The Blood of Olympus
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Festival das Estações (Primavera)

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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Max Pigossi Caldwell em Ter Jun 27, 2017 3:50 pm




tiny trouble


Pouco após terminar a corrida, Sofie ficou à esmo por aí. Não tinha muito o que fazer, então aproveitou pra ficar um pouco sozinha. Acontece que estava acontecendo o baile de primavera, e claro, todos os Semideuses queriam aproveitar. Todos, menos ela. A prole de Éris estava sentada, um pouco longe de todos, apenas fitando o clima primaveril e pensando na vida. O cheiro da natureza, as flores. Ela geralmente não gostava de primavera - não gostava de nada muito colorido, mas aquilo estava a acalmando, por incrível que pareça.

"Ei, você aí!", exclamou um Semideus com a roupa todo suja. A garota não sabia, mas hoje ela pegaria trauma de uma vez por todas de colorido. Como? Bom, o que o jovem disse à seguir é autoexplicativo. ".. você não tá fazendo nada relevante, né? Olha minha roupa! Cara, tem uns anões muito chatos tacando tinta colorida em todo mundo, tem gente até passando mal, mas a galera não tá afim de cancelar tudo por causa disso. Já que tu tá desocupada, poderia resolver isso pra gente, né?" comentou, aparentando estar levemente desesperado. Sofie deu um sorriso sem graça: veja bem, quando você está sozinha é porque quer ficar sozinha. Tudo o que a garota pretendia era evitar contato social, e estava ali, com um menino encharcado em tinta colorida. Antes dela pensar em alguma desculpa pra recusar, foi interrompida novamente com a insistência do garoto ".. ei, por favor, ajuda a galera. Você vai ajudar, né? Né? Por fa-" e então ele parou. Os olhos tremendo, colocou a mão sobre sua boca, virou-se de costas e aparentemente.. começou à vomitar.

Foi difícil para a filha da Discórdia esconder o nojo ao ver aquilo, mas após ele terminar de colocar tudo pra fora, algo mais lhe chocou. Sim, ela tinha acabado de testemunhar um Semideus passar mal e vomitar arco-íris. Aquilo nem era sangue! Era arco-íris! Totalmente fora dos padrões, e justamente por isso não sabia se devia relaxar ou ficar alarmada. Claro, não se importava tanto com os outros, mas nunca que desejaria vomitar arco-íris. Só de imaginar aquelas cores felizes saindo de si... Agonizante!

E então, decidindo prevenir-se, a Semideusa levantou. - Tá bom, tá bom. Eu vou. Só.. não morre, por favor. Eu já volto. - e então se aproximou do baile. Aquilo estava um caos - os anões de jardim realmente estavam jogando granadas que explodiam em tinta nas pessoas e todo mundo estava alarmado, embora o local fosse grande o suficiente para que aquilo cancele a festa. Sim, muita gente sequer sabia o que estava acontecendo, mas Sofie sabia que era questão de tempo, ou questão de alguém vomitar arco-íris na roupa de alguém. Nojento.

Eram cinco anões, e todos estavam relativamente perto. Pareciam ser bem destrutivos e travessos, então já sabia muito bem como resolver isso. Virou-se para um dos anões, chegando por trás dele, e sussurrou para ele. - Ei, seus companheiros disseram que você não acerta ninguém e que é um bobalhão que não sabe encher alguém de tinta. - e então afastou-se, e sorrindo, assistiu. Sim, eram travessos, eram destrutivos e, bem.. eram burros. O anão sequer cogitou quem falou aquilo, ele simplesmente pegou a granada e jogou em um de seus companheiros, pintando-o em tinta multicor. O outro gritou algo como "Ei!", e então jogou em outro de seus companheiros, e isso tornou-se um efeito dominó. Alguns dez minutos depois disso os anões estavam todos caídos no chão, exaustos, vomitando litros de arco-íris. Bom, até que foi divertido ver toda essa zona, não é? Aos poucos tudo foi se estabilizando, pessoas passavam para agradecer a garota, outros davam risadas sádicas tanto dos anões quanto das pessoas que tinham passado mal.

Como se observasse em câmera lenta, via as pessoas lentamente se aproximarem, perguntarem o que houve, assimilarem. Algumas iam embora. Outras ficavam zombando, outras ajudavam. Aos poucos, o local voltava ao normal - menos pra quem estava passando mal. Era incrível.. mesmo um evento tolo como esse acabou gerando mal-estar público. E as pessoas viviam suas vidas ignorando o mal das outras, as vítimas enjoadas mal recebiam apoio. Era tudo parte da natureza do ser humano e...

Então sua linha de pensamento é quebrada por um tapa. Um tapa que a própria garota deu em si mesma. Não era hora de pensar em excesso, não é? Deveria "aproveitar", como Dakho ordenou. Não poderia ter uma crise ali no acampamento, não é? O que fariam depois dela terminar seu trabalho não era da sua conta, não importava. Ela apenas tinha que aceitar os elogios e voltar pro lugar de onde veio. Agora poderia voltar para o seu canto e apreciar a natureza. Se bem que.. estava enjoada de colorido. Deixa pra lá. Era melhor ir pra região de inverno, mesmo - só o branco e o preto poderiam compreendê-la. Chega de cores felizes e variadas. Elas dão.. enjoo. E seguiu, esperando que dessa vez, pelo menos, não interrompam seu precioso momento de solidão, ainda precisava perder o stress que adquiriu na corrida.

Poder Ativo Usado:
Nível 13
Nome do poder: Causador de Disputas
Descrição: O filho de Eris/Discordia, pode usar esse poder, e jogar um inimigo contra seus aliados, causando uma disputa em campo por um curto período de tempo. Basta plantar sobre os corações dos inimigos, uma pequena semente de discórdia, e ao se concentrar, o poder deve funcionar, lhe dando chance de fazer com que eles causem golpes um no outro, e aproveitar-se disso para escapar, ou piorar a situação ainda mais.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O efeito dura dois turnos, nesses dois turnos, aliados se tornam na verdade, inimigos em campo, podendo atacar um ao outro, seja com palavras ou gestos.

valeu @ carol!



2.400XP – 3.000 dracmas – 2 Flores e 1 Gota de chuva

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Max Pigossi Caldwell
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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Tavy Falworth em Ter Jun 27, 2017 4:19 pm

CAPTURANDO FADAS
Sometimes you have to accept the fact that certain things will never go back to how they used to be.
Minhas mãos permaneciam no bolso do jeans desgastado, meu olhar era vago, e eu não seguia em uma direção especifica, apenas caminhava quebrando galhos e folhas sobre os pés enquanto me distraia com as flores. Andrew tinha me deixado sozinho na ilha, fora buscar alguma coisa no baile de inverno e me orientara a ir encontra-lo muito mais tarde. Eu tinha um tempo livre, já não mudava de uma estação para a outra, não tinha encontrado o garoto de Quione, mas conhecera um filho de Eros.  Muitas coisas vinham acontecendo, e não me davam tempo para pensar ou processar, elas não tinham permissão, apenas chegavam e estapeavam minha cara, me faziam descobrir como era ser um semideus.

Quando você descobre que é filho de um deus e tem poderes, você espera virar um herói que vai ser reconhecido pelo mundo todo – sonhos de um garoto no verão – mas isso não acontece de verdade. Sua identidade tem que permanecer em segredo, sua vida vira um inferno, monstros te caçam por que seu perfume é gostoso e o lugar que você deveria se sentir seguro na verdade não é. O acampamento deveria ser considerado um lar, um abrigo, um refúgio, mas é como qualquer outra escola, com crianças especiais que brigam pela comida e te perseguem se você não é aceito.

Eu não era aceito, não ainda, não tinha provado meu valor a legião e não era considerado um soldado, não pertencia a nenhuma coorte, só tinha sido abrigado temporariamente pela quinta, e tudo porque nenhuma outra tinha me aceitado. Chutei uma pedrinha para dentro do lago enquanto refletia, encostei meu corpo em um tronco de arvore e fiquei ali observando os peixes, eu me questionava se deveria voltar, mas também me perguntava se sentiriam minha falta. Quanto tempo levava para alguém ser aceito em um lugar como aquele? Minha mãe era Belona, uma deusa respeitava, eu devia ser melhor, um guerreiro mais determinado, mas as vezes não era.

Relaxei a postura e abri um sorriso de lado, não era hora de pensar besteira, mesmo sabendo que todo semideus tem seus movimentos de divagação, queriam que eu provasse meu valor, levaria um tempo, mas eu conseguia. Tinha sangue divino nas veias, e ainda era considerado um nobre, isso devia servir para alguma coisa. Fechei os olhos e ergui a cabeça em direção ao sol, deixando que o calor aquecesse meu corpo, me confortasse e enquanto fazia isso também procurava apagar os problemas sem sentido que me açoitavam, em meio a isso, alguém me abordou.

— Me ajude, me ajude, me ajude, me ajude, me ajude — A voz saia rápida, era baixa, e não passava de um zumbido, como um desenho da televisão com chiado.

Abri os olhos e fitei a criatura a minha frente, era pequena, muito esquisita, tinha asas e estava perturbada por algo que eu não sabia dizer. Eu a olhei meio confuso, meio maravilhado, e meio incrédulo. Não é todo dia que uma fada aparecesse a sua frente e te pede ajuda como se isso fosse normal, e eu não tinha me acostumado as coisas estranhas do mundo dos semideuses. Não sei se um dia me acostumaria também.

— Me ajude, me ajude, me ajude — Ela se sacudia, voava ao meu redor e fazia meus olhos a acompanharem, eu parecia um retardado, e nada heroico.

— Calma, eu ajudo, mas você precisa dizer o que acontece — Pedi rouco, minha voz saindo baixa, surpresa.

— Ele pegou todas! Prendeu minhas amigas, rápido, vai mata-las, comer todas elas — Quem era ele eu não sabia, mas já tinha enfrentado muitos monstros, mais um não faria diferença, além disso eu precisava me provar.

— Fique aqui e não saia, só me diga onde foi — Pedi, e ela me passou coordenadas rápidas, me explicou como chegar e as coisas que tinha ao redor, a pequena fada ficou para trás, mas eu parti para dentro da floresta em busca do monstro e das outras fadas.

Eu não demorei muito a encontrar a pequena caverna. Ela estava oculta por flores silvestres e cipós, e sua entrada era coberta por uma cortina de folhas verdes, exatamente como a fada dissera. Olhei ao redor para ter certeza de que não tinha sido seguido, e para confirmar de que não existiam mais monstros por perto, só então fui em direção a entrada da caverna, e ali, já encontrei rastros deixados pelo monstro. Pequenos ossos – provavelmente das fadas – que se acumulavam ao chão junto a pedras e coisas pequenas que eu não soube identificar.

Juntei algumas pedras e as fechei na mão, eu tinha um plano, precisava distrair os monstros se quisesse libertas as fadas, e já sabia exatamente como faria isso. Invadi a caverna, canalizei a energia em minhas mãos e gritei. — QUERIDA CHEGUEI — A caverna era iluminada por pequenas tochas nas paredes, uma fogueira estava ao localizada em seu centro, e uma gaiola, onde as fadas tinham sido presas, estava dependurada na parede da caverna.

O monstro urrou assim que me viu, tinha pés enormes, pelos esquisitos que lhe cobriam os olhos, dentes pontiagudos e um fedor que só pelos deuses. — Querida, você precisa de um banho — Analisei, então atirei a primeira pedra em seu rosto, o fazendo recuar assim que a primeira explosão aconteceu. Eu sorri mais ainda, tinha dado certo, eu conseguira transformar as pedras em explosivos, e poderia ganhar tempo.

Joguei a segunda pedra, ela explodiu em seu pé, ele recuou e urrou, e eu me aproveitei disso para me aproximar da gaiola das fadas, atirar mais uma pedra contra ele e abrir a portinhola que as mantinha presas dentro daquele cativeiro improvisado. Elas saíram voando, agradecendo feito loucas, mas eu não tive tempo para muito mais. O monstro já tinha se recuperado, e eu tinha um problema maior para lidar. Joguei as duas pedras explosivas que ainda me restavam contra ele, e não fiquei para ver o desfecho da história, apenas sai em disparada, correndo, para dentro da floresta, sem olhar para trás.
Passivos de Belona:

Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Hipercinese I
Descrição:  A hipercinesia é o controle completo e sincronizado da mente e o músculo. Em pessoas comuns há uma pequena quantidade de tempo entre o pensar e o agir. Os semideuses filhos de Belona possuem esse tempo bastante reduzido e, com o tempo, praticamente nulo. Graças a isso, sua mente e corpo tornam-se mais afiados e verdadeiras armas. O equilíbrio, a coordenação motora e os reflexos tornam-se cada vez mais perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.
Ativos de Belona:

Nível 3
Nome do poder: Bombas de Energia I
Descrição: Ao tocar um objeto qualquer – de sua escolha – poderá fazê-lo se transformar numa espécie de explosivo. O objeto será rodeado por uma aura vermelha, e ao atingir o inimigo explode causando um dano considerável. Nesse nível só consegue fazer pequenos objetos vivarem explosivos – como pregos, parafusos, pedras pequenas ou etc – que funcionam como bombinhas e não causam muitos ferimentos.
Gasto de Mp: 10 MP (cada vez)
Gasto de Hp:Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 (Cada uma)
Extra: Nenhum
Considerar Duplicador:

• Play Play – Play é a sua jogabilidade e sorte melhorada, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 7 dias (uma semana) terá XP dobrado. (30/06/2017).




