The Blood of Olympus
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또 하나의 the shadow Δ

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또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Dom Abr 30, 2017 11:32 pm

☾ ☽

Aqui ficarão as CCFY da personagem Kang Pipper (Kim Nayoung). Em geral a narração se passa no presente e será feita em terceira pessoa, lembrando que isso pode mudar. 1. Comumente cada “parte” do texto ira vir acompanhada de músicas que, na maioria dos casos, será instrumental e, quando não for, terá uma explicação ou uma relação com a situação narrada. 2. A trama da Pipper (que pretendo explorar nesse espaço) envolve cultura cigana, umbanda e ambas possuem ligação com Deuses gregos (essa ligação foi feita por mim e, quando citada, eu irei colocar explicações no final) e, por questões maiores, eu NUNCA vou narrar “rituais” ou qualquer coisa relacionadas a essas culturas. 3. Provavelmente você (leitor) não irá encontrar cenas de sexo aqui, palavrões sim.



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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Dom Abr 30, 2017 11:53 pm

1. changes
O céu noturno se desenhava em uma paleta de ínfimas cores, mesclando – sem sucesso – um tom alaranjado, que se tratava de um prelúdio do tempo, indicando uma possível chuva, ao costumeiro azul escuro, que por vezes aparentava ser roxo ou preto. Apagando qualquer vestígio da iluminação das estrelas ou da lua. Ao menos, antes da meia noite, o espetáculo desdenhado na abóbada celeste permanecia de tal modo. Entretanto, quando os olhos escuros ganharam forma e registraram a escuridão espalhada pelo quarto, o céu não mais permanecia daquele modo. A noite estava clara, ausente de nuvens e contando com a iluminação de diversos astros. Tão salpicado de estrelas que sequer assemelhava-se com o manto que normalmente cobria a cidade quando as luzes das casas se apagavam. O relógio marcava duas e quarenta da madrugada.

Dentro do cubículo que nomeava de quarto, àquela altura ocultado de qualquer possível iluminação através de cortinas, a jovem encontrou o próprio despertar. Registrando, no primeiro instante, o calor sufocante que se espalhava pelo corpo na forma de um suor pegajoso. Os cabelos pareciam colados ao longo do rosto bonito, que parecia congelado em uma espécie de susto diante da maneira repentina como havia acordado. Os músculos tencionados e o corpo projetado para frente apenas contribuíam para confirmar que algo, de alguma maneira, havia a assustado em seu sono. Entretanto nem mesmo a própria poderia deduzir o que havia ocorrido. E, pouco a pouco, o órgão vital que batia descontroladamente acalmou-se, junto a respiração descompassada. E, enfim, seus olhos se fixaram na escuridão densa do próprio quarto. Sem realmente enxergar, exceto por pequenos detalhes que não saberia dizer com precisão se os captava pela noção do espaço o qual habitava ou por fruto de qualquer claridade mínima que perpassava pelas cortinas. Estranhou, até deslizar os dedos pelos olhos, os abrindo de fato. Os acostumando ao ato de acordar.

Ainda estava ausente de reações diante do recente susto, girando o corpo minimamente no colchão, sentindo-se incomodada pelo suor que havia impregnado nas roupas que trajava. E que pressionava a pele – outrora úmida – com o mínimo movimento. A jovem tornou a se mover, dessa vez se sentando na cama, afastando os cabelos do rosto. Acompanhada da sensação crescente de que algo estava errado*. Entretanto apenas quando abandonou a escuridão do próprio cubículo foi que obteve a certeza.

Sentou-se no apoio do sofá, admirando a noite através da janela da sala, contemplando o silêncio do dormitório adormecido sem possuir noção de horário. Mas estava cansada de preocupar-se com o tempo. Sabia que deveria fechar os olhos e adormecer novamente, entretanto a recém descoberta da infelicidade não a deixaria em paz. Fechou os olhos, movendo as mãos pelos cabelos escuros, buscando respostas que a convence dos motivos pelos quais sua vida estava tomando tal rumo. Mas nenhuma lhe pareceu ser o suficiente. E, quando um desejo desprendeu dos lábios secos, o relógio anunciou um novo horário: três da manhã. Em um segundo tudo mudou. Afinal palavras tem poder, ainda mais naquele momento. Os olhos da semideusa se fecharam sem sua permissão e, quando voltassem a se abrir, ela não mais se recordaria daquela noite. Mesmo assim alguém havia a escutado.


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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Ter Nov 21, 2017 10:43 am

2. Break
O fogo na lareira crepitava, formando uma harmonia com o som do vento forte batendo nas janelas transparentes, ao menos estava quando Pipper havia adormecido na sala – aninhada ao tapete felpudo, rodeado de almofadas – no dia anterior*. O horário já havia avançando o suficiente para ser considerado muito mais do que simplesmente tarde quando o estômago da adolescente se retorceu na mais pura fome. Levando-a a assaltar o próprio estoque de doces, que mantinha em baixo da cama, se servindo dos mais variados doces e adormecendo no chão da sala assim que o dia havia começado a dar sinais do amanhecer. Possivelmente aquele era mais um dos traços negativos – que haviam se tornado recorrentes, infelizmente – dos seus hábitos escolares noturnos, que se resumiam a estudar toda a matéria acumulada nas noites que antecediam os testes. O que significava que precisava de energia para passar noites em claro, ou seja, doces.

Felizmente os sonhos de Pipper – que consistiam no fogo agradável da lareira crepitando e na sensação de barriga cheia – se dissolveram a medida que sua colega de quarto, uma garota loira com mais de um metro e setenta, mesmo que fosse mais jovem que Pipper, e cheia de piercings, se movimentava pelo local, não parando de falar nem por um segundo. Naturalmente a Kang sequer era capaz de raciocinar uma forma aceitável de como havia aparecido em seu quarto, diante do sono que sentia, quiçá ser capaz de compreender todas as palavras pronunciadas por Lucy. E, como sempre, a loira estava ciente do estado de sonolência de colega. Afinal era fácil assumir que ela havia passado a madrugada em claro, indo comer a hora que bem entendia.

- Vamos lá, Pipper! Você vai perder a prova se continuar dormindo. – A garota ralhou, sacolejando a asiática de forma desesperada, como se o colégio fosse romper em chamas a qualquer instante.

Perceptivelmente sentir pena das amigas não estava na lista de prioridades da punk, visto que com apenas tais palavras – claramente adornadas de mentiras – Pipper foi capaz de raciocinar, lutando contra o sono e se sentando de imediato.

- Lucy! – Ela não evitou o resmungo, elevando as mãos até a cabeça, como se pudesse – de alguma forma – impedir que a sensação de ser acordada bruscamente se propagasse. No entanto, bastou alguns segundos para que Pipper se sentisse normal novamente, porém seu sono havia a abandonado de vez.

- Você deve se apressar, temos teste em trinta minutos, fofa. – Lucy comentou, exibindo um sorriso divertido, antes de abandonar a Kang sozinha em evidente desespero.

Imediatamente a adolescente pulou do chão, soltando gritos pelo dormitório à medida que buscava pelas peças de roupa de maneira atrapalhada, já que obviamente se repreenderia ao fazer uso dos próprios poderes quando estava no mundo mortal, temerosa que atraísse mais monstros do que já o fazia normalmente. De forma que, em vinte minutos, Pipper estava pronta, com os cabelos parcialmente molhados e pingando água pelo uniforme escuro que trajava e sem os sapatos. Ela gritou algo semelhante a “Estou indo, Lu!” antes de descer as escadas, pulando quadro degraus de uma só vez e quase batendo a cabeça nas paredes que ladeavam a escada. Encontrando a amiga parada, rente a porta com uma expressão bastante divertida. O que denunciava por completo a inexistência de alguma prova para aquele dia, o que serviu para aliviar a semideusa, assim como provocar uma pequena chateação referente a loira.

Mas naturalmente a Kang não se deu ao trabalho de verbalizar, apenas encarando a mais nova com os braços cruzados e uma expressão que julgava ser séria, mas Lucy parecia ser imune a olhares e expressões sérias – e ela já deveria saber disso.

- Que coisinha fofa, você. Agora vamos, tenho que te mostrar uma parada sinistra que encontrei, parece stranger things e você ainda vai assistir a série, linda. Eu sei que você não tem celular e nem computador, mas vou dar um jeitinho... – A amiga a segurou pelo pulso assim que calçou os sapatos e passou a arrasta-la pelos corredores, falando dez palavras por segundo, obtendo alguns sussurros e concordâncias como resposta.

Desde que havia conseguido uma vaga naquele colégio interno – que aceitava alguns estudantes vindos de colégios menos favorecidos e sem condição alguma de futuro – graças aos esforços da mãe adotiva, Lucy havia se tornado sua amiga, mesmo que Pipper nunca fosse possuir metade do dinheiro que ela tinha ou conseguir ter as melhores notas da turma, ainda que tentasse estudar e se manter longe de problemas. A garota parecia alheia a ausência de detalhes da vida da Kang, não perguntando a mesma coisa duas vezes e parecendo achar completamente comum o fato da mais velha não possuir um telefone celular ou nunca se aproximar demais de coisas tecnológicas.

