The Blood of Olympus
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The Rise of Darkness

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The Rise of Darkness

Mensagem por Shane Louvren em Qua Abr 19, 2017 3:41 am


Capítulo 1



- Eu não esperava sua visita aqui tão cedo, Shane. – Foi o que o Quíron me respondeu assim que eu entrei na sala dele.

O local estava pouco iluminado por que o Sol raiava ainda sem brilho pleno, o acampamento ainda estava adormecido, mas não diretor de atividades, que já estava radiante com uma camisa de abotoar de lenhador em sua cadeira de rodas encantada, lendo alguns documentos que eu não faço ideia do que tinha ali dentro. Eu não posso falar o mesmo de mim, já que vestia apenas calça de um moletom preto, sem camisa, cabelo despenteado e um bilhete de ônibus na mão, isso tudo por que fui tirado da cama por um sonho extremamente convidativo.

- Desculpe Quíron, é que eu tive um sonho muito real, precisava correr até você. Eu preciso ir a Memphis.

- Como assim? – Perguntou o diretor de atividades franzindo o cenho, só que entreguei na hora o bilhete de ônibus que estava na minha mochila quando eu cheguei ao acampamento. – O que é isso?

- Quando eu cheguei ao acampamento e fui olhar o que tinha na minha mochila, tinha esse bilhete de ônibus datado da noite anterior à quando acordei de repente na colina.

- O que você viu no seu sonho?

- Eu estava olhando a esquina de um lugar, havia um parque de um lado, ao longe um teatro e museu. Eu fui levado aos poucos pelo frio da noite, era como se tivesse algo ali realmente. Eu podia sentir a aura estranha do lugar até ver uma árvore marcada, nesse parque, com o meu nome.

- Por que esse lugar seria Memphis?

- Quando eu estava na esquina eu li o nome da rua, é  Beale. Eu venho estudado a cidade de Memphis desde que descobri essa possibilidade de eu ter vindo de lá. Esse sonho me parecia mostrar algo, o que será que tem nessa árvore?

- Shane, pode ser uma armadilha de quem te persegue. Nós dois sabemos que sua memória foi arrancada de você por um ser poderoso, uma espécie de feiticeira, que nem é o maior de seus problemas, já que ela era uma seguidora de alguém.

- Eu sei disso Quíron, eu descobri também, quando fui ao Bosque de Dodonna, a árvore disse que eu vi volta do próprio mal. Esse ser perseguiu meu pai, seja lá quem for, eu tenho que fazer algo sobre isso.

- Acho que é uma escolha muito errada, alguém que tem influência sobre uma feiticeira não é fraco, sendo chamado de próprio mal pelo bosque, muito menos. Isso pode ser uma armadilha para acabar assuntos que algumas semanas antes sua própria mãe o protegeu. Não acha isso?

- Claro que existe essa possibilidade, mas pode ser o meu pai.

-Por que o seu pai então não se mostrou no sonho? Por que ele não disse o nome dele?

- Às vezes ele pode estar se escondendo também, foi uma mensagem codificada através do sonho. Eu só poderei descobrir indo até lá. – Falei, um pouco bravo por que não via colaboração do Quíron, só que o centauro tinha pontos importantes em sua fala, ele se importava comigo.

- Eu... Irei abrir mão da razão por você, afinal isso é um caminho perigoso, mas você sabe disso e ainda sim quer arriscar. Vá ao seu chalé, junte suas coisas e volte aqui, irei preparar você para sua viagem.

Sorri largamente e abracei o centauro, quem também sorriu e depois me permitiu sair da sua sala. Entrei no chalé um pouco afobado, acordei até uma de minhas irmãs que teria me fulminado com um raio laser se tivesse esse poder com seu olhar.  Troquei a calça moletom pelo jeans, botei uma camisa de mangas curtas preta e joguei meu casaco branco por cima do corpo ainda aberto. Sentei na cama calçando meu all star preto e depois fiu ajeitar a mochila. Uma muda de roupa, dracmas, comida, água e nada mais, até por que não tinha muito o que levar comigo. Escondi a faca de bronze celestial no bolso do casaco e adornei meu dedo polegar direito com meu anel mágico. Prendi no pulso meu bracelete encantado e coloquei o boné no espaço lateral da mochila, já pronto para partir.

