The Blood of Olympus
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Escritório da Pretoria

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Escritório da Pretoria

Mensagem por Belona em Ter Mar 28, 2017 1:02 pm


Boss's Office


Dentro do senado há um escritório onde os pretores podem trabalhar na burocracia e discutir particularmente planos para Nova Roma. É também o lugar onde legionários podem consultar os seus líderes. O lugar é arejado e simples, contendo uma estante de livros/pergaminhos, duas mesas de escritórios, uma cafeteira e um frigobar. A decoração era feita com quadros de paisagismo. Uma enorme janela permitia a claridade natural do lugar, assim como a circulação do vento fresco. Nos dias mais quentes sempre haveria a opção do ar-condicionado.




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Somente os mortos conhecem o fim da guerra-
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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Seg Abr 10, 2017 2:40 pm

Make You Believe
Encontrando uma desculpa pra sair do acampamento



O papel tinha chego pela manhã e me fizera simplesmente vibrar, gritar, saltar sobre a cama e bagunçar todos os lençóis. Dei graças que meus colegas não estavam no aposento, pois certamente seria tachada de louca caso acontecesse, mas qual é, como se conter diante de uma notícia como aquela? Eu estava nas nuvens. Não tinha outra definição, explicação ou qualquer coisa que pudesse descrever minha alegria, eu estava dentro, oficialmente uma rastreadora, e agora só faltava um último detalhe para completar meu novo cargo.  Eu precisava da validação da pretora, a autorização e a medalha que me permitiram sair e voltar quando bem entendesse, estamos no acampamento e temos regras a cumprir, mas agora nem todas se enquadram a mim. Sorri mais ainda, eu estava livre, e podia sumir quando bem entendesse, isso era maravilhoso.

Saltei da cama e juntei os papeis às pressas, desamassando as pontas para não parecer relaxada, abri e fechei a porta do alojamento e sai rapidamente, rumo ao senado. Minutos mais tarde já descia a colina em direção a cidade, não era longe, e o acesso para nós campistas era extremamente fácil. Apertei o envelope contra os dedos e segui para o senado, não perdi tempo olhando para os lados ou falando com as pessoas, mas não considerem isso falta de educação, é apenas entusiasmo referente ao momento. Respirei fundo três vezes ao chegar as escadarias, e ao colocar o pé no primeiro degrau senti vontade de gritar, deuses como estava animada, a excitação era tanta que mal conseguia conter os instintos do meu próprio corpo, era algo totalmente natural.

Corri, saltando os degraus de dois em dois até a portaria, e abri as portas de madeira rapidamente, solicitando uma audição privativa com a responsável pelo acampamento assim que cheguei ao balcão.  Meu sorriso se alargou assim que minha passagem foi permitida, meu coração saltava da boca, ameaçando fugir do peito, eu ria sozinha, pensava em tudo que tinha passado nas últimas semanas, e ao mesmo tempo me sentia livre, tão livre. Bati três vezes na porta ao fundo do corredor, e ao ouvir um “entre” baixinho lá de dentro, girei a maçaneta. — Bom dia! — Murmurei animada, fechando a porta atrás de mim ao entrar e caminhando apressada em direção a mesa da pretora.

— Eu vim validar meus papeis de rastreadora, preciso da aprovação da responsável, é você mesma? — Perguntei, ela não tinha erguido o olhar até então, mas suas feições, o cabelo e a postura relaxada me eram semelhantes. — Evie? — Perguntei ao reconhecer a garota, meus olhos se arregalando de leve, eu a conhecia! Era a jovem do festival, a mesma com a qual tinha rido, dançado, e até mesmo pedido para tatuar meu corpo. Estranhamente me senti desconcertada, minha postura da festa fora eufórica demais, e tecnicamente isso não é muito bem visto por aqueles acima de nós, meros legionários. — Oh meu, eu não sabia que você era — Abri e fechei a boca diversas vezes, sem saber o que dizer, como me portar, ou algo semelhante, era ela a jovem que todos falavam, a pretora, a filha de Baco animada, e eu nem mesmo a tinha reconhecido. Sou mesmo uma estupida.



