The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive — Samanta Sink

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Quando o Passado Revive — Samanta Sink

Mensagem por Samanta Sink em Dom Maio 21, 2017 7:29 pm





Quando o Passado Revive – Samanta Sink



Prólogo: O Chamado dos Mortos
Acampamento Meio-sangue
11:40am

“Vamos, filha! Desce o escorrega!”

“Mas eu tenho medo, mãe!”

“Confia em mim, eu vou te pegar!”

Meu coração parou por um segundo inteiro ao ver aquele vulto luminescente do outro lado do lago de canoagem. Podia ouvir as ondas se chocarem contra o casco da canoa e o vento soprar levemente, assobiando em meus ouvidos, lambendo com delicadeza minha pele já suada do esforço e carregando para longe o calor. De repente água respingou em mim, muita água, e quando olhei para trás, pude ver os olhos claros de Misty, a caçula do chalé. A sua cabeça de cachos dourados brilhava a luz do sol, alto, já próximo do meio-dia, enquanto seu cenho franzido demonstrava irritação.

— Você me arranca da cama para ficar dormindo enquanto eu sou a escrava para ficar remando? — Bradou com a impaciência propícia da sua pouca idade.

— Não, eu acho que vi algo... — Passei a mão no rosto, sentindo algumas gostas escorrerem pela têmpora, assim como o ombro e o peito.

E quando voltei meus olhos para a orla da floresta, a cerca de 300 metros de distância de onde estávamos, nada mais podia ser visto além do habitual: Árvores. Fiquei em silêncio por mais alguns segundos procurando por aquele clarão que chamou minha atenção, mas a única coisa que conseguia captar era o som dos pássaros vespertinos.

— Algo? Tipo um peixe? — Maneei a cabeça em negativo e apontei para o local em que havia visto a aparição, sentindo o barco balançar ao sabor da correnteza.

— Não, era na orla da flo... — Misty me interrompeu, tamanha a sua impaciência.

— Estou com fome, acha que podemos pescar? — Revirei os olhos e me voltei para minha irmã. Seu estômago roncou como um leão selvagem e eu quase ri, se não estivesse tão abalada.

— Não, eu acho que os peixes aqui do lago são das Náiades, vamos estar tirando o seu alimento... e acho que logo vamos ir comer... aquela coisa me deixou um pouco assustada. — Fiquei com o joelho destro pousado no barco, ainda fitando o nada.

— Tem algo mesmo ou você só disse isso para me fazer de boba?

— Eu realmente vi algo, Misty, mas agora... — Olhei para a garota e vi que ela tentava enfiar o rosto na água. Meu coração gelou, principalmente por eu não saber nadar. Imediatamente contrabalanceei o peso da canoa. — Tá maluca?!

A canoa quase emborcou e eu me grudei no lado oposto do casco, soltando um grito curto e agudo, que logo abafei apenas para segurar a cintura de minha irmã e puxá-la para dentro do barco novamente. Cambaleamos algumas vezes mais, quase perdi o equilíbrio, mas para a nossa sorte conseguimos nos equilibrar, ou algo o fez para nós duas.

— Vamos morrer, tem algo na água! — Misty gritou a plenos pulmões, seus cabelos molhados ensopavam minha blusa e eu só conseguia manter a respiração irregular.

— Idiota! Morremos se a gente virar a canoa! — Algo bateu no fundo da canoa e eu me segurei, mas sabia que não era nada perigoso, porém Misty...

— É uma piranha, certeza! Uma piranha de cabelos loiros! — Ela gritava apavorada e eu comecei a rir de nervosa que estava.

— É só uma ninfa da água! Se acalma, mana! — Dei mais algumas risadas e, no canto da canoa, uma linda garota se debruçou. Os cabelos colados à cabeça, molhados, mas ainda assim ela era linda.

— Vocês estão fazendo muito barulho... — Sua voz era melódica e gostosa de ouvir, por mais que soasse sonolenta. Minha irmã a observava com uma expressão apavorada.

— Desculpa, já estamos de saída... O seu nome é? — Perguntei, ainda com Misty em meus braços. A loira sequer se movia, encarando a ninfa.

— Anfitrite. — Respondeu com seus olhos âmbar cravados em mim.

— Anfitrite, será que pode nos levar até a margem? Nossos remos caíram no fundo do lago. — Ela sorriu e mergulhou. Não demorou para que nosso barco começasse a deslizar pela lâmina da água como se tivesse um motor embutido.

[...]

