio considerando que talvez não os tivesse, e que na verdade estivesse virando um lunático. Inevitavelmente seu olhar é levantado, enquanto ele encara a lua, pensando em como aquele termo havia surgido. Porém, o que vê é algo curioso.

"Hm?"

Uma folha de coloração diferente voa em direção contrária à dele, dando a entender que vinha de onde ele se dirigia. Mas não só isso, ela parecia ser especial, considerando que conseguiu prender a atenção de Ab como um cometa no céu. Porém, o vento cessa e a folha se perde na folhagem das árvores. Sem perceber, Abramov alisava seu anel enquanto admirava o ocorrido, e sem querer ativa a eletricidade do mesmo, dando um choque em si mesmo. Por sorte era filho de Zeus, então a dor era leve demais para causar incomodo, mas ao menos serve para lhe tirar do breve transe. E tendo recobrado a consciência, resolve apressar o passo na direção que seguia. Afinal, mais do que nunca ele achava que algo de anormal acontecia por lá.

Em alguma parte do caminho, que ele não saberia dizer qual, a vegetação do bosque muda e com ela a coloração das plantas. Sendo o outono, não haviam arvores fartas de folhas, ou plantas florescendo aos montes, mas as poucas que ali viviam, eram coloridas e brilhantes. Todo o cenário era vidrante, de maneira que os olhos do semideus mal piscam enquanto ele fita a paisagem por incontáveis instantes. Era difícil se manter concentrado ali, e não demora para que comece a ter alucinações. Uma música estranha começa a tocar, e logo em seguida o chão começa a esticar e comprimir, deixando-o tonto. Tudo se torna vivo, enquanto os galhos secos se movem por ai com sua coloração neon viva, mudando de tom à todo segundo.

"Mas que..." O rapaz tenta dar passos, mas suas pernas crescem e o levam até o alto, enquanto ele sobe sem parar até ver o planeta lá embaixo. Seus pés tocavam a terra, suas pernas tinham milhares de metros de extensão, e agora do tronco para cima ele estava no espaço. Antes que pudesse processar aquilo tudo, ele vai diminuindo de novo de maneira rápida, e ao fim do processo cai no chão com ânsia de vomito pelo enjoo. Aos poucos, seu corpo vai ficando rígido, e a música estranha e psicodélica aumentando. Sem conseguir se mover direito, ele move com muito esforço a mão esquerda e encosta no anel do dedo indicador direito. Isto faz a eletricidade do acessório se ativar, e lhe causar um choque que quebra o efeito das alucinações. "... merda foi essa."

Abramov se levanta com certa dificuldade, ainda enjoado, e olha ao redor. O cenário tinha voltado ao normal, ainda que este fosse diferente, dadas as cores chamativas e estranhas que preenchiam as folhas. Não precisava ser nenhum professor de biologia, ou seja lá o que entende disso, para saber que aquelas folhas eram alucinógenas. Temendo que cair no efeito destas novamente, a prole de Zeus comanda os ventos para que o circulem de maneira constante e precisa. A mágica em seu truque era que aquilo impedia justamente que ataques mentais o atingissem, livrando-o da hipnose, ainda que por pouco. Isto porque seu poder não era tão forte quanto à biocenose local, e para ajudar a se manter lúcido, ativava vez ou outra seu anel para lhe dar um choque.

Tendo resolvido a questão de como se locomover ali, o semideus volta a caminhar, agora em passos lentos devido à experiência anterior. Seus olhos percorrem toda a região, em busca de alguém, mas nada encontra. Assim, ele se ergue nos ares para ter uma vista melhor, e repara de cara em uma árvore maior que as outras, localizada no que parecia ser o centro daquela área problemática. Em instantes, Ab voa até a mesma, e lá se depara com um grupo imenso de semideuses hipnotizados. A cena era realmente perturbadora, com gente em pé falando com o nada, enquanto outros se contorciam no chão. Alarmado pela gravidade da situação, Abramov atiça os ventos da região, visando varrer a folhagem hipnótica da área, e até consegue por um tempo. O problema era que quanto mais elas voavam para longe, mas pareciam cair dos galhos secos da grande árvore.

"É magia demais para mim..." Conclui enquanto vê sua ideia ser frustrada de cara.

Com o relógio ticando, ele decide correr até os semideuses e tentar lhes acordar com tapas na cara, gritos e sacudidas, mas todos pareciam imersos demais nas alucinações para aquilo surtir efeito. Queria muito ser um filho de Atena naquele momento, para poder pensar em algo bom mesmo sobre pressão. Mas como filho de Zeus, a única coisa que sabia fazer era bagunçar o cabelo dos outros, seja com vento ou com choque.

!!!

Em um estalo, se toca de que poderia tira-los do transe do mesmo jeito que tirara ele mesmo. Concentrado na eletricidade armazenada em seu anel, ele a expande em suas mãos, e como um senhor da tormenta, a redireciona para os campistas dali. Sabia que nem todos deviam ter a mesma resistência à raios e seus derivados que ele, portanto dosou a potência para não machucar ninguém seriamente. Pouco à pouco, os hipnotizados iam saindo à força do transe, por conta da dor que se sobressaía à ilusão.

– Corram! Saiam daqui! – Ab grita, enquanto mantém toda suas energias na missão de libertar os campistas.

Seu plano estava dando certo, os semideuses iam recobrando a consciência e logo se tocavam do que acontecia. Curiosamente, ninguém pareceu se importar em parar para ajudar. Em seu pensamento, preferia acreditar que como filho de Zeus, todos achavam que a situação estava sob seu controle, afinal, a prole do rei do Olimpo sempre exalou confiança para os outros. Sem tempo para ter uma crise existencial, Abramov caminha por todo o local, acordando as pessoas e as mandando sair dali. Por sorte, o choque era forte o suficiente para os manter livre do efeito das folhas tempo o bastante, para que sumissem daquele lugar. Durante alguns minutos, ele sacrifica suas energias em prol do bem maior, e quando o último campista parece acordar, o semideus cai de joelhos no chão.

– Ab! Temos que sair daqui... – Uma voz ao longe o chama, mas ela vai sumindo em sua percepção, até que ele apaga no chão.

Horas depois, Abramov acorda deitado em um dos colchões que ficavam em frente ao telão de filmes. Selena estava sentada ao seu lado observando-o, e se assusta quando seu amigo acorda. Ela o ajuda a se erguer e logo lhe dá mais ambrosia, para que pudesse recuperar um pouco das energias. No fim,  foi a filha de Afrodite que o resgatou, já que também estava lá em transe junto dos outros. A semideusa explica que alguns campistas tinham descoberto aquela área, e ido explorar, mas nunca voltaram. Amigos de amigos iam dando falta, e aos poucos todos que iam procurar acabavam presos na armadilha.

– E bem, o resto você já sabe. – Selena diz.