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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Evie Farrier em Seg Abr 10, 2017 9:15 pm


Casualidade ou destino?
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Havia algumas características muito comuns entre os semideuses. Em determinados casos, certos traços se tornavam mais intenso que em outros. Era quase clichê um meio-sangue ter TDAH por causa do seu instinto guerreiro; ou então a dislexia, já que o cérebro estava programado para entender mais as letras gregas ou do latim, ao invés do inglês ou qualquer língua atual. De fato, eu amava ler livros em línguas mortas, relacionados a magia ou apenas contando a história de algum mito curioso. Porém, definitivamente, ler relatórios não era exatamente o que eu gostava. Era necessário escrever, corrigir alguns apontamentos errôneos feitos pelos centuriões, revisar antes de entregar aos outros senadores. Deuses, minha cabeça sempre começava a doer antes mesmo que eu pegasse os papeis.

Os papéis estavam espalhados por minha mesa. Cada pilha tinha post-it colados indicando o que eram cada coisa. Havia canetas por todos os lados, assim como clips e outros materiais de escritório. Aquele era um dia infernal, pois o ar estava quebrado e estavam demorando para mandarem algum filho de Vulcano vir concertar. Então além de estar forçando meu cérebro a interpretar corretamente as letras dançantes a minha frente, estava fazendo calor. A temperatura não tão agradável obrigou-me a retirar a capa roxa e ficado apenas com a camiseta escura. O cabelo estava com as minhas típicas tranças, uma mania que havia adquirido desde que havia aprendido a fazê-las com uma filha de Marte. Ela dizia que dava um ar de guerreira nórdica e, desde então, não havia parado mais de usá-las.

Estava tão concentrada tentando entender o relatório em minhas mãos que não escutei a porta sendo aberta e a presença de alguém. Bem, aquele era meu escritório e o de Becka, ninguém ousaria atacar ali. Então minha postura poderia ficar desleixada e até mesmo distraída. Ou tentando entender porque alguém escreveria com riqueza de detalhes como foi limpar o estábulo.

Eu só a escutei realmente quando o meu nome foi pronunciado. Ergui o olhar automaticamente, piscando várias vezes até focar na garota a minha frente. Primeiro veio a surpresa por reencontrá-la ali, no escritório. Depois, veio um pequeno sorriso no canto de meu lábio ao notar que ela também tinha um semblante de surpresa.

-Opa, acho que eu esqueci de comentar isso antes não é? – disse em um tom casual e suavemente culpado. Joguei os papeis sobre a mesa e levantei da cadeira onde estava – Deixe-me concertar isso me apresentando mais uma vez – disse enquanto caminhava para mais próxima dela, parando a frente de minha mesa – Sou Evie Farrier, pretora da duodécima legião fulminata.

Em brincadeira, bati uma leve continência como um verdadeiro soldado faria. Eu não conseguia manter-me séria perante a garota, como geralmente o era com outros legionários que adentravam a minha sala. Não depois da forma divertida em que a conheci. Havia passado apenas alguns dias desde que nos encontramos no festival de música. A surpresa dela em me encontrar ali era bem simples de ser explicada... Eu não havia me apresentado como pretora, apenas como uma legionária qualquer. Graças a isso, a garota me acompanhou uma parte do festival e proporcionou algo que eu não imaginava que não aconteceria tão cedo: ser tratada como uma legionária comum.

-Peço desculpas, mas eu não escutei o que você disse quando entrou, estava concentrada. Em que posso ajuda-la?

Havia uma curiosidade não tão velada em minha voz, meu olhar a examinando de cima a baixo. O que teria trazido ela até ali?


