The Blood of Olympus
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Festival das Estações (Primavera)

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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Abramov Levitz em Sex Jun 23, 2017 6:31 pm


Invasão Colorida
nyan cat?
Lá estava o jovem filho de Zeus mais uma vez na festa da primavera. Obviamente, cansado de tanta comemoração, ele tinha um motivo diferente para sua presença. Motivo este que era simples, ainda que não tão agradável assim. Enquanto fazia sua corrida matinal, acabou esbarrando em um grupo de semideuses, filhos de Deméter, que vinham na direção contrária à dele. Eles o abordam, meio desesperados, e lhe informa a respeito de uma invasão inusitada no baile da primavera. Pequenos anões de jardim apareceram por lá, tacando bolinhas coloridas que explodem como granadas.

– Eles estão tacando granadas explosivas? Deuses, já temos baixas?

– Não, não é explosivo explosivo mesmo. É granada de tinta!

– Ah sim. –  Isso explicava eles estarem todos coloridos.

– Preci... –  E então o garoto começa a vomitar. Não era vomito normal, ele vomitava arco-íris.

– Uoou! – O semideus arregala os olhos com a surpresa, aquilo era até que legal. Ficou se perguntando se tinha gosto de bolo, porque ele só conseguia imaginar que aquilo seria doce como um bolo líquido.

– A gente precisa que você nos ajude! Tem mais gente lá tentando capturar eles, mas qualquer reforço é válido.

– Ham, ok. – E mais uma vez seu dedo podre para encrenca agia. – Instruções de como lidar com os inimigos?

– Evite ser atingido, e o resto é contigo. –  O garoto diz antes de voltar a vomitar.

– Ham... entendido, eu acho.

E foi assim que ele foi parar no baile da primavera novamente. Primeiro se surpreendeu com a aparência das criaturinhas, que realmente se pareciam com anões de jardim. Achava que era algum tipo de apelido dado à eles, mas até as roupas e tamanhos eram idênticos. Depois, contou cerca de onze dos encrenqueiros, e apenas cinco semideuses além dele. Sendo que três desses cinco corriam por ai com cordas, enquanto vomitavam tinta colorida. Ou seja, a situação estava completamente fora de controle. Com isso em mente, ele rapidamente começa se mover, e de cara foi atingido na barriga por uma das granadas de tinta.

Aparentemente a arma inimiga não machucava, mas te sujava completamente além de ter um cheiro enjoativo. Abramov pôde jurar que já estava à ponto de vomitar, o que lhe alertava da importância em não se deixar ser atingido. Até considerou voar para escapar disso, mas precisava enlaçar os anões se quisesse deter-los, uma vez que seria imprudente machucar criaturas nativas da ilha. Assim, Ab correu até uma semideusa que não conseguia parar de vomitar, e pegou a corda dela. Sua primeira vítima foi um dos baderneiros que desenhava algo na cortina perto do palco. O bichinho estava distraído, e isso possibilitou que o rapaz pulasse nele e o amarrasse à força. Tendo enfim neutralizado um, ele avança contra um trio de anões, que agia junto tacando as granadas na dupla de semideuses que tentava capturar eles. Os dois alvos da trupe acabam sendo atingidos em cheio, e se põe a vomitar arco-iris pelo cenário. O filho de Zeus aproveita de distração para erguer as criaturas no ar com uma forte lufada, e quando eles caem, consegue pular nos mesmos e já os amarrar também.

– Preciso de mais corda! – Ele grita para os outros dois semideuses que ainda pareciam bem.

A garota joga mais uns metros de corda para Ab, e logo em seguida é atingida por tiro e se põe a vomitar. Irritado, o rapaz ascende aos ares e intensifica os ventos da área, erguendo os anões e deixando-os vulneráveis.

– Agora! – Abramov grita para o último semideus de pé, e este enlaça mais três anões.

Os últimos dois percebem que estava em desvantagem, e tentam fugir, mas ao dar as costas acabam sendo alvos fáceis. A corda com laço voa e prende um, Ab voa e agarra o outro. O anão não é rendido sem uma luta, e quanto é controlado à força pelo semideus, consegue estourar uma última bexiga contra a barriga deste. Isto acumula com a tinta que já estava intoxicando o organismo de Abramov, e o faz enfim começar a por para fora todo o arco-íris que se formava em seu intestino. Isto o faz soltar o capturado, que consegue pular para longe e voltar a correr.

– Vol... ta aqui! – Gritava ao mesmo tempo em que as cores saíam de sua boca. Não tinha gosto de nada, para seu desprazer, e apenas causava desconforto.

A perseguição se deu pelo meio das árvores por alguns minutos, antes do adolescente conseguir enfim manter a boca fechada. Ele focava sem respirar pelo nariz, o que não lhe era muito difícil, enquanto fazia o último laço no que restara das cordas. Quando enfim consegue uma linha de visão boa, roda o laço no ar como um cowboy, mas tropeça em uma pedra e cai. O anão de jardim percebe isso e se vira para rir da situação, mas é erguido no ar por um filho de Zeus nem um pouco contente, e instantes depois amarrado com bastante força.

– Bom jogo. – Ironiza, antes de voltar com o último dos anões.

Habilidades Utilizadas

Spoiler:
Nome do poder: Voo IV
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido, desde que se concentra mais ainda tem dificuldade em batalha, e se for acertado, pode acabar perdendo parte do equilíbrio e despencando alguns metros. É bom se manter atento.
Gasto de Mp: 20 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 10 metros acima do solo.

Nome do poder: Controle dos Ventos II
Descrição: Agora você adquiriu um melhor controle dos ventos, agora consegue criar campos de gravidade negativos e grandes ventanias, que podem erguer objetos maiores, também atrapalha o inimigo ao se locomover em campo, o tornando lento. Sua visão ficara turva, e a dificuldade de acertar algo em campo é grande.
Gasto de Mp: 60 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Dura dois turnos, o semideus não é afetado pela tempestade e pode continuar lutando normalmente, ao contrário do inimigo que fica vulnerável.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum


Triplicador de XP ativo, como consta no perfil.



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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Guitti em Sex Jun 23, 2017 10:20 pm

Trolls na Floresta 2.0
        Os boatos eram de que os monstros já estavam renascendo e voltando para atazanar os semideuses mais vezes. Faltavam poucos dias para que o festival acabasse e, tinha certeza que enquanto não chegasse ao seu fim, os monstros não deixariam os campistas em paz.

        Porque isso estava acontecendo? Era bem simples. Imaginem um monte de semideuses reunidos em um único ponto. Imaginaram? Pronto. Agora imaginem o holofote que chama o Batman, só que ao invés de apenas um, vários deles apontados na direção da ilha. O grande problema era que, não era o Batman que aparecia e sim vários gigantes, Telquines, entre outros monstros problemáticos.

        A primavera tinha suas peculiaridades. Fazia um clima gostoso e ao mesmo tempo era bela aos olhos de quem estava ali, presente. Eu havia acabado de almoçar e, por causa disso, estava com um palito de dente entre os mesmos, a fim de remover um pequeno pedaço de carne que incomodava bastante ali.

▬ Guitti! Guitti! ▬ Um semideus desconhecido aproximou-se.

▬ Que é? ▬ Perguntei de maneira petulante.

▬ Os trolls! Eles voltaram e raptaram outra criança. ▬ Falava desesperadamente.

▬ Tá, tá...

        Levantei do meu descanso e limpei a calça que estava trajando. Eu já sabia onde era a toca destes trolls, o que facilitaria bastante o meu trabalho. Tomei o meu rumo e então, comecei a caminhar no trajeto já conhecido por mim.

        Chegando lá, suspirei forte. Lidar com aqueles seres estúpidos era algo em que eu estava me tornando expert, apesar de não gostar daquilo. Fui adentrando lentamente a caverna em que os trolls habitavam e lá estavam eles mais uma vez. A diferença é que desta vez, a vitima não estava ali. Ela estava dentro de uma espécie de sala que para adentrar a mesma, teria de derrotar os trolls antes.

▬ E ai bobalhões! ▬ Gritei.

        Assim que terminei de gritar, minha voz ecoou na caverna e eles pararam de fazer o que faziam e começaram a correr furiosos em minha direção.

▬ Volta aqui, seu merdinha!

        Antes que eles me alcançassem, libertei as minhas asas negras e levantei voo. De imediato, comecei a cantar uma canção a muito tempo atrás ensinada a mim pelo meu avô. Morfeu... Ele me ajudaria a lidar com esses monstrengos de maneira mais simples. Eu não queria acabar me desgastando, portanto, continuei cantando enquanto voava em círculos acima dos trolls que tentavam me agarrar inutilmente.

▬ Tá achando que vai escapar dessa vez é?

▬ Faço a mesma pergunta. ▬ Respondi, rindo.

▬ Metido. ▬ O outro troll disse, fazendo um grunhido com a boca logo depois.

        Depois de uns cinco minutos, os trolls começaram a se sentir cansados e cada vez mais sonolentos. Não demorou muito para que então, eles estivessem no chão, dormindo. Pousei e guardei as minhas asas, tendo a certeza de que estava seguro. Alisei o anel dado a mim por Nyx e logo ele se transformou numa belíssima adaga.

▬ Ó poderosa Nyx... ▬ Comecei, falando baixinho e erguendo a adaga acima da cabeça de um dos trolls, penetrando-a com certa facilidade e fazendo com que ele se transformasse em pó.

▬ Receba... ▬ O ritual era devagar, mas ainda assim, legitimo e certamente a deusa ouviria o que o garoto estava lhe oferecendo. Enfinquei no segundo e ele também se desfez em pó.

▬ Essa oferenda. ▬ Por fim, empunhalei a cabeça do ultimo, retirando aquelas três vidas.

        Não fui ousado o suficiente para viajar pelas sombras para um local que eu não conhecia previamente e também não queria perder meu tempo procurando a chave daquela sala, portanto, me transformei em uma pequena mosca e ultrapassei aquela fechadura. Assim que cheguei do outro lado, vi a vitima daquele sequestro. Era uma pequena garota, com não mais que 12 anos de idade. Tornei-me um simples semideus mais uma vez e ela olhou para mim, assustada.

▬ Calma... Não vou te machucar...

        Ergui a minha mão para ela e, apenas depois de alguns segundos ela segurou a mesma. Por fim, nos teleportei através das sombras diretamente para a enfermaria, para caso ela precisasse de cuidados médicos. Mais uma vez eu havia sido o herói, e não o vilão.

ITEM:
Adaga demoníaca: A arma curta - feita de uma mistura de ferro estígio e aço comum - é tão letal para homens quanto para monstros. Envolta em energia negra, a adaga, tem a habilidade de causar pequenas dores a mais e uma sensação de desnorteamento em seu alvo. Além do mais, pode se facilmente arremessada, já que esta volta para seu dono em apenas um turno. Quando não utilizada transformasse em um anel negro com pequenos pontinhos brilhantes. - Indestrutível
PODERES ATIVOS:
Nível 1:

Canção de ninar: Filhos de Morfeu com um leve cantarolar podem fazer que vários e vários mortais dormissem profundamente pode afetar monstros e semideuses mais e um sono mais leve fácil de acordar.
1 post = causa sonolência no inimigo.
2 posts= inimigo começa a adormecer.
3 posts = Inimigo cai no sono.

Nível 4:

Morfismo(Básico) - O Usuário pode se transformar em animais de pequenos porte, como: esquilos, lontras, ratos, etc.

Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Asas de Morcego
Descrição: Conforme o pacto com Nyx/Nox fica mais forte, o semideus faz crescer asas de morcego em suas costas, que ficam ocultas sobre um par de cicatrizes em forma de V, e se abrem ao comando dele. Essas asas podem alcançar grandes altitudes, e tem pontas de esporas, que permitem ao semideus lançar rajadas de espinhos – semelhantes a garras afiadas – em direção ao inimigo.
Gasto de Mp: 10 MP por turno ativo pelas asas, o lançamento dos espinhos é de 5 MP cada espinho lançado, podendo lançar no máximo 20 espinhos.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP cada espinho (100 HP total dos 20 espinhos)
Extra: Nenhum




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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Sab Jun 24, 2017 7:42 pm



— Isso garota! Assim mesmo! — Incentivei, procurando fazer rosquinha parar de ser sedentária – mesmo que eu não fosse o melhor dos exemplos – e aprender a voar. Minha pequena panda tinha um par de asas bem fofo, pesava um pouco demais para o seu tamanho, e ainda não tinha aprendido a voar. Eu tentava ensinar – a minha maneira – que a mascote usasse suas asas, mas até então não estava dando muito certo, ela não tinha se erguido um único centímetro do chão.

Era engraçado observar a careta da pequena panda enquanto treinava, ela fazia força, mantinha as patas junto ao peito e curvava o corpo enquanto forçava as asas a se mexerem. Elas batiam em suas costas, mas eram lentas demais e não erguiam seu pequeno corpo do chão, ainda assim era divertido observar as tentativas dela, e eu sabia incentivar bem, queria motiva-la a continuar tentando.

— Você sabe que ela ainda é pequena demais para isso, certo? — Lauren tinha um sorriso de canto nos lábios, estava sentada em uma toalha de piquenique bem ao centro da clareira, e observava meu treinamento com rosquinha de maneira divertida. Eu dei de ombros, pisquei em direção a ela e voltei a prestar a devida atenção em minha pequena mascote.

— Não ligue Rosquinha, ela está com inveja porque você tem asas e ela não — Provoquei, olhando de canto para minha namorada, apenas para vê-la revirar os olhos e sorrir antes de voltar a se deitar sobre sua toalha.

— Dê treino a ela mesmo, até porque animais tem desaparecido por muito menos desde ontem à tarde — Eu não sabia se Lauren queria me assustar ou se estava falando sério, mas questionei mesmo assim.

— O que aconteceu? — Meus olhos se voltaram para minha namorada, minha Panda ainda treinava, mas parecia ignorar nosso dialogo enquanto se concentrava no bater de asas.

— São apenas boatos — Ela começou retirando as mãos do rosto para fitar meus olhos. Eu me sentei ao seu lado e peguei suas mãos, e rosquinha não demorou muito a se juntar a nós, deitando em uma das minhas pernas para tirar um cochilo.

— Ainda quero saber — Murmurei ao levar a mão livre a cabeça de Rosquinha para acariciar seus pelos macios, ela não demorou muito a pegar no sono.

— Animais vem desaparecendo, e alguns semideuses morreram de ontem para hoje, o registro constou três, e a causa da morte pelo que dizem é sempre a mesma, meio violenta e meio trágica, mas desconfiam de ataque de animal — Eu arqueei a sobrancelha, confusa com aquela informação. — Tem mais... — Lauren mordeu o lábio, eu apertei a mão dela a incentivando a continuar. — Eu sinto a presença dela na ilha... — Eu estremeci com a informação, sabia a quem ela se referia, já que eu mesma fora enganada pela antiga patrona da minha namorada. Nyx, mãe da minha melhor amiga.

Mordi o lábio e desviei o olhar, sabendo que Lauren estava preocupada com aquilo. Nyx queria vingança da garota cuja a história ia muito além de anos de servidão e angustia, ela queria vê-la morta, até porque Lauren tinha desafiado sua soberania, e eu sabia bem como. Respirei fundo e voltei a olhar minha namorada, apenas para sorrir de canto e expulsar meus próprios temores.

— Ela não pode te alcançar aqui, não deixarei que te atinja, nunca amor, vou proteger você — E eu iria, com tudo que tinha e possuía, por que não aceitava perder Lauren, não depois de tudo que passei para conquistá-la.

...

Já passava da meia noite quando me deitei com Lauren em uma barraca improvisada. Não tínhamos acomodações na ilha, mas eu tinha uma casa móvel que me permitia conforto fácil e abrigo na floresta, sim, tinha trazido muitas das minhas invenções comigo, afinal não sabia o que podia enfrentar ou passar ali.

A semideusa tinha adormecido em meus braços, seu sono era tranquilo, e eu podia sentir sua respiração batendo em minha nuca. Rosquinha estava a minha direita, tinha se acomodado em seu próprio colchão e estava abraçada a uma coberta, ressonando profundamente, eu, no entanto, estava inquieta, com um pressentimento, uma sensação ruim que me impedia de adormecer.

Eu me remexia na cama, fechava os olhos, resmungava e trocava o lado algumas vezes, mas nada, o sono não vinha e a noite já não parecia uma aliada, e sim uma inimiga. Era como estar sendo observada, mas não ser por quem, nem de onde. Eu estava segura dentro da barraca, mas a sensação estava ali, nítida e presente, me causando calafrios.

Respirei fundo ao perceber que não conseguiria dormir, não sem checar o lado de fora, percorrer o perímetro e saber se tudo estava bem. Levantei-me da cama, deixando Lauren abraçada ao travesseiro e rosquinha adormecida ao seu lado. Puxei o zíper da barraca e sai para o lado de fora, calcei os chinelos e olhei ao redor, ajustando meus olhos a escuridão até focalizar em algo. Não tinha problemas em ver no escuro, na realidade via melhor no escuro do que no claro, um dom herdado de minha mãe, a deusa dos fantasmas.

Puxei o cajado e armei-o na mão dominante, então coloquei um feitiço de proteção ao redor da barraca, visando a segurança das minhas meninas que estavam dentro dela. Livre disso me enfiei entre as arvores, chequei ao redor e fechei o perímetro, olhando tudo a alguns metros de distância até ter certeza de que não tinha nada. Voltei para a trilha, e estava retornando a barraca quando o primeiro monstro apareceu.  Minha respiração prendeu na garganta, meu coração deu um salto e eu só relaxei ao perceber que meu monstro era na verdade um coelho.

— Você realmente me assustou amiguinho — Eu sorri de lado, relaxei a postura, e fui ai que percebi que algo estava errado. O coelho se virou e me encarou de frente, seus pelos eriçaram e seus dentes foram expostos, estavam afiados e mais nítidos. Ele cresceu e dobrou de tamanho, seus olhos ficaram mais vermelhos e nebulosos, e suas garras se tornaram cortantes. Eu tinha a minha frente um monstro transformado, e já não vinha um coelho, vira um monstro.

Eu conhecia aquele tipo de poder mais do que qualquer um podia imaginar, afinal eu mesma possuía aquele tipo de dom. Possessão não é algo bonito, nem agradável de se ver, mas percebi tarde demais que o ser que tomava a criatura não era um fantasma, e isso também me impediria de retirar a criatura de dentro do corpo e salvar o coelho.

— Droga — Resmunguei ao dar passos hesitantes para trás, sabendo que só tinha uma escolha para salvar a criatura, ou melhor, bani-la de vez. Puxei a adaga da cintura, onde normalmente a mantinha presa, e levantei-a em direção ao monstro, sabendo que precisaria ter cuidado. — Eu não quero machucar você — Tentei dissuadi-lo, e ao mesmo tempo, fazê-lo temer meu poder, recuar ou sei lá, abandonar o corpo do pobre coelho, mas não deu certo.

Mais três passos para trás, ele avançou mais dois, e foi aí que meu corpo se chocou com algo macio. Engoli seco, minha cintura foi tocada por algo afiado, e eu me virei devagar, pois movimentos bruscos poderiam custar minha vida naquele momento. Gritei ao perceber um segundo coelho demônio cercando meu corpo. Eu estava encurralada entre as duas feras e não tinha como escapar, teria que lutar dali para frente, sabendo que aquela era a vingança pessoal de Nyx para minha namorada.

Lauren tinha irritado a deusa da noite uma vez, mas não fora a única, já que eu mesma tinha matado uma de suas feras que tentara possuir meu pai. O coelho as minhas costas – o mais perto de mim – fincou as unhas em meu braço, meu cajado rolou para longe, restando-me apenas a adaga como arma. Gritei alto ao sentir meu corpo ser machucado pelas garras do coelho, mas em troca, afundei a lamina, minha adaga, em sua pata, e busquei ativar seu poder oculto para acabar de vez com aquela palhaçada.

Suguei sua alma para dentro da lamina maldita, e o prendi ali, deixando para trás apenas a carcaça do monstro. Ao contrário do que eu esperava o coelho diminui, voltou a forma original e apenas fugiu para a floresta. O que quer que eu tivesse preso, agora já não podia ferir ele.

— Vai pagar por isso — A voz veio de dentro do coelho, mas parecia mais de uma, era meio replaina e meio alterada, como a múmia falante do oraculo do acampamento. A fera se aproximou rapidamente, eu recuei algumas vezes tentando não ser atingida por suas garras, e estava indo bem, até tropeçar em uma pedra e cair de bunda no chão. Em resposta para me defender passei a agitar a adaga em frente ao meu corpo, algo que se tornou completamente inútil quando a criatura veio para cima de mim e prendeu-me sobre a terra.

Cuspi em seu rosto e ergui o joelho a fim de chutar sua barriga, mas ele era forte e não recuou, apenas rugiu e me mostrou os dentes, jogando seu bafo horrendo contra meu rosto. Uma careta de nojo cobriu minha face, e eu não resisti ao soltar. — Você precisa mesmo escovar os dentes, que nojo — Reclamei, era meu jeito, brincar para amenizar o medo a respeito de algumas situações especificar.

