The Blood of Olympus
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The Great Conqueror

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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Guitti em Ter Maio 16, 2017 1:26 am

The Great Conqueror

Parte V

        Acho que eu estava apenas alguns minutos atrasado da hora marcada com a Julia. Se eu tivesse um pouco de sorte, ela não iria ficar muito irritada comigo. Algo que eu acho muito difícil. Havia voltado ainda para o meu chalé apenas para pegar mais alguns itens antes da minha partida para a África.

        Caminhei até a minha cama e ao lado dela, havia um pequeno baú, onde eu guardava meus pertences mais preciosos. Comigo eu já estava carregando minha espada de ferro estígio e minha adaga demoníaca. A espada embainhada e a adaga em formato de anel, no meu dedo anelar. Abri o pequeno baú e olhei os meus itens. Não precisei pensar muito no que iria levar comigo, apenas o essencial seria suficiente.

        Primeiramente peguei a minha máscara de ossos e pus ela em cima da cama enquanto terminava de me arrumar. Não a vesti, é claro. Não queria assustar os campistas assim tão cedo pela manhã. Olhei para os lados e meus irmãos ainda dormiam. Não vi problema em trocar de roupa ali mesmo, portanto, retirei aquela camiseta do Acampamento Meio-Sangue e logo depois a bermuda preta que eu estava trajando.

        Somente utilizando uma cueca box – que possuía um pano azul escuro e várias estrelinhas desenhadas nela – peguei a minha mochila e pus em cima da cama. Não seria uma viagem rápida, portanto, precisava ir completamente preparado seja lá para o que fosse.

        Antes de mais nada, me vesti. Eu iria viajar com semideuses acostumados a velejar, é óbvio, portanto, achei importante estar vestido de maneira parecida caso eu quisesse ter algum respeito. Vasculhava entre minhas gavetas a roupa ideal, mas sem sucesso. ▬ Droga... ▬ Falei ao ver que eu não tinha uma peça sequer para a ocasião.

▬ Foda-se. ▬ Murmurei para mim mesmo enquanto pegava a roupa que eu iria usar e a vestia.

        O look era bem formal, devo dizer. Uma camisa listrada com gola polo. Por baixo dela, havia ainda uma outra camisa que dava entrada à uma gravata azul com detalhes brancos. E por cima, desta mesma camisa listrada, vestia um terno azul-cinzento. Não fiz questão de fechá-lo. Não queria parecer mais formal do que já estava. Por cima, nas minhas costas, ainda pus a capa que a Nyx havia me presenteado.

        Felizmente, ninguém sabia que aquela capa foi originada por eu ter virado demônio. Ou seja, minha camuflagem dentro do acampamento ainda permaneceria. Eu estava parecendo um adolescente bobo, mas não me importei. Quem iria liderar aquele navio era eu, portanto, precisava demonstrar algum respeito, nem que fosse eventualmente a força. No meio do mar, não tem para onde correr. Essa é a parte mais interessante.

        Por fim, fechei o zíper da minha mochila e a pus em minhas costas. Não estava tão pesada, devo dizer. Entretanto, tinha tudo que era necessário. Roupas, itens de higienização, alguns alimentos... Usei a minha viagem das sombras para adiantar o lado e apareci num lugar fora do Chalé de Zeus, onde a Julia estaria me esperando.

        E lá estava ela, andando de um lado para o outro e de vez em quando parando para bater o pé no chão. Deuses, ela estava tão puta que eu podia sentir o calor emanar de seu corpo. Aproximei-me lentamente enquanto olhava para ela. Sim, ela era uma fraqueza para mim. Entretanto, ao mesmo tempo, poderia acabar sendo bastante útil em minha jornada.

▬ Julia? ▬ Chamei baixinho, para tentar manter a calma.

▬ Julia?! ▬ Ela praticamente gritou enquanto olhava para mim. ▬ Você está 30min atrasado e ainda me vem com Julia?!

▬ Descul-... ▬ Fui interrompido por ela.

▬ Desculpa coisa nenhuma! Vamos logo, os outros semideuses devem estar nos esperando. Temos hora marcada, esqueceu? ▬ Bufou enquanto vinha em minha direção e agarrava o meu braço, para que fossemos em direção à praia.

        Não resisti. Deixei que a loira me carregasse pelos braços em direção à praia. O caminho ainda era um pouco longo, demoraríamos ainda mais alguns minutos para chegar lá. Teríamos que passar por todo o campo de morango. Que fadiga... Vocês devem estar se perguntando “porque não usar a viagem nas sombras?”. Bom, a resposta para essa pergunta é bem simples. Depois de um tempo utilizando os meus poderes, percebi que este em especifico pode acabar sendo bastante perigoso e traiçoeiro.

        Isso porque viajar nas sombras requer muita energia quando se é para um lugar muito distante. E viajar para o outro lado do mundo, definitivamente não seria uma boa ideia. Isso poderia fazer com que o meu corpo desaparecesse aos poucos, o que não seria nada agradável.

        Enquanto passávamos pelos campos de morango, pude ver um loiro sentado no meio daquelas plantações com um violão na mão. Curiosamente, ele começou a tocar uma música que despertou a minha atenção e me fez parar para ouvi-la. A Julia me puxou pelo braço, mas sua tentativa foi em vão pela minha insistência de ficar ali. A letra falava sobre um garoto estranho que viajou para muito longe sobre terra e mar. Estranho... Parecia muito com o que eu estava prestes a fazer. Ele olhou para mim e continuou cantando, e fiz o mesmo, encarando aqueles olhos...

        Finalmente, sua canção teve fim. Não sei se deveria dar importância àquele momento... Apenas me senti muito estranho ao ouvir aquela canção. Como se eu fizesse parte dela. Tentei não pensar mais muito naquilo e segui o meu caminho. Olhei para a Julia e aparentemente ela estava mais calma.

▬ Então... Essa tripulação que você juntou é realmente boa no que faz? ▬ Perguntei curioso.

        Ela assentiu com a cabeça enquanto suspirava.

▬ Sim... Infelizmente, serei a única mulher a bordo. ▬ Reclamou. ▬ Teremos alguns filhos de ares nos acompanhando, proles de Hefesto, Athena e também Apolo. Nosso guia será um filho de Poseidon, portanto, não se preocupe. Chegaremos lá.

        Voltei a olhar para a minha frente, pensativo. Realmente era uma tripulação ótima para viajar. Mas também seria um grande atrativo para os monstros. Felizmente eu tinha Nyx ao meu lado e seria uma preocupação a menos. Espero que ela não interfira em minhas missões, pois perder um tripulante já seria motivo de preocupação visto que cada um naquele barco terá uma função.

        Não demorou muito mais que chegássemos a praia e lá estava o grande barco que nos levaria a África. Graças a Julia, eu nem mesmo precisei falar com o Quíron para pedir permissão. Ela havia cuidado de tudo, como se aquilo fosse uma missão dela e eu apenas estava a acompanhando, o que camuflou as verdadeiras intenções desta aventura.

        O barco possuía três mastros com grandes velas amarradas até suas pontas. É, acho que daria conta do recado. Eu definitivamente me sentiria em um daqueles filmes que vi os filhos de Hermes assistindo um outro dia desses... “Piratas do Caribe”, se não me engano. Sem enrolar mais, andamos até a lateral do barco e lá já tinha um semideus nos esperando. Ele se pôs numa postura ereta e bateu continência.

▬ Bom dia, capitão! ▬ Falou numa voz alta e grossa.

        Fiquei surpreso, devo admitir. Não sabia que eu seria alguém tão importante numa viagem de barco que eu nunca havia feito antes. Acho que a Julia fez questão de expor os meus feitos – os que ela conhecia, pelo menos – para os marujos, na intenção de que eles tivessem maior confiança em mim.

▬ Olá. ▬ Disse com uma expressão fria enquanto passava por ele.

        Havia uma pequena escada que nos levava para cima do píer. Os semideuses que viajariam conosco embarcavam várias caixas de suprimentos e pólvora. A pólvora era necessária para caso precisássemos entrar em combate com algum barco pirata ou algum barco cheio de monstros, quem sabe?

        Subimos a rampa e finalmente estávamos a bordo do barco. Alguns semideuses limpavam o piso de madeira daquele transporte enquanto outros passavam a vassoura. Um outro semideus estava batendo continência para mim e assim que cheguei ao seu lado ele me encarou, virou o seu corpo numa angulação perfeita e começou a falar.

▬ Destino, senhor?! ▬ Perguntou, sem desviar o olhar.

▬ Casablanca. África. ▬ Ordenei.

▬ Preparar para partir! ▬ Ele gritou, para que todos ouvissem. ▬ Destino: Casablanca, na África!

