The Blood of Olympus
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The Great Conqueror

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The Great Conqueror

Mensagem por Guitti em Qua Abr 05, 2017 3:44 pm

THE GREAT CONQUEROR
Parte I

Nada melhor que uma boa noite de sono. Como eu dissera uma outra vez, ter Morfeu como meu avô por parte de mãe tem suas vantagens. Eu poderia sonhar com o que eu quisesse e o mais importante de tudo, controlar os meus sonhos. Seria este o sonho de todo mundo – menos dos filhos de Morfeu, por motivos óbvios – poder fazer isso? Irônico, não é mesmo?

Enfim, lá estou eu, no meio de uma névoa no tártaro, conversando com o meu pai em um lugar em que os gritos das almas não nos incomoda. O único ser com quem eu me importo, está ali, na minha frente. Estamos sentados à beira de um precipício, onde não se vê nada que há lá embaixo. Pergunto-me se ele está realmente ali ou se é coisa da minha cabeça afinal, acho que os deuses devem conseguir facilmente participar dos sonhos de seus filhos ou semideuses no geral.

▬ Pai. Porque não me visitastes pessoalmente? ▬ Pergunto, olhando para ele.

▬ Filho... Desculpe-me. Eu sou uma pessoa um pouco ocupada, como pode ver. ▬ Ele balança a perna com os dedos uns entre os outros.

▬ Não é fácil ser o encarregado de uma coisa tão grandiosa como o submundo.

Apesar de ser o deus dos mortos, até que Hades aparenta ser um pai comum. Tem problemas que qualquer pai teria e dá as mesmas desculpas que qualquer pai daria em caso de ausência na vida de seu filho, ou filha. Para a sorte dele, eu até que sou um pouco mais compreensível que qualquer jovem da minha idade. Por falar em idade, eu nem mesmo sei a minha ainda. Por alguns momentos, sempre me passa na cabeça a vontade de perguntar ao meu pai mas, tenho medo de que isso fosse me trazer as minhas memórias de volta. É o que mais temo.

▬ Mas, não se engane, Guitti. ▬ Ele desprende os dedos e põe uma de suas mãos em meu ombro esquerdo.

▬ Eu venho lhe observado e devo admitir que estou muito orgulhoso.

Ele sorri para mim, o que é meio estranho vindo do deus da morte mas, é bom ver que até mesmo um dos seres mais sombrios podem ter seus momentos de felicidade. Quem sabe um dia, eu acabe me importando com alguém. Quem sabe um dia, eu acabe me apaixonando e dando seguimento a minha vida sem toda essa loucura, sem todos esses sentimentos obscuros dentro de mim. Algo difícil, disso eu não tenho dúvidas mas, não é algo impossível, creio eu.

Sinto que já está quase amanhecendo, fora daquele mundo de sonhos em que eu me encontro. Porém, dentro de mim, também sinto algo muito estranho, quase que como um chamado. A terra ao nosso redor começa a tremer e a névoa fica ainda mais forte. Resolvo dar abertura a esse chamado afinal, estou um pouco curioso para saber o que é isso que está acontecendo em meu sonho.

▬ Filho, o que está acontecendo? ▬ Ele pergunta, olhando atenciosamente para todos os lados.

▬ Não sei, pai mas, eu quero descobrir. ▬ Assim que termino de falar, o ambiente muda aos poucos.

Estranhamente aparecemos num local diferente. Estamos agora num tipo de caverna ou tumba, algo do tipo. Próximos a nós, há um grupo de quatro jovens que obviamente não nos enxergam, por sermos projeções astrais. Três garotos e uma garota, sendo que esta segura uma tocha, iluminando o caminho. Estão todos usando a camisa laranja do Acampamento Meio-Sangue e foi assim que eu os julguei semideuses. Aparentam ter no máximo quinze anos. Não os conhecia pessoalmente ou então não consegui identificá-los afinal, a névoa presente no sonho não estava facilitando a visibilidade. Tão jovens e já em missão. Provavelmente são novos no Acampamento Meio-Sangue. O que será que iria lhes acontecer? De uma coisa eu tenho certeza. Aquilo deixou de ser um sonho e passou a ser uma visão. A questão é: porque estou tendo esta visão? Seria isso no presente, no passado ou talvez no futuro?

▬ Será que veremos algo interessante, papa? ▬ Sorrio para ele, ansioso para ver o que está por vir.

Ele me olha torto, como se estivesse me julgando por estar me divertindo com aquilo. Fazer o que? Eu gosto de um suspense. Começamos a caminhar, acompanhando o grupo em sua jornada. A cada som que o ambiente fazia, sendo estes produzidos por gotas de água ou até mesmo o sonar dos morcegos, o grupo se assustava e de imediato a garota levantava a única tocha que tinham na direção do barulho para verificar. De certo modo, era engraçado.

Depois de certo tempo, o grupo finalmente acha algo interessante. Uma porta. Isso mesmo, uma porta. O interessante desta porta é que ela é dourada e há várias escrituras na mesma, aparentemente escrituras egípcias. Um completo mistério ali, na frente dos quatro semideuses. Há somente um problema. A porta não tem maçaneta. A única coisa que tem é um buraco na vertical, de mais ou menos 30cm de diâmetro. Qual seria o próximo movimento deles? Eu não sei. Só sei que tanto eu quanto Hades estávamos tão apreensivos que não falamos nada durante toda a caminhada. Apenas trocamos alguns olhares. Seria aquilo uma maneira de entrar ou uma armadilha?

▬ Que seja! ▬ O que aparentava ser mais velho falou ao sacar a sua espada. ▬ Vou colocá-la no buraco. Aparentemente ela tem o tamanho correto para caber ali.

▬ A-acho que devemos voltar. Méeeh!
▬ Um deles berra e só agora percebo que é um sátiro. Provavelmente um Protetor Júnior.

▬ E ser for uma armadilha? ▬ A garota pergunta, com medo.

▬ Bom... Acho que não saberemos até tentar, certo? ▬ Ele sorri, enquanto segura o queixo da garota com o indicador e o polegar.

Ela assente com a cabeça, juntamente com o outro garoto e o sátiro, que ainda está hesitante, fazendo com que a decisão seja tomada. O garoto que segura a espada a posiciona de maneira que a arma pudesse ser encaixada ao buraco sem problemas e então, num único movimento enfinca a mesma no encaixe, fazendo um estalo. Todos ficaram imóveis. O sátiro então, suas pernas tremiam. Quem sabe até mesmo tenha mijado nas calças.

Para o fim do suspense – pelo menos aquele suspense – a porta abriu-se lentamente e por enquanto, nenhum inimigo fora visto no novo local. Eles adentraram cautelosamente e foram observando cada canto do local, inclusive as escrituras e desenhos que estão na parede. Tudo ali estava revestido por ouro e quando eu digo tudo, é porque é tudo mesmo. Parede, teto e chão e peculiarmente, a metade de um pilar que está erguido no meio da sala.

Obviamente, o pilar é a primeira coisa que eles haviam percebido depois de entrar na sala afinal, acima do pilar está um tipo de pergaminho que se encontra aberto mas, creio que resolveram deixar esse novo mistério para depois de analisar a sala por completo. A garota, fascinada com o ambiente, desliza o dedo pela parede, sentindo cada traço daquela obra de arte. Ela observa, vê que há definitivamente uma história escrita ali. Algo que acontecera no passado.

▬ Uau ▬ Disse o garoto que ainda não havia falado nada. ▬ Essa sala é linda mas, porque não tem nada nela e apenas esse pergaminho em cima do pilar?

▬ Estás enganado, Miguel. ▬ Ela sorri. ▬ Não vês? Este lugar é rico em história!

Infelizmente, por causa da névoa, eu não consigo ver os detalhes portanto, não consigo ver exatamente nada que está desenhado na parede. Hades também estava tentando enxergar mas, com as mesmas dificuldades. Aproximo-me do pergaminho que está ali, aberto em cima do pilar mas também não consigo lê-lo. Terei de esperar que eles leiam para saber o que está escrito. Droga. A curiosidade é tanta que estou de certo modo nervoso.

▬ Achas que conta a história de quem na parede, Maria? ▬ Ele pergunta a ela, curioso.

▬ Eu não sei, Miguel. Ao que me aparenta, alguém que teve sucesso em suas conquistas por causa de algum tipo de poder diferente. Teria que ficar muito tempo aqui para desvendar os mistérios destes desenhos e escrituras. ▬ Ela se abraça, esfregando os dois braços com suas mãos, por causa do frio que estava fazendo. ▬ E este lugar já está me dando arrepios, acho melhor voltarmos ao Acampamento e reportar que encontramos essa passagem secreta na floresta, levando a esse lugar. O que acham?

▬ Calma!
▬ O mais velho fala num tom autoritário. ▬ Antes de irmos, vamos ao menos ler o que diz este pergaminho.

▬ Ainda acho que deveríamos voltar.
▬ O sátiro diz, ainda trêmulo. ▬ Olha para estes desenhos na parede! Parecem até que vão sair a qualquer momento e nos comerem vivos.

▬ Largas de ser medroso, Arthur!
▬ Miguel tira sarro com a cara do sátiro, lhe dando um leve soco na parte superior do braço. ▬ Vem! Aproxima-te. Vamos ler o que tem no pergaminho.

Ele fala enquanto anda em direção ao pergaminho. Todos se aproximam lentamente, formando um semicírculo a frente pilar. Miguel já está com o pergaminho em mãos e olha para seus amigos apreensivo.

▬ Preparados? ▬ Ele pergunta, antes de verificar o que há no pergaminho. Todos fazem que sim com a cabeça e ele direciona o seu olhar para o papel. ▬ Mas que merda, está em árabe! Bom, pelo menos eu acho que é árabe.

O sátiro respira, aliviado. Já eu, suspiro decepcionado afinal, gostaria muito de saber o que está escrito ali.

▬ Calma. Eu entendo um pouco de árabe. Dá-me o pergaminho. ▬ Maria fala estendendo a mão para que Miguel o desse e assim ele faz.

Ela segura o pergaminho e vê o que está escrito:

فقط البقاء على قيد الحياة تستحق.

▬ “Apenas o digno sobreviverá.”
▬ Ela lê, em voz alta mas por hora, nada acontece. ▬ O que diabos isso quer dizer?

▬ Acho que nada.
▬ O mais velho dá de ombros. ▬ Talvez seja apenas um pedaço estúpido de papel. Vamos embora.

▬ Eu não acho que seja nada.
▬ Diz o sátiro ainda mais trêmulo. ▬ Vamos, rápido por favor!

A semideusa deixa o papel ali no mesmo lugar onde achara e olha para seus amigos. Ela faz um sinal com a cabeça em direção à porta para que saíssem de lá e assim eles fazem. Bom... Pelo menos tentam. Assim que se aproximam da porta, ela se fecha rapidamente, batendo na cara deles. Maria dá um grito, assustada, o que assusta ainda mais os seus amigos. E o grande problema é que, do lado de dentro, não há buraco algum para enfincarem a espada. Ou seja, estão presos.

▬ Meus deuses! E agora, o que faremos? ▬ Ela pergunta aos amigos mas, todos eles estavam sem reação.

▬ A GENTE VAI MORRER! ▬ O sátiro começa a gritar e lágrimas começam a rolar pelo seu rosto. Realmente, ainda é uma criança.

▬ Calma, Arthur. Nós estamos aqui, vai ficar tudo bem, eu prometo. ▬ Miguel tenta acalmá-lo, da melhor maneira possível, mesmo sabendo que talvez não fossem sair dali.

Assim que o Miguel termina de falar, os olhos dos homens presentes na arte que está composta na parede começam a brilhar. É o que o Arthur temia. Eles desprendem-se da parede, ganhando vida e empunhando as suas espadas feitas de pedra.

▬ A GENTE VAI MORRER! ▬ O sátiro repete enquanto os seus amigos sacam suas armas.

A garota segura uma espada, o mais velho uma lança e o Michel empunhava uma adaga. Apesar de estarem dispostos a lutar, creio que já sabiam o seu destino e o sátiro provavelmente estava certo. Eles talvez fossem morrer ali mas, não queriam se render facilmente sem uma boa luta antes. Olho para o Hades e fico um pouco curioso.

▬ Não podes interferir? ▬ Pergunto-lhe enquanto os homens de pedra se aproximavam dos jovens.

▬ Não. ▬ Ele fala com certa firmeza.

Acho que talvez isso fosse árduo para ele, ver os seus sobrinhos serem executados e depois ter de recebê-los no submundo. Ou talvez ele simplesmente estivesse acostumado com a situação. Eu, por outro lado, não consegui sentir nem mesmo pena. Eles sabiam do risco que estavam correndo e tinham uma decisão a fazer. Uma pena para eles, se fizeram a errada. Agora, que lidem com a mesma.

Um dos homens de pedra tenta acertar a garota mas ela se joga no chão, rolando e desviando do golpe. O mais velho tenta perfurar o corpo de um dos homens de pedra com sua lança mas, sem efeito nenhum. A lâmina que fica na ponta de sua lança simplesmente fora desviada e um pouco danificada. O homem que ele tentara atingir segura aquele longo pedaço de madeira e o puxa, junto com o garoto. Ele segura a cabeça do garoto com uma mão e logo depois com a outra, o levantando. Seus amigos estavam ocupados demais com um outro homem de pedra que os atacavam. Não havia possibilidade de ajudá-lo.

▬ Lucas! ▬ Maria grita, com lágrimas nos olhos e então, o homem de pedra esmaga a cabeça do Lucas, a explodindo e fazendo com que sangue voe para todos os cantos.

