The Blood of Olympus
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Praça dos Legionários

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Mensagem por Belona em Ter Mar 28, 2017 12:57 pm


Praça dos Legionários

Praça dos Legionários G-deoclesia-02

O ponto final da Via Principalis é uma bela praça urbana. Bem arborizada e com bancos espalhados por todos os lados, há quem prefira apenas deitar na grama sempre verde e mais próximo dos pontos de jardim. Há também alguns pontos com barracas de comida, além da única sorveteria de Nova Roma. Em uma parte da praça há um espaço aberto para aqueles que curtem fazer algumas manobras de skate ou patins.





Belona
Somente os mortos conhecem o fim da guerra-
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Mensagem por Evie Farrier em Seg Maio 15, 2017 6:05 pm




Come what may, I will love you  until my dying day
Suddenly the world seems such a perfect place. Suddenly it moves with such a perfect grace

Primeiro Ato

Quinze de maio de dois mil e dezessete.

Um dia como qualquer outro entre os trezentos e sessenta e cinco desse ano. Todo o acampamento funcionava normalmente. Dezenas de legionários encontrava-se espalhados pelos Campos de Marte, treinando para terem maiores chances nesse mundo louco. Senadores, políticos ou simples moradores romanos, circulavam por Nova Roma despreocupadamente. Afinal, era um dia qualquer....

Oh não era mesmo!

Eu não havia dormido direito. O primeiro motivo era a ideia que rondava toda a decisão que eu havia feito. O segundo motivo, era ter dormido mal em meu próprio quarto. Como eu poderia por em palavras o quão melhor era dormir sentindo o cheiro de lavanda tão perto de si? Perto o suficiente para que aquele cheiro gerasse um calor gostoso, que ultrapassava as barreiras de ansiedade e cansaço, velando meu sono durante toda a noite. Há uma semana eu estava dormindo com Kyra. Não no sentido malicioso, ou até mesmo explicável. Eu apenas aparecia durante a noite e ela me recebia com um delicioso café. Conversávamos até tarde da noite e ela me convidava para dormir ali, pois seria “perigoso” retornar tão tarde para minha mansão.

Nós fingíamos que eu não era uma figura guerreira respeitada. Nem que minha mansão ficava próximo de seu condomínio. Nós fingíamos que estava tudo bem não nomear aquilo que nos envolvia com tanta força que chegava a roçar em nossas peles. Invisível, mas macio e quente. Era esse o sentimento que nos unia e atraia uma a outra.

Mas eu não queria mais fingir. Eu não tinha mais dúvidas. Eu queria gritar, sair rodopiando feito uma menininha que tinha recebido um sim de seu crush. Oh merda, eu queria extravasar toda aquela euforia em meu peito. Mas, principalmente, eu queria chama-la de minha. Movida e controlada por essa vontade, eu havia mandado uma mensagem para Kyra, avisando que não iria dormir com ela, arranjando uma desculpa qualquer de que precisava adiantar trabalho da pretoria.

A verdade? Passara metade da noite na Praça dos Legionários. Havia solicitado um pedido em especial, para fazer algo especial. Eu duvidava que os Senadores tenham entendido, mas hesitantes eles aceitaram. E eu o fiz, da melhor forma que podia.

Então veio o momento e meu primeiro ato estava para começar. Enquanto Kyra estivesse tomando café, um origami encantado em forma de pássaro entraria voando por sua janela, pousando sobre a mesa perdendo finalmente sua magia. O origami abriria para a garota, revelando em uma caligrafia trêmula o endereço da praça, assinado por um firme E.F. Um convite misterioso e que eu esperava que ela atendesse, ou... Bem, seria um tanto constrangedor.


Ato 2

Eu a esperava no ponto de encontro, descrito no papel. Era um lugar um tanto afastado dos pontos mais movimentados da Praça dos Legionários. Isso porque ainda continha alguns muros quebrados, devido a guerra travada contra os Gigantes. Fora por isso que os Senadores estranharam quando eu pedi para usar um daqueles muros. O motivo? Eu queria pichá-lo, declamar um poema já que duvidava ser capaz de dizer em voz alta todas aquelas palavras para Kyra. Por medo de gaguejar, me perder, soar frio... Ou não aguentar e beijá-la no meio de caminho.