Ao voltar para a Casa Grande, apenas recebi uma passagem de ida para a cidade desejada e dinheiro suficiente para comprar uma de volta, logo eu perderia pelo menos dois dais na estrada para ir e também meu retorno, muito tempo para pensar. Deixei o acampamento sentindo a proteção mágica acabar e o clima mudar para um vento mais gélido com o início da manhã, pois ainda nem havia dado sete horas e eu já queria pegar o ônibus que passava na estrada para poder alcançar Memphis ainda na próxima madrugada.

Quando enfim o ônibus passou, havia poucos passageiros e consegui sentar no fundo do automóvel coletivo para ter visão ampla de todos que entrassem, prevenir contra prováveis problemas. Aos poucos o tempo foi passando e eu ficava ou lendo algum livro ou tentando escutar minhas músicas no meu canto, só que era praticamente o dia inteiro de viagem em puro tédio, até que uma mulher veio andando diretamente até mim e se sentou ao meu lado. Ela vestia uma calça jeans justa que delineava suas pernas até uma bota preta, camisa azul marinho com o símbolo da Nike no meio do peito e um casaco de couro por cima do corpo. O cabelo estava preso num rabo de cavalo e seu rosto era pálido e com uns óculos escuro que ainda cobria seus olhos, só que ela tinha uma aura intimidadora. De repente, ela se voltou para mim e disse:

- Como está sua viagem, Shane?

- Boa... Por acaso eu conheço você? Por que eu perdi minha memória recentemente então...  – Falei, levando a mão até o interior do meu casaco, preparando para usar minha faca se fosse necessário.

- Você nunca me conheceu, mas eu conheci muito bem seu pai e por isso sei sobre sua vida. Meu nome é Nice, deusa da vitória. – Comentou a suposta deusa, relaxando o corpo na sua poltrona e me fazendo largar a faca, afinal não seria uma boa lutar contra ela.

- Uma deusa... Primeira vez que eu vejo uma pessoalmente de verdade, sem contar memórias. Por que você está aqui?

- Muitos são os motivos, só que algumas coisas eu não tenho permissão de falar, logo nossa conversa fica mais curta do que imagina. Em primeiro lugar, por que está indo a Memphis? Sua mãe acha perigoso.

- Você é uma aliada da minha mãe, lembrei agora...

- Eu sou a vitória dela, lutamos lado a lado. Isso quer dizer que eu sei o que sua mãe pensa sobre sua viagem, mas ela não pode falar com você pessoalmente.

- Eu... Sei que pode ser perigoso, mas pode ser o meu pai.

- Seu pai... Impossível, infelizmente o seu pai está desaparecido desde a noite que você chegou ao acampamento, isso quer dizer que ou ele está morto ou preso.

- Como assim? – Perguntei, girando meu corpo e sentindo uma onda de culpa, por que aparentemente isso era algo que me seguia rotineiramente.

- Eu não tenho permissão para falar muita coisa, se quer citar o nome dele. Mas posso lhe contar algumas coisas. O seu pai foi um legionário importante, extremamente hábil e que serviu com maestria o tempo dele como soldado, depois partiu em viagem.

- Então meu pai é romano? Isso explica por que o registro dos últimos cem anos do Quíron não apresentam um nome de homem e final Louvren.

- Para de me interromper. – Disse a deusa, cutucando o meu ombro e deixando bem claro que nem a vez de falar ela gostava de perder. – Seu pai então conheceu Athena, ela ficou encantada com a inteligência e capacidade de batalha do seu pai, você nasceu e ele cuidou de você com toda a vida dele. Acontece que ele soube de algo terrível, que tentava ressurgir... Então ele fez uma escolha arriscada.

- Que coisa terrível é essa?

- Não posso falar, mas seu pai poderia muito bem ter deixado de lado, mas preferiu investigar e deter a criatura, tendo êxito, porém se tornando um alvo para os seguidores desse ser vil. Como consequência, vocês foram caçados até seu pai ver como única saída você ficar no acampamento enquanto ele resolvia tudo, só que as coisas não saíram como ele planejou.

- Quer dizer que Memphis não é minha casa de verdade? Apenas uma cidade que passamos?

- Sim, a última onde ele aparentemente deixou algumas coisas para você, só que obviamente ele não contava eu você fosse perder a memória. Esse é o grande problema, Shane, alguém sabe o que ele deixou para trás.

- Quem é esse alguém? Você fica falando em enigma, seja direta.

