The Blood of Olympus
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Quando o Passado Revive – Emmanuelle S. Henz

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Quando o Passado Revive – Emmanuelle S. Henz

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Seg Maio 08, 2017 2:23 pm



Quando o passado revive
Se eu sou uma espada, eu sou uma espada feita de vidro, e eu sinto que estou começando a estilhaçar

Um passado para Henz

A família já não sabia mais o que fazer, porque não importava quanto tempo passasse, os Henz sempre buscariam por um herdeiro. Fora assim com o bisavó dele, o avó dele, e o pai dele, agora era com ele. Edward estava em desespero, andava de um lado para o outro sem encontrar uma solução que pudesse resolver a situação. Sua esposa estava doente, não poderia lhe conceber o pedido, e mesmo que Marie fosse uma mulher fantástica, jamais lhe daria um herdeiro.

— Querido? — Marie chamou baixo, a voz saindo rouca por conta da tosse frequente que lhe arranhava as cordas vocais.

Edward Ergue a cabeça de encontro a esposa e sorriu na tentativa de acalma-la. — Estou aqui — Respondeu ele, se aproximando da cama e sentando na beirada, pegando as mãos dela entre as suas, apenas para notar o quanto estavam geladas. — Você vai ficar bem, minha querida — Ela abriu aquele sorriso, aquele que exibiam as belas covinhas e chegavam aos olhos tão verdes e brilhantes.

Marie sorriu de novo para o marido, e assentiu rapidamente como se pensasse em algo, quem a visse perceberia que tinha um plano. — Eu vou te dar um herdeiro, Edward, tenho uma pessoa para você, e ela não tem nada, é órfã, está abrigada por nossa família, pagaremos a ela — Marie murmurou, tossindo mais uma vez antes de se pôr ereta, olhando o marido de um jeito esperançoso que lhe deu a confiança que precisava para continuar. — E ele será perfeito — Marie sorriu, ou tentou sorrir.

Daria certo... tinha que dar.

...
Dias atuais
Em algum lugar da floresta...

O acampamento fora levantado tarde da noite. As caçadoras tinham se espalhado e as guardiãs faziam a ronda durante o primeiro turno. Ao centro, na barraca principal encontrava-se uma jovem, perturbada por sonhos estranhos que lhe vinham rondado a mente. Eles duraram dias e quanto mais se aproximava de casa, mais fortes eles ficavam. Eram sempre as mesmas cenas, borradas e difíceis de distinguir, contudo, tinham ficado mais nítidas nos últimos momentos, e melhoravam conforme ela andava e se locomovia pela floresta.

Manu acordou assustada, passou a mão pelos cabelos e limpou o suor da testa. Só então percebeu que não estava sozinha, Ailee estava ali com ela, suspirando enquanto agitava-se sobre um banquinho, inquieta como sempre. — Finalmente acordou, já estava ficando assustada, você gritou! — Isso sim era uma novidade para a filha de Poseidon, que se limitou a arquear a sobrancelha como se dissesse que não acreditava no que estava acontecendo. — Estou receosa, os mortos estão inquietos e algo está acontecendo no reino do papai — A coreana passou a mão pelos cabelos, fazendo Manu sentar-se ereta para prestar atenção na história. — Acho que isso tem influenciado seus sonhos, conseguiu vê-los? — Ela perguntou, fazendo a garota morena sacudir a cabeça em negativa.

Sonhos de semideuses nunca são apenas sonhos, eles trazem fissuras de acontecimentos, momentos ruins, momentos bons... não importa, eles nunca são apenas sonhos, isso é um fato comprovado. — Dessa vez acho que distingui um rosto, mas não tenho certeza... — Manu franziu a testa, procurando entender o que estava acontecendo com ela. Diabos! Era tudo tão confuso. A garota morena soltou um suspiro, deu de ombros e jogou as cobertas para o lado. — Não sei ao certo, mas acho que estão tentando se comunicar comigo — Ela explicou, puxando os sapatos e os colocando.

Manu trançou os cabelos, mudou as roupas de dormir para peças de combate, então saiu da barraca sendo seguida de perto pela melhor amiga. — Chame as outras, vou mudar os turnos, acho que preciso dar uma volta — Ela deu de ombros um tanto frustrada, pois sentia que precisava pensar, e para Manu isso não era exatamente um bom sinal. Quanto ficava muito pensativa era porque as coisas não estavam indo bem. — Mande Helena para a trilha do Norte, Ellen vai em dupla com a Gabriella e devem circular os arredores, Brianna pode montar a guarda, eu vou espairecer — Manu explicou, incentivando a garota mais nova a seguir sem ela, não ficaria sozinha, mas não porque não deseja fazê-lo, e sim porque não era tola.

A jovem assoviou e esperou, mas não aguardou muito, pois logo o monstro prateado saltava para o lado dela, a fazendo abrir um sorriso mínimo. — Boa garota — Manu sorriu grande, se abaixou e coçou atrás das orelhas do lobo antes de beijar seu focinho. Ali estava ela mais uma vez, paparicando Molly, sua melhor e mais fiel amiga de batalha, apenas por sentir que precisava disso, de um pouco de normalidade. A semanas a filha de Poseidon estava viajando, percorrera algumas florestas atrás dos monstros, eles tinham ficado mais violentos, e bem, fazia parte das donzelas de Artémis persegui-los e mata-los. Estava em seu sangue, em sua benção e em sua imortalidade, e ela gostava, simplesmente gostava disso.

— Vamos — Manu pediu, erguendo-se antes de se afastar do acampamento e embrenhar-se pela floresta, com Molly lhe cobrindo a retaguarda e protegendo seu corpo. Era algo bom, um silencio confortável, quebrado apenas pelo uivo do vento chacoalhando as folhas. Manu mantinha-se alerta, mesmo estando com a postura relaxada e os ombros levemente caídos. Aventurava-se por entre os galhos, observava a noite, as sombras da floresta e as estrelas no céu. As caçadoras estavam nos arredores de Salzburgo, o que indicava que em poucas horas, na manhã seguinte, teriam atingido a floresta de Munique. Com isso, Manu estaria em casa.

Pensar sobre isso sempre lhe embrulhava o estomago. Não porque não sentia falta de casa, ela sentia, sentia falta da mãe e da madrinha, da mansão quente e das festividades de fim e ano, do aconchego de ter um lar. Gostava de saber que em algum lugar no mundo – porque menor que fosse – ainda era dela e que ela poderia voltar. A realidade, no entanto, já não era a mesma. Manu não envelhecia, e apesar de sua mãe ser sensível a nevoa que separava o mundo dos semideuses do mundo dos humanos, a jovem não gostava da ideia de pô-la em risco, além disso, tinha um juramento a cumprir, que ia muito além dela.

Eu sei o que está pensando.

Molly! Manu quase esquecera da presença do lobo, e envergonhara-se por isso. — Você sempre sabe — Ela respondeu, bufando baixinho por ser tão sensivelmente ligada a ela. Molly conhecia seus sentimentos, mas acima de tudo conhecia sua alma. — Quando mais perto fico de casa, mais assustada me sinto, não por encontrar mamãe novamente, mas sim... tem algo errado Molly, eu sinto — A garota choramingou como a típica adolescente que acabara de completar 16 anos, mesmo sabendo que tinha um pouco mais do que isso, mesmo que a aparência continuasse a mesma. Era justamente isso que distinguia as gêmeas, Tessa, sua irmã, envelhecia, mudava, crescia, e se tornava mais mimada a cada nova temporada. Ela só ficava mais forte, mas nunca mudava no quesito aparência, nem nunca mudaria.