        Provavelmente aquele era o filho de Poseidon. Mas, preferi não perguntar. Ao menos ele não era cheio de orgulho, como a maioria dos outros filhos dos três grandes. Gostei daquele cara. Todos começaram a se mover ainda mais rapidamente. Provavelmente ele era o responsável por direcionar o barco pelo melhor curso possível. Afinal, ele tinha esse dom.

        Na popa do barco havia uma porta que nos levaria para a parte interna do mesmo, onde seriam guardados os suprimentos e a pólvora. Assim que desci por aquelas escadas, pude ver os diversos canhões. O barco em si havia três níveis, exceto pela sua superfície. Um outro marujo estava ali, logo depois às escadas.

▬ Senhor, seu quarto fica no centro do barco, no andar de baixo. ▬ Avisou e rapidamente subiu as escadas.

        A Julia me encarou e arqueou as duas sobrancelhas, demonstrando-se surpreendida.

▬ É, esse povo leva o trabalho bem a sério. ▬ Disse enquanto andava comigo ao seu lado, para descermos ao próximo nível.

▬ Concordo. Gosto disso.

        E de fato, eu gostava. Depois de mais alguns passos, finalmente estávamos em nosso quarto. Isso mesmo. Nosso quarto. Era uma cama de casal para eu e a Julia. Não tínhamos outra escolha. O espaço era escasso. Ou era isso ou dormir nas redes, juntos com os outros marujos. Eu, particularmente, não me importei muito. Quanto a ela, não sabia se se importava, mas ao menos não pareceu demonstrar.

▬ É... Parece que vamos ficar algum tempo nesse barco. ▬ Ela disse enquanto botava a mochila no chão.

▬ Sim. ▬ Confirmei e fiz o mesmo, pondo a minha ao lado da dela.

        Devo admitir, o local era até confortável. Uma pena que ficasse no centro do barco, pois assim não tínhamos janela. Mas ao menos me pareceu mais seguro, caso acontecesse um ataque surpresa de um outro barco. Joguei-me na cama enquanto a observava. Ela sentou-se numa cadeira e então começou a escrever uma carta.

▬ Uma carta? Para quem? ▬ Perguntei curioso.

▬ Para minha irmã... Eu não disse a ela que viria. Enviarei através de uma águia, antes que partamos. ▬ Respondeu umedecendo os lábios sem desviar os olhos da carta.

        Logo pude sentir o barco se movimentar. Finalmente, estávamos partindo em direção ao meu objetivo. Virei-me e abracei o travesseiro que se encontrava ali, sem nem mesmo tirar a minha roupa antes. Ainda era cedo e eu ainda estava com sono. Efeitos de ser legado de Morfeu. A viagem iria durar alguns meses. O mínimo que eu esperava é que ela não fosse de um todo, entediante. Não demorou muito para que eu adormecesse, mais uma vez.

ITENS LEVADOS:
Máscara de Ossos com Caninos [Uma máscara feita a partir do crânio de bode, acoplada com dentes caninos de um lobo alfa. Há duas runas nos dentes e uma na parte interna da máscara. | Efeitos 1: Ao olhar nos orbes vazios do bode, o oponente sentira um intenso medo que o deixará confuso por até dois turnos; Efeito 2: Graças as runas Thurisaz e Dagaz, o item está encantado para oferecer proteção ao usuário. Assim sendo, quando ativadas essas runas o usuário estará protegido de ataques a longa distância, os itens caindo ao chão antes de atingir o alvo. O efeito só pode ser usado uma vez com duração de 3 turnos; Efeito 3: a runa Hagalaz é a runa das trevas, selada com o sangue de Guitti. Ela tem o efeito de potencializar seus ataques sombrios e trevosos, dobrando o dano de seu ataque. O efeito é usado apenas uma vez e dobra o dano de apenas um ataque com base nas trevas ou sombras; Efeito 4: a máscara sempre retornará a Guitti, por ter sido selada com o seu sangue | Ossos | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | A mente liberta (evento), encantada por Evie Farrier]

Capa da Noite: A capa de seda negra, extremamente leve e confortável, pode parecer apenas uma questão de vaidade... Mas a roupa, abençoada por Nyx, possui a propriedade de armadura, podendo reduzir até 50% do dano total causado em seu usuário, além de tornar o demônio praticamente invisível de noite. (Para a invisibilidade o portador deve deixar bem claro que usa essa habilidade, mas dependerá também do narrador - em casos de missão, PvP ou MvP -  se sentir convencido de que você está usando direito o presente. Caso esteja, poderá se esconder até seu próximo ataque ou até o narrador achar que falhou com sua descrição)  - Só pode ser retirada pelo dono.

Adaga demoníaca: A arma curta - feita de uma mistura de ferro estígio e aço comum - é tão letal para homens quanto para monstros. Envolta em energia negra, a adaga, tem a habilidade de causar pequenas dores a mais e uma sensação de desnorteamento em seu alvo. Além do mais, pode se facilmente arremessada, já que esta volta para seu dono em apenas um turno. Quando não utilizada transformasse em um anel negro com pequenos pontinhos brilhantes. - Indestrutível

Espada de Ferro Estígio: Nas mãos de um filho de Hades ela é perfeita em precisão e dano. A cada golpe feito em monstros, a espada converte o dano do monstro em energia e vida para quem a usa;

PODERES ATIVOS:
Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.
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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Arcus em Qui Maio 18, 2017 3:49 pm

Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  1.500  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1.500 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1.000  xp

TOTAL: 4.000 xp + 8.000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Guitti


Realidade de postagem + Ações realizadas. –  1.500  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1.480 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1.000  xp

TOTAL: 3.980 xp + 8.000 dracmas

Observações:
Os descontos foram errinho mínimos de pontuação coisa de todo o dia, é a vida! Qualquer dúvida me envie por MP.

Por ter sido uma narração sem combate, mais introdutória, a CCFY não teve maior atribuição de experiência. A narrativa foi excelente o seu desenvolvimento curioso e empolgante, em nenhum momento a história pareceu repetitiva ou houve alguma dificuldade de leitura. Meus parabéns!
lol! lol!


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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Guitti em Dom Maio 21, 2017 2:54 pm

The Great Conqueror
Parte VI
Um mês depois

        Havia alguns bons dias desde que saímos do atracadouro do Acampamento Meio-Sangue. Eu não era de estar muito desarrumado, mas ultimamente me encontrava dessa forma. Hoje, estava trajando uma camisa de botão branca juntamente com uma calça bege cuja estava atracada a um suspensório que se prendia em meu ombro e bainha elevada até a metade da canela. Descalço, como na maioria dos dias, afinal, o importante era se manter confortável enquanto terra-firme não era vista.

        Até então, a nossa viagem tem sido tranquila e entediante, devo admitir. A presença da Julia naquele barco era um presente dos deuses, sem dúvida. Inclusive, ela estava bem a minha frente jogando xadrez comigo para distrair-se. Vestia um short preto e uma blusa de manga cumprida amarela, combinando com seu cabelo loiro que era coberto por um chapéu também preto.

▬ Sua vez. ▬ Lembrou-me, após mover uma de suas peças.

         Sem pensar muito, movi uma daquelas peças aleatoriamente, mas obviamente dentro das regras do jogo.

▬ HA! XEQUE-MATE, BABY! ▬ Ela levantou-se ao mesmo tempo que praticamente gritava aquilo e bateu uma palma, iniciando uma pequena dancinha. ▬ Ahã, eu sou a me-lhor. Ahã, eu sou a melhor.

        Ela começou a primeira frase lenta e depois aumentou o ritmo ao repeti-la. Simplesmente olhei para o lado e bufei.

▬ Esse jogo é uma merda. ▬ Reclamei.

▬ Contente-se, é o único que trouxemos. ▬ Falou enquanto sentava-se mais uma vez.

        Infelizmente, ela estava certa. Não havia trazido meios de distração para a viagem e puta merda, como eu me arrependo. Havia esquecido completamente deste mero detalhe. Felizmente, os outros tripulantes daquela embarcação eram bastante legais depois que descobriram que eu não era uma ameaça. Sempre que subia até a superfície do barco, uma canção estava sendo cantada ou os marujos se enfrentavam em um duelo.

        Eu era temido pelos tripulantes até alguns dias atrás. Boatos chegaram aos meus ouvidos de que planejavam jogar-me ao mar, por ser uma visível ameaça a eles. Tudo isso apenas porque eu era filho do deus da morte. Entretanto, poucos dias antes me pronunciei abertamente e disse que não tinha motivos para tal, a menos que quisesse morrer, afinal, sem eles não chegaria ao meu objetivo.

        A Julia estava sonolenta na minha frente e ainda era cedo. Talvez fosse legal chamá-la para um pequeno passeio na superfície. Ela era a única garota da embarcação, portanto, sentia-se um pouco desconfortável em ficar sozinha com os marinheiros. Visto isso, ela estava sempre comigo numa tentativa de se sentir segura. E dava certo.

