The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive — Skylar Liech Kroessoff

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Quando o Passado Revive — Skylar Liech Kroessoff

Mensagem por Lisa em Ter Maio 16, 2017 10:17 pm


gimme those ocean eyes

PARTE I.I: O OCEANO.

Estou perdendo o resto de sanidade que a minha cabeça ainda insistia em ter. As vozes voltavam mais alto cada vez que eu as ignorava. Bom, a ignorava. Ela. Ocean. A melhor irmã mais velha que uma adolescente poderia ter. Sim, somos Sky e Ocean. Não, meu pai não é criativo. Mas devo-lhe explicar melhor essa história, porque, em tese, não tenho irmãs por parte de pai.

Sou a segunda filha de uma família de quatro crianças. Ocean, a que atormenta meus pensamentos, eu, Leo e Aries. Os mais novos são crias de minha madrasta. Ocean e eu somos Kroessoff legítimas. Não seria nada incomum ela me incomodar, principalmente pelo fato dela também ser uma semideusa. Ocean é, na verdade, aquela que dividiu a placenta comigo. Minha gêmea. Surpresa? Realmente, deveria ser. E deveria ser porque ninguém, nem mesmo a minha segunda mãe sabe disso. Assim que ela partiu dessa para melhor, meu pai fez questão de esconder os resquícios de Ocean Elizabeth Liech Kroessoff. Mas ele esqueceu da parte mais crucial: não falar sobre o problema não o faz desaparecer. Nós nos mudamos de Miami para Nova Iorque para fugir dos problemas, mas eles fizeram questão de nos seguir. E como? Na minha mente.

Ela era madura. Divertida e extremamente forte. Os garotos caiam aos seus pés e ela se aproveitava disso, até que um dia, eles se aproveitaram dela. Ocean nunca voltou pra casa depois de sair de madrugada para se encontrar com o menino mais bonito da vizinhança. Na semana seguinte, ela foi encontrada enterrada no quintal dele. Ocean fora enterrada viva.

Mas isso não importa, ela está em outro plano agora.

"Skylar, não seja boba." A voz voltou, mais forte do que nunca, ecoando em minha cabeça. "Você se lembra da nossa primeira festa de ano novo sem o papai? Quando a gente acabou dormindo na areia, porque eu estava tão bêbada que não conseguia levantar e você decidiu não me deixar sozinha? Me encontre lá." As memórias vieram a tona. Não era somente a nossa primeira festa. Era a última festa que tive o prazer de celebrar com ela. Um mês depois ela já estava sendo velada.

A pergunta era: deveria arriscar sair de um lugar seguro como Nova Roma e partir o mais rápido possível para Miami ou ficar e nunca descobrir o motivo desse chamado? E o pior: se decidisse ir, como iria? São mais de quarenta horas de carro e um voo de última hora torraria todo o meu dinheiro. E como DIABOS eu conseguiria permissão para sair? Nem a pau que me deixariam sair só com um simples: "Ah, minha irmã morta me chamou aqui por telepatia, tenho que ir pra Miami, não vai rolar cumprir com as responsabilidades e tal... Mas daqui a pouco estou de volta, tchaaaau!". Até parece.

Mas, de qualquer modo, eu precisava tomar uma decisão.

Em alguns segundos, tudo que eu precisava já estava dentro da minha maior mochila. Em alguns minutos, eu já estava saindo do alojamento e, pensando positivo, em algumas horas, eu estaria fora daqui, provavelmente sentada na areia, tentando descobrir o motivo do meu chamado.

PARTE I.II: ELA.

Depois de muito esforço, estava com os pés na areia. Bem vestida, com um dos vestidos mais bonitos do meu guarda-roupa, mas ainda, descalça. O pouco rímel que restava em meus olhos já começava a sair, graças a chuva que insistia em cair sobre a costa. Poético, não? O fato de encontrar sua irmã morta na chuva, com roupas chiques, mas pés descalços e máscara de cílios borrada parecia uma cena de filme de terror, onde  a menina caminha para o seu terrível fim. E espero que não seja.

