The Blood of Olympus
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Promoção de Aniversário - CCFY para Grupo (Luna)

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Promoção de Aniversário - CCFY para Grupo (Luna)

Mensagem por Luna Blackwood em Ter Maio 23, 2017 2:54 am



Se descobrindo
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OR NOT! THE NIGHT IS A BEAUTIFUL CHILD.




Normalmente eu acordaria com as palmas do meu centurião no meu ouvido, gritando com todo alojamento feminino e dizendo para tentarmos não ser a vergonha da Coorte um hoje, nos incentivando de forma exemplar a não sermos as merdas de legionárias arrogantes que a maioria do acampamento achava que nós éramos. Eu iria sim conseguir me levantar, mas como sempre estaria cansada por ser sempre a legionária que mais dorme tarde, graças aos deveres ridiculamente cansativos que só sobravam para eu fazer de madrugada. Isso iria me fazer ser a mais lenta entre as legionárias de manhã, e das duas uma: ou eu não iria conseguir me arrumar a tempo para me juntar às outras na fila do café da manhã e iria ser castigada para ficar sem comida alguma até o almoço, ou eu iria ser a última a me juntar a elas, e iria sentar na mesa que sobrasse, para comer sozinha. E de todo jeito, iria receber muitos insultos e broncas do meu centurião por sempre ser a mais lerda de manhã... Sem contar que depois eu ainda iria receber a pior tarefa da vez na legião, por ser sempre a última a ir para o café da manhã ou mesmo perde-lo.

É, essa era uma manhã normal para mim na Duodécima Legião Fulminata. E aliás, uma manhã feliz, quando ninguém implicava comigo e me culpava por fazer alguma merda que eu não fiz, fazia alguma brincadeira de mal gosto ou... enfim, qualquer merda dessas que você pode imaginar que fazem com a pessoa mais reclusa no acampamento. Feliz a minha vida, não é?

Por sorte, eu não estava na legião hoje, e pelos próximos dezenove dias seria assim. Afinal, eu havia tido a excelente ideia de fazer intercâmbio ao Acampamento Meio-Sangue, tudo para que eu pudesse conhecer uma cultura nova e talvez até descobrir se me encaixo melhor lá do que no acampamento militar que me obrigavam a chamar de lar. Mas, olha, não havia sido assim uma ideia tão boa vir para o acampamento grego viu?

Acordei hoje bem cedo, como de costume no acampamento romano, mas me encontrava sozinha. Minha líder de chalé provavelmente estava fazendo outras coisas no acampamento (coisa que me avisaram que era normal para as líderes e instrutoras em geral, por isso nem me preocupei), e fora ela... bem, eu era a única outra filha de Nox no acampamento. Então, é, foi uma manhã meio solitária, e talvez ainda pior do que ter que acordar com berros do meu centurião se preocupando com meu desempenho. Mas, continuando. Eu só arrumei a pouca coisa que eu havia bagunçado (a minha cama) antes de sair e ir para o pavilhão, e... acredite se quiser, eu fui a primeira à acordar no acampamento inteiro, fora as conselheiras. Isso não foi muito bom, pois eu tive que começar a comer sozinha, e conforme as outras pessoas foram chegando, novamente eu fiquei sozinha. Por que? Bem, cada um tinha sua própria mesa, e mesmo os faunos que se sentavam onde queriam não pareciam ter qualquer vontade de se aproximar da romana sombria que estava de visita ali...

Pois é, percebe como até então não foi uma manhã muito diferente das manhãs de meu acampamento de origem? Mas pelo menos a semelhança acabava aí. Eu era ignorada pelas pessoas? Sim, com certeza. Na verdade, elas me evitavam sem nem esconder o quanto me achavam estranha, seja por eu ser romana ou mesmo uma quase gótica triste e quieta demais, não sabia dizer. Porém, eles ao menos não ficaram inseguros quando eu pedi algumas tarefas no acampamento que eu achei mais legal. Acho que era por conta do treino que todos da legião tinham, acho que eles conheciam já e por isso me confiariam a tarefa que eu pedisse. Ou talvez tenham gostado que eu pedi para patrulhar os arredores do acampamento, já que desta forma eu ficaria longe deles o resto do dia.

É... pode ser também esse último também (acho mais provável até), mas de toda forma, eu tinha uma tarefa melhor que lavar banheiros, tampar buracos nos campos de Marte ou servir de segurança/serviçal para os senadores mimados de Nova Roma. Hoje eu queria conhecer o acampamento grego e, quem sabe, ter alguma ação.

Porém, passadas algumas horas desde o café da manhã, eu tive realmente um período de felicidade muito grande ao patrulhar o perímetro em volta desse acampamento. Seus campos de morangos eram lindos, assim como os jardins escondidos que eu vi que algumas ninfas da floresta cuidavam com tanto esmero. Sem contar que eu praticamente não notei a presença de muitos monstros em volta desse lugar, o que consequentemente me deixou praticamente sem ter o que fazer além de passear por ali, e eu adorei isso! Não que eu não goste de trabalhar, apenas quero dizer que gosto também de passear por ali sem compromisso algum, apenas para conhecer a beleza do acampamento. Mas tudo bem, mentiria se dissesse que hoje não fiz nada mais do que apreciar a vista desse lugar.

Acontece que em um momento próximo do horário do meu almoço, eu encontrei sim um monstro, mas ele não estava só andando por aí serelepe e caçando algum meio-sangue para almoçar, pois já tinha alguém em sua mira. Para ser mais precisa, eu estava dando a volta pela floresta do acampamento grego, já começando meu caminho de retorno para o outro lado das fronteiras, quando ouvi o grito desesperado de uma menina seguido de um sibilar um tanto estranho. Era como se alguém tivesse gravado o sibilar de uma serpente, e agora a fita da gravação estava falhando, o que não parecia fazer qualquer sentido. Quando fui verificar, me deparei com uma garota loira, de mais ou menos treze ou quatorze anos de idade, usando um vestido curto branco com bordas douradas e... bem, ela estava correndo de uma serpente gigantesca com uma imensa juba e um dente faltando. De início eu não fazia ideia do que se tratava aquela coisa banguela (demorei para entender que se tratava de um basilisco), mas vendo que a garota precisava de ajuda eu corri em seu auxílio.

Ao me interpor entre a fera e a garota, pude perceber o porquê de ter ouvido um sibilar falho antes, pois o pescoço da serpente parecia ter sido aberto por algum tipo de lâmina bem grande. Imaginava que era a garota a responsável por danificar daquela forma a fera, mas como não havia visto nenhuma arma em suas mãos eu logo descartei essa possibilidade. E por falar na garota, ao ver que estava acompanhada ela pareceu perder o medo, pois logo parou de correr, mas pela cara dela eu imaginava que isso não iria durar muito.

- O que você tá fazendo? –perguntou, já me puxando pelo pulso- Provavelmente, uma grande merda. – não tinha como ser mais sincera, mas eu não voltaria atrás com minha decisão. Porém, quando ergui minha espada eu ouvi outro grito vindo da garota que eu queria ajudar, o que me atrapalhou toda- Se você dá valor à sua arma, não encoste ela nessa coisa! Vai desintegrá-la, não sabe disso? –e após essas suas palavras, eu não tive muito o que dizer ou fazer. Porém, a serpente não queria saber do meu próximo movimento, pois me atacou assim que eu hesitei, e quase me atingiu. Se não fosse a garota pular em cima de mim e me derrubar para o lado, o bote do basilisco teria sido certeiro. Felizmente, suas presas estavam enterradas no solo, e com isso tivemos uma boa oportunidade- Meu Deus, tanta gente para me resgatar e tinha que vir uma novata? –eu me irritaria com ela se não tivesse razão, então eu só comecei a correr. Porém, não para qualquer lugar- Uma novata muito burra e atrapalhada, mas que já conhece um pouco dessa floresta. Vem, me segue, eu tive uma ideia! –com a afirmação dela ou não, mudei a direção da nossa corrida, e a serpente veio logo deslizando atrás de nós.