Ela cai de joelho no chão, abismada com a cena. Simplesmente não pôde reagir perante aquilo. Estava surda e cega para tudo. Tudo o que ele conseguia ver era o sangue do Lucas espalhado pelo quarto, que de lindo passara a ser um quarto de terror. Michel e Arthur gritavam para ela se levantar mas, ela não conseguia. Havia entrado em estado de choque. Um dos homens de pedra pegou o Arthur e simplesmente o partiu ao meio, derramando ainda mais sangue no local.

▬ MARIA! ▬ Miguel gritou – enquanto desviava dos golpes do homem de pedra que havia esmagado a cabeça do Lucas – implorando para que ela reagisse.

Com a espada de pedra, um dos homens com toda a sua força desfere um golpe no crânio da Maria, matando-a instantaneamente e deixando o seu rosto esmagado, desfigurado. Agora Miguel que havia entrado em estado de choque. Todos seus amigos estavam mortos e ele simplesmente não tinha mais motivo para resistir àquela tortura. Ele joga sua espada no chão, rendendo-se e os homens de pedra percebem isso de imediato. Aparentemente, eles tinham certa inteligência. Talvez eles fossem projetados para causar o maior sofrimento possível, para aquele que não for digno de ler o pergaminho e ao ver o garoto se render, cessam o ataque e simplesmente andam até seus lugares de origem, voltando às suas posições na parede, como se nada tivesse acontecido.

Miguel começa a chorar. Seu coração está definitivamente partido. Seus amigos já não estão mais naquele mundo e ele, sem saída. Olho para o Hades e ele retribui o olhar. Me aproximo dele com alguns questionamentos na cabeça.

▬ Se fosse eu, você me salvaria? Mesmo sendo uma projeção? ▬ Pergunto.

▬ Eu não poderia, meu filho. ▬ Ele se encolhe, olhando para o chão. ▬ Mas eu definitivamente lhe enviaria forças e poder para enfrentar os seus desafios.

▬ Compreendo.
▬ Respondo e volto a olhar para o Miguel que agora olhava para a sua adaga.

▬ Ele vai se matar, não é mesmo?

▬ Com certeza. Ele não merece sofrer tanto assim. Será melhor para ele.
▬ Ele pausa. ▬ Ao menos, Thanatos não terá trabalho com estes afinal, já estou aqui para receber suas almas.

Por fim, Miguel finalmente segura a sua adaga com firmeza e determinação. Ele põe a ponta em seu pescoço, hesitando um pouco. Talvez temesse a morte. Não o culpo afinal, é um lado um pouco sinistro da vida. E é por isso que eu gostava tanto de ser filho de Hades. Seus mistérios, sua obscuridade nas coisas. Aquilo me satisfazia. O garoto finaliza a própria vida, enfincando sua adaga em sua própria cabeça. Dou um leve suspiro e olho para meu pai.

O ambiente se desfaz lentamente e nos vemos sentados novamente no local de antes, onde o meu sonho prevalecia e não a visão.

▬ Você sabe o que acontece agora, não sabe? ▬ Pergunto ao meu pai.

▬ Você vai querer ir atrás daquele pergaminho para descobrir o poder por trás dele, não é mesmo? ▬ Ele responde, olhando para aquela profunda escuridão do abismo.

▬ Exatamente.

▬ Você tem certeza disso?
▬ Ele pergunta, girando um polegar em torno do outro, enquanto balançava as pernas novamente. Acho que é uma mania dele.

▬ Sim, pai. Eu tive essa visão e acho que foi por um motivo. ▬ Pauso, passando a mão no meu cabelo. ▬ Semideuses não têm visões como estas atoa. Não concorda?

▬ Realmente... Bom, neste caso, boa sorte, meu filho.
▬ Ele sorri mais uma vez enquanto se levanta. ▬ Saiba que lhe desejo nada menos que sucesso. Tenho muito orgulho de você.

Retribuo o sorriso, levantando-me também. Faço igual ao garoto mais cedo e dou um leve soco na parte superior do seu braço.

▬ Tenho de ir agora. Preciso acordar. Até mais, meu pai. ▬ Me despeço do mesmo e ele acena.

Abro o olho lentamente e consigo ver a silhueta de alguém acima de mim com uma voz aumentando cada vez mais chamando-me pelo nome.

▬ Guitti! Guitti! Acorda! ▬ A garota que me chama é a Júlia.

Reconheci-a pela sua voz e pela quentura da sua pele que tocava a minha, balançando-me para que eu acordasse. Ela está tão próxima que seus cabelos loiros tocavam partes do meu rosto e seus olhos de cor azul-acinzentados se destacam em cima de mim. O que diabos ela está fazendo aqui no chalé de Hades?

▬ O-oi, Júlia. ▬ Respondo, pondo a mão em frente a minha boca, dando uma bocejada a seguir.

▬ Estava tentando te acordar faz horas, garoto! ▬ Ela me dá um leve tapa. ▬ O que aconteceu? Eu fiquei preocupada mas, não quis chamar o Quíron ou o Sr. D.

▬ Fez o certo. Obrigado por isso.
▬ Respiro e me desenrolo. Logo depois sento e fito seriamente a prole de Zeus. ▬ Eu tive uma visão muito esquisita.

▬ Que tipo de visão?
▬ Ela pergunta curiosa e franzindo as sobrancelhas.

▬ O tipo de visão que me fará cometer uma loucura. ▬ Pauso e ela me olha agora assustada. ▬ Eu sinto que fui designado a uma tarefa, Júlia.

▬ Guitti... Cuidado com essas visões! Sabemos que nem sempre é coisa boa.

▬ Eu sei mas, sinto que não tenho escolha. É o meu destino.
▬ Passo a mão pelo meu cabelo, amaciando-o.

▬ Tudo bem. Levante-se dessa cama e vá se arrumar. ▬ Ela se põe de pé, apoiando a mão no copo da espada que carregava consigo em sua bainha presa a sua cintura. ▬ Não se esqueça que temos treino hoje.

▬ Ok. Pode ir indo na frente para a Arena. Eu lhe alcanço depois. ▬ Levanto-me e sorrio para ela.

A garota sai do chalé das proles de Hades com todo seu charme. Direciono-me ao chuveiro, não queria deixá-la esperando por muito mais tempo. Faz pouco tempo que conheço a Júlia e desde aquele dia no Pretorian Gate, eu fui um pouco rude com ela em certos momentos que nos encontramos. Felizmente, hoje, construímos uma amizade e ela, além do meu pai, é a única pessoa que eu admiro. Mas isso foi conseguido depois de muitos e muitos encontros e diálogos. Acho que por ela ser vestal, isso a ajudou em nossa relação. Afinal às vezes, um coração frio só precisa de um sorriso quente. Bem irônico, não é mesmo? A única amizade de um filho de Hades ser uma vestal.

Assim que saio do banho, visto a camiseta do Acampamento Meio-Sangue, uma bermuda jeans preta e um tênis também preto. Sempre que saía para atividades no acampamento preferia usar roupas simples afinal, eu não tinha muitas. A única vez que explorei o mundo a fora foi quando fui ao Festival de Música que aconteceu no Acampamento Júpiter. Por isso tinha essa escassez de roupas. E foi lá que eu conheci a Júlia. Combatemos um Ent juntos. Quer dizer, ela fez a maior parte do trabalho mas, tudo bem.

Antes de sair do chalé, equipei-me com a minha espada – que estava embainhada e presa a minha cintura – e o meu elmo. Fui até a Arena e antes mesmo que chegasse ao local, já podia ouvir os urros dos semideuses praticando suas habilidades e testando suas capacidades.  Assim que pisei naquele gramado verde e aparado, pude ver a Júlia destacar-se perante aqueles campistas todos suados e parecendo ogros. Aproximei-me dela e sorri. Meu elmo não a assustava afinal, vestais tem grande proteção contra poderes mentais.

▬ E então, está preparada? ▬ Saco a minha espada, desafiando-a.

▬ Sempre estive querido. ▬ Ela sorri e já com a espada em mãos vem correndo em minha direção.

Vale lembrar que nos treinamentos, sempre usávamos o lado não cortante de nossas espadas, para que não nos machucássemos. De começo, ela tenta golpear o flanco do meu corpo, alvejando a minha costela mas, a torno intangível, fazendo com que a espada me atravesse sem causar nenhum dano. Sorrio maliciosamente para ela e antes que ela possa reagir, acerto-lhe no mesmo lugar que ela havia alvejado em mim, fazendo com que ela dê uma pequena saltitada por causa da dor.

▬ Outch! ▬ Ela reclama. ▬ Não sabia que era permitido usar as habilidades. Mas se você quer assim, ok.

Desta vez, ela está mais intimidadora, o que me deixa em alerta. Antes que ela tentasse qualquer coisa, tento outro golpe mas, a garota começa a flutuar agora, desviando sem problemas. Ela sorri enquanto me olha e vejo sua mão passar sob sua espada, eletrizando-a. De vestal agora ela aparentemente não tinha nada, ela queria descontar o golpe que eu acertara nela anteriormente.

▬ Parece que alguém vai ficar chocado. ▬ Ela ri, baixinho.

▬ Tsc... ▬ Faço o som com a boca. Agora eu estava com acoado. Não é nada legal tomar choque.

Ela avança na minha direção, e tenta acertar-me um golpe na perna. Graças aos deuses, tomei aula de Parkour e por isso, dou um salto e giro meu corpo no ar mas, antes que eu aterrisse, recebo um chute na caixa do peito, o que me faz cair no chão sem ar. A garota se aproxima rapidamente de mim e antes que eu pudesse me levantar, aponta a espada para meu pescoço.

▬ Você se rende filho de Hades? ▬ Ela sorri de canto.

▬ Nem morto! ▬ Falo enquanto manipulo a própria sombra dela, golpeando a sua mão, fazendo com que ela seja desarmada.

Após perder a arma dela, puxo-a para o chão e fico por cima dela, prendendo o seu corpo ao chão. Ficamos nos olhando por um tempo e finalmente quebro o silêncio.

▬ E você, se rende?

▬ Você sabe que eu facilmente poderia lhe eletrocutar, não é mesmo?
▬ Ela ri. ▬ Mas vou poupar a sua vida hoje se e somente se você prometer levar-me nessa aventura que mencionou mais cedo.

Revirei os olhos e levantei-me, limpando o pouco suor que estava presente em meu rosto. Ela levantou-se logo depois e ficou me encarando, na esperança de que eu dissesse que sim.

▬ Júlia, eu não sei se posso fazer isso. ▬ Suspiro, começando a andar de um lado para o outro. ▬ Vai ser uma missão perigosa e eu não quero metê-la em encrenca.

▬ Guitti, eu quero ir. Faz ideia de quanto tempo eu posso ficar aqui neste acampamento sem fazer nada?
▬ Ela gesticula os braços, tentando explicar. ▬ Aquele Ent foi um dos poucos desafios que eu tive na vida. E nem sei se posso dizer que ele foi um desafio pois, o derrotamos tão fácil.

Encarei-a de volta dessa vez e parando num só lugar, para analisar a situação. A Júlia poderia ser de grande ajuda mas, ela é a minha amiga e eu não queria por em risco a vida da única amiga que eu fiz depois de ter perdido a memória. Ela fez com que a escuridão que existe dentro de mim se esvaísse um pouco. Toda aquela amargura, todo aquele egoísmo e ignorância foram “pausados” depois que começamos essa amizade. Não que não existam. Essas características ainda estão presentes em mim mas, é como se houvesse um botão de desligar e ela houvesse desligado. Preciso me decidir afinal, acho que ela não me deixaria em paz até dar uma resposta definitiva.

▬ Tudo bem, eu levarei você comigo mas, com uma condição.

▬ Que seria?

▬ Se eu pedir para você esperar, você vai esperar. Se eu pedir pra você fugir, você fugirá. Ok? Independente de a minha vida estar em risco ou não. Não quero que você se machuque. Aceita os termos?

▬ Sim!
▬ Ela começa a pular de alegria e vem correndo me abraçar.

Retribuo o abraço mas, dentro de mim eu sabia que talvez aquela tenha sido uma péssima decisão. Eu havia visto o que acontecera com aqueles quatro semideuses. E se acontecesse comigo também? E se acontecesse com a Júlia também? Não queria que ela corresse esse risco e não posso contar a ela detalhes do sonho porque se não ela tentaria me impedir. Espero que dê tudo certo e eu realmente seja o digno, para que não haja problemas e possamos voltar a salvos para o acampamento.

▬ Partiremos amanhã então, ok? ▬ Pergunto a ela e ela assente com a cabeça. ▬ Vamos continuar nosso treino então. Sem habilidades dessa vez.

Ergui a espada mais uma vez e continuamos ali treinando até que o sol começara a deixar o céu alaranjado. Após aquilo, fomos cada um para seus chalés. Não vi a Júlia no refeitório a noite. Talvez nossos horários não tivessem batido ou talvez ela estivesse se preparando para a missão. Esqueci-me de dizer a ela que era na floresta logo aqui perto do acampamento mas, tudo bem. De certa forma, será engraçado ver ela brava quando eu contar-lhe este detalhe. Logo me encontrei deitado novamente na minha cama, mas dessa vez preferi não permitir sonhos na minha noite. Queria apenas descansar, pois, amanhã será o grande dia. O dia que eu descobrirei se sou digno ou não de ler aquele pergaminho, descobrir o seu mistério e o que ele guarda para meu futuro. Fechei os olhos e tentei não pensar mais muito naquilo e adormeci aos poucos.

HABILIDADES UTILIZADAS:
Nível 4, Projeção astral: filhos de Morfeu possuem a alma pouco ligada ao corpo podendo se desprender dele e em forma de espírito ir a onde quiser.Seu corpo fica desprotegido qualquer movimento brusco te traz de volta.