...

"
— Você mudou — A senhora mais velha sorriu acariciando os cabelos da garotinha, que apesar de já ter atingido a maior idade, ainda se sentia muito pequena.

— Eu não mudei... — Ela suspirou, agarrando-se ao colo dela como se sua vida dependesse disso, sentia falta da velha senhora, mas sabia que ela não devia estar ali.

— Mudou sim, cresceu tanto... — Ela riu, aquele típico riso de vovó apaixonada encantada pela netinha. — Minha menina, as coisas estão mudando também, o tempo está caótico, são tempos difíceis para os mortos, até os fantasmas ficam inquietos quando ela desperta — A velha franziu o cenho, mas voltou a sorrir no minuto seguinte enquanto acalentava a criança em seus braços.

— Quem desperta? — A morena perguntou, erguendo o olhar afiado em direção a mais velha.

— Você saberá em breve, agora vá, eu tenho que ir também, não temos muito tempo, vá! — Ela pediu, agitando-se mais uma vez.

A imagem nos sonhos tremeluziu tornando-se apenas mais um borrão, mas ainda era possível ouvir a voz lhe chamando, lhe atraindo, a instigando a chegar mais perto e lhe tocar a mão e..."


— Manu, Acorda! — Ailee a sacudia sobre a cama, a obrigando a despertar afoita e assustada, erguer o olhar e encontra-la irritadiça.

— Mas o que? Que diabos está fazendo? — A morena rosnou irritada, mostrando as presas de maneira involuntária a melhor amiga, como se assim pudesse assusta-la de alguma maneira. Não funcionou é claro, Ailee a conhecia tão bem que sabia que Manu jamais a machucaria. Era extremamente irritante. Ailee revirou os olhos, tocou o rosto da garota mais nova e a examinou, procurando por algo.

— Você estava convulsionando, achei melhor te despertar, foi muito esquisito, seus olhos ficaram vidrados! — A filha de Hades arregalou os olhos, como se para mostrar a caçadora o que tinha acontecido. Manu fez uma careta, deu de ombros e jogou as cobertas para o lado.

— Tive outro pesadelo — Explicou ela, franzindo o cenho ao perceber que dessa vez fora algo nítido, e que estranhamente lembrava das imagens. —  E eu lembro o que aconteceu! — Exclamou, pulando da cama em um salto desajeitado e se colocando de pé. — Deuses, ela deveria estar morta, mortos não se comunicam por sonhos, eles não dizem que as coisas estão ruins! — Manu reclamou, andando de um lado para o outro, enquanto gesticulava com as mãos.

— Na verdade, eles falam, andam, e se comunicam sim, sou filha do rei caveira esqueceu? —  Ailee perguntou, sentando-se em uma cadeira e analisando a tenente. —Mas isso nunca é um bom sinal, mexer com a morte é algo complicado, se alguém está trazendo os fantasmas de novo para o reino dos vivos, bem, Thanatos perdeu o controle, e o reino do papai pode estar ficando caótico — Ailee deu de ombros, pensando sobre o assunto. — Os prisioneiros podem escapar... o mundo entraria em caos, ninguém mais ficaria morto por muito tempo, os monstros fugiriam do tártaro e...

— Chega! — Manu gritou, interrompendo a melhor amiga, que pulou assustada pelo ato repentino da garota mais nova. — Eu acabei de acordar, é informação demais para processar agora! — Manu explicou, fazendo outra careta surgir em seu rosto enquanto ela tentava compreender o que estava acontecendo. — Parece que as coisas estão para bagunçar ainda mais, não gosto disso, não gosto nada disso — Ela suspirou, jogando-se na cama e encarando o teto da barraca. A aventura estava apenas começando... mas Manu não se sentia preparada para ela.

— Afinal quem você viu? — Ailee perguntou. Ela tinha inclinado o corpo para frente e adotado uma expressão pensativa e curiosa, podia ser engraçado se não fosse tão serio. Manu suspirou em resposta, mordeu o lábio e desviou o olhar.

— A governanta dos Henz, ela morreu quando eu tinha uns cinco ou seis anos — Manu deu de ombros como se não se importasse, mas estava claro para as duas garotas ali presentes que não era só isso. As bochechas da Henz a denunciavam, estavam vermelhas, as narinas tinham se inflado de leve, e o ar estava mais pesado quando ela o puxava para dentro. Seus olhos tinham aquele ar de pesar, de quem se sente culpada sem saber o porquê.

— O que aconteceu com ela? — Ailee perguntou, e em resposta, Manu mordeu os lábios, negando com a cabeça. Isso era algo que a jovem caçadora preferia guardar para ela. Não gostava de seu passado, nem nunca gostaria. — Entendo, acho melhor deixar você descansar, tente não morrer enquanto dorme, sim? — Ailee tentou brincar, espairecer o clima, mas não deu muito certo. Manu abriu um sorriso de canto, relaxou a postura e agradeceu com o olhar, no minuto seguinte Ailee deixou a tenente sozinha, com seus próprios pensamentos, com seus fantasmas e seus medos.

— Manu A voz chegou abafada aos ouvidos da caçadora, a fazendo bufar e virar em direção a parede.

— Eu quero ficar sozinha, Ailee! — A garota resmungou baixo, por pura teimosia.

— Eu acho que não sou a sua amiga... — A voz se tornou mais nítida, viva no ambiente, e a fez estremecer por completo. Manu conhecia aquela voz, e como conhecia!

A jovem se virou rapidamente, surpresa e assustada, até se deparar com a imagem translucida ali a sua frente. Uma mensagem de Iris... mas não de qualquer pessoa, e sim da Sra. Dolls.

— Mags! — Manu soltou, surpresa e abalada, estranhamente abalada. — Você morreu... — Manu acusou, esquiva e desconfiada. — Eu vi... não sou louca — Continuou, um tanto perdida e afoita.

— Você está certa, eu morri — A velha senhora sorriu, exibindo os dentes perfeitamente brancos apesar da aparência cansada.

— Mas isso não vem ao caso agora, podemos nos ver? É importante — Ela olhou ao redor, procurando por algo ou alguém. — Não tenho muito tempo, nem você — Ela continuou embaralhando a cabeça da caçadora enquanto falava.

— Não... — Manu soltou, meio sem pensar, meio arredia e desconfiada. Foi treinada daquela maneira, e conseguia ser muito cabeça dura as vezes.

— Por favor, eu preciso de ajuda! Preciso me libertar do passado que me prende aqui... — Ela soltou, meio em desespero, meio sem saber o que fazer. Ela precisava avisar a jovem ao menos uma vez, Manu merecia saber a verdade, ela queria dizer a verdade, queria explicar.

— Porque? Porque eu deveria ir? — Manu perguntou, encarando-a daquela maneira intensa que fazia muitos inimigos recuarem. Os olhos azuis eram como o mar em dias de tempestade, criavam ondas gigantescas que gritavam perigo para qualquer um que ousasse desafia-la.

— Porque eu sou sua avó — A velha senhora respondeu, tão calma e inabalável. Mas, foi o mundo de Manu que ruiu.

