The Blood of Olympus
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The Fight Club {CCFY}

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The Fight Club {CCFY}

Mensagem por Evie Farrier em Qui Abr 13, 2017 7:31 pm



Clube da Luta
We fight, we bleed, we're monsters  




Capturada



Respirei fundo ao sair da boate na qual havia adentrado uma hora antes. Um de meus informantes trabalhava ali e nada tinha a acrescentar que eu já não tivesse conhecimento, o que tornou o nosso encontro frustrante o suficiente para quase soca-lo em meio à multidão. Há quase três dias relatórios de rastreadores de todas as partes chegavam com notícias similares: semideuses estavam desaparecendo sem deixar rastros. Demasiadamente preocupada, havia me voluntariado para uma busca pessoal por pistas ou, quem sabe, culpados.

Ajeitei minha jaqueta de couro, sentindo o vento frígido tomar meu corpo em um abraço apertado o suficiente para transpassar as barreiras de tecido que usava. Resmunguei baixo e apesar de não fumar, minha mão buscava o maço de cigarros do bolso do casaco, selecionei um e o levei até meus lábios o acendendo com um isqueiro descartável. Traguei e comecei a andar, retirando o cigarro por entre os dois dedos para assoprar a fumaça segundos depois. Se não fosse teimosa admitira para mim mesma que estava perdida novamente, sem ter uma pista precisa para seguir.

Distraída, caminhava pelas ruas noturnas da cidade californiana, tragando o meu cigarro deixando que aquilo acalmasse meu espírito agitado. Porém, subitamente, minhas pernas travaram no lugar. Meus olhos dilataram e aquela sensação de perigo transpassou minha espinha como faria o mais frio dos ventos. Havia algo sinistramente errado e meu ser gritava por isso de todas as formas possíveis. Meu coração disparou começando a lançar adrenalina por meu corpo como se me preparasse para uma batalha. O que diabos estava acontecendo?! Olhei ao redor alarmada, a respiração desregulada e pronta para atacar, mas foi quando meus olhos se depararam com uma escuridão profunda em um beco. Tão obscura que nem mesmo a luz do poste defronte a ele conseguia penetrar. Como não tinha visto isso antes? Engoli em seco e tentei usar de minha visão noturna para poder enxergar o que havia lá dentro, mas continuava obscuro, denunciando que aquilo não era uma escuridão normal.

Era uma armadilha. Meu instinto berrava isso em minha cabeça, alertando desesperadamente. Mas não era esse o meu propósito? Descobrir o que diabos estava acontecendo? Joguei o cigarro no chão e avancei para aquele beco, sentindo um caleidoscópio de emoções que mal cabiam dentro de mim. Ao dar o primeiro passo dentro do lugar foi como se todos os meus ossos gelassem, um frio se hospedava em mim de dentro para fora.

-Quem está ai? – perguntei em quase uma ordem de apresentação.

O silêncio se fez palpável. Não havia nada além de uma escuridão total. Arregalei meus olhos, espera, não era para estar totalmente escuro! Afinal havia a luz do poste atrás de mim! Entretanto, já não havia entrada do beco, ou paredes, ou chão. Existia apenas a escuridão.

-Você agora é minha.

Recuei um passo. Aquela voz não era humana, mas sim gutural e quase demoníaca, forte e tenebrosa assim como tudo naquele lugar. Virei o corpo para fazer a coisa mais sábia a se fazer naquele momento: correr. Entretanto foi como se a própria escuridão ganhasse vida e me prendesse, tentáculos seguravam minhas pernas, cintura e braços e logo um cobriu minha boca e olhos.

Não fez diferença nenhuma ter desmaiado, pois me restava apenas à escuridão.


{...}


Acordei em um sobressalto quando meus sentidos retornaram à consciência. Respirava tão rápido que era como se tivesse corrido uma verdadeira maratona. Pisquei rapidamente em uma esperança de que meus olhos se acostumassem com a baixa iluminação do lugar. Porém quão grande foi minha surpresa ao deparar-me com grades grossas ao meu redor. Eu estava presa. Senti minha cabeça girar no lugar, como se minha mente fosse explodir por apenas suspirar. Isso foi o suficiente para me deixar escapar um gemido baixo de agonia.

-Olha, ela acordou.

Escutei vozes ao meu redor e, quase em tortura, abri os olhos novamente. Dessa vez consegui enxergar para além de minha cela. O local era iluminado por luzes fracas, o que provocava pouca visibilidade, porém podia perceber outras celas e pessoas dentro delas. O pensamento de estar presa logo fez aclamar em meu peito uma raiva quase incontrolável, apontei minhas mãos para a cela e tentei usar magia... Nada aconteceu. Arfei e ofeguei, tentando inutilmente usá-la novamente.

-Não vai adiantar – ria uma pessoa em uma cela ao meu lado, eu só conseguia escutar sua voz, estávamos separados por uma parede de concreto – Senão todos nós já estaríamos longe daqui.

-Mas como isso é possível?! – exclamei incrédula – Nem mesmo os deuses ousariam!

-Estamos lidando com algo pior do que isso – uma voz ao longe murmurou, podia sentir a falta de esperança em cada nota de seu timbre – Apenas desista de fugir e lute, ou morra tentando.

Fiquei em pé com um pouco de dificuldade, meus ossos pareciam doer a cada movimento que eu fazia. A cela onde estava não era larga, porém ainda caberiam mais dez pessoas espremidas ali dentro. Notei uma garrafa de água e minha garganta prontamente entrou em agonia, lembrando ao meu cérebro o quanto de sede que estava sentindo. Um pouco hesitante a peguei e bebi uma minúscula quantidade, afinal aquilo poderia estar envenenada. Esperei um minuto para poder beber o resto quase que em um desespero. Meu corpo estava fraco e minha mente confusa, o que havia acontecido afinal de contas? Fui capturada? Mas por quem? Havia tão poucos semideuses capazes de fazer uma façanha dessas.... No entanto, nenhum deles sem revelar sua presença ou lutar comigo para enfraquecer-me primeiro.

-Onde estou?! – inquiri sem esconder minha revolta – O que está acontecendo?

-Você foi capturada pelo Lorde e agora irá fazer parte de seu jogo de batalhas – explicou uma garota a minha frente – Somos todos semideuses.

-Não deveria oferecer informações para o inimigo – o garoto ao lado dela reclamou – Quanto mais ignorante, menos chances ela tem de sobreviver.

Depois disso ninguém se pronunciou, parecendo concordar silenciosamente com o garoto. Capturada para os jogos mortais de um cara que se autonomeava Lorde. Desabei no chão novamente, meu corpo estava mais esgotado do que havia notado em primeira instância. Tinha tanta coisa para assimilar que demorou bastante tempo para por minha mente em ordem. Ninguém conversava, o clima era tão tenso que pesava mentalmente. Uma estratégia de terror psicológico? Provável que sim. Porém a situação era tão inusitada que me causava certo pânico. Tentei usar magia novamente, mas de nada adiantava meus poderes de certa forma foram suprimidos. Não só os meus, de todos os outros semideuses.

-Eles estão vindo – uma voz no início do corredor anunciou.