– Cara, a administração da ilha precisa urgentemente por uma placa de cuidado naquele lugar. – Brinca, antes de se jogar novamente no colchão e respirar aliviado. – Será que se a gente pedir para passarem o filme da Mulher Maravilha de novo eles atendem? – Termina.

Habilidades Utilizadas

Spoiler:
Nome do poder: Escudo de Vento I
Descrição: O semideus é capaz de criar um escudo de corpo invisível, que o protege de ataques mentais pelos turnos em que o escudo permanecer ativo.  Qualquer ataque mental desferido contra o semideus enquanto o escudo estiver ativo, não surtira efeito. (Só consegue ativar dois tipos de escudo por vez).
Gasto de Mp: -15 HP por turno usado.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Controle dos Ventos II
Descrição: Agora você adquiriu um melhor controle dos ventos, agora consegue criar campos de gravidade negativos e grandes ventanias, que podem erguer objetos maiores, também atrapalha o inimigo ao se locomover em campo, o tornando lento. Sua visão ficara turva, e a dificuldade de acertar algo em campo é grande.
Gasto de Mp: 60 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Dura dois turnos, o semideus não é afetado pela tempestade e pode continuar lutando normalmente, ao contrário do inimigo que fica vulnerável.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Intensificação
Descrição: O semideus é incapaz de gerar eletricidade, no entanto, poderá, em tal nível intensificar correntes elétricas as deixando mais fortes. Podendo no máximo dobrar o valor da corrente de determinada arma ou objetos que tenha eletricidade.
Gasto de Mp: - 60 de MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Descarga Intermediaria
Descrição: A prole de Zeus/Júpiter em tal nível poderá manipular a eletricidade, fazendo com que a mesma seja disparada contra um alvo, por exemplo, antes que a mesma seja dissipada. No entanto, é preciso que exista alguma fonte de eletricidade no local. Em tal nível o semideus poderá fazer a eletricidade durar mais tempo e, consequentemente poderá aumentar o tempo em que o alvo irá passar exposto a eletricidade.
Gasto de Mp: -35 de MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 50 de HP, no entanto se o alvo estiver molhado ou com a pele rompida o dano poderá duplicar ou triplicar.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Voo IV
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido, desde que se concentra mais ainda tem dificuldade em batalha, e se for acertado, pode acabar perdendo parte do equilíbrio e despencando alguns metros. É bom se manter atento.
Gasto de Mp: 20 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 10 metros acima do solo.

Itens Utilizados

Spoiler:
? Mini Raio Mestre - Um anel que permite ao prole de Zeus soltar mini raios infinitos. Tem ¼ do poder do Raio de Zeus, a corrente elétrica que há nele pode gerar mais alguns raios minúsculos que causam graves queimaduras.


Triplicador de XP ativo, como consta no perfil.



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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Guitti em Sex Jun 23, 2017 4:50 am

Incêndio
        Já havia se passado alguns dias desde havia acontecido alguma coisa naquela ilha... Tudo isso para a minha surpresa, afinal, haviam sido de fato muitos problemas seguidos. Provavelmente os monstros que foram eliminados apenas estavam esperando o seu tempo de renascença para que pudessem causar ainda mais problemas. Uma certeza? Eles voltarão furiosos.

        Lá estava eu, inocentemente no bosque do Outono. Curiosamente, onde eu estava, havia vários colchões e cobertas de frente para um telão cujo exibia um filme de terror clássico chamado “Scream”. Ao menos, foram informações que eu acabei ouvindo por alguns outros semideuses que estavam ali. Era noite, portanto, o sol não atrapalhou que enxergássemos o telão.

        Obviamente, eu estava sozinho em um dos colchões enquanto os outros continham vários casais, grupos de amigos e até mesmo algumas crianças que se assustavam com a maioria das cenas. Estava comendo pipoca, acompanhada de refrigerante que algumas ninfas haviam me trazido. Nada melhor para uma noite fria como aquela. Usava uma calça moletom preta e uma camisa branca enquanto nos pés uma sandália bem simples.

        O filme ainda estava no começo. Uma garota loira estava falando com um estranho que continha uma voz misteriosa no telefone. Em seguida, depois de desligar duas vezes na cara do sujeito, ela pôs pipoca para ser esquentada no fogão.

        Aquela conversa havia durado muito tempo a julgar pelo número de cenas que ocorreram. O mais engraçado de tudo é que a maldita garota não se lembrava de desligar o fogo que esquentava a pipoca, não importava o número de vezes que ela passava por perto.

        Isso continuou até que, tarde demais, o assassino já estava em sua casa e já havia começado o incêndio por causa de uma maldita pipoca.

▬ Fogo! ▬ Alguém gritou atrás de nós.

▬ É, a gente sabe babaca, não somos cegos! ▬ Outra pessoa respondeu e todos riram.

▬ Não! FOGO DE VERDADE! ▬ O homem gritou ainda mais alto e logo depois algumas ninfas gritaram aterrorizadas.

        Todos olharam para trás, para verificar a situação e de fato, o bosque do outono estava pegando fogo. Vários semideuses começaram a correr desesperados naquele momento, provavelmente procurando por alguém ou algo que pudesse lhe dar um rumo ou um objeto para ajudar a extinguir o incêndio.

        Não vi porque não fazer o mesmo, afinal, eu estava passando bons tempos naquela ilha, principalmente no bosque do outono. Aquele era, na verdade, o primeiro problema que eu havia encontrado naquele bosque e, por esse motivo era o local que eu mais gostava logo depois do inverno.

        Agachei-me e pus a mão no chão e, abaixo dela, formou-se uma poça sombria de onde o meu Cérbero surgiu. Alguns semideuses o olharam de maneira torta, mas, continuaram a correr.

▬ Olá, garotos. ▬ Falei com eles mentalmente. ▬ Precisamos resolver um problema chato hoje...

▬ Eita fogaréu da poxa. ▬ Admitiu Tê.

▬ Um incêndio? E não foi causado por você, Guitti? Que vergonha... ▬ Brincou o Uni.

▬ Calados, precisamos ajudar o mestre. ▬ Como sempre, Duni era o mais sério.

▬ Enfim... Vamos... ▬ Falei enquanto subia em suas costas, agarrando-me ao seu grosso e um pouco longo pelo.

        O Cérbero começou a correr. Ele tinha uns 2,50m de altura e já era grande o suficiente para também ser rápido o bastante. Afinal, o fato de ser um quadrupede beneficiava muito em sua velocidade. Visto isso, não demorou muito para que chegássemos onde o fogo havia se iniciado. Era grande, mas, não tão alarmante assim e havia um pequeno lago ali perto para facilitar. Com a ajuda dos restantes dos semideuses e do Cérbero, conseguiríamos.

        Desci do mascote e concentrei todo meu poder e por fim, surgiram mais 7 Guitti’s formados pela minha própria sombra. Estávamos conectados uns aos outros, de maneira que eu sabia tudo que eles faziam e, na verdade, era eu que os controlava. Foi um poder difícil de masterizar, mas, durante aquele mês eu tive bastante tempo para praticar e já estava bem “craque” no serviço.

