The Blood of Olympus
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Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

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Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Sex Maio 19, 2017 5:31 pm



O velho apartamento fedia a vodca e cerveja barata. A mesa de centro estava virada de qualquer jeito na sala e lascas de madeira se espalhavam pelo tapete. Algumas garrafas tinham sido esquecidas ao canto, e a tv estava ligada, mas não exibia imagens com boa qualidade, mas fazia um barulho incomodo. No sofá mais ao canto estava um homem deitado, adormecido com as mãos sobre a barriga e babando nas velhas almofadas, ele dormia como se o amanhã não fosse importante, e para ele realmente não era.

Fiz uma careta ao perceber que aquele era o meu pai, em um dos muitos dias que chegara bêbado em casa e completara a noite com mais algumas garrafas que estocara na geladeira. Provavelmente tinha batido em minha madrasta mais uma vez, e depois caído de tão bêbado daquele jeito desleixado no sofá. Colin podia ter sido um homem bonito quando mais novo, mas agora estava malcuidado, tinha se transformado em alcoólatra e era tremendamente violento.

Seus cabelos escuros e lisos tinham crescido de qualquer jeito, caiam sobre a testa e cobriam parte dos olhos. Era uma imagem assustadora para uma menina que tinha acabado de completar treze anos e vivenciara a vida do pai muito antes dele cair no mundo das drogas, sim, para mim a bebida também era uma droga. Colin estava barbudo, tinha emagrecido uns bons quilos e perdera parte dos músculos que antes exibia com tanto orgulho. Ele ainda era alto, mas tinha deixado de ser bonito a algum tempo.

— Onde ele está não pode mais fazer mal a você agora — Minha madrasta murmurou ao meu lado, me fazendo abrir um sorriso leve e assentir, machucava do mesmo jeito ver o cara que um dia fora meu herói destruído daquele jeito. — Você não devia estar aqui Dora, o mundo em que vivemos já não te pertence — Assenti sabendo que era verdade, mas algo tinha me atraído até ali.

Se mamãe queria mesmo que eu visse o fantasma do meu pai, tudo bem, eu veria, para entender tudo que tinha perdido, para entender que ao deixar o velho se afundar também permiti que ele morresse de overdose no hospital depois de arrastar minha madrasta consigo e se acidentar de carro. Ele matara ambos, mas eu ainda me sentia culpada por isso, por não ter feito nada quando tive a chance.

— Não sei porque estou aqui Angie, mas eu estou, então devo estar sendo punida por algo que fiz lá em cima — Brinquei, porque era meu jeito de lidar com as coisas, lidar com a dor.

— Ou talvez por outro motivo — Ela respondeu, dócil como sempre e de um jeito maternal que não deveria pertencer a minha pessoa. Me limitei a sorrir com isso, e voltar o olhar para o meu pai, que já não estava presente no sofá. Ele tinha sumido e me deixado – literalmente – em desespero.

— Papai! — Gritei, me virando rapidamente, apenas para me deparar com Colin sorrindo de um jeito macabro, com o olhar perdido e vermelho, daquele mesmo jeito que ficava quando chegava em casa delirando por conta da bebida.

— Eu te achei, eu finalmente te achei, e estou indo atrás de você — Ele sorriu mais ainda ao dizer, e eu? Simplesmente acordei.

...

Sentei na cama de maneira brusca, fazendo a coberta deslizar para o meu quadril enquanto tentava voltar a respirar. Não estava funcionando, por mais que eu tentasse puxar o ar para dentro estava sendo asfixiada por algo. Levei a mão a garganta e pressionei de leve, tentando me concentrar no toque ou em algo, senti que estava ficando vermelha, e mesmo assim nada adiantou. Me debati em busca de algo para aplacar o pânico, meu pai estava vivo? Estava trás de mim?

Era muito para processar agora, e eu ainda assim não respirava, não conseguia respirar. Tentei recobrar as imagens e a lembrança, mas senti que também perdia a consciência. Ar... eu precisava mesmo de ar.  Me debati na cama inquieta, senti os olhos revirando algumas vezes e tentei gritar por ajuda, mas nada parecia funcionar. Eu via tudo, processava tudo, mas não conseguia respirar... ar... eu realmente precisava de ar.




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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Lauren L. Hill em Sex Maio 19, 2017 6:14 pm

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Estranhamente, Lauren havia ido dormir angustiada aquela noite, com um nó na garganta, um incômodo; só não deixou tal sensação transparecer para Pandora. Ela sabia e sentia quase que as mesmas coisas que Pandora, sabia quando a namorada estava mal e quando estava incomodada com algo. Era como se estivessem conectadas por uma linha tênue e invisível entre o emocional e o psicológico. Não era como se já houvesse aquela conexão entre o casal, levou tempo para elas construírem a intimidade que tinham, a amizade e a parceria e aquela relação tão única.

A filha de Ares lia o olhar da feiticeira e sempre pôde perceber que algo tão profundo em Pandora estava escondido, talvez algo que ela nunca havia contado à ninguém, algo do seu passado que ainda a atormentava e que estava engasgado há anos; mesmo incomodada com o incomodo da namorada, nunca havia lhe forçado a falar nada. Até aquela noite.

Ao se deitar na cama ao lado da Pandora, Lauren a abraçou com força como se silenciosamente a dissesse que ela estava segura e que nada a machucaria, não enquanto estivesse ao seu lado e pudesse fazer o que estava ao seu alcance. E pelo que pareceram minutos, havia conseguido pegar no sono até sentir a namorada se mexer inquieta em seus braços. Seu sono poderia ser pesado muitas vezes, mas quando dormia com a namorada, se tornava leve. Era visível que Pandora estava tendo um pesadelo, os pingos frios de suor deslizavam pela pele clara, a testa estava úmida, transpirando e sua respiração era pesada e ofegante. Sua mão procurava a de Lauren desesperadamente, que instantaneamente cruzou seus dedos aos da feiticeira tentando lhe passar segurança.

Quando percebeu a namorada aquietar, bastou alguns minutos para que caísse no sono novamente, mas não era naquela noite em que ela iria ter uma bela noite de sono. Quando abriu os olhos novamente, pôde ver a namorada fechando a própria mão em sua garganta, caindo segundos depois na cama para se debater de olhos fechados, bagunçando o lençol da cama enquanto mexia inquieta as pernas. Vê-la daquela maneira fez seu coração afundar e seu mundo, aos poucos, desabar. — Pandora! Amor! — murmurou num tom alto de voz para chamar a namorada que a puxou pela gola da camiseta para mais perto.

