The Blood of Olympus
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Promoção de Aniversário - CCFY Myrella Inoue

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Promoção de Aniversário - CCFY Myrella Inoue

Mensagem por Myrella Inoue em Qui Maio 25, 2017 9:20 pm

Eu ainda estava em Nova York com meu pai, aprendendo com a vida sobre os monstros e como sobreviver a eles. O que eu queria dizer com aprender com a vida? Ah, vamos. Eu sou uma semideusa primordial. Não é difícil entender o que isso significava. Às vezes eram criaturas fáceis, às vezes elas eram difíceis, porém nunca era algo que eu não fosse capaz de vencer. Mais de uma vez eu pensei que iria morrer e em outras precisei fugir, por saber que não teria poder para derrotar aquela criatura esquisita que havia surgido para mim. Mas, apesar de toda a dificuldade que existia, eu estava junto de meu pai e estava aprendendo que eu possuía duas famílias: uma ali, em Nova York, com meu pai e minha madrasta, que eu simplesmente adorava, e outra no Acampamento Júpiter. Quando me refiro àquela família, não me refiro apenas aos filhos de Nox ou apenas os membros da I Coorte, tampouco em ambos combinados. Refiro-me a todos os legionários, todos aqueles que haviam decidido unirem-se aquelas fileiras e, quando a hora chegasse, combaterem juntos quaisquer ameaças que surgissem.

E foi com esse pensamento que Ghost transformará aquela emposa em pó, que caiu no chão e se espalhou. Estava de noite, algo por volta das oito horas, e eu podia sentir o poder intenso da noite em meu corpo e coração. Sentia as proteções mentais de minha mãe e avó em mim, além das habilidades de combate que aumentavam. Eu havia percebido que no período da noite eu era uma guerreira especialmente talentosa e com uma visão de arredores incrivelmente boa. Também estava estudando bastante sobre monstros e aprendendo a lidar com eles. Mas nem tudo aquilo poderia me preparar para o que ainda estava por vir. Minha vida mudaria para sempre a partir daquele dia, mas por sorte mudaria para a melhor. Mas, antes de chegar a esse ponto, deixe-me contar mais de mim.

Eu havia nascido em Nova York e era filha de Nox com um semideus de Athena, chamado Hideki Inoue. Outrora, eu tivera um irmão gêmeo chamado Pedro, mas em uma noite que prefiro não lembrar acabei liberando todo o ódio e raiva que sentira pelos anos em que ele me agredira e matara ele. Eu reencontrei-o novamente a pouco tempo, quando ele saiu do mundo inferior, e eu pude dizer a ele que o amava e perdoava ele por tudo. Instantes depois acabei provando a ele minhas palavras ao salva-lo de uma vida de sofrimento ao enfrentar uma Lamia por ele. Agora eu sabia que meu irmão estaria descansando em paz e eu podia dormir a noite com a certeza de sua segurança e bem estar. Apesar da violência que eu havia sofrido nas mãos dele, eu nunca havia lhe odiado e ele seria para sempre meu irmão gêmeo, independente de tudo o que tivesse ocorrido entre nós.

Ainda com onze ou doze anos, descobri-me uma semideusa de Nox e fui para o Acampamento Júpiter após muita provação. Caíra na I Coorte e começava a fazer amigos lá, após ter conhecido também uma irmã minha da mesma Coorte e uma jovem do Acampamento Meio-Sangue. Estava aprendendo a luta e havia encontrado já um lugar para mim entre os legionários, o que mais poderia querer? Meu irmão vivo? No passado, havia desejado aquilo, mas sabia que ele estava bem onde estava. Meu pai comigo? Não era uma ideia ruim, mas não sei se ele gostaria daquele estilo tão militarizado do Acampamento Romano e ele tinha a vida dele com Katherine, uma humana normal. Não haveria como os dois terem a vida quase normal que eles desejavam por lá e eu respeitava o desejo deles.

