The Blood of Olympus
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Quando o passado revive — Ariel Sehn Kahlfels

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Quando o passado revive — Ariel Sehn Kahlfels

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Dom Maio 21, 2017 3:36 pm





Can't stop these feet from sinking

I know you've got the best intentions, just trying to find the right words to say
[...]

O teto desabava de pouco em pouco, os estofados já não serviam para nada tal como os demais apetrechos espalhados pelo apartamento. Uma tosse seca unida a um gemido baixo chamou-lhe a atenção para com o som, seguindo o caminho tendo que desviar do que caía em sua direção. Um pedaço do teto caiu bem ao tempo em que a morena entrava no quarto, impedindo a passagem de volta. − Mãe? − chamou, vendo-a caída no chão, praticamente desacordada. Os olhos azuis da mulher de meia idade que não aparentava ser muito mais velha que a filha viraram-se para a figura reluzente de uma Ariel desfocada e com uma aura ofuscante ao seu redor. Um bidente aceso no topo de sua cabeça não era escondido pela névoa, não para ela que tinha meio sangue olimpiano, mas que jamais havia tido sua proclamação. Um sorriso pequeno e fraco surgiu nos lábios rachados e acinzentados pela poeira do incêndio, fazendo a mais nova se sentir confusa com o que via. − Ariel... Filha... − tossiu outra vez, um bolo de sangue sendo posto pra fora no mesmo instante. Ariel travou, compenetrada na cena de sua mãe desvanecendo diante de seus olhos. Pegou o celular no bolso, e a falta de sinal fez com que a garota o jogasse contra a parede incendiada mais próxima. Não tinha muito tempo. − Saia. − Esther pediu, fraca. Já estava começando a sentir o corpo gelar, a vida lhe abandonando em um estágio avançado. − Não fale, poupe suas forças. Já inalou muita fumaça, eu preciso tirá-la daqui. − ordenou, a voz alguns tons mais graves enquanto tentava pensar numa maneira rápida de seguir com a mãe pelo mesmo caminho que tinha vindo. − Não perca tempo comigo, Ariel! − ainda que em um tom baixo, a mulher vociferou brava com a teimosia da filha. Sem mais o que fazer para esticar aquele momento, Ariel agachou-se perante Esther, passando um braço ao seu redor. Fumaça entrava por seu nariz e boca, mas ela não se importava. Nada mais tinha a sua atenção, nem mesmo os pulmões que começavam a queimar pela química forte que inalava em forma de poeira, apenas o fato de que tinha de tirar sua mãe dali de dentro.

[...]

A lembrança daquele dia custava a atormentar a prole de Hades. Acreditava estar tendo dificuldades com as memórias desde o dia em que tornara-se uma mentalista, com acesso a mente dos demais ao seu redor, tornando a sua própria um perigo para sua sanidade. Jurava ter visto uma mensagem de sua mãe pedindo para encontrá-la no Central Park, a cento e sessenta passos do lago Merryl, no caminho para a trilha que quase ninguém se arriscava a fazer, onde encontravam-se sempre que possível. A tormenta havia sido grande demais para lhe impedir de qualquer ato impensado, como mentir para Manu, dizendo que precisava acertar algumas coisas em New York por uns dias. Já faziam algumas horas que perambulava pelo park, olhando fixamente para as mãos trêmulas. Estava com um pressentimento estranho, e por aquele motivo preferia acreditar que não passava de uma paranoia repulsiva da qual deveria se livrar logo. Caminhou até o lado mais próximo que a levaria até a trilha, cruzando as árvores de galhos secos e tortos, aproximando-se da passagem já conhecida.