Visão: Durante os sonhos os filhos de Morfeu podem ter pequenas visões do que esta acontecendo pelo mundo. O semideus DEVE mandar uma MP para o narrador da missão falando o que ele quer ver, mas, precisa atender as seguintes condições.
1 – Estar dormindo;
2 – Não estar em perigo eminente;
3 – estar relaxado ou em um lugar seguro o suficiente para descansar ;
4 – A visão será sobre a missão e a critério do narrador.

Nível 15
Nome do poder: Intangibilidade II
Descrição: Agora a intangibilidade está mais forte e você consegue deixar intangível dois membros. Ex: Perna direita, e perna esquerda, ou braço direito e braço esquerdo, peito e cabeça, mas apenas dois membros por vez.

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.

CONSIDERAÇÕES:
Sei que não houve muito combate aqui para ser avaliado mas em compensação, há muita história. Sei que a experiência ficará a critério do avaliador e compreenderei se a experiência não for tão alta. O que eu pedirei no final da trama pode ser que seja muito mas, pro tamanho da trama – que será muito grande – creio que seja aceitável. Portanto, se quiserem dar pouca experiência para compensar no prêmio final, eu prefiro.

A Júlia é uma vestal e filha de Zeus, gostaria de salientar que ela é level 20 e não usará poderes acima desse nível. E ela é de grande importância para a trama. Sendo praticamente a chave pra mesma.
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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Quione em Sex Abr 07, 2017 5:23 pm

Guitti, sua missão será avaliada de acordo com a fórmula abaixo pois, como você mesmo disse, não há muitas batalhas. Os critérios e a pontuação máxima para cada um deles estará abaixo e qualquer dúvida sobre minha avaliação deverá ser tirada comigo por MP.

Modo de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  800  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  800 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 800  xp

TOTAL: 2,400 xp - 5,000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Guitti

Realidade de postagem + Ações realizadas. – 780 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  795 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 750 xp

TOTAL: 2,325 xp - 5,000 dracmas


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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Guitti em Qua Abr 12, 2017 8:00 pm

The Great Conqueror
Parte II

        Ainda é cedo quando abro os olhos pela primeira vez naquele dia. Como sempre, a escuridão é enorme naquele quarto, o que faz que pareça que é sempre noite do lado de dentro. Mas por ser neto de Morfeu, conseguia controlar o tempo do meu sono. Levantei-me enquanto dirigi a minha mão direita até a boca, para soltar um leve bocejo. Fui até o banheiro e tomei um delicioso banho, me aprontando para dar início àquela “aventura”.

        Sai do chalé carregando apenas a minha espada, não havia muita gente acordada ainda. Apenas os líderes dos chalés e alguns outros campistas, sátiros e como sempre, as dríades. Fui andando lentamente até o chalé de Zeus, onde eu supostamente encontrarei a Júlia. Pude ver de longe o Quíron segurando algumas papeladas na Casa Grande, como sempre, muito ocupado. Felizmente, os chalés eram uns do lado dos outros e não demorou muito para chegar ao chalé de Zeus. Lá estava ela, a Júlia.

▬ E então, está preparada? ▬ Perguntei seriamente.

▬ Sempre estive, meu jovem. ▬ Ela respondeu sorrindo enquanto mostrava seu chicote que está preso a sua cintura.

        Assenti com a cabeça e fiz sinal com a mesma, para que fôssemos em direção a floresta. A manhã é úmida e fria, mas estávamos bem vestidos para isso. Ela usava uma jaqueta de couro, assim como eu. Ambos de calça e botas, para evitar problemas com a lama, caso chovesse. Se tivéssemos combinado, não teria dado certo e com certeza iriamos vestidos diferente. Dou uma risada interna ao pensar aquilo e sigo o caminho. Mais alguns minutos se passaram e chegamos à fronteira da floresta.

▬ Eu não sei onde é. ▬ Disse, só agora pensando nisso. ▬ Tinha esquecido deste detalhe.

        Bati a mão na cara, como numa decepção ou gesto que demonstra a minha burrice. A Júlia cruzou os braços rindo e me encarando com aqueles olhos penetrantes e azuis. Como se ela debochasse de mim.

▬ E agora, gênio? ▬ Ela pergunta, me observando enquanto eu pensava numa solução.

▬ Já sei! ▬ Falei enquanto me agacho.

        Ponho a mão no chão e fecho os olhos, concentrando-me. Depois de alguns segundos, uma alma sai do chão. É ela, a Maria. Pobre Maria, mal acaba de morrer e já tem que servir a um filho de Hades. Seu corpo estava intacto, como se não houvesse sido desfigurada por aqueles homens de pedra anteriormente. Parecia pura novamente, como uma garota de 13 anos, que é o que ela era.

▬ Porque me invocaste, filho do deus da morte? ▬ Ela pergunta, sem expressão alguma em seu rosto.

▬ Maria, consegue me guiar até o local da sua morte? ▬ Perguntei e ela assentiu com a cabeça, virando o seu corpo num ângulo de 180º e dando partida para a direção correta.

        A Júlia me olhou boquiaberta, aposto que ela estava me achando muito cruel talvez. Usar uma alma para atingir meus objetivos, sendo que as mesmas deveriam permanecer em paz. Alguns semideuses não gostavam disso, talvez ela fosse um desses. Entretanto, não pensei muito nisso e dei início a minha caminhada logo atrás da Maria. A caminhada na floresta às vezes é tranquila e boa de se fazer. O ambiente que não é tão claro por conta das árvores me agrada. Não demorou muito para que chegássemos ao local.

        A alma da Maria apontou para a entrada e logo depois desapareceu, sem mesmo dizer nada. Paramos ali, na entrada do lugar. Não era visível de maneira alguma, ficava num lugar mais baixo de onde pisávamos, como se fosse uma entrada para o subterrâneo. Havia cortes na vegetação dali, que provavelmente foram feitas pelas crianças que eu havia visto em minha visão. Talvez seja por isso que este lugar não havia nunca sido encontrado antes.

        Olhei para a Júlia e ela olhou para mim, engolindo em seco. Fiquei receoso pela mesma afinal, se ela já estava engolindo em seco agora, imagine quando encontrar o que há lá em baixo. Tomei a frente, porque sabia que por enquanto não iriamos encontrar nada ali, nenhum desafio. O único desafio desta manhã é aquele pergaminho e se eu seria ou não capaz de lê-lo. Logo atrás de mim, a semideusa desceu, adentrando o local frio e estreito, parecia um corredor.

▬ Que lugar macabro, Guitti. ▬ Ela disse, abraçando a si mesma, por causa da temperatura do local.

▬ Tem certeza que você quer participar disso, Júlia? ▬ Perguntei mais uma vez.

▬ Sim, querido. Agora que estou aqui, vou até o final! ▬ Sua voz me pareceu firme.

        Contorci o lábio e dei de ombros, continuando a caminhada. Eu enxergava perfeitamente bem no escuro e sabia que a minha parceira não possuía os mesmos dotes que eu. Por isso peguei uma tocha que se encontrava presa a parede e entreguei-a.

▬ Acende, para você enxergar melhor. ▬ Sugeri e ela assentiu com a cabeça, fazendo-o com seus poderes de vestal.

        O lugar clareou, mas, ainda assim uma pessoa normal não enxergaria o que há a alguns metros pela frente. A luz providenciada pela tocha ainda é fraca. Voltamos a andar pela única direção que havia e depois de alguns minutos andando, a Júlia tropeça em um esqueleto que eu não havia visto antes em meu sonho.

▬ Droga! ▬ Ela reclama ao ajeita o cabelo e a roupa que usa. ▬ Esse lugar é horripilante.

        Sem perceber, havíamos chegado àquela porta dourada com escrituras egípcias. A porta que causara a morte de quatro inocentes crianças. Seria essa a porta que causaria a minha morte também? Só há uma maneira de descobrir. Olhei para a Júlia e ela olhou para mim de volta. Pude ouvir o barulho de algum animal, um som agudo e logo alguns morcegos se passaram por cima das nossas cabeças, nos fazendo ficar agachados no momento.

▬ Júlia. Eu vou entrar nessa sala sozinho, independente do que você veja depois de eu abrir a porta, ok?

▬ E se você correr perigo, Guitti?
▬ Ela pergunta preocupada. ▬ Como eu permitiria que você se machuque?

▬ Permita. Simplesmente corra se algo acontecer.
▬ Faço uma expressão séria para ela e depois de alguns segundos, ela assente.

▬ O que são essas escrituras?

▬ Eu não sei, mas, acho que estamos prestes a descobrir.
▬ Dei um sorriso caloroso, tentando confortá-la.

        Saquei a minha espada e observei o buraco que horas atrás aquele jovem semideus penetraste com a sua própria arma, dando entrada àquela sala medonha. Faço o mesmo, enfincando a minha espada e por fim, a porta se abre lentamente. A Júlia se assusta com a paisagem que pairava ali naquele ambiente. Ela desmonta, caindo no chão de joelhos, com lágrimas prestes a rolarem em seu rosto e com as mãos em sua boca, demonstrando-se surpresa. Há muito sangue espalhado e os corpos dos semideuses completamente desfigurados, sendo que um deles estavam sem cabeça. O mal cheiro já reinava o local, e certamente ela sabia que havia sido algo recente.

▬ Então essa foi a sua visão? ▬ Ela pergunta, assustada.

        Assenti com a cabeça e adentrei o local, segurando o copo da minha espada para caso algo acontecesse. A parede daquela sala já não estava mais tão dourada como em meu sonho. Grande parte da mesma agora fora tingida pela cor vermelha do sangue dos semideuses que ali faleceram. O pilar, entretanto, continuava intacto. Nada havia tocado o mesmo, nem mesmo o sangue dos semideuses. O pergaminho ainda está lá e o seu mistério é tão grande que parece irradiar do papel.

        Eu sentia uma sensação estranha dentro de mim, talvez por causa das recentes mortes que ali ocorreram. Andei em direção ao pilar determinado. Me pus diante da estrutura e encarei o pedaço de papel que matara aquelas quatro crianças. De certa forma, não senti medo afinal, sentia que aquele pergaminho era o meu destino. Peguei-o e segurei com as duas mãos, respirando fundo. Olhei para a Júlia e recitei.

▬ “Apenas o digno sobreviverá”.

        Durante um minuto, ficamos em silêncio e nada havia acontecido. Suspirei, decepcionado e pus o papel de volta no pilar. “Pedaço estúpido de papel”, eu pensei comigo mesmo. Talvez fosse algo que somente funcionasse uma vez. Comecei a andar em direção a Júlia quando de repente, senti um poder dentro de mim. Meu corpo começou a levitar, meus olhos estavam ficando diferentes e eu não conseguia controlar os meus músculos. Pude ouvir a Júlia gritar meu nome, mas é como se ela estivesse distante. Senti como se uma força me puxasse para uma outra realidade.

        E lá eu estava, em outra realidade. Não sei onde nem quando, mas, é como se estivesse tendo uma outra visão. O local se formou lentamente ao meu redor, um campo enorme com um gramado verde e extenso. Logo, mais detalhes começaram a surgir como se o mundo estivesse em câmera lenta. Várias pessoas, vestindo armaduras, equipadas de lanças, espadas e escudos. Havia alguns cavaleiros, com lanças apontadas na direção de seus inimigos e atropelando-os com a força de seus cavalos. É um cenário caótico, no mínimo.

        Uma carruagem passou por dentro de mim, visto que eu era apenas uma projeção no meio de tudo aquilo. Quem estava a controlando era um cara majestoso. Alto, cabelos negros e uma musculatura que podia-se dizer perfeita. Em suas costas, um tipo de poder diferente emanava sobre ele, protegendo-o das flechas dos arqueiros e das lanças que viam em sua direção. Enquanto ele passava, ele carregou muitos inimigos consigo, derrubando-os com sua carruagem ou seus raios. Sim, raios. Aparentemente, era filho de Zeus.

        Depois daquela aparição, o fervor da batalha se acalmou e o exército – que aparentemente era macedônico por causa dos símbolos que eles carregavam – se reagrupou. “ Parede de escudos! ” O homem que estava em cima da carruagem ordena e seus guerreiros os fazem, mantendo uma formação perfeita. Seus inimigos – persas, definitivamente – recuaram, assustados com o vigor daquele exército e ficaram encarando-os com o terror em seus corações. “ Vida longa o rei! “ O exército gritava enquanto batiam em seus escudos e marchavam em direção aos seus inimigos. “ Vida longa à Alexandre, O Grande! ” Eles ficavam repetindo e repetindo várias vezes aquilo, até que os persas resolveram voltar a atacá-los.

        Agora fazia mais sentido o porquê de aquele ser um exército implacável e experiente. Eu olhava para o chão que estava tingindo de vermelho-sangue e via apenas persas. Poucos macedônicos, o que era de fato surpreendente. Alexandre, O Grande fora um dos maiores conquistadores presentes neste mundo com territórios que se estendiam da Grécia para o Egito e ao noroeste da Índia. Incrível! Eu havia lido sobre ele em um livro de história disponibilizado no Acampamento Meio-Sangue, mas não sabia que iria testemunhar uma de suas gloriosas batalhas. E mais, descobrir que ele é um semideus?! Inexplicável a sensação que eu estava sentindo naquele momento. É como se eu quisesse fazer parte daquela batalha e ajudá-lo nesta guerra.

        Finalmente, os persas alcançam a parede de escudos e tentam quebrá-la com o peso de seus corpos, porém, sem sucesso algum. De tempos em tempos, coordenadamente, a parede se abria em pontos estratégicos, dando passagem às lanças que perfuravam seus inimigos tirando-lhes a vida. A medida que isso acontecia, o exército macedônico avançava lentamente em direção aos persas. Os gritos de batalha eram admiráveis. Eles não temiam, acreditavam em seu líder que possuía uma compostura incrível em batalha e talvez indestrutível. Confesso, estou curioso quanto àquele poder que emana sobre suas costas. Gostaria de saber mais sobre ele.