Por alguns meses Pipper havia desconfiado da garota, como se ela pudesse ser algum monstro sinistro e bem disfarçado, chegando até a pensar que a amiga fosse uma semideusa, porém as ideias lhe pareceram absurdas após analisar o comportamento comum de Lucy. A adolescente vivia assistindo séries e no celular, afirmando ser modelo e exibindo diversas fotos e seguidores que possuía nas redes sociais. E Pipper duvidada que algum semideus, mesmo uma prole de Deméter ou Afrodite, pudessem viver colados na tecnologia sem atraírem monstros. Por fim ambas deixaram a área comum dos dormitórios – um prédio enorme de coloração clara, que possuía quatro andares, todos destinados as garotas que estudavam em tal instituição –. Ao lado do prédio existia outro semelhante, porém de coloração amarelada, sendo o dormitório dos rapazes e, por fim, existia o prédio principal do colégio. Além das diversas quadras e piscinas. Pipper nunca havia estudado em um colégio tão grande. Seu próprio quarto – compartilhado com Lucy – parecia ser ligeiramente mais amplo do que o aposento que possuía na casa da mãe.

Fora dos prédios haviam áreas verdes, assim como caminhos bem cuidados e uma vista perfeitamente bonita e sem insetos, pelo que a adolescente podia notar desde que havia se iniciado o ano letivo, porém naquele dia havia algo diferente na plantação bem cuidada nos arredores do colégio: havia um rastro de plantas mortas, contendo alguma substancia pegajosa e estranha – coisa pela qual Lucy estava completamente animada, alegando ser semelhante a série que havia assistido na última semana.

- Lu, halloween já passou, talvez realmente seja de alguma praga ou inseto. – Pipper informou, impedindo que a mais nova enfiasse a mão entre os arbustos afetados, a puxando para o colégio e para longe de alguns estudantes que pareciam com receio de chegar perto das plantas. Porém, assim que entraram na escola, a semideusa notou que existia algo errado.

Assim que entraram um barulho anormal de gritos e de alto pesado se chocando contra o chão as assustaram. De imediato a Kang arregalou os olhos, saltando para frente ao observar a movimentação desesperada pelas escadas. E, agindo por instinto, ainda que estivesse terrivelmente sonolenta – fazendo com que seu corpo travasse uma batalha, afim de espalhar a adrenalina e dissipar o sono. Pipper retirou a faca de bronze da mochila, deixando os livros para trás e passando a fitar a amiga, que gritava algo do seu lado.

- Lucy, o que você precisa fazer é sair do prédio e não deixar ninguém entrar, chame ajuda eu... eu vou acionar algum alarme, ok? – Pipper indicou, empurrando a amiga para a saída e correndo para as escadas. Se encontrando com mais estudantes desesperados pelo caminho.

Todos corriam em direções aleatórias e gritavam alguma coisa não identificável, acabando por arrastarem a adolescente pelos corredores, deixando-a certamente zonza. Porém o aperto que a menina exercia na faca não diminuiu, diante do receio de perder o único meio para se defender. E, por longos minutos, ela se viu forçada a lutar contra o fluxo de estudantes que desciam as escadarias com desespero e, assim que alcançou um dos andares mais elevados – saltando de uma escada para outra, agradecendo aos céus pelas vezes que não havia cabulado o treino físico no Acampamento. Logo descobrindo que que estava no quinto andar, adentrado em um banheiro assim que os últimos alunos passaram correndo.

Perceptivelmente o banheiro estava vazio e ausente de correrias assim como parte daquele andar – que parecia ser o centro do caos, visto que havia encontrando mais pessoas nos andares mais baixos e sempre buscando descer –, Pipper apenas se agachou em um canto, tornando o próprio corpo invisível e tentando não fazer nenhum barulho, tentando escutar algum ruído ou algo que denunciasse a presença de algum monstro, entretanto a sua concentração foi quebrada quando um rapaz de cabelos loiros, vestido como um estudante mais velho a puxou pelo braço em evidente pressa. Notavelmente Pipper só entendeu duas das palavras pronunciadas pelo garoto, provavelmente pelo susto ao saber que alguém aparentemente comum era capaz de enxerga-la através da invisibilidade, a olhando diretamente nos olhos.

- Kang Pipper, filha de Nyx, precisamos conversar sobre você. E eu não estudo aqui, mas eu gostei dessa aparência, combina bem comigo. Ninguém desconfiaria dos pequenos delitos... deixa para lá. – O rapaz indicou, fazendo com que o corpo da adolescente voltasse a se tornar visível, deixando evidente que era algum Deus.

Em resposta Pipper apenas indicou que estava escutando, demonstrando todo o respeito que havia conseguido reunir, encolhendo os ombros para longe do Deus desconhecido e o observando agitar a mão no ar, fazendo surgir um telefone que possuía duas pequenas cobras esverdeadas em sua antena – alguém ainda usava antenas em celulares? –, o que respondia a pergunta silenciosa de Pipper de quem era a Divindade na sua frente. Tratava-se de Hermes, o Deus dos ladrões, dos caminhos e um monte de outras coisas. E, por algum motivo, o Deus passou a digitar no telefone, em uma velocidade anormal.

- Ah, desculpa, mas o que houve? – Pipper questionou, não querendo soar rude ao analisar as cobras que pareciam duelar para ver quem se enroscava mais na antena do celular.

“Bem, querida, Hermes esta mandando mensagens para as namoradinhas.” Uma voz feminina anunciou na cabeça, sendo seguida por risos de uma voz masculina e um revirar de olhos proveniente de Hermes.

- Martha está apenas com ciúmes.

“E eu estou descontente!” a voz masculina, pertencente a George, complementou, fazendo com que Hermes mexesse em algo no celular, aparentemente mudando as configurações, mesmo sob protesto das duas cobras, e fazendo com que a voz de ambos desaparecessem da cabeça da adolescente.

- Perdão por isso, eles estão impossíveis ultimamente. – O Deus indicou, guardando o aparelho tecnológico em um dos bolsos, parecendo por completo um estudante normal, isso é, se Pipper ignorasse os traços élficos em seu rosto e os cabelos quase brancos de tão loiros.

- Então como eu ia dizer antes de ser interrompido, existe um monstro aqui que foi enviado por alguém, alguém poderoso. E existe uma magia nele feita para você, aparentemente você foi pega por essa magia e ela esta apenas sendo renovada. – Hermes falou, como se estivesse anunciando que as vestes da semideusa estavam pelo avesso. – Você ainda precisa lutar contra ele, mas não deixe que ele encoste em você ou sopre nada, essas coisas. Ah, e por qual motivo eu te diria essas coisas? Você já sabe que existe algo de errado, ou pelo menos percebeu isso e de qualquer modo ter uma dívida com semideuses faz muitíssimo bem para minha empresa. Passar bem, Kang Pipper. O monstro está no corredor.

O Deus apontou para a saída e para o lado, indicando onde o monstro supostamente estaria e, em seguida, desapareceu, fazendo com que o corpo de Pipper voltasse a se tornar invisível e não dando tempo para que a menina realmente pudesse compreender tudo o que o Deus havia pronunciado e nem as intenções do mesmo ao vir ajuda-la de algum modo. Só processando que não deveria, de forma alguma deixar que os monstros a atingissem ou seria enfeitiçada novamente. Sem ter tempo a perder e segurando a faca de bronze celestial com firmeza a semideus seguiu pela direção indicada, sentindo o costumeiro nervosismo. Passando pela entrada do banheiro e quase desejando que virasse uma pedra, porém, naturalmente tal pedido não seria atendido tão facilmente.

Havia uma fera no corredor – precisamente uma pantera – que mantinha a atenção voltada para uma porta em especifico, sequer destinando atenção a semideusa, apesar de Pipper possuir a certeza de que a fera era capaz de ouvi-la e sentir seu cheiro. Permaneceu sem compreender o que estava ocorrendo por exatos dois minutos, que foi o tempo que lavou para que a porta cedesse, revelando a figura de lobos, ainda que alguns possuíssem a forma semelhante a humanos, com características lupinas. Mal notando, ou escutando que tais criaturas estavam já tentando arrombar a porta assim que deixou o banheiro para trás, afinal aquela pantera não parecia comum e até os lobos notavam isso. Já que ignoravam a semideusa.

- Nec sapientia! – Pipper brandiu, com os olhos fixos em um dos lobisomens que pareceu farejar o ar, como se houvesse a percebido ali, naturalmente entregando a própria presença no local ao falar. Não parando para prestar atenção nos movimentos da pantera e dos outros lobisomens, que haviam iniciado um combate. Focando sua atenção no animal que havia sido atingindo pela magia sua. – Et abcissi!

