The Blood of Olympus
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Quando o passado revive - Renly d'Alviano

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Quando o passado revive - Renly d'Alviano

Mensagem por Renly d'Alviano em Sex Maio 19, 2017 6:27 pm



walk the line

"Espasmos involuntários, a respiração acelerada somada a breves rosnados que, pouco a pouco, acabaram por culminar em um grito chamando por alguém enquanto o corpo arqueava. Dedos ágeis se agarram ao lençol e os olhos abertos, atentos e felinos olhando bem e com atenção para o ventilador antes morder a própria língua e voltar a deitar." Lágrimas; eu as sentia correndo pelas laterais da minha face e salgando meus lábios sempre que uma ou outra passava sobre o mesmo ao invés de correrem pelos lados, como a maioria fazia. Lágrimas, eu repeti em pensamento enquanto observava o ventilador girando acima de minha cabeça e acompanhava sua rotação enquanto o quarto ao meu redor parecia ganhar sua capacidade sonora aos poucos conforme meu coração parava de bater tão acelerado - o relógio voltava a estalar conforme os segundos passavam, o ventilador voltou a fazer seu ruído conforme girava e se sacudia em seu apoio no teto, sempre ameaçando cair sobre minha cabeça e por fim, eu podia ouvir os grilos cantando lá fora enquanto o zumbido diminuía em meus ouvidos. O horário? Três e trinte e três da manhã. — Eu realmente não sei o que fiz para merecer tanto castigo, de verdade. — Resmunguei pouco antes de passar as mãos pelo rosto e limpar as poucas lágrimas que ainda teimavam em surgir assim como, também, limpar o caminho que estas fizeram pelo meu rosto antes de respirar fundo e me sentar na cama mais uma vez. Quando você olha para a escuridão, ela olhava de volta para você, era o que sempre dizia o ditado, certo? Mas enquanto eu observava a escuridão dominante em meu quarto e começava a me adaptar com a iluminação quase inexistente, cheguei a conclusão de que não havia um par de olhos me esperando no escuro mas sim uma voz - uma distante, como se estivesse falando comigo do fundo de uma caverna e que ainda não me parecia tão clara a ponto de ser reconhecida; era apenas um sussurro que, de alguma forma, eu conseguia entender apenas a parte que envolvia meu nome e nada mais. — Era só o que me faltava agora. — Eu estava cansado, sabe? Não era a primeira vez que eu sonhava com o meu passado e, para ser sincero, também não era a primeira vez que alguém fazia esse tipo de coisa comigo mas o fato de ter alguém sempre mexendo na minha mente e trazendo a tona memórias ao qual eu lutava para esquecer... Isso me deixava exausto e abalado; exatamente o oposto daquilo que eu sempre tentava passar quando precisava fechar a cara e xingar campistas por estarem se aproximando demais da minha pessoa.

Eu não lembro com exatidão quando foi que eu abri as cortinas do meu quarto e isso me preocupava já que, se eu não lembro do momento que eu levantei da cama e andei até as janelas, lembraria de algo que eu não deveria ter feito? E se tivesse gostado de o fazer, seria mais fácil de lembrar ou sentir prazer quando o fizesse de novo? Os pensamentos pareciam estourar em minha mente como pipocas, um surgindo após o outro e sempre de maneira mais urgente que o anterior - como se necessitasse da atenção devida para a pergunta antes que outra pudesse tomar seu lugar. — Eu preciso encontrar Evie e com urgência. — Fora o que sussurrei antes guiar meus passos até a mesa no canto do quarto e ligar o rádio, abaixando o volume para que não acordasse outros campistas e voltando a me deitar na cama após me lançar nesta. A melodia me trazia, de alguma forma, saudades daquele tempo onde as coisas eram mais felizes e menos... Problemáticas. — Brandy wears a braided chain made of finest silver from the North of Spain. — Sussurrei uma parte da melodia e então cruzei uma perna sobre a outra, suspirando brevemente enquanto a música continuava e a dor sumia com o tempo, sucumbindo diante da melodia gostosa que as músicas naquela fita dada por um velho amigo tinham. Elas tem poderes, rapaz! Fora o que Finlandês havia me dito naquele dia, quando me entregou as fitas e quase cheguei a rir quando a lembrança veio a minha mente; quase, repito, por que logo a voz do cantor fora substituída por uma voz que eu já não houve a muito, muito tempo. "She came on a summer's day, bringin' gifts from far away." Meu corpo inteiro estremeceu com a súbita mudança no timbre da música e eu podia sentir ela ali, tão perto e, ao mesmo tempo, tão distante que eu quase me dei um tapa por ter sido tão lerdo anteriormente. "But he made it clear he couldn't stay, no harbor was her home." Era ela! Era de Reyna a voz que eu escutava enquanto encarava o escuro que predominava meu quarto e nem mesmo pude acreditar quando comecei a ouvir sua voz, saltando da cama e correndo por todo o quarto até, então, abrir a porta que dava para o corredor já que sua voz parecia vir de dentro e, também, de fora do quarto. — Reyna?! — Chamei assim que abri a porta e encarei o corredor silencioso, escuro e frio - tal qual o meu coração assim que percebi os sinais de loucura em minha mente. O vento frio passou por mim a tempo de ver o rastro dos fios ruivos e reparar no pequeno cartão postal que ficou ali, em minha cama, enquanto o verso seguinte voltava a ser cantado na voz original.