- Não ouse me dar ordens, garoto, nem mesmo sua mãe lida assim comigo. – Falou a mulher retirando os óculos e quase me escondi no banco da frente quando ela me encarou.

- Desculpe... Não quis dizer isso...

- Eu sei, muita pressão para alguém que não se lembra de nada. Bem...Seu pai deixou alo importante para você em Memphis, que com certeza vai começar a te ajudar a desvendar os mistérios de quem caça você, só que com seu pai fora da jogada, toda a responsabilidade de deter que está por vir cairá sobre você se continuar se metendo onde não é chamado.

- Eu fui chamado, veio em sonho para mim.

- Você é inteligente, garoto, eu tenho acompanhado você, só que sua atitude agora é imatura e sem estratégia alguma. Não conhece o terreno, não sabe quem irá enfrentar, você está caindo numa armadilha bem clara. Você ainda pode ir embora. – Comentou a deusa, mostrando um bilhete de ônibus.

- O que é isso?

- Bilhete para você descer na próxima rodoviária e voltar a Long Island. Sua mãe e os seguidores dela vão dar um jeito no ser que está por tentar se erguer, mas na hora certa. Você não precisa se meter nisso, apenas treine e seja o melhor.

-Ou meu pai foi morto pela tal feiticeira ou ele está preso, sendo vingança ou resgate eu darei prosseguimento ao meu plano. Eu irei a Memphis, recuperar o que foi deixado para mim e continuar a procurar a verdade;

- Você é tão teimoso quando o seu pai. Eu ajudei a ele da melhor forma que pude, dei algo que o protegia e que se achar poderá usar também, caso mereça.  – Falou a mulher se levantando enquanto o ônibus parava.

- Vai embora? – Questionei, ao ver que ela descia no ponto.

- A vitória está sempre perto dos melhores, esforce-se para ser um deles. Lembre-se, se vir uma coruja com olhos vermelhos, ela pode te proteger.

A deusa se foi, deixando obviamente muitas dúvidas e questionamento sobre os detalhes do resumo feito por ela sobre a vida do meu pai, sendo que algumas dicas importantes foram dadas. De qualquer forma, o restante da viagem foi extremamente calma e tediosa, tanto que o dia foi sendo substituído pela noite e as rodoviárias apenas mudavam de nome, só que o asfalto e fazendas eram a paisagem quase que preponderante. Paramos em dois lugares diferentes onde pude comer alguma coisa e tentar tratar um plano qualquer, sabia que estaria num jardim em campo aberto, sem defesas aparentes, porém sem nenhuma opção de camuflagem para um rival, ele teria de vir em ataque direto.

Quando enfim chegamos a cidade de Memphis, meu coração saltitou no meu peito e fiquei totalmente alerta a qualquer coisa fora do comum, quase até parti para a luta contra uma coroa estranha que sentou ao meu lado, mas queria apenas vender doce. Ao chegar à rua Beale, saltei do meu meio de transporte e caminhei pelo menos quatro quarteirões bem no meio da madrugada, quer dizer que tinha como companhia apenas a solidão e a noite, que eram bons aliados. Ao longe vi o parque da igreja que havia sido apresentado em meus sonhos e caminhei até a área arbórea, procurando um tronco único.

Demorei pelo menos meia hora verificando árvores como um louco, um mendigo que tentava dormir ficou meio mal humorado quando dei de cara com ele coberto por panos velhos, dei até um pedaço do meu último sanduíche que havia guardado, só que ainda sim fui xingado. Para minha  fortuna, assim que alimentei o pobre homem eu dei de cara com um tronco mais robusto e algo escrito em sua casca “SHANE” e uma seta que apontava para o meio de suas raízes.

- O que será que você quer que eu veja, pai. – Murmurei, agachando e notando que algumas raízes estavam para fora do chão e formavam um casulo. Usei minha faca de bronze celestial para cortar alguns pedaços e dar de cara com uma caixa.

A caixa era do tamanho da que usamos para guardar sapatos, só que era feita de madeira maciça tom ébano com gravuras que mais pareciam runas antigas num púrpura que cintilava com meu toque. Havia um lacre com uma coruja, o qual toquei o dedo e logo o material rangeu e se abriu, revelando coisas incríveis. Havia uma foto do homem reconheci como meu pai, abraçado a mim quando era criança, dava para ver o mesmo sorriso bobo e cabeço desgrenhado de hoje em dia.  Tinha também um caderno de capa preta e apenas “Louvren” assinando a capa, sendo que dentro estava um código antigo de grego em ordem aleatória, aparentemente um texto criptografado que chamou minha atenção. Por último, tinha um amuleto de uma coruja dourado, preso a um cordão de couro e olhos vermelhos, que me fez lembrar o que Nice havia dito no ônibus.

