The Blood of Olympus
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Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

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Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

Mensagem por Belona em Dom Maio 14, 2017 6:00 pm


Dragon, My Dragon



Acredite se quiser, aquele homem parado a sua frente era realmente Ares. O deus das guerras, o amante de Afrodite, o seu pai. O pensamento de que poderia ser brincadeira o aviso que recebera horas antes de que o seu pai a procurava, parecia agora infundado.

Horas mais cedo, um sátiro aproximou-se de você para entregar um pergaminho antigo e com garranchos em lugar de letras. Era uma intimação – e não um convite – para que ela comparecesse no Black Bull, um dos bares mais próximos de Long Island. Estava assinado por Ares e carimbado com cera vermelha que continha a imagem de uma lança atrás de um javali. Mesmo desconfiada, você acabou por ir ao local e deparou-se com o deus da guerra tomando uma enorme pint de cerveja.

O encontro não podia ser menos estranho do que toda a situação em si. Ares tinha uma missão para a sua filha, a mais poderosa daquela geração e ele não era muito bom em passar informações. Porém, ao menos, providenciou tudo o que a jovem Sink iria precisar para fazer a viagem até o ponto da missão.


Instruções

• É importante narrar principalmente o encontro com seu pai.
• Ele irá passar a seguinte informação: monstros trazidos por Nyx a superfície encontraram um ninho de dragões vermelhos e estavam a ponto de mata-los. Dragões são seres extremamente fortes, poderosos e mágicos, qualquer parte de um dragão é importante para criação de itens ou poções mágicas. Assim, Samanta estava sendo convocada para a missão de impedir esses monstros de conseguirem os dragões vermelhos.
• O local é no Colorado, em uma cidade chamada Ouray. Você tem liberdade de escolher o meio como chegou lá: avião, trem, ônibus etc. Nas coisas que seu pai entregou, também há bilhetes para um hotel de três estrelas no centro da cidade.
• Desde os primeiros momentos na cidade, você poderá notar os cidadãos agitados, comentando como as ondas de crimes noturnos estavam aumentando, ou como pessoas estavam sumindo sem explicação nenhuma. Assim como descobrirá que a área de Cascade Fall estava interditada desde que encontraram uma família morta por “ataque animal”, apesar da perícia ainda não ter especificado que animal seria brutal e cruel aquele ponto. Estará livre para escolher como descobriu essas informações.
• O post deverá encerrar com sua personagem abordando as pessoas que estão passando a informação do ataque do animal, questionando por mais detalhes. Não elabore sobre esses detalhes, pois eles virão no próximo turno.


Regras:

• Prazo de postagem: até o dia 28/05
• Todas as armas em spoiler e sempre mencionar onde elas estão em você.
• A criatividade é livre, o que não estiver delimitado nas instruções é de livre construção, porém todos os pontos citados nas instruções devem aparecer na postagem, obrigatoriamente.
• Não construí o diálogo com Ares, pois achei mais condizente que você o faça de acordo com a relação que você tem com o deus da guerra, porém lembre-se bem da personalidade dele e dos efeitos que ele tem sobre outras pessoas (provocar raiva mais facilmente, por exemplo).
• Boa sorte!



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Re: Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

Mensagem por Gabrielle Sanchez Muñoz em Qui Maio 25, 2017 2:19 pm





Between Dragons and Monsters



A noite já estendia seu manto sob o plano mortal e, estranhamente, aquela noite era mais escura do que as demais. A lua parecia não iluminar muito e, enquanto isso, as estrelas não davam as caras. Se escondiam de alguma força maligna, ou estavam sendo escondidas, por algo muito maior do que eu poderia compreender. Por mais que fosse verão a minha respiração fazia uma fina névoa se condensar e subir até a frente dos meus olhos enquanto eu observava o bar Black Bull, o ponto de encontro marcado por meu “querido” pai. Eu não estava com frio e talvez devesse isso ao fato de estar com o capuz do moletom por cima da cabeça. Aquilo me permitia esconder minha forma feminina e ainda me protegia do sereno.

Caminhei alguns metros até a frente do bar, passando entre as muitas motos estacionadas, e entrei pela porta, de onde uma luz amarelada escapava, desenhando na soleira um retângulo incandescente que passava uma estranha sensação de calor. Acolhedora para aquela hora da noite, principalmente por estar frio. Mas ao entrar no estabelecimento, infelizmente, a sensação acolhedora ficava do lado de fora como um cão que não pode entrar junto. O cheiro de cigarro era forte e uma fina névoa de tabaco circulava. Haviam muitos homens ali presentes, grandes, gordos. Motoqueiros, caminhoneiros.

Puxei a frente do capuz mais para baixo, ocultando meus olhos e boa parte do meu rosto. Foi como ver um flash vermelho com a visão periférica e, ao virar a atenção para a origem daquele clarão, pude ver um homem extremamente largo sentado em uma mesa mais ao canto. Vestia uma jaqueta de couro e tinha, ao lado da mesa, um taco de beisebol. Caminhei apressada até ele e, quanto mais eu me aproximava, menos a Névoa fazia efeito e o bastão se revelou uma imponente espada. Por baixo dos óculos escuros, íris de labaredas ardiam com o fulgor da batalha.

Elas faziam chamas arderem em meu peito e espalharem força e adrenalina para meus músculos.

— Porque me fez andar até aqui, velho? — Puxei a cadeira com certa agressividade, mais do que eu gostaria, e me soltei pesada ali.

O desgraçado inclinou a cabeça para trás enquanto ostentava um sorrisinho sádico nos lábios. Levou o seu caneco de 500 ml de cerveja aos lábios e deu longos e demorados goles. Eu sentia vontade de virar a mesa por cima dele.

— Eu não tenho todo o tempo do mundo, seu filho da puta. — O afrontei, com os dentes trincados, e ele abaixou o copo, fazendo-o pousar calmamente na mesa.

Observei Ares passear a língua pelos lábios ainda molhados pela bebida e, então, colocou as mãozorras sobre o tampo da mesa. Se inclinou para frente. O couro de sua jaqueta negra gemeu em protesto por conta da sua pouca maleabilidade. E eu soltei uma risada anasalada, baixa, pensando em quão metafórica eu estava sendo ao me comparar com a sua roupa: estava sendo usada por ele e estava prestes a reclamar, assim como a sua jaqueta.

— A sua mãe não gostaria de te ver falando assim. — Ele respondeu com a voz mais tranquila do mundo, mas eu sabia que ele estava querendo me atingir.

— Você não a conhece... — Ele soltou uma risada debochada. Uma risada retumbante e real, como se eu estivesse em um talk show e quem estivesse contando as piadas fosse eu mesma. Ele até mesmo cutucou um homem na mesa de trás, fazendo-o virar para trás.

— Ouviu o que ela disse? — Apontou para mim, rindo como um louco, e meu sangue subia cada vez mais. — Ela disse que... Ela disse que... — Deu mais risadas e, após alguns segundos, se recuperou. — Ela disse que eu não conheci a mãe dela! — Ele soltou mais algumas risadas e voltou-se para frente, agora mantendo uma expressão mais séria. — Você também não a conhece.

— Passei sete longos anos felizes com ela. — Foi o que consegui dizer sem voar na direção de meu pai.

— E o que você entendia? Só sabia comer, dormir, cagar, mijar e vomitar. Dana deve ter dado graças a Zeus quando foi para os Elísios... aliás, você não conseguiu impedir ela de voltar, não é? — Ele falou com asco na voz e eu me levantei. A cadeira tombou para trás e o bar ficou em silêncio. Um clima de tensão se instaurou ali e eu tinha apenas um alvo em mente.

— Fala o nome dela... mais uma vez. — O respondi baixinho, ignorando qualquer bom senso que pudesse me fazer não atacar meu próprio pai e o próprio deus da guerra violenta.

— Pega... a cadeira... e senta. — Eu senti em sua voz que seria pulverizada se não o obedecesse, então fiz o que me pediu.

— Em nome de Hades, por que eu estou aqui? — O observei, tentando não focalizar em suas íris flamejantes. Elas me davam raiva.

— Fiquei sabendo que você é a líder do meu chalé. — Apenas maneei a cabeça em positivo, o fitando com raiva. — Você é forte?

— Sou... — Não estava gostando do rumo que aquela conversa estava tomando.

— Tem certeza disso? — Meu coração bateu mais forte, mas eu não conseguia resistir ao ímpeto de confrontar meu pai.

— Quer experimentar? — Ouvi algo se quebrar atrás de mim e, quando olhei por cima do ombro, notei um caneco de cerveja no chão e duas gangues de motoqueiros em volta, observando-se impassíveis.

— Na verdade eu quero... — Ele estalou os dedos e, deuses, eu senti a maior raiva de todos os tempos.

Eu queria socar as cabeças de cada um dos presentes até que virassem patê. Enfiar os tacos de bilhar em seus rabos e empalá-los um por cima dos outros. Expô-los do lado de fora do bar para que servissem de exemplo para outras pessoas não se meterem comigo. Mas assim como a minha raiva explodiu, vinde de lugar algum, como um incêndio de cigarro em palha seca, todas as pessoas daquele bar também sentiram esta mesma ira e, simplesmente, se atacaram como se fossem inimigos mortais e odiassem uns aos outros. Foi uma cena grotesca que eu não gostaria de presenciar. Eu pude escutar as palavras de Ares.

— Lembra do que sua mãe lhe disse? — Olhei-o por cima do ombro, furiosa, mas a imagem de Dana veio tão forte quanto um soco.

“Fico feliz que você nunca tenha tirado uma vida humana inocente.”