Deixei que Misty fosse na frente, para o chalé, e trocasse suas roupas para, enfim poder comer. Ela estava faminta, no final das contas, e eu ainda queria tirar uma dúvida com a náiade que nos trouxe até a borda. Eu já estava encharcada de toda forma. Não melhoraria nem pioraria minha situação, o máximo que poderia acontecer era a água eventualmente secar com o calor do meu corpo.

— Anfitrite, pode me esclarecer uma coisa? — A criatura mitológica me dirigiu um olhar cansado e nadou até o píer em que eu estava, se segurando em um dos palacetes.

— Pois não, Sam? — Me acoquei na ponta do píer, escorando os braços nos joelhos dobrados.

— Espectros são muito frequentes nessa região? — Meus olhos, inconscientemente, desviaram para  o local em que vi a aparição pela primeira vez.

— Espectros? Você diz fantasmas? — Maneei a cabeça em positivo, com os lábios entreabertos. — Não, nunca vi um... sequer os que eu sei que acompanham filhos de Melinoe e Hades... — Ela deu de ombros, observando o ponto que eu também fitava a alguns segundos atrás. — Na verdade eu, sequer, vejo proles destes deuses... — Maneei a cabeça em positivo, compreendendo o seu ponto de vista, e me pus de pé.

— Talvez tenha sido algum golpe de vista... — Comentei mais para mim mesma do que a Náiade em si. Ela tampouco prestara atenção, pois quando lancei a ela um olhar de confirmação a criatura mitológica colocava os remos perdidos no píer para mim.

Eu achei, naquele momento, que o que eu havia visto não era importante ou que sequer existia, mas eu estava redondamente enganada. Nesse um ano em que me tornara realmente ativa no mundo dos semideuses, por mais que tivesse ficado forte e já tivesse enfrentado mais monstros do que eu poderia contar nos dedos, eu ainda não havia entendido que nada do que acontece na vida de um herói grego era por acaso. Nem tudo o que parecia ser era... nem tudo o que se revelava como verdadeiro deveria ser considerado verdadeiro e, o mais importante de tudo...

A Morte não é o Fim.


A semana passou devagar e estranha. Por diversas vezes ia a lugares com aquela sensação irritante de estar sendo observada por alguma coisa que eu não conseguia ver. Algo que ia além da furtividade dos filhos de Hermes e beirava o surreal... sobrenatural que apenas, talvez, filhos de Hades ou Melinoe poderiam explicar, mas a questão ainda continuava uma incógnita, principalmente por eu manter sigilo sobre o que me assombrava. Não queria ninguém preocupado, muito menos meus irmãos. Passar confiança, estando no cargo de liderança, era algo de suma importância.

Mas naquela manhã de sexta-feira, que eu adoraria que fosse tranquila, as coisas pareciam se encaminhar para o absurdo novamente logo no café da manhã.

— Bom dia, Duncan. — A voz soou mais mórbida do que eu queria e isso atraiu a atenção do meu irmão.

— Bom dia, Sammy. — Seus olhos claros focaram os meus e ele franziu o cenho em visível desconforto. — Você parece abatida. Tem dormido quantas horas por noite?

— Poucas. — Mexi com a colher a tigela de cereal, vendo o leite formar um pequeno redemoinho, que logo se desfez por conta de não conseguir engolir tanto cereal. — Estou tendo sonhos conturbados.

Assim como aquele pequeno redemoinho eu também estava saturando por conta da grande carga que começava a descer em meus ombros. Os sonhos com minha falecida mãe eram cada vez mais frequentes. Hora estávamos apenas brincando em uma praça, no centro de Nova York, outra estávamos em uma cidade em ruínas, correndo, com explosões nos circundando, aviões voando acima de nossas cabeças e sons férreos de esteiras de blindados a poucas quadras de distância. Eu sabia que ali estava vendo os últimos momentos de Dana e, naquela madrugada acordei tão suada quanto um corredor de maratona. Por mais que eu detestasse admitir, chorei calada em meu beliche pelo resto do horário de descanso.

Na noite anterior eu pude ter um vislumbre de mim, em frente a um espelho, com minha mãe passeando os dedos delicados por meus fios vermelhos como sangue. Ela me sorria e eu apenas observava a sua beleza radiante. Seus olhos, claros como os meus, e os traços fortes do rosto, os quais eu tinha o orgulho de ter puxado. Ela usava uma escova para desembaraçar os habituais nós que a minha falta de capricho trouxeram.

— Você se tornou uma mulher. — Sua voz era serena e terna. Me trazia uma paz que eu nunca senti... sequer sabia que poderia sentir aquilo.

— Eu... queria tanto que você estivesse aqui. — Apenas comentei, abaixando o rosto para esconder a água que começava a se acumular em minhas pálpebras, mas os dedos de Dana tocaram meu queixo e me trouxeram para cima, novamente.

