The Blood of Olympus
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또 하나의 the shadow Δ

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또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Dom Abr 30, 2017 11:32 pm

☾ ☽

Aqui ficarão as CCFY da personagem Kang Pipper (Kim Nayoung). Em geral a narração se passa no presente e será feita em terceira pessoa, lembrando que isso pode mudar. 1. Comumente cada “parte” do texto ira vir acompanhada de músicas que, na maioria dos casos, será instrumental e, quando não for, terá uma explicação ou uma relação com a situação narrada. 2. A trama da Pipper (que pretendo explorar nesse espaço) envolve cultura cigana, umbanda e ambas possuem ligação com Deuses gregos (essa ligação foi feita por mim e, quando citada, eu irei colocar explicações no final) e, por questões maiores, eu NUNCA vou narrar “rituais” ou qualquer coisa relacionadas a essas culturas. 3. Provavelmente você (leitor) não irá encontrar cenas de sexo aqui, palavrões sim.



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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Dom Abr 30, 2017 11:53 pm

1. changes
O céu noturno se desenhava em uma paleta de ínfimas cores, mesclando – sem sucesso – um tom alaranjado, que se tratava de um prelúdio do tempo, indicando uma possível chuva, ao costumeiro azul escuro, que por vezes aparentava ser roxo ou preto. Apagando qualquer vestígio da iluminação das estrelas ou da lua. Ao menos, antes da meia noite, o espetáculo desdenhado na abóbada celeste permanecia de tal modo. Entretanto, quando os olhos escuros ganharam forma e registraram a escuridão espalhada pelo quarto, o céu não mais permanecia daquele modo. A noite estava clara, ausente de nuvens e contando com a iluminação de diversos astros. Tão salpicado de estrelas que sequer assemelhava-se com o manto que normalmente cobria a cidade quando as luzes das casas se apagavam. O relógio marcava duas e quarenta da madrugada.

Dentro do cubículo que nomeava de quarto, àquela altura ocultado de qualquer possível iluminação através de cortinas, a jovem encontrou o próprio despertar. Registrando, no primeiro instante, o calor sufocante que se espalhava pelo corpo na forma de um suor pegajoso. Os cabelos pareciam colados ao longo do rosto bonito, que parecia congelado em uma espécie de susto diante da maneira repentina como havia acordado. Os músculos tencionados e o corpo projetado para frente apenas contribuíam para confirmar que algo, de alguma maneira, havia a assustado em seu sono. Entretanto nem mesmo a própria poderia deduzir o que havia ocorrido. E, pouco a pouco, o órgão vital que batia descontroladamente acalmou-se, junto a respiração descompassada. E, enfim, seus olhos se fixaram na escuridão densa do próprio quarto. Sem realmente enxergar, exceto por pequenos detalhes que não saberia dizer com precisão se os captava pela noção do espaço o qual habitava ou por fruto de qualquer claridade mínima que perpassava pelas cortinas. Estranhou, até deslizar os dedos pelos olhos, os abrindo de fato. Os acostumando ao ato de acordar.

Ainda estava ausente de reações diante do recente susto, girando o corpo minimamente no colchão, sentindo-se incomodada pelo suor que havia impregnado nas roupas que trajava. E que pressionava a pele – outrora úmida – com o mínimo movimento. A jovem tornou a se mover, dessa vez se sentando na cama, afastando os cabelos do rosto. Acompanhada da sensação crescente de que algo estava errado*. Entretanto apenas quando abandonou a escuridão do próprio cubículo foi que obteve a certeza.