A surpresa fora tão grande, que dois passos foram dados para trás. Reconheceria a silhueta de sua mãe em qualquer que fosse o lugar. O choque emocional causara uma paralisação total no corpo da semideusa, que não reagia expressivamente enquanto via a mulher virar-se com um sorriso nos lábios. − O que...??? − a pergunta morreu antes mesmo de ser completada, os olhos repletos de lágrimas numa forma repentina. O coração saiu do eixo, as batidas tão fortes faziam-na sentir tremores por todo o corpo. Os passos dados para perto da filha foram cuidadosos, uma vez que Esther continuava a sorrir. − Você está tão bonita, minha filha. Veja só para você. − O orgulho era evidente, apesar da fala mansa. Ariel ainda não acreditava no que estava bem diante de seus olhos, sentindo-se insana ao ver um ente falecido em proporções reais. Por esse motivo, irrompeu num choro descontrolado quando a abraçou e sentiu o calor familiar de quando aquilo realmente acontecia. − Chore. Ponha para fora. Você precisa disso. − A latina mais velha acariciou os fios espessos da filha, acariciando. Se fosse possível, estaria como ela, chorando, domada pelas emoções.

Muito tempo passou, ou talvez não, já que a morena não tinha noção de mais nada. Tempo, espaço, realidade. A bagunça estava implantada em sua mente, alterando todo o controle que um dia aprendeu a manter. Foi lembrando-se disso que resolveu restaurar pelo menos o mínimo, enxugando o canto dos olhos com o dorso dos dedos. − Você... Morreu. − foi a primeira coisa que conseguiu falar, sentindo-se ainda mais fútil ao ter dito algo como aquilo. Esther riu um pouco mais, acariciando a lateral do rosto molhado pelas lágrimas da filha. − Precisamos falar sobre isso, Ariel. − aos poucos o sorriso fechou-se, e a mulher pareceu respirar profundamente. − Eu estive observando você, notando como algumas coisas a atormentam. Coisas que não deveriam se passar por sua cabeça. − começou, olhando-a com afinco. − Não tente me f- − cortada por um dedo levantado, a semideusa calou-se. − É exatamente isso o que eu temia. − Esther mostrou nervosismo ao passar as mãos entre os fios de cabelo no mesmo tom dos de Ariel até colocá-las sobre a cintura. − Escute, eu chamei você aqui para conversarmos sobre o que aconteceu. Você precisa entender que não foi culpa sua! − Consternou, um pouco mais desesperada do que gostaria de soar. A mais nova passou a negar com a cabeça, fechando os olhos e tampando os ouvidos com ambas as mãos, negando qualquer coisa que saísse pelos lábios de sua mãe a penetrarem em sua mente.

Quer que eu entenda que não foi culpa minha ter deixado você lá dentro? − Perguntou, irada. De repente, deixou-se tomar pela raiva. Tinha ouvido Esther e seu pedido para sair e procurar por ajuda. − Você ia morrer, Ariel. Viu isso. − soltou de repente, fria. − Você- − foi a vez de Ariel interrompê-la. − Eu ouvi você. Esse foi o meu erro. Talvez eu devesse ter morrido, assim não estaria presa a uma vida que não me pertence! Uma pela qual eu não pedi! − Esbravejou, as veias saltando no pescoço. − Você me forçou a cometer um assassinato. O da minha própria mãe! − as lágrimas voltaram, com força total desta vez. − Não! Não é assim que você tem que ver as coisas, Ariel! − Esther sabia o quão complicado seria aquilo, como a filha costumava ver as coisas pelo pior lado. − Precisava acontecer daquele jeito, e se eu não pedisse para você procurar por ajuda lá fora, eu... − Não conseguiu terminar logo de cara. − Como seu avô ficaria? − Aquilo, de fato, fora um golpe baixo no estômago da semideusa. Não era para ser uma conversa justa, afinal. − Não fale dele. − A frieza irrompera em sua garganta, as mãos fechadas em punho. − Já imaginou como seria para ele viver sem as duas pessoas mais importantes da vida dele? − Apenas por um segundo, Ariel deixou-se levar pelo pensamento de seu avô num estado catatônico, apavorado e debilitado.