Quanto mais eu me aproximava do lugar exato onde nós deitamos, felizes da vida e tão chapadas que o Donald que comandava o país era um pato, mais conseguia notar os traços de uma garota sentada na beira do mar. Pele branca, tão branca que brilhava com a luz da lua, vestido rasgado, maquiagem borrada e pequenos resquícios de terra no cabelo. E principalmente, as mechas rebeldes no meio de seu tom marrom natural. Era ela. E eu não conseguia acreditar.

Ocean parecia tão morta quanto no dia que fora encontrada, mas os seus olhos brilhavam, vivíssimos. A mochila continuava em minhas costas, não apertei o passo e a única mudança que fiz foi retirar um objeto do bolso mais próximo de mim. Um batom vermelho. Não um batom vermelho comum, o meu batom super choque. Não apertei o botão, mantando meu polegar sobre ele, sem ter coragem para o fazer.

— Ocean? — Assim que  cheguei seu lado, vacilei. Meus joelhos encontraram o chão fofo e o rímel começou a escorrer pela força de minhas lágrimas. Era ela, com o seu sorriso tranquilo e a expressão de que tudo ficaria bem. Mas eu sabia que não. Toda a dor reprimida saiu de dentro. Nada nunca doeu como aquilo. Nada. A pessoa que mais me amou no mundo na minha frente, encarando-me como se eu fosse a mesma. Não a mesma que a abandonara, que não lutara para que ela descansasse corretamente. Ela me via como a sua irmã mais nova, como sempre viu.

— Senti sua falta, meu céu. — Os braços branquelos e trêmulos dela envolveram meu tronco, fazendo com que os soluços fossem abafados pelo abraço. Naquela hora, não importava. Ela estava ali, tudo ficaria bem. — Também... Senti a sua... Meu mar. — Retirei o máximo de terra que consegui do cabelo dela com as mãos, beijei seu rosto e depois, deixei que ela me enterrasse em seu abraço, respirando fundo para cessar o choro.

— Eu te abandonei. — Mesmo sem intenção, as palavras pularam para fora. Era o que eu precisava dizer. Era a verdade. — Te deixei ir para aquele encontro idiota. Deixei que o papai queimasse tudo que era seu, não fiquei com nada. Nem uma foto. Nada. — As lágrimas desceram novamente, nada poderia apagar a história, nem mesmo palavras gentis. E, com certeza, ela concordava, se mantendo quieta. — Não te abandonarei mais, meu mar. — Sussurrei, soltando a arma que continuava em minha palma. Não precisava daquilo, ela não era um simples truque. Ela a minha irmã. Assim como ela sempre será.

Spoiler:
Armas:

Chicote Inebriante: Feito de couro trançado, com o cabo de bronze celestial que se adapta ao punho de seu portador – o que facilita o manejo – com pequenas rosas desenhadas. O chicote é longo, e sua ponta se abre em pequenos seguimentos que soltam essência da poção perfume inebriante. A poção tem um efeito mais fraco na arma, mas aqueles que sentem o cheiro de tal perfume, sentirão o cheiro daquilo que mais gosta no mundo, ficando zonzos ou desnorteados, o que faz com que percam a linha do raciocínio perfeito, e sintam-se fascinados por sua portadora. Um efeito de paixão. O perfume só se solta ao comando da semideusa, para abrir o compartimento da ponta – que exala o perfume – ela precisa pressionar a rosa no vermelha no centro do cabo de bronze em sua mão. {Criação da Panda}

Batom de choque: Um batom vermelho quando não está com sua arma acionada, serve é claro para deixar a semideusa bonita, e nunca tem fim. Porém, quando o botão do meio é acionado o batom se transforma em uma arma de choque, solta fios de eletricidade que se prendem ao corpo do inimigo e descarregam uma carga elétrica capaz de paralisa-lo por um turno inteiro.
Dano em Semideuses: 15 de dano
Dano em monstros: 15 de dano
(Venus)

Abelhinha da verdade: Gotinhas clavidentes: Um frasco de vidro com 5 gotinhas transparentes. Tais gotinhas ao serem lançadas contra um inimigo – uma de cada vez – permite ao semideus descobrir com antecedência o golpe que o inimigo dará na rodada seguinte. Ou seja, permitirá ao semideus prever um movimento em batalha durante o turno, o que também permite afirmar seu próximo movimento. O frasco só contém 5 gotinhas, portanto, ao serem usadas elas desaparecem do perfil. {frasco cheio x5 gotas} (O administrador deverá retirar as gotas cada vez que uma for usada, até que nenhuma reste, então o item será retirado do perfil).