        Havia vários baldes no chão, provavelmente tragos por semideuses e os organizadores do evento. Peguei três dos baldes e botei em cada boca do Cérbero.

▬ Uni, Duni, Tê, se vocês recolherem água com os baldes e usarem a viagem da sombra para nos dar, o processo será ainda mais rápido. ▬ Expliquei. ▬ O restante de vocês já sabem o que fazer.

        As sete cópias sombrias balançaram a cabeça positivamente e por fim, cada um – inclusive eu – criou seis tentáculos feitos de sombra e cada um dos tentáculos se apossou de um balde. Ou seja, só os Guitti’s ali presentes carregavam 48 baldes e o Cérbero ainda agilizava o processo trazendo-nos mais três.

▬ É hora do show.

        Formamos uma fila e ordenadamente íamos passando baldes vazios e outros cheios de água uns para os outros, de forma que água nunca parasse de ser jorrada naquele fogo. O Cérbero – que já tinha o pelo molhado – acelerou bastante o processo nos trazendo seus três baldes cheios de água através da viagem nas sombras

        Não demorou para que todo aquele fogo se extinguisse e sobrasse apenas uma chamazinha pequena, que parecia estar encolhida em um canto. Estranhei o fato e me aproximei. Quando vi que se tratava na verdade de uma bola elementar viva. Ela era pequenininha, parecia uma gota, só que do tamanho de uma bola. Estava flutuando, continha olhos e uma boca.

        Ao meu ver, ela estava completamente assustada e, assim que me viu, pareceu tremer. Sua chama havia ficado azulada e assim que meus clones ficaram do meu lado, assim como o Cérbero, nos aproximamos ainda mais. Aquela criaturinha havia nos causado bastante trabalho, portanto, não vi porque não amedronta-la um pouco. Todos erguemos os bracinhos como se fossemos pegá-la e maltratá-la, assim como o Cérbero rosnava para a bolinha elementar.

        Se ela fosse uma pessoa tinha certeza que estava toda cagada. Mas, por hora, bastava de brincadeira. Desfiz-me dos meus clones e olhei para o Cérbero, sorrindo.

▬ Já podem voltar, caros amigos. ▬ Acariciei as três cabeças e depois de latirem, desapareceram em sombras. ▬ Quanto a você...

        Fiz uma jaula em volta da bola elementar e trouxe-a para mais perto de mim. Ela ainda tremia de medo e sua chama ainda estava azulada. Suspirei pesadamente e abri um sorriso meigo.

▬ Não se preocupe... Eu vou te levar pra casa.

        Depois daquilo, a chama aquietou-se. Ela voltou para a sua coloração normal e, pude ver um pequeno sorriso abrir-se em seu rosto. Ele não parecia falar, portanto, resolvi não falar mais nada. Apenas abri as asas e voei para o verão enquanto carregava a jaula flutuante feita de sombra pouco acima da palma da minha mão. Tinha certeza que era lá o seu habitat natural, afinal, era daquele clima de onde a maioria das criaturas de fogo vinham.

        Alguns minutos se passaram e finalmente cheguei lá. Assim que eu abri a jaula daquela pequena esfera de fogo, ela saltou fora e saiu saltitante pela praia. Ainda era noite, portanto, sua chama era bastante chamativa àquele horário. Um ser tão inofensivo, delicado, mas ao mesmo tempo perigoso... Peculiar.

PODER PASSIVO:
Nível 9
Nome do poder: Domador de Criatura
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são capazes de se comunicar mentalmente com criaturas do inferno, e por esse motivo também passam a entende-los. Quando se entende um inimigo, é capaz de saber o que dizer, ou fazer, para manipula-los. Assim sendo, os filhos de Hades/Plutão são capazes de domar criaturas como cães do inferno e esqueletos, porém não podem controla-los. Eles ainda podem escolher o que fazer, mas acabam sendo “dominados” pelo filho de Hades/Plutão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Podem evitar ser atacados, ou conseguir informações, porque as compreendem e conseguem manipula-las.
Dano: Nenhum
PODERES ATIVOS:
Nível 10
Nome do poder: Invocação I
Descrição: O filho de Hades/Plutão ao colocar a mão no chão formara um selo que lhe permitira invocar uma criaturas do mundo inferior, podendo ser um esqueleto ou alma vagante (lembrando que será de forma aleatória), sendo que caso o semideus já possua contato e afeto com alguma criatura do submundo a mesma poderá aparecer caso esteja por perto. Sendo que tal criatura poderá ajuda-lo caso a mesma queira. Tal poder não impõe controle, apenas faz um chamado.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Asas de Morcego
Descrição: Conforme o pacto com Nyx/Nox fica mais forte, o semideus faz crescer asas de morcego em suas costas, que ficam ocultas sobre um par de cicatrizes em forma de V, e se abrem ao comando dele. Essas asas podem alcançar grandes altitudes, e tem pontas de esporas, que permitem ao semideus lançar rajadas de espinhos – semelhantes a garras afiadas – em direção ao inimigo.
Gasto de Mp: 10 MP por turno ativo pelas asas, o lançamento dos espinhos é de 5 MP cada espinho lançado, podendo lançar no máximo 20 espinhos.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP cada espinho (100 HP total dos 20 espinhos)
Extra: Nenhum

Nível 21
Nome do poder: Umbracinese III
Descrição: Você dominou completamente sua técnica com sombras, e agora pode manipula-las e usa-las da forma como bem entender, incluindo criar uma prisão sombria, da qual seu oponente dificilmente escapara. Consegue mantê-la por até três rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  A prisão sombria prende o usuário por completo, fazendo com que ele seja incapacitado de se mover pelos turnos em que a prisão estiver ativa. O Filho de Hades/Plutão consegue mantê-la por no máximo 3 turnos. Pode usar as sombras para mover coisas, e prender coisas.
Dano: 30 HP (pela prisão incapacitar os membros e aperta-los, causando certa dormência). Esse HP é retirado conforme os turnos que ficar ativo, se ficar pelos 3 o valor total da perda de HP é de 90.
Extra: Nenhum

Nível 47
Nome do poder: Clones de Sombras III
Descrição: Nesse nível a prole de Hades/Plutão consegue criar até sete (7) clones compostos de sombras (sendo necessário exista sombras no local). Sendo que, cada clone irá possuir metade do nível do semideus e só poderá utilizar poderes que envolvam sombras diretamente, possuindo também metade de todos os status do semideus (HP e MP) no momento de sua criação. No momento em que o clone é desfeito, todo o conhecimento adquirido pelo mesmo será passado para o semideus criador.
Gasto de Mp: - 15 de MP por cada clone criado.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
PODER DO CÉRBERO:
Nível 3
Nome da habilidade: Viagem pelas Sombras I
Descrição: Agora o filhote já consegue viajar pelas sombras, mas ainda é pequeno demais, e não consegue levar ninguém consigo. Isso é uma boa alternativa para um semideus em apuros, pois se o pet for fiel ao seu dono, poderá levar recados ou ir em busca de ajuda.
Tipo: Ativo
Dano: Nenhum
Gasto de MP: 10
Bônus: Nenhum