Se eu tinha planos para o futuro? Ficar viva era o único até o momento. Um pouco cansada, comecei a voltar para casa, pensando sobre o que poderia fazer naquela noite antes de dormir. Talvez pudesse jogar um pouco de xadrez com meu pai ou discutir com ele sobre algum assunto qualquer. Ou auxiliar minha madrasta a traduzir os arquivos que ela precisava analisar e estavam em latim, que certamente não era o forte dela. Talvez essa última ideia poderia ser boa: uma forma de dizer que eu realmente não tinha nada contra ela e aceita-la na família.

Mas em meio a minha indiferença ali, havia uma preocupação. Damian havia saído em uma missão antes de eu sair do Acampamento e pedira a Luna me avisar quando ele voltasse, mas até agora nada havia sido informado por ela e eu temia por seu bem estar físico. Será que eu havia perdido mais uma pessoa que eu amava? Eu esperava que não...

Quando cheguei em casa, tudo estava como eu imaginei. Meu pai na sala com minha madrasta, que estava na mesa com a papelada. Ele trabalhava no notebook e ergueu os olhos quando cheguei, sorrindo e me dando um oi. Cumprimentei-o e minha madrasta também, sentando-me com eles e pegando alguns papeis. Estava mesmo sem fome, então... Ficamos horas conversando enquanto eu auxiliava-a com aqueles papeis e ensinava um pouco ela o latim, natural para mim devido a herança romana. Quando terminei, deitei-me na cama e adormeci rápido, decidindo que deveria voltar ao Acampamento o mais rápido possível. Talvez eu conseguisse solicitar uma missão ao Senado para ir atrás de Damian.


☪☪☪


Duas semanas haviam se passado desde o meu retorno e agora eu e Damian havíamos saído em uma missão. Estávamos em algum em Nova York, com ele todo machucado e sentado no chão. Havíamos tido uma luta difícil contra um grupo de Lamias e eu pensara que não íamos sair vivos daquela, mas Leto parecia estar bem humorado no momento e poupara-nos da morte. Hoje. Porém algo me dizia que alguma coisa não estava certa. Rasgando uma parte da blusa, eu enrolei um ferimento um pouco mais profundo para tentar estancar o sangramento. Não queria que ele sangrasse até a morte e estava preocupada com aquela possibilidade.

Amor, precisamos ir até algum hospital ou pronto-socorro. Isso parece ser feio e eu não entendo de primeiros socorros. Não quero perder você. — As últimas palavras foram sussurradas para a noite. Meus olhos estavam marejados e senti os olhos dele presos em mim por um tempo antes dele se esforçar para me abraçar. Cansados, nervosos e feridos. Sabia que ele estava preocupado comigo, mas eu estava lentamente me recuperando dos ferimentos e cansaço, mas ele não. Afagando as costas dele, pensei em como iria convencer um filho de Hefesto teimoso a ir para o hospital e que ele precisava verdadeiramente de cuidados e que eu, a pequena e frágil namorada dele, estava bem e ele não precisava se preocupar.

Eu ficarei bem, amor, não estou tão ferida assim. E um pouco mais de tempo nas sombras que eu me recupero totalmente, porém você não faz o mesmo, não é?

Eu vou ficar bem e... — Ele fez uma careta de dor quando ajudei-o a se levantar e arqueei uma sobrancelha falando para ele silenciosamente “vai, é? Não parece”. Ele aceitou minha ajuda para levantar e ir até a rua, onde pegamos um táxi e fomos ao hospital mais próximo. Ele precisou tomar uns pontos, mas disseram que logo ele iria ficar bem.

Ao se unir de novo a mim, o beijei nos lábios e ele sorriu fracamente. Silenciosamente, decidimos voltar a pé para casa de meu pai, já que ficava perto. Segurávamos a mão um do outro e havia algum nervosismo... Pelo menos havíamos contido os monstros que haviam escapado e estávamos tendo sucesso em nossa investigação. Quando chegamos na casam encontramos comida e um lugar para descansar, o que era ótimo.