Involuntariamente, a mão de Lauren pousou sobre a de Pandora em sua camiseta e a mesma a apertou carinhosamente, tentando passar alguma segurança. — Estou aqui, meu amor... calma, vai ficar tudo bem. — garantiu se aproximando da namorada, a olhando fixamente nos olhos, de maneira intensa. — Ei, olha para mim. Conta até dez comigo, tudo bem? Olha nos meus olhos. — sussurrou e com a mão livre acariciou os cabelos morenos quase loiros da namorada, apertando sua mão ainda mais para chamar sua atenção. — Baby, vai ficar tudo bem. Eu garanto! Vem, levanta. — disse com um tom calmo, a puxando para se sentar sutilmente e a olhando nos olhos, começou a contar até dez a olhando com carinho e um sorriso terno, tentando lhe ajudar a controlar a respiração.

A filha de Ares sabia que tinha algo errado e isso era visível no olhar desesperado da filha de Melinoe, um pedido de ajuda silencioso e físico quando sentiu a mão da morena lhe tocar. Era desesperador para si também ver que o amor da sua vida estava passando por algo e que não podia lhe ajudar de verdade, da melhor maneira. Mas poderia lhe ajudar da mais simples, a acalmando e demonstrando para a feiticeira que estaria ao seu lado independente do que estivesse para acontecer.

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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Sex Maio 19, 2017 6:39 pm



O fantasma estava cravado em minha mente e tinha uma força surpreendente poderosa. Era alto tão intenso, tão profundo... que só me fazia querer afundar ainda mais no buraco e não sair nunca mais. Eu podia ver as paredes do quarto se misturando com as imagens do apartamento. Podia sentir o peito ardendo pela falta de ar... mas foi a voz dela que me trouxe de volta a realidade, que me fez sentir como uma estupida patética caindo em uma armadilha, uma maldição. Lauren estava ali, e se ela estava ali tudo podia ficar bem de novo.

Procurei sua mão às cegas até encontra-la, e ao sentir seus dedos quentes se fecharem contra os meus frios pude tragar o ar para dentro, todo de uma vez. Tossi ao engasgar algumas vezes, mas tentei de novo, e de novo, até estar sentada junto a ela, focando apenas o seu rosto enquanto tentava normalizar a respiração. Quando voltei a respirar novamente percebi o que tinha acontecido, e apenas uma frase coerente se fez presente: Ataque de pânico. Eu tinha me submetido a esse estado de medo, medo do meu passado, medo do meu próprio pai.

Colin não podia e nunca me fez mal de verdade, mas se afundou de um jeito... que não me ferir foi praticamente impossível, minhas feridas não eram externas, eram internas, pertenciam a minha alma, e estavam apagadas até então, só esperando o momento certo de serem reabertas. – Lauren... – Chamei com a voz rouca, sentindo a garganta arder por conta do esforço que fazia, mas nada disso importava. Ela estava ali, com um par de olhos cor de amêndoas demonstrando preocupação, carinho e confiança, tudo que eu precisava e não precisava ao mesmo tempo.

Sorri fraquinho e me atirei em seus braços, sentindo os soluços virem de maneira espontânea. Eu não estava preparada para essa reação do meu corpo, mas ela também não estava. Ainda assim senti que seus braços me acolheram de maneira gentil, senti suas mãos em minhas costas e ouvi sua voz murmurando coisas em meu ouvido, me dizendo que ficaria tudo bem. Essa crise durou poucos minutos, mas foi o suficiente para me deixar esgotada. Eu nunca chorava, e agora estava ali, fraca e mostrando a minha namorada o quanto era tola.

— Desculpe — Pedi baixinho, fungando de leve ao deitar a cabeça em seu ombro e brincar com seus cabelos. Era tão bom ter a garota por perto que até sentir seus batimentos cardíacos e saber que ela era real já servia para me fazer sentir os pés firmes novamente no chão. — Eu sonhei com o meu pai — Expliquei baixinho, escondendo o rosto em seu pescoço. — Ele disse que está vindo atrás de mim, mas Lauren meu pai está morto, ele morreu pelo vicio dele e levou um inocente junto — Franzi a testa ao dizer e ergui a cabeça fitando os olhos dela.

— Ele morreu bêbado, causou um acidente de carro que matou minha madrasta, o acidente não o matou, mas a quantidade de bebida no sangue sim — Deixei os ombros caírem ao lembrar do fato, lembrando também que tinha fugido naquela noite. — Eu tinha pulado a janela do apartamento, ele tinha chego em casa e ficou irritado por não me encontrar, entenda, naquela época era ficar e aguentar ou fugir e me esconder, então ele entrava e eu saia, andava pelas ruas de Nova York durante a noite, me escondia nos becos e voltava no amanhecer — Dei de ombros e comecei a mexer nos dedos estranhamente tensa.

— Fiz isso naquela noite de novo, mas ele estava diferente, chegou do nada e eu sai. Ele foi atrás, e minha madrasta, Angie, foi junto na tentativa de acalma-lo. Ele bateu nela, eu não sei porque, mas ele sempre batia nela — Trinquei os dentes. — Eu segui para a avenida e o carro veio do nada... os poderes também afloraram, ele passou direto por mim, ia me atropelar, mas meu corpo ficou translucido como o de um fantasma, eu achei que estivesse morta, mas matei outra pessoa. O carro do papai acabou batendo contra outro na avenida ao tentar atingir o meu corpo, ele só queria me pegar... eu acho, mas não funcionou e bem... ele se matou — Terminei rindo, e ergui o olhar de encontro ao dela. — E agora está vindo atrás de mim....




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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Lauren L. Hill em Sex Maio 19, 2017 7:37 pm

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Seu coração errou uma batida ao ouvir a voz fraca e rouca e pensou por um momento ter perdido o ar do par de pulmões que carregava dentro de si quando sentiu os braços magrelos da garota finalmente cercarem sua cintura, fazendo com que Lauren sentisse que ela era a única que acompanhava Pandora naquele mundo frio e sombrio. Os braços rodearam o corpo que tanto amava com força e carinho, amor e paixão por um longo tempo. Afastou o rosto por um momento para beijar a testa da namorada fechando os olhos quase que automaticamente, ficando ali naquele toque singelo e terno por longos segundos, procurando acalmar a mais nova que chorava de soluçar nos seus braços.