Acontece que, por mais que eu fosse novata nesses lados, já havia ouvido do diretor do acampamento várias vezes o único lugar aonde eu não deveria ir, caso quisesse voltar inteira para casa. Um lugar onde habitavam criaturas terríveis que eu não podia enfrentar sozinha. E eu normalmente ouviria (afinal, não sou muita coisa para enfrentar seres assim sem alguém competente por perto), mas como estava desesperada, resolvi tentar uma jogada arriscada. Correndo de mãos dadas com a garota que eu acabara de conhecer, fomos na direção do formigueiro das Myrmekos, claro que sob protestos- Quê? Eu prefiro enfrentar o basilisco do que me esconder ali dentro! –mas eu ignorei totalmente seus protestos. Fazendo uso dos meus poderes como legado de Trivia, com minha adaga de bronze eu fiz um corte na palma da minha mão e deixei com que o sangue pingasse no chão, para assim invocar o caldeirão fumegante que levantou uma grande fumaça no campo. Claro que fiz isso sem parar, pois a serpente estava logo atrás de nós, mas para garantir que não nos seguiria mais, eu fiz o favor de lhe preparar uma armadilha. Convocando a energia do sangue de minha mãe que corria em minhas veias, fiz aparecer uma esfera brilhante diante de nossos olhos, e carreguei a mesma conosco à vista da serpente, para que ela visse que aquela luz caminhava conosco. Ao ser coberto pela fumaça, o basilisco se guiou apenas pela luz, que eu joguei dentro do formigueiro dos Myrmekos, e assim não apenas a serpente entrou no formigueiro (imaginando que nós havíamos encontrado um buraco para nos esconder, ao seguir a luz) como as formigas também foram atraídas pela luz e tentaram sair.

Acabou que o encontro aconteceu como eu queria, e não pareceu ter sido muito amigável, pois ouvimos uma violenta luta acontecendo vindo do formigueiro, mas é claro que nós não ficamos ali para ver o que havia acontecido. Mudamos a nossa rota e continuamos correndo para o mais longe possível daquela batalha, descansando apenas quando já não ouvíamos mais o embate entre as criaturas.

- Tá, até que... você não é tão... inútil assim... –dizia a garota totalmente sem fôlego, não muito diferente de mim- De nada... –e então me sentei com ela contra aquele carvalho enorme, lhe analisando- Droga, pelo menos valeu à pena... –ao fim de sua frase, pude ver o dente que ela retirava de sua bolsa. Parecia estar embebido em algum tipo de solução, dentro do pote em que se encontrava, e também não dava a impressão de ter sido retirado com muita gentileza de seu dono anterior (o basilisco, o que explicava a sua fúria), por causa de todo sangue e pele que havia em sua base. Claro que eu não resisti- O que diabos é isso? É o dente daquela coisa? –e a sua resposta só me deixou ainda mais curiosa- Isso, meu amor, é a resposta para os problemas de uma pessoa muito importante para mim. –os olhos da garota pareceram brilhar quando ela me disse aquilo, e é claro que me deixou com mais vontade ainda de saber detalhes daquela conversa sua- O que essa pessoa tem? –ela respirou fundo e pareceu pensar bastante antes de me responder. Dava para saber que era algo grave, mas ela não sabia se devia contar para mim, me analisava para saber se eu era mesmo de confiança, e demorou pra me dizer algo relevante.

- É melhor você não ficar sabendo, pode lhe render problemas. –foram suas únicas palavras antes de começar à se levantar- Eu sou uma meio-sangue, minha vida se resume em problemas. –comentei entre risos, levantando-me logo atrás dela e a acompanhando na caminhada que ela acabara de iniciar- Então tá, já que insiste. Ela está armando uma armadilha para uma deusa, e essa belezinha aqui é um ingrediente de um ritual importante que vai ajudar comisso. Vai atuar atrapalhando-a, ao tentar usar seus poderes durante o ritual. –e eu nem soube que cara fazer após isso. Me impressionava por alguém ter tamanha coragem? Ficava com medo por ter sido informada e correr o risco de sobrar para mim caso algo acontecesse de errado e a deusa quisesse punir quem tivesse conhecimento daquele plano? Bem, eu realmente não soube o que fazer ou dizer, além de ficar boquiaberta, o que pareceu divertir bastante a garota- Espera aí, você está envolvida com isso também? –o balançar positivo de sua cabeça não me deixou muito contente- Vocês estão loucas? Não se pode conspirar contra deuses, nunca dá certo! –não aguentei e disse de uma vez- Talvez, mas você não sabe como é servir a Circe. Ela é arrogante, mimada, e acima de tudo, uma péssima chefe! Já cansamos de fazer as vontades dela, ela nos tortura no nosso menor erro...

A garota definitivamente não parecia muito feliz ao falar de sua chefe, por isso eu resolvi não cutuca-la outra vez e falar o quanto eu ainda achava uma péssima ideia tentar armar contra uma divindade. Na realidade, até pensei em deixa-la seguir seu caminho, mas prece que uma luz acendeu na sua cabeça ao pensar um pouco, pois logo ela se virou para mim e começou a falar comigo ao invés de me deixar ir embora. Me seguindo, ela quem puxou assunto agora- Mas, ei, eu vi o que você fez lá atrás e... você sabe magia também, né? Eu sinto ela em você, só que não parece ser uma feiticeira da Circe, nem lembro de você conosco em nosso lar... É uma filha de Hécate? -parecia especialmente interessada nessa minha resposta, pois até invadira meu espaço pessoal ao aproximar seu rosto do meu, e isso me deixou com certo medo de acabar lhe dando uma resposta que ela não queria ouvir. Como ela não parecia querer me deixar seguir meu caminho, acabei desistindo de me separar dela e parei de andar, prestando atenção somente nela agora. Olhando em seus olhos eu comecei- Err, eu... na realidade, sou legado de Trívia, mas filha de Nox. –tentei explicar, totalmente nervosa, mas logo a garota emendou- QUE? Espera, Nox e Trívia, você diz... Nyx e Hécate? Deusas da Magia? Digo, a versão romana delas? –e o afirmar de minha cabeça mudou totalmente o rumo da conversa, eu só não sabia disso ainda- Ah, tá. Ei, olha isso aqui... –e é claro que eu obedeci. Porém, quando ela abriu sua bolsa e tirou de lá aquele pó avermelhado e brilhante (como se fosse feito de estrelas), eu nem suspeitei o que ela queria, até que assoprou em meu rosto o mesmo.

Logo eu percebi que se tratava de algo mágico ou coisa do tipo, pólen de alguma planta que havia sido enfeitiçado para ter seus efeitos amplificados, mas quando eu respirei um pouco daquilo já era tarde pra fazer qualquer coisa. Antes que eu sacasse a minha espada eu já estava caindo em sono profundo, completamente indefesa, e à disposição da garota que eu acabara de conhecer...

[...]


Não sei quanto tempo se passou, ou mesmo o que aconteceu nesse meio tempo em que eu perdi a consciência, mas quando eu acordei eu me vi acorrentada em uma estranhamente confortável cama, que se encontrava em uma sala cheia feita de mármore branco e grandes janelas, que estavam de frente para uma bela praia. Claro que demorou para eu poder realmente perceber aqueles detalhes da sala estranha, mas mesmo depois de estar totalmente consciente eu não fazia ideia do que é que estava acontecendo. E é claro, não estava sozinha ali- Ainda assim pode ter sido uma má ideia, eles podem dar falta dela, ela sendo romana ou não! É uma companheira deles de todo jeito, sua anta! –disse uma das vozes, seguida de uma outra odiosa e que eu reconhecia- Mas Medeia, escuta! Você ainda precisa de sangue de alguém nascida da magia para o ritual, usar o seu pode te deixar esgotada demais para completar a cerimônia. E que sangue seria melhor do que de alguém com a linhagem de duas divindades da magia? –ao ouvir essa última frase eu não tive um bom pressentimento, e por isso comecei a me mexer, chamando a atenção das duas que discutiam ali. Como havia acabado de acordar, era normal eu estar fraca, mas ainda assim eu tentei- Ei, o que está acontecendo? Onde eu tô? Por que estão falando de sangue e magia? –perguntava confusa, e para a minha surpresa uma delas veio em meu auxílio.