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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Qua Abr 12, 2017 4:37 pm

Make You Believe
Encontrando uma desculpa pra sair do acampamento



Arqueei a sobrancelha em resposta ao comentário da garota, ela não apenas tinha esquecido o fato como tinha me deixado solta de uma maneira nada educada. Deuses ela era minha superiora, e eu tinha basicamente a assediado – devo confessar que gostei disso – sim, sou maluca, mas ela tinha deixado, então devemos concordar que não sou a única culpada nessa situação. Senti minhas bochechas avermelharem ao lembrar de tudo que tinha feito, mas não perderia a pose, disfarçaria como a boa filha de Vênus que sou, mantendo-me ousada e até mesmo um tanto desinibida. — No fim das contas minha escudeira de prata era na verdade uma escudeira de ouro? Acho que eu lhe devo um beijo — Tentei fazer graça da situação ao ver ela se levantando um tanto sem jeito, estava tão linda quanto a noites atrás, e mais neutra, era algo fascinante de se observar.

Sorri largamente ao vê-la bater continência, os olhos se desviando de leve para a marca em seu braço, os riscos referentes aos anos de serviço da legião, algo que eu mesma tinha no braço esquerdo, seguido do... desenho de Nox? Pisquei meio dispersa, disfarçando em seguida ao entender que a tinha confundido com outra pessoa. Evie era a menina que eu julgara de traição devido aos ataques, a jovem de quem tantos falavam, ela, a menina divertida que eu conhecera tantos dias antes e que agora descobrira ser minha pretora, e filha da mulher cuja alma era obscurecida pela maldade. Levei as mãos aos cabelos e pigarreei para disfarçar a tensão, ela não podia ter culpa de quem era sua mãe, não podia ser verdade, e eu me recusava a acreditar que fosse, pelo menos no momento.

Minha mente girava em ângulos estranhos, procurando entender o que estava acontecendo. Parte de mim insistia para entender a razão, a outra brigava pelo preconceito e pela raiva, ignorei essa última ao sorrir para ela. — Kyra Ferreli, uma mera soldada entre tantas outras que te servirão — Pisquei para disfarçar a tensão, graças a todos os deuses eu pensava rápido, minha mente era mais avançada do que a maioria, o que me permitia ver detalhes, agir e encobrir meus sentimentos tão rapidamente quanto surgiam. — Ah sim! Verdade — Murmurei ao ouvir sua pergunta, estendendo os papeis em direção a ela. — Aqui, pode assinar? Preciso que valide esses papeis para que eu possa sair do acampamento, entrei para o grupo de rastreadores — Dei de ombros, como se isso não me importasse tanto assim, mas importava, ainda mais agora que minha mente tinha sido bombardeada por pensamentos confusos referentes a minha atual líder.



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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Evie Farrier em Qua Abr 12, 2017 8:17 pm


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Foi impossível não sorrir abertamente a mensura de uma brincadeira que fizemos assim que nos conhecemos. Ela havia me chamado de escudeiro de prata, por ter salvado a vida dela de dançarinos enfeitiçados pela Beyoncé. Eu havia rebatido que era, no mínimo, de ouro. Eu sabia que existia uma linha muito tênue entre o flerte e a brincadeira, mas em algum momento, sabia também que elas seu cruzavam.

No entanto, a mudança nela foi bem nítida. Por breves segundos a postura da outra romana estava tensa, seus olhos cravados em meu braço. Franzi o cenho engolindo qualquer gracinha que despertou na ponta de minha língua, simplesmente não pareceu apropriado quando o clima ficou tão tenso. Então apenas sorri pequeno, os cantos dos lábios repuxando suavemente, enquanto aceitava os papéis que ela me oferecia.

Uma rastreadora. Passei os olhos rapidamente, arqueando uma sobrancelha ao ver ali na inscrição que a garota era filha de Vênus. Sim, parte de mim já desconfiava que ela fosse, mas eu não costumava julgar as aparências tão rapidamente assim. Porém, era impossível ignorar o quanto ela era linda, divertida e um tanto desinibida. Características geralmente compartilhadas pelas proles da deusa da beleza e do amor. Aqueles papéis davam a ruiva uma alforria temporária, possuindo o direito de ir e vim quando quisesse, pois estaria trabalhando fora do Acampamento, mas pelo Acampamento. Encontrar semideuses era mais do que importante, ainda mais nessa época perigosa em que aquela deusa louca estava pondo suas garras para fora.