Mas com o passar dos dias notei algo errado. O rapaz ficava pálido e parecia adoecer. Eu não sabia mais o que fazer e começava a ficar com medo e foi quando a garota apareceu. Ela usava pesadas roupas negras, tinha cabelos cor de palha e olhos cinzentos como os de meu pai. Filha de Athena, pensei imediatamente e hesitei. Por que ela havia parado literalmente na nossa frente? Então ela começou a falar.

Eu vi seu desempenho no Central Park, com a magia. Bem que minha senhora havia dito que você tem potencial. Tenho uma proposta de nossa mestra a você. — Eu percebi que ela era bonita, possuidora de certo charme e sabia como usar as palavras. Apesar de não estar exatamente arrumada, parecia incrivelmente bonita.

Sua senhora? Quem é sua senhora e que proposta?

Eu tinha medo que ela falasse Nyx/Nox, porque sabia que minha mãe tinha planos bem esquisitos. Não estou julgando motivos dela, se é que havia algum, apenas achava que eram estranhos mesmo, mais nada. Ela sorriu e, parecendo ler minha mente, respondeu.

Sou feiticeira de Circe. Minha mestra tem interesse em você entre as dela. Posso resolver o problema de saúde de seu... Namorado. É só um veneno simples. Mas, em troca, você ao menos dará uma chance a mestra. Ou posso deixar ele morrer.

Havia nojo quando ela falou namorado e também a forma que ela usava aquilo... Eu começava a sentir alguma raiva dela. Damian não era uma ferramenta que poderia ser usada ao bel prazer dela e por um instante quis agredir ela, mas me controlei. Precisava da feiticeira para curar ele e não custava nada ao menos ouvir o que Circe tinha a dizer. Eu já havia cogitado mesmo a ideia de me tornar uma de suas Feiticeiras, pelo menos antes de me envolver tanto com Damian. Controlando a raiva, falei.

Posso sim ouvir o que ela tem a dizer e talvez até considerar a ideia de me unir a vocês... Mas antes você vai curar a merda desse veneno e eu quero ver a melhora dele. Depois, irei levar ele até o Acampamento Júpiter em segurança. — Ela parecia se divertir e arqueou uma sobrancelha para mim, com um sorriso sarcástico nos lábios.

Ou? — Para o azar dela, estava de noite. Usando toda minha velocidade e agilidade, movi-me até ela e agarrei sua blusa pelo colarinho, puxando-a para mim e sacando a espada, cuja ponta tocou na garganta dela e apertei um pouco. Ela poderia ser rápida e saber manejar um escudo, além de usar magia, mas ela não tinha a mesma força e velocidade selvagem que eu conseguia a noite. Meus olhos cintilaram de raiva e um filete de sangue escorreu da garganta dela.

Acha que é difícil achar alguém que entenda de venenos, garota? Eu te digo que não é. Se você não me ajudar, eu arrumo outra pessoa e ele se salva. A diferença, é que enquanto ele vive, você morre. Sua vida é insignificante para Circe e para Athena, garota. E mais ainda para mim.

Ela parou e me olhou por um momento antes de eu empurrar ela para trás, abaixando a arma. As mãos da feiticeira tocaram o pescoço dela e ela olhou para o sangue, antes de me olhar num misto de medo e fúria. Eu havia feito um ferimento nela e a ameaçara, mas não fora eu quem iniciara a briga. Além de tudo, ela havia percebido que podia ser perigoso. Sabia que ela não esqueceria aquilo fácil, porém tudo bem.

Vou me lembrar disso, garota. Vamos logo cuidar do garoto, antes que eu me arrependa.

Ela me acompanhou até minha casa e, por algum motivo, tinha o que precisava para preparar o antidoto para ele. A recuperação fora lenta e, bem, se a garota não fosse irmã dele, acho que papai não teria aceito bem aceitar mais um semideus na casa. Após a completa recuperação de Damian e eu concluir a missão que visava tentar encontrar alguns aliados mais fracos de minha mãe, porém, partimos para o Acampamento Júpiter.