— Me mostra que é digna... e não deixa ninguém se matar.

Me pus de pé apenas a tempo de me esquivar de uma garrafada. Segurei o braço do homem e posicionei minha perna atrás das suas. Usei a força para derrubá-lo no chão, ainda mantendo seu pulso preso, e quebrei seu braço, tirando a garrafa de sua posse. Avancei um passo e chutei as costelas canhotas de um homem que levantava um taco de bilhar para acertar outro. Seu corpo foi arremessado para frente com brutalidade, se chocou contra a mesa de sinuca e caiu incapacitado.

O homem que havia se livrado da tacada investiu em minha direção com uma faca, mas golpeei sua mão com a garrafa que ainda mantinha em meu poder, fazendo seus dedos fraquejarem e a lâmina voar de sua mão. Quebrei a vasilha vítrea em sua cabeça, desacordando-o também e, por puro reflexo, me abaixei já virando para minhas costas. Um quarto agressor tentou me golpear com uma cadeira e, quando me esquivei o segurei pelo pescoço, empregando um mata-leão que o fez desmaiar em cinco segundos.

A luta durou longos minutos enquanto avançava por entre a multidão, esquivando, golpeando, desarmando civis e impedindo-os que se matassem como animais fechados em uma jaula. Ao término da luta eu tinha sangue nos punhos, a maçã direita do rosto inchada por conta de um soco bem dado. Respirava apressada para recuperar o ar e, quando vi Ares se aproximar, levantando-se lentamente de sua mesa e passando por cima dos corpos, reparei que estava escorada no balcão do bar.

O Deus da Guerra passou para trás do balcão e caminhou até onde eu estava, pegou um copinho de 20ml e encheu com tequila, entregando-o a mim.

— Tenho um trabalho pra você... — Peguei o copinho e o virei de uma vez, fazendo careta e levando a mão trêmula à testa.

— Eu sei que tem. Não me chamou aqui pra me ver brigar.

— Não. — Ele jogou no balcão um envelope grosso, em papel pardo, e eu o peguei, abrindo-o em seguida. Dentro haviam alguns documentos e passagens, panfletos de um hotel e uma chave.

— Que porra é essa? — Franzi o cenho e o encarei, subindo apenas os olhos.

— Você já foi no Colorado? — Minha expressão se tornou incrédula.

— Tá maluco?! — Vi um homem se mexer ao meu lado e o chutei, desacordando-o novamente. — Eu tenho um chalé pra cuidar!

— As noites estão mais escuras, Samanta. Nyx está se movendo e todos nós estamos jogando uma partida de xadrez... E você é minha peça. — Meu queixo caiu alguns centímetros com aquela frase de Ares.

Não porque eu não esperava por ele fazer uma metáfora com um tabuleiro de xadrez, logo Ares, o deus da porradaria e do quebra-pau, mas porque eu lembrava de minhas duas últimas atuações para impedir a entidade Nyx de invadir o Acampamento Meio-Sangue. Ela tinha poderes e controle de grandes monstros, como a própria Hidra de Lerna.

— E o que tá rolando lá no Colorado? — Me estiquei por cima do balcão para pegar uma bebida e ganhei um tapa na mão, de Ares. Imediatamente o segurei pela gola e o puxei, mas o deus segurou meu pulso mais rápido e quase não tive ação.

— Me respeita, garota! — O soltei, enfim, com um fraco empurrão, e ele me entregou uma latinha de Coca-cola. A abri e dei longos goles. — A Cachorrinha da Noite descobriu um ninho de Dragões Vermelhos lá. Seus bastardinhos... não os semideuses, mas as criaturas grotescas que ela pari, estão descobrindo locais para possíveis bases de agrupamento... E encontraram este ninho, lá.

— E eu com isso? — Soltei o arroto que subiu pela garganta logo em seguida.

— Tinha que ser minha  filha, mesmo. Tão burra quanto eu era quando jovem. — O observei com o cenho franzido, mas nada fiz para me cobrar. — Dragões são criaturas mágicas... o seu corpo inteiro é uma mina de materiais para poções, armas, armaduras... — Ares segurou minha mão canhota e trouxe minha manga para cima, revelando a tatuagem-cicatriz do dragão prateado em meu antebraço, que me circundava até terminar em minha mão. — Magias. — Puxei a mão e voltei a esconder minha pele.

— E você quer que eu faça exatamente o quê? — Dei mais uns goles na bebida, sem desviar os olhos do meu pai.

— Mate os monstros que querem usar os dragões... e me traga bons resultados. — Maneei a cabeça em positivo e olhei os bilhetes, passagens e documentos que havia tirado de dentro do envelope pardo. Meus olhos bateram no horário e na data da viagem. Subi a minha atenção para o relógio de parede e...

— A viagem é daqui a quarenta... — Sua mão tocou minha testa e a sensação foi extremamente estranha, pois foi como se tivessem apagado um pedaço da minha memória, um pedaço grande em que eu andei do bar Black Bull até o Montauk Airport. — Minutos.

Pessoas passavam por mim, apressadas, alheias à garota que acabara de aparecer ali, mas eu sabia que elas não podiam me enxergar por conta da Névoa que ocultava tudo aquilo que a mente não podia processar. Eu já estava trajando roupas para a viagem. Aos meus pés eu pude ver uma única mala. Me pus de joelhos e a abri, vasculhando o seu interior após abrir o zíper, e pude ver minha armadura de couraça de dragão. Sorri satisfeita por saber que poderia contar com ela nessa empreitada.

E agora essa empreitada começaria.


Nunca tive problemas com altura, mas voar em uma banheira de dez toneladas que, se cair, pode virar uma bola de fogo e te enterrar em um sarcófago de fuselagens não me fazia ter os pensamentos mais tranquilos. A pressão na cabeça e no estômago durante a hora da subida foram, sem dúvida, a pior parte de toda a viagem. Os lanches, pra ajudar, não saciaram a fome que tinha. O solavanco do pouso fez meu copo de refrigerante vir em minha direção para me dar um abraço e molhar meu colo.

Um verdadeiro desastre, mas quando terminei de me limpar e me secar no secador de mãos do banheiro feminino, me distanciando o suficiente para desligar o aparelho, pude ouvir duas aeromoças conversando enquanto me encarava no espelho, ajeitando precariamente meu cabelo de juba.

— Você vai levar o Cody na festinha do Mike, hoje? — Foquei a mulher pelo espelho, a alguns metros atrás de mim, se aproximando das torneiras.

— Se eu for levá-lo acho que vou buscar meio cedo. — Elas finalmente chegaram e conversavam ao meu lado, mas não sem antes me dar uma olhada em mim, de cima a baixo, e me cumprimentar rapidamente com um aceno de cabeça. As pessoas achavam estranho ver uma garota de 1,82. — Cheguei hoje de viagem e fiquei sabendo do toque de recolher... — Franzi o cenho com a revelação.

— Desculpa interromper, mas... toque de recolher? — Fiz a pergunta, observando as duas comissárias de bordo, com uma expressão de confusão. — Eu cheguei hoje pra visitar um tio e não estava sabendo disso.


Samanta Sink  


Equipamentos:

Vestindo:
+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

Anel da força paterna: Um anel prateado com um Berilo Vermelho retangular bem polido encrustado no centro do anel. Fornece 30% de força ao usuário e brilha carmesim na presença de ameaças.

Tênis alados: Hermes é constantemente descrito com um par de Tênis com asas, dessa forma os demais participantes ganharam um par do famoso All Star do deus dos viajantes. O tênis trata-se de um all star preto com pequenas asinhas nas laterais que são capazes de fazer o portador do mesmo voar um pouco acima da velocidade permitida, e carregar até uma pessoa junto com ele.

♂ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).] [300 dracmas]
Equipado na cintura, às costas:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]
Na mala:
Soneta: Uma caixinha de música do tamanho de uma caixa de aliança, cabe na palma da mão. Quando aberta começa a tocar uma música diferente, baixinha e muito agradável, que deixa o semideus – ou oponente – em um estado de torpor, muito sonolento. Se a pessoa ouvir a música por mais de três turnos – caixa deve permanecer aberta pelos três turnos – pode acabar cedendo ao sono, e adormecer por duas rodadas. Para acabar com o efeito da caixinha, basta fechar a mesma. Ou seja, tampa-la, e o som para de tocar, e faz o semideus voltar ao normal. Por ser uma caixinha de segredo, e o semideus que a possui, já conhecer o efeito que ela tem sobre aqueles que escutam sua música, esse – o dono do objeto – não será afetado por ela, pela música da caixinha, mas todos ao redor serão.

Armadura do Drakon Ígneo: Essa armadura concede ao dono uma tatuagem que permite o portador disparar bolas de fogo pela mão marcada. Quando vestida protege completamente o torso de quaisquer ataques físicos e ígneos (Fogo). Sua aparência é a mesma da armadura Daédrica: As bolas de fogo que podem ser disparada são separadas em 3 tipos:  
- Pequena: Custa 15 de MP e causa 10 de dano, sem queimadura. 3 cm de diâmetro.
- Média: Custa 30 de MP e causa 25 de dano, queimadura leves, dificuldade a movimentação da área atingida. 7 cm de diâmetro.
- Grande: 55 de MP e causa 50 de dano, queimadura médias a graves, impossibilitando movimentação das áreas atingidas. 15 cm de diâmetro.