Sentou-se no apoio do sofá, admirando a noite através da janela da sala, contemplando o silêncio do dormitório adormecido sem possuir noção de horário. Mas estava cansada de preocupar-se com o tempo. Sabia que deveria fechar os olhos e adormecer novamente, entretanto a recém descoberta da infelicidade não a deixaria em paz. Fechou os olhos, movendo as mãos pelos cabelos escuros, buscando respostas que a convence dos motivos pelos quais sua vida estava tomando tal rumo. Mas nenhuma lhe pareceu ser o suficiente. E, quando um desejo desprendeu dos lábios secos, o relógio anunciou um novo horário: três da manhã. Em um segundo tudo mudou. Afinal palavras tem poder, ainda mais naquele momento. Os olhos da semideusa se fecharam sem sua permissão e, quando voltassem a se abrir, ela não mais se recordaria daquela noite. Mesmo assim alguém havia a escutado.


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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Ter Nov 21, 2017 10:43 am

2. Break
O fogo na lareira crepitava, formando uma harmonia com o som do vento forte batendo nas janelas transparentes, ao menos estava quando Pipper havia adormecido na sala – aninhada ao tapete felpudo, rodeado de almofadas – no dia anterior*. O horário já havia avançando o suficiente para ser considerado muito mais do que simplesmente tarde quando o estômago da adolescente se retorceu na mais pura fome. Levando-a a assaltar o próprio estoque de doces, que mantinha em baixo da cama, se servindo dos mais variados doces e adormecendo no chão da sala assim que o dia havia começado a dar sinais do amanhecer. Possivelmente aquele era mais um dos traços negativos – que haviam se tornado recorrentes, infelizmente – dos seus hábitos escolares noturnos, que se resumiam a estudar toda a matéria acumulada nas noites que antecediam os testes. O que significava que precisava de energia para passar noites em claro, ou seja, doces.

Felizmente os sonhos de Pipper – que consistiam no fogo agradável da lareira crepitando e na sensação de barriga cheia – se dissolveram a medida que sua colega de quarto, uma garota loira com mais de um metro e setenta, mesmo que fosse mais jovem que Pipper, e cheia de piercings, se movimentava pelo local, não parando de falar nem por um segundo. Naturalmente a Kang sequer era capaz de raciocinar uma forma aceitável de como havia aparecido em seu quarto, diante do sono que sentia, quiçá ser capaz de compreender todas as palavras pronunciadas por Lucy. E, como sempre, a loira estava ciente do estado de sonolência de colega. Afinal era fácil assumir que ela havia passado a madrugada em claro, indo comer a hora que bem entendia.

- Vamos lá, Pipper! Você vai perder a prova se continuar dormindo. – A garota ralhou, sacolejando a asiática de forma desesperada, como se o colégio fosse romper em chamas a qualquer instante.

Perceptivelmente sentir pena das amigas não estava na lista de prioridades da punk, visto que com apenas tais palavras – claramente adornadas de mentiras – Pipper foi capaz de raciocinar, lutando contra o sono e se sentando de imediato.

- Lucy! – Ela não evitou o resmungo, elevando as mãos até a cabeça, como se pudesse – de alguma forma – impedir que a sensação de ser acordada bruscamente se propagasse. No entanto, bastou alguns segundos para que Pipper se sentisse normal novamente, porém seu sono havia a abandonado de vez.

- Você deve se apressar, temos teste em trinta minutos, fofa. – Lucy comentou, exibindo um sorriso divertido, antes de abandonar a Kang sozinha em evidente desespero.

Imediatamente a adolescente pulou do chão, soltando gritos pelo dormitório à medida que buscava pelas peças de roupa de maneira atrapalhada, já que obviamente se repreenderia ao fazer uso dos próprios poderes quando estava no mundo mortal, temerosa que atraísse mais monstros do que já o fazia normalmente. De forma que, em vinte minutos, Pipper estava pronta, com os cabelos parcialmente molhados e pingando água pelo uniforme escuro que trajava e sem os sapatos. Ela gritou algo semelhante a “Estou indo, Lu!” antes de descer as escadas, pulando quadro degraus de uma só vez e quase batendo a cabeça nas paredes que ladeavam a escada. Encontrando a amiga parada, rente a porta com uma expressão bastante divertida. O que denunciava por completo a inexistência de alguma prova para aquele dia, o que serviu para aliviar a semideusa, assim como provocar uma pequena chateação referente a loira.