Pipper brandiu novamente, com os olhos fixos no lobisomem que havia sido atingido anteriormente e que parecia confuso, precisamente no pescoço do monstro, mas o corte ali formado não foi o suficiente. Seu cérebro não conseguia se ater ao fato de que a criatura que estava disposta a matar qualquer semideus – o ou que entrasse no seu caminho – poderia ter sido um humano em algum momento do passado, seus pensamentos rodopiando em torno de desejos que o morre morresse e, pensando nisso. A Kang brandiu novamente: - Et abcissi!

Repetindo o feitiço outras vezes, vendo quando o animal passou a sangrar mais do que o que seria saudável, deixando um rastro avermelhado pelo chão. E, ainda temerosa que o animal resistisse aos cortes já que rosnava e se aproveitado das janelas no final do corredor, Pipper tornou a fixar os olhos no lobisomem, não tardando a juntar a duas mãos, conjurando alguns cristais de gelo que iriam empurrar a criatura para fora do prédio, o que foi feito. Diante do lampejo translucido – dos cristais de gelo –, o corpo do animal descreveu um arco no ar, antes de cair pela janela.

Pipper não perdeu tempo, movendo os olhos e encontrando não mais uma pantera, mas sim uma garota de cabelos cacheados e de pele escura – completamente despida – travando uma batalha com os dois licantropros que havia restado. Notavelmente em desvantagem, coisa que fez com que Pipper corresse até o final do corredor, onde os três estavam. Ignorando o chão sujo de sangue de bebendo do desespero ao ouvir mais rosnados. Provavelmente mais lobisomens iriam chegar ao quinto andar em breve e certamente não gostaria de lutar com a faca simples que portava naquele momento, em um ambiente pouco propicio e onde o combate corpo-a-corpo não era a melhor solução – ao menos até onde Hermes havia lhe dito. E, analisando a situação por breves segundos, Pipper chegou a uma conclusão.

Naturalmente ela não estava realmente pensando se tal adolescente de pele escura era realmente uma inimiga, entretanto formou a ânfora de aquário com os braços, jogando a faca no chão em tal processo, enviando um jato de gelo que congelou ambos os lobisomens e, por pouco não atingiu a garota, que pareceu não se importar com o fato.

- Vamos! – Pipper indicou, ativando o losango que possuía na nuca, abrindo as asas escuras e ganhando uma coloração avermelhada nos olhos, assim como seu corpo se tonou visível, fazendo a garota a olhar com determinada curiosidade antes de realmente aceitar a mão da adolescente, que a abraçou. Aproveitando-se a força que crescia, para saltar da janela com a desconhecida nos braços.

De imediato ambas quase foram ao chão, sendo mantidas longe do chão apenas por alguns centímetros e, àquela altura, a Kang sentia o suor escorrendo pelo rosto diante do esforço e proveniente de desespero, sem conseguir pensar em saídas que pudessem as livrar daquela situação – isso, claro, seguido o que Hermes havia lhe dito –. Ela sacolejou a cabeça de um lado a outro, se concentrando na sua atual tarefa: as levar para longe do colégio. Em determinado ponto a adolescente conseguiu fazer com que ambas subissem alguns metros em relação ao chão, se embrenhando por uma pequena mata que cercava a propriedade em poucos segundos. Entretanto, chegou em um ponto que a adolescente não mais conseguia segurar a menina e se mantes no ar, por motivos de ausência de força e refeições decentes, motivo que a levou a pousar. Suspirando aliviada assim que atingiu o chão e fechou as asas, limpando o suor do rosto que estava completamente avermelhado pelo esforço realizado. Pipper analisou o lugar por alguns segundos, fechando os olhos com força, tomando uma dose de coragem que estava em seu sangue, ela supunha, antes de se ajoelhar no chão e cravar os olhos na menina – ainda ofegante.

- Quem é você? – Falou, antes de perceber que havia deixado a faca na escola, precisamente no chão.

- Uma amaldiçoada pelos Deuses. – A menina indicou. – Preciso mata-los, você possui sua própria maldição para lidar, apesar deles também se interessarem por você.

A garota indicou, assumindo uma forma animalesca novamente e passando a correr em direção a escola novamente. E, aparentemente entediada de viver, Pipper a seguiu, correndo da melhor maneira que conseguia, sem realmente ter recuperado o próprio folego e solicitando que os deuses pudessem ao menos achar a situação engraçada e a ajudar de alguma maneira. Ela foi atingida por algumas folhas e galhos, tentando desviar de tudo que vinha em sua direção ou que tinha potencial para fazer mais estragos do que simples arranhões. Porém era obvio que, na forma de pantera, a garota conseguiria ser mais rápida do que Pipper, que estava cansada pelos esforços feitos anteriormente. O que demorou alguns minutos até conseguir encontrar a outra adolescente.

Novamente a mais velha – ao menos que aparentava ser mais velha que a semideus – havia atingido a forma humana e travava uma batalha quase corpo a corpo com o lobisomem. E, sem pensar muito a respeitos dos seus atos, Pipper arrancou um galho – tendo um pouco de dificuldade no processo – de uma árvore, avançando contra a criatura e a atingindo na cabeça.

Oh sim, ela precisava que tal criatura abandonasse o corpo parcialmente desfalecido da menina, atraindo a atenção da criatura parcialmente nocauteada para ela, que a proposito estava desarmada. Grande ideia, Pipper!

De imediato, o lobisomem se voltou para ela, mostrando os dentes afiados como se desejasse arrancar alguns pedaços grandes de suas carnes – inexistentes, convenhamos. E, agindo por instinto, a morena fez o que sabia fazer de melhor: gritou muito e sacodiu o galho de um canto a outro, como se tal pedaço de madeira fosse alguma arma afiadíssima. Sequer lembrando que podia, de alguma forma convocar magias e lidar com a criatura sem precisar iniciar um combate físico. Porém ao ver o monstro saltar em sua direção, com a boca completamente aberta – cheia de dentes afiadíssimos – e com as unhas em evidencia a semideusa se esqueceu até do próprio nome, veja só. Felizmente a adolescente se lembrou da existência das pernas e resolveu desviar, dando uma galhada no lobisomem no processo, que obviamente não foi detido por tal golpe, apenas parecendo mais irritado, rosnando para Pipper.

Obviamente se possuísse algo chamado tempo a semideusa teria feito algum comentário ridículo, mas como não possuía sequer segundo para tentar raciocinar, ela se mantinha concentrada em não ser acertada ou mordida. Usando o galho da melhor forma possível, apesar de extremamente cansada e com arranhões pelo rosto e braços. Afinal ser pequena tinha suas vantagens e, aparentemente, aquele foi o tempo necessário para que a garota reagisse. Já que minutos seguinte uma pantera havia impedido o ataque do lobisomem, arrastando o monstro com força pelo chão e fazendo com que sangue se espalhasse pelo chão e, em poucos segundos, havia também uma nuvem de pó dourado adornando a silhueta da pantera. Indicando que não haviam mais monstros pelo colégio.

A pantera deitou no chão, assumindo as características da garota, fazendo com que Pipper corresse até a adolescente descordada no chão, se surpreendendo ao encontrar o ombro debulhando-se em sangue, indicando que a adolescente havia sido vítima de uma mordida. De imediato a expressão que se apossou das feições de Pipper foi desespero. Afinal como iria ajudar alguém tão gravemente ferida sem sequer saber o nome de tal pessoa?! Era também uma semideusa menor de idade que, possivelmente seria detida caso surgisse com alguém tão ferida em um hospital.

- Tenha calma. Alguém irá vir busca-la. Faz parte da sua punição e isso não e de sua conta.

O Deus de cabelos loiros – Hermes – indicou, porém daquela vez trajava roupas que os estudantes usavam para praticar esportes e carregava o caduceu em tamanho normal, não que Pipper tenha reparado de imediato, parecendo tremer diante da vontade que possuía em mandar o Deus ir para algum lugar desagradável.

- Tenha cuidado com monstros ou você pode acabar se esquecendo totalmente do seu passado, semideusa e saia logo daqui. – O Deus indicou, com a forma parecendo tremeluzir, emitindo uma mistura de sombra com brilho, mudando as roupas e a aparência do mesmo, que não tardou a deixar a pequena mata, correndo pela mesma enquanto falava algo no telefone.


Explicação e Itens/Poderes:
Eu sei que isso pode parecer muito bugado e confuso, porém eu achei que seria mais condizente não ser ‘dona’ da verdade e explicar tudo (liberdade que tenho como narradora em 3º pessoa né), porém eu quis demonstrar que a Pipper não faz ideia do que está acontecendo. Os * são marcados por coisas simples mas que tem ligação com o plot. A minha ideia é que a Pipper tenha uma maldição condicionada por magia que a impede de se lembrar da Poppet (irmã da Pipper) e essa magia se desgasta com o tempo e, com isso, monstros são enviados para Pipper, com magia que pode ser aplicada nela através de ferimentos e etc. Obviamente ela não saberia dessa maldição e ela também (a maldição) a impede se compreender coisas relacionadas a maldição caso seja atingida por monstros que possuem magia destinada a ela, logo ela esqueceria da conversa que teve com Hermes e da menina que encontrou (sendo que ela pertence a outra mitologia e taltal), caso fosse mordida ou arranhada. A quebra que existe no 1. Changes e nessa CCFY é exatamente isso. A maldição estava enfraquecendo e a Pipper percebeu que existiam coisas erradas, passando a noite tentando decifrar isso, porém ela se esqueceu, pois a magia ainda tinha poder para isso. Mas no outro dia a magia precisava de uma renovação que não foi feita.