Ali, teve certeza de que as coisas seriam muito mais dolorosas do que havia imaginado. Encontrar a mãe já era doloroso o suficiente, ter de reviver a pior memória de sua vida? Não existia palavra para definir com exatidão o quão terrível era. Mas, para onde aquilo a levaria? Já vivera o suficiente como semideusa para saber que existia algo por trás de tudo.

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benção:
Ovinho Sorte Dupla – Na próxima postagem realizada pelo semideus (apenas postagens que vale xp, como missões fixas, one post, treinamentos ou CCFY) a xp do semideus será triplicada. Lembrando que é valido apenas para UMA única postagem, e só a PRÓXIMA, não é qualquer postagem, será conferido.




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Re: Quando o passado revive — Ariel Sehn Kahlfels

Mensagem por Nyx em Seg Maio 22, 2017 2:55 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 20 ao 30
- 7.500

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 7.400 x 3 (multiplicador) = 22.200
Dracmas: 5.000
Comentário:
Ariel o único desconto dado a você se refere ao fato do encontro ter sido muito repentino. Entendo que sua mente foi violada, e que provavelmente por ser mentalista o bloqueio impedisse sua mãe de entrar. Contudo, no evento, um dos requisitos era o morto marcando o encontro, o seu foi um pouco diferente do esperado, o que tornou essa parte especifica da história um tanto “vaga” no meu ponto de vista, seu desconto foi só por esse detalhe, e foi pequeno, achei que não precisava descontar mais já que a história num todo, ficou boa.


Segunda Parte

Para as pessoas ao redor a criatura deveria se parecer com um cachorro de porte grande, para as duas mulheres ali presentes era um monstro. Ortros estava a caçada do fantasma da mãe da garota, faminto por devora-la, e se acabasse com ela também eliminaria a cria de Hades. Ariel precisava se mover sem chamar atenção, ou causaria um rebuliço tremendo. O que ela faria?


Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é ortros, o irmão de cérbero, um cão de duas cabeças. Você está no central Park junto a sua mãe, logo, tente não chamar atenção caso tenha pessoas ao redor.

Ortros


Informações sobre o monstro:
Ortro

Irmão de Cérbero e da Quimera, mas com apenas duas cabeças e um pouco mais fraco. Vive com o gigante Gerião, sendo responsável por guardar sua fazenda. De comportamento Solitário e raivoso, EM GUARDA, é o seu objetivo e DESTRUIR quem tentar quebrar sua guarda é o sub-objetivo. Possui uma cauda de serpente, que também pode atacar de forma própria, com um veneno poderoso. É considerado o cão de guarda mais feroz da antiguidade. Tem um ódio particular aos semi-deuses devido à sua primeira morte, ocasionada por Héracles enquanto cumpria seus trabalhos, voltando sua raiva com ainda mais intensidade para os filhos deste. Possui todas as características de um cão avançado, e algumas adicionais:


Passivos:

► Resistência a sono - Um cão de guarda não pode se permitir dormir em serviço. Ortro é resistente a poderes do tipo, e mesmo quando afetado (apenas por semideuses de nível maior) ainda tem sua duração reduzida a 50%. Seu sono normal é extremamente leve, e ele acorda com facilidade.

► Resistência a medo, trevas, fogo infernal, controle mental e charme - Sua ferocidade o torna um alvo difícil de ser distraído. Não entra na influência dos filhos de Hades - sua lealdade está apenas com Gerião, e apesar de não gostar muito do sabor de semideuses do submundo, ainda os considera ótimos aperitivos.

► Ataque duplo - ao atacar, Orto pode focar em até 2 alvos diferentes em um turno, por causa de suas cabeças. Seu uivo também pode ser usado uma vez em turnos consecutivos, desde que por cabeças diferentes, mas cada cabeça deve aguardar a recarga de 3 turnos.


Ativos:

► Bote venenoso - Ortro pode usar sua cauda como um chicote, mas sua picada provoca um envenenamento severo que retira HP e MP do alvo continuamente por 5 rodadas.

► Fúria - Ortro entra em um estado similar à fúria dos filhos de Ares, ampliando todas as suas capacidades físicas e poder de ataque por 5 turnos nesse estado. Ele necessita de 3 turnos para repetir o frenesi após voltar ao normal.
Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da pantera, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.