Céus, aquela noite estava sendo a pior da sua vida, nunca imaginou que a tristeza de alguém poderia lhe afetar tanto assim. Nunca havia visto Pandora tão frágil em todo o tempo que a conhecia. A filha de Ares acariciou as costas da namorada por longos minutos e quando percebeu o choro da mesma cessar, pousou singelamente a cabeça sobre a dela que deitava em seu ombro e ao ouvi-la começar a explicar o que aconteceu, franziu o cenho respirando fundo pelo a história que estava por vir. — Ei, não precisa me pedir desculpas. — disse com total sinceridade na voz e beijou a bochecha da namorada novamente, subindo a mão destra para acariciar sua bochecha. — Se ele realmente estiver vindo atrás de você, amor, não tenha medo. Você é forte, você sabe que consegue passar por essa. — murmurou no pé do ouvido da mais nova.

Suspirou baixinho e se ajeitou para encostar as costas na cabeceira da cama a trazendo junto de si. Podia sentir a dor na voz da namorada, a mágoa e a tristeza e a culpa que levava por algo que não havia feito. Em nenhum momento seus braços deixaram de rodear o corpo da amada, do amor da sua vida, não queria que ela se sentisse insegura. — Você não tem culpa pela morte dele, você fugiu para se proteger e sua madrasta com certeza entende isso. Não se culpe. — a demônio disse com firmeza na voz, interrompendo a filha de Melinoe brevemente depois de saber a causa do acidente, convicta do que estava dizendo e, de certa forma, ela estava certa em todos os aspectos, sabia disso, sabia que Pandora jamais seria capaz de matar pessoas que ama ou que tem consideração, a conhecia muito bem, conhecia seu senso de justiça.

Seu ouvido estava atento ao que a namorada dizia, ouvindo cada palavra, cada vírgula, cada suspiro pesado e cheio de tristeza que ela deixava escapar. Podia notar no tom de sua voz que antes do Acampamento Pandora não era feliz, não tinha uma vida tranquila; na verdade, notando as meias palavras da namorada, Lauren percebeu o quanto que aquela garota forte, alegre e carinhosa já havia sofrido, pôde imaginar na tristeza que ela carregava em contar aquilo, que Pandora nunca havia sido feliz de verdade, que seus dias de adolescência eram sombrios e sem luz de esperança alguma.

— Me ouça, okay? Ao menos uma vez. — pediu com um sorriso sem graça. — Eu vou estar aqui se precisar de mim caso tudo isso seja uma realidade e não apenas um pesadelo. — se afastou brevemente a olhando com intensidade nos olhos azuis. — Porque baby, você é forte, é mais do que imagina, é mais do que acha que pode fazer. E se ele voltar, se em algum ponto depender de mim, ele não vai mais te atormentar. — alisou a bochecha levemente corada e quente pelo choro recente. — Só, por favor... não se culpe por algo que não fez. Me dói te ver assim e pode não parecer, mas te afunda também. — murmurou com a voz doce e carinhosa, lhe dando um selinho demorado nos lábios.

Grudou a testa na da namorada por longos minutos enquanto mantinha os olhos fechados e ouvia sua respiração, sentindo de uma maneira sobrenatural o coração da mesma se acalmar aos poucos. Sorriu de canto sem mostrar os dentes e a puxou para mais um abraço. — Eu amo você. Agora venha, volte a dormir. Vou estar aqui, hm? Eu te garanto. — afirmou com um sorriso acolhedor enquanto a olhava nos olhos. Era uma maneira discreta de garantir à ela que estaria ali de uma maneira ou outra. Então, quando finalmente se deitaram, Pandora se deitava de costas pra Lauren que rodeou o corpo pequeno com o braço destro, a apertando de maneira firme mais uma vez naquela noite, adormecendo com a pessoa que amava nos braços.

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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Sab Maio 20, 2017 2:44 pm



As palavras de Lauren findaram em minha mente, ficaram ecoando pelo restante da noite, e apesar de sentir seus braços protetores ao meu redor, eu não consegui pegar no sono. As imagens se misturaram de um jeito estranha, viraram uma bola de neve que persistia andando de um lado para o outro, mas nunca chegavam ao fim, e por mais que eu agarrasse o travesseiro ou as mãos dela, nada parecia funcionar.

As seis da manhã eu deixei a cama, fiz Lauren abraçar meu travesseiro e beijei sua testa. Juntei as primeiras roupas que vi pela frente e me vesti, calcei os tênis e cobri o corpo com uma capa qualquer, uma que a muito tempo eu não usava. Vagas pela casa em silencio foi fácil, ser como um fantasma as vezes é muito útil. Evie estava fora a alguns dias, o que me fazia suspeitar que mais uma vez tinha fugido para a casa da namorada.

Sorri ao lembrar disso, ao que parecia minha irmã tinha encontrado sua cara metade, isso me deixava estranhamente feliz. Eu gostava de ver como a garota parecia mais viva, era algo bom depois de tudo que ela passara nos últimos meses, merecia um pouco de paz sem qualquer tormenta. Eu ainda não conhecia a jovem filha de Vênus, mas se ela tinha conquistado o coração de Evie, já era suficiente para mim.

Desci as escadarias da mansão até a sala de armas, onde me tranquei por pelo menos uma hora. Normalmente não extravaso frustração através de treinamento, raramente os faço, contudo naquele dia sentia que precisava empunhar uma lamina e gastar energia da maneira que todo semideus conhece, cortando bonecos e socando paredes. Funcionou pelo que pareceu tempo demais, mas esse silencio, esse clima gostoso de cansaço durou apenas o suficiente para fazer com que ele surgisse.

A mensagem veio do nada, foi reproduzida no meio da minha sala na manhã de sexta-feira, e o que era para ser um dia normal se transformou na temporada de caça às bruxas, eu tinha retornado ao passado sem nem mesmo querer, ou dar permissão. Colin estava ali mais uma vez, de um jeito meio tremulo e com a expressão muito séria. Diferente da última vez que o vi ele parecia ter tomado banho, tinha feito a barba e cortado os cabelos, quase se parecia com o pai que um dia tive e não com o homem em que se transformou.

— Filha — Suas palavras me atingirem em cheio, direcionaram estacadas de encontro ao meu coração e me fizeram sorrir com amargura.

— Colin — Devolvi, já que a muito tempo eu tinha deixado de chama-lo de pai. Pais não tentam matar as filhas, eles não se drogam e nem a colocam em risco, e sim protegem, cuidam... vivem.