— Eu entendo, também adoraria ver de perto o que você se tornou... — Ela continuou escovando meus cabelos e pude sentir, claramente, uma gota escapar do meu olho e cair em cima da coxa. — Mas fico feliz que, mesmo sem minha orientação devida, você seguiu pelo caminho certo.

— Obrigada, os seus feitos sempre me guiaram pelo que eu achava que fosse certo... — Umedeci os lábios. — Eu tenho tanto pra perguntar.

— Isso terá que esperar, Sam.


Assim como o rádio-relógio, meu irmão me tirou daquele sonho desperto colocando a mão em meu ombro. Seu polegar deslizou ali de forma simples, mas senti a força que ele tentava me passar com aquele singelo toque. Em resposta apenas sorri para ele, logo pousando minha mão sobre a dele.

— Obrigada, mas estou bem... — Quando recolhi minha mão de cima da do meu irmão ele também o fez.

— Porque não vai descansar no chalé? — Ele me perguntou e pus os olhos nele, e Duncan deu de ombros. — Você pode dormir e deixar comigo a bateria de treinos dos nossos irmãos.

— Tá... — Suspirei e me pus de pé. — Eu tenho certeza de que terei mais pesadelos. — Ele direcionou um olhar para minha tigela de cereal e eu o respondi prontamente. — Não to com fome. E pega leve com a Misty.

Após a confirmação de Duncan, me levantei e saí da mesa e fui caminhando devagar até meu chalé, o único lugar que eu podia chamar de casa, mas no meio do caminho vi novamente o vulto passando pela entrada do dormitório, logo sumindo, o que me fez apressar o passo. Cheguei em poucos segundos ali, sentindo o coração bater acelerado quando notei a luminescência ao lado do meu. Não conseguia ver direito sua forma por conta de todos os outros beliches que se dispunham entre mim e a aparição.

Caminhei pelo corredor entre os beliches até chegar ao meu, mas quanto mais eu me aproximava mais a coisa sumia, até que cheguei em frente ao meu armário metálico, verde musgo, e encontrei o espaço vazio. Havia uma fresta aberta no armário, o que me impeliu a me aproximar e abrir, apenas para dar de cara com uma foto adorável minha e de minha mãe no Madison Square Park. Ela me esperava no final do escorregador e aquilo me fez sorrir, mas meu coração pareceu dar uma vacilada.

“É aqui...”


Já era madrugada quando cheguei no Madison Square Park. Haviam poucos carros na rua e, por mais que o verão estivesse chegando perto, a umidade estava bastante alta. Gotas de orvalho se acumulavam acima dos brinquedos, minha respiração quente se condensava a frente de meus lábios enquanto caminhava por ali e mantinha minhas mãos dentro do bolso canguru de meu moletom.

Avancei sem medo de ser atacada por mortal ou monstro, principalmente por sentir os anéis em meus dedos, o da Força Paterna e o anel negro, Dímios, o qual era capaz de invocar minha espada mais mortal.

Logo pude ver uma mulher ao lado do escorregador, além da pequena cerca que separava o caminho da área privativa para crianças, e o que precisei fazer para chegar lá foi esticar as pernas para poder passar por cima do bloqueio. Conforme me aproximei dela pude notar seus cabelos castanhos e a postura forte. Ela se virou para mim e reconheci o rosto de Dana.

— Você cresceu tanto! — Ela disse orgulhosa e eu umedeci os lábios, mordendo o inferior em seguida.

Minha mãe era bem mais baixa do que eu, cerca de 10 centímetros, mas eu me sentia pequena próxima a ela. Queria me sentir a garotinha que corre para trás da perna da mãe em busca de proteção, queria tirar o manto de líder do chalé de Ares de cima dos meus ombros, me libertar de todo aquele peso e apenas abraçar Dana como nunca mais havia feito, mas não podia me entregar daquela forma ainda. Ela podia ser um monstro vestindo o rosto de minha mãe, de dez anos atrás.

— Oi... — Abaixei o capuz, revelando os fios vermelhos. — Eu não sei reagir... desculpa.

Ela se aproximou dois passos e eu recuei em defesa, apertando as mãos. Mal pude conter uma expressão assustada. A mera presença daquela mulher me abalava profundamente e eu mal sabia como iniciar uma conversa.

— Eu entendo o seu receio... também sou semideusa e sei que não podemos confiar em muita coisa. — Maneei a cabeça em positivo, em resposta. — Como está a minha Pedrinha Rubi?