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Re: Quando o passado revive — Ariel Sehn Kahlfels

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Seg Maio 29, 2017 10:20 pm





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O diálogo com Esther havia fracassado completamente. Ariel não podia imaginar-se num lugar menos opressor que aquele, diante da própria sombra mortífera de sua mãe. Chegava a ser um transtorno que a debilitava, afinal, não haveriam chances de curar-se daquele carma. Da culpa. ainda que jamais expusesse para alguém. − Você não sabe como é. − sussurrou, mas fora pega de surpresa por uma sensação já conhecida. Sentiu que estavam prestes a serem atacadas, puxando Fortaliam do bolso da jaqueta tão rapidamente que por pouco não a derrubou por puro nervosismo. Esther olhava da filha para a porta, como se já soubesse o que aconteceria em seguida, por este motivo não lhe foi uma surpresa quando o cão infernal de duas cabeças surgia pela porta momentos depois. Ariel havia entrado num curto instante de transe, ouvindo o rangir do animal, os olhos fechados em concentração. O cheiro de morte era muito forte naquele ponto, o que era um indicativo claro do que se tratava. Quando abriu os olhos, deu de cara com Ostros. − O que? − perguntou, emudecendo-se quando de repente, tudo começou a fazer sentido. − Ele veio por você. − A ponta da espada de ferro estígio direcionada para a mulher latina a poucos passos de distância, que apenas assentiu. − Ao que parece, você terá outro motivo para odiar semideuses, cachorro. − pressionou os dentes traseiros inferiores aos superiores, tornando o maxilar rijo tão quanto a própria postura encontrava-se tensionada. Como era avançada em suas habilidades mentais, ocasionou um casulo protetor em torno de sua mãe, mantendo-a privada de qualquer ataque por algum tempo. − Ariel... − Não duraria tanto quanto gostaria, mas era o suficiente para encontrar um escape daquela guerra que se seguiria. Ainda que a maior preocupação fosse o fato das duas cabeças estarem encarando, uma a própria Ariel e outra Esther, tinha que tomar precauções perante a cauda de serpente, a quem poderia lhe causar um estrago traiçoeiro.

Tinha certa experiência em campo de guerra, o que lhe permitia abduzir todo o nervosismo e usar ao próprio favor numa demanda de golpes, o que seria de total aprovação quando aquilo queria dizer que poderia alterar a própria força para golpear o cão infernal. Porém, também sabia que os golpes contra sua pessoa poderiam ser muito mais letais, caso fossem acertados. Ainda sim, conseguia imaginar que as forças pudessem ser igualadas conforme algumas habilidades fossem sendo utilizadas. Num somatório final, tinha mais vantagens do que pensava. Ostros caminhava lentamente para perto das duas, numa linha que vista de outro lado, poderia ser considerada como um encurralamento. Ariel resolveu fazer algo de útil, vagando nos pensamentos do animal para compreendê-lo, sem deixar qualquer indício de que faria algum ataque mental. Passou a compreendê-lo em poucos segundos, sabendo que de alguma forma, estava sendo controlado para levar a alma de Esther - matando-a sem piedade uma segunda vez - para o submundo, e em seguida, fazer o mesmo com a morena.

