The Blood of Olympus
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Quando o passado revive - Archie Bonheur-Montguinéu

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Quando o passado revive - Archie Bonheur-Montguinéu

Mensagem por September Leif D'Ovidio em Ter Maio 23, 2017 6:58 pm

I'm a sucker for pain


A atmosfera gélida carregava um peso, dificultando na respiração; o ar adentrava as vias respiratórias, parecia que pretendia rasgar as paredes internas da carne, como lâminas farpadas roçando contra carne humana. Era odioso ter a percepção que a própria visão adquiriu aspectos negros, já que não enxergava nada além de um palmo à frente do rosto. A escuridão não causava medo algum, pelo o contrário, o abraçava e o acolhia como um abraço quente de mãe. Todavia, a aflição estava pra chegar. Antes que pudesse reagir de qualquer modo, se via tendo o tronco atravessando por uma espécie da garra, da qual penetrava aos poucos, ao mesmo tempo em que o semideus expelia rajadas de sangue da sua cavidade bucal.

O líquido escarlate escorria através dos finos lábios masculinos até a extremidade do maxilar, e, então, pingavam calmamente até de ir de encontro ao antebraço adversário. O campo visual se tornou turvo, por tal motivo não reconhecia o atacante. Olhou para baixo. Posicionado em meio ao peito o braço localizava-se até o instante que o órgão vascular do meio-humano foi arrancado. O mesmo, de forma abrupta e quase que necessária, ergueu com certa velocidade as pálpebras que antes recobriam os globos platinados, enquanto pôde se deparar com o teto do chalé infernal sobre si.

Foi só um pesadelo. Imaginou para si mesmo mais uma vez, nos devaneios. A palma veio de encontro ao semblante, constando a essência do suor frio do pavor que lubrificava a epiderme gélida. Apavorado.

Movimentou o ventre com um giro o suficiente para que o fizesse saltar para fora da cama e por as solas dos pés sobre o solo do local. O arredor foi percorrido pelo olhar pensativo e, ao mesmo tempo, analítico do homem, que franzia a tez ao perceber que era a primeira vez a estar sozinho ali.

Andou para até seus equipamentos, selecionando-os. Sempre foi de andar precavido, pois pode vir a ocorrer um ataque tão súbito quanto a chegada da noite depois do findar do dia com o pôr do sol no horizonte. Seu traje – uma camiseta branca sobreposta por uma jaqueta de couro preto, uma calça jeans azulada e tênis – é quase que recoberto pelo manto enegrecido, uma capa dada de presente ao se tornar um necromante. No dedo médio direito se encontra um anel, em específico, que é capaz de aumentar percentualmente a velocidade da prole submundana; no médio canhoto tem a existência doutro anel, este que carrega a capacidade de transformação um arco. Num tipo de coldre feito de couro na coxa destra, uma adaga ali se encontra, a qual foi presente direto do próprio Érebus. Na bainha do lado canhoto da silhueta do rapaz tem uma espada, outro presente ao se transformar num necromante; no lado oposto da cintura – o direito -, outra fica ali guardada em uma bainha, mas a em questão foi lhe dada por seu progenitor. Por fim, o rapaz também colocou um par de luvas compostas por um metal em, obviamente, seus punhos. E estava armado para o acaso.

Passeando pelo o Acampamento Meio-Sangue, lugar onde mora a certa fatia de sua vida. Seu lar. Seu lar estava com sérios problemas, nem imaginava quais. Através de seus sentidos, o possuidor de meio-sangue - de difundidas raças - conseguiu constar um ímpeto movimento doutros campistas, que deslocavam-se por todos e quaisquer lados em certa quantia de velocidade viável. Estavam mais estranhos do que o de costume, ele percebia ao rolar seus globos oculares rapidamente pelas faces apavoradas dos demais. Outrora um semideus esbarrou contra o corpo do moreno, que o encarou de canto, fuzilando-o com olhar.

— Pra você. — Disse o garoto que logo desapareceu em uma corrida, mas antes apontando o dedo médio, e somente o médio, para o semideus. Esse, por sua vez, revirou as vistas, enquanto notava a aproximação repentina do guardião e um dos regentes do seu lar, Quíron.

O centauro logo surgiu a sua frente, impedindo a passagem dele. — Archibald. — A voz do mais velho era mais grossa do que o mais novo, talvez fosse simples efeito da idade. Sem mais delongas, a "criatura mágica" explicou a Archibald a situação do acampamento.

— Monstros na floresta? — Sua expressão mostrava-se espantada, mas nada surpreendido, o que já era previsto por Quíron, o qual assentiu com um menear positivo de seu crânio. O outro deu sequência ao seu monólogo sobre precisar que o filho de Hades vá até a floresta para que pudesse eliminar os invasores, com a ajuda de um grupo de semideuses que já estavam no lugar, e manter a segurança do acampamento.

— Tá. Claro, senhor. — Segurando o cabo de sua espada, respondeu o notificado, logo tomando rumo em passos velozes até o lugar determinado.

Nunca que eu, o narrador, poderia descrever a floresta como um lugar pacífico para viver, porque o seu histórico de invasão de monstros por ali é muito, e ênfase no adjetivo que representa grandeza. Extenso. Poucos, ou ninguém, gostariam de morar lá, primeiro por ser uma floresta, depois pelo o que acabo de falar. Enfim, retomando ao foco. As passadas masculinas mantiveram-se na velocidade média, naquela que ele conseguia e podia se movimentar - correndo -, desviando dos obstáculos postos no meio do caminho como as próprias árvores; um fato que precisa ser salientado é que ele estava totalmente invisível para quaisquer olhos, exceto para serviçais de Érebus, por conta do efeito causado ao trajar a sua capa, dando-lhe invisibilidade. Deve ser útil.

Após alguns minutos, deparou-se com a floresta no centro da sua visão; as pupilas se dilataram e retraíram, respectivamente, ao reparar na quantidade de servos esqueletos ao redor disso. Até então estava ali, sozinho, pensando no que fazer. — Que bosta. Não acredito nisso. Esqueletos? — Murmurou quase em tom inaudível para si mesmo. Ao mesmo tempo do soltar dos ruídos, os dedos conduziram-se ao cabo da Sword of Vacuum, cuja foi tirada do seu descanso.