Como usamos uma viagem de avião para ir a São Francisco e fomos de táxi para o Acampamento, não tivemos problema no caminho. Na entrada do Camp, beijei-o nos lábios e jurei a ele, pelo Estige, que voltaria assim que possível. Era divertido para ele me ver jurando pelo rio do inferno, mas enfim... De todo modo, torcia para que conseguisse voltar o quanto antes para minha casa com família enorme.

☪☪☪

Chegar a Ilha de Circe não fora excepcionalmente difícil, mas parecia que a feiticeira usava todas as chances que surgiam para me testar ou tentar me matar, não conseguia definir bem. Eu havia me cansado e ficado ferida mais de uma vez. A única coisa que eu sabia sobre a Ilha era que ficava no Mar de Monstros, o que me assustava, mas o que haveria no meu destino poderia ser ainda pior. Não ia sofrer por antecipação sem motivos, não é? A única coisa que lamentava era o fato de estar sozinha com alguém que claramente não morria de amores por mim. “Um ceifador talvez fosse mais agradável”, pensei uma bela noite, “porque pelo menos sei que levar almas ao Submundo é o trabalho dele e dificilmente seria algo genuinamente pessoal”.

☪☪☪

Eu não sei determinar muito bem quanto tempo levou até concluir a viagem, porque todos os dias me pareciam iguais demais para mim. Apesar de eu não gostar da minha companheira e estar com o frio na barriga, eu precisava admitir que o Spa & Resort C.C. era incrivelmente belo. Era paradisíaco e sua beleza me encantava. Conforme olhava, cada coisa me encantava mais e mais, fazendo-me achar que o lugar não era tão ruim assim quanto pensei. Sua localização tornava tudo complicado, mas ao menos era um ambiente protegido para quem morava ali.

Irão lhe mostrar onde ficará e Circe lhe chamara quando for conveniente. — Disse a feiticeira desagradável e uma jovem pequena de madeixas ruivas se ocupou dessa tarefa. Era uma aprendiza de Circe, ela me contou ser filha de Íris e desejosa por se tornar forte, cansada de ser subestimada pelos semideuses. Tentei animar ela, dizendo que não tinha que provar nada a ninguém e que só por estar ali sabia que a pequena Arya, como ela se chamava, era incrivelmente forte.

A garota não pode conversar muito pois tinha coisas a praticar, deixando-me só no quarto, onde me acomodei e aguardei quase em silencio ser chamada. Isso demorou algumas horas, mas estava tão cansada da viagem que não me preocupei em conhecer a ilha ainda. Ao ser levada a companhia da deusa, me aproximei dela e fiz uma reverencia.

A filha de Nox aceitou o convite para vir, no fim das contas. Não estou ofendida por ter ameaçado uma de minhas seguidoras, admito que ela precisasse ouvir aquilo e não é todo mundo que tem coragem de falar na frente dela isso. Mas não tenho raiva disso, porém. Foi corajoso de sua parte. Observo-lhe há algum tempo, Myrella. Sente-se, vamos conversar.

Eu repassei em minha mente tudo o que eu sabia sobre a deusa com quem falava, recordando-me apenas de ser deusa da feitiçaria, lua nova, sonhos precógnitos e venenos. Mordendo o lábio inferior, sentei-me na cadeira que ela me indicou e segurei as mãos no colo, agitada com o que iria acontecer dali para frente. Não que conversar com a mulher estivesse sendo a causa do nervosismo, o que causava isso era o fato dela supostamente me observar a algum tempo. Temia o que aquilo poderia significar de fato e o impacto que teria em minha vida.

Fico grata pela oportunidade de vir até aqui, senhora. Eu tinha o desejo de ser vossa seguidora faz algum tempo. — Contei hesitante para a mulher, mexendo nas roupas. Tinha quase certeza que havia algum rubor em minhas bochechas.

Eu sei, mas não será fácil. Sei que herdou o dom da magia de sua mãe e que pode aprender mais fácil do que a média natural das semideusas. Precisará provar seu valor e capacidade todos os dias. Será ensinada e avaliada, prestarei atenção em você e minhas feiticeiras também estarão de olho em você. Enquanto estiver na ilha, não poderá se relacionar com homens.