♂ Vampire [Manopla única de armadura, feita em ferro, protegendo os dedos, mãos e antebraço do usuário(não acompanha outras peças de armadura). Possui um desgin baseada na dos cavaleiros medievais, embora alterada para que os dedos se assemelhem a garras - podem ser usados para ataque, em último caso. Quando utilizadas, seu portador pode utilizar a HP no lugar da MP para utilizar poderes ativos. O gasto ainda será o mesmo, mas será descontado na vida, e não na energia. Não é um efeito obrigatório, ativado apenas se o usuário desejar.] [200 dracmas]
No bolso:
+ Soco-Inglês, feito de Ouro Imperial; o interior de seus quatro orifícios para o encaixe dos dedos são almofadado com couro, evitando que a pele de quem o use seja danificada. Em sua superfície frontal há quatro protuberâncias afiadas, uma ao lado da outra, com a intenção de causar ainda mais dano ao oponente. [Presente de Summer]

Cristal de expansão: Uma gema pequena que pode ser encaixada em qualquer arma. Quando encaixada cria uma pequena corrente de ar cortante que expande o poder de alcance da lamina. Quando atinge seu alvo o corte fica duas vezes mais fundo. Quando não está em uso torna-se um pequeno pingente transparente em forma de gota preso a uma fina corrente de prata.
Transformado em anel, no anelar direito:
Dímios (Δήμιος): Uma espada de 1,91 metros de altura e 23 cm de largura, feita de ossos de dragão negro, serrilhados. Runas celtas que se traduzem para “Melhor pai do ano” estão escritas ao longo da arma e dão ao portador 30% a mais de força, além de ser extremamente leve nas mãos de Samanta Sink. Possui 1 engastes para pedras preciosas. Se torna um anel negro comum.

Dano base: 85
Gemas engastadas: Nenhuma
Espaços para gemas: 1

Bênção usada:
+ Tubo de Pack (Até dia 30 de Maio o semideus tem direito a dobrar o xp em quatro postagens de sua escolha, mas atenção, ao gastar as quatro ou deixar a data vencer, o tubo desaparece por completo, escolha com sabedoria). Tubo de pack 4/4.


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Re: Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

Mensagem por Belona em Sab Jun 10, 2017 4:22 pm


Dragon, My Dragon


As aeromoças encararam a jovem semideusa e pareceram trocar um olhar cheio de significados. A que aparentava ser mais velha deu de ombros e começou a explicar a Samanta a realidade que a aguardava na cidade. Moradores agitados e temerosos, toque de recolher para evitar que pessoas andassem na rua durante a noite, momento este que ataques misteriosos estavam acontecendo. Relatou até mesmo o caso em Cascade Fall, em que uma família inteira foi atacada e dizimada, forçando as autoridades locais proibirem a entrada no local. Foi graças a essa interrupção que a aeromoça mais nova ofereceu carona para Samanta, já que o hotel em que ela ficaria hospedada era em seu trajeto para casa.

-//-

A parada no hotel foi apenas para recobrar as forças, ter uma boa refeição e preparar-se para investigar o que estava acontecendo ali. A primeira parada era bastante óbvia: Cascade Falls. Ao chegar no local, as evidências que eram encobertas pela névoa estavam sendo exibidas para a filha de Ares.


Instruções

• Obrigatoriamente você deverá ir para Cascade Falls, uma área montanhosa com enormes pinheiros.
• Encontrará evidências de que monstros andam rondando a área: pegadas estranhas, marcas de garras contra a madeira das árvores. Rastro de sangues por todo o lugar. Os humanos estavam servindo e lanchinhos para os monstros que estavam rondando aquela área.
• Enquanto investiga o lugar em busca do ninho de monstros ou do dragão, encontrará seus primeiros inimigos: Mahkai. É um grupo de 4 monstros dessa espécie. Todos estão armados, sendo que poderá escolher as armas desse grupo. O monstro já possui registro no bestiário, podendo consulta-lo para maiores informações.
• Lembre-se que é noite e, se quiser, poderá envolver os guardas florestais seja para ajudar ou “atrapalhar”.

Regras:

• Prazo de postagem: até o último dia do mês, caso seja necessário prorrogação entre em contato!
• Todas as armas em spoiler e sempre mencionar onde elas estão em você.
• A criatividade é livre, o que não estiver delimitado nas instruções é de livre construção, porém todos os pontos citados nas instruções devem aparecer na postagem, obrigatoriamente.
• Boa sorte!



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Re: Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

Mensagem por Gabrielle Sanchez Muñoz em Dom Out 22, 2017 10:42 pm





Between Dragons and Monsters



A Ambas as mulheres ficaram alguns segundos me observando, como se se perguntassem o que eu estava fazendo ali e de onde eu realmente era, pois parecia óbvio para um residente, ainda mais de cidade pequena, como estavam as coisas. Eu devia saber que notícia ali se passava rápido, mas eu precisava pensar ainda mais, então... uma desculpa para explicar minha ausência e não parecer que era uma viajante enxerida? Claro!

— Eu jogo vôlei pela minha faculdade... fui estudar longe de Ouray e fiquei meio por fora das coisas. — Elas pareceram engolir a história, se olharam e começaram a me explicar.

— Recentemente houve um caso de assassinato aqui... — A primeira começou a explicar e, ao ouvir “Assassinato” franzi o cenho imediatamente.

— O que pra uma cidade pequena e pacata como Ouray é algo muito gritante. Tememos pela vida de nossos cidadãos, ainda mais que todos se conhecem. — A segunda interrompeu, parecendo realmente preocupada.

— A polícia fez alguns pedidos aos moradores, que evitassem de andar sozinhos pelas ruas e que ficassem em suas casas depois das sete horas da noite. — Ela me olhou por alguns segundos. — Para onde você vai? — Perguntou, preocupada.

— Vou ficar no Hotel 24 horas, acho que não é muito longe. Eu poderia até pegar um táxi se...

— Bobagem. Eu te dou uma carona até lá e você economiza o dinheiro da corrida. Eu vou passar por lá, mesmo. — Falou com um sorriso amigável no rosto e se dirigiu à outra mulher. — Te vejo mais tarde, Charlie.

— Se cuida, Rose. — Charlie respondeu e Rose saiu do banheiro, me pedindo para que eu a acompanhasse.

Caminhamos entre as pessoas de dentro do Aeroporto enquanto ela me perguntava coisas sobre minha vida. Eu não precisava esconder muita coisa sobre mim. Como suposta jogadora de vôlei seria compreensível que eu treinasse muito, e assim expliquei, sem muitos detalhes de como treinava. Ela me perguntou, também, de onde eu estava vindo e prontamente contei sobre Nova York. A cidade que nunca dorme possui tantos lugares e tantos álibis que ela não desconfiaria de nada, ainda mais quando mencionei a faculdade de lá, Columbia.

— É uma excelente universidade! — Ela disse enquanto dava a volta em seu carro e abria a porta com a chave. — Você tem quantos anos? — Me perguntou inocentemente.

— Tenho 17 anos, mas logo farei 18. — A respondi logo que entrei no carro, depois dela ter aberto o porta-malas e eu colocar minha bagagem ali.

Fechei a porta do carro, puxei o cinto e me acomodei, confortavelmente, colocando o banco para trás para não ficar dando joelhadas no painel. Aquele ato fez a mulher me observar dos pés à cabeça, provavelmente impressionada com a minha altura. Eu não era muito apta a ser discreta.

— Você é bem alta, preciso admitir. — Girou o carro e ligou o carro, começando a sair do estacionamento. — Tenho certeza de que é uma excelente atleta, ainda mais que joga pela sua faculdade.

— É, eu preciso mesmo me esforçar. — Divaguei, tentando não entrar em muitos detalhes.

— E as notas? — Nossos olhares se cruzaram e ela voltou a atenção para a estrada.

— O que tem elas? — Perguntei com cuidado, temendo que ela visse que era tudo mentira.

— Você precisa ter boas notas para se manter no time, não é? — Abri bem os lábios, entendo o que ela dizia, e maneei a cabeça em positivo.

— Sim, lá é bem rigoroso. Não posso ficar abaixo de B. — Comentei, lembrando que já havia visto filmes colegiais. Voltei a observar a paisagem da cidade, e pude ouvi-la comentar.

— Imaginei que fosse essa a média para se manter no time. — Rose ligou a seta e fez uma curva, em um cruzamento, e continuou. — Minha filha tem 14 anos e já é alta para a sua idade. Puxou pelo pai. Ela também quer fazer esportes na faculdade e ainda pensa que não precisa estudar para isso.

Olhei a aeromoça um pouco preocupada de que ela me pediria para prosseguir com a mentira e ir conversar com a sua filha, mas algo dentro de mim me disse para incentivá-la a me convidar para a sua casa, para ver e falar com a sua filha. Algo que eu não sabia como controlar, tampouco explicar aquele ímpeto.

— Eu posso conversar com a sua filha, se quiser. — Sorri e ela pareceu sorrir ainda mais.

— Isso seria ótimo! Eu poderia até... — Ela hesitou e eu gelei por dentro. — Você veio visitar seu tio e vai ficar num hotel?

— É que... ele está em um workshop empreendedor, pra melhorar o hotel. — Entreguei a ela um sorriso um tanto quanto desconfortável. — Será que eu... poderia ficar um dia ou dois na sua casa? Eu posso ajudar com afazeres domésticos.

Rose ligou o pisca e dobrou em uma bela casa com cercas simbólicas, da altura da minha cintura. Um belo gramado na frente e uma árvore com um balanço feito de pneu. A residência era de dois andares, paredes brancas e telhado verde azulado. Algumas luzes já estavam acesas e, enquanto buscava minha bagagem no porta-malas do carro, a humana foi até a porta e a abriu. Eu fechei a tampa do carro e corri até lá, com a mochila nas costas.