Item:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ] -> Faca perdida, retirar da mochila se possible
Poderes:
Feitiço: Et abcissi
Descrição: Um feitiço que permite fazer - sem uso de nenhuma arma - um corte limpo no oponente.
Gasto de Mp: - 50 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 60 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Feitiço: Nec sapientia
Descrição: O feitiço que, literalmente, significa "sem sabedoria" é capaz de cortar qualquer habilidade de raciocínio lógico do oponente por dois turnos.
Gasto de Mp: - 60 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Bênçãos :
~> Aurora Thunder Attack - É um ataque de grande impacto, na qual Kang dispara com as duas mãos juntas e fechadas uma veloz onda de inúmeros cristais de gelo concentrados, o impacto é tão forte que o adversário e mandado pelos ares. Causa 50 de dano. [10 MP]

Asas demoníacas (Poder permite que a semideusa a partir de um selo - Losango negro - na nuca, abra asas negras de um demônio. Permite o semideus voar a até 100 Km/h sem prejuízo nenhum, sem gasto de MP.)

Fúria Sangrenta: Os olhos do semideus se tornam vermelhos escarlate, garras crescem no lugar de suas unhas e caninos crescem. Todas as capacidades corpóreas da pessoa são dobradas por 3 turnos. Gasto 50 de MP. Uma vez a cada 5 turnos.

XP Pack Insanamente Insano do BO – O personagem ganha 5000 XP automaticamente. Por 2 meses OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. [Válido até 22/11/2017]


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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Hades em Dom Dez 03, 2017 9:55 pm

Máximo de xp a ser conseguida: 20.000 xp

20% - Gramática
30% - Criatividade
50% - Enredo e batalhas

Avaliação:

18% - Gramática
30% - Criatividade
48% - Enredo e batalhas

XP e dracmas adquiridos: 19.200 x 2 = 38.400 xp - 19.200 dracmas

Comentário:

Tirando alguns pequenos erros de ortografia - como escrever "semideus" onde deveria ser "semideusa" (imagino que se deva à pressa) - você foi muito bem. Espero ver mais de sua história, Kang Pipper.

Maldição:

Maldição: Laços (memoriais) rompidos.
Descrição: A maldição consiste em uma espécie de magia, que necessita de renovação para que seu efeito funcionar e impede a semideusa de recordar-se completamente da irmã gêmea – Kang Poppet –, assim como detalhes sórdidos da vida que levava e que antecede a chegada ao Acampamento Meio-Sangue. Todo o conhecimento sobre a maldição é apagado – quando a mesma é renovada – assim como a existência de Poppet para Pipper. Um monstro é enviado periodicamente para atacá-la e, assim que a prole de Nyx o derrota, a maldição é renovada.
Consequência: Impede a semideusa de recordar-se da irmã, de detalhes da própria vida no passado (antes de chegar ao acampamento) e o conhecimento e informações sobre a maldição são apagados quando a mesma é renovada.
Extra: Atualmente encontra-se sem renovação. Mas seus efeitos de memória são permanentes.


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Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Ter Jan 30, 2018 4:58 am

restructuring
A adolescente rompeu pela porta de madeira envelhecida, envolta por uma camada de poeira que parecia ter o dobro de sua idade. Carregava uma expressão de dúvida no rosto, que só se agravou ao entrar no local e notar o resto da decoração desleixada e obsoleta da sala. As paredes que circundavam o cômodo eram de pedra e de aparência dura e espessa, como se não pudessem ser derrubadas. E quase todas elas estavam lotadas de quadros de igualmente obsoletos de indivíduos historicamente importantes – ela suspeitava – e em estados distintos de decomposição, assim como o restante da residência. Alguns que ela reconheceu quase imediatamente, devido a fama. Os olhos continuaram a examinar o conteúdo sigilado pela saleta, ouvindo a propagação da do degringolar do temporal. Grossas gotas de chuva caiam sobre as paredes de tal construção, cobrindo as vidraças com tal substancia e levando a um ponto crítico, onde as gotículas já haviam invadido aposentos e cômodos divergentes por toda a extensão da construção. As paredes circundavam a casa silenciosa, senão pelos sussurros de uma brisa que no mais tardar poderia dissipar-se. O único local livre da infestação aquática e vida selvagem aparentava ser o atual aposento onde os semideuses estavam.

O clima que se instalava no ambiente também era anormal, como se algo sagrado ou profano ali residisse. Os semideuses que a acompanhavam em tal missão, sendo um deles de mesma idade que Pipper e novato, um indefinido. Enquanto o outro rapaz tratava-se de Laurence, um filho de Apolo e amigo da adolescente desde antes da descoberta de que era uma semideusa, pareciam sentir a energia que fluía em tal local e a movimentação para alcançar as armas se deu de forma quase inconsciente. Estavam os três encharcados e tremendo de frio, diante da chuva, porém mais importante que um possível resfriado era concluir a missão e retornar em segurança para o acampamento.

- Eu, definitivamente, não estou gostando desse clima.

O comentário partiu de Laurence e ambos concordaram de imediato, fazendo a adolescente desembainhar a Ghost que mantinha presa graças ao coldre localizado na lateral da perna e rente ao quadril, examinando a sala com afinco. Como se pudesse localizar a fonte de tal incomodo. E, assim como quase toda sala: ela estava repleta de cadeiras ao centro, acompanhada por uma mesa central, arredondada. Entretanto, Pipper percebeu, que não era apenas a porta que fora feita daquela madeira – que certamente deveria ter envelhecido junto a casa. As mesas e cadeiras de madeira estavam em um ponto tão crítico de velhice que, em alguns pontos pareciam ter uma cor mais escura, similar a madeira original provavelmente, e em outros continham uma coloração mais clara, como se tivessem desbotado. Porém o que claramente chamou a atenção da menina foram os livros, amontoados em uma grande estante – coberta de poeira, para variar – no fundo da sala. Haviam livros em vários estágios de deterioração e quase todos eram livros com títulos desconhecidos ou em línguas distintas.

A Kang se aproximou das estantes, apanhando um dos livros que pareciam mais novos e retirando a camada de poeira que se acumulava no mesmo, esfregando a mão na calça molhada que trajava. O título estava escrito em francês, mas Pipper quase jurou que podia lê-lo e o significado das palavras vieram até ela de forma automática. Mas o conteúdo existe foi o suficiente para que ela ignorasse a estranheza da situação.

- Esses livros falam sobre rituais.... de ligação de almas e coisas para apaixonados. – Ela comentou, abrindo o livro e foleando algumas das páginas amareladas.

Antes que ela pudesse continuar foleando o livro a voz de Cancheski – o semideus indefinido – indicou que talvez não fosse seguro mexer em tais objetos. Afinal como motivo principal de tal missão tinham o fato de que alguns dos semideuses que circulavam pela região afirmavam que existia alguma fonte ou monstro provocando reações estranhas até nos humanos que habitavam o local e proximidades do interior de Oklahoma. Agindo como se estivessem sobre a influência de algum tipo de charme reverso, que tinha como função afastar os indivíduos. E era bastante perceptível que a missão em questão era considerada como simples e sem riscos. Entretanto ainda estariam lidando com possíveis relações afetadas diante de tal charme distinto. De imediato Pipper deixou o livro para trás.

- Na realidade, tudo isso parece obvio. Parece que alguém ou algo estava brincando com magia de ligações. – A adolescente apontou para a prateleira adornada de livros que suspeitava serem todos sobre o mesmo assunto como se a existência dos mesmos comprovasse seu ponto. – E algo deu errado e essa magia que existe aqui afeta as pessoas e as afasta.

A concordância propagou-se pelos dois semideuses, que, assim como ela, portavam um amuleto contra influencias de charme e afins, fabricado por uma das feiticeiras que era também filha de Hécate. De modo que os efeitos colaterais da região não os afetavam da forma como era esperado, possivelmente os efeitos eram nulos. Laurence questionou a existência de algo anormal, como objetos e a Kang não conseguir vislumbrar o sentir quaisquer indícios de magia que se sobressaltasse de algum ponto em especifico. Com isso ela avançou até a mesa localizada no centro da sala, observando o perímetro como se ali pudessem se sigilar alguns monstros nada agradáveis, o que felizmente não veio a ocorrer. Ao invés disso Pipper percebeu que havia uma espécie de joia no extremo da sala, jogado no canto, como se alguém houvesse o jogado para longe. E em um ato incomum para uma semideusa teoricamente experiente, porém comum diante da pouca idade que possuía, Pipper foi até o objeto o capturando com as mãos nuas. Notando de imediato que existiam joias ali que desconhecia, como se imitassem estrelas e, ao centro, formam a palavra zoon kiklon que ela reconheceu como significado “o círculo dos animais”. Com uma expressão de dúvida evidente no rosto a semideusa virou-se para encarar os outros semideuses, mas assim que o fez a sala da construção aos pedaços na pequena cidade localizada em Oklahoma se desfez em tons avermelhados. Como se fosse feita de fumaça. E em um piscar de olhos Kang Pipper estava em outro local.