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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Abramov Levitz em Sex Jun 23, 2017 6:12 pm


Incêndio
Los Angeles Fire Department
Voltando da festa na piscina, Abramov caminhava pelo bosque do verão pensando em como essas coisas eram engraçadas. Até pouco tempo atrás ele se preocupava em ficar barrado na entrada de alguma festa, por conta da identidade falsa. Agora tinha de se preocupar também com monstros invadindo as festas, ou até mesmo algum sátiro engraçadinho atrapalhando tudo. Com tudo isso em mente, acabou não prestando atenção na gritaria que se seguia na divisa do verão com o outono. Seguiria seu caminho em paz se não tivesse sentido o cheio forte de queimado vindo do outro bosque. Logo em seguida veio a fumaça, e só então ele se tocou de quem os gritos vinham de um provável incêndio. Em passos largos e rápidos, o semideus encontra uma menina que vinha correndo do bosque do outono. Esta estava assustada e parecia ter machucado o braço na fuga, mas lhe avisou, antes de seguir seu caminho, do que acontecia.

– Um Fogarel maior foi pra lá, só que ele é feito de fogo e o chão da floresta tá todo cheio de folhas secas. – Ela diz, resumindo da maneira que podia.

– E isso causou um incêndio. – Ab conclui.

– Isso! Eu vou buscar ajuda, se ninguém fizer nada o fogo vai se espalhar e sabe-se os deuses o que vai ser do bosque!

– Tá, enquanto isso eu vou atrás desse bicho. – Não sabia ao certo como iria deter aquela criatura elemental, mas descobriria em algum momento.

O bosque do outono estava cheio de fumaça, já que focos de incêndio surgiam de todos os lados e lugares. Havia chamas no chão por conta das folhas secas, nos galhos das árvores, em madeiras velhas empilhadas em outro canto. Sua ação então foi voar o mais alto possível, e então de olhos fechados se concentrou no céu acima de si, e começou a trabalhar com as nuvens. Em poucos instantes, haviam varias destas cobrindo fechando o tempo, e logo em seguida a chuva fraca cai no cenário. Não eram águas torrenciais, mas a garoa era suficiente para controlar as chamas, que ainda não tinham se espalhado ou intensificado tanto assim. Ainda no ar, pôde perceber que o fogo seguia mais para dentro do bosque, o que era péssimo, mas pelo menos denunciava a localização do monstrinho.

Abandonando aquela área, que aos poucos ia tendo as chamas apagadas, Abramov voou atrás de seu alvo. Lá de cima podia ter uma visão boa do que acontecia, então focava as nuvens de chuva nos lugares mais necessários. Isto, porém, lhe cansava bastante considerando que se esforçava bastante para manter aquela chuva toda. Ainda mais quando percebe que o fogo naquela nova parte do bosque parecia maior, e por isso tinha de intensificar ao máximo a garoa. Nem ao menos podia utilizar os ventos, já que eles apenas iriam aumentar ainda mais as chamas. Então sua única alternativa era molhar tudo e rezar para dar certo.

Após alguns minutos no trabalho anti-incêndio, o semideus enfim alcançou o Fogarel fugitivo. Já tinha lidado com aquele tipo de criatura antes, mas tinha uma pistola apropriada para ocasião, além de que os que enfrentara eram menores. Este agora era do tamanho um pouco maior que um cachorro. Por sua forma ser maior, suas chamas eram mais fortes e nem mesmo a chuva que Ab trazia consigo parecia dar conta dele. Ao notar a presença do rapaz, o monstrinho tenta lhe atacar lançando pequenas bolas de fogo contra ele. O rapaz consegue desviar dos ataques, mas cada erro no humano, era um acerto na natureza. Mais e mais focos de incêndio surgiam na região, e o filho de Zeus se cansava em ter que manter as nuvens carregadas no céu.

O bicho por sua vez, vendo que não daria conta de seu adversário, apenas corre enquanto continua a espalhar mais fogo por ai. Irritado, Ab divide sua concentração entre as nuvens no céu, e a que acabara de criar em cima do incendiário. A nuvem seguidora era ágil e implacável, surgindo em cima da cabeça do Fogarel, e lhe perseguindo sem dó por onde que quer ia. Enquanto a criatura tentava por fogo, a chuva particular impedia isto, e ia apagando as chamas do elemental pouco a pouco. E após alguns minutos, o bicho já não tinha mais forças suficientes para continuar e cai no meio das folhas secas apagado e inconsciente.

É nessa hora em que os tais reforços chegam com baldes de água e alguns filhos de Poseidon. Eles percebem que o responsável pelo incêndio tinha sido capturado, então se focam em apagar o que restou do fogo. Abramov pega um dos baldes, depois de terem lhe esvaziado, e põe a criaturinha dentro deste. Tinha medo do bicho acordar no meio do caminho e por fogo nele, portanto o objeto era sua única maneira de fazer a viagem sem riscos.

– Valeu por controlar a situação. – Um dos filhos de Poseidon agradece, antes do filho de Zeus partir de volta para o bosque do verão com o Fogarél.

Habilidades Utilizadas

Spoiler:
Nome do poder: Nuvem Seguidora
Descrição: O semideus consegue invocar uma pequena nuvem de chuva na cabeça do inimigo, essa nuvem o perseguidora ficara seguindo o oponente do filho de Zeus/Júpiter durante duas rodadas inteiras, além de encharca-lo, dificultara seus movimentos, e o deixara distraído.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O dano fica a critério do narrador, quem fica exposto a nuvem de chuva, além de ficar encharcado, terá a visão e os movimentos dificultados durante a batalha.

Nome do poder: Nephoscinese II
Descrição: O semideus possui uma certa afinidade com as nuvens, inclusive podendo trabalhar com elas de um jeito que outro semideus não consegue. Nesse nível já consegue manipular as nuvens para fechar o céu, o escurecendo e tornando-as negras, também pode carrega-las, fazendo com que fiquem pesadas e liberem uma chuva leve – não uma tempestade, e sim uma garoa – podendo trazer a chuva para o campo de batalha a fim de atrapalhar seus inimigos. Pode deixar um campo de terra como lama, por exemplo, o fazendo ficar escorregadio.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Voo IV
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido, desde que se concentra mais ainda tem dificuldade em batalha, e se for acertado, pode acabar perdendo parte do equilíbrio e despencando alguns metros. É bom se manter atento.
Gasto de Mp: 20 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 10 metros acima do solo.


Triplicador de XP ativo, como consta no perfil.