▬ Vamos subir à superfície um pouco? ▬ Sugeri.

▬ VAMOS! ▬ Ela levantou-se mais uma vez rapidamente, demonstrando-se bastante animada com a sugestão.

        Fiz o mesmo e levantei da cadeira, enquanto pegava a minha espada e a prendia a minha cintura, ainda embainhada. Nunca se sabe quando alguém será atacado, portanto, achava importante sempre leva-la comigo para proteção. Se tem uma coisa que eu aprendi no decorrer do tempo era não abaixar a guarda. Nunca.

        Enquanto caminhávamos sobre a estrutura barulhenta de madeira daquela embarcação, pensei o quão longe ainda estávamos da Casablanca. Um mês no mar, mais ou menos, o que significava que ainda faltavam alguns dois meses mais navegando por estas águas. Felizmente, estávamos com um filho de Poseidon encarregado para dar a direção para o barco.

        Subimos a escada que levava a superfície e então eu já podia ouvir. O cantar dos homens que trabalhavam constantemente naquela embarcação, o barulho de metais se encontrando por aqueles que treinavam suas habilidades. As ondas eram ainda mais intensas sonoramente ali em cima. Geralmente passávamos nosso tempo no bar ou no quarto, portanto, vir à superfície realmente era algo agradável.

        Porém, devo admitir que não gostava mais daquele cheiro de maresia. Já estava enjoado demais daquela viagem para gostar daquele “aroma” e a sensação que ele causava em meu organismo. Sentia falta da escuridão do meu Chalé, e principalmente de terra-firme. Só de pensar que ainda faltavam dois meses me dava nos nervos.

▬ Capitão! ▬ Um dos marinheiros veio até mim.

        Ele carregava consigo dois copos preenchidos com cerveja amanteigada. Entregou um para mim e outro para a Julia.

▬ Muito obrigada, marujo. ▬ Julia agradeceu, gentilmente.

        Revirei os olhos... Porque ela tinha de ser tão boa, gentil? Ele só estava fazendo o trabalho dele que era agradar o seu capitão. Por fim, eu e a Julia brindamos e bebemos daquele líquido amarelado. Depois dos longos goles, descemos os copos e ambos estávamos com um pequeno bigode proveniente da espuma presente na bebida. Entreolhamo-nos e acabamos por rir, o que chamou a atenção dos que estavam perto. Curiosamente, aquilo gerou uma pequena histeria, fazendo com que todos rissem.

▬ Droga. ▬ Reclamei, limpando a que havia se formado em meu olho. ▬ Você tem que parar de me fazer rir assim.

▬ Culpada! ▬ Ela ergueu a mão que estava desocupada, gesticulando.

▬ BARCO PIRATA! ▬ Repentinamente, um homem gritou acima de nós e rapidamente desceu por uma corda, para alcançar a proa do barco.

        A maior parte da tripulação fez o mesmo que o homenzinho que havia descido da corda, indo para a ponta do barco para avistar nossos mais novos inimigos.

▬ YEEEEEEEAH! ▬ Alguns deles gritaram, comemorando, o que me fez franzir a testa.

▬ Porque estão comemorando? ▬ Perguntei curioso.

▬ Não é óbvio? Diversão! ▬ Respondeu.

        Aquilo fez com que eu coçasse a minha barba rala que havia se formado pelo tempo que eu estava no mar, sem apará-la. Eu estava começando a realmente gostar daqueles marujos. Não esperava por aquela resposta. Um sorriso maléfico surgiu em meu rosto, afinal, ele estava certo. Iria me divertir muito com isso. Encarei a Julia e ela mordia o lábio, parecendo-me preocupada.

▬ VAMOS HOMENS! TODOS A POSTOS! ▬ Gritei, e então todos começaram a se mexer.

        A embarcação inimiga ainda estava um pouco longe, mas precisávamos carregar todos os canhões para que atirássemos neles quando os navios estivessem parelhos. Alguns semideuses já preparavam arcos e fogo, para atirar pouco antes do emparelhamento. Proles de Ares já giravam suas espadas, sedentos por sangue.

        Os filhos de Hefesto eram mais responsáveis pelo trabalho com as máquinas, mecanismos, essas coisas. Entendiam melhor daquilo, portanto, não se importavam também. Adoravam mexer com pólvora, projeteis e todos esses tipos de coisas. As nossas velas eram alternadas de acordo com o vento, para que navegássemos em uma velocidade mediana, para dar tempo de preparar-nos.

        Eles cantarolavam ainda mais felizes agora. Um mito sobre a baleia branca, só que, não era como todos os outros. Os versos dessa música quase que veneravam a baleia branca, pois dizia que ela resolveria todos os seus problemas e retiraria a impureza presente no oceano. Uma voz se destacou entre as outras, que foi o filho de Poseidon.

        Eu saquei a minha espada e fiquei na lateral do barco, assim como a Julia apenas esperando o que estava por vir. Olhei para a prole de Poseidon que se posicionou do meu outro lado enquanto deixou outro responsável pelo controle do navio. Manejei a cabeça positivamente, dizendo-lhe para assumir o comando dos canhões. Afinal, ele era mais experiente que eu no quesito de batalha marítima. Meu trabalho seria nada mais, nada menos que acabar com a raça deles.

▬ São semideuses também? ▬ Perguntei.

▬ Sim. ▬ Ele respondeu, com um sorriso no rosto.

▬ Como você sabe?

Eu sei. ▬ Sua afirmação foi dada com uma tonalidade de voz diferente da comum.

        Ele realmente tinha toda a certeza. Não questionei muito, afinal, ele era filho do deus dos mares, portanto, acho que nada escapava de suas deduções.

        A outra embarcação era muito maior que a nossa e provavelmente eles tinham maior número. Fechei os olhos e lentamente me desfiz nas sombras enquanto ria maleficamente, pude sentir tudo aprimorar-se ao mesmo tempo. Quando os abri novamente, lá eu estava. No meio da outra embarcação e eles me olhavam todos assustados. Ao mesmo tempo, as flechas de fogo foram atingindo as velas do barco em que eu me encontrava agora, queimando-as.

        O barco fedia a rum, misturado com um forte odor de carniça, ou ao menos eu achava parecido com carniça. No momento, provavelmente todos aqueles semideuses haviam sigo pegos pela minha aura do medo. Sim, eu a irradiava e sim, ela era muito forte.

▬ Tsc... ▬ Sibilei.

        Agachei-me para colocar a palma da mão em contato com aquele chão sujo e invoquei o meu Cérbero. Uma pequena poça de sombra formou-se naquele local e depois de poucos segundos, aquela fera de três cabeças, vulgo Uni Duni Tê, de pelugem escura e olhos vermelhos estava rosnando para os que estavam ali presentes.

▬ E ai chefinho! Nunca mais chamou a gente. ▬ Tê falou mentalmente comigo.

▬ Coé demônio. ▬ Dessa vez fora o Uni.

        Automaticamente, minha mão foi até a minha cara, fazendo um rápido facepalm. Um dos semideuses inimigo tentou vir até a minha direção, mas o Cérbero tomou conta dele o interceptando e lhe dando um tratamento baseado na mordida. Seus dentes rasgavam três lugares diferentes de seu corpo, pouco antes dele ser arremessado para fora do barco. Se ele não morresse por hemorragia, morreria afogado, com certeza.

▬ Olá, mestre. ▬ Duni finalmente se pronunciou com a boca ensanguentada.

▬ Estão cuidando bem de vocês? ▬ Perguntei e os semideuses se entreolharam, sem entender porque eu estava falando com aquela besta provinda do submundo.

▬ Éeeeeh... Mais ou menos, mais ou menos. ▬ Tê respondeu. ▬ Os campistas ainda têm muito medo de nós, mas, ainda nos alimentam bifes na hora do almoço. Dá para sobreviver.

▬ Desculpem-me por não ter dado a atenção que vocês merecem ultimamente. Tenho andado muito ocupado.

▬ Baah chefia. ▬ Uni respondeu, dando uma pequena “risada” depois. ▬ Relaxa!

▬ Vamos cuidar desses malditos. Prometo que levarei mais vocês para passear. ▬ Girei a minha espada em torno da minha mão, me preparando para batalha.

        De maneira engraçada, o rabo pequeno do Cérbero balançava de um lado para o outro. Revirei os olhos ao ver aquilo, mas, estava feliz por estarem ao meu lado. E mais ainda por terem aquelas personalidades tão distintas, uma cabeça da outra. Era no mínimo, engraçado. E eu gostava.