...

Sandy percorria os céus com uma velocidade que deveria ser proibida. O pegaso branco circulava um pouco abaixo das nuvens e se aproximava rapidamente da cidade de Munique. Boa parte dos habitantes àquela hora já estava dormindo, era tarde da noite de uma sexta feira, hora perfeita para os mortos despertarem não é mesmo? A propósito, a mensagem de Iris tinha se desfeito com um encontro marcado. A surpresa da garota fora tanta que ela simplesmente não conseguira reagir, Manu ainda não acreditava na senhora, mas ela tinha lhe atingido em cheio, lhe despertara a curiosidade sobre o passado, e de alguma forma não deixava de fazer sentido. Mags, ou melhor, a Sra. Dolls tinha cuidado das gêmeas desde, bem... desde sempre.

Manu se lembrava dela, lembrava das canções de ninar e das histórias antes de dormir. Lembrava de passar boa parte do tempo nos jardins, correndo enquanto os olhos aguçados da senhora lhe acompanhavam, a impedindo de cair ou se machucar seriamente. Assim como também sabia que durante dias ela lhe acalentou quando ficara doente. Era estranho pensar nela agora e não lembrar de sua morte. A caçadora suspirou, agarrou a crina de Sandy com mais força e mergulhou no desconhecido, incentivando-a descer lentamente e percorrer os telhados das ruas nebulosas da cidade.

Mags... estava de volta, não exatamente viva, mas estava ali, na sala da mansão Henz e solicitando sua presença. Isso era tremendamente assustador. Mags tinha morrido protegendo a pequena garota quando essa completara seis anos de idade. Nessa época sua mãe tinha desaparecido, escapado de um acidente que a deram como morta. Foram anos de tortura sem Evangeline, anos esses que Mags estivera presente – não em todos, mas em alguns deles – protegendo as pequenas gêmeas de ataques futuros.

O padrasto de Manu – Paul – tinha começado a investir nas crianças, e os abusos vieram meses mais tarde. Mags descobriu, ficou uma noite inteira para salva-las, mas não conseguiu fazer nada e acabou sendo assassinada brutalmente pelo homem que um dia fora o pior pesadelo da garota. Manu estremeceu com a lembrança, pois tinha visto boa parte do que tinha acontecido. A velha senhora tinha mandado a ela que subisse e se escondesse, pedido que não saísse, independente do que acontecesse, mas ela ficou ali, embaixo da escada, encolhida enquanto ouvia gritos e ameaças... até não sobrar nada.

Manu sacudiu a cabeça para espantar a lembrança, então desceu sobre o telhado da velha casa junto a Sandy, saltou do cavalo e lhe acariciou o dorso, a encarando sem medo.  — Fique aqui está bem? Eu volto logo — Manu pediu, e sorriu quando o cavalo bateu as patas da frente no chão, concordando com ela. Podia ouvir a voz dela em sua cabeça, e foi esse o incentivo que precisou para se atirar do terceiro andar da velha casa, abrir as asas para amparar a queda e despencar em frente a porta como um anjo vingador.

A jovem suspirou, passou a mão pelos cabelos e ergueu a mão para bater na porta, mas pensou melhor.... Uma careta surgiu em seu rosto, e enquanto se armava de uma faca também testava a maçaneta, usando ambas as mãos para agilizar o trabalho. A fechadura não cedeu, mas ela não esperava que fosse de qualquer maneira. Manu levantou a mão e tateou acima da porta com os dedos, até encontrar a chave reserva, algo que a mãe sempre deixava ali por ser esquecida. Sorriu com a lembrança, então abriu a porta e adentrou sem fazer qualquer ruído.

Apenas a respiração da garota podia ser ouvida naquele cômodo, mais nada. Manu estremeceu com a percepção de que algo estava errado, mas ergueu o queixo e seguiu em frente, segurando a lamina em mãos e a apertando a cada novo passo. Ela atingiu a escada do cômodo principal, desviou e adentrou a velha sala. Tudo estava apagado, com exceção da lareira que trepidava em chamas convidativas, aquecendo o lugar. — Então você chegou! — A voz dela veio do fundo do cômodo, e a despertou de alguma maneira. Manu virou depressa e encarou o fantasma, surpreendendo-se com o fato de que ela não estava viva, era só um fantasma.

— Porque está brincando comigo? — Manu perguntou, chateada e estranhamente magoada.

— Eu não estou, me deram a chance de voltar e revelar o passado, eu vim, porque precisava ver o quanto minha neta ficou forte, e dizer a ela a verdade sobre quem ela é, ou melhor, quem sua mãe é — A velha senhora sorriu, apontou a cadeira ao lado das chamas e pediu a Manu que se sentasse, ela era gentil, estranhamente gentil.

Manu suspirou rapidamente, mas não se sentou, não conseguiria de qualquer maneira. — Prefiro ficar de pé, obrigado — É verdade que estava sendo um pouco grosseira, mas qualquer um em sua situação também seria. — O que quer me contar? Como você é minha avó? — Manu suspirou, estava curiosa, era verdade.

— Sua mãe é uma bastarda — Ela explicou, estava seria, e bem, aquela era uma ótima maneira de começar uma história – sim, essa autora está sendo irônica quando diz isso, mas ninguém se importa mesmo – explicando tudo. — Evangeline não era filha de Marie, era minha filha — Mags sentou-se numa cadeira, e seu corpo ficou translucido por um momento.

— Não, ela era filha de Marie Henz, minha falecida avó — Manu franziu a testa, ainda se lembrava de Edward contando como sua mãe trouxera alegria aquela casa.

— Manu, Marie estava doente, ela não poderia conceber um filho — Mags explicou pacientemente. Manu assentiu, e não ousou mais interromper a velha senhora. — Eu não tinha nada, era uma simples camareira nessa casa, não tinha família e nem estudos, naquela época para quem não tinha nada uma oportunidade de conceber um herdeiro era tudo... Edward me prometeu muitas coisas, pagaram pelo meu silencio... e pela minha filha. Eles poderiam dar a ela uma vida que eu não podia — Mags suspirou, pousou as mãos sobre o colo e me encarou.

— Você vendeu a minha mãe... — Manu murmurou, ainda tentando processar as palavras.

— Não! Nunca! Evangeline ainda estaria com o pai dela, Edward era o pai, e sua mãe... entenda Manu, eles tinham dinheiro, eu não tinha nada, não podia dar a ela estudos, nem comida, não podia alimentar uma criança — A essa altura a velha senhora chorava baixinho, falava bem, mas era possível ver as lagrimas lhe escapando dos olhos.

— Hum... — Manu não sabia o que dizer, era tudo muito repentino, e estranho, muito estranho. — Porque está me dizendo isso agora? — Perguntou, encabulada e estranhamente sem jeito. A governanta que durante anos cuidara dela, que a mimara e que morrera protegendo duas meninas estava ali, bem à frente dela, confessando ser sua avó materna. Podia ser mais esquisito?

— Porque é a única coisa pela qual me arrependo na vida, de nunca ter dito a verdade a sua mãe, eu a amava, assim como amo você e Tessa.. — Ela fungou, limpando os olhos com o canto do olho.

— Seu amor custou a sua morte — Manu foi firme em suas palavras, porque acreditava e sabia as quão verdadeiras eram.