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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Tavy Falworth em Sex Jun 23, 2017 6:48 pm

Got nothing to lose and nothing to prove!
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Confesso que achei que ele se afastaria na primeira oportunidade, mas ele me surpreendeu ao ficar ali e melhor, puxou conversa comigo, me deixou com várias brechas para me aproximar. Peter era filho de Eros, o que explicava sua aura sedutora e atraente. Sua voz era bastante agradável, mas ele errou feio ao me julgar como filho do deus das trevas, gargalhei alto e neguei em seguida, apenas para erguer minha mão em frente ao corpo como se estivesse me rendendo, mais uma brincadeira, claro. — Belona na verdade, eu não sabia que deuses maiores também podiam ter filhos, vale para todos? — Questionei verdadeiramente curioso. Conhecia os Olimpianos, sabia dos deuses menores, mas não dos primordiais, eles deviam ser muito mais fortes do que eu.

— Aliais, eu sou Octavius, mas prefiro Tavy, então evite meu nome todo — Expliquei rápido, para só então puxar minha coberta mais para cima, aninhando meu corpo ao tecido quente na tentativa de escapar do vento cortando que me gelava por inteiro. — Você não é romano — Eu afirmei, e tinha quase certeza de suas palavras, pois mesmo com pouco tempo de acampamento, sabia reconhecer um romano quando via um. A tatuagem de coorte não estava evidente, seu jeito desconfiado não pertencia aos legionários, e ele dissera o nome de um deus grego, para mim Eros era na verdade cupido, mas eu aprendera todos os homólogos e sabia diferenciar um do outro.

— Como é o acampamento meio sangue? Funciona da mesma maneira que o grego? — Era um tiro no escuro, eu não tinha certeza se ele vinha mesmo de lá, mas algo me dizia que sim, o acampamento meio sangue era seu verdadeiro lar. Ele era muito bem cuidado, não tinha cicatrizes de batalha, e provavelmente permanecia seguro por boa parte do tempo. Além de tudo isso estava na ilha, e existiam apenas duas passagens que nos levavam para lá, uma estava no romano, o que me fizera deduzir que a outra estava no grego. De outra maneira os monstros – além daqueles já mencionados – já teriam invadido a ilha e devorado todos nós.



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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Peter C. Gallagher em Sex Jun 23, 2017 8:10 pm

fómhar

Quando o rapaz de olhos penumbrosos riu, eu supus que havia sido preciso em minha suposição, portanto fiquei consideravelmente clara minha surpresa quando ele me corrigiu, dizendo ser filho de Belona. A sua indagação sobre deuses poderosos como Erebus terem filhos me gerou uma pequena reflexão. Uma das minhas amigas mais próximas no Acampamento, Amber, era filha do deus das trevas. A exceção dela, não me recordava de conhecer nenhum outro semideus que fosse prole de tal divindade. A jovem poderia ser uma exceção.

Exibi um sorriso leve e um pouco encabulado devido ao meu erro. Ouvi com atenção as palavras seguintes de Octavius conforme movimentava meus dedos na extremidade da manga do suéter, distraindo-me e me relaxando com a pequena brincadeira.

Supus que o bem-apessoado jovem era romano. Essa suposição definitivamente era precisa já que Belona era uma divindade exclusiva dos campistas do Júpiter. Desconhecia se havia uma contraparte grega para a deusa, mas supunha que não. Pouco sabia sobre a deusa além dela ser uma entidade bélica.

Não, eu não sou romano. – Esclareci. – Você também não me lembra os campistas romanos. O Acampamento é muito diferente do Júpiter. Não só o funcionamento do acampamento, mas nossas principais características também são diferentes. O Meio-sangue é liderado por Quíron e o Júpiter é comandado por um casal de campistas. Acho que é porque vocês são constantemente incentivados a serem autossuficientes e tal, faz sentido que liderem a si mesmos, em vez de depender de um centauro de milhares de anos de idade. – Refleti durante alguns segundos – Mas eu gosto do Acampamento Júpiter. Vocês são centrados, esforçados, fortes, seguros.

Observei o filme. Estava em uma das suas sequências finais. Notei que provavelmente estava levando nosso diálogo para uma direção mecânica, praticamente me tornando um orador e explicando as diferenças entre os acampamentos de forma enfadonha. O olhei e dei um sorriso, buscando mudar o ar sério do momento para algo mais natural.

E você? Gosta do Acampamento Júpiter? Como é ser filho de Belona?

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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Guitti em Sex Jun 23, 2017 11:38 pm

Tinhosos à solta
        Nyx não estava satisfeita com os poucos ataques realizados pelos dois demônios que enviou a alguns dias atrás para serem comandados por mim, portanto, em minha mente, a deusa pronunciou-se e pediu para que eu realizasse ataques mais efetivos, ou seja, que causasse ainda mais confusão e tirassem mais vidas.

        Os gêmeos já estavam na minha frente, prontos para receberem as ordens. Estávamos no bosque de Outono e, eu já tinha uma ideia genial para causar bastante confusão. Lembrei de um ato que eu havia feito a pouco no mesmo bosque e, porque não usar o meu mais novo amiguinho para causar confusão mais uma vez?

        Em minha mão, levitando, estava a jaula de sombras que era controlada por mim. Dentro dela, estava a esfera de fogo elementar que eu havia capturado a alguns dias atrás. Demorei um tempo para encontra-la novamente nos campos do verão, mas, com a ajuda de alguns espíritos eu consegui achá-la.

        De brinde, em minha outra mão, estava outra jaula, só que esta ainda um pouco maior que a primeira. Nessa jaula, estava uma águia um pouco maior que as normais. Suas garras eram enormes e suas asas grandes a fariam voar rapidamente sobre aquelas árvores secas.

▬ Okay... Dessa vez, vocês irão possuir esses monstros, certo? Quero que causem o máximo de destruição possível e... Não me decepcionem, nem a Nyx.

        Os dois se entreolharam e assentiram com a cabeça. Estávamos em um lugar seguro para que eles usassem o seu poder e finalmente transferissem suas almas para os monstros que estavam ali, diante de nós. Assim que seus corpos caíram no chão, os libertei de suas jaulas e eles saíram. A águia batia as asas e a bola elementar flutuava em direção ao meio da floresta.

        As folhas eram secas e bastante inflamáveis e por isso, não demorou para que o fogo se iniciasse e fosse espalhado na região. A águia ainda não havia atacado ninguém, estava apenas observando o fogo espalhar-se até que finalmente viu semideuses se aproximando com baldes cheios d’água pronto para resolverem aquele problema.

        Pude ouvir o “grito” da águia de onde estava e, o vi dar um mergulho naqueles semideuses. Sem piedade, pôs as garras para frente de seu corpo e, o semideus maior, desatento, acabou por receber um arranhão em um de seus olhos.

        A pessoa que estava lhe acompanhando tinha que lhe acudir, afinal, o corte não havia sido nada raso. O semideus gritava ensandecido por conta da enorme dor que ele estava sentindo e logo foi levado à enfermaria.