Concordei com a cabeça, compreendendo o que ela dizia. Nunca pensei que seria fácil ou rápido aquilo. E não queria. Bastava ser possível e tudo ficaria bem. Eu era esforçada e aprendia rápido, então Circe e suas Feiticeiras não teriam problemas em me ensinar as coisas. Olhei-a nos olhos, que eram roxos, e percebi mais detalhes de sua aparência. Possuía cabelos castanhos em cachos largos até o meio das costas e pele clara. Eu particularmente achava-a bonita e tinha seu charme.

Hoje descansará e amanhã começa seu treinamento.

Ela me liberou com um aceno de mão e sai dali, voltando ao meu quarto. Tomei um banho, comi um pouco e então me foquei em me recuperar, teria um dia bem cansativo no dia seguinte. Fora uma noite sem sonhos e mal havia fechado os olhos já estava sendo acordada por uma jovem loira, de olhos verdes de pele branca e vestindo-se com um vestido rosa e branco provocante. Sentei-me na cama e olhei-a confusa, demorando a recordar-me onde estava e como chegara até ali.

A senhora manda lhe chamar. Vista-se. — Quando um deus lhe chama, havia aprendido, você obedece ele se tiver um mínimo de juízo. Então coloquei um jeans meio rasgado no joelho, uma camiseta branca e fui com a loira. Chegamos a uma sala ampla e simples, com alguns fantoches de treinamento.

Quero avaliar suas capacidades mágicas. Comece quando estiver pronta.

Aquele era um teste até fácil, mas percebi que não tinha muitas habilidades completamente ofensivas por parte de mãe, mas haviam alguns feitiços que eu sabia utilizar e poderiam interessar a mulher, caso obtivesse o material necessário para realizar. Suspirando, olhei a deusa e disse com uma voz respeitosa para ela. Não queria que ela pensasse que estava abusando ou mesmo sendo desrespeitosa, mas ainda sim...

Minha senhora, poderia me fornecer um papel e uma caneta ou pena? Preciso de alguns materiais para usar minhas habilidades.

Arqueando uma sobrancelha, ela estalou os dedos e entregou-me o que solicitei. Com a folha em mãos, invoquei uma habilidade de Athena que eu havia aprendido a algum tempo com meu pai. Desenhei com cuidado algumas coisas, todas pequenas: coloquei no papel algumas pequenas agulhas, uma pequena vasilha com água e uma adaga. Os desenhos quase saltaram do papel e pousaram no chão.

Com a adaga, fiz um corte em minha mão e uma careta na sequencia, olhando para a mulher e então murmurando as palavras mágicas. A água na vasilha foi encantada e usei para curar o ferimento no braço, ao invocar a magia Amica aqua. A mulher olhava curiosa a habilidade, avaliando a técnica. Era uma cura fraca, mas funcionava bem. Me levantando, convoquei Animationem e fazendo com que as agulhas que havia desenhado se levantasse e jogassem-se contra o fantoche.

A próxima habilidade usada fora Espinhos Negros e depois Brilho Estrelar. Não eram magias tão fortes, mas era o suficiente para ela saber que haviam habilidades ofensivas em meu repertorio que não dependiam de mais nada. Ela forneceu-me outros itens, que pediu a uma feiticeira para buscar, e demonstrei exaustivamente minhas outras habilidades. Minha habilidade de cura foi testada em vários níveis de ferimento, tal como minha concentração. Após me deixar exaurida, ela me liberou. Comi e depois dormi, após um bom banho. Sabia que o dia seguinte seria tão ou mais intenso.

O dia seguinte foi dedicado a capacidades físicas. Foi avaliada minha capacidade de suportar danos físicos e mágicos, minha capacidade de realizar esforços físicos, minha força física, minha velocidade, minha agilidade, minha resistência a cansaço, minha recuperação a ele... Pedi para que me deixassem com um pouco de energia para a noite, para demonstrar a melhora que eu já havia notado durante esse período. Elas atenderam ao meu pedido e assim pude mostrar que ficava mais rápida, forte e com mais capacidade de esquiva naquele período, o que pareceu agradar um pouco. Agradeci pelo treinamento militar rígido do Acampamento Júpiter aqui.

