The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive | Elena C. García

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Quando o Passado Revive | Elena C. García

Mensagem por Elena C. García em Qui Maio 18, 2017 2:39 pm



Cuando el pasado revive




Informações prévias:

Elena, além de ser filha de Afrodite, descobriu recentemente que é legado de Marte. Seu bisavô era filho do deus romano da guerra e foi legionário romano, assim como seu avô. Após completarem os anos de serviço para a Duodécima, seguiram carreira como militares e tornaram-se oficiais. O pai da porto-riquenha, Juán Castillo García, também repetiu os passos dos seus antecedentes, sendo hoje um oficial americano. Conheça mais da história da família nesta CCFY.


I - Os noticiários revivem


Aquela semana estava sendo especialmente complicada no domínio de Hipnos. Eu havia sonhado pelo menos três vezes com António Castillo García, meu falecido avô, e parecia assistir a sua morte durante a Guerra do Golfo. De igual forma, havia visto em sonhos a morte de outro ancestral durante a Segunda Guerra… Estava difícil manter a sanidade durante aqueles dias, mas aquela noite de sexta-feira deixou-me totalmente desestabilizada.

Meu passado não tinha fantasmas para me atormentar, apenas a dor de não ter aproveitado minha família como desejava, por ter perdido antepassados da mesma forma: na guerra. E é por isso que essa palavra, de apenas seis letras, que devasta países, desestabiliza economias e tira vidas inocentes por interesse político, tem meu completo repúdio. Eu sabia que jamais conseguiria ser uma descendente que orgulhasse Marte, mas estava em paz com isso.

Ah, sim, a paz. A única coisa pela qual valia a pena lutar, mas não necessariamente com armas.

Eu revezava minha rotina semanalmente entre as aulas e atividades do Acampamento Meio-Sangue e o apartamento que compartilhava com Gerrard em Nova Roma, através de um portal criado por uma feiticeira de Circe em um espelho do meu closet. Naquela noite, a primeira vez que meu sono foi interrompido foi quando o filho de Netuno acordou bruscamente de um pesadelo, com lágrimas nos olhos. Prontamente, acolhi-o em um abraço reconfortante, concentrando meus poderes para ajudá-lo a se acalmar: “Está tudo bem, foi só um pesadelo”, eu lhe dizia, antes de compreender a imensidão do que ele sentira ao saber o que havia causado a morte de sua mãe e como isso havia afetado a sua vida. Ao acordar uma segunda vez durante aquela noite, Gerrard já havia saído rumo ao Acampamento Meio-Sangue, de volta ao lago onde sua mãe, Julliet, havia entregado-o aos cuidados de seu pai antes de perder sua vida.

Sozinha no quarto, horas antes do romper do sol, liguei a televisão para tentar distrair-me e talvez voltar a dormir. Inconscientemente, passei os canais até encontrar um noticiário de Washington D.C., coisa que fazia sempre que tinha acesso a um meio de comunicação para acompanhar notícias que pudessem envolver meu pai e sua segurança - embora fosse ele quem fornecesse segurança à população. Estava no intervalo comercial. Fui até a janela, abrindo as cortinas para permitir que o sol iluminasse o ambiente assim que amanhecesse e, ao retornar, parecia que o calendário havia se alterado…

▬ A Marinha Americana e outras tropas aliadas atacaram as forças japonesas no Mar de Java, na região do Pacífico - disse o âncora do telejornal, chamando minha atenção pela estranheza daquela notícia naquele momento. Fitei a tela, e o apresentador do jornal estava um tanto antiquado para o século XXI: trajava um terno que já havia saído da moda, em uma associação a uma gravata que combinava tão bem quanto café e melancia. Seu cabelo também estava em um penteado estranho, que eu só havia visto nas fotografias do meu avô. Aquilo estava muito, muito estranho. ▬ As forças aliadas sofreram uma derrota próximo à costa da Indonésia e de Nova Guiné, retirando o restante de suas tropas no último dia 27 - disse a co-apresentadora.

A seguir, a televisão começou a exibir os nomes dos militares americanos que haviam morrido naquela batalha, conforme os apresentadores liam o teleprompt. Sentei-me na cama completamente intrigada com o que a televisão exibia e o que era noticiado. No Acampamento, estávamos completamente alheios ao que ocorria ao redor do mundo, mas algo da magnitude de uma batalha entre Estados Unidos, forças Aliadas e Japão não teria passado despercebido. Ambos os países, até onde eu sabia, tinham uma boa relação desde a… Segunda Guerra Mundial... Com mais atenção, observei a qualidade técnica da imagem exibida, as fotos que passavam, as vestimentas usadas, e certamente não era uma exibição atual.

“Deixe de ser boba, Elena. É um documentário...”, disse a mim mesma, tentando ignorar o sentimento que tinha em relação àquela exibição.

▬ General Rubén Castillo García, comandante da tropa das Forças Armadas que ia para o Estreito de Sonda. General García morreu aos 38 anos, deixa esposa e filho. Meu coração rasgou. Aquela havia sido a primeira morte em batalha que minha família teve que suportar. Mesmo sem ter conhecido o primeiro General García da minha família, eu sabia a dor e a saudade que sua morte repentina e violenta haviam deixado. Ele não pôde ser sepultado. A única memória que temos dele é uma espada no Memorial da Segunda Guerra, em Washington D.C., que representa a Batalha do Mar de Java.

A imagem sofreu uma interferência, causando um som absurdamente desagradável aos ouvidos, antes de o noticiário ser atualizado e a cena mudar. O âncora já não era mais o mesmo, era um rapaz mais jovem, com cabelo endurecido pelo gel e com pó facial no tom errado. A qualidade da imagem estava melhor, já tinha cores, e melhores usos da tecnologia. Entretanto, ainda era noticiado um obituário.

▬ Bom dia. Nosso correspondente em Kuwait informou à redação que militares americanos foram dados como mortos nos últimos confrontos. A ONU continua insistindo que o Iraque retire suas tropas do Kuwait - informou o jovem âncora. Eu já havia assistido aquele informativo… Eu sabia o que vinha a seguir, e meu coração falhou dois batimentos em ver aquilo de novo. ▬ Informamos a morte do general António Castillo García, subcomandante da tropa… - disse o âncora, e continuou lendo o obituário, mas a imagem travou e congelou na foto do meu avô. Ele era um agradável homem de meia-idade, pele levemente acobreada devido às horas de exposição ao sol e cabelos castanhos. Seu olhar transmitia presença de espírito, mas suas íris eram duras e revelavam o peso de ter visto muitas batalhas e muitas vidas que se perderam nelas.