- Sai daqui Helena. Eu vou consertar a burrada que você fez. –dizia a que parecia ser a chefe ali- Mas Medeia... –eu não ouvi nenhuma palavra vinda da primeira para essa última (que era a garota que havia me raptado, pelo visto), mas talvez alguém ali tenha recebido um olhar mortífero e feroz da chefe, pois nem terminou a frase antes de sair rápido da sala, silenciosa. E a chefe logo puxou uma cadeira para se sentar na cama ao meu lado, quando pude vê-la melhor. A tal Medeia vestia uma camiseta branca com bordados dourados, e uma calça jeans toda rasgada, mas de um jeito que parecia realmente ser de propósito. Ela ainda era bem cheirosa, com um perfume de maçãs que quase me distraíam tanto quanto seus olhos azuis da cor do mar. E por fim, seus cabelos realmente me davam inveja, pois eram longos, cacheados e tão loiros quanto da garota que havia me sequestrado. Ela era mesmo linda!

- Quem é você? –perguntei, e ela sorriu para mim de forma debochada- Você ouviu meu nome, e acho que sabe o que a minha namorada maluca quis ao te raptar. –ela falava de forma fria, como se quisesse que eu me desesperasse. Confesso que se não fosse a raiva por ter sido tratada tão mal por alguém que eu tentei ajudar, eu certamente estaria desesperada- E você vai fazer o que? Por que eu não vou implorar pela minha vida, sua filha da... –antes que eu terminasse, ela levou a mão até a minha boca- Não há necessidade de palavrões, a sua vida não corre perigo. E a Circe anda nos proibindo de citar qualquer um deles em voz alta nessa ilha, diz que nos faz parecer ter mais classe. Você pode acabar fazendo ela voltar mais cedo se falar qualquer palavra proibida aqui, e isso acabaria com meus planos... –ouvindo aquilo eu logo compreendi o que não devia fazer, mas haviam coisas que eu ainda estava tentando entender.

- Tá, eu entendi, não direi nenhum palavrão, mas... Como assim ilha? Onde eu estou? E por que fui trazida para cá? –haviam muitas outras questões para serem feitas ali, mas decidi deixar só as principais para ela antes de continuar- Você está na ilha da deusa Circe, no Mar de Monstros. E foi trazida aqui por que... não, não importa para o que, pois não vai acontecer o que a Helena queria. Mas, sendo realista, você iria ser muito útil para nós, se aceitasse nos ajudar. –começou a falar a mulher, enquanto começava a me libertar de minhas correntes- Obrigada pela oferta mas eu não sou lutadora, não sirvo para ajudar ninguém, só iria atrapalhar e... por favor, só quero ir para casa! –praticamente implorei, mas não obtive muito sucesso. A mulher suspirou quando eu terminei de falar, decepcionada- Eu compreendo, mas estamos guardando as nossas energias para a batalha de hoje, então se puder esperar algumas horas, logo abrirei um portal para você voltar em segurança para seu lar. Tudo bem? –suas palavras eram verdadeiras e gentis, mas não parecia muito animada com a situação- Você diz, a batalha contra... Circe? Por que estão querendo enfrentá-la? Eu não entendi ainda por que simplesmente não vão embora. Se estão descontentes com ela não precisam lutar para deixar de serem seguidoras dela, não é? –novamente, ela suspirou.

Com um aceno negativo com a cabeça ela olhou para a praia lá embaixo da montanha, olhando através da janela, enquanto eu me levantava da cama em que estava até então- Ela não vai deixar de ser uma criatura horrível depois que eu e Helena formos embora. Por isso, antes de irmos, queremos garantir que ela nunca mais vá fazer mal às pobres almas que vierem parar nessa ilha. E por isso faremos o ritual que você deve ter ouvido um pouco, o ritual do véu dourado. –Medeia em seguida fez um sinal com a cabeça para que eu a seguisse até a porta branca da sala, que ela havia aberto antes mesmo de tocá-la. E eu ainda estava atenta à conversa, mas ver todas aquelas garotas andando para todos os lados, vestidas com o que parecia ser um uniforme (estavam todas com roupas brancas e com bordados dourados entre eles, parecidos com os de Medeia, só que mais completos), e ver aquele lugar todo feito de mármore branco limpíssimo (como a sala em que eu estava ainda há pouco) me deixou um pouco confusa. Aquilo mais parecia um belíssimo Spa ou resort, do que realmente um lugar em que feiticeiras se reuniam para conversar ou praticar magia. Mas decidi deixar isso de lado e voltar a prestar atenção no que Medeia queria falar- Se trata de um ritual em que encantaremos u, o quarto delam local específico. Para que ela durma por toda eternidade lá, sem que magia possa ajuda-la, e mesmo deuses que entrarem lá iriam dividir da prisão de sono com ela.

Ao fim de suas palavras, foi minha vez de suspirar, mas agora foi mais com uma cara de surpresa que qualquer outra coisa. Era difícil acreditar no que ela dizia, e eu não escondi isso- Olha, se você conseguir fazer isso... acho que devia ser melhor pegar contigo a receita e invadir o olimpo. –brinquei, e ela riu comigo- Você não conhece muito de magia, não é? Ela é uma deusa menor, e nessa ilha não há tanto poder quanto há no Olimpo, por isso é possível adicionarmos esse feitiço aqui. Se tentássemos isso contra um olimpiano, sendo dos três grandes ou não, nossa, viraríamos pó antes de começarmos com nossos planos! –me explicou com toda calma e bom humor do mundo, enquanto andamos até um elevador. É, o que ela dizia fazia mesmo sentido, e ela tinha tanto jeito com as palavras que eu conseguia entender como é que as outras garotas deveriam gostar dela, eu mesma seguiria ela também. Mas ainda havia mais coisas que eu deveria saber, e ela parecia querer ser sincera com isso, pois me levou até um andar subterrâneo daquele lugar maravilhoso, onde haviam sido reunidos diversos de ingredientes para um poderoso ritual- Já temos praticamente todos os ingredientes prontos, mas ajuda sempre será bem vinda. Hm? O que acha? -e é claro que me deixou um tanto pensativa sobre minha posição ali, afinal eu não tinha mesmo para onde ir até aquela confusão acabar- Bem, parece uma boa causa, e você parece segura sobre o ritual. Pode dar certo, e eu vou ter que ficar por aqui mesmo, então... tá, eu topo. Mas não vou servir de sacrifício para ritual nenhum! E nem tente me acorrentar de novo, capiche? –resumi.

Era mesmo uma boa ideia participar da conspiração contra uma deusa? Certamente que não, mas não fazer nada também não iria me ajudar. Podia acabar me colocando como como coautora do crime contra a deusa, ou mesmo uma testemunha, de todo jeito iria sobrar para mim, e eu não podia avisá-la ou era capaz de ser transformada em uma ratazana pelas servas da deusa da magia, então... Bem, ainda era uma boa causa, então valia à pena lutar, certo? Pois é, se não pode vencê-los...