- Passa... A caixa. – Disse uma voz logo atrás, fazendo-me fechar a caixa de madeira e guardar na mochila, mantendo em posse o amuleto da coruja.  Só então notei que era o mendigo, quem havia despertado plenamente já que me olhava vidrado.

- Hey, desculpe por te acordar, não tive intensão.

- Eu pedi a caixa, garoto.  – Falou o homem, parecendo mais ereto e com a voz mais grossa.

- Essa caixa não terá nada de valor para você, apenas anotações em grego e uma foto. Você não poderá usar nada.

- Eu sei o valor que as anotações têm. Estou aqui faz semanas.

- Por que? – Perguntei, levando a mão direita ao bolso do meu casaco e segurando a faca sem demonstrar nada.

- Apenas uma prole de Athena poderia abrir essa caixa, então era necessário você vir aqui. Minha senhora ficará orgulhosa. Se não me der por bem, terei de tomar por mal.

- Quem é sua senhora? Por que quer essa caixa? Onde está o meu pai?

O homem de repente começou a ganhar volume, suas roupas até cederam e rasgaram até virarem trapos cobrindo vagamente sua nudez. Ele foi de um cara curvado e enrugado para uma criatura de três metros com corpo gordo e até músculos saltando os olhos, sem contar que sua face ficou horrenda e apenas com um olho no centro.  Tirei a faca do bolso, logo o poder do meu anel mágico fez com que o item mudasse para uma espada de bronze celestial com 70 centímetros de gume afiado. O que chamou minha atenção foi o pingente dourado que brilhou unicamente.

Meu corpo ganhou um peso extra nas canelas, braço e peitoral, uma espécie de armadura num tom vermelho cintilante cobriu meu corpo com gravuras de batalhas em sua fuselagem, sem contar duas asas gravada em alto relevo na parte de trás e uma cabeça de coruja na parte da frente, com os dois olhos de rubi. O material era confortável em meu corpo e agradeci silenciosamente pela ajuda de Nice naquele momento, já que o brutamontes partiu contra mim com tudo.

Ele tinha como vantagem notória o seu corpo grande, alto poder destrutivo nas mãos e uma incrível capacidade auditiva que não permitia eu usar o meu boné da invisibilidade como proteção, já que provavelmente ele me notaria com o mínimo som do gramado, sendo que aparar ataques diretos com o escudo causariam prováveis contusões contra o meu braço, por isso esperei a hora certa de esquivar. O ser se aproximou e socou o ar em minha direção, só que sua altura o obrigava a abaixar o corpo um pouco, retirando parte de seu equilíbrio e velocidade, sendo a brecha que precisava.

O ciclope deu um direto com a mão direita, por isso rolei para a esquerda ficando longe do alcance dos dedos da criatura e com minha arma empunhada eu girei sobre a cabeça, cortando na lateral da coxa esquerda do monstro, permitindo que o sangue esverdeado do monstro banhasse a lâmina dourada que eu utilizara. A besta ficou louca com o ferimento e arranco parte de uma árvore fina que havia no gramado para usar como porrete, aumentando agora o alcance de sua ofensiva e também os meus problemas.

- Você vai morrer agora e eu serei honrado pela minha senhora.

- Que eu saiba, você é quem está ferido.

O ser fez algo inacreditável, atirou o tronco sólido contra mim, forçando que eu abaixasse e expandisse o meu bracelete dourado num escudo com a medusa estampando sua fronte, só que o baque foi poderoso.  Eu só lembro-me de ser jogado pela pancada contra outra árvore e ouvir o barulho de crack quando meu corpo destruiu a madeira. Minha visão estava turva e meu corpo dolorido, não sentia mais a minha espada nas mãos e podia ver um talho ensanguentado com um galho enorme decorando minha pele.  Meu escudo ainda estava ali, intacto, só que meu ombro esquerdo me incomodava e proteger com ele algum ataque iria com certeza descolar ou quebrar meu osso, demasiada era a força do monstro.