Engoli em seco com uma sensação de que algo iria acontecer. Passaram-se por volta de um minuto e meio até que o barulho de uma porta sendo aberta repercutir por todo o recinto extremamente silencioso. Ninguém ousava dizer nada e eu apenas seguia essa ordem implícita. Por dentro podia estar irada e até mesmo um pouco assustada, mas sabia que desafiar o desconhecido era como pedir por uma sentença de morte.

-Hoje é dia de batalha! – anunciava uma voz feminina com uma animação de uma líder de torcida – Pequenos semideuses, boa sorte! Que sobrevivam os melhores!

Ela bateu as palmas e correntes apareceram ao redor de meus pulsos conectados a outra que envolveu meu pescoço. Minha feição ficou séria e contida, meu sangue fervia por dentro a tal ponto de quase seguir meu impulso de reagir. Porém, antes de mim, alguém mais ao fundo gritou e pareceu tentar algo. Um grito de guerra, passos de pessoas correndo em direção e depois um mar de sangue respingando por toda aquela sala como se o garoto tivesse sido explodido. E o pior? Ele foi. Houve aquele clarão, o som forte reverberando pelas celas e pedaços espalhados por todos os lados junto ao sangue.

-Aos novatos deixem-me esclarecer uma coisa – a garota falava calma – Vocês estão sem poderes, são como reles humanos, a única forma de conseguir sair daqui é vencendo todas as batalhas durante a noite, em primeiro lugar. Se não morrem voltam para as celas. Qualquer ato de rebeldia vocês terão o mesmo destino que ele.

As celas se abriram. Mordi o interior da minha boca impedindo que dissesse qualquer resposta à altura. Então era isso o que estava acontecendo? Deuses, como algo tão algoz podia ter crescido sem que ninguém tivesse notado antes?! Eu precisava de mais informações e, para isso, eu precisava cumprir a principal regra do jogo: sobreviver. De uma forma fria, sai da sala mantendo o meu olhar superior quando me deparei finalmente com a garota. Ela era como uma criança, pequena e de cabelos loiros encaracolados, porém o olhar e aquele sorriso denunciavam a uma mulher cruel. Os outros começaram a sair das celas também, uns mais machucados que outros e apenas mais um garoto tão arrumado quanto eu, provavelmente um novato.

-Por favor, me sigam! – ela ordenou quase dando pulinhos no mesmo lugar – Vocês vão a-m-a-r o nosso primeiro tema! Os patrocinadores já estão vibrando lá fora!

Franzi o cenho tentando assimilar todas as informações que havia reunido enquanto começava a andar seguindo a garota da minha cela da frente. Havia sido capturada para lutar em uma espécie de jogo que era feito pelo Lorde, meus poderes haviam sumidos e meus adversários eram outros semideuses. Tinha os patrocinadores e uma arena em especial para que as batalhas acontecessem. Quanto mais andava por um corredor mal iluminado mais escutava o som de agitação, gritos e assovios.

Uma plateia. Uma maldita de uma plateia que provavelmente pagava para verem semideuses se matando. Aquilo foi o suficiente para desencadear uma fúria silenciosa, controlada, mas que seria liberada com todas as forças dos culpados.




Gladiadores


Quando o corredor finalmente acabou tive de fechar os olhos perante o incomodo quando as luzes fortes atingiram meus olhos. Os uivos de alegria e excitação tomaram meus ouvidos quase como um barulho insuportável, mas quando abri novamente meus olhos, finalmente entendi um pouco mais do que estava acontecendo. Estava no meio de uma arena, similar ao do tradicional coliseu de gladiadores. Alguém me empurrou e meio que aos tropeços, fui andando mais para o centro como um produto a ser exibido. Havia arquibancadas e centenas de pessoas ocupavam cada pedaço de lugar, o local estava tão lotado que parecia até mesmo ter uma sobrecarga. Ao olhar melhor podia perceber que a maioria era bem vestida, as mulheres um pouco ousadas e elegantes, os homens com ternos caros ou roupas de grife a depender do estilo. Pessoas poderosas. Ao lançar o meu olhar para o teto não havia nada além de uma escuridão. Um pouco acima da construção do coliseu estavam holofotes que iluminavam muito bem a arena. O acento mais alto mal podia ser vislumbrado, porém podia-se distinguir uma única poltrona e uma figura encapuzada. O Lorde. Eu tinha certeza disso, podia sentir, mesmo naquela distância, o poder que ele exalava.

-Boa noite senhoras e senhores! – era novamente aquela garota, falando de uma forma irritantemente animada de um palco flutuante acima de nós, eu mal conseguia vê-la – Nessa noite mais um jogos de batalha começa! Será que dessa vez teremos um vencedor?! Será que finalmente Isaac, filho de Ares, conseguirá suas vitórias consecutivas e sairá daqui?!

As pessoas urraram de animação ao escutar o nome de Isaac, provavelmente o guerreiro que estava ali há mais tempo. Olhei ao redor e vi um homem negro enorme e forte esticar os braços e a plateia o cumprimentar com assovios e gritos. Aquele era Isaac. Observei mais o ambiente, não havia mais portas ou saídas, apenas uma enorme parede entre a arena e a arquibancada superior. Eram ao todo 20 semideuses, uma metade estava machucada, com roupas rasgadas e olhares baixos e revoltados. Os outros eram como eu, assustados e com as roupas inteiras. Tirando por minha jaqueta, ela havia sumido, minhas roupas continuavam limpas e intactas.

-Antes de começar a diversão, vamos lembrar as regras para os nossos patrocinadores novatos! – continuou aquela garota – Cada noite acontece três batalhas em que semideuses muito fortes, e de todos os tipos, se enfrentam sem poderes nenhum! Isso mesmo, sem poderes! O verdadeiro vencedor é aquele que sobreviver as três fases, sendo que cada uma é completamente diferente da outra!

Podia entender porque ainda não havia vencedor. Eram semideuses fortes, acostumados a lutar ao seu modo. Três batalhas consecutivas e de diferentes formas cansava a tal ponto de enfraquecer só pelos movimentos bruscos. Sem poderes só poderia contar com as estratégias e sorte, era mais fácil simplesmente sobreviver do que buscar a vitória.

-Os patrocinadores podem fazer suas apostas em cada guerreiro, e a cada batalha ganha o guerreiro dará ao seu patrocinador o número dobrado da quantidade apostada! Escolham bem senhoras e senhores e fiquem ricos em uma única noite! Bom, guerreiros se preparem! – mal a garota falou e em determinados locais o chão se abriu em quadrados e dele subiram uma plataforma com diversas armas brancas – Apenas quando o sinal soar vocês poderão pegar suas armas! Nessa fase terão 7 minutos para lutarem, se não atacar será morto enforcado pela corrente que permanecerá em seu pescoço!

Assim falado as luzes se focaram apenas na arena, não deixando que víssemos os patrocinadores. As correntes de meus pulsos desapareceram, porém assim como ela havia dito a do meu pescoço permaneceu. Dei uma rápida olhada para as armas perto de mim. Mais à esquerda havia espadas e adagas, do outro lado escudos e machados. Iriam todos de uma vez para cima das armas, disso eu poderia ter certeza. Bastava interpretar os olhares tão focados que eles lançavam em direção as armas. No alto apareceram telas flutuantes de plasma em direção à plateia, porém com visualização nítida para nós, meros jogadores. Nela uma contagem regressiva de números começou a partir do número dez.