Um lugar completamente distinto.

Ainda de pé no mesmo local onde estava, agarrada a joia peculiar que a lembrava a espécie de um cinto ou colar e ausente das armas e das roupas quais trajava anteriormente, a semideusa vislumbrou uma sala bem decorada e em tons vermelhos que se mesclavam a presença de tons amadeirados, presente também no assoalho de madeira o qual pisava em dado instante. No centro da sala estava localizada uma lareira que crepitava, formando uma harmonia com a som do vento forte batendo na janela, espalhando um calor que contrastava com o frio sentido anteriormente. Pipper sequer possuía uma reação, cambaleando para o lado e quase levando ao chão diversas fotos que adornavam uma mesa da qual possuía proximidade. O conteúdo ali existente propagou uma sensação de dormência pelos membros da semideusa. Numa das fotos existiam cinco pessoas as quais nunca esqueceria o rosto: ela própria, a mãe adotiva, acompanhada da tia... a avó e o pai, que havia a abandonado. Ao lado existiam mais fotos, recordações de momentos nunca vividos de uma infância que aparentava ser feliz.

Pipper ergueu a mão, a pressionando contra o estomago e se sentando ao chão, sem compreender o que estava ocorrendo. O que diabos era aquilo?!

O choque e o medo do que não era compreensível a esmagaram em uma sensação crescente de pânico que nunca havia experimentado antes, a ponto de fazê-la quase não ser capaz de respirar, mas da mesma forma que a sensação surgira, ela desapareceu. Deixando como marcas a respiração ofegante e os dedos ausentes de sangue devido ao aperto exercido sobre os mesmos. Pelos Deuses, Pipper estava muito ferrada.

- Nayoung! – Uma voz conhecida chegou aos ouvidos da menina, que se ergueu, consciente do próprio nome e volvendo os olhos para à poltrona que comportava, majestosa como sempre, a mais velha e sábia: sua avó. – Venha logo, parece que travou nesse canto, preciso lhe contar isso logo antes que essa sua namorada estranha venha para cá. Eu já lhe disse que ela parece que vai lhe sequestrar?! Onde já se viu e ainda vive por aí montada naquele dragão, semideuses de respeito usam pégasos!

A movimentação do corpo da semideusa se deu de forma quase automática, em uma recordação dos fatos que norteavam a próprio passado: sua avó estava morte e Pipper apenas a conhecia devido a uma ação proveniente da própria mãe. Mas naquele momento a aparência HyeJeong era comum, como se houvesse envelhecido ao passar dos anos e distanciava-se da aparência que mantinha no momento da sua morte – ocorrida na proximidade dos trinta anos, Pipper suspeitava – e a aparência que possuía em dado instante aproximava-se de uma senhora de sessenta anos, com fios brancos e olhos espertos, analisando o comportamento anormal de Pipper – ou Nayoung – com uma sabedoria que ela duvidava vir a possuir em algum momento.

- Você está pálida, comeu direito hoje? Vi sua mãe falando que você estava comendo doce escondido, se você ficar anêmica de novo... – HyeJeong comentou fazendo a adolescente assentir diversas vezes, quase provocando uma onda de lagrimas involuntárias ao sentar-se no sofá ao lado da poltrona e desfrutar de um acolhimento quase maternal que sentia falta. – Mas sim, querida você queria saber como seu pai nasceu. Ao menos quando você descobriu que era uma semideusa e não tinha idade para saber disso! Mas agora você pode saber, está até namorando.

A idosa fez uma careta ao citar o fato, o que provocou risos na semideusa, que pouco compreendia a situação, mas aproveitava-se dela mesmo sem compreender. Inconscientemente segurando o zoon kiklon com mais força entre os próprios dedos. Como se a presença de HyeJeong pudesse desaparecer. Mesmo que nunca houvesse a conhecido em vida ou soubesse de sua existência de fato, Pipper sentia um amor inexplicável pela avó e que seus desejos para que pudesse tê-la viva e presente em sua vida pudessem ser realizáveis e palpáveis.

- Eu posso sentar mais perto da senhora?

Pipper questionou, com a voz soando estranha, devido as lagrimas que mal podia conter e a idosa apenas indicou que sim, indicando que a Kang deitasse a cabeça em seu colo assim que a menina sentou-se no chão. Deslizando os dedos pelos fios escuros da neta em um conforto mudo.

- Quando eu tinha sua idade eu queria ser atriz e passei anos treinando e tentando, fazendo esses testes. E consegui chegar a fama com esforço, Nayoung. Mas fiz escolhas erradas também. – Indicou, puxando a orelha de Pipper sem força realmente. – E quando eu tinha uma carreira estabelecida e dinheiro o suficiente para comprar duas dessa casa eu conheci sua outra avó, Afrodite. Veja bem, ela parecia uma atriz de hollywood e estava interessada em mim. Claro, na minha época não era revelado nada disso, ter namorada sendo mulher?! Nem pensar. Então ficamos “amigas” em segredo.

Pipper ergueu a cabeça, vislumbrando os olhos da avó em uma compreensão evidente. Apesar da pouca idade que possuía o conhecimento do preconceito era algo evidente, assim como o receio de ser julgada por namorar com outra mulher ou que Hela pudesse sofrer pelo fato de estarem juntas. Vendo-se incapaz de imagina o quão preconceituosa seria a época onde HyeJeong havia conhecido Afrodite... Espera. Afrodite?! A Kang ergueu a cabeça em clara confusão, não conseguindo organizar os pensamentos com precisão.

- Espera, eu sou neta de Afrodite?! Vó, você está brincando comigo! – Pipper indicou, afastando alguns centímetros e recebendo um olhar estranho de HyeJeong que parecia preocupada, criando rugas de expressão pelo rosto bonito apesar da idade.

- Kim Nayoung, você vai na cozinha agora pegar comida e voltar para cá, está me entendendo?! Se eu pegar você sem comer de novo vou proibir aquela mocinha de vir aqui em casa e não vai voltar para o acampamento esse ano! Onde já se viu esquecer das coisas.

Em uma confusão palpável a semideusa tentou argumentar, porém de algum modo a Kang sabia que sua avó não era o tipo de pessoa que aceitava qualquer tipo de recusa à suas ordens, especialmente se elas forem explícitas e, mesmo que não sentisse quaisquer resquícios de fome, ela não hesitou em levantar-se e rumar para alguma parte desconhecida da casa. Adentrando em cômodos que desconhecia e sequer parando para refletir sobre o quão grande aquela residência era. Ao menos não encontrou tempo para que pudesse dissipar a tensão e confusão evidente nos próprios sentimentos. Sem compreender ao certo o que era tudo aquilo e que tipo de realidade era aquela. E, ao adentrar em um cômodo que aparentava ser a cozinha, teve um vislumbre de Jonghyun – o próprio pai e homem que havia a abandonada por não possuir dinheiro o suficiente – sentado e acompanhando de Blanca, a mãe adotiva que, pelos Deuses, aparentava estar grávida.

- Mãe! – Pipper esqueceu-se da própria presença que era apagada rente a porta, anunciando-se e avançando até Blanca, beijando ambos os lados do rosto da mulher e deixando o objeto que segurava em cima do sofá que ambos ocupavam outrora.

O sorriso oferecido por Blanca enviou ondas de uma felicidade genuína e acolhimento para Pipper, que a abraçou como se décadas houvessem passado desde a última vez que estiveram tão próximas.

- Nayoung, onde você conseguiu isso? Já falei para sua avó para de te contar essas histórias e parar de envolver Afrodite nisso! Eu ganhei esse Zodíaco quando fiz minha última missão para minha mãe divina e sai para fazer faculdade. Eu só não esperava voltar para casa com uma criança no colo. – Jonghyun comentou sorrindo, fazendo com que Pipper quase se encolhesse em resposta, sem saber ao certo como se sentia em relação ao pai biológico. Sem esconder o receio que sentia. – O que houve, Nayounguie?! Está tudo bem, eu e sua mãe estamos aqui.

O Kim moveu-se para perto de onde Pipper – ou Nayoung – estava sentada em proximidade a Blanca e, em uma reprise do exato momento em que fora levada da realidade a qual encontrava-se junto a Laurence e a Cancheski, o mundo pareceu experimentar da mesma desaceleração anormal, propagando uma vertigem na semideusa, que vislumbrou quando o cômodo se dissolveu em uma espécie de fumaça anormal e avermelhada, levando-a novamente a realidade a qual encontrava-se anteriormente: em Oklahoma, em uma missão. Daquela vez Pipper estava no chão, com Laurence a sacolejando de um lado a outro, em um desespero genuíno e que era terrivelmente característico a ele.