Eu sei que sair do acampamento no meio da madrugada era, se não uma ideia suicida, uma péssima ideia mas eu precisava ver isso com meus próprios olhos e não poderia me dar o luxo de esperar que Sun Hee ou Gerrard se aprontassem me acompanhar nessa jornada durante a madrugada mas isso não significa, também, que eu iria sair sem deixar um recardo a ambos, certo? Eu poderia até mesmo mentir para qualquer outra pessoa mas, de alguma forma, sentia uma confiança naqueles dois que eu simplesmente me sentia mal por mentir. — Estou saindo para resolver pendências do passado. — Fora o que deixei em um bilhete por trás da porta de cada um, colando os avisos em um ponto que fosse fácil para que ambos pudessem ver e... Admito que parei um breve instante para beijar a testa da filha de Arcus antes de ajeitar a mochila em meus ombros e conferir cada um dos meus itens para conferir se cada um estava exatamente onde era preciso estar. Garras, adagas, meus colares... Eu comecei a contagem e me dirigi até a saída, chamando pelo táxi da danação logo após colocar meus pés para fora do acampamento e, bom, tentando relaxar o máximo que conseguia enquanto as três loucas partiam de São Francisco para Los Angeles.

Para ser ainda mais exato, eu estava em Hermosa Beach; um dos muitos pontos turísticos de Los Angeles se você não vier para este lugar buscando apenas se distrair em cassinos, beber até esquecer seu próprio nome e acordar casado com uma pessoa desconhecida, claro. — Então é aqui, hum? — Eu me perguntei em um sussurro antes de ajeitar a mochila sobre os ombros e puxar mais as mangas da camisa de manga longa, cobrindo meus dedos enquanto o frio castigava minha pele e o cheio do mar me deixava com uma breve lembrança de casa já que, querendo ou não, o ceifador não deixava de ser filho dos mares, certo? Eu caminhei até o fim do longo píer e me apoiei em sua grade, observando o mar quebrando bem abaixo de mim enquanto, ao longe, o céu começava dava os indícios de que logo começaria a mudar de cor. — I really want to see you... — Sussurrei para o mar, para as estrelas acima de mim e para a lua que, de alguma forma, parecia estar sorrindo para mim naquela noite como se estivesse querendo me dizer que estava tudo bem; cante, era o que a voz dentro de mim dizia e eu senti o suspiro escapar dos meus lábios antes de apoiar o queixo sobre o punho fechado. — Really want to see you, Lord. — Sussurrei e então, mais uma vez, aquela sensação de frio e os rastros de fios ruivos passaram por mim pouco antes da voz familiar chegar até meus ouvidos. "But it won't take long, my Lord" Era ela, como negar? O mesmo olhar, o mesmo focinho irônico e que, de alguma forma, lembrava mamãe além de, claro, lembrar a minha própria pessoa quando eu ainda tinha sua idade. — Não lembro de ter lhe ensinado essa música. — As palavras foram um tanto rígidas, eu sei; pessoas normais, em situações como estas, estariam rezando para se livrar da assombração diante de si ou, no caso de semideuses, talvez corressem em direção do parente morto para saciar a saudade que se fez dentro de seu peito mas eu... Eu precisava ter uma certeza que era ela, você entende? Eu não teria forças para atacar alguém usando o corpo de minha própria irmã e, sinceramente, não poderia me perdoar por morrer para um babaca utilizando-se da imagem dela - consegue entender o empasse em que me encontrou? Por fim a garota me jogou uma lata de coca-cola que eu apanhei no ar e o sorriso, céus, não havia como aquele sorriso pertence a outra pessoa se não a mim, ou melhor, a nós. "Carlos mandou um abraço e me pediu para colocar tendência em sua cabeça, Cabrón." Fora o que ela disse enquanto abria a latinha e então se aproximava, andando lentamente e com passos lentos conforme fazia quando se aproximava das pessoas para me permitir tempo o suficiente para roubar alguma coisa. "Assim como seu amigo Friedrich me pediu para te avisar que as músicas, elas tem poder, cara." E fora ali que eu soube, era ela mesmo.

Durante muitos anos na minha vida, eu esperei para ter a chance de um novo abraço e, sinceramente, não esperava que esse abraço pudesse acontecer antes que eu pudesse sentir o frio gostoso da morte dentro de mim. — Senti saudades, babaca. — Sussurrei enquanto escondia o rosto nos cabelos ruivos da garota e me segurava para não soluçar enquanto chorava por um momento que, bom, esperei por muitos anos na minha vida; o momento de finalmente encontrar meu perdão.

.

Ask me again if i give a fuck

Observações:

• Eu sei que nós não podemos escolher o nosso oponente nesse evento mas, se possível, gostaria de optar por um combate contra um monstro humanóide e que fosse bem mais forte que Renly. É extremamente fundamental que este oponente seja alguém que tenha, no mínimo, uma inteligência razoável para que não fique um combate tão estúpido - pode até mesmo ser um dos demônios de Nyx em nível elevado, se este for o caso; o importante aqui é que o oponente seja bem mais forte que Renly e que tenha uma inteligência considerável para acompanhar as estratégias dele.

• Aos curiosos de plantão, eis aqui o focinho de Reyna >> clica

Armamento:

• Colar de Presas: Um colar no formato de um dente de lobo extremamente branco. Quando o Lycan estiver usando-o na sua forma humana, ele poderá sentir o medo de qualquer ser por 5km de distância de si.

• Tônico de Wolfsbane: Uma poção que, se usada corretamente, irá durar pela vida inteira. Se tomada depois de voltar para a forma humana, o Lycan irá recuperar 40 de HP e MP. Caso contrário, a poção não tem efeito nenhum. Uma gota após a transformação é o suficiente.