Entretanto, antes que pudesse fazer uma ofensiva, os esqueletos se desfizeram em um pó branco. Montguinéu, evidentemente, estranhou isso, transpassando essa mensagem por intermédio da curvatura das sobrancelhas, já que estava sozinho. Ao mesmo tempo em que avançava para onde os mortos-vivos permaneciam, retirou o capuz da capa, retornando a ser visível. De fronte a um amontoado de pó de osso, ele se agachou. Com a extremidade dos dedos, tocou os farelos. Levou a poeira até o nariz, inalando o seu odor. Imediatamente, a visão ficou turva, dificultando para que pudesse enxergar. A estabilidade ficou bamba, o contrário, fazendo com que fosse jogado ao chão, de lado.

Uma mensagem ouviu-lhe a mente. Ela dizia: “me ajude, filho”.

No momento anterior àquele que adormeceu, “viu” um corpo diante de si. Não conseguia ver  o rosto, mas, pela silhueta, era uma mulher. Essa mulher pôs o palmo sobre as pálpebras pesadas de Archibald, cerrando-as. E dormiu.

As gotículas no lado exterior do chalé pingavam simultaneamente, o clima tempestuoso estava assim há dias já. O tempo atmosférico parecia não querer melhorar nenhum pouco, até sentia falta do Sol, este escondido por detrás das nuvens cinzentas e relampejantes. A sensação de sonolência o atormentava naquela noite em questão, o que era estranho, já que, se quisesse, poderia passar dias sem dormir. É claro que se o fizesse, as suas forças seriam sugadas automaticamente pelo cansaço, por isso evitava. Os deuses do sono, possivelmente, estavam atormentando o necromante por uma razão qualquer, talvez somente para brincar com seu sonho. Hipnos, me faça adormecer. Morfeu, proteja meus sonhos. Rezou nos pensamentos ao deitar as costas na cama, no alojamento dos serviçais de Érebus. Os demais membros de grupo já estavam dormindo àquelas horas, prontos para mais um dia como semideus que se iniciaria. Suas pálpebras pesaram. Fechou-as com lentidão quando se viu pronto para deitar e dormir. E dormiu. Já estava dormindo. Um sonho dentro de outro. Ou seria um sonho, ou não? Ou somente uma loucura, porque é uma possibilidade.

Seus sonhos sempre divergiam toda vez que fechava os olhos, mas costumavam ser algo sem nexo como uma tela totalmente negra. Sua alma e espírito seriam assim, negros? Considerando a quem é prole e a quem serve, isto era a resposta mais plausível para. No entanto, teve um sonho diferente daquilo. O campo, onde estava, era aberto. A pigmentação verde da clorofila na grama era visível aos seus olhos. Jogou-se sob os joelhos, sem hesitação alguma, o que era auxiliado pela energia que estava em falta. O globo flamejante no centro do azul-anil do céu queimava a sua pele pálida, não era o melhor momento para ser filho do deus morto. Cabisbaixo, apoiou as palmas no solo. As gramíneas adentraram o espaço entre seus dedos, os quais insistiam em tomar tais elementos da natureza. As suas narinas franzidas absorviam o oxigênio puro do local, acompanhado pela brisa gostosa que chacoalhava seus finos cabelos castanhos. Escutou passos. Olhou para frente e uma figura feminina posicionou-se bem ao meio do seu campo de visão; parecia a mesma pessoa. Sem receio, Archibald levantou-se e andou até ante a desconhecida, parando em frente ao seu corpo.

Quê?! Foi a reação ao mirar o sorriso que surgiu na curvatura dos cantos da boca feminina. Mas, também serviu para, o que era mais importante, ver que não conseguia mexer nem um músculo do seu corpo. Estava paralisado ao verificar quem era. Focou seus globos aos alheios, depois no restante da sua face, a fim de reconhecê-la. Nada. Não é possível. Como não tinha a liberdade em mexer a mandíbula, os grunhidos que soltava dava a impressão que era um animal. Não dava para gesticular e articular suas palavras assim. Se pudesse controlar a expressão facial, teria estalado as vistas ao reparar na imagem degradante da mulher. Através do sorriso dela, a sua carne começou a se desintegrar aos poucos, até consumir a fisionomia alheia por inteira. Sem que pudesse notar, o céu tomou cor negra repentinamente. Fitava todos os lados possíveis para si.

— Me ajude, meu filho. — Suplicou o ser, que não tinha mais carne. E o outro atendeu o comando como uma instrução a acordar.

Sempre acordou do mesmo santo jeito: deitava-se de ventre voltado ao teto, este que, automaticamente após o despertar, recolhia-se para frente, curvando o meado superior de sua escultura física. O processo era veloz como um flash de luz, ostentado pela expressão assustada do rapaz. O fôlego já não tinha mais o ritmo costumeiro, o ar tendia a preenchê-lo e escapar de si inconstantemente, ficando, às vezes, com a respiração prendida por segundos. O suor corria-lhe a lateral da face. O palpitar do coração no centro do tronco era brusco, abrupto, chegava a ser doloroso; era capaz de senti-lo “explodindo” ao por o palmo sobre, em seu torso. O diferencial de tal episódio era a dor que sentia no topo de seu crânio, um doloroso latejar que atrapalhava qualquer um de seus pensamentos. Necessitou sobrevestir a pele local com uma palma a fim de tentar amenizar tal incômodo, mesmo que não adiantou em nada.

— Mãe... — Não podia ser verdade. Ele não conseguia crer nisso. O timbre daquela criatura era o mesmo àquela pessoa, a qual afundou e enterrou muito fundo em um espaço obscuro da memória.

