The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive - Evie Farrier

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Quando o Passado Revive - Evie Farrier

Mensagem por Evie Farrier em Dom Maio 21, 2017 11:05 pm




Boulevard Of Broken Dreams
Sometimes I wish someone out there will find me


Eu estava sonhando. E saber que eu estava em meio a um sonho era mais perigoso do que a frase poderia denotar. Semideuses quando adentravam o mundo onírico se tornavam suscetíveis a forças misteriosas, guiadas pelo destino e pelo azar. Então, saber que eu estava dentro de um sonho me deixava em alerta, mesmo que soubesse que tudo fazia parte de uma produção elaborada de meu inconsciente.

Naquele cenário fantasioso, eu estava em um jardim mediano. Não era um jardim de uma mansão ou casa de luxo, mas sim de uma casa simples em um subúrbio. Havia uma árvore mediana, com um balanço que volta e meia se movia com a força das correntes de ar. O tempo parecia fresco como estaria próximo ao entardecer e o jardim até então silencioso foi imaculado pelo som de um abrir forte de porta.

-Me segura papa!

A voz infantil reverberou por todos os lados em meu sonho. Da porta saiu um homem não muito alto, deveria ter por volta dos 1.75m de altura. Ele possuía um corpo evidentemente forte, mas não chegava a ser robusto. Um sorriso largo e que puxava mais para o lado esquerdo, os olhos azuis brilhando enquanto suas mãos grandes seguravam firmemente as pequenas pernas ao redor de seus ombros. Meu coração disparou. Eu não sabia bem o porquê, mas ele batia acelerado ao compasso de que uma sensação de nostalgia me atingia. O homem tinha cabelos loiros curtos e uma barba mediana bem cuidada. Sobre seus ombros estava uma garota que mal devia ter seus quatro anos. Ela tinha os braços abertos como se estivesse imitando as asas de um avião. Seus olhos azuis eram extremamente parecidos com os do homem, apesar de ter cabelos escuros e não fios dourados. Eles possuíam o mesmo rosto de traços marcantes e sorrisos idênticos. Não era preciso muito para imaginar que aquela pequena era filha do homem que a segurava.

-Para onde vamos hoje, capitã? – ele questionou animado.

-Vamos para... pa... Um castelo cheio de dragões! – a criança exclamou agitada – Eles vão cuspir fogo assim fssshhhhhh.

Ela fez um bico atrapalhado enquanto tentava reproduzir a onomatopeia de um dragão cuspindo fogo. A risada do homem vibrou em todo o meu ser, por algum motivo eu não conseguia desviar o olhar da cena. Ele levou a menina, correu pelo jardim em círculos só para diverti-la e provocar aquele riso meio gritado, meio animado, cheio de alegria. Só então ele colocou a pequena morena sobre o balanço e fez todo um enredo de que a pequena estaria sobre um cavalo alado seguindo para um mundo de fantasias. Eu observava a tudo, absorvendo cada detalhe, como que hipnotizada por aquela cena tão tenra entre pai e filha. Eu senti minhas bochechas molhadas e só depois de muito tempo percebia que chorava. Mas por que o pranto havia sido iniciado? Por que aquela emoção estava me sufocando ao ponto de ter um bolo preso em minha garganta?

-Você sempre pensou demais, capitã.

A voz pareceu me despertar. O homem empurrava a garotinha no balanço, mas agora seus olhos estupidamente azuis me fitavam. Eles me enxergavam e, de alguma forma, eu sabia que ele estava escapando do script do sonho e falando diretamente comigo.

-Quem... Quem é você? – questionei hesitante, o medo da resposta fazia-me quase recuar fisicamente.

-É uma pena que não consiga me reconhecer logo, sinto-me um pouco magoado – ele dizia de maneira dramática, mas com aquele sorriso de lado – Você logo saberá, capitã. Agora você precisa acordar. Evie, acorde, amor você vai se atrasar... Evie!

O meu corpo sacudia. O susto foi eminente assim que minha consciência pulou para a realidade. A cena deveria ter sido extremamente engraçada, pois eu havia saltado, tremido e do nada estava no chão, com o cabelo em todas as direções. Sentei no chão ainda desnorteada, olhando para os lados tentando entender o que tinha acontecido. Até me deparar com uma Kyra risonha, tentando lutar bravamente contra uma gargalhada. Mas assim que eu levantei, o riso rompeu o silêncio do quarto, ela caiu até no colchão sem conseguir conter-se. Arqueei uma sobrancelha, estralei os dedos da mão e pulei na cama de maneira até infantil, iniciando um verdadeiro ataque de cócegas como vingança.  

(...)

Durante o dia o sonho ficou repercutindo em minha mente. Como em um filme em reprise, bastava alguns segundos com a mente dispersa para que todo o momento percorresse meus pensamentos. De novo. E de novo. Até estar cansada e frustrada por não ter respostas. Quem era aquele homem? Por que ele me era familiar e, ainda assim, desconhecido?

Naquela noite, depois de me atolar de trabalho de pretoria, havia mandado uma mensagem para Kyra avisando que não dormiria com ela daquela vez. Eu sabia que ela estaria com um enorme bico emburrado e um tanto chateada, porém, ainda assim, a ruiva pareceu entender que eu precisava de um momento.

Sobre minha cama enorme e um tanto fria, pois havia me acostumado com o calor da filha de Vênus do meu lado, eu tive mais um sonho. Mais uma vez eu estava observando um momento pai e filha. O homem loiro cobria o corpo pequeno e franzino da garotinha. Estavam em um quarto bem simples, mas com as paredes com desenhos infantis e até mesmo pôster de desenhos antigos.

-Papa! Papa! – a criança chamou um tanto manhosa, mas logo tornava-se acuada, o olhar questionador e um beicinho nos lábios – O Leonard perguntou por que eu não tenho uma mamãe se ele tem uma mamãe.

-O Leonard faz perguntas demais, capitã – o homem loiro revirou os olhos.

-Mas eu tenho uma mamãe?

-Sim querida, você tem uma mamãe. Mas ela está distante agora.

-Ela... Ela não quer ficar com a gente? Eu juro que dou um pedaço de minha pizza de bacon!

-O que? Sua traidorazinha, você nunca me dá um pedaço de sua pizza de bacon!

-Pare papa, cócegas nãããão!

O homem conseguiu distrair a filha com o ataque em sua barriga, a fazendo rir até ameaçar sufocar ou fazer xixi. Ele parou, beijou a testa da filha e desejou boa noite. Ao levantar, ele soltou um longo suspiro e virou em minha direção. Os olhos azuis encontraram os meus. Eu soube que ele estava me vendo desde o primeiro instante.

-Está na hora de você voltar para casa Evie. Nós precisamos nos encontrar.