• Dente de Urso [Um cordão com pingente de um dente de urso gigante. Uma vez por missão/evento, o portador do dente poderá ativar o item aumentando sua adrenalina | Efeito: ao aumentar a adrenalina através do dente de urso, efeitos de sonolência e distração mental são cortados, assim como a força e resistência física aumentam em 10% | Material: cordão e dente | Sigma | Status: 100%, sem danos | Mágico | Conquistado em Missão]

• Toca [Um ponto final, literalmente um círculo redondo feito de borracha, mas espera ai, esse ponto é magico. | Quando o círculo é posicionado em uma porta, arvore, toca, ou algo semelhante, se expande e abre uma passagem, como se tivesse derretido o lugar, funciona com qualquer coisa solida, te fara passar através dela, mas não se esqueça é preciso que o fundo da região seja oco, ou isso não funciona | Desconhecido, algo semelhante a couro de dragão | Alfa | Status: 100% sem danos | Magico | Coelho Olimpiano]

• Adagas Gêmeas: Estas lâminas foram forjadas com Ossos de um dragão veloz, que revestidos com Cristal Negro, deram um resultado surpreendente. Tem um corte limpo e uma perfuração avassaladora que pode causar um grande estrago se empunhada de maneira certa. [Presente dado por Derek Stefan Notte]

• Garras Felizes [São garras extremamente afiadas, acopladas em uma luva negra que cobre todo o antebraço. Essas garras possuem mais duas formas: quando inativas elas assumem a aparência de duas pulseiras com desenhos lupinos; sua terceira forma envolve a transformação em lobo, pois ela ajusta-se aos membros superiores, tornando-se garras para lobos. Para acionar as garras, o usuário precisa girar o pulso duas vezes em seu próprio eixo, assim o material irá desdobrar-se até ter sua forma completa de garras. Elas se adaptam automaticamente para a forma lupina. | Efeito 1: Mudança de forma; Efeito 2: Possui pedras ametista em cada garra, conferindo a propriedade veneno para o item. Ao ferir o inimigo, provoca 20 de dano por turno. | Material: Adamantino, ametistas e tecido | Espaço para duas pedras: ocupados | Resistência: Alfa | Status: 100%, sem danos | ???? | Forjado por Leo Valdez | Presente dado por Sun Hee]
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Re: Quando o passado revive - Renly d'Alviano

Mensagem por Belona em Seg Maio 22, 2017 12:24 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 1 ao 10: 2.500

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 2.500
Dracmas: 5.000
Comentário:
Eu acho que sou a deusa que vem acompanhado mais você e seu crescimento aqui. Acho que já vi muitas faces do Renly em suas missões e interações. Foi extremamente bom ver essa face mais pessoal dele.


Segunda Parte

O impossível se mostrava possível. O desejo do garoto parecia estar ali, tomando sua forma em uma garota de fios rubros e sorriso similar ao dele. Havia muito o que ser dito, muito o que ser sentido. Porém, antes que muita coisa fosse feita ou aprofundada, um riso medonho cortou o ambiente. Isso foi o suficiente para que a garota empalidecesse e estremecesse de medo. Em uma explicação resumida, ela tentou alertar o garoto sobre o que estava acontecendo e a condição para que ela estivesse ali. Renly estava prestes a fazer uma decisão e agir, porém as consequências de suas ações iria refletir diretamente no destino da garota no submundo.


Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é um Duplo. Abaixo seguirá uma descrição mais detalhada do monstro. Você irá escolher quem esse duplo será, podendo ter conexão com o seu passado ou ser apenas alguém que você viu rapidamente. Pode ser um inimigo, pode ser um aliado, pode ser alguém que você pode introduzir em sua história pessoal. Realmente, é de sua escolha e criação, inclusive o nível que ele terá.

Sobre o duplo (Retirado do Bestiário):
Criatura criada de forma mágica, geralmente presente em superfícies refletoras que tenham algum poder. Quando alguém passa em frente, sendo refletido, o duplo assume sua forma, saindo do espelho e atacando o original - se possível, aguardará para que ele esteja sozinho. Essencialmente, o duplo tem todas as características, poderes e memórias do original, com algumas peculiaridades: sua personalidade é sempre oposta, assim como habilidades manuais - alguém destro sempre terá um duplo canhoto - mas os duplos podem esconder isso, sendo inteligentes e conscientes de suas fraquezas. Resistencia a magia e outros poderes similares não funcionam com ele - apesar da sua origem mágica, seus poderes são parte de sua natureza, sendo inerentes a ele. Além disso, nenhuma resistência mental é aplicada - ele simplesmente sabe tudo sobre o original, sempre, até o momento de sua criação. Além disso possui poderes adicionais de lábia e encantamento, e uma capacidade alta de blefar e mentir, sendo extremamente difícil descobrir a farsa, já que sabendo das próprias fraquezas, ele também sabe como evitar seus erros - é extremamente inteligente. Ele tentará assumir o lugar do original, matando-o ou prendendo-o no espelho [geralmente de onde saiu, mas pode ser outro - só gasta muito mais energia]- seu poder especial - forçando o original a ser seu reflexo pelo resto dos tempos. A frequencia do surgimento desses seres varia - em geral, apenas a primeira pessoa refletida na superfície se torna um duplo, mas algumas superfícies possuem mais de uma ativação, enquanto que hipóteses consideram que alguns espelhos são portais para o mundo dessa criatura, podendo criá-las indefinidamente. O certo, até agora, ninguém descobriu. Duplos podem ser mortos normalmente ou quebrando-se o espelho de onde se originaram - algo difícil de ser descoberto. Duplos só tomam a forma de criaturas inteligentes. Objetos, animais e seres incomuns não são copiados, apenas humanos, semideuses e criaturas mitológicas (não divinas) com nível de inteligência acima de rudimentar - mas ele manterá sua consciência e capacidade de raciocínio mesmo que a criatura base não tenha essas características tão avançadas.


Passivos:

► Natureza indetectável - após assumir a forma do alvo, nada pode ser capaz de distingui-lo do original, exceto observação e conhecimento aprofundado do semideus copiado.


Ativos:

► Aprisionar criatura - o duplo consegue abrir um portal em qualquer superfície reflexiva, e tentará jogar o alvo dentro dele, fechando-o em seguida. Um duplo não pode ser aprisionado no portal criado por si próprio.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp do Duplo, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.