Toquei na tela com apreensão e tristeza, sem entender que tipo de peça estava sendo pregada por minha cabeça, mas sofrendo com ela. Eram tão vagas as lembranças que tinha de meu avô, mas mesmo sendo um bebê quando o perdemos, o grito estridente de minha avó ao assistir aquele noticiário ainda ressoava em minhas lembranças. Minha cabeça apoiou-se contra a televisão, com lágrimas que involuntariamente escorreram por minhas bochechas, sentindo de novo todo o vazio e a dor que a família compartilhava devido às​ perdas. Toda a dor e medo que tínhamos em perder meu pai da mesma forma... Parecia uma maldição.

▬ Você vai quebrar a maldição da nossa família - ouvi a voz do meu avô, e ergui os olhos para a televisão, assustada. No ecrã, não via mais o noticiário dos anos 90, mas uma cena em uma das praças de Sán Juán, em Porto Rico. O oficial, trajando sua galante farda do Exército, abraçava um bebê de forma protetora, negando-se a devolvê-lo ao pai da criança. Usted es más que los ojos pueden ver, Elena - ele sussurrava ao bebê, sua pequena e recém-nascida neta.

Apertei os olhos com força, expulsando dos olhos todas as lágrimas ali armazenadas. Por que isso estava acontecendo? Por que os deuses estavam brincando dessa forma comigo? O que aquilo significava? ▬ Parem com isso… - pedi, com a voz fraca e um nó na garganta. A televisão continuou, exibindo aquela lembrança antiga, em Sán Juán, e a voz do meu avô ainda repetia as mesmas palavras. ▬ PARE! - gritei, atingindo a televisão com minha espada, que ficava embainhada sob a cama, no ímpeto de minha raiva, tristeza, dor e frustração.

A televisão deveria ter adquirido rachaduras na tela, talvez caído do seu suporte, ou apenas arranhado, caso fosse mais resistente. Mas, em vez disso, ela apenas adquiriu uma fissura de alto a baixo do ecrã, e senti-me magnetizada por ela, como um potente ímã atraindo um objeto férreo. O aparelho magicamente “sugou-me” para dentro de sua tela, no local que ela estava exibindo: a Plaza de Armas.


II - Garças perdidas em guerra


Minha pele arrepiou-se quando coloquei os pés no terreno porto-riquenho novamente, e não foi devido ao frio da madrugada. Uma aura pesada pairava sobre a Plaza de Armas de Sán Juán, fazendo meu coração se contrair. Era um misto de meu sangue reagindo a um terreno consagrado a Marte, meu “tataravô”, e o desconforto causado devido a isso.

A diferença de fuso horário era acentuada. Em San Juan, a madrugada a recém estava começando, não podia ser mais que 2h da manhã. Estalei os dedos, trocando o pijama por uma vestimenta mais adequada para cair dentro da televisão e ser subitamente transportada para minha terra natal. Em minha mão direita, a espada que usara para atingir a TV havia me acompanhado. Apesar de ser uma capital, San Juan era silenciosa à noite, diferente de Nova Iorque ou Washington, e a iluminação era sutil de forma a iluminar apenas o necessário. A garota que eu era até uns meses atrás teria medo de atravessar aquela praça à noite.

▬ É tão bom ver você de novo - uma voz falou, atrás de mim. Virei-me com a espada em punho, direcionando a ponta da lâmina ao pescoço de quem chegava sem se anunciar, mas parando assim que encontrei seus olhos. Abuelo… - arfei. Foram necessários alguns segundos para eu compreender que ali, diante dos meus olhos, estava o avô que eu perdi anos atrás. Joguei a espada ao chão e atirei-me em seus braços, sem conseguir pronunciar uma única palavra. Eu queria perguntar se ele era real, se ele realmente estava ali, se eu não estava sonhando de novo… Mas, além de minha voz não sair, eu não queria ouvir que aquilo era uma ilusão. Antes que eu percebesse, as lágrima tomaram meus olhos.

▬ Você é tão linda, minha neta. É tão bom ver o quanto você cresceu, é forte e audaz - ele dizia, afagando meus cabelos. Seu abraço era do jeito que eu havia guardado nas minhas pequenas lembranças: aconchegante, quente e afável, transmitindo inspiração e coragem. Eu tinha tanto a perguntar, tanto a dizer, tanto a sentir, mas outro questionamento era necessário antes. ▬ Por que estamos aqui, abuelo? - perguntei, levantando o rosto em sua direção. Eu havia sido magicamente transportada para aquela praça, onde anos atrás ele segurou-me no colo pela primeira e última vez, e naquela ocasião, ele havia falado sobre uma maldição que pairava sobre a nossa família e que eu seria a responsável por quebrá-la.

▬ Nossa família recebeu uma profecia, ou uma maldição… - ele começou a explicar, acariciando meu rosto e limpando as lágrimas que ainda restavam ali. Franzi as sobrancelhas enquanto o escutava, processando cada palavra dita e tomando nota delas​. ▬ Estamos destinados a morrer em batalhas, embora isso não seja problema, pois nascemos para isso - ao dizer isso, levei a mão esquerda ao seu antebraço direito, vendo ali a tatuagem que o identificava como neto de Marte: as duas lanças cruzadas acima de cinco linhas horizontais. Sabia que eles viam como uma honra morrer bravamente em batalha, embora não conseguisse compreender. ▬ Mas você está destinada a mudar o destino da nossa família. “O amor e a guerra, sempre juntos, têm uma descendente; no raiar do sol, uma esperança latente; entre leopardos vermelhos, a mais bela; dará fim às garças perdidas em guerra” - ele recitou, como um poema há muito decorado.

Suas palavras continuavam naquele tom manso, porém grave, contando como meu bisavô havia recebido aquela profecia em uma das missões que realizara quando ainda era um legionário romano. Desde então, toda a sua linhagem de primogênitos estava destinada a morrer em batalha, mas a esperança era o nascimento que unisse o amor e a guerra. Tudo indicava que a profecia falava sobre mim, uma García, filha de Afrodite e descendente de Marte… Mas eu não queria aceitar aquele fardo e toda a sua importância para nossa linhagem…

▬ Se eu falhar, ou se a profecia não for sobre mim… Estou destinada a morrer em batalha? - perguntei, com a voz falhada devido às lágrimas que ainda insistiam em percorrer meu rosto. Meu avô adquiriu um semblante confuso e pensativo, como se, pela primeira vez, considerasse aquela hipótese. ▬ Não. É você - ele afirmou, com uma convicção inabalável que não me convenceu. No fundo, ele parecia ter medo até mesmo de considerar aquela possibilidade.