950 x 2 = 1900 xp - 1.500 dracmas - 1 flor

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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Qua Jun 28, 2017 2:00 am

Are you afraid of  DEATH?!
The Fucking Trolls...




With: Abramov Levitz ...




O dia estava sendo bastante surpreendente até. Gerrard não havia criado muitas expectativas no geral, imaginava mais um dia chato de supervisão em uma festa pífia com jovens semideuses, ou jovens bêbados, era quase a mesma coisa. O homem encontrava-se escorado em uma parede próxima ao bar, seu papel? Supervisionar uma festa de adolescentes no bosque primaveril, que estavam prestes a voltar para o acampamento. Tortura? Certamente.

Talvez ele tivesse cometido um erro com Thanatos ou Netuno para ter sido escalado naquele local, se bem que reclamar não adiantaria muita coisa. O ceifador revirou os olhos, em seguida suspirando pesadamente, buscando uma Stella Artois no fundo da geladeira. Se ele tivesse que ficar ali, 100% sóbrio não seria a sua meta de vida, sequer daquela missão.

Gerrard estava trajando o mesmo conjunto de roupas de sempre. Um all-stars de coloração negra, uma calça jeans só que na coloração branca, e uma camisa pólo na coloração negra. Atrás do balcão encontrava-se sua mochila, ganha de presente por sua amada. Ele a utilizaria sempre que necessário, principalmente para não sair vestido de dona morte por aí.

Em meio aquela festa tumultuada e extremamente barulhenta, uma silhueta conhecida por ele vagava entre os semideuses. Parecia tão desnorteado quanto Gerrard. A silhueta continha traços um homem forte, talvez fosse realmente quem ele imaginava ser. O homem aguardou até que a silhueta se aproximasse, enquanto não o fazia, ingeriu da sua bebida calmamente, mantendo-se sempre atento aos seus ângulos de visão. O bom de ter entrado para os ceifadores? Ele havia adquirido postura e experiência o suficiente para que pudesse ser um bom vigia sem causar um alarde e de forma mais discreta.

O líder dos ceifadores percebeu em meio a sua observação que a silhueta daquele ser se aproximou, já dava para distinguir sua face, e ele estava mais certo do que imaginava. Era Abramov, o ceifador que acabara de chegar ao grupo e já estava causando uma boa impressão, mas o que ele fazia ali? As perguntas não se solveriam na sua mente se ele não fosse buscar suas respostas de forma pessoal, fora onde o moreno teve uma atitude. Esgueirou-se abrindo a geladeira, pegando mais uma cerveja belga a abrindo na mão e deixando sobre a mesa, encarando o rapaz com suas irises esverdeadas chocando brutalmente com as azuladas alheias. Ele não iria dar outro sinal além daquele, fechou a porta da geladeira e ingeriu um pouco mais da sua cerveja, aguardando uma ação do jovem ceifador.  O rapaz logo se aproximou, estava vestindo uma camisa regata branca, um short jeans curto e, um tênis parecido com o seu.

— Essa é nova. – Comentou o jovem, parecia estar surpreso o líder que odiava convívio social em uma festa. Sim, era bastante intrigante, no mínimo.

— Primeiramente, não estou aqui porque eu quero. – Comentou de forma entediante, dando uma bebericada na cerveja. — Preferiria tosar o Cérberus à aturar adolescentes imbecis e bêbados. – Ele deu bastante ênfase no “bêbados”.  Ingeriu o líquido restante daquela garrafa, acabando por abrir a geladeira para pegar e abrir outra, o encarando calmamente, sem perceber que o rapaz estava o admirando por algum motivo. — E você, o que faz aqui meu caro? Acabei sabendo dos seus feitos e estou impressionado. Meus parabéns. – Ele comentava sobre os salvamentos que Abramov acabara fazendo na ilha e ganhando popularidade.

— Se acha que quase morrer afogado por um sátiro na piscina é digno de parabéns, agradeço. – Abramov levanta a garrafa de cerveja em gratidão ao comentário de seu líder. — Nada para fazer e... – A conversa fora interrompida um rapaz de cabelos loiros apareceu intervindo na conversa sem o mínimo de educação. Atraindo de imediato a atenção dos homens que conversavam até o momento, amistosamente.

—  Com licença, desculpem o incômodo. Vocês parecem ser lutadores experientes, eu não tenho como recorrer à outra pessoa. – O garoto estava em um estado de pânico que chegava a dar pena.   — Por favor, encontrem  meu pequeno primo. Ele estava brincando aqui próximo e de repente sumiu, não imagino o que houve, mas temo que uma criatura possa ter o raptado, ele só tem sete anos, por favor! -  Disse o rapaz abaixando a cabeça perante a eles.

Abramov pode notar os olhos do líder focarem-se no vazio. Aquilo significava uma única coisa, estava fazendo a contagem das pessoas predestinadas a morrer naquele dia. O ceifador piscou repetidas vezes, nenhuma das mortes predestinadas para aquele dia contava com uma criança de sete anos. O olhar do líder recaiu sobre seu ceifeiro, como se o questionasse se ele viria consigo. E ficou aguardando sua resposta, finalizando a cerveja e em seguida colocando sua mochila sobre seu ombro direito.  A prole dos raios pareceu beber a cerveja em um único gole também, olhando para o seu companheiro de grupo com o mesmo fogo nos olhos. — Eu vou! – A dupla assentiu positivamente com a cabeça entre si e para o garoto que os viera alertar.

Ambos já se encontravam longe daquele barulho infernal proveniente da festa. Abramov parecia o questionar qual era o plano, até que um assovio fora dado por parte do filho de Netuno. Não demorou mais que cinco minutos, para uma mancha negra se aproximar próximo ao pôr-do-sol, era Vaporeon, seu leal companheiro. Gerrard tocou o focinho de seu alazão negro e logo transmitiu seus pensamentos através da mente para ele. A missão era simples, vasculhar o local pelo céu e tentar achar algo que os desse alguma pista.

Enquanto seu pégaso fazia seu trabalho, Gerrard olhou por cima de seu ombro para o ceifador, enquanto removia a mochila dos ombros. — Trouxe seus equipamentos? – Perguntou, enquanto removia sua capa de lá de dentro a vestindo de imediato, assim como o bracelete de seu escudo e a caneta que era seu tridente.  

Um relinche fora ouvido a distância, era Vaporeon, ele apontava para uma caverna ali próximo, questão de cinco minutos de caminhada em sentido noroeste. Os ceifadores se entreolharam e partiram em ímpeto até o local, para saber o que de fato estava ocorrendo naquele lugar.  

A corrida fora feito de modo silencioso, e depois do tempo exato ser percorrido os mensageiros da morte encontravam-se em frente à uma gruta, um suspiro fora dado por Gerrard que analisava o tamanho daquela gruta. — Teremos problemas. Grandes problemas. – Diste este em um murmúrio, e batendo fortemente as mãos para causar um eco dentro da formação rochosa e trazer o que quer que seja que esteja lá dentro para fora.

O líder dos ceifeiros se arrependeria amargamente da decisão tomada. Uma família de trolls emergiu de dentro daquela gruta, com clavas enormes de madeira com pequenos pedaços de ferro pontiagudos já enferrujados presos a arma. O líder assumiu a linha de frente e vociferou para seu companheiro. — Lutaremos utilizando a célula de dois! – Afirmou ativando seu escudo, bloqueando totalmente o caminho dos seres gigantes ao seu companheiro. O segredo da célula de dois era ter uma camada defensiva e outra ofensiva, e levando em consideração as habilidades de ambos ali, seria uma tarefa fácil de fazer.

O seu colega ceifador estava vestindo uma jaqueta, e parecia não entender bem o que ele havia explicado. — Sim, uma célula de dois, um defender e outro ataca. Em guarda, estão vindo.

Os trolls se aproximavam atacado o líder dos ceifadores, que ativou de instinto sua tatuagem, dobrando sua força máxima. A cada golpe que Gerrard defendia com o seu escudo, ele era arremessado para trás com o impacto, mas estava abrindo uma brecha para que penas eletrificadas voassem contra os inimigos causando ferimentos leves. E a luta ficou nisso, o moreno era a linha de frente que recebia os golpes e Abramov quem causava o dano, a melhor estratégia para uma dupla era definitivamente a célula de dois.

Quando as três criaturas pareciam um pouco mais cansadas, por seus golpes não terem efeitos e estarem sendo atingidos por uma pessoa a parte, os ataques em conjunto começariam.  Estacas negras feitas por parte de Gerrard perfuravam os corpos dos Trolls, enquanto que Abramov conjurava um grande trovão. O que os gigantes não contavam era, o sangue por ser líquido também é um bom condutor, aumentando o ataque devastadoramente os matando de imediato.  Os ceifadores sorriam entre si, desativando seus equipamentos, o líder aproveitou apenas para colocar o ombro no lugar, havia deslocado durante a batalha e sequer havia percebido.

A dupla adentrara a gruta encontrando um pequeno rapaz encolhido, ele demonstrava estar apavorado. Pobre criança, o moreno foi até ele o segurando em seus braços enquanto dizia.  — Se acalme, está seguro agora. Iremos te levar de volta para o seu primo. – Disse Gerrard, destruindo os nós que prendiam o corpo do mais novo, o carregando em seu ombro até o seu primo. Os boatos eram reais, Abramov era realmente forte, ele estava bastante satisfeito em ter um ceifador de tal nível em seu esquadrão.

 
Utilidades:


Equipamentos:


• Ocean Wall [Um escudo cinza feito brutalmente de Vibranium, tendo suas bordas confeccionadas por Arambarium, quando não está em combate torna-se um bracelete no antebraço esquerdo do semideus portador. Sua aparência de combate é um escudo que mostra já ter sido utilizado em muitos combates e sofrido danos quase nulos. As pedras mágicas são localizadas no centro do escudo na área do losango vazado, e os outros atrás do escudo perto da área da guarda. Suas medidas são, um metro e cinqüenta centímetros de comprimento, sessenta centímetros de largura e três centímetros de espessura, mas, bastante leve por se tratar de um minério não tão pesado, porém diminuindo bastante a mobilidade daquele que o detém em combate. Foi realizado um encantamento que une o escudo a pulseiras de perícia avançada em escudos, acopladas na parte interna do escudo| Os efeitos do material são a absorção de 100% do dano causado por armas, ou golpes (ressaltando que não anula danos de impacto e colisão. Fora golpes mágicos ou rajadas.), e o aumento em 25% de qualquer magia que o escudo possa vir a obter (Seja por gemas ou não.). Graças a pulseira de perícias fixadas na parte interna, o portador do item recebe +50% de assertividade em escudos, provocando +30% de dano | Vibranium, arambarium e couro na parte interna | Resistência: super alfa | Espaço para uma gema | Status: 100%, Sem danos. | Mágico | Nível mínimo para manejo: 10| [Forjado por Andrew J. Parker, Encantado por Evie Farrier]

*Capa Negra: Uma capa desfiada que cobre completamente o corpo do ceifador, escondendo sua identidade e tem a resistência de uma armadura. Protege em 40% dos ataques desferidos, não é possível outra pessoa retira-la apenas o ceifador pode.

*• The Sea: Tridente de um metro e setenta centímetros de comprimento feito de um metal com uma coloração esverdeada (no escuro brilha levemente iluminando ao redor). Quando outra pessoa segura à arma, a mesma torna-se extremamente pesada. Quando entra em contato com a água, a arma toma uma consistência gelatinosa, sendo assim possível triplicar seu tamanho durante um ataque. Quando a arma aumenta o tamanho torna-se sólida. As pontas nunca perdem o fio. Quando não utilizada toma a forma de uma caneta tinteiro verde. Sempre retorna ao dono.

Poderes (Netuno):


Passivos:

Nome do poder: Comunicação Equina
Descrição:  O semideus consegue se comunicar naturalmente com Equinos. Projetar seus pensamentos na mente de um cavalo, e conseguir o ouvir os pensamentos destes, é apenas uma condição de sua ligação com tais criaturas. Poseidon/Netuno as criou, e na maioria das vezes você obterá o respeito dos Equinos sem grandes problemas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Poderes (Ceifadores):


Passivos:

ʡ Hipercinese – Esta habilidade permite que o seu cérebro processar o movimento muito mais rápido do que as outras pessoas. Essa capacidade lhe permite melhores reflexos e excelente pontaria com armas de longo alcance ou com objetos atirados, bem como prever uma determinada trajetória.


Ativos:

ʡ Umbocinese V – Manuseio avançado da energia escura, podendo, inclusive, moldar diversos tipos de armas. Pode transformar todo o corpo em sombra.

Tatuagem:


Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de um oceano de onde emergiam tentáculos segurando-se em uma geleira, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito II Coorte. Uma vez por missão/evento, os golpes que não utilizarem poderes ativos e forem proferidos pelo semideus membro da 2ª Coorte, dobram de força durante três turnos. [Não pode ser removida do braço do semideus nem mesmo através da utilização de magia, sendo para sempre marcado como um romano.]



Triplicador:


• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (30/06/2017).

Considerações finais:

Sobre a luta ter sido rápida, eu considero que dois ceifadores já experientes não tenham muito em desafio cuidar de três trolls.