A segunda cabeça orquestrou o primeiro ataque, dirigindo-se num pulo para perto de onde Esther encontrava-se dentro da bolha protetora, obrigando a latina mais nova a avançar contra o cão, que moveu-se mais rápido para desviar do que seria um golpe contra sua musculatura superior, um pouco atrás da cauda. A gosma esbranquiçada escorria dentre os dentes expostos nas duas cabeças, evidenciando o ódio emanado através do emplacamento de seu ataque. − Devagar. − Falou mais para si mesma, enquanto firmava a mão no cabo da espada. Naquele instante, sentia um poder incomum subir-lhe pelo corpo através das veias, como se fosse nascida para batalhar contra uma criatura daquela. Como se tivesse a completa certeza de que tinha muito mais poder do que um cão infernal ou qualquer derivado contra-partido do submundo. − Longe de casa, Ostros? Aqui não é lugar para você. Vou deixar isso bem claro. − Avançaram juntos, com Ariel tomando alguns cuidados reforçados ao segurar a espada com sutilidade, pronta para exercer qualquer golpe. Notou que as duas cabeças centraram a atenção unicamente nela, numa expectativa de ataque duplo em um único alvo, que acabou por desfocar a atenção da semideusa para a cauda de serpente, que lhe dava uma rasteira para logo fazer a tentativa de imobilização ao prendê-la num aperto inumano e fatal. Aquilo ainda não era o ápice do ataque, uma vez que o cão estava prestes a lhe dar uma patada para logo iniciar o processo de alimentação ao servir-se de algumas mordidas.

A morena foi mais rápida, movendo o corpo de forma tão ágil que era difícil de acompanhá-la, mas Ostros era decidido, então continuou a tentar acertá-la com a cauda. A cabeça da direita agora estudava o campo magnético envolto no espírito de Esther, analisando alguma forma de quebrá-lo para completar sua missão ali. Tinha mais chances de acertá-lo, ainda que fosse menos forte, então girou a espada numa velocidade recorde, raspando contra uma das grandes patas do cão. Um corte em fenda havia feito um pequeno dano nele, retraindo a atenção da cabeça que estudava sua mãe para focar, novamente, as duas nela. Tentaria um ataque mental, o que provavelmente não funcionaria uma vez que conhecia bem a história daquela criatura. Então, não restou escolhas ao ocultar a própria presença, Teria de tomar cuidado com cada passo, uma vez que o cão tinha um faro aguçado, o que poderia entregá-la. Ainda fora rápida o bastante para deslizar por baixo de seu corpo, virando a espada para a lateral esquerda, permeando um corte vertical ao quase decepar uma das patas. Aquilo era o escape para conseguir alguns segundos a mais, bem quando tornava-se visível novamente. − Preciso me lembrar de treinar o Órion para não se tornar algo como você. − resmungou, tirando os fios de cabelo rebeldes que haviam coberto o rosto afilado. Encobrir a retaguarda fora algo esquecido pela semideusa, que viu-se voando alguns metros para frente ao ter recebido uma carga forte em forma de "coice" nas costas. Acabou por relar-se contra a grama do campo aberto daquela trilha, ainda que tivesse se chocado contra o tronco de uma árvore grossa e forte o suficiente para suportar o impacto sem ser danificada. Ao contrário da coluna de Ariel, é claro. Esta, levou algum tempo para se erguer, sentindo a cabeça latejar um pouco. A espada havia caído a poucos passos, e ao notar a corrida nada passiva de Ostros em sua direção, tratou de agir de imediato, ainda que as dores gritassem para não fazer movimentos bruscos demais.

A tatuagem de borboleta brilhou no pulso da semideusa, interferindo no potencial de sua força, dando-lhe um benefício de dez porcento a mais, o que viria a ser extremamente proveitoso, pois ao ativar a habilidade de domadora, o que não iria influenciar num controle mental, mas a faria repelir aquele ataque. − Não. − fora a palavra mágica para surtir algum efeito, junto com o bônus de mais vinte porcento de força e poder ao estar lutando contra uma criatura infernal. Ostros mostrou relutância ao comando, ainda dentro de suas próprias vontades, mas não havia saída para a doma, uma vez que estava lidando com uma filha de Hades. Fez algumas pedras levitarem, sendo lançadas contra o cão apenas como uma dianteira do próprio ataque, que fora consumado quando teletransportou-se a cerca de dois metros, sumindo e reaparecendo em três segundos, atacando-o em uma das cabeças. A perícia infernal era algo no qual trabalhava com certa frequência, quando não estava cumprindo o dever como instrutora de Sobrevivência, o que lhe dava mais probabilidades de acerto. Baixou todo o tronco ao derrapar com os pés virados na lateral para desviar do ataque das duas cabeças, golpeando onde podia com a espada, mas não se tratava de métodos aleatórios ou desordenados para atingir o máximo e causar danos por onde passava.