— Eu preciso falar com você, preciso que saiba de toda a verdade, preciso me redimir pelo que você acha que viu, quando na verdade acho que não sabe da nada e permanece ignorante para os fatos que se sucederam a noite da minha partida — Ele parecia ser sincero, mas eu já conhecia aquele jogo, no mundo em que vivo palavras como aquela surtem efeito o tempo todo. Eu não tinha qualquer expressão na face, permanecia sem demonstrar o quanto estava abalada com sua presença. — Por favor Pandora, volte para casa, é importante, estou sendo caçado e se não vier... — Ele olhou para os lados, parecia assustado enquanto procurava as palavras que me levaria em direção a ele. — Sua amiga, Evie, sofrera as consequências — Ele estava tão sério que foi impossível não me surpreender.

Eu fiquei abalada, demonstrei tudo isso ao sentir meu coração falhar uma batida, apenas para retornar a bater ainda mais forte, machucando meu peito. — E sua namorada também, elas pertencem aquela que não se deve ser nomeada no momento, e ela está vindo atrás de mim, vão me pegar, e ai será tarde demais para te contar a verdade, venha até mim — Ele pediu, me fazendo ofegar e dar um passo à frente.

— Para onde? — Perguntei, ainda incerta e desconfiada.

— Venha para casa — Ele respondeu, e eu soube exatamente para onde eu deveria voltar.

New York City
Brooklyn
30 minutes ago


Eu tinha criado um portal para o bairro qualquer de Nova York, onde o caos era grande e os becos eram sinônimo de assassinato. Isso mesmo, cresci num bairro perigoso do Brooklyn, já mais gente ser estuprada e morta do que a maioria das crianças da minha idade, e eu só tenho 17 anos! Isso por si só devia ser considerado perturbador, e era, mas no mundo em que vivo matar ou morrer não é exatamente uma escolha, não é uma opção e sim uma solução.
Vivemos cercados por criaturas monstruosas, somos perseguidos e mortos sem nem mesmo completar a maior idade, foi justamente isso que me fez aprender sobre mim mesma, sobre a mitologia e sobre a magia. Uma escolha sabia para alguém que até então não tinha nada, e agora tenta ter uma vida.

Lauren não fazia ideia de onde eu tinha ido parar, tudo que deixei foi um bilhete dizendo que logo retornava, sabia que não tinha feito certo e que minha namorada ficaria preocupada, mas essa missão era apenas minha. Meu passado e minhas escolhas, pertencia a mim e logo era eu quem tinha que resolver. Contaria a história para ela mais tarde e arcaria com as consequências do meu sumiço, no momento, eu não tinha tempo a perder, não podia pensar nisso.

Chequei o relógio mais uma vez, constatando que ainda era cedo, e que meu encontro seria durante a noite, logo, tinha muito tempo para me preparar pelo encontro. E foi o que fiz, voltei a ser uma menina durante todo o restante do dia, andei pela cidade reconhecendo velhos pontos, esconderijos e comércios, mas não passou disso. Eu não me alimentei direito, a fome tinha sumido e dado lugar a preocupação e o medo. Elas estariam bem? Estariam procurando por mim? Eu não sabia dizer, só queria que o tempo passasse rápido, e se dependesse de mim, ele passaria.

Friday the 13th
It’s 11 p.m


Eu estava encarando o apartamento a mais de meia hora, mas não conseguia me mover. Tinha travado de um jeito que me impedia de seguir em frente, de continuar. O prédio era antigo, com um beco do lado esquerdo, onde ficava as escadarias de sacadas e a saída de incêndio, e uma única porta á frente. Tinha quatro andares, mas todas as janelas estavam apagadas, denunciando que o prédio já não tinha moradores, não me espantava por isso, não era um bom lugar para se viver.

Ao lado direito tínhamos um galpão, um deposito abandonado na época da guerra que nunca mais foi utilizado. A rua era pobre, tinha outras casas de baixo nível, e outros dois pequenos prédios mal construídos e pichados. Não era uma imagem muito bonita de se ver, ainda assim eu precisava entrar e encarar o que estava acontecendo, mas se fosse fazer isso, não seria pela entrada da frente.

Dei meia volta e percorri pelo lado esquerdo, onde podia entrar sem ser notada com facilidade. Usei a escada de incêndio e subi até o terceiro andar, onde testei a janela do meu antigo quarto. Como suspeitei ela ainda estava destrancada, apesar de não estar aberta, então tudo que precisei fazer foi erguer o vidro e me esgueirar para dentro.

O quarto estava da mesma maneira que deixei quando fugi de casa. Tinha uma cama de solteiro ao canto, uma escrivaninha a frente, desenhos pintados na parede e um guarda roupa caindo aos pedaços. Tudo estava coberto pela poeira e pelo mofo, o que fazia sentido já que a mais de um ano eu tinha deixado o local. Suspirei, deixei de lado todos esses detalhes e caminhei até a porta, a abrindo e provocando um barulho pelo resto da casa.

Praguejei sozinha com isso, tinha acabado de denunciar minha presença, mas de qualquer forma não fazia diferença, primeiro porque eles sabiam que eu estava vindo, e segundo que eu já não ligava para muita coisa. Passei pelo corredor às pressas, era pequeno, só tinha acesso a mais um quarto e um pequeno banheiro, então entrei na sala, e foi ali que o encontrei.

A TV já não funcionava como antigamente, o sofá ainda fedia a bebida e o tapete tinha manchas de todo o álcool derramado. Resumindo, as coisas continuavam as mesmas, mas o homem sentado à beira da poltrona mais ao canto tinha mudado, e era imagem nítida – mesmo translucida por pertencer a um fantasma – do homem presente naquela mensagem que eu recebera um pouco mais cedo.

— Então você veio — Ele foi o primeiro a se pronunciar, e já tinha conquistado uma bela careta.

— Eu não tive muita escolha, ou tive? — Perguntei, arqueando a sobrancelha em direção ao homem que um dia chamei de pai.

— Não seja irônica, minha filha, não te farei mal, só queria conversar, e não tenho muito tempo, não pode relaxar por alguns minutos e me permitir, por pelo menos uma vez, ser o pai que um dia fui com você? — Perguntou ele, me fazendo assentir, mesmo que tivesse ficado calada. Ele sorriu, bagunçou os cabelos e se sentou mais a frente de sua poltrona.

— Eu não tenho muito tempo, como disse, mas eu queria me redimir com você, voltei para pedir perdão mesmo contra a vontade de sua mãe, sim eu te procurei, vaguei sem rumo antes de ser puxado para os campos da punição, onde recebi o castigo que merecia e paguei por todos os meus pecados, até ela aparecer — Ele estava serio enquanto contava a história, me olhava em expectativa, e fazia meu coração martelar.