Abri um sorriso ao lembrar de algo, deixei as sombras me tornarem mais ágil e tornei meu corpo intangível, apenas para firmar a adaga em minhas mãos, passar pelo coelho confuso e por fim ficar minha lamina em seu pescoço, puxando sua alma para dentro dela. Mais um coelho liberto, mas também machucado. A situação toda tinha sido estranha, mas algo me acalmava, a sensação de medo, de ser observada tinha passado, e isso quer dizer que finalmente eu dormiria em paz, sem demônios para assombrar meus sonhos enquanto eu era abraçada por Lorde Morfeu.
Armas:

*Ghostly Blade :Uma adaga de dois gumes, feita de prata e ouro branco. Seu cabo é feito de cristal, com um reservatório para almas recolhidas. Quando esse reservatório estiver cheio - máximo de sete almas -, a lâmina da adaga exalará um cheiro de carne putrefata, que matará o alvo com a ausência de oxigênio aos poucos; enquanto ainda não há almas suficientes para isso, a adaga se fortalece com cada alma recolhida. (Contem a alma de Shiryu de Dragão)
Poderes Ativos:

Nível 52
Nome do poder: Intangibilidade IV
Descrição: O semideus tem a natureza semelhante a um fantasma, e sendo filho da rainha deles, poderá conseguir deixar partes do corpo invisível, assim como os fantasmas, fazendo objetos, armas, e até qualquer outra coisa, passar através dele. Além de deixar o corpo todo invisível, agora consegue concentrar sua energia, e atacar seus oponentes nessa forma, porém o gasto de energia é grande, e torna difícil atacar e se defender ao mesmo tempo.
Gasto de Mp: 40 MP (por turno ativo)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 21
Nome do poder: Circulo Protetor
Descrição: A semideusa consegue invocar uma espécie de areia preta, e jogar ao redor do próprio corpo, formando um círculo ao seu redor, então ativa a habilidade. Ao redor da feiticeira um círculo de energia invisível se forma, a protegendo de ataques físicos durante dois turnos. Nada entra nesse campo de proteção, mas ao desejo dela, ou comando, alguma coisa pode sair. Ou seja, ela ainda será capaz de atacar.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só aguenta dois turnos, depois, a barreira se rompe.
Poderes Passivos:

Nível 17
Nome do poder: Pavor
Descrição: O semideus tem uma aura natural, e fantasmagórica ao redor do seu corpo, que causa calafrios e medo em seus oponentes. Por onde passa tende a instigar o medo, o cheiro da morte, sua presença por si só, já faz com que seus inimigos hesitem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Causa confusão e medo em seu oponente, fazendo com que hesitem durante o primeiro turno, lhe dando a chance para atacar com mais voracidade.
Dano: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Inteligência
Descrição: Os filhos de Melinoe são mais inteligentes que a maioria dos campistas, perceptivos, e que aprendem muito rápido. Não é nada comparado a um filho de Athena, mas chega perto. Isso permite que identifiquem coisas mais facilmente, resolvam mais mistérios e descubram problemas que os outros não conseguem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de percepção em batalha, sendo capaz de descobrir pontos críticos. +25% de chance de suas estratégias funcionarem conforme o esperado.
Dano: Nenhum

Nível 39
Nome do poder: Agilidade III
Descrição: Agora sua habilidade de esquiva está quase perfeita, é um semideus ágil e esperto, e escapar de armadilhas, cordas, ou amarras não é um problema, você também ficou mais rápido, pensa e descobre saídas com certa facilidade. É, você é mesmo um gatuno.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, agilidade, e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Melinoe não tem problema quando se trata da escuridão, e sua visão fica ainda mais apurada durante a noite. Não serão afetados pela escuridão e enxergarão perfeitamente bem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderão enxergar normalmente no escuro, tão bem quanto no claro. Contudo, escuridão magica ainda poderá afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Barreira Natural
Descrição: O filho de Melinoe é imune a ataques de possessão, sendo filho da deusa dos fantasmas, seu corpo se torna uma espécie de barreira natural, e qualquer um que tente toma-lo ou viola-lo, será expulso, e não conseguira tomar o controle. Os fantasmas e criaturas geralmente lhe respeitam, mas existem alguns engraçadinhos que ainda tentam, caso tentem, sofrerão consequências.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Caso o inimigo tente tomar o corpo da prole de Melinoe, além de ser expulso, sentira o corpo sendo queimado de leve.
Dano: +10% de dano nos próximos 3 turnos em batalha, seja em poderes ativos ou golpes com armas.

Nível 30
Nome do poder: Proteção
Descrição: Devido a aura fantasma que percorre o corpo e a mente da prole dos fantasmas, as crias de Melinoe tem certa resistência a ataques que envolvam a mente, seja ilusões ou torturas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a ilusão, e tortura da mente, e até mesmo invasão, são 30% menos efetivos contra as proles de Melinoe.
Dano: Dano de ataques mentais são reduzidos em 30% contra os filhos de Melinoe.

Nível 50
Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: Sua perícia está quase perfeita, e seus cortes se tornaram mais mortais, não é difícil para você se defender utilizando-se dessa arma, e acertar pontos críticos e precisos, se tornou mais fácil.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +75% de assertividade ao lidar com a arma
Dano: +35% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.
Bonus de Xp e dracmas:

• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (Válido até o dia 23/06)

Coin – O coin é um pequeno bichinho da sorte que pode torna-lo mais rico, toda postagem executada por você nos próximos 5 dias ganha dracmas dobrados (Válido até o dia 26/06).





Pandora Maya Drumachesky



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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Sab Jun 24, 2017 8:52 pm



Espantei o mosquito para o lado uma quinta vez. Aquele zumbido em meus ouvidos estava começando a me incomodar, e isso já fazia um bom tempo. Eu tinha me deitado com rosquinha em uma toalha de piquenique no meio do bosque, a tarde estava maravilhosa, o sol quente aquecia meu rosto e me fazia suspirar, nada melhor para tirar um cochilo. O melhor de tudo é que no bosque da primavera as folhas são macias, então deitar na grama é tão confortável quanto deitar em um colchão.

— Que caralho — Resmunguei, estapeando o ar novamente, o zumbido não tinha parado, e pior, algo mordeu meu dedo! — Mosquito filho da puta! — Sentei furiosa e olhei ao redor, procurando pela fera que sofreria em minhas mãos naquele momento, mas o que encontrei foi totalmente diferente.

A minha frente estava uma miniatura de pessoas com asas furiosa, seus cabelos eram cor de milho, seus olhos astutos me analisavam, suas pequenas mãozinhas cobriam sua cintura fina, e seu rosto estava completamente vermelho de raiva. Ela falava, mais tudo que eu ouvia era um pequeno sino, e não entendia o que ela queria dizer.

— Ham? — Perguntei, cocei os olhos para ter certeza de que não estava sonhando, e de que a fada a minha frente era mesmo real. Era hoje que eu ganharia três desejos! E poderia aprender a voar usando pozinho dourado, ganhei o dia. Sorri largamente ao imaginar toda a comida que eu poderia pedir agora, suspirei e... a fada puxou meu cabelo. — Ai! Doeu! — Reclamei, ela pegou meu dedo e puxou minha mão, nesse momento rosquinha acordou ao meu lado, bocejou sonolenta e piscou olhando de mim para a fada totalmente perdida.

A fadinha me puxou novamente, e dessa vez eu parei de resistir. — Está bem, está bem! Eu vou com você — Eu não sabia que ela queria, mas tinha certeza de que desejava me levar a algum lugar. — Vamos rosquinha, não vou deixar você sozinha — Com a mão livre segurei a pequena panda e a guiei junto comigo, seguindo a fada para dentro da floresta, sem saber o que fazer.

Normalmente eu não sigo estranhos por aí sem questionar o que querem, mas era uma fada, eu gosto de fadas, sempre quis ganhar uma fadinha de presente, estava realizando um sonho particular. A fadinha me guiou mais adentro do bosque, até parar e apontar alguma coisa entre duas arvores e um monte de arbustos.

— É ali? — Eu questionei, ela agitou a cabeça várias vezes e eu segui a passos silenciosos mais adentro da floresta, até me abaixar e ver o que tinha do outro lado, foi aí que entendi o que estava acontecendo.

O lugar era feito de terra batida, pedras velhas e troncos caídos, as folhas ali eram secas e o cheiro não era dos melhores. Mais ao centro uma fogueira encontrava-se acesa, e estava assando um corpo pequenino, que provavelmente um dia pertencera a uma fada, mas agora estava tão deformado que já não era possível identificar. Ao chão, mais ao canto e entre as arvores encontrava-se uma gaiola pequena, feita de galhos e cipós, e dentro dela tinha algumas fadinhas presas. A crueldade era tamanha que me fez ter vontade de vomitar.

— Rosquinha venha cá — Chamei a pequena. — Está vendo aquela gaiola? Quero que abra ela para mim enquanto eu distraio aquilo — Apontei o monstro ao canto, uma espécie de humanoide verde e narigudo que cutucava os dentes com um pedaço de osso, tinha esquecido de mencionar ele, mas o que importa é que estou fazendo agora certo? Sim!

— Quando eu contar três, um, dois, três — Pulei em meio aos galhos e chamei a atenção do monstro para mim. — Ahá! Você está preso por, por — Eu sempre quis dizer isso. — Por ter um nariz enorme! — Improvisei, apontando o dedo em direção a criatura enquanto observava rosquinha se mover por entre as arvores preguiçosamente, eu a olhava de canto, evitando atrair a atenção do monstro para ela, podia lidar com ele sozinha afinal.

A criatura rosnou. — Hora sua — Ele falava embolado, mancava, e me atirou um ossinho, grande desafio. Revirei os olhos e ativei meu cajado antes de sorrir com malicia em sua direção.

— Espero que goste de brincar, porque vai brincar sozinho — Apontei o cajado em sua direção ao terminar de dizer, então invoquei o feitiço. — Slugs in faciem — Eu sempre quis testar aquele feitiço, mas nunca tive a chance, e aquela oportunidade me parecia perfeita. Eu sabia que a distração não duraria muito, e que fazer meu oponente vomitar lesmas e moluscos era algo nojento, mas que me daria tempo de fugir e levar as fadas.

— Vamos rosquinha — Gritei para a Panda, ela já tinha soltado todas as fadinhas da gaiola e agora tropeçava em minha direção, mas eu não perdi tempo, peguei-a no colo e sai correndo dali antes que a criatura reagisse, afinal minha missão era resgatar as fadas, e não matar macacos esquisitos.
Armas:

Cajado Negro ou Varinha Negra: As feiticeiras de Circe tem o total arbítrio para escolherem entre uma varinha ou um cajado quando aceitas pela mesma como sua seguidora. Cabo simples adornado com perolas roxas que emitem uma luz purpura cintilante. Seu portador tem a capacidade de evocar nevoa negra. Tal nevoa permite ao usuário uma fuga rápida, já que deixa o inimigo no escuro por um período curto de tempo, além disso o cajado ajuda a feiticeira a ter controle sobre seus dons e poderes, além de auxiliar na pratica de magia. Quando não esta em uso se transforma em um anel.
Poderes Ativos:

Nível 22
Feitiço: Slugs in faciem
Descrição: Um feitiço que faz o oponente vomitar pequenos moluscos - como lesmas e caramujos . (Dura dois turnos se usado em combate).
Gasto de Mp: – 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano 10 HP por turno
Extra: Apenas verbal
Poderes Passivos:

Nível 23
Nome do poder: Inteligência
Descrição: Os filhos de Melinoe são mais inteligentes que a maioria dos campistas, perceptivos, e que aprendem muito rápido. Não é nada comparado a um filho de Athena, mas chega perto. Isso permite que identifiquem coisas mais facilmente, resolvam mais mistérios e descubram problemas que os outros não conseguem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de percepção em batalha, sendo capaz de descobrir pontos críticos. +25% de chance de suas estratégias funcionarem conforme o esperado.
Dano: Nenhum

Nível 39
Nome do poder: Agilidade III
Descrição: Agora sua habilidade de esquiva está quase perfeita, é um semideus ágil e esperto, e escapar de armadilhas, cordas, ou amarras não é um problema, você também ficou mais rápido, pensa e descobre saídas com certa facilidade. É, você é mesmo um gatuno.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, agilidade, e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Pericia com Cajados e Varinhas IV
Descrição: Você dominou o cajado por completo, e agora luta com ele como se fosse parte de seu corpo. Em posse de uma varinha, vai realizar feitiços únicos e perfeitos, sem gastar muita energia. Já com o cajado, seu combate é simplesmente sensacional, podendo lançar feitiços, atacar e se defender com perfeita disposição, em suas mãos essa arma se tornou mortal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus pode usar o cajado para executar os feitiços e reduzir o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 30 MP gastaria apenas 15 com a empunhadura dessa arma.
Dano: +20% de dano se for acertado por feitiços ou pela arma do semideus.
Bonus de Xp e dracmas:

• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (Válido até o dia 23/06)

Coin – O coin é um pequeno bichinho da sorte que pode torna-lo mais rico, toda postagem executada por você nos próximos 5 dias ganha dracmas dobrados (Válido até o dia 26/06).





