The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive - Callum Jung-Baek

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Quando o Passado Revive - Callum Jung-Baek

Mensagem por Callum Jung-Baek em Sex Maio 19, 2017 3:36 pm

O peso caindo sobre meus ombros era astronômico como se eu fosse o próprio titã Atlas, este condenado por Zeus a sustentar o mundo em suas próprias costas. Não era muito difícil relacionar tal questão com a privação de sono que sofria ultimamente por passar a maior parte das madrugadas jogando Pokémon Red, que havia sido relançado no virtual console do Nintendo 3DS. A situação não era atípica já que sempre fui um gamer que costumava passar madrugadas jogando, entretanto não conseguia cerrar os olhos para dormir por conta daquelas imagens. Eu a via sangrando em meus braços com meu corpo em choque sem noção alguma do que fazer para salvá-la. Todas as noites acordava com o horror estampado em minha face e suando frio – foi aí que resolvi me abster de qualquer noção relacionada ao repouso, que sequer me trazia sossego. Dois grandes bolsões púrpuras começavam a surgir abaixo das pálpebras e eu teria que começar a tomar cuidado para que isto não prejudicasse minha aparência de modo extremo. Eu estava deitado sobre minha cama com o console em mãos e me divertindo de certo modo. Games sempre foram algo que me ajudaram a se distrair e quero fazer um comentário muito necessário: eu nunca vi um inicial tão superestimado como Charmander, sou muito mais meu Bulbasaur. Não me recordo o horário mas tinha quase certeza que já passavam das quatro horas da madrugada quando eu adormeci com o console em minhas mãos.

Foi neste momento que eu a vi em meus sonhos.

Sua voz continuava com o mesmo tom infantil e brincalhona que eu me recordava, entretanto sua aparência física não parecia com um corpo físico, era algo etéreo no qual os raios de luz pareciam cruzar o corpo até o outro lado. Em passos lentos, porque eu estava assustado, tremia, me aproximei e quando fui tocá-la a imagem desvaneceu no ar, voltando após alguns segundos. Era uma assombração, um fantasma, realmente não havia como ter sido revivida. Uma lágrima escorreu por toda a extensão da minha bochecha até que caiu no asfalto. Asfalto... Que lugar é esse? Girei meu corpo num ângulo de 180º para que pudesse ver a localização de meus sonhos e fiquei boquiaberto sem reação alguma.

Era a famosa Fifth Avenue. O local onde o fatídico acidente sucedeu-se. Já fazia quase três anos, entretanto eu não conseguia esquecer do sangue jorrando pelas calçadas acinzentadas passando entre o meu corpo ajoelhado próximo ao seu. Sei que não deveria ter soltado sua mão naquele instante, porém tudo aconteceu tão rápido. – Me descul... – As palavras pareciam não sair dos meus lábios e eu sempre fui um bom diplomata, nunca me faltaram palavras.

- Maninho, vem pra cá. Vem me ver aqui.

Meu coração parecia prestes a explodir com seu chamado. Cada sílaba era como uma facada, isto havia mexido com meu emocional de uma maneira que era impossível explicar. Todos os sentimentos negativos que havia conseguido suprir em meu âmago surgiam à tona um por um quando eu me despertei sem respirar direito, embora nenhum de meus irmãos ou das outras proles de deuses acordaram. O Nintendo 3DS repousava sobre meu peito com a tela desligada e toda tentativa de ligar apenas fazia com que a luz na parte superior piscasse em um tom avermelhado. - Ah, mano. Eu perdi meu save. – Amaldiçoei em um tom quase inaudível sendo cuidadoso para que ninguém despertasse. Eu simplesmente estava irritado por ter perdido todo o meu progresso no jogo daquela maneira e por aquela convocação misteriosa. Era provável que aquele chamado me colocaria em alguma situação perigosa, porém era minha irmã. Eu nunca aprendi a dizer não para ela e eu imagino que isto tenha levado a sua morte. Eu era o grande culpado da morte da minha player two favorita.

Depois que colocasse uma ideia em minha psique seria difícil fazer com que qualquer outro mudasse minha linha de raciocínio. Eu precisaria voltar ao local em que minha irmã teria tido seus últimos suspiros de vida ou aquilo me incomodaria por toda a eternidade. Fui até o baú na frente de meu beliche com minha mochila e uma muda de roupa adequada para sair sem que eu fosse reconhecido por alguém – ou melhor por algum monstro que desejaria minha morte -  como um campista. Era uma camiseta preta lisa com uma calça cinza de moletom, embora eu tivesse noção de que eles poderiam me encontrar pelo meu odor específico de meio-deus, discrição me parecia uma ferramenta importante. Será que eu tenho CC para os monstros, mano? Não havia muita coisa dentro da minha mochila, apenas alguns dracmas e um caduceu que havia recebido de meu pai como um presente, Hermes era um cara legal mesmo sendo ausente. Quando sai do chalé, coloquei o tênis all-star especial que me permitia voar.

