The Blood of Olympus
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Rock in Roma ♪

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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Sun Hee em Qua Mar 29, 2017 6:06 pm




이 순 히


Fala
Pensamentos
Fala alheia


Twenty


One


Pilots



Samanta era maior do que eu em vários sentidos, o que percebi quando ela me segurou nos braços – após nos esbarrarmos - impedindo uma embaraçosa queda. Claro que eu continuei tagarelando, tanto porque eu já havia tomado mais energéticos do que devia, quanto por estar nervosa. Eu queria que o Rock in Roma fosse o evento do século, porque do ano era pouco, então me esforçaria ao máximo para torna-lo impressionante para a campista grega.

Mas minha empolgação era demais – e como tudo que é exagerado – me atrapalhou mais que ajudou. O meu jeito acelerado de falar, parecendo uma boneca com pilha nova, estava duas vezes pior, o que a obrigou a me silenciar da maneira que conseguiu... no caso, colocando o dedo frio sobre meus lábios. Eu não tinha certeza se fiz silêncio pelo dedo sobre a minha boca ou o leve arrepio que a baixa temperatura causou ao entrar em choque com meus lábios mornos.
O resultado é que eu fiquei mais nervosa e meu cérebro começou a formar frases sem parar, contudo, fui bem econômica nas respostas para evitar maiores constrangimentos. Ao ouvi-la perguntar sobre Yokie, expliquei com alguma satisfação, mas pausadamente.

- Eu tenho um unicórnio alado, alaranjado! O nome dele é Yokie!

Ao passo que ela ficou – aparentemente – satisfeita com a resposta, me equilibrei para ficar em pé sozinha sem a ajuda da garota. Como ela concordou em ir para um lugar alto, resolvi ir em uma colina um pouco mais afastada do palco, assim poderia chamar meu unicórnio.
- Aceitamos sim! Agora vamos, daqui a pouco Twenty One Pilots vai começar.

Usei minhas habilidades como filha de Arcus e mandei uma mensagem arco-íris para Yokie que bufou resmungão antes de se mexer. Ele estava muito agitado com a história do evento, animais não costumam ser grandes fãs de agitação e barulho e o meu unicórnio parecia possuído por um velho.

Segurei a garota pela mão e segui o caminho enquanto mostrava uma ou outra coisa que aparecesse no caminho, explicando o que era ou o que fazíamos naquele lugar.

- Ah! – Me lembrei de uma pergunta que eu havia pulado no desenrolar da conversa e resolvi responder. – Mercúrio é o deus mensageiro, eu não lembro muito bem como vocês gregos o chamam, mas eu acho que é Herpes ou um negócio desses que me lembra doença.

Quando chegamos na colina, Yokie já estava parado, imponente e colorido me esperando. Corri para abraçar o meu unicórnio lindo, eu não me cansava de amar aquele mascote.

- Venha, Sammy! Posso chamar assim, né? Me entregue a mochila que ele vai levar pro meu quarto.


... Somewhere over the rainbow ...





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Sun Hee
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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Samanta Sink em Qua Mar 29, 2017 8:44 pm



I just wanna stay in the sun
Local: Acampamento Júpiter
Hora: Por volta das 17 horas
Com: Sun Hee
Usando isso e isso.


A romana se desvencilhou da pegada, o que pareceu, a mim, um pouco constrangedor, principalmente por eu nem ter me ligado que ela também era uma semideusa e, consequentemente, ter os mesmos reflexos padrão de todo herói. Deixei um sorriso um pouco desconfortável enquanto ela nem parecia ter se importado.

— Aceitamos sim! — Respondeu enérgica, me fazendo suavizar.

— Ah, que ótimo! — Voltei a guardar a moeda no saquinho. Logo a pequena Sun já me chamava para continuar a caminhada.

— Agora vamos, daqui a pouco Twenty One Pilots vai começar. — Maneei a cabeça em positivo e seguimos caminhando pelo túnel.

A filha de Roma fez uma mensagem de Íris aparecer em sua frente, o que me impressionou, já que não havia fluxo de água por ali e ela não sacrificara nenhuma moeda para a deusa mensageira. Sorri com a recente descoberta.