O apelido me trouxe aquela sensação de nostalgia, tanto que fez meu peito doer e meus olhos lacrimejaram. Engoli o choro e lambi os lábios, suspirando pesadamente para tentar me recompor daqueles socos, um atrás do outro.

— Estou muito bem. — Recuei um passo e me escorei em uma árvore. — Sou líder do chalé de Ares. — Ela sorriu orgulhosa.

— Líder de chalé? Uau! — Ela estava pronta para me perguntar mais algumas coisas, mas eu a interrompi, me desencostando da árvore e caminhando de forma aleatória.

— Como você morreu? Eu não pude nem dar um último beijo em você! — Uma lágrima desceu, involuntária.

— Estávamos em missão de paz no Haiti. — Meus dentes estavam trincados enquanto observava Dana explicar. — Foi tudo tão rápido.

— Doeu? — Acabei dando um passo à frente sem nem me dar conta. — Você sofreu? — Ela maneou a cabeça em negativo, sorrindo para mim.

— Não tive tempo, sequer, de temer a morte. — Minha mãe fitou o chão, como se tentasse recordar. — Eu lembro de estar entregando suprimentos de cuidados básicos para refugiados e então um grupo de guerrilheiros rebeldes jogou um carro contra nós... e explodiu. — Trinquei ainda mais os dentes.

— Eles morreram? — Sentia meu corpo aquecer com a raiva.

— Morreram por aquilo que acreditavam ser o certo. — Ri anasaladamente e balancei a cabeça em negativo, com raiva.

— Morreram atacando tropas que queriam apenas ajudar! — Golpeei a árvore que acabara de me escorar e o fino tronco se partiu. Acabei derrubando a árvore no meio do parquinho. — Mereciam regredir aos 7 anos e ser largados como órfãos em um mundo que não dá uma foda pra eles!

— Eles já eram assim, Sam. — Me calei, observando a sabedoria que minha mãe tinha. — Fico feliz que você nunca tenha tirado uma vida humana inocente. — Minhas pernas fraquejavam e eu queria tanto abraçar Dana, protegê-la com minha vida. — Mas... precisamos conversar sobre a sua irmã. — Arregalei os olhos, me sentindo tão perdida que eu sequer tinha palavras para descrever isso.

— Irmã, sua filha?

— Ela foi capturada, assim como você, mas foi mantida em cativeiro durante todo esse tempo. Preciso que você salve-a. — Como se entendesse a minha pergunta seguinte, minha mãe apenas continuou. — Luma está em Nevada. Vai ser fácil de achar, vocês são idênticas. E sei que você pode salvar a ela, assim como tem feito com cada um de seus irmãos, diariamente.

Avancei até ela e a abracei apertado. Pude sentir o seu calor com o meu corpo e, ali, eu desejava permanecer durante horas e horas, talvez para sempre. Eu sequer me lembrava de quão gostoso era o seu perfume, quão quente era a sua pele e quão caloroso era o seu abraço. Mas ao fazê-lo foi como reviver a minha infância e, ali, me deixei chorar, soluçar, gritar. Eu me sentia segura ali e nada poderia me afligir.

Samanta Sink  


Usando esta bênção:
+ Tubo de Pack (Até dia 30 de Maio o semideus tem direito a dobrar o xp em quatro postagens de sua escolha, mas atenção, ao gastar as quatro ou deixar a data vencer, o tubo desaparece por completo, escolha com sabedoria). Tubo de pack 4/4.


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Samanta Sink
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Re: Quando o Passado Revive — Samanta Sink

Mensagem por Belona em Seg Maio 22, 2017 5:07 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 30+: 9.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 9.000 x2 = 18.000
Dracmas: 5.000
Comentário:
Escrita perfeita, início bem suave e depois ficando cada vez mais emotivo. Gostei bastante de seu enredo! Mereceu a nota máxima, Samanta.


Segunda Parte

Explicações eram dadas, especulações dolorosas eram feitas em silêncio. E se tudo tivesse sido diferente? Mas não havia sido. Ali, mãe e filha tinham uma chance única de responderem perguntas e obterem respostas. Porém, antes que qualquer coisa a mais fosse dita, uma aura maligna pareceu cobrir todo o lugar. A mãe de Samanta tremeu e empalideceu, o medo era evidente em seu semblante. Ela explicou rapidamente as suas condições e como Samanta teria de fazer uma rápida decisão. O destino da mãe revivida estava na escolha da prole de Ares!


Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é a própria rainha Sess, acompanhada com 3 dracaenaes servas. Essa era a sua primeira aparição desde as guerras antigas. Ela está muito mais poderosa, rancorosa e faminta. Você pode escolher a forma de aproximação das dracaenaes e escolher seus armamentos, sendo que cada uma porta, pelo menos, uma arma.