— Não, meu amor custou a sua vida.
Considerações:

É meio estranho a maneira que terminei o post, mas acredito que prologar-me nessa conversa não me levaria a nada. Terminar desse jeito, um tanto dramático, me pareceu a melhor escolha.

Os mascotes aqui apresentados estão em níveis baixos na minha ficha, contudo, estou jogando a três anos, e tenho diversas interações com eles, eu já tinha interpretado Molly e Sandy como filhotes, não faz sentido para mim descreve-los dessa maneira agora. Caso seja preciso poderei enviar alguns links que compravam isso, levem em consideração que eu já tinha interagido com eles, e que fazê-los virar "filhotes" novamente, não faz o menor sentido.

Ailee é uma caçadora de Artémis que realmente existe no forum, as interações dela podem parecer confusas aqui, mas é porque ela é um NPC que eu uso com muita frequência, e explicar tudo sobre ela seria estranho.
Mascotes:

Sandy  (Pégaso Branco)- Um dos animais mais populares nas mitologias, principalmente para os gregos. É o famoso cavalo alado. Filho de Poseidon e Medusa, esse ser místico aparece em diversos mitos ao lado de heróis consagrados. Suas características são parecidas com a de um cavalo comum, assumindo o tamanho e as variações de cor.

Molly (Lobo Lunar) - Os lobos lunares irradiam poder, tem uma pelagem branca, muito macia, que geralmente se tornam prateadas ao lunar. Seus olhos são azuis acinzentados e refletem a lua, suas garras são mais afiadas, revestidas com uma fina camada de prata lunar, consequência de sua ligação com Lady Artémis. Os lobos lunares só seguem e se juntam as caçadoras, sendo uma extensão do poder e da alma das mesmas. Normalmente podem ser arredios e desconfiados, e se irritam na presença de humanos do sexo masculino. Podem ser facilmente ofendidos, e se comunicam entre si – ou com as caçadoras – mentalmente.
Triplicador de XP:
Ovinho Sorte Dupla – Na próxima postagem realizada pelo semideus (apenas postagens que vale xp, como missões fixas, one post, treinamentos ou CCFY) a xp do semideus será triplicada. Lembrando que é valido apenas para UMA única postagem, e só a PRÓXIMA, não é qualquer postagem, será conferido.
Thanks Panda



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Re: Quando o Passado Revive – Emmanuelle S. Henz

Mensagem por Belona em Qui Maio 11, 2017 12:03 am


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa primeira parte é bastante ligada a trama do personagem e ao clímax do encontro entre o personagem e alguém que já foi importante, de alguma forma, na vida dele e não pertence mais a esse plano. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

Exp: A primeira parte recebe a metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 30 em diante: 9.000

Dracmas: A primeira parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..


Avaliação

Experiência: 8.800 x 3 (pelo multiplicador): 26.640
Dracmas: 5.000
Mascotes: 25 exp pela aparição e interação
Comentário:
O desconto foi dado apenas pela falta de um pouco mais de descrição do ambiente em que você estava. Isso acaba por encaixa-se no quesito riqueza de detalhes, apesar de ser delicado essa parte, pois ao exagerar em uma descrição ambiental pode acabar deixando o texto cansativo. Porém, você acabou por fornecer pouquíssimas informações sobre o ambiente no qual encontrou a sua avó, a Mags.




Segunda Parte

Mags poderia ter até muito o que dizer a sua neta, mas sabia que a sua missão de finalmente revelar o segredo a sua neta havia acabado. Como em um timing perfeito, avó e neta escutaram um rugido monstruoso vindo ao longe. Mags parecia genuinamente assustada e temerosa, os olhos bem abertos e a imagem fantasmagórica um tanto trêmula perante o medo que sentia. Em rápidas palavras Mags finalmente revelou a condição para estar ali, o acordo que havia feito com a deusa da noite e que agora deveria cumpri-lo.


Instruções e explicações

• Nyx/Nox tida como primeira rainha do submundo, antes que os outros deuses surgissem e tomassem esse posto, teve o poder suficiente para invocar esses mortos e fazê-los entrar em contato com o semideus. Este é um verdadeiro ataque psicológico, pois, mesmo tendo retornado eles têm um prazo para retornarem para o submundo novamente.

• O dia do encontro é o prazo final e eles dizem isso ao semideus com um medo intenso, pois um monstro estaria encarregado de levar o morto de volta para o submundo, por bem ou por mal.

• Escolha a ser feita: Caso eles sejam mortos por esse monstro, eles cairiam nos campos de sofrimento eternamente. Caso eles voltem por vontade própria, eles seguiriam para o Elísio. Cabe ao semideus e seguir sua trama: deixar que o revivido morra pelas mãos do monstro e sofra por toda a eternidade; ou salvá-lo ao derrotar o monstro, permitindo que o morto retorne ao submundo por vontade própria.

• Caso seja a primeira opção, ele assistirá passivo a morte da pessoa ou fazer com que o revivido morra em algum momento da batalha. Porém terá de derrotar o monstro depois disso, pois não contente a fera também tentará levar o semideus para o inferno. Caso o semideus escolha a segunda opção, ele terá a chance de salvar o revivido e dar um último adeus, sabendo que a alma dele estará em um paraíso.

• Os monstros irão aparecer na parte externa de sua mansão, estará livre para escolher em qual parte irá acontecer a batalha (quinta, área da piscina, jardim etc). Serão duas Panteras Deslocadoras, uma nova raça que ninguém nunca viu, mandada especialmente por Nyx. As Panteras Deslocadoras podem ferir a sua avó, porém ela obrigatoriamente terá de acompanha-la para o local de batalha.


Pantera Deslocadora


Sobre a Pantera:
Esse predador monstruoso recebe seu nome por sua habilidade de deslocar a luz fazendo com que ele pareça estar a alguns metros da sua localização atual. Uma pantera deslocadora lembra um grande felino lustroso coberto por uma pelagem azul escura. Porém, sua origem sobrenatural são claras em suas seis patas e dois tentáculos que brotam de seus ombros, ambos terminados em patas cheias de saliências pontiagudas. Os olhos de uma pantera deslocadora brilham com uma malevolência medonha que persiste mesmo na morte.

As panteras deslocadoras não matam apenas para comer, mas também por esporte. Elas atacam presas mesmo quando não estão famintas, frequentemente brincando com suas vítimas para se entreterem até estarem prontas para comer. Após matar sua presa usando seus tentáculos, uma pantera deslocadora arrasta o corpo para um local tranquilo onde ela possa comer sem distrações.

As panteras deslocadoras caçam sozinhas ou em pequenos bandos que demonstram perícia em preparar emboscadas. Uma única pantera irá atacar e recuar, atraindo as presas para uma área densamente arborizada, onde seus companheiros de matilha aguardam. Matilhas de panteras deslocadoras caçam próximo a estradas comerciais recordando da frequência e horário de caravanas regulares, preparando emboscadas para apanhar essas caravanas.


Poderes e Habilidades

Passivos

• Visão no escuro

• Percepção noturna: raramente são pegas em um ataque surpresa durante a noite.

• Ataques múltiplos: Uma pantera deslocadora consegue fazer combos de ataque facilmente, usando a combinação de seus tentáculos com outros ataques.