— O nome dela é Angela. — Rose me disse e eu entrei, observando a casa bem decorada.

Uma luminária com diversas gotas de vidro fazia o ambiente bem decorado mais claro. O carpete no chão me deixava com vontade de tirar os tênis, as meias, e pisar ali com o pé puro. As estantes repletas de mimos de porcelana me davam neuras e pensamentos brotavam em minha mente, sobre como ela limparia ali ou como seria uma pena esbarrar nas estantes e ver tudo ruir. Em poucos minutos uma garota morena de pele clara desceu as escadas correndo. Ela devia ter 1,70 de altura, o que para uma menina de 13 anos já era muita coisa. Os olhos castanhos eram deveras analíticos e eram de um castanho escuro, bastante peculiar.

— Oi mãe! — Angela desceu as escadas, do segundo andar, cumprimentando a mãe, e me lançou um olhar desconfiado, com um meio sorriso. — Quem é?

A passos incertos ela foi ao lado de Rose e se abraçou na mãe. Ela era mais alta do que a senhora simpática que me deu carona. Ambas me encaravam e eu apenas me contentava em sustentar o olhar de ambas. O olhar da aeromoça me impelia a me apresentar e, por mais que eu fosse líder do chalé, não costumava ser boa com as palavras.

— Oi, Angela. — Me aproximei e estendi a mão para a garota, que me olhava de cima a baixo. Parecia ter notado minha altura só agora. — Eu... ãh, jogo vôlei pela Columbia. — Angela abiu um sorriso largo e se aproximou.

— Você joga? — Parecia entusiasmada e me senti um pouco idiota por estar mentindo, mas eu precisava observar aquela garota e ter certeza de que não era uma semideus.

— Jogo, posso te explicar mais sobre... outra hora. — Sorri tanto para ela quanto para Rose, que em resposta nos chamou para fazer uma refeição simples, da tarde.

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A noite caía silenciosa na pequena cidade de Ouray, tendo apenas a orquestra natural dos animais noturnos para preencher o ambiente. Conforme caminhava por suas ruas desertas apenas minha sombra, projetada pelos posts levemente ofuscados pela névoa, me seguia . À frente do rosto a respiração se condensava em vapor quente, e com o avanço o bafo quente saía cada vez em maior volume. A Main Street costumava ser a mais movimentada da cidade, mas com o toque de recolher não havia ninguém na rua.

A tranquilidade me fez abaixar a guarda, momentaneamente, e perceber uma viatura se aproximando apenas quando as luzes azuis e vermelhas pintavam as paredes das construções próximas. Com um olhar por cima do ombro, notei um holofote sendo direcionado em locais estratégicos, à primeira vista, mas conforme os segundos de observação se passavam pude notar que apenas brincavam com o feixe da luz.

— Idiotas... — Caminhei até o beco mais próximo e parei do outro lado de uma caçamba verde, sem me incomodar com o mal cheiro.

Observei em silêncio, com ansiedade, a viatura passar pela frente do beco. Me surpreendi com o fato de a luz sequer adentrar o vão entre os prédios. Não estavam fazendo ronda, apenas brincando de serem vigilantes da lei.

— A paz cria homens fracos... — Deixei escapar e caminhei até a boca da ruela. Com o ombro escorado na parede observei a viatura virar em uma rua, deixando tudo deserto novamente.

Voltei a caminhar pela calçada, sem me incomodar com o tempo que levaria para chegar a Cascade Falls. Podia me observar nos espelhos das vitrines ainda abertas devido ao baixo índice de criminalidade na pacífica cidade. A imagem de uma semideusa cansada de conflitos entre heróis e monstros, cansada dos efeitos da guerra que o próprio pai forjava.

Perdida nos devaneios apenas dei por mim quando já estava na frente de uma trilha de chão batido, entre altos pinheiros. O som de grilos cantando era tão alto que ecoavam dentro de minha cabeça. Aos poucos, conforme meus pés galgavam pela terra batida, raízes de árvore e pedras semi-desenterradas pela ação das chuvas, o som de águas correntes se fez audível. Não demorou para encontrar a cena do crime.

Faixas amarelas e pretas faziam um cerco em volta de contornos no formato de corpos, assim como para ressaltar as evidências. Pegadas, cortes nas árvores, manchas de sangue respingado.

— Que tipo de monstro faz isso? — Divaguei ao me aproximar, engolindo em seco ao ver as marcas.

Pés humanos extremamente granes eram disfarçados pela Névoa e assumiam a forma de pegadas de ursos. A quantidade de inimigos eu não conseguia precisar, mas graças às características que havia juntado podia dizer com grande certeza deque eram ciclopes ou gigantes, bem armados.

— Gigantes? — Assim que fiz a pergunta hipotética, tive a resposta imediata.

Uma das criaturas saltou das sombras e, graças ao instinto de batalha que adquiri pelo sangue, evitei um ataque pelas costas. O rolamento para a direita impediu que uma clava semelhante a um bastão de baseball com espinhos me transformasse em uma pasta de carne, sangue e ossos. Ficou soterrada na terra, me dando alguns segundos para analisar a criatura.

— Mahkais?! — Saquei minha espada, que materializou a partir do ar, como cinzas flamejantes que se solidificam na lâmina. — Vocês estão do lado de Nyx?! — Perguntei com raiva, sem saber ao certo se seria respondida.

Mahkais eram demônios que serviam ao meu pai e aos outros deuses voltados à Guerra, mas aparentemente haviam mudado de lado, trocado sua lealdade à um Olimpiano por uma deusa geradora de monstros. Parando para pensar, agora, eu não sabia o motivo real da minha surpresa.

— Tanto faz... um monstro é sempre um monstro.

Com grande velocidade corri para aproveitar a brecha e desferi um golpe na horizontal, que decapitaria o monstro, mas uma segunda arma, uma espada curva semelhante a uma cimitarra, entrou no caminho. Os metais tilintaram enquanto faíscas eram projetadas contra o rosto de uma das cabeças do Mahkai. Ele apenas fechou os olhos e, quando voltou a abri-los, me fitou com raiva.

— Merda. — O monstro soltou a clava com uma das mãos e me golpeou, me arremessando alguns metros para trás. Minhas costas encontraram uma árvore e logo meu corpo atingiu o chão.

O ar escapou dos meus pulmões e, em resposta, eu tossia instintivamente no reflexo de puxar oxigênio para dentro o mais rápido possível. A criatura se aproximou a passos lentos, já recobrada e armada. Parecia aguardar que eu me levantasse e, quando o fiz, ela atacou. Um golpe na horizontal e alto que poderia, facilmente, arrancar minha cabeça. Me abaixei, porém, com um movimento de cintura o monstro me deu um segundo ataque com a espada, de cima para baixo, o qual evitei erguendo Dímios para cima, na horizontal. A potência me fez ajoelhar ao passo que mais faíscas ganhavam o ar, como vagalumes fujões.

— Agh! — Grunhi, mas não deixei que aquilo me esgotasse.

Descendo o braço esquerdo enquanto erguia o braço direito, criei um desnível e, assim, a espada inimiga deslizou para o lado até me liberar da defesa. Com um giro ligeiro e horário, aproveitando minha posição abaixada, golpeei sua perna esquerda.

*PEIN*

Minha lâmina encontrou a clava no caminho e a frustração tomou conta de mim de tal maneira que sequer reparei sua perna direita se preparando para me atingir... E atingiu. Mais uma vez fui jogada para trás, meu corpo rolando pelo chão até parar. O mundo ainda girava e, antes que conseguisse me recompor, um segundo saltou sobre mim, com outra clava. Tive tempo apenas de me encolher para o lado, na pífia tentativa de me proteger. A arma atingiu o chão com força tamanha que eu poderia comparar o baque, o tremor na terra, com um tiro de canhão. Terra foi projetada em todas as direções, colando na pele suada, descoberta.

— Filho da puta! — Gritei em ódio, me pondo de pé em menos de um segundo, com um kip up, e passando por baixo de suas pernas.

Sua contra-parte me fitou com olhos raivosos e tentou me golpear com duas espadas. Um corte duplo em “X”, de baixo para cima, o qual evitei posicionando minha espada na vertical, em frente ao meu corpo, com o punho para cima e a lâmina para baixo. O tranco fez meu braço recuar para cima e, assim, aproveitando a inércia que jogara minha mão para trás, a trouxe para frente com toda minha força, afim de finalizar de uma vez por todas aquele Mahkai.

Infelizmente meu braço trancou em algo atrás de mim e minha espada tilintou contra mais metais diversos. Com um olhar por cima do ombro, notei um terceiro monstro segurando Dímios com o auxílio de duas shotéis. Aquilo estava ficando perigoso e antes que pudesse ter uma reação, um quarto monstro me acertou com uma clava, pela lateral, me arremessando a cerca de 15 metros de distância. A dor era gritante, mas eu não me importava com ela. Queria apenas matar as criaturas.

— É assim que vai ser? — Perguntei com um sorriso, sentindo o gosto de ferro na boca. Cuspi o sangue acumulado sobre a língua e limpei o fino fio vermelho que sujou meu queixo. — Podem vir...

O primeiro monstro investiu correndo, com passos tão rápidos quanto seu tamanho e peso lhe permitiam. Cada impacto contra o chão fazia tudo tremer abaixo de mim, espantando até mesmo os pássaros adormecidos em seus ninhos nos pontos mais elevados dos pinheiros. O seu grito de guerra imporia medo até mesmo nos guerreiros mais experientes, ainda mais com o seu porte e forma física.

Mas eu não sou uma simples guerreira... sou uma filha de Ares.