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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Hans Kültzer em Sab Jun 24, 2017 10:06 pm


Uma peça para dois
Que luz surge lá no alto, na janela?  Ali é o Leste, e Julieta é o Sol.


Eu olhava em volta, absorto em meus pensamentos, enquanto a música de fundo dava uma trilha sonora para minha distração. Eu estava sozinho no baile e mesmo conhecendo boa parte dos semideuses ali, eu assim permaneci. Eu já tinha comido e bebido o suficiente e estava satisfeito, uma grande vontade de ir embora de repente se acometeu e lentamente fui saindo o espaço primaveril.
Eu andava lentamente pelo caminho florido, quando ouvi risinhos vindos do meio das flores, eu parei para prestar atenção:
Acho que ele nos viu.
Ele seria perfeito para o papel.
Mas você acha que ele vai topar?
Topar o que? – Eu disse ao ouvirem minha palavra, dois seres, ao que pareciam ser fadas, saíram do meio das flores. – Quem são vocês?
Elas pareciam assustadas e voavam de um lado para o outro. A que parecia estar mais confiante se aproximou de mim, ficando cara a cara, porém meu rosto era do tamanho do corpo inteiro da fada, ela tinha as orelhas pontudas e um rosto gracioso.
Desculpe, deixe eu apresentar a mim e a minha parceira, eu sou Elegast e está é Gloriana – ela sorriu para mim– Todo ano, nós apresentamos um espetáculo de teatro para a Rainha Titânia, soberana das fadas. Esse ano o espetáculo se chama: Romeu e Julieta, uma peça que uma das nossas fadas dramaturgas escreveu.
Espera ai, Romeu e Julieta foi escrita por Shakespeare, séculos atrás e...
No país das fadas, nunca ouvimos falar em nenhum Shakespeare. Enfim, todos os anos nós representamos a peça para nossa rainha, mas desta vez ela exigiu que o teatro fosse feito por humanos. – A outra fada continuava calada, parecendo desconfiada. – Eu queria fazer o convite para você, semideus, aceita ser nosso Romeu?
Por que eu? Eu nem ensaiei e é uma peça muito longa, eu não estou preparado.
Peça longa? Imagina bobinho, é uma peça que dura uns 30 minutos, é só uma cena onde o Romeu declara todo seu amor pela amada Julieta.
Como assim só 30 minutos? E todo desenrolar da trama, a disputa das duas famílias, a cena final onde os dois morrem...
Você deve ter bebido demais, quem disse que os dois morrem? Eles vivem felizes para sempre, depois que Romeu pede a mão da Julieta para o pai dela.
Eu estava muito confuso, aquela fada parecia convicta de que aquela história era a verdadeira e eu não queria mais contraria–la.
Ok, mesmo que eu tope, vocês já tem uma Julieta?
Deixa com a gente, meu bom rapaz.
Bem, aparentemente elas deram um jeito realmente. Eu tinha sido conduzido por elas para o meio da floresta, o cheiro de flores era intenso, mas aquilo não me incomodava. Chegamos a uma clareira onde um palco havia sido montado, ao estilo dos espetáculos itinerantes que ocorriam nos tempos mais antigos, nada muito majestoso, porém tinham instalado inclusive uma sacada, o que me fez situar exatamente da cena que íamos representar: a tão famosa cena do balcão, eu conhecia o texto, tinha lido algumas vezes a escola e estava familiarizado com a história.
As fadas me levaram para trás do palco, lá uma garota estava parada, enquanto algumas fadas lhe ajeitavam o cabelo, numa trança. Ela se virou para mim, seu rosto era conhecido para mim, apesar de nunca termos nos falado, eu sabia que ela era uma filha de Afrodite, isso se confirmava por sua beleza encantadora, seu cabelo castanho, agora preso na trança, tinha um brilho perfeito, seus olhos verdes eram profundos, parecidos com os meus. Ela sorriu para mim:
Acho que você será o meu Romeu.
Eu mesmo, prazer, sou o Hans, filho de Apolo – Estendi minha mão para ela – Suponho que você não se chame Julieta.
Ela sorriu:
Sou Elizabeth, mas me chamam de Liz. – Ela segurou minha mão – é um prazer.
Elegast chegou voando e disse nos apressando:
Vou entregar o texto para vocês, logo vamos entrar em cena.
Eu estava desesperado, como ia conseguir decorar todo um texto para apresentar logo em seguida, até parecia que tinha voltado para a escola, quando tinha algum seminário para apresentar e deixava tudo para o último dia. Fiz a primeira coisa que me veio a cabeça, rezar para meu pai e para as musas, para que elas pudessem me ajudar naquele momento. Aparentemente, Liz devia estar fazendo o mesmo, já que estava de olhos fechados e sussurrava alguma coisa. Fazia sentido ela ter sido escolhida para o papel, já que era uma filha de Afrodite e a história de Romeu e Julieta retrata um dos maiores amores da história da literatura, eu enquanto filho do deus das Artes, também estava com uma vantagem, esperava que meu pai pudesse me ajudar naquele momento.
Depois de 30 minutos lendo as falas, era chegada a hora, eu tinha certeza que não tinha decorado nada, aquilo seria um desastre, com toda a certeza.
Elegast voltou:
Estão prontos? A rainha chegou! Espero que tenham um bom espetáculo.

A encenação

Eu estava na coxia me preparando para entrar em cena, aquilo tinha me pego de surpresa, mas eu estava preparado, de alguma forma, ser filho de Apolo fez com que eu não me desesperasse de ter que representar Romeu, eu agora estava mais relaxado. Eu olhei para Liz, que estava do outro lado da coxia, ela mexia nas juntas dos seus dedos, claramente um pouco mais nervosa que eu, quando percebeu que eu olhava para ela, me deu um sorriso fraco, eu sorri de volta e sibilei:
Boa sorte.
Ela alargou seu sorriso, eu acho que minhas palavras puderam dar apoio para a filha de Afrodite.
Uma outra fada voou do meu lado, ela estava com um vestidinho rosado e...o que parecia ser um rádio de comunicação nos ouvidos, mas ele era minúsculo, adequado para o tamanho do serzinho, ela sorriu para mim e disse:
Está na hora Romeu, quebre as pernas.
Não estranhe, aquilo era uma forma de desejar sorte no teatro. Eu sorri para ela e entrei no palco, as luzes batiam nos meus olhos, mas logo minha íris se adaptou a luminosidade e eu pude ver o chão da floresta, repleto de criaturas: fadas, gnomos, alguns sátiros e ninfas. Eu respirei fundo, estava na hora do show:
Zomba da dor quem nunca foi ferido. – Liz entrou em cena, no alto de uma sacada enfeitada com flores e cipós, que davam um ar gracioso para o cenário, eu continuei com o meu texto – Que luz surge lá no alto, na janela?  Ali é o Leste, e Julieta é o Sol. Levante, Sol, faça morrer a Lua Ciumenta, que já sofre e empalidece porque você, sua serva, é mais formosa. Não a sirva, pois que assim ela a inveja! Suas vestais têm trajes doentios que só tolas envergam; tire–os fora. É a minha dama, oh, é o meu amor! Se ao menos o soubesse! Seus olhos falam, e eu vou responder. Que ousado sou; não é a mim que falam. Duas estrelas, das mais fulgurantes, estando ocupadas, pedem aos seus olhos que brilhem na alta esfera até que voltem. E se ficassem lá, e elas no rosto? O brilho de sua face ofuscaria os astros como o dia faz à chama: Por todo o ar do céu, com tal fulgor a luz de seu olhar penetraria, que as aves cantariam, como ao dia! Como ela curva o rosto sobre a mão! Quem me dera ser luva para poder beijar aquela face.
Liz olhava distante, ela estava belíssima, num vestido de seda simples, parecido com uma camisola, com a intenção de dar esse efeito, na cabeça, uma tiara enfeitada com pequenas borboletas de cristal. Logo depois que eu terminei a minha fala ela continuou:
Ai de mim!
Fale! Fale, anjo, outra vez, pois você brilha na glória desta noite, sobre a terra, Como o celeste mensageiro alado sobre os olhos mortais que, deslumbrados, se voltam para o alto, para olhá–lo, quando ele chega, cavalgando as nuvens, e vaga sobre o seio desse espaço.
Eu avancei até a frente do palco, a cena continuava com a mais perfeita sincronia, parecia que tínhamos ensaiado meses aquele espetáculo. Acho que nossos pais nos tinham dado a benção para realizarmos aquele ato.
Romeu, Romeu, por que há de ser Romeu? Negue o seu pai, recuse–se esse nome; ou se não quer, jure só que me ama e eu não serei mais dos Capuletos.
Eu disse olhando para o público, eu podia ouvir os suspiros dos pequenos seres. Eu estava me sentindo tão vivo ali naquele palco:
Devo ouvir mais, ou falarei com ela?
O público era muito gentil, tecendo alguns comentários bondosos durante a cena, acho que aquilo era considerado politicamente correto no mundo das fadas, já que no mundo dos humanos, as pessoas permaneciam no mais absoluto silêncio, mas aquilo não me incomodava, eu estava com timing perfeito e nenhuma das minhas falas tinham saído atropeladas. Chegou o momento da Liz brilhar, aquelas falas que vinham a seguir era de uma beleza poética enorme:
O meu rosto usa a máscara da noite, mas de outro modo eu enrubesceria por tudo o que me ouviu dizer aqui. Queria ser correta e renegar tudo o que disse. Mas adeus, pudores! Me amas? Sei que vai dizer que sim, e aceito sua palavra. Se jurar, pode ser falso. E dizem que Zeus ri dos perjúrios do amor. – Trovões – Doce Romeu, se me ama, mesmo, afirme–o com fé; mas, se pensar que eu fui fácil demais, serei severa e má, e direi não, para que me implore; de outra forma, nunca. Na verdade, Montéquio, ouso demais, e posso parecer–lhe leviana; mas garanto, senhor, ser mais fiel que as que, por arte, fazem–se de difíceis. Eu seria difícil, e o confesso, se não ouvisse, sem que eu o soubesse, minha grande paixão; então perdoe, e não julgue ligeiro o amor que, cedo, o peso desta noite revelou.
Eu juro, pela lua abençoada, que banha em prata as copas do pomar...
Não jure pela Lua, que é inconstante, e muda, todo mês, em sua órbita, para o seu amor não ser também instável.
Por que devo jurar?
Não jure nunca. Ou, se o fizer, jure só por si mesmo, Único deus de minha idolatria, Que eu acredito.
Se meu grande amor...
Não jure, já que mesmo me alegrando o contrato de hoje não me alegra: Foi por demais ousado e repentino, por demais como o raio que se apaga antes que alguém diga “Brilhou”. Boa–noite. Este botão de amor, sendo verão, pode florir num nosso novo encontro. Boa noite, ainda. Que um repouso são venha ao meu seio e ao seu coração.
A cena continuava graciosa, eu agora estava junto com a Liz na sacada, eu segurava em suas mãos e nossos olhos estavam conectados, ela continuou suas falas:
É dia. Eu quero que se vá, mas só tão longe quanto a ave da rameira, que a deixa saltitar perto da mão – Um pobre prisioneiro agrilhoado – Mas com seu fio sempre a traz de volta, Só por ciúme à sua liberdade.
Quisera eu ser pássaro.
Então o momento alto da cena aconteceu, eu me aproximei da filha de Afrodite, ela me olhava nervosa, eu podia sentir todos na plateia tensos, esperando aquele momento. Eu a beijei nos lábios delicadamente. E sim, nós no teatro damos beijo técnico. Logo em seguida nos abraçamos, então nos olhamos novamente, seguindo o texto.
E eu também. Mas iria matá–lo só de afagos. Foi tão doce este boa–noite agora, que eu direi boa–noite até a aurora
Ela se virou e saiu de cena, me deixando sozinho na sacada, virei então para o público e recitei os últimos versos daquela cena:
Tenha sono em seus olhos, paz no seio; por sono e paz tão doces eu anseio. Sorri a aurora ao escuro pesado, no Leste, a luz já deixa o céu rajado; O negror, ébrio, corre para escapar Das rodas de Titã, que vai passar. Vou à cela do pai da minha alma, para falar disso e ter ajuda e calma.
Desci da sacada pela lateral de fora e deixei o palco enquanto a cortina se fechava e eu escutava os aplausos.
Depois que acabaram os aplausos, Liz e eu voltamos para cumprimentar o público, as cortinas se abriram, várias flores foram arremessadas em nossa direção, enchendo nossos pés com as mais diversas espécies. Era incrível, até parecíamos super astros que tinham apresentado o maior espetáculo da vida daqueles seres. Eu abracei Liz, ela sorria com o reconhecimento:
Hans, eu achei que não íamos conseguir.
Você foi incrível.
Igualmente.
Na plateia, as fadas começaram a abrir caminho para uma fada, aquela parecia ser a rainha Titânia, ela realmente parecia rainha, suas asas eram maiores e mais brilhantes, ela tinha um diadema incrustado de joias e flores. Ela voou em nossa direção:
Esplêndido, vocês estavam ótimos, semideuses.
Ficamos honrados com seus cumprimentos, majestade. – Eu podia ser muito polido quando eu queria. – Espero ter apreciado o espetáculo.
Foi de muito bom gosto, tenho que dar meus cumprimentos para nossa fada dramaturga, ela é realmente muito criativa em seus textos.
Eu não duvido disso, rainha. – Liz disse com um sorriso, depois olhando para mim piscou.
– Pois bem, acho que tenho uma recompensa para vocês.
Ela moveu as mãos e algumas flores flutuaram, ela as envolveu numa espécie de redoma, entregou para nós. Eu não entendi para o que elas serviriam, mas era um ótimo souvenir.
Pois bem, logo vocês vão saber o porquê dei–lhes essas flores, no mais, convido os mortais para desfrutarem do baile que está ocorrendo no outro lado da ilha, organizado por minhas fadas.
Eu olhei para Liz e nós rimos, voltamos então para o baile, junto com algumas fadas voando em nossas voltas. Aquilo tinha sido uma experiência muito interessante, eu com certeza iria me lembrar por um bom tempo.