Assim, havia perdido metade da noite pichando o muro. Agora, estava ali sentindo uma ansiedade quase venenosa, andando de um lado para o outro aguardando que a bela garota ruiva aparecesse em meu campo de visão. Trajava roupas simples, pois não poderia ser menos do que eu mesma ali. O cabelo castanho com as tranças que eu tanto adorava fazer. Em minhas mãos, uma singela tulipa vermelha. A flor não fora escolhida a toa, ela possuía também todo o significado do que eu estava sentindo. Do que eu tinha certeza mesmo tendo passado pouco tempo ao lado da filha de Vênus. Ao menos, passado um tempo sem estarmos brigando ou lutando contra o sentimento.

Quando ela chegou, meu coração pareceu entrar em júbilo. Finalmente tinha parado de andar de um lado para o outro, meu mundo entrando nos eixos a medida que ela se aproximava. Deixei que ela tivesse tempo de ler o que estava no muro, corando enquanto observava os olhos dela movendo-se durante a leitura. Assim, quando os verdes repousaram sobre os meus, estava vermelha e com um sorriso sem jeito, tímido e bobo. Estiquei a flor em sua direção, sentindo que também estava esticando meu coração em direção a ela. Era isso. Naquele momento, eu estava metaforicamente entregando tudo o que era de precioso para mim aos cuidados dela. Admitindo estar vulnerável, aceitando a realidade que sufocava e gritava a verdade. Eu estava apaixonada. Eu estava amando alguém. Então todo o discurso que eu havia preparado sumiu, tornando-se apenas um único pedido:

-Por favor, seja minha também Kyra... Porque eu já sou sua.

O muro >.<:

Praça dos Legionários Kn08NtW
O poema:
Um objeto não precisa ser largo para ter uma grande massa.
Aquela garota, tão pequena quanto uma violeta,
Aquela garota, deslizando pelo céu como as pétalas de uma flor
Me atrai para ela com uma força maior que a exercida pela terra

Em um único momento
Eu cai e girei entorno dela
Sem ritmo ou razão,
Apenas como a maçã de Newton fez

Com uma batida...
Com uma batida, batida
Meu coração saltou dos céus para a terra
Num movimento pendular vertiginoso
Esse foi o momento em que me apaixonei pela primeira vez


Off: Feliz um mês de namoro! E você foi impulsiva ao me pedir em namoro, um mês atrás. Então hoje, 30 dias depois, é minha vez de ser impulsiva e fazer mais uma vez o dia 15 especial para nós duas. Posso ter atropelado alguns planos, mas só senti que não podia deixar que o dia de hoje não fosse o dia também. Consegue entender? Espero que sim ><
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I am the bone of my sword. Steel is my body and fire is my blood.
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Mensagem por Kyra C. Ferreli em Ter Maio 16, 2017 12:44 pm




Oh My God
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

Eu já tinha tentado de tudo, mas nada parecia funcionar sem o corpo dela ali do lado. A noite tinha sido inquieta e estranhamente fria, e eu sabia que era a falta do calor, do perfume de Evie e da respiração dela batendo em meu pescoço. Isso era frustrante! Como alguém podia ficar dependente de outra pessoa em tão poucos dias? Deuses eu nem conseguia negar que estava dependente dela e isso por si só deveria ser preocupante.

Gemi manhosa ao me dar conta dos meus pensamentos e resolvi que era hora de levantar, ficar na cama não estava me ajudando a descansar de qualquer maneira. Espreguicei-me e joguei as cobertas para o lado, indo direto para o banheiro a fim de relaxar em um longo banho. Funcionou a princípio, mas logo meus pensamentos me levavam de encontro a ela novamente.

Mamãe no Olimpo deveria estar surtando nesse momento, assistindo a minha vida como se fosse um canal de TV a cabo com um programa muito interessante. Era a única explicação lógica que eu encontrava para suprir meu vício. Desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha, voltando para o quarto e optando por um vestido fresco de verão. Vesti as sapatilhas e penteei os cabelos, para só então retornar ao banheiro e escovar os dentes.

Quando deixei o quarto me sentia mais alegre, mais viva, e até mesmo outra pessoa. Um banho faz uma diferença e tanto, mesmo que não espante pensamentos e nem supra a saudade. Resmunguei baixinho e desci para a cozinha, onde me pus a preparar o café. Deuses, o apartamento ficava tão estranho sem a presença dela que chegava a ser esquisito, e acreditem ou não, antes disso tudo acontecer eu não me importava de ficar sozinha.