Atualizado e avaliado por Nyx
Recompensas 2.200 XP (x3) = 6.600 + 2.500 Dracmas +   2 folhas secas e 1 gota de chuva
Comentário:

De fato, sua escrita melhorou muito e confesso que estou bastante surpresa, seu enredo me surpreendeu bastante e eu realmente gostei da historia, mas você pecou em pontos realmente sérios que me fizeram retirar uma grande pontuação de você. A primeira foi sua batalha, são 3 criaturas gigantes e com uma força muito a superior a de ambos, você não aguentaria tantos golpes sem fraturar pelo menos metade dos ossos do seu corpo. O seu escudo é pesado, você não tema  força e a resistência de um filho de Ares, não aguentaria tantos golpes, morreria no processo. Isso foi uma das coisas que mais pesou na sua narrativa, o resto foi detalhes, como a citação da idade do garoto, você afirmou que ele tem sete anos, mas se ler novamente a proposta da missão que lançamos, o garoto que você teria que resgatar na realidade tem 12. A ultima coisa foi a questão do seu pégaso, fui confirmar seu mascote, ele ainda está na sua ficha, falha na atualização dos adms, contudo, você perdeu seu mascote quando mudamos o sistema de mascotes do forum, ele não consta no registro, e caso você deseje mante-lo, terá que realizar um teste de recuperação.


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Gerrard E. D'oppard
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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Sun Hee em Sex Jun 30, 2017 4:47 pm

Demônios à solta
"Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão."
Batman - O cavaleiro das trevas.

Eu me aliei a Nox por compreender os ideais da deusa, o que ela pensava era justo e sábio, mas seus métodos eram exageradamente incisivos e eu já havia reclamado disso com o Mephis. Na ocasião, o demônio riu de mim e me abraçou.

Eu – como não entendi nada dessa reação – apenas cruzei os braços em torno do corpo e perguntei se ele nunca iria me levar a sério. A resposta que recebi foi uma gargalhada. Realmente... nem meus aliados me levavam a sério, quem dirá um inimigo?

Bem... esperei a noite trazer seu manto sobre a terra e com sua serenidade despertar os demônios que se sentiam mais protegidos pela escuridão. Zanzei pelo bosque ao lado do meu autômato que não para de reclamar e ameaçar o nada.

- Vamos dar uma lição nesses monstros! Isso é hora de colocar alguém para trabalhar? Não isso é hora de dormir! É uma falta de consideração sem fim!

Revirei os olhos, primeiro porque eu realmente estava cansada, e patrulhar de noite era chato para caramba... e segundo porque eu notei que tinha um imã para pessoas/mascotes/coisas que gostavam de reclamar, resmungar ou bater, quando não era o caso de uma combinação elaborada dos três.

No caminho, a lua brilhava prateada e iluminava o bosque, criando sombras as quais moviam-se de lugar em função do vento sobre as folhas que lhes dava origem. Outrora, o cenário sombrio me causaria arrepios – sem dúvidas – mas dadas as circunstâncias, o frio e as sombras faziam-se pacíficos.

Um longo suspiro deixou minhas narinas e invadiu, ruidosamente, o ambiente. Diante dos meus olhos, o rastro de plantas mortas e o odor fétido de compostos de enxofre, impregnando o ambiente, deixavam claro que uma criatura demoníaca havia passado por ali. Segui a aura de destruição e não demorou para que Higa, meu pequeno autômato fada, e eu nos deparássemos com aquela cena...

A fraca luz da lua incidia sobre o rastro de sangue coagulando-se no chão, escurecido e oxidado, que se tornava levemente opaco e exalava um cheiro enjoativo. Um par de águias reviravam as entranhas de uma criança, o pequeno não devia ter mais de doze anos e jazia em ângulos estranhos sob o chão.

Mesmo Higa, quem gostava de brigar e reclamar, manteve-se em silêncio. O único som que se ouvia era o revirar de órgãos e as bicadas das aves. Higa, ainda em silêncio começou sua transformação em um robô de combate. Contudo, interrompi a transformação, desligando meu robozinho.

Desligar o autômato chamou a atenção das aves. Diferente do que poderiam imaginar, aquelas não eram monstros, mas aves comuns... possuídas, no entanto, por espíritos demoníacos. Eu reconheci sua aura demoníaca, apenas visível para outros demônios. Reconheci também, mais adiante, um padrão de cores escuros e tremulantes de uma aura assustada. Minha visão excelente podia ver entre os arbustos uma criança menor, talvez tivesse cinco ou seis anos no máximo.

- Descuidados... – Foi a primeira coisa que eu disse aos demônios.

Uma alma corrompida de pecados, inúmeros assassinatos nas costas e uma miscelânea de vilanias inimagináveis assolavam o passado de um demônio, mas, mesmo em uma entidade encrustada de vícios, a ingenuidade podia se instalar.

Muito contentes, os demônios abandonaram as aves para bradar seus feitos das últimas horas. O pássaros atordoados voaram de volta. Sorri para os demônios como se pertencesse ao clubinho deles, aproximei-me com um suspiro e questionei.

- Nyx os mandou aqui?

- Ela disse que devíamos deixar os semideuses alertas! – Respondeu, o primeiro.

- Que festejar não era uma opção! – Ratificou, o segundo.

- Irei transmitir minha insatisfação pela estupidez de vocês, não se aflijam. – Comentei com um sorriso sínico enquanto concentrava a pouca luz presente sob as minhas mãos.

Os demônios estavam visivelmente confusos.

- Mas fomos ordenados... – Resmungaram em conjunto.

- Vocês sabem que eu estou infiltrada aqui, não sabem? – Eles balançaram suas cabeças em concordância, em minhas mãos a espada de fótons estava formada e eu a girava pelo ar enquanto movimentava meus pulsos. – O que aconteceria se uma criança saísse por aí e espalhasse que eu estou do lado da noite?

- Seria ruim? – Um deles questionou enquanto o outro ainda estava tentando entender onde eu queria chegar.

Apontei na direção da criança. A menininha, apavorada, encolheu-se colocando as mãos na cabeça e chorando. Eu sabia que ela morreria aquela noite, sua aura estava marcada com o peculiar traço da morte. Mas como ela morreria? Eu ainda não tinha ideia... certamente não seria pelos demônios.

- Vamos matá-la imediatamente! – Um deles se desculpou enquanto buscava outro animal para possuir.

- Não vão não. – Disse enquanto golpeava o primeiro com a lâmina de fótons. O segundo tentou fugir, mas o segurei com um dos meus tentáculos.

O demônio se retorcia e retalhava o tentáculo. A pele rasgada derramava um sangue negro e ácido que borbulhava e evaporava, espalhando um cheiro podre de morte. Aquilo me causava dor, mas o desespero do demônio causava uma sensação de prazer muito superior a dor de suas garras.

Eu sorri e respirei, enchendo meus pulmões daquele fedor. Nos meus olhos, um brilho assassino refletia-se. Sem pressa, transpassei minha lâmina pela cabeça do demônio e, enfim, desfiz a lâmina e os tentáculos que havia criado para segurar o demônio. A ferida – antes no tentáculo – tornou-se um pequeno corte no meu quadril.

- Nox... você tem que melhorar seu critério de escolha de aliados... -  suspirei e me virei para a criança que ainda estava encolhida de pavor.

- Você está a salvo agora. – Comentei enquanto a tirava do meio dos arbustos.

A criança relutou contra a minha ajuda, sua aura ainda estava manchada de terror.

- Tudo bem, eu não vou machucá-la. – Disse enquanto a envolvia nos braços.

Aos poucos a menina foi relaxando sob meu abraço, mas à minha frente a outra criança estripada jazia como um lembrete dos horrores que aquela criança havia vivido. Minha blusa estava molhada das lágrimas da pequena, eu a embalava enquanto notava a alma atormentada do menino observando o próprio corpo.

Até então, eu não havia notado que ele estava ali. Eu sabia que muito em breve ele seria resgatado por algum ceifador, mesmo assim... a cena me causava um pouco de dó e desespero. Eu imaginei o que a pobre criança havia presenciado e mesmo estando habituada aos cenários do medo, eu quis vomitar e chorar.

Algumas lágrimas deixaram meus olhos e rolaram pela minha bochecha até os cachinhos da criança, sujos e cheios de galhinhos. Eu batia de leve em suas costas e dizia que tudo iria ficar bem, não iria?  

A aura de morte, entretanto, não havia a abandonado.

- Você é um deles. – Ela disse com um tom de desprezo.

- Eu não sou como eles. – Expliquei, espantada pela reação da criança.

- Ainda assim, é um deles.

Respirei fundo e a segurei a cabecinha dela.

- Tudo bem, lindinha, eu vou fazer você esquecer tudo isso, vai ficar tudo bem, viu!?

- Vocês mataram meu irmão! – Uma pequena ferocidade surgiu nos olhos da pequena.

Nada me prepararia para o que veio a seguir, como eu já havia dito... a ingenuidade pode tomar qualquer corpo, por mais vil que fosse. A criança havia sacado sua faca de acampamento e enfiara a lâmina no meu abdômen.

Tão jovem, mas o instinto de vingança e morte já a havia quebrado... ela havia sido quebrada assim como eu havia sido antes... com tão pouca idade ela precisou olhar para seu irmão. Na minha mente, cenas da morte de Keena passaram como um trailer. A dor foi lancinante, não só meu corpo, mas minha alma estavam ambos destruídos.

Eu segurei, com uma das mãos, o punho da criança, para que ela não afundasse ainda mais a lâmina em mim, com a outra mão prendi o corpo dela contra o meu, impedindo-a de fugir. Tomada pelo pavor da visão da morte de Keena, nem percebi quando minha força ultrapassou o necessário para imobilizar a menina. Primeiro eu ouvi um “crack” dos ossos se partindo, em seguida o grito agonizante de dor em um semitom agudo e infantil.

Ela estava danificada, mas eu também... talvez bem mais, porque eu só consegui sentir desprezo pela pequena criatura gritando. Ela trouxe à minha mente minhas piores memórias quando eu a salvei em detrimento dos meus próprios aliados.

Eu a segurei com mais força contra mim, então projetei algumas das minhas memórias nela.

Precisamente, mostrei o momento em que encontrei a carcaça do seu irmão sendo revirada, o brilho demoníaco no olhar dos pássaros que devoravam as entranhas dele, o nojo de acompanhar o barulho das bicadas nos órgãos e o cheiro... repeti outra e outra vez aquela cena na mente dela, ora ou outra sendo interrompida pelas minhas próprias lembranças da morte de Keena.

Em algum ponto, a criança desistiu de lutar. Eu havia consumido até o último fio de esperança de sua alma, eu já não a obrigava a ficar sentada ao meu lado, ela não tentava mais me chutar ou correr.

Ficamos ali sentadas mais alguns segundos, remoendo a morte, mascando-a como a um chiclete velho que já perdeu seu gosto. Por fim, segurei no queixo da criança e observei seus olhos vazios. Ela já estava morta, então lhe fiz o favor de não precisar continuar respirando assim como eu.

Liberei minhas garras demoníacas e dilacerei seu pescoço, assim como a Keena, ela tossia e se afogava no próprio sangue, até que todo o seu corpo entrasse num estado de rigor mortis. Removi a lâmina, aparentemente nenhum órgão meu havia sido atingido, deixei a escuridão me cobrir e curar, então ouvi os passos de outros campistas vindo na nossa direção, horrorizados.

Contei-lhes que eu havia lutado contra demônios, que possuíam a criança, que eu havia conseguido expulsá-los com luz, mas que um deles havia dilacerado a garganta da criança antes que eu conseguisse derrota-lo. Então chorei, chorei verdadeiramente porque alguma parte ainda inteira de mim havia percebido o que eu acabara de fazer.


Considerações:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (02/07/2017)
Itens:
Fada da Ira [Um autômato humanoide advindo da série “7 Pecados”. Ele possui inteligência artificial, podendo responder ao dono de maneira autônoma e independente. Porém, segue a programação de proteger a sua dona sem perder a personalidade. Possui 50 cm de altura e o metal apesar de avermelhado é feito de BC, também é composto por asas de fadas proporcionais ao seu tamanho. Sua personalidade segue o seu pecado, é nervoso e de pavio curto, parece estar prestes a atacar qualquer coisa a qualquer momento. Sua voz é como a de um esquilo cantor | Quando a sua dona está em risco, Ira poderá auxiliá-la. Nesse momento, ele pode continuar com sua pequena estatura, lançando bolas de energia a partir das mãos e olhos, provocando apenas 5 de dano, mas provocando uma sensação intensa de irritação na área atingida. A sua segunda forma possui o dobro do tamanho e usa ataques de combate a curta distância, retirando o dano normal advindo do principal metal de sua composição | Material: BC, Engrenagens | Espaço para uma gema simples | Beta | Status: 100%, sem danos | Ganhado no Evento: A mente liberta]

Habilidades Arcus:
Passivas

Nível 9
Nome do poder: Sensibilidade
Descrição: Nesta habilidade, O semideus é capaz de visualizar a aura de outras pessoas. A aura observada por ele(a) muda de cor de acordo com seu estado psicológico, se aproximando das cores quentes para casos mais intensos e tendendo às cores frias em situações mais tranquilas. Dessa maneira o filho de Iris/Arcus pode descobrir como o adversário se sente, por exemplo, se está com raiva ou hesitando, o que lhe faz compreender melhor onde e como atacar, ou se esquivar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de chance de atacar um ponto critico
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Scanner de auras
Descrição: O filho da Deusa consegue detectar as cores das auras vivas, qualquer coisa que emita aura e esteja no ambiente será facilmente detectada pelo semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Capaz de identificar inimigos escondidos, desde que possuam aura.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Visão aguçada I
Descrição: Como um grande manipulador de luz, os filhos da deusa prescindem o uso de lentes de aumento para observar com mais detalhes objetos que estão a grandes distância ou itens muito pequenos. Sua capacidade de visão assemelha-se a de um humano usando um binóculo ou lupa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: É capaz de ver uma imagem com até 100 vezes de aumento e a objetos com até 100 quilômetros em distância. (+20% Mira)
Dano: Nenhum.