Algo alcançava a canhota. Não sabia exatamente o que, porém, algo jazia entre os dedos. Archibald recolheu os restos das forças para viabilizar. Um papel dobrado, tingido pelo tempo em uma coloração amarelada. Carregou-o a frente do rosto, onde o desdobrou. Estático eram os globos dele ao deparar-se ante a escrita e as palavras. A frase transcrita dizia exatamente: “Archibald, por que não me liga mais? Sinto sua falta”; na proximidade do canto inferior-direito, “mãe” era assinada.

O que pôde fazer, depois de minutos parado, foi rasgar em dezenas de pedaços, a folha de papel. Prendeu, entremeio a isso, os beiços nas presas caninas, inserindo uma pressão hemorrágica na pele, o que rendeu em uma pequena fissura. O ferro invadiu e misturou ao sabor da saliva, até que a regeneração celular ativa curou o sutil ferimento. — O que diabos é isso? — Revirou os olhos, ao mesmo tempo em que se firmou sob as solas dos pés. Próximo aos seus itens, procurou por uma vestimenta mais adequada do que o pijama. Já prontamente vestido, viu-se diante outro papel, esse acerca da mochila. — Venha me ver em casa, filho. — Fez questão em recitar a frase. — Tá bom, querida mãe. — Juntou os equipamentos dentro da mochila. — Vamos ver o que a senhora me aguarda.

. . .


Horas e horas de viagem até que chegar de fronte àquela porta. Interditaram, os policiais, com faixas amarelas, as quais anunciaram “afastem-se”. Pelo o que soube dos noticiários e jornais locais de Manhattan, 90% dos moradores foram dizimados por um assassino em série. Mesmo com essa informação em mente, a curiosidade do menino era maior, fazendo-o arrebentar o bloqueio. — Nunca imaginei que voltaria aqui. — Nos contos sobre o nome de Archibald, foi abandonado com pouco mais de uma década de vida pela mãe nas ruas de Nova Iorque. Ciente de que ele nunca mais voltaria, ela teve a audácia em fazer isso com o próprio filho quando soube da outra parte do material genético dele.

Encarou a madeira corroída pelos cupins até que, enfim, tomou a coragem em girar a maçaneta. Desde o lado exterior o moreno ouviu sons do aparelho televisor, ou qualquer objeto tecnológico que pudesse emitir sons. Torceu a maçaneta aos poucos, onde notou que a porta não foi trancada. Adentrou. O cenário era idêntico ao que lembrou-se dos dias em que viveu ali. — Uau. — Expeliu o comentário, enquanto andou pela cozinha, já que era o cômodo mais próximo da passagem de entrada e saída do apartamento. — Nem parece que não venho aqui há anos. — A extremidade do indicador roçou-se acima do aço inox da pia. As marcas de faca, aplicadas pela mãe quando devotou muita força nos cortes da carne, ainda jaziam ali.

— Queria me ver? — Com os braços cruzados no tronco, Archibald perguntou à figura sentada. A expressão ostentada pelo mesmo era friamente séria, tão ríspido como nunca foi em outro momento. O centro do torso estava disparado, mesmo que não fosse visto. Sob o efeito da ira reprimida postou-se, ele. O olhar rígido fixou-se na silhueta feminina. Os palmos cerrados supriam a necessidade em desferir murros. Seu desejo era assisti-la sofrer como um dia ela o fez desfrutar dessa sensação.

— Oi, meu filho. — Respondeu Marie Bonheur-Montguinéu, ao mesmo tempo em que correu os olhos para de encontro aos do filho; ambos viam-se no espelho azul-cinzento dos globos de cada. A neutralidade envolvia a timbre harmônico como as mães têm a preferência em aplicar. Levantar-se foi a continuidade do feito. Os fios escuros de curto comprimento escorreram na inércia da corrente nula de vento. Abraçá-lo deu-se como a sequência posterior; considerando a baixa estatura por parte feminina em comparação ao garoto, ela repousou o flanco cranial no tronco. Ele, diferente, não correspondeu ao calor do reencontro. Simplesmente suspirou e guardou os palmos dentro dos bolsos do jeans.

Explodiram os batimentos cardíacos entremeio ao tempo ao silêncio e à indagação. Somente o próprio sentia o vascular debater-se em ardor e brusquidão. — O que quer comigo? — Retirou a destra do lugar de repouso para que desvencilhasse a colisão de ventres. Conteve-se para não realizar as vontades nisso, pois queria assegurar o porquê da solicitação de visita. Distanciou ambos com ela – a palma – a tocar-lhe o centro, empurrando-a com mínima pressão na atitude. Profundo foi o respiro, desfrutando de cada molécula de oxigênio absorvido com a finalidade de explorar a calma. Acalma. Consigo pensou. De fato, o TEI sempre iria atormentá-lo.

Marie estalou a língua no céu rugoso da boca ao notar a atitude tomada pela cria do seu sangue. — Não está feliz em me ver, filho? — Descrente, Marie torceu os beiços em um sorriso tristonho com a própria constatação. Com pesar, inspirou os ares. Além disso, contraiu os lábios para dentro da boca, cujos foram prensados com as dentárias. Todavia, convicta das crenças a respeito da questão, os braços foram cruzados abaixo dos seios.

— Ainda pergunta, a senhora. — Os contornos das falas do moreno mantiveram-se à base da ironia e sarcasmo. Afinal, eram as suas únicas defesas verbais, quando não apelava para agressões vocais. — Estou me perguntando como está aqui, porque fiquei sabendo que foi morta por uma criatura, mãe. — Quando disse o substantivo “mãe” depositou quantia transbordante de deboche. Já não a considerava como “mãe”. Desviou o curso dos olhos, mirando o raio de iluminação lunar à esquerda, vindo de uma fresta na janela. Já era noite e nem percebeu. Que horas serão? O foco divergiu-se para o que tinha mais importância para si. Deve ser tarde.

A mais velha revirou os olhos ao escutar as falas do outro, assim como a postura alheia. Entrava por um ouvido e saia por outro. Rolou a visão, também, ao que ele via. Todavia, a corrosão das paredes era o alvo. Como o tempo podia ser cruel com a tintura. — Filho, pense por esse lado: te soltar foi uma benção. — Centrou a visão nele antes de dar início ao proferir.