Todos mantinham silêncio. Podia ver uma meio-sangue tremendo, outro tão ansioso que tinha o corpo inclinado denunciando a direção em que iria partir. Isaac tinha um sorriso divertido e cruel, mas deixava obvio que também avançaria. Seria azar de quem fosse para o mesmo monte de armas que ele. Tombei a cabeça de um lado para o outro estalando o pescoço. Parte de mim relutava, buscava naqueles outros semideuses algum indício de poder formar uma equipe, lutar em conjunto, mas todos eles tinham aquela aura assassina ou amedrontada. Um paradoxo surgia, por um lado meu instinto de guerra mandava lutar, por outro o meu senso de proteção gritava para ajuda-los de alguma forma.

3... 2... 1

Um apito anunciou o início da batalha. Alguns gritaram outros simplesmente correram. Eu? Afastei-me o máximo que podia. Alguns poderiam achar covardia, já que outro também fez, mas este corria em direção as paredes em espera de achar uma saída. Contudo antes mesmo de alcançar as paredes da construção da arena ele caiu de joelhos levando as mãos ao pescoço em desespero. Estava morrendo sufocado. A cena que eu vi a minha frente foi uma das mais verdadeira e cruel que já havia presenciado! Eles estavam se matando, olhando uns para os outros com apenas um instinto: sobrevivência. Como havia imaginado, Isaac correu para o lado que tinha um enorme martelo de guerra e praticamente esmagou os outros dois que foram para o mesmo caminho, um sendo acertado na cabeça que foi parcialmente arrancada e o outro sendo atingido em um giro na barriga, provavelmente tendo seus órgãos internos esmagados pelo impacto.

-E esse é o nosso herói Isaac! – gritava a menina de algum lugar.

Um grito ressoou perto de mim e eu virei meu corpo a tempo de ver uma garota morena, com fortes traços latinos, vindo em minha direção com uma espada curta em mãos. A encarei e senti meu corpo todo se preparar para o embate, posicionei meus pés, deixei minhas mãos prontas para amparar o ataque. Porém de última hora ela saltou com o pé direito esticado em uma verdadeira voadora. Resmunguei e deixei meu corpo cair para trás, minhas costas batendo com certa força no chão. A garota passou por cima de mim, pousando com certa graça. Perguntava-me de quem ela seria filha, mas de que adiantaria se nenhum de nós tinha poderes? Girei meu corpo e me pus de pé, ela já avançava furiosa em minha direção, sua intenção era única: matar-me. Ela atacava de frente, tentando acertar obviamente meus pontos vitais como coração, barriga e pescoço. Desviar foi um pouco complicado, ela era rápida e o corpo magro, porém jogava meu corpo para trás, para os lados e até mesmo tinha de saltar quando ela tentava um golpe baixo. Em uma estocada direta afastei para a esquerda e girei meu corpo próximo do dela parando atrás da garota, passei meu braço em seu pescoço e puxei o corpo dela para trás a forçando inclinar ao mesmo tempo em que erguia meu joelho com toda a força, acertando a coluna dela quase a quebrando. A dor foi o suficiente para que ela soltasse a espada curta, a arma mal caiu no chão e eu a peguei. A garota caiu no chão chorando de dor por ter sido atingida em um ponto tão crucial de seu corpo.

-Por favor... – ela implorou.

Eu tremi. O impulso de guerra moveu meu corpo sem deixar que minha mente processasse. E se ela fosse uma grega? Ou uma romana? Definitivamente ela era alguém e não merecia morrer de uma forma tão baixa, como um animal. A fúria pela situação apenas crescia cada vez mais,

-Esperem! Aquela garota! – alguém gritou da plateia, apontando para uma garota distante de minha posição – Os olhos estão violetas!

-Poderei explicar, senhoras e senhores! Alguns poderes são naturais e não podemos suprimi-los, portanto um filho de Ares sempre será bom em batalhas, um filho de Hermes sempre será ágil. Apresento a vocês a filha de Astarte, deusa fenícia da lua, da fertilidade e da guerra! E muitos pensavam que alguns deuses tinham parado suas atividades, vejam novos patrocinadores a diversidade de jogadores que temos aqui!

Mesmo enjoada com aquela propaganda de alguém como se fosse um objeto, ali havia uma informação importante. Habilidades naturais eram, bem, naturais! Isso certamente daria certa vantagem. Antes que eu me perdesse ainda mais nas informações pescadas, um garoto veio correndo em minha direção com uma lança. Desviei para o lado, a ponta afiada iria acertar a minha coxa. Porém, mais rápido do que eu esperava, o garoto girou a lança e acertou o outro lado da arma em meu rosto com força, perigosamente perto de meus olhos. Tonta com o golpe, não consegui desviar de dois ataques consecutivos, um em minha cintura e outro em meu braço, sendo ambos profundos e quase mortais, um pouco mais para o lado e eu estaria encrencada. Ele iria atacar no outro lado de meu flanco, mas dei um passo rápido para o lado, a lança passou a centímetros de meu corpo. Avancei correndo bem próxima da arma, com a espada curta levantada na altura do meu ombro e a ponta mirada no meu inimigo. Rapidamente consegui fincar a espada no ombro do garoto a atravessando. Meu rosto e ombros ficaram cheios de respingo de sangue, retirei a espada, uma parte de mim esperando que ele sobrevivesse, já que propositalmente tentei evitar um ponto vital.

Ao meu redor haviam tantos corpos caídos ao chão que mal podia contar sem me distrair demais. O sangue se misturava com a areia da arena, o cheiro de suor e batalha se mesclava e produzia o ambiente perfeito para uma carnificina. E a plateia ia ao delírio a cada corpo caído. Porém, infelizmente, os minutos se encerravam e outro apito ressoava. A primeira batalha havia acabado e tudo o que eu queria era vomitar perante a violência sem sentido.


Arena Vulcânica


Todos haviam parado quando o apito tocou. As correntes nas mãos retornaram e por um momento esqueci que estava com uma “coleira”. Referente aos que haviam sobrevivido, não havia um que não estivesse minimamente machucado, inclusive Isaac. Os espectadores aplaudiam e ficavam de pé, exultando a vitória dos que estavam se mantiveram em combate.

-Sobreviventes, por favor, retornem as celas e esperem para a segunda batalha! A arrumação para o próximo tema levará meia hora! – a menina locutora anunciou.

Uma porta na parede da arena se abriu e eu fui uma das primeiras a seguir para lá. Alguns ainda estavam assustados com o que tinham acontecido ali, outros pareciam acostumados, talvez por já serem prisioneiros há mais tempo. De volta a cela o silencio parecia incomodar a muitos que ainda tinham a adrenalina correndo pelo corpo, os deixando hiperativos. Apenas me joguei em um canto e estiquei minhas pernas para tentar descansar e recuperar um pouco as energias, aquele lugar estava um pouco escuro o que me agradava em demasia. Porém, foi quando as feridas começaram a arder. Resmunguei baixo e rasguei as mangas de minha camisa a deixando em um aspecto que lembrava uma camiseta. Usei o tecido para envolver o meu braço e cintura, não era o adequado, mas precisava estacar o sangramento ou poderia ficar tonta por causa disso.

-Você é americana? – perguntou a garota da cela da frente.

A olhei um pouco melhor. Ela poderia ser facilmente uma filha de Vênus, cabelos castanhos, olhos claros e pele levemente bronzeada. A garota estava bastante machucada, mas viva. Surpreendentemente vi que todos pareciam prestar atenção em expectativa de resposta.