Nível 15
Nome do poder: Boa Memória
Descrição: Como filho da deusa mensageira, você tem uma excelente memória para arquivar as mensagens que recebe, bem como os lugares por onde passa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% de chance de se perder ou esquecer uma mensagem ou profecia
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Velocidade II
Descrição: Sua velocidade aumentou consideravelmente, e agora você pode se comparar com um filho de Hermes/Mercúrio em nível baixo, não é nenhum especialista, mas consegue ser bastante veloz.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de velocidade
Dano: Nenhum


Ativas

Nível 09
Nome do poder: Espada de Fótons
Descrição: Uma espada feita de pura luz se materializa nas mãos dos filhos de Íris/Arcus. O alvo quando atingido sofrerá cortes cauterizados como os dos sabres de luz.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: -20 HP
Habilidades de legado de Melinoe:
Passivas

Nível 2
Nome do poder: Informação
Descrição: A morte é uma passagem obrigatória para tornar-se um fantasma, de maneira que, a prole de Melinoe consegue identificar quando um indivíduo está perto da morte, assim como se um fantasma faleceu recentemente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 5
Nome do poder: Médium
Descrição: Os filhos de Melinoe podem ver fantasmas, mesmo quando estes estão tentando se esconder, ou ficar invisíveis, esses não escapam dos olhos da prole da deusa dos fantasmas. Isso também permite a eles que conversem e se comuniquem com fantasmas com certa facilidade, podendo entende-los, e conseguir que falem com eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações através de fantasmas.
Dano: Nenhum

Ativas

Nível 2
Nome do poder: Memorias I
Descrição: Os filhos de Melinoe são capazes de compartilhar suas lembranças através da mente, eles criam uma espécie de empatia com quem desejam, e passam as imagens para a pessoa, como se fossem dela, compartilhando o que lhe pertence, passando conhecimento e imagens.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Habilidades de demônio de Nox:
Passivas

Nível 1
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os demônios tem sua visão aprimorada durante a noite, por estarem diretamente ligados a uma deusa noturna. Com isso, durante a noite, esse sentido fica ainda mais apurado, ganhando um alcance de 500 metros. (Esse poder não funciona durante o dia)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Enxerga melhor a noite, do que de dia, pois, sua visão noturna é ampliada.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Língua Demoníaca
Descrição: Naturalmente, por ter se tornado uma criatura pertencente à noite e passando a possuir a alma trincada a Deusa da Noite, o semideus passa a detectar quaisquer idiomas utilizados por criaturas em estado de possessão e afins.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O poder irá apenas funcionar caso o indivíduo esteja possuído.
Dano: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: Conhecimento  
Descrição: Sendo um demônio, o seguidor da Deusa da Noite, torna-se capaz de identificar outros demônios, assim como de onde vieram e, em alguns casos, até podem cheirar as intenções dos mesmos – caso possuam um desejo muito acentuado de matar, por exemplo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Escuridão Curadora II
Descrição: Os demônios tendem a ficar mais forte durante a noite, ou quando estão em locais escuros, fechados. A escuridão é vista como uma aliada, portanto, quando estiver em local escuro, ou coberto por sombras, ou ainda, durante a noite, poderá usar a escuridão ao seu redor para se curar. É algo instantâneo, suas feridas simplesmente começam a se fechar, e sua energia parece ser restaurada aos poucos. Feridas mais fundas começam a fechar mais rapidamente, e uma parte maior de sua energia é restaurada. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 rodadas, as feridas se fecham no turno em que você usar o poder).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +40 MP e 40 HP
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano:  Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Perícia com Lâminas II.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deusa desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 20 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Punhais e Adagas".

Nível 25
Nome do poder: Escuridão Curadora III
Descrição: Os demônios tendem a ficar mais forte durante a noite, ou quando estão em locais escuros, fechados. A escuridão é vista como uma aliada, portanto, quando estiver em local escuro, ou coberto por sombras, ou ainda, durante a noite, poderá usar a escuridão ao seu redor para se curar. É algo instantâneo, suas feridas simplesmente começam a se fechar, e sua energia parece ser restaurada aos poucos. Agora feridas fundas já viram pequenas cicatrizes, e uma grande parte de sua energia é restaurada. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 rodadas, as feridas se fecham no turno em que você usar o poder).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum

Nível 31
Nome do poder: Visão do Inferno
Descrição: O demônio da Noite conhece os segredos do inferno e do tártaro, sabendo de onde os demônios surgiram, de maneira que, tudo o que é infernal, demoníaco e antinatural não o assusta, muito pelo contrário. O mesmo sente-se confortável perto de crianças de Hades, Nyx, de outros demônios etc.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Ativos

Nível 1
Nome do poder: Sangue Acido
Descrição: Ao ingressar o grupo de Demônios o semideus tem seu sangue alterado, sendo que sua coloração fica escura, preto como a noite. Ao ser cortado o semideus poderá usar o sangue como ácido, qualquer um que tiver esse sangue tocando sobre a pele, sofrera queimaduras, e feridas se abrirão sobre a pele, deixando a carne – apenas na parte tocada – aberta. A ferida depende da quantidade de sangue que tocar o inimigo, se for uma gota, a ferida se abrira no tamanho da gota, uma poça, pode causar um estrago ainda maior.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: 3 HP
Bônus: É algo natural, o demônio tem o sangue alterado quando adentra o grupo, não pode controlar isso, mas, ao ser cortado, poderá usar o atributo ao seu favor, como arma para ferir o inimigo.
Dano: 15 HP (podendo ser mais dependendo do tamanho da ferida aberta, e do local).
Extra: Nenhum.

Nível 2
Nome do poder: Expulsão
Descrição: Ao lidar com indivíduos sofrendo de possessão o demônio da Noite poderá expulsar o demônio do corpo do indivíduo. Entretanto o indivíduo deverá ser de um nível menor.
Gasto de Mp: -15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 18
Nome do poder: Tentáculos Protetores
Descrição: Alguns demônios menores possuem tentáculos com aparência viscosa, que soltam um muco nojento das pontas. Esses tentáculos surgem das costelas do seguidor de Nyx/Nox (seis ao todo), agarram o inimigo e o atiram para longe, o impedindo de atacar o corpo principal do demônio da deusa, deixando no local atingido – onde os tentáculos tocaram – uma sensação de entorpecimento, e causando medo no oponente, pois, o liquido ativa a parte do cérebro que reage ao medo, deixando a pessoa um tanto horrorizada.
Gasto de Mp: 50 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP
Extra: Nenhum


Nível 21
Nome do poder: Garras Demoníacas
Descrição: O semideus consegue fazer suas unhas crescerem, tornando-se afiadas e negras como a noite. Da ponta, o sangue do demônio escorre em gotas pequenas – semelhantes a veneno – quando o semideus perfura o inimigo com suas garras, consegue causar queimaduras internas, fazendo seu oponente sofrer de hemorragia continua.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP por turno (o dano é retirado a cada turno que a hemorragia continuar).
Extra: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Liberador
Descrição: Como conseguem apagar, bloquear, trancar as memorias de um oponente, ou de um amigo, também são capazes de libera-las. Conhecendo o segredo da mente, também podem reverta-la, e possivelmente, podem ser os únicos a conseguir faze-los.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
“'Cause I'm broken when I'm lonesome, and I don't feel right when you've gone away”
Broken - Seether feat. Evanescence

Como Estou


Última edição por Sun Hee em Sex Jun 30, 2017 10:12 pm, editado 1 vez(es)


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Sun Hee
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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Max Pigossi Caldwell em Sex Jun 30, 2017 5:09 pm




stand against darkness


Após o evento desastroso do dia passado, Sofie estava dando um tempo pra relaxar. Dessa vez, hm, longe de..  tudo. Sem anões fazendo você vomitar tinta multicolorida ou crianças estúpidas brincando em um lago perigoso. Ela ainda estava resfriada, e as geladuras doíam bastante.

Acontece que o alojamento ficava bem longe das outras festividades. E, bem.. ele estava completamente vazio. Justamente por isso que a menina resolveu ficar lá. Seu corpo estava meio fraco, mas o real cansaço era psicológico. A abstinência de todas suas pílulas e principalmente do cigarro estavam matando-a por dentro, causando inquietude. Era um dilema humano, a ambiguidade encarnada, querendo ficar sozinha mas não conseguindo parar quieta. Resolveu andar um pouco pela região de Primavera, era tarde e logo a noite cairia. A floresta estava bem serena com a noite preenchendo o céu e a escuridão tomando conta. Fazia Sofie sentir-se confortável, em um local escuro e isolada.

O clima era relativamente quente, mas a garota se incomodou por uma brisa serena e fria tocava seu corpo, refrescando-a. O ar estava relativamente úmido, a floresta estava confortável. É algo bizarro de se dizer, mas sim, a prole de Éris sentia-se em bem em locais que a maioria das pessoas estariam receosas, preocupadas e assustadas. Talvez fosse por causa de sua filosofia pessoal, onde acreditava que o real perigo eram os próprios seres humanos, e não seja lá o que habitar nas trevas. Bom.. esse conceito mudou depois de descobrir que realmente existem monstros nas trevas, mas velhos costumes demoram para ser mudados. Vale citar que, embora esteja sentindo-se bem calma ali, sua guarda não baixava. Sua primeira batalha real foi contra aquele Cão Infernal que pretendia levar seu pai, e venceu por pouco. Como poderia imaginar que tipo de monstros como esse poderiam atacá-la?

A questão é que ela preferia sentir-se ameaçada do que entediada e inquieta. Preferia sentir dor física do que tortura psicológica  causada por sua própria mente, então por mais insano que aparente, sim, ela estava totalmente ciente dos riscos de caminhar numa floresta à noite. Mesmo que na Ilha estejam outros semideuses, sabia que monstros estavam os atacando. Não entendia direito o porque, era algo relacionado à Nyx, uma deusa primordial, mas não tinha pesquisado direito. Os Deuses do Olimpo eram seres interessantes e intrigantes, e ela tinha muitas questões morais sobre eles. No entanto, sua cabeça estava muito ocupada com acontecimentos extravagantes um atrás do outro que ela simplesmente não conseguia assimilar nada direito. Estava digerindo tudo lentamente.

Seus passos faziam um eco conforme esmagava a grama. O canto silencioso da brisa era quebrado por passos ligeiros e respirações ofegantes. E vinham em sua direção. Sacou a Purgatory Sword, atenta, e preparou a outra mão. O coração já estava acelerado. Ela então andou lentamente até uma árvore e ficou atrás dela, pronta para emboscar quem estava chegando. Pelos seus cálculos, as respirações eram tão ofegantes que provavelmente os seres que estavam chegando estavam exaustos demais pra combater. Com um quase breu total e podendo controlar parcialmente as sombras, claramente era avantajada. Não hesitaria em neutralizar qualquer ameaça para si. Espiando, viu serem duas pessoas e quando se aproximaram, logo rolou, rendendo uma com sua espada, pegando-a desprevenida, segurando sua mão esquerda nas costas para ameaçar quebrar o braço e colocando a lamina sutilmente na garganta do que identificou ser um garoto de aparentemente quinze anos. A outra pessoa era uma garota, aparentemente mais nova, que ficou presa pelas sombras que seguravam suas pernas. Os dois gritavam de choque ao serem rendidos, mas Sofie demonstrou ser bem fria e calculista. Obviamente estava na vantagem pois estava atrás do garoto, e poderia até mesmo usá-lo de escudo. Seu plano só falharia na possibilidade de haver um terceiro integrante furtivo, mas a possibilidade era baixa. - Quem são vocês, o que caralhos estão fazendo aqui  à essa hora e porque estava correndo de forma apressada, quero uma explicação rápida do porque vocês não me representam perigo, porque de mim vocês não tem como correr. - disse, de forma seca e imponente. Essa encenação toda, obviamente, servia apenas para forçá-los à falar, visto que ela era totalmente imune à quaisquer tipo de mentira e não mataria outro Semideus - que é o que assumia que esses jovens eram - sem ser realmente ameaçada.