        Observei o barco aliado aproximar-se, não demoraria muito para que os canhões começassem a ser disparados. As três cabeças latiam e então os semideuses começaram a gritar todos juntos e correr em nossa direção. Na mão esquerda, manipulei sombras para que formasse um feixe materializado provindo da palma. Ou seja, uma camada bastante fina de sombra que seria utilizada para despedaçar os inimigos além da minha espada.

        O primeiro semideus que veio em minha direção de maneira petulante. Alto confiante demais em sua corrida, e não parecia que iria parar. E assim como o pensado, ele não parou. Veio correndo, como se fosse tombar com o meu corpo. Em um passe ágil para o lado, me desviei de sua investida e desferi um golpe na diagonal com o meu feixe de sombra. Segundos depois, vi o seu corpo ser separado, como se fosse um pedaço de carne.

        Os barcos ficaram paralelos. Finalmente, os canhões fariam os seus estrondos e como qualquer arma mortal daquele porte, faria um grande estrago nas estruturas das embarcações. O Cérbero mordia um e logo depois outro, aterrorizando os que estavam mais próximos. O corte que eu havia feito no descuidado jovem que veio em minha direção também deixou os outros acuados.

        Ergui os braços, como se estivesse dizendo “podem vir”, enquanto encarava um grupo de inimigos. Assim que terminei de fazer esse gesto, os tiros foram disparados. Várias bolas pesadas passaram perto de mim, mas nenhuma me atingira. Os destroços voavam por todo o lado, na minha frente, atrás de mim, dos meus lados... Teria de tomar mais cuidado agora, mas não podia negar. Era uma batalha interessante.

        Repentinamente, a água teve uma movimentação estranha pouco antes que o barco inimigo disparasse seus canhões. É como se um grande vazio estivesse o puxando para baixo, na direção em que estava o barco aliado. Ou seja, assim que os disparos foram feitos, pela inclinação do barco inimigo, seus projeteis atingiram a água ao invés de atingir nosso meio de transporte.

▬ Irrá! ▬ A prole de Poseidon havia chegado em cima de uma onda e aterrissado ao meu lado.

        Obviamente, era ele que havia inclinado o barco inimigo para ficar naquela angulação. Um inimigo veio em sua direção e para rebatê-lo, ele cortou a sua cintura horizontalmente, o que o fez dar um pulo ao sentir a lâmina desenhar a sua carne insignificante. Depois do pequeno pulo do inimigo, ele retornou a lâmina de onde viera, só que dessa vez atacara a perna do oponente, o fazendo ajoelhar no chão. Para finalizá-lo, ergueu a sua espada e enfincou em sua clavícula, logo depois removendo a espada ensanguentada dali. Seu olhar fora direcionado para mim.

▬ Isso que é finalização! ▬ Ele riu enquanto defendia-se de um golpe de outro inimigo.

        “Exibido”. Foi tudo o que eu consegui pensar naquele momento. Se era exibição que ele queria, ele iria ter.

▬ Uni, Duni, Tê, vamos lá. ▬ Falei mentalmente com meu Cérbero.

▬ Okay mestre! ▬ Responderam em conjunto.

        Minha empatia com o Cérbero era única. É como se ele já soubesse o que eu iria fazer, assim como eu sabia o que ele iria fazer.

        Dois inimigos vieram em minha direção e o Cérbero já rosnavam para eles. Entretanto, eles sabiam que tinham que cortar o mal pela raiz, e esse mal era eu. Estavam subestimando o meu bichinho de estimação e iriam se arrepender amargamente por conta disso. Novos disparos haviam sido realizados pelos nossos canhões, levando um outro inimigo que se aproximava para a água.

        A espada do primeiro inimigo veio em minha direção, entretanto, aparei-a com a parte não cortante do meu feixe materializado e logo depois ergui a minha espada e a desci fortemente na vertical, atingindo a dobradura de seu braço em cheio, decepando-o. Ele gritou, desesperado, mas eu pouco me importei e continuei a sequência do ataque. Ainda com a parte não cortante do feixe de sombra, atingi-lhe na cabeça, o que fez com que caísse no chão, deixado para morrer.

        Já o segundo inimigo, vinha da mesma maneira. Espada erguida, pronta para desferir um golpe em mim. Porém, eu era mais ágil que qualquer um presente naquele lugar e consegui defender-me novamente com o feixe de sombra. Assim que me protegi, passei a perna naquele homem, o deixando também no chão. Eu ia finalizá-lo, mas, um terceiro inimigo apareceu e fui obrigado a chutar em sua barriga, afim de lançá-lo longe. Voltei a atenção para o outro semideus que antes fora lançado no chão por mim. Ele estava se ajoelhando, quase levantando quando de repente, o Cérbero saltou em cima dele, mastigando o seu pescoço como se fosse presunto.

        Um quarto inimigo surgiu, pronto para me atingir lateralmente. Soquei o seu braço, interrompendo o seu ataque e logo depois desferi um golpe debaixo para cima em seu abdômen com a ponta da minha lâmina enquanto dobrava o meu joelho para dar mais força ao ataque. Fora um ataque cinemático, devo admitir, pois havia finalizado o mesmo com a espada ensanguentada em minhas costas e para dar mais um gostinho extra, a girei algumas vezes no ar, removendo e jorrando o sangue que encontrava em sua lâmina para todos os cantos.

▬ Isso. É que. É. Finalização. ▬ Gritei, pausadamente para o filho de Poseidon enquanto ele defendia-se de mais inimigos.

▬ Abandonar a embarcação! ▬ Alguém gritou.

        O barco inimigo estava começando a ser abandonado pelos seus tripulantes. O resto de nossos marujos o invadiram com sucesso e iam matando o restante dos inimigos um por um. Os filhos de Ares estavam praticamente todos banhados em sangue, enquanto os filhos de Hefesto – que não estavam nos canhões – esmagavam a cabeça de quem sofria no chão.

        Por fim, vi a Julia. Ela poderia vir voando, mas, creio que não era muito do seu feitio matar semideuses alheios. Observei seus golpes por uns instantes e ela simplesmente desabilitava os inimigos, ou seja, os deixava incapacitados, sem matá-los.

        Desmaterializei o feixe de sombra em minha mão e ao invés disso, materializei uma pequena pistola em minha mão. Obviamente, não tinha os mesmos mecanismos de uma pistola, mas era apenas para deixar um visual legal enquanto disparava projéteis de sombras nos inimigos. Fui atirando nos semideuses que tentavam abandonar o seu barco de maneira acovardada e eles caiam igual merda na água.

        Por fim, o pouco dos semideuses que sobraram havia se rendido. Estavam com ambas as mãos erguidas e ajoelhados enquanto o filho de Poseidon andava de um lado para o outro em suas frentes.

▬ Tic-tac. ▬ Ele brincou. ▬ Se não querem morrer, nos digam quais tesouros guardam nesse barco e onde estão.

▬ E-eu s...

▬ Cala a boca! ▬ Um outro marujo interrompeu o tripulante que iria revelar os tesouros ali guardados.

        Apontei a minha pistola materializada para ele e atirei.

▬ Guitti! ▬ A Julia gritou de maneira abafada, enquanto botava a mão a frente da própria boca.

        Ele caiu duro, morto. Agachei-me de maneira que minhas mãos ficassem entre meus joelhos, com a ponta da pistola apontada para o chão.

▬ Vou repetir... ▬ Pausei. ▬ Se não querem morrer, nos digam onde estão os tesouros.

        Puta merda, eu devia admitir. Estava me divertindo muito fazendo aquilo, apesar de saber que a Julia talvez ficasse estranha comigo durante alguns dias. Hoje havia sido um dia produtivo para a minha pessoa. Enviei tantas almas para o meu pai. Para mim, isso era motivo de orgulho.

▬ Eu sei... ▬ Engoliu em seco o homem que tentou falar antes, mas fora interrompido. ▬ Está no porão, que se encontra dois níveis abaixo daqui da superfície.

        Suspirei e ergui-me, ficando de pé.

▬ Prendam eles! ▬ Ordenei.

        Não queria matá-los, é claro. Afinal, não queria passar a imagem para meus tripulantes do monstro que eu era. A Julia guardou a sua adaga ensanguentada na base das costas enquanto começou a andar comigo ao seu lado em direção do tesouro.

        Poucos foram os segundos que demoramos até chegar ao local. Felizmente, não havia tido mais complicações desde que eles se renderam. Apenas a água que era bastante incomodante em nossos pés. Adentramos uma sala e lá, havia MUITO, mas muitos dracmas mesmo.

▬ Estamos ricos! ▬ A Julia declarou.

        E de fato, estávamos. Claro que ouro para mim, não era tudo. Entretanto, ter alguns dracmas extras era sempre bom, para poder pedir armas aos filhos de Hefesto ou encantamentos há quem mexe com essa área.