        De repente, ao pensar naquilo, o ambiente muda novamente e eu me vejo em um outro local. Desta vez, eu estava voando. O que estava acontecendo? Eu estou possuindo o corpo de um animal? Eu não sei, só sei que eu não tinha controle algum sobre aquilo. Passei por vários locais, ruas, becos e até mesmo por dentro de casas, entrando por uma janela e saindo por outra. Pelas conversas que eu ouvia nas ruas que eram bem movimentadas pelos habitantes, eu me encontrava em Alexandria, uma cidade que fica no Egito. Aquela ave que carregava a minha projeção passou pelo Farol de Alexandria, – uma das sete antigas maravilhas do mundo – o que me deu uma boa visão da cidade. Logo depois, é como se minha alma fosse sugada para outro lugar, e logo eu me encontrava em um grande salão, onde lá estava ele novamente, Alexandre o Grande.

        Contudo, o tempo não se movia. Estava tudo parado e apenas eu conseguia andar perante aquele grande salão. Havia um trono, onde aquele grandioso homem sentava-se acariciando um gato egípcio. Me aproximei dele, dando alguns passos curtos e cautelosos, temendo o que estava por vir. Quando me aproximo mais ainda, percebi um movimento na cauda do felino que ele acariciava. Que estranho, ele também conseguia se mover? O felino levantou-se, se espreguiçando ao levantar a coluna até certo ponto e dar um enorme bocejo. Ele deu um salto para o chão, pousando quase que sem fazer som algum e começou a vir em minha direção.

        Meticulosamente, encarei o animal que se aproximava. Ele era preto e seu formato egípcio era encantadora. Porém, algo acontece e enquanto ele se aproxima, uma névoa o envolve e rapidamente começa a girar em torno do animal. Em instantes, o gato já não era mais gato e sim uma belíssima mulher de pele parda com olhos e cabelos negros os quais sua franja se destaca. Possuía altura baixa e um corpo estonteante. Em sua orelha, ela carregava um grande brinco e em seu pescoço, vários colares com aspecto dourado. Ela se aproxima, com seu vestido – também preto – balançando ao vento, revelando os cortes laterais da veste que deixava suas belas pernas expostas.

▬ Olá, Guitti. ▬ Sua voz é sensual e rouca. ▬ Desejas o poder deste grande homem?

        Ela chega a minha frente e põe a mão em meu rosto, com os lábios entreabertos. Meu coração começou a bater mais forte. Quem era ela? Uma deusa? Logo ela encostou o corpo dela ao meu, nos envolvendo. Sua mão – que possuía unhas afiada – agora em meu cabelo e sua língua passando lentamente em meu pescoço. Ela fazia um som estranho, como se estivesse ronronando. Apesar daquela cena ser estranha, eu me senti confortável, me senti seguro.

▬ Hmm, esperei tanto tempo por você. Finalmente chegastes. ▬ Ela recua um pouco o rosto, encarando-me.

▬ Quem é você? ▬ Perguntei.

▬ Bastet, querido. Não é óbvio? ▬ Ela ri, suavemente, expondo seus dentes caninos que me pareciam bem afiados. ▬ Deusa Egípcia dos gatos e da fertilidade, habi.

▬ Habi? O que é isso? Porque eu estou aqui? Eu sou digno do que?
▬ Faço várias perguntas, afinal, me encontro numa situação curiosa por estar com uma deusa egípcia.

        A deusa ainda com a mão na parte de trás do meu cabelo começa a dar a volta em meu corpo, movimentando a sua mão ao mesmo tempo e quando ela se encontra atrás de mim, com seu corpo pressionado ao meu ela pousa a mão em meu pescoço e sobe até meu maxilar, direcionando meu olhar para Alexandre, O Grande.

▬ Você é digno da glória, Aikhtiar. ▬ Ela pausa, roçando o rosto dela em meu ombro. Me pergunto porque ela me chamara daquele jeito, mas era tanta informação para processar que acabei ignorando. ▬ Você é digno do poder dele.

         Meu coração gelou. Seria eu mesmo digno de tamanha glória? De tamanho poder? Aquele poder que ainda é um mistério para mim? Só havia uma maneira de descobrir que seria levar isso até o fim, para ver no que iria dar. Pude sentir o meu olho brilhar, eu sempre quis um propósito, um caminho a seguir para ficar ainda mais forte. Essa definitivamente é a minha chance.

▬ O que eu tenho que fazer, Bastet?

        Ela se afasta e se põe a minha frente, me encarando. Uma névoa envolve o ambiente novamente e a deusa havia invocado um grande felino ao lado dela, uma pantera negra. Senti-me ameaçado e por isso, chequei a minha cintura e felizmente, a minha espada ainda está lá mesmo na projeção.

▬ Se você vencer o meu amigo, lhe direi os detalhes desta jornada. Quero um pouco de entretenimento. ▬ Ela riu enquanto foi até o Alexandre, sentando em seu colo e cruzando as pernas, mesmo ele estando “petrificado” no tempo.

        Saquei a minha espada rapidamente e olhei a pantera. Ela solta um rugido alto, o que me faz ficar em posição de defesa. Logo percebi que a batalha não seria como eu imaginava. A pantera, assim como a deusa se transformou em um homem magro, assim como eu e sem armadura alguma, apenas suas vestes e uma lança. Um subordinado da deusa, talvez? Ele começa a andar ao meu redor com sua arma apontada para mim, se preparando para atacar e faço o mesmo, passo a passo, me posicionando melhor para defender-me e com a espada apontada para o homem.

        Ele avança, tentando desferir um golpe com sua lança e com a parte não cortante da minha espada eu me defendo, o que faz com que a minha lâmina deslize sobre o corpo da arma dele, nos deixando mais próximos. Encaro-o sem expressão nenhuma no rosto e ele não é afetado pelo meu olhar, o que me faz imaginar que o medo que emana do meu corpo não fazia efeito nenhum naquele ser. Logo depois, ele desvia a minha espada – que estava colada a lança dele – com a sua força, jogando-a para o lado e tenta desferir um golpe em mim no processo, mas, recuo com um longo passo, desviando do ataque.

        Retribuo o ataque, avançando na direção dele e tento lhe cortar na diagonal, mas infelizmente ele é rápido e novamente defende-se com o corpo da sua arma, que parecia ser inquebrável. Mais uma vez, arrasto a minha lâmina no material daquela lança, tentando achar uma abertura para acertar um golpe, mas sem sucesso. Teria que mudar a minha estratégia caso quisesse ganhar aquele combate. Não podia ficar sem atacar, portanto, tento desferir mais um golpe só que desta vez, ele é muito mais ágil, acertando-me de raspão na lateral do tronco do meu corpo, fazendo com que um pouco de sangue meu caia ao chão.

        Recuo um pouco e ponho a mão no ferimento sujando-a com o sangue que estava escorrendo ali. Olho para a minha mão vendo aquilo e vejo que não era nada sério e não iria me impedir de fazer nada, graças aos deuses. Ainda poderia ganhar aquele duelo. Seguro a minha espada firmemente e a giro no ar, demonstrando o meu vigor para o meu inimigo. Bastet assistia de longe, com o cotovelo apoiado no braço do trono e a mão daquele mesmo braço dando sustento a sua cabeça. O homem faz o mesmo, girando a lança várias vezes ao redor de seu corpo e de suas mãos, depois ficando numa postura admirável de batalha.

        Ele avança novamente em minha direção, com a ponta de sua lança atrás de seu corpo para dar impulso ao seu ataque que me faz pular para desviar do mesmo, sentindo o vento da lança passar por debaixo do meu corpo. Enquanto ainda estava no ar, desço-lhe um golpe em seu ombro, mas por causa da sua agilidade, ele consegue desviar, fazendo com que apenas pegue de raspão em seu braço. Ele ignora o fato de que eu o havia acertado e tenta atacar novamente, mas antes que ele perceba, mudo a posição da arma em minha mão, segurando-a pelo cabo com a lâmina para trás e passo a parte cortante da espada em sua barriga, fazendo um corte profundo.

        A lança gira novamente em sua mão, ele parecia não sentir dor e tenta desferir um golpe na vertical. Simplesmente posiciono o meu pé direito para trás do esquerdo, girando o meu corpo em 90º, o que me permite sentir o vento da lâmina passar a minha frente. Esta era a minha chance. Piso na ponta da lança dele, me elevando enquanto já girava o meu corpo em 360º, dando impulso para o golpe que desfiro em seu pescoço, decapitando-o. Bastet se levanta e começa a bater palmas.

▬ Parabéns, Aikhtiar! ▬ Ela sorria enquanto se aproximava novamente de mim.

▬ Agora me diga. O que preciso fazer? ▬ Pergunto já impaciente.

▬ Creio que você já saiba, querido. Veja onde estamos. Alexandria, certo? Até hoje os humanos não sabem onde Alexandre fora enterrado. ▬ Ela começou a andar ao meu redor, novamente.

▬ E o que isso tem a ver com tudo? ▬ Encarava ela seriamente.

▬ Ao encontrá-lo, terás o que desejas. Bom, lhe darei uma dica. Foi aqui mesmo, só não procuraram direito. E só você tem a ambição e capacidade de encontrá-lo. ▬ Ela se aproxima, ficando a minha frente mais uma vez e fecha os olhos, me dando um rápido selinho. “ Mas que porra? ” Pensei comigo mesmo. ▬ Agora vá, Aikhtiar. Boa sorte!

        O ambiente começa a se desfazer, dando final a visão. Quando acordo, estou nos braços da Júlia e já do lado de fora daquela sala que estava completamente ensanguentada. Ela estava chorando por algum motivo, enquanto me abraçava e acariciava meu cabelo.

▬ Porque estás chorando? ▬ Pergunto baixinho, tentando não a assustar.

        Ela me olha assustada por alguns segundos e logo depois começa a me dar tapas no braço.

▬ Idiota! Eu pensei que estivesse morto. ▬ Ela me abraça novamente, encostando a sua bochecha que estava úmida na minha. ▬ Eu ouvi seu coração, e sua respiração e... e... Você simplesmente não estava mais aqui.

▬ Mas estou agora, não é mesmo?
▬ Eu sorri pra ela, e pus uma mão em seu rosto, acariciando-o. ▬ Está tudo bem, vamos para casa.

GLOSSÁRIO:
Habi --> meu amor
Aikhtiar --> escolhido

HABILIDADES PRESENTES:
PASSIVOS:

Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Fantasmagórica
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão conseguem ver e falar com mortos, fantasmas e espíritos. Porém não os comanda ou pode dar ordens.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode conseguir informações com fantasmas e mortos, por ser capaz de entende-los.
Dano: Nenhum.

ATIVOS:

Nível 10
Nome do poder: Invocação I
Descrição: O filho de Hades/Plutão ao colocar a mão no chão formara um selo que lhe permitira invocar uma criaturas do mundo inferior, podendo ser um esqueleto ou alma vagante (lembrando que será de forma aleatória), sendo que caso o semideus já possua contato e afeto com alguma criatura do submundo a mesma poderá aparecer caso esteja por perto. Sendo que tal criatura poderá ajuda-lo caso a mesma queira. Tal poder não impõe controle, apenas faz um chamado.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.
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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Psique em Sex Abr 14, 2017 12:11 am



Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  1.500  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1.500 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1.500  xp

TOTAL: 4.500 xp + 8.000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

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Realidade de postagem + Ações realizadas. – 1.500 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1.490 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1.500 xp

TOTAL: 4.490 xp + 8.000 dracmas

Obs: Qualquer dúvida sobre a avaliação deverá ser esclarecida via MP, mas adianto que descontei na parte da escrita devido alguns erros - mínimos - de coerência, nada realmente agravante.



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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Guitti em Qua Abr 19, 2017 3:50 am

The Great Conqueror
Parte III

        Finalmente estávamos de volta ao Acampamento Meio-Sangue. O almoço ainda não havia sido finalizado, algo que pude perceber pela movimentação dos campistas naquele momento. Fiquei feliz por isso afinal, por algum motivo estava sentindo muita fome. Provavelmente por causa do desgaste mental que a visão me causara. Encarei a Júlia, que andava ao meu lado e pus minha mão sob sua cabeça.

▬ Mantenha segredo, ok? Se perguntarem sobre as crianças, deixe que eu fale.

▬ Ok.
▬ Ela assentiu, segurando a mão que eu botara em sua cabeça. ▬ Vamos almoçar?

        Ela pergunta e concordo. Fomos em direção ao refeitório e lá estavam reunidos a maioria dos semideuses que tinham o Acampamento Meio-Sangue como seu lar. As mesas eram cobertas por panos brancos com alguns furinhos em suas extremidades. Cada chalé tinha uma mesa e era proibido que se misturassem. Eu e a Júlia cada um fizemos nossos pratos e nos separamos, para irmos sentarmos em nossas respectivas mesas.

        Depois de um tempo comendo aquela péssima comida, fruto do regime que se seguia no acampamento, Quíron e o Sr. D. aproximaram-se com expressões sérias em seus rostos. Quíron usando a sua cadeira mágica para esconder sua parte cavalo e o Sr. D. com uma garrafa de vinho e uma taça. O deus põe um pouco do vinho na taça e tenta bebê-lo, mas, antes que o faça, o vinho se torna água. ▬ Jesus Cristo, esse sim era um deus de verdade. ▬ Disse, reclamando pela maldição que Zeus o dera.

▬ Não se notaram crianças, mas quatro semideuses estão desaparecidos. ▬ Ele pausa, olhando para cada um ali presente. ▬ Eles haviam acabado de chegar ao Acampamento Meio-Sangue e por algum motivo, desapareceram. Alguém aqui sabe dizer onde eles se encontram ou tem ao mínimo uma ideia?