- E-Eu tô bem! Para me de me balançar! – O murmúrio da semideusa foi ouvido e acompanhado de um Cancheski preocupado o suficiente para segurar os braços de Laurence e impedir que ele a balançasse mais, fazendo o loiro notar que Pipper estava acordada de fato.

- Pelos Deuses sagrados do santíssimo Olimpo! Que susto, nunca mais desmaie assim! – Laurence quase gritou, enviando ondas de incomodo para os ouvidos sensíveis da adolescente que sentou-se no chão, elevando as mãos até o rosto, notando que existiam rastros de lagrimas quase secas pelas bochechas. E o menino não demorou a andar de um lado a outro comentando coisas sobre a saúde de Pipper com Cancheski como se a própria não estivesse consciente naquele momento, mas ambos foram devidamente ignorados pela adolescente.

E em alguns segundos mais tarde Pipper também notou que o objeto que segurava também não estava mais entre seus dedos. No lugar existia um papel amassado que havia soltado automaticamente assim que Laurence passou a gritar e falar coisas sem sentido, o abrindo de imediato.

Kang Pipper,

O Zodíaco estava causando perturbações e alucinações em quem se aproximava da área e como deve ter notado, o mesmo reage a parentes de Afrodite, afinal o mesmo pertenceu a deusa. Infelizmente tive que pegá-lo, afinal você estava em dívida comigo semideusa. Recomendo que pegue um desses livros, você irá necessitar deles em breve.
E não se tratava de uma ilusão, era um dos caminhos possíveis para seu futuro. O Zodíaco apenas lhe mostrou o caminho onde você teria mais amor e carinho.

Hécate.

Armas:
• Ghost [Uma espada curta e irregular, envolvida por uma aura negra, seu cabo é envolto em couro e sua lâmina é feita de ferro estígio. Se adapta muito bem ao seu usuário, sendo bastante equilibrada. | Efeito 1: Aumenta o poder dos filhos de Nyx e permite que tais crianças consigam fazer uso/manipulação da energia escura que está ao redor da lâmina sem que haja gasto de MP por criação de tal elemento. (Pode ser usado por apenas 3 turnos.) Efeito 2: +10% de dano contra criaturas de luz. | Ferro estígio e couro. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem nenhum dano. | Mágica. | Arsenal do Acampamento.]
Maldições:
Maldição: Laços (memoriais) rompidos.
Descrição: A maldição consiste em uma espécie de magia, que necessita de renovação para que seu efeito funcionar e impede a semideusa de recordar-se completamente da irmã gêmea – Kang Poppet –, assim como detalhes sórdidos da vida que levava e que antecede a chegada ao Acampamento Meio-Sangue. Todo o conhecimento sobre a maldição é apagado – quando a mesma é renovada – assim como a existência de Poppet para Pipper. Um monstro é enviado periodicamente para atacá-la e, assim que a prole de Nyx o derrota, a maldição é renovada.
Consequência: Impede a semideusa de recordar-se da irmã, de detalhes da própria vida no passado (antes de chegar ao acampamento) e o conhecimento e informações sobre a maldição são apagados quando a mesma é renovada.
Extra: Atualmente encontra-se sem renovação. Mas seus efeitos de memória são permanentes.
OBS:
Para fazer essa CCFY eu utilizei essa referencia sobre a Deusa: "Por sobre suas vestes alvas, Afrodite usa um manto azul. Nessa roupagem se eleva aos céus e se torna Urânia (“celeste”), a Virgem dos Céus. Recepcionada nas alturas por seu pai Urano, o Céu, Afrodite dele recebe uma coroa de estrelas e um cinturão de constelações chamado Zodíaco (do grego zoon kiklon: “o círculo dos animais”). Urânia, ou Afrodite Urânica, é a conhecida Sofia (do grego sophia: “sabedoria”) que traz das alturas eternas as verdades imutáveis do mundo, a sabedoria."
Logo pensei nesse item como algo que revela verdades e, por minha personagem ter uma ligação com Hécate (através da magia e por namorar com uma filha dela) tal verdade foi exposta junto com um dos caminhos e possibilidades da vida.


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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Selene em Ter Jan 30, 2018 1:33 pm


Kang Pipper

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 5.000 XP e 5.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  5.000 XP - 5.000 dracmas

Comentários:
Pipper,
Notei que seu texto flui bem e, apesar de simples, você consegue passar bem as sensações e emoções. Ainda assim, notei dois ou três erros que foram cometidos por nada mais do que pressa. Dessa vez, não haverá descontos por eles não terem atrapalhado a fluidez da leitura, no entanto, espero que seja mais cuidadosa no futuro.



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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Kang Pipper em Seg Abr 30, 2018 11:39 pm

Viagem no Tempo
Alterar o passado possuía consequências notáveis com o presente e o futuro, as sequelas de um universo distinto do que fora apresentado no primeiro momento parecia guardar corolários que Pipper desconhecia até o momento, mas memorias que pareciam não lhe pertencer indicavam que a história foi reescrita e o universo colapsava diante da alteração que desconhecia – ainda que a ligação e conhecimento do fato viesse a ser apresentada em um momento posterior, lhe dando doses de uma perturbação mental sem nexo em dado momento –. Lembranças de pequenos fatos que nunca ocorreram norteavam as noites da adolescente, adornado de olhos amarelados e um bico de coruja que portava um ramo de uma oliveira. Ela esquecia-se de alguns dos sonhos, assim que abria os olhos, mas a sensação de que alguém empurrava o conhecimento pelo seu cérebro era constante. Assim como a certeza de que era observada. E as vagas memorias ofereciam base o suficiente para que Pipper conhecesse que se tratava de Athena.

Uma divindade menor, prole de Zeus, e ajudante de Hefesto, Deusa do artesanato e ferramentas. Pipper conhecia a história o suficiente para saber que Athena nunca havia aceitado o rebaixamento e transferência das funções que detinha antes, mantendo a coruja como seu símbolo, mesmo que não mais abrangesse suas áreas de poder. Não era segredo algum também a rigidez da Deusa e temperamento explosivo. Honestamente, Pipper não sabia o que ocorria, porém estava certa de que não poderia negar qualquer pedido da divindade, não naquele momento. Antes que a Kang conhecesse a própria natureza divina, Gaia havia assumido o controle do Acampamento Meio-Sangue e Acampamento Júpiter, banhando o chão com sangue dos semideuses e ameaçando os Deuses por controle, enquanto ambos os acampamentos se atacavam em uma guerra estupida iniciada por um pretor louco.

A quantidade de semideuses, desde então, diminuiu consideravelmente e Quíron costumava murmurar que nunca iriam recuperar-se da perda de grandes heróis. Mesmo que as crianças restantes, acompanhadas dos Deuses, houvessem derrotado a mãe terra. Os acampamentos ainda encontravam pontos de tensão e qualquer morte significava ainda menos campistas e um Quíron cada vez mais triste. De modo que não era, de forma alguma, aconselhado irritar algum Deus.

Em um suspiro cansado, Pipper desejou que o universo que via na própria mente fosse o real, que os acampamentos pudessem existir pacificamente e que todo o sangue derramado no passado pudesse ter sido evitado. Mas tudo se dissolvia quando abrir os olhos e contemplava a realidade concreta. A floresta havia sido queimada e ainda queimava, em um fogo que durava anos, os chalés foram destruídos em partes e ruinas ainda pintavam o acampamento Meio-Sangue, como se nenhum campista encontrasse coragem para remover os entulhos. Dentre os poucos chalés restantes cada criança havia sido agrupada de acordo com seu parente divino e, como afirmavam os veteranos, o chalé de Hermes era o único que seguia a tradição e permanecia lotado. Naquela noite novamente a adolescente escapou para a cama de Hela após vislumbrar uma realidade a qual não vivia, acompanhada da presença muda da Deusa dentro da própria mente.

- Tem algo acontecendo, Hel. – Murmurou assim que percebeu que a namorada havia acordado, encaixando o rosto na curvatura entre o pescoço e clavícula da prole de Hécate, se sentindo reconfortada quando a mais velha deslizou a destra pelos seus cabelos.

Quando fechou os olhos novamente, ouvindo o som da respiração de Hela, Pipper acreditava que seria capaz de dormir sem sonhos estranhos pelo restante da noite, porém Athena possuía outros planos traçados para a semideusa. Memorias desconexas surgiram como uma avalanche no cérebro de Pipper, fazendo-a ter vislumbres de uma vida e de uma outra Pipper. Naquele universo morto que estava apenas em sua cabeça, não havia tanto sangue pintando o solo dos acampamentos, não havia uma tristeza doentia pairando sobre a floresta devastada ou a chuva que nunca parava, aliada ao fogo que nunca deixava de queimar. Existia esperança e dias de sol, um Acampamento que Pipper nunca conheceu, uma casa que era compartilhada em proximidade a uma floresta. Tudo pareceu piscar diante das pálpebras de Pipper e, no próximo segundo, Athena a conduzia por um labirinto composto de letras gregas que brilhavam em um laranja vibrante que tornavam-se azulados na presença da divindade. O murmúrio irritado da Deusa era captado por uma Pipper sonolenta, que ainda vislumbrava acontecimentos nunca vividos.