        Observei um pouco mais e percebi que havia um pequeno, muito pequeno baú ali, que parecia guardar algo precioso. Infelizmente, eu não tinha a chave. Felizmente, sabia como resolver este problema facilmente. Aproximei-me do pequeno baú e me agachei a sua frente. Manipulei as sombras para que se formassem em frente ao meu dedo e a encaixei na fechadura do baú, dando o formato da chave. Por fim, materializei-a me dando a possibilidade para abrir aquele baú misterioso.

        Assim que o abri, uma gema brilhou diante de meus olhos. Ela continha um símbolo que eu nunca havia visto antes.

▬ Julia... Você conhece isso? ▬ Perguntei.

▬ S-sim. ▬ Ela respondeu, hesitante. ▬ Essa é... a gema etérea imperial.

        Pela sua hesitação, deduzi que era um item raro de ser encontrado. Portanto, sem delongas peguei o objeto e pus em meu bolso, guardando-o. Seria de uso importante para mim futuramente. E de bom uso, devo dizer.

        Aquela pequena batalha havia chegado ao fim e felizmente, havia tudo dado certo. Nosso barco fora pouco danificado, nada que os filhos de Hefesto não conseguissem resolver. Conseguimos uma boa quantidade de dracmas – que foram transportados para nossa embarcação – e eu ainda por cima, havia conseguido uma gema. Creio que fora um dia de sorte, e estava ansioso para saber se iria passar por outro do mesmo tipo, afinal, ainda faltavam em média dois meses para chegarmos em Casablanca.

PODERES PASSIVOS:
Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Aura do Medo
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão irradiam um medo intenso de morte, como seu pai, mas em um grau de escala menor. Essa aura pode ser tão forte, que inicialmente pode fazer adversários se afastarem. Mesmo enfraquecido até semideuses mais forte acabam por sentir medo, e é tudo devido a essa aura, algo natural e que não controlam. Essa aura fica mais forte quando o semideus está com raiva.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer os inimigos em batalha recuarem no 1º turno, lhe dando chance de atacar.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Pericia Infernal
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são mais fortes contra criaturas do inferno, e quando em batalha com criaturas que pertençam ao reino de seu pai (como cães infernais, escorpiões das profundezas, esqueletos e zumbis), e ficam ainda mais poderosos quando lutam com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: ganham um bônus de força de +20% em seus poderes ativos.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são excelentes esgrimistas, e conforme evoluem seu treinamento, essa habilidade também fica mais evidente. Para eles a espada sempre foi uma arma natural, e apesar de terem tido erros, conforme aprendem, também os tornam nulos. Agora são capazes de atacar e se defender com a arma, além de conseguir desarmar um oponente com uma facilidade maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano:  Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Perícia com Lâminas II.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deusa desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 20 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Punhais e Adagas".

PODERES ATIVOS:
Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Invocação I
Descrição: O filho de Hades/Plutão ao colocar a mão no chão formara um selo que lhe permitira invocar uma criaturas do mundo inferior, podendo ser um esqueleto ou alma vagante (lembrando que será de forma aleatória), sendo que caso o semideus já possua contato e afeto com alguma criatura do submundo a mesma poderá aparecer caso esteja por perto. Sendo que tal criatura poderá ajuda-lo caso a mesma queira. Tal poder não impõe controle, apenas faz um chamado.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 21
Nome do poder: Umbracinese III
Descrição: Você dominou completamente sua técnica com sombras, e agora pode manipula-las e usa-las da forma como bem entender, incluindo criar uma prisão sombria, da qual seu oponente dificilmente escapara. Consegue mantê-la por até três rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  A prisão sombria prende o usuário por completo, fazendo com que ele seja incapacitado de se mover pelos turnos em que a prisão estiver ativa. O Filho de Hades/Plutão consegue mantê-la por no máximo 3 turnos. Pode usar as sombras para mover coisas, e prender coisas.
Dano: 30 HP (pela prisão incapacitar os membros e aperta-los, causando certa dormência). Esse HP é retirado conforme os turnos que ficar ativo, se ficar pelos 3 o valor total da perda de HP é de 90.
Extra: Nenhum

HABILIDADES:
Agilitas: O semideus que porta de tal habilidade desenvolve um tipo de furtividade para livrar-se de amarraduras ou emboscadas que dificultarão sua passagem para onde queira ir, podendo desfazer nós impossíveis de serem desfeitos a mão em um tempo mínimo de quinze segundos. Seus sentidos se aguçam e tudo ao seu redor se torna mais nítido, quando este se concentra, basta apenas fechar os olhos e tudo irá se aprimorá em quatro segundos. Válido por 1 turno em on.

Nome do poder: Artífice das Lâminas
Descrição: O semideus, com um pouco de treino, sabe como utilizar armas das quais nunca teve contato direto, ainda que propenso a erros. Não chega a ser perito em diversas lâminas, mas, sua maestria é minimamente mais evoluída.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de precisão ao lidar com qualquer arma branca, ainda que lhe seja estranha
Dano: +5% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Fortalium: O semideus que porta de tal habilidade desenvolve um tipo de agilidade para livrar-se de qualquer nó ou emboscada, por mais difícil que seja, de forma simples e prática com o adicional de perícia com armas brancas, podendo manusear qualquer uma sem maiores dificuldades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Sempre que for amarrado ou preso por cordas mágicas, conseguirá se livrar depois um turno, o seguinte ao que foi amarrado. +20% de assertividade no manuseio de armas brancas.
Dano: +5% de dano se arma do semideus atingir o oponente.
Extra: Nenhum.

× Bloqueio [Essa habilidade consiste em garantir que, ao menos uma vez por narrativa, o semideus consiga fazer - de forma eficiente - o bloqueio de um golpe e uma investida com sua espada.]

Nome: Noção Básica de Pugilismo
Descrição: Pugilismo, ou boxing, é a habilidade de usar os próprios punhos como poderosas armas de impacto. São extremamente úteis quando o semideus encontra-se desarmado e precisa lidar com uma situação crítica com o uso da própria força. Golpes só serão descontados de dano se atingirem áreas sem armaduras. Em caso de golpe em armadura de couro ou golpes de raspão, dano reduzido em 50%.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Todo dano físico, com o uso dos punhos, recebe dano padrão de 25HP.

ARMA:
Espada de Ferro Estígio: Nas mãos de um filho de Hades ela é perfeita em precisão e dano. A cada golpe feito em monstros, a espada converte o dano do monstro em energia e vida para quem a usa;

PODERES & HABILIDADES DO CÉRBERO:
Nível 1
Nome da habilidade: Três Mordidas
Descrição: Mesmo filhote, as três cabeças possuem mordidas fortes, como a de um cachorro selvagem e furioso.
Tipo: Passivo
Dano: 5 para cada cabeça.
Bônus: Nenhum

Nível 2
Nome da habilidade: Olhos demoníacos
Descrição: O cérbero possui naturalmente olhos que exalam certo medo em quem encarar. Por ser uma prole do submundo, ele consegue fazer com que a vítima hesite ou até mesmo fuja ao encarar os três pares de olhos infernais.
Tipo: Passivo
Dano: Nenhum
Bônus: Pode provocar paralisia por medo ou hesitação do oponente. Necessário contato visual.

RECOMPENSA REQUISITADA:
• Etérea Imperial – Gema que muda a propriedade física de uma arma, tornando-a etérea.
• Dracmas, muitos dracmas.
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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Quione em Dom Maio 21, 2017 4:52 pm

Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  2.200  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  2.200 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 2.200  xp

TOTAL: 6.600 xp + 20.000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Guitti


Realidade de postagem + Ações realizadas. –  2.150 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  2.100 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 2.200  xp

TOTAL: 6.450 xp + 20.000 dracmas


Comentários: Particularmente eu gostei bastante de ler esse post. Está bem feito e desenvolvido. Continue assim.



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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Guitti em Qua Jun 21, 2017 9:03 pm

The Great Conqueror
Parte VII

Dois meses depois. CASABLANCA, Norte da África.

        Dois meses se passaram e ainda estávamos sobre o oceano. Mais especificamente falando, o oceano atlântico. Minha barba – que nunca havia sido cativada antes – já estava enorme, assim como o meu cabelo. Felizmente, a Júlia estava lá e ela disse que iria dar um bom trato naquele “problema”.

▬ Vem, senta aqui. ▬ Pedia ao puxar a cadeira já com a tesoura em uma mão e uma lâmina em outra. ▬ Vou logo lhe avisando que, não sou nenhuma profissional!

        Ela riu após dizer aquilo e a única coisa que eu consegui fazer foi franzir a testa, com anseio em deixá-la realmente fazer aquilo. Mas, eu não tinha muita escolha e, não queria chegar à África parecendo um animal também, portanto, caminhei até a cadeira que a pouco ela havia puxado e sento na mesma.