-Nos encontrar? Em casa? Roma é minha casa!

-Nossa casa, capitã. Volte para nossa casa. Esteja aqui no entardecer e te darei todas as respostas! Agora, acorde!

Dessa vez, ao despertar, eu estava ofegante e suada, olhando para o teto enquanto as batidas de meu coração pareciam reverberar por todo o meu corpo. Com uma ideia em mente, eu saltei da cama e vestir um roupão por cima de minha roupa de dormir. Eu precisava confirmar, eu precisava saber o que diabos aqueles sonhos significavam. Seria por isso que na semana passada Kyra estivera tão agitada?

Resmungando pelo frio que senti, não me importei em atravessar toda Nova Roma para ir até o cartório, onde todos os registros estavam. Pela primeira vez em minha vida, havia abusado um pouco de meu poder de pretora, obrigando o guarda do lugar abrir caminho para mim. Eu só precisava ter certeza, eu só precisava descobrir. Eu só precisava...

-Aqui! – exclamei quando meus dedos encontraram a pasta que eu queria.

Fechei o enorme arquivo enquanto seguia para uma mesa. Acendi a luz do abajur ao lado para ter mais visibilidade. Então encarei a pasta antiga e com um cheiro forte de coisa velha. Minha respiração estava agitada, assim como todo meu espírito. Meus dedos se aproximavam da borda, mas recuavam como se temessem que aquilo estivesse envenenado. Respirei fundo enquanto meus olhos liam e reliam o nome escrito em letras garrafais na pasta.

Arthur Farrier.


Engoli em seco, parecendo reunir a coragem que seria necessária para enfrentar um monstro. Então abri a pasta, recuando dois passos assim que a foto do homem foi vislumbrada por meus olhos. Era ele. Era ele quem aparecia em meus sonhos! Comecei a andar de um lado para o outro, minha mente processando como aquilo tudo poderia ser uma armadilha. Estaria os deuses dos sonhos brincando comigo mais uma vez? Voltei a olhar para os papéis dentro do arquivo, dessa vez a minha curiosidade vencendo qualquer temor que fazia sombra em meu coração.

Arthur Farrier era filho legítimo de Belona. Ex-legionário da II Coorte, serviu Nova Roma realizando inúmeras missões, em todas elas retornando vitorioso e com destaque em batalha. Até que em 1997 ele sai dos terrenos do Acampamento Romano para viver sua vida adulta em Sacramento. Ele recusou todas as ofertas feitas pelos guerreiros veteranos, assim como as bolsas na Universidade. O documento não apresentava nenhum motivo ou justificativa, apenas tinha registrado o seu único endereço depois que havia mudado.

-Hora de voltar para nossa casa – repeti um tanto atordoada, fechando o documento com força – Eu vou descobrir que merda está acontecendo!

Segurando a pasta com força, sai do cartório agradecendo humildemente ao segurança pela assistência e pela discrição. Rapidamente, voltei para casa preparando uma mensagem para Becka. Ela teria de cuidar da pretoria sozinha por um momento, pois sairia em uma missão pessoal.

~//~



Eu não reconhecia aquela rua. Não poderia julgar que era por conta da baixa luminosidade, nem mesmo pelo padrão parecido de todas as casas daquele subúrbio. Porém, quando meus olhos vislumbraram a casa ao final da rua, velha e abandonada, eu sabia que era ali. Não por ser evidentemente a única que não era habitada, mas por ter aquela sensação de nostalgia explodindo cada célula minha e provocando arrepios.

Estacionei minha moto ali próximo ao meio fio, retirando o capacete enquanto encarava o imóvel como se estivesse vendo um verdadeiro fantasma. Olhei para o céu percebendo as cores alaranjadas pincelando o azul em um efeito que seria encantador, se não anunciasse que estava na hora do encontro marcado.

Minha mente processava um resumo de minha história, lembrando os motivos de ter poucas recordações do lugar. Ali havia sido o lar de Arthur Farrier, meu pai legionário que havia optado por morar fora do acampamento sem apresentar nenhum motivo. Poucas lembranças rondavam minha mente ao redor do homem que era meu progenitor. Porém, isso não era surpresa, pois havia entrado no sistema de adoção quando tinha cinco anos. Até aquele momento, o termo família nunca havia sido valioso para mim. Eu tinha companheiros de guerra, tinha um lar em Nova Roma, amigos em um número pequeno e uma namorada. Eu não precisava de uma família de sangue e, definitivamente, não concordava com os métodos violentos que minha mãe – deusa Nox – utilizava. Então nunca havia buscado muito sobre o meu pai. Parte pela falta de interessa, parte pela vontade de não viver na sombra de um homem que eu não conhecia e jamais encontraria.

Bom, acreditava nisso até o momento.

-Hora de caçar fantasmas do passado – disse para mim mesma como que para reunir o ânimo necessário.

Desmontei do meu veículo, pousando o capacete sobre o guidom. Minha mão destra descansou sobre a espada embainhada em minha cintura, meus anéis denunciando os acessórios mágicos que carregava comigo. Eu não sairia do acampamento despreparada e desarmada, não era tola e sabia muito bem como o meu sangue de prole primordial poderia atrair mais encrenca do que o padrão normal. E olhe que esse padrão já era extremamente alto.

Subi as escadas da varanda. Cada degrau era uma batida mais forte de meu coração. Estava para bater na porta quando um assovio ritmado invadiu a minha audição. Era uma música espirituosa e animada, mas que denunciava a presença de alguém nos fundos da casa. Meus dedos se fecharam mais forte ao redor da empunhadura de minha lâmina, os passos se tornaram mais cautelosos e os sentidos estavam em alerta. Caminhei pela lateral da casa até a origem do som...

Meu corpo paralisou.

Um resfolegar roubou todo o meu fôlego.

Meus olhos dobraram de tamanho.



Ele estava ali.


Arthur usava roupas simples, com uma calça jenas e uma camisa de mangas compridas que definiam muito bem o seu tórax. O cabelo loiro estava bem arrumado, a barba aparada e sua postura era despreocupada. Encostado na árvore com o balanço, ele parecia entediado aguardando. Meu primeiro instinto foi o de fugir. Se fosse um monstro disfarçado, eu não conseguiria lutar. Só podia ser um monstro certo? Meu pai estava morto e aquilo havia invadido meus sonhos para me atrair em uma armadilha e...

-Quanto tempo você pretende ficar ai?

A voz dele continha um tom irônico e divertido. Apesar dele ainda não me olhar, ele tinha aquela postura relaxada de quem estava apenas aguardando. Um passo. Depois outro. Sai da sombra da casa para atingir o quintal, o reconhecendo dos meus sonhos. Deuses, aquele havia sido mesmo o meu lar durante os primeiros anos de minha vida.