- Relaxe, não somos como a Circe, tratamos bem quem está conosco! –ela falou comigo de forma toda meiga ao colocar a mão no meu ombro, mas abriu um questionamento que eu decidi deixar como algo interno meu- ''E o que fazem com quem estiver contra vocês?'' –pensei comigo mesma, mas logo voltei à prestar atenção nas palavras de Medeia, pois ela parecia ter algo importante para mim- Mas, já que entrou para o nosso lado, preciso que faça uma coisa por nós, algo muito importante. –e então me entregou um papel todo amassado. Eu ignorei o fato de que aquilo estava muito bem escondido no decote de sua blusa, em seu seio, mas ao abrir o papel e ver nele desenhada uma espécie de... vara toda enfeitada, eu realmente não entendi o que ela queria. Até que voltou a se explicar- Não é muito bom, eu sei, mas eu não sou desenhista e... bem, isso vai ter que servir. De toda forma, esse é um desenho do item místico mais poderoso da ilha, a varinha verdadeira de Circe. Ela tem tanto apreço por esse item que nem o leva para fora da ilha, mesmo agora que ela nos disse que estava indo encontrar com sua mãe, ela levou só uma versão mais fraca da mesma, uma cópia. Algumas acham que ela só tem medo de perde-lo por capricho, pois é um item muito bonito, mas eu acho que ela tem medo de perder isso por que é o segredo do seu poder. E precisamos dele... –em seguida, ela piscou para mim, e eu já entendi o que ela queria. Coçando a minha cabeça, abaixei o papel e olhei para Medeia outra vez- Tá, você quer que eu roube de uma deusa. Mas… por que você não faz isso? Parece ser bem mais poderosa que eu. –tive que confirmar, sendo apenas realista, e ela deu de ombros antes de me responder- Obrigada pelo elogio, mas... Olha, eu posso até conseguir permissão para entrar e passar pelos feitiços de proteção dela, por ser sua assistente número um, mas há um espírito protegendo a varinha dela. Ele não tem consciência, é puramente selvagem e vai triturar qualquer uma que tentar tocar na varinha. E eu sou só uma filha de Deméter, não sei o que fazer contra espíritos mas... filhas de Nox estão acostumadas a lidar com espíritos, né? –estranhamente, ela parecia ter pensado em tudo, pois estava certa.

Diante de suas palavras, tive que concordar com o seu plano, e assim que o fiz, logo em seguida vi a garota dando um pulinho de alegria- Isso! Então vamos, eu te levo até o andar, quanto mais rápido pegarmos, melhor para nós. – afirmou, me puxando novamente para o elevador, onde nós fomos até o andar em que estávamos antes, para pegar as minhas coisas na sala que havia me servido de prisão inicialmente. Logo depois que eu estava armada, com meu escudo e minha espada, voltamos para o elevador e fomos até o andar dos aposentos da deusa Circe. Nossa, eu nunca senti tantos calafrios subindo pela minha espinha quanto naquele momento...

Assim que a porta de metal deslizou para a direita, entrei devagar naquele que deveria ser talvez o andar mais bem organizado e limpo desse lugar. Não se engane, o fundo de vidro do elevador me mostrou um pouco dos outros andares conforme subimos até esse, que era o último, mas de longe esse parecia ter recebido uma atenção especial em comparação a todos os outros. Também, pudera, ele era o lar de uma deusa, certo? E se ela era tão ruim quanto as outras falavam, com certeza puniria as suas servas que não deixassem todo aquele mármore mais brancos que as nuvens do céu acima da ilha. Só que, ainda que fosse também belo e organizado aquele lugar, conforme nos aproximávamos de uma porta específica, eu consegui sentir a aura de ameaça que emanava dali. E claro, Medeia não demorou para falar comigo assim que chegamos na única porta do andar- É aqui. Toma, vai precisar disso... –disse, me entregando o seu colar- Encantado pela Circe, os feitiços de defesa não vão funcionar contigo enquanto estiver com isso lá dentro. É a sua permissão para entrar nos aposentos dela e tocar no que quiser. Mas, não esqueça do fantasma e... bem, não vou mentir... ela vai saber quando você encostar na varinha, é coisa que ela mais protege, mas ela mesma impediu que portais mágicos sejam invocados aqui, então teremos tempo para o ritual. Só tente ser precisa, e pegue na varinha daqui a... cinquenta minutos, ok? –fiz que sim com a cabeça, mas ainda não havia entendido totalmente o que ela queria dizer com aquilo- Por que tenho que esperar? –dizia enquanto a vi voltar para o elevador- Ah, é o tempo para você lidar com o espírito e nós pegarmos os últimos ingredientes. E ainda falta parte do ritual que tem de ser preparado, então a varinha deve ser a última peça a ser coletada. Mas relaxe, você consegue! –e então desceu pelo elevador.

Queria eu ser tão confiante em minhas habilidades quanto Medeia, pois assim que fiquei de frente para a porta dos aposentos de Circe, eu comecei a tremer. Achei que iria desmaiar, tamanha era a pressão que eu sentia por fazer algo que iria contra a vontade de uma deusa. Mas, incentivada pelo meu senso de dever para com as seguidoras de Circe que deveriam estar sofrendo nas mãos da deusa, eu continuei. Coloquei então no meu pescoço o colar de Medeia (que aliás, era muito bonito, dourado e com pedras preciosas rosadas por toda a sua extensão, com uma vermelha no centro que parecia emanar poder), respirei fundo e então entrei no quarto, abrindo devagar a porta, temendo ser ouvida por qualquer coisa que poderia estar ali.

Para a minha alegria, quando girei a maçaneta redonda e dourada da porta de coloração branca e entrei, não vi nenhum ser vivo ali dentro. Nada além da cama com travesseiros de pena de ganço, lençóis tão rosados e macios quanto os da cortina da deusa, joias por toda parte, assim como outras coisas que toda adolescente gostaria de ter. Dava a impressão que aquele lugar realmente pertencia a alguém da minha idade, só que mais alegre que eu. E o cheiro forte de perfume de rosas ali junto com todas aquelas cores quentes deixava bem claro que a dona do quarto era do tipo que possuía em seu interior um tornado de emoções em seu coração agitado, ou ao apenas se sentia atraída por um bom romance. Em resumo, era um quarto aparentemente normal, e por isso me vi obrigada a explorá-lo com mais atenção, para ver se localizava o item que Medeia queria que eu roubasse.

Comecei pelo criado mudo, e apesar de encontrar grimórios de magia muito bem trancados, decidi deixar aquilo de lado. E não toquei nem mesmo nas poções cheias de poder que estavam guardadas no pequeno frigobar, por mais tentadoras que fossem. Podia ser burrice minha não aproveitar do momento em que estava cercada por tanto poder, mas uma voz dentro de mim dizia para eu não irritar a deusa ainda mais do que eu já iria fazer, e eu decidi ouvir essa voz, para o meu bem. Deixando então tudo de lado para continuar com minha busca. Mas foi quando eu abri o armário que finalmente encontrei o que eu procurava.

Lá estava a varinha, e nem parecia grande coisa à primeira vista. Digo, ignorando a imensa quantidade de magia que emanava da mesma, não passava de um bastão metálico e roliço, totalmente branco (quase tanto quanto o mármore do piso) e cheio de adornos dourados que lembravam animais. Ainda assim, era muito bonito, mas eu não fui boba de tocar nele logo de cara. Primeiro eu parei para analisar o armário, e percebi que ele realmente era o único objeto ali. A varinha estava flutuando em cima de uma placa que parecia ser feito de um material desconhecido, e não havia vidro algum protegendo a mesma, apenas uma aura que eu sabia que devia ser o feitiço de alerta de Circe para sua amada varinha. Novamente eu senti minhas pernas tremerem, diante da iminente ameaça da deusa, mas após parar um pouco para respirar eu continuei. Mas com cuidado, tendo em vista os avisos de Medeia quanto ao protetor da varinha, por mais que eu não o visse.