A garota engasgou em desespero, mas logo se acalmou e começou a falar, já que seu parceiro apenas engolia em seco, fitando a lamina negra que a prole de Éris tem, ouvindo os gritos angustiados dela. - .. nós... nós... não fizemos nada! Juro! Nós estávamos brincando por aqui... aí.. um amigo nosso.. ele saiu correndo na frente.. - a garota começou à gaguejar, estava tremendo e claramente estava bem desesperada. Talvez era inocente demais pra notar que tudo não passava de um blefe pra encorajá-la à falar? Ok, não encorajar, mas.. persuadir? De qualquer forma, a pobre menina voltou à falar. Se a descendência de Éris não fizesse da mulher tão impiedosa com desconhecidos, ela provavelmente sentiria pena. - .. aí um troll.. ele pegou nosso amigo.. e não pudemos fazer nada além de correr... desculpa, desculpa, solta ele, por favor! - ao terminar de ouvir, a filha de Éris soube imediatamente que não era mentira. Suspirou em alívio, não queria se sujar de sangue. - Tá. Não é uma mentira. Desculpa o susto. Podem voltar para o acampamento em paz, vamos acionar outros Semideuses e eles vão resgatar o seu amigo pela manhã. Eu escolto vocês, venham.. - comentou, recuando. Não era como se quisesse ajudá-los, mas precisava manter uma boa fama no acampamento ou seria deserdada. Por mais que odiasse aquele lugar, tinha que permanecer ali.. pelo menos por enquanto. - Não dá! Você tem que ir buscar ele! Você é rápida e forte! Por favor, até o amanhecer ele vai comer nosso amigo! Por favor, nós vamos fazer tudo o que você pedir! - comentou o garoto logo após a garota afastar a Purgatory Sword de perto do pescoço dele e largar seu braço. Ela nada fez além de encarar o garoto e pensar. - É, verdade! Por favor, moça! Nós te imploramos! - exclamou a garotinha, que aparentemente tinha uns treze anos. Os cabelos ruivos da menina estavam bem desarrumados e seu rosto estava tão vermelho de tanto correr e passar por aperto que suas sardas eram ocultas. Era pequenina. O garoto, por sua vez, era do tamanho da Sofie, embora mais novo. Era loiro, mas com um físico bem frágil e de óculos, se seguisse o estereótipo chutaria que era um filho de Atena. Bom.. como disse, não podia ter uma má reputação e estava bem estressada. Talvez bater em um monstro feio a ajudasse não só à treinar mas também ajude à desestressar. - Tá.. - ela coçou a cabeça, um pouco sem-graça, e guardou sua espada. - Me levem até onde seu amigo foi pego e me orientem onde der. Eu vejo o que faço. - disse, por fim, suspirando enquanto as crianças a guiavam até o local onde foram atacados. Só conseguia pensar na falta que fazia um cigarro..

As crianças agradeceram e guiaram Sofie até o local. Foi em uma parte mais livre de árvores e mais aberta. Algumas árvores estavam meio tortas, e ela imaginou que foi por causa do embate de fuga das crianças com o famigerado troll. - Aqui.. não sabemos pra onde o troll levou ele, mas .. espero que você consiga.. - comentou o garoto. - Tá.. voltem pra segurança. Eu vou pegar o seu amigo.. ou pelo menos tentar.  Se eu não voltar, saibam que a culpa é totalmente de vocês. - exclamou a prole de Éris, e sinalizou para irem com a mão antes de falarem mais alguma coisa.

Sinceramente, achar o troll não foi difícil. Literalmente, era burro à ponto de deixar as pegadas por aí, amassando completamente a grama com o formato do seu enorme pé por onde passou. Seguiu o rastro calmamente até ver que chegou em uma caverna. De longe, viu uma luz vermelha. Fogo. Nesse momento, não pensou em nada além de implorar para os Deuses para que o garoto ainda estivesse intacto. O cheiro de carne humana queimada é.. nojento.

Seguiu lentamente até a caverna, tentando ser furtiva. Sacou a Purgatory Sword, e espiou. A caverna era bem pequena e logo pode notar duas informações relevantes. O famoso caso de uma notícia boa e outra má. A boa? O garoto estava amarrado e intacto. Era um garoto de cabelos negros, aparentemente com uns dezesseis anos, e estava bem aterrorizado. A ruim? Bom, não era um troll. Eram três. A garota recuou, sentou na parede na parte de fora da entrada da caverna e controlou sua respiração. - Respira, Sofie. Vai dar tudo certo.. É só ter um bom plano, né? Ok.. Vai dar tudo certo. - ela bateu com a mão no próprio rosto, e se levantou. Espiou novamente. Os trolls estavam todos sentados, debatendo sobre como iriam devorar o pobre semideus refém. Até que um se levantou, e começou à andar apressadamente em direção da fogueira - que era enorme, por sinal. E o plano surgiu imediatamente na sua cabeça.

Os Trolls eram bem desajeitados, não é? E aquele em específico estava com a guarda aberta, descuidado, andando em direção de fogo, exclamando algo sobre aumenta o fogo. Será que tinha como se reequilibrar caso algo o fizesse tropeçar? Assim, Sofie usou sutilmente a Umbracinese para prender repentinamente a perna do monstro, e aconteceu exatamente como planejado: a mão sombria furtivamente prendeu a perna do desengonçado troll e logo soltou, fazendo-o cair de cara na fogueira, destruindo-a. O monstro urrou em agonia, e levantou, gritando em um misto de dor e raiva.

Ela então apenas disse em tonalidade normal para o troll enfurecido - que estava mais perto da entrada, visto que a fogueira era mais perto -, semeando o que faz de melhor: discórdia. - Ele disse que a culpa é sua por ser um bobão. - a voz da garota chegou nos ouvidos do monstrengo graças ao pequeno eco, e mesmo que sejam relativamente inteligentes, o monstro que já estava furioso entrou em puro frenesi. - Você me chamou de bobão! - exclamou raivoso para outro Troll, dando um soco nele. E assim, dois dos trolls começaram à brigar ferozmente na estreita caverna. O terceiro tentou se afastar, e andou de costas até a entrada, observando o confronto.

Perfeito.  Sofie aproximou-se lentamente do terceiro Troll, e passou um corte limpo e rápido em sua perna, fazendo cair de joelhos e urrar de dor. Então subiu nas costas dele, pulou e usou o peso do próprio corpo para perfurar seu pescoço. Purgatory Sword impiedosamente perfurou a garganta do monstro, fazendo-o engasgar no próprio sangue e cair agonizando. Era questão de tempo até morrer.

O refém rastejou até o canto da sala, horrorizado com aquele caos e ainda mais com a brutalidade e frieza de sua resgatadora. Os outros dois trolls que brigavam estavam com marcas de socos e sangrando, ambos absolutamente exaustos - principalmente o que destruiu a fogueira, mas ambos olharam para seu colega ser assassinado e urraram em raiva. Os dois, em frenesi, avançaram na direção da semideusa, que sorria no meio daquele caos organizado por ela mesma. O troll menos ferido estava correndo com um ímpeto muito maior, e como eram tontos, imaginou que a mesma estratégia funcionaria duas vezes.

Usando novamente a Umbracinese, conseguiu fazer o monstro cair de cara no chão, ganhando tempo. O outro então tentou agarrar a prole de Éris, que conseguiu desviar. Ela mirou e criou espinhos, mirando diretamente nos olhos dele. Planejado e feito - deixou o monstro cego, e isso fez ele perder a mente por completo. Ele simplesmente começou à golpear todos os cantos que conseguiu, acertando até mesma seu amigo que se levantava no processo. Ela então correu, evitando os imensuráveis golpes do troll ferido e enfurecido, enquanto pulou no outro troll que se levantava, fincando sua espada em seu ombro. Ele se revirou, prendendo-a e chacoalhando-a, até ameaçou a esmagar na parede. Foi aí que Sofie decidiu colocar o pé nas costas dele, tirar a espada e pular, rolando para trás e se reposicionando. O monstro já estava bem cansado e agora estava sangrando, enquanto o outro lentamente destruía tudo que via pela frente.

A própria caverna tremia. Quanto o troll não cego avançou novamente e tentou esmagar a garota contra a parede, ela simplesmente jogou espinhos em seus pés, rolando para o lado e fazendo um corte que subia de onde seria a panturrilha de um humano até a coxa, fazendo cair. E então, perfuraria-o nas costas, bem no centro, tentando acertar um coração. O monstro urrou de dor, um esguicho de sangue saiu quando a garota perfurou, comprovando que tinha acertado o órgão vital que pretendeu. Já o Troll em frenesi, ela simplesmente deixou ele lá. Sem enxergar e tão avariado, era questão de tempo até ele morrer. Ela calmamente limpou a espada no pano do monstro que foi perfurado no coração e cortou as cordas do refém. - .. ei, calma. Eles não mereciam misericórdia, iam te matar. - comentou para o garoto que estava aparentemente em choque. Aaah, lá se vai a reputação de heroína que queria criar. Droga. Mas não foi totalmente em vão! Realmente, aquilo foi bem.. relaxante, de certa forma. - Isso.. isso.. isso é desumano! Você é pior que eles! - exclamou o garoto, aterrorizado. - Você quer sair vivo? Vem logo, ignora o bobalhão se debatendo. - comentou e seguiu, evitando o único troll vivo porém inválido. Nesse ponto ele estava praticamente parando, de tão exausto. Ao chegarem lá fora, ela guardou sua espada. - Isso não é desumano. Isso é humano. - ela suspirou e tateou os bolsos. Droga, mais uma vez seguiu até o cigarro e não encontrou nada. Talvez precisasse mesmo dar umas saídas pra comprar uns maços.. - Eu não quero ouvir nenhum "mas", quanta ingratidão. Você é inocente demais, sabia? Quer uma recomendação? Acostume-se com isso. Você vai mesmo vai sujar suas mãos um dia. Agora, vamos voltar logo, seus amigos estão preocupados porque se eu não chegasse, eles iam te assar e te comer e quem ia ser vítima de brutalidade ia ser você. - completou Sofie, em um tom rígido. Odiava pessoas ignorantes e hipócritas como esse garoto, que pregam paz mas não sabem que a mesma brutalidade ocorrida ali acontecia todos os dias no reino animal, ou até mesmo com humanos fazendo isso à animais ou pessoas.

Era assim que o mundo funciona. Ele é podre. De qualquer forma, a prole de Éris precisava de um banho. Um banho e um maço de cigarros. Pelo menos.. boa parte do stress foi descontada. Só não sabia se aquilo realmente valeu à pena.

Poderes Passivos:
Nível 1
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Cura do Pomo I
Descrição: Inicialmente comer uma maçã - um dos símbolos de sua mãe - poderá lhe dar um pouco mais de energia e fazer você se sentir revigorado, mas nesse nível não é nada muito elaborado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 10 HP e + 10 de MP
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Perícia com facas e lanças I
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia possuem habilidade tanto com armas que conferem certa distância quanto com armas de curto alcance. Nesse nível ainda é algo muito simples e sua habilidade se destaca, mas está longa da perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +5% de dano.

Nível 5
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: Éris/Discórida era braço direito de Ares, por isso - ao menos com armas - seus filhos são ambidestros. Tendo habilidade de manuseio com ambas as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Mesmo estando com uma arma na mão dominante, conseguira usar outra na mão oposta sem qualquer problema.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Causador de Discórdia I
Descrição: As proles dessa deusa são ardilosas e, nesse nível, contam mentiras que parecem muito verídicas, podendo fazer o oponente ficar levemente confuso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de ilusão, mentiras e discórdia através de palavras e da mente 15% mais fortes.
Dano: +5% de dano se o semideus conseguir fazer com que caiam em sua teia de mentiras e ilusões.

Nível 9
Nome do poder: Bom ator
Descrição: Devido a sua habilidade em contar mentiras, você acaba sendo um improvisador nato e essa habilidade pode lhe ser muito útil para sair de momentos difíceis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força em poderes ativos que necessitem de persuasão, ilusão ou mentiras. +15% de chance de sair de uma situação complicada usando tal habilidade.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Reconhecimento de mentiras
Descrição: Nada melhor do que um bom mentiroso para reconhecer outro, certo? Desde que o oponente não acredite na mentira que está contando, você poderá descobrir que a história dita não passa de uma falácia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será afetado por mentiras, pois, sempre sabe quando alguém está mentindo ou tentando engana-lo.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Aprimoramento de força
Descrição: Como Éris/Discórdia acompanhava Ares/Marte em batalha, seus filhos conseguem aumentar sua força de modo que ela se compara a da prole do senhor da guerra, ficando abaixo apenas de tais crias.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força em batalha.
Dano:  +5% de dano se os golpes acertarem.

Nível 13
Nome do poder: Estrategista Habilidoso
Descrição: De tanto criar mentiras você começa a se tornar um bom estrategista, sendo capaz de criar estratégias de batalha quase tão eficientes quanto a das proles de Atena.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de que seus planos funcionem conforme o esperado.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Perícia com facas e lanças II
Descrição: Agora a sua habilidade começa a se aperfeiçoar ainda mais e você com toda certeza passa a ser um dos destaques no uso de ambas as armas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +35% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +15% de dano.

Nível 16
Nome do poder: Furtividade I
Descrição: Os filhos de Eris/Discórdia tendem a ser bastante espertos, furtivos, devido as palavras venenosas e da má sorte que instalam ao seu redor. Isso faz com que consigam se esquivar mais facilmente, e se locomover sem serem notados com facilidade, podendo evitar fazer barulhos, ou serem detectados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de furtividade em luta. +20% de chance de pegar o inimigo de surpresa.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Resistência à Pressão
Descrição: Como Éris/Discórdia foi ao Tártaro, seus filhos possuem a capacidade de suportar grandes pressões/variações bruscas de pressão sem sofrer algum tipo de dano colateral.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem resistir a grandes pressões sem sofrer danos.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos:
Nível 14
Nome do poder: Umbracinese II
Descrição: O semideus aprimorou sua força, e aprendeu a controlar as sombras mais fervorosamente, consegue faze-las se enroscar entre as pernas de seu oponente, e prendê-lo até a cintura, enquanto estiver com o poder ativo, os membros inferiores do inimigo, ficarão totalmente imobilizados, ou seja, pernas, pés, e quadril, não conseguirão se mover enquanto estiverem presos pelas sombras. Ainda não consegue usar as sombras para ferir seus oponentes.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Espinhos II
Descrição: O semideus consegue invocar espinhos medianos, feitos de energia sombria na ponta dos dedos, e lança-los em direção ao inimigo, causando um estrago maior.
Gasto de Mp: 5 MP cada espinho
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP (cada espinho
Extra: Consegue criar até 3 espinhos por vez

Nível 13
Nome do poder: Causador de Disputas
Descrição: O filho de Eris/Discordia, pode usar esse poder, e jogar um inimigo contra seus aliados, causando uma disputa em campo por um curto período de tempo. Basta plantar sobre os corações dos inimigos, uma pequena semente de discórdia, e ao se concentrar, o poder deve funcionar, lhe dando chance de fazer com que eles causem golpes um no outro, e aproveitar-se disso para escapar, ou piorar a situação ainda mais.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O efeito dura dois turnos, nesses dois turnos, aliados se tornam na verdade, inimigos em campo, podendo atacar um ao outro, seja com palavras ou gestos.