-Oi capitã! – ele sorriu, um canto da boca mais repuxado que o outro, dando a ideia de um sorriso torto – Vamos, chegue perto, deixe-me ver você adulta! Já deve ter uns 20 anos certo?

-O que é você? Como se atreve a assumir a figura de Arthur Farrier?!

A incredulidade deu lugar a raiva e a descrença. Eu não me deixaria enganar tão facilmente, aquele não podia ser meu pai, ele estava morto! E quanto mais eu repetia isso, mais a raiva ia assumindo conta das minhas correntes sanguíneas, perpetuando por todo o meu corpo.

-Sou eu Evie, logo explicarei como! – Arthur ergueu as mãos como estivesse se rendendo, ousando dar alguns passos para frente parando no meio do quintal – Mas estamos lutando contra o tempo e há muito o que ser explicado e dito!

-E o que você poderia me dizer? Que foi estúpido de sair do acampamento para morar aqui fora como um humano? Que foi idiota de morrer e deixar uma criança de cinco anos cair em um sistema fodido de adoção?!

Eu poderia me enganar todos os dias dizendo que eu não me importava. Que eu não queria saber o que tinha acontecido. Mas a ferida antiga estava ali, agora aberta e sangrando como se tivesse uma hemorragia. Aquele poderia não ser meu pai, ainda não conseguia acreditar nisso, mas a dor que eu sentia pelo abandono corria minhas entranhas como o mais letal dos venenos.

-Eu não podia ficar no Acampamento – ele balançou a cabeça e colocou as mãos sobre os quadris – Eu não podia permanecer lá, era perigoso demais.

-O Acampamento? Perigoso? Você está fazendo uma cópia muito mal feita de um romano!

-Eu sou seu pai Evie Farrier e eu sai do acampamento porque você nasceu! – ele exclamou forte, como um guerreiro comandante faria, seus olhos azuis estavam intenso sobre mim – Ninguém poderia saber que eu tive um relacionamento com sua mãe. E se soubessem que você veio a esse mundo, eles tentariam usá-la! Corromper sua ideologia, coloca-la a mercê dos jogos políticos logo cedo! Você é minha filha e eu não poderia deixar que usassem você!

-Você era pra ser meu pai e me proteger disso tudo! Ao menos se tivesse ficado lá, talvez ainda estivesse vivo e eu não estaria sozinha por todo esse tempo!

Eu havia explodido. Eu estava gritando com um homem que parecia ser meu pai. Merda, eu sentia que era ele, mesmo que minha mente negasse, toda a minha alma vibrava em sintonia com essa ideia. Então eu avencei, o dedo erguido como uma arma acusatória, os olhos embargando e obstruindo um pouco a minha visão. O peito subindo e descendo com a respiração pesada. De repente, estávamos eu e ele. Pai e filha a menos de um metro de distância. Olhos azuis gladiando de maneira teimosa, mandíbulas apertada, queixos orgulhosos erguidos. Até que ele suspirou e sorriu.

-Você pode ter razão, capitã. Mas eu não podia arriscar naquela época. Eu queria que você crescesse bem, mas principalmente saudável. Não iria permitir que meu pequeno bolinho fosse usado como uma arma ou tentativa de demonstrar poder.

Se palavras possuíam poder, aquelas eram como verdadeiros mamutes avançando contra todas as minhas muralhas. As máscaras de garota forte caiam e mostravam a menina assustada que eu era. Perder meu pai, viver mudando de família em família, até encontrar o acampamento romano e crescer lá dentro... Foram anos sendo abraçada fortemente pela solidão, tendo como companhia o fantasma do abandono a cada vez que mudava de casa por algum motivo que eu não poderia controlar.

-Eu queria uma casa para que você crescesse e pudesse correr sem se preocupar em conter seus poderes. Eu queria ensiná-la a batalhar, falar sobre os monstros que eu havia enfrentado! – Arthur passou a mão no rosto e olhou para cima como se tentasse conter a própria emoção – Não era para as coisas terem saído do controle como saíram. Eu deveria ter estado ao seu lado!

-Não... Pare! – eu pedi ofegando – Pare de dizer essas coisas, você não está e não esteve!

-E por isso eu te peço perdão filha.

Havia aquele desespero em acreditar que aquilo era real. De que o homem a minha frente era o pai amoroso que no fundo de meu coração eu esperava que existisse. Eu estava quebrando pouco a pouco, mesmo que por fora ainda mantivesse o olhar preso a ele, como se observar cada movimento fosse mais do que necessário.

-Como você morreu?

Não havia nenhum registro sobre isso. Em lugar algum. Não havia testemunhas ou qualquer tipo de informação. E, sendo ele de verdade ou não, eu precisava saber.

-Você sabe como sempre focamos em nossos problemas, em nosso mundo louco e caótico – Arthur cruzou os braços e sorriu de lado – Mas já parou para pensar em como são para os humanos? A névoa pode camuflar os acontecimentos, mas eles não deixam de acontecer, de fato. E quando não estão nos caçando, os monstros estão aprontando com os humanos. Aqui fora eu me tornei consultor do departamento de polícia, sempre aparecendo quando as coisas estavam estranhas demais.

-Está tentando me convencer que você ajudava os humanos e até trabalhava com eles?

-Poderá perguntar no departamento de polícia, procure pelo detetive Carter, ele irá explicar melhor essas coisas e sobre o caso em que trabalhávamos... Eu morri por causa dele.

-Como?

-Uma emboscada. Fui um tolo e estava com pressa, tinha de correr para casa e garantir sua segurança. Mas eu não fui rápido o suficiente.

-Você foi assassinado?!

-Acalme-se, não há muito o que fazer sobre isso, eu já estou morto e---

-Uma merda que eu vou ficar calma quanto a isso! Você não pode me pedir para não ligar para a sua morte e---

Eu nunca terminei minha frase. Mesmo que ele não tivesse tampado minha boca ou usado magia contra minha voz, eu simplesmente me vi inapta a continuar falando quando os braços musculosos envolveram meu corpo rapidamente. Paralisada, eu sentia ele enroscar-se em mim em um abraço um tanto apertado. Eu senti seu cheiro amadeirado e de hortelã. Fantasma, espectro ou monstro, aquele cheiro desencadeou um mar de emoções e lembranças. Aquele era o cheiro que sempre associei ao meu pai. Meu corpo tremeu nos braços daquele espectro, minhas barreiras iam ruindo, desabando e indo ao chão como se as muralhas ao meu redor fossem, na verdade, pequenos muros.