Claro que logo lembrei que ele era um espírito, e dentre as capacidades naturais de espíritos estava a capacidade de serem invisíveis, então por isso eu resolvi me concentrar e utilizar de um pequeno truque para me ajudar a encontrar o protetor- Aparecium! –e eis que uma onda de energia mística sai das pontas de meus dedos, percorrendo todo o quarto. Aquela pequena onda de magia não era perigosa, na realidade apenas fazia aparecer o que estava invisível. Com aquilo, várias coisas apareceram ali, objetos ocultos e mesmo um armário cheio de objetos secretos de Circe que deixariam qualquer bruxa de queixo caído (todos anteriormente protegidos por magia, e por isso não os senti), mas eu é claro que ignorei e me concentrei em meu principal objetivo. Esse que, infelizmente, estava guardado por uma coisa que eu só havia percebido depois que havia realizado o feitiço. E me senti completamente enganada por Medeia.

Aquilo estava longe de ser um espírito...


#01

Com: NPC's (Medeia level: 15, demais Feiticeiras possuem o nível 10)
Roupas: Uniforme de Legionária

everytime I think I'm closer to the heart.


Última edição por Luna Blackwood em Qua Maio 24, 2017 6:22 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Promoção de Aniversário - CCFY para Grupo (Luna)

Mensagem por Luna Blackwood em Ter Maio 23, 2017 2:55 am



Se descobrindo
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OR NOT! THE NIGHT IS A BEAUTIFUL CHILD.




Assim que usei o feitiço, apareceu sentada dentro do armário (logo atrás da varinha, segurando a mesma e fazendo-a parecer que flutuava, já que até então a coisa estava invisível) uma senhora de aparência bem excêntrica, nariz arrebitado e cabelos brancos que iam até sua cintura. Ela parecia corcunda, e sua pele enrugada também parecia dura como pedra, mas foram seus dentes de metal afiados e suas unhas cumpridas amareladas que me deixaram realmente tensa. Ao vê-la, eu não consegui evitar de soltar um grito, o maior que eu já dei em toda a minha vida, enquanto caía para trás. Por sorte, caindo na cama de Circe.

- Hahahaha, o que foi garotinha? Se assustou com a Baba-Yaga? –perguntou a senhora, em tom realmente divertido e gentil, mas eu não consegui responde-la do mesmo jeito- Veio pegar isso, né? –perguntou novamente, e novamente não consegui falar nada. Fiz que sim com a cabeça, mas a assustadora senhora pareceu não ter pressa em sair dali ou me fazer falar, então com toda paciência do mundo colocou a varinha no próprio colo e ficou me olhando. Não sabia se esperava que eu dissesse alguma coisa ou me analisasse, mas a forma com a qual ela sorria exibindo seus assustadores e estranhos dentes metálicos para mim, me fez perceber que ela estava segura demais quanto a mim, parecia que ela já sabia tudo sobre a minha pessoa. Principalmente pela forma com a qual ela me olhava, como se pudesse ler a minha alma. Aliás, parecia já até ter feito isso.

Enfim, quando me acalmei, eu me sentei na cama e olhei para ela cheia de medo antes de falar- Baba-Yaga? Vo-Você... achei que era um fantasma... O que é você? –gaguejei- Nah, estou muito bem viva tá? Por mais que eu não esteja em boa forma. –a criatura disse entre longas e desnecessariamente altas risadas- Mas é bom que as bruxinhas daqui pensem que é um espírito que protege esse lugar em tempo integral, pelo menos assim não vem para cá mesmo quando eu não quero sair de casa e vir para cá! –mostrou a língua para mim, em tom de brincadeira. Enfim ela se levantou e saiu do armário, indo se sentar na cama ao meu lado, e me deixando ainda mais arrepiada por conta da atenção que ela dava para mim. Porém, ela não fazia qualquer menção de me atacar ou mesmo querer me machucar- Por que você não me matou ainda? Não está protegendo a varinha? –e ela simplesmente levou a mão ao meu ombro- Sim, e eu sei que veio roubá-la minha jovem. Eu estou aqui para proteger essa varinha sim, faz parte de um feitiço de invocação antigo que me trás para cá sempre que alguém que não é a Circe abre aquela porta. –disse, apontando para a porta do armário- E já transformei em estátuas de sal muitas das garotas que vieram tentar roubar a minha amiga. –engoli em seco, nervosa- Mas... já te falaram que você é especial? –assim que eu fiz que não com a cabeça, a senhora soltou uma risadinha, voltando a olhar para a varinha entre seus dedos.

Apesar de sua aparência, ela não era realmente má, conversava comigo quase como se fosse uma amiga, ou uma professora que estava para dar uma lição de moral em sua aluna. Bem, tendo em vista que ainda estava viva, mesmo com a quantidade absurda de magia que emanava daquela criatura (que, ao meu ver, beirava ao status divino), eu resolvi aproveitar a sorte que eu tinha por estar viva e prestar atenção nela.

- É, eu vi em você assim que abriu a porta, o quanto resistiu às tentações desse quarto, o quanto respeita aos deuses e... principalmente, o quanto se subestima e se de deprime. –não consegui deixar de ficar bem sem graça, mas deixei ela continuar- Luna. -por algum motivo eu não me surpreendi por ele saber o meu nome- Você pode fazer muito mais do que imagina. Claro, muitas outras semideusas são mais poderosas que você, e há muitas outras filhas de Nyx e Nox por aí, mas... sabe, nenhuma tem o seu coração ou potencial. –então ela tocou em meu peito (em cima do meu coração) com a ponta de sua unha - Olha, eu sei que pensa que tem algo ruim dentro de você por conta de todos esses pensamentos e atos violentos que teve que cometer para se proteger, todos os combates pelo qual já passou, mas não tem e eu garanto isso. Se tivesse, já teria lhe jogado à mesma hidra que tentou te devorar no caminho para o Acampamento de Júpiter, anos atrás. –agora sim eu fiquei com medo do quanto ela sabia sobre a minha vida- Eu poderia ficar aqui lhe dando mais dicas sobre como mudar de vida, mas... Olha, você tem instintos de guerreira, é uma heroína afinal! E matar criaturas ou pessoas más não mudará isso, capiche? –perguntou a senhora, com um sorriso amarelo. Tá, um sorriso prateado por causa de seus dentes de metal, mas você entendeu- Desculpe essa velha falar tanto, mas é que eu não encontro uma boa alma como você há mais de mil anos. Claro, houveram algumas pessoas boas que eu tive o prazer de conhecer, mas seu coração é tão ausente de más intenções que... céus, você parece até uma recém-nascida! Tenho até medo de lhe dar isso, pois acho ainda que você é muito inocente para tal responsabilidade, mas... toma. –e então ela simplesmente me entregou a varinha da deusa da magia.

- Mas o que… Por que? Você não devia evitar que pegassem essa varinha? –mas a senhora deu de ombros, me deixando ainda confusa- Sim, mas eu sei o que acontece depois mesmo. Logo essa varinha vai voltar para mim, daí eu devolvo para a minha amiga. Ah, não se preocupe, você vai ficar bem, só não esqueça de sempre desconfiar de todos. Saiba bem quem são seus amigos, e depois desconfie deles também! –disse para mim, enquanto sumia aos poucos em uma fumaça branca- Então por que eu deveria confiar na senhora? –ao fim da minha frase a velha começou a se acabar de tanto rir- Isso mesmo garota, pegou o jeito! Mas eu te vejo mais tarde, se cuide até lá! –e então ela simplesmente se desfez em fumaça. O que havia acontecido ali eu não fazia ideia, mas quando eu percebi que estava com a varinha de Circe em mãos, demorou cerca de três minutos para que eu percebesse que havia ativado o feitiço de defesa final da deusa: o alerta. Em pouco tempo ela estaria ali, se já não estivesse na ilha, mas por sorte havia já passado o tempo que Medeia queria que eu esperasse para encostar naquela coisa, então tudo ia conforme o planejado.