— Que foda! Você é filha de Íris?! — Me aproximei, ficando atrás da garota e olhando por cima do seu ombro, ligeiramente abaixada para poder ver o que ela via através da mensagem. — O seu belo alazão colorido não me parece muito feliz. — Comentei com ela enquanto ostentava uma careta, no intuito de fazer o unicórnio ouvir o elogio. Sabia que aquelas criaturas eram inteligentes e até mesmo orgulhosas, como pégasos. — Aposto que várias pessoas admirariam a sua beleza, se ele viesse até aqui. — Disse, com um sorriso, logo me afastando enquanto Sunny entregava a mensagem ao seu companheiro.

Quando a menina terminou o chamado segurou a minha mão novamente e saímos em uma via principal extremamente bonita, com uma estrutura saudosa dos tempos de ouro da própria Roma, arriscaria dizer. Não era conhecedora de arquitetura ou história, mas não precisava ser uma gêniazinha filha de Atena para saber que Nova Roma era baseada em Roma Antiga.

Conforme caminhávamos a filha de Íris me explicou sobre um busto falante de um deus chamado Terminus, ele era o responsável por guardar as fronteiras do Acampamento Romano, exatamente como o nosso Pinheiro de Thalia. Mas devia ser bem mais inconveniente uma estátua perguntando onde você vai toda vez que fosse sair do Júpiter. Contou sobre os cafés disponíveis aos semideuses e até lojas, restaurantes, moradias e uma faculdade. Ouvia a tudo com um sorriso estupefato no rosto.

— Isso não é um acampamento, é uma cidade... — Muitas vezes precisava ser puxada para acompanhar a asiática.

— Ah! — A exclamação fez meus olhos vidrarem nos seus. — Mercúrio é o deus mensageiro, eu não lembro muito bem como vocês gregos o chamam, mas eu acho que é Herpes ou um negócio desses que me lembra doença. — Ri energicamente da forma como ela chamara Hermes.

— Herpes! — Repeti no meio de uma risada e outra, até que respirei fundo, retomando a postura. — Nós o chamamos de Hermes, e pelo que disse, os filhos de Mercúrio não são muito diferentes dos de Hermes.

Começamos a subir a colina que Sunny falara, anteriormente, e lá em cima já estava prostrado um alazão de pelagem laranja, chifre proeminente na testa e imponentes asas. Bufou quando nos viu chegar e eu sorri, admirada. Não era muito diferente de um pégaso, com a exceção do chifre e da cor berrante, mas aqueles animais eram tão majestosos que eu sempre me impressionava.

— Venha, Sammy! — Me aproximei dela e, consequentemente, da sua montaria. — Posso chamar assim, né?

— Claro que pode... — Comentei, sem desviar o olhar do animal, esticando a mão para tocar seu pescoço, alisando a crina sedosa. Os fios mais saudáveis que os cabelos em minha cabeça.

— Me entregue a mochila que ele vai levar pro meu quarto.

— Ah, sim. — Entreguei a ela a mochila e fui para a frente do unicórnio, tocando o seu focinho com ambas as mãos, olhando em seus olhos claros. — Ele não pode nos dar uma carona até o local do festival? — Perguntei, finalmente desviando os olhos do animal mitológico para Sun.



You can make it to the Sunrise
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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Percy Jackson em Qua Mar 29, 2017 10:01 pm



Festival de Música


Me perguntava se não estava sendo chato falar tanto sobre o que já aconteceu. Bom, eu estava respondendo as perguntas... é, mas inevitavelmente, quando lembrava dos ocorridos, parecia que as lembranças me puxavam para nunca mais saírem. Eu acho que o trauma de ter esquecido uma vida inteira tinha me causado esse agarramento ao passado. Era bom saber quem eu era novamente.