-Você é tão impulsiva quanto eu fui em minha juventude, Evie – ele disse emocionado, afastou apenas alguns centímetros e segurou meu rosto entre suas mãos. O olhar dele brilhava emocionado, morto ou não, era um olhar real e poderoso – Eu tenho orgulho de quem você é, minha filha. Mais orgulho do que eu poderia ter. Eu usaria quantas chances pudesse para poder dizer isso encarando a você, de guerreiro para guerreiro eu te admiro muito. De pai para filha, eu não consigo acreditar em como você ficou bonita e forte.

Então, como se não bastassem minhas barreiras caírem por terra, eu me senti desabar. Primeiro a visão ficou turva. O primeiro soluçar foi abafado. Minhas mãos seguraram firmemente a camisa que ele usava, como se assim eu pudesse me manter em pé. O lábio inferior tremeu es a lágrimas começaram a cair. O pranto iniciando silencioso foi ganhando volume. De repente, eu me via com a cabeça sobre o peito largo do homem enquanto seus braços me envolviam. Eu estava perante meu pai e era doloroso imaginar como teria sido sentir aquela sensação protetora ao redor de mim enquanto crescia. Ali, eu me permitir chorar como a muito tempo não fazia. Nem mesmo quando recebia acusações de ser aliada a minha mãe. Nem mesmo quando recebi palavras hostis só por minhas famílias adotivas. Ou das dúvidas e descrédito que era dirigida a mim durante toda a minha trajetória até chegar ao ponto que eu era hoje.

Mas ali eu percebia e sentia o quanto havia sido doloroso crescer sem meu pai. O quanto me magoava ter sido abandonada tantas vezes quando criança, depois que ele partiu. Naquele singelo momento, eu percebia a falta de algo que eu nunca tive: o calor de um abraço paterno.


Armamento:
Pulseiras do Rock color=#ff0000]pulseiras que são feitas de couro escuro e spikes de prata. Porém, há um único espinho dourado e, ao pressioná-lo, é ativada a segunda forma do acessório. As pulseiras, ao mesmo tempo – mesmo tendo pressionado a de um braço só – se transformam em manoplas que cobrem toda a mão e o antebraço. Nos nós dos dedos há espinhos de metal, provocando dano e perfuração quando a manopla é usada para ataque | Material: Couro, adamantino | Efeito: Capacidade do item se transformar em manoplas quando ativado | Um espaço para gema na manopla direita | Beta | Status: 100%, sem danos | Mágica | Ganhada no Festival de Música Romano]

• Supremacy [Supremacy é uma espada de tamanho mediano, de duplo corte. Mas possui a habilidade de separar-se e transforma-se em duas espadas gêmeas, de corte único. O fio de corte é extremamente afiado. Em sua forma original ela é feita de adamantino e ouro imperial e com as pedras de esmeralda real e rubi real conferindo um bônus no crítico e no dano provocado. As pedras mágicas são localizadas na empunhadura. Quando separadas, as espadas gêmeas assumem um dos metais e uma das pedras. A espada de ouro imperial é acompanhada com o rubi real, que acrescenta 20 de dano causado, esse material provoca sangramento continuo apenas em semideuses, assim como perda contínua de 10 de dano. A espada de adamantino leva a esmeralda real, que aumenta o crítico em 30%, esse material provoca sangramento continuo em todos (menos seres divinos)| Efeito: Ela tem o efeito de sempre retornar ao dono depois de algum tempo – Bônus¹: Sangramento contínuo em semideuses + 20 de dano bruto e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo – Bônus²: Sangramento em qualquer inimigo + 30% de chance extra de se conseguir dano crítico e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo. | Adamantino e Ouro Imperial | Rubi Real e Esmeralda Real | Resistência: Alfa| Status: 100%, sem danos. |Comum - Mágico | Nível mínimo para manejo: 30| Forjado por Andrew J. Parker]

Amethyst Barrier 000]anel de ouro detalhado com cristais e agua corrente, que formam o nome de sua portadora cada vez que se movem – a agua dentro do anel tem vida própria, pois foi marcada com uma runa de vento para causar movimentação e formação – possui uma pedra de amethyst em seu centro | Efeito¹: Esse anel possui duas propriedades distintas, sendo a primeira delas a invisibilidade. Sempre que desejar Evie poderá usar o anel e tornar seu corpo totalmente invisível como o de um fantasma, o que impede que a garota seja detectada por olhares mortais, de criaturas ou de monstros. Isso não oculta seu cheiro ou os sons causados por ela, mas é suficiente para esconde-la pelo tempo que desejar. Efeito²: Por último, o anel foi marcado e selado pelo feitiço Defensorem, que permite a Evie rebater e lançar – por até três turnos – magias ofensivas lançadas contra ela. Gasto de 5 mp por turno de invisibilidade usada, e de 15 MP pela magia Desendorem sempre que essa for utilizada. | Material: Ouro | Sem espaço para gemas | Resistência: gama | Status: 100%, sem danos | Item Mágico | Encantado por Pandora; presente de aniversário dado por Gerrard]
Bençãos:
Pack Especial – Durante 20 dias off, todo xp ganho pelo semideus será dobrado, isso é contato a partir do momento da atualização do xp (será colocado a data no perfil), sendo que esse Pack não é valido para níveis, apenas para XP. [VALIDO ATÉ 15/04/2017]                        + Tubo de Pack (Até dia 30 de Maio o semideus tem direito a dobrar o xp em quatro postagens de sua escolha, mas atenção, ao gastar as quatro ou deixar a data vencer, o tubo desaparece por completo, escolha com sabedoria). Tubo de pack 3/4.

Legado Completo – A jovem foi abençoada por sua avó, Belona, e agora é considerada um legado completo, podendo usufruir de todos os poderes ligados a deusa da guerra. Contudo, tal benção a impede de ligar diretamente a um deus, pois seu laço está relacionado diretamente a Belona, e sua lealdade também passa a ser desta. Outro ponto criterioso seria que seu sangue incompleto a impede de ganhar os poderes extras herdados por seus filhos, ou seja, Evie é incapaz de manipular dons únicos e especiais, diferente dos filhos de Belona, que poderão herda-los.
Arthur Farrier:




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Re: Quando o Passado Revive - Evie Farrier

Mensagem por Hefesto em Seg Maio 22, 2017 12:47 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 30 em diante: 9.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..


Avaliação

Experiência: 9.000 x 2 (pelo multiplicador): 18.000
Dracmas: 5.000
Comentário:
Eu leio muitas historias dentro do forum, mas poucas retratam sentidos como as que sua me trouxe. Um reencontro de um familiar, um semideus mais antigo é sempre comovente, mas saber que você podia ter tido uma vida com seu pai é o que tornou tudo muito mais triste, intenso na sua historia. Eu realmente fiquei impressionado, parabéns.