Suspirei um tanto cansada ao pensar em minha mãe. Apoiei apenas uma coxa sobre a mesa, capturei uma caneta prateada de minha mesa, me inclinei para poder finalmente assinar e selar o papel.

-Devo admitir que é corajoso de sua parte, é quase uma corrida contra os monstros para ver quem chega primeiro em uma criança inocente. Geralmente eles não sabem de nada – comentei e estiquei o corpo, pegando o papel e o esticando. Mas quando ela estava prestes a pegar, recuei o papel. Os meus olhos azuis buscaram os verdes. Eu sabia que, sem querer, meus olhares eram intensos e intimidadores, o azul tão claro e afiado sempre buscava a leitura de qualquer sentimento na pessoa que fitava – O que aconteceu? – perguntei de maneira direta, como sempre o fazia em qualquer situação, não havia aprendido a rodear e buscar respostas de maneira indireta – Você disfarça muito bem, mas seu olhar te entrega mais do que seu comportamento corporal. Se tem algo a perguntar, pergunte.

Eu não seria uma pretora se não soubesse ler as respostas não verbais das pessoas. Ainda mais quando se enfrentava senadores mais experientes, que achavam que suas opiniões valiam mais. Era necessário ler os políticos romanos, saber quando pressionar, quando bajular ou, até mesmo, ser um pouco mais agressivo. De certa forma, Becka possuía vantagem nessas conversas políticas, ela os induzia, os lia como ninguém. A outra pretora havia me ensinado o básico de comportamento corporal para saber interpretar os sinais.

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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Qui Abr 13, 2017 1:54 pm

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Encontrando uma desculpa pra sair do acampamento



Engoli seco, o olha descendo pelo corpo da mais velha de forma automática já que a posição em que ela se encontrava evidenciava suas curvas perfeitas. Não me levem a mal e nem pensem que estou dando em cima da garota, apenas gosto de admirar o que acho bonito, e com toda certeza bonito não se encaixa no perfil de Evie Farrier, ela é linda. Mordi a boca enquanto a olhava em silencio, tinha muitas perguntas rondando em mente, e nenhuma resposta coerente para elas. Eu estava em uma briga interna da qual sabia que não poderia sair em sua presença, era como uma droga, você consome, mas não sabe o motivo de estar fazendo isso. O mesmo acontece com os pensamentos, você... remoí, puxa-os e pega um pouco mais para si, mesmo sabendo que é errado.

— Acho que nem tanto, ainda estou me perguntando se é coragem ou burrice — Confessei baixo, ela tinha sido a primeira a se pronunciar, e eu não perdera tempo em responde-la. Era evidente que algo estava acontecendo entre nós, mas eu não sabia se isso era bom ou ruim. Eu a tinha conhecido a pouco tempo, e o meu acontecendo é apenas o fato de que diferente de todos os outros, eu tinha lhe dado a oportunidade de não ser a superiora, mas sim uma amiga, mas que agora tinha mudado por completo. Deuses porque tantas dúvidas? Porque coisas assim surgem quando eu menos espero, e não me dão nem a chance de resolver da forma que gostaria? Sei que é errado julgar a garota pela mãe dela, mas ao mesmo tempo minha desconfiança gritava, e estava falando alto.

Suspirei desviando o olhar ao ouvir a pergunta, e ali mesmo decidi que não a julgaria por seus traços, mas pelo que sabia dela. Voltei o olhar para o dela, fixando meus verdes em seus azuis de forma intensa, como se assim pudesse buscar as respostas. Ela tinha um olhar sincero, muito único, e eu custava a acreditar que alguém como Evie pudesse ser como a mãe dela. — Eu te confundi com outra pessoa — Confessei de forma audível e caminhei em direção a ela, retirando os papeis de suas mãos de forma delicada e os colocando sobre sua mesa, parei bem à frente da morena, o olhar preso ao dela, fixo, vasculhando e procurando respostas. Fazendo isso descobri apenas uma coisa, eu me perdi em algum momento, sem dizer nada, numa disputa silenciosa de olhares intensos.