As falanges do meio-sangue contatou o gorro, que vestia os fios capilares escuros do moreno e os escondia. O incômodo era visível, porque o verão era a estação atual na nação americana. Com isso, o tirou e jogou para acima da mesa mais próxima. Como a presença, revirou os olhos. — Não entendi, mãe. Explica como se livrar do próprio filho pode ser uma “benção”. — Em tom falsamente inocente, suplicou para a resposta que a morena dá-lo-ia.

— Oras. — Primeiramente, assegurou a feição presunçosa rente ao exterior das expressões faciais. — Você acabou criando-se sozinho. Virou independente.

Depois do que foi dito, o Montguinéu deu de ombros. A linearidade em sua boca prevaleceu acima de tudo, representado a seriedade em não conduzir-se na lábia da criadora. — Tá bom. — Lentos eram os passos, distribuídos à direção alheia. Em um segundo para o outro, estavam pertos. Archibald recriou a apresentação das emoções, dando um genuíno e pequeno sorriso. Estendeu os braços, ansiando pelo conforto que somente uma mãe poderia conceder. — Mãe. — Do jeito em que a feição mudou outrora, ocorreu o mesmo. Um ótimo ator, de fato.

— Archibald... — O ar lhe fugiu instantaneamente com o susto de ter dedos no pescoço. O pronunciamento foi realizado a pausas, sibilando a nomenclatura do filho. Esse adotou uma postura mais rude, erguendo-a no plano vertical que lhe atingiu as costas. Pressionou a garganta com as digitais másculas ao ponto de arroxar o pigmento alvo da derme facial dela. — Filho... — Outra vez, cortava as letras.

— O que foi, mamãe? — O cinismo rodeou-o, no mesmo tempo em que sorriu que brotou era sádico. Semicerrou as pálpebras, quase privando-se do dom visual, ao deparar-se com a respiração findada da mais baixa. — Dói, mamãe? — Mirou diretamente o brilho de cristal, o qual acinzentava-se, nas íris da mãe. O perecimento aproximava-se para beijá-la, mas não deu esse gosto a ela; libertou do sofrimento agoniante da privação de oxigênio.

— O que acha, bastardo? — O físico jogou-se ao chão à margem da parede. Aos prantos e berros, encarou-o. As mãos massageavam a musculatura comprimida, antes, perante as mãos do semideus. A derme esbranquiçada evidenciava as marcas das digitais do filho. Em meio e durante, o tronco tendeu a ofegar, imagem mostrada com o enchimento constante desse. — Acha que fez carinho?

A prole de Hades girou o eixo até dar meia-volta, cedendo um vislumbre de suas costas. — Sinceramente, acho que foi bem prazeroso. — Era perceptível a zombaria em tudo o que era direcionou-se a Marie, a qual ainda fixava-se sentada no canto.

Não importava se aquela mulher o guardou por nove meses no interior do ventre, aquecido pelas paredes uterinas, bastou uma atitude para originar o ódio. Odiar não é o contrário de amar alguém, trata-se do extremo desgosto, geralmente composto por um sentimento apático pelo o que é odiado. O rancor, um detalhe com a função de contribuir na propagação do ódio. Archibald Bonheur-Montguinéu abomina aquela mulher com todas as forças mundanas, divinas, espiritais e qualquer outra. Legítimo desprazer em tê-la em sua presença.

Considerações:
Até a parte em que Archibald viu um papel em suas mãos, após ter acordado, antes pode ser considerado como sonhos acumulados. Ou melhor, uma sequência de sonhos dentro de sonhos até o segundo em que despertou verdadeiramente.






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Re: Quando o passado revive - Archie Bonheur-Montguinéu

Mensagem por Nyx em Sab Maio 27, 2017 8:11 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 20 ao 30 - 7.500 de experiência


Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 7.500
Dracmas: 5.000
Comentário:
Archie você tem uma das melhores escritas do forum, devo ressaltar que sua ortografia é quase perfeita, não achei nenhum erro. Parabéns, adorei a historia.


Segunda Parte

Aquele reencontro não acabaria bem. Mas nenhum dos outros acabou de qualquer maneira. Mãe e filho reunidos foram separados - de maneira brusca - por um demônio, que surgira pelas sombras para estragar o momento de "paz" e buscar sua presa. Archie deveria enfrentar a criatura, ou deixar sua mãe ser condenada mais uma vez.

Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é uma Succubus, você deverá derrota-la.

Sobre a Succubus(Retirado do Bestiário):

Inccubus/Succubus

Inccubus e Succubus são demônios extremamente belos, capazes de seduzir até o mais forte dos semideuses com seu olhar. Extremamente ligados ao vampirismo, se alimentam da energia sexual e das auras de suas vítimas. Podem assumir as formas mais atraentes para aqueles de quem desejam se alimentar. Podem manipular as sombras levemente, ocultando-se e desmaterializando-se à vontade. Em sua forma real, possuem pequenos chifres em suas testas, garras afiadas, e longas asas de morcego, com as quais podem voar livremente. Pouco hábeis em confrontos corporais, usam de seus poderes psíquicos e obscuros para subjugar suas vítimas.


Poderes Passivos:

► Sedução: Inccubus e Succubus são por essência, criaturas capazes de seduzir com um simples olhar. Também são hábeis na arte da transfiguração, e podem assumir a forma que desejarem, adequando-se ao que sua vítima considera mais atraente.

Poderes Ativos

► Vampirismo: através de seus beijos, Inccubus e Succubus alimentam-se da energia proveniente da aura de seus inimigos, sugando sua MP. Quanto maior o tempo de contato entre o demônio e sua vítima, mais é exigido do alvo.

► Voar: inccubus e succubus possuem a habilidade de voar rapidamente com suas asas de morcego.

► Umbracinese: succubus e inccubus podem manipular as sombras, ficando parcialmente invisíveis em ambientes com pouca iluminação. Também podem mesclar-se à escuridão, perdendo a forma física até que alguma luz seja lançada em sua direção.