        Todos ali trocaram olhares e começaram a murmurar pelo ocorrido. Olhei para a Júlia e ela olhou para mim, fazendo que sim com a cabeça para que eu me pronunciasse. Respirei fundo e levantei-me de meu assento. ▬ Eu sei onde eles estão. ▬ Todos me olharam com seus cenhos franzidos, talvez até com um pouco de medo do que estavam prestes a ouvir. ▬ Uma alma vagante disse-me que eles seguiram para o noroeste a procura de aventura, na floresta. É tudo o que sei.

        Quíron me encara, como se achasse que eu estava escondendo algo e realmente, estava. ▬ Obrigado, Guitti. ▬ Fala, ainda assim, me agradecendo. ▬ Quero voluntários para nos ajudar na busca! Agora! ▬ Ele pede e alguns semideuses levantaram-se para auxiliar. Coitados, não sabiam que não havia nada para ser encontrado naquela floresta, além da morte. Provavelmente o clima do Acampamento iria ficar bem pesado hoje, mas eu pouco me importava.

        Eu acabei o meu almoço e levei o meu prato sujo até onde eram deixados, para que fossem limpos na cozinha pelas Harpias que um dia eu trabalhei junto, como punição. Feito isso, pude sentir os olhos da Júlia à medida que eu saia do refeitório, voltando à floresta. Precisava espairecer um pouco sobre a visão que havia tido mais cedo. E posteriormente, ainda teria de contar os detalhes a Júlia. Precisava organizar as ideias, e como eu iria fazer para chegar até a Alexandria.

        Comecei a minha caminhada ali, naquela adorável floresta que infelizmente era infestada de monstros em alguns momentos. Fui para o nordeste, visto que Quíron havia ido para o noroeste. Puxei do meu bolso uma carteira de cigarros e peguei um, pondo-o em minha boca. Guardo a carteira e pego um isqueiro, acendendo o cigarro e depois dando duas tragadas no mesmo. Fecho os olhos, respirando aquele ar, limpo e puro. Vi um tronco ali, caído, provavelmente de uma antiga batalha contra algum monstro grande. Fui até ele e sentei-me, procurando relaxar.

        A floresta estava estranhamente quieta e quando falo isso é porque ela realmente estava realmente muito quieta. Não se ouvia o barulho dos pássaros ou o passar do vento. De início achei que não fosse nada demais, mas depois de alguns segundos, pude ouvir um galho quebrar-se atrás de mim. Rapidamente, me pus de pé, olhando na direção do som que ouvi o galho se quebrar e saquei a minha espada, tirando-a de sua bainha. Fui recuando aos poucos, para manter-me protegido.

▬ Quem está ai? ▬ Perguntei, recuando aos poucos. ▬ Revele-se!

        De repente, recebo uma pancada na cabeça por trás, percebo meu olho pesando e minha consciência indo embora, o que resulta num desmaio.

        Quando acordo, é noite e estou num lugar que me parece um pequeno acampamento temporário. Minhas mãos, atadas em uma espécie de madeira enfincada no chão. Havia vários jovens ali presentes ao redor de uma grande fogueira e também alguns monstros, o que me leva a pensar que certamente este lugar esta sobre comando de alguém que trama algo contra o Acampamento Meio-Sangue ou até mesmo o Olimpo. A questão era: quem? E por quê?

▬ Ora, a bela adormecida resolveu acordar. ▬ Uma voz feminina surge atrás de mim. Logo ela revela-se, se pondo a minha frente. Sua pele era clara, quase prateada, eu poderia dizer. ▬ Como está se sentindo, semideus?

▬ Com dor de cabeça.
▬ Lhe digo a verdade, afinal, a pancada realmente havia sido forte. ▬ Quem é você?

▬ Filha do Caos, irmã da escuridão e a personificação da noite.
▬ Ela agacha-se, segurando meu queixo com o indicador e o polegar, fazendo-me olhar para ela. ▬ Chamam-me de Nyx, meu querido. Você já deve ter ouvido falar.

        Os seus subordinados se aproximaram, fazendo uma pequena roda ao nosso redor. Eram tantos semideuses que eu mal pude acreditar. Porque eles estavam com a Nyx e não no Acampamento Meio-Sangue? O que diabos estava acontecendo? Ela estava raptando as crianças antes que chegassem ao Acampamento? Eu não sabia de nada, mas estava tranquilo de certa forma e disposto a ouvi-la. Ela levanta-se e começa a andar ao meu redor.

▬ Explicar-lhe-ei o motivo de estar aqui, semideus. ▬ Ela mexia um polegar ao redor do outro enquanto andava. ▬ Como você já deve saber, o mundo está um verdadeiro Caos. E isso, tudo graças àqueles que estão hoje no Olimpo, que se dizem estar governando os humanos.

▬ E o que eu tenho a ver com isso?
▬ Perguntei com certa indiferença.

▬ Semideus. ▬ Ela parou na minha frente, contorcendo os lábios num sorriso quase que de desgosto. ▬ Não me interrompa.

        Ela volta a andar e a mexer os polegares.

▬ Como eu dizia... Durante muito tempo eu confiei a Zeus a responsabilidade de governar os humanos em tempos de paz. Claramente, ele não tem feito o seu papel da maneira correta, como podemos observar. ▬ Ela joga um tipo de feitiço na grande fogueira, o que faz com que comece a aparecer as atrocidades que os humanos cometiam. ▬ O que você vê semideus?

▬ Eu vejo...
▬ Pausei, observando bem a fogueira. ▬ Apenas destruição, ódio, violência. Escuridão, desordem, entre outras coisas. Mas, porque Zeus deixou chegar a esse ponto?

▬ Não é óbvio?
▬ Ela ri. ▬ Talvez pela sua incompetência e comodismo. Mas não mais, meu querido. Está na hora de surgir amor perante todo esse Caos.

▬ Como vai enfrentar todo o olimpo só com esses semideuses?

▬ Meu querido, a cada dia que se passa estou aumentando meus números. Estou recrutando novos semideuses a cada minuto. Como você, outros distraídos serão tragos até mim e lhes explicarei tudo o que lhe expliquei.
▬ Ela conjura um cajado, batendo a sua ponta ao chão e parando a minha frente, fazendo com que uma veste prateada e brilhante cobrisse seu corpo. ▬ E então, semideus, o que me diz? Quer se juntar a nossa causa se tornando um de meus demônios?

        Parei para pensar nas coisas que a personificação da noite me mostrara e realmente, havia sentido naquilo tudo e para mim, ela tinha total razão. Não precisou de muito para ela me convencer de que talvez, aquela fosse a melhor opção. Afinal, seria uma fonte de poder que eu precisaria para a minha próxima missão na África. Talvez aquela fosse uma das ultimas vezes que eu estivesse próximo ao Acampamento. Certamente estaria me tornando um vilão para os semideuses de lá. Mas não a meu ver. A meu ver, eu estaria me tornando a salvação em forma de destruição. E quanto a destruição, bem, sempre tive certa intimidade com a mesma.

▬ Eu aceito, Nyx. ▬ Encaro-a com seriedade, para ela perceber que não estava hesitando ou mentindo sobre minha decisão. ▬ Mas antes, devo avisá-la. Pretendo ir à África em busca do meu destino. Se for da sua vontade, posso recrutar semideuses que lá encontrarei.

        Ela ri, me olhando e pondo a ponta de seu cajado agora em meu queixo, erguendo-o novamente.

▬ Mal aceitou a causa e já está se fazendo útil, semideus. Gostei de você. ▬ Ela morde o lábio inferior, parecendo interessada. ▬ Agora diga-me, qual seu nome?

▬ Guitti, senhora.

▬ Desamarrem o Guitti.
▬ Ela ordena, e seus subordinados assim o fazem. ▬ Ajoelhe-se, Guitti.

     Aproximei-me daquela bela personificação, agora livre das amarras e me ajoelhei perante a mesma, com a cabeça baixa, demonstrando submissão.

▬ Você, Guitti, aceita eu, Nyx, personificação da noite como sua única guia e líder? ▬ Ela pergunta, ponto a ponta do cajado agora em minha testa e com seus olhos brilhando de uma cor clara e prateada.

▬ Sim, eu aceito.

▬ Você jura obedecer-me independentemente dos meus comandos, jura ser leal a mim e jura dar a sua própria vida caso necessário para a causa?

▬ Sim, eu juro.


        Após o juramento, seus subordinados começaram a bater em seus escudos, como se estivessem glorificando o momento. Uma luz prateada desceu dos céus, iluminando-me. Pude sentir meu corpo arquear-se contra a minha vontade, como se eu estivesse recebendo a bênção da deusa. Meu sangue começara a arder, queimando-me por dentro e eu não entendi o motivo. Rugi de tanta dor que sentia no momento, mas, ao mesmo tempo sentia como se a noite me fortalecesse ainda mais. Seria este o poder de um filho de Hades e demônio de Nyx? Interessante, comecei a gostar daquilo ainda mais.

▬ Não se preocupe, a dor vai passar. É apenas o seu sangue transformando-se.

        Após cessada a dor, levantei-me, me sentindo agora revigorado. Olhei para a semideusa e esperei que a mesma dissesse algo.

▬ Bem-vindo a causa, Guitti. Agora, vá e volte ao Meio-Sangue, não quero que descubram meu pequeno acampamento estratégico somente porque um semideus sumiu. Não se esqueça. Eu consigo olhar tudo, nada está longe da minha percepção, portanto, se me traíres eu saberei e a punição será a morte, ok? ▬ Ela termina a fala, dando um sorriso seguido de um pequeno toque em meu nariz e sai dali, indo para a sua tenda.

        Assenti com a cabeça e dois outros semideuses – provavelmente os que me trouxeram – me guiaram à direção correta para voltar ao Acampamento. De certa forma, tudo parecia o mesmo exceto pelo fato de que agora a noite me deixava ainda mais forte. Imagino que por ser demônio, eu seria enfraquecido pela Júlia agora, o que me deixa triste por alguns minutos pensando naquilo. Afinal, eu havia prometido a ela que a levaria junto comigo para a África e eu certamente não voltaria atrás naquela decisão.

        Chegando ao Acampamento Meio-Sangue, todos estavam ao redor da enorme fogueira. Ao redor da fogueira, quatro caixões, todos fechados. Provavelmente, estavam se despedindo dos quatro semideuses que vieram a falecer no início de tudo. Vi a Júlia ali perto, encarando a fogueira com lágrimas no rosto. Aproximei-me dela de fininho, para que não percebessem que eu não estava ali presente antes. Segurei a mão da vestal, como se dissesse que vai ficar tudo bem. Ela simplesmente agarrou a minha mão e abraçou a mesma, colando-a em seu rosto. Pude sentir o mesmo úmido, por conta de seu choro.

▬ Tão jovens. ▬ Ela soluça. ▬ Pobres coitados.

        Assenti com a cabeça. Realmente, eles haviam morrido cedo demais, mas a morte deles não seria em vão. Afinal, deixaram um grande caminho para que eu seguisse a procura daquilo que eles não foram dignos de perseguir, resultando em suas mortes. Todos faziam silêncio e se mantinham ali, parados, olhando sem expressões nos rostos. E os que tinham expressões, demonstravam nada além de tristeza. Acredito que a morte dos jovens ainda era um completo mistério para eles e só eu saberia explicar o que acontecera. Mas, me tornaria um grande suspeito, portanto, permaneço calado.

        Algum tempo se passou e os semideuses foram saindo do local pouco a pouco, despedindo-se dos quatro jovens que ali jaziam. Quíron e alguns semideuses pegaram os caixões e os levaram para algum lugar na intenção de enterrá-los. Segurei a Júlia pelos seus ombros e beijei sua cabeça, dando um pequeno sorriso de consolo. ▬ Vamos? ▬ Chamei-a para sair do local. Ela concordou e assim, fomos embora dali.

        Levei-a até o seu chalé e fora a caminhada mais longa e silenciosa que demos juntos desde que nos conhecemos. Após chegarmos à porta de seu chalé, ela me olha por um instante e de repente me abraça com certa força. ▬ Guitti. Prometa-me que não vai morrer. ▬ Ela pede, novamente com lágrimas em seus olhos. Retribuo o abraço, pondo uma mão em sua costa e outra em seu cabelo, acariciando-o. ▬ Eu prometo. ▬ Disse apenas para passá-la confiança, mas eu sabia que a qualquer momento podia vir a falecer por conta do que estava por vir.

        Decidi a não contar a Júlia que eu havia me tornado um demônio de Nyx. Não sabia como a Nyx poderia reagir quanto a isso e certamente eu não gostaria de causar nenhum mal a Júlia por causa disso. Talvez fosse melhor simplesmente ausentá-la deste fato afinal, eu não podia incluí-la em tudo que fazia, não é mesmo?

▬ Qual o próximo passo? ▬ Ela me pergunta, preocupada.

▬ Teremos de viajar à Alexandria. ▬ Respondi, suspirando. Sabia que talvez aquilo fosse demais para ela.

▬ QUE? Alexandria? Você está louco, Guitti? ▬ Ela gritou, o que me fez fazer “shhh”, para que ela falasse mais baixo.

▬ Você não precisa ir, se não quiser, Júlia.

▬ Você está louco, novamente? Depois de tudo que eu vi e passamos até aqui, eu não vou deixá-lo sozinho novamente. Não mais.


        Cocei a cabeça, observando a semideusa. Eu realmente não tinha escolha senão levá-la comigo.

▬ Ok então. Arrume suas coisas, partiremos amanhã, certo? Antes que o Quíron comece a fazer-me perguntas de como eu sabia sobre o paradeiro dos quatro semideuses.