Segunda Parte

O momento pai e filha deveria ser considerado algo sagrado, mas Nox não se importava com o reencontro familiar entre ambos, ela precisava abalar a filha, e conseguira, e agora era o momento perfeito para seu monstro atacar. Ela testara Evie mais de uma vez nas últimas semanas, puxava a garota para baixo e a fazia se reerguer novamente, sozinha e sem ajuda. Quando o monstro chegou foi de forma repentina e silenciosa, nenhum dos dois presentes percebeu sua entrada, mas ficou atento a porta, que sofreu uma pequena batida, seguida de outra e de uma terceira, quando deram por si a cabeça do meio entrava pela porta da frente, rompendo o silencio e quebrando a madeira. A boca dessa se abriu pegando ambos desprevenidos e o fogo cobriu a casa ao redor, incendiando, sufocando com a fumaça, e iniciando uma batalha da qual Evie e seu pai não poderiam escapar.

Instruções e explicações

• Nyx/Nox tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo por vontade própria.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro irã aparecer na frente da casa, invadindo a porta da frente, literalmente falando, mas você está livre para guiar a batalha para os fundos da residencia ou para a sua, fica a seu critério decidir o melhor cenário.


Hidra


Sobre a Hidra:

A hidra é um horror reptiliano com um corpo crocodiliano e múltiplas cabeças com longos pescoços de serpente. Apesar de suas cabeças poderem ser decepadas, a hidra magicamente regenera-as em um curto tempo. Uma espécie típica tem cinco cabeças.

Na aurora do tempo, Tiamat, a Rainha dos Dragões Malignos, matou um deus dragão rival chamado Lernaea e lançou seu sangue pelo multiverso. Cada gota que caiu no mundo deu origem a uma hidra de múltiplas cabeças consumida por uma fome tão grande quanto o ódio do deus morto. Grandes campeões ficaram conhecidos por testar sua coragem contra essas criaturas terríveis.

PASSIVOS
► Cabeças reativas: Quando a Hidra perde uma cabeça, duas novas nascem em seu lugar, cortar a cabeça de uma Hidra não faz com que ela morra, só a torna mais forte.
► Múltiplas Cabeças: A Hidra – inicialmente – possui cinco cabeças, sendo que a cabeça do meio é capaz de cuspir fogo.
► Respiração: Sufocar uma Hidra não a mata, ela pode ficar sem respirar por até uma hora que ainda fica viva (5 turnos em ON).
► Vigilante: É impossível pegar uma Hidra de surpresa, porque mesmo adormecida pelo menos uma de suas cabeças permanece acordada, ela sempre está atenta.
► Resistência ao fogo: Uma Hidra é resistente ao fogo, ataques desse elemento com ela tem um dano 50% menor.

ATIVOS

► Ataques múltiplos: Podem atacar com as cincos cabeças ao mesmo tempo, dificultando suas presas de escaparem de suas garras.
► Mordida: Uma mordida da Hidra é equivalente a uma mordida de um dragão pequeno, seus dentes são tão afiados quanto, logo, o ataque da mordida das cinco cabeças pode ser quase fatal.
► Cuspir fogo: A cabeça do meio, a terceira, geralmente cospe fogo, sua aparência de dragão é que dá essa propriedade a ela, logo, não é recomendável cortar a cabeça do meio, ou outras duas cuspindo fogo aparecem em seu lugar.



Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- Não é necessário usar o triplicador novamente
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da pantera, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.





SENHOR DAS FORJAS
Lorde Hefesto
Quemaqui vai permanecer?
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Re: Quando o Passado Revive - Evie Farrier

Mensagem por Evie Farrier em Ter Maio 30, 2017 1:47 am




Boulevard Of Broken Dreams
Sometimes I wish someone out there will find me


A vida de um meio-sangue era marcado por viradas repentinas. Um segundo poderia fazer toda a diferença em um dia qualquer na vida de uma prole divina. As chances de uma catástrofe ou uma tragédia acontecerem eram extremamente altas e tão comuns que se enquadravam no adjetivo: cliché.

Em um momento, eu estava ali nos braços de meu pai, permitindo que minha mente se enche de hipóteses dolorosas. E se ele tivesse sobrevivido? E se ele tivesse retornado para casa naquela noite? E se eu tivesse um pai durante todos esses anos? Machucava saber que eram apenas especulações que nunca iriam se concretizar. A morte já havia posto seu manto sobre aquele filho de Belona e garantido sua vida longe da minha.

No outro momento um estrondo. O abraço foi quebrado prontamente, meu pai assumindo uma posição de ataque similar a minha. Um segundo estrondo e eu o escutei resmungar nervoso. O terceiro estrondo ele buscou meu olhar para dizer rapidamente:

-Eles vieram atrás de mim. Se eu for arrebatado sem ir por vontade própria, minha alma irá para os campos de punição!

-Oh porra!

-Olhe essa boca!

-Você fica quietinho no canto! – gritei para ele sacando minha espada. A enorme cabeça reptiliana finalmente rompeu a porta. Toda a casa estava sendo coberta por fumaça, as chamas começando a crescer em um incêndio descontrolado – Uma hidra?!

Uma segunda cabeça rompeu a janela que dava para o quintal, rugindo tão alto que eu me perguntava como os vizinhos estariam interpretando aqueles sons horrendos e assustadores. A terceira cabeça quebrou a parede enquanto a cabeça do meio abriu a enorme boca, repleta de dentes afiados.

-Fogo! – gritou meu pai de algum ponto atrás de mim.

Minha mente mal processou aquela única e perigosa palavra. Mexi a mão e, ao mesmo tempo em que abaixava o meu corpo, um escudo se desdobrava do anel de ouro em meu dedo. Eu podia sentir o calor me atingindo, o brilho das chamas obrigando minhas pálpebras fecharem em uma reação defensiva natural. Foi por meros segundos que o escudo se formou a minha frente, enquanto estava sobre um joelho no chão. Meu corpo encolhido quase não foi protegido pelo escudo, eu sentia o calor incandescente na lateral de meus braços enquanto o escudo recebia aquele jato flamejante tão poderoso. O metal do ouro ia esquentando, meu braço ardia e eu apertava a minha mandíbula para não pronunciar nenhum som de dor ou sofrimento. Quando o fogo cessou, desfiz o escudo o retrocedendo a um anel novamente. Meu corpo inclinou para frente, obrigando-me a pousar uma mão no chão para manter o equilíbrio. Arfava sentindo meus braços avermelhados, não queimados, mas com a epiderme sensível.

-Não se intrometa! – gritei para meu pai, sabendo que ele não estava longe – Não vou deixar que nada aconteça a você, não quando posso finalmente fazer algo!