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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Lauren L. Hill em Sab Jun 24, 2017 10:11 pm




CAN YOU FEEL THE WARMTH?
Where I'm coming from, it's the darker side of me that makes you feel so numb
Lauren não havia ido dormir muito bem naquela noite em específico, mas sentia um alívio no peito por finalmente abrir o jogo com Pandora e contar as sensações e intuições que tinha estando naquela ilha. E apesar de estar praticamente o tempo todo ao seu lado, tendo a sua proteção e cuidado, Lauren ainda se sentia insegura e passava a maior parte do dia de acontecer algo ruim à feiticeira. Mas não temia Nyx, não temia seus monstros, não tinha medo de enfrentá-los e muito menos de morrer e por desejar paz na sua vida de semideusa, faria o possível para conquistá-la.

A Celestial adormeceu nos braços da namorada feiticeira e apesar da sua feição tranquila e serena, seu interno não estava nada sossegado e por mais que tentasse se esquentar, seu corpo continuava gélido sem sucesso algum em aquecer-se mesmo grudada ao corpo da morena ao seu lado.

Para maior segurança das meninas, naquela noite, Lauren deixou seu filhote rondando a barraca e apesar de abusar do Cão Infernal, apenas o deixaria adormecer quando o dia começasse a clarear, fazendo com que ele assegurasse que nada os atacaria mesmo com a proteção de feitiço de Pandora sob a barraca.

—x—


No dia seguinte, amanhecer com Pandora encolhida ao seu lado mas não em seus braços e aquilo, por mais que tentasse negar, fez o coração de Lauren apertar no peito. Ela ainda estava acordada e ao passar os olhos verdes pelo corpo da mais nova, a celestial conseguiu notar que a roupa da namorada estava um pouco suja e bagunçada e seus cabelos estavam disfarçadamente desgrenhados. Ao se aproximar de Pandora e abraçá-la por trás, pôde notá-la levemente trêmula. Curvou-se um pouco sobre o corpo alheio e percebeu uma feição de preocupação e medo que, no mesmo instante, fora escondido no travesseiro.

— Não vai me contar o que aconteceu, Pandora? Por que sua roupa está assim? Porque sua roupa tem marcas de garras? Por que seu rosto parece cansado de quem teve não só insonia, como também uma luta? — a ruiva disparou com o tom de voz preocupado e levemente acusador e, enquanto suponha milhares de coisas na mente, podia sentir o sangue subir fervendo por suas veias. Lauren não aceitaria que Nyx pegasse tão baixo assim, indo buscar vingança tentando tirar Pandora da jovem ruiva.

— Eu posso explicar, Lauren... eu... — a feiticeira começou quando Lauren se sentou no colchão e abraçou as pernas, evitando olhá-la. Não poderia vê-la daquele jeito, doía demais.— Eu já sabia disso, Pandora, eu já sabia que ela viria trás de você. E sei que não é minha culpa por completo, você também tem suas dívidas com ela... mas... agora? — disse com a voz chorosa e limpou a lágrima que insistia em cair. A ruiva não a culpava, muito pelo contrário, só não aceitava perdê-la de uma maneira tão fria como Nyx queria fazer. — Eu sinto muito, mas não dá pra aceitar. Eu juro, que assim que a gente sair daqu... — Lauren começou a dizer mas Pandora a interrompeu com um selar de lábios intenso.

Foi ali que perdeu o ar esquecendo tudo que queria e poderia dizer. Foi ali que soube que nunca poderia perdê-la e que, além de não aceitar perdê-la, não conseguiria viver sem a sua morena.

— Vamos, a gente tem que sair daqui e procurar outro lugar para acampar. — Lauren disse tentando sorrir alegre, estendendo a mão para a namorada, mas falhou, porque sabia no fundo que aonde quer que estivesse dentro daquela ilha, não poderia fugir de Nyx.

—x—


Já passava do horário de almoço quando Lauren decidiu rondar ao redor do baile e sugeriu que Pandora fosse almoçar sem sua companhia, deixando-a em segurança no meio dos semideuses que ali se encontravam. Enquanto Pandora tinha a companhia de Rosquinha, Lauren poderia se sentir ao menos uma vez naquela ilha, segura ao lado do seu filhote de Cão Infernal nomeado Hell.

Mas era tudo ilusão, não estava segura coisa nenhuma, sabia que a qualquer hora poderia ser atacada. E foi. Só não imaginava que dois pequenos lagartos que descansavam no meio da trilha, lagartos esses que havia tropeçado pela perda da atenção momentânea, virariam monstros com o dobro da sua altura. Os monstros tinham cerca de dois metros e meia de altura, suas caldas eram praticamente do tamanho de Lauren, as línguas dobraram de tamanho e seus olhos no fundo eram pretos. A língua ágil do mais próximo a atacou sem que ela pudesse planejar algo. Mas, graças às habilidades herdadas pelo pai divino, desviou sem muita dificuldade para a esquerda, dando uma cambalhota para colocar-se de pé logo em seguida.

Hell, por sua vez, também recebera um ataque da mesma maneira, mas para a surpresa do lagarto, o Cão Infernal abocanhou a sua língua com tanta força que tirou um pedaço do lagarto monstruoso e isso deu tempo de Lauren pegar as garras retalhadoras que mais do que depressa se prenderam ao seu punho. — Não quero ter que matar vocês, mas já sabem... se for preciso, eu farei. — Um sorriso amedrontador surgiu nos lábios da Celestial enquanto se aproximava deles e, pelos anos que passou atuando como um mero ser humano demônio, pôde assumir a personalidade de um, o que fez os lagartos recuarem rapidamente.

Lançando um olhar para o seu filho, Lauren o mandou visualmente atacar o lagarto que estava mais atrás, distraindo-o enquanto ela se prontificava de matar aquele monstro. — Hoje não vai ser meu último dia, minha querida Nyx... — ela sussurrou acelerando o passo em uma corrida e desviou de uma "linguada" na altura do seu pescoço, deslizou pelo chão e se aproximou da base do lagarto, cortando-o pelo seu esôfago.

No mesmo momento, levantou-se e se segurou no pescoço do mesmo dando impulso para subir em cima dele e cruzar as pernas em seu pescoço, o imobilizando, fincou as garras em sua garganta cortando-a em um X. O sentiu bambear embaixo de si e com toda a força que tinha puxou as garras para trás cortando a garganta do lagarto, fazendo sua cabeça cair para frente e o sangue espirrar em seu rosto.

Cuspiu-o no segundo seguinte fazendo uma cara de nojo e acompanhou o corpo do lagarto cair, facilitando sua volta ao chão. Pisou firme e olhou para trás pelo ombro, vendo o lagarto segurar seu filhote pelo pescoço com a calda e jogá-lo contra o chão numa força bruta. Aquilo fez o sangue borbulhar em suas veias e um grunhido alto arranhar sua garganta quando impulsionou com o pé esquerdo para correr em direção a ele.

— AHhhhhhhhhhh!! — Lauren gritou com toda a força que tinha preparando a força nos punhos. O lagarto possuído fora muito mais rápido que a filha de Ares que ao se aproximar do mesmo sentiu as pernas serem enlaçadas e o seu corpo ser arremessado pra longe.

Suas costas bateram com violência contra o chão enraizado das árvores e um gemido baixo escapou pela garganta. A celestial balançou de maneira rápida a cabeça para esvair a tontura que havia sentido. Quando se levantou, suas costelas estalaram e uma dor passeou por todo o seu corpo. Céus, aquele não seria tão fácil...

O Cão Infernal de Lauren não demorou muito a atacá-lo revidando o que ele havia feito com sua dona, e seus dentes afiados foram diretamente na garganta do lagarto demoníaco, abraçando o pescoço do mesmo com as patas que fincaram diretamente na mandíbula do mesmo. Lembrou-se de Pandora naquele momento, a mente fora tomada por sorrisos tristes e expressões de mágoa da morena qual iria noivar e, mais do que nunca, sentiu sede de vingança no mesmo momento. Quando a filha de Ares se aproximou, impulsionou para subir no corpo do monstro e, sentindo toda a força divina percorrer seu sangue, a ruiva enfiou não só uma, mas como doze vezes as garras no corpo do maldito lagarto para depois, cortá-lo na metade. — Isso é por mim e por Pandora. — disse com a voz cortada pelo cansaço e pelo esforço.