-Sou. – respondi hesitante – Vocês não...?

-Tentei ir ao Acampamento Meio-Sangue, apesar de não ser nem grega ou romana, sou suméria, uma das últimas – ela respondeu um pouco tristonha e fez uma pequena pausa antes de acrescentar – Os que chegam de lá sobrevivem pouco aqui.

Aquilo me fez franzir levemente o cenho. Eu sabia que existiam rumores de que outros deuses caminhavam pela Terra e tinham filhos. Porém nunca havia parado para pensar em como eles se organizavam ou, até mesmo, se protegiam. O que aconteciam com os que ficavam sozinhos? Como sobreviveriam a tantos monstros sem ter nem ao menos um treino ou uma direção do que estava acontecendo? Isso era uma das questões que agora iria me atormentar, porém, primeiramente teria de vencer esse jogo, por mais cruel que fosse e por mais que eu quisesse salvá-los ao invés de derrota-los. Havia uma linha tênue entre heroísmo e suicídio. Como não acrescentei nenhum comentário ao que aquela garota disse, o silêncio reinou novamente, cada um “lambendo” suas próprias feridas. O tempo passou e novamente aquela garotinha irritante entrou no recinto cantarolando uma música russa.

-Meus heróis! – ela exclamou feliz – Vamos para a segunda fase, todo mundo comportado e em fila!

As portas das celas se abriram e dessa vez ninguém hesitou em sair. Todos sabiam que para sair dali teriam de cumprir esse propósito sanguinário. E era isso o que eu mais odiava! Todos seguiam o instinto verdadeiro de sobrevivência, não importando que tipo de moral tivesse, no final sempre seriamos guiados pela vontade de viver mais um dia. No fundo, todos nós morreríamos por dentro mesmo que sobrevivêssemos.

Dessa vez ao chegarmos à arena fiquei mais surpresa que a primeira vez. Tudo, absolutamente tudo havia sido mudado. Era como se aquele espaço fosse uma sala de treinamento e mudasse de acordo com os hologramas e ambiente real. Não avançamos para o meio do lugar, porque simplesmente havia larva por todas as beiradas! Exatamente isso, era como se fosse um mar de fogo e no centro houvesse uma ilha um tanto quanto retangular que cobria dois terços de todo o espaço. Porém, dentro da ilha havia buracos, segundos depois um deles soltou um jato de água tão quente que podíamos ver o vapor espontâneo que se liberava da água.

-Senhoras e senhores, estamos de volta! – a garota estava novamente no palco flutuante – Dessa vez o nosso desafio será de uma batalha direta um contra um! Cada dupla será sorteada assim que a próxima acabar! Que comece a segunda fase das batalhas!

Novamente os telões de plasma flutuantes apareceram para os patrocinadores. Neles nossas imagens passavam de forma aleatória e rápida, como em um verdadeiro sorteio. A primeira face que foi mostrada era de um garoto indiano que não deveria ter mais do que 14 anos. A segunda infelizmente foi a de Isaac. O público gritou assim que o filho de Ares foi mostrado. Os dois se aproximaram das margens do lago de larvas e uma ponte que vinha direto da ilha veio ao encontro deles. Lá, um arsenal de armas foi exibido e eles puderam escolher uma, o indiano escolheu espadas gêmeas curvadas, Isaac um machado de duas faces extragrande.

-Nós temos de um lado Jim, filho do deus nórdico Týr, que vem sobrevivendo surpreendentemente bem! Do outro Isaac, o filho de Ares e o menino de ouro dos jogos! – anunciava a garota como se esbanjasse seus produtos – Que a luta... Comece!

O apito soou e Isaac avançou com tudo, porém Jim desviava como se estivesse dançando. A esquiva daquele garoto fazia-me lembrar dos filhos de Mercúrio. Havia algo a mais nesse tipo de batalha, uma vantagem implícita para aqueles que sobreviviam ou eram sorteados tardiamente. A chance de observar as batalhas e aprender sobre o inimigo. Mantive-me em uma postura rígida, meus olhos vidrados em cada movimento. Isaac era obvio em suas ações, mas isso não era bem uma desvantagem já que cada jogada de seu corpo era quase uma sentença de morte. Porém Jim era rápido, mesmo mal tendo tempo de contra-atacar, entretanto não sendo acertado gravemente. Mesmo que fosse uma batalha com poderes, além de apostar que toda aquela arena estaria destruída, não poderia dizer quem iria vencer. Aquele jogo de bater e correr perdurou por volta dos quinze minutos, quando por fim Isaac soltou um grito irado, jogou o machado no chão e arremessou o próprio corpo contra o do filho de Hermes. Por muito pouco o pobre garoto não morreu esmagado! Insatisfeito, Isaac pegou o garoto e o ergueu no ar, jogando-o de cabeça para baixo em um buraco. Segundos depois o jato de água explodiu de mal jeito por causa do objeto que “entupia” a passagem. Provavelmente ele morreu queimado por dentro por causa da fervura da água. Minhas mãos se fecharam em punhos enquanto eu desviava o olhar daquela cena, sentindo a frustração e a impotência de poder fazer nada.

-Isaac! – ovacionava a plateia.

-E vamos para o novo sorteio! – anunciou aquela garota – E será... Rachel, filha de Selene contra Walter, filho de Ísis!

Os rostos foram exibidos na tela e novamente aquela ponte surgiu. A dupla caminhou cabisbaixa e dessa vez fiquei prestando atenção apenas no ambiente. Buscava gravar na mente os limites de espaço e principalmente, buscava uma sequência lógica entre os jatos de água que eram liberados por aqueles buracos. No entanto aquela batalha levou apenas cinco minutos, vitória do filho de Ísis que cravou uma espada dentro da boca da garota quase rasgando a face dela ao meio em um corte vertical. Aconteceram mais duas batalhas, eu mantinha-me praticamente na mesma posição, apenas analisando as informações que poderia absorver e utilizar ao meu favor.

-Para mais um sorteio! – gritou quase histérica a locutora – E dessa vez é... Érika, filha de Inanna contra Evie Farrier, filha de Nox!

Então havia chegado a minha vez. Dei os primeiros passos, finalmente fazendo algum movimento significativo desde que a segunda fase começou. Os murmúrios começaram fracos sendo sobreposto pelos gritos de animação. Ao que parece, eu havia sido a primeira semideusa descendente de um primordial a entrar em ação.

Que a batalha comece!

Virei meu corpo incrédula, não havíamos nem mesmo pegado nossas armas. Melhor dizendo, eu não havia pegado, pois a garota já estava com adagas nas mãos e avançando tão rápido em minha direção que joguei meu corpo para o lado, rolando e ainda assim sendo acertada na panturrilha direita. Para completar, finalmente notei que aquela garota era a mesma a que ficava de frente a minha cela.

-Você... Você... – Ela repetia parecendo estar possuída – Você é filha dela! A deusa que causou a morte de Lizz!

-O que? Mas eu não sou ela! Não confunda as coisas! – reclamei me pondo de pé.

Isso a irritou a fazendo entrar em ira. O que iria comprometer bastante qualquer estratégia que eu poderia ter. Ela havia tocado em um ponto delicado. Há pouquíssimo tempo, ao que parecia, minha mãe havia provocado uma onda de ataques aos semideuses, em uma tentativa ambígua de demonstrar poder e recrutar. O preconceito havia crescido de maneira não tão velada, pesando nos olhares de quem sabia que ela era minha mãe.