Sobre o Monstro (retirado do bestiário):
Rainha Sess

A Rainha das dracaenaes que aparece em O Último Olimpiano. Ela lutou ao lado de Cronos, mas foi morta quando Quíron disparou uma de suas flechas entre os seus olhos. Contudo, monstros nunca permanecem mortos por muito tempo, e não seria surpresa que ela ainda voltasse a atacar semideuses. Sess possui todas as características de uma dracaena comum, mas suas habilidades são aprimoradas. Em termos de combate, ela possui as mesmas perícias físicas de um filho de Ares, podendo inclusive entrar em fúria. Seu veneno é mais potente e, em combate, pode incitar outras dracaenas presentes, ou convocar qualquer uma que esteja por perto.


Passiva:

► Sentir aliados - Sess sempre sabe quando suas guerreiras estão em uma área próxima, sentindo a distância e a condição das mesmas.

► Perícia marcial aprimorada - Sess usa qualquer arma ou armadura/ escudo com facilidade, dominando a arte do combate.


Ativas:

► Cuspe venenoso - Sess não precisa morder seus oponentes para ferí-los dessa forma. Sua saliva é venenosa, levemente corrosiva, causando dano por contato durante 3 rodadas. Caso acerte os olhos do oponente, este ficará cego pelo mesmo período de tempo.

► Olhar hipnotizante - algumas lendas falam sobre cobras capazes de hipnotizar suas vítimas, e Sess consegue fazer exatamente isso. Seus olhos induzem o alvo a um estado de letargia, forçando-o a abaixar as armas e aguardar as ordens de Sess, como se estivesse sobre efeito de charme, apesar de não ser um poder desse tipo.

► Convocar reforços - O brado de Sess convoca todas as dracaenas próximas a lutar por ela. Os monstros convocados, sentem o chamado, contudo, não surgem instantaneamente, se movimentando normalmente até sua rainha.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da Rainha Sess, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente. A considere muito mais poderosa do que o nível sugerido no bestiário.
- Boa sorte.




Belona
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Re: Quando o Passado Revive — Samanta Sink

Mensagem por Samanta Sink em Dom Jun 11, 2017 2:15 pm





Quando o Passado Revive – Samanta Sink


O abraço durou longos segundos e, durante este tempo, pude sentir meu peito aquecer. Era como carregar a carga de uma bateria que esteve inativa dentro de mim durante tanto tempo que eu sequer lembrava da sua existência, mas eu conseguia sentir, agora, que ela fazia diferença. Me deixava melhor... me tornava melhor.

Dana se afastou um pouco e fez surgir em suas mãos um pequeno colar. A sua luminescência me ofuscava e, gradativamente, foi se tornando cada vez menos reluzente, até que pude vê-la. Era um pequeno escudo dourado com uma rosa de pequenos rubis em seu centro. Duas lanças também douradas atravessavam a peça de armadura. Uma junção perfeitamente harmônica entre os símbolos de Ares e Afrodite.

— Eu não tenho muito a oferecer... por estar com minha forma enfraquecida, mas eu ainda posso te dar isso. — Seus braços voltaram a enlaçar meu pescoço, pondo em mim aquele colar. — Pra você ter algo pra se lembrar de mim... algo para te lembrar de quem você é... quando eu me for...

— Obrigada... eu não sei como te agradecer. — Deixei uma risada escapar enquanto observava nossos pés. Haviam reflexos dos postes no chão molhado, entre nossos pés. — Você fez falta pra me aconselhar sobre moda, cabelo e primeiro beijo.

Quando subi os olhos para ver a sua reação com minha piada, foi como se tivesse recebido um soco direto no coração. Sua expressão era de puro terror e sua feição era pálida como papel. Ela já não tinha muita melanina na pele, mas eu achei que desmaiaria em poucos segundos, até mesmo fui impelida a segurá-la pelos ombros.

— Mãe, você tá bem? — Meus olhos se encheram de lágrimas. Não estava pronta para perdê-la de novo.

— Meu tempo acabou... — Maneei a cabeça em negativo. Não conseguia mais controlar os músculos do rosto, pois se torciam involuntariamente em uma expressão de choro. — Mas o seu não, Sam. — Ela pôs ambas as mãos em minhas bochechas enquanto eu maneava a cabeça em positivo. — Salva a Luma.

O ar se tornou tão pesado quanto chumbo, era como se uma força invisível nos esmagasse, igualzinho à força de pressão do fundo do oceano. Uma névoa mais densa e negra circundou toda a praça, apagando parcialmente a luz dos postes e, aos poucos, minha mãe se tornou a única coisa que brilhava em meio às trevas. Era como um anjo que me orientava em meio à escuridão.