Minha mão se apoiou sobre a mesa, bem ao lado do corpo dela, e ao me inclinar para a frente percebi que não sabíamos quase nada uma da outra. Era um jogo de descobertas do qual nenhuma podia sair como vencedora, mas que nos revelavam algo muito mais profundo e intenso, que nos levaria em breve ao precipício da loucura. — Posso dizer o mesmo do seu, acho que te deixei incomodada de alguma maneira, e sei que fui ousada ao me aproximar de forma abrupta, mas não encontrei outra maneira para encontrar o que procurava — Mordi o canto dos lábios, sentindo o coração martelar e as mãos suarem. — Acho que preciso ir embora, tenho um garoto para correr atrás, o da ficha que te entreguei, certamente ele precisa de ajuda e agora é meu dever ajuda-lo — Desviei o assunto, retirando a mão de forma lenta da mesa dela, pronta para me afastar sem dizer nada. Não podia e não queria.



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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Evie Farrier em Qui Abr 13, 2017 5:55 pm


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O arquear de uma sobrancelha foi inevitável. Depois de atingir o topo da cadeia alimentar, vulgo pretoria, era difícil alguém não me reconhecer e, mais curioso ainda, me confundir com alguém. Eu tinha um comentário divertido na ponta da língua, mas as palavras morreram engasgadas em minha boca quando a garota se aproximou. O papel escapou de minha mão facilmente, meus olhos vidrados nos movimentos dela.

Kyra estava perigosamente perto. O suficiente para que notasse cada traço charmoso das irises esverdeadas. Minhas costas assumiram uma postura ereta quando ela inclinou ainda mais, fazendo com que todo o ar ao meu redor fosse devastado pelo seu cheiro suave e natural. Era uma fragrância delicada que me fazia inspirar discretamente mais forte, ansiando em distinguir que tipo de essência era aquela. Lilases? Não, lavanda. Deuses, era um cheiro muito gostoso e inebriante. Então houve aquela troca de olhares. O azul se tornando cativo do verde, ou seria o contrário? Não importava, pois ela sustentava cada peso do meu olhar sobre o dela. Segundos de silêncio preencheram o lugar junto com aquele clima. Oh sim, havia um clima ali, tão forte que parecia roçar a minha pele de maneira invisível.

Porém, ela cortou o silêncio. Foi nesse momento que passei a prestar atenção em como a voz dela também era suave, como uma calmaria em meio a tempestade. Eu mal piscava, inconscientemente observava cada mover da garota, cada traço que o rosto assumia enquanto ela falava. Foi por puro impulso. Assim que ela começou a se afastar, minha mão fechou ao redor do pulso dela a segurando e mantendo ali, ainda um pouco próxima de mim.

-Tome cuidado Kyra – pedi em um tom sério, o meu olhar ainda intenso, porém indecifrável – É um trabalho perigoso, mas eu vejo a determinação em seu olhar. Porém, ainda assim... Tome cuidado.

A soltei e pisquei os olhos lentamente, como se estivesse saindo do efeito misterioso provocado por ela. Afastei da mesa, dando a volta e já puxando a cadeira para sentar e continuar o trabalho. Fiz uma careta de pura insatisfação e cansaço assim que encarei a pilha de papeis que ainda faltavam ser lidos.

-Mais um dia incrível para ser uma pretora – murmurei para mim mesma sem esconder o tom zangado.


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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Evie Farrier em Seg Nov 06, 2017 11:32 pm




Until the end, I will love you
Te amo <3


O barulho da caneta batendo contra a superfície da mesa era a única coisa que podia ser escutada no escritório. Eu estava ali há duas horas e já pensava em formas de provocar um incêndio sem deixar provas de que era um ato intencional. Eu odiava a parte burocrática e, de certa forma, desconfiava que o senado estava me punindo por algum motivo, mantendo-me presa ali no escritório mais tempo do que o de costume. Soltei um longo suspiro da mesma forma que abandonei a caneta. Desde os ataques aquele tipo de trabalho simplesmente não parava de acumular. Minha única válvula de escape era apenas os momentos com minha família.