— Quem é ela? — Perguntei, porque não fazia ideia de a quem ou a o que ele se referia.

— A mãe da sua amiga, a senhora da sua namorada, não posso dizer o nome dela enquanto ela está me caçando, mas não é isso que importa, ela me deu um prazo para te dizer a verdade, ela quer abalar os semideuses, não se deixe levar por isso Pandora, não deixe que sua amiga, sua namorada, sejam levadas também — Ele estava frustrado, e devidamente preocupado, mas eu não entendia aonde ele queria chegar. — Eu vou explicar, mas antes, preciso te pedir perdão minha filha — Ergui a mão para interrompe-lo, mas ele foi mais rápido, me encarou daquele jeito que fazia quando eu era criança, e me fez ficar quieta.

— A noite em que morri eu estava atrás de você sim, mas porque estava sendo perseguida, e não porque eu queria te matar, eu tinha me drogado e achava que estava vendo coisas, mas quando um gigante de um olho só aparece gritando o nome da sua menina, não tem como você estar delirando, eu sabia o que você era antes mesmo de você saber, mas você não os via e era totalmente ignorante a nevoa, para mim ela era perigosa, eu tinha que me proteger a minha garotinha — Não tinha como não ver a sinceridade nas palavras do homem, não tinha enganação nela, era apenas uma história, como aquelas que os pais contam as suas filhas antes de dormir, a diferença é que a minha era pura realidade.

— Eu subi correndo, não estava sóbrio é verdade, mas ainda tinha consciência, gritei a Angie que precisava te defender, mas ela achou que eu estava delirando, nada podia ficar no meu caminho, então eu bati nela, mas era tarde demais e você já tinha fugido — Ele riu de um jeito afetado e ergueu o olhar em minha direção. — Fiquei louco, peguei a chave do carro e parti atrás de você, Angie veio junto achando que eu a mataria, mas eu só estava tentando salvar você Pandora. Quando te vi na avenida o ciclope já estava muito perto, eu perdi o controle do carro tentando desviar do gigante, e fui lançado em sua direção, achei que te mataria ali mesmo, mas passei ao redor e também descobri que despertei seus poderes, consequentemente morri, mas morri te salvando, então valeu a pena — Ele terminou a história, mas eu estava tão chocada, tentando processar suas palavras de um jeito... bem, digamos que não conseguir fazer nada se não ficar ali, o encarando em choque.

— Agora me ouça, eles estão vindo atrás de mim e chegarão em breve, eu fui enviado para abalar você, te deixar fraca, ela quer te manipular a todo custo, está criando um exército, não deixe que ela te pegue está me ouvindo? Condene minha alma novamente, mas não seja pega, fuja daqui, eles estão chegando! — Ele parecia desesperado, mas era muita informação, e eu ainda estava tentando processar tudo. Quando a gente fica preguiçosa também se torna um pouco lerda.

— Pai, mas, papai — Sim! Eu o estava chamando pelo nome novamente, porque eu queria ter mais tempo e queria ter uma chance de entender o que estava acontecendo, mas não conseguia.

— Suma da minha frente Pandora! Eles estão vindo — E ele estava em desespero, tremulo e cansado, tinha feito o que podia para me ajudar, e eu entendia, mas não podia partir.

— Eu vou protege-lo, ainda quero saber de uma coisa, então que venham os monstros, esse não será o meu fim — E eu estava determinada a mudar o rumo dessa história, da minha história.
Tenho xp dobrado:
+ Tubo Pack especial: (Em duas postagens de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a xp duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado duas vezes). Situação: Cheio 0/2, não foi utilizado.





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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Belona em Seg Maio 22, 2017 2:39 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 30+: 9.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 9.000 x 2 = 18.000
Dracmas: 5.000
Lauren: 200 exp pela participação
Comentário:
Eu não encontrei nenhum erro em sua narrativa e em seu enredo, pontuação máxima merecida.


Segunda Parte

As revelações vinham como ondas gigantes atingindo a jovem feiticeira. O pai estava ali, explicando e fornecendo informações importantes para a semideusa. Muita coisa poderia ser dita, muita coisa poderia ser sentida ainda... Porém a companhia da casa tocou uma vez interrompendo o momento. O pai de Pandora faz uma rápida explicação da condição que estava por vim. Ele tinha de retornar ao submundo, mas a forma como ele iria voltar dependeria unicamente de sua filha. Sem muito tempo para pensar ou analisar a situação, Pandora tinha de agir rapidamente, pois não houve segundo toque na companhia, a porta foi arrombada e o monstro apareceu do outro lado com um sorriso perverso.


Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é uma Lâmia Nobre, um ser poderoso mesmo entre sua espécie, ela está com duas adagas, uma feita de titânio e outra de prata, extremamente afiadas e uma delas está banhada em veneno.

Lâmia Nobre

Sobre a Lâmia Nobre:
Descrição: Lamias eram monstruosidades perigosas que viveram para trazer conflito e sofrimento ao mundo. Eram seres cruéis e sedutores que atraíam suas vítimas mais perto do destino com ilusões de beleza. A maioria das lamias parecia ser mulheres bonitas da cintura para cima, mas tinha os corpos de leões poderosos da cintura para baixo. No entanto, estas foram as formas mais fracas de lamia. Lamia nobres tinham os corpos inferiores de serpentes , o que muitas vezes levou a eles serem confundidos com naga ou medusas . A mais poderosa das lamias poderia mudar seus corpos inferiores tão facilmente quanto um ser mortal muda suas roupas. Lamias eram criaturas sinistras que viviam em ruínas do deserto. Eles se sustentavam comendo carne humana. Eles usam uma variedade de habilidades, incluindo sedução, disfarce, ventriloquismo, ilusões, miragens, imagens espelhadas e outras coisas semelhantes, para atrair, seduzir e confundir aqueles que vagaram em seu meio em situações perigosas. Quando eles conseguiram a vítima, eles fizeram um banquete com punhais curvados. Lamias não usava nenhuma forma de roupa ou outro adorno. Eles pareciam dedicados ao caos e à destruição em seus habitats nativos. A sociedade Lamia era matriarcal, acreditando que os machos não eram bons para nada além de criação e trabalho escravo.


Poderes e Habilidades

Passivos

- Sedução
- Persuasão
- Resistência a magia
- Perícia com punhais, facas e adagas

Ativos

- Ilusão: A lâmia nobre se diferencia das lâmias comum pelo seu imenso poder ilusório. Ela pode assumir a aparência de um ser humano extremamente belo, disfarçando seu corpo de serpente.