Nível 1
Nome do poder: Palavras torturantes I
Descrição: Fazendo uso deste poder, o filho de Éris/Discórdia pode usar-se dos maiores medos de seu oponente para deixá-los inseguros, frustrados, cansados ou irritados. É preciso que a cria de tal deusa possua impecável oratória e convicção daquilo que está dizendo pois, nesse nível, a habilidade é um tanto frágil.
Gasto de Mp: 15 MP Por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Deixa o inimigo levemente confuso, contudo, é preciso saber sobre o que está falando.


Legendas:

Sofie
Garotinha
Filho de Atena
Troll
Garoto Refém



valeu @ carol!


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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Jun 30, 2017 7:44 pm



A campeã dos campeões
Se eu sou Julieta, então você é meu Romeu
Observação: Essa será a única missão onde Emmanuelle narrara em primeira pessoa, por uma questão de entretenimento.

Acho que perdi muito da adolescência quando entrei na caçada, e agora, não entendo nada de romance. Tenho dificuldade em demonstrar afeto, mas também não deixo as pessoas perceberem meus sentimentos, e tudo porque não quero parecer fraca perante aos demais. É difícil descrever sensações como aquela que sempre me incendiavam quando Ariel estava por perto, sou caçadora, deveria ser isenta de qualquer tipo de sentimento, mas não era e toda vez que a via sentia meu coração disparar. Até seu nome mexia comigo de uma maneira estranha, podia ver seus olhos em minha mente, e sentir seu perfume mesmo quando ela não estava por perto.

Suspirei sem perceber, estava sorrindo apenas por pensar nela, e acho que a imagem foi tão nítida, tão real, que nem percebi sua chegada repentina. Alguém tocou meus cabelos, afastou-os para o lado e beijou a lateral do meu pescoço, certamente eu teria agido de maneira defensiva, atacado o indivíduo com facilidade, se não tivesse ouvido a voz dela. — Demorei muito? — A voz da latina soou suave, seu sotaque estava bem evidente, e eu o achava tremendamente atraente. Meu coração disparou ainda mais no peito, e eu me senti meio boba... mas esse não era o termo correto para o que estava mexendo comigo. Eu estava apaixonada, como nunca antes estivera.

— Muito — Confirmei com uma risadinha envergonhada, apenas para me virar em direção a ela em seguida. — A senhorita está um minuto atrasada, como vai pagar sua dívida? — Perguntei, tendo a certeza de que meus olhos brilhavam em divertimento, apenas por estar com ela. Ariel estava atrasada, tinha chegado um pouco tarde na ilha, e tudo porque tivera que resolver questões em Nova York, algo sobre um ataque a sua mansão. O resultado disso é que passamos uma boa quantidade de dias uma longe da outra, fazendo o reencontro ser coberto pela saudade.

— Hm, não sei, posso te fazer mudar de ideia — Ela vinha cheia de dedos em sua direção, e eu sabia que teria me enchido de cocegas se uma fada não tivesse a detido, parando entre mim e ela, consequentemente nos separando. Nos entreolhamos confusas pela aparição repentina, mas fui eu a primeira a me pronunciar.

— Desculpe? — Questionei, a fada se virou em minha direção e abriu um sorriso largo, então gritou.

— Eu encontrei! Eu encontrei, aqui vejam, ela não é linda? — A fada atraiu mais um monte de pequenos seres para a campina da primavera, lugar onde eu encontrara com Ariel a poucos minutos. Fiquei completamente vermelha com o elogio, mas minha namorada simplesmente me olhou em completa confusão. Neguei com a cabeça, pois também não sabia o que estava acontecendo.

— As duas são, elas ficarão lindas no palco improvisado, vamos, convença elas! — Uma das fadas se aproximou e tocou meus cabelos, me remexi inquieta, sem saber o que fazer.

— Tudo bem! Já chega! — Ariel se aproximou e me puxou para o peito, como se assim pudesse me proteger da confusão das pequenas fadas. — O que querem? — Ela era direta, fria, e sua aura era simplesmente medonha, confesso que até eu acabei me encolhendo diante de seu olhar.

— Vocês precisam vir conosco...

— A rainha está dando uma festa — Outra concordou.

— Precisamos de um casal .

— Romeu e Julieta!

— Vocês ficarão perfeitas, ela certamente vai gostar!

As fadas falavam juntas, bagunçavam as palavras e não sabiam explicar direito. Ergui o olhar contra o de Ariel, ela estava contrariada, mas eu dei de ombros e deixei que ela tomasse as rédeas da situação.

— E o que temos com isso? — A princesa do inferno questionou as fadas, eu ri, pois ela não tinha jeito algum com qualquer que fosse a pessoa que abordava, ou nesse caso, criatura mágica.

— Vocês serão a atração principal, por favor, venham conosco, podemos dar algo em troca — A fadinha que nos encontrara antes de todas as outras implorou, mas o que me fez querer ir com elas foi outra coisa. Eu daria tudo para ver Ariel interpretando um príncipe encantado, e sim, queria rir um pouco dela. Mordi o lábio e encarei minha namorada, abrindo um sorriso meio dengoso, meio pidão. Eu podia curtir as experiências que perdera na infância no agora, não via nenhum mal nisso, apenas me sentia como uma criança travessa que desejava – e muito – aprontar.

— Nós vamos — Ariel se rendeu, eu comemorei internamente, e juntas, seguimos as fadas para dentro da floresta.

...

Meia hora mais tarde nós tínhamos adentrado o bosque, e agora eu estava com flores no cabelo. Ariel tinha sumido, e eu tinha sido colocada em uma espécie de balcão improvisado coberto – também – por flores de primavera. A minha frente estava uma espécie de público, já que as fadas tinham se espalhado entre os galhos das arvores e todas me encaravam naquele momento, foi ali que eu comecei a ficar tensa.  Uns dez minutos antes da apresentação eu tinha conseguido gravar o pequeno texto de Romeu e Julieta, um romance muito conhecido, afinal, todos estudam Shakespeare quando estão na escola. Comigo isso foi um pouco diferente, já que nunca frequentei uma instituição de fato, mas pude aprender uma coisa ou outra em casa, através de tutores particulares e professores especializados em literatura.

Eu ainda me recordava de algumas cenas do romance, mas nunca, jamais, pensei que interpretaria um. As cortinas se abriram em poucos minutos, revelando uma Ariel tensa debaixo da bancada, segurando um buque de flores e com um sorriso nervoso, forçado. Ela vestia uma capa engraçada, um chapéu de príncipe, luvas brancas e até uma meia mascara, que cobria metade do seu rosto. Confesso que tive vontade de rir, mas me contive. Estava levemente impressionada com o trabalho das fadas, mas também me divertia bastante com toda aquela situação. Era minha deixa.

— Calma! — A voz de Ariel saiu um tom acima do normal, segurei o riso e desviei o olhar, fingindo fitar um ponto qualquer na floresta. — Que luz é aquela na janela? — Ela avançou um passo em direção ao balcão, tremia de nervoso, e eu podia sentir sua aura gelada da posição em que me encontrava. — Es tu Julieta? Oh! Minha senhora, meu grande amor — Cada minuto que se passava era uma verdadeira tortura, eu sentia vontade de rir, me controlava, mas as caretas de Ariel estavam tremendamente engraçadas.

Respirei fundo ao ficar vermelha e voltar o olhar para ela, era minha deixa para continuar o texto improvisado. — Romeu? Ès tu Romeu? Renega teu pai, e o nome que vem dele, então jura que é meu amor, e não serei mais uma Capuleto, mas sim o seu amor — Deuses, eu me sentia completamente ridícula, se Ártemis estivesse me assistindo naquele momento, certaria estaria surtando.

— Ela falou! — Ariel segurou a trepadeira, então começou a subir. — Ouço mais da sua doce voz meu anjo, ou continuo a subir para mais perto de ti? — Aquele texto tinha sido alterado, arqueei a sobrancelha, Ariel fez uma careta, eu sorri de canto e a puxei pela gola da camiseta.

— Já devia ter subido — Reclamei, apenas para fazer graça.

— Cala a boca e me beija — Ela retrucou e então sorriu, me puxou e selou os lábios aos meus de maneira rápida, num selinho bobo, tranquilo. As fadas aplaudiram, nos duas rimos que nem idiotas e nos separamos. Tínhamos cumprido nosso objetivo de entreter as fadas, de um jeito meio atrapalhado, eu sei, mas divertido. Eu tive anos de imortalidade, anos de servidão, e anos de tortura, mas esse era meu primeiro ano de amor e diversão, e estava sendo uma verdadeira loucura.

Triplicador:

• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (Valido até 30/06/2017)
Thanks Panda


Avaliação da Arcus
Comentários e avaliação:
Critérios de avaliação: à esquerda (◄) valores totais, à direita (►) valores recebidos.
50% - Enredo e coerência de batalha - 50%
20% - Gramática e ortografia - 18%
30% - Criatividade - 30%

Achei muito fofa a sua história, meu anjo, foi divertido encantador, não houveram muitos erros, mas descontei 2% principalmente porque logo no início você usou uma conjunção adversativa para unir duas frases que expressavam a mesma ideia, e que nem era necessária a repetição, mas é coisa que acontece, esquecemos que já colocamos a ideia e acabamos repetindo. Esse único parágrafo ficou confuso, mas os demais foram excelentes!

Recompensas: 8.820 XP 2.940 Dracmas  2 flores e 2 folhas secas.

Triplicador contabilizado

Atualizado por Vênus



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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Jun 30, 2017 8:23 pm



Demônios a Solta
VAMOS FINGIR QUE SABEMOS AMAR E QUEM SABE UM DIA PODEREMOS APRENDER
Uma mesa improvisada tinha sido colocada ao centro da campina do acampamento improvisado das caçadoras, localizada no meio da floresta da primavera, próxima ao riacho naquela ilha esquisita. As garotas tinham espalhado mapas da ilha sobre a mesa, algo comprado dois dias antes em uma lojinha de conveniência. Não era dos melhores, as informações contidas nele eram bastante precárias, mas seria ao proposito daquela operação. Fazia algum tempo que os campistas estavam desaparecendo ao redor da ilha, misteriosamente e sem deixar rastros para trás.

Eles sempre apareciam horas mais tarde, mas aí a tragédia já tinha acontecido e o que restava era apenas o corpo do defunto, resumidamente, os campistas apareciam mortos, com garras de animais em diversas partes do corpo. Mordidas, rasgos e hematomas, algo realmente cruel, sem chance de defesa. Era possível ver sinais de luta claro, mas não era possível identificar a origem do atacante, o que fazia todo mundo supor que não era simplesmente um ataque de animal.

Manu estava bem ao centro, da mesa, pintando pontos no mapa com adesivos vermelhos para marcar os locais dos ataques. Eles não seguiam um padrão, e nunca aconteciam da mesma maneira, não estavam próximos uns dos outros. Ninguém sabia onde ocorreria o próximo ataque, mas as caçadoras tinham um jeito de conseguir encontrar aquela criatura, fosse ela quem fossem não passaria daquela noite se dependesse da jovem tenente.

— Vamos nos dividir em três duplas ao redor da ilha, deixando de lado apenas o inverno, já que os conselheiros estão cuidando das coisas por lá e a neve ficou densa durante a noite, não acho que teremos ataques naquela direção — Manu falava de maneira polida, firme, não deixava transparecer duvidas ou preocupações, mas as tinha e ponderava. — Helena e Faye podem ir para a floresta do outono, Ailee você segue com a Bia até a cabana do verão, Sabine vem comigo, vamos ficar no bosque da primavera, e ir até a fronteira — O plano parecia bom, elas cobririam uma boa area, e estavam indo para caçar, matar ou capturar quem quer que fosse o inimigo do momento.

Elas partiram a meia noite, quando todos os outros já estavam dormindo, se separaram na fronteira da floresta e permaneceram de vigia em seus determinados postos. Manu estava com o arco favorito em mãos, a aljava já ativa, e tinha ativado o modo silencioso para evitar chamar atenção. Sabine ia pelas arvores, conseguia melhor visibilidade de cima, já que era filha de Athena e tinha visão de longo alcance. A jovem tinha espalhado corujas pela floresta, conectado os olhos aos dela e ganhado um alcance quase perfeito para as duas. Já Manu tinha usado Molly para farejar a área ao redor, mas o lobo ainda não tinha retornado de sua busca.

— Tem algo grande se aproximando rapidamente — Sabine alertou a garota, Manu saltou para a arvore mais próxima e escalou os galhos baixos, ocultando-se por entre as folhas assim como sua subordinada.

— Distancia? — A mais velha perguntou, ao mesmo tempo, puxou uma flecha de som da aljava e armou seu arco, aguardando o momento certo para atirar.