• Velocidade aprimorada: Se há uma habilidade física apurada na pantera deslocadora, é a sua velocidade que se equivale ao felino mais veloz do mundo humano.

• Tentáculos: os tentáculos possuem uma mobilidade incrível e podem mover-se quase que de maneira independente. Caso a vítima seja envolvida pelo tentáculo, será similar a ser abraçada por uma cobra.

Ativas

• Deslocamento ilusório: A pantera projeta uma ilusão mágica que faz com que ela pareça estar próxima de sua localização atual. Ou seja, consegue criar uma imagem ilusória de um ataque, enquanto o corpo verdadeiro move-se para um ataque surpresa. Caso a pantera original seja atacada, essa habilidade é interrompida prontamente.


Regras

- Prazo de postagem: 20 dias
- Não é necessário usar o triplicador novamente
- O revivido não irá, de forma alguma, permanecer no plano humano. Obrigatoriamente ele irá retornar para o submundo, por bem ou por mal (isso é de sua escolha)
- Irá notar que eu não descrevi nível ou barra de hp/mp da pantera, por ser One-Post, você deverá narrar o nível de dificuldade do monstro de maneira realista a sua personagem e ambiente.
- Boa sorte.




Belona
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Re: Quando o Passado Revive – Emmanuelle S. Henz

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Maio 19, 2017 4:14 pm



Quando o passado revive
Se eu sou uma espada, eu sou uma espada feita de vidro, e eu sinto que estou começando a estilhaçar

Manu tinha muitos questionamentos em mente, mas soube que nenhum deles seria suprido no momento que ouviu o rugido. A mais nova se voltou para a velha senhora, questionado com o olhar o que estava acontecendo.

— O tempo acabou, rápido, você tem que sair daqui agora! — Foi a resposta dela para o questionamento mudo da jovem caçadora, que teimosa como era não arredou o pé do lugar e permaneceu ali, a olhando.

— O que está acontecendo aqui? Quem está vindo? — Ela perguntou, sabendo que não tinham muito tempo para conversar, mas curiosa demais a respeito da verdade.

— Meu tempo na terra acabou Manu, estão vindo me buscar, saia daqui antes que seja tarde demais, minha alma já está condenada de qualquer jeito — Aquela resposta poderia ter surgido um efeito melhor em outro momento, mas não naquele, não quando ainda tinham tanto a conversar e resolver.

A caçadora rosnou baixo, olhou ao redor e procurou estudar seu cenário. A sala da mansão Henz era mobiliada demais, a lareira mais ao centro atrapalharia seus movimentos, sofás e poltronas não a ajudariam a se esquivar de uma fera, a mesa provavelmente seria quebrada, assim como os quadros e os enfeites ali presentes. Sua mãe ficaria furiosa se soubesse que além de invadir a casa a mais nova ainda a tinha destruído.

— Vamos para os fundos, vou me livrar do que está caçando você e depois... vai me contar exatamente o que aconteceu — Não era um pedido, era uma ordem, tinha entrado em seu melhor estado de líder alfa e agora comandava a velha governanta sem se importar se ela estava morta ou se era mais velha.

Essa autora não vai saber descrever se foi o impulso ou o medo que impulsionaram Mags a seguir a tenente das caçadoras, mas o motivo verdadeiro não importa e sim o fato de que ela foi atrás da mais nova, confiante de que seria salva ao menos uma vez. A velha sabia estar condenada desde o momento em que Nyx surgira a sua frente, tentara sua pobre alma, e a enviara novamente para o mundo dos vivos. A deusa da noite sabia ser persuasiva quando queria e isso por si só era bastante perigoso. Mags aceitara a sua proposta, mas esquecera de dizer a Manu o preço por ter vendido a alma. Podia estar matando a neta naquele momento, mas não se arrependia.

— Por aqui — Manu murmurou, estava em seu melhor estado de alerta enquanto guiava a velha para fora de casa. Conhecia a mansão Henz, e logo poderia usar todo o cenário ao seu favor. Optara pelos fundos, onde teria espaço suficiente para analisar todos os lados e saber exatamente de onde o inimigo a atacaria. Dali também podia chamar Sandy, e proteger a velha ao mesmo tempo que batalhava por sua própria vida. Manu a levou para a fora de casa, percorreu a extensa area dos jardins e se posicionou muito próxima a piscina. Era uma vantagem tremenda ter agua por perto, mas não era nisso que ela pensava.

A mais nova assoviou, torcendo para que o Pégaso chegasse antes das feras. Sabia que atrairia ambos para o seu lado, e que a alma de Mags corria um sério perigo, mas não era em nada disso que pensava. Manu não gostava da ideia de condenar uma alma, muito menos gostava de assistir algo sem fazer nada, cruzar os braços e esperar pela morte não fazia parte de seu interno, que era muito maior do que a maioria pensava. A alma de Mags estremeceu e se tornou translucida, denunciando que o perigo estava perto. Quanto mais os monstros se aproximavam mais aquela alma ficava inquieta, como se soubesse que algo muito cruel estava prestes a acontecer.

Manu sentia o coração aos pulos, contava o tempo mentalmente enquanto olhava para todos os lados. Não tinha apenas o olhar atento, mas também, os ouvidos e o olfato. Ouvia tudo, sentia tudo e respirava tudo, e isso por si só devia ser bastante assustador para ela, mas não era, pois, seu instinto de caçada estava a toda naquele momento, e apesar do fato de estar acostumada a batalhas como aquela, também se sentia um tanto estranha.

Outro rugido fez a garota estremecer no lugar, ativar o colar e transforma-lo em uma espada brilhante de bronze celestial. Aquela não era sua arma predileta, mas Manu se sentia tremula demais para pegar o arco, além disso, não conhecia o inimigo, logo, não queria ataca-lo de primeira, e sim estuda-lo antes de executar seus movimentos. O conhecimento poderia ser bastante favorável naquela situação, e ela não o tinha, estava no escuro e se sentia uma completa ignorante instável.

Então eles surgiram, vindo das sombras pela lateral da casa, eram dois, grandes como felinos e com caldas balançando para todos os lados. Manu se sentiu cética, curiosa e estranha, nunca tinha visto criaturas como aquela durante todos os anos de caçada, se quer ouvira falar deles, e isso por si só era bastante preocupante. Contudo, para amenizar a situação no mesmo momento um Pégaso pousou ao seu lado, a fazendo quase – só quase – respirar novamente.

— Suba! — Manu pediu, tomando a frente para proteger tanto o cavalo alado quanto à velha de serem pegos. — Sandy! Não suba tão alto, e proteja-la enquanto eu os mantenho distraído. —  Ela pediu rouca, vendo o cavalo relinchar um tanto contrariado.

Você vai me dever muitos torrões de açúcar por isso.

Manu sabia que o cavalo estava esquivo por se tratar de um morto, mas limitou-se a revirar os olhos. — Te dou maças e torrões de açúcar, agora vá — Manu pediu rouca, mas manteve os olhos no inimigo, qualquer passo em falso dali para a frente significaria sua morte.

O leve bater das asas do Pégaso denunciou que elas tinham se afastado. Ótimo, ela poderia se concentrar no verdadeiro problema. As panteras não ficaram paradas, elas se moviam de maneira cautelosa, como se sentissem o cheiro do perigo, assim como ela também sentia. As caldas balançavam no ar, os dentes estavam arreganhados e cada passo delas mais à frente era um passo a mais de Manu para trás. Sim, ela tinha ficado com medo, mas não porque não estava preparada para a batalha e sim por não conhecer o inimigo. Naquela noite, Manu não era a caçadora, era a caça, e estava prestes a ser devorada por duas panteras mitológicas. Praguejou baixo ao se dar conta disso, mas não avançou.