Quando Érika ameaçou avançar novamente eu corri em direção ao arsenal, conseguindo pegar a apenas uma lança em meio a corrida, pois não iria parar dando tempo para que ela me pegasse com a guarda baixa. Parei ao centro da arena, girando meu corpo em um movimento aberto que fez meus pés escorregarem ao chão, mas que por ser rápido pegou a garota um pouco de surpresa. Ela não teria escolha a não ser atacar de frente. Assim ela o fez, avançou com as adagas miradas em meu peito e cabeça, por sorte aquela lança era leve e mais curta do que as tradicionais, permitindo uma mobilidade de deixá-la em posição vertical e me defender girando o bastão de forma a bater contra uma lâmina e a outra sobre a mão, afastando os braços dela de mim. Antes que ela recuasse, avancei um passo, soltei a mão direita do bastão e apliquei um gancho em seu queixo. Ela deu forçadamente três passos para trás e eu igualmente aumentei a distância entre nós.

-Eu vou matar você! – Érika gritou em puro ódio – Dessa vez não irei hesitar, vou vingar Lizz!

-Eu não fiz nada! Não me julgue pelas atitudes dos outros! – exclamei zangada, girando a lança ao meu redor.

Ela resmungou alto e novamente avançou em minha direção, porém antes de atacar diretamente como aparentava girou o corpo e durante esse movimentou acertou meu braço, perto de minha mão e outro corte no ombro. Esquivei tardiamente e recebi um chute na altura de minha coxa. A precisão dela, os movimentos tão perfeitos, era difícil manobrar perante uma maestria tão natural. Ela veio atacando por cima, abaixei meu corpo e com a lança tentei aplicar um golpe rasteiro, ela saltou. Posicionei meu corpo melhor, ergui a lança ao mesmo tempo em que ela pousava no chão, em teoria ela cairia praticamente sobre a ponta afiada, mas aquela garota conseguiu impulsionar o corpo para trás caindo de mal jeito, fazendo com que a lâmina na ponta do bastão acertasse apenas entre os seios dela, rasgando a pele de uma forma não tão profunda quanto deveria. Porém ela mal deu tempo, sua recuperação era tão rápida quanto a sua respiração desregulada. Érika avançou e eu fui obrigada a rolar para trás, abrindo ainda mais minhas feridas, porém evitando que aquelas adagas perfurassem meu torso enquanto ela atacava de cima para baixo. Tratei de ficar em pé e por uma distância de três metros entre nós.

-Ela era minha melhor amiga! – Érika gritou ainda sendo consumida pela raiva – Ela tinha conseguido dinheiro suficiente para viajar para o acampamento e... e... foi pega no meio de caminho por causa daqueles monstros! Monstros enviados por sua mãe!

Estava recuando lentamente. Meu plano ousado e feito de última hora teria de dar certo. Não poderia me machucar mais ainda, tinha uma última batalha para vencer. Como havia imaginado Érika praticamente surtava, cansada psicológica e fisicamente para raciocinar direito. Cegamente veio para cima de mim e eu continuei recuando até chegar ao ponto que queria. Esperei friamente, pois uma de nós morreria naquele momento. Se errasse sabia que a fúria que ela sentia faria com que seus poderes inatos de vitória fariam com que o golpe dela desse certo. Alguns segundos antes dela acertar meu corpo eu saltei para o lado da melhor forma que eu podia, a deixando cair para fora da arena em um mergulho mortal naquele mar de larva. Os gritos reverberam por todo o lugar, tão agonizantes e sofridos que eu podia escutar lamúrias de pena de alguns dos patrocinadores. Porém, a maioria, gritava em jubilo. Assim como Jim, ela morreu queimada.

Depois disso cai no chão um pouco fraca. Estava exausta, assim como previa aquela sequência de batalhas. Respirei fundo e deixei minha cabeça baixa por algum tempo apenas para acalmar meu corpo. Mas foi ai que eu vi. No chão havia resquício de pedaços de armas quebradas, peguei uma ponta e coloquei de forma discreta em minha bota, ao mesmo tempo em que avistava a adaga que Érika usava um pouco distante. Levantei, fingir tropeçar e cair no chão enquanto rapidamente a pegava e escondia. Depois, erguia-me novamente e de uma forma fria saia da arena. Havia ativado todos os meus instintos de batalha depois de ter encontrado uma inimiga que me odiava por tabela. Aquilo havia sido o gatilho necessário para que os impulsos de guerra falassem mais alto do que qualquer outro discernimento.


O Cubo.


Daquela vez tínhamos uma hora de espera para a próxima batalha. Foi servido água para os três sobreviventes finais. Sim, restava apenas três de nós. Isaac e um semideus celta, além de mim obviamente. Minha camisa estava rasgada até um pouco acima do umbigo, dessa vez cobrindo uma parte do corte do meu braço, perto de minha mão. Ali estava escondido o pedaço de lâmina afiada, no pulso, de uma forma que pudesse usá-la discretamente caso necessário. Em minha bota estava escondida a adaga. Dessa forma me sentia até mesmo em vantagem, consequentemente, mais segura.

-Olá meus bebês! – aquela garota irritante retornou – Que belo show vocês deram!

-Eu quero desistir – anunciou o celta prontamente – Prefiro tentar a sorte em mais uma noite do que uma final com esses monstros.

-Perfeito! – aplaudiu a garota – Assim teremos um duelo digno. Os patrocinadores estão indo a loucura! Porém o Lorde mandou-me aqui com uma surpresa para vocês. O vencedor terá direito a um pedido! Se possível ele irá realizá-lo! Além é claro das regalias que o vencedor já ganharia.

Pedidos e desejos eram coisas tão perigosas. No que aquele homem sádico estaria pensando? A conversa não se prolongou demais, ela logo nos ordenou a que ficássemos em pé e a seguisse para a próxima batalha. Isaac caminhava a minha frente como um guerreiro espartano, ereto e cheio de músculos para se vangloriar. Não seria nada fácil vencê-lo, talvez até impossível. Ele estava sem camisa e com a bermuda rasgada, cicatrizes a mostra nas costas assim como novas feridas abertas das batalhas dessa noite. Dessa vez ao entrarmos na arena havia apenas um espaço iluminado, do tamanho de um ringue. Sem ser necessária uma ordem, eu e o filho de Ares avançamos para lá.

-Senhoras e senhores, iremos começar a última fase de nossas batalhas! O CUUUUUBO! – ela gritou alongando ainda mais a palavra cubo.

Assim que aquela voz irritante se cessou, paredes semitransparentes nos envolveram em quadrados perfeitos, criando assim um cubo ao nosso redor. Porém, algo de estranho aconteceu, foi como se uma onda passasse por todo o meu corpo e pela cara estranha que Isaac fazia o mesmo havia acontecido com ele.

-Esse cubo foi construído especialmente pelo nosso querido e amado Lorde! Ele tem a gravidade diferenciada em que qualquer lado do cubo pode ser usado como piso! Vocês entenderão durante a batalha, meus queridos e amados patrocinadores! Que a batalha comece.