► Garras: As garras da uma succubus, ou de um inccubus, são tão afiadas quanto navalhas. Não são capazes de atravessar tecidos mais densos, nem de cortar armaduras, mas podem facilmente lacerar a pele de um ser humano.


Status base: 200 hp/ 200 mp
Nível mínimo: 5
Taxa de variação: Aumento de 10 HP/MP por nível.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da lâmia, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.








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Re: Quando o passado revive - Archie Bonheur-Montguinéu

Mensagem por September Leif D'Ovidio em Qua Jun 07, 2017 1:03 am

I'm a sucker for pain


Que saco. O modo em que pensava normalmente era estratégico, mas precisou lamuriar-se internamento com tudo o que ocorria. A precognição podia ter cercado inevitavelmente, fazendo com que a reclamação simbolizasse mais do que só ao passado e presente, e, também, ao que futuramente aconteceria. Obviamente, ninguém sabia o que viria a seguir daquela conversação, ou do ambiente, exceto quem tomasse a iniciativa em interromper. No entanto, quem quebrou o silêncio foi o ruído de portas abrindo-se. Archibald vasculhava os armários da cozinha, os quais pareciam intactos. Apesar da constatação, nem um objeto sequer jazia no interior.

— Não trouxe nada de comida. — Rosnou para si ao roubar a mochila do dorso. Levou à frente do tronco, desfazendo do zíper que fechava. Dela, retirou uns bombons sortidos de onde sabe lá conseguiu. Certamente foi presente de uma pessoa, que o nome não se recordava.

Das sombras, Marie surgiu em uma discreta deslocação do ponteiro a outro segundo. Archibald não se sensibilizou com a aparição, trazida da surdina à tona, tanto que tinha a preferência em ignorá-la. Na perspectiva feminina, ele estava no andamento para isso. — Me dá um, filho? — Com uma voz manhosa, suplicou para que lhe entregasse um doce.

— Olha só. Não me chama de “filho”. Não sou seu “filho”. — Archibald virou-se em um giro rápido. — Pode ficar. — Seco como costumeiro era a postura do de maior altura. Sem educação presente, ao invés de entregar cordialmente a comida a mais velha, jogou praticamente o pacote entre os seios dela. — E perdi a fome. — Como não bastasse essa demonstração de afeto, ou nem tanto, os ombros foram chocados enquanto ele passava pela lateral, atitude voluntária por parte masculina. Outra vez, pegou distância. Não queria estar no mesmo metro que ela de forma alguma.

Descansou os membros superiores no plano de suporte, da sacada. Quietas estavam as ruas de Nova Iorque, com nenhuma agitação humana sequer, ao menos que adentrava no campo de visão de Montguinéu. De fato, nem um ser bípede, quadrúpede ou com outra quantia de patas, viam-se no cenário exterior das vielas, algumas bem espaçadas, outras o contrário. A posição superior, literalmente, dava-o uma bela imagem da cidade, digna de uma pintura; para os cultuadores das bençãos tecnológicas, digna de um wallpaper para a tela do PC.  Fixando um cigarro entre as fileiras de dentes, tragou-o, logicamente depois de incendiar a extremidade.

— Você não vai me perdoar, fil... — Por conta do que foi anteriormente, Marie pausou a palavra e cortou ao meio. Fez-se suspirar devagar. Cabisbaixa, mantinha a visão fixada na prata das lajotas, feita de um material sólido, o que podia se distinguir com os ruídos rígidos durante os passos.  — Archibald. — Deduziu que seria corrigida, por isso reformulou-se.

— Não. — Entre uma tragada, a entrega da resposta soou bem como ele esperava: ríspida; o olhar de desprezo, combinado às sobrancelhas reunidas, contrastou a rudeza. A fumaça ostentou-se no organismo, mais especificamente na região dos órgãos respiratórios. Contudo, a queimação rendeu-o na ânsia de cuspir o gás da queima, de tom meio termo — entre tudo e o vazio, respectivamente branco e preto —. Baforou.

— Uau. — A mulher uniu os palmos em frequentas palmadas, fazendo com que os sons ressonassem sob as paredes. Entrou no jogo do fil... Quero dizer, de Archibald. As feições eram tão idênticas, fitadas, então, uma à outra. Assustador é a palavra mais apropriada para nomear a cena e o reflexo de um no outro. — Você consegue ser tão ignorante quanto seu pai era. — A calma circulava a fala lenta da de gênero feminino, por não possuir nenhuma pressa para ser tratada como lixo. — Acho que a genética divina é forte mesmo. — Tocou, com o uso da falange mais extrema do dedo indicador da destra, o canto dos beiços.

O menino, semelhante à posição alheia, assistiu a mudança de comportamento como alguém que pouco importava-se. Evidentemente eu, o narrador, afirmo que ele não se importava, porque tinha razões suficientemente plausíveis. — Se diz. — Capturou com o meio de dois dedos, o cigarro. O conteúdo químico e causador de doenças foi consumido o bastante para restar somente o filtro. Esse foi lançado aos pés da garota, que só fez arquear as sobrancelhas. Mais tarde, esmagou o fogo com a sola. — Agradecido. — O gesto que o crânio conduzia era de assentimento, mas a única utilidade, que tinha, era para confirmar a existência de sarcasmo nas letras. Trata-se com ignorância quem deve ser tratado com ignorância.

Outra vez, a dominância deu-se ao vencedor. O silêncio era o elemento existente entre ambos. Perdiam-se nos pensamentos, os quais viam-se em diversos gêneros. Archibald, principalmente, se perguntava o motivo para ainda ficar presente sob aquele teto. A mãe buscava no passado as razões para desfrutar do ódio, que o filho tem por ela. Possivelmente, ele não sabia o real intuito por trás do abandono. Provavelmente também não valeria a pena, agora, após incontáveis dias, explicar o porquê.

Sem que pudesse ouvir, a chuva automaticamente gotejou no exterior. Os dois pares de olhos foram de encontro a portais mais próximos, que cediam visão ao que ocorria por fora. Foi estranho o tempo nublar a ponto de explosões sonoras atormentar a cidade. E um riso arrepiou a espinha tanto da mãe quanto do filho. Das sombras uma silhueta escapou. As curvas sinuosas demarcavam a feminilidade, supostamente.