Avancei contra o Mahkai e quando ele se preparou para desferir o golpe, travei os pés e a inércia me fez derrapar na terra enquanto jogava a cabeça para trás. O bastão passou na horizontal a centímetros do meu rosto e quando voltei à postura ereta o segundo monstro investiu, também.

Suas espadas vieram em sincronia para mim, de cima para baixo, e as bloqueei rapidamente, repelindo-as para o lado. Descrevi um arco com Dímios, golpeado a criatura em resposta, mas ela recuou com um salto e, assim, evitando que fosse atingida. Aproveitei a inércia do movimento, levando a lâmina para trás e usando ambos os braços para trazer a montante de cima para baixo, e me aproximar do terceiro Mahkai afim de golpeá-lo. O seu bloqueio foi efetivo, ou quase, por não contar com a força que eu havia empregado naquele golpe. Suas espadas foram projetadas para baixo e a lâmina de Dímios cortou sua carne, na testa, ficando presa em seu crânio.

— Sai... demônio! — Xinguei e puxei a espada para baixo, trazendo com ela o corpo meio hábil do Mahkai, já que uma de suas metades estava morta.

O movimento continuou e, após um corte profundo no chão, decepei um dos muitos braços do segundo monstro que tentava me apagar da face da terra. O membro amputado tombou no chão e a criatura urrou de dor, recuando alguns passos. Aproveitei o desleixo que aquele movimento causou nos monstros e perfurei o peito do Mahkai meio morto, na metade viva, e ele se debateu um pouco até ficar inerte.

— Isso não precisa... terminar com mais mortes... sabiam? — Disse, ofegante, desenterrando a espada da carcaça inimiga, que agora se desfazia em pó dourado. Apoiei a lâmina em meu ombro e observei os três remanescentes. — Ainda querem continuar?

Como resposta pude ouvir um som baixo e grave, gutural, semelhante ao rosnado de um felino de grande porte que está prestes a atacar. Como o prenúncio do bote do predador, os três demônios avançaram correndo em minha direção. O primeiro deles me deu um duplo ataque em carga. O primeiro me esquivei me abaixando, quanto ao segundo, que veio por baixo, saltei enquanto girava em parafuso.

Ainda em inércia, após cair com o pé destro no chão, girei e cortei ao meio, horizontalmente, o segundo que se aproximava. Ele desabou no meio da corrida, como dois sacos de pedras pesadas o suficiente fazer o solo tremer.

O terceiro e último ergueu ambas as espadas e tentou me partir ao meio, na vertical, mas o bloqueei ao erguer Dímios na horizontal, acima da cabeça. O Mahkai remanescente, que eu havia evitado por primeiro, deu a volta e pretendia me atacar no momento de fraqueza. E ao se aproximar o bastante para me alcançar, desferiu um ataque que poderia facilmente me empalar... o problema para eles é que eu era uma filha de Ares.

Pouco antes de ser atingida, girei para o lado e assisti os demônios se acertarem. Um pouco atordoado por causa do golpe aliado, me deu a brecha que eu precisava para finalizar com um poderoso corte horizontal. Dímios cortou ambos os tórax como faca quente em manteiga. Em menos de 5 segundos aquele último Mahkai era poeira dourada, como todos os outros.

— Monstros... gregos... — Disse, ofegante, me posicionando ereta novamente e observando todas as árvores em volta. — Não devo estar longe do ninho dos dragões.


Samanta Sink  


Equipamentos:

Vestindo:
+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

Anel da força paterna: Um anel prateado com um Berilo Vermelho retangular bem polido encrustado no centro do anel. Fornece 30% de força ao usuário e brilha carmesim na presença de ameaças.

Tênis alados: Hermes é constantemente descrito com um par de Tênis com asas, dessa forma os demais participantes ganharam um par do famoso All Star do deus dos viajantes. O tênis trata-se de um all star preto com pequenas asinhas nas laterais que são capazes de fazer o portador do mesmo voar um pouco acima da velocidade permitida, e carregar até uma pessoa junto com ele.

♂ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).] [300 dracmas]
Equipado na cintura, às costas:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]
Na mala:
Soneta: Uma caixinha de música do tamanho de uma caixa de aliança, cabe na palma da mão. Quando aberta começa a tocar uma música diferente, baixinha e muito agradável, que deixa o semideus – ou oponente – em um estado de torpor, muito sonolento. Se a pessoa ouvir a música por mais de três turnos – caixa deve permanecer aberta pelos três turnos – pode acabar cedendo ao sono, e adormecer por duas rodadas. Para acabar com o efeito da caixinha, basta fechar a mesma. Ou seja, tampa-la, e o som para de tocar, e faz o semideus voltar ao normal. Por ser uma caixinha de segredo, e o semideus que a possui, já conhecer o efeito que ela tem sobre aqueles que escutam sua música, esse – o dono do objeto – não será afetado por ela, pela música da caixinha, mas todos ao redor serão.

Armadura do Drakon Ígneo: Essa armadura concede ao dono uma tatuagem que permite o portador disparar bolas de fogo pela mão marcada. Quando vestida protege completamente o torso de quaisquer ataques físicos e ígneos (Fogo). Sua aparência é a mesma da armadura Daédrica: As bolas de fogo que podem ser disparada são separadas em 3 tipos:  
- Pequena: Custa 15 de MP e causa 10 de dano, sem queimadura. 3 cm de diâmetro.
- Média: Custa 30 de MP e causa 25 de dano, queimadura leves, dificuldade a movimentação da área atingida. 7 cm de diâmetro.
- Grande: 55 de MP e causa 50 de dano, queimadura médias a graves, impossibilitando movimentação das áreas atingidas. 15 cm de diâmetro.

♂ Vampire [Manopla única de armadura, feita em ferro, protegendo os dedos, mãos e antebraço do usuário(não acompanha outras peças de armadura). Possui um desgin baseada na dos cavaleiros medievais, embora alterada para que os dedos se assemelhem a garras - podem ser usados para ataque, em último caso. Quando utilizadas, seu portador pode utilizar a HP no lugar da MP para utilizar poderes ativos. O gasto ainda será o mesmo, mas será descontado na vida, e não na energia. Não é um efeito obrigatório, ativado apenas se o usuário desejar.] [200 dracmas]
No bolso:
+ Soco-Inglês, feito de Ouro Imperial; o interior de seus quatro orifícios para o encaixe dos dedos são almofadado com couro, evitando que a pele de quem o use seja danificada. Em sua superfície frontal há quatro protuberâncias afiadas, uma ao lado da outra, com a intenção de causar ainda mais dano ao oponente. [Presente de Summer]

Cristal de expansão: Uma gema pequena que pode ser encaixada em qualquer arma. Quando encaixada cria uma pequena corrente de ar cortante que expande o poder de alcance da lamina. Quando atinge seu alvo o corte fica duas vezes mais fundo. Quando não está em uso torna-se um pequeno pingente transparente em forma de gota preso a uma fina corrente de prata.
Transformado em anel, no anelar direito:
Dímios (Δήμιος): Uma espada de 1,91 metros de altura e 23 cm de largura, feita de ossos de dragão negro, serrilhados. Runas celtas que se traduzem para “Melhor pai do ano” estão escritas ao longo da arma e dão ao portador 30% a mais de força, além de ser extremamente leve nas mãos de Samanta Sink. Possui 1 engastes para pedras preciosas. Se torna um anel negro comum.

Dano base: 85
Gemas engastadas: Nenhuma
Espaços para gemas: 1

Bênção usada:
+ Tubo de Pack (Até dia 30 de Maio o semideus tem direito a dobrar o xp em quatro postagens de sua escolha, mas atenção, ao gastar as quatro ou deixar a data vencer, o tubo desaparece por completo, escolha com sabedoria). Tubo de pack 4/4.


This is War

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Gabrielle Sanchez Muñoz
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Re: Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

Mensagem por Gabrielle Sanchez Muñoz em Qui Mar 08, 2018 2:29 pm





Between Dragons and Monsters



A espada ainda zunia, erguida, estática com o término do golpe que findou a vida do último dos quatro Mahkai que vieram me emboscar. A fraca luz da lua refletia tímida na lâmina quase opaca de Dímios, que parecia vibrar em êxtase, soando sedenta por mais monstros, mais sangue, mais ossos esfacelando sob seu peso, e fibras musculares rompendo perante seu fio.

— Monstros... gregos... — Suspirei, endireitando minha postura. Dímios desapareceu em brasas e faíscas, até se solidificar em um anel negro em meu dedo. — Não devo estar longe do ninho dos dragões.

Arrumei minhas roupas e adentrei mais a floresta. As árvores, quanto mais me distanciava da cidade, mais encobriam as luzes de tímidos postes que iluminavam as trilhas por onde os transeuntes deveriam caminhar. Mariposas voavam em torno das lâmpadas amareladas, alheias a tudo o que acontecia à sua volta. Elas precisavam do calor, mas não sabiam que aquilo era intenso demais para que elas pudessem sobreviver...

Assim que eu me sentia com a missão dada a mim por Ares. Era uma questão de tempo até que minhas asas queimassem com aquilo que eu não poderia lidar.

— Você consegue, Sam. — Ignorando todos os receios, continuei.

O caminho tortuoso e inconstante por entre as árvores me guiou, quase às cegas, pelo menos até o momento que pude ouvir o som de água corrente. A umidade também aumentou até que o som era tão alto que poderia abafar qualquer coisa que estivesse mais distante. Me pus de joelhos e toquei com os dedos a superfície da corredeira, rapidamente tirando ao senti-la extremamente gelada.