Um silêncio pesou entre nós após essas palavras, enquanto aquelas informações se aprofundavam em meu ser e as palavras da profecia se repetiam em minha mente. As linhas daquela profecia não deixavam dúvidas, embora não pudesse confiar que suas informações seriam tão claras. “Entre leopardos vermelhos”. Nosso brasão familiar continha três leopardos vermelhos. “Garças perdidas em guerra”. Garças. García. Era um dos significados de nosso nome. Meu raciocínio pairava naquilo: minha família estava destinada a morrer em batalha e eu poderia ser a responsável por quebrar aquela maldição.

▬ Meu pai…? - perguntei, quando reuni coragem o bastante para isso. Se meu bisavô e meu avô concretizaram a maldição e morreram durante guerras, aquele seria o destino de meu pai? Meu avô permaneceu em silêncio, com o semblante pesado e sem coragem para emitir a resposta que eu temia. ▬ Por favor, diga que não… - sussurrei, com as lágrimas formando-se em meus olhos novamente e deslizando por meu rosto como uma chuva impetuosa. Eu não conseguia sequer pensar em perder meu pai, e saber que o perderia daquela forma destroçou meu coração. ▬ Diga que não! - bradei, desmanchando-me em lágrimas enquanto meu avô controlava as suas. ▬ Elena… não tente evitar - ele disse, tentando ser sensato enquanto eu sofria.

Uma pessoa mais sensata ou realista poderia questionar: se todos vamos morrer algum dia, e se minha família contém semideuses e legados, que mal há em morrer em batalha? Para responder isso, basta pensar que os combatentes nunca morrem por seus próprios objetivos, mas perdem a vida injustamente pelo interesse político da nação ou de um líder. Suas vidas são interrompidas bruscamente, sem a possibilidade da família se despedir de forma adequada, deixando os entes queridos desolados. São combatentes que não tiveram a chance de ver os filhos crescerem, mal conheceram os netos, não puderam envelhecer ao lado da pessoa amada… Eis a razão de eu odiar guerras, e a razão pela qual mantive-me nos braços de meu avô por um tempo indeterminado, como se aquilo pudesse ser eterno.

Abuelo… Por que está aqui? - perguntei, enfim, após minhas lágrimas secarem e eu conseguir fazer minha voz soar de novo. Minha razão lembrou-me que meu avô não poderia estar ali, aquilo não era possível, mas parecia tão real. Então, o que estava acontecendo?

Armamentos levados:

Colar de Contas do acampamento

♥ Arco Cupido: Arco com uma Aljava de flechas infinitas que nunca erram o alvo, se transforma em um Diadema ou um Colar. (em forma de colar)

♥ Amor Incondicional: Uma pulseira delicada feita de fios de prata com uma perola em seu centro. A pedra carrega uma benção da deusa protegendo assim a potadora de tal joia.

♥ Espada de fragmentos [ É uma espada totalmente feita de ferro estígio, tendo o cabo envolvido em couro. Ela foi totalmente corrompida pela ira, para ficar mais poderosa.| A arma se alimenta do HP da criaturas que atinge e armazena sua essência, passando-as por dois turnos para seu portador, ou seja, durante dois turnos 50% do HP das criaturas atingidas por essa arma, são passadas para o seu portador, no caso, o dono da espada.| Ferro estígio e couro.| Espaço para duas gemas.| Alfa. | Status: 100%, sem danos | Mágica. | A Mente Liberta (evento) ]


Sán Juán, Porto Rico | Vestindo: clique aqui | Evento Quando o Passado Revive





Elena C.{Castillo} Garcia

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Elena C. García
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Re: Quando o Passado Revive | Elena C. García

Mensagem por Belona em Qui Maio 18, 2017 10:31 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 10 ao 20: 5.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 5.000
Dracmas: 5.000
Comentário:
Eu só tenho a comentar que o seu post está sendo um dos mais criativos que eu li até agora! Parabéns Garcia, o enredo foi bastante interessante e sua escrita é tão boa de ler que quando eu vi já estava no fim do seu post querendo mais.


Segunda Parte

O momento entre neta e avô era único. Um acontecimento que questionava toda uma sequência lógica e natural, possível apenas com a benção de um deus poderoso. Elena mal havia feito a pergunta quando um barulho estranho ecoou por todo o lugar. O seu avô parecia realmente amedrontado, pois empalideceu e seu corpo estremeceu. Em poucas palavras, ele explicou como foi possível a sua presença ali, assim como também as consequências disso. Elena tinha uma escolha a ser feita que iria mudar todo o destino de seu antepassado no submundo.


Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro é uma das fúrias, você tem a possibilidade de escolher qual das três será. Assim como a forma de "entrada" do monstro. Se aparecerá como um humano que se transformará, ou se virar voando pelo céu feito um demônio feio etc.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da Fúria, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.





Belona
Somente os mortos conhecem o fim da guerra-
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Re: Quando o Passado Revive | Elena C. García

Mensagem por Elena C. García em Seg Maio 22, 2017 11:18 pm



El pasado se convierte en el presente




III - A vingadora dos assassinatos


A pele naturalmente acobreada de António García empalideceu e deixou-o lívido quando um estranho ruído se fez ouvir no final da rua. Sua fisionomia sempre mantinha um olhar pacífico apesar dos horrores que já havia visto em guerra, mas pela primeira vez vi medo em seus olhos, como se sua vida realmente estivesse em risco naquele momento. O que era estranho, pois, teoricamente, ele já havia morrido.

▬ Recebi uma chance de voltar ao mundo mortal apenas para ter esse momento com você… - ele disse com a voz fraca, quase em um sussurro. Minhas sobrancelhas curvaram-se para cima, evidenciando a tristeza estampada em minha face, porém mais lágrimas não desciam porque eu já havia zerado o estoque mensal delas. ▬ Meu prazo terminou hoje. A benevolente vai me levar para os Campos da Punição… - ele disse, mantendo o olhar amedrontado em direção ao fim da rua. O ruído continuava e tornava-se mais próximo, provocando os cães e fazendo-os romper bruscamente o silêncio da madrugada com seus latidos agudos ou uivos estridentes, para logo serem substituídos pelo choro esganiçado.