Belona
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Belona
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Re: Quando o passado revive - Renly d'Alviano

Mensagem por Renly d'Alviano em Ter Maio 23, 2017 3:41 pm



walk the line

O cheiro de antiguidades continuava ali, presente na garota como se fosse um cheiro já impregnado em sua pele pálida tal qual o cheiro de café e cigarro hoje estavam presos a minha pele marcada pelas cicatrizes e outras muitas histórias que passei longe da garota. No fundo me sinto particularmente feliz por ela não ter enfrentado todas essas mesmas dificuldades que eu passei durante toda minha vida ainda que, de maneira breve e saudosa, eu saiba que a presença de Reyna nos meus momentos de fome ou de loucura - como já ocorreu muitas vezes durante o período que vivi nas ruas, bem antes do assassinato de nossa mãe. Mamãe, fora o pensamento que me ocorreu de imediato e eu ainda cheguei a abrir a boca para suspirar, reunir uma coragem e começar a falar sobre os acontecimentos mas a ladina fora bem mais ágil neste ponto. "Eu encontrei mamãe no inferno, sabia?" Então senti minhas sobrancelhas se erguendo enquanto passava a segurar a lata de coca-cola como quem tenta segurar um copo de dose - um copo gordo e gelado de uma dose de açúcar para um metabolismo acelerado. — E como você sabia que era ela? — Eu perguntei em um sussurro antes de respirar fundo e colocar os braços apoiados na grade do píer enquanto passava a observar o céu começando a mudar de cor no horizonte, devíamos estar nos aproximando das cinco horas da manhã e eu ainda tinha tanta coisa para perguntar, para saber... "Ela tem a nossa cara, Renly." Isso era um ponto vital embora, nos dias de hoje, qualquer pessoa possa ter a cara de um semelhante, não é verdade? Plástica está ai para isso, não se esqueça. "Principalmente a sua quando está pensando em um motivo para discordar do que acabaram de falar." Bom, isso já é mais difícil de se imitar - mesmo convivendo com as pessoas e tudo mais, é complicado conseguir imitar perfeitamente seu trejeito e sua própria maneira de agir. — E como você se sente com relação a isso? — Perguntei enquanto me afastava da grade para olhar nos olhos azuis da ladina e encarar ali o reflexo de uma parte da minha vida - uma parte ainda não tão deturpada como esta que vivo agora; uma parte em que eu ainda tinha um pouco de fé na humanidade e que dias melhores estavam para vir.

Mas não houve uma resposta para sua pergunta, aliás, não houve tempo para que ela sequer puder processar a pergunta pois tão logo eu terminei de falar e a risada já estava ali, presente e ecoando de maneira perigosa próxima a nós dois. — Era só o que me faltava... — Comecei, tateando os bolsos atrás do cigarro enquanto Reyna agarrava meu braço e lutava contra o medo impulsivo em seu corpo para conseguir me dizer o que estava acontecendo. "Você precisa correr, Renly! Você pode se machucar!" Como sempre, ela ainda tentava me proteger mesmo que, agora, eu fosse o mais velho e não necessitasse tanto de proteção assim. Foi o tempo de colocar a mão em seu ombro e segurar o cigarro com os dentes que o grito, me virando para olhar dentro de seus olhos a tempo de ouvir seu grito de dor e sentir os pingos de sangue tocando meu rosto e molharem minha camisa; tudo ocorria rápido demais! Em um momento eu estava segurando o ombro da garota e estava pronto para dizer que ficaria tudo bem, eu não permitiria que um monstro idiota levasse minha irmã embora e que, mesmo precisando lutar contra tudo e todos, ela ficaria aqui, viva. — Reyna! — Eu gritei assim que a jovem começou a ser puxada pelo outro, perdendo o pouco da calma enquanto assistia a dor e o medo crescente nos olhos de minha irmã e o rosnado logo se rompeu de meus lábios no mesmo momento que a adaga foi lançada contra minha cabeça, me forçando a desviar a cabeça para a esquerda para sair do alcance da lâmina que, ainda sim, feriu de raspão meu ombro. "Você não explicou a ele que deveria voltar para casa, criança? Que feio, que feio..." O rapaz dizia enquanto se agachava para retirar a adaga do ombro ferido de Reyna, fazendo a ruiva explodir em outro grito de dor e causando um arrepio nada agradável em minha coluna. — Ela já está em casa, paspalho. — Eu resmunguei enquanto abria o isqueiro e acendia o cigarro em meus lábios, tragando o tabaco para dentro e soltando a fumaça em bufadas pelas narinas e ele, pelo visto, parecia estar se divertindo com a cena que via. "Até onde eu lembro, a garota está morta e você, infelizmente, não pode mudar o destino." E fora a minha vez de sorrir, um sorriso irônico e desafiador enquanto girava os pulsos duas vezes e aguardava as garras tomarem forma em minhas mãos e se estenderem até meu antebraço em um tecido preto enquanto o brilho das luzes refletia nas pontas prateadas do adamantium. — Será? — Eu traguei o cigarro até sentir o calor se aproximar de meus lábios, soprei a bituca para um canto aleatório a minha esquerda e corri na direção do rapaz enquanto este girava sua kusarigama bem acima da cabeça e começava a rir.