Cansada, desmontou do maldito e se ajoelhou no chão tentando respirar fundo por sentir as costelas machucadas doerem ao tentar puxar o ar, fazendo com que assim a celestial sentisse uma ardência insana em seu pulmão. Sabia que uma hora iria se regenerar e que voltaria a ficar cem por cento, mas aquela dor não era nada porque sabia que ainda tinha muito, muito mais para vir. Quando tentava enxergar o futuro tudo o que via era escuridão e em meio a pouca luz, guerra.

Talvez aqueles demônios parassem por ali, talvez continuassem procurando corpos para se instalar e ainda continuar aterrorizando a ilha deixando todo o acampamento agitado; mas era fato que Lauren, se precisasse, continuaria à se vingar de Nyx matando seus demônios.


Poderes de Ares:
Passivos:
Nível 8
Nome do poder:
Velocidade Atlética.
Descrição:
Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 24
Nome do poder:
Pericia com laminas III
Descrição:
Você está se desenvolvendo bem, e agora além de atacar, arremessar e aprender a lidar com diversas laminas diferentes (espadas, lanças, adagas e facas), também consegue se defender com ela, e dificilmente é desarmado.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +55% de assertividade no manuseio de laminas.
Dano: +20% de dano se o adversário for atingido pelo semideus.

Nível 42
Nome do poder:
Força IV
Descrição:
Você andou malhando? Seu treinamento tem apresentado resultados surpreendentes, e sua força é sem dúvida sua principal arma, você ainda precisa de uma para lutar?
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 44
Nome do poder:
Regeneração II
Descrição:
Conforme seu herói ficou mais forte, e evoluiu também conseguiu entender melhor como funciona a transferência de poder dos inimigos para ti. E agora, quanto mais inimigos derrotar, mais energia consegue recuperar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A cada inimigo derrotado em batalha +100 HP e 100 MP são restaurados em sua barra de status.
Dano: Nenhum[/color]
ITENS:
Garras Retalhadoras: Três garras que se prendem ao braço do mortal que a porta. Duas laterais de bronze celestial e a medial é de puro aço mortal, porém, bastante afiado.
Triplicador:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (25/06/2017)







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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Abramov Levitz em Dom Jun 25, 2017 1:00 am


Trolls
a vingança vem em chuva fria
Abramov corria em direção ao bosque da primavera, com suas armas em mãos, dessa vez preparado para o que iria encarar. Uma menina, bem mais nova que ele, o avisara de que trolls estavam fazendo uma confusão na primavera novamente. A diferença era que agora eles não estavam sequestrando ninguém, muito menos tentando se esconder, eles queriam vingança. E esta era direcionada ao filho de Zeus, que não contente em matar os três, ainda deu cabo do avô deles. Ou seja, agora uma família completa de monstros estava de volta, com sangue nos olhos e determinada a exterminar a existência de Ab. Só que enquanto ele não aparecia, sobrava para quem quer que cruzasse o caminho das criaturas, e é assim que tudo começa.

– Mas eles estão armados? – O semideus pergunta para a jovem que lhe acompanha no trajeto, guiando-o até seu alvo.

– Só um deles que tem um porrete gigantesco.

– Ok.

Eles não demoram para chegar até o local da confusão, que era no meio do bosque mesmo. Os três trolls terminavam de espantar um menino que tentara lhes enfrentar, mas foi atingido e só pôde correr por sua vida. Abramov e sua companheira chegam por trás, sem serem notados, e o adolescente logo diz para ela que agora era com ele. Porém, antes que a semideusa pudesse sair dali, ao se virar e pisar novamente, acaba fazendo barulho por ter quebrado um galho que estava no chão. Nisto, os bichos enfim percebem a presença da dupla, e logo se vira para eles.

– Semideus! Te achamos! – O troll mais velho diz.

– Nossa vingança virá, finalmente! – A mulher deste último complementa.

– Eu perdi a segunda temporada de sense8 por sua culpa! Isso é imperdoável. – O troll adolescente grita.

– Ei, vocês falam como se tivesse me dado escolha. – Ab tenta distrai-los para que sua aliada pudesse se afastar, e consegue.

– Desgraçado, agora é sua vez de morrer!

O pai da família gira o porrete de madeira improvisado, que deve ter criado pouco tempo depois que retornou, e quebra um tronco de árvore lançando-o este em um só golpe contra seu adversário. Abramov consegue jogar para o lado pouco antes do objeto imenso atingir o chão onde estava, mas se rala todo no processo. Da última vez que enfrentara aquelas criaturas, estava quase desarmado, podendo apenas contar com uma faca de bronze celestial. Mas dessa vez era diferente, armado até os dentes, ele não cria estratégias de recuar e atacar. Seu plano era simples, atacar e atacar.

– Manda ver.

Seu pingente anexado no cordão se transforma na espada que sempre lhe acompanhava, e ele parte para cima. Com uma velocidade e precisão absurdamente superior à que tinha antes, ele manobra pelo campo de batalha, fazendo cortes nas pernas dos monstros e se afastando a tempo para não ser atingido. Era inegável a diferença de poder entre o filho de Zeus de antes com o de agora, entretanto, ele não era o único. A resistência dos trolls parecia ter melhorado, e eles não eram tão lentos quanto antes. Não sabia se existia algum tipo de treinamento pós morte para monstros no tártaro, mas que eles tinham inventando algo para fazer, isso era certeza.

Por mais que conseguisse ferir seus oponentes, Ab logo se toca de que apenas iria se cansar e não conseguir finalizar a batalha. Com isso em mente, sua abordagem muda, e ele salta para longe e recomeça. Ainda no chão, o semideus atiça os ventos e aumenta a força deles, causando uma confusão no cenário com detritos de terra e folhas voando para todo o lado. Estando imune daquela distração, o rapaz consegue desviar facilmente dos ataques dos trolls, que tentam lhe acertar com socos e chutes. A mãe até tenta agarra-lo, mas ele era ágil demais para suas mãos não tão rápidas assim. O pai novamente usa o porrete, lançando outro tronco de árvore, e dessa vez atingi seu alvo por pouco.

Abramov estava concentrado em desviar dos outros golpes e ainda manter a ventania, portanto a extremidade direita do tronco o atinge de raspão, e lhe derruba. Um arranhão feio surge em seu ombro atingido, mas ele não recua. Irritado por ter sido ferido, o semideus ainda de longe faz as nuvens se juntarem naquela região, fechando o tempo. A chuva vem logo em seguida, e por conta dela, tudo é molhado.

– Sabe por que madeira não conduz eletricidade? – Pergunta ao troll mais novo.

– Não. Por que?

– Sei lá. – E então Ab aponta com sua espada para o filho do casal, e um relâmpago instantaneamente cai sobre sua cabeça, derrubando-o na hora.

– Meu filho! – A mãe troll choraminga.

– Nããão! – O mais velho dos três se enfurece, e arremessa o porrete com tudo sobre o semideus.

A prole de Zeus voa com alta velocidade para longe do ataque, e contra-ataca na mesma hora. Seu anel reluz, e ele foca na eletricidade armazenada no mesmo, expandindo-a ao seu redor. Como o portador das tormentas, Ab redireciona toda aquela energia elétrica contra os dois trolls que estavam de pé, eletrocutando-os. Não bastava a chuva, que os deixava molhados, mas as criaturas tinham cortes abertos em suas pernas, o contato dos raios com o ferro do sangue e a água no resto do corpo é suficiente para pô-los no chão. E finalmente após neutralizar os monstros, que se contorciam por conta do choque no chão, Abramov enfia a espada em seus corações, derrotando-os mais uma vez.

– E por favor, não voltem tão cedo. – Diz, ao olhar para o céu e o último pingo de chuva cair em sua testa.

Habilidades Utilizadas

Spoiler:
Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você aprendeu que a velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha, e com isso treinou ainda mais arduamente, agora ficou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor. É difícil combater seu herói desse jeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: O filho de Zeus/Júpiter virou um excelente espadachim, além de atacar e defender com a arma, dificilmente é desarmado, e ainda por cima consegue tirar as armas das mãos dos oponentes. Com a espada o semideus se torna quase imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 35% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Controle dos Ventos II
Descrição: Agora você adquiriu um melhor controle dos ventos, agora consegue criar campos de gravidade negativos e grandes ventanias, que podem erguer objetos maiores, também atrapalha o inimigo ao se locomover em campo, o tornando lento. Sua visão ficara turva, e a dificuldade de acertar algo em campo é grande.
Gasto de Mp: 60 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Dura dois turnos, o semideus não é afetado pela tempestade e pode continuar lutando normalmente, ao contrário do inimigo que fica vulnerável.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Voo IV
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido, desde que se concentra mais ainda tem dificuldade em batalha, e se for acertado, pode acabar perdendo parte do equilíbrio e despencando alguns metros. É bom se manter atento.
Gasto de Mp: 20 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 10 metros acima do solo.

Nome do poder: Nephoscinese II
Descrição: O semideus possui uma certa afinidade com as nuvens, inclusive podendo trabalhar com elas de um jeito que outro semideus não consegue. Nesse nível já consegue manipular as nuvens para fechar o céu, o escurecendo e tornando-as negras, também pode carrega-las, fazendo com que fiquem pesadas e liberem uma chuva leve – não uma tempestade, e sim uma garoa – podendo trazer a chuva para o campo de batalha a fim de atrapalhar seus inimigos. Pode deixar um campo de terra como lama, por exemplo, o fazendo ficar escorregadio.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Armas Utilizadas

Spoiler:
ϟ Mini Raio Mestre - Um anel que permite ao prole de Zeus soltar mini raios infinitos. Tem ¼ do poder do Raio de Zeus, a corrente elétrica que há nele pode gerar mais alguns raios minúsculos que causam graves queimaduras.

ϟ Espada Neal – Feita de ouro celestial, assim como o escudo, sua lâmina pode ferir tanto semideuses quanto mortais. Tem 90cm de lâmina e 15cm na base que é azul escuro com pequenas pedras lunares, o manuseio é perfeito para filhos de Zeus, quando absorvida a energia de raios a espada fica mais forte. Transmuta-se em um colar em forma de raio.


Triplicador de XP ativo, como consta no perfil.

Avaliação Arcus:
Ab querido, a missão obrigatoriamente exigia o resgate de um semideus para ser válida, sem isso ela deve ser desconsiderada, sinto muito.



;Overworld;

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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Lauren L. Hill em Dom Jun 25, 2017 10:11 pm




bad behavior
I feel ok... all over void of all composure and I know this may sound narcissistic
Pandora estava atrasada... fazia mais de meia hora que eu a esperava na beira do lago, aguardava seu retorno do baile de primavera enquanto tentava não perder Hell de vista, ele estava crescendo rápido demais, mas acho que isso tem a ver com o fato dele ser uma criatura do inferno. Ontem mesmo o pequeno cachorro era apenas um filhote, agora já estava bem maior, e mais sapeca do que nunca. No momento, corria atrás das borboletas do bosque e comia metade das flores, devia estar irritando as fadas que viviam por ali, mas não, o bosque parecia estranhamente vazio.

Recostei-me melhor sobre a arvore, e estava pronta para chamar o cão de volta quando senti um leve puxão em meu cabelo. — Puta merda! — Soltei irritada, e me virei rapidamente, apenas para me deparar com uma criaturinha minúscula e irritadiça circulando ao meu redor. Ela tinha asas, cabelos escuros e olhos em um tom de violeta única, era algo diferente de tudo que eu já tinha visto. — Que maluquice... — Ri afetada, mas a fada continuou a puxar meu cabelo, mostrando-me que eu deveria segui-la.