▬ O quê!? - questionei com a voz esganiçada, tão assustada e aflita quanto ele. Havia muito a ser questionado ali, como a razão dele ter sido autorizado a sair do Submundo, o porquê ele utilizou aquela única oportunidade para falar comigo, se poderia ver sua esposa ou filho… E como assim uma benevolente vinha buscá-lo para deixá-lo nos Campos da Punição? Ele morreu valorosamente em batalha! Uma lenda nórdica dizia que ele teria o direito de aguardar em Valhala até o Juízo Final, como soldado do Pai de Todos. Meu avô merecia os Campos Elísios…

Um vulto negro cobriu a fonte de iluminação mais próxima a nós e desmanchou-se diante de nossos olhos, para então assumir a forma de uma mulher de meia-idade, com alguns fios grisalhos e marcas de expressão no rosto. Adiantei-me sutilmente dois passos, apenas o necessário para ficar à frente de meu avô e ficar ao lado da minha espada, que havia derrubado ao reencontrá-lo. ▬ Já está na sua hora, António García - ela disse, olhando dissimuladamente para o pulso como se conferisse as horas em um relógio imaginário.

▬ Ele não irá com você - disse, mantendo-me com aparência corajosa, embora estivesse congelada por dentro. A mulher exibiu um meio sorriso sarcástico e movimentou-se revezando o peso de seu corpo entre uma perna e outra, obrigando-me a manter os olhos nela sem piscar, pois a qualquer momento ela podia dar o bote. ▬ Ah, avô e neta... - ela disse com sarcasmo, quase em um sibilo. ▬ Eu não me preocuparia com você - ela disse, mantendo os olhos esverdeados em mim enquanto inclinava a cabeça para o lado com interesse. ▬ Vai morrer em batalha, como toda a sua família… - dessa vez, tentava fingir um tom de piedade, como se sentisse pena por nossa maldição, mas visivelmente era mentira. ▬ E talvez até seja hoje! - completou, para então assumir sua verdadeira forma em um piscar de olhos e avançar contra mim, derrubando-me contra o chão e deixando-me com um severo arranhão no ombro com um golpe rápido e certeiro.

▬ Tisífone! - bradou meu avô, colocando-se na minha frente antes que a benevolente investisse contra mim outra vez. A fúria parou sua nova investida imediatamente, talvez pela surpresa. ▬ Me leve, mas deixe-a em paz - ele disse, baixando os braços e unindo os punhos em direção a ela, fitando-a com o que restava de sua coragem, pronto para sacrificar sua vida mais uma vez. A diferença é que, daquela vez, estaria condenado aos Campos da Punição sem merecer.

Abuelo, não! - gritei, pondo-me em pé rapidamente, apesar da dor pelo rasgo no ombro. ▬ Elena... Você não pode arriscar sua vida em uma batalha antes de quebrar nossa maldição - ele disse, com a voz controlada, ainda mantendo os olhos na benevolente, de modo submisso. A serva do submundo sorriu vitoriosa, talvez satisfeita por seu serviço ter sido facilitado, e foi descendo lentamente até seus pés se aproximarem do chão novamente. Era difícil crer que, das apenas três benevolentes existentes, uma delas era a encarregada de levar o meu avô direto para os Campos da Punição.

Tisífone... Nos poucos segundos que tinha para ter uma reação, reuni os fragmentos do que havia aprendido a respeito daquela fúria nas aulas do Acampamento. Segundo Ésquilo, as fúrias, ou erínias, eram filhas de Nyx e eram responsáveis por torturar as almas pecadoras, castigar os crimes. Alecto era a implacável, e já havia ouvido Percy Jackson contar que essa fúria havia se disfarçado de sua professora de álgebra. A castigadora dos delitos contra o matrimônio era Megera, cujo nome era fácil de associar à função. Então a benevolente que queria levar meu avô para o castigo eterno era Tisífone, a vingadora dos assassinatos. Nos poucos segundos que levei para associar esses fatos, concluí que a guerra na qual António García morrera havia causado mortes injustamente (como todas causam), e aquela erínia queria aproveitar a oportunidade para castigá-lo por isso.

▬ Que bom que você reconhece isso, general García. Está facilitando as coisas para todos nós - ela disse, em sua voz demoníaca, para em seguida erguer o chicote, que provavelmente usa para açoitar as almas dos assassinos, em direção ao meu avô. Ao tempo em que ela ia baixar o chicote contra meu avô, estendi as duas mãos em direção a ela, esforçando-me para detê-la de qualquer maneira. Eu não me importava em sacrificar minha vida para que meu avô tivesse sua eternidade no local em que merecia, nos Campos Elíseos. Aquela era uma morte em batalha que eu não me arrependeria em sofrer.

Roseiras começaram a crescer rapidamente sob os pés de Tisífone, mas suas rosas não floresceram. Em lugar disso, os caules espinhosos tornavam-se inumeráveis enquanto envolviam a benevolente e aprisionavam-na. Ela soltou um grito de frustração e movia-se tentando se soltar, mas a prisão ajustou-se a ela e a prendeu com mais força, castigando-a com seus espinhos.

Soltei o ar dos pulmões pesadamente, inclinando-me para baixo por um momento, com uma das mãos apoiadas no joelho e a outra pressionando o ferimento deixado em meu ombro. Ao retirar a mão, ela estava manchada com sangue. ▬ Elena! Por favor... - meu avô ia protestar, mas dirigi-lhe a mão ensanguentada fazendo um sinal para que parasse onde estava e não se aproximasse mais. ▬ Isso não vai segurá-la por muito tempo. Mas eu não vou deixar que ela leve você para a punição eterna - disse, mas não como um simples protesto. Minha voz soou com determinação pouco ouvida antes, e eu realmente esperava que ele compreendesse que eu não aceitaria outra negativa sua.

Com uma explosão de fogo infernal, Tisífone desmanchou a prisão de espinhos como se fosse papel-jornal, e estava muito mais furiosa que antes. Posicionei-me para a batalha empunhando a espada da melhor forma que conseguia, considerando que o ombro ferido era o direito e que sou destra. Pelo meu avô, suportaria aquela dor e não permitiria que a erínia o levasse. “Pense rápido em algo, Elena”, dizia para mim mesma, enquanto Tisífone abria suas pavorosas asas de morcego, batia-as duas vezes e investia em minha direção com a pior expressão de ataque que você pode imaginar. Eu teria ficado com medo, mas, estranhamente, meus sentimentos estavam sob controle e conseguia até mesmo esquecer a dor e concentrar-me melhor na batalha.