O primeiro movimento partiu do monstro da esquerda, enquanto seu colega se distraia com o olhar no fantasma, ele avançou. Partiu para cima da garota numa velocidade surpreendente, e ao contrário do que Manu esperava ele não lhe atingiu com as patas, mas sim parou a uma distância considerável dela, onde sua espada não o alcançaria, ao contrário da calda dele, que lhe acertou em cheio no ombro, a fazendo recuar com um grito de dor. Os espinhos tinham perfurado parte da camisa da caçadora, aberto uma ferida coberta por pontinhos pequenos – semelhante a agulhas – por onde agora o sangue escorria livremente, manchando sua camisa de vermelho berrante.

A caçadora ignorou o ombro machucado, tentou se concentrar no felino, mas estava difícil manter o olhar nele quando sabia que o segundo também tinha se aproximado. Um estava à frente, o outro dominava a sua esquerda, onde o corpo da caçadora tinha sido ferido. Estava claro para ela que estavam brincando com sua presa, e se divertiam com o fato de que seu medo estava evidente. Manu percebeu isso apenas por já ter lidado com os mais diversos predadores, e saber exatamente que eles preferem machucar muito – torturar – para só depois matar e se alimentar de suas presas.

Ela sabia que estava encrencada, mas não recuou e nem baixou a guarda em nenhum momento. O monstro da frente atacou, jogou sua calda central de encontro a ela mais uma vez, mas dessa vez Manu esperava por aquilo, e estava preparada para deter o ataque. A jovem ergueu a espada, cortou o ar no minuto exato em que a criatura ia atingi-la no peito, em consequência disso a lamina se chocou com a carne do monstro e cortou a ponta onde estavam os espinhos. O monstro urrou ao mesmo tempo que uma segunda calda lhe atingia em cheio na lateral do corpo, a jogando para longe no gramado. Enquanto lidava com a primeira pantera a segunda partia para o ataque em solidariedade do amigo, tinha lhe acertado em cheio, cravado parte dos espinhos da calça em sua costela direta, consequentemente, mais sangue manchou a roupa da garota.

Naqueles poucos minutos em combate Manu se deu conta de duas coisas: Primeira, seria muito difícil lidar com os dois ao mesmo tempo, e segunda, eles eram extremamente rápidos, tão rápidos quanto ela, ou seja, facilmente se defenderiam e atacariam em conjunto, ferindo a garota antes que ela conseguisse feri-los. Manu rosnou, levantou-se e preparou-se para a batalha mais uma vez, combater a distância lhe parecia sensato, mas ela não tinha tempo para se armar do arco, atirar em duas panteras velozes e se defender ao mesmo tempo. Seria muito mais complicado para ela lutar a distância, mesmo sendo sua melhor área deveria se contentar com o que tinha.

Manu recuou alguns passos ao vê-las se aproximar novamente, a primeira pela direita e a segunda pela esquerda, assim como elas ambos os monstros eram cautelosos, rápidos, mas se moviam de forma lenta e estudavam seu corpo, preparando-se para o bote. Os ombros dele se moviam quando eles estalavam as patas dianteiras, e as caldas se agitavam ao redor do seu corpo, na parte de cima, e davam estocadas para a frente como cobras prestes a atacar. Era tremendamente assustador observar tudo aquilo e saber que era a presa, e que podia sim ser derrotada em batalha. Manu não temia a morte, mas não queria encontrar o tio tão cedo.

A pantera machucada ficou para trás, estava mais esquiva do que a inteira, e logo, tomava mais cuidado. A segunda, no entanto, avançou de maneira rápida contra ela, mirando seu peito com as patas dianteiras, naquele momento, Manu ergueu a espada com força, sabendo que atravessaria o monstro de um lado ao outro, mas estranhamente tudo que atingiu foi o nada. Em um minuto a pantera estava a sua frente, no outro a derrubava pela direita contra o chão e lhe prendia entre as patas, rosnando contra seu rosto. As caldas se agitavam ao redor dela de maneira desmedida, estavam vivas e tentavam lhe atingir o rosto, mas Manu era do tipo teimosa, se sacudia para os lados e desviava arfante de cada um dos ataques. A fera brincava com ela como brincava com suas presas, e Manu não gostava de saber disso.

A jovem sentiu o corpo se agitar e manipulou a lua para que conseguisse bloquear os ataques do monstro, criou uma cúpula ao seu redor para impedir que os ataques físicos da fera lhe atingissem. Tinha caído em uma espécie de ilusão mental, e sabia disso pois algo dentro de si gritava que tinha sido violada. Saber disso a deixou estranhamente tensa e arrisca, como qualquer outra caçadora ficaria naquela situação.  Manu não estava apenas dolorida e sangrando, também se sentia em um beco sem saída, a ignorância a fizera esquecer momentaneamente do quanto era poderosa, e isso por si só era bastante perigoso para ela.

A jovem aproveitou-se da confusão do monstro para sair debaixo de si, ele batia contra seu campo de força invisível, e estava visivelmente irritado por não conseguir atingi-la. A outra fera já tinha se aproximado àquela altura, e agora ambos as cercavam sem dar chance a ela de correr e se esconder. Não que fosse fazer isso, apenas queria distancia para conseguir bolar um plano de ataque para parar de se colocar na defesa. Estava machucada, e poderia ficar pior se continuasse naquela batalha às cegas cuja a intensidade era tão grande que a fazia apenas se defender.  

Vá para a água.

A voz surgiu em sua mente, e a fez vacilar por um minuto, baixando o campo por tempo suficiente para que o monstro a atingisse com o tentáculo no peito com as três caldas, ela sentiu que tinha sido perfurada novamente, gritou de dor e voltou a erguer o escudo, tentando usar a lua para curar as feridas e parar de sangrar. Acontece que até a cura levava tempo, e mesmo que ficasse mais forte durante a noite e fosse imortal, ainda se machucava, se feria, se quebrava... não era um ser invencível e claro que estava fadada ao fracasso como qualquer outro semideus. Tinha plena consciência disso e ainda assim não conseguia deixar de tentar.

Vá para a água.

Manu rosnou, já tinha se acostumado com aquela presença e aquela voz, e estranhamente se sentiu mais forte ao ser guiada por ela. Pelo menos seus pensamentos estavam mais limpos, ela podia vencer, e ela venceria. A jovem ergueu-se, movida pelo impulso de estar protegida pelo escudo, olhou para ambos os monstros e correu, correu como se sua vida dependesse disso, e dependia. Ela sabia que estava sendo seguida, podia ouvir o rugido e o bater das patas contra o solo enquanto era perseguida pelas panteras, mas não hesitou e nem parou. Simplesmente desviou das estatuetas do jardim e saltou os arbustos, até estar na área da piscina, onde as luzes eram mais claras e a lua parecia mais brilhante.