— Ela não precisa ficar longe de você, Samanta Sink. — Uma voz retumbante e baixa, embora feminina, rouca e melódica, até mesmo um pouco triste, veio de algum lugar da escuridão. — Você pode ficar para sempre ao lado dela.

— Quem está aí? — Eu não acreditava naquela presença. A ficha ainda não caíra.

— Vai embora, Sam! Você ainda tem tempo! Não o desperdice assim!

— Sou a noite primordial. A primogênita de Caos. — Dois pontos azuis e brilhantes se aproximavam na escuridão, até que uma mulher em um belo vestido, que parecia se juntar às sombras. — Mas você pode me chamar de Nyx.

Me interpus entre minha mãe e a entidade, sabendo que não poderia contê-la caso ela realmente quisesse. Mas caso a filha de Caos desejasse nossa morte, pelo menos morreria lutando. Morreria em combate e honraria o nome de meu pai e meus irmãos, protegendo aquela que por muitos anos fora a mais importante em minha vida e, nos conseguintes, fora a pessoal na qual eu mais me espelhara.

— Se você está aqui por causa da minha mãe... pode voltar pro buraco de onde saiu. — A entidade primordial sorriu e era como se uma estrela brilhasse no céu noturno.

— Corajosa como o seu pai... e sua irmã. — Ela se aproximou mais alguns passos e, com um movimento rápido da mão direita, fiz Dímios surgir. Era como se brasas surgissem no ar e solidificassem minha espada de quase 2 metros de comprimento. Nix sequer se abalou com aquilo. — Lauren... ela não estava preparada para o meu propósito... para ascender à verdadeira divindade.

— O que você fez com a Lauren! — Gritei a plenos pulmões enquanto minha mãe pousava a mão em meu ombro.

— Sammy...

— Nada, ainda. Mas a sua hora vai chegar. — Ela passou a caminhar no limite do raio de um círculo imaginário, a partir de mim como epicentro. Não se aproximava mais do que aquilo. — Eu não estou forte o suficiente ainda, caso contrário já teria dado liberdade à criação anterior aos olimpianos. — Ela olhou as próprias unhas, indiferente.

— Esse é o seu plano? Apagar tudo o que vem depois dos titãs? — Mais uma vez aquela estrela da morte pontilhou em seu rosto.

— Tudo o que os humanos fazem é matarem a si mesmos por pura ganância, luxúria... — Ela fitou a mim com grande intensidade, como se fosse fazer uma pergunta filosófica. — Você mesma está pronta para me atacar para proteger a sua querida mãe, mesmo sabendo que não pode me vencer. Eu fui A Noite durante Éons, observei a toda a curta história da humanidade. Vocês não passam de uma invenção defeituosa de deuses sádicos.

— E você é um pedaço que caiu de Caos... Porque no volta pro rabo dele, de onde nunca deveria ter saído? — Sorriu novamente.

— Ofereço a você a oportunidade que sua irmã recusou: Seja meu braço direito, portadora de meus ideais em campo de batalha, e eu prometo que terá um lugar digno quando eu reinar.

— Vai se ferrar. — Os nós de meus dedos estavam brancos de tanto apertar o punho de minha espada.

— Que assim seja. Vejo você e sua mãe no sofrimento eterno do Tártaro.

Da escuridão, ao seu lado, uma mulher com traços draconianos saiu. Seus olhos amarelos pareciam brilhar tanto quanto os de Nyx, mas eu suspeitava que aquilo podia ser o indício de algum ataque psíquico. Minha mãe, atrás de mim, engoliu em seco. Eu não fazia de que monstro era aquele enquanto Dana parecia ter aversão a ela.

— Quem é essa? — Perguntei com os dentes trincados.

— Rainha Sess... ela é a senhora das Dracaenae. — Pude senti-la se encolher ainda mais. A sua voz quase foi abafada pelos assobios fantasmagóricos daquela escuridão, que parecia nos circundar como um pequeno furacão. — Toma cuidado...

— Quem precisa de cuidado é ela...

Com um poderoso impulso de iniciativa, corri em direção à criatura que se denominava Rainha Sess. Trazia minha espada com a ponta para trás, no ímpeto de trazê-la para frente no último instante, afim de descrever um ataque em arco. A criatura ofídia sequer se moveu, até que o impacto era iminente. A golpeei, mas tudo o que acertei foi o ar e a forma tremulante de Nyx, que agora sumia em uma nuvem de trevas.