Mas naturalmente a Kang não se deu ao trabalho de verbalizar, apenas encarando a mais nova com os braços cruzados e uma expressão que julgava ser séria, mas Lucy parecia ser imune a olhares e expressões sérias – e ela já deveria saber disso.

- Que coisinha fofa, você. Agora vamos, tenho que te mostrar uma parada sinistra que encontrei, parece stranger things e você ainda vai assistir a série, linda. Eu sei que você não tem celular e nem computador, mas vou dar um jeitinho... – A amiga a segurou pelo pulso assim que calçou os sapatos e passou a arrasta-la pelos corredores, falando dez palavras por segundo, obtendo alguns sussurros e concordâncias como resposta.

Desde que havia conseguido uma vaga naquele colégio interno – que aceitava alguns estudantes vindos de colégios menos favorecidos e sem condição alguma de futuro – graças aos esforços da mãe adotiva, Lucy havia se tornado sua amiga, mesmo que Pipper nunca fosse possuir metade do dinheiro que ela tinha ou conseguir ter as melhores notas da turma, ainda que tentasse estudar e se manter longe de problemas. A garota parecia alheia a ausência de detalhes da vida da Kang, não perguntando a mesma coisa duas vezes e parecendo achar completamente comum o fato da mais velha não possuir um telefone celular ou nunca se aproximar demais de coisas tecnológicas.

Por alguns meses Pipper havia desconfiado da garota, como se ela pudesse ser algum monstro sinistro e bem disfarçado, chegando até a pensar que a amiga fosse uma semideusa, porém as ideias lhe pareceram absurdas após analisar o comportamento comum de Lucy. A adolescente vivia assistindo séries e no celular, afirmando ser modelo e exibindo diversas fotos e seguidores que possuía nas redes sociais. E Pipper duvidada que algum semideus, mesmo uma prole de Deméter ou Afrodite, pudessem viver colados na tecnologia sem atraírem monstros. Por fim ambas deixaram a área comum dos dormitórios – um prédio enorme de coloração clara, que possuía quatro andares, todos destinados as garotas que estudavam em tal instituição –. Ao lado do prédio existia outro semelhante, porém de coloração amarelada, sendo o dormitório dos rapazes e, por fim, existia o prédio principal do colégio. Além das diversas quadras e piscinas. Pipper nunca havia estudado em um colégio tão grande. Seu próprio quarto – compartilhado com Lucy – parecia ser ligeiramente mais amplo do que o aposento que possuía na casa da mãe.

Fora dos prédios haviam áreas verdes, assim como caminhos bem cuidados e uma vista perfeitamente bonita e sem insetos, pelo que a adolescente podia notar desde que havia se iniciado o ano letivo, porém naquele dia havia algo diferente na plantação bem cuidada nos arredores do colégio: havia um rastro de plantas mortas, contendo alguma substancia pegajosa e estranha – coisa pela qual Lucy estava completamente animada, alegando ser semelhante a série que havia assistido na última semana.

- Lu, halloween já passou, talvez realmente seja de alguma praga ou inseto. – Pipper informou, impedindo que a mais nova enfiasse a mão entre os arbustos afetados, a puxando para o colégio e para longe de alguns estudantes que pareciam com receio de chegar perto das plantas. Porém, assim que entraram na escola, a semideusa notou que existia algo errado.

Assim que entraram um barulho anormal de gritos e de alto pesado se chocando contra o chão as assustaram. De imediato a Kang arregalou os olhos, saltando para frente ao observar a movimentação desesperada pelas escadas. E, agindo por instinto, ainda que estivesse terrivelmente sonolenta – fazendo com que seu corpo travasse uma batalha, afim de espalhar a adrenalina e dissipar o sono. Pipper retirou a faca de bronze da mochila, deixando os livros para trás e passando a fitar a amiga, que gritava algo do seu lado.