        Em seguida, o fogo se alastrou ainda mais e, para a nossa infelicidade, um semideus começou a manipular as águas e com muita perícia e maestria foi apagando o fogo que havia sido espalhado naquela área.

▬ Droga...

        Eu poderia interferir, mas, não seria o certo. Nyx teria de esperar um pouco mais para ter vítimas sobre seu comando, afinal, não seria nada inteligente eu revelar o meu lado demoníaco para os semideuses para concluir um mero desejo da deusa. Havia coisas maiores para serem feitas por mim, estando infiltrado no acampamento.

        Não demorou muito para que o semideus encontrasse a bola de fogo elementar e a envolvesse por completo em água... Maldito... Ele poderia ter simplesmente impedido ela, mas, provavelmente à considerou como um monstro e por fim, acabou matando-a. Rangi os dentes, afinal, a poucos dias atrás eu havia salvo aquele monstrinho. Uma pena que não havia nada que eu pudesse fazer, assim como a águia que logo voltou e retornou para o seu corpo.

▬ D-desculpe, Guitti... ▬ Pediu gaguejando.

▬ Não é a mim que você deve desculpas... É a Nyx.

        Por fim, abri uma cratera no chão, uma passagem para ele direto para o submundo, onde ele encararia a deusa cara a cara para pagar por sua incompetência, assim como o seu irmão que a pouco havia acordado em seu corpo original.

PODERES ATIVOS:
Nível 21
Nome do poder: Umbracinese III
Descrição: Você dominou completamente sua técnica com sombras, e agora pode manipula-las e usa-las da forma como bem entender, incluindo criar uma prisão sombria, da qual seu oponente dificilmente escapara. Consegue mantê-la por até três rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A prisão sombria prende o usuário por completo, fazendo com que ele seja incapacitado de se mover pelos turnos em que a prisão estiver ativa. O Filho de Hades/Plutão consegue mantê-la por no máximo 3 turnos. Pode usar as sombras para mover coisas, e prender coisas.
Dano: 30 HP (pela prisão incapacitar os membros e aperta-los, causando certa dormência). Esse HP é retirado conforme os turnos que ficar ativo, se ficar pelos 3 o valor total da perda de HP é de 90.
Extra: Nenhum

Nível 35
Nome do poder: Portões do Inferno II
Descrição: O semideus já tem melhor controle de seus poderes, e agora sua fissura ao romper-se por sua escolha, pode abrir uma passagem para o tártaro e expulsar monstros mais fortes, lembrando que isso não matara seu monstro, apenas o enviara de volta para seu lugar de origem, portando sua regeneração será mais rápida, podendo até mesmo fazer com que o monstro retorne alguns turnos depois de uma batalha. Agora já consegue banir qualquer criatura, e não apenas as mais simples, também consegue abrir fissuras de passagens para o reino de seu pai, mas não para caminhar livremente pelo tártaro.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum



Avaliado e Atualizado por Vênus
7.400 xp x 3 =22.200 + 7.400 Dracmas + 2 flores, 1 floco de neve, 1 folha seca, 1 gota de chuva.
Comentário:
Bem Guitti, como vilão não tenho muito a dizer sobre você, afinal você cumpriu bem seu papel na historia, além de claro não ter deixado a desejar nos quesitos ortografia e coerência, logo não tenho muito a ressaltar sobre ti, parabéns.




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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Tavy Falworth em Ter Jun 27, 2017 3:50 pm

Got nothing to lose and nothing to prove!
Sometimes you have to accept the fact that certain things will never go back to how they used to be.
Entendo agora o motivo dos romanos sempre serem parecerem arrogantes, as pessoas que conviviam fora dele, sempre acabavam nos julgando de maneira errada, mas julgando também não me parece a palavra certa. Suposições... É muito mais fácil ir por palavras e boatos do desconhecido do que parar para conhece-lo de fato, eu também sabia disso. Até pouco tempo atrás meu conhecimento era vago, mas ouso dizer que ainda sou um completo ignorante, pois não tive tempo de absorver as experiencias que me foram passadas nas últimas semanas. Tampouco consegui me acostumar a ideia de ser filho de uma deusa, ideia essa que já era concreta e verdadeira, e eu não tinha como mudar.

— Você é veterano — Observei, não ia deixar passar batido que o conhecimento dele era bastante vasto, e isso incluía meu próprio acampamento. — Eu sou novato, cheguei nesse verão ao acampamento, nem tenho coorte ainda, preciso ser convidado, provar meu valor — Dei de ombros, sem querer adentrar muito no assunto. — Até então a quinta coorte está me abrigando, mas não sou considerado um legionário — Ergui os braços para mostrar que ainda não possuía uma tatuagem. — O probatio ainda não me aceitou completamente, vai levar um tempo — Dei de ombros.

— Sobre gostar, eu acho que me sinto deslocado em boa parte do tempo, é uma vida nova, leva tempo se acostumar, não acha? — Questionei, voltando a fitar seu rosto de um jeito mais sério enquanto o analisava. Eu não sabia quem era minha mãe, mas muito ouvira falar sobre ela, Belona era uma deusa importante no acampamento romano, mas eu ainda não descobrira o que isso significava. — Muitos admiram minha mãe, mas simplesmente não sei o que pensar sobre ela, então não sei dizer como é ser filho de Belona, nem explicar qual a sensação — Ri baixo, o filme já tinha começado, mas eu não estava prestando atenção na tela. — Mas e você? Como é ser filho de Eros? — Questionei, verdadeiramente curioso sobre o que ele achava de ser filho de um deus.



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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Hela A. Deverich em Ter Jun 27, 2017 9:57 pm


Fire
 ♦ listening xxx with xxx♦ words: xxx ♦



O que pode ser mais chato do que uma criaturinha de fogo? Uma criaturinha de fogo brincando com um monte de folhas secas.

Hela não sabia porque ela deveria ir apagar o fogo. Pensou consigo que talvez os filhos de Quione ou filhos de Poseidon se sairiam melhor, afinal, eles tinham água e gelo e, bem, ela tinha um balde, trevas e magia.

Continuou seguindo em direção ao fogo até que viu o pequeno ser tocando as folhas e gargalhando enquanto estas começavam a queimar. A menina podia ouvir o barulho do curso de água e tinha uma vaga ideia do que fazer para apagar o fogo da floresta, mas como deter a criaturinha? Bem… ele era feito de fogo. E havia uma boa maneira de apagar chamas: privação de oxigênio.

Hey! — a necromante o chamou, seus olhos se fixando aos do pequenino enquanto imaginava uma bolha de vácuo sendo formada ao redor do mesmo que, de tão desesperado, parecia nem pensar em desviar o olhar.

Enquanto as chamas da criaturinha diminuíam, Hela moldou sombras aos redor do mesmo, como uma pequena jaula. — Olha, eu realmente não gosto de fazer essas coisas, mas você tem que entender que… bem… isso daqui não é bacana. Você me arruma confusão desse jeito. — resmungou em um muxoxo.