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Re: Quando o Passado Revive — Skylar Liech Kroessoff

Mensagem por Belona em Qua Maio 17, 2017 9:37 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 1 ao 10: 2.500

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 2.400
Dracmas: 5.000
Comentário:
O desconto foi dado apenas pela parte de ter desenvolvido bem pouco a interação com o revivido. Essa primeira parte é focado principalmente nesse momento, assim como senti um pouco de falta de descrição do ambiente. A praia era isolada? Era próxima do centro da cidade, portanto com movimento de pessoas? Faltou apenas alguns detalhes para que sua primeira parte estivesse ótima.


Segunda Parte

Pouco foi dito, mas muito foi sentido. Um abraço, um momento particular que para Skylar poderia durar para sempre. Mas em nosso mundo o para sempre tinha um final. Antes que o momento terno entre as irmãs pudesse prolongar um pouco mais, Ocean estremeceu forte e empalideceu, ela sentia o grande mal que estava se aproximando para busca-la. Em rápidas palavras, ela explica a situação para a irmã da melhor forma que podia, antes que finalmente o monstro aparecesse para leva-la de volta.


Instruções e explicações

• Nyx/Nox é tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo em paz. Ele só consegue retornar dessa forma depois que o monstro seja derrotado.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• O monstro que irá aparecer é são dois Esqueletos, seres morto-vivos aparentemente fracos, mas irritantes e complicado de serem derrotados. Eles portam uma armadura velha e rasgada, seu crânio revestido com um elmo velho. Em suas mãos esqueléticas duas espadas curtas. Há apenas uma forma de derrotar um esqueleto, quebrando a magia de sempre remontar depois de ser "estraçalhado", sendo esse o grande desafio para Skylar. Eles podem aparecer vindos do mar ou surgirem do chão, é de sua escolha.


O Esqueleto:
Esqueletos são formados a partir das ossadas de heróis morots em batalha. Podem ser trazidos de volta por feiticeiros, para obedecerem aos seus desígnios, ou por algum tipo de maldição, ou devido às propriedades de um objeto mágico. Não são muito rápidos, mas podem ser uma ameaça real se em grande quantidade. Naturalmente hostis, atacarão qualquer um que pise em seus domínios, até a morte. Não possuem qualquer consciência humana, ou pensamento.


Poderes Passivos:

► Tais criaturas são imunes à golpes físicos, sempre reconstituindo-se quando destruídos. Apenas magia pode afetá-los, principalmente magia do submundo. Filhos de Hades possuem vantagens contra tais criaturas, pois seus golpes físicos são os únicos considerados.


Poderes Ativos

► Imortalidade: Esqueletos são imortais, portanto são imunes a qualquer tipo de golpe ou magia que seja destinada à seres vivos.

► Corpo como Arma: Esqueletos podem retirar partes de seu próprio corpo e utilizarem-nas como armas de arremesso ou contusão.



Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp do Esqueleto, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.




Belona
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Re: Quando o Passado Revive — Skylar Liech Kroessoff

Mensagem por Selene em Sex Jan 05, 2018 1:58 pm

Maldição: Maldição do Encosto
Descrição: O personagem passa a ser perseguido por um espírito que - durante as narrativas - pode vir a lhe ajudar ou atrapalhar. Ele estará à seu lado durante todos os dias, em todos os momentos e só o amaldiçoado ou filhos de Hades podem vê-lo.
Extra:O único meio de quebrar a maldição é conseguir com que Hades o ajude, o que, é claro, não será de graça.


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Re: Quando o Passado Revive — Skylar Liech Kroessoff

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