- Lucy, o que você precisa fazer é sair do prédio e não deixar ninguém entrar, chame ajuda eu... eu vou acionar algum alarme, ok? – Pipper indicou, empurrando a amiga para a saída e correndo para as escadas. Se encontrando com mais estudantes desesperados pelo caminho.

Todos corriam em direções aleatórias e gritavam alguma coisa não identificável, acabando por arrastarem a adolescente pelos corredores, deixando-a certamente zonza. Porém o aperto que a menina exercia na faca não diminuiu, diante do receio de perder o único meio para se defender. E, por longos minutos, ela se viu forçada a lutar contra o fluxo de estudantes que desciam as escadarias com desespero e, assim que alcançou um dos andares mais elevados – saltando de uma escada para outra, agradecendo aos céus pelas vezes que não havia cabulado o treino físico no Acampamento. Logo descobrindo que que estava no quinto andar, adentrado em um banheiro assim que os últimos alunos passaram correndo.

Perceptivelmente o banheiro estava vazio e ausente de correrias assim como parte daquele andar – que parecia ser o centro do caos, visto que havia encontrando mais pessoas nos andares mais baixos e sempre buscando descer –, Pipper apenas se agachou em um canto, tornando o próprio corpo invisível e tentando não fazer nenhum barulho, tentando escutar algum ruído ou algo que denunciasse a presença de algum monstro, entretanto a sua concentração foi quebrada quando um rapaz de cabelos loiros, vestido como um estudante mais velho a puxou pelo braço em evidente pressa. Notavelmente Pipper só entendeu duas das palavras pronunciadas pelo garoto, provavelmente pelo susto ao saber que alguém aparentemente comum era capaz de enxerga-la através da invisibilidade, a olhando diretamente nos olhos.

- Kang Pipper, filha de Nyx, precisamos conversar sobre você. E eu não estudo aqui, mas eu gostei dessa aparência, combina bem comigo. Ninguém desconfiaria dos pequenos delitos... deixa para lá. – O rapaz indicou, fazendo com que o corpo da adolescente voltasse a se tornar visível, deixando evidente que era algum Deus.

Em resposta Pipper apenas indicou que estava escutando, demonstrando todo o respeito que havia conseguido reunir, encolhendo os ombros para longe do Deus desconhecido e o observando agitar a mão no ar, fazendo surgir um telefone que possuía duas pequenas cobras esverdeadas em sua antena – alguém ainda usava antenas em celulares? –, o que respondia a pergunta silenciosa de Pipper de quem era a Divindade na sua frente. Tratava-se de Hermes, o Deus dos ladrões, dos caminhos e um monte de outras coisas. E, por algum motivo, o Deus passou a digitar no telefone, em uma velocidade anormal.

- Ah, desculpa, mas o que houve? – Pipper questionou, não querendo soar rude ao analisar as cobras que pareciam duelar para ver quem se enroscava mais na antena do celular.

“Bem, querida, Hermes esta mandando mensagens para as namoradinhas.” Uma voz feminina anunciou na cabeça, sendo seguida por risos de uma voz masculina e um revirar de olhos proveniente de Hermes.

- Martha está apenas com ciúmes.

“E eu estou descontente!” a voz masculina, pertencente a George, complementou, fazendo com que Hermes mexesse em algo no celular, aparentemente mudando as configurações, mesmo sob protesto das duas cobras, e fazendo com que a voz de ambos desaparecessem da cabeça da adolescente.

- Perdão por isso, eles estão impossíveis ultimamente. – O Deus indicou, guardando o aparelho tecnológico em um dos bolsos, parecendo por completo um estudante normal, isso é, se Pipper ignorasse os traços élficos em seu rosto e os cabelos quase brancos de tão loiros.