- Miragem: elas conseguem, por dois turnos, provocar uma miragem no ambiente.

- Toque Intoxicante: É um ataque mágico baseado em maldição através do toque. O alvo sofre uma maldição que cresce o azar, comprometendo a assertividade de seus ataques e o que deixa com os sentidos confusos por dois turnos. A lâmia só poderá usar a mesma maldição novamente depois de 3 turnos (ou 20 min). Funciona apenas através do toque.




Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da Lâmia Nobre, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.




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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Dom Maio 28, 2017 12:48 pm



Às vezes me pego imaginando como seria ter uma vida normal, com um pai normal – vivo de preferência – e morando numa casinha simples em um lugar afastado, sem muita gente para se impor ou questionar sobre minha vida. Me parece um bom sonho, mas é um que jamais terei o prazer de desfrutar. E como se o destino estivesse ali para me mostrar o que eu estava perdendo a campainha tocou, interrompendo o momento exato que eu voltaria a falar com meu pai.

Levei os dedos aos lábios, pedindo a ele que ficasse em silencio, sabendo que aquilo não era um bom sinal. Eu não tinha muito tempo, precisava protege-lo antes de me jogar de cara na batalha. E foi exatamente isso que fiz, dei dois passos à frente, invoquei a areia sobre as mãos e joguei ao redor do seu corpo – isso não durou mais de um segundo – mas foi o suficiente para ativar o círculo de proteção, e ter minha porta arrombada.

Virei-me depressa, observando a criatura que ali se apresentava como vossa majestade, e pior, sem um pedido para adentrar meu reino, ela tinha invadido sem sua cavalaria, e iria pagar por seus pegados. Devolvi o sorriso a ela, deixando aquele pingo de malicia cobrir meus olhos enquanto relaxava a postura debochada. Minha oponente era uma mulher com calda de serpente – mas acreditem ou não, essa é a única esquisitice em seu corpo – com um lindo quadril e um belo par de seios. Feições delicadas, boca carnuda e um sorriso sexy.

— Olha só, nunca enfrentei um monstro atraente, estou começando a gostar dessa brincadeira — Era claro, apenas uma provocação, o jeito que encontrei para espantar meu nervosismo. Eu nunca tinha enfrentado aquele tipo de monstro, nem mesmo sabia o que ela era, só sentia que estava em uma tremenda enrascada. — Mas assim, já que vamos destruir a mesa de jantar em breve, acho que deveríamos ficar mais intimas antes, você já está nua da cintura para cima, e aliais belo par de seios, mas falta revelar o que tem aí embaixo, Hum? — Debochei, deixando a adaga escorregar por entre meus dedos da mão esquerda, enquanto equipava a mão direita com o cajado. Uma bruxa sempre deveria estar pronta para o combate afinal.

Eu fui a primeira a me mover, ergui o cajado em sua direção e deixei que o feixe de luz escapasse da ponta, até que a atingisse com o feitiço “iratus óculos”, algo que deveria fazer seus olhos ficarem irritadiços e com a visão embaçada por um curto período de tempo, período esse que me ajudaria a atacar. Contudo, não foi isso que aconteceu, foi muito bizarro, pois o monstro a minha frente não sofreu qualquer alteração, e foi ai que eu descobri que estava verdadeiramente ferrada. — Shit — Reclamei, dando dois passos para trás e recolhendo o cajado, ele não me seria útil, como sei disso? O monstro estava sorrindo de um jeito macabro, porque magia era simplesmente inútil contra ele.

— Essas crias da magia que não sabem como brincar com uma Lâmia, seus feitiços não são nada contra mim criança, vai ter que fazer melhor do que isso se quiser me enfrentar — Então ela avançou, me fazendo tropeçar no tapete e cair de bunda no chão da sala, ela veio rápida, certeira com as duas adagas que segurava – uma em cada mão – e estava pronta para me cortar em pedacinhos quando ergui as mãos, recolhendo a adaga para dentro do braço, com a ponta virada em minha direção para ativar os dois escudos. Eram pequenos, mas seriam o suficiente para apartar suas laminas. Ambos se chocaram com força, suas laminas contra meus escudos, mas ali também descobri o quão forte ela era. Mesmo assim não perdi tempo, ergui a perna esquerda, ao mesmo tempo que empurrava os braços equipados com os escudos e chutei sua calda, a fazendo choramingar e se afastar.

Foi a deixa que eu precisei para me arrastar pelo chão e me afastar do seu corpo, até estar de pé novamente, a encarando mais séria do que antes. Eu respirava com dificuldade, sentia os braços doerem por não usar aqueles escudos com frequência e pela força do impacto. Sabia que levaria uma surra, mas estava ali, de pé, tremendo e tentando ser corajosa. Droga eu não deveria faltar em tantas aulas, estava tão relaxada que meu corpo – apesar de coberto pela adrenalina – já não respondia tão perfeitamente. Eu seria levada ao limite em poucos minutos e não queria agradecer por isso, porque ser forçada a fazer exercício não era nem um pouquinho legal.

— Isso não foi legal — Resmunguei, circulando o sofá para ganhar uma espécie de proteção entre o meu corpo e o da criatura, ao mesmo tempo que desviei o olhar de forma breve, calculando o tempo do círculo de proteção ao redor do meu pai. E merda! Eu tinha que correr com aquilo, porque sabia que não tinha muito tempo. Voltei meu olhar para a Lâmia, estudando cada um dos seus passos enquanto dava os meus, até estar próxima a porta destruída, onde o chão estava uma bagunça, mas o ambiente era mais livre, sem qualquer móvel para atrapalhar.

A mulher cobra se aproximou novamente, cansada do meu joguinho, tinha o dobro do meu tamanho, e não demorou ao me alcançar. Suas laminas vieram firmes, uma de encontro ao meu rosto – a qual eu detive com minha própria adaga – e a outra de encontro ao quadril, a qual não tive tempo de apartar. Senti quando a lamina penetrou minha carne, rasgando minha camisa e cortando boa parte da pele, fazendo o sangue manchar minha camisa e escorrer pelas pernas. Mas não foi só isso que senti, meu corpo parecia ter sofrido uma espécie de choque termino, e agora eu me sentia estranhamente fria de dentro para fora.