Pensar neles e não sorrir era praticamente impossível. Assim como foi natural repousar os meus olhos sobre o porta-retratos sobre minha mesa. Ali continha uma foto que foi tirada ainda na ilha, uma selfie que incluía até mesmo Diana e Pandora. 4 anos haviam passado para nós naquela ilha do tempo, porém no resto do mundo o tempo cronológico tinha corrido de modo diferente. Apenas algumas semanas tinham sido contadas! Eu tive de responder muitas perguntas sobre como tinha feito aquilo, onde ficava a ilha, como chegava lá, o que eu tinha descoberto de interessante, se poderia ser divulgado para outros semideuses... Eram tantas perguntas que por muitas vezes eu me sentia em um interrogatório.

Passei a mão em meu cabelo sentindo um pouco de ansiedade por estar presa naquele local por tanto tempo. Sabia que Kyra também tinha retornado a treinar como rastreadora e, por muita sorte, Elena estava por perto para ser a babá da vez. Não que eu não confiasse em Pandora, mas ela era uma criança ainda mais traquina do que todas as outras três juntas. Encostei o corpo contra a cadeira alta, começando a dobrar a camisa de mangas compridas que usava até a altura acima do cotovelo. Como sabia que ficaria apenas na parte administrativa do acampamento, tinha me vestido como tal. Calça social, blusa de botão bastante elegante em tom vinho, sandálias discretas e fechadas, com um salto não muito alto.

Já estava ponderando sair um pouco, passear pela vila dos legionários e retornar em uma hora, quando a porta do escritório abriu. Posso dizer que de todas as pessoas que poderiam adentrar aquele espaço, ela era a que me deixaria mais feliz. Kyra fechou a porta atrás de si e eu já me inclinava sobre a mesa, a mão sobre o queixo enquanto o cotovelo manteve-se sobre a superfície da mesa.

-Não me avisou que vinha aqui hoje, estou surpresa. Precisa de algo?

O escritório da pretoria era aberto a qualquer legionário, porém, mesmo assim, era pouco frequentado. Isso acontecia por conta da efetividade dos centuriões, eles resolviam os problemas menores de suas coortes. O escritório em si era bastante confortável, lembrava mesmo um cômodo de luxo de uma empresa. Romanos eram orgulhosos e não se intimidavam em exibir o poder, nesse sentido.

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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Ter Nov 07, 2017 11:09 am




enchantress
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

Eu tinha lá minhas desconfianças a respeito de tanta burocracia, porque se bem me lembrava, missões como aquela – simples e diretas – não precisavam de autorização, tão pouco apresentavam riscos. Eu precisava resgatar um menino em um orfanato, conseguia me infiltrar, conseguia disfarçar meu cheiro e até apagar lembranças e dados a respeito do garoto, então porque me impediam?

Grunhi frustrada, amassando o papel de leve entre os dedos enquanto adentrava o prédio de Evie, onde deveria conseguir a maldita assinatura de autorização para deixar o acampamento, uma exigência do senado que minha equipe não fora capaz de burlar. Entrei como um furacão, nem cumprimentei a secretaria e tão pouco pedi permissão para adentrar, apenas segui direto pelo caminho já conhecido, sem me importar com os olhares alheios.

As pessoas ali me conheciam, não me davam regalias por ser mulher da pretora, contudo, me respeitavam o suficiente para saber que meu estado não era dos melhores e que meu humor poderia afeta-los de uma maneira negativa. Puxei o trinco e abri a porta, batendo-a atrás de mim ao ver Evie se curvando sobre a mesa, foi ali, dentro de seu escritório e fitando seus olhos azuis, que eu finalmente me acalmei. Minha namorada não tinha culpa de nada e no fim das contas era tão prejudicada quanto eu naquela história.