A fila de comidas correu rapidamente também. Ao chegar a minha vez, pedi um cachorro-quente.
- Vocês não tem salsichas azuis, não é?
- Hããm... não.
- Ah, ok.
O atendente ficou alguns segundos me encarando como se estivesse procurando algo em meu rosto. Peguei meu pedido e saí dali junto de America. Percebi que fiquei com as duas mãos ocupadas e minha lata de água tônica estava fechada.
Boa, Percy!
- Ah, eu devia ter aberto a água antes... pode abrir pra mim? - esperei que ela me fizesse o favor - valeu.
Ela então me questionou quanto aos clássicos. Pensei um pouco e fui resgatando da memória algumas das bandas de minha preferência. Eu não era super fã de nenhuma delas, mas gostava do som e tinha algumas camisetas.
- Bom... Pink Floyd, Rolling Stones, Led Zeppelin... aliás, lembrei agora que Apolo não devolveu minha camisa.
Enfim, essas são algumas.
Ela fez uma cara de desapontada. Eu fiquei um pouco confuso na hora. Será que, quando disse clássicos, ela pensou outra coisa? Íamos andando sem rumo, mas sem sair da volta da multidão no Coliseu. Taylor Momsem ainda levantava a galera com sua banda.

- Ei, qual é sua mãe... ou pai? Tipo, a parte "deus" da coisa toda.


Interação com America Schreave

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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Allyria em Qui Mar 30, 2017 1:24 pm


Vida e Morte

A princípio era para ser apenas um dia de diversão e música. Logan tinha deixado a jovem deusa junto a Eloy no acampamento romano, e a tarde tinha passado sem preocupações. Os deuses formavam um casal chamativo, se vestiam de forma diferente e tinham uma beleza superior a todos os outros, tinham sido vítimas de olhares durante boa parte do dia. Durante a noite, no entanto, tinham apenas se misturado, e agora faziam parte de uma multidão alterada que curtia o show. Em algum momento Ally se viu sozinha, sentada sobre o balcão de uma das muitas barracas e bebendo doses de tequila, uma atrás da outra, sem se importar com a quantidade de álcool que estava ingerindo.

Eloy e ela tinham se dispersado, e o primeiro dançava animadamente com uma amiga conquistada na última festa. Ally não desejava interrompe-lo, por isso se contentava em observa-lo de longe. Sabia que bastaria chama-lo caso algo acontecesse, mas não aconteceu. A jovem deusa virou outro copo de tequila – eram mini copos, shot’s – e engasgou um pouco, voltando a pousar o cobre a mesa e pedir mais uma rodada. Ally nunca tinha bebido na vida, mas naquele momento, com tudo que tinha vivenciado, lhe parecia uma boa maneira de começar. Não tinha nada errado em querer afogar as magoas.

Nas últimas semanas Allyria tinha se martirizado, se culpado, culpado Joyce, xingado as paredes, descontado em muita gente, cortara tantos bonecos de madeira ao meio que perdera a conta da quantidade de prejuízo que tinha dado ao acampamento. No fim do dia, passava a noite com ela, velava seu sono, e garantia que a mais velha dormisse tranquilamente. Quando ela não conseguia, Ally fazia Morfeu leva-la consigo, não era algo delicado, mas a jovem sabia que precisava fazê-lo, devia isso a ela, devia qualquer coisa a ela depois do que a tinha feito passar. A deusa sabia que não tinha sido certo amaldiçoa-la, e se arrependia, mas ao mesmo tempo não sabia como se desculpar, já o tinha feito e não dera certo, agora era buscar se afastar e viver longe dela.

Fazia cerca de dois meses que as duas não se falavam direito, com exceções de breves encontros, trocas de olhares e esbarrões. As palavras deixaram de existir em algum momento, e acesos deram lugar ao que antes eram farpas e provocações. Tudo isso passou muito rápido, e foi deixado para trás, mas não totalmente esquecido. Ally suspirou erguendo o dedo e pediu mais uma dose. Outros copos foram se amontando em frente ao balcão, um após o outro, até que a jovem estivesse tão ponto que mal via um palmo a frente do corpo sem que tivesse a vista embaçada ou visse dobrado.

Pela primeira vez na história moderna da mitologia grega e romana, uma deusa tinha ficado bêbada. Ally se levantou depressa e o mundo girou em um ângulo estranho, a jovem caminhou em direção aos bastidores, passou reto por esses e buscou a lateral do palco onde ficaria parcialmente oculta. Ao perceber que estava sozinha, pescou um dracma do bolso da calça colada, e a atirou sobre a luz conjurada, a fazendo desaparecer magicamente. — Quero falar com a Joyce, do acampamento meio sangue — Murmurou ela, a voz saindo rouca, aguda e meio falha.