“As asas…”, pensei, com um brilho vingativo no olhar, antes de deitar-me bruscamente contra o chão para evitar o ataque de suas garras novamente. Ela era esperta e cruel, pois havia mirado em meu ombro ferido, mas eu não esperava menos da benevolente que castigava os assassinos. Tisífone também era habilidosa com suas asas, pois conseguiu mudar o curso do vôo de modo sutil, considerando que eu havia esquivado no último instante. No segundo posterior, ela já estava vindo em minha direção outra vez, mas dessa vez eu sabia o que fazer.

Quando ela aproximou-se para uma terceira investida, levei a mão ao colar de contas, sendo protegida por um escudo dourado antes que Tisífone me atingisse. A seguir, apoiei o pé direito contra o escudo magicamente formado para tomar impulso e saltar acrobaticamente acima da benevolente para atingir uma de suas asas, deslizando a lâmina de ferro estígio pela extensão da sua asa esquerda. Os espinhos não haviam ferido a torturadora, mas o material da espada a machucou ao ponto de ela soltar um grito estridente e furioso quando minha lâmina completou o trajeto do arranhão em sua asa.

Meus pés pousaram bruscamente sobre as lajotas que formavam o desenho do piso da Plaza de Armas, e eu podia jurar que não deveria ter escutado um “pleck” desconfortável vindo do meu tornozelo. Cambaleei com a má sensação em meu tornozelo esquerdo, e tentei afastar-me de Tisífone o quanto antes, mas não fui rápida o bastante. Como vingança, ela conseguiu mover-se e me atingir com força, e fui ao chão pela segunda vez naquela noite, tentando cair sobre o ombro esquerdo para não ferir ainda mais o ombro que já estava machucado.

O ar saiu de meus pulmões pesadamente e com gosto de ferro. Cuspi contra o chão a secreção que se acumulara em minha boca e não era saliva, mas sangue. Pelos segundos que antecederam minha reação, encarei aquele borrão vermelho que estragava o colorido feliz das lajotas da praça…

Quando criança, aquela praça de Sán Juán era meu lugar favorito para brincar. Aos 7 anos, estava exatamente naquele mesmo ponto da Plaza aprendendo a andar de bicicleta e, como acontece com qualquer criança, caí e esfolei o joelho ao me desequilibrar próximo à estátua que representava o Outono. Meu pai, minha avó e minha tia correram para me socorrer ao verem o sangue que jorrava de meu joelho e escorria na calçada. “Você é tão frágil, Elena. Precisa tomar mais cuidado”, minha tia, Esperanza, havia dito. E, ao longo de meus 16 anos, sempre ouvia isso. “Você é tão delicada, cuidado com isso”. “Isso não é para você, você é muito frágil”. “Deixe que alguém carregue isso pra você”. Sempre tratada como uma boneca de porcelana, nunca hábil o suficiente para fazer qualquer coisa.

Eu já estava cansada daquilo.

▬ Elena! - meu avô chamara, preocupado enquanto a erínia se aproximava e quase colocando-se diante de mim protetoramente, mas arriscaria sua eternidade se o fizesse. Minha audição começou a ficar alheia aos seus protestos, às palavras de Tisífone, aos cachorros que ladravam interrompendo o silêncio da madrugada… Assim como minha visão periférica pareceu desligar-se para que minha atenção estivesse apenas sobre a benevolente e em como derrotá-la. Fitei seus olhos fixamente, deixando toda a ira crescer em mim antes de levantar-me por completo e atacá-la com a espada de ferro estígio.

Com uma asa ferida, ela não conseguia usar nenhum truque de vôo para esquivar ou me atingir, obrigando-a a estar no mesmo plano solo. Entretanto, isso não a impedia de defender-se e contra-atacar com maestria, obrigando-me a ser tão ágil quanto ela se quisesse permanecer com todo os membros do meu corpo. Em estatura, ela era cerca de meio metro mais alta que eu, então era fácil esquivar abaixando-me e revidar tentando atingir suas pernas. Mas o problema eram suas garras. Eu já havia inutilizado uma de suas asas, mas as garras eram o segundo maior problema de enfrentar uma benevolente, e eu não conseguia mais ativar o escudo dourado que me protegera antes.

Parando de esquivar, concentrei-me em ferir suas mãos ou causar uma abertura para atingi-la. Tanto ela quanto eu já havíamos compreendido que o material de minha espada a machucava.

Eu me sentia mais forte do que aparentava ser e meus olhos mantinham um brilho rubro enquanto mantinha os olhos em minha adversária, sem perder nenhum movimento dela e contra-atacar cada vez com maior ímpeto. Odiava admitir, mas estava gostando da adrenalina que percorria toda a minha corrente sanguínea durante a batalha. Com surpresa e admiração, percebia que minha força conseguia suportar e parar seus golpes e revidar com o mesmo torque. Em tempo, levei minha lâmina para defender-me de seu último golpe, jogando seu braço para trás com o máximo da minha força recém-descoberta e fazendo-a abrir o braço e desfazer sua defesa, contra-atacando com minha espada e cravando a lâmina em sua lateral.

Teria sido uma vitória perfeita. Teria.



IV - A verdadeira despedida


Assim como ela havia desfeito sua defesa em um movimento, a minha guarda também estava baixa ao atingi-la, e Tisífone soube se aproveitar disso. Com um bravo gutural, ela protestou quando atingi sua lateral com a lâmina de minha espada, e reagiu erguendo suas garras e atingindo-me novamente no ombro direito, fazendo-me cair sobre o joelho direito com a dor. Tendo sido preenchida por uma aura de combate, estava conseguindo ignorar e suportar as dores em meu corpo que ela havia causado, mas ferir-me de novo onde já estava gravemente machucada impossibilitou-me de manter o ritmo que havia adquirido ao duelar com ela.

Felizmente, havia conseguido atingi-la antes daquele golpe, então ela não revidaria com a mesma intensidade tão cedo. A fúria apontou seu dedo esquelético para mim, enquanto eu soltava o ar e cuspia sangue, e seus olhos escureceram ao fitar meus olhos, até perder o brilho por completo.

De repente, eu não estava na Plaza de Armas de Sán Juán, estava no depósito do Triunvirato S.A. em Washington D.C., onde fui refém alguns meses atrás por meter o nariz onde não era chamada, mas livrar um projeto do Exército Norte-Americano de cair em mãos erradas. Eu segurava a espada com a lâmina apontada para Garius, um troglodita que seguia ordens de não-sei-quem, em nome do Triunvirato, que havia sido um dos responsáveis por roubar o projeto HAARP das Forças Armadas. Apenas uma atitude minha decretava a nossa vitória: matar Garius. Por longos instantes, neguei-me a matá-lo, mas quando a tensão tornou-se insustentável e era necessário tomar uma atitude, rasguei seu pescoço com a lâmina, tirando sua vida antes que ele tirasse a minha.