Enfim, com a varinha em mãos eu desci pelo elevador, pensando o tempo todo no que a velha havia me dito, em tudo e... por que ela não havia me matado? Ainda me perguntava isso, pois não acreditava que podia ter um coração tão bom quanto ela pensava, talvez estivesse enganada... Aliás, que monstro é tão gentil com uma semideusa? Ela não devia estar tentando me matar? Bem, de toda forma, me considerei sortuda ao estar viva, então decidi nem me questionar muito quanto a isso.

E claro, fui muito bem recebida por Medeia e suas seguidoras, quando entrei no andar do subsolo com a varinha de Circe em mãos- Olha a nossa heroína bem aí! Nossa, demorou para derrotar o espírito ein? Quase achamos que era forte demais mesmo para uma filha de Nyx. –brincou, estendendo as mãos para mim. Ela silenciosamente exigia de mim a varinha, eu percebia isso, mas... algo em mim me dizia que era errado fazer aquilo. Lembrei do que a tal da Baba-Yaga havia me falado, e por isso fiquei com um pé atrás para entregar a varinha, e acho que Medeia percebeu isso pois logo a tomou de mim. Minha reação foi de surpresa, e minhas suspeitas cresceram ainda mais com aquele movimento de Medeia, mas eu resolvi continuar a vigiá-la, para saber se estava certa em ter tanta suspeita. Será que era dela que a Baba-Yaga falava? Será que tinha razão em me dizer para desconfiar de todas? Bem, como eu disse, continuei a observá-la.

- Bem, vamos começar. A Circe já chegou na ilha, então já temos tudo o que precisávamos. –Medeia então espalhou suas seguidoras, que logo se arrumaram em um círculo enquanto arrumavam tudo ali com telecinese, como se encaixassem cada peça do ritual com suas mentes. Velas negras, terra vermelha, sal, dentes de criaturas e muitas outras coisas mais... Tudo flutuava e se colocava em um lugar logo no meio daquele salão no subsolo, que se assemelhava à um grande estacionamento, e estava localizado logo abaixo ao grande saguão, no andar principal. Aos poucos as feiticeiras entoaram em línguas diversas algumas palavras que eu conhecia, e que faziam todo o ritual ficar cada vez mais suspeito. Por isso, eu resolvi dar a volta no círculo que elas formavam, para ver o grimório flutuante que Medeia lia pra o ritual, enquanto que ela se concentrava em utilizar-se da varinha de Circe para canalizar a magia sua e de suas companheiras. E logo que eu li o capítulo em que a feiticeira estava (escrito em línguas demoníacas antigas, mas que eram de fácil entendimento para mim, por mais estranho que possa parecer) não me segurei- Como você consegue ler isso? –perguntei curiosa, e ela teve orgulho ao responder- Ah, a Circe me ensinou. –e deu de ombros, voltando a acompanhar suas irmãs no ritual.

- Medeia, eu também sei ler essa língua. Sou filha de Nox, esqueceu? –assim que ela percebeu o que eu queria dizer, começou a me olhar como se implorasse por algo, e logo soube pelo que- Espera, você tem que entender... essa é a única solução de manter essa ilha segura! Longe de uma tirana como ela, e de outros tiranos que possam tentar nos dominar! –enquanto ela falava isso, eu já sacava a minha espada. O ritual continuava por conta das feiticeiras, mas eu me concentrei na líder- Você não quer a segurança dessa ilha, ou mesmo ir embora daqui. Você quer o poder de uma deusa. Não quer ajudar ninguém além de si mesma... e ninguém percebeu isso? –ela então começou a me olhar de uma forma furiosa, apontando para mim a varinha que empunhava- Todas aqui sabem disso! E todas concordam que eu serei uma deusa da magia muito melhor que a vadia da Circe. –afirmou, concentrando um pouco de sua magia na ponta da varinha, pronta para me atacar. Porém, seguindo os meus instintos, eu brandi rapidamente a minha afiadíssima espada de ferro estígio, decepando a mão da feiticeira que segurava a varinha. Foi um golpe rápido em formato de arco, de baixo para cima, e a própria Medeia demorou para entender o que acontecera. Mas logo a dor veio. E em meio aos gritos por ter perdido a mão, ela me jogou contra um dos pilares do estacionamento vazio com a ajuda de suas seguidoras (todas me segurando ali com sua telecinese, ajudando já que viam que somente sua líder não conseguia lidar comigo), continuando com o ritual em seguida, enquanto ia com a outra mão sua pegar a varinha do chão.

Porém, ao fim do ritual, eis que todas ouvimos um barulho vindo do outro canto do subsolo, e todas sabíamos do que se tratava. Mas ficamos ainda mais chocadas quando nossa desconfiança se confirmou, quando Circe saiu do elevador, que havia acabado de chegar no nosso andar.

- O que, em MEU nome, é essa palhaçada? –perguntou a deusa furiosa, mas ela não foi respondida, pois o ritual havia se encerrado. Com duas últimas palavra de Medeia- Impleatur, Omnis! –Circe começou a ser arrastada na direção da feiticeira, que de braços abertos só esperava a deusa vir em sua direção, como se fosse se fundir consigo ou com a sua joia sua que mais brilhava, a pedra de seu anel. Eu logo entendi, pelos rituais e pela forma com a qual Medeia estava naquele momento, que ela planejava selar a deusa da magia em seu objeto mágico e canalizar os poderes dela para fazer o que quisesse, então tentei pensar rápido em uma solução para ajudar Circe. Talvez ela fosse se livrar daquela armadilha (já a ouvia recitar algo enquanto era arrastada, mas não sabia o que era), mas eu tinha ao menos que tentar algo, ou não me perdoaria. Então, lutando contra a poderosa telecinese de Medeia, respirei profundamente e comecei a analisar o vento do lugar. Por conta do ritual, parecia que tudo ao redor estava sendo sugado em alta velocidade, criando uma forte ventania na direção do centro do círculo das feiticeiras, então aproveitando daquilo e fechando meu olho direito comecei a mirar nela. Assim como havia sido ensinada pela minha pretora, eu prendi a minha respiração para não me atrapalhar, e então lancei na direção da feiticeira a minha espada.

A espada foi girando na direção da líder das feiticeiras rebeldes, e quando a alcançou, acabou decepando a sua outra mão, e dessa vez derrubando o anel e a varinha que ela portava. Ou seja, sem o poder para terminar o ritual ou mesmo o objeto para ser o recipiente da deusa Circe, tudo aquilo se encerrou, e Medeia caiu de joelhos em prantos. E eu tive certeza que não foi por ver que não havia lhe estado nenhuma das mãos, mas sim por ver que Circe se levantava, e não parecia nada feliz consigo.

- Eu lhe dei tudo. Confiança, poder e jóias! E você me apunhala... –a deusa dizia irritada, enquanto se levantava e arrumava seu vestido preto curto em seu corpo, seguido de seu belo e sedoso cabelo castanho- Não passa de uma cobra. –e em em aceno foi nisso que Medeia se transformou- E vocês... nem merecem que eu gaste espaço das minhas gaiolas. Iludidas por uma pirralha egocêntrica e arrogante... Saiam da minha ilha! –com um movimento de suas duas mãos, a deusa abriu um portal onde deveria ser a porta do elevador. O portal dava logo para o mar, e não para uma parte qualquer, mas sim a que se encontrava Charybdis, a gigantesca fera do mar de monstros que era simplesmente uma boca gigantesca no meio do mar. Sem qualquer cerimônia, ela usou de sua telecinese para arrastar todas as traidoras até o portal- Voltem nadando para casa. E se considerem sortudas por eu não fazer isso depois de as transformarem nas ratas que vocês são! –gritou, enquanto as mulheres caíam através do portal, ao lado da criatura do mar. Enfim, tudo ficara em silêncio outra vez... mas foi aí que ela percebeu, jogada do outro lado do estacionamento subterrâneo.