A imagem tremeluziu por um momento e no minuto seguinte a semideusa apareceu. Ally não conseguia focar em seu rosto, sua mente estava uma bagunça completa, mas de alguma maneira sabia que era ela, tinha algo familiar em sua postura, seus olhos, e seu jeito de se mover, isso a deixava estranhamente perturbada. — Olha você aí, e nos encontramos de novo — Ela gargalhou alto, estava descontrolada e nem mesmo sabia o que dizia. — Mas eu não estou feliz — Ally ergueu o dedo, cambaleou para o lado, e olhou em direção a imagem.

Os olhos azuis estavam repletos de lagrimas brilhantes, mas não caiam. — Você me deixou... e eu, eu fui tão errada, porque não consigo dizer o que eu quero? Porque é tudo tão difícil? — Ally suspirou. — Eu não te odeio, eu, eu fico tão brava com você as vezes... e — Ally suspirou outra vez, e soluçou baixinho. — Esquece, esquece — Então desfez a mensagem, batendo com a mão para que ela desaparecesse, a encerrando de vez. A jovem não sabia o que estava fazendo, mas também não buscava entender.


Fantasmas são lembranças, e os carregamos porque aqueles que amamos não deixam o mundo.
“Sempre achei que ninguém pudesse se perder de verdade se conhecesse o próprio coração. Mas temo ficar perdido sem conhecer o seu (…)”
 
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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Sun Hee em Qui Mar 30, 2017 4:25 pm




이 순 히


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Twenty


One


Pilots



Eu realmente fiquei preocupada que o Yokie fosse dar uma bufada e se afastar quando a grega se aproximou, mas pelo que eu notei... O meu unicórnio era mesmo muito narcisista! Mas o que era aquilo? Não aguentava ver um humano que ficava bufando e fazendo caretas, a menina acabou de chegar, deu uns elogios e lá estava ele balançando a cabeça que nem gatinho de painel de caminhão.
A reação do meu unicórnio temperamental me pegou de surpresa e ficou parecendo que eu era ou burra ou mal-educada... no fundo, eu achava que ele fez isso só para me pirraçar. Ele estava assim de birra comigo desde o início do festival, Yokie era tão conservador! Como podia?

- Nossa, é que geralmente ele é meio rebelde com estranhos. Por isso eu não tinha pensado na ideia, mas pelo visto você é uma domadora nata! Vamos deixar sua mochila, presta atenção no caminho, assim você não vai precisar ficar comigo a festa inteira, mas vai poder sair e conhecer o que quiser e depois só voltar para o dormitório.
Montei primeiro no animal, acariciei as crinas dele e sorri para a grega movimentando a cabeça num sinal de encorajamento para que ela montasse no lombo do animal.

Sobrevoando pelo acampamento passamos pelos campos de Marte, o palco estava montado e os instrumentistas já chegavam o som, as barraquinhas de bebida e comida estavam lotadas, os guardas daquele turno se organizavam e se dispunham em suas armaduras padronizadas. Várias pequenas cabecinhas de semideuses povoavam o local, estava bonito de ver. Ao longe era possível ver o templo de Belona.
- Como vocês podem não conhecer Belona!? Eu ouvi falar que ela não tem uma versão romana, isso é tão estranho! – Comentei intrigada pouco antes de chegarmos nos alojamentos das coortes.

O alojamento da segunda coorte era exatamente igual ao das outras coortes, e eu só tinha pensado nisso no momento que Yokie pousou nos deixando na entrada. Fora o nome indicando, não tinha nada muito aberrante que diferenciasse uma coorte da outra. Romanos… sempre padronizados, ai como éramos lindamente organizados!

- Euposso deixar o Higa na porta, para você identificar melhor! Higa é o meu autômato raivoso, um presente de Vulcano que minha mãe me deu. Ou você pode me mandar uma mensagem de... Ah, não... Vem, deixa eu te mostrar o dormitório, antes que percamos a festa. – Comentei andando aapressada na frente.