Fiquei tonta, cambaleei e deixei que a visão ficasse turva, a mente confusa. Estoquei o ar sem encontrar nada, e cai sobre o chão, tentando me afastar dela da melhor maneira que conseguia, mesmo estando anestesiada por uma espécie de droga. Veneno, reconheci, eu precisava tirar aquilo da corrente sanguínea, mas não ia conseguir, porque não era natural conseguir curar meu próprio corpo. Tentei ficar intangível, mas meu corpo apenas tremeluzia feito o de um fantasma, levando choques e se tornando um holograma por breves segundos antes de voltar ao normal.

Não tive outra escolha, juntei mais pó de areia preta em minha mão e joguei ao meu redor, me protegendo da criatura enquanto me recuperava. Pisquei os olhos diversas vezes, tentando processar o que acontecia. Deixei a cabeça girar e girar, tossi, respirei e me engasguei, até que tudo voltou ao normal, e eu pude processar tudo novamente. Ergui o olhar a procura do monstro, e foi aí que eu o vi muito perto do meu pai, tocando seu círculo para desfazer minha magia. Estremeci, desfiz minha proteção, peguei a adaga e me levantei de qualquer jeito.

No minuto seguinte eu já corria de encontro a fera e fincava minha adaga em suas costas, bem na base da coluna. O monstro urrou, e eu dei dois passos para trás, tentando pensar coerentemente. Se ele não arrancasse a adaga do seu corpo sua alma seria sugada lentamente para dentro dela, era um efeito de envenenamento presente apenas na adaga que eu ganhara de minha mãe. Contudo, se ela arrancasse eu estava verdadeiramente fodida, porque estava desarmada e minha magia simplesmente não funcionava em seu corpo. Eu tinha que pensar rápido, já tinha apanhado demais, e não estava gostando disso.

— Sua vadia! — Ela rosnou, virou-se em minha direção e jogou uma das adagas de encontro ao meu corpo, tentei desviar daquela arma, mas tarde demais percebi que não tinha tempo, ela passou raspando minha coxa, abrindo um segundo corte em meu corpo, um que me deixaria mais lenta do que já era. Rosnei junto, mas agradeci ao mesmo tempo, o monstro não alcançava suas costas, minha adaga permaneceria ali, a envenenando e matando lentamente enquanto eu a distraía.

— Sua mira é péssima! — Provoquei, tentando não fazer caretas de dor por conta dos machucados, abertos e sangrando, manchando minhas roupas. Eu estava tão fodida quando o plano me ocorreu que quase – só quase, ainda não estou doida o suficiente – acreditei que o divino estava me ajudando.

— Isso não vai ser nada legal — Resmunguei ao flexionar o corpo, então deixei que as bolas de fogo preenchessem minhas palmas, e as lancei contra o corpo do monstro. Ali criei a confusão que precisava para moldar meu corpo e invadir o dela, tomando o controle para mim mesma. O corpo dela me pertencia, mas eu sabia que isso não duraria muito tempo, então só realizei uma única ação. A adaga que continuava em suas mãos eu guiei de encontro ao seu coração, e apunhalei bem em cima, deixando a lamina afundar em seu corpo antes de ser – literalmente – expulsa e devolvida ao meu próprio.

De qualquer forma estava feito, a Lâmia gritava e se debatia enquanto queimava, tentava arrancar a lamina de seu peito, mas já era tarde demais, em poucos minutos o monstro se transformou em pó, e retornou para onde não deveria ter saído. Desabei exausta no tapete, vendo apenas minha adaga agora caída metros à frente. Naquele minuto o círculo do meu pai também fora desfeito, o liberando da minha magia de proteção. Deitei no chão ali mesmo, pretendendo sangrar até a morte mesmo que ele não deixasse.

— Tenho que voltar em breve, você disse que tinha uma pergunta a me fazer — Ele disse, sentando ao meu lado e estendo minha adaga em minha direção. Fechei a mão sobre ela e assenti, sem querer mover o restante do corpo.

— Eu tenho — Confirmei, então o encarei. — Porque começou a beber? Eu lembro que você não era assim antes, quando eu era pequena — Franzi a testa, ele tinha mudado muito ao longo dos anos.

— Para proteger você, meu cheiro, o da bebida, espantava os monstros, te matinha segura — Ele respondeu, me deixando meio boba e sem saber o que dizer. Eu esperava tudo, menos aquilo, então me limitei a manear a cabeça em concordância, ainda processando sua resposta. — Chegou a hora de eu deixa-la novamente, campeã, espero que me perdoe um dia — Ele sorriu, bagunçou meus cabelos e se levantou. Eu percebi ali que ele já tinha começado a desaparecer.

— Eu já perdoei, papai — Murmurei, devolvendo o sorriso, e o deixando partir.

Lauren me mataria quando visse meu estrago, e quase cogitei a ideia de permanecer ali mesmo, mas minha namorada surtaria, então era melhor voltar logo. Conjurei um portal com a energia que ainda me restava e saltei sobre ele, quando apareci em casa totalmente suja de sangue e mole da viagem ela apareceu, e gritou comigo.

— PANDORA MAYA DRUMACHESKY.

Eu estava fodida, pois a verdadeira fera estava ali, na minha casa.
Poderes Passivos:
Nível 20
Nome do poder: Pericia com Adagas III
Descrição: O semideus ataca e se defende com adagas com perfeição, essa arma se encaixa em suas mãos com uma precisão impressionante, e o deixa se sentindo completamente confortável.. Além de atacar e se defender, agora consegue causar danos consideráveis ao acertar pontos estratégicos no corpo do oponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +65% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus atingir o oponente.


Nível 19
Nome do poder: Feiticeira III
Descrição: Você está ficando cada dia mais forte, Circe está orgulhosa de você. Sua personagem dominou a arte da feitiçaria conforme o esperado, tornando seus feitiços experientes, fortes e controláveis. Você dominou sua magia por completo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +20% de força em feitiços (poderes ativos).
Dano: +15% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 23
Nome do poder: Inteligência
Descrição: Os filhos de Melinoe são mais inteligentes que a maioria dos campistas, perceptivos, e que aprendem muito rápido. Não é nada comparado a um filho de Athena, mas chega perto. Isso permite que identifiquem coisas mais facilmente, resolvam mais mistérios e descubram problemas que os outros não conseguem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de percepção em batalha, sendo capaz de descobrir pontos críticos. +25% de chance de suas estratégias funcionarem conforme o esperado.
Dano: Nenhum


Nível 26
Nome do poder: Coração Doloroso
Descrição: Os filhos de Melinoe, por terem ligação direta com fantasmas e mortos, não podem ser afetados por ilusões relacionados ao amor, e ficam imunes a eles, sendo que, tais ilusões, não serão efetivas contra filhos da rainha dos fantasmas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ilusões relacionadas ao amor, ou sedução, não terão efeito contra a prole de Melinoe.
Dano: Nenhum