▬ Só... ▬ Suspirei. ▬ Tenta não estragar muito, ok?

        Pisquei os olhos várias vezes. Havia poucas coisas que me deixavam nervoso, mas, essa definitivamente era uma delas. Não que eu me importasse com beleza, mas, era sempre bom estar apresentável em novas terras.

        Suas delicadas mãos envolveram-se com meus fios de cabelo negros como a noite e logo os mesmos estavam caindo sobre meu corpo. A Julia os cortava sem piedade, mas, eu confiei nela. Acima de nós, a voz dos marinheiros se faziam presentes. Quase todo o tempo eles cantavam aquelas cantigas marítimas. Ao meu ver, era um costume deles para não acabarem morrendo entediados naquele vasto mar. Devo admitir que até mesmo eu me entregava as vezes às cantigas.


        Logo, meu cabelo estava devidamente aparado. A Julia me trouxe um espelho e segurou para que eu pudesse verificar se o corte estava bom ou não. Meus olhos se arregalaram assim que viram o resultado. Surpreendentemente, a Julia havia o cortado do jeitinho que ele era cortado sempre pelo cabelereiro que costumava ir.

▬ Está... ▬ Abri um sorriso. ▬ Magnífico!

        Ela não conseguiu conter o sorriso também.

▬ Fico feliz que tenha acertado! ▬ Bateu as palmas duas vezes, verdadeiramente feliz com o resultado.

▬ Obrigado, Julia.

▬ Que isso... ▬ Suas mãos foram para as costas e sua bochecha corou um pouco. ▬ É o mínimo que eu poderia fazer por você...

        Levantei-me e dei um breve beijinho em sua bochecha.

▬ Agora... vou tomar um banho. ▬ Disse e me encaminhei para o banheiro.



        Após um delicioso banho, eu estava agora vestindo uma calça branca, diferentemente da minha bota que continha uma coloração preta. Em cima, uma camisa de botões preta se fazia presente e, presa verticalmente em minhas costas estava a minha espada.

▬ TERRA A VISTA!!! ▬ Pude ouvir a voz do filho de Poseidon que nos guiou durante aquela jornada marítima.

        Meu coração se alarmou com a notícia e rapidamente peguei minha capa da noite, pondo-a em minhas costas, por baixo da espada. A máscara de ossos carreguei com minha própria mão e antes que saísse dali, verifiquei se o meu anel estava no dedo e, de fato, estava.

        Os últimos meses não haviam sido fáceis no mar, isso eu tinha que admitir. Alguns morreram de sede, outros de fome, e outros doentes. Segundo a prole de Poseidon, isso era algo comum as vezes em viagens longas como essas. Não havia nenhum curandeiro na tripulação, e, por isso dificultava bastante a expectativa de vida naquelas viagens.

        Alguns segundos depois e eu já estava no convés daquela embarcação. Logo pude ver tanto a Julia quanto o filho de Poseidon conversando. Aproximei-me dos dois e observei que o jovem fumava um cigarro. Ele olha para trás e me vê, abrindo um sorriso.

▬ Guitti! ▬ Ergueu a mão esquerda, como se me chamasse para estar ao seu lado. ▬ Era o meu ultimo. Graças a Poseidon, aquela é Casablanca.

        Ele apontou, segurando a ponta do cigarro queimado e por fim, atirando-o contra o mar. Meus olhos se encheram com um brilho de satisfação. Finalmente, eu havia chegado ao meu objetivo. Bom... Parte dele, pelo menos. Ainda tinha que passar por muitos lugares até chegar de fato ao Egito.

▬ Uau... É... Bastante grande, não é? ▬ Perguntou a Julia, encantada com a vasta extensão da terra.

▬ De fato. Trata-se da maior cidade de Marrocos. Não esperava menos que isso. ▬ Disse enquanto botava ambas as mãos em sua própria cintura, sorrindo.

▬ O que você vai fazer... Enquanto não volto? ▬ Perguntei, encarando-o.

▬ Não é óbvio? ▬ Riu. ▬ É uma cidade enorme, tem muitas coisas para serem exploradas. Inclusive... Bordeis.

        Seu sorriso estava ainda mais enlarguecido com aquele ultimo comentário. Tudo que a Julia conseguiu fazer foi uma cara de nojo para ele, mas logo se aproximou de mim, agarrando o meu braço e encostando sua cabeça em meu ombro.

▬ Conseguimos... Nós chegamos! ▬ Sua voz continha alegria.

▬ Uhum. ▬ Falei de maneira anasalada ao mesmo tempo em que assentia com a cabeça.

        Eu estava muito contente. Havia sido difícil, mas, não impossível. Agora tinha ainda mais desafios pela frente. Culturas diferentes para serem vistas, povoados diferentes e muitas outras coisas. Não demorou muito para que finalmente o nosso barco estivesse no porto de Casablanca e, finalmente, atracando em sua costa.

        Uma ponte foi posta na lateral do barco até o píer, para que pudéssemos desembarcar. Assim que passei por aquela ponte, juntamente com a Julia, o filho de Poseidon me esperava.

▬ Bom... acho que é aqui que nos despedimos, não é mesmo, filho de Hades? ▬ Coçou a cabeça e depois ergueu a mão para que eu a apertasse. ▬ Pelo menos, por enquanto.

        Inclinou levemente o corpo para frente após aquela frase, de uma maneira divertida.

▬ De fato. ▬ Disse e apertei a sua mão amigavelmente.

        Era difícil para que eu criasse novas relações, mas, tive bastante tempo para virar “amigo” daquele cara.

▬ Até logo.

▬ Tchau! ▬ Disse a Julinha enquanto olhávamos para trás, acenando para a prole de Poseidon.



        Finalmente, estávamos lá. Casablanca. Era enorme, bastante moderna e continha alguns edifícios grandes, assim como uma contagem alta em sua população. Logo no porto, havia algumas crianças correndo de um lado para outro e vários comerciantes. O local me pareceu ser bastante caloroso quanto a recepção.

▬ Onde será que está nosso guia? ▬ Perguntou a Julia, olhando ao redor a procura de alguém.

▬ Temos um guia? ▬ Perguntei curioso enquanto andávamos.

▬ Mas é claro! ▬ Ela sorriu de canto. ▬ Achou mesmo que eu viria despreparada para uma terra desconhecida? Tem sorte em me ter aqui, Guitti. Depois deixo você me agradecer.

        De fato, eu não havia pensado em nada daquilo. No que iria fazer depois que chegássemos a Casablanca. Quanta estupidez. Mas, ainda bem que ela estava aqui. Senti certo alivio por causa de sua presença.

        Encontrávamo-nos agora em uma espécie de mercado ou, melhor dizendo, feira. Havia muita gente ali e era um pouco difícil de andar. Atrás da gente, os marinheiros que nos acompanharam na viagem passaram por nós já com cervejas em mãos cantarolando.

Prole de Poseidon: ”As i was going to Derby, ‘twas on a Market day,
I met the finest ram, sirs, that ever was fed upon hay,

Marujos: That’s a lie, that’s a lie
That’s a lie, a lie, a lie!”

        Esbarravam-se nas pessoas sem querer por já estarem levemente alterados com o álcool. Aparentemente não haviam nos notado e, comecei a rir mentalmente por causa daquela.

▬ Eles são tão... animados... ▬ Admiti para a Julia que concordou comigo, rindo.

        Andamos durante mais alguns minutos, parando apenas para comprar algumas frutas. A Julia alimentou-se com uma maçã e eu optei por comer uma pêra. Alguns segundos depois de ter finalizado aquelas frutas, avistamos confusão. Um garoto não muito jovem, mas não tão velho também acabou esbarrando em umas caixas, esparramando diversos produtos de um dos vendedores.

▬ Desculpe! ▬ Pediu para o vendedor que ficou sem reação, de braços abertos como se procurasse uma justificativa.

        O garoto levantou-se rapidamente e continuou a correr. A Julia apertou o meu braço cujo estava abraçado por ela.

▬ É ele... ▬ Falou baixinho. ▬ Nosso guia.

▬ Do que ele está fugindo? ▬ Perguntei curioso.

▬ Não sei...

        De onde o garoto viera, acabou por surgir alguns guardas fardados. Provavelmente estavam perseguindo ele. A Julia segurou a minha mão e me puxou, entrando em uma rua que iria diretamente para direção que o garoto seguiu anteriormente. Não tive nem mesmo tempo para discutir, mas, eu confiava na Julia e por isso, a segui.

        Corríamos o mais rápido que podíamos e assim que chegamos ao final daquela rua, o garoto também havia chegado. Estávamos todos correndo rápido demais para que conseguíssemos parar a tempo. Antes que percebesse estávamos todos no chão, caídos.