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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por America Schreave em Qui Mar 30, 2017 9:57 pm

party time


Como eu havia imaginado, nada de pianos e violinos -e nada de surpresas. Tentei conter minha expressão de desapontamento, mas parece que Percy percebeu. Pink Floyd é a banda preferida da minha madrasta, o que me fez sentir uma saudade imensa de aconchegar-me entre seus cabelos cacheados com cheiro de mata após a chuva, e sentir seus suéteres de trico contra a minha pele sempre que eu ia correndo chorar em seus braços. A vontade de estar em casa aumentava a cada dia que eu passava longe da minha zona de conforto.

A camiseta encantada que ganhei num sorteio logo no começo do festival trocava de estampa a cada banda que o garoto mencionava, era divertido e surpreendente; ainda não me acostumei com feitiços e magia. Ignorei a confusão da camiseta -que estava com uma imagem da língua característica dos Rolling Stones- e dei atenção a Percy, que me perguntava de quem sou filha.

-Mãe, Perséfone. Apesar de não considerá-la tanto assim- soltei um suspiro e inclinei a cabeça em sua direção- Poseidon, né?

Perguntei mesmo sabendo a resposta. Estávamos andando sem rumo em meio a multidão, esperando que algo interessante acontecesse. O show seguia agitado, mas não me atraía. A banda tocava "Zombie", última música do repertório.

-Hm, só temos bandas atuais aqui. Você gosta de alguma?- perguntei, ao ouvir uma campista dizendo que Evanescence seria a próxima atração a subir no palco.

Eu não conhecia metade das atrações, mas achei interessante vir para ouvir coisa nova. Twenty One Pilots foi incrível, eu ainda estava suada do tanto que dancei durante o show. Imagino como ficarei até o final do festival, considerando as bandas que estão por vir.






clumsy @ sa!



Spoiler:
Vestindo: Camisa do Festival [Feita de um tecido extremamente confortável, escuro e com fibras de carbono. A camisa tem um toque de magia que faz com que a estampa sempre mude! Ela irá mudar entre as estampas de suas bandas favoritas que estiveram presente no festival romano de música | A camisa possui uma propriedade única de tornar o peitoral de quem a veste intangível por um turno, sendo possível usar a habilidade apenas mais uma única vez. A fibra de carbono também evita que cortes com materiais comuns não cortem o tecido o tornando resistente | Resistência: Gama normalmente, alfa para materiais não abençoados/divinos | Status: 100%, sem nenhum dano | Épica | Ganhada no Festival de Música Romano]



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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Hanna M. Pierce em Qui Mar 30, 2017 11:11 pm




Rock In Roma

O acampamento tinha sido transformado por completo em poucas horas. Isso de certa maneira me animava, me fazia buscar entender o que tinha mudado na cabeça daqueles acima de nós, os jovens legionários em busca de conhecimento. Normalmente somos apenas parte de uma realidade alternativa onde a vida normal simplesmente se torna inexistente, onde a televisão dá lugar a um teatro de espadas e guerreiros bem treinados, e os animais fofos como cachorros e gatos se tornam verdadeiros elefantes. Eu sou mera desconhecida no meio de tudo isso, e muitas vezes não passo de plateia, não sou a melhor das guerreiras, tão pouco gosto de realizar os treinamentos.

Costumo me entreter com coisas diferentes, e tento me esquivas um pouco da realidade na qual estou vivendo. Mas aquele dia, bem, ele estava sendo diferente. Não existem outras palavras para descrever o que tinha se passado, a música, a comida, a diversão rolando solta, parecia fazer parte de outro mundo, não do meu mundo. No entanto, isso estranhamente estava me deixando feliz de um jeito quase fora do normal. Perto das sete me aprontei novamente, utilizando o banheiro do alojamento para me vestir adequadamente, optando por um short curto e um cropet branco, nos pés tênis de corrida, um par moderno da Nike que tinha comprado no início do ano.

Geralmente opto por roupas mais ousadas, mas um festival de música pedia por um look mais básico, pois ali a diversão seria meu foco principal. Minutos mais tarde deixei a primeira coorte para trás e me juntei a multidão. O primeiro show já tinha acabado a um tempo, e o palco agora era tomado por uma das muitas bandas de Rock, que balançava as estruturas da arena e fazia a galera surtar, literalmente no sentido da palavra. Ri baixo, me juntando a multidão no minuto seguinte, não me importava se estava dançando com um bando de desconhecidos.

