The Blood of Olympus
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Refeitório

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Refeitório

Mensagem por Athena em Dom Maio 04, 2014 10:04 pm

Antes dos Jogos, os legionários se reúnem aqui para comer. A mesa é servida por aurae - espirítos dos ventos invisíveis - e possuem várias mesas. Vários dos legionários aproveitam esse momento para conversarem e constantemente trocam de mesas, o refeitório também é bastante barulhento e é preciso ter cuidado quando se levantar para não aceitar uma bandeja de alguma das aurae sem querer. O local é amplo e bem arejado, a arquitetura romana antiga certa o local, ao contrario dos gregos não oferecem comida aos deuses.Cada coorte tem sua mesa, onde apenas seus membros, lares  ou convidados sentam-se. Os probátios comem em outra mesa.


Palas Athena...
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Re: Refeitório

Mensagem por Walter Kasparov em Dom Mar 27, 2016 9:46 pm

I'm a Dragon Slayer, bitch
Walter abriu a porta do acampamento, acabando de voltar de um treino na arena, o semideus estava um pouco cansado, e também entediado. Assim que sentou em sua cama, no beliche de cima, não pôde deixar de perceber uma carta sobre a mesma. Sorrindo, o semideus abriu o envelope.

“Parabéns querido Herói, o Geral lhe deixou um presente. Ele é meu coelho de estimação e está muito contente por escolher-te para ajudá-lo, infelizmente seu ovo foi capturado, e ele precisa de ajuda para recuperá-lo, abaixo se encontra a charada para encontrar o ovo do Geraldo, se for ajudá-lo uma recompensa exorbitante lhe será dada. Atenciosamente Lady Vênus.”

Walt ficou abismado com a natureza da mensagem, mas não perdeu tempo, começou a tentar desvendar as charadas. Como existiam apenas dez ovos, o garoto começou pela última charada.
Depois de alguns minutos pensando, o filho de Ares decidiu que o ovo deveria estar escondido no refeitório, e se dirigiu até lá.

No caminho até o refeitório Walter terminou de ler sobre o dragão, e como lá estava descrita a sua fraqueza, havia então pelo menos uma possibilidade de derrotá-lo.
[…]

O garoto abriu a porta do refeitório, que rangeu um pouco ao se abrir, o filho de Ares carregava sua moeda, que talvez fosse o suficiente para derrotar um dragão, provavelmente não. O refeitório estava totalmente escuro, havia apenas o barulho de gotas de água caindo, por um instante, o semideus pensou em voltar para o refeitório, no entanto ele realmente não queria desistir.
Walt escutou um suspiro alto, como o de um animal entediado, e logo após isso, um pequeno rugido vindo da cozinha.
O garoto andou até a porta e torceu a maçaneta devagar, seu coração batia extremamente rápido, duas vezes por segundo. O semideus empurrou a porta de repente sacando sua moeda e a transformando em uma lança, tudo isso no tempo de meia respiração. A prole de Ares acendeu a luz com a mão esquerda, empunhando a lança com a direita.
Não havia nada, dragão algum, em lugar nenhum. O rapaz suspirou aliviado, se sentido extremamente idiota por ter sido enganado tão facilmente.
[…]
Walter já estava abaixando sua arma quando escutou outro daqueles rugidos, vindo do teto. O garoto olhou para cima, e viu apenas uma onda de vapor a meio metro do seu próprio rosto, o semideus não pensou duas vezes, se jogou para frente de deu uma cambalhota no chão antes de se levantar novamente, com a lança já posicionada.
No chão a sua frente, estava um dragão de mais ou menos dois metros de altura, ele era azul e tinha olhos verdes brilhantes.
-É uma criatura magnífica – Pensou.
Trevor cuspiu mais uma onda de água superaquecida na direção de Walt, o rapaz virou uma das mesas posicionadas na cozinha e se abaixou atrás dela, sentindo uma onda quente passar a alguns centímetros de sua cabeça, e algumas gotas caírem em sua orelha e pescoço. O semideus cerro os dentes com a dor da carne queimada.
-Não é tão magnífica assim – Pensou o garoto.
O filho de Ares se levantou, e jogou a lança, mirando no pescoço do dragão. Trevor desviou com um salto para a esquerda, e a lança voou pela porta aberta. Walter percebeu qual era a sua melhor chance de sobrevivência, então correu para fora da cozinha, onde haveria mais espaço para correr e mais recursos para atacar, mas antes de atravessar a porta, o semideus se virou e viu que o ovo estava na cozinha, posicionado cuidadosamente em cima de uma prateleira, sob um ninho de palha. Walt saiu e fechou a porta atrás de si.