▬ Puta merda... ▬ O garoto reclamou, passando a mão em seu cotovelo que agora estava ralado.

▬ Fernando!

▬ Julia? ▬ Perguntou o garoto, estreitando os olhos...

        Eu sentia um pouco de dor em meus músculos. A queda havia sido um pouco forte, devia admitir. Levantei-me enquanto olhava tanto para a Julia quanto para o garoto e por segundos me questionei como ela havia conversado com ele no meio do oceano e também como ele havia se tornado aliado da mesma. Daí me lembrei da existência de Íris e vários outros meios de comunicação naquele mundo mitológico.

▬ Sim... Sou eu! ▬ Confirmou. ▬ Porque está fugindo daqueles guardas?

        Parecendo mágica, assim que citados, os guardas apareceram correndo em nossa direção.

▬ Não são guardas! São... semideuses! ▬ Avisou enquanto se botava de pé, assim como a Julia.

        Assim que ele terminou a fala, os inimigos sacaram suas armas. Estranhamente, muitos deles não usavam espadas ou escudos. Muitos deles carregavam em suas mãos lanças, redes e até mesmo boleadeiras. De certa forma, havia ficado feliz com aquela notícia, afinal, agora seria mais fácil lidar com eles sabendo que eram semideuses e não simples humanos. Assim, eu poderia lutar contra eles sem muito receio.

        Saquei a minha espada, desembainhando-a de minhas costas e então eles pararam a alguns metros a nossa frente com respirações pesadas.

▬ Vocês tem certeza de que irão continuar perseguindo o nosso amigo aqui? ▬ Apontei para ele com a espada e depois, apontei-a para os guardas.

        Vários deles riram do que eu havia acabado de falar e então, aparentemente o líder deles deu um passo à frente.

▬ Vejam os números. ▬ Apoiou a lança em seu próprio ombro. ▬ Vocês são três e nós... ▬ Olhou para trás, como se contasse seus membros. ▬ somos dez.

▬ Guitti...

▬ Então venham! ▬ Pedi, erguendo os braços como se estivesse convocando-os para um desafio.

        Pude ver o semideus trincar os dentes naquele momento. Ele estava irritado por eu estar peitando tanto ele quanto o seu grupinho de semideuses. Eles não me intimidavam, mas, logo eles iriam ficar intimidados por mim.

        Em um grito de guerra, todos os dez começaram a avançar em minha direção. Rapidamente, pus a mão no chão e invoquei o Cérbero mais uma vez. Em uma poça de sombra, ele surgiu. Uma pata após a outra e então, suas três cabeças, até que em fim, seu corpo todo estava fora do chão.

▬ Olá, mestre. ▬ Os três falaram mentalmente.

        Sorri para eles, que já estavam rosnando para os inimigos que imediatamente pararam no meio do caminho, amedrontados. Meu Cérbero já tinha uns vinte centímetros a mais que o meu tamanho, ou seja, já era bastante intimidador. Orgulhava-me do quanto ele havia crescido, mas, quanto mais o tempo passava, mais difícil era de alimentá-lo.

▬ Anúbis... ▬ Um deles falou com os olhos arregalados. ▬ Ele é filho de Anúbis, sem duvidas!

        De primeiro momento, eu estranhei o que aquele homem falou, mas, logo depois associei que assim como os romanos, os egípcios também tinham seus equivalentes... Estava curioso agora com aquele pensamento... Quem seria o equivalente grego ou romano da Bastet, a deusa que me guiou no começo dessa jornada? Talvez ela não tivesse um equivalente... Será que isso era possível?

▬ Podemos ir juntos? ▬ Perguntei a eles enquanto vestia a minha máscara de ossos.

▬ Claro, chefia. ▬ Tê respondeu. ▬ Sobe aê!

        O Cérbero abaixou-se e logo montei nas costas do mesmo. Sua pelugem estava mais grossa e maior que da ultima vez, o que facilitou que eu entrelaçasse os seus pelos entre meus dedos, evitando que caísse de suas costas. Precisava urgentemente equipá-lo com uma sela, para evitar esse tipo de coisa e dar-me mais equilíbrio. Entretanto, por si só, eu já tinha certo equilíbrio. O bastante para me manter acima dele.

▬ Vamos! ▬ Gritei e pude ver os homens a frente terem as pernas fraquejadas.

        Com força e agilidade, o Cérbero começou a correr em direção ao inimigo enquanto latia violentamente. Seu líder apontou a lança para o Cérbero, pronto para perfurá-lo.

▬ Usem a viagem. ▬ Ordenei.

        Assim que falei aquilo, o Cérbero viajou entre as sombras, aparecendo bem atrás do líder dos inimigos. Duni abocanhou a sua cabeça com tamanha força que a arrancou de imediato. Uni mordeu suas pernas e utilizou o corpo decapitado para bater em no mínimo outros cinco inimigos que foram arremessados longe. Um deles tentou arremessar sua boleadeira em mim, mas com sucesso consegui parti-la ao meio com a minha espada, fazendo com que as bolas caíssem no chão inutilmente.

        Tê rugiu de uma maneira que sua baba atingiu a face do restante dos inimigos que tiveram que fechar os olhos para não acabarem sendo atingidos pela sua saliva. Em seguida, Duni começou a rosnar para aqueles mesmos inimigos e Tê fez o mesmo. Curiosamente, os quatro ficaram paralisados pelo medo. Liberei uma sombra provinda de mim e segurei o cabo da minha espada com a mesma. Em seguida, fui perfurando o corpo de cada um daqueles que estavam paralisados.

        Os inimigos que haviam sido lançados longe anteriormente já estavam levantados e nos encaravam com os olhos arregalados. Suas pernas tremiam e, aquilo era visível. Os três rosnavam ainda mais para seus inimigos que estavam encurralados. Eu já não precisava fazer mais nada. O choque em seus corações era tamanho que eles nem mesmo conseguiam se mexer. Tudo que o Cérbero precisou fazer foi aproximar-se deles e finalizar cada um dos mesmos da maneira mais cruel possível.

        Suas garras foram penetradas nos corpos deles e, assim que tiveram as vísceras expostas, eles se alimentavam da mesma. Eu apenas observava de cima, acariciando o pelo do meu bichinho. Quando olhei para o lado, a Julia estava boquiaberta e então, desci do Cérbero enquanto ele se deliciava com os restos mortais dos semideuses. Guardei a minha espada ensanguentada em sua bainha e caminhei até os meus aliados.

▬ Desculpa pela bagunça. ▬ Cocei a cabeça e sorri, depois desviando meu olhar para o Fernando. ▬ Porque eles estavam lhe seguindo?

▬ São semideuses seguidores de Nuit. Eles estão tentando capturar vários semideuses para que se juntem a causa da mesma... Está tudo um caos e, eu, sinceramente não quero fazer parte de nada disso... Quero apenas ser neutro.

▬ Entendi... ▬ Cruzei os braços. ▬ Para onde vamos agora?

▬ Não é óbvio? ▬ Ele riu. ▬ Um hotel. Vocês precisam descansar.

▬ De fato. Estou morta. ▬ A Julia suspirou pesadamente.

▬ Vamos!

        Por fim, saímos daquele local a procura de abrigo em um hotel. O Cérbero sumiu mais uma vez nas sombras. Eu era uma pessoa contente em saber que eu tinha algo para contar sempre que precisasse... E cada vez mais, sentia que estava próximo de completar a minha profecia. A profecia que a Rachel me dera a muito tempo atrás.

PODERES E HABILIDADES DO CÉRBERO:
Nível 1
Nome da habilidade: Três Mordidas
Descrição: Mesmo filhote, as três cabeças possuem mordidas fortes, como a de um cachorro selvagem e furioso.
Tipo: Passivo
Dano: 5 para cada cabeça.
Bônus: Nenhum

Nível 2
Nome da habilidade: Olhos demoníacos
Descrição: O cérbero possui naturalmente olhos que exalam certo medo em quem encarar. Por ser uma prole do submundo, ele consegue fazer com que a vítima hesite ou até mesmo fuja ao encarar os três pares de olhos infernais.
Tipo: Passivo
Dano: Nenhum
Bônus: Pode provocar paralisia por medo ou hesitação do oponente. Necessário contato visual.