- Então como eu ia dizer antes de ser interrompido, existe um monstro aqui que foi enviado por alguém, alguém poderoso. E existe uma magia nele feita para você, aparentemente você foi pega por essa magia e ela esta apenas sendo renovada. – Hermes falou, como se estivesse anunciando que as vestes da semideusa estavam pelo avesso. – Você ainda precisa lutar contra ele, mas não deixe que ele encoste em você ou sopre nada, essas coisas. Ah, e por qual motivo eu te diria essas coisas? Você já sabe que existe algo de errado, ou pelo menos percebeu isso e de qualquer modo ter uma dívida com semideuses faz muitíssimo bem para minha empresa. Passar bem, Kang Pipper. O monstro está no corredor.

O Deus apontou para a saída e para o lado, indicando onde o monstro supostamente estaria e, em seguida, desapareceu, fazendo com que o corpo de Pipper voltasse a se tornar invisível e não dando tempo para que a menina realmente pudesse compreender tudo o que o Deus havia pronunciado e nem as intenções do mesmo ao vir ajuda-la de algum modo. Só processando que não deveria, de forma alguma deixar que os monstros a atingissem ou seria enfeitiçada novamente. Sem ter tempo a perder e segurando a faca de bronze celestial com firmeza a semideus seguiu pela direção indicada, sentindo o costumeiro nervosismo. Passando pela entrada do banheiro e quase desejando que virasse uma pedra, porém, naturalmente tal pedido não seria atendido tão facilmente.

Havia uma fera no corredor – precisamente uma pantera – que mantinha a atenção voltada para uma porta em especifico, sequer destinando atenção a semideusa, apesar de Pipper possuir a certeza de que a fera era capaz de ouvi-la e sentir seu cheiro. Permaneceu sem compreender o que estava ocorrendo por exatos dois minutos, que foi o tempo que lavou para que a porta cedesse, revelando a figura de lobos, ainda que alguns possuíssem a forma semelhante a humanos, com características lupinas. Mal notando, ou escutando que tais criaturas estavam já tentando arrombar a porta assim que deixou o banheiro para trás, afinal aquela pantera não parecia comum e até os lobos notavam isso. Já que ignoravam a semideusa.

- Nec sapientia! – Pipper brandiu, com os olhos fixos em um dos lobisomens que pareceu farejar o ar, como se houvesse a percebido ali, naturalmente entregando a própria presença no local ao falar. Não parando para prestar atenção nos movimentos da pantera e dos outros lobisomens, que haviam iniciado um combate. Focando sua atenção no animal que havia sido atingindo pela magia sua. – Et abcissi!

Pipper brandiu novamente, com os olhos fixos no lobisomem que havia sido atingido anteriormente e que parecia confuso, precisamente no pescoço do monstro, mas o corte ali formado não foi o suficiente. Seu cérebro não conseguia se ater ao fato de que a criatura que estava disposta a matar qualquer semideus – o ou que entrasse no seu caminho – poderia ter sido um humano em algum momento do passado, seus pensamentos rodopiando em torno de desejos que o morre morresse e, pensando nisso. A Kang brandiu novamente: - Et abcissi!

Repetindo o feitiço outras vezes, vendo quando o animal passou a sangrar mais do que o que seria saudável, deixando um rastro avermelhado pelo chão. E, ainda temerosa que o animal resistisse aos cortes já que rosnava e se aproveitado das janelas no final do corredor, Pipper tornou a fixar os olhos no lobisomem, não tardando a juntar a duas mãos, conjurando alguns cristais de gelo que iriam empurrar a criatura para fora do prédio, o que foi feito. Diante do lampejo translucido – dos cristais de gelo –, o corpo do animal descreveu um arco no ar, antes de cair pela janela.