Olhei com certa dificuldade para frente, sentando sobre o que reatara da árvore e vendo que o ciclope ria, porém ao ver que eu estava vivo, partiu para cima tomando outro pedaço de tronco como porrete. Fitei ao redor procurando minha espada, só que o brilho fraco do metal encantado estava à pelo menos sete metros e eu não teria tempo de em armar para me defender, por isso, tive uma ideia geniosa e arriscada. Tirei do meu braço o galho afiado e partido ao meio, que exibia uma ponta afiada e peso considerável, seria minha única cartada.

Fiquei de pé e usei toda minha perícia em arremesso de armas, sem contar minha esperança de que o galho fosse certeiro no meu alvo e atirei com toda minha fé (habilidade Construtor/Arquiteto). O item girou no ar e cravou na única orbe ocular da criatura, que rangeu de dor pelo ferimento, porém continuem em seu rumo desenfreado na minha direção e teria sido esmagado e algo incrível não tivesse acontecido.

As asas metálicas se desdobaram em minhas costas e ganharam tamanho, formando duas peças aladas que alçaram meu corpo do chão e me retiraram da reta de um trem enfurecido. Guiei meu corpo com certa dificuldade em controlar as asas, pousando próximo minha espada e percebendo que os membros alados extra haviam sumido, talvez uma situação emergencial tenha ativado a habilidade especial do item, tenho de agradecer a Nice pessoalmente.

O monstro me encontrou com seu olfato e audição, porém com a visão prejudicada teria dificuldade para um ajuste fino e me acertar em cheio, teria de supor onde eu estava se ficasse em silêncio e num local onde o vento afastasse meu odor. Caminhei devagar para o lado enquanto a criatura vinha com tudo que podia, nem mesmo pegou outra árvore ou arma, teria de ficar bem perto para me acertar e eu teria minha chance.

Suprimi a dor como pude que ardia em meu braço, fiz com que a espada agora transmutasse numa lança longa que daria a mim a vantagem de um alcance maior de ataque e quando fiquei escondido das narinas do ciclope, brandi meu escudo contra o cabo de minha arma chamando atenção do monstro com o retinir do metal. O grandalhão veio que nem um touro, desvairado e descuidado pela raiva e nem percebeu a armadilha que ele se metia.

O monstro veio com tudo e só abaixei meu corpo um pouco e estoquei de baixo para cima com minha arma afiada de ponta de bronze, que penetrou no queixo do monstro e saltou pelo topo do crânio, fazendo com que o ser de puro caos se transformasse em poeira instantaneamente.  Minha lança voltou a ser uma faca, meu escudo um bracelete e a armadura pareceu sentir que a batalha havia acabado e virou um pingente, que fiz questão de guardar no pescoço por dentro da minha roupa.

Peguei uma das minhas camisas e rasguei um pedaço considerável de pano, que cobri o corte no me braço que não era exatamente profundo, só que estancar o sangramento e não permitir infeccionar era essencial para não ter complicações. Não tinha muito o que fazer mais em Memphis, afinal consegui recuperar a caixa do meu pai e tinha de descobrir o código do caderno de anotações, por isso peguei o ônibus mais cedo que podia para Long Island e passei grande parte da viagem dormindo para recuperar minhas energias.



Código:
OBS: A armadura que eu usei eu vou deixar a descrição abaixo. Caso avaliador queira confirmar o item como prêmio da missão, eu agradeceria, caso contrário será considerado apenas uma ajuda da Nice nessa missão.

Winged Armor: Pingente de uma coruja dourada com olhos vermelhos que pode conjurar uma armadura de bronze celestial num tom vermelho sangue, com gravuras de combates onde a deusa Nice saiu vitoriosa. O item cobre braço, perna e peitoral, tendo a face de uma coruja na frente com dois rubis formando os olhos e asas cruzadas estampando em alto relevo as costas do peitoral. Duas vezes por batalha, as asas se desdobram das costas do item, dando capacidade de voo ao usuário, por até três turnos.

itens:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

*Bracelete Escudo da Medusa - Um bracelete de bronze , que quando tocado pelo filho de Atena, se transformará em um escudo com as bordas de ouro branco e o resto de puro bronze celestial, letal a monstros. O escudo possui entalhado em sua frente a cabeça da Medusa, a criatura mitológica mais temida de todos os tempos. Fragmentos foram depositados no escudo, podendo paralisar o inimigo - Em carne, não pedra - por Dois posts. Monstros ao verem o rosto da criatura ali sentem mais medo de batalhar, abrindo vantagens logo de início ao semideus.Os olhos de Medusa são feitos de safiras o que assusta ainda mais a pessoa que o vir.