Há quem diga que, quando nos colocamos em situações de perigo, toda nossa vida costuma passar diante de nossos olhos mas, no meu caso, é como se o mundo apenas girasse em uma velocidade diferente - seja por conta do metabolismo acelerado, o tempo rápido de reação ou por conta da minha velocidade superior a outros semideuses; o ponto é que eu sempre vejo o mundo correr de forma mais lenta ao meu redor quando sinto esses piques de adrenalina subindo e me fazendo ter esses impulsos como, por exemplo, deslizar sobre meus joelhos e rolar o corpo, me apoiando no chão com uma das mãos a tempo de assistir a lâmina circular da kusarigama passar exatamente onde estaria meu pescoço momentos atrás. — Errou. — Eu sussurrei em um momento antes de abrir um sorriso maior, voltando a me aproximar do meu alvo e, ao mesmo tempo, desviar da lâmina giratória que ele mantinha a sua volta como um poderoso pêndulo macabro que assobiava o perigo da morte cada vez que cortava o ar perto de mim. Foco, Renly! Minha mente berrava enquanto eu jogava o corpo para a esquerda, desviando da segunda lâmina que veio com um gancho na tentativa de me puxar para perto do alcance da primeira e, com isso, ceifar minha cabeça do pescoço. Conte os segundos de cada giro, garoto... Respire fundo. Era agonizante sentir o estalar do relógio dentro de minha cabeça em um eterno tic-tac enquanto as lâminas giravam e continuavam sedentas pela minha cabeça; uma rápida analise e foi possível entender que o primeiro ponto fraco de seu ataque era a forma como girava a arma e a fraqueza que sua mão esquerda apresentava para manter o giro constante e perigoso que a arma precisava. Era com base no tempo de intervalo da lâmina da esquerda que eu precisava trabalhar e foi o que fiz, incentivando o avanço sempre pelo seu lado direito ou pela frente, forçando o rapaz a tentar me "pescar" com a mão esquerda em tentativas falhas de se pegar um filho de Mercúrio e isso, céus, como isso me fez sorrir - eu podia sentir o gosto da vitória em meus lábios, a motivação que estava precisando antes de entrar por dentro do giro e apanhar a arma ainda pela corrente, longe da lâmina, e o puxar para acertar um belo chute na boca de seu estômago. O impacto jogou o garoto para trás e eu então me agarrei com mais força à corrente, puxando ele de novo para um novo golpe e, desta vez, com a intenção de o perfurar com minhas garras.

O ataque fora efetivo porém, não por inteiro já que, em dose iguais, provamos o gosto da dor. — Mas o que... — Então abaixei o olhar para reparar que as unhas do garoto se alongaram no formato de espinhos vermelhos e me penetraram na altura da cintura, me deixando lento... Lerdo e com retardo nos meus reflexos. "Você não achou que fosse o único com poderes, achou?" De alguma forma, talvez eu não tenha perfurado a pele de seu peito com tanta firmeza com ele conseguiu fazer na minha cintura pois não sofria com as dores dos venenos na ponta das garras e parecia estar se divertindo com tudo aquilo; um momento de lucidez naquele que poderia ser meu último momento me fez inclinar a cabeça para trás e dar uma forte cabeçada no nariz do garoto, simplesmente jogando todo o peso da minha cabeça contra seu nariz e senti-o estourar com o impacto. Ele retirou as unhas de mim para segurar a região ferida e eu dei uma breve risada antes de apertar o colar com o dente de urso e sentir o sangue correr com mais velocidade em mim, retirando um pouco do efeito da lentidão e me devolvendo a força que eu precisava para reagir. — Não achou que eu fosse lutar justo, achou? — Perguntei enquanto estalava o pescoço e observava a ira em seus olhos, eu me sentia entregue àquele momento; não havia encontrado alguém que me oferecesse tanto perigo em um combate de um para um e, certamente, esta seria uma caçada para se lembrar. Este será um bom momento para ampliar minha coleção de cabeças, minha mente parecia sussurrar enquanto meus olhos acompanhavam o surgimento da espada de tonalidade verde, como as folhas de uma árvore, que vinha em uma estocada direto na direção de meu peito. Desviei sua lâmina usando as unhas da mão direita e usei as da esquerda para abrir um rasgo profundo em seu braço direito, sentindo a premiação do sangue caindo sobre meus pés e o riso escapar dos lábios pouco antes de sentir o chute na parte de dentro das coxas e quase me colocar de joelhos enquanto o garoto descia a espada na intenção de me empalar ali.

As coisas pareciam estar ficando ainda mais perigosas e complicadas - principalmente por que, além da espada, agora o garoto tinha seu corpo revestido por uma armadura feita de raízes. "Acabou, Renly. Você não conseguirá passar por essa armadura nem por um milagre!" Eu devia ter me atido ao simples fato de que o semideus diante de mim conhecia meu nome mesmo ainda que, em nenhum momento, eu tenha o informado sobre o mesmo - aliás, suspeito por baixo que o mesmo possa ter escutado Reyna me chamando mas, se fosse por isso, por que chamou Reyna de garota quando, na verdade, sabia seu nome? O reflexo quase involuntário de combate me fez ceder as pernas, concedendo uma esquiva perfeita para a estocada que empalaria meu peito com força e, uma vez estando em sua guarda aberta, subi as unhas para tirar uma boa lasca de sua armadura de carvalho e raízes, forçando o recuo do rapaz antes que eu começasse a retirar suas proteções e o tirasse daquele pedaço velho de árvore. — Dói, não é? — Perguntei enquanto sentia o olhar furioso dele se colocar sob mim, me observando de cima a baixo enquanto eu pulava duas vezes no lugar. — Eu vou te tirar desta armadura e te matar nem que, pra isso, eu precise me tornar um Deus. — E não sou de descartar um desafio, você sabe; tão rápido ele voltou a atacar, saquei as adagas que recebi de aniversário e procurava me defender ou desviar o fio da arma do meu corpo embora aqui e ali o sangue respingasse devido a uma ferida aberta por mim ou por ele. Reyna? Eu já não conseguia mais concentrar meus pensamentos na minha irmã, apenas em querer matar aquela merda de semideus e carregar sua cabeça comigo de volta para o acampamento romano como prova de uma boa caçada.

O que eu não esperava era que, de alguma forma, o rapaz pudesse controlar a areia - muito menos que um soco feito de areia pudesse doer tanto. Meu corpo rompeu a parede de uma construção no píer dedicada aos salva-vidas passavam as manhãs ali, se revesando e trabalhando para evitar que os banhistas se afogassem - por sorte não havia ninguém ali mas, caralho, que dor! — Filho da puta... — Eu resmunguei enquanto me colocava de pé com certa lentidão e levava as mãos até minhas costas, feridas com o impacto e sentia erguia a cabeça a tempo de ver as raízes crescendo pela madeira e começando a envolver o corpo de minha irmã enquanto ele, com suas unhas enormes, se aproximava da ruiva com um olhar satisfatório de quem finalmente consegue capturar sua presa em uma armadilha e tanto; seu único erro foi considerar justamente a minha irmã como uma presa fácil. De longe, ainda estalando devido a transformação para o lado lupino, pude observar o momento quando Reyna lhe acertou um chute potente entre as pernas e me deu o intervalo de tempo necessário para concluir a transformação e romper os destroços da construção na minha forma lupina.