Enquanto pegava a sua nova cobra de estimação (que ela fazia questão de arrancar os dentes diante dos meus olhos), ela me olhou furiosa- E você, quem é? –porém, eu nem precisei responder, pois logo a Baba-Yaga apareceu por detrás do pilar que eu me escondia. E Circe pareceu mais surpresa do que eu, principalmente quando a senhora falou de mim- Essa é a ladra da sua varinha!  -dizia enquanto me ajudava a me levantar do chão, inclusive ajudando a tirar poeira das minhas roupas com leves tapinhas- E como ela está viva ainda Baba-Yaga? Essa mão-leve merecia morrer só por entrar nos meus aposentos! ELA TOCOU NA MINHA VARINHA! –dizia a furiosa deusa da magia, que se aproximava cada vez mais de nós, com sangue de cobra nas mãos. Porém, a velha criatura se colocou entre nós- Circe, ela lhe fez um favor, não acha? Revelou quantas servas traiçoeiras você tinha. -a senhora falava de forma calma, mas não parecia contagiar a deusa- Não respondeu a minha pergunta, Baba. –Circe então cruzou os braços, esperando a resposta da senhora.

E pelo visto, Circe confiava mesmo na palavra da criatura, por algum motivo que eu desconhecia. Aliás, elas eram amigas de confiança, para que Circe confiasse a segurança de seu bem mais precioso (sua varinha verdadeira) para tal criatura, como eu havia me lembrado só agora... Mas ainda assim me surpreendia a forma com a qual a senhora falava com a deusa, como se não tivesse medo dela.

- Querida, as palavras exatas do seu pedido diziam para impedir que sua varinha saísse dessa ilha. –dizendo isso, ela foi até a varinha no chão e pegou a mesma (fazendo cada osso de sua anciã coluna estalar, como se fossem dezenas garrafas pet se contorcendo de uma vez só), só para devolver na mão da deusa da magia. Exatamente como ela mesma havia previsto para mim no quarto- E aqui está! –a deusa não estava muito feliz, ainda que acabasse de receber das mãos da sua amiga o tal item. Porém, a senhora parecia saber como conversar com a deusa- Circe, você sabe como eu sou, não a deixaria viva se ela fosse má pessoa. Eu li ela, e cá entre nós, ela entrou no seu quarto com permissão máxima, mas pegou só o que pediram para ela pegar. –ao ouvir aquilo, a deusa feiticeira olhou para mim um tanto chocada- Tá, e daí? Ela pode ser só burra ou inocente demais, Baba-Yaga, o que isso tem? –e a senhora deu de ombros- Ela é mesmo bem inocente, mas tem um potencial e um bom coração que, de verdade, eu não via desde os tempos antigos! Confia na palavra dessa velha, certo Circe? Lembra do meu aviso sobre Odisseu e Annabeth Chase, não é? Lembra o que aconteceu quando não me escutou, certo? –e a deusa bufou, como se estivesse cansada de ouvir aquilo, mas logo fez que sim. Parecia odiar estar errada, mas deu o braço à torcer no final- Então acredite em mim, essa garota pode lhe ser muito útil. Fora que, ela é de verdade a pessoa mais confiável e de gentil que já pisou nessa ilha. Aposto minha vassoura mágica que você vai gostar de tê-la ao seu lado! Só precisa dar uma chance, e ensiná-la. Eu te ajudo. –ao ouvir aquilo, foi como se uma lâmpada acendesse na mente de Circe, pois ela sorriu para mim em seguida.

Foi incrível, mas a deusa parecia confiar totalmente na palavra da senhora assustadora, pois logo se virou para mim e disse- Então, o que achou da ideia garota? –confusa eu perguntei- Que ideia? Eu não entendi... –Circe girou os olhos com as minhas palavras, num claro sinal de impaciência- Sério que essa burrinha aí tem potencial? Tô falando de estar ao meu lado, amor! Não quer conhecer poder de verdade? Aprender um pouco de magia e controlar seus dons mágicos? É uma oportunidade única viu? –resumiu. Pelo sorriso em seu rosto logo após isso, parecia realmente que ela queria, o que mostrava o poder que Baba-Yaga tinha de convencimento, ou pelo menos de como ela era confiável para as divindades. De toda forma, eu realmente me intriguei quanto à oferta da deusa, pois realmente tudo o que ela me oferecia seria útil, principalmente ao que se referia a autocontrole. É, eu não tinha nenhum, nem conhecia meus dons ainda, mas... Algo ainda me preocupava- Mas, e o tratamento que disseram que você dá para as suas servas? Digo... eu também vou acabar... –não precisei dizer muito mais após completar a minha frase ao apontar para o lugar aonde estava o portal de Circe, anteriormente- Que? Eu trato minhas feiticeiras muito bem, ok? Só as mais ruins que eu costumo tratar como a base da pirâmide, ralé, mas não torturo ninguém. Sem falar que, existem servas E feiticeiras, tá? Saiba diferenciar isso e vai ver que não sou essa megera que as lendas pintam. –resumiu, de forma até calma- E sim, eu te jogo no meio do mar de monstros se me trair, ou te transformo em uma doninha. Mas, confiando na palavra da Baba-Yaga –o que nunca foi um erro para mim-, você nunca vai precisar se preocupar com castigos. Na realidade, vou te ajudar a desenvolver seu pleno potencial, então... vai ser quase minha aprendiz. Ok?

Ela não estava me implorando ou mesmo barganhando para eu entrar, dava para ver que ela não precisava MESMO de mim, mas se interessou pelas palavras da senhora assustadora quanto à minha pessoa. Sério que eu tinha algum potencial? Sério que alguém iria ganhar qualquer coisa me mantendo por perto? Eu juro que nunca imaginei ter qualquer importância/relevância à ponto de fazer uma deusa se interessar, eu nem tenho algo assim hoje, mas de acordo com a Baba-Yaga isso não duraria muito, e mesmo a Circe confiava nela... Então, é claro que eu já tinha minha resposta- Tudo bem, eu aceito. Parece ser uma boa ideia e... olha, eu prometo fazer o meu melhor, mas sou muito desastrada então... por favor tenha calma comigo! –implorei, juntando minhas mãos abertas (como quem estava rezando, um sinal de súplica à deusa diante de mim) enquanto me aproximava das duas- Tudo bem. Respeitando as minhas regras, querida, não vou nem gritar com você. Já me ajudou muito mesmo, provou seu valor, eu que não queria admitir pois estava nervosa demais para pensar nisso. De todo jeito, tem a aprovação da própria Baba-Yaga, e isso sim é lendário. Coisa que eu é claro que levo em consideração, a melhor recomendação que existe! –e ela riu junto da senhora, enquanto seguíamos para o elevador.

Eu também ri um pouco, mas vendo a minha cara de confusão, as duas pareceram notar o quanto eu ainda era... crua, para se falar de uma forma bem gentil. Circe até perguntou- Você sabe quem é a Baba, certo? –diante da minha negativa com a cabeça, ela riu baixinho- Céus, você tem muito o que aprender. Vou me divertir com isso! –debochou, apertando um botão do elevador e sorrindo para mim. Acho que ela gostava de ter alguém inferior mas confiável querendo aprender consigo, dava para perceber que ela gostava de estar por cima de gente como eu, com aprovação de alguém de confiança, mas tentei encarar isso como um elogio e permaneci ao lado delas. Para a minha sorte, Baba-Yaga era mais atenciosa à mim- Relaxa, você vai aprender muita coisa conosco ainda, confie. –a velhinha corcunda e de unhas enormes me disse, batendo nas minhas costas levemente- Aliás, querida amiga, ela prefere cajados à varinhas, e um grimório seria ótimo também. Providencia para ela, por favor? –e com um sorriso a deusa da magia fez que sim com a cabeça, garantindo que iria cumprir a palavra à amiga.