* Boné de invisibilidade - Um boné tecido com fios sagrados e abençoados pela deusa da sabedoria, sendo uma réplica exata a uma de suas maiores filhas. O boné é capaz de absorver as partículas de luz do local, desviando-as e tornando o usuário invisível a olho nu por três turnos.

♈ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).
habilidades passivas:
Nível 1

Nome do poder: Estrategia.
Descrição:  O campista é bom em elaborar planos e estratégias de batalha, o que torna a chance de erro para ataques diretos, ou criação de armadilhas maior, ou seja, a margem de erro será menor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de acerto em ataques planejados previamente.
Dano: ----

Nível 2
Nome do poder: Visão noturna
Descrição: Você enxergar relativamente bem no escuro, graças à ligação de Atena e as corujas, o efeito de apagar a luz, ou locais desprovidos de qualquer claridade tem menos efeito em você, significa que sua visão será remota, mas não ficara totalmente cego. (Esse aprimoramento não conta para magias, ou poderes de escuridão que exerçam de cegueira temporária).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50 de visão ao enxergar no escuro. A visão ainda sera relativa.
Dano: ----

Nível 4
Nome do poder: Inteligência
Descrição:  Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano, e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscara respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de descobrir alguma coisa, ou aprender alguma coisa. (Aumenta conforme em +5% a cada 2 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento de monstros
Descrição:  Duas vezes por evento o filho de Athena pode solicitar ao narrador que indique algo sobre o monstro que possa ajudar na batalha. As dicas dependem do Narrador.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Sabedoria
Descrição: Os filhos de Atena conseguem descobrir os pontos fracos de seus inimigos, fazendo com que seus golpes sejam mais efetivos. Em monstros que já conheçam, ou tenham lutado, o conhecimento do ponto fraco já existira.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de chance de acertar um ponto critico em batalha.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: O semideus filho de Atena se sente completamente confortável para atacar e defender-se com lâminas. Espadas, adagas, armas de arremesso como facas, qualquer lamina de curto ou longo alcance pode virar uma arma mortal na mão do semideus filho de Athena. Por serem inteligentes, aprendem a manuseá-las mais rapidamente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de laminas de mão (facas, espadas, adagas, punhais, lanças, etc)
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.

Nível 9
Nome do poder: Construtor/Arquiteto
Descrição: Por aprenderem rápido, e compreenderem as coisas com maior facilidade, os filhos de Athena também se tornam bons inventores, cientistas, construtores e arquitetos. Essa habilidade permite que qualquer coisa em campo, sejam simples galhos de arvore, barbante enroscado ou até um tênis velho, vire experimento em suas mãos. Você é capaz de usar qualquer coisa para transformar em arma, ou algo que possa usar em batalha para sair de uma situação difícil. O que por si só, se torna uma grande vantagem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance ao criar qualquer coisa. (Armas, objetos, invenções, etc).
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Pericia com Escudos II
Descrição: Como bom filho de Athena, o semideus sabe que a defesa é o melhor ataque. Por isso sua habilidade com o escudo é quase perfeita, isso significa que o semideus não ira se atrapalhar tanto com um escudo, e quase não deixa brechas, dessa forma sua defesa será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade ao tentar se defender com um escudo.
Dano: + 10% de guarda (podendo proteger melhor o corpo), ao tentar defender-se com um escudo.


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Shane Louvren
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Re: The Rise of Darkness

Mensagem por Apolo em Sex Abr 21, 2017 9:25 am



Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  800  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  800xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 800  xp

TOTAL: 2.400 xp + 4.000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Shane Louvren

Realidade de postagem + Ações realizadas. – 750 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  750 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 800 xp

TOTAL: 2.300 xp + 4.000 dracmas

OBSERVAÇÕES:
Em questão de detalhes da avaliação, você pode solicitar meu feedback e esclarecimentos por MP, porém na escrita eu peço atenção nas revisões de seu texto. A maior parte foram erros de digitação, palavras colocadas erradas e que, particularmente, me atrapalharam para a melhor compreensão do texto. Se fosse uma ou duas vezes eu relevaria, mas foi algo frequente que acredito que poderia ser evitado caso houvesse uma revisão antes da postagem ou até mesmo antes da solicitação de avaliação.

Atualizado por Quione



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