▬ Pare com isso! - gritei, soltando o punho da espada e levando as mãos à cabeça, sendo consumida pela culpa de matar alguém. Pisquei os olhos com força até desmanchar aquelas imagens da minha lembrança e encontrar-me de novo em Sán Juán, diante da punidora dos assassinos. Ela fez reacender em mim a culpa por tirar a vida de alguém, coisa que eu já havia jurado a mim mesma que jamais faria, que jamais sucumbiria a um dos horrores da guerra, que era a morte. O sorriso nos lábios de Tisífone era vitorioso, embora seu ferimento não sugerisse isso.

▬ Espero que você seja condenada aos Campos da Punição quando morrer em batalha, Elena García. Eu não terei pena da sua alma - ela disse, com o tom cheio de presunção, antes de empertigar-se de novo e dirigir-se ao meu avô. Para ela, nossa batalha estava encerrada. No saldo, eu tinha um ombro gravemente ferido, um tornozelo possivelmente trincado, alguns arranhões e o peso da culpa pela vida que tirei. Tisífone tinha uma asa arranhada com certa severidade e um ferimento na lateral do corpo. Talvez não quisesse arriscar um ferimento mais grave que a mandasse para o submundo pelo pior caminho que ela conhecia, ou não achasse necessário gastar o resto de suas energias comigo, concluindo que o peso de sua condenação e a culpa haviam me neutralizado. Mas nada tirava de mim o objetivo de não deixá-la levar meu avô para a danação eterna.

Devido ao ombro destro ferido, eu não tinha mais condições de duelar com ela sem sentir o latejar do ferimento aberto. A onda de adrenalina que havia me envolvido já havia baixado, fazendo-me sentir cada machucado com intensidade. Só restava uma última tentativa a ser feita.

A atenção da benevolente já não estava sobre mim, sua preocupação era apenas levar meu avô para uma eternidade de sofrimento. Puxei o colar de meu pescoço que, ao ser retirado, tornou-se um elegante arco longo, e a aljava surgiu às minhas costas. Cada movimento realizado em uma aula de arquearia foi repetido naquele momento, sem muito a se pensar, apenas executar. Gotas de sangue do meu ombro foram apanhadas pela ponta de meu dedo e foram depositadas rapidamente sobre a ponta de uma flecha, que já era posicionada com o penacho junto ao cordel do arco, puxando toda a extensão que era possível. Eu não tinha tempo para errar aquela flecha. ▬ Deusa Quione, aceite minha oferenda e leve essa flecha com a sua bênção… - intercedi, brevemente, enquanto o indicador esquerdo posicionava a mira, com um dos olhos fechados.

A flecha assobiou atravessando o ar noturno, girando em torno de seu próprio eixo enquanto percorria o caminho até atingir o que seria a espinha dorsal da benevolente. Sem tempo para ver o que a atingira, seus movimentos foram paralisando até ela congelar por completo, sendo recoberta por uma camada de gelo. Pela segunda vez, a deusa da neve aceitara minha oferenda e me prestara aquele imensurável favor.

▬ Deuses! - meu avô disse, arfando, pela surpresa de a erínia ter congelado à sua frente antes que pudesse feri-lo.

O arco e a aljava caíram ao chão quando retomei a espada em minhas mãos e, com a força que ainda tinha, avancei contra Tisífone-estátua-de-gelo. Corri e impulsionei-me para um salto, sentindo o tornozelo ferido protestar amargamente, para atingir a fúria com a lâmina. Primeiro o gelo trincou, para então a rachadura aumentar e espalhar-se pelo gelo que recobria seu corpo, espatifando-se em dezenas de pedaços e mandando a benevolente de volta ao Mundo Inferior.

Meu avô correu em minha direção para me amparar antes que eu caísse sobre os cacos de gelo, e eu nem havia percebido que estava quase perdendo a consciência. As dores em meu corpo latejavam cada vez mais, fazendo-me trincar os dentes quando movia alguma parte ferida. Precisei protestar quando o abraço de meu avô envolveu o ombro machucado, mas isso não desanimou seu carinho de gratidão por não permitir que Tisífone o levasse para os Campos da Punição. ▬ Elena… - ele começou, mas não conseguiu continuar devido à voz embargada pelas lágrimas.

Abuelo - iniciei, com a voz fraca pelas dores e pela energia que dispensara para lutar contra a benevolente. ▬ Porque veio falar comigo, em vez de falar com meu pai ou com minha avó? - perguntei, enquanto ainda tínhamos tempo.

▬ Eles não compreenderiam se me vissem… - ele disse, após suspirar para manter a voz dentro de um tom compreensível. ▬ E o seu pai… Ele não sabe sobre nossa família, nem sobre nossa maldição. Nós evitamos que ele se tornasse um legionário e tivesse uma vida normal para evitar… - ele disse, sem completar o pensamento, mas foi perfeitamente compreensível para mim. Verdade era que, enquanto não sabemos a verdade sobre nós, conseguimos passar desapercebidos pelos monstros e criaturas que tentam dar fim à nossa vida e tirar a normalidade das nossas rotinas. Sua lógica fez sentido, mas, pelas histórias compartilhadas no Acampamento Meio-Sangue, eu já sabia que não adiantava evitar ou mudar uma profecia. ▬ Não deu certo - comentei, apenas.

▬ Mas agora que você sabe seu destino, pode fazê-lo acontecer e mudar o futuro da nossa família - ele disse, dando-me um beijo na testa e começando a se afastar. Franzi as sobrancelhas ao ser lembrada que estava sobre meus ombros a responsabilidade de quebrar a nossa maldição, baixando os olhos em direção a uma rosa que fazia crescer para aproveitar suas propriedades curativas sobre mim. ▬ Como vou quebrar nossa maldição? - questionei, apreensiva. As mesmas preocupações pairavam sobre minha cabeça: seria eu a responsável por mudar nosso destino? E se eu falhasse? ▬ Você saberá quando for o momento certo - ele disse, filosoficamente, talvez porque também não soubesse a resposta.