No dia seguinte, eu fui avaliada no preparo e identificação de poções e venenos, além de minha capacidade de compreender como se preparava. Eu me atrapalhei um pouco aqui, porque meu conhecimento não era tão amplo assim em seus efeitos e algumas poções e venenos simplesmente não conhecia ainda. Pelo menos haviam relevado isso devido ao meu empenho até então com o que eu era capaz e minhas capacidades físicas e mágicas razoavelmente agradáveis. As outras feiticeiras me ensinavam um pouco conforme eu estudava e sorriam comigo como se estivessem compartilhando um segredo comigo.

Minha capacidade de compreender arquivos mágicos também fora testada, além de manusear armas variadas. Meus melhores empenhos foram com armas laminares e o cajado, uma por causa da herança de Athena e outra por causa de minha própria mãe. E a cada vez que pensava que haviam terminado, achavam outra coisa para que eu fosse avaliada. Pelo menos, eu estava aprendendo meus próprios limites e capacidades ali.

Minha capacidade de trabalhar sozinha ou em grupo foi testada com combate a monstros, enigmas, rituais e preparo de poções. Fui testada também agindo sobre pressão e até torturada eu fui... Tudo, segundo a deusa e suas devotas, para garantir que eu teria capacidade de me unir as Feiticeiras. Sabia que magia podia ser algo muito complexo e seu mal uso poderia trazer danos terríveis a mim mesma e aos outros. Não que se incomodassem com todos os outros, mas não queriam alguém no grupo que não pudesse suportar tudo sem trair elas. E alguém cuja magia era fraca também não lhes seria lá muito agradável no grupo.

A parte mais tediosa foi a dos serviços domésticos, que eram divididos entre nós de modo igual. Cozinhar, faxina, arrumar as coisas para os treinos ou após eles, organizar os livros de magia... Tudo eram coisas cotidianas ali e precisávamos fazer. Achava que, no fundo, tudo aquilo também era uma forma de lembrarmos que éramos irmãs e iguais diante da deusa e, acima de tudo, que precisávamos saber fazer coisas mesmo sem nossa magia. Era agradável ver as coisas daquela forma. Eu precisava, agora, combinar tudo aquilo com os testes que ainda eram feitos comigo.

Após tudo ser testado, foi-me finalmente fornecido a oportunidade de juntar-me as Feiticeiras. Eu me ajoelhara diante da deusa, na presença das demais membras do grupo, e jura ser fiel a ela em troca de sua benção. Eu senti uma sensação muito estranha ao ser abençoada, mas não era ruim. Foi mais um arrepio de quando fui atingida pela onda mágica, mas sumiu tão rápido quando apareceu.

Nos dias que se seguiram a benção, fui ensinada a arte do veneno, da sedução, da feitiçaria e outras coisas relacionadas. A liberdade da Ilha e minhas companheiras de grupo eram uma boa companhia. Mas eu lembrava quem eu era e o que havia prometido. Quando meu treinamento básico havia sido concluído, pedi permissão a Circe para voltar a morar no Acampamento.

Vá, criança. Mas lembre onde está sua lealdade e como conseguiu seus poderes.


O caminho de volta fora difícil e cansativo, mas eu havia conseguido dar conta dos monstros e desafios. Mas eu não sabia o que era dito na Ilha de Circe. A deusa havia visto em seus sonhos que eu voltaria para o lugar onde, a muitos anos, uma enorme tragédia havia ocorrido e, sem aquelas capacidades recém adquiridas porém ainda necessitadas de serem desenvolvidas, precisavam ser treinadas. Ela vira a morte e o frio, o mal. E não havia feito nada para me alertar daquilo, deixando-me a minha própria sorte.