Rosnei alto e levantei de uma vez só. Aquele monstro era gigante para o tamanho daquela casa, eu precisava de espaço para batalhar e acabar com ele de uma maneira mais efetiva. Porém, antes que pensasse em algo para agir, uma cabeça veio em minha direção, a boca bem aberta com os dentes afiados e o bafo demoníaco. Soltei para o lado, rolando na grama do quintal erguendo meu corpo mais uma vez. Grunhi, guardei minha espada em sua bainha e usei de minha habilidade para invocar uma lança curta e de lâmina longa. A arma formou-se em minha mão, graças a uma habilidade que havia descoberta ser bastante útil. Ela era feita de bronze celestial e era perfeita.

Uma das cabeças veio em minha direção, urrando de maneira monstruosa. Peguei impulso, acumulando energia em minhas pernas para liberar um salto enorme. As cabeças viraram para o alto, destruindo paredes e provocando um estrondoso som de destruição. Ao atingir o meu ápice de altura, arremessei a lança fazendo uma mira rápida na cabeça mais próxima. Não me surpreendi quando a lança não acertou o ponto em que havia mirado, pois eu estava simplesmente em pleno ar, tendo um milésimo de segundo para visualizar o ponto almejado e jogar o item contra ele. A ponta laminada, entretanto, acertou o pescoço fazendo com que a cabeça ao lado esquerdo da do meio balançasse de um lado para o outro. Meu corpo logo estava pousando de maneira estabanada na lateral da casa de meu pai. O som de algo quebrando me deixou em alerta, o praguejar sendo interrompido ao ter de agir antes de protestar. Joguei meu corpo para frente, escapando de uma viga em chamas caindo logo atrás de mim.

-Não fique parada! É esse o treinamento que você está dando aos romanos?!

Escutar a voz de meu pai naquele momento, provocando daquela forma e até mesmo criticando fez meu sangue de guerra ferver. A adrenalina parecia circular ainda mais rápido perante a fúria que ardia em minhas veias. Levantei pela terceira vez, dessa vez correndo até alcançar a rua. Olhei para trás e engoli em seco, vendo as chamas tomando o lugar junto com o corpo grande da hidra. As cabeças dela saiam por todos os cantos, urrando e rugindo daquele jeito monstruoso. Aquela casa estava destruída, levando consigo todas as lembranças de uma curta infância que eu tive. Mas uma infância verdadeira, uma em que eu tive um pai que entendia o mundo ao meu redor e que morreu tentando me proteger.

-Hey! Aqui sua lagartixa gigante! – gritei para chamar a atenção, minha voz saindo mais furiosa do que eu queria – Vem aqui!

As cabeças viraram em minha direção. Peguei minha espada uma segunda vez, dessa vez ativando a sua outra forma. A joguei para cima, permitindo que o metal se separasse e se transformassem em espadas gêmeas, uma feita de adamantino e outra de ouro imperial. Cada uma portava uma joia em especial, retirando ainda mais dano do que uma arma comum tiraria. Quando elas começaram a cair, as agarrei pelas empunhaduras e as girei e minhas mãos. Um sorriso de lado rasgou meu rosto, o perigo, a adrenalina, os momentos anteriores a um grande ataque. Meu coração disparava e meu corpo fervia, preparado e pronto para batalhar até nenhum músculo aguentar mais. Deuses, eu tinha aquela dose de diversão perversa por estar em combate!

-Venham me pegar e ganhar a ida direta para o inferno! – provoquei uma última vez.

Pisei firme no chão, afastando minhas pernas e deixando os braços erguidos na horizontal, os cotovelos levemente dobrados. A hidra veio em minha direção, o meu olhar era firme e desafiador. Não havia espaço para hesitação, não havia estratégia de recuo. Eu deixaria o monstro vim direto! Enquanto ela vinha, minhas mãos aqueceram, concentrando a energia flamejante. As lâminas foram “contaminadas” por essa energia, ganhando um tom avermelhado por toda a lâmina. Agora as espadas estavam encantadas pelo fogo, mesmos em estar em chamas, poderiam provocar queimaduras. Pretendia com aquilo cauterizar qualquer ferimento causado na hidra, impedindo que as cabeças se multiplicassem.

A cabeça do meio veio acompanhado da cabeça da direita, já que a cabeça da esquerda estava mais lerda com uma lança atravessada em seu pescoço. As duas cabeças tentavam vim pelos flancos, como se pretendessem impedir que eu esquivasse. Mas eu não pretendia esquivar. Esperei paciente, a respiração controlada ao mesmo tempo em que meu corpo inteiro estava ativo e em alerta. No momento certo, comecei a girar em um ataque conhecido como golpe redemoinho. Meu corpo girava em 360º ativando uma habilidade que produzia um maior alcance e um maior dano. As cabeças foram cortadas em vários pedaços até serem decepadas dos pescoços!

A hidra recuou, dando-me a oportunidade de parar e respirar fundo, tentando evitar o efeito de tontura que aquela habilidade poderia provocar. Dessa vez, meu foco e atenção tornou-se observar cada movimento do monstro com várias cabeças. Eu hipercinesia potencializava a previsão de probabilidades. Ali, foi como se o mundo inteiro virasse uma lógica complexa. Minha mente funcionava rapidamente, cálculos eram feitos enquanto observava e analisava cada mover do monstro. Então, quando a cabeça da ponta esquerda veio em minha direção, eu sabia exatamente onde ela iria atacar. Segurei mais firme as minhas lâminas, calculei o momento certo para esquivar para o lado e desci as lâminas em um movimento vertical, de cima para baixo, reunindo todas as minhas forças para conseguir decepar a cabeça em um único movimento.

Apesar de ter as estratégias mais avançadas, o inusitado sempre seria o inimigo de um guerreiro. Assim que a cabeça caiu no chão acompanhada com o cheiro de carne queimada, outra cabeça atingiu-me em cheio nas costas. O impacto foi forte o suficiente para jogar-me dois metros a frente. Meus braços sensíveis pelo golpe flamejante de antes arranhou sobre o asfaltou, provocando uma reação natural de dor. Rosnei, grunhi e me levantei. Não havia tempo para sentir coisas supérfluas como uma dor corporal. A mesma cabeça estava vindo em minha direção, junto com outra. Usei de uma explosão de energia para impedir que elas me atingissem. O impacto foi tão grande que as cabeças recuaram e bateram uma com a outra.

Era a oportunidade perfeita para o golpe final e definitivo. As cabeças estavam tontas tanto pelo impacto quanto pela explosão de energia. Segurei firme nos cabos de minhas espadas e iniciei uma corrida rápida, certeira, em mão reta. Ao atingir a área do corpo da hidra, as espadas ainda com a fúria flamejante foram esticadas para a frente, fazendo o golpe de estocar. Um golpe reto, direto, um mover firme de mãos que perfurava o que viesse a sua frente. E, naquele momento, era o peito do corpo de dragão do monstro. O intuito era o de atingir o coração da hidra, o seu ponto mais fraco sendo cortado, dilacerado quando todo o seu corpo já estava destruído. A hidra agitou-se, as cabeças restantes urraram, até que finalmente transformaram-se em pó.