        Ela assente com a cabeça, me dando um ultimo beijo na bochecha. Aperto a dela, em troca e sorrio, saindo daquele lugar e indo em direção ao meu chalé. Estava exausto, precisava de uma boa noite de descanso. E mais importante ainda, precisava ver meu pai. Ele certamente não estava feliz pelo rumo que as coisas haviam tomado. Ao chegar ao meu chalé, largo minha espada ao lado da minha cama e vou até ao banheiro, tomando um bom banho frio. Assim que saio, vou até a minha cama, vestido de uma samba-canção preta com bolinhas brancas.

        Deito-me e prego os olhos, na intenção de dormir. Rapidamente adormeço, como sempre, sem dificuldades. Em meus sonhos, procuro o meu pai mais uma vez mas, ele não está lá, onde sempre estou acostumado a encontrá-lo. ▬ Pai?! ▬ Chamei-o, mas, a minha voz aparentemente estava distante. Comecei a andar naquele lugar penumbroso e frio a procura do deus da morte. Desta vez, tornou-se possível ouvir os gritos de desespero que haviam no fundo do submundo, o que deixou tudo mais tenebroso.

        Depois de um tempo andando, encontrei uma porta que eu conhecia a um tempo atrás.  A porta que dera início a tudo isso. Abri-a e passei por ela, dando de cara com a Perséfone e com o Hades. Encarei-os e provavelmente estavam discutindo. ▬ Olá, pai. ▬ Disse, logo depois direcionando o meu olhar para a deusa. ▬ Perséfone. ▬ Cumprimentei-a como se não desse importância para ela. ▬ Porque não estava no lugar de sempre, pai? ▬ Perguntei, apesar de saber o motivo.

▬ Guitti. Não tens noção das consequências de tuas ações? ▬ Ele pergunta, aparentando estar muito decepcionado. ▬ Você se pôs contra o Olimpo, meu filho! Tem noção do perigo que corre agora? Eles não sabem ainda e manterei segredo mas, você deve tomar mais cuidado a partir de agora pois, não haverá muito que eu possa fazer por você.

▬ Eu compreendo, pai. Desculpe-me, mas, eu queria ficar mais poderoso.

▬ Viu, Hades? Eu lhe disse. A criança está obcecada pelo poder.
▬ Ela revira os olhos, suspirando. ▬ Não pode ser. Como é que um simples mortal nos dá tanto trabalho sendo que ele poderia ter sido facilmente eliminado anteriormente?

▬ Perséfone! Respeito, por favor. Você está falando do meu filho, na frente dele e na minha, como se não estivéssemos aqui.
▬ Ele reclama, semicerrando os punhos. ▬ Prometa manter segredo!

▬ Como se eu tivesse escolha! Sabe lá o que você faria comigo caso eu resolvesse abrir o bico.
▬ Ela bufa. ▬ Agora se me permite, preciso alimentar meus cães infernais.

        Ela me encara e logo depois dá de ombros, saindo do local, finalmente deixando eu e meu pai a sós. Aproximo-me do Deus da morte com os lábios contraídos, afinal, sabia que tinha vacilado com ele e seria difícil fazer com que ele entendesse isso.

▬ Você me perdoa? ▬ Pergunto.

▬ Claro, meu filho. Mas isso não significa que eu não esteja deveras decepcionado com você. Nem mesmo o meu sangue você carrega mais. Agora é apenas algo maligno, ácido e obscuro! Você se tornou um demônio, Guitti. Um demônio!

▬ Desculpe-me. Eu queria ficar mais forte, apenas isso.
▬ Falei, abaixando a cabeça, afinal, estava triste comigo mesmo por ser uma decepção para uma das únicas pessoas com qual eu me importava.

▬ Havia outras maneiras para isso, meu filho. ▬ Ele suspira, levantando-se e vindo até a minha frente, me dando um abraço. ▬ Agora vá, precisas descansar afinal, tens uma grande jornada pela frente.

        Assenti com a cabeça, agradecendo a ele mentalmente por ser tão compreensível. O que aposto que era muito contrário do que muitos pensavam do famoso Hades. Sorri para ele, dando-lhe um outro abraço. Ajustei meu relógio biológico - visto que tenho um muito bom - para que me acordasse algumas horas antes do combinado com a Júlia, afinal, algo em minha mente me incomodava, quase que como um chamado, talvez da deusa Nyx. Depois desfiz aquele sonho, deixando que meu cérebro trabalhasse sozinho agora, criando suas próprias imagens.
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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Apolo em Sex Abr 21, 2017 10:06 am



Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. – 1.500  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1.500xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1.500  xp

TOTAL: 4.500 xp + 8.000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

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TOTAL: 4.500 xp + 8.000 dracmas

OBSERVAÇÕES:
O maior motivo para o máximo ter sido atingido é que, além do desenvolvimento pessoal, houveram pontos para desenvolvimento da trama geral do nosso universo. Muito bem colocado, Guitti. Espero que o seu desenvolvimento continue assim.

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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Guitti em Ter Abr 25, 2017 4:50 am

The Great Conqueror
Parte IV

ATENÇÃO:
O capítulo a seguir pode ser que leve-o a imaginar coisas desagradáveis e até mesmo perturbadoras por tratar-se de coisas como o satanismo. Incluirei fotos no final do capítulo em spoiler para que fique mais fácil o entendimento da descrição da narração, para pessoas que diferentemente de mim, não assistem muito filme de terror ou vêem essas coisas na internet. Se quiseres pular para o próximo capítulo, sinta-se a vontade. Inclusive, recomendo-o para aqueles que têm facilidade em ter pesadelos durante a noite.

Obs.: No final do capítulo, tem um miniplayer em que você poderá ouvir a música tocada por Belphegor – uma música que cita justamente ele – e seus demônios. Recomendo que use um fone de ouvido e que abaixe o volume porque sim, é uma música satânica. Não precisa ouvir toda. É apenas para se ter uma ideia do conteúdo.

        Assim como o planejado, acordo algumas horas antes do amanhecer. Algo não me deixara dormir direito, apesar da minha facilidade para fazer tal ato. Levantei-me, jogando a coberta para o lado e vesti a camisa do Acampamento Meio-Sangue juntamente com uma bermuda jeans preta. Comigo, carregava a minha espada embainhada e presa à minha cintura e em meu dedo um anel negro – que é adaga quando não anel – com pequenos pontinhos brilhantes.

        Desde ontem quando deitei na minha cama, senti algo como se fosse um chamado da Nyx ou algo do tipo. Simplesmente não consegui me conter. Tive que voltar ao lugar de onde eu tinha vindo desde que havia me tornado um demônio. Talvez este fosse o novo poder da deusa sobre mim e por isso precisei retornar àquele mesmo local na floresta.

        Segui em direção a nordeste mais uma vez e não demorou muito para que chegasse, visto que agora eu sabia o caminho. Pasmei quando vi que não havia mais nada lá. O acampamento temporário agora se fora. O que tinha acontecido? Para que o chamado se Nyx já não estava mais aqui? Aquilo estava oficialmente muito estranho.

        Dei meia-volta, direcionando-me de volta para o Acampamento. Que perda de tempo! Porque Nyx faria um chamado assim sem motivo algum? Já estava prestes a dar o meu terceiro passo de volta para o Acampamento quando de repente, uma enorme cratera se abre no chão logo abaixo de mim, o que me faz cair e começar a derrapar em um enorme buraco que não parecia ter fim. Tentei me agarrar nas raízes, mas de nada adiantava. Meu corpo ia batendo nas laterais do buraco e cada vez eu ia ficando mais machucado. Por ultimo, tento usar a minha viagem nas sombras para escapar, mas de nada adianta. Muito pelo contrário, meu sangue arde e sinto que não conseguiria usar meu poder e tudo por causa da Nyx. Ela estava me bloqueando, com toda a certeza.

▬ Não temas, Guitti. ▬ Sua voz ecoa em minha mente, como se estivesse distante.

        Mas como eu não iria temer? Eu estava em queda livre e sem saber o que iria encontrar lá embaixo! Desesperado e preocupado em morrer durante a minha queda – visto que o buraco não era nem um pouco raso – penso em alguma maneira de tentar me salvar de uma terrível morte. Nyx talvez não soubesse do meu legado, talvez ela não soubesse dos meus poderes que herdei da minha mãe e por isso, tento usá-lo. Com sucesso, transformo-me em um pequeno passarinho negro e tento voar em direção à luz distante que representava a saída daquele buraco. Mas, infelizmente, novamente, sou impedido. Desta vez, sombras materializadas me agarram pelas asas e pelo pescoço e me trazem para baixo.

▬ Não confias em mim?

        Infelizmente, não havia mais nada que eu pudesse fazer. Simplesmente aceitei o meu destino enquanto virava novamente um humano, perdendo a forma de passarinho enquanto as sombras me traziam para baixo. As últimas palavras da personificação da noite deixaram os meus ouvidos no mínimo curiosos.

▬ Boa sorte. ▬ Ela ri e sua risada vai desaparecendo em minha mente degradativamente.

        Aquela cratera tinha realmente uma profundidade enorme. Quando as sombras deixam-me ao chão, percebo que aquele lugar é como se fosse alguma parte do submundo que eu ainda não visitara antes. Talvez um dos domínios de Nyx? Por isso, provavelmente, tudo era diferente. As coisas aqui eram mais macabras, como por exemplo, o chão e a parede que eram feitos de carne viva, como se elas estivessem acabado de serem postas ali. O cheiro era incrivelmente absurdo e quase impossível de se aguentar. Felizmente, eu ainda conseguia enxergar no escuro e o pouco ar que ali tinha não me afetava.

        Olhei ao meu redor e não havia muitas opções a não ser seguir pelo único caminho que havia a minha frente. O local em que eu me encontro agora é espaçoso e novamente, bastante nojento. Já quanto o caminho que eu iria seguir, ele é estreito e talvez, perigoso. Afinal, o que Nyx quer de mim? Porque ela me pusera neste “fim de mundo?” Comecei a andar e a cada passo que eu dava, era um sentimento de desgosto diferente por estar pisando em vísceras humanas, pedaços de pele e de vez em quando tropeçava em uma caveira ou outra.

        Na medida em que fui me aproximando daquela estreita passagem, percebi que a sua parede na verdade é feita de braços humanos que estavam com as mãos apontadas para o centro da passagem. Aquilo era doentio até mesmo para mim, mas não questionei muito. Se Nyx me trouxera aqui foi por algum motivo plausível, creio eu. Continuei dando um passo após o outro, pisando naquelas coisas nojentas. Mantive uma de minhas mãos no cabo da minha espada, pronta para desembainhá-la, caso precisasse.

        Ouvi passos na outra sala, depois da passagem. Agachei-me, para tentar me camuflar no escuro, mas não foi necessário, pois depois de alguns segundos, tudo pareceu quieto novamente. O silêncio fora tão grande que eu podia ouvir as gotas de sangue que caiam no chão dos braços que estavam grudados na parede. Talvez os passos fossem coisa da minha imaginação. Talvez não. Mantive-me atento da mesma maneira. Estreitei os olhos na tentativa de enxergar o que havia do outro lado e pude ver uma espécie de luz, quase amarela. Fiquei frente a frente à passagem e encarei aqueles braços. Eu teria mesmo que passar por ali, não é mesmo?

        Dei um ultimo suspiro antes de dar o primeiro passo diante daqueles braços medonhos. Antes de conseguir concluir o segundo passo, estranhamente ouço um dos braços se moverem. E quando olho para trás para verificar, tarde demais. Ele agarra a mão que estava segurando a minha espada e quando vou utilizar a outra, um outro braço que estava do outro lado da parede também segura esta mão. Fiquei sem o movimento dos braços. ▬ Droga! ▬ Gritei, debatendo-me e tentando me soltar. De repente, todos os braços agora se moviam e me agarravam numa tentativa de levar-me para dentro daquela parede.

        Senti-me corrompido. Senti-me sujo por aquela asneira. Não podia deixar que aquilo ocorresse. Ninguém iria me fazer mal. Pelo menos ninguém que não fosse digno. Não seria derrotado por meros braços presos à parede. Meu sangue efervesce, eu já estava ficando com raiva daquela situação. Tento utilizar um dos poderes que herdei do meu pai e finalmente dá certo. Nyx não havia bloqueado todos os meus poderes, o que me dá certo alívio no peito. Deixei meus dois braços intangíveis por algum tempo, o que fez com que as mãos que me seguravam dos dois lados passassem por dentro do mesmo e simplesmente agarrassem o ar.

        Ativei o meu anel que fica em minha mão esquerda, o que o transformou em uma adaga que é envolvida por uma energia negra. Com a outra mão, finalmente consigo agarrar a minha espada e desembainhá-la. Rapidamente, desfiro golpes certeiros nos braços que agarravam a minha perna, cortando-os pela metade, o que faz com que percam seu movimento. Com a adaga, fui defendendo-me dos golpes que vinham de cima. Várias mãos se aproximavam e em retorno, eu ia abrindo cortes profundos nas mesmas, fazendo-as recuar.

        Finalmente me vi livre daqueles braços e dessa vez, jogo-me para o final da passagem e aterrisso dando uma cambalhota, chegando ao outro lado. Estudei rapidamente o novo ambiente, a procura de novos inimigos, mas tudo que consigo ver é ainda mais desgostoso aos meus olhos. A luz que eu vi antes era na verdade como se fossem aqueles retratos de Jesus Cristo que víamos frequentemente nas Igrejas Católicas. Estes por sua vez, havia pessoas de verdade “crucificadas”. Entre aspas porque estavam sendo seguradas por algo que pareciam raízes saindo da parede e não cruzes. Não sei por que havia algo anticristo neste mundo, visto que são coisas completamente diferentes a meu ver. Porque Nyx insultaria o Deus dos humanos? E porque este lugar era tão macabro? Bom... Talvez não fosse obra dela.