E talvez a semideusa permanecesse assim por horas, bebendo de lembranças que pareciam lhe pertencer, mas que eram ao mesmo tempo tão diferentes. Um mundo diferente resultava em uma Pipper diferente, ainda que fossem as mesmas. Mas a Deusa parecia saber o que fazer, pressionando as mãos contra a cabeça de Pipper e forçando um desmaio. Concentrando-se no que deveria ser feito para que o destino tomasse o curso inicial. O labirinto de dédalo, que em tal realidade era um filho de Hefesto, era o ponto de convergência necessário para que ela pudesse enviar a semideusa – escolhida por não ter qualquer ligação com si mesma ou Poseidon e, principalmente, por aproximar-se demais do Pipper da linha sem qualquer alteração temporal –. Athena confiava que tal semideusa conseguiria colocar o destino dentro dos eixos, ao convencer o povo a aceita-la como patrona novamente. A situação ia muito além do ego da Deusa, que ao perder para Poseidon, iniciou uma briga entre ambos que resultou na perda de funções e posto como Deusa menor, dando espaço para Héstia entre os Olimpianos. Mas cada pequena ação modificou drasticamente o futuro e Athena temia que os semideuses encontrassem seu fim em poucos anos. Era necessário fazer com que tudo retornasse a ordem original.

Infelizmente o tempo que a divindade possuía era curto e seu poder era, no momento, limitado. Deixando instruções acompanhadas de uma moeda para a semideusa antes de concentrar energia o suficiente para envia-la para um ponto especifico da história.

Assim que Pipper abriu os olhos, contemplou o céu beijado por estrelas e astros, sentindo o vento em contato com o próprio rosto, propagando os cabelos para todos os lados. Pipper fechou os olhos novamente e foi abraçada pela noite, tornando a abrir os olhos apenas quando os primeiros vestígios do sol apareceram, sentando-se em visível confusão. Suas roupas não era mais o pijama branco e rosa da noite anterior, sendo substituído por um quíton dourado e uma krêpis adornava seus pés, além de joias abraçando os pulsos, braços e pescoço. O mais chocante estava na paisagem, em uma visão que Pipper juraria ser capaz de ver apenas em algum documentário sobre a Grécia Antiga e que oferecesse uma reconstrução computadorizada de algumas das cidades. Porém lá estava ela, diante de Atenas, vestida como uma mulher grega rica, adornada de joias e portando a própria espada.

A arquitetura e disposição das estatuas – bastante coloridas e cheia de detalhes vividos –, assim como as próprias vestes e joias distraíram Pipper por tempo o suficiente para que ela demorasse a notar o bilhete preso na espada e a moeda que era usada como pingente no próprio pescoço, assemelhando-se a um adorno caro. Mas, felizmente, a adolescente notou o bilhete antes que pudesse seguir pela praça, naturalmente curiosa. A caligrafia de Athena era bastante bonita e ali, escrito em grego antigo, indicava que Pipper deveria anunciar ser uma mensageira enviada por Athena e ajudar qualquer indivíduo da cidade, assim como tentar convencê-los de que Poseidon não era adequado para ser o patrono da cidade. Obviamente Pipper não sabia como fazer isso.

A Deusa ainda indicou que, nas vestes da adolescente, haviam azeitonas magicas. Caso estivesse com bastante fome, certamente tais alimentos estaria de fato fazendo magicas em seu estomago, mas felizmente ela não estava com fome naquele momento, mas não era capaz de pensar em como lhe seriam uteis. De forma que perambulou pela praça, vislumbrando o nascer do sol em uma das cidades de grande importância para as civilizações antigas. Ela não era uma criança entusiasmada com a história ou o passado em geral, porém não era possível negar o quão aterrorizantemente excitante a situação era, a ideia de que estava compartilhando o nascer do culto aos Deuses gregos praticamente – ao menos do ponto de vista histórico –. Em pouco tempo a semideusa desistiu de iniciar uma caminhada pela cidade, sentando-se em um dos pontos altos no mesmo local onde havia acordado, contemplando a vista enquanto a cidade parecia dormir.

Honestamente Pipper não conhecia as nuances da vida dos gregos, não sabiam seus hábitos e ou se haviam guardas pela cidade para estranhar a presença de uma adolescente com características físicas que deveriam ser incomuns em tal época. Afinal as pinturas e estatuas lhe mostravam mulheres e homens de cabelos cacheados e tons de pele que variavam, não existiam representações asiáticas, mas talvez não fosse incomum, ela poderia apenas não saber. E ela permaneceu ali até que pessoas passassem a perambular pelas ruas, algumas voltando os olhos para Pipper, porém desviando-os depressa como se a temessem. E, por mais que a própria Kang sentisse receio de ir em busca de contato com os indivíduos da cidade-estado, o ato era necessário. Foi pensando nisso que a adolescente passou a descer as escadas de pedra e juntou-se as pessoas da cidade, tomando cuidado com a lamina escura que carregava para que não provocasse cortes nas pessoas que transitavam – que abriam caminho para a semideusa com olhares de espanto e temor em seus rostos –.

Talvez estivessem assim pela presença da espada ou talvez pela aparência anormal de Pipper, mas ela não poderia descartar que poderia ser uma mescla de ambos. Ela notavelmente continuaria a caminhar rumo a qualquer local aleatório, entretanto a presença de guardas em seu caminho a fizeram parar em uma espécie de respeito que se mesclava ao receio e por não saber como agir em tal situação. Antes que qualquer um deles pudessem abrir a boca, Pipper começou a falar – obviamente sem conseguir se controlar diante do nervosismo que experimentava –.

- Eu fui enviada pela deusa Athena, sou uma criança de Nyx e Afrodite é uma parente divina. – Pipper indicou, sem parar para perceber que as palavras que saiam da sua boca estavam em grego antigo, exibindo o colar que possuía a moeda como símbolo da divindade.

Os quatro guardas abaixaram a cabeça de imediato e um deles indicou que ela deveria segui-los, enquanto as pessoas a volta murmuravam em tons entusiasmados, se referindo a Pipper como um presente generoso. E ela nunca saberia dizer que aquilo era uma coisa boa ou ruim para si, mas que para os habitantes de cidade soava como algo incrível. Naturalmente Pipper não conseguiu ouvir os cochichos dos guardas e nem vislumbrou quando um deles ganhou uma coloração anormal nos olhos, em uma indicação de que sua vida não seria mais fácil na tentativa de fazer com que as coisas retornassem a ordem natural. Desde que havia acordado, Pipper havia recordando-se do universo que julgava ser apenas fruto da sua imaginação, não apenas dos aspectos que regiam sua vida, mas de tudo. Era como se suas outras memorias se mesclassem com as vivenciadas ao longo dos seus quinze anos.

Com um suspiro a adolescente pensou em pedir que um dos guardas lhe dessem algo para manter a espada presa ao corpo e pronta para batalhar caso fosse necessário, porém o adorno de pessoas e barulho proveniente das ruelas pouco espaçadas foram suficiente para garantir a Pipper que nenhum dos quatro a escutariam. A confiança que Pipper nutria, baseada no simples fato de que eram guardas e que dificilmente iriam fazer algum mal a uma enviada de Athena obviamente estava equivocada. E ela só percebeu quando chegou ao local indicando: uma casa modesta, adornada de esteiras e mesas, com pinturas nas paredes e poucas janelas, adentrado sem qualquer indício de receio. Porém quando virou para encarar os guardas em um questionamento, notou que os olhos dos quatro estavam adornados de um brilho amarelado e doentio, como se estivessem com alguma doença contagiosa nos olhos.

Por puro instinto e experiência ela sabia que estavam possuídos por alguma coisa, mordiscando o lábio inferior ao contemplar o que deveria fazer em dado instante, porém os quatro chegaram a uma conclusão antes da semideusa: avançando contra Pipper com as espadas empunhadas e expressões vazias. Conhecendo a espada que carregava, ainda que não possuísse grandes experiências com a mesma, Pipper sabia que iria sair da luta relativamente bem. Porém tinha receio de machucar qualquer um dos guardas seriamente e por tudo a perder. De modo que a Kang simplesmente correu pela sala ampla, jogando a mesa em um rapaz e chutando as partes baixas de outro no processo, escapando para a rua estreita e andando sem qualquer rumo após abrir uma distância que julgava considerável entre os guardas.