Sentei-me a mesa com uma xicara de café com leite e um prato de torradas com geleia, eu precisava de açúcar e não me faria de rogada. Dei algumas mordidas, tentando me distrair com a paisagem quando tudo aconteceu, foi meio repentino e veio literalmente do nada. Fiquei em alerta assim que o pássaro pousou sobre a mesa, mas assim que se abriu e revelou uma caligrafia meio garranchada acabei rindo. Eu soube que era de Evie antes mesmo de ver a assinatura, não sei como, mas soube.

Sorri sozinha, peguei o bilhete e me livrei da comida, a ansiedade foi tamanha que a fome tinha desaparecido por completo. Além disso ela não precisava saber que eu não tinha me alimentado devidamente certo? Errado, uma hora ela descobriria, mas as borboletas no meu estomago estavam tão afoitas que até pensar em comida me fazia sentir enjoo. Ri sozinha, ajeitei o cabelo e me olhei no espelho antes de sair, pegando apenas as chaves do apartamento e o chaveiro que não largava antes de deixa-lo para trás.

...

Encontrar o endereço não foi exatamente fácil, eu não conhecia Nova Roma por completo, mas dei meu jeito – vulgo parei para pedir informação – antes de descer para o território completamente desconhecido e novo. Estranhei a princípio a escolha da garota, mas também não questionei, nem faria. Eu confesso, assim que pisei na praça acabei me encantando de um jeito que eu não esperava. Era linda e o gramado era muito verde, do tipo que eu não esperava encontrar em um acampamento de legionários e guerreiros.

Sorri largamente ao me deparar com isso, mas travei no meio do caminho, sentindo o coração ir até a boca e voltar, martelando tão forte contra o peito que parecia que rasgaria minhas costelas a qualquer momento. Isso tudo porque eu a vi, andando de um lado para o outro em puro nervosismo, uma cena que teria me feito rir se meus olhos não tivessem vagado para além dela. Foi como um imã, eu simplesmente fui atraída para aquele ponto e quando dei por mim já lia a mensagem mais louca e intrigante da minha vida.

Era um poema, um pintado recentemente, pois a tinta ainda estava fresca e as palavras ali eram muito nítidas. Meus lábios se alargaram, ameaçando rasgar minha bochecha enquanto absorvia as palavras ali contidas e seu significado. Não sei ao certo como soube que ela tinha feito aquilo para mim, talvez fosse meu coração, denunciando algo que eu queria muito que fosse verdade. Ou talvez fosse aquela ligação estranha que nos unia e empurrava para algo ainda maior do que nos duas. Não sei dizer, eu simplesmente soube.

Desci o olhar de encontro a ela, arqueei a sobrancelha e sorri mais ainda, deuses ela era mesmo de verdade?! Eu estava tão boba que nem mesmo conseguia encontrar minha própria voz em meio a felicidade que transbordava por meus poros, pela cabeça, pelos ouvidos e pelo brilho nítido em meu olhar. Quando dei por mim já estava à frente dela, esticando a mão e aceitando a flor que fora estendida de tão bom grado. Seu rosto estava vermelho, e ela estava incrivelmente linda tímida daquele jeito.

Passei os dedos sobre as pétalas da tulipa, levei ao nariz e inspirei o cheiro, suspirando baixinho ao sentir o perfume doce. Me permiti fechar os olhos por apenas um momento, sabendo que aquilo tudo traria um significado e uma mudança brusca para nós duas, mudança esta que eu estava muito mais que disposta a aceitar. Voltei a abri-los para encara-la, o verde no azul, refletindo as almas que brilhavam nitidamente por um encontro apaixonado.

Eu não disse nada, não conseguia, mas ela se pronunciou, e fez o pedido que nos levou para outra rota, para uma dimensão paralela onde o mundo ao redor desaparecia e apenas nós duas passamos a existir. Arregalei os olhos de leve e senti as bochechas inflarem de orgulho e vergonha. Ri sem graça, desviei o olhar e voltei a olhar para ela no minuto seguinte. Era isso, eu sempre seria atraída para ela, não importava se ela estava no Japão e eu no Uruguai, meu coração voltaria para ela como as estrelas se voltam para a lua.