Um salto e eu já o senti ali, abaixo de minhas patas e tão fragilizado - tão fácil mas, ainda sim, perigoso e fatal em seu olhar; não me permiti dar o luxo de esperar uma reação dele e, antes que o rapaz pudesse se mexer, abocanhei seu ombro esquerdo com força e pressionei os dentes até começar a sentir os ossos se partindo sob minha pesada mandíbula. Eu o devoraria e vestiria sua pele se preciso fosse para me exibir como um verdadeiro caçador e, obviamente, como o vitorioso desta noite mas as coisas estavam longe de terminar, ha... Bem longe. Eu espirrei assim que ele soprou algo contra meu rosto e, em questão de segundos, eu já não sentia mais os meus músculos embora ainda estivesse sentindo a dor causada por dois cortes em minhas patas traseiras que forçaram meu corpo ao chão enquanto ele rolava para o lado e escapava por baixo de mim. Eu sentia a madeira se dobrando abaixo de mim e me prendendo em uma espécie de casulo apertado, me espremendo enquanto ele puxava os cabelos loiros para trás e me olhava uma última vez. Eu reconheci seu rosto, era um garoto que eu vi uma vez, em uma das aulas no acampamento grego e, naquele instante, senti o rosnado escapar de meus lábios enquanto ele se apoiava na espada fincada ao solo e ria. "Você não achou que eu lutaria justo, achou?" Eu podia sentir a raiva me consumindo enquanto observa a lâmina se afastar do chão e subir, tomando uma boa distância; em outros momentos, eu talvez pudesse me sentir confortável por estar morrendo já que estaria, finalmente, indo me encontrar com minha irmã mas agora, não! Eu queria viver! Eu preciso viver! Era o que eu queria gritar enquanto rosnava e grunhia para o semideus que, com um sorriso brutal nos lábios, se preparava para o golpe final.

"Pare!" A voz feminina rompeu suas risadas e silenciou meus rosnados, criando um perfeito silêncio enquanto o sol, mais uma vez, começava a nascer bem atrás de sua figura magra e pálida. Os cabelos ruivos cobriam seus olhos enquanto estava de cabeça baixa e a sensação de déjà-vu parecia começar a tomar conta de mim; eu já tinha visto aquela cena uma vez, eu não aguentaria ver de novo. "Me castigue no lugar dele, não o machuque mais..." As palavras, exatamente as que foram ditas momentos antes de sua tortura começar e os rapazes abusarem de seu corpo sem a menor piedade, me forçando a assistir toda a violência que fizeram a ela enquanto me seguravam. Não, não! Minha mente gritava enquanto, de forma lenta, a transformação retrocedia e eu me via, mais uma vez, como apenas o Renly - o menino de nove anos que perdeu a irmã estuprada e não possuía forças para lutar contra os agressores que, no fim, mataram a garota para que não houvesse provas do abuso. Eu me sentia, mais uma vez, fragilizado e inútil diante daquela situação. "Você já sabe seu destino, garota. Você sabe bem o que lhe espera se eu for te levar de volta para o inferno e, querendo ou não, ele merece morrer por me ferir e acabar com a minha beleza." Naquele momento, cuspi o sangue em meus lábios contra seu pé e recebi em troca um chute forte na boca que abriu ainda mais os cortes já produzidos pelos caninos alongados em minha boca. Eu queria lutar contra aquele casulo mas me faltava forças para romper aquelas madeiras; me faltava sangue, eu já devia ter perdido uma quantidade boa nesse combate e torcia, sinceramente, que o ódio dentro de mim fosse o suficiente para me fazer levantar para um segundo round. "Eu estou ciente disso e imploro para que o deixe em paz, para que me leve apenas e o deixe viver..." Ela sussurrou e com um movimento breve de mão, o filho de Ceres a soltou de suas raízes e se agachou diante de mim para observar o olhar de raiva e de dor que eu tinha. Pude sentir seus dedos em minha pele e as unhas crescendo, fazendo cortes bem superficiais em minha face enquanto parecia me admirar. "Gosto desse olhar que você tem, sabia?" Ele contou enquanto me encarava e, mais uma vez, juntei uma quantidade boa de sangue para então cuspir em seu rosto e o manchar de vermelho, fazendo o rapaz virar o rosto para o lado assim que o líquido pegou na sua cara. — Eu vou matar você. — Sussurrei entre os dentes enquanto o via limpar o sangue do rosto e negar com a cabeça, o olhar de decepção enquanto me observava calmamente. "Não, você não vai mas, em compensação, acho que você me deve algo por distorcer meu lindo rosto..." E sem esperar que eu me recuperasse do soco que recebi no rosto, senti o corte de suas unhas sob meu olho e a forma como elas puxavam meu olho esquerdo para fora de minha orbe, me fazendo quase surtar com a dor. "Um misto perfeito de dor e raiva, ahhh... Como eu adoro isso." E enquanto eu agonizava ali com a dor, acompanhei o rapaz se aproximar de Reyna e a mesma sussurrar algo para ele que, com um revirar de olhos, indicou que a garota podia ir até mim com a cabeça.