O apito soou e como eu esperava Isaac partiu de primeira para cima de mim. Não havia armas então seria uma batalha puramente corporal, o que obviamente dava uma vantagem completa ao filho de Ares. Desviei sentindo uma pequena fisgada em minha perna que teve a panturrilha cortada. Isaac bateu contra a parede e girou o corpo em um mortal de costas, ficando de pé na parede assim como teria feito o verdadeiro Homem-Aranha. “Cada lado poderia ser usado como piso”. Não havia, portanto, um lado certo! Isso era tão insano que me fez quase rir de excitação e desespero. Aquele Lorde era um sádico, mas era criativo. Apenas para provar um pouco dessa condição, saltei para o teto e com as mãos aparei a minha “queda” e fiquei de pé. Nem mesmo o meu cabelo ou roupa havia se mexido, não havia uma gravidade coerente ali dentro, naquele momento aquele lado passava a ser o que puxava o meu peso. Posicionei-me, um pé a frente do outro com uma base maior no detrás, minhas mãos em punhos armados em uma posição de boxe. Movi a cabeça com um sorriso provocativo nos lábios, chamando Isaac.

O filho de Ares grunhiu e avançou correndo pela parede e finalmente vindo até a minha. Ele também se posicionou e aplicou um golpe de esquerda, abaixei, ele tentou um gancho e eu recuei para trás. Porém ele girou rapidamente e acertou um chute em minha barriga, jogando-me contra a parede. Girei meu corpo para cima e rapidamente corri pela parede até chegar à que ficava “embaixo” do Isaac e saltar em sua direção, que estava de cabeça para baixo para mim. Tentei ser o mais rápida possível e o semideus ficou esperando o meu movimento para poder se defender. O problema era que aquele plano de luta era tão inusitado que no momento em que ia de encontro a ele com o corpo contrário, bastou um giro para parecer que estava caindo em pé sobre o corpo forte de uma prole de Ares. Minhas pernas envolveram o corpo dele, uma circulando o ombro e abraçando o pescoço de forma que quando usei toda a minha força para o lado consegui derrubá-lo produzindo um baque surdo quando o corpo dele colidiu contra o chão. Porém para realizar tal golpe, também cai, estava me afastando quando uma mão grande segurou o meu pé, felizmente o qual não estava a adaga escondida. Virei com o intuito de chutá-lo com a perna livre, no entanto arregalei os olhos ao notá-lo já em pé.

Filhos da guerra são naturalmente fortes, talvez alguns se comparassem até mesmo ao Hércules. Ao que aparentava, Isaac era um desses. Como se eu pesasse quase nada, ele puxou meu corpo e com um movimento brusco me jogou contra o chão de um lado para o outro como faria uma criança birrenta querendo quebrar o seu brinquedo. Não me dei ao luxo de gritar, mas podia sentir minhas costelas quase se partindo, assim como todas as minhas feridas sangrando e mais machucadas do que antes. A dor era quase insuportável, minha vista começava a ficar turva até que senti um último golpe contra a parede à esquerda. Encolhi-me de dor por instinto de proteção, cada célula minha parecia ter sido atingida. Rolei meu corpo para deitar na parede de costas, pela primeira vez na noite estava cogitando a possibilidade de que poderia morrer. Foi apenas porque Isaac soltou um grito estridente que eu notei a sua aproximação, ele estava caindo encima de mim. Agi por puro instinto quando ergui minhas pernas juntas o aparando e fazendo com que meus joelhos flexionassem com o peso dele. Com toda a minha força o joguei novamente para longe, não duvidava que isso tinha sido apenas pura sorte.

Ao longe eu mal escutava os urros da plateia. Se me desconcentrasse receberia um golpe mortal e perderia. Levantei de mal jeito, ainda me sentindo um pouco tanta, Isaac também recuperou-se, tão machucado quanto eu, mas não por minha culpa e sim por causa das batalhas anteriores. Ele se aproximou com os punhos erguidos prontos para atacarem, também assumi minha posição, braços erguidos na altura da cabeça, pés afastados e joelhos levemente flexionados. Novamente estávamos lutando boxe, ele atacava direita e esquerda em sequência, eu mal conseguia desviar podendo até sentir o vento que seus golpes produziam e o cheiro de suor que vinha do corpo dele. Juntei mais meus braços sobre a cabeça e assim consegui aparar um golpe de esquerda em um movimento lateral. Porém, pela primeira vez reagi, atacando com o braço direito de forma tão desajeitada que acertei com força o ombro e não o rosto, o qual eu realmente queria originalmente. Isaac recuou surpreso e gritou em dor, abri meus olhos tão chocados quanto os dele e então sorri. Eu afinal de contas era uma descendente de uma deusa da guerra, meu poder natural de ter uma força ampliada corria por meu corpo.

-Parece que estamos em igual agora – falei criando um fio de esperança com a equidade.

Isaac partiu para cima como um animal raivoso e saltou em minha direção. Abaixei meu corpo quase fazendo uma ponte com meu corpo e pousei uma mão no chão para poder jogar meu corpo para trás e me por de pé novamente. Ele tentou outro chute consecutivo e novamente abaixei meu corpo inclinando para frente, mas dessa vez aproveitei para ajeitar-me de tal modo a conseguir dar uma rasteira com minha perna, acertando-o no joelho o fazendo cair. Levantamo-nos quase ao mesmo tempo, afinal a resistência dele era absurdamente digna de um filho da guerra poderoso. Outra sequência de golpes dele, mas dessa vez o ombro dele estava deslocado dificultando a precisão. Recuei de um gancho e desviei de um golpe de direita, mas achando uma abertura boa o suficiente para aplicar o golpe mais forte que poderia dar no momento bem sobre o peito do garoto corpulento. Isaac recuou sem ar, olhando-me surpreso, tentou avançar, deu dois passos, parou e caiu de joelhos no chão pondo a mão sobre o coração. Os olhos vermelhos dele não deixavam os meus mesmo enquanto estava morrendo de um ataque cardíaco. Eu sabia exatamente o que tinha acontecido. O meu golpe foi o suficiente para causar um impacto no coração do garoto, quebrando as costelas que protegiam o órgão. Não durou mais que um minuto para que ele caísse no chão com o corpo tremendo e incapaz de levantar. Até que ele parou. Morto.

-E A VITÓRIA É DE FARRIER! – gritou a garota do alto.

As paredes se desfizeram e eu finalmente pude respirar aliviada. Os patrocinadores estavam todos de pé, aplaudindo e assoviando como se estivessem em um estágio assistindo o seu time vencer a copa. A garota veio saltitando em minha direção, saída sabe-se lá de onde. Seus olhos brilhavam em verdadeiro entusiasmo.

-O que você quer por ter vencido? Além da liberdade é claro – ela perguntou sorrindo mais ainda, o que ela falava dessa vez não era repercutido para a plateia, era apenas eu e ela.

-Eu quero conhecer o Lorde – disse determinada.

-Mas... – ela hesitou.

-Estou sem poderes, o que eu poderia fazer com o poderoso Lorde? – argumentei arqueando uma sobrancelha – E estou machucada e cansada. Quero conhecer o mestre por trás disso tudo, apenas uma curiosidade.