— O que é isso? — Franzi o cenho com o toque de pequenos detritos sólidos sendo arrastados pela água. — Não parecem peixes... — Fechei a mão e agarrei algo, e ao aproximar dos olhos pude divisar uma pedra de gelo.

Era estranho uma pedra de gelo descer daquele local. Estava frio, mas não a ponto de congelar a água de uma represa.

Me pus de pé e segui pelo rio acima, até encontrar a entrada de uma barragem. Havia um túnel escavado na pedra, por humanos, perfeitamente arredondado, e ao seu lado uma porta gradeada entreaberta. Acima desta uma lâmpada rodeada por pequenos insetos voadores. Sem hesitar muito, adentrei o local.

A passagem se abriu com um rangido metálico e o som ecoou para dentro. Era uma casa de máquinas, com três grandes motores, à esquerda, que deviam servir para bombear a água para os pontos da cidade, mas o mais estranho era a fina e gélida névoa que assentava no chão, tão fria que fazia com que eu me sentisse em um frigorífico. Sequer podia enxergar meus pés.

— Isso não é normal... — Comentei comigo mesma. A respiração quente formando fumaça em frente ao rosto.

Com um pensamento básico e a vontade de me proteger da baixa temperatura fiz um casaco grosso, prateado, se solidificar a partir de brasas ardentes ao redor de meu corpo. O isolamento térmico me deu um bem-estar imediato.

Ao olhar com mais calma em volta, agora, pude notar que as luzes estavam todas acesas e os motores parados, e quando dei mais alguns passos em direção à outra porta, chutei algo sólido, mas que se moveu por causa da força aplicada. Oculto pela névoa gélida estava um corpo de um trabalhador. Suas roupas embebidas em sangue e sua pele pálida como papel. Haviam alguns traços de congelamento.

— Monstros não atacam humanos a menos que... — Franzi o cenho e peguei o crachá em seu peito, torcendo para que ele tivesse acesso em todas as portas que precisasse.

Rápida avancei pela sala, pelo lado de um dos motores, e deslizei o cartão de identificação em um painel ao lado da porta oposta à entrada. A luz vermelha acendeu verde e o som das travas sendo recolhidas preencheu o vazio mórbido, por cima de minha respiração acelerada. Abri a porta de supetão, fazendo as brumas enturvarem e, ao chegar no novo ambiente, meu queixo caiu.

O grande salão escavado na pedra era, basicamente, uma caverna bruta com uma cisterna. A porta dava para uma base em concreto colada à parede da porta pela qual acabara de passar. Sendo assim, eu tinha apenas dois caminhas a seguir: direita ou esquerda. À minha frente deveria haver apenas água pluvial prestes a ser tratada e bombeada para a cidade, mas naquele momento eu podia, sim, seguir em frente. Havia um caminho de gelo, como uma ponte irregular, que rumava para a escuridão, onde não haviam luzes.

That’s weird...

Com mais um pensamento, em meus pés, surgiram botas com travas metálicas espinhosas, capazes de me fazer firmar sem dificuldade em superfícies gélidas.

Segurei o corrimão de segurança, o que impediria pessoas de pularem na água, e me impulsionei por cima, caindo com ambos os pés em cima da ponte de gelo, e me surpreendi com o quão sólida ela era. Sem mais hesitar, corri, seguindo o caminho feito por meu inimigo.

A corrida não levou mais do que 10 minutos, e ainda assim isso poderia significar que avancei 2 quilômetros para dentro da caverna, por cima das águas, até uma caverna inexplorada e tão gelada que podia sentir os dentes doerem apenas por respirar pela boca.

— Posso contar com você para educar essa criatura? — Pude ouvir uma voz soar bastante neutra.

“Claro. Traga-a para mim. Tenho certeza que será muito útil para o nosso objetivo.”

Me esgueirei por trás de algumas estalagmites que se uniam a estalactites e pude ver um homem usando, também, roupas de frio iluminado por bastonetes de neon usado por exploradores de cavernas. Ele estava de costas para mim e curvado para frente. Parecia conversar com alguém usando um tablete ou algum outro aparelho eletrônico. Seus cabelos eram brancos como a neve, o que me fez suspeitar que era um dos filhos de Bóreas, ainda mais por causa dos poderes referentes a neve.

— Não me importa quem montará a criatura, eu só quero vê-la servindo a Nyx.

“Nós sabemos, Dwight, o quão comprometido com a causa você está. Não se preocupe, seus esforços não passarão despercebidos.”

— Obrigado pelo apoio... — Ele virou um líquido no chão e jogou para o lado um cálice feito de gelo, mas quando se quebrou notei o tom escarlate.

Quando ele se moveu pude ver a poça de sangue que ele fez ao virar o conteúdo do cálice, e ali, deitado, havia um homem de olhos abertos, estáticos e vidrados no vazio. Estava morto, usado para um ritual nefasto de comunicação. O acompanhei com os olhos até que ele chegou a uma pilha de pedras, que passou a se mover com a sua aproximação. Era um dragão vermelho.

— Você ouviu? Logo deixará essa vida selvagem para trás e terá um propósito. — Cerrei os punhos e, em seguida, o dragão respirou com dificuldade e de sua boca saiu muita fumaça branca, com o som de água evaporando. — Por favor, não lute. Eu estudei sobre a sua espécie e o ar daqui está muito gelado e úmido para você produzir chamas.

Cerrei os dentes ao perceber que o monstro estava acorrentado contra o chão com correntes brancas e fumacentas. Eu não sabia que tipo de magia negra era aquela, mas era forte o bastante para impedir a fuga daquela criatura.

Me pus de pé e caminhei sem me importar de revelar minha presença.

— Deixa o dragão aqui e vai embora da caverna. — Alertei Dwight e ele girou nos calcanhares. Vendo que não era mais o foco de atenção o dragão se debateu atrás dele, tentando escapar.

— Ah, merda... os Mahkai não foram suficientes. — Ele revirou os olhos e tirou o casaco, ficando apenas de regata e calça. Sua pele era tão pálida quanto neve e seus olhos de um azul gelo. Os dentes, com seu sorriso pude ver, eram ainda mais brancos do que sua pele. — E se eu me recusar a sair desta caverna?

— Eu vou te tirar dela à força.

Dwight sorriu e fechou as mãos, congelando seus braços em manoplas espinhosas.

— Pode tentar, vou te mostrar o quão rigoroso o inverno pode ser.

Avencei contra ele e em dois passos largos estava a uma distância de combate corpo a corpo. No meio do avanço blindei meus braços com ossos de aço e pele de bronze afim de equiparar minha resistência ao sólido gelo de suas manoplas.

Sua postura defensiva era perfeita, o que indicava que aquele homem era um perito em algum tipo de luta, ou vários. Seus pés, posicionados ambos em minha direção e ligeiramente inclinados, mostravam que a força de seus golpes seria toda tirada do movimento de cintura em conjunto dos braços e pernas. Ambos os braços elevados à altura do rosto encobriam toda a extensão de sua cabeça, fechados em um bloqueio bastante efetivo.

Não aguardei mais detalhes sobre seus métodos de combate, desferindo um soco cruzado com a direita em seu rosto, que passaria facilmente pela defesa frontal, mas antes que conseguisse atingi-lo, Dwight levantou o braço esquerdo, posicionando o punho em frente ao seu ouvido. Meu soco pegou em cheio no seu bloqueio. Lascas de gelo foram projetadas pelo ar e, para não perder o equilíbrio, o semideus reposicionou sua postura, dando um passo para a direita e se distanciando com pequenos pulos.

— Uau! Você tem o soco bem forte! — Dwight disse, abaixando os braços e balançando os ombros, dispersando a tensão.

— Sua postura é muito boa... — O respondi, ainda com os punhos erguidos. A fumaça de condensação de minha respiração quente passando por minhas mãos.

— São muitos anos de treinamento...

O semideus respondeu e avançou de súbito, gingando o quadril e inclinando o corpo para desferir um poderoso chute em minha coxa. O movimento era fácil de defender, fazendo meu corpo agir por reflexo e levantar a perna, colocando a canela na frente do impacto, mas Dwight reajustou o alvo, dobrou a perna e subiu-a ainda mais.

Ele mirou em meu rosto e me atingiu.

O impacto me fez enxergar branco por alguns milissegundos e perder o equilíbrio ligeiramente. A parte interna da bochecha foi prensada contra os dentes e logo o sangue se mostrou presente. Para impedir que fosse para o chão cambaleei, reajustando minha postura e balançando a cabeça rapidamente, mas este momento foi crucial para que o semideus continuasse seu ataque.

Quando minha visão já havia voltado e o encarei com o canto dos olhos ele já estava em cima, com o punho gelado a se aproximar. Os reflexos dos anos de treinamento me permitiram erguer o antebraço correspondente, esquerdo, e redirecionar sua investida para cima de minha cabeça.

“Sua defesa se abriu!”

Usando da mesma base de meu adversário girei o quadril combinando com o movimento de um gancho, de baixo para cima, tendo como alvo o seu queixo. Ele não teria reflexo para se esquivar, e eu estava certa! Meu punho encontrou o rosto de Dwight e o impacto fora impiedoso. Em uma fração de tempo menor do que alguns milissegundos eu imaginei que havia esfacelado seu crânio, mas com o passar do tempo notei que havia destruído um boneco de gelo. Uma réplica ilusória e gelada.

— Um clone?! — Ri, com minha voz ecoando pela caverna. — É assim que vamos lutar, Dwight?!

O dragão se mexeu inquieto, forçando contra as correntes gélidas que o mantinham preso ao chão. O tilintar opaco da criação do semideus não foi capaz de abafar o som da voz fria de meu oponente.