Eu tinha a alternativa de largar tudo ali e ir com ela, deixar Pandora plantada como ela fizera comigo, ou podia esperar minha namorada e seguir com Hell em direção a floresta. Foi a fada que decidiu por mim, pois continuou a me puxar insistentemente até que eu me rendesse a seu encanto. Assoviei para o meu cachorro o fiz voltar para perto. — Vamos lá garoto, temos uma coisa para resolver... — E eu nem mesmo sabia o que era, só segui a fada para dentro da floresta.

As arvores ao redor faziam sombras no chão coberto pelas flores, naquela parte o sol não adentrava muito, e a imagem era obscurecida pelo fedor da floresta. Ossos se espalhavam pelo gramado, muito pequenos para serem notados logo de cara, e além disso, as folhas ali pareciam mortas, como se alguém ou algo, vai saber, tivesse sugado toda a vida daquele lugar. A fada tremia cada vez que me puxava mais para frente, e continuou assim até apontar para uma parte mais aberta da floresta, indicando que o que ela queria estava lá.

Andei mais cautelosa, segui mais para frente e usei uma das arvores para proteger meu corpo enquanto espiava ao redor. Podia ver a fogueira, um monstro, ossos e mais ossos, além disso, uma pequena jaula de madeira, mais ao canto, e cheia de fadas. Entendi que eram amigas da pequenina que tinha me buscado, e resolvi que iria sim ajudar. — Espere aqui. — Pedi rouca, então chamei Hell e mostrei o gigante. — Vá pegar garoto, arranca a perna dele! — Eu o usaria apenas como distração, inicialmente pelo menos.

Hell não perdeu tempo, achava que tudo era brincadeira, e logo estava correndo e latindo para o monstro, que distraído como estava só percebeu meu cachorro quando esse já tinha mordido sua perna. Eu corri, aproveite-me da distração da fera para ir direto para a gaiola, quebrar a tranca por meio da força e libertar todas as fadas. — Rápido, sigam sua amiga para fora daqui. — Instrui antes de assoviar para o meu cachorro. O monstro chacoalhava a perna e gritava, ameaçava matar meu pequeno e inofensivo Hell, que não o tinha soltado.

Eu ri, pois aquilo me refletia completamente. Invoquei uma nuvem de abutres no local, então chamei Hell de volta e deixei o gigante lidando com a situação. Não fiquei para ver o estrago feito, apenas corri de volta para a floresta, me certificando de que Hell estava em meu encalço, mas sem olhar para trás. O gigante que brincasse com os pássaros, eu tinha coisas muito melhores para fazer.


Poderes de Ares:
Passivos:
Nível 8
Nome do poder:
Velocidade Atlética.
Descrição:
Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder:
Percepção estratégica
Descrição:
Para vencer um combate, não é preciso apenas possuir a maior força, os melhores golpes e as principais vantagens, também é necessário saber utilizar as desvantagens e fraquezas dos adversários, fazendo com que eles percam para si mesmo. Ao olharem atentamente para o corpo de um oponente, os olhos do filho de Ares/Marte conseguem notar quais são as principais fraquezas do sujeito, quais os melhores pontos a se golpear e o que pode fazer para vencê-lo. As informações são dadas pelo narrador, cabendo á prole do deus da guerra as utilizarem da melhor forma possível. (só pode ser usado por uma vez em cada batalha)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode pedir ao narrador que aponte dois pontos fracos no corpo do inimigo, mas cabe a você conseguir acerta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder:
Ataque Surpresa
Descrição:
Em meio ao filme da serie Percy Jackson, foi mostrado em um evento de caça a bandeira, que os filhos de Ares/Marte gostam de surpreender seus adversários, utilizando lugares altos para os emboscarem. Após um ganho tão grande de experiência, os filhos do deus da guerra conseguem se camuflar com perfeição, utilizando a natureza ao seu favor. Ao estarem escondidos com o objetivo de emboscar um inimigo, esses semideuses se tornam praticamente invisíveis em meio ao ambiente, podendo serem detectados apenas caso o adversário possua algum sexto sentido, tenha um olfato sobrenaturalmente apurado ou seja capaz de detectar presenças através de auras.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que o inimigo não tenha faro apurado, ou consiga detectar aura (rastrear de alguma maneira), não sera identificado.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder:
Preparo Físico
Descrição:
Cultivadores de seus corpos e exímios treinadores, os filhos do deus da guerra, sempre buscam ultrapassar seus limites, trabalhando arduamente para isso. Sempre serão os últimos a cansar em batalha, de modo que em caso da MP do semideus ser gasta a ponto de zerar, ele não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos. (Será impedido de usar poderes ativos, mas poderá continuar lutando, diferente de outros campistas que se zerarem o MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder:
Força IV
Descrição:
Você andou malhando? Seu treinamento tem apresentado resultados surpreendentes, e sua força é sem dúvida sua principal arma, você ainda precisa de uma para lutar?
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.
Ativos:
Nível 2
Nome do poder:
Nuvem de abutres
Descrição:
O abutre é um dos símbolos de Ares/Marte, o pássaro carniceiro que degusta os restos mortais de animais e humanos falecidos. Os filhos do deus da guerra podem erguer uma de suas armas em direção aos céus, e cinco abutres completamente negros irão aparecer, sobrevoando em círculos a prole de Ares/Marte. Cada um desses animais possui 25 HP, podem atacar os oponentes com bicadas e arranhões e principalmente agirem como distração. Pode ser usado duas vezes por missão.
Gasto de Mp: 10 MP por abutre invocado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP por abutre que atacar o oponente.
Triplicador:
• Play Plus – Sua sorte triplicada? Isso mesmo, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 3 dias terá a XP triplicada. (25/06/2017)


950 x3= 2.850 XP – 1.500 dracmas – 1 flor
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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Lauren L. Hill em Dom Jun 25, 2017 10:23 pm




feeling’s getting stranger
And I don’t have time for your feelings, you told me you’re insecure but don’t be! Stay soft
Eu tinha desistido de procurar Pandora depois do seu atraso evidente. As fadas estavam libertas, o monstro não retornaria tão cedo depois da distração usada, e ao retornar ao lago, eu não encontrara a feiticeira, vulgo, minha namorada. Foi assim que segui para o baile de inverno, com Hell comendo flores pelo caminho, e foi assim que também acabei me deparando com uma tremenda encrenca. Eu cheguei bem na hora da confusão, mas não sei explicar direito tudo que aconteceu.

As pessoas corriam de um lado para o outro, crianças vomitavam, adultos vomitavam, e tudo ao redor estava coberto por tinta colorida, ou melhor, por arco-iris brilhante, mas não era um, eram vários. Mesas tinham sido viradas, pessoas se protegiam embaixo ou atrás delas, crianças gritavam, e o baile estava virado em um tremendo caos. Pandora tinha sumido, Rosquinha estava com ela, a comida do lugar estava toda atirada pelo chão, e Hell estava se divertindo com aquilo.

Meu cachorro latiu para chamar atenção, eu arqueei a sobrancelha e ele latiu de novo, parecia querer me dizer algo, e juro que se entendesse a linguagem dos cães do inferno talvez descobrisse o que ele estava dizendo. Uma garota me agarrou pela blusa, me fez virar rapidamente e encarar sua face de desespero. — Por favor! Ajude meu irmão, os duendes o pegaram também! — A olhei confusa, mas então reparei na peça que faltava. O baile estava repleto de criaturas pequenas, e evidentemente essas também eram as causadoras daquela situação.

Rosnei baixinho, e assenti para a menina antes de bolar um plano rápido. — Eu vou acabar com isso, esconda-se no lugar mais seguro que conseguir, eu tenho um plano... — E eu realmente tinha, mas primeiro, precisava igualar o número de adversários ao número de guerreiros. Apoiei as mãos no solo e invoquei o poder, senti a terra vibrar em minhas palmas, e fiz surgir dali cinco guerreiros esqueletos, armados e prontos para a batalha. — Muito bem vocês, vamos pegar todos eles, capturem os anões e os tragam para mim, eu vou cuidar do resto. — Ordenei, e eles saíram em disparada, gritando coisas enquanto eu preparava meu próprio equipamento.

Puxei a toalha da mesa mais próxima e rasguei o tecido em tiras largas o suficiente. Nesse momento, o primeiro guerreiro retornou com um duende, ele estava sem um braço, provavelmente tinha perdido o osso enquanto lutava com o pequeno, mas a desvantagem para mim já não existia. Pedi ao guerreiro que o segurasse e então amarrei suas mãos. Ele se debateu o tempo inteiro, mas eu era mais forte, e não sentia seus arranhões em minha pele. Amarrei seus pés e suas mãos, tampei sua boca com um pedaço de tecido restante, então o deixei jogado ao lado da mesa, outro cuidaria daquilo, eu não era a única semideusa do lugar.

Fiz o mesmo com todos os outros anões capturados, mas também tive meus guerreiros prejudicados por eles. Um dos esqueletos perdera uma mão, outro perdera uma perna, alguns vinham arranhados e irritados, mas não deixaram de cumprir minhas ordens.

No fim consegui amarrar e calar a boca da maioria deles, e em algum momento outros semideuses se juntaram a minha festa. Eu tinha poucas marcas de batalha, arranhões e hematomas, mas pouco os sentia, o importante era que a festa tinha voltado, e com ela, Pandora também, já que tinha ido salvar a comida, eu devia ter imaginado isso, a semideusa era bastante previsível, mas não, não imaginei.


Poderes de Ares:
Passivos:
Nível 8
Nome do poder:
Velocidade Atlética.
Descrição:
Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder:
Percepção estratégica
Descrição:
Para vencer um combate, não é preciso apenas possuir a maior força, os melhores golpes e as principais vantagens, também é necessário saber utilizar as desvantagens e fraquezas dos adversários, fazendo com que eles percam para si mesmo. Ao olharem atentamente para o corpo de um oponente, os olhos do filho de Ares/Marte conseguem notar quais são as principais fraquezas do sujeito, quais os melhores pontos a se golpear e o que pode fazer para vencê-lo. As informações são dadas pelo narrador, cabendo á prole do deus da guerra as utilizarem da melhor forma possível. (só pode ser usado por uma vez em cada batalha)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode pedir ao narrador que aponte dois pontos fracos no corpo do inimigo, mas cabe a você conseguir acerta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder:
Ataque Surpresa
Descrição:
Em meio ao filme da serie Percy Jackson, foi mostrado em um evento de caça a bandeira, que os filhos de Ares/Marte gostam de surpreender seus adversários, utilizando lugares altos para os emboscarem. Após um ganho tão grande de experiência, os filhos do deus da guerra conseguem se camuflar com perfeição, utilizando a natureza ao seu favor. Ao estarem escondidos com o objetivo de emboscar um inimigo, esses semideuses se tornam praticamente invisíveis em meio ao ambiente, podendo serem detectados apenas caso o adversário possua algum sexto sentido, tenha um olfato sobrenaturalmente apurado ou seja capaz de detectar presenças através de auras.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que o inimigo não tenha faro apurado, ou consiga detectar aura (rastrear de alguma maneira), não sera identificado.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder:
Preparo Físico
Descrição:
Cultivadores de seus corpos e exímios treinadores, os filhos do deus da guerra, sempre buscam ultrapassar seus limites, trabalhando arduamente para isso. Sempre serão os últimos a cansar em batalha, de modo que em caso da MP do semideus ser gasta a ponto de zerar, ele não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos. (Será impedido de usar poderes ativos, mas poderá continuar lutando, diferente de outros campistas que se zerarem o MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder:
Ignorando a dor II
Descrição:
Já fortificados e com o corpo repleto de cicatrizes e demais sinais de combate, os filhos de Ares/Marte melhoram a capacidade de ignorarem a dor de ferimentos, podendo lutar normalmente mesmo se estiverem com luxação, dedos quebrado ou ferimento profundo e não mortal. Nesse nível, caso o golpe incapacite um membro do semideus, a dor poderá ser ignorada apenas durante três turnos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder:
Força IV
Descrição:
Você andou malhando? Seu treinamento tem apresentado resultados surpreendentes, e sua força é sem dúvida sua principal arma, você ainda precisa de uma para lutar?
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.
Ativos:
Nível 15
Nome do poder:
Guerreiros Derrotados
Descrição:
Assim como mostrado na série, os filhos de Ares/Marte ao erguerem uma de suas armas em direção ao alto, conseguem - com um grito em grego/latim cujo significado seja "Levantem e lutem" - invocar da terra cinco guerreiros esqueletos, que estarão equipados com uma lança, uma espada e um escudo, todos feitos de bronze celestial. Cada guerreiro possuirá 100 HP, e obedecerão apenas aos comandos proclamados pela prole do deus da guerra.
Gasto de Mp: 25 MP por guerreiro invocado.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Conseguem tirar até 5 HP por golpe que acertarem com suas armas.
Triplicador:
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1.900x3 = 5.700 XP – 1.900 dracmas – 2 Flores e 1 Gota de chuva
Avaliado por Hades.