[…]

Correu até a porta do pavilhão e ficou tentado a atravessá-la e fugir, entretanto decidiu não fazer, roubaria o ovo, custe o que custar.
O semideus se escondeu atrás de uma bancada e escutou o dragão se aproximar, estava indo até ele, o dragão estava indo até Walter.
O rapaz se virou, avistando sua lança fincada na parede, e com um puxão ele a tirou de lá.
Trevor o estava farejando, se não fosse o breu predominando, provavelmente o meio-sangue já estaria morto.
O semideus correu novamente, quando escutou a bancada a sua frente ser estraçalhada por um conjunto nada assustador de presas e garras.
-Vem me pegar seu varão idiota – Gritou para o dragão. -Seu filho de um dragonete estúpido, se quer me morder, vem morder isso aqui! - Disse o semideus apontando para a área entre as pernas.
Walter escutou um rugido alto, e se virou para pular e evitar o que estava por vir, no entanto antes de ter a chance de pular sentiu as costas queimarem, sua pele no vivo e quase sangrando, o garoto se abaixou, sentindo as lágrimas inundarem seus olhos. O garoto se afastou e andou até a parede o mais rápido e silenciosamente que pôde, acendendo a luz.
O oponente estava parado a alguns metros do garoto, com olhos desafiadores. O meio-sangue correu em direção á mesa mais próxima, conseguindo desviar de um jato de água.
Sobre a mesa haviam quatro copos mágicos, mágicos como todos os do refeitório, o semideus desejou que se enchessem de água, e imediatamente se encheram. Então o filho de Ares pegou um copo de derramou o conteúdo sobre ele mesmo – O dragão se aproximando cada vez mais – Derramou outro e outro – E o dragão cada vez mais perto – Por fim Walter derramou o último, ficando com a camiseta e os cabelos totalmente encharcados.
Quando se virou para encarar Trevor, que estava a menos de um metro de distância, o dragão o estava encarando com interesse contido. Walt estendeu a mão e acariciou o focinho do dragonete, que agora estava totalmente calmo e relaxado. Rapidamente a prole de Ares esticou a mão, agarrando a lança, e bateu com o cabo na testa do dragão, o mais forte que pôde. E depois repetiu o ato pelo menos duas dúzias de vezes. Trevor estava no chão, com um pequeno vazamento de sangue na cabeça, desmaiado, mas não morto.
Walter correu até a cozinha, e esticou o braço para pegar o ovo em uma dentre muitas prateleiras da cozinha. O ovo era dourado estava com várias inscrições em grego antigo, e o número 10 gravado em seu centro.
[..]
O semideus estava arfando de dor, quase chorando, com as costas queimadas encostando na camiseta a cada passo, o garoto nem ao menos precisava fechar os olhos para conseguir imaginar com clareza as bolhas que se encontrariam ali quando ele acordasse. Porém o rapaz estava feliz, pois sentia o peso reconfortante de seu ovo de ouro, preso firmemente sobre o braço.






NOTES :
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Re: Refeitório

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Sab Ago 19, 2017 2:18 pm

Are you afraid of  DEATH?!
The beginning of the end...




...





O acampamento romano tinha suas boas coisas a se fazer. Apesar de ser o tipo de legionário que se fecha sozinho e fica observando os demais fazer suas atividades.

Uma brisa gélida corria pela grande San Francisco naquela noite um tanto quanto misteriosa. Gerrard admirava a lua, sentado na grama trajando unicamente uma calça de moletom, estava sem sua camisa. O vento gélido fazia com que seus cabelos bailassem levemente ao ritmo daquele glorioso dom natural criado pelos Deuses.