Ela lançou um olhar para o acento mais alto onde estava a figura negra. Também olhei a tempo de vê-lo erguer-se e balançar a cabeça em um sinal positivo. Abri um sorriso vitorioso enquanto que a garota loira resmungava e mandava que eu a seguisse. Eu sabia que não havia um vencedor realmente. O Lorde me mataria assim que saísse dessa arena estranha, pois ninguém poderia desconfiar de uma trama tão absurda e cruel. Os deuses e outros seres viriam atrás do segredo que aquele homem tinha, de como bloquear os poderes dos semideuses.

Ao que parecia a minha noite ainda não havia sido encerrada.


O Lorde.


Fui guiada até uma sala que subia dois lances de escadas. Tudo era tão escuro que mal podia ver os degraus a minha frente, tropeçando uma vez ou outra por simplesmente não ter mais tantas forças. A garota parou em frente a uma porta e com um aceno de cabeça deixou claro que era para que eu entrasse. Engoli em seco, posicionei minha mão sobre a maçaneta ajeitando o pedaço de pano sobre o meu pulso. Só então abri a porta e entrei. Havia apenas uma luz e essa vinha da parede ao lado de uma mesa enorme de mármore negro. Atrás dela estava um homem de cabelos levemente grisalhos, peitos largos e com aparência de dois metros de altura. Ele estava sentado em uma cadeira giratória de escritório e com um terno branco. Sim, branco.

-Farrier, meus parabéns – a voz dele era pesada e gutural, a voz do beco! Ele levantou e ficou a frente da mesa, encostando o corpo nela – Seja rápida, afinal deve estar querendo sair daqui.

-Talvez não – respondi aproximando um pouco, olhando o local com curiosidade – Nunca conheci um lugar como esse.

Ele riu e meu corpo estremeceu, aquela sensação de perigo apenas aumentava. Eu estava jogando um novo jogo, um fatalmente mais perigoso. Aproximei o suficiente para estar apenas a alguns passos dele, parada de frente.

-Porém sei que assim que sair daqui irá tentar matar-me, ainda estou sem poderes então sei que irá consegui. Não tenho medo da morte, já a vi muitas vezes hoje – continuei a falar com simplicidade, como fosse algo trivial – Então poderia me dar algumas respostas? Sou extremamente curiosa!

-Pois então, escuto sinceridade em sua voz. Pergunta-me e te responderei se puder.

-Quem é você?

-Sou filho de Ceridwen, deusa sombria do conhecimento. Um semideus como você, porém longe desses olimpianos tolos.

-Semideus de outro panteão! – exclamei surpresa – Eu... Nunca ouvi falar de algum celta!

-Exatamente, o poder dos olimpianos é supremo quando se trata em popularidade e comando, mas isso não quer dizer que os outros existam. – o Lorde respondeu contente por ter acertado – Então prossiga.

-Onde estamos? Digo, onde exatamente é aqui? Porque é surpreendente conseguir mudar a arena tantas vezes em tão pouco tempo – indaguei em real curiosidade.

-Estamos no subterrâneo, perto da cidade, mas longe o suficiente. Isso aqui foi construído junto a filhos de Vulcano em primeiro propósito para treino. Os matei e criei os jogos. Felizmente há outras pessoas sádicas que também apreciam uma verdadeira diversão. Algo mais?

-Os poderes. Como os bloqueia?

-Uma pergunta perigosa, porque deveria responder?

-Porque venci e é um direito meu. Ou não cumpre com sua palavra, Lorde?

-Tem um ponto. Irá morrer mesmo. Os poderes dos semideuses são baseados em sua energia interna, a energia pode ser concentrada em pontos específicos do corpo. Eu simplesmente coloquei bloqueadores dentro dos semideuses que, bem, bloqueiam a circulação de energia de tal forma a cortar seus principais poderes.

-Mas não os inatos – compreendi um pouco – Os pontos de Chi, a circulação no corpo... Faz sentido.

-Porém não é para sempre. Tem duração apenas de 24h ou menos, por isso os jogos são de apenas uma noite. Mantenho preso os meus acervos e então alternos os jogos entre os sobreviventes e os capturados, dando tempo suficiente para bloquear os poderes novamente enquanto dormem.

-Então há mais semideuses capturados?

-Dezenas deles. Algo mais?

Iria perguntar o porquê de tudo isso, mas achei obvio demais. Diversão por crueldade era mais comum do que eu poderia imaginar. Porém apenas esta havia sido tão bem elaborada e construída, e ainda mais, compartilhada pelos patrocinadores... Respirei fundo fiz que não com a cabeça, concentrando minha mente para os minutos que viriam a seguir. Os olhos negros não soltavam os meus, tão sérios e frios ao mesmo tempo como se tentassem ler minha mente. No segundo seguinte eu avançava em direção a ele, retirando da minha bota a adaga de Érika e a apontando diretamente no peito. Porém o Lorde apenas segurou meu pulso e sorriu com escárnio.

-Pensou que isso daria certo, Farrier? – ele questionou puxando meu corpo para mais perto do dele – É uma pena tê-la de matar, é realmente uma mulher interessante.

-É uma pena – concordei.

Cuspi no rosto dele o fazendo virar a face para o lado, o suficiente para expor o pescoço assim como eu queria. Rapidamente ergui minha outra mão, a que estava coberta pelo tecido. Antes de entrar na sala havia ajeitado o pedaço de lâmina entre o pano a deixando saliente o suficiente para um golpe. A força dele também era a minha, já que na presença da noite eu também era naturalmente mais forte. E assim que passei minha mão no pescoço dele a lâmina partida, mas ainda assim afiada, rasgou desde a lateral do pescoço até o meio da garganta. O Lorde surpreso me soltou, não perdi tempo em fincar de vez a adaga no peito dele, em direção ao coração.

-Eu não sinto remorso em mata-lo, seu filho da puta! – rosnei baixo – Você é um monstro!

Ele se arrastou pela mesa, buscando apoio. As sombras se agitaram e eu podia me sentir estranhamente bem, muito bem. Meus poderes estavam voltando! Isso era resultado por ele estar morrendo? Espreguicei meu corpo enquanto o homem se contorcia em seu próprio sangue. A porta abriu bruscamente e a garota loira apareceu, ao ver o homem morrendo no chão gritou e avançou.

-Você sabe o que você fez?! Todos os semideuses vão ter seus poderes de volta, vai ser um caos! – ela gritava em desespero – Iremos todos morrer!

-Correção, você vai.

Abri minha palma e uma adaga escura apareceu, a segurei pela lâmina e atirei contra aquela irritante garota, acertando o peito dela antes que a mesma reagisse. Era tão bom ter minhas habilidades novamente! E o melhor, aquele lugar iria desmoronar por si só! Cambaleante e passando por cima do corpo da garotinha loira, sai em direção ao corredor sem um rumo certo. Minha mente estava cansada, meu corpo desgastado e machucado. Eu sabia que o certo seria sair dali e procurar ajuda, mas eu não podia deixar que os semideuses fossem a loucura tentando escapar.

Por sorte, muita sorte mesmo, a sala de comandos era apenas duas depois do escritório do Lorde. Ao abrir a porta, dois rapazes estavam lá gritando um com o outro. Os dois me fitaram confusos por um segundo, antes de retirarem as espadas de suas bainhas. Inspirei fundo e esbravejei o primeiro feitiço:

-Carmina! – eles logo foram encantados, sendo obrigados a dançarem por um período de tempo, mas que seria o suficiente para que eu fizesse o que tinha de fazer – Agora sambem para longe daqui!