Eu a puxei para perto, rindo enquanto sentia os olhos lacrimejarem. — Sim! Mil vezes sim! — Eu não sei como, saiu de um jeito tão espontâneo que quando dei por mim já tinha saltado em seu colo, envolvido meus braços em seu pescoço e coberto seu rosto de beijos. — Evie Farrier, você é maluca! — Abri um sorriso largo, encostando a testa a dela. — Mas, a partir de hoje, seja só minha maluca — Suspirei antes de selar os lábios aos dela, tentando demonstrar com atos tudo que eu não conseguia colocar em palavras.

Eu a beijei, movi os lábios contra os dela com todo carinho e devoção possível e tentei transmitir com aquele ato toda a paixão, carinho, desejo... amor... que eu sentia por ela. Eu já não me pertencia, meu coração tinha escolhido ela, e me obrigado a admitir que meu caminho – a partir daquele momento – seria o mesmo em que eu pudesse encontrá-la. Ele só ia em uma única direção, só ia de encontro a Evie.
Kyra


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Mensagem por Kyra C. Ferreli em Qui Set 14, 2017 11:12 pm




I Love You
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.

Eu passei a caminhar mais rápido ao chegar a praça dos legionários, meu tempo estava curto e eu precisava terminar tudo com cuidado. O lugar não tinha mudado nada desde a última vez que estivera ali, e o mais engraçado de tudo, era que o muro continuava pichado com o poema de Evie.

Foi como ver tudo pela primeira vez novamente.

A lembrança veio forte, começou com aquela imagem de Evie parada em frente ao muro e segurando um buque de rosas. O sorriso dela naquele dia era uma mistura de nervosismo e paixão. Lembro de ter dado passos a frente, mas de ela ter quebrado a distância que separava nossos corpos, para longo em seguida me entregar o buque e me pedir em namoro.

Eu te desafio a me amar.

Foram essas as palavras pronunciadas pelas flores escolhidas, algo que eu sabia, e que ela nunca me contara. Estar ali, de pé, relembrando disso, me trazia um misto de sensações conhecidas, mas que nunca cansavam de preencher meu peito. Era amor, amizade, companheirismo, segurança, paz, felicidade...

— Acabe mesmo comigo, Farrier — Suspirei divertida, quebrando a distância entre meu corpo e o muro para ajeitar o lugar.

Tirei a mochila sem fundo das costas e puxei dali o saco com pétalas de rosa vermelha, apenas para repetir o gesto e puxar as brancas em seguida. O dia estava ensolarado e o vento tinha dado uma trégua, ou seja, era o momento propicio e perfeito para a minha surpresa. Derrubei as pétalas de flores no chão e formei um coração, completando-o com duas rosas inteiras e a minha carta. O papel eu fiz questão de manter preso com pequenas pedrinhas brancas, e tudo porque não queria que ele se perdesse ou voasse para longe, nunca se sabe o que pode acontecer afinal.

Terminei tudo rapidamente, mordi a boca e ri sozinha, me afastando para o meu destino final, destino esse, quer seria novo para nós duas, mas certamente, nos marcaria.


Oi amor, sou eu de novo!

Você encontrou sua terceira pista? Estou orgulhosa de você! Espero que não esteja trapaceando... (estreita o olhar em direção a Evie)...

Mas bem, você chegou até aqui, em um dos meus lugares favoritos do mundo, onde tudo começou, se tornou real e oficial todo o amor que já tínhamos uma pela outra. Esse lugar, me lembra de um outro... um longe demais para deixar um bilhete... você sabe bem qual é, afinal, foi você que me levou até aquela praia no dia dos namorados... e bem, ela marcou minha vida. Amor, eu não deixarei mais uma pista para você, porque decidi te levar em um lugar novo, só quero te pedir algo antes.

Eu te falei para levar o cadeado contigo certo? O cadeado que te dei no seu aniversário, quero que o deixe nesse muro, porque ele é a representação mais genuína do nosso amor. Não quero ser um clichê de uma ponte, não começamos de um jeito tradicional e não somos um casal tradicional, somos tortas como a mensagem desse muro e ele próprio, por isso, nosso amor do cadeado deve estar preso nele.

Fez o que pedi? Ótimo, siga direto para o Shopping de Nova Roma e vá em direção ao terceiro andar, estou te aguardando na sala 6 do cinema... te espero ansiosa.