Antes de se despedir definitivamente e voltar para seu lugar entre os mortos, António García girou um anel em seu dedo anelar e o retirou, colocando o objeto em minhas mãos. Parecia ser de bronze, mas o que chamou minha atenção foi o desenho do brasão de minha família adornando o centro do objeto. ▬ É um escudo - explicou meu avô, indicando com o dedo como deveria girar o brasão para ativar o escudo, enquanto eu observava a riqueza de detalhes com o qual o brasão fora esculpido ali. ▬ Foi de seu bisavô. Não tive a oportunidade de deixar com o seu pai, pois morri com ele. Agora quero que fique com você - ele disse, enquanto colocava o anel em meu anelar esquerdo, e o objeto adaptou-se ao tamanho de meu dedo, permanecendo ali como se fosse feito sob medida para mim. ▬ Muito obrigada, abuelo - disse, embora o simples agradecimento não fosse suficiente para mensurar o quanto aquele presente era significativo.

Despedir-me de meu avô, quando finalmente tive a oportunidade de conhecê-lo, foi o momento mais difícil daquela madrugada em Porto Rico. Eu poderia narrar as últimas palavras que trocamos, mas guardá-las na memória foi difícil devido à torrente de lágrimas que retornou ao meu rosto. E palavras não são suficientes para expressar o misto de emoções que aquele encontro havia proporcionado: a alegria de vê-lo, a apreensão que a profecia me causara, a tristeza de ter que deixá-lo partir, sabendo que nunca mais o veria - talvez apenas na pós-vida.

Assisti enquanto ele se dirigia para o fim da rua, percorrendo por conta própria o caminho de volta ao Mundo Inferior sem poder acompanhá-lo. Na outra esquina, notei a presença de um homem alto e musculoso, trajado com uma camiseta preta, jeans e jaqueta camuflada, que aguardava meu avô. Daquela distância, era possível ver o brilho vermelho de seus olhos, mas ele parecia estar de bom humor, ou pelo menos com um humor neutro. ▬ Nunca tive a oportunidade de lhe dizer, mas você se saiu bem como subcomandante daquela tropa… - o homem disse, ou pensei tê-lo ouvido dizer essas palavras quando meu avô se aproximou. Ambos trocaram algumas outras palavras incompreensíveis naquela esquina, com certa reverência por parte de meu avô.

O homem apoiou uma das musculosas mãos no ombro de meu avô, virando-se para acompanhá-lo durante o seu trajeto, mas antes, fitou-me com um olhar avaliativo por segundos demorados. Seu rosto se manteve inexpressivo enquanto me encarava, mas posso jurar que um breve sorriso passou por seus lábios antes de dar as costas para seguir o caminho com meu avô.

“Droga. Como eu saio daqui?”, reclamei, quando os dois​ saíram de meu campo de visão e deparei-me sozinha em San Juan, a milhares de quilômetros do Acampamento Meio Sangue. Teria que recorrer à família que morava ali.


Armas & Itens:


Colar de Contas do acampamento

♥ Arco Cupido: Arco com uma Aljava de flechas infinitas que nunca erram o alvo, se transforma em um Diadema ou um Colar. (em forma de colar)

♥ Amor Incondicional: Uma pulseira delicada feita de fios de prata com uma perola em seu centro. A pedra carrega uma benção da deusa protegendo assim a potadora de tal joia.

♥ Espada de fragmentos [ É uma espada totalmente feita de ferro estígio, tendo o cabo envolvido em couro. Ela foi totalmente corrompida pela ira, para ficar mais poderosa.| A arma se alimenta do HP da criaturas que atinge e armazena sua essência, passando-as por dois turnos para seu portador, ou seja, durante dois turnos 50% do HP das criaturas atingidas por essa arma, são passadas para o seu portador, no caso, o dono da espada.| Ferro estígio e couro.| Espaço para duas gemas.| Alfa. | Status: 100%, sem danos | Mágica. | A Mente Liberta (evento) ]


Conta de Ouro: A sétima conta do acampamento é referente aos cavaleiros apresentados pelo senhor do medo. As lutas foram de dificuldade extrema, e com toda certeza apresentaram aos semideuses um desafio e tanto. A conta tem a cor de ouro, e um par de asas com um escudo entalhada. O efeito dessa conta é de proteção, pois, o semideus com a conta de ouro consegue ativar um escudo protetor por uma única rodada, o escudo é invisível, e funciona como um campo de força capaz de repelir ataques mentais e físicos por um único turno. (Pode ser usado uma vez por evento ou missão.)

Poderes e Habilidades Usados:


Poderes Passivos

Nome do poder: Espírito de Guerra (Nível 1)
Descrição: Ares/Marte é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (Como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos, ler mapas e criar estrategias com mais facilidade.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força I (Nível 3)
Descrição: A força é sem dúvida alguma a principal arma de um guerreiro, que o faz vencer seus inimigos mesmo que precise utilizar apenas seus punhos. Independente do porte físico do filho de Ares/Marte e da sua idade, o semideus terá a força de um atleta de MMA profissional, sendo capaz de carregar forças superiores aos demais campistas, e causar danos maiores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força
Dano: +5% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nome do poder: Eterna Boa Forma (Nível 7)
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Equilíbrio Emocional (Nível 10)
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Elasticidade Natural (Nível 13)
Descrição: Uma habilidade relacionada à eterna boa forma dos filhos de Afrodite/Vênus, que agora é capaz de executar e realizar movimentos que exigem muita elasticidade corporal sua e uma excelente condição física. Podem dar saltos maiores, e consegue fazer movimentos únicos, semelhantes aos ginastas e bailarinas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite aos filhos de Afrodite/Vênus conseguir executar dois movimentos elaborados em batalha, e se esquivar de ataques diretos durante dois turnos, nesses dois turnos, qualquer ataque direto   seja com espada, ou arma semelhante, ou até mesmo um confronto de luta corporal   não atingira o semideus.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perfeccionista (Nível 15)
Descrição: Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques com uma arma de sua escolha ganham um bônus de força de +20% durante 3 turnos.
Dano: +10% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.


Nome do poder: Rosas curadoras II (Nível 17)
Descrição: Agora o semideus já consegue usar as rosas vermelhas para curar uma parte maior do seu HP e MP. Lembrando, outros tipos de rosa não têm efeito de cura sobre o semideus. Você está melhorando, e ganhando mais poder conforme se desenvolve.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera + 25 MP e +25 HP
Dano: Nenhum

_________________________________

Poderes Ativos

Nome do poder: Prisão de Espinhos (Nível 19) 1
Descrição: O amor também possui um lado ruim, como tudo na vida, e toda rosa possui espinhos, dessa forma, a prole de Afrodite/Vênus poderá criar uma prisão de espinhos em torno do oponente como um casulo, o impedindo de se movimentar, entretanto o indivíduo irá sofrer danos apenas se tentar sair, caso permaneça parado nada irá ocorrer. A cúpula irá ter trinta espinhos em torno do oponente.
Gasto de Mp: - 40 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Caso o inimigo tente escapar, cada espinho irá tirar 5 de HP.
Extra: Nenhum.