A mente do legionário estava uma grande bagunça, seus pensamentos nas pessoas queridas por si estavam começando a se ruir como uma grande construção antiga, um buraco em seu ser estava começando a ser criado. Vazio era o que identificava o seu peito, se ele tinha receio de se tornar um monstro? Nenhum, até agradeceria caso isso acontecesse, não teria mais que se preocupar em se machucar novamente.

Mas, aquela melancolia devia ser impedida, não seria saudável para si naquele momento? E como se curar de uma possível depressão a caminho? Um doce, de preferência, um caseiro feito por si próprio.

Caminhando até a cozinha, ele pegou os ingredientes para fazer uma iguaria que era de sua especialidade. Palha italiana. Enquanto pegava tudo o que precisava ele cantava baixo uma música que tinha bastante afinidade naquele momento de sua vida.

— Would it kill you? Does it thrill you? Could you make this living Satisfy? To become you… To replace you… Should you take me from this darkness left inside?

Com os preparativos tendo sido completados, agora era lever a sobremesa para a geladeira e esperar que ficasse pronta.

[...]

Após um certo período de tempo, o ceifador removeu o doce da geladeira, pegando um pedaço generoso para si em formato retangular, o despejando num pires pequeno, procurou por um garfo, sentando se na cadeira mais próxima, de olhos fechados saboreando sua criação.

Até algum barulho aguçar sua audição, por puro instinto, Gerrard com o garfo em mãos o arremessou em direção ao barulho, antes de abrir os olhos e falar em um timbre de voz sombrio, colocando sua sobremesa sobre a mesa e cruzando os braços em seguida.

— Identifique-se.




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Re: Refeitório

Mensagem por Sun Hee em Sab Ago 19, 2017 3:47 pm

♥ Like the old times ♥
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A gente se acostuma a dormir na própria cama, com seus travesseirinhos e o calor de quem ama ao lado, mas naquela noite eu iria dormir na minha antiga cama do refeitório porque minha casa estava sendo pintada e o cheiro de tinta incomodava meu olfato sensível.

Além disso, Renly já tinha achado outra missão suicida para si. Sammyzinha estava com os celestiais e desde que a reforma começou, Yokie tinha tomado um xarope de sumiço.

O Higa era uma boa companhia, mas ele queria quebrar tudo e era gelado ao abraço...

Eu preferia estar com meus colegas de coorte, jogar dominó até a hora de dormir e ter um café da manhã agitado e cheio de conversas aleatórias, todos me cumprimentando e... nossa, eu estava com um pouco de saudades da minha vida popular na coorte.

E apesar de gostar de toda a atividade, estava me sentindo só pela madrugada, quando todos foram dormir e os meus babys estavam longe... mesmo com sono, eu não conseguia dormir bem.

“Por Nox, Sun! Como você está ficando carente e mimada!”

Depois de revirar pela cama, conversando com meus próprios miolos, e me repreendendo pelo meu comportamento, comecei a sentir um cheirinho gostoso e açucarado.

Como em um desenho animado, fui seguindo o cheiro gostoso que me fazia salivar. O cheiro me guiava até o refeitório, para onde andei preguiçosamente e sonolenta. Percebi a presença do Gerrard na cozinha.

“Como nos velhos tempos...”
Lembrei de nossas conversas e encontros secretos para comer doce de madrugada, os tempos eram mais simples e nós não nos dávamos de conta. Agora éramos adultos e o peso do tempo nos causava um cansaço emocional, estávamos exaustos e isso era claro na aura do rapaz.

Ficou ainda mais claro quando um garfo voou na minha direção. Eu era veloz o bastante para desviar, mas foi algo tão sem sentido nenhum que eu não consegui processar, fui acompanhando o trajeto do objeto metálico até meu ombro.

- Ai. – Falei baixinho, meio sem surpresa, quando senti o objeto me perfurar.

Não foi um pequeno dano, de fato, quase um cm do garfo havia penetrado a carne, mas eu não tinha processado tudo o que estava acontecendo, tampouco a dor.

- Sou eu. – Falei atordoada, olhando para o objeto fincado em meu ombro com um pouco de pesar.

Meus olhos encheram de lágrimas, não pela dor, mas pela sensação que nunca mais teríamos nosso tempo inocente outra vez.