Kyra


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Mensagem por Maxine H. Henz em Ter Dez 26, 2017 7:02 pm






O entardecer era um dos momentos do dia que mais agradava Max. O céu era tomado por uma variação de cores e, às vezes, as nuvens eram tingidas por cores diferentes, desde o rosa ao avermelhado. A filha de Júpiter estava no acampamento romano, em uma visita a sua mãe Felicity. Sempre o fazia quando tinha oportunidade, pois ainda sentia aquele incomodo sentimento de culpa por não ter acreditado na mulher e, consequentemente, ter permitido que ela fosse embora. Porém, por mais que a amasse de fato, não conseguia mais sentir-se como uma jovem que precisava de cuidados demasiados. Facilmente se sentia sufocada com o zelo excessivo que a genitora oferecia. Não passou mais do que uma hora para ela estar fugindo da residência em Nova Roma, com medo de falar – novamente – alguma besteira que fosse magoar a mais velha.

Acabou parando em uma praça. Tinha passado ali uma vez ou outra, mas nunca permanecido tempo suficiente para apreciar o lugar. Decidia a mudar isso, Maxine dirigiu seus passos até para a sombra de uma árvore, sentando na grama de modo a conseguir encostar no tronco. A loira retirou do bolso de sua jaqueta um maço de cigarros mentolados. Do outro bolso veio o isqueiro estilo zippo, estando logo um cigarro acesso entre os lábios. Era um mal hábito, sabia disso, mas tinha acostumado com o sabor e a fumaça em sua garganta, sendo uma das poucas coisas que a relaxava realmente. A amazona permaneceu ali, apreciando um dos raros momentos em que se permitia estar tranquila.

– Praça em Nova Roma– Com Clarice–Em um dia ai


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Mensagem por Clarice D. Corleone em Ter Dez 26, 2017 10:23 pm

Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you




O inverno de San Francisco não chegava nem perto de ser tão intenso quanto o da Sicília, entretanto isso não fazia com que eu gostasse menos da estação. Desde que cheguei no acampamento, peregrinar à deriva por Nova Roma havia se tornado quase parte de meu dia a dia. Tal atividade era uma forma de combater o ócio em que me encontrava de uma forma não muito eficaz. Enquanto andava, perdia-me em pensamentos e reflexões, como se não desse muita importância a tudo ao meu redor. Dentre tais reflexões, a que predominava e insistia em retornar por mais que eu tentasse afastá-la, era o fato de eu me perguntar se minha mãe e meu padrasto ainda estavam contratando pessoas para me procurar, se já haviam desistido da busca. Se estivessem cogitando o fato de eu ter sido sequestrada por algum de seus rivais, sentia a possibilidade da eclosão de uma Terceira Guerra Mundial.

Enfim cheguei até a Praça dos Legionários, um vento gélido agitava as folhas das árvores. O local parecia um tanto vazio, tal que eu podia ouvir claramente o farfalhar das folhas e o som da sola do sapato de salto o qual estava usando naquele momento se chocar com o chão, sem que tais ruídos se misturassem ao som descompassado de conversas simultâneas. Assim que passei a caminhar pela grama, avistei uma jovem loira, que aparentava ter mais ou menos a minha idade sentada sob uma das várias árvores da praça. Não interagi com muitos semideuses desde que cheguei no Acampamento Júpiter, digamos que eu não sou lá muito sociável. Sentei-me na grama, colocando ambas as pernas para o lado direito de modo que meu tornozelo esquerdo ficasse logo abaixo da perna direita, ficando logo ao lado dela. -Se importa se eu pegar um? Perguntei referindo-me ao maço de cigarro o qual vi ela tirar do bolso.




Wherever you are I dissolve into nothing; So far no signs of life Wherever we are We'll find home Though we know we've lost the way Through the void we've gone astray But you are not alone We'll find home




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Mensagem por Maxine H. Henz em Sex Dez 29, 2017 5:29 pm






Não era preciso muito tempo vivendo entre semideuses para perceber um detalhe não tão discreto, mas interessante. Muitos semideuses eram belos. Não apenas bonitos, mas belos. Filhos de Vênus, Cupido, Febo, Prosepina dentre tantos outros deuses possuíam uma beleza natural que poderia ser estonteante para os olhos humanos. Max pensou que aquela garota possuía uma beleza um pouco mais singular do que tantos outros semideuses. A primeira coisa que notou fora o cabelo, de um vermelho ferrugem muito bonito, ondulado na medida certa. Depois fora os olhos, não claros como os de muitos americanos, mas castanhos intensos. O pedido pelo cigarro a surpreendeu no primeiro instante, mas logo fez com que um sorriso repuxasse seus lábios de maneira desleixada. — É mentolado — Alertou sobre o sabor suave em meio ao tabaco.