        Botei-me numa postura correta, como de quem estava atento a qualquer perigo que viesse pela frente. Mantive a minha adaga empunhada na mão esquerda e a espada na direita. Senti que talvez ainda fossem necessários naquele buraco fedorento. Voltei a andar novamente, desta vez o caminho não era tão estreito e continuavam a ter braços saindo do chão juntamente com outras partes do corpo humano que eu nem conseguia identificá-las direito.

        Cheguei a um lugar que parecia com uma sala de jantar. Não... Literalmente era uma sala de jantar, mas de que ou quem era a questão? Havia uma mesa e várias cadeiras. Não tanto para a nossa surpresa, adivinha de quê elas eram feitas? Isso mesmo. Carne humana e ossos para sustentá-las ao chão. Enquanto passava o olho cuidadosamente pelo lugar, vi uma movimentação e de imediato me abaixei, ficando sorrateiro. O que poderia ser dessa vez? A criatura possuía tonalidade completamente negra. Parecia uma pessoa, mas certamente não era uma. Curioso, no mínimo. Ela subiu à mesa feita de ossos e carne humana e aparentemente serviu-se com um deles. Pegou um dos ossos que possuía mais carne e mordeu um grande pedaço, alimentando-se daquela carne podre.

        Segurei a minha faca com firmeza pela ponta de sua lâmina. Queria acertar o monstro à distância, para saber se ele seria de alguma forma perigoso demais para mim. Levantei-me e ele rapidamente levanta-se junto comigo, quase que instantaneamente me encarando. Que reflexo! Rapidamente, quase que ao mesmo tempo, arremesso a minha adaga naquela criatura sombria. Minha adaga acerta o seu peito direito e ela grita de dor. Um grito agudo, quase ensurdecedor. Ela salta sobre uma das cadeiras e logo depois salta para ainda mais longe, fugindo dali. Não vi motivo para segui-la afinal, minha adaga sempre retorna a mim momentaneamente e eu certamente não conseguiria segui-lo sem minha viagem nas sombras.

        Voltei a andar naquele lugar obscuro e bizarro. Passei por aquela “sala de jantar” medonha e fui até o próximo ambiente. Era engraçado como tudo isso parecia um desafio. O que Nyx queria comigo? Porque eu estou aqui? Essas perguntas ainda não foram respondidas e sinto que ainda faltava um pouco para conseguir as minhas respostas. ▬ A Júlia! ▬ Murmurei baixinho, ao lembrar de que tinha marcado horário com a Júlia. Talvez ainda não tivesse passado da hora, visto que eu acordei muito mais cedo do que o planejado com ela, mas ainda assim a prole de Zeus certamente iria ficar muito puta comigo se eu chegasse demasiadamente atrasado.

        Novamente, sou surpreendido. Desta vez, não teve como não ficar ARRASADO com aquela cena. No local que eu me encontro agora havia cordas que desciam do teto e nelas estavam bebês pendurados... BEBÊS com suas cabeças perfuradas por um gancho! E não, não eram bonecas. Eram literalmente bebês. Eles tinham chifre de bode em sua cabeça, o que me fez assimilar que somente um dos demônios de Nyx poderia ter sido o responsável por isso. ▬ Tsc. ▬ Sibilei, ao desviar o olhar, me poupando daquela visão perturbadora. Quem era o monstro responsável por tal ato?! Eu precisava encontrá-lo. Precisava dar-lhe uma surra. ▬ Nyx, espero que não seja você a responsável por esta barbaridade. ▬ Sussurrei e ouvi uma risada ecoar em minha mente. Maldita!


        Distantemente pude ouvir um som. Um som que eu reconheci vir de um instrumento musical. Ou dois? E uma voz? Mas o que é isso? Estava por acaso uma banda tocando num lugar como este ou seria isso uma ilusão? Coisa da minha imaginação? Talvez. Só havia uma maneira de descobrir. Um anel negro com pontinhos brancos brilhantes surge novamente em meu dedo anelar da mão esquerda, ou seja, minha adaga havia retornado. Aproximei-me cautelosamente da origem do som. Era um Heavy Metal bem heavy mesmo. Uma música satânica, eu podia dizer, pela letra.

“BELPHEGOR! Envoyed from hell by Lucifer.
Hell's ambassador.”

Embaixador do Inferno? Mas que diabos estava acontecendo? Aproximei-me ainda mais, agachado e próximo à parede que desta vez, não tinha mais braços. Apenas carne humana.


        Com muito cuidado, pus um pouco da minha cabeça para fora da parede, espreitando, para conseguir observar o que estava acontecendo ali. Meus olhos se arregalaram com o que eu estava presenciando. Havia várias pessoas utilizando máscaras estranhas – aquelas que os médicos usavam antigamente para se prevenir de pragas e doenças – e um pouco mais atrás eu pude vê-lo. Certamente era o responsável por todas essas atrocidades que encontrei até agora. Ele tinha chifres e era extremamente feio, mas ao seu lado havia belas moças loiras e que carregavam o que me pareciam crânios de bode. Pela letra da música, ele se chamava Belphegor. Um dos demônios da Nyx, cheguei a conclusão.

        De repente, meus braços foram envolvidos pelas mãos de uma daqueles demônios. Meu coração pulou! ▬ Não! ▬ Gritei, debatendo-me tentando me soltar. Belphegor e a sua “banda” constituída de seres da noite pausam a música e assistem eu ser levado até o centro do local. Enquanto passávamos por diversos servos de Nyx que usavam aquelas máscaras, pude enxergar locais do ambiente que eu não havia enxergado anteriormente. Nestes locais há garotas bastante sensuais, banhadas em sangue e trocando caricias sexuais e beijos calorosos, quase violentos. Roçavam-se uma na outra, para estimular suas genitálias.


▬ Muito bem-vindo Guitti. Estava esperando por você. ▬ Ele soltou uma risada demoníaca. ▬ Antes que pergunte, não, eu não fui enviado por Lúcifer. Isto é só uma grande baboseira que os humanos criaram sobre mim e eu meio que... Gosto de brincar com isso. Sou apenas um dos príncipes de Nyx.

        Ele ergueu sua mão, chamando-me. Suas unhas eram pretas e extremamente grandes e afiadas. Aquilo um príncipe? Faça-me rir. Seus subordinados levaram-me para perto dele e ele segurou o meu rosto, fazendo com que eu o encarasse. Maldito! Seu cheiro era tão insuportável quanto a sua presença.

▬ Sabes por que a Nyx trouxe-lhe até mim, não sabe?

▬ Não.
▬ Cuspi ao seu lado, demonstrando desrespeito, o que o fez rir.

▬ Guitti, Guitti, Guitti. ▬ Repetiu, me olhando. ▬ Antes de qualquer coisa, tenho um pequeno desafio a você. Não tão pequeno, devo admitir. Caso você passe em meu desafio, concederei o pedido que a Nyx me fez.

        Mas que tipo de desafio seria esse? E com que propósito? Seus demônios me levaram para o meio daquele local novamente e ali fui solto. Eles se afastaram, fazendo um círculo ao meu redor. Ativei o meu anel mais uma vez, empunhando a minha adaga na mão esquerda e a espada ainda na direita. Belphegor volta a tocar a sua guitarra enquanto outro demônio era responsável pela batida da bateria. Antes de tudo começar, vi mais uma coisa que eu não havia visto antes. Garotas em um canto bastante escuro, vendadas, mas com os olhos sangrando. Seus vestidos se encontravam da mesma forma na localidade de suas vaginas, como se elas estivessem sido violadas sexualmente. Cada uma delas empunhava um pequeno punhal, o qual elas mesmas se apunhalavam, fazendo sangue jorrar.

▬ Mas que porra? ▬ Perguntei, franzindo os cenhos.

        Quando eu termino a minha breve fala, todos os demônios que estavam naquela sala começam a vir em minha direção. E digo todos, porque eram demais para que eu os pudesse contar. Teria de derrotar todos? Não será uma tarefa fácil, visto que estão todos armados com lanças ou espadas, mas não impossível. Brevemente, fechei os meus olhos e senti meus sentidos se aguçarem e tudo ficar mais ampliado. Quando os abri, os meus inimigos já estavam próximos demais.

        Os dois primeiros carregavam lanças. O mais próximo tenta bater-me com a parte não cortante de sua lança, mas é muito lento. O de trás, vinha com a sua lança na horizontal, numa altura baixa, para me atingir as pernas. Pulei entre as duas lanças dos demônios, desviando-me de seus ataques. Logo atrás deles vinham mais deles e rapidamente, com a minha espada perfurei o estômago de um deles e com a minha adaga, fiz um corte profundo na sua dobradura da perna esquerda, o que o fez cair de joelhos no chão. Rapidamente retirei a espada que estava no estômago do outro demônio e a enfinquei no crânio do que estava caído.

        Ao menos aqueles seres malignos possuíam alguma classe em seu modo de luta afinal, não vinham todos para cima de mim de uma vez e sim um por um, o que tornou tudo mais justo. Percebi movimentação atrás de mim. ▬ Tsc. ▬ Dei mais um sibilo enquanto me girava para tratar deles. Aqueles demônios não honravam os poderes que carregavam consigo, afinal, não eram nem um pouco furtivos, pois andavam e corriam fazendo o barulho que um cavalo faria. Sim, exageradamente falando.

        Mais dois oponentes. Graças a minha agilidade, nenhum daqueles demônios seria problema para mim. Rapidamente giro a adaga em minha mão, segurando-a de forma que sua lâmina fique para trás. Posiciono os meus pés de maneira estratégica, para que facilitasse os meus movimentos e o manuseio da minha adaga. Penetro-a no pescoço do demônio que vinha a minha esquerda, provavelmente atingindo-lhe o cérebro enquanto agacho para desviar da espada do que vinha pela direita. Após desviar com sucesso, agarro-o, dando um leve empurrão e com a mesma mão, cujo segurava a espada dou-lhe um soco, fazendo-o cair no chão com a mão em seu nariz.

        Eu não havia percebido, mas meu corpo já estava cheio de sangue. Pelo meu braço, gotas escorriam até chegar a minha mão e caírem no chão, dando uma não tão nova coloração por causa da carne viva que já se fazia ali presente. Quatro daqueles seres irritantes vieram em minha direção. Concentrei-me em meu poder e ergui uma rocha bastante pesada do chão com minha geocinese. Simplesmente usei-a como se fosse um projétil – não tão rápido, obviamente e sem perfurá-los – e atingi todos os quatro, derrubando-os no chão.

        Se continuasse assim por muito tempo eu cansaria rapidamente. Tomei uma breve decisão e agacho-me, pondo duas mãos no chão. Fecho os olhos e quando me levanto, abrindo-os, lá estão. Dois perfeitos clones meus para auxiliar-me em batalha. Aquilo definitivamente facilitaria as coisas, pois tudo o que eles viam, eu conseguia ver também e dificilmente seriamos pegos de surpresa. Eles se puseram atrás de mim, como se estivéssemos em uma formação triangular. Ambos carregavam as mesmas armas que eu.

        Dessa vez, os demônios não tiveram piedade e resolveram virem todos de vez. Belphegor ainda cantava a sua música satânica de fundo, o que de certo modo deixou as coisas muito mais excitantes e interessantes, apesar de macabras. Um inimigo chega ao clone que se encontrava a minha esquerda e ele lhe desfere um corte na diagonal, na parte frontal do seu corpo e logo depois agarra a sua cabeça e leva-a até o seu joelho, fazendo o demônio cair atordoado. Enquanto isso, os corpos se amontoavam ao chão e mais daqueles subordinados do Belphegor nos ataca.

        Já estava de saco cheio e infelizmente, os meus clones não podiam usar as minhas habilidades que não fossem passivas. E apesar deles carregarem a mesma força e agilidade que eu, seria bastante útil caso pudessem. Saí da minha formação com meus semelhantes, deixando-os de costa um para o outro e defendendo-se dos ataques dos seres demoníacos. Senti meu sangue efervescer como nunca antes. Em minhas costelas, começaram a surgir tentáculos com uma aparência viscosa e em suas pontas eles soltavam um tipo de muco, bastante nojento. São seis tentáculos no total, e definitivamente, aquele era um recurso que daria conta do recado.

        Todos os demônios me encararam, pareciam ter medo de mim agora. E deveriam, pois eu estava puto. Já não bastava toda aquelas coisas grotescas pelas quais eu passei e eu ainda estava sendo testado aqui? Isso é um absurdo! Pude sentir a minha aura que era transmitida por ser prole de Hades se aumentar e o meu ódio por aqueles seres mesquinhos também. Eles começaram a carregar suas magias em minha direção formando cada um deles três pequenos discos escuros que definitivamente não me feririam.

        Coordenadamente, aqueles seres nojentos começaram a atirar seus discos escuros em minha direção e eu simplesmente protegi-me ao por quatro de meus tentáculos a minha frente. Com dois outros tentáculos, ergui-me do chão, me pondo numa posição elevada, queria demonstrar superioridade. Comecei a rir diabolicamente e quando o ataque se sessou, abri a minha guarda, demonstrando também a aqueles inúteis o meu olhar demoníaco. Estava na hora de demonstrar a eles como se era um verdadeiro demônio.

        Com os dois tentáculos que me erguera, uso-os para me dar impulso enquanto abro os dois braços. Com a espada em uma mão e a adaga em outra, preparo-me para a violenta investida. Os tentáculos me arremessam com sucesso em direção os demônios. Num movimento limpo e rápido durante o impulso, corto a cabeça de dois dos seres malignos enquanto já antes havia penetrado a adaga bem no meio dos olhos de um deles. Rapidamente, antes de aterrissar, grudo um de meus tentáculos no chão e outro no teto, para segurar-me ainda durante o impulso e fazendo um arco no ar, possibilitando-me chutar vários de meus inimigos com a sola da minha bota.

