The Blood of Olympus
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또 하나의 the shadow Δ

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또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Dom Abr 30, 2017 11:32 pm

☾ ☽

Aqui ficarão as CCFY da personagem Kang Pipper (Kim Nayoung). Em geral a narração se passa no presente e será feita em terceira pessoa, lembrando que isso pode mudar. 1. Comumente cada “parte” do texto ira vir acompanhada de músicas que, na maioria dos casos, será instrumental e, quando não for, terá uma explicação ou uma relação com a situação narrada. 2. A trama da Pipper (que pretendo explorar nesse espaço) envolve cultura cigana, umbanda e ambas possuem ligação com Deuses gregos (essa ligação foi feita por mim e, quando citada, eu irei colocar explicações no final) e, por questões maiores, eu NUNCA vou narrar “rituais” ou qualquer coisa relacionadas a essas culturas. 3. Provavelmente você (leitor) não irá encontrar cenas de sexo aqui, palavrões sim.



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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Dom Abr 30, 2017 11:53 pm

1. changes
O céu noturno se desenhava em uma paleta de ínfimas cores, mesclando – sem sucesso – um tom alaranjado, que se tratava de um prelúdio do tempo, indicando uma possível chuva, ao costumeiro azul escuro, que por vezes aparentava ser roxo ou preto. Apagando qualquer vestígio da iluminação das estrelas ou da lua. Ao menos, antes da meia noite, o espetáculo desdenhado na abóbada celeste permanecia de tal modo. Entretanto, quando os olhos escuros ganharam forma e registraram a escuridão espalhada pelo quarto, o céu não mais permanecia daquele modo. A noite estava clara, ausente de nuvens e contando com a iluminação de diversos astros. Tão salpicado de estrelas que sequer assemelhava-se com o manto que normalmente cobria a cidade quando as luzes das casas se apagavam. O relógio marcava duas e quarenta da madrugada.

Dentro do cubículo que nomeava de quarto, àquela altura ocultado de qualquer possível iluminação através de cortinas, a jovem encontrou o próprio despertar. Registrando, no primeiro instante, o calor sufocante que se espalhava pelo corpo na forma de um suor pegajoso. Os cabelos pareciam colados ao longo do rosto bonito, que parecia congelado em uma espécie de susto diante da maneira repentina como havia acordado. Os músculos tencionados e o corpo projetado para frente apenas contribuíam para confirmar que algo, de alguma maneira, havia a assustado em seu sono. Entretanto nem mesmo a própria poderia deduzir o que havia ocorrido. E, pouco a pouco, o órgão vital que batia descontroladamente acalmou-se, junto a respiração descompassada. E, enfim, seus olhos se fixaram na escuridão densa do próprio quarto. Sem realmente enxergar, exceto por pequenos detalhes que não saberia dizer com precisão se os captava pela noção do espaço o qual habitava ou por fruto de qualquer claridade mínima que perpassava pelas cortinas. Estranhou, até deslizar os dedos pelos olhos, os abrindo de fato. Os acostumando ao ato de acordar.

Ainda estava ausente de reações diante do recente susto, girando o corpo minimamente no colchão, sentindo-se incomodada pelo suor que havia impregnado nas roupas que trajava. E que pressionava a pele – outrora úmida – com o mínimo movimento. A jovem tornou a se mover, dessa vez se sentando na cama, afastando os cabelos do rosto. Acompanhada da sensação crescente de que algo estava errado. Entretanto apenas quando abandonou a escuridão do próprio cubículo foi que obteve a certeza.

Sentou-se no apoio do sofá, admirando a noite através da janela da sala, contemplando o silêncio da casa adormecida sem possuir noção de horário. Mas estava cansada de preocupar-se com o tempo. Sabia que deveria fechar os olhos e adormecer novamente, entretanto a recém descoberta da infelicidade não a deixaria em paz. Fechou os olhos, movendo as mãos pelos cabelos escuros, buscando respostas que a convence dos motivos pelos quais sua vida estava tomando tal rumo. Mas nenhuma lhe pareceu ser o suficiente. E, quando um desejo desprendeu dos lábios secos, o relógio anunciou um novo horário: três da manhã. Em um segundo tudo mudou.

Afinal palavras tem poder, ainda mais naquele momento.


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