— Ora, ora. — Disse aquela. Dando os passos, o corpo saiu da ocultação da penumbra. Aproveitou a imobilidade dos parentes para se aproximar do Montguinéu. — Que bela criança temos aqui. — Em um piscar de olhos, desapareceu. Na mesma aceleração, apareceu nas costas do mesmo. Encaixou a face sobre o ombro, sussurrou palavras ao seu ouvido. — Filho de Hades, não é mesmo? — Deduziu. Posteriormente, expôs a língua, fazendo essa transcorrer a orelha masculina e molhando-a com a saliva.

Uma carga elétrica atingiu a fisionomia do homem, enquanto o mesmo acontecia lá fora. Ao mesmo tempo, a iluminação era somente feita com os brilhos inconstantes de relâmpagos. Na mente de Archibald, era uma recriação da cena do hospital, sonho de mais cedo. — Como sabe? — A indagação era a réplica à outra. Através dos rabos dos olhos, a mirava parcialmente. O que conseguia identificar visualmente, descreveu assim: uma de gênero feminina, de menor estatura, com cerca de 1,60m, talvez. Os fios avelãs caiam nos ombros, ou além. Os olhos azulados emitiam a tentação nata, ou seja, olhá-los era um perigo iminente. O timbre vocal proferido era de pura sedução, capaz de provocar os sentimentos mais bestiais aos humanos. Ele não conteve o arrepio com a lambida, precisando respirar profundamente em seguida.

Ela simplesmente deu um riso com a atitude reativa dele. — Imaginei. — Prolongou o riso, no mesmo tempo em que sibilava, enaltecendo o próprio ego. — Vocês têm esse odor, sabe? — Recuou a face de onde estava próximo. Nisso, os dedos, com unhas lapidadas para agressão, eram esfregados no flanco facial do semideus. Assim, o branco dérmico assumia um tom mais ruborizado, o que via-se como resultado aos arranhões de segundas intenções. Ou não. — Odor de gente morta. — Continuou o ser sombrio, então, saindo de trás do maior. Os passos levaram-na ao centro da sala.

— Engraçada. — Em uníssono, com auxílio da sua criadora, o Montguinéu falou. Os olhos mantiveram-se colados à presença daquela mulher. O que é ela? Comum a questão. O garoto não sabia dizer do que se tratava, muito menos do que era. — Quem é você, garota? — Por isso fez. Por um segundo, alternou a direção do olhar. Foi de encontro ao de Marie, que realizou o mesmo. — Responde logo! — O último pingo de calma foi incendiado pela chama da ira, fazendo-o aumentar o tom de voz.

A Succubus fitou vários caminhos rapidamente, em uma expressão de desentendimento com a pergunta ousada do rapaz. — Ué. — Sequencialmente, olhava-se. O passo seguinte foi desmaterializar, recriando-se, na mesma escultura, próximo de filho do submundo, mas, dessa vez, dentro do campo de visão do moreno. — Qual é, bastardo de Hades. — Na base da força, tomou os pulsos masculinos e os colocou nos contornos da cintura da própria. — Sou uma garota... — Archibald engoliu um seco ligeiramente com o feito, enquanto era trazido para mais perto dela. Os ventres se chocaram com os dedos dela, os quais jaziam nas nádegas do maior. — Muito perversa. — As palavras soaram com malícia, bem como havia almejado ela. Além disso, murmuradas rente ao caminho auditivo destro. — Mas pode me chamar de Succubus, se quiser, querido. — A língua gélida e molhada passeou pela bochecha do rapaz. Todavia, o procedimento foi interrompido com o recuo dele.

Do meio que pôde, retirou da mochila uma espada. Era anormal, ela, feita de um material metálico, ao qual não correspondia à tabela periódica. Foi dado a ele por seu pai, Hades, para que sobrevivesse aos males que era ser um semideus. O item encaixava-se com perfeição à mão, erguida em frente ao corpo como forma de estar preparado para o combate. — Que legal. — Comentou Archibald, pressionando o palmo ao punho da arma.

Escutou o riso rebater nas paredes consumidas, a mesma daquela que anunciou a vinda da criatura. Inconsequente, correu ante ela, disparando um corte diagonal, iniciado na altura do ombro canhoto dela até correr o tronco. Com o movimento ofensivo, ela foi dissipada em uma nuvem escura. Havia tornado a própria sombra no milésimo, previamente antecipando o que Montguinéu faria para atacar. — Que idiota. — A voz vinha de suas costas. Simultaneamente, o menino girou o eixo do corpo, enquanto a espada do submundo o acompanhava e lapidava um golpe perfeitamente horizontal. A Succubus gostou tanto da brincadeira de escapar dele, que repetia milhares de vezes.

— Você não quer parar com isso para me enfrentar de verdade, vadia?! — A demônio presumiu o xingamento antes mesmo de ele ser proferido, lançando uma patada, com a sola do membro inferior direito. Com o choque frenético e violento, o semideus foi jogado ao chão, local onde fez questão de perguntar aquilo.

O ar o faltou quando o mesmo pé prendeu o tronco, esmagando o centro, abrangendo os pulmões e órgão cardíaco. A dor era agoniante, que nem deixava-o mover-se com precisão. — Você é muito insolente, garoto. — Ela cuspiu a fala com raiva tomando o timbre. Em resposta ao comportamento dele, o estômago foi golpeado três vezes seguidas, cada uma mais forte que a anterior. — Vou te ensinar a tratar uma dama com o devido respeito. — A pele do maxilar perdeu a coloração padrão, as arestas dos beiços de Montguinéu foram sobrepostas com a parcialidade de soturno, o qual vazou com as pisadas. — Seu merda. — A criatura agachou-se o bastante para alcançar o rosto alheio. A unha desenvolvida do indicador capturou uma porção do vazamento avermelhado, o sobrevestindo. Ajeitou a coluna posteriormente. Entreabriu a boca milimetricamente. Exibiu a língua, pondo uma pequena gota na ponta. — Mas é delicioso. — Mordeu os lábios, ao mesmo tempo em que ajustava o sorriso sádico neles.