        Meus clones avançam junto comigo, visto que eles haviam quase sido esquecidos pelos seus inimigos depois da minha aura afetar o local. Eles atacam em conjunto, um defendendo o outro. Pude ver uma espada passar em vão entre a costela e o braço de um dos clones enquanto o seu parceiro ajudou-lhe, cortando o braço do atacante. De um em um, eles iam finalizando os demônios que se encontravam no chão devido ao meu ataque. Finalmente, aterrisso ao chão ao lado de meus clones e haviam quatro inimigos vindo em nossa direção. Estes pareciam serem os últimos. Peguei-os cada um com meus tentáculos. Comecei a bater dois deles no chão e no teto até que fossem esmagados pela força das batidas. Quanto aos outros dois, segurei-os cada um com os tentáculos restantes e parti-os ao meio.

        Meus clones desaparecem, juntamente com meus tentáculos afinal, o desafio havia chegado ao fim. O meu sorriso diabólico continuou mesmo depois do fim da batalha e gotas pingavam meu rosto, afinal havia restos dos meus inimigos até mesmo no teto. Ergui ambos meus braços e vi que minha pele não estava mais branca e sim praticamente toda vermelha, banhada pelo sangue inimigo. Meu sorriso passa a ser gargalhada enquanto eu olhava para o Belphegor que finalmente finaliza a sua música satânica.

▬ Bravo! ▬ Ele desce do local de onde estava e vem até a minha frente. ▬ É... Você dá para o gasto. Bem que a Nyx alertou-me sobre seu potencial.

▬ Esse era o seu desafio? ▬ Perguntei, ainda rindo, mas dessa vez mais baixo.

        Belphegor socou-me em meu estomago, o que me fez parar de rir na hora, pois acabei ficando sem ar. Olhei com ele com raiva e cuspi no chão novamente. Preparei-me para lhe socar, estava louco para arrancar aqueles chifres feiosos que saiam de sua cabeça. Ele pôs uma mão para frente, estendendo-a para um aperto, o que me faz hesitar.

▬ Sua obsessão por poder é evidente, Guitti. ▬ Ele sorri, mostrando seus dentes amarelos e fedorentos. ▬ A Nyx pediu-me para que eu lhe abençoasse, caso passasse em meu desafio. O que me diz? Quer tornar-se mais forte?

        Meu coração começou a bater mais forte. Meu olho encheu-se de brilho mais uma vez. Não pude me esquecer de que estava indo para a África com a Júlia e que eu provavelmente encontraria ainda mais poder lá e talvez uma fonte extra fosse de grande ajuda. Pude sentir a minha boca salivar, inclusive. A pouco tempo atrás eu estava achando todo esse lugar nojento, desgostoso de se presenciar, mas depois de todo esse massacre eu lembrei do quão delicioso era a maldade em meu coração e pela primeira vez, senti a sensação de tirar a vida de alguém. Era quase como se eu tivesse perdido a memória mais uma vez e não me importasse com mais ninguém novamente. Seria este o meu destino? Sem mais delongas, apertei a mão daquele demônio e senti mais uma vez um poder completamente diferente invadir o meu corpo, fazendo minhas costas arquearem novamente.


▬ Eu, Belphegor, o abençoo! ▬ Ele fala, como se estivesse citando estas palavras para alguém que não estivesse aqui. Talvez a Nyx.

        Afinal, benção ou maldição, vindo de um demônio? Enfim... Senti a minha visão escurecer em um tom avermelhado. Estariam meus olhos vermelhos? Não sabia o que de fato estava acontecendo, mas sabia que a partir dali eu jamais seria o mesmo. Apenas algo muito forte mudaria a natureza do meu ser. Talvez esta fosse uma tarefa muito difícil. Impossível, talvez. Finalmente, minha visão volta ao normal e eu já me sinto mais poderoso.

▬ Sente-se mais forte? ▬ Ele perguntou e assenti com a cabeça. ▬ Agora caia fora daqui! Suas viagens na sombra estão livres. Meu dever aqui acabou. Se me permite, irei transar com as minhas não mais virgens.

        Ele direcionou-se para aquelas mulheres loiras que ficavam se apunhalando de tempo em tempo e após tocá-las, suas belezas ficaram quase que comparadas com as filhas de Afrodite e os seus vigores praticamente voltaram ao normal. Coitadas, tão belas ao toque do demônio, mas ainda assim tem de sofrer por causa dele e com ele. Estava livre para usar a minha viagem das sombras e retornar ao acampamento, e assim o faço, saindo daquele lugar não tão mais horrível para mim. Apareci no Chalé de Hades. Meus meio-irmãos ainda dormiam. Uma coisa eu tinha certeza. Este dia definitivamente mudou muito de meus conceitos. E um deles foi a noção do terrível.

ITENS PRESENTES:
• Espada de Ferro Estígio: Nas mãos de um filho de Hades ela é perfeita em precisão e dano. A cada golpe feito em monstros, a espada converte o dano do monstro em energia e vida para quem a usa;

• Adaga demoníaca: A arma curta - feita de uma mistura de ferro estígio e aço comum - é tão letal para homens quanto para monstros. Envolta em energia negra, a adaga, tem a habilidade de causar pequenas dores a mais e uma sensação de desnorteamento em seu alvo. Além do mais, pode se facilmente arremessada, já que esta volta para seu dono em apenas um turno. Quando não utilizada transformasse em um anel negro com pequenos pontinhos brilhantes. – Indestrutível.

PODERES PASSIVOS:
Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Pericia Infernal
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são mais fortes contra criaturas do inferno, e quando em batalha com criaturas que pertençam ao reino de seu pai (como cães infernais, escorpiões das profundezas, esqueletos e zumbis), e ficam ainda mais poderosos quando lutam com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: ganham um bônus de força de +20% em seus poderes ativos.
Dano: Nenhum

Nível 18
Nome do poder: Perícia com Punhais e Adagas V.
Descrição: Os demônios possuem uma facilidade natural com o manejo de tais armas, podendo rapidamente usá-las em uma ofensiva quanto na defensiva.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de assertividade no manuseio de Punhais e Adagas.
Dano: + 25 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Nenhum.

Nível 19
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são excelentes esgrimistas, e conforme evoluem seu treinamento, essa habilidade também fica mais evidente. Para eles a espada sempre foi uma arma natural, e apesar de terem tido erros, conforme aprendem, também os tornam nulos. Agora são capazes de atacar e se defender com a arma, além de conseguir desarmar um oponente com uma facilidade maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Perícia com Lâminas II.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deusa desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 20 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Punhais e Adagas".

PODERES ATIVOS:
Nível 4: Morfismo(Básico) - O Usuário pode se transformar em animais de pequenos porte, como: esquilos, lontras, ratos, etc.

Nível 15
Nome do poder: Intangibilidade II
Descrição: Agora a intangibilidade está mais forte e você consegue deixar intangíveis dois membros. Ex: Perna direita, e perna esquerda, ou braço direito e braço esquerdo, peito e cabeça, mas apenas dois membros por vez.
Gasto de Mp: 25 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 18
Nome do poder: Tentáculos Protetores
Descrição: Alguns demônios menores possuem tentáculos com aparência viscosa, que soltam um muco nojento das pontas. Esses tentáculos surgem das costelas do seguidor de Nyx/Nox (seis ao todo), agarram o inimigo e o atiram para longe, o impedindo de atacar o corpo principal do demônio da deusa, deixando no local atingido – onde os tentáculos tocaram – uma sensação de entorpecimento, e causando medo no oponente, pois, o liquido ativa a parte do cérebro que reage ao medo, deixando a pessoa um tanto horrorizada.
Gasto de Mp: 50 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP
Extra: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Clone Espectral II
Descrição: Agora o demônio já consegue invocar duas sombras, dois demônios menores para ajudá-lo em combate. Esses demônios tornam a forma do semideus, ficando idênticos, mas com olhos totalmente negros, como se fossem ocos. Os atributos do semideus são compartilhados entre os clones, força e velocidade no caso. A visão dos 3 se interliga em batalha, o que os auxilia em combate, mas esses demônios não são capazes de usar poderes ativos do semideus.
Gasto de Mp: 30 MP por clone
Gasto de Hp: Cada clone ganhara metade do HP do semideus. Ou seja, o HP será dividido, se o semideus tem 100 de HP, esse HP é divido em 3.
Bônus: O clone permanece em campo até ser morto.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Geocinese Intermediária
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão desenvolvem um melhor controle sobre a terra conforme evoluem em seu treinamento. Agora já são capazes de levantar rochas mais pesadas do chão, atirando-as contra o inimigo, também pode criar fissuras leves sobre a terra, e tremores pequenos, nada que possa machucar, mas distrair. Nesse nível ainda não tem um controle muito grande, mas estão melhorando.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O narrador define o dano causado por esse poder, pois, uma rocha pequena acertada contra o rosto de alguém não tem lá um grande dano, mas uma rocha maior pode causar algum estrago.

HABILIDADES:
Agilitas: O semideus que porta de tal habilidade desenvolve um tipo de furtividade para livrar-se de amarraduras ou emboscadas que dificultarão sua passagem para onde queira ir, podendo desfazer nós impossíveis de serem desfeitos a mão em um tempo mínimo de quinze segundos. Seus sentidos se aguçam e tudo ao seu redor se torna mais nítido, quando este se concentra, basta apenas fechar os olhos e tudo irá se aprimorar em quatro segundos.

Nome do poder: Artífice das Lâminas
Descrição: O semideus, com um pouco de treino, sabe como utilizar armas das quais nunca teve contato direto, ainda que propenso a erros. Não chega a ser perito em diversas lâminas, mas, sua maestria é minimamente mais evoluída.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de precisão ao lidar com qualquer arma branca, ainda que lhe seja estranha
Dano: +5% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Psique em Qui Abr 27, 2017 3:29 pm



Método de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  1.800  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1.800 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1.800  xp

TOTAL: 5.400 xp + 9.000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

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Realidade de postagem + Ações realizadas. – 1.800 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1.800 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1.800 xp

TOTAL: 5.400 xp + 9.000 dracmas + Habilidade Abençoado de Belphegor (Decisão tomada por eu mesma e Belona)

Observação:

Eu não tenho muito o que acrescentar sobre a sua narrativa, porém, me achei no dever de parabeniza-lo. É a segunda vez que tenho o prazer de avalia-lo e confesso que você sempre me surpreende de maneira positiva. És criativo, esperto, desenvolve tanto ações como pensamentos do personagem, algo que gosto muito. A nota máxima é mais do que merecida, tens talento e o explora de forma divina.



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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Hans Kültzer em Sex Maio 05, 2017 2:04 pm


Nature Boy
A lucky day he passed my way!


Havia acordado mais cedo naquele dia. O motivo? Não sabia explicar. Mas, sentia um ardor forte dentro de mim, como uma necessidade. Olhei-me no espelho enquanto arrumava meus belos cabelos loiros e penteava a minha barba. O sol, estava espetacular. Dava para admirá-lo através das janelas do chalé.

Espreguicei-me pouco antes de vestir uma camiseta branca e pegar um violão que estava ali no canto. Embaixo, utilizava uma calça rasgada em alguns lugares e quanto aos pés, uma simples sandália. Estava me sentindo livre, e com uma enorme necessidade de estabelecer contato com a natureza.
Caminhei para fora do chalé carregando o violão e vi alguns semideuses do chalé de Athena que assim como eu acordaram cedo.

– Bom dia! – Saudei-os com um sorriso caloroso no rosto enquanto acenava com a mão que estava livre e eles acenaram de volta.

Provavelmente iriam treinar em alguma arena ou realizar suas tarefas diárias do Acampamento. Quanto a mim, pretendia ir ao campo de morango, assistir as ninfas e os sátiros brincarem ao ar livre. Por alguns minutos andei pelo Acampamento em direção ao campo. O dia estava maravilhoso.

Chegando lá, escolhi um lugar que achei ser o melhor para tocar a minha música. Por algum motivo, aqueles versos não haviam saído da minha mente desde que acordara. Sentei-me no chão mesmo, sem me importar com a terra. Cruzei as pernas e posicionei o violão sob meu colo. Meus cabelos loiros caiam sobre ele. Sem mais delongas, comecei a cantar a canção.


”There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A little shy and sad of eye
But very wise was he”


Era uma bela música, devo admitir. Fechei os olhos para senti-la e quando os abri novamente percebi uma notável presença ao meu lado. Provavelmente ele estava seguindo a trilha que levava à praia. Mas agora, estava ali, parado e me observando cantar. Sua aura era sombria, assim como seus cabelos e olhos, negros como a própria escuridão e que pareciam carregar a personificação da tristeza dentro de si. Porém, ele não me assustara. Continuei cantando a música enquanto o encarava.

And then one day
A magic day, he passed my way
Then we spoke of many things
Fools and kings
Then he said to me
"The greatest thing you'll ever learn
is to love and be loved in return"


Finalizei a canção e suspirei. O garoto estava acompanhado de uma bela moça loira e um pouco mais baixa que ele. Talvez estivessem indo para uma jornada. Foi assim que eu me toquei que motivo da necessidade que havia sentido mais cedo de estar aqui. Só podia ser isso. A canção era na verdade, uma profecia. Seria ele o garoto que viajaria pelos mares e terras distantes? Não ousei a perguntar, apenas aceitei o que havia acontecido. Ele virou-se, assim como a garota e juntos, retornaram aos seus rumos.






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Re: The Great Conqueror

Mensagem por Psique em Sex Maio 05, 2017 6:20 pm



Método de avaliação:

Desenvolvimento da postagem. –  100 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  100 xp


TOTAL: 200 xp + 200 dracmas.

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Hans Kültzer

Desenvolvimento da postagem. –  100 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  100 xp

TOTAL: 200 xp + 200 dracmas.



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Re: The Great Conqueror

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