Afastei o meu corpo da porta observando os garotos saindo fazendo uns passos estranhos, a cara em um semblante de total desespero por não ter controle de seus corpos. Se fosse em qualquer outro momento, uma gargalhada teria sido escutada por todo aquele corredor. Mas não havia diversão ou qualquer resquício de bom humor naquela noite. Arrastei meu corpo até a mesa de controles e resmunguei alto ao ver todos aqueles botões. Fiz a única coisa inteligente que me passou pela cabeça: peguei a cadeira de rodas que estava ali e joguei contra a mesa, quebrando todo o sistema.

Por um monitor que ainda funcionava, eu pude ver os semideuses escapando das celas que se abriram, agora sem o sistema para controlar a instalação. Inspirei fundo várias vezes, sentindo-me zonza a cada passo que dava em direção as sombras. Era um tanto arriscado viajar daquele modo, mas que outra escolha teria? Eu precisava buscar reforços para buscar aqueles semideuses e leva-los em segurança para algum lugar. Ao encontrar a grande sombra do outro lado da sala, aos tropeços joguei-me nela, ativando a viagem sombria.

O mundo girou e parecia explodir como o Big Bang quando cai sobre o chão. Todo o meu corpo pareceu rachar com o impacto, a vista girando tanto que eu podia sentir a sensação de desmaio mesclar-se com a ânsia de vômito.

-Evie? – mal escutei o chamado incerto – Evie! Pelos deuses!

-Becka? – pisquei perante a imagem turva da filha de Baco – Semideuses, presos, eles precisam de ajuda para sair do subterrâneo. Filhos de Vulcano construíram... Treino, o Lorde se aproveitou e... sequestros e... – a verdadeira consciência e moral do que tinha acontecido me atingiu com uma violência maior do que qualquer golpe acontecido. Eu sentia minhas bochechas molhando por causa do pranto nada silencioso – Morte, muita morte! Você tem de me ajudar a... a achar e protege-los. Não mais mortes eu... Deuses, o que eu fui obrigada a fazer?!

Tudo o que a pretora conseguiu fazer naquele momento foi berrar por outros legionários enquanto me mantinha em seus braços. Ela clamava por filhos de Febo e curandeiros, ao mesmo tempo em que gritava pelo nome dos senadores. Eu chorava ali por todo o horror que havia visto e orquestrado, sentindo-me pequena perante a impotência de ter feito nada, de não ter movido um músculo para tentar salvar os outros semideuses, mesmo que no fim tivesse libertado tantos outros. A culpa, as cenas de morte, a falta de ar... Tudo levou a um desmaio acolhedor.

Pela primeira vez na vida, sentia-me agradecida por ter perdido os sentidos.



Poderes usados:
Filha de Nox

Passivos

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum



Ativos

Nível 9
Feitiço: Siderea Circuntum.
Descrição: Só sendo útil durante a noite, esse feitiço permite que as estrelas lhe mostrem em que direção ir. Aquelas na direção para onde deve ir, irão brilhar mais forte.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.


Nome do poder: Invocação de Arma Escura
Descrição: Quando em batalha – e desarmado – o semideus consegue concentrar parte de sua energia escura, e consegue trazer para o campo uma arma desse mesmo material (arma de sua escolha), podendo solidifica-la e transforma-la em ferro estige. Essa arma, no entanto, some ao final da batalha.
Gasto de Mp:  30 MP
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só consegue invocar uma única arma, e só consegue faze-lo no período da noite


Nível 20
Feitiço: Carmina.
Descrição: Esse faz o atingido dançar descontroladamente por três turnos, sendo incapaz de controlar o próprio e vontade.
Gasto de Mp: - 15 de MP por turno.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 30 de HP.
Extra: Apenas verbal.


Nome do poder: Viagem das Sombras
Descrição: As sombras são compostas de um material obscuro e desconhecido. O filho de Nyx/Nox consegue manipular essas sombras durante a noite, a abrir passagens que lhe permitem viajar entre elas. Ao contrário dos filhos de Hades, o filho de Nyx/Nox só consegue ativar esse poder durante a noite, que é quando fica mais forte. (Não consegue abrir passagens para o castelo de Nyx/Nox, e nem para o tártaro ou planos diferentes daquele em que vive).
Gasto de Mp:  30 MP por viagem
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum


Passivos de Belona

1-contas: O filho de Belona pode repassar movimentos incomuns e tanto quanto exóticos, como pontapés giratórios, socos cruzados executados com perfeição e etc. É também capaz de utilizá-los em combate.

2-: Agora o filho de Belona consegue fazer movimentos mais difíceis com a adaptação da bruscalidade já com a arma, mesmo que ainda sejam iniciais.

2 Probatio: O semideus é mais frio que o comum, não criando laços que possam lhe atrapalhar quando em batalha. Além disso, parece ficar alheio quanto às notícias ruins, pois raramente emite emoções quando algum colega próximo é morto ou algo do gênero.

3: O parente de Belona é muito focado, levando seu treinamento mais a sério do que tudo. Também possui a capacidade de controlar sua fúria, extraindo as forças benéficas,  como a agressividade dobrada, e ainda assim, podendo raciocinar nesse estado.

4: O seu personagem consegue arremessar a arma contra o oponente com certa perícia, além de obter o controle elevado com a arma, podendo realizar todos os movimentos precisos sem gastar parte de sua energia.

Bençãos e Pacotes:
Pack Especial – Durante 20 dias off, todo xp ganho pelo semideus será dobrado, isso é contato a partir do momento da atualização do xp (será colocado a data no perfil), sendo que esse Pack não é valido para níveis, apenas para XP. [VALIDO ATÉ 15/04/2017]                        + Tubo de Pack (Até dia 30 de Maio o semideus tem direito a dobrar o xp em quatro postagens de sua escolha, mas atenção, ao gastar as quatro ou deixar a data vencer, o tubo desaparece por completo, escolha com sabedoria). Tubo de pack 4/4.

Legado Completo – A jovem foi abençoada por sua avó, Belona, e agora é considerada um legado completo, podendo usufruir de todos os poderes ligados a deusa da guerra. Contudo, tal benção a impede de ligar diretamente a um deus, pois seu laço está relacionado diretamente a Belona, e sua lealdade também passa a ser desta. Outro ponto criterioso seria que seu sangue incompleto a impede de ganhar os poderes extras herdados por seus filhos, ou seja, Evie é incapaz de manipular dons únicos e especiais, diferente dos filhos de Belona, que poderão herda-los.


PS: Eu não almejo nenhum item/habilidade/mascote nessa CCFY, é apenas uma ideia interessante em fazer. Então, se puderem compensar a falta de um "pedido" ou sugestão do que ganhar em dracmas e exp, seria muito legal x)


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Re: The Fight Club {CCFY}

Mensagem por Psique em Sex Abr 14, 2017 12:57 am



Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  3.000  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  3.000 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 3.000  xp

TOTAL: 9.000 xp + 14.000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Evie

Realidade de postagem + Ações realizadas. – 3.000 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  3.000 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 3.000 xp

TOTAL: 9.000 xp (x2) + 14.000 dracmas = 18.000 xp + 14.000 dracmas

Obs: Tenho apenas um comentário a fazer: brilhante! A forma que escreve e desenvolve a história prende do começo ao fim, simplesmente fiquei deslumbrada. Parabéns!



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