Agora a criaturinha - presa nas jaulas de sombra - podia respirar novamente e a mesma acabou por usar bastante água (e consequentemente, muitas viagens) para extinguir as chamas que haviam se formado.

Por fim, jogou o balde em um canto e começou a arrastar a jaula em direção ao verão, onde poderia finalmente libertar a criaturinha. — Não volte mais. Por favor. Numa próxima vez, serei obrigada a lhe matar. — disse com convicção, dissipando as sombras da jaula.

Viu o mesmo correr em direção ao lar, olhando-a uma última vez como se Hela pudesse golpeá-lo pelas costas.

Algo dizia que aquela não seria a última vez que Hela o veria. Ainda sim, meteu a mão no bolso da jaqueta e pegou um cigarro, decidindo-se por caminhar um pouco.

Poderes Ativos dos Necromantes:

Nível 55
Nome do poder: Vácuo II
Descrição: Ao concentrar-se em seu oponente o necromante poderá fazer com o ar em torno do mesmo seja nulo, durando até quatro minutos. Entretanto será necessário o contato visual. E, caso o oponente feche os olhos ou desvie, o efeito será cortado.
Gasto de Mp: - 55 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: - 20 de HP.
Dano: Nenhum

Nível 28
Nome do poder: Umbracinese V
Descrição: Em tal nível o semideus poderá invocar um noite, ausente de estrelas, no entanto a mesma irá durar dois turnos. O controle das sombras e escuridão atinge seu máximo.
Gasto de Mp: - 60 de MP (invocação da noite) ou - 40 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 60 de HP.
Extra: Nenhum.

Duplicador de Dracmas:

• Coin – O coin é um pequeno bichinho da sorte que pode torna-lo mais rico, toda postagem executada por você nos próximos 5 dias ganha dracmas dobrados (Válido até 02/07/2017).




Avaliada por Nyx
Recompensas 2.000 xp + 2.000 dracmas (x2) = 4.000 + 1 folha seca e 1 gota de chuva
Comentário:

Hela, seus descontos foram provindos do enredo simples, eu achei que você não teve grandes dificuldades de lidar com a situação, o que é plausível dado ao seu nível, contudo, sua ideia me pareceu confusa, eu tive que voltar para ler e entender o que você queria fazer, acabou me confundindo bastante, e por isso o meu desconto.
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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Guitti em Qua Jun 28, 2017 10:02 pm

Fire

IMAGEM DO MONSTRO ENFRENTADO:

        A noite era minha aliada. Sempre havia sido. A escuridão andava lado a lado comigo, desde que havia nascido. Afinal, qual a melhor hora do dia para estar ao redor de sombras se não durante a noite?

        Eu era uma pessoa muito solitária, ainda mais depois dos ocorridos durante a viagem para a África. Tudo o que havia acontecido por lá, havia de alguma forma despedaçado parte do meu coração. O pouco de bondade que existia dentro de mim havia sido arrancado... Tudo isso por causa daquele maldito pergaminho.

        A floresta era sombria durante a noite. Nada melhor do que tirar um tempo de toda aquela baboseira de “bailes” que estavam sendo realizados naquela ilha. A brisa era gostosa e, além disso, o luar estava esplendido. Uma mão estava em meu bolso e a outra, segurando uma ponta de cigarro que entrava em combustão pelas ultimas vezes em minha boca, diminuindo mais e mais o seu tamanho.

        Assim que o mesmo foi finalizado, dei um “peteleco” no que havia restado do cigarro e, assim que ele bateu no chão pude ver um pouco de brasa descolar do mesmo. Puxei o ar entre os dentes e segundos depois expulsei toda aquela fumaça que estava presa em meus pulmões. Eu observava o céu estrelado com curiosidade. Curiosidade de quando eu entraria em contato mais uma vez com a minha deusa, Nyx.

        Quando olhei ao redor, vi uma figura peculiar iluminar uma parte da floresta. Naquele exato momento, estreitei os olhos e me dei conta de que aquele ser não estava apenas a iluminar a floresta. Ele estava... incendiando-a por onde passava, mesmo que flutuando. Era um monstro feminino do tipo humanoide e seu corpo parecia ser feito de chamas.

        Eu definitivamente não sabia como lutaria contra aquele ser flamejante. Armas físicas provavelmente não funcionariam contra o mesmo, por não ser algo físico e sim, elementar. Entretanto, assim que me aproximei ela percebeu a minha presença. Assim que se virou para me olhar, lançou uma pequena bola de fogo em minha direção. Tive que me jogar ao chão, em uma cambalhota para desviar.

        Assim que desviei, recuperei a minha postura e corri para trás de uma árvore mais próxima. Antes que pegasse aquela cobertura, pude ver o monstro elementar erguer ambas as mãos em minha direção e começar a atear fogo contra mim. Fora uma rajada forte, porém, estava protegido por aquele tronco grosso de árvore.

        Tive que desencostar daquele pedaço de natureza que segundos depois estava completamente coberto de fogo. Eu tinha de fazer algo contra aquele monstro, caso contrário, ele iria alastrar ainda mais o fogo. Pude ouvir vozes cada vez mais próximas, provavelmente dos semideuses que ainda estavam no baile e vieram apagar o fogo.

        As sombras que o monstro criava por conta de suas intensas chamas eram ainda mais fortes. Portanto, me expus, desprotegendo-me para que pudesse realizar o ataque com sucesso e, assim que pude, manipulei aquelas fortes sombras para que “prendesse” aquele ser dentro de uma jaula. Tudo isso ocorreu em frações de segundos.

        Cada minuto que se passava, ele me parecia estressado por estar preso naquelas sombras materializadas. E a cada segundo, as sombras fechavam-se ainda mais ao seu redor. Logo, não podia mais se ver um fiasco de chama vir de dentro daquela prisão em formato de bola. Até que de repente, a bola se encolheu e logo depois explodiu, chamuscando tudo em um diâmetro de dez metros.

        Felizmente, não demorou para que os campistas chegassem mais uma vez com baldes cheios com água para apagar o fogo causado por aquele monstro. Um filho de Poseidon se fez presente, e facilitou bastante o processo. Obviamente, pediram para que eu ajudasse, mesmo tempo acabado com o monstro e, em meados a resmungos, eu o fiz.

        Quando o fogo se extinguiu, uma dríade se aproximou e me deu um abraço, me agradecendo pelo o que eu havia feito pela floresta. Não falei nada, odiava aquele tipo de contato físico. Os semideuses me aplaudiram e me enrolaram com uma coberta. Fazia frio, mas, não tanto assim para mim. Talvez eles não soubessem da minha intimidade com baixas temperaturas e, por isso, deixei que o fizessem.