Mas ele não se dava por vencido com tanta facilidade assim... O braço tentou alcançar a espada ao seu lado. E a tentativa foi barrada com o pé. A circulação travou-se com a pressão exercida. Contudo, o auxílio foi cedido por ser. Ser que nunca imaginou que ajudá-lo-ia. — Não toque no meu filho, criatura. — Era Marie, a legítima mãe. Os seus dedos haviam pegado os fios da nuca da Succubus, puxando-a para longe. — Ou faria você se arrepender de ter nascido. — A maneira em que falava era totalmente odiosa com a presença, que interrompeu a reunião de mãe e filho. E um brilho emanou de seu corpo. Archibald, ainda no chão, precisou proteger os olhos com as pálpebras e braços, pois aquilo era cegamente como tentar mirar o sol. — Eu juro por Apolo, meu pai, que você não vai sair viva disso. — A Succubus fez o mesmo ao por o abraço rente à face.

— O que é isso, vadia?! — Girou de um lado para o outro, buscando pela mulher. O clarão já sumiu naquele tempo, mas ela foi cegada com a ativação do poder. — Como fez isso? — Objetos saíram dos metros ao redor, porque os punhos batiam nelas sem intenção. Achou um plano vertical e escorreu o dorso em tal. Nesse processo, os globos oculares eram esfregados continuamente com as extremidades das falanges.

Lentamente, a pele, que ocultava as íris translúcidas do filho de Hades, ascendeu-se, demonstrando o que era escondida. No primeiro instante, a visão transfigurou-se. Bastou alguns segundos para retornar à normalidade. Então, enxergou Marie estendendo-o a mão. — O que foi isso? — Com todo o ocorrido, já não importava como a tratava. — Você é uma semideusa também? — Os membros foram encaixados e ele foi levantado. A estabilidade demorou um pouco a retornar por conta de uma parte de sangue perdido. — Fala, mãe! — Estava impaciente com a demora na fala da outra.

Marie mordia a parede interior da bochecha regularmente com o questionamento. A mais velha respirou profundamente e inspirou igual. Nisso, o filho captou a sentença. Claro, o assentimento com o balanço vertical do crânio confirmou a ideia. — Sim, Archibald. — Contou ao moreno, de maior altura. — Sou filha do deus e símbolo do Sol, Apolo. — De imediato, ela constou na feição diferente do Montguinéu. Na psique desse, os pontos foram interligados: não podia viver com ele, no passado, já que o odor de semideus era mais forte com os dois juntos. — Já deve ter dissolvido a informação e associado o porquê de eu ter “livrado” de você. — Logo suspirou ao terminar a frase. Mas, o suspiro não foi findado devido ao berro. Instantaneamente, a Succubus reagiu, quando a consciência voltou, atritando o dorso do punho à lateral da progenitora. Sua fisionomia rebatou contra a parede onde bateu e caiu ao solo.

— Eu cuido de você depois. — Archibald estava paralisado novamente, mas por outras razões. Sua vida foi uma mentira, que o homem alimentou, assim como o ódio e emoções parecidas, conforme os dias terminavam. — E você, tá vivo? — Encarou a cria submundana nos olhos, esses que assemelhavam-se a de um morto; fixos, sem cor e sem vida. O soco correu em linha reta ao rosto dele. Ao menos tentou. Antes de um membro ser chocado a outro, dedos prenderam o pulso dela. Ela tentou com o outro, e mais uma vez foi impedida. — Garoto! — Ele distanciou os braços do torso, ao mesmo tempo em que cravava as próprias garras na carne dela. Em efeito consequente, ela gemeu de dor. Entretanto, o ruído não continuou por causa da agonia no crânio, a qual originou-se com uma cabeçada na tez da mesma.

— Não ouse tocar na minha mãe. — Semicerrou as pálpebras em meio à fala. Sem mover a mandíbula, soltou um rosnado bestial. Assistiu-a perder o equilíbrio com a pancada. Rapidamente, flexionando os joelhos, empunhou a espada atirada ao chão. Prendeu aos dedos destros da mão de mesmo lado. — Vou fazer escutar bem essa frase. — A frase se dissipou no ar durante a atmosfera tornava-se o próprio breu. Circundado com a escuridão era o ambiente na hora da luta. Em um piscar de olhos, superficialmente uma ferida estabeleceu na região estomacal da criatura, sobre a pele. O sangue grosso e escuro pingou em gotas minúsculas.

Porém, o fato de ter escurecido o lugar não era o bastante para dar o sabor da vitória ao rapaz. Poder-se-ia dizer que atrasou a apreciação da bebida. Ela assumiu a invisibilidade ante as sombras, tal como ele cogitou fazer quando sobrepôs à sala com determinado elemento. — Pensou que seria fácil assim, garoto? — Cinicamente, gargalhou. Observou o garoto bruscamente roçar a lâmina no ar por certo tempo, acreditando que, hora ou outra, acertá-la-ia.  Errado.

O necromante não fez um ruído. A escuridão solveu perante o clarão repentino como aquele que Marie invocou. Não partiu dela, e, sim, dele. Enquanto a criatura estava atordoada com o feixe luminoso, ele foi à mochila. Retirou dela outro aparato; um manto escuro. Vestiu a capa nas costas com a maior pressa no fazer. E sumiu. Invisível a olho nu de quaisquer uns, que não fossem um serviçal do senhor primordial das trevas.

— Cadê você?! — Em tom grotescamente alto, a voz da criatura despertou Marie de seu estado catatônico. Mas, ficou no chão ainda, sem energia para mover um músculo sequer. — Apareça! — A cada letra sibilada, o volume imposto era intensificado. Os vidros, sendo que alguns já encontravam-se na condição de trincados ou quebrados, tremularam. — Logo! — Cortou a ordem. O sangue cuspiu da boca, perpassando pelos lábios entreabertos, quando chegou à segunda metade da palavra. Ela olhou para baixo. As pernas estavam bambas. Os braços, trêmulos. E o abdômen, atravessado por uma espada.