Longe dos templos e das construções grandiosas Atenas parecia uma cidade comum, com casebres mal planejados e ruas pequenas demais, ausentes de iluminação, pelo que a semideusa poderia deduzir. Em cansaço e ausente de rumo a adolescente juntou-se a um grupo de mulheres de vestes simples, ignorando os olhares e questionamentos mudos. Àquela altura os cabelos estavam levemente desgrenhados e se enroscavam a uma das presilhas que os mantinha sob controle e nenhuma das moças parecia deixar os cabelos soltos, mas naquele momento Pipper não se importou com os julgamentos.

- Vocês estão bem? Precisam de ajuda? – Questionou, repousado a espada sobre os joelhos ao sentar-se na borda da fonte de água onde lavavam roupas. Pelos olhares recebidos e diferenças entre as roupas que trajavam, era bastante obvio que não era nada comum que alguém de aparência “rica” oferecesse ajuda.

Ela sentou-se na borda, retirando as sandálias, amarrando a roupa na altura dos joelhos e puxando os adornos nos pulsos para a metade dos braços, passando a lavar um dos tecidos em proximidade.

- Não sabia que enviados dos deuses e semideuses também sabiam lavar roupas. – Uma das moças comentou, observando o trabalho que a adolescente realizava, olhando a espada pelo canto dos olhos e Pipper não saberia informar se tratava-se de interesse ou temor.

- Bem, de onde venho é normal que todos lavem roupas, nós semideuses precisamos começar a treinar muito cedo e deixar a família humana as vezes é a melhor solução. – Pipper ofereceu um sorriso, não esperando que a mulher a compreendesse, afinal em tal tempo os monstros ainda não perseguiam as crias dos Deuses.

E, quando o almoço chegou, Pipper trocou uma de suas pulseiras por um prato de comida, insistindo com o rapaz para que aceitasse a joia em troca do almoço, ganhando mais comida do que achou que deveria. E, ao longo do que restava do dia, Pipper perambulou pela cidade, ajudando diversas pessoas, mesmo aquelas que acreditava não precisarem de ajuda. Em todas as ocasiões a adolescente viu um respeito evidente no rosto dos indivíduos e um temor, antes que pudessem romper a tensão e conversar normalmente. Felizmente a Kang não viu mais nenhuma pessoa com os olhos alterados, ainda que sentisse uma presença anormal, como se houvessem olhos cravados em sua nuca. E, pelo cair da noite, Pipper foi capaz de vislumbrar três senhoras: a do meio segurava um fio dourado enquanto a da extremidade direita uma tesoura bastante grande, todas discutiam e pareceram não perceber a semideusa ou simplesmente não quiseram. O fato é que pareciam insatisfeitas com toda a situação.

E ela permaneceu ali: escondida em uma das ruas por vários minutos, antes de retornar pela ruela, onde as pessoas recolhiam-se em suas casas, carregando tochas e alguns dos vestígios de iluminação, deixando a rua completamente escura e ausente de iluminação. E, pelo horário, Pipper poderia saber que era extremamente cedo para adormecer e que a o recolhimento deveria ser diante do receio do escuro. Em um entendimento de que o próprio destino e as parcas não deveriam estar satisfeitas com a intervenção no passado a adolescente renegou o sono que deveria ter, com o céu estrelado sobre a própria cabeça, sentindo a noite a proteger como nunca havia feito, Pipper caminhou pelas ruas, pensando no que poderia fazer para que Athena fosse escolhida, a solução lhe soando obvia assim que olhou para o céu salpicado de estrelas. Ela desceu até o porto, correndo praticamente, sem importar-se com o barulho que provocava pelo caminho, encontrando pequenas vasilhas feitas de barro e vidro, colocando uma azeitona dentro de uma das vasilhas e vendo quando a mesma se transfigurou em um liquido: azeite de oliva. O próximo passo da semideusa foi desenhar a runa Naudhiz numa das pedras, utilizando a própria espada para desenhar a runa e para cortar-se superficialmente, invocando fogo o suficiente para que houvesse uma espécie de lamparina.

Agora a semideusa era capaz de compreender o que deveria fazer, esperaria o dia amanhecer e ensinarias as pessoas como iluminar a noite. E, caso não funcionasse pensaria em outra coisa. Com um suspiro satisfeito a adolescente apagou o fogo que havia conjurado – afinal seus olhos ajustavam-se ao escuro sem dificuldade –.


Armas:
☾다크 블레이드 [Trata-se de uma lâmina escura que se assemelha – a primeira olhada – a alguma espada proveniente do submundo. A lâmina possui um metro de comprimento e o seu cabo foi fabricado para se encaixar na mão da semideusa, possuindo espaço para três jóias. O seu corte é extremamente preciso e é possível cortar dos dois lados da lâmina. | Efeito 1: Sugadora de energia; o armamento do semideus será capaz de sugar – através de um corte – parte do MP do adversário de seu portador, e converte-lo para si. Dessa forma, 30% do MP do adversário do semideus ao ser cortado com essa arma, será roubado e convertido ao portador do armamento. Essa habilidade poderá ser usada uma única vez por luta, evento ou missão, se a pessoa que for atingida por essa arma tiver um MP superior à do usuário que empunha a arma, o MP deste fica cheio, mas não aumenta. | Efeito 2: Roubo de vida; o dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento. | Efeito de retorno: A arma sempre retorna ao dono, caindo ao seu lado. | Material semidivino indetectável. | Espaço para três gemas. | Alfa Prime | Status 100% Sem danos. | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento. | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses). | Evento de natal 2017.]
Poderes passivos de Nyx:
Nível 15
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.
Poderes passivos de Afrodite:
Nível 1
Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Fluência em Frances
Descrição: Não importa se você nunca teve contato com o idioma, mas por ser a língua do amor, você pode fala-lo fluentemente, lê-lo e escrevê-lo com perfeição, como se esta fosse sua língua materna.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Comunicação com Pombas e Cisnes
Descrição: Ambos são animais regentes da deusa do amor, logo, seus filhos podem se comunicar com as mesmas, podendo pedir pequenos favores e principalmente informações. Os pássaros não te obedecem, mas têm respeito e admiração por você.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações através deles, e com seu charme natural, até consegue que eles te ajudem.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Chicotes I
Descrição: O filho de Afrodite/Vênus possui um manejo elevado com chicote e, além disso, é totalmente hábil em fazer manobras incríveis e incomuns com o mesmo, podendo envolver um membro específico do corpo de seus adversários com o chicote para comprometer sua respectiva movimentação. O semideus será bom com o manejo da arma, mesmo sem nunca a ter utilizado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no Manejo de Chicotes.
Dano: +5% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nível 4
Nome do poder: Resistência
Descrição: O filho de Afrodite/Vênus, é um sedutor nato, que conhece a magia por trás do charme, e da sedução. Isso faz com que se tornem invulneráveis a poderes envolvendo a beleza do oponente e magias com amor, essas não atingem o seu personagem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a enganação do coração, charme, sedução e beleza não surtem efeito na prole da deusa do amor.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pericia com Adagas I
Descrição: O semideus possui certa afinidade com as adagas, uma arma delicada, simples, que em suas mãos se torna mortal. O filho de Afrodite/Vênus costuma repelir armamentos mais pesados, por isso a adaga o atrai com mais facilidade. E mesmo que ele nunca tenha se utilizado de uma, conseguira maneja-la com certa facilidade. Nesse nível, ainda apresenta alguns poucos erros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +5% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nome do poder: Símbolos
Descrição: Como prole de Afrodite/Vênus o semideus consegue identificar qualquer símbolo ligado ao amor e seus derivados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extras:
Runa Naudhiz: O semideus poderá fazer uso de tal runa sem ser necessário o uso do grimório, invocando uma bola de fogo ao desenhar runa em algum local natural (o que inclui o corpo humano) a energizando com sangue. O fogo irá durar um turno. [-10 de hp por corte]

Perdido no tempo: Poseidon decidiu que ele poderia conseguir convencer o povo de Atenas a escolhê-lo como patrono e para isso, mandou um de seus filhos para dissuadir o povo da cidade. O que deu certo. Agora, Atena escolheu você para voltar no tempo e convencer o povo a aceita-la como patrona, para deixar tudo como estava antes. Só tome cuidado. As parcas já estão bem irritadas com essa bagunça em sua trama de fios dourados e não vão facilitar sua vida. (Postagem: 0/1)

Tubo Pack Prime: (Em cinco postagens de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a XP duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado cinco vezes). Situação: Cheio 2/5, não foi utilizado.
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Re: 또 하나의 the shadow Δ

Mensagem por Macária em Qua Maio 02, 2018 1:26 pm

Kang Pipper


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos: 2.500 xp e dracmas


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas: 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 25%


RECOMPENSAS: 2.225*2 = 4.450 xp e 2.225 dracmas


Comentários:
Eu poderia facilmente ter lhe dado a maior xp não fosse o fato que você pareceu correr com o final de sua missão - o que cortou um pouco do fluxo de atenção que essa missão estava me cobrando -. No mais, sua escrita é ótima, limpa e muito agradável. Bom trabalho, semideusa.




this a good death
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Re: 또 하나의 the shadow Δ

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