Pipper não perdeu tempo, movendo os olhos e encontrando não mais uma pantera, mas sim uma garota de cabelos cacheados e de pele escura – completamente despida – travando uma batalha com os dois licantropros que havia restado. Notavelmente em desvantagem, coisa que fez com que Pipper corresse até o final do corredor, onde os três estavam. Ignorando o chão sujo de sangue de bebendo do desespero ao ouvir mais rosnados. Provavelmente mais lobisomens iriam chegar ao quinto andar em breve e certamente não gostaria de lutar com a faca simples que portava naquele momento, em um ambiente pouco propicio e onde o combate corpo-a-corpo não era a melhor solução – ao menos até onde Hermes havia lhe dito. E, analisando a situação por breves segundos, Pipper chegou a uma conclusão.

Naturalmente ela não estava realmente pensando se tal adolescente de pele escura era realmente uma inimiga, entretanto formou a ânfora de aquário com os braços, jogando a faca no chão em tal processo, enviando um jato de gelo que congelou ambos os lobisomens e, por pouco não atingiu a garota, que pareceu não se importar com o fato.

- Vamos! – Pipper indicou, ativando o losango que possuía na nuca, abrindo as asas escuras e ganhando uma coloração avermelhada nos olhos, assim como seu corpo se tonou visível, fazendo a garota a olhar com determinada curiosidade antes de realmente aceitar a mão da adolescente, que a abraçou. Aproveitando-se a força que crescia, para saltar da janela com a desconhecida nos braços.

De imediato ambas quase foram ao chão, sendo mantidas longe do chão apenas por alguns centímetros e, àquela altura, a Kang sentia o suor escorrendo pelo rosto diante do esforço e proveniente de desespero, sem conseguir pensar em saídas que pudessem as livrar daquela situação – isso, claro, seguido o que Hermes havia lhe dito –. Ela sacolejou a cabeça de um lado a outro, se concentrando na sua atual tarefa: as levar para longe do colégio. Em determinado ponto a adolescente conseguiu fazer com que ambas subissem alguns metros em relação ao chão, se embrenhando por uma pequena mata que cercava a propriedade em poucos segundos. Entretanto, chegou em um ponto que a adolescente não mais conseguia segurar a menina e se mantes no ar, por motivos de ausência de força e refeições decentes, motivo que a levou a pousar. Suspirando aliviada assim que atingiu o chão e fechou as asas, limpando o suor do rosto que estava completamente avermelhado pelo esforço realizado. Pipper analisou o lugar por alguns segundos, fechando os olhos com força, tomando uma dose de coragem que estava em seu sangue, ela supunha, antes de se ajoelhar no chão e cravar os olhos na menina – ainda ofegante.

- Quem é você? – Falou, antes de perceber que havia deixado a faca na escola, precisamente no chão.

- Uma amaldiçoada pelos Deuses. – A menina indicou. – Preciso mata-los, você possui sua própria maldição para lidar, apesar deles também se interessarem por você.

A garota indicou, assumindo uma forma animalesca novamente e passando a correr em direção a escola novamente. E, aparentemente entediada de viver, Pipper a seguiu, correndo da melhor maneira que conseguia, sem realmente ter recuperado o próprio folego e solicitando que os deuses pudessem ao menos achar a situação engraçada e a ajudar de alguma maneira. Ela foi atingida por algumas folhas e galhos, tentando desviar de tudo que vinha em sua direção ou que tinha potencial para fazer mais estragos do que simples arranhões. Porém era obvio que, na forma de pantera, a garota conseguiria ser mais rápida do que Pipper, que estava cansada pelos esforços feitos anteriormente. O que demorou alguns minutos até conseguir encontrar a outra adolescente.

Novamente a mais velha – ao menos que aparentava ser mais velha que a semideus – havia atingido a forma humana e travava uma batalha quase corpo a corpo com o lobisomem. E, sem pensar muito a respeitos dos seus atos, Pipper arrancou um galho – tendo um pouco de dificuldade no processo – de uma árvore, avançando contra a criatura e a atingindo na cabeça.