O toque quente de seus dedos me provocou uma vontade enorme de chorar e eu precisei bater a testa contra a madeira do píer para esconder o rosto ferido e a dor que eu sentia para, ao menos, parecer forte para ela. — Você não precisava fazer isso, Reyna... Não de novo. — Eu sussurrei enquanto tentava me levantar mas, de forma estúpida, meu corpo não parecia reagir aos meus comandos. Deslizei os dedos pela madeira enquanto sentia seus dedos quentes correndo pelas feridas em meu braço, antebraço e continuando até chegar em meu pulso esquerdo onde parecia estar amarrando alguma coisa; eu simplesmente não conseguia ver o que era mas sentia. "Parece que Lady Perséfone gostou de mim e nesse tempinho, isso foi tudo que eu aprendi a fazer com ela, me desculpa..." Então ficou um silêncio um tanto desconfortável enquanto ela terminava de prender o item em meu pulso e me observava sofrendo ali, em silêncio para não demonstrar a dor que sentia com os cortes e as feridas abertas - nem mesmo como o orgulho ferido estava doendo dentro do meu peito. "Isso o manterá vivo até o acampamento e, assim espero, o manterá inteiro durante suas aventuras agora... Por favor, não morra cedo." Então eu pude sentir o seu beijo molhado em minha testa, as lágrimas correndo pela sua face e molhando meu rosto já manchado de sangue, meu próprio sangue. "Você não precisa se sacrificar para me salvar, ouviu? Você já fez isso a sua vida inteira, você precisa salvar a si mesmo, Renly... Salve a si mesmo." Foram suas últimas palavras antes de ser apanhada pelo filho de Ceres e serem tragados pela madeira para um lugar bem longe dali.

O horário? Seis horas, seis minutos e seis segundos e, se é que o capeta existe, este acabou de ganhar um concorrente por que eu não vou descansar enquanto não alcançar minha vingança.


Ask me again if i give a fuck

Observações:

• Primeiramente eu gostaria de agradecer a Belona por este evento já que, de uma forma ou de outra, ele me ajudou bastante a mover a trama do personagem e de uma forma que eu, sinceramente, não esperava que fosse acontecer. De verdade, muito obrigado <3

• Eu sei, estou abusando um pouco da paciência e disposição de vocês, Deuses, ao pedir uma alteração na minha premiação. Como vocês podem perceber, Renly não venceu seu combate mas, ainda sim, não fora assassinado - ainda - e eu gostaria de pedir que o item de "consolação" fosse uma pulseira mágica feita de raízes que serviria, pelo menos, para o ajudar a sobreviver até o acampamento.

• Como meu duplo pode ser qualquer pessoa, eu resolvi desenvolver um NPC filho de Deméter que será primordial para a trama do Renly futuramente. Seus poderes e itens estarão nos spoilers sinalizados com um *

• Aos curiosos de plantão, eis aqui o focinho de Reyna >> clica

Armamento:

• Colar de Presas: Um colar no formato de um dente de lobo extremamente branco. Quando o Lycan estiver usando-o na sua forma humana, ele poderá sentir o medo de qualquer ser por 5km de distância de si.

• Tônico de Wolfsbane: Uma poção que, se usada corretamente, irá durar pela vida inteira. Se tomada depois de voltar para a forma humana, o Lycan irá recuperar 40 de HP e MP. Caso contrário, a poção não tem efeito nenhum. Uma gota após a transformação é o suficiente.

• Dente de Urso [Um cordão com pingente de um dente de urso gigante. Uma vez por missão/evento, o portador do dente poderá ativar o item aumentando sua adrenalina | Efeito: ao aumentar a adrenalina através do dente de urso, efeitos de sonolência e distração mental são cortados, assim como a força e resistência física aumentam em 10% | Material: cordão e dente | Sigma | Status: 100%, sem danos | Mágico | Conquistado em Missão]

• Toca [Um ponto final, literalmente um círculo redondo feito de borracha, mas espera ai, esse ponto é magico. | Quando o círculo é posicionado em uma porta, arvore, toca, ou algo semelhante, se expande e abre uma passagem, como se tivesse derretido o lugar, funciona com qualquer coisa solida, te fara passar através dela, mas não se esqueça é preciso que o fundo da região seja oco, ou isso não funciona | Desconhecido, algo semelhante a couro de dragão | Alfa | Status: 100% sem danos | Magico | Coelho Olimpiano]

• Adagas Gêmeas: Estas lâminas foram forjadas com Ossos de um dragão veloz, que revestidos com Cristal Negro, deram um resultado surpreendente. Tem um corte limpo e uma perfuração avassaladora que pode causar um grande estrago se empunhada de maneira certa. [Presente dado por Derek Stefan Notte]

• Garras Felizes [São garras extremamente afiadas, acopladas em uma luva negra que cobre todo o antebraço. Essas garras possuem mais duas formas: quando inativas elas assumem a aparência de duas pulseiras com desenhos lupinos; sua terceira forma envolve a transformação em lobo, pois ela ajusta-se aos membros superiores, tornando-se garras para lobos. Para acionar as garras, o usuário precisa girar o pulso duas vezes em seu próprio eixo, assim o material irá desdobrar-se até ter sua forma completa de garras. Elas se adaptam automaticamente para a forma lupina. | Efeito 1: Mudança de forma; Efeito 2: Possui pedras ametista em cada garra, conferindo a propriedade veneno para o item. Ao ferir o inimigo, provoca 20 de dano por turno. | Material: Adamantino, ametistas e tecido | Espaço para duas pedras: ocupados | Resistência: Alfa | Status: 100%, sem danos | ???? | Forjado por Leo Valdez | Presente dado por Sun Hee]

*Espada das folhas – Se torna indestrutível se o ambiente tiver a presença de qualquer planta por menor que ela seja (se transforma em um anel ou em um colar, o que for de sua preferencia).

*Semente Milagrosa -Uma semente de Yggdrasil, presa num vidro de cristal, atada numa correntinha de ouro branco. O colar fornece a cria de Deméter maior poder no controle vegetal e dano aos ataques naturais baseados em planta, grama e madeira. dano dobrado e efeitos mais duradores.