Poderes Passivos {Filha de Nyx e Legado de Athena}:
Nome do poder: Bom Magico I
Descrição: O semideus tem certa habilidade com magia, e aprende com muita facilidade conforme se desenvolve. Nesse nível, essa habilidade permite que o semideus consiga executar seus feitiços com mais precisão, ganhando uma pontaria melhor, e podendo executa-los com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. As feridas do semideus se fecham de forma lenta, e apenas cortes pequenos podem se regenerar nesse nível, parte de sua energia também é restaurada. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 MP e 25 HP
Dano: Nenhum

Nome do poder: Proteção
Descrição: Nyx/Nox é uma mãe zelosa quando se trata dos filhos, e concede a eles uma proteção invejável. Seus corpos tem um escudo e resistência natural, que impede criaturas, e espíritos malignos, bem como demônios, de tomarem seu corpo e sua mente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer criatura que tentar violar o corpo do filho de Nyx/Nox de maneira baixa, será expulso, e terá uma parte da alma machucada.
Dano: 10% de dano na barra de HP (retirado do total), da criatura que tentar violar o corpo do filho de Nyx/Nox.

Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: O semideus filho de Atena se sente completamente confortável para atacar e defender-se com lâminas. Espadas, adagas, armas de arremesso como facas, qualquer lamina de curto ou longo alcance pode virar uma arma mortal na mão do semideus filho de Athena. Por serem inteligentes, aprendem a manuseá-las mais rapidamente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio de laminas de mão (facas, espadas, adagas, punhais, lanças, etc)
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.

Nome do poder: Estrategia.
Descrição: O campista é bom em elaborar planos e estratégias de batalha, o que torna a chance de erro para ataques diretos, ou criação de armadilhas maior, ou seja, a margem de erro será menor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de acerto em ataques planejados previamente.
Dano: ----

Nome do poder: Visão noturna
Descrição: Você enxergar relativamente bem no escuro, graças à ligação de Atena e as corujas, o efeito de apagar a luz, ou locais desprovidos de qualquer claridade tem menos efeito em você, significa que sua visão será remota, mas não ficara totalmente cego. (Esse aprimoramento não conta para magias, ou poderes de escuridão que exerçam de cegueira temporária).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50 de visão ao enxergar no escuro. A visão ainda sera relativa.
Dano: ----

Nome do poder: Inteligência
Descrição: Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano, e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscara respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de descobrir alguma coisa, ou aprender alguma coisa. (Aumenta conforme em +5% a cada 2 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento de monstros
Descrição: Duas vezes por evento o filho de Athena pode solicitar ao narrador que indique algo sobre o monstro que possa ajudar na batalha. As dicas dependem do Narrador.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Destreza
Descrição: Assim como as corujas o campista consegue se deslocar pelos lugares sem ser notado com facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 60% de chance não ser notado
Dano: ----

Tatuagem SPQR:
Tatuagem SPQR [Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de um cajado, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito I Coorte. Uma vez por missão/evento, os poderes ativos utilizados pelo semideus membro da 1ª Coorte, dobram de força durante três turnos. Não pode ser removida do braço do semideus nem mesmo através da utilização de magia, sendo para sempre marcado como um romano.]

Arma:
*Ghost: A espada curta e irregular - com cabo de couro e lâmina de ferro estígio-, possui a habilidade de, basicamente, se adaptar ao usuário em relação ao seu peso e equilíbrio. Envolta por energia negra, a arma pode facilmente 'incrementar' as habilidades dos filhos de Nyx, fazendo com que este não precise 'criar' a energia para poder usá-la. (Só pode usar a energia negra da arma 3 vezes por missão/PvP/MvP){By Nyx}

*Cajado do Arqueiro Celestial: Um cajado mágico feito de bronze que se transforma em um arco e produz flechas celestiais magicamente ao ser usado. As flechas produzidas consomem a energia do portador. (Mana gasta: 10) {Presente de Reclamação}
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Re: Promoção de Aniversário - CCFY Myrella Inoue

Mensagem por Quione em Sex Maio 26, 2017 11:01 pm

Uma narrativa simples, e fluida. Como o usual, Myrella. Fico contente de poder estar lendo outra postagem sua e encontrar a mesma qualidade de sempre. E contente por estar com letra maior. Sem mais delongas...

Aceita. Bem vinda.

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