— Eu não vinha — Me aproximei a passos curtos e coloquei o papel sobre a mesa, me sentando em frente a ela, fazendo a saia que usava subir levemente, exibindo minhas coxas antes de deixar as mãos correrem pelos cabelos soltos. — O senado está me irritando, preciso de autorização até para sair agora, e pior, em uma missão que eu não levaria nem mesmo uma hora para realizar! — Resmunguei baixinho. — Pode assinar o papel para mim? Vou buscar o garoto amanhã então preciso disso com urgência — Conclui, me ajeitando na cadeira para relaxar de verdade.

Kyra


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Re: Escritório da Pretoria

Mensagem por Evie Farrier em Ter Nov 07, 2017 11:53 am




Until the end, I will love you
Te amo <3

Kyra não era qualquer mulher. Ser filha de Vênus e legado de Athena eram apenas meras características que contribuíam para que ela fosse tão... perfeita. Oh sim, ela tinha defeitos e eu tinha sofrido com eles logo no início de nosso relacionamento, mas cada um deles ainda a fazia ser tão ela. Tive de fazer um pequeno esforço para não acabar rindo de mim mesma e do rumo que meus pensamentos apaixonados levavam, enquanto a observava sentar na cadeira a minha frente. Era inevitável que meus olhos a admirassem a cada singelo movimento, pois não importava quanto o tempo passasse ou que eu a visse todos os dias. Kyra era como a minha imagem favorita, aquilo que me tirava do eixo e me colocava gentilmente no lugar.

Peguei os papeis que ela colocou sobre a mesa, resmungando baixinho por estar escrito em inglês e não em latim. Certamente, mais uma tática para dificultar ainda mais o trabalho, pois a maioria dos semideuses desenvolviam dislexia. Nosso cérebro era treinado para entender automaticamente o latim, afinal de contas.

-Você leu? – questionei a encarando de relance, tendo um pequeno vislumbre do acenar positivo. Estiquei meu braço para pegar minha caneta mais uma vez, assinando no espaço reservado – Prontinho, Kyra, eu confio em você o suficiente e em seus julgamentos.

Ofereci o papel com um pequeno sorriso. Raramente eu fazia isso, deixar que nosso envolvimento influenciasse em meu julgamento. Eu sabia que o senado estava fazendo algum movimento arriscado, dificultando um pouco o trabalho alheio. Porém, foi ao entregar o documento que meus olhos se permitiram realmente ver a minha mulher e não a legionária.

Kyra pegou o papel e eu me remexi na cadeira. Olhei rapidamente para o relógio analógico pendurado na parede, resmungando internamente por ser tão cedo. Eu não a teria até o início da noite, quando retornava para casa. Kyra falou algo, talvez uma despedida, mas meus pensamentos estavam em outro lugar quando ela levantou. Quando foi que aquela saia encurtou tanto?! Ela usava um conjunto extremamente feminino, com uma saia em um tom de roxo curta e de cintura alta, com uma blusa branca de mangas compridas que mostrava um pedaço de sua barriga.

A filha de Vênus estava para sair e minha cabeça tombou levemente para o lado. O coração disparou e o incomodo no ventre foi tão grande que minhas pernas remexeram. Minha mente estava em uma batalha que no primeiro requebrado do andar dela foi vencida. O sorriso perverso surgiu brevemente, desaparecendo antes que minha expressão se tornasse bastante séria.

- Ferreli – chamei a fazendo tornar o corpo em minha direção, antes mesmo que alcançasse a porta – Não lembro de ter dado permissão para que saísse legionária.

Ergui meu corpo da cadeira lentamente ao mesmo tempo em que apoiava as mãos sobre a superfície da mesa. O olhar era intenso, a postura confiante e de certa forma dominadora. Eu deixava que meu lado general aflorasse naquele momento.

- Sente-se, ainda tenho uma questão a ser discutida – ela parecia distraída me encarando, encenei um olhar mais duro – Agora, Ferreli!
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