— Menos de 2 minutos para nos alcançar — Ela se colocou em posição de batalha, puxou os fios prateados do cabelo e então esperou. Cada batida do coração de Emmanuelle era um minuto de ansiedade naquela espera sem fim, cada piscadela era um som diferente na mata, cada respiração falha era um galho se quebrando mais próxima a elas.

— Espere! — Manu gritou antes que Sabine tivesse a chance de capturar a criatura, que por ventura vinha a ser o lobo de Emmanuelle, Molly, que tinha retornado de sua pequena busca pelo bosque da primavera.

A caçadora recuou ao perceber quem era, então relaxou nos galhos e voltou a se conectar com seus próprios mascotes. Manu saltou da arvore e acariciou os pelos do lobo branco, apenas para se comunicar com ela em silencio, buscando as informações que precisava para se aventurar mais adentro da floresta.

Eu encontrei uma trilha de sangue ao norte, o cheiro é fresco e está forte...

Manu assentiu, concordando que aquilo era o melhor que conseguiriam por hora. Molly era uma ótima rastreadora, nunca deixava nada passar, e bem, Emmanuelle confiara sua vida a ela, até porque compartilhava sua alma com o lobo.

— Sabine, Molly encontrou algo, vamos rápido antes que a pista suma de vez como aconteceu das outras vezes — Manu pediu, a caçadora entendeu o jogo e saltou por entre os galhos, apenas para pousar delicadamente ao lado de sua comandante.

As duas então partiram para dentro da floresta, seguindo o lobo que as guiava até a trilha de sangue. A caçadora podia sentir a mudança sutil no ar, conseguia identificar os calafrios que denunciavam o perigo, sentia a espinha gelar a cada novo passo que dava sobre a relva, mas não parou e nem hesitou em nenhum momento. Manu estava acostumada a adrenalina da batalha, logo, não tinha porque temer algo que não conseguia evitar, era natural dela, fazia parte dela, estava com ela a cerca de 3 anos, não mudaria agora, do nada e sem explicação.

— Sinto cheiro de sangue — Sabine torceu o nariz em desgosto, fez a caçadora sorrir de canto e farejar o ar a procura do odor desagradável que não demorou a preencher suas narinas. Ela também captou o cheiro, mas ao contrário da filha de Athena, apenas se limitou a seguir a trilha.

— Alguém morreu aqui — Manu mordeu o canto do lábio, parou de maneira brusca e levou os dedos aos lábios, então indicou a caçadora as arvores, a mandando subir antes de se colocar na defensiva.

Tem alguém nos observando.

Manu concordou com Molly, e passou a se comunicar com essa através do pensamento enquanto não identificavam o inimigo, a expectativa do encontro a deixava tensa, nervosa e ansiosa tudo ao mesmo tempo. Queria acabar logo com tudo aquilo, mas não tinha certeza de que queria encontrar o monstro. Era um pouco injusto com ela, pois era sempre a responsável por atrair a confusão, talvez Tessa estivesse certo afinal, Manu era um imã para problemas... a certeza disso nunca esteve tão grande quanto naquele momento.

A garota mordeu o lábio, Molly saltou para dentro da mata e urrou forte, foi então que as criaturas apareceram, literalmente vindas do meio do nada. Eram duas, diferentes entre si, mas semelhantes ao mesmo tempo. Animais selvagens modificados. O primeiro era uma pantera negra, com os olhos vermelhos e dentes afiados, ela espumava pelo canto da boca, saliva pingava no chão e todos os seus músculos estavam retraídos, pronta para atacar. Sua aura era maligna, e a fumaça ao seu redor denunciava que algo tinha acontecido a ela, aquele animal estava longe de ser um predador comum, era um monstro, um monstro sem alma.

O segundo estava ao seu lado, tinha a mesma aura do primeiro, os olhos também estavam vermelhos, mas não era um felino, era uma serpente, que sibilava e rastejava ansiando por atacar. Ambos pareciam modificados de alguma maneira, como se algo tivesse tomados seus corpos e expulsado sua forma original para longe, mas não era isso que surpreendia a caçadora, era aquele ar tenebroso que continuava a arrepia-la e assustava. Pela primeira vez na vida, Emmanuelle sentiu medo perante a caçada, pois não se sentia como a subordinada de uma deusa, e sim tinha invertido os papeis, tornando-se a presa de dois demônios.

— Ela quer a garota — A cobra sibilou. — Não podemosss matá-la — Manu encarava ambos, mas não se mexia, estava paralisada no lugar por algo muito maior do que ela. As sombras aos seus pés estavam vivas, circulavam sua cintura, esmagavam seus ossos, e foi então que ela percebeu, tinha sido pega em uma armadilha, e fora direto para a emboscada.

A jovem contava com o elemento surpresa, Sabine ainda estava ali, sobre as arvores, e poderia ajuda-la, Manu só precisava ganhar tempo, mas como? Molly estava ao seu lado, rosnava e batia as batas contra o chão, mas não se aproximava, sentia o perigo assim como ela, e claro, não queria se arriscar. O instinto animal do lobo gritava por sobrevivência, e Manu compartilhava da mesma sensação que ela.

— Vamos matar o bichinho na frente dela — A pantera raspou as garras sobre a terra, deixando uma marca rasa sobre o solo, Manu mexeu os dedos, continuou olhando de um para o outro, mas não se moveu. Que diabos estava acontecendo com ela que parecia sufocar de dentro para fora? Ela não sabia dizer, mas não se movia, porque também não tinha percebido que as sombras ao redor do seu corpo tinham ficado mais densas e pesadas, enroscando-se em suas mãos, acariciando seu pescoço, brincando com suas costas, com as bochechas e com a testa. Ela estava ficando sonolenta, fria e cansada, podia sentir o corpo ceder com a toxina que era espalhada aos poucos.

Ela precisava se mover...

Manu trincou os dentes e forçou o corpo a romper parte das sombras, conseguiu libertar uma das mãos do poder desconhecido das criaturas ali presentes, mas os demônios avançaram contra ela, e a jovem não teve tempo de fazer mais nada. Molly se atirou a sua frente, prendeu a cobra pelo pescoço ao cravar os dentes na região próxima a cabeça do animal. Ao mesmo tempo, Sabine saltou sobre as arvores e cravou a espada na pata traseira da pantera, puxando a atenção do demônio para si. A magia foi desfeita, Manu se libertou de sua prisão no momento que os monstros foram atacados, e foi ali que percebeu o que acontecia. Alguém estava se vingando, matando semideuses inocentes enquanto possuía os corpos dos animais da floresta encantada do festival. Não era a primeira vez que acontecia e certamente não seria a última.

A jovem tinha ouvido boatos sobre os demônios, mas não tinha acreditado a princípio, não era crédula com ataques de criaturas do inferno, deuses não enviavam monstros assim sem um motivo, mas a guerra estava perto, e Nyx buscava vingança. Manu não devia se surpreender daquele jeito, mas estava, e por isso agia de maneira estranha. Os momentos de paz que construíra no último ano já tinham chegado ao fim, era hora de acordar e retornar das férias, ou pessoas morreriam sobre sua tutela, como acontecia no agora. A jovem puxou o colar do pescoço, ativou a espada e parou de pensar para começar a se mover. Partiu para cima da serpente e deixou que Sabine continuasse em sua batalha com a pantera. Molly tinha sido atingida pela calda da cobra, estava com parte do corpo enrolado pelo corpo robusto da predadora, mas ainda não tinha desistido de lutar.

Os dentes do lobo lunar persistiam cravados no pescoço do réptil, e só soltaram quando Manu desceu a espada de encontro aquele ponto, decepando o animal com uma facilidade extrema, algo que só foi possível graças ao lobo. O corpo continuou se debatendo sobre o solo, mas Manu não perdeu tempo pensando nisso, apenas fatiou a cobra em vários pedaços diferentes, e então os congelou com a ajuda dos poderes para invocar a neve. A jovem não queria que aquela criatura retornasse tão cedo, e se dependesse dela, isso não aconteceria. Sabine estava presa debaixo das patas da pantera, lutava bravamente, mas estava em uma desvantagem tremenda. Molly saltou sobre a criatura para ajudar a caçadora, e Manu foi em seu encalço.

O lobo atingiu a lateral direita do corpo da pantera, Manu acerto a espada na altura de seu olho, puxou e a fincou num ponto muito próximo ao pescoço, então Molly terminou o serviço ao ativar as garras e cortar o que restara da carne do felino. Sabine se sentou de qualquer jeito sobre o gramado, cuspiu sangue sobre o chão e então ergueu o olhar, agradecendo a mais velha silenciosamente.

— Está terminado — Manu suspirou, agradecendo a lua por cuidar delas durante a noite, afinal, parte de seus poderes e de sua força dependia da floresta, mas uma parte muito maior vinha da lua.

— Sim está, pelo menos por hora — A filha de Athena confirmou, Manu a ajudou a se levantar, apoiando-a em seu ombro e passando um braço ao redor de sua cintura. Ela não sabia quanto tempo aquilo iria durar, mas ficaria satisfeita com uma noite de sono, pelo menos, no agora.
Passivos:

Nível 2
Nome do poder: Bronze celestial
Descrição: Esse é dos matérias principais usados nas armas de Poseidon/Netuno, por ser um material comum para armamentos dos mares e não adquirem ferrugem, o filho de Poseidon/Netuno que lutar com armas de bronze celestial ganhara um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de bronze celestial ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 12
Nome do poder: Temperatura
Descrição: A temperatura da água não afeta o semideus, independentemente de estar quente, fria, ou congelada, para ele não fara diferença, pois não sente da mesma forma que os demais semideuses, humanos, monstros e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Não é afetado pelas mudanças bruscas na temperatura da água.
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você se tornou um mestre com essa lamina e agora pode usa-la para atacar se defender, também consegue desarmar inimigos com mais facilidade e dificilmente deixa que tirem a lamina de suas mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 1
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos são essenciais em uma caçada, de maneira que, tais semideuses, ao juntarem-se a Ártemis, desenvolvem os sentidos, passando a enxergar, ouvir, sentir etc. muito bem, seja durante o dia ou durante a noite.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em todos os sentidos.
Dano: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Conhecimento Bélico
Descrição: As caçadoras naturalmente acabam adquirindo um grande conhecimento sobre armas, sejam brancas ou de fogo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Força
Descrição: Ao lutarem em um ambiente natural, como florestas, a força da semideusa se torna maior, pois estão no local que as fortalece. Sendo mais difícil derrota-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% de força ao lutarem em florestas.
Dano: Nenhum.

Nível 23
Nome do poder: Influencia da Lua
Descrição: Como seguidoras da Deusa Ártemis, as caçadoras se tornam, naturalmente, ligadas a lua. De maneira que, em cada fase da lua, a caçadora demonstra determinada aptidão distinta. Como se seu corpo seguisse o calendário lunar.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Lua nova: Período propício estudos, pesquisas, atividades em grupo, concentração, meditação, autoconhecimento, novas ideias, crescimento, expansão, emprego, etc.
Lua crescente: Magias que favoreçam desenvolvimento, crescimento, prosperidade, expansão, adiantamentos, começos, etc.
Lua cheia: Ótima para amor, fertilidade e obtenção de luz. A Lua Cheia é uma fase especial em que todo tipo de poder tem seu efeito potencializado.
Lua minguante: Momento de dissipar energias; desintegração, reflexão, exorcismos, etc. Durante a Lua Minguante não é aconselhável realizar nenhum tipo de magia relacionado a construção, amor, dinheiro, etc.
Dano: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como imortais e habituadas a movimentação extrema as caçadoras passam a desenvolver uma resistência acima da média, podendo passar mais tempo em corridas e em batalhas, sendo difícil cansa-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% em resistência.
Dano: Nenhum.

Nível 30
Nome do poder: Habilidade em batalha
Descrição: Tais semideuses tornam-se habilidosas em batalhas, conhecendo pontos fracos de monstros, assim como seus movimentos passam a ser limpos e rápidos, tanto utilizando arcos como facas/adagas. Sendo extremamente evasivas no combate corporal, assim como assertivas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 50% de velocidade em combates corporais.
Dano: Nenhum.

Nível 70
Nome do poder: Perícia com Arco VIII.
Descrição: As Caçadoras de Ártemis possuem uma facilidade natural com o manejo de tal arma, podendo rapidamente usá-la em uma ofensiva quanto na defensiva.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de Arcos.
Dano: + 50 de dano ao ser acertado pela arma da semideusa, pois a precisão será mais certeira.
Armas:

*Espada Marinha:Espada de dois gumes com o fio em perfeito estado (sempre se restaurando na água) , tem 1m cumprimento e 10cm de largura de lâmina. 15cm de cabo. Lâmina toda revestida com prata e bronze celestial, nunca enferruja e encrustada no meio dos metais há um pedaço de alga marinha na cor verde. Seu cabo é prata revestida com madeira, musgo e couro de cavalo, dando flexibilidade apenas para filhos de Poseidon/Netuno. Em descanso toma a forma de um cordão de couro com um pequeno pingente prata na forma de peixe. Sempre retorna ao pescoço do dono.

♛Weapon Blood♛: Trata-se de um arco de material avermelhado, indestrutível. Este possui entalhes de flocos de neve por toda a sua extensão. A aljava da arma é de couro e suas flechas são realmente poderosas. Suas pontas possuem um veneno que faz com que o local afetado por esta perca mais sangue do que perderia em um ataque comum. No topo do arco encontra-se um pequeno topázio roxo, dentro dele esta escrito: Emmanuele.
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Critérios de avaliação: à esquerda (◄) valores totais, à direita (►) valores recebidos.
50% - Enredo e coerência de batalha - 50%
20% - Gramática e ortografia - 19%
30% - Criatividade - 30%

Descontei aquele 1% por causa do acento de distância que você lanchou e uma crasezinha que se perdeu, meu amor! De resto estava tudo ótimo!