— Pude perceber que você é muito boa lutando.

Silêncio.

O procurei rapidamente por toda a extensão da caverna, até onde meus olhos podiam ver, mas não pude encontrá-lo.

— Você sabe o meu nome, mas eu não sei o seu. O que acha de alguns esclarecimentos antes de voltarmos a liquidar um com o outro?

— Samanta... — Respondi, ainda em posição defensiva, aguçando meus ouvidos a qualquer barulho suspeito, mas com aquele dragão rosnando e forçando contra as correntes era impossível.

— Qual a procedência do seu sangue divino, Samanta? — Ele deu ênfase em meu nome.

— Ares. — Respondi secamente.

— Hmmm... então foi muito sábio de minha parte recuar perante o confronto direto, não acha? — Não conseguia captar as emoções de suas palavras. Eram neutras, gélidas, desprovidas de qualquer sentimento: raiva, angústia, medo, fúria...

— Acho que você foi covarde. — O respondi novamente, girando nos calcanhares, observando as sombras.

— Então eu deveria lutar no seu campo de vantagem? — Dwight me testou e, como não respondi, continuou. — Você sabe a procedência do meu sangue divino?

— Não. — Soei impaciente enquanto tentava observar as sombras com a visão periférica.

— Despina, a deusa do inverno. Renegada por sua própria mãe. — Ele fez um silêncio teatral e eu revirei os olhos. — Engraçado como a história se repete, não é? Os deuses sempre têm um preferido.

— Estamos aqui para conversar ou para lutar? — Cortei sua linha de raciocínio, mas ele pareceu me ignorar.

— Você pode achar que é a preferida de seu pai, mas não é! Ares sempre foi benevolente com os gêmeos, Phobos e Deimos. — Suas palavras me fizeram trincar os dentes. — Ele está te usando para impedir que Nyx ponha as mãos neste dragão.

— Nyx quer destruir o mundo como conhecemos. — Contra argumentei.

— E isso é ruim? Os deuses fazem coisas assim o tempo todo... terremotos, tempestades, vulcões... Nyx desceu de seu posto para estar lado a lado com seus seguidores. Seus deuses descem do Olimpo para lutar com você? — Não o respondi, então ele continuou. — Eles são egoístas. Têm medo de que superamos suas capacidades e o destronamos. Eles mesmos criam os monstros que nos matam diariamente.

— Eu não vou te deixar sair com esse dragão. — Ignorei suas palavras e, pela primeira vez, pude sentir um pouco de ódio em sua entonação.

— Típico pensamento de uma filha burra de um Olimpiano egocêntrico.

Sem mais Dwight disparou em mim, pelas 7 horas, uma saraivada de estacas de gelo. Aquele tipo de movimento eu já havia treinado com Evie. Pude ouvir as estacas cortando o ar e encurtando a distância até mim.

Girei rapidamente nos calcanhares e inclinei o corpo para a direita, depois para a esquerda, abaixei e ginguei para a direita novamente, evitando uma estaca por movimento. Montei a guarda e soquei outro projétil, esfacelando-o em pedras menores. Jab, Direto, Jab, Esquiva, Jab.

Enquanto executava os movimentos de box em meu norte o filho de Despina se aproximou pelo sul em uma investida poderosa. O dragão soltou um rugido tão poderoso que que estremeceu toda a caverna, fazendo o som reverberar em meus ouvidos e tremer minha caixa torácica. Aquele som gutural foi tão forte que me assustou e me pôs em alerta, mas desconcentrou Dwight.

Inclinei a cabeça para a direita e uma lâmina de gelo resvalou em meus cabelos, tirando um fino de meu rosto. Girei o quadril ao passo que posicionava o pé canhoto e, em combinação, golpeava o semideus diretamente no rosto em um golpe tão rápido e forte que poderia derrubar um lutador profissional. Aquele tinha que ser o original, não podia ser uma cópia, esse era o único pensamento que ecoava em minha mente, mas quando o sangue espirrou de sua boca e respingou em meu rosto, não consegui esconder um sorriso.

Dwight cambaleou para trás, desorientado, seu nariz embebido de sangue e seus olhos lacrimejando. Aquela luta estava acabada. Ele não conseguiria enxergar um palmo na frente de seu nariz pelos próximos cinco minutos.

— Eles já devem estar quase aqui! — O filho de Despina esbravejou, ajoelhando-se e levando a mão ao rosto. O sangue pingando por entre seus dedos. — Tem um pequeno contingente de semideuses aliados de Nyx vindo buscar o dragão... e você não vai conseguir lutar contra eles.

— Eu conheço a caverna, agora, eles não. — Com minha resposta Dwight riu em desdém.

— Se eu for morto as correntes que prendem o dragão se romperão e... — Sua voz foi tomada de medo e pude ouvir o som de pedras de gelo caindo e deslizando pelo chão escorregadio.

Os elos partidos das correntes descera por um desnível até parar em meus pés e, das sombras de onde o dragão se abrigava, minha atenção foi chamada. Os olhos amarelos da criatura brilhavam em desejo, e então o animal deu o bote no filho de Despina, abocanhando sua cabeça e tórax. Os gritos do semideus soavam abafados enquanto ele sacudia o corpo de meu inimigo como se fosse um brinquedo para cachorro.

O dragão batia com Dwight nas paredes, em estalactites, estalagmites, redecorando as paredes com o vermelho. A violência foi tamanha que a cintura e as pernas se romperam do tórax e rolaram caverna abaixo, o monstro soltou o cadáver do aliado de Nyx e se aproximou de mim.

Era maior do que uma picape. Muito maior. Sua cabeça era do tamanho do meu tórax e, ainda assim, com a curta distância entre nós eu não sentia medo. Não era este o sentimento que o animal me fazia sentir. Ele me farejava e a sua respiração quente mexia as mechas de cabelo soltas.

Todo o gelo que havia se acumulado na caverna, por conta do poder de Dwight, começou a derreter e não demorou para que estivéssemos totalmente encharcados.

— Eu acho que você está livre, agora... — Comentei baixinho, erguendo a mão e tocando o seu focinho escamoso. Ele não recuou, o que me tranquilizou, tendo em vista que minha mão não foi arrancada.

Atrás de mim o som de gritos e água turva ecoou pelas paredes. A ponte de gelo havia sido descongelada e os semideuses que vinham capturar o dragão caíram na água.

Imediatamente virei para o dragão vermelho e empurrei sua cabeça, como se o mandasse fugir.

— Foge daqui! Eles vão te capturar se você ficar! — A criatura forçou contra e eu simplesmente não conseguia empurrá-lo. — Anda! Eu seguro eles!

Fui obrigada a recuar, caso contrário seria mordida, mas uma segunda tentativa de ataque não aconteceu. Ao contrário do que esperava o monstro abaixou a cabeça, me permitindo subir em seu dorso. Meu coração disparou e eu sentia que, se fizesse aquilo, estaria à mercê do Dragão, mas se não, estaria entregue a cinco semideuses desconhecidos, de habilidades desconhecidas.

Sem mais pensar subi nas costas do animal, entre as suas asas, e me abaixei. Com dois tapinhas em suas costelas, meu mais novo companheiro de aventura “galopou” pelos túneis escavados naturalmente na montanha, subiu por uma inclinação de 45º, arrastando-se como um lagarto, e ao chegar no final saltou, esticando as asas.

O vento em meus cabelos, a sensação de vertigem da queda, o frio na boca do estômago, e a adrenalina inundando minhas veias.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — Senti a vontade irrefreável de gritar enquanto me agarrava firme a formações cálcicas em seu dorso.

Com um solavanco suas asas forçaram contra a resistência do vento e, em resposta ao meu grito desesperado, o monstro rugiu na calada da noite, baforando uma nuvem de chamas à nossa frente como se comemorasse sua liberdade. Tive tempo apenas de erguer as mãos na frente do rosto e, em seguida, tirar o casaco em chamas, deixando-o voar ao vento.

A fuga havia sido um sucesso, mas agora eu estava de carona, sendo assim, me agarrei e deixei o corpo pender para frente, aproveitando a viagem... ou pelo menos eu achava que aproveitaria. Não levou nem cinco minutos de voo para ele realizar uma manobra evasiva, me obrigando a soltar de seu lombo e cair.

Novamente gritei com todo o ar dos meus pulmões até tomar as devidas providências para evitar morrer esmagada com meu próprio peso e virar uma pasta de carne, sangue e ossos: Ativei habilidades que aumentavam minha resistência de forma esporádica.

Minha pele foi blindada com bronze e meus ossos como aço, mas a escuridão não me permitia ver exatamente onde estava caindo, até de fato cair. A explosão de água que frenou meu corpo alterado por metais foi intensa, eu podia dizer aquilo pela quantidade de bolhas que surgiram em minha volta, assim como o quão fundo havia ido. Minhas pernas se chocaram com o fundo barroso e afundaram em algas. Por alguns poucos segundos eu achei que me afogaria.

Desfiz os meus poderes e bati os braços e pernas na direção do reflexo da lua na superfície, até que o ar lambeu minhas bochechas e entrou por minhas vias aéreas.

Estava em um campo de golfe.


Fui andando até a casa da Senhora Rose, cheia de barro dos pés à cabeça, a roupa pesada de água e os cabelos colados na cabeça. Quando entrei no quintal da casa da mulher e ela me encarou, dos pés à cabeça, ficou absorta com o que estava vendo. Eu não sabia o que se passava em sua cabeça, mas eu podia suspeitar que pensou que eu havia passado a noite fora... em uma festa bastante inapropriada.