Minhas espadas caíram no chão. Meu corpo ficando mole com o esgotamento de energia, afinal havia feito uma sequência poderosa de ataques, mas que consequentemente exigia o seu custo. Arrastei-me até o meio fio, sentando sobre a calçada enquanto respirava fundo. A vista estava levemente turva, até focalizar em um homem agachado a minha frente. Ele sorria orgulhoso, os braços repousando sobre os joelhos enquanto os olhos claros me vislumbravam.

-Você lutou como uma guerreira de Belona, não sei ao certo como conquistou isso Evie... Mas você foi esplendida – ele falou calmo, o tom de adoração preenchendo meu peito com um calor que eu nunca havia sentido – Temos pouco tempo, devo retornar ao lugar ao qual pertenço agora. Mas me fale sobre você, por favor.

-Eu tenho perguntas! – resmunguei.

-Procure o amigo detetive que lhe comentei, ele irá responder o mesmo que eu, ele sabe de tudo. Agora me conte sobre você!

-Eu sou... eu sou pretora – disse vendo os olhos dele brilharem ainda mais com aquela informação. Senti meu rosto corando como a muito tempo não acontecia, talvez apenas na presença de Kyra... sorri de lado ao pensar na filha de Vênus – Conheci uma garota que me tira do sério e não sai da minha mente.

-Uma garota...?! Oh my! Ela deve ser muito linda. Ela cuida de você? Ela é gostosa né?

-Pai!

-O que? Os Farrier possuem o seu charme! Essa fachada de guerreiro toda que esconde um romântico. Estou errado?! – ele gargalhou de maneira aberta, eu poderia jurar que ele estava se tornando mais apagado, como se estivesse deixando de existir nesse plano – Estou contente que você encontrou alguém, minha filha.

-Eu tenho amigos muito bons, eles são importantes – comentei de maneira distraída, o admirando enquanto podia. Senti meus olhos lacrimejarem, funguei e enxuguei as lágrimas antes que  elas derramassem – Eu não sabia que sentia tanta a sua falta, até vê-lo. Meu coração doi, pai! Por favor, não vai!

-Eu preciso, campeã – ele murmurou e esticou uma mão para acariciar o topo de minha cabeça, como um pai faria com a sua pequena criança. Aquilo me fez tremer, o coração dilacerar e a saudade sufocar ao ponto de criar um bolo em minha garganta – Estou orgulhoso de quem você se tornou, uma mulher incrível querida. Nunca duvide disso.

Um último afago. Um sorriso enorme. Então a imagem dele simplesmente desapareceu. O fungar veio alto e doloroso. As lágrimas escorriam por minhas bochechas molhando meu rosto. Tudo o que eu pude fazer naquele momento era abraças minhas pernas e render-me ao pranto doloroso e paradoxo, pois estava feliz. Feliz por ter uma imagem mais clara de meu pai, de ter os traços de seu rosto agora tatuado em minha mente. Agora, Arthur Farrier não era uma sombra em minha história. Ele era uma parte de mim e de quem eu fui.




Habilidades e Poderes:
Passivos

Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 7
Nome do poder: Telumkinesis
Descrição: É a habilidade de manipular o armamento. Como filhos da deusa da guerra, a prole de Belona tem a capacidade de reconhecer facilmente qualquer armamento, mesmo que antes não tivesse estudado ou visto a arma/equipamento antes. Essa é uma habilidade estritamente ligada a dois outros poderes passivos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: reconhecer qualquer arma que ver pela frente, sabendo os pontos fortes e fracos no uso bélico. Porém, não confere perícia automática, como ocorre com espadas e lanças.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 25
Nome do poder: Força Interna
Descrição: A prole da deusa da fúria em guerra detém uma força interna que se transforma em força física. Com isso, o impacto dos seus golpes físicos passa a ter uma taxa de dano maior, além de ser capaz de levantar uma quantidade de peso muito maior do que um humano comum.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em danos físicos, capacidade de erguer até 150kg com facilidade e amassar metais comuns (resistência sigma).

Nível 40
Nome do poder: Perícia com Espadas IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a espada tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 45
Nome do poder: Hipercinesia III
Descrição: Esse é o momento em que mente e corpo encontra-se em completa sintonia. Você não apenas pensa e age, mas como pode fazer os dois ao mesmo tempo. A leitura do ambiente torna-se perfeita, permitindo assim o combo de muitas outras habilidades ativas com a sua capacidade hipercinética. Sua mente e corpo tornam-se a sua maior e principal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos
Dano: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Perícia com Lanças II
Descrição: Graças ao treinamento e desenvolvimento do semideus, sua habilidade com a lança já é bastante evidente. Ele dificilmente vai ser desarmado quando lutar usando essa arma, tornando-se um oponente difícil de ser derrotado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de assertividade no manuseio da lança..
Dano: +20% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.


Poderes Ativos

Nível 4
Nome da Habilidade: Super Salto
Descrição: Ao juntar energia nos pés, o filho de Belona pode realizar um salto que alcançaria em média cinco metros de altura. Isso é possível apenas graças as habilidades corporais e a desenvoltura muscular que o filho da deusa da guerra possui.
Gasto de Mp: 10MP (por salto)
Gasto de Hp: 5HP
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Whirlwind
Descrição: Conhecido como golpe redemoinho, o filho de Belona, geralmente portando uma lâmina de tamanho mediano ou maior, gira o corpo em um perfeito 360°. Ao girar, parte de sua energia é expelida como uma lâmina invisível, atingindo todos os inimigos ao redor seguindo o movimento circular, como um redemoinho. O alcance é de dois metros de diâmetro, tendo como referência a prole da guerra.
Gasto de Mp: 50MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: é baseado no material da arma somado a 25% desse valor por conta da habilidade.
Extra: Nenhum.

Nível 31
Nome do poder: Explosão de Energia
Descrição: Ao estar cercado por inimigos, a prole da guerra libera uma onda de energia impactante. Se o inimigo for de nível menor, irá arremessa-lo para poucos metros de distância. Se for do mesmo nível irá derrubá-lo. Se for de nível maior poderá balançar o equilíbrio.
Gasto de Mp: 40MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: 20
Extra: Nenhum.

Nível 34
Nome do poder: Fúria Flamejante III
Descrição: A habilidade atinge o seu auge, o filho de Belona agora consegue lidar facilmente com a fúria flamejante. As queimaduras se tornam de terceiro grau e o item pode fazer materiais fracos pegar fogo. Caso o filho da guerra continue segurando a arma contra um metal mais fraco (de resistência menor), com o tempo ele começará a derreter.
Gasto de Mp: 30MP (+10MP para manter)
Gasto de Hp: 10HP
Bônus:  nenhum.
Dano: +35% de dano da arma.
Extra: Não funciona em seres vivos, apenas em itens. É necessário o toque para a habilidade funcionar.