Eu entrei em modo reflexivo ao avaliar essa missão, gostaria que todas nós pudéssemos transformar assediadores em coelhos, é uma pena que não...

Recompensas: 23.520 XP + 7.840 Dracmas + 2 flores, 1 floco de neve, 1 folha seca, 1 gota de chuva. 120 XP para o mascote

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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Tessa S. Henz em Sex Jun 30, 2017 10:36 pm

De alguma forma que nem mesmo eu compreendera, eu me vira indo de encontro ao baile primaveril. Minhas vestes eram frescas, a estampa combinando exatamente com o ambiente no qual estávamos. O passar do tempo era como uma abertura de possibilidades que poderiam se abrir e ao mesmo tempo se fechar. Minha porta para festas se fechara ao passo em que a de Emmanuelle se abrira de uma maneira intensa. Era estranho, entretanto aceitável. Para aquele baile de verão, eu escolhera um vestido de alcinha floral, sapatilhas de coloração azul e soltara meu cabelo sem grandes adornos. O ambiente era quente demais, seu ar quase sufocante como se estivéssemos no dia mais quente de verão que poderia nos ser proporcionado.

Me guiei para a mesa de bebidas me permitindo encher uma taça com um de meus líquidos favoritos. Fanta uva, em toda sua gloria e coloração arroxeada, os cubos de gelo mantendo a bebida gelado por tempo o suficiente para que eu pudesse ingeri-la sem me preocupar com seu frescor. –Quer um pouco? Te doo com prazer- sorri respondendo a brincadeira de Manu. Por um acaso do destino havíamos chegado ao local juntas e permanecíamos assim desde então. Mesmo sabendo que Manu não aceitaria, deixar passar aquela oportunidade seria bobagem demais. Fazendo uma reverencia com a cabeça, aceitei o bolinho levando-o a boca para apreciar seu sabor. Era como se eu fosse uma garota gourmet, mesmo não tendo nenhuma habilidade para tal coisa.

-Você sempre foi a mais nojenta entre nós- anunciei enchendo uma nova taça com fanta uva, o liquido dos deuses. Em meio a um gole e o outro, minhas sobrancelhas se arquearam ao avistar pequenos duendes invadindo o baile. Suas mãozinhas tacavam bolas de tinta o que estranhamente fazia com que pessoas começassem a vomitar. Mas não um vomito normal, eram arco íris, como um presente da deusa Iris para demonstrar sua existência naquele festival. –Como é possível que você sempre atraia esse tipo de coisa?- anunciei abandonando minha fanta e focando meus olhos em minha irmã. Era obvio que ela obtinha alguma ideia. Não seria Emmanuelle Henz se não o fizesse.

Antes que Emmanuelle pudesse abrir seus lábios para esboçar seus planos, um garoto de cabelo castanho escuro tocou meu braço parecendo desesperado. –Por favor, nos ajude. Eles estão acabando conosco- o garoto finalizou seu pedido ao passo em que de sua boca se retiravam arco-íris, era tão bizarro que nem mesmo me surpreendi quando seus companheiros o envolveram em uma cúpula de galhos o arrastando para longe dali. –Ajude-nos antes que seja tarde demais- anunciou a prole de Demeter antes de me dar as costas. Virei para Emmanuelle e deixei que ela pronunciasse algo que pudesse fazer sentido, algum de seus planos mirabolantes desenvolvidos em pleno calor do momento.  

Entretanto, meus olhos se reviraram em meio a sua provocação fajuta. Manu costumava me ver exatamente da forma como sempre me vira, sua irmã caçula. –Vamos ver se você me acompanha irmã mais velha- anunciei pegando a dianteira. Meus reflexos não eram tão rápidos quanto poderiam ser, mas não eram tão lentos para que eu não conseguisse me livrar de algumas bolas de tintas que vinham em minha direção. Em posse de meu anel, toquei-o no local desejado e o deixei se transformar em um escudo, com ele a frente de meu corpo, eu corria até os duendes capturados por Emmanuelle e amarrava os sacos, assim como dava escudadas em duendes que ousavam se aproximar de minha pessoa, prendendo suas pernas com cipós que eu encontrara pela pista.

Antes de qualquer coisa aquele era um trabalho em equipe e ao ser finalizado eu me via em um mar de rosas. Não que eu acreditasse que ele fosse durar por muito. Por favor, eu estava com o imã de problemas, também conhecida como Emmanuelle Henz, ficar por mais que duas horas sem atrair absolutamente nenhum monstro seria algo quase impossível. Diziam que a experiência faz a mulher, bem posso dizer que isso é uma completa verdade. –Certamente madame- anunciei seguindo de volta ao meu lugar na mesa.
Armas:

Anel de Sea: Um anel que deixa o semideus invisível por quanto tempo o mesmo desejar, nem mesmo os mais perigosos monstros consegue avista-lo ou senti-lo em uso do anel da invisibilidade. O mesmo também serve como um escudo especial quando tocado no lugar correto. Sempre retorna ao dono
Observação:
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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Alexandra Nikolaev em Sex Jun 30, 2017 11:06 pm



Já passava das nove da manhã quando fui abordada pelo pequeno grupo de fadas. Elas estavam afoitas e circulavam a minha volta com perfeição, já eu, estava completamente encantada por elas. Sou o tipo de menina romântica que adora um bom conto de fadas, mas que tem um pouco de dificuldade na hora de se expressar. Essa minha parte foi suprida por Lexi, minha outra identidade, que no momento, está adormecida em alguma parte dentro de mim.

Aos cinco anos de idade eu fui diagnosticada com TDI, mais conhecido como transtorno dissociativo de identidade, isso quer dizer que tenho mais de uma personalidade habitando um mesmo corpo. É confuso, eu sei, mas é como se eu fosse duas pessoas diferentes, eu nunca lembro as coisas que Lexi fez, pois me identifico como Alex e não sou nada rebelde ou espontânea. Estou mais para uma nerd sem graça, o que explica meu gosto por quadrinhos e criaturas sobrenaturais, como as fadas.

Não foi nenhuma surpresa para mim seguir com elas bosque adentro, e claro, que isso só me deixou ainda mais curiosa. Eu as segui sem perguntar nada, querendo analisar, estudar e saber mais sobre elas, logo, só percebi o que estava acontecendo quando enfiaram uma coroa de flores em meus cabelos e me pediram para mudar as roupas. Em poucos minutos eu tinha sido transformada em uma princesa digna de contos de fada e jogada sobre um balcão de teatro, onde várias outras fadinhas se reuniam ao redor para assistir o que parecia um grande espetáculo.

— O que? — Perguntei confusa.

— Você é nossa Julieta agora, por favor, vire-se para o seu Romeu — Eu fiz, mesmo confusa, sendo guiada por minha curiosidade ao virar para frente, e me deparar com um menino com cerca de 12 anos de idade. Não pude evitar a gargalhada ao ver o garotinho ficar completamente vermelho.

— Então você é o Romeu? — Perguntei brincalhona, entrando na onda das fadinhas e do menininho para improvisar para o que seria ume peça.

— E você a Julieta, e que linda viu! Me arranjaram uma namorada perfeita — Ele brincou divertido, mas ainda estava com as bochechas coradas, uma graça.

— Tudo bem, tudo bem — A fadinha bateu palmas e se ajeitou em sua arvore. — Podem começar a peça! — E claro, que eu entendi que ela falava do romance de Shakespeare.

Quando mais nova eu costumava participar das peças de teatro da escola, então não foi muito difícil improvisar ali, até porque divertiria as criaturinhas magicas, e de quebra entreteria o garotinho envergonhado.

— Volte a falar doce anjo! — Ele começou, eu sorri e me apoei sobre o balcão de madeira, o encarando de maneira divertida.

— É você Romeu? Renega o pai, esquece seu nome e deixarei de ser Julieta, renego meu sobrenome para ser o seu amor — Eu não lembrava as falas da peça direito, mas sabia que tinha algo a ver com nome, logo, me parecia sensato enfiar frases assim no meio.

— E agora a gente se beija! — O menininho exibiu todos os dentes, eu balancei a cabeça e virei a bochecha para o lado, colocando o dedo na lateral e esperando receber o beijinho.

O garoto subiu as escadas laterais em direção a bancada e então beijou minha bochecha. Eu sorri, ele riu todo acanhado.

— E viveram felizes para sempre! — Alguém gritou, as fadas bateram palmas e o menininho curvou a cabeça em agradecimento, eu apenas acenei, me divertindo verdadeiramente com aquela situação.

— Eu sou Thomas! — Ele se apresentou, esticando a mãozinha em minha direção.

— Alex, seremos ótimos amigos, Thomas — E era verdade, porque eu adoraria ver aquele menininho mais uma vez, pois já o tinha como um irmão mais novo.
Triplicador:

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Avaliação da Arcus
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Critérios de avaliação: à esquerda (◄) valores totais, à direita (►) valores recebidos.
50% - Enredo e coerência de batalha - 50%
20% - Gramática e ortografia - 18% ► Alguns erros de acentuação e pontuação, mas nada muito grave.
30% - Criatividade - 20% ► Sua peça foi curta, simples e direta, não teve muita inovação, mas achei o seu NPC uma fofura! Já quero adotar!

Recompensas: 7.940 XP 2.640 Dracmas  2 flores e 2 folhas secas.

Ingredientes vão para Pandora
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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Tessa S. Henz em Sex Jun 30, 2017 11:48 pm

Quando se opta por uma diversão mais sofisticada, tudo pode se tornar um obstáculo em seu caminho. No momento em que eu decidira que iria assistir a peça protagonizada pelas fadas do teatro, eu nunca imaginara que me veria em uma situação diferente da de expectadora. Um nobre erro de minha parte. Fadas eram imprevisíveis e qualquer que fosse seu desejo, era quase impossível de se negar a realiza-lo. Bom, até que esse desejo envolvesse, eu, um garoto que eu nunca vira antes e uma plateia entusiasmada demais para o meu gosto.

Calma, eu vou explicar. Tudo se iniciara pouco tempo após a minha chegada, um grupinho de fadas conversava parecendo exaltadas demais. Apontavam para as cortinas que fechavam o palco e depois para os semideuses que ocupavam o lugar. Elas pareciam querer algo, e então minhas suspeitas se concretizaram quando os olhos de uma delas pareceu se fixar em mim. Seu dedo longo apontava em minha direção e pouco depois o grupinho voava até mim. –Você nos ajudaria semideusa? Eu sei que sim. Venha!- não tive tempo de responder suas palavras entusiasmadas antes de ser arrastada para o que parecia ser um camarim improvisado.

Em pouco tempo, minhas vestes simplórias haviam sido substituídas por um longo vestido de época, sapatilhas em meus pés, meus cabelos em um belo penteado com tranças. Eu parecia uma dama de outra época. Pó de arroz foi passado em meu rosto, um brilho leve em meus lábios. –Venham, venham. Tragam ele até aqui- a fada anunciou permitindo a entrada de um novo grupo. Um rapaz acompanhava cerca de quatro fadas. Ele era bonito, com seus cachos castanhos e seus lábios bem delineados. Sua face esboçava uma coloração avermelhada, denotando a vergonha que ele sentia por estar ali.

-Vocês protagonizaram a cena mais bela de todas, Romeu e Julieta em toda sua elegância e beleza. A cena do balcão- anunciou sorrindo. Minha sobrancelha esquerda se arqueou em indignação ao passo em que eu buscava compreender como eu havia parado naquela situação. –Vocês entram em cinco minutos- anunciou por fim nos dando as costas. –Eu sou Tessa- me apresentei para o garoto. –Charles- anunciou estendendo sua mão para que eu a apertasse. –Eu não sei como vim parar aqui, em um momento eu me preparava para assistir e no outro eu me via sendo arrastada para esse camarim- anunciei me sentindo um tanto quanto perdida.

-Você acha que eu sei? Pelos deuses, essas fadas são loucas- murmurou o garoto colocando as mãos sob o rosto. Nossos corpos foram empurrados para o palco. Eu em cima de um balcão, o garoto logo abaixo. Respirei profundamente e busquei me lembrar daquela cena a muito tempo lida. –Romeu, Oh Romeu! Renega teu nome, renega tua família e fique comigo- murmurei olhando em direção ao meu parceiro de cena. –Julieta, oh Julieta. Sou teu meu amor. Renego meu nome, renego a mim mesmo a ti entrego meu coração- anunciou Charles fazendo uma pequena careta.

Minha vontade mais sincera era soltar uma grande gargalhada, entretanto eu teria de continuar na personagem. –Venha até mim meu amor, aceite meu coração e o una ao seu- sussurrei ao passo que Charles começava a escalar. Logo sua mão se encontrava em meu rosto, seus lábios se aproximaram dos meus, sua respiração tocando meu nariz. Era uma sensação estranha e ficou ainda mais quando seus lábios tocaram os meus. O beijo era doce, leve, técnico. As palmas puderam ser ouvidas ao fundo, minhas bochechas adquirindo uma tonalidade avermelhada. De uma forma ou de outra havíamos feito aquilo, e pela forma como os aplausos dominavam o lugar, havíamos feito bem.
Observação:
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Aviso:

Cuidado semideusa, dever um favor a uma deusa é algo realmente perigoso.


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Re: Festival das Estações (Primavera)

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