Oh sim, ela precisava que tal criatura abandonasse o corpo parcialmente desfalecido da menina, atraindo a atenção da criatura parcialmente nocauteada para ela, que a proposito estava desarmada. Grande ideia, Pipper!

De imediato, o lobisomem se voltou para ela, mostrando os dentes afiados como se desejasse arrancar alguns pedaços grandes de suas carnes – inexistentes, convenhamos. E, agindo por instinto, a morena fez o que sabia fazer de melhor: gritou muito e sacodiu o galho de um canto a outro, como se tal pedaço de madeira fosse alguma arma afiadíssima. Sequer lembrando que podia, de alguma forma convocar magias e lidar com a criatura sem precisar iniciar um combate físico. Porém ao ver o monstro saltar em sua direção, com a boca completamente aberta – cheia de dentes afiadíssimos – e com as unhas em evidencia a semideusa se esqueceu até do próprio nome, veja só. Felizmente a adolescente se lembrou da existência das pernas e resolveu desviar, dando uma galhada no lobisomem no processo, que obviamente não foi detido por tal golpe, apenas parecendo mais irritado, rosnando para Pipper.

Obviamente se possuísse algo chamado tempo a semideusa teria feito algum comentário ridículo, mas como não possuía sequer segundo para tentar raciocinar, ela se mantinha concentrada em não ser acertada ou mordida. Usando o galho da melhor forma possível, apesar de extremamente cansada e com arranhões pelo rosto e braços. Afinal ser pequena tinha suas vantagens e, aparentemente, aquele foi o tempo necessário para que a garota reagisse. Já que minutos seguinte uma pantera havia impedido o ataque do lobisomem, arrastando o monstro com força pelo chão e fazendo com que sangue se espalhasse pelo chão e, em poucos segundos, havia também uma nuvem de pó dourado adornando a silhueta da pantera. Indicando que não haviam mais monstros pelo colégio.

A pantera deitou no chão, assumindo as características da garota, fazendo com que Pipper corresse até a adolescente descordada no chão, se surpreendendo ao encontrar o ombro debulhando-se em sangue, indicando que a adolescente havia sido vítima de uma mordida. De imediato a expressão que se apossou das feições de Pipper foi desespero. Afinal como iria ajudar alguém tão gravemente ferida sem sequer saber o nome de tal pessoa?! Era também uma semideusa menor de idade que, possivelmente seria detida caso surgisse com alguém tão ferida em um hospital.

- Tenha calma. Alguém irá vir busca-la. Faz parte da sua punição e isso não e de sua conta.

O Deus de cabelos loiros – Hermes – indicou, porém daquela vez trajava roupas que os estudantes usavam para praticar esportes e carregava o caduceu em tamanho normal, não que Pipper tenha reparado de imediato, parecendo tremer diante da vontade que possuía em mandar o Deus ir para algum lugar desagradável.

- Tenha cuidado com monstros ou você pode acabar se esquecendo totalmente do seu passado, semideusa e saia logo daqui. – O Deus indicou, com a forma parecendo tremeluzir, emitindo uma mistura de sombra com brilho, mudando as roupas e a aparência do mesmo, que não tardou a deixar a pequena mata, correndo pela mesma enquanto falava algo no telefone.