“O que?”

Desci os olhos a tempo de ver a mulher serpente abaixada tal qual o animal que se assemelhava. Em suas mãos despontavam duas adagas de lâminas perfeitamente sinuosas. Com a mão destra a criatura estocou em minha direção. Evitei seu ataque com uma inclinação para trás, porém, o segundo ataque veio tão certeiro quanto o primeiro.

Sess descreveu um ataque em arco, na horizontal e na altura de meu pescoço, que me fez abaixar e aproveitar a abertura que aquele tipo de investida proporcionava. Direcionei Dímios tendo como alvo suas costelas destras, mas aquele animal era extremamente rápido. Em questão de meio segundo ela já estava a uma distância de 5 metros de mim enquanto minha espada partia o piso da praça em cacos.

— Você é forte... — Ela sibilou, enquanto me analisava e eu desenterrava minha montante do chão.

— E você esguia como uma cobra...

— Sabe qual a minha missão aqui? — Empunhei a espada e a descansei por sobre o ombro, também caminhando ao lado, mantendo a atenção em Sess, sempre. Não a respondi. — Levar a sua querida mãe para a danação eterna. — Seus dentes pontiagudos se tornaram à mostra em um sorriso de escárnio. Sádico.

— Vai ter que passar por mim, primeiro.

— Eu já passei...

— AAAAH! — Ouvi o grito de minha mãe, atrás de mim, e quando me virei, haviam duas dracaenae à segurando.

— Mãe! — Me teleportei até onde ela estava sendo cativa e em menos de 3 segundos transformei ambas as criaturas que a seguravam. — Você consegue lutar? — A perguntei e, antes da sua resposta em negativa, senti uma dor aguda nas costas, que fez minha visão ficar turva.

Minhas pernas fraquejaram com aquela apunhalada e, quando olhei por cima do ombro, ao longe, vi Sess com apenas uma de suas adagas e a mão estendida à frente, como se tivesse acabado de arremessar a arma em mim. Ao notar meu olhar sobre o seu, ela sorriu de forma boba e levou a mão livre aos lábios, de forma traquina e debochada.

— Ops. — Levei a mão canhota ao cabo da faca e à puxei de uma vez, mas não sem antes dar um grito dolorido. — Você tem alguns segundos antes de todo o seu sangue escapar.

Com uma bola de fogo criada em minha mão canhota cauterizei o ferimento, mantendo sempre os dentes trincados para não dar o gostinho de satisfação à rainha Sess. Ela pareceu surpresa quando me pus de pé, virando de frente para ela, mantendo a sua lâmina em uma das mãos e a Dímios apoiada em meu ombro destro.

— Boa tentativa... — Joguei a adaga para cima, segurando-a pela lâmina, e à arremessei na direção de Sess.

Foi como um tiro e, na última hora, uma dracaeana que se esgueirava em alguns arbustos próxima de sua líder, se colocou na frente da rainha. A mulher serpente apenas riu e segurou novamente a sua adaga, raspando ambas e fazendo faíscas saírem em uma forma de me intimidar.

— O melhor está por vir, semideusa.

Ela correu em minha direção e eu fiz o mesmo, golpeando-a uma vez e, em resposta, ela esquivou. Uma adaga veio em minha direção e aproveitei a inércia do golpe para me esquivar, também. Girei a espada por cima da cabeça e a desci com toda a força em um golpe de potência avassaladora, que seria capaz de partir aquele monstro ao meio, porém, ela se esquivou e golpeou em minha direção. Evitei mais aquele ataque com um rolamento para o lado.

Rainha Sess ainda sentia sede de sangue e avançou uma vez mais, conseguindo chegar em mim antes mesmo que eu ficasse de pé. Pus Dímios em frente ao meu corpo, defendendo uma das adagas, porém, a outra encontrou alojamento em meu ombro. A dor me fez perder o equilíbrio das pernas e ir de costas ao chão, com a rainha das Dracaenae sobre mim. O metal de nossas armas tilintava enquanto a sua força tentava sobrepujar a minha. Seus dentes bem à mostra eram intimidadores e eu sabia que ela podia, muito bem, usá-los para terminar comigo.

— Por que lutar contra Nyx? — Sua voz soava com esforço. — Assim como é o destino do dia dar lugar à noite... é o destino da humanidade ceder ao poder da primeira entidade!

— Você sabe... quem é meu pai... não é? — Seu sorriso sumiu aos poucos. — Essa luta... ainda não terminou!