— Samanta! O que aconteceu com você?! — Ela parecia transtornada e preocupada, o que queria dizer que ela não achava que eu era má influência pra sua filha.

— Sinto que não fui totalmente honesta com você, senhora Rose. — Umedeci os lábios ao passo que a minha anfitriã mudava sua expressão. O gosto de terra inundou minha língua. — Eu posso tomar um banho e conversar com você e Angela?


Já haviam alguns dias que eu voltara de Ouray acompanhada de Ângela, uma filha de Ares. As felicitações e parabenizações por parte de Quiron não foram modestas, pois, ao que eu podia deduzir, ele tinha recebido uma notificação de Hermes sobre o Deus da Guerra me mandar naquela missão praticamente suicida. Eu não me incomodava com esse tipo de missão perigosa, mas o que me deixava puta, mesmo, era a forma descartável que nos viam.

Por exemplo, agora eu estava sentada em um cercado de madeira, gasto pelo sol, enquanto tomava conta de um boi de Apolo em reabilitação. A sua pelagem vermelha reluzia com os raios do astro rei, mas eu sequer me importava. Por mim aquele animal podia morrer, tipo, agora, que eu não daria a mínima.

Como se alguma coisa de outro mundo tivesse me ouvido, uma súbita ventania fez meus cabelos dançarem loucamente e, quando levei as mãos à cabeça para contê-los, livrei os olhos e pude ver uma enorme criatura escamosa e vermelha sobrevoando o campo. O dragão pousou em uma árvore fora dos limites de proteção do Pinheiro de Thalia e, por um momento, senti meu coração pular em meu peito.

Era o mesmo dragão que eu salvara no Colorado.

Com seus olhos ele observava, atento, os movimentos do boi, e eu sabia o que ele queria. Sorri.

— Você quer? — Gritei, e aquilo atraiu tanto a atenção do dragão quanto do boi que estava sendo tratado.

Me levantei e me aproximei do animal, segurando-o pelaa argola que perfurava seu septo, e o puxei até o final do campo. Cerca de dois minutos foram necessários para chegar à outra extremidade. Ali, à vista apurada, era como se fosse o final de uma bolha de sabão, o que indicava o limite da proteção da barreira do Pinheiro. Soltei o boi e, com dois chutes, abri a cerca que levava além dos limites do Acampamento.

Dissimulada, peguei alguns esquilos mortos e joguei às patas do animal. Ele os comia sem saboreá-los sequer, o que me fazia crer que não demoraria para o meu plano ser executado. Comecei a me afastar e joguei, por cima do ombro, mais alguns pequenos animais que, certamente, voariam por cima da cerca. Alguns poucos minutos depois ouvi as asas do dragão e então um som bizarro e alto, uma mistura do grito de desespero do bovino com o rasante do lagarto gigante. Fui ver o estrago e, alguns metros de onde estava, o dragão vermelho dilacerava o bovino. Sem desviar os olhos do massacre, me aproximei do cercado que eu havia quebrado e, na divisão seguinte, me escorei, assistindo aquilo como se fosse a cena de um filme que eu adorasse.

Logo que o reptiliano terminou sua refeição, caminhou até o limite do pinheiro de Thalia e me observou por vários segundos, até que eu tomei coragem e me dirigi para fora, ficando em frente às suas narinas. Sua respiração ainda fedia a carne, mas deixei que ele me farejasse, sentindo meu cheiro.

— Lembra de mim? — Perguntei, não deixando o medo transparecer. Não que eu costumasse sentir medo de animais como aquele, mas, diferente dos outros, aquele eu não queria matar. — Eu te salvei naquela caverna congelada... — Ergui a mão, devagar, e toquei seu focinho, e para minha surpresa, ele não fugiu, apenas fechou os olhos, me deixando acariciar suas escamas. — E você me salvou ao me tirar de lá.

Sorri com aquela proximidade, sabendo que alguma coisa mais profunda estava nos influenciando. Talvez nossa ligação estivesse um pouco fraca, mas com o tempo poderíamos solidificar ela um pouco mais, mas para isso eu precisaria de Elena. Não é muito comum você tentar domesticar um dragão...

Samanta Sink  


Equipamentos:

Vestindo:
+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

Anel da força paterna: Um anel prateado com um Berilo Vermelho retangular bem polido encrustado no centro do anel. Fornece 30% de força ao usuário e brilha carmesim na presença de ameaças.

Tênis alados: Hermes é constantemente descrito com um par de Tênis com asas, dessa forma os demais participantes ganharam um par do famoso All Star do deus dos viajantes. O tênis trata-se de um all star preto com pequenas asinhas nas laterais que são capazes de fazer o portador do mesmo voar um pouco acima da velocidade permitida, e carregar até uma pessoa junto com ele.

♂ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).] [300 dracmas]
Equipado na cintura, às costas:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]
Na mala:
Soneta: Uma caixinha de música do tamanho de uma caixa de aliança, cabe na palma da mão. Quando aberta começa a tocar uma música diferente, baixinha e muito agradável, que deixa o semideus – ou oponente – em um estado de torpor, muito sonolento. Se a pessoa ouvir a música por mais de três turnos – caixa deve permanecer aberta pelos três turnos – pode acabar cedendo ao sono, e adormecer por duas rodadas. Para acabar com o efeito da caixinha, basta fechar a mesma. Ou seja, tampa-la, e o som para de tocar, e faz o semideus voltar ao normal. Por ser uma caixinha de segredo, e o semideus que a possui, já conhecer o efeito que ela tem sobre aqueles que escutam sua música, esse – o dono do objeto – não será afetado por ela, pela música da caixinha, mas todos ao redor serão.

Armadura do Drakon Ígneo: Essa armadura concede ao dono uma tatuagem que permite o portador disparar bolas de fogo pela mão marcada. Quando vestida protege completamente o torso de quaisquer ataques físicos e ígneos (Fogo). Sua aparência é a mesma da armadura Daédrica: As bolas de fogo que podem ser disparada são separadas em 3 tipos:
- Pequena: Custa 15 de MP e causa 10 de dano, sem queimadura. 3 cm de diâmetro.
- Média: Custa 30 de MP e causa 25 de dano, queimadura leves, dificuldade a movimentação da área atingida. 7 cm de diâmetro.
- Grande: 55 de MP e causa 50 de dano, queimadura médias a graves, impossibilitando movimentação das áreas atingidas. 15 cm de diâmetro.

♂ Vampire [Manopla única de armadura, feita em ferro, protegendo os dedos, mãos e antebraço do usuário(não acompanha outras peças de armadura). Possui um desgin baseada na dos cavaleiros medievais, embora alterada para que os dedos se assemelhem a garras - podem ser usados para ataque, em último caso. Quando utilizadas, seu portador pode utilizar a HP no lugar da MP para utilizar poderes ativos. O gasto ainda será o mesmo, mas será descontado na vida, e não na energia. Não é um efeito obrigatório, ativado apenas se o usuário desejar.] [200 dracmas]
No bolso:
+ Soco-Inglês, feito de Ouro Imperial; o interior de seus quatro orifícios para o encaixe dos dedos são almofadado com couro, evitando que a pele de quem o use seja danificada. Em sua superfície frontal há quatro protuberâncias afiadas, uma ao lado da outra, com a intenção de causar ainda mais dano ao oponente. [Presente de Summer]

Cristal de expansão: Uma gema pequena que pode ser encaixada em qualquer arma. Quando encaixada cria uma pequena corrente de ar cortante que expande o poder de alcance da lamina. Quando atinge seu alvo o corte fica duas vezes mais fundo. Quando não está em uso torna-se um pequeno pingente transparente em forma de gota preso a uma fina corrente de prata.
Transformado em anel, no anelar direito:
Dímios (Δήμιος): Uma espada de 1,91 metros de altura e 23 cm de largura, feita de ossos de dragão negro, serrilhados. Runas celtas que se traduzem para “Melhor pai do ano” estão escritas ao longo da arma e dão ao portador 30% a mais de força, além de ser extremamente leve nas mãos de Samanta Sink. Possui 1 engastes para pedras preciosas. Se torna um anel negro comum.

Dano base: 85
Gemas engastadas: Nenhuma
Espaços para gemas: 1

Bênção usada:
+ Tubo Pack especial: (Em duas postagens de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a xp duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado duas vezes). Situação: Cheio 0/2, não foi utilizado.


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Gabrielle Sanchez Muñoz
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Re: Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

Mensagem por Baco em Qui Mar 22, 2018 8:34 pm

Samanta Sink, sua missão foi um sucesso!

comentários:
Querida Samanta,

É difícil chegar na parte dos comentários e não ter nada de negativo para apontar, pois parece falso ou forçado. Porém, de fato não há nada de ruim em sua missão, pelo contrário. Confesso não ter lido inicialmente a proposta passada por minha nem tão querida amiga, sendo que só vim perceber isso na metade da leitura. Àquela altura já era tarde demais para voltar e decidi terminar de uma vez. Sem querer foi uma experiência completamente diferente da esperad. Isto porque eu não fazia ideia do que estava por vir e acabei sendo surpreendido. Você sabe bem dar vida aos personagens, além de criar diálogos ótimos. Destaque para as batalhas (as quais não paravam de vir, parecia um roteiro de série da Marvel!), que foram muito bem descritas e de fácil compreensão.

Sem mais delongas, parabenizo-lhe pela missão incrível. Peço-lhe também que registre seu dragão neste tópico.

Samanta Sink recebe 6.000 XP (3.000 x 2) e 3.000 dracmas.


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Re: Red Dragon {Missão para Samanta Sink}

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