— Aqui. — Torceu o eixo da arma, na carne do demônio, aumentando a fissura formada ao romper os músculos e certos órgãos digestivos. Tanto o timbre, quanto a face de Archibald, era sério. A frieza o consumia. A rispidez o beijava. — Cala a boca. — Ordenou. Removeu a lâmina do local onde foi fincada. Os grunhidos de dor irritavam o semideus.

Aos prantos, ela jogou-se de joelhos, de frente a ele. Sua comparência real mostrou-se por meio da aparição de chifres na testa, de um par de asas nas costas. — Não, não! — Repetiu tantas vezes que nem dava para contar. — Não precisa ser assim! — Os olhos gélidos olhavam para o metal, no punho destro de Montguinéu. — Não precisa fazer isso! Eu vou embora e deixo vocês dois em paz! — Suplicava. Temia o que ele faria. O movimento lateral do braço foi lento à visão dela.

E tudo se escureceu no ponto de vista da invasora.

Archibald rejeitou a espada, deixando-a de lado para que pudesse ajudar a mulher que o deu a vida. Abrigou seu corpo junto ao do filho de Hades. Acolheu-a nos braços masculinos. Deitou o rosto na curva do seu pescoço. Sentiu os olhos formigarem. — Não vá. — Soube pedir baixinho, em um murmúrio fraco. Apertou os dedos no tecido superior e feminino, como isso funcionasse para não permitir que o deixe de novo. — Não precisa ir. — As frases da mais velha eram pedidos, as dele também.

Depois de um minuto, largou-a. Marie segurou as bochechas do filho e deu-o um selo no topo da cabeça, lentamente. Era quente aquele toque. Passou a ponta do polegar sob a vista canhota dele, limpando o resquício de gota. — Eu te amo, meu filho. — Despediu-se. Caminhou até a porta do apartamento, onde saia um brilho nas frestas. A luz sumiu quando ela fechou.

Movido pela curiosidade, o menino abriu a porta e deparou-se com a escuridão do corredor. Voltou à velha residência. Sentou as nádegas no velho sofá. Arrumou os objetos e foi embora para sempre como Marie Bonheur-Montguinéu.




Itens:
* Espada de Ferro Estígio:Nas mãos de um filho de Hades é perfeita em precisão e dano. A cada golpe feito em monstros a espada converte o dano do monstro em energia e vida para quem a usa

8- Pressa: Uma vez em batalha quando portando o colar com um pequeno pingente de olho, o semideus consegue se mover 20% mais rápido podendo se livrar de ataques de pessoas no mesmo nível ou abaixo de si com mais facilidade.

§ -Cover of Darkness/Κάλυψη του σκότους - Uma capa que cobre o corpo do necromante de Érebus, impedindo que qualquer um o veja, ou escute onde ele está, é como se o mesmo não estivesse no local. Apenas quem os necromantes querem que os veja, os vê.


Passivos Hades:
Nível 19
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são excelentes esgrimistas, e conforme evoluem seu treinamento, essa habilidade também fica mais evidente. Para eles a espada sempre foi uma arma natural, e apesar de terem tido erros, conforme aprendem, também os tornam nulos. Agora são capazes de atacar e se defender com a arma, além de conseguir desarmar um oponente com uma facilidade maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.


Passivos Necromante:
Nível 8
Nome do poder: Controle Emocional.
Descrição: O semideus torna-se capaz de colocar as próprias emoções sobre controle, principalmente com a chegada da noite, entretanto tal poder ainda é bastante descontrolado. Isso, no entanto, não significa que o semideus irá esconder as emoções. Apenas irá controlar o medo que sente, por exemplo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Ocultação
Descrição: Em situações onde o semideus se sente ameaçado ele torna-se capaz de ocultar as próprias emoções, como o vazio.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Sua presença ainda poderá se sentida, entretanto suas emoções não serão desvendadas.

Nível 20
Nome do poder: Trucidar
Descrição: Ao entrar numa batalha o necromante se torna capaz de lidar com danos físicos com uma facilidade maior, aguentando determinados danos sem se desviar do seu foco.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Sentidos aguçados II
Descrição: Quando a escuridão é estabelecida o semideus poderá ter seus sentidos (com exceção da visão) aguçados, sentindo cheiros com maior facilidade etc. Entretanto o necromante não irá se tornar um rastreador nato, por exemplo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +30% em todos os sentidos.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.


Nível 23
Nome do poder: Benção da Escuridão.
Descrição: Quando o necromante está no mais completo breu sua força e velocidade são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em força e velocidade.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Perícia com Lâminas III.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deus desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 30 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Foice e Correntes".

Ativo Apolo:
Nível 4
Nome do poder: Brilho Solar
Descrição: O filho de Apolo/Febo será capaz de criar um brilho, capaz de prejudicar a visão do oponente – não a ponto de deixa-lo cego, mas com os olhos ardendo, o que os impede de ver por um tempo – por uma rodada inteira, lhe dando chance de atacar, ou se defender. Seu uso é limitado a uma vez por missão, evento ou luta.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 5 HP

Ativo Necromante:
Nível 28
Nome do poder: Umbracinese V
Descrição: Em tal nível o semideus poderá invocar um noite, ausente de estrelas, no entanto a mesma irá durar dois turnos. O controle das sombras e escuridão atinge seu máximo.
Gasto de Mp: - 60 de MP (invocação da noite) ou - 40 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 60 de HP.
Extra: Nenhum.



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Re: Quando o passado revive - Archie Bonheur-Montguinéu

Mensagem por Belona em Qui Jun 08, 2017 7:14 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 7.500
Dracmas: 5.000
Comentário:
Não há muito o que criticar ou comentar, apenas elogiar a sua boa escrita e enredo. Sobre o seu pedido para se tornar um legado de Apolo, está sendo discutido pela staff, logo mais será enviado uma MP com o resultado.

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.



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Re: Quando o passado revive - Archie Bonheur-Montguinéu

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