Parecia que havia terminado, mas logo ela pareceu lembrar-se de algo importante- Ah sim, algo muito importante para você Luninha. Antes que eu me esqueça, você tem um caminho pela frente muito perigoso, se não desconfiar de todas à sua volta, vai se machucar mais do que consegue se curar. Nem a sua mãe é confiável, acredite. Nyx talvez tente desintegrar você sem pensar duas vezes se souber que não estará ao lado dela, mesmo se nem cogitar em estar contra ela. – seu aviso me fez arrepiar toda (por conta da previsão que ela pareceu ter feito para mim naquele momento, que eu não estaria ao lado de minha mãe, mas pelo visto sem dizer também em que lado eu estarei no futuro), e ela ainda tinha mais pra falar- Você tem um potencial incrível para a magia e um futuro brilhante, eu mesma vou te ajudar também, com magia e autoestima principalmente, para garantir que a Circe não vá te encher com besteiras. –a deusa então empurrou a velhinha com o quadril, e ambas riram como se aquilo fosse normal entre elas- Ainda vamos nos ver muito querida, pode confiar. Vai ser uma grande bruxa ainda, eu sei disso, vi seu futuro e... olha, Circe é que não faz ideia da aliada poderosa que fez hoje. –e eu só consegui sorrir sem graça diante daquilo. Baba ainda me cutucou com seu cotovelo duro e ressecado enquanto que Circe ria e me analisava, ambas aparentemente brincando comigo por eu estar justamente sem graça diante delas, e isso me fez ficar um tanto corada.

Mas me sentia principalmente lisonjeada por ter aquela confiança de alguém que até a deusa da magia, Circe, parecia contar. E eu não sabia mesmo se havia ido por um bom caminho, se era o certo ou mesmo uma armadilha, não tinha como ter certeza, mas algo me dizia que podia confiar minha vida à Baba-Yaga. Não sabia ainda o que pensar de Circe, ela era assustadora quando brava, mas se for legal comigo como está sendo diante de sua amiga, eu realmente irei gostar de aprender com ela. Aliás, com as duas, pois não me incomodaria de encontrar com essa senhora assustadora mais vezes.

Agora, onde vai dar isso, ein? O elevador eu digo. Mas pode servir como uma pergunta referente ao meu destino também, pois fiquei muito curiosa com as palavras da Baba-Yaga.






Feitiços e Habilidades Usadas:
Nome do poder: Bom Magico II
Descrição: Você está se tornando um mago experiente, aprendendo e se desenvolvendo de forma perfeita, sua magia vem se tornando mais forte, e você cada vez mais inteligente, perspicaz, e bom em compreender os feitiços. Com isso, sua habilidade também ficou mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +10% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Descendente da Magia I
Descrição: O filho de Hectare/Trivia é descendente direto da magia, ela corre por seu sangue, e para ele, age como um condutor natural. Essa ligação lhe permite uma aprendizagem rápida de feitiços, conhecimento de livros antigos, bem como realização dos mesmos. Ao aprender sobre magia, a prole de Hécate/Trivia, também fica mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.  

Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: Há boatos de Nyx/Nox era uma ótima dominadora de laminas. Seus filhos não ficam para trás, sabem manusear qualquer lamina de forma surpreendente. Nesse nível aprendem a manusear facas, adagas e espadas curtas de uma forma que causa inveja em outros semideuses, são mais assertivos e furtivos, rápidos e dominadores, podendo acertar seu manejo de uma forma impressionante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +20% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.

Nome: Perícia em Mira
Descrição: Mirar é a capacidade de usar de seus movimentos corporais e visualização de um objeto para atingi-lo. Ao fazer essa aula, o campista possui o treino o básico para acertar um alvo parado ou em movimento com diferentes objetos, desde armas a qualquer item corriqueiro. É necessário atentar-se para a equação de: quanto mais concentrado, mais precisa é a mira.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% em mira
Dano: Nenhum
Extra: Uma vez por missão, você pode solicitar o Acerto Perfeito, acertando o alvo caso ele esteja a menos de 100m de distância. O post também deverá conter a narrativa de como foi realizada a mira. Ações como “mirei e acertei” serão invalidadas.

Nome do poder: Brilho Estelar I
Descrição: O semideus consegue produzir uma esfera de luz prateada, semelhante ao brilho das estrelas, e disparar contra o inimigo. Nesse nível a esfera apenas ofusca a visão do oponente, o impedindo de ver durante um turno, mas não causa feridas graves.
Gasto de Mp:  10 MP
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP
Extra: Nenhum

Nome do poder: Invocação do Caldeirão Fumegante I
Descrição: O semideus corta a palma da mão e pinga gotinhas do próprio sangue sobre a terra, então invoca um caldeirão no meio do campo. O caldeirão é totalmente negro, e de seu interior começa a sair uma nevoa espeça que cobre toda a região impedindo qualquer um num raio de 100 metros de identificar qualquer coisa que não seja a nevoa. O único semideus em campo que não será afetado pelo poder, é o próprio filho de Hécate/Trivia.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O efeito em campo dura dois turnos

Feitiço: Aparecium
Descrição: Faz com que algo invisível se torne visível.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

Itens Utilizados:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

*Ghost: A espada curta e irregular - com cabo de couro e lâmina de ferro estígio-, possui a habilidade de, basicamente, se adaptar ao usuário em relação ao seu peso e equilíbrio. Envolta por energia negra, a arma pode facilmente 'incrementar' as habilidades dos filhos de Nyx, fazendo com que este não precise 'criar' a energia para poder usá-la. (Só pode usar a energia negra da arma 3 vezes por missão/PvP/MvP){By Nyx}

*Escudo Estelar: Escudo feito de titânio, com pequenos cristais incrustrados que lembram uma noite escura com pequenas estrelas no céu, é indestrutível e perfeito para lutas corpo a corpo.


#02

Com: NPC's (Medeia level: 15, demais Feiticeiras possuem o nível 10)
Roupas: Uniforme de Legionária

everytime I think I'm closer to the heart.


Obs: Resolvi contar uma história de como a Luna conseguiu a confiança da Circe, através de tarefas e provações que nem a Circe sabia que ela teria que passar, provando a integridade dela e a pureza da personagem, ainda que deseje poder. Por isso, peço desculpas a pouca ação do post, mas prometo que virá mais nas próximas.

Aliás, minha ccfy para a promoção tem umas coisas que eu vou utilizar na trama da Luna ainda, por isso citei várias vezes o futuro dela através da Baba-Yaga (que coloquei como amiga de confiança da Circe devida a influência e proteção que ela tem das deusas da magia). Vou utiliza-la em algumas ccfy’s da minha personagem, ainda, mas não penso em abusar disso. Ela será presente quase como uma conselheira/professora, ou mesmo mãe que ela nunca teve, mas no futuro isso vai ficar mais claro logo. Só imagine ela como uma versão feminina e mais feia do Yoda, para a Luna... kkkkkk
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Re: Promoção de Aniversário - CCFY para Grupo (Luna)

Mensagem por Vênus em Qui Maio 25, 2017 5:20 pm


Aceita

Comentário: Achei sua missão muito criativa, gostei de ver que diferente da maioria das vezes sua narrativa não ficou cansativa, você escreve bem Luna, vem melhorando muito seu desenvolvimento do forum e isso por si só é motivo de orgulho. Você está aceita no grupo, seja muito bem vinda.

Recompensas: 4.000 XP (O máximo não é cinco mil, as avaliações são individuais, no caso, 5.000 mil seria o máximo que podemos dar por uma missão da promoção, mas cada missão tem seu próprio máximo em questões de desenvolvimento).
+4.500 Dracmas.




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Re: Promoção de Aniversário - CCFY para Grupo (Luna)

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