- Pode tirar isso? – Pedi, já caindo no choro. – Eu só... – O choro era um pouco compulsivo e eu não conseguia processar o que estava pensando, queria abraçar o meu amigo, mas sabia que o tempo havia nos tornado muito diferentes.

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Re: Refeitório

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Sab Ago 19, 2017 4:10 pm

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...





Um barulho feminino pode ser ouvido em resposta, primeiro um pequeno ruído de alguém que havia sido atingido, e depois a voz que saiu era sem dúvidas a de sua antiga companheira de Coorte, Lee Sun Hee, ou melhor, a unicórnio. Por um momento o coração de Gerrard bateu pesadamente por ter ferido sua colega de Coorte, por outro seu coração congelou, lembrando-se de todos os fatos anteriores o drogando em seu marasmo de frieza.

Um suspiro pesado foi dado em relação ao que a menina falava fazendo o ceifador procurar um pano limpo, o juntando com alguns finos pedaços de gelo. Feito isto, o homem caminhou calmamente até a asiática, se agachando próximo a esta. — Feche os olhos e pense em coisas felizes. – Falou o homem, e depois de perceber que a menina relaxou, arrancou o garfo de uma só vez para a prevenir de uma dor maior e envolveu o ombro alheio com o pano deixando o gelo sobre o ferimento. — Desculpe pelo ocorrido, entre... Gosta de Palha Italiana?

Sorriu fracamente para a asiática, voltando a tomar uma postura sombria, por mais que ele quisesse parecer o mesmo semideus de antes, ele não conseguia mais. A aura de Gerrard se Sunny conseguisse enxergar estava pútrida, coberto pelo sangue que já derramou, e por tudo aquilo que incomodava o legionário. Ele se sentou na mesa que estava pegando um garfo novo o dando para a Sunny, junto ao doce que pegou para si, estava com apenas um pedaço faltando pega garfada que deu, e aparência estava no mínimo divina.

— O que tem feito nesse meio tempo, Unicórnio? – Questionou a olhando nos olhos, não queria deixar aquele local silencioso, Sunny não tinha nada haver com seus problemas, então impediria o máximo que ela se aprofundasse neles.




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Re: Refeitório

Mensagem por Sun Hee em Dom Ago 20, 2017 12:43 am

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Pensei em várias coisas, nos treinos, nas bobagens de antigamente e nos docinhos.. pensando bem, eu ainda sentia o aroma adocicado me inebriando. Não demorou de ser arrancado o garfo do meu ombro.

Reclamei com um bico pela dor que logo foi amenizada pelo gelo.

“Desculpe pelo ocorrido, entre... Gosta de Palha Italiana?”

- Quero uma porção extra, em sinal de desculpas! – Sorri animada.

Eu estava animada, mesmo sabendo que o coração do meu amigo carregava dúvidas, rancor e morte. A vida não vinha sendo fácil para nenhum de nós. Ainda assim, eu queria dar a ele alguns minutos de paz e uma boa conversa sobre doces gostosos.

Com minhas habilidades de trazer confiança e paz, deixei a aura misericordiosa de minha mãe preencherem os espaços de medo e insegurança, nos proporcionando um ambiente mais confortável para estar.

- O que tenho feito? Bem, atualmente tenho estado ocupada com algumas missões, finalmente estou saindo um pouco do meu mundo, e enfrentando uns monstros. – Sorri animada. – Se eu estou viva ainda, quer dizer que to pegando o jeito da bricadeira!

Sabia que Ele não queria adentrar no universo de problemas, nem ela. Esperei que o semideus servisse o doce e afundei nele com a colher, enchendo a boca de felicidade, digo, doce.

- Estou começando a pensar as coisas do casamento, também. – Comentei depois de engolir a primeira porção da sobremesa.
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Re: Refeitório

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Dom Ago 20, 2017 1:17 am

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Acabou por dar um singelo sorriso com a menina, aquilo era quase como uma memória viva de tempos antigos que eles só se preocupavam em jogar conversa fora, em se divertir comentando o que fizeram no dia-a-dia e Gerrard, obviamente sempre sendo o comediante da II Coorte. Uma pena que a vida tenha se tornado tão obscura a ponto de destruir qualquer sentimento amigável que habitava o seu coração já fraco e pronto para pedir sua desistência eminente.