Nível 4
Nome da habilidade: Dentes Afiados
Descrição: A mordida de um cérbero é deveras poderosa. Seus dentes são extremamente fortes e bastante afiados, podendo ultrapassar metais de baixa resistência e, se bem sucedido o ataque, chegar a quebrar ossos.
Tipo: Passivo
Dano: 10-20
Bônus: Nenhum

Nível 5
Nome da habilidade: Viagem pelas Sombras II
Descrição: O seu cérbero atingiu a maturidade, é um adulto, e agora ao viajar pelas sombras já consegue levar uma única pessoa junto a si, mas se usar tal habilidade por tempo demais, ou for muito longe, fica desgastado e cansado.
Tipo: Ativo
Dano: Nenhum
Gasto de MP: 10 (+5 se estiver com alguém)
Bônus: Nenhum

Nível 6
Nome da habilidade: Rosnado do Inferno
Descrição: Um rosnado ameaçador e demoníaco, funciona apenas se pelo menos duas cabeças estiverem rosnando ao mesmo tempo.
Tipo: Ativo
Dano: Nenhum
Gasto de MP: 10
Bônus: Pode causa paralisia pelo medo.
ATENÇÃO:
Não esquecer de avaliar o mascote, por favor.
Manter-se atento ao fato de que a exp máxima em missões para eles é 120xp, como pode ser visto neste tópico:

http://www.bloodolympus.org/t1743-sistema-evolutivo-para-mascote#36876
EQUIPAMENTOS:
Máscara de Ossos com Caninos [Uma máscara feita a partir do crânio de bode, acoplada com dentes caninos de um lobo alfa. Há duas runas nos dentes e uma na parte interna da máscara. | Efeitos 1: Ao olhar nos orbes vazios do bode, o oponente sentira um intenso medo que o deixará confuso por até dois turnos; Efeito 2: Graças as runas Thurisaz e Dagaz, o item está encantado para oferecer proteção ao usuário. Assim sendo, quando ativadas essas runas o usuário estará protegido de ataques a longa distância, os itens caindo ao chão antes de atingir o alvo. O efeito só pode ser usado uma vez com duração de 3 turnos; Efeito 3: a runa Hagalaz é a runa das trevas, selada com o sangue de Guitti. Ela tem o efeito de potencializar seus ataques sombrios e trevosos, dobrando o dano de seu ataque. O efeito é usado apenas uma vez e dobra o dano de apenas um ataque com base nas trevas ou sombras; Efeito 4: a máscara sempre retornará a Guitti, por ter sido selada com o seu sangue | Ossos | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | A mente liberta (evento), encantada por Evie Farrier]

Capa da Noite: A capa de seda negra, extremamente leve e confortável, pode parecer apenas uma questão de vaidade... Mas a roupa, abençoada por Nyx, possui a propriedade de armadura, podendo reduzir até 50% do dano total causado em seu usuário, além de tornar o demônio praticamente invisível de noite. (Para a invisibilidade o portador deve deixar bem claro que usa essa habilidade, mas dependerá também do narrador - em casos de missão, PvP ou MvP -  se sentir convencido de que você está usando direito o presente. Caso esteja, poderá se esconder até seu próximo ataque ou até o narrador achar que falhou com sua descrição)  - Só pode ser retirada pelo dono.

Adaga demoníaca: A arma curta - feita de uma mistura de ferro estígio e aço comum - é tão letal para homens quanto para monstros. Envolta em energia negra, a adaga, tem a habilidade de causar pequenas dores a mais e uma sensação de desnorteamento em seu alvo. Além do mais, pode se facilmente arremessada, já que esta volta para seu dono em apenas um turno. Quando não utilizada transformasse em um anel negro com pequenos pontinhos brilhantes. - Indestrutível

Espada de Ferro Estígio: Nas mãos de um filho de Hades ela é perfeita em precisão e dano. A cada golpe feito em monstros, a espada converte o dano do monstro em energia e vida para quem a usa;
HABILIDADES:
Nome do poder: Artífice das Lâminas
Descrição: O semideus, com um pouco de treino, sabe como utilizar armas das quais nunca teve contato direto, ainda que propenso a erros. Não chega a ser perito em diversas lâminas, mas, sua maestria é minimamente mais evoluída.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de precisão ao lidar com qualquer arma branca, ainda que lhe seja estranha
Dano: +5% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Fortalium: O semideus que porta de tal habilidade desenvolve um tipo de agilidade para livrar-se de qualquer nó ou emboscada, por mais difícil que seja, de forma simples e prática com o adicional de perícia com armas brancas, podendo manusear qualquer uma sem maiores dificuldades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre que for amarrado ou preso por cordas mágicas, conseguirá se livrar depois um turno, o seguinte ao que foi amarrado. +20% de assertividade no manuseio de armas brancas.
Dano: +5% de dano se arma do semideus atingir o oponente.
Extra: Nenhum.
PODERES PASSIVOS:
Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 9
Nome do poder: Domador de Criatura
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são capazes de se comunicar mentalmente com criaturas do inferno, e por esse motivo também passam a entende-los. Quando se entende um inimigo, é capaz de saber o que dizer, ou fazer, para manipula-los. Assim sendo, os filhos de Hades/Plutão são capazes de domar criaturas como cães do inferno e esqueletos, porém não podem controla-los. Eles ainda podem escolher o que fazer, mas acabam sendo “dominados” pelo filho de Hades/Plutão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Podem evitar ser atacados, ou conseguir informações, porque as compreendem e conseguem manipula-las.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Aura do Medo
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão irradiam um medo intenso de morte, como seu pai, mas em um grau de escala menor. Essa aura pode ser tão forte, que inicialmente pode fazer adversários se afastarem. Mesmo enfraquecido até semideuses mais forte acabam por sentir medo, e é tudo devido a essa aura, algo natural e que não controlam. Essa aura fica mais forte quando o semideus está com raiva.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer os inimigos em batalha recuarem no 1º turno, lhe dando chance de atacar.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Pericia Infernal
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são mais fortes contra criaturas do inferno, e quando em batalha com criaturas que pertençam ao reino de seu pai (como cães infernais, escorpiões das profundezas, esqueletos e zumbis), e ficam ainda mais poderosos quando lutam com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: ganham um bônus de força de +20% em seus poderes ativos.
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano:  Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Perícia com Lâminas II.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deusa desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 20 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Punhais e Adagas".

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você andou treinando. Sua perícia agora é perfeita, além de atacar, se defender, e desarmar os oponentes, também consegue acertar pontos mais críticos, conhecendo sua arma, também se tornou um mestre na arte de maneja-la.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 46
Nome do poder: Aura da Destruição II
Descrição: Agora além de causar medo, fazer o tempo se fechar, e instalar o medo, também faz as pernas das pessoas ficarem bambos, os corpos gelados, suando frio, e um mal instar se instalar sobre o peito do oponente, causando sensação de pânico crescente.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: Aumenta o medo em campo em +35%
Dano: Nenhum
PODERES ATIVOS:
Nível 10
Nome do poder: Invocação I
Descrição: O filho de Hades/Plutão ao colocar a mão no chão formara um selo que lhe permitira invocar uma criaturas do mundo inferior, podendo ser um esqueleto ou alma vagante (lembrando que será de forma aleatória), sendo que caso o semideus já possua contato e afeto com alguma criatura do submundo a mesma poderá aparecer caso esteja por perto. Sendo que tal criatura poderá ajuda-lo caso a mesma queira. Tal poder não impõe controle, apenas faz um chamado.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 21
Nome do poder: Umbracinese III
Descrição: Você dominou completamente sua técnica com sombras, e agora pode manipula-las e usa-las da forma como bem entender, incluindo criar uma prisão sombria, da qual seu oponente dificilmente escapara. Consegue mantê-la por até três rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  A prisão sombria prende o usuário por completo, fazendo com que ele seja incapacitado de se mover pelos turnos em que a prisão estiver ativa. O Filho de Hades/Plutão consegue mantê-la por no máximo 3 turnos. Pode usar as sombras para mover coisas, e prender coisas.
Dano: 30 HP (pela prisão incapacitar os membros e aperta-los, causando certa dormência). Esse HP é retirado conforme os turnos que ficar ativo, se ficar pelos 3 o valor total da perda de HP é de 90.
Extra: Nenhum




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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Arcus em Qua Jun 21, 2017 9:56 pm

Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência. – 30%

Máximo de: 7.000 de experiência 7.000 dracmas.

Realidade + Ações – 47%.
Escrita – 20%.
Criatividade/Estratégia+Inteligência – 30%

Total: 19740 XP, 7000 dracmas.

*Bônus play plus contabilizado

Mascote: 120 XP porque ele é muito gracinha!

Comentários: Achei sanguinário, umas cabeças saindo, umas coisas assim assustadoras, mas não tanto desafiadoras. Sua escrita e a fluidez foram maravilhosas, apenas no parágrafo em que esbarrou no rapaz tive um pouco de dificuldade de entender e precisei reler.

Os 3% retirados devem-se a falta de um desafio maior que me fizesse questionar a vida do personagem e a essa única interrupção de leitura, mas devo parabenizá-lo, principalmente no critério criatividade.

Espero poder avaliá-lo nas próximas.
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Arcus
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Re: The Great Conqueror

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