*Kusarigama comprada na loja

Poderes:

PASSIVOS DE MERCÚRIO

Nível 5
Nome do poder: Metabolismo Acelerado I
Descrição: Por serem tão rápidos, os filhos de Hermes têm um metabolismo extremamente acelerado que necessita de muita energia, no caso alimento, para se manter funcionando. Sendo assim, a recuperação do herói é muito mais rápida que a dos outros semideuses. Nesse nível, apenas funciona em ferimentos leves.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15 de HP e +15 de MP
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Velocidade I
Descrição: Hermes/Mercúrio é o deus mensageiro, portanto, precisa ser rápido. Por isso a ele é atribuído o dom da velocidade. Seus filhos possuem velocidade maior que os outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Escorregadio I
Descrição: Você é muito bom em se esquivar, se camuflar e se esconder podendo usar disso para se livrar de confusão. Nesse nível é capaz de se esconder facilmente de mortais e monstros comuns.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Perícia com Adagas e Caduceu II
Descrição: Você está treinando e pouco a pouco é possível notar a sua melhora no manuseio de uma dessas armas.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de Adagas e Caduceus.
Dano: +15% de dano, caso acerte o golpe.

ATIVOS DE MERCÚRIO

Nível 7
Nome do poder: Pontos Fracos (Utilizado 2x)
Descrição: O semideus é capaz de localizar os pontos fracos de seus oponentes através de uma rápida análise, sendo capaz de usar isso em seu favor.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Pode detector o ponto fraco do inimigo, mas isso não permite você ataca-lo, cabe ao seu personagem descobrir como acertar esse ponto.


PASSIVOS DE DEMÉTER*

Nível 3- Manipulação de madeira - O filho de Deméter poderá controlar e manipular a madeira, independentemente de sua tipologia, troncos de árvores ou até mesmo a madeira de uma cadeira, podendo distorcê-la e fazendo-a obedecer (sem dar vida, apenas movimentos por reflexo). Controla bem apenas as madeiras mais leves e não são tão resistentes, podendo distorcê-las.

Nivel 3- Escoteiro - Consegue sobreviver muito bem numa floresta e identificar tipos de plantas, venenosa ou não, localizar o rio mais próximo através do solo. Saber se algo ruim está ali, até mesmo encontrar alimento e caça, desbravando dessa forma os mistérios da natureza.

Nível 6- Imunidade- O filho de Deméter terá certa imunidade contra venenos que possam o afetar, dependendo do seu nível e o poder do veneno, poderá nem surtir efeito no mesmo, apesar de não parecer, tem um treinamento muito rígido. Eles passam tempos e tempos com plantas venenosas, por isso com o tempo o sangue deles pelo contato continuo com o veneno se mistura a ele, fazendo com que o sangue do semideus se torne resistente à veneno. . Mas, se o veneno for mais poderoso, o seu poder apenas será diminuído, não podendo nem mesmo mata-lo através desse meio.

Nível 8- Envenenamento- Capacidade de envenenar armas com um veneno fraco que ao entrar em contato com a pele do oponente causara dor intensa deixando assim os movimentos deste mais fracos e lentos.

Nível 13- Geocinese: O semideus controla qualquer tipo de solo, da forma como este quiser.

Nível 15- Pericia com Foice Avançado-  Agora o semideus descobriu todos os truques e privilégios exercidos pela perícia com a foice, podendo controlá-lo com perfeição, além de possuir a habilidade de fazer movimentos impossíveis com o mesmo.  

ATIVOS DE DEMÉTER*

Nível 2, Esporos I (Paralisantes): Quando você está cara a cara com o adversário e sopra em seu rosto utilizando esta habilidade, quando o oponente inalá-lo, seu sistema nervoso será afetado pelo efeito paralítico dos esporos liberados (recomendo nunca beijar uma filha de Deméter a força) dessa forma sendo impedido de se movimentar por um turno.

Nivel 5 - Caixão de Árvore: Apenas utilizável quando o alvo está caído no chão. O filho de Deméter faz com que camadas de casca de árvore comecem a surgir sobre o alvo, o prendendo ali dentro. Existem alguns pequenos buracos no caixão que deixam o alvo respirar. É um poder apenas para imobilizar o alvo.

Nível 7, Maldição do Roseiral: As unhas de suas mãos transmutam-se em espinhos, semelhantes aos das rosas, porém maiores e incrivelmente afiados. Quando quiser, os campistas poderão atirá-los como minúsculos mísseis contra os adversários gastando energia a cada novo lance de espinhos.

Nível 13, Envenenamento: Assim como são imunes a venenos, sabem “conjurá-los”, fazendo-os aparecer em armas com sua potência máxima, assim como podem fazê-los aparecer em qualquer lugar, podendo envenenar o inimigo.

Nível 14 - Armadura de carvalho: Uma armadura completamente resistente a (quase) tudo, que cobre todo o corpo do semideus, mas que mesmo sendo muito rígida permite completa mobilidade por parte dele. O semideus pode invocá-la para si e para seus companheiros, embora para eles a movimentação por baixo de toda a
madeira será mais complicada. Gasta 10% de energia por armadura. Caso o herói exceda o limite de 100% de energia, desmaia e fica assim por três turnos.

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Re: Quando o passado revive - Renly d'Alviano

Mensagem por Quione em Ter Maio 23, 2017 8:32 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

• Realidade de Combate: Uma análise geral de como foi seu combate, se os movimentos estavam claros e não confusos, análise de sua estratégia etc.


Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 1 ao 10: 2.500

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.

Avaliação
Exp: 2.500
Dracmas: 5.000
comentário:
Eu pude sentir a agonia em relação ao seu olho. Meu jovem... eu fico contente que tenha sobrevivido porque sua narrativa é bastante envolvente e eu gostaria de lê-la mais vezes. Eu pude sentir a dificuldade e acho que foi bastante condizente. Então, um conselho para você (que notei agir de maneira impulsiva para proteger sua irmã), tente manter a calma e a frieza... no mais, parabéns, prole de Mercúrio.

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.



xιόνη
winter
is coming
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Quione
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Re: Quando o passado revive - Renly d'Alviano

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