Nível 39
Nome do poder: Agilidade III
Descrição: Agora sua habilidade de esquiva está quase perfeita, é um semideus ágil e esperto, e escapar de armadilhas, cordas, ou amarras não é um problema, você também ficou mais rápido, pensa e descobre saídas com certa facilidade. É, você é mesmo um gatuno.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, agilidade, e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nível 43
Nome do poder: Pericia com Escudos III
Descrição: Agora o semideus consegue criar defesas mais precisas, sendo muito difícil acerta-lo quando este está em posse de um escudo, aprendeu a se defender bem, e manter a guarda alta, tendo facilidade em lidar com a arma, além de atacar com a mão livre, enquanto estiver empunhando um escudo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade ao tentar se defender com um escudo.
Dano: + 15% de guarda (podendo proteger melhor o corpo), ao tentar defender-se com um escudo, o dano de impacto é 15% menor, ou seja, o poder reduzido de arma, ao se chocar-se com o escudo, é diminuído.

Nível 50
Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: Sua perícia está quase perfeita, e seus cortes se tornaram mais mortais, não é difícil para você se defender utilizando-se dessa arma, e acertar pontos críticos e precisos, se tornou mais fácil.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +75% de assertividade ao lidar com a arma
Dano: +35% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.
Poderes Ativos:
Nível 35
Nome do poder: Domínio das Chamas II
Descrição: Agora o semideus já consegue invocar as chamas negras sobre a ponta de seus dedos, criando miniaturas de bolas de fogo. Tais chamas podem ser atiradas em direção ao inimigo, e se acertarem, podem causar um estrago considerável. (Máximo de 5 chamas criadas, uma para cada dedo).
Gasto de Mp: 5 MP por chama criada.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP por chama que atingir.
Extra: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Habitação de corpos I
Descrição: A prole de Melinoe muda o corpo, tornando-se uma espécie de fantasma completo, uma alma, ou algo semelhante, e sua aparência é completamente modificada. Ao ativar essa habilidade, poderá tomar posse do corpo de outro individuo, ou de seu oponente, mas não terá total controle sobre ele. Será como uma briga pelo controle, e por você não ter o domínio completo, poderá acabar sendo expulso a qualquer momento, pois, a pessoa se sentira violada. Esse poder funciona melhor com mentes inferiores a sua, ou pessoas de um nível menor.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP (por turno que permanecer dentro do corpo).
Extra: A perda de HP é aumentada conforme o que o filho de Melinoe fizer com o corpo, por exemplo, faze-lo se perfurar. No primeiro turno, o poder é seguro, a partir do segundo, a prole começa a perder o controle, e pode ser expulso, isso fica a critério do narrador, sendo que, pessoas mais fracas que ele, tem mais dificuldade ao lutarem pela posse de seu corpo.

Nível 47
Nome do poder: Portais III
Descrição: A feiticeira ficou ainda mais forte, e agora consegue abrir portais para reinos desconhecidos, e dimensões paralelas a essa, ou seja, que não estão no mesmo plano terreno e sim em um além. Os pentagramas das feiticeiras funcionam dessa maneira, elas trazem algo de um plano diferente para o terrestre, e agora também conseguem abrir aberturas e fissuras para esses reinos, mesmo que não os conheça. Assim como consegue abrir passagens para o mundo inferior, o monte olimpo, e cidades presentes na terra, também consegue abrir passagens diferentes para qualquer dimensão, desde que consiga focaliza-la. No entanto, isso não garante a segurança da feiticeira nesses reinos, e nem de quem ultrapassar pelos portais junto a ela.
Gasto de Mp: 100 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 21
Nome do poder: Circulo Protetor
Descrição: A semideusa consegue invocar uma espécie de areia preta, e jogar ao redor do próprio corpo, formando um círculo ao seu redor, então ativa a habilidade. Ao redor da feiticeira um círculo de energia invisível se forma, a protegendo de ataques físicos durante dois turnos. Nada entra nesse campo de proteção, mas ao desejo dela, ou comando, alguma coisa pode sair. Ou seja, ela ainda será capaz de atacar.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só aguenta dois turnos, depois, a barreira se rompe.
Armas:

*Ghostly Blade :Uma adaga de dois gumes, feita de prata e ouro branco. Seu cabo é feito de cristal, com um reservatório para almas recolhidas. Quando esse reservatório estiver cheio - máximo de sete almas -, a lâmina da adaga exalará um cheiro de carne putrefata, que matará o alvo com a ausência de oxigênio aos poucos; enquanto ainda não há almas suficientes para isso, a adaga se fortalece com cada alma recolhida. (Contem a alma de Shiryu de Dragão)

Luvas ilusórias: Um par de luvas sem dedos que revestem o punho da semideusa, permite ao usuário criar um escudo médio em cada mão, estes são feitos de ouro branco celestial com entalhes em diamante e revestido com uma camada fina de adamantina, metal resistente que deixa o mesmo impermeável de forma que resiste até a ataques mais densos tornando-o indestrutível. Em cada um deles é entalhado um cajado com o símbolo de Circe, os escudos brilham em rosa brilhante quando em batalha. Quando não está em uso, tornam-se dois braceletes finos nos pulsos da feiticeira.

Cajado Negro ou Varinha Negra: As feiticeiras de Circe tem o total arbítrio para escolherem entre uma varinha ou um cajado quando aceitas pela mesma como sua seguidora. Cabo simples adornado com perolas roxas que emitem uma luz purpura cintilante. Seu portador tem a capacidade de evocar nevoa negra. Tal nevoa permite ao usuário uma fuga rápida, já que deixa o inimigo no escuro por um período curto de tempo, além disso o cajado ajuda a feiticeira a ter controle sobre seus dons e poderes, além de auxiliar na pratica de magia. Quando não esta em uso se transforma em um anel.





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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

Mensagem por Hades em Dom Maio 28, 2017 2:01 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

• Realidade de Combate: Uma análise geral de como foi seu combate, se os movimentos estavam claros e não confusos, análise de sua estratégia etc.


Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
30+
- 9.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.

Avaliação
Experiência: 9.000 x 2 (multiplicador) = 18.000
Dracmas: 5.000
comentário:
Definitivamente você tem evoluído bastante dentro do fórum e é muito bom observar isso, além de tudo a sua personagem é cativante. Continue assim!

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.



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Re: Quando o passado revive - Pandora M. Drumachesky

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