PODER ATIVO:
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Nome do poder: Umbracinese III
Descrição: Você dominou completamente sua técnica com sombras, e agora pode manipula-las e usa-las da forma como bem entender, incluindo criar uma prisão sombria, da qual seu oponente dificilmente escapara. Consegue mantê-la por até três rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  A prisão sombria prende o usuário por completo, fazendo com que ele seja incapacitado de se mover pelos turnos em que a prisão estiver ativa. O Filho de Hades/Plutão consegue mantê-la por no máximo 3 turnos. Pode usar as sombras para mover coisas, e prender coisas.
Dano: 30 HP (pela prisão incapacitar os membros e aperta-los, causando certa dormência). Esse HP é retirado conforme os turnos que ficar ativo, se ficar pelos 3 o valor total da perda de HP é de 90.
Extra: Nenhum


Avaliado por Nyx
Recompensas 3.000 xp (x3) = 9.000 + 3.000 Dracmas + 2 Folhas Secas e 1 Gota de chuva
Comentário:

Bom Guitti, na realidade eu gostei muito do seu enredo, mas achei que o seu desfecho não foi dos melhores, gostei que manteve a coerência, pois percebi e fiquei curiosa em descobrir como você faria para lidar com o fogo, logo, colocar NPC's foi uma solução perfeita, ainda assim, acho que eu esperava um pouco mais de emoção no final da historia, uma coisa menos rápida e direta, contudo, como você não deixou a desejar em todo o conteúdo, descontei pouca coisa em relação ao seu xp. Parabéns.




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Re: Festival das Estações (Outono)

Mensagem por Tessa S. Henz em Sex Jun 30, 2017 1:53 pm

Eu não me lembro ao certo de quantos conselhos recebi ao longo de minha vida. Alguns se repetiam em uma extensão absurda, enquanto outros se esvaiam de minha mente como se jamais houvessem sido ditos. Mamãe tinha um concelho que gostava muito de dizer: Não brinque com fogo, para que não se queime. Era meio bobo, em se considerando que eu era prole de Poseidon. Água tem aquele poder quase absoluto diante do fogo. Não todos os fogos claro, mas o fogo simples? Mortal? Oh sim, eu conseguiria apaga-los. Talvez não com tanta facilidade quanto gostaria, mas seria feito.

Em alguns poucos momentos de consciência pesada, eu pensara em seguir as palavras da senhora Henz, mas convenhamos um semideus nem sempre é apto a fugir de coisas simples. Portanto, naquela tarde quando meu descanso foi interrompido por um pedido de ajuda, eu tive de atende-lo. A face morena da garota, parecia tão pálida quanto o vestido esbranquiçado que ela utilizava, enquanto ela me passava as informações necessárias. Um pequeno ser de fogo havia fugido do verão e se instalado no outono, o que vinha causando grande comoção.

O sorriso que esbocei em sua direção, era tranquilizador. A situação não me parecia tão ruim quanto a jovem semideusa parecia pintar. Mas bem, eu ainda não havia visto o estrago que um ser de fogo poderia causar, em meio a um bosque como aquele. Mas claro que minha inocência não iria durar por muito tempo. –Como vocês permitiram que ele fosse tão longe?- questionei um grupo de campistas que enchia baldes de água em uma tentativa de apagar o fogo que se alastrava rapidamente. –Abram as torneiras, eu conduzirei a agua para que seja mais rápido- ordenei apontando para um garoto de cabelos castanhos que segurava uma mangueira grossa.

Ele assentiu aceitando minha ordem antes de se livrar da mangueira e abrir a torneira no ultimo. Fechei meus olhos e me concentrei no movimento da água. Ela se retiraria da torneira e seguiria direto para as arvores. Apagando pouco a pouco o fogo que por elas se alastrava matando-as. O tempo era ínfimo, mesmo que não estivesse marcado. O cheiro de queimado se infiltrava por minhas narinas, fazendo com que eu o repudiasse. Abri meus olhos e observei as arvores já livres do fogo, pelo menos naquela área as coisas ficariam bem por um tempo. –Tampem seus narizes para que a fumaça não os faça passar mal- anunciei pegando um balde de água antes de tampar meu próprio nariz com o lenço que eu colocara em meu pescoço naquela manhã.

Em meio a minha caminhada, me vi obrigada a apagar o rastro de fogo deixado pelo ser de fogo, portanto não foi difícil encontra-lo. Ele se divertia brincando em meio as folhagens que não tardavam em se transformar em pó após serem queimadas por ele. Silenciosamente, construí uma cadeia de água ao seu redor, o impossibilitando de seguir em frente sem que tivesse sua existência findada. –Muito bem mocinho, já deu para você hoje- anunciei observando a ínfima quantidade de água que restara em meu balde. Mal daria para apagar o fogo das folhas, mas então eu poderia fazer uso da água que se infiltrava nas próprias arvores para poder ajuda-la. Mantive a prisão de meu ser de fogo e me concentrei em apagar o fogo que assombrava as folhas.

Mesmo tendo capturado aquele senhor bagunceiro e apagado o fogo, eu não havia feito a ultima parte do que me havia sido solicitado. Eu deveria devolver o moço para seu habitat natural, junto aos seus amigos foguinhos. –Você aprontou bastante hem- murmurei em meio a minha caminhada para a saída da areia outonal. Não levaria muito tempo para que alcançássemos a área destinada ao verão. Um local quente como fogo, que havia feito com que eu descobrisse que poderia suar em locais que eu nunca havia suado antes. Tempo ameno parecia não existir naquele acampamento. Ao chegar ao verão, caminhei por mais algum tempo. Meus olhos atentos a qualquer movimento que pudesse indicar a presença dos companheiros do ser de fogo que eu segurava em minha prisão improvisada. Sorri quando por fim os avistei, aproximei o ser de fogo de seus companheiros e o soltei da prisão, antes de me colocar a correr. Nunca se sabe o que se passa na mente de um ser capturado.
Poderes utilizados:

Passivo:
Nível 20
Nome do poder: Resistência ao Fogo I
Descrição: A natureza marítima do semideus passa a lhe dar vantagem sobre o fogo. O que garante que ele não se queime gravemente na presença de fogo comum. Essa habilidade não se aplica a fogo puro e a fogo grego.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 55% de chance não ser queimado pelo fogo comum.
Dano: Nenhum

Ativo
Nível 26
Nome do poder: Hydrokinesis IV
Descrição: Nesse nível o controle das águas atinge seu estagio máximo, sendo que o semideus poderá, caso deseje, levantar grandes quantidades de água, moldando-a como desejar, sendo que poderá joga-la sobre determinado inimigo, fazendo a água ter um peso maior etc. (Sendo que deverá existir uma fonte de água para que tal habilidade seja possível)
Gasto de Mp: - 35 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: - 60 de HP.
Extra: Nenhum.
Observação:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (02/07/2017)


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3.500 (x3) = 10.500 + 3.500 Dracmas + 2 Flores e 1 Gota de chuva


Tessa Samantha Clarissa Henz
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Tessa S. Henz
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