flashback

Assim que bati um pé ao outro, pequenas asas apareceram no calçado e eu comecei a subir aos céus com cuidado para não ser notado. Era o jeito mais fácil porque voaria sobre as fronteiras do acampamento até chegar na rodovia principal. A brisa resplandecia sobre minha face e eu me pegava pensando no acidente que ocasionou a morte de minha irmã, Candace. Ela era jovem e tinha apenas oito anos de idade quando tudo aconteceu. Estávamos apenas nós dois passeando por New York quando decidi que seria uma ideia agradável apresentar um pouco do lado cultura da cidade, levando-a até a Biblioteca Pública. Todo o período que passamos dentro do recinto foi fantástico, pude mostrar livros antigos que eu acreditava serem de suma importância para a formação de uma pessoa até livros infantis recém lançados no mercado. Caminhávamos entre os corredores antigos e mesas como se fôssemos as únicas pessoas no local, fator que despertou a atenção de uma bibliotecária que pediu para que nos retirássemos.

Sair foi a escolha errada.

Eu deveria ter tentando convencido a ela que nos permitisse ficar lá dentro sem que fizéssemos ruídos.

No entanto, ambos descemos as escadarias entusiasmados sorrindo um para o outro. Por que não a convencer de que eu seria o melhor irmão do mundo comprando um sorvete? Eu soltei sua mão por um instante e ela resolveu atravessar a avenida em um local com alta movimentação. Não sei sua motivação, não sei o porquê de ter feito aquilo e quando me virei para encontrar Candace...

Aquele som excruciante que penetrou pelos meus tímpanos, como se fosse a melodia de Lavender Town, nunca será esquecido.

BAM.

BAM.

Candace. Um táxi havia jogado seu corpo uns vinte metros de distância a frente. Lembro dos meus gritos e como eu corri em sua direção, clamando para que me ajudassem. Minhas mãos estavam repletas do líquido rubro que parecia esvair em quantidade exorbitante do seu corpo junto com sua vida. – AJUDEM-ME, POR FAVOR. CHAMEM O 911, ME AJUDEM. AJUDEM MINHA IRMÃ. EU NÃO SEI O QUE FAZER. - Fiquei com seu corpo até que o socorro chegasse, abraçado em você sem comentar uma palavra com as pessoas curiosas que nos cerceavam, uma pessoa sociável como eu estava a mercê da solidão. Ver minha irmã mais nova naquele estado foi simplesmente um choque que jamais vou superar porque meu amor por ela era maior do que tudo neste mundo. Eu sou o principal culpado por sua morte e jamais me perdoarei por ter cessado o sorriso mais lindo do universo.

fim do flashback

Estava desnorteado e completamente confuso, sendo que ao chegar na principal rodovia próxima ao acampamento, caí exausto no chão com o voo de apenas alguns minutos. O cansaço físico de voar combinado com a exaustão mental provocada pela força das lembranças fizeram com que eu me sentisse fraco, porém eu chegaria até a Fifth Avenue para solucionar meus problemas. Apesar de não estar muito acostumado com o mundo grego, eu havia aprendido algumas coisas interessantes no Acampamento Meio-Sangue como invocar um táxi. Se eu acho algo genial que toda uma cultura se adaptou à modernidade? Superou minhas expectativas que costumam ser extremamente altas, vide minhas críticas no Metacritic. Eu realmente não tenho culpa do filme do Lanterna Verde ter sido tão ruim, ele mereceu a nota um sem dúvida alguma.

Deixei um dracma cair sobre o asfalto da rodovia. - Stêthi 'Ô hárma diabolês. – Não levaram muitos segundos para que um veículo amarelo de quatro rodas aparecesse, apesar de sua aparência suspeita, entrei na porta traseira que permanecia aberta, ansiando pelo novo cliente. – Vocês são as greias, não? Dino, Ênio e Pênfredo. Um prazer estar em sua “carruagem”. – Admito que a ideia de ser conduzido por elas não parecia má quando eu vi seu único olho e o único pensamento que deslizou pelos meus neurônios foi saltar do transporte. – Eu soube que vocês são o meio mais rápido de transporte na grande New York, eu preciso que vocês me levem para a Fifth Avenue em frente a Biblioteca Pública. O mais rápido possível. – Mal sabia que me arrependeria das últimas quatro palavras que havia proferido. O trio de irmãs discutiam sobre qual delas deveria ficar com o olho. Quando tornaram seu pé para pisar no acelerador, senti que meu estômago seria lançado para fora do meu corpo e eu agradeço por ter correntes negras no lugar de cintos de segurança, porque eles arrebentariam facilmente com a velocidade em que o corpo era impulsionado para frente.