Atingia principalmente em pontos de importância vital, como vértebras cobertas pelos músculos animalescos ou artérias de fácil acesso, como as dobras entre coxa e corpo do cão, e um ponto muito próximo a cauda. Se teletransportou outra vez, agora reaparecendo sobre o cão, golpeando atrás de uma das cabeças com força o suficiente para causar um grande estrago. Não havia decepado, mas com toda certeza aquela cabeça não teria mais serventia. − Vindo do inferno, é bom eu resolver isso logo. − repetiu o teletransporte uma outra vez, reaparecendo agora abaixo de onde a cabeça "inativa" estava, decepando-a de uma vez. Poeira negra explodiu pelos ares quando Ariel resolveu rolar para o lado, desviando dos dentes expostos enquanto o membro decepado embolava na sua direção. Ostros tentou atacar com a calda, mas estava desestabilizado o suficiente para prestar atenção em alguma coisa, o que acabou por fazê-lo tomar contra o próprio peso ao se encontrar num alvoroço extremo pela cabeça perdida. Pisou rapidamente na ponta da cauda, ajudando na queda, movendo-se rápido o suficiente para perfurá-lo na barriga e em vários outros pontos, fazendo o cão debater-se inutilmente. Momentos antes de virar poeira negra, Ariel fora contemplada com uma açoitada violenta com a cauda livre, fazendo-a atingir o chão com uma pancada perigosa para seu corpo. O campo em torno de Esther se desfez, numa clara evidência de que as forças da semideusa estavam num estoque baixo.

Um sono incontrolável tomou conta dos sentidos da olimpiana, que tivera tempo apenas de ouvir a mãe lhe sussurrar que finalmente havia encontrado paz e que era hora de partir. Tentou respirar fundo, sentindo a coluna queimar enquanto, sem mais forças, deixava-se cair na inconsciência.

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habilidades usadas:
* Nível 21. Detector de Aureas: Quando o mentalista chegar a algum local, ele poderá pressentir se existe alguma energia negativa fluindo pelo lugar, detectando possíveis monstros;
* Nível 9. Domador de Criatura
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são capazes de se comunicar mentalmente com criaturas do inferno, e por esse motivo também passam a entende-los. Quando se entende um inimigo, é capaz de saber o que dizer, ou fazer, para manipula-los. Assim sendo, os filhos de Hades/Plutão são capazes de domar criaturas como cães do inferno e esqueletos, porém não podem controla-los. Eles ainda podem escolher o que fazer, mas acabam sendo “dominados” pelo filho de Hades/Plutão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Podem evitar ser atacados, ou conseguir informações, porque as compreendem e conseguem manipula-las.
Dano: Nenhum;
Nível 17. Nome do poder: Pericia Infernal
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são mais fortes contra criaturas do inferno, e quando em batalha com criaturas que pertençam ao reino de seu pai (como cães infernais, escorpiões das profundezas, esqueletos e zumbis), e ficam ainda mais poderosos quando lutam com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: ganham um bônus de força de +20% em seus poderes ativos.
Dano: Nenhum;
*Nível 22-Ocultar Presença: Apesar de estar diante de seu oponente, ele não poderá te achar, pois você consegue ocultar sua presença e a dos outros.;




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Re: Quando o passado revive — Ariel Sehn Kahlfels

Mensagem por Zeus em Qui Jun 08, 2017 10:30 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 20 ao 30
- 7.500

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 7.500 x 3 = 22.500
Dracmas: 5.000
Comentário:
Eu só achei um único erro na sua narrativa, que confesso me fez rir horrores, o nome do seu monstro é Ortros, e você escreveu Ostros, contudo, não descontarei pontos por isso.

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.


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Re: Quando o passado revive — Ariel Sehn Kahlfels

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