Ele ouviu a fala da menina que se se deleitava com o doce, ela estava ocupada com algumas missões as quais ela provavelmente não preferiu comentar seja lá por qual motivo.

— Você é forte, Sunny. Não se ache incapaz de derrotar algo, posso sentir isso através da aura que você apresenta no dia-a-dia, em suas falas e todo o resto. – Fez uma pausa para se levantar e pegar um copo d’água para si. — Tolo é aquele que a subestima...

Finalizou este voltando a se sentar e ouvindo sobre o casamento. — Fico feliz que tenha se acertado com aquele ser ranzinza... E deixe me fazer uma pergunta um tanto quanto intrigante... – Falou o homem tomando uma postura completamente diferente. — O que achava dessa guerra? – Questionou a fitando nos olhos, ela podia perceber que a alma do ceifador já havia se esvaído parcialmente com toda a sua trajetória complicada, seria ela capaz de o entender?





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Re: Refeitório

Mensagem por Sun Hee em Qui Set 07, 2017 10:59 pm

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"O que achava dessa guerra?"

A pergunta permaneceu no ar como o cheiro de um perfume borrifado no ambiente, o cheiro daquela discussão preenchia minhas narinas e algum processo cognitivo havia sido iniciado pela sonoridade das palavras.

Deixei aquele problema para a Sunny de dali a 60 segundos, no momento em questão, contive minha reação a saborear o doce que eu tinha em mãos. Minhas papilas agradeceram, mas o pequeno incômodo que eu sentia no corpo desde que havia voltado dos domínios do Leviatã, permanecia em meu corpo, tirando minha mente de foco.

Olhei para o meu ferimento. Apesar de profundo, não doía, mas teve um efeito de acordar o pequeno barulhinho do fundo da minha mente. Um pequeno bocejo ecoou nos meus ouvidos, um som que vinha de dentro de mim e permanecia ecoando por ali. Seguido ao bocejo, a velha tonalidade de deboche do Leviatã tomou o espaço oco da minha mente.

“O que pretende dizer, pequeno demônio de luz?”

O Leviatã que nunca saíra de minha mente, mas tornara-se parte de mim e debochava da minha existência, assumia cada dia mais os espaços vazios da minha mente. O demônio estava em todos os lugares e em lugar algum, e mesmo sendo uma entidade alheia, estava ali presente no meu pensamento.
Nunca mais estive só, isso era frustrante e irritante.

- Acho que os deuses adoram destruir nossas vidas. – Fui honesta.

Não levantei os olhos para o semideus, disse a dura verdade enquanto mantinha os olhos fixos no doce. Leviatã, no meu cérebro ria, elogiando meu bom escape da saia justa que minha dupla identidade havia me colocado.

O ceifador era um homem nobre, de bom coração... mas a sua fé estava começando a falhar. Pode-se culpar um homem nobre de se perder diante dos erros da sua espécie?

Um longo suspiro deixou meus lábios, observei o homem e esperei para ver para onde ele levaria aquela discussão.

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Re: Refeitório

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Sab Set 09, 2017 1:22 pm

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O clima no refeitório tornava-se mais gélido, o ar se tornava um pouco mais denso e pesado que parecesse até dificultar na respiração dos dois semideuses ali presentes. O silêncio preenchia a mente de ambos ali como se fosse o maior barulho já vivenciado por ambos, a porta da própria mente era espancada, procurando por um mínimo espaço que se libertasse e consigo a fúria e um ataque eminente.

Gerrard manteve-se extremamente frio, focando os olhos na asiática que parecia brincar com o garfo na sobremesa. Ela estava claramente perdida em seus próprios pensamentos, ele não podia pressioná-la mais que isso, afinal de contas, que tipo de amigo ele seria? Apesar do mesmo também não estar em sua completa sanidade. O homem levantou-se enquanto preenchia novamente seu copo de água, em seguida pegando outro pano limpo com mais gelo, removendo o atual do ombro da asiática, limpando o ferimento com uma toalha que estava em volta da sua cintura, amarrando o pano limpo com o gelo, para que se cicatrizasse logo.