Não queria saber se eram gregos, romanos, irmãos, primos, ou apenas estranhos, eu queria curtir, aproveitar o momento e literalmente me jogar na pista. E foi justamente isso que fiz, me juntei aos estranhos e curti a batida pelo que pareceram longos minutos, até me afastar em busca de uma bebida. Inúmeras barracas tinham sido espalhadas estrategicamente pelos cantos, optei por uma mais afastada, comprando uma garrafa de água e me encostando por um tempo. Daria uma pausa antes de retornar para a pista e voltar a dançar.



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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Joyce Karin Overwhite em Dom Abr 02, 2017 3:25 pm





A desordem de pensamentos instaurou-se dias depois da separação definitiva com Allyria e todo o vínculo que tinham. Desde então, Joyce se viu equilibrada e permanecendo perfeitamente numa linha nivelada como a do equilíbrio. O único problema real nisso tudo, era a falta de qualquer sentimento em seu interno. A maldição, os quinze dias afastada, a entrega do cargo de treinadora... Tudo havia se unido de uma forma maléfica para lhe extrair qualquer mínimo estado de saúde sentimentalista. Havia decidido que, tudo aquilo, era a prova concreta de que o mundo não lhe seria muito melhor com a companhia de alguém que poderia ser... A sua única exceção para tudo. Aquilo acabou lhe resguardando para qualquer um que se aproximasse com um sorriso no rosto ou disposto a puxar algum assunto qualquer. Estava cheia de pessoas querendo lhe confortar ao estarem cientes do que lhe havia acontecido. Estava cansada de ser um alvo. Portanto, ingressou num intercâmbio para o Acampamento Júpiter, afim de afastar-se de tudo e todos.

Em seu último dia, estava sabendo de uma festa musical, o que não lhe era de todo um mal. Havia se negado qualquer tipo de distração que não fossem treinos corriqueiros e até arriscados demais para seu nível fundamental, mas não ligava para nada disso. Nos dias que tinha permanecido no acampamento meio-sangue tinha caído em um sono sem sonhos, e tinha a completa certeza de que alguém estava manipulando-a para conseguir pregar os olhos, já que a vontade de fazê-lo sempre estava em falta. — Pode ir na frente, eu me viro. É só seguir o fluxo.— Respondeu um dos filhos de seu pai pelo outro lado da mitologia, tendo se instalado no chalé. Já estava pronta, toda de preto, em uma representação efetiva do luto vivido diariamente pela prole de Thânatos. A jaqueta de couro era o único adereço que portava algum brilho na jovem, causado pelo couro original. Estava quase se levantando quando uma fumaça formou-se em sua frente, obrigando-a a erguer o rosto e fitar a imagem que começava a tremeluzir diante de seus olhos numa mensagem de Íris. Observou tudo com desinteresse nos orbes escuros, as mãos unidas enquanto os cotovelos descansavam perante os joelhos cobertos pela calça jeans escura, com alguns rasgos aqui e ali. Colocou na cabeça que não tinha com o que se preocupar, que não deveria se dar o trabalho de constipar qualquer atitude própria em relação a Allyria e o seu claro desequilíbrio mostrado na mensagem, quando esta desapareceu. Num gesto automático, levou a mão até o pescoço, onde antes jazia uma tatuagem e puxou uma grande quantidade de ar para os pulmões enquanto erguia-se e caminhava para fora.

Estava passando entre os corpos como se fosse um vento forte entrepassando sólidos de modo efusivo, sem ser notada. Desviava com graça dos que quase chocavam-se a ela, animados pela música atual que vinha do palco. Uma banda qualquer tocava, não estava se dando o luxo de perceber de quem era o show, até por que não era o tipo de pessoa que curtia aquele estilo musical. Concentrava-se somente em evitar qualquer tipo de toque, como se fosse capaz de se desmanchar ao encostar em alguém. O seguinte instante foi devastador. De onde estava, podia ver a imagem constrangedora de