Nível 37
Nome do poder: Previsão de Probabilidade II
Descrição: Mente e músculo já se acostumaram um pouco mais com as análises simultâneas a ação. Aumenta assim a habilidade de prever trajetórias e, agora, consegue até mesmo fazer cálculos complexos e naturais que auxiliam no arremesso. Por exemplo, arremessar algo contra a parede e esse algo rebater atingindo sobre a cabeça do inimigo. Ou jogar algo no chão no sabendo o tempo e força exata para que esse algo seja pisado enquanto a vítima está correndo.
Gasto de Mp: 60MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% em mira.
Dano: Nenhum
Extra: É possível saber a trajetória de um arremesso, assim como prever o resultado de um movimento. A habilidade é instintiva, os cálculos acontecem por muitas vezes sem que o semideus tenha noção deles.


Nível 25
Nome do poder: Summon Weapons III
Descrição: Mais imerso no mundo das guerras, o semideus filho de Belona tem um verdadeiro conhecimento bélico. Assim, também consegue invocar uma gama maior de armas. Agora é possível invocar armas de resistência beta e de tamanho grande. As armas irão retirar os danos referentes ao metal que a constitui e apareceram próximo do corpo do semideus. Duração de 3 turnos.
Gasto de Mp: 15MP (por arma invocada)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue invocar armas de tamanho grande, como espadas, lanças, foices e escudos. Realiza no máximo 2 invocações por turno.
Armamento:
Pulseiras do Rock color=#ff0000]pulseiras que são feitas de couro escuro e spikes de prata. Porém, há um único espinho dourado e, ao pressioná-lo, é ativada a segunda forma do acessório. As pulseiras, ao mesmo tempo – mesmo tendo pressionado a de um braço só – se transformam em manoplas que cobrem toda a mão e o antebraço. Nos nós dos dedos há espinhos de metal, provocando dano e perfuração quando a manopla é usada para ataque | Material: Couro, adamantino | Efeito: Capacidade do item se transformar em manoplas quando ativado | Um espaço para gema na manopla direita | Beta | Status: 100%, sem danos | Mágica | Ganhada no Festival de Música Romano]

• Supremacy [Supremacy é uma espada de tamanho mediano, de duplo corte. Mas possui a habilidade de separar-se e transforma-se em duas espadas gêmeas, de corte único. O fio de corte é extremamente afiado. Em sua forma original ela é feita de adamantino e ouro imperial e com as pedras de esmeralda real e rubi real conferindo um bônus no crítico e no dano provocado. As pedras mágicas são localizadas na empunhadura. Quando separadas, as espadas gêmeas assumem um dos metais e uma das pedras. A espada de ouro imperial é acompanhada com o rubi real, que acrescenta 20 de dano causado, esse material provoca sangramento continuo apenas em semideuses, assim como perda contínua de 10 de dano. A espada de adamantino leva a esmeralda real, que aumenta o crítico em 30%, esse material provoca sangramento continuo em todos (menos seres divinos)| Efeito: Ela tem o efeito de sempre retornar ao dono depois de algum tempo – Bônus¹: Sangramento contínuo em semideuses + 20 de dano bruto e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo – Bônus²: Sangramento em qualquer inimigo + 30% de chance extra de se conseguir dano crítico e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo. | Adamantino e Ouro Imperial | Rubi Real e Esmeralda Real | Resistência: Alfa| Status: 100%, sem danos. |Comum - Mágico | Nível mínimo para manejo: 30| Forjado por Andrew J. Parker]

Amethyst Barrier 000]anel de ouro detalhado com cristais e agua corrente, que formam o nome de sua portadora cada vez que se movem – a agua dentro do anel tem vida própria, pois foi marcada com uma runa de vento para causar movimentação e formação – possui uma pedra de amethyst em seu centro | Efeito¹: Esse anel possui duas propriedades distintas, sendo a primeira delas a invisibilidade. Sempre que desejar Evie poderá usar o anel e tornar seu corpo totalmente invisível como o de um fantasma, o que impede que a garota seja detectada por olhares mortais, de criaturas ou de monstros. Isso não oculta seu cheiro ou os sons causados por ela, mas é suficiente para esconde-la pelo tempo que desejar. Efeito²: Por último, o anel foi marcado e selado pelo feitiço Defensorem, que permite a Evie rebater e lançar – por até três turnos – magias ofensivas lançadas contra ela. Gasto de 5 mp por turno de invisibilidade usada, e de 15 MP pela magia Desendorem sempre que essa for utilizada. | Material: Ouro | Sem espaço para gemas | Resistência: gama | Status: 100%, sem danos | Item Mágico | Encantado por Pandora; presente de aniversário dado por Gerrard]
Bençãos:
Pack Especial – Durante 20 dias off, todo xp ganho pelo semideus será dobrado, isso é contato a partir do momento da atualização do xp (será colocado a data no perfil), sendo que esse Pack não é valido para níveis, apenas para XP. [VALIDO ATÉ 15/04/2017]                        + Tubo de Pack (Até dia 30 de Maio o semideus tem direito a dobrar o xp em quatro postagens de sua escolha, mas atenção, ao gastar as quatro ou deixar a data vencer, o tubo desaparece por completo, escolha com sabedoria). Tubo de pack 3/4.

Legado Completo – A jovem foi abençoada por sua avó, Belona, e agora é considerada um legado completo, podendo usufruir de todos os poderes ligados a deusa da guerra. Contudo, tal benção a impede de ligar diretamente a um deus, pois seu laço está relacionado diretamente a Belona, e sua lealdade também passa a ser desta. Outro ponto criterioso seria que seu sangue incompleto a impede de ganhar os poderes extras herdados por seus filhos, ou seja, Evie é incapaz de manipular dons únicos e especiais, diferente dos filhos de Belona, que poderão herda-los.
Arthur Farrier:




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Re: Quando o Passado Revive - Evie Farrier

Mensagem por Nyx em Qui Jun 01, 2017 2:04 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa é a segunda (e e última) parte do evento. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

• Realidade de Combate: Uma análise geral de como foi seu combate, se os movimentos estavam claros e não confusos, análise de sua estratégia etc.

Exp: A segunda parte recebe a outra metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 30 em diante: 9.000

Dracmas: A segunda parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 9.000 x 2 (18.000)
Dracmas: 5.000

Comentário:
Não tenho muito a comentar quanto a sua criatividade e ortografia, elas sempre ficam boas demais. Então tudo que me resta é parabeniza-la pela postagem.

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.








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Re: Quando o Passado Revive - Evie Farrier

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