Parou de maneira brusca e se virou rapidamente, encarando os monstros como uma determinação que não lhe pertencia, mas vinha de outra pessoa, vinha de seu pai. Poseidon estava em sua mente, gritava incentivos e a incentivava a continuar. A adrenalina no corpo a ajudava a se manter de pé, e apesar das feridas abertas e do sangue escorrendo pelo corpo manchando o solo, Manu ainda se mantinha de pé, lutando pela sobrevivência. A jovem ergueu a espada mais uma vez, desfez o escudo de luz sabendo que não aguentaria mantê-lo enquanto estivesse em batalha, então esperou o momento certo.

Ela estudara aquelas feras durante todo embate, quando se moviam ambas tentavam cerca-la, usavam as caldas para manter o corpo afastado e protegido, e atacavam com a esporas da pontas. Eram espertas o suficiente para atacarem em conjunto e acerta-la com facilidade. Mas Manu estava cansada daquele jogo e revidaria. Ela esperou de maneira paciente que o monstro fizesse seu primeiro ataque, e assim que esse se moveu ela também fez seu movimento. Manipulou a agua da piscina até formar uma mão, prendeu o monstro sobre ele o puxou para dentro da agua.

Enquanto se concentrava nesse manteve os olhos no segundo. Sentia o estomago repuxar inquieto por estar gastando tamanha energia, mas não se importava, precisava derrotar ambos antes que fosse tarde demais. Para sua sorte a pantera em campo era a que tinha uma das caldas feridas e já não se movia com tanta agilidade. Manu sabia que podia lidar com ela, mesmo que a atenção estivesse dividida. A garota ainda afogava a outra Pantera num redemoinho de água, e se sentia estranhamente fraca, mas era guiada pela adrenalina e pelo instinto de sobrevivência.

Manu largou a espada quando o plano se formou em sua mente. Ela recuou alguns passos e forçou seus poderes ainda mais, sentindo o ventre doer pela força da descarga de energia que estava utilizando, não importava, valeria a pena. A jovem manipulou a água novamente, parou o remoinho e lançou o corpo da Pantera na água contra o corpo da segunda Pantera, fazendo ambas se chocarem. O peso das duas não era grande, mas devia ser o suficiente para machucar, fora que uma delas estava sem o rabo, enquanto a segunda tinha sido afogada – por pouco tempo – em uma piscina, mas estava claro para ela que não fora o suficiente para ser morta.

Ela aproveitou-se disso para manipular a água mais uma vez, então puxou ambos os corpos para dentro da água, usou os braços e colou-se de joelhos, então eletrizou toda a água da piscina para dar choques nas criaturas e impedi-las de nadar ou escapar. Enquanto fazia isso também manipulou parte do liquido, endureceu e moldou até formar duas estacas – grandes o suficiente para perfurar fundo – com pontas brilhantes e afiadas, então lançou ambas – uma contra cada fera – perfurou seus corpos uma, duas, três vezes, até que nada restasse e apenas o pó dourado fosse deixado para trás.

Manu desabou exausta, respirando com dificuldade e sem forçar para se mover ou falar. Fechou os olhos, tentou voltar a respirar novamente ou se sentar, mas não conseguiu, o corpo todo ardia de um jeito estranho, o ombro esquerdo não se movia da maneira que ela comandava, e as mãos tremiam por conta do esforço. A jovem voltou a abrir os olhos e foi naquele momento que Sandy pousou ao seu lado, com uma Mags preocupada e apavorada montando em suas costas.

— Você não tinha a menor chance — Manu tentou sorrir, mas seu sorriso saiu como uma careta de dor desleixada.

— Você está ferida! — A mais velha saltou do Pégaso e correu para o seu lado, a tocando com as mãos geladas e pouco habilidosas.

— Já estive pior — Manu retrucou, passou o braço bom pela barriga e fez força para se sentar, teimando que estava bem para parecer forte na presença da mais velha.

— Você me salvou, me deu uma nova chance de viver em paz — Mags murmurou pensativa, falando mais para si mesma do que para ela. Manu assentiu, mas não estava satisfeita com aquilo.

— Quem é ela? Quem mandou os monstros e trouxe você de volta? — Manu perguntou, e percebeu quando o quanto a avó ficou tensa.

— A senhora da noite, dos demônios... esposa do senhor das trevas.. — Manu sabia a resposta antes mesmo dela dizer, mas não ousou interrompe-la. — Nyx, mas nomes tem poder, e esse me custara caro, tenho que partir minha querida, chegou minha hora — Manu sabia que era verdade, e estava satisfeita por dar por encerrado aquele assunto. A menina não disse nada, apenas moveu a cabeça em concordância fazendo Mags se aproximar. A velha senhora pousou os lábios frios em sua testa, fez a mais nova fechar os olhos, mas quando voltou a abri-los mais nada restava a sua frente se não a lembrança do que um dia tinha sido sua governanta, ou melhor, sua avó materna.
Mascotes:

Sandy  (Pégaso Branco)- Um dos animais mais populares nas mitologias, principalmente para os gregos. É o famoso cavalo alado. Filho de Poseidon e Medusa, esse ser místico aparece em diversos mitos ao lado de heróis consagrados. Suas características são parecidas com a de um cavalo comum, assumindo o tamanho e as variações de cor.

Molly (Lobo Lunar) - Os lobos lunares irradiam poder, tem uma pelagem branca, muito macia, que geralmente se tornam prateadas ao lunar. Seus olhos são azuis acinzentados e refletem a lua, suas garras são mais afiadas, revestidas com uma fina camada de prata lunar, consequência de sua ligação com Lady Artémis. Os lobos lunares só seguem e se juntam as caçadoras, sendo uma extensão do poder e da alma das mesmas. Normalmente podem ser arredios e desconfiados, e se irritam na presença de humanos do sexo masculino. Podem ser facilmente ofendidos, e se comunicam entre si – ou com as caçadoras – mentalmente.
Poderes Passivos:
Nível 19
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: Uau! Você andou treinando, e isso fez com que suas habilidades melhorassem muito, você já consegue fazer movimentos mais elaborados com as espadas e a segura perfeitamente, também é capaz de usa-la para se defender.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 2
Nome do poder: Bronze celestial
Descrição: Esse é dos matérias principais usados nas armas de Poseidon/Netuno, por ser um material comum para armamentos dos mares e não adquirem ferrugem, o filho de Poseidon/Netuno que lutar com armas de bronze celestial ganhara um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de bronze celestial ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 1
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos são essenciais em uma caçada, de maneira que, tais semideuses, ao juntarem-se a Ártemis, desenvolvem os sentidos, passando a enxergar, ouvir, sentir etc. muito bem, seja durante o dia ou durante a noite.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em todos os sentidos.
Dano: Nenhum.

Nível 2
Nome do poder: Habilidade de Caça
Descrição: Ao se tornarem seguidoras da Deusa da Lua as semideusas desenvolvem habilidades de caça, como observação e paciência. Podendo seguir rastros de presas estudando o ambiente e localizando pegadas, sangue etc.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 15% de percepção.
Dano: Nenhum.