Enquanto o romano lavava o pano sujo com o sangue da pequena unicórnio, algo passou por sua mente como um flash. “Somos todos peças... Somos todos descartáveis...” O homem suspirou de imediato, principalmente após a ouvir o que a menina tinha a dizer. Os dentes trincaram de forma violenta e em seguida uma gargalhada ecoou no local antes silencioso, ele guiou-se de volta a mesa, bebericando da água antes de começar a dizer.

—Sunny, os deuses incluindo Nox e Júpiter e todos os outros são covardes. Eles tem medo de resolver as pendências deles por si só, e com isso obriga-nos a tomar suas batalhas. – Comentou de forma ríspida, e depois suspirando pesadamente. — Porém temos tanto erro quanto eles. – Completou, respirando fundo e bebendo um pouco mais da água, deixando o copo pela metade com o líquido.

Os olhos da menina pareciam focados no seu querendo entender o porquê daquilo tudo, até que ele continuou o que pretendia dizer. — Sabe o mais intrigante nisso tudo? – Questionou rapidamente, para que ela anotasse a pergunta em mente, e antes que ela pudesse responder, prosseguiu. — Nós somos a massa manipulável dos IMBECIS, que detém poder. – Proferiu o xingamento aos deuses, suspirando pesadamente em seguida, segurando o copo com força. — Somos obrigados a travar suas lutas, se nós tivéssemos uma conscientização, independente do lado que seja obrigado a defender , SE NÓS SEMIDEUSES PENSÁSSEMOS UM NO OUTRO COMO DIZEMOS PENSAR, devíamos dar um basta nisso tudo! Devíamos pensar: “Não, é errado! É errado machucar alguém por causa de um deus, um amigo, UM IRMÃO, UM AMADO! É errado tirar uma vida só porque Nox ou Júpiter determinam!” – Vociferou no fim, arremessando o copo que estava contra a sua mão a parede mais próxima. O barulho de algo se chocando e se espatifando preencheu o refeitório, a água resvalou acabando por molhar delicadamente tanto ele quanto a menina por meio de respingos.

— Talvez, só talvez... Mereçamos esta guerra. – Falou em um timbre de voz triste, baixando a cabeça enquanto uma pequena lágrima escorria por entre seus olhos. — Não sabemos nos impor... Apenas obedecemos a ordens como marionetes... O nosso destino é traçado entre julgamentos de necessidade divina... Nós quem iniciamos essa guerra, não os Deuses, eles não fazem é nada, minto, eles vão rir de nossas quedas e nossas derrotas, isso é o que farão. – Completou com um timbre de mágoa dentro de si, levando suas orbes esmeraldas, que antigamente eram brilhosas, agora escuras, quase da cor de uma jóia sem vida. — O meu destino não pode ser esse... – Finalizou a fala abaixando a cabeça e fechando os olhos levemente, tentando controlar a respiração, enquanto esperava que Sunny absorvesse todo o dito, e montasse para si algo que ela mesmo imaginava como certo ou errado, nada mais ele poderia fazer.






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Re: Refeitório

Mensagem por Jody Myers em Sex Mar 30, 2018 7:07 pm

Uma das vantagens de ser novo na Legião era que ninguém fazia muitas perguntas quando Jody pedia um balde emprestado. “Ele é novato”, pensavam, “deve estar limpando o alojamento ou alguma coisa assim”. Mal imaginavam que o recipiente de plástico era item essencial para uma de suas pegadinhas.

Talvez tivessem percebido se checassem o calendário com mais frequência: era Primeiro De Abril, sua data preferida depois do dia em que começavam as férias, e o garoto faria questão de torná-la memorável. Encheu o balde os com outros itens que usaria em suas peças e saiu correndo para seu primeiro alvo: o refeitório.

Enfiando a cabeça pela entrada encontrou o local vazio, bem como deveria estar às dez da manhã, e foi na ponta dos pés até a porta da cozinha. Ela estava trancada, é claro, mas o legado de Mercúrio possuía um talento quase divino para abrir fechaduras. Tirou do bolso um par de grampos contorcidos e enfiou-os no buraco enquanto cantarolava baixinho.
#007 // O DIA DA MENTIRA // COM: ROMEO BERNOCCHI // ONDE: REFEITÓRIO

— Ross
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Re: Refeitório

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