Explicação e Itens/Poderes:
Eu sei que isso pode parecer muito bugado e confuso, porém eu achei que seria mais condizente não ser ‘dona’ da verdade e explicar tudo (liberdade que tenho como narradora em 3º pessoa né), porém eu quis demonstrar que a Pipper não faz ideia do que está acontecendo. Os * são marcados por coisas simples mas que tem ligação com o plot. A minha ideia é que a Pipper tenha uma maldição condicionada por magia que a impede de se lembrar da Poppet (irmã da Pipper) e essa magia se desgasta com o tempo e, com isso, monstros são enviados para Pipper, com magia que pode ser aplicada nela através de ferimentos e etc. Obviamente ela não saberia dessa maldição e ela também (a maldição) a impede se compreender coisas relacionadas a maldição caso seja atingida por monstros que possuem magia destinada a ela, logo ela esqueceria da conversa que teve com Hermes e da menina que encontrou (sendo que ela pertence a outra mitologia e taltal), caso fosse mordida ou arranhada. A quebra que existe no 1. Changes e nessa CCFY é exatamente isso. A maldição estava enfraquecendo e a Pipper percebeu que existiam coisas erradas, passando a noite tentando decifrar isso, porém ela se esqueceu, pois a magia ainda tinha poder para isso. Mas no outro dia a magia precisava de uma renovação que não foi feita.

Item:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ] -> Faca perdida, retirar da mochila se possible
Poderes:
Feitiço: Et abcissi
Descrição: Um feitiço que permite fazer - sem uso de nenhuma arma - um corte limpo no oponente.
Gasto de Mp: - 50 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 60 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Feitiço: Nec sapientia
Descrição: O feitiço que, literalmente, significa "sem sabedoria" é capaz de cortar qualquer habilidade de raciocínio lógico do oponente por dois turnos.
Gasto de Mp: - 60 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Bênçãos :
~> Aurora Thunder Attack - É um ataque de grande impacto, na qual Kang dispara com as duas mãos juntas e fechadas uma veloz onda de inúmeros cristais de gelo concentrados, o impacto é tão forte que o adversário e mandado pelos ares. Causa 50 de dano. [10 MP]

Asas demoníacas (Poder permite que a semideusa a partir de um selo - Losango negro - na nuca, abra asas negras de um demônio. Permite o semideus voar a até 100 Km/h sem prejuízo nenhum, sem gasto de MP.)

Fúria Sangrenta: Os olhos do semideus se tornam vermelhos escarlate, garras crescem no lugar de suas unhas e caninos crescem. Todas as capacidades corpóreas da pessoa são dobradas por 3 turnos. Gasto 50 de MP. Uma vez a cada 5 turnos.

XP Pack Insanamente Insano do BO – O personagem ganha 5000 XP automaticamente. Por 2 meses OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. [Válido até 22/11/2017]


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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Hades em Dom Dez 03, 2017 9:55 pm

Máximo de xp a ser conseguida: 20.000 xp

20% - Gramática
30% - Criatividade
50% - Enredo e batalhas

Avaliação:

18% - Gramática
30% - Criatividade
48% - Enredo e batalhas

XP e dracmas adquiridos: 19.200 x 2 = 38.400 xp - 19.200 dracmas

Comentário:

Tirando alguns pequenos erros de ortografia - como escrever "semideus" onde deveria ser "semideusa" (imagino que se deva à pressa) - você foi muito bem. Espero ver mais de sua história, Kang Pipper.

Maldição:

Maldição: Laços (memoriais) rompidos.
Descrição: A maldição consiste em uma espécie de magia, que necessita de renovação para que seu efeito funcionar e impede a semideusa de recordar-se completamente da irmã gêmea – Kang Poppet –, assim como detalhes sórdidos da vida que levava e que antecede a chegada ao Acampamento Meio-Sangue. Todo o conhecimento sobre a maldição é apagado – quando a mesma é renovada – assim como a existência de Poppet para Pipper. Um monstro é enviado periodicamente para atacá-la e, assim que a prole de Nyx o derrota, a maldição é renovada.
Consequência: Impede a semideusa de recordar-se da irmã, de detalhes da própria vida no passado (antes de chegar ao acampamento) e o conhecimento e informações sobre a maldição são apagados quando a mesma é renovada.
Extra: Atualmente encontra-se sem renovação. Mas seus efeitos de memória são permanentes.


Ἅιδης
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Hades
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Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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