Hayes deixou o próprio cigarro entre os lábios, para poder ter as mãos livres e realizar aquela pequena tarefa. Ofereceu um para a garota, aguardando que ela o pegasse para poder abrir o isqueiro e oferecer também o fogo. Terminado de auxiliá-la, voltou a relaxar contra o tronco da árvore, o sorriso desleixado tornando a aparecer em seu rosto — Além dos velhos, você é a primeira que vejo fumando por aqui — Foi inevitável o revirar dos olhos azulados da filha de Júpiter — A maioria parece estar focado nisso de treinar, se destacar, chamar a atenção do papai ou mamãe — Tragou o cigarro, segurando um pouco da fumaça antes de liberá-la por entre os lábios — Sou Max — Apresentou-se, deixando que o olhar ficasse fixado ao da garota ainda desconhecida, uma mania que tinha de sempre fitar intensamente quando estava apresentando-se para alguém.

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Mensagem por Clarice D. Corleone em Dom Dez 31, 2017 8:30 pm

Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you




-Gosto do sabor adocicado. Comentei, referindo-me ao aviso que ela fizera acerca do cigarro. Permiti que um leve sorriso passasse por meus lábios enquanto pronunciava tais palavras. Logo em seguida, peguei o cigarro o qual a loira me ofereceu, segurando-o entre o indicador e o polegar, aguardei os breves instantes, enquanto ela acendia o isqueiro para a aproximar a ponta do cigarro da pequena chama. Levei-o até a boca, senti o gosto refrescante proveniente da menta e deixei a fumaça de coloração acinzentada escapar de meus lábios enquanto ouvia atentamente a observação feita por ela, sobre o fato de a semideusa não ter visto muitos jovens fumando por ali. -Faz pouco mais de uma semana que cheguei aqui, e a quantidade pequena de pessoas que encontrei portando maços de cigarro me foi um tanto quanto surpreendente. Dou uma leve risada antes de prosseguir. -E pensar que muitas dessas tentativas deles de chamar a atenção dos pais acaba sendo em vão, parece que por mais que passem um longo tempo lidando com a presença ínfima de seus pais, nunca se habituam a isso... Meus ombros subiram e desceram uma vez em um movimento um pouco rápido, fiz tal suposição expressando um pouco de indiferença. -Além do mais, não de onde eles tiram tanta motivação para treinar tanto. Sempre dou alguma desculpa para sair antes do treino acabar, isto é, quando estou presente neles.

A admissão da segunda frase veio em meio a uma risada fraca. Sempre que eu achava algum treino entediante, ou que no mesmo eu teria de executar muitas ações repetitivas, arranjava um subterfúgio para sair antes do término. Cada vez mais, a vontade de se provar de alguns semideuses se tornava nítida para mim, entretanto raras eram as circunstâncias em que me identificava com tal sentimento. Havia alcançado um estado de conformidade com o fato de meu progenitor se mostrar ausente, após fazer o possível e o impossível para obter a aprovação de minha mãe e demais familiares e não obter êxito algum, não tinha muita vontade de persistir no erro. -Prazer, sou Clarice. Apresentei-me, notando seu olhar fixo em mim. Só então, com esse encontro de olhares que levou alguns instantes, fui capaz de notar a tamanha beleza de Max, desde seus olhos de cor azul celeste, como o céu de uma tarde sem nuvens à seus cabelos de fios loiros quase dourados.



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Mensagem por Hilda Mellmann em Qui Set 13, 2018 2:31 pm

BAD GIRLS
Boys play with toys, girls play with boys
Hilda saia cedo daquela manhã desde a sua visita a IV Coorte, ela decidiu passar um pouco de tempo com eles enquanto que tirava um pouco de férias da Amazon, mesmo contra a sua vontade, mas ela sabia que tinha que fazer isso. A tarde estava perfeita e isso merecia um passeio por Nova Roma.

Hilda apressou seus passos, pegou suas melhores roupas e seu fone de ouvido e então seguiu caminho rumo a praça dos legionários.