_________________________________

Habilidades Adquiridas

Selo de Gelo
Descrição: Retirando um filete de sangue do polegar o semideus poderá criar um selo ao passa-lo na frente da flecha (como oferenda ou sacrifício, especificamente a deusa Quione). Selando a flecha dessa forma será capaz de “invocar” criar uma flecha gelada, a aparência será de uma flecha comum, porém ao atingir seu alvo o gelo se espalha na corrente sanguínea, deixando o alvo atingido rijo, duro, ou parado por um turno. Tal habilidade só poderá ser invocada uma única vez por missão, evento ou treino.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 25 HP
Extra: Aquele que for acertado pela flecha de gelo, fica paralisado (congelado), durante um turno, geralmente, no turno em que foi atingido pela flecha.


Tisífone:


A benevolente desta CCFY foi baseada na descrição do Bestiário do fórum, considerando os mesmos poderes.

Benevolentes (Erínias ou Fúrias)

São seres a serviço de Hades, encarregadas de cumprir as sentenças do tribunal do submundo, atormentando aqueles que pecam contra os deuses. São em número de 3: Tisífone (a vingança contra os assassinos), Megera (o ciúme) e Alecto (a raiva contínua). Apresentam o aspecto de mulheres com asas de morcego, couriáceras, e garras afiadas de bronze nas mãos e pés e o rosto enrugado. Incansáveis, restauram-se rapidamente após mortas, sempre buscando cumprir seus objetivos, e podem andar normalmente no mundo comum, assumindo a forma humana, variando de aparência conforme a vontade ou necessidade. Nunca abandonam uma missão. Não podem ser persuadidas a isso de nenhum modo, nem controladas por qualquer um que não seja Hades - podem até respeitar mais seus filhos, mas não hesitarão em atacá-los ou matá-los se ficarem em seu caminho. Podem portar armas, normalmente um chicote, mas podem usar qualquer outra com a mesma habilidade, geralmente com materiais do submundo.

Passivos:

►  Armas - Variável. Seus ataques físicos podem ser realizados com qualquer arma. Considera-se sempre que sejam peritas em combate com aquilo que empunham.

► Garras - suas unhas são tão cortantes quanto adagas, podendo fazer feridas profundas nos oponentes.

► Vôo avançado - Fúrias conseguem fazer manobras aéreas com perfeição, inclusive ataques, não perdendo velocidade e com chances reduzidas de erro, mesmo quando em momentos críticos. Rasantes, loopings e mudanças brucas de direção, mesmo durante mergulhos, não são problema para elas.

► Imunidade a dreno - Poderes que drenem vida ou energia não fazem efeito nelas, devido à natureza dos mesmos.

► Imunidade a charme - Nada convence uma fúria a sair de seu caminha. Nada.

► Ver auras - Fúrias identificam várias coisas, desde a filiação / apadrinhamento de um semideus, até seu nível de poder. Além disso, são capazes de discernir seus sentimentos com precisão, e identificar principalmente culpas e medos.

► Aura de medo - Apesar de passivo, pode ser controlado por elas ou suprimido. Quando em uso, afasta criaturas muito fracas, e mesmo as mais fortes podem ser abaladas, diminuindo suas habilidades de combate levemente.Afeta inclusive seres normalmente imunes.

Ativos:

►  Julgamento - As fúrias podem punir seus inimigos, causando dano correspondente a seus crimes. O julgamento delas é baseado em critérios próprios, que varia desde o sentimento até a memória dos semideuses afetados. Assassinatos, orgulho, omissões, covardia. Qualquer pecado sempre pode ser um bom motivo para uma punição.

► Induzir culpa/ dúvida - Ataque visual, atinge a todos em seu campo de visão, fazendo com que vacilem em combate, diminuindo o ataque e defesa dos inimigos em 50% por 3 turnos, independente do nível do semideus. Esse ataque tambem os torna mais suscetíveis à persusão usada por elas.

► Pirocinece e Pirocinece negra - Fogo é um dos elementos que elas controlam, usando-o normalmente, criando e controlando chamas e até encantando suas armas com ele, seja fogo comum ou fogo infernal.ectá-las nesta forma.

► Metamorfose: Fúrias podem ocultar sua identidade assumindo uma aparência completamente humana. Nenhum tipo de poder é capaz de de
Além disso, seus poderes são semelhantes aos dos filhos de Hades/Nix/Vingadores de Nêmesis, tanto passivos quanto ativos, visto suas origens e atribuições. Elas podem não utilizar de todos, ou mesmo reduzir suas habilidades, seja para torturar mais os inimigos ou simplesmente para testá-los, quando o objetivo não é a morte. São oponentes astutas, o que as torna ainda mais perigosas.

Item solicitado:

Tomei a liberdade de, ao ler as CCFYs de outros players, ver como seria a recompensa, então aproveitei para incluir o objeto em minha história e trama pessoal. Eis o meu pedido:

♥ Garza protectora [ Escudo de Bronze Celestial, com a figura de uma garça em alto relevo | Efeito elemental: a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras | Transforma-se em um anel com um pequeno símbolo da família García: um brasão com três leopardos vermelhos. | Bronze Celestial | Status: 100%, sem danos | Mágica | Quando o Passado Revive (Evento) ]

Últimas considerações:
Por favor, considerar que usei Rosas Curativas II para para me curar ao final da noite, no saldo de HP e MP.


Sán Juán, Porto Rico | Vestindo: clique aqui | Evento Quando o Passado Revive





Elena C.{Castillo} Garcia

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Re: Quando o Passado Revive | Elena C. García

Mensagem por Quione em Ter Maio 23, 2017 8:03 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

• Realidade de Combate: Uma análise geral de como foi seu combate, se os movimentos estavam claros e não confusos, análise de sua estratégia etc.


Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 10 ao 20: 5.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.

Avaliação
Exp: 5.000
Dracmas: 5.000
comentário:
Embora seja minha primeira vez lhe avaliando, eu preciso dizer que já li textos seus e que esse evento em particular não foi nada menos do que excelente. Elena, eu pude sentir sua agonia em cada ferimento sofrido e a tensão que parecia ser quase palpável no ambiente. Embora você tenha se machucado bastante, não desistiu e manteve o foco de salvar seu avó. Meus parabéns. Uma combatente e tanto, ainda mais se levarmos em conta a fama que as crias de Afrodite costumam ter.

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.



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Re: Quando o Passado Revive | Elena C. García

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