Eu não contei o tempo que demoramos nesta viagem porque a reflexão de permanecer vivo soava mais sensata.

Checklist mental: nunca mais pegar a Carruagem da Danação.  

Sair do transporte foi uma missão complicada porque estava completamente atordoado. A sensação de que regurgitaria na calçada foi a primeira que surgiu antes que pudesse perceber que estava nos pés da escadaria. Eu a vi caminhando em minha direção quando tornei meu corpo para a avenida. Era minha irmã em carne e osso. – Candace. – Murmurei seu nome e meus olhos encheram-se de lágrimas, eu havia caído no chão sem estrutura alguma chorando igual um recém-nascido.

Ela me abraçou e permaneceu em silêncio. Os braços pequenos que não conseguiam sequer encontrar um ao outro em meu tronco. Ficamos assim por alguns minutos até que eu conseguisse falar, meu corpo agachado rente ao dela para que eu pudesse olhar em seus olhos. – Me desculpa, pequeninha. Eu fui um péssimo irmão, eu não segurei na sua mão naquele dia e eu te deixei ir. Eu te deixei ir embora dessa vida e eu nunca vou me perdoar por ter te abandonado. Eu te amo tanto e sinto sua falta todos os dias da minha vida. Cada vez que vejo uma foto sua lembro-me de que eu fui insuficiente por não te proteger nesse mundo. Você é a melhor irmãzinha do mundo, sabia? Eu sou um idiota, um grande bobo por ter te perdido. Eu sei que você não pode me perdoar. Eu me colocaria na frente daquele carro milhões e milhões de vezes se isso significasse que eu teria o seu sorriso todos os dias. A vida mudou tanto e eu me sinto perdido. Eu não tenho mais com quem jogar Mario Kart porque esse era o nosso jogo, princesa Peach. Você é uma princesa para sempre no meu coração, Candace. – Tudo que eu falava vinha do meu íntimo, de um lugar que eu tinha trancado à sete chaves porque não queria que nenhuma pessoa tivesse acesso às minhas memórias mais dolorosas e todas elas voltaram em uma madrugada.

- Maninho, você não precisa de perdão, sabe? Você é demais, eu te amo muito, muito, muito, muito! Aconteceu mas eu não quero você triste por isso. Você não teve culpa de nada porque eu só queria ver o cãozinho no outro lado da rua. Eu fico mal vendo você assim porque eu te quero sorrindo de novo, você é o melhor irmãozão do mundo inteiro! – Ela abriu os braços para mesurar o tamanho de seu sentimento. – Esse é o tantão que eu te amo ó e quero você sorrindo de novo pra mim!

- Eu não preciso de perdão...? – Suspirei, observando-a com as órbitas oculares marejadas. Eu estava sem chão com as palavras de minha irmã.

Seria essa a minha resolução?

equipamentos:
☤ Tênis Alados - Um par de all star preto e de cano médio. Aos olhos dos mortais é apenas um tênis, mas ao dos semideuses e seres mitológicos é um tênis com assas brancas, que são capazes de fazer o semideus voar. Os sapatos crescem de acordo com o pé do semideus, portanto nunca ficaram apertados. As asas do sapato só aparecem quando o dono ordena.

☤ Caduceu celeste - Caduceu que permite que o dono consiga fazer abalos sísmicos fracos, conseguindo fazer um tremor em um raio de 30 metros.



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Re: Quando o Passado Revive - Callum Jung-Baek

Mensagem por Belona em Seg Maio 22, 2017 12:46 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 1 ao 10: 2.500

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 2.500
Dracmas: 5.000
Comentário:
Eu achei bastante criativo de sua parte interpretar um gamer de maneira tão fiel. Boa escrita, bom enredo, você mereceu a nota máxima nessa parte.


Segunda Parte

Os irmãos haviam se reencontrado. Palavras importantes foram faladas e ouvidas, o perdão foi concedido e recebido. Porém, não parecia haver mais tempo para isso. Um rosnado monstruoso foi escutado. A pequena agarrou-se ao irmão explicando o que estava acontecendo. Ele teria uma escolha a fazer e ações futuras a serem realizadas, o destino da garotinha no submundo estava nas mãos dele.


Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é um jovem cão infernal, não tão forte quanto um adulto, mas tão feroz e perigoso quanto. Ele irá aparecer de alguma sombra, um pouco depois que sua irmã terminar de explicar o que está acontecendo. Lembre-se do ambiente em que você está e nas coisas ao seu redor, inclusive sua pequena irmã e nas consequências dela ser abatida pelo cão infernal.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp do Cão Infernal, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.




Belona
Somente os mortos conhecem o fim da guerra-
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Belona
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