A calmaria cessava o local por onde a semideusa passava sem olhar para trás, estava trajando roupas extravagantes, sua blusa de baixo era azul enquanto que vestia uma jaqueta de couro com três estrelas no lado esquerdo Sua calça era bastante colada e também na cor preta.

Hilda estava com o seu fone de ouvido favorito enquanto ouvia The Pierces, Secret. A jovem loira se movia conforme a música foi dando o seu início, ela estava em seu mundinho escuro e sombrio sem se importar com o que estava a sua volta, ela estava totalmente distraída.

O lugar estava um ótimo dia para se aproveitar, a praça ainda não estava das melhores condições desde o ataque a Nova Roma, mas com a ajuda de todos os legionários a reconstrução seguia firme e forte. Hilda parava um pouco o trabalho para poder curtir um pouco este momento total a sós e sem a presença de ninguém. O que o destino poderia reservar para aquela jovem prole de Belona?



with Zahra Badrakhan Alshaykn
「R」


Hilda
Hilda Mellmann
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IV Coorte
IV Coorte

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Mensagem por Zahra Badrakhan Alshaykn em Qui Set 13, 2018 3:13 pm

We're mean girls
A rotina de treinos no Acampamento Júpiter as vezes chegava a ser sufocante. Não era nem ao menos meio-dia e Zahra já estava em sua oitava aula, combate desarmado com inimigo armado, e ela já sentia que entraria em colapso caso fosse obrigada a se mexer mais uma vez. Precisava de um descanso ou acabaria matando alguém.

Deixando de forma sorrateira a arena, a mesma começou a caminhar em direção aos alojamentos. O fato de ter abandonado a aula se dava pelo motivo de já ter aprendido com seu pai como desarmar alguém armado e talvez aquela aula não fosse fazer falta, já que amanhã o processo iria se repetir, só que em um nível mais extremo.

Despindo os trajes de batalha, sentiu seu corpo agradecer aliviado ao vestir algo mais confortável e sem mais delongas, deitou-se na cama que lhe era destinada, caindo logo em um sono profundo devido ao cansaço. Acordou duas horas mais tarde com alguém cutucando seu corpo delgado, era uma filha de Vênus que lhe informava que estava arrumando o alojamento e precisava que ela saísse. Contra sua vontade, levantou-se da cama e lançando um sorriso falso para a jovem garota, saiu em direção de algo para comer, já que não tinha almoçado.

Enquanto mordiscava uma rosquinha comprada em uma loja na Cidade de Nova Roma, rumou para a Via Principalis e seguiu para um de seus locais favoritos na cidade. A praça dos legionários. Calculando que havia pelo menos uma hora e meia livre antes do próximo treino vespertino, Zahra seguiu satisfeita até a praça e para sua surpresa encontrou uma de suas meias-irmãs favoritas, a Hilda. Desde que a mesma se tornara uma amazona, quase nunca Zahra a via pelo acampamento e aproveitou o momento para enfim botar o papo em dia com a garota. Chegando de supetão, sentou-se ao lado da amazona, deitou a cabeça no colo da mesma e suspirou de forma teatral.

Se me obrigaram a treinar com outro boneco de palha, eu juro que vou matar alguém. Pra que treinar com bonecos se temos outros semideuses para a gente dar porrada? Eu não entendo. – ela se pronuncia e revira os olhos. — E você? Vira amazona e esquece das irmãs. Que coisa feia, Mellman. – ela murmurou e olhou para a loira rindo. — Está de volta ao acampamento desde quando? – perguntou enquanto mordia outro pedaço de sua rosquinha. — Nem olhe para minha rosquinha, estou recuperando minhas energias. – ela se pronunciou antes que a outra pudesse dizer algo. — Bom, eu gostaria de uma boa dose de tequila pra recarregar as baterias, mas ainda não achei um contrabandista disposto a contrabandear uma garrafa pra mim. – ela lamentou-se e mordeu outro pedaço da rosquinha.


Zahra está trajando a camisa roxa do Acampamento Júpiter, shorts jeans de lavagem cinza, sapatos all-star e suas habituais tranças afro estão presas em um coque alto. Interação apenas com Hilda Mellman. Interrupções que não sejam da staff, serão devidamente ignoradas.


@INF




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Zahra Badrakhan Alshaykn
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II Coorte
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