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Re: Festival das Estações (Primavera)

Mensagem por Victor Phendragon em Seg Jun 26, 2017 10:49 pm

Invasão colorida

Alguns pequenos anões de jardim invadiram o baile e estão jogando bolinhas coloridas que explodem como granadas liberando tinta e isso está causando confusão. Alguns filhos de Deméter pediram para que você fosse o azarado da vez na tentativa de capturá-los já que outros acabaram vomitando arco-íris - literalmente- após terem contato excessivo com a tinta.

Recompensa até: 2.500XP – 3.000 dracmas – 2 Flores e 1 Gota de chuva



Invasão Colorida
.

Demônios a solta

Mais um incidente ocorre no baile da primavera, para o desprazer daqueles que estavam apenas querendo se divertir no local. Novamente sou chamado para dar um jeito nos pequenos anões de jardim que lá estavam, atirando suas bolinhas de tinta tóxica nos semideuses os fazendo vomitar arco-íris e passarem mal, enjoados.

Tudo começou quando o som alto da festa da primavera atrapalhou o sono de pedra dos anões, que estavam em suas posições habituais enfeitando os jardins da primavera, quando o som ficou repentinamente mais alto na área de seus habitais. Ainda não sei o porquê disto, mas darei um jeito. Apesar de entender o lado dos anões, não posso deixar que eles ataquem os jovens campistas que não tem como se defender. Além disto, Alexandra e Thifani, duas filhas de Deméter, gêmeas, foram me infernizar em meu quarto para dar um jeito nesta situação.  Ultimamente ando achando que em meu quarto tem um aviso de “Faz tudo! Perturbe quando quiser e arrisque minha vida quando der vontade!” que faz todos irem me procurar quando estão com problemas ou monstros esteja causando confusão pela ilha. Me pergunto, cadê os seguranças,  gudiões e lideres para cuidar destas coisas, mas como sou coração mole e meu sangue divino (Vide instinto de guerra de Belona e coragem de Eros.) não me deixa dizer não a estes pedidos e mesmo que reclamando, sempre tento os resolver. Desta vez não foi diferente.  Com urgência, pego minhas coisas rapidamente e me dirijo ao local. Apesar de tudo, apenas Angel e meus novos braceletes eram indispensáveis, mas né, não custa levar umas coisinhas a mais.

Ao chegar a meu local de destino, me deparo com uma cena nada convencional, com vários anões atazanando jovens e inexperientes campistas que só queriam se divertir. Alguns deles estavam vomitando arco-íris e enjoados, atirados pelos cantos. Dois faunos serviam de cavalo de batalha para dois anões duelarem um contra o outro, montados em suas costas enquanto outro anão dançava sobre a mesa de petiscos atirando bolas de tinta para todos os lados. Aquilo estava um caos.

É nestes momentos que eu gostaria de ter um escudo, pois assim que adentro no salão, pelo menos cinco anões me olham de forma ameaçadora, cerrando seus olhos e com uma expressão de “É ele”, enquanto me olhavam. Todos, de imediato, prepararam bolas de tinta em suas mãos e se prepararam para lançar. Queria poder erguer um escudo a minha frente e me defender, correr contra eles e os atacar para evitar que me atirem bolas de tinta, mas não posso.

De imediato, meu corpo fica translúcido e depois se torna invisível, o que me dá a cobertura que preciso para pode atacar. Também faço um clone, que corre e serve de distração pelo salão, servindo de isca, esquivando, rolando e usando movimentos de Parkour (Já treinei e foi aprovado, só falta adicionar a minha ficha ainda.) para desviar dos ataques dos anões, enquanto uso meu perfume inebriante para ocultar minha posição real de meus oponentes baixinhos de cerâmica.  Pego minha faca de bronze e a seguro, ainda embainhada em sua bainha de couro comum. Vou por trás de meus oponentes, silenciosamente, enquanto eles focam em meu sósia e meu perfume inebriante cobre meus rastros enquanto os ataco no que seria sua nuca, com o cabo da adaga, os nocauteando. Um a um os anões vão caindo e os puxo para trás os colocando nocauteados, enquanto as filhas de Éris os amarram.  

A distração que meu clone causa é boa, mas aos poucos ele acaba sendo atingido por bolas de tinta e por fim passa mal, vomitando arco-íris e caindo enjoado, quando é atacado por anões e derrotado, por fim. Criar clones é algo arriscado para mim, pois deposito minha energia vital neles, mas quase sempre é recompensador.  Com este plano, cinco dos dez oponentes foram abatidos facilmente, mas sou obrigado a me revelar, pois como acham que me venceram, estão prestes a atacar outros campistas indefesos.  

Me revelo, acabando com minha invisibilidade, o que deixa os anões confusos. Eles olham para meu clone que se desfaz e pétalas de rosas e some, enquanto eu aproveito esta confusão para disparar até mais um anão e o acertar com o cabo da adaga de bronze celestial na lateral de sua cabeça, o fazendo cair de imediato.  Os anões se assustam e tentam me golpear, desajeitados. Com um saltinho para trás, evado de seus golpes curtinhos, devido seu tamanho, mas não os menosprezo.  Apesar de serem pequenos, aquelas bolinhas de tinta causam um estrago e tanto.  Guardo minha adaga e saco minha espada. Era preciso e defender.

Bolinhas de tinta são lançadas contra mim e uso minha espada em movimentos defensivos para apará-las e evitar que me atinjam. Em plenos movimentos, uso meu olhar caleidoscópico, focando meus olhos em meus oponentes enquanto eles se tornam de um azul intenso e cativante. Meus oponentes se tornam sonolentos e lerdos, enquanto desvio com muito mais facilidade de cada um deles, os abatendo com golpes com o cabo de Angel em suas cabeças. Um a um, eles foram caindo, por fim, sendo todos nocauteados.

Enfim respiro aliviado, assim como outros campistas, que após um pouco de água e comida, melhoraram de seus enjôos coloridos. Junto de alguns campistas, levo os anões para seu habitat convencional e noto que o som da musica no local era mais alto do que no próprio salão da festa, o que me deixa intrigado. Após algum tempo, encontro várias caixas e amplificadores de som espalhados pelas arvores locais, enquanto tocavam as musicas da festa. Com ajuda de outros campistas, retiro as caixas de som das arvores e as destruo, o que deveria acalmar os anões.

- Quem será que fez isto? – Indaga um filho de Hermes.

- Acho que sei quem é. Nyx! – Concluo, mesmo sem mais provas disto, além de meu encontro com seus demônios, anteriormente.

- A deusa da noite? Aquela que está ameaçando uma guerra contra o Olimpo? – Comenta uma filha de Éris.

- Ela mesma. Tive um desagradável encontro com demônios aqui na ilha, que estão tentando sabotar nossas festividades. – Explico.

- Ela está tentando recrutar alguns semideuses para seu exército, lhes oferecendo bênçãos e  poderes. – Completa o Filho de Hermes.

- Estou sabendo. – Comento. – Mas não pretendo deixar que ela cause mais estrago pela ilha. – Estou decidido.

Por fim, voltamos para nosso alojamento após fazer as pazes com os pequenos anões, que se comprometerem a não nos atacarem mais após explicarmos a situação. Apesar de nervosinhos, quando não estão irritados são bem sociáveis e interessantes de se conversar.
Passivos de Eros:
Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum
Ativos de Eros:
Nível 20
Nome do poder: Olhos de caleidoscópio I
Descrição: Eros/Cupido, possui a capacidade de mudar a cor de seus olhos, e assim como o pai, os filhos herdam essas características. Nesse nível, conseguem mudar a cor dos olhos para um azul intenso, muito claro e brilhante. Qualquer um quem olhar para os seus olhos nesse tom de azul, se sentira sonolento, ficando mais lento. Os ataques serão reduzidos, devido ao entorpecimento e relaxamento do corpo, e a velocidade irá diminuir gradativamente. O efeito passa se o contato visual for quebrado.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP.
Extra: A velocidade e concentração do oponente é reduzida em 40%, enquanto permanecer com os olhos focados nos olhos da prole de Eros.

Nível 24
Nome do poder: clonagem
Descrição: Os filhos de Eros são capazes de criar copias de si mesmo. Contudo, só conseguem criar duas copias, sendo que, tais clones, irão compartilhar de parte do HP do semideus, ou seja, a vida do mesmo será divida em 3 e todo aprendizado do clone, quando esses voltarem ao corpo original, passa a ser também do filho de Eros.
Gasto de Mp: 20 MP por clone
Gasto de Hp: O HP do semideus é divido de acordo com a quantidade de clones em campo. Ou seja, se seu HP total é 200, passara a ser apenas 100, e os outros 100 HP, serão transferidos para o clone dele.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Os clones só são capazes de utilizar habilidades ativas e passivas até o nível 10.


Nível 32
Nome do poder: Invisibilidade II
Descrição:  Eros/Cupido conseguia ficar invisível para sua esposa Psique e para os casais quando ia flechá-los. Portanto, suas crias também o podem fazer. Seus corpos somem por completo, sem deixar rastros ou vestígios. Dura o quanto for preciso e só é desfeito quando a energia necessária não for mais suficiente para manter o corpo do usuário invisível.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Passivos de Belona:
Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum
Nível 2
Nome do poder: Perícia com Espadas I
Descrição: Constantemente o atributo de Belona é a espada. Filhos dessa deusa possuem facilidade com esse tipo de arma e suas derivações. Mesmo sem nunca terem usado uma espada, o semideus conseguirá se sair bem em seu manejo e no improviso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade no manuseio da Espada.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.
Nível 5
Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum



2.500XP – 3.000 dracmas – 2 Flores e 1 Gota de chuva
Avaliado por Hades, atualizado por Belona


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Victor Phendragon
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