Usei toda a minha força para jogar o corpo draconiano de Sess para longe, que rolou bastante antes de parar em uma pequena grade, amassando-a com o próprio peso assomado à inércia de meu golpe. Enquanto me levantava, cravei Dímios no chão e levei a mão destra ao ombro, arrancando a sua adaga dali. O sangue verteu com afinco enquanto criava mais uma esfera de fogo e cauterizava o ferimento. Aquelas adagas possuíam alguma toxina anticoagulante.

— Veneno é uma ferramenta bastante desonrosa. — Soltei a arma no chão e pisei em sua lâmina, com toda a força, usando de poderes divinos para transformar meu tornozelo em Bronze. Uma das lâminas de Sess estava quebrada.

— Desonroso é perder uma luta... —Ela tinha razão.

Com um silvo semelhante ao de uma cascavel, auto o bastante para me fazer arrepiar por inteira, Sess fez com que, pelo menos, cinco Dracaenae extras surgissem de bocas de lobos e entradas para os esgotos ao redor. Umedeci os lábios e ergui Dímios aos céus, enchendo os pulmões com o máximo de ar que podia para bradar aos quatro cantos um comando de meu pai para seus subordinados.

Sikotheíte kai tin katapolémisi!

Debaixo das lajotas do parque guerreiros zumbis se ergueram, empunhando suas armas de bronze celestial carcomidas pelo tempo, de lâminas serrilhadas e torcidas pelo tempo, porém, aquele era um metal que nunca perderia o seu efeito contra monstros daquele tipo. Bronze Celestial era letal para Dracaenae.

Os monstros ergueram as mãos em frente aos olhos, como se repudiassem o que viam e os esqueletos dos guerreiros caídos estalavam em repúdio, até que todos correram ao encontro de seus algozes, em uma verdadeira guerra mediúnica. Lâminas tilintavam, gritos ecoavam acima dos assobios fantasmagóricos da névoa negra que nos circundava, e naquela hora eu e Sess tivemos uma luta difícil, porém, sem interrupções de terceiros.

Golpe, bloqueio, esquiva, golpe, esquiva. As coisas estavam perfeitamente equilibradas, por mais que aquela mulher dragão estivesse apenas com uma adaga. Ela era plenamente capaz de bloquear parcialmente e conduzir minha arma para o desvio de seu corpo, mas ela também parecia surpresa com a velocidade que eu conseguia executar esquivas.

A batalha parecia que levaria horas para ser concluída, até que um dos guerreiros caídos arremessou a sua espada em mim e em Sess, pelas minhas costas. Eu pude sentir a arma chegando e inclinei o corpo para o lado. A lâmina de bronze celestial atingiu Sess, que se desconcentrou da luta. Foi o suficiente para que eu a golpeasse no pescoço com Dímios, em conjunto com um potente grito de guerra.

Sua cabeça encontrou o chão antes que o seu corpo assimilasse a sua falta.

Assim que o corpo de Sess se tornou pó dourado, todas as demais Dracaenae sibilaram em protesto. Estavam feridas por conta dos guerreiros caídos e iradas, mas soltaram suas armas e voltaram para os covis de onde saíram. Caminhei até onde minha mãe estava, arrastando a ponta da Dímios pelo chão, e quase desabei ao chegar em seu encontro.

— Não podia permitir que você fosse para os campos de punição eterna. — Estava cansada e ferida. Mas após aquela luta, talvez, os monstros se manteriam afastados.

— Eu tenho muito orgulho de você, Sam. — A névoa negra aos poucos se dissipava e, um pouco afastado de onde estávamos, um clarão branco, no formato de uma porta, parecia rasgar o tempo-espaço. Minha mãe olhou por cima de seu ombro e voltou a atenção para mim. — Vou ser eternamente grata por tudo o que fez por mim, Sam. — Dana segurou minhas bochechas e deu um longo selinho em minha testa, após trazer meu rosto para baixo. — Salve a sua irmã... e não esqueça de quem você é.

O seu toque no pingente em meu peito o fez aquecer confortavelmente e, enquanto ela voltava para a luz que iria, provavelmente, para os campos Elísios, a observei calada, enquanto lágrimas mudas vertiam de meus olhos e corriam pelas bochechas.

Obrigada, mãe...

Samanta Sink  



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Re: Quando o Passado Revive — Samanta Sink

Mensagem por Belona em Dom Jun 11, 2017 4:25 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 9.000 x2 = 18.000
Dracmas: 5.000
Comentário:
Não há pra negar a sua fama de guerreira no fórum, ela se definiu por si só e esse post foi exemplo disso. Gostei bastante também da sua interpretação da situação da trama, pouca gente faz isso da maneira correta!

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.



Belona
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Re: Quando o Passado Revive — Samanta Sink

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