Nível 17
Nome do poder: Instintos
Descrição: Habituadas a vida longe de grandes cidades, as caçadoras desenvolvem ao máximo os seus instintos – que são uteis em batalhas e caçadas –, passando a pressentir quando o perigo se aproxima.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como imortais e habituadas a movimentação extrema as caçadoras passam a desenvolver uma resistência acima da média, podendo passar mais tempo em corridas e em batalhas, sendo difícil cansa-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% em resistência.
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Habilidade em batalha
Descrição: Tais semideuses tornam-se habilidosas em batalhas, conhecendo pontos fracos de monstros, assim como seus movimentos passam a ser limpos e rápidos, tanto utilizando arcos como facas/adagas. Sendo extremamente evasivas no combate corporal, assim como assertivas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 50% de velocidade em combates corporais.
Dano: Nenhum.

Nível 50
Nome do poder: Cura Lunar IV
Descrição: Ao serem expostas à luz da lua, tais semideusas se sentem revigoradas e passam a recuperar, lentamente, parte do HP e da MP. (Uma vez a cada cinco turnos)
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 60 de HP e MP.
Dano: Nenhum.

Poderes Ativos:
Nível 55
Nome do poder: Expulsão
Descrição: Em tal nível o semideus poderá utilizar a pressão da água para arremessar qualquer coisa (que possua um peso inferior a 200 kg) que nela se encontre, com velocidade o suficiente para provocar estragos severos. Dependendo do formato do objeto, e de seu peso ele pode ir ainda mais rápido.
Gasto de Mp: - 110 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: 200 a 250 de HP.

Nível 37
Nome do poder: Condução Elétrica
Descrição: Quando determinada carga de energia entra em contato com a água a mesma fica energizada, fazendo com que aqueles que entrarem em contato com a mesma receba parte da descarga. E, quando um filho de Poseidon/Netuno, manipula tal água é possível fazer com que a energização tenha uma duração mais longa.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: - 70 de HP ao atingir semideuses/monstros, aqueles que são imunes a eletricidade recebem metade do dano.
Extra: Nenhum.

Nível 26
Nome do poder: Hydrokinesis IV
Descrição: Nesse nível o controle das águas atinge seu estagio máximo, sendo que o semideus poderá, caso deseje, levantar grandes quantidades de água, moldando-a como desejar, sendo que poderá joga-la sobre determinado inimigo, fazendo a água ter um peso maior etc. (Sendo que deverá existir uma fonte de água para que tal habilidade seja possível)
Gasto de Mp: - 35 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: - 60 de HP.
Extra: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Escudo Lunar
Descrição: Durante a noite, a semideusa pode criar um escudo de proteção, usando a aura lunar para proteger seu corpo de ataques físicos durante um curto período de tempo. Dura apenas alguns minutos, mas nada pode perfurar o escudo. Só poderá ser utilizado uma vez por missão/mvp etc.
Gasto de Mp: 20 MP (por turno ativo).
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Dura apenas dois turnos, e só pode ser ativado durante a noite.
Benção:

Bençãos de Ártemis
Sua personagem fica mais forte, rápida e mais habilidosa à luz do luar. Sua personagem tem um bom senso de direção e mais velocidade à luz do luar. Sua personagem consegue utilizar o arco com maior eficiência e mais distância (2 metros de bônus) à luz do luar. Sua personagem fica muito mais resistente à luz do luar. Sua personagem é quase imbatível à luz do luar.

Cartas de dominação: Como campeã do campeonato realizado pela deusa do gelo, a semideusa adquiriu uma nova arma. Trata-se de três cartas que dão a menina o poder de dominar o gelo, podendo transforma-lo em arma ou usa-lo de outra forma. A primeira carta é a utilizada para que se transforme o gelo em arma. A segunda é a dominação do gelo, podendo esculpi-lo no que se bem desejar. A terceira e mais poderosa é a que da ao portador a habilidade de se tornar um semi rei do gelo, fazendo com que o mesmo domine todas as formas de tal elemento.
Armas:

*Espada Marinha:Espada de dois gumes com o fio em perfeito estado (sempre se restaurando na água) , tem 1m cumprimento e 10cm de largura de lâmina. 15cm de cabo. Lâmina toda revestida com prata e bronze celestial, nunca enferruja e encrustada no meio dos metais há um pedaço de alga marinha na cor verde. Seu cabo é prata revestida com madeira, musgo e couro de cavalo, dando flexibilidade apenas para filhos de Poseidon/Netuno. Em descanso toma a forma de um cordão de couro com um pequeno pingente prata na forma de peixe. Sempre retorna ao pescoço do dono.

Thanks Panda



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Re: Quando o Passado Revive – Emmanuelle S. Henz

Mensagem por Hades em Seg Maio 22, 2017 1:15 pm


O passado se torna o presente


Método de Avaliação

Spoiler:
Essa é a segunda (e e última) parte do evento. Portanto, será avaliado os seguintes quesitos:

• Escrita: Será avaliado a gramática, a concordância e a fluidez de escrita.

• Criatividade e coerência: Será avaliado aqui o modo como você fez a postagem, se há coerência entre seu personagem e a proposta do evento, se o nível condiz com o que você diz.

• Desenvolvimento da trama: Nenhuma trama pessoal é melhor do que a outra, entretanto, aqui será avaliado o enredo como um todo. Se houve riqueza de detalhes, se houve realidade de escrita, se a personalidade de seu personagem é visível, se houve coerência nas interações desenvolvidas etc

• Realidade de Combate: Uma análise geral de como foi seu combate, se os movimentos estavam claros e não confusos, análise de sua estratégia etc.

Exp: A segunda parte recebe a outra metade da experiência total divulgada no post sobre o evento.
Do nível 30 em diante: 9.000

Dracmas: A segunda parte recebe 5 mil dracmas.
Item: Recebe apenas no final, na avaliação da segunda parte..

Avaliação

Experiência: 9.000
Dracmas: 5.000

Comentário:
Consulte sua caixa de MP.

Item

Nesse evento, por ser particular de cada um e cada um ter desenvolvido de forma diferente, nada mais justo do que o item também ser único para cada um. Porém, para não ser injusta nas minhas escolhas, o item desse evento será montado por você! Veja a lista abaixo, faça suas escolhas e mande por MP para mim o item final!


Tipo: Escolha o seu tipo de item abaixo, acrescente uma descrição específica caso queira, é apenas o visual da arma e o seu tipo. Caso não descreva, será usado o padrão da loja, com tamanho e demais informações. Caso queira Arco ou Besta, ele virá automaticamente com um pacote de 30 dardos/flechas.

• Espada [escolha o seu tipo]
• Faca de Caça
• Adaga
• Arco [escolha o seu tipo]
• Besta [escolha o seu tipo]
• Lança [curta ou longa]
• Foice
• Chicote
• Escudo


Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha, é possível apenas a escolha de um material. A escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Oricalcio


Efeito 1: Poderá escolher um dos efeitos elementais abaixo. Apesar de estar descrito “arma”, o efeito irá adaptar-se ao tipo dela. Exemplo: serão as flechas a serem encantadas.

• Fogo [a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras]

• Ar [a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 20% a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior]

• Elétrico [a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque]

• Veneno [a arma é coberta por veneno, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea, causando -15HP por 4 turnos]

• Gelo [a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento]

Efeito 2: Poderá escolher apenas um dos efeitos abaixo

• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado.



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Re: Quando o Passado Revive – Emmanuelle S. Henz

Mensagem por Hades em Seg Maio 22, 2017 1:16 pm

Obs: Personagem com triplicador de XP, logo, a xp total é igual a 27.000.


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Re: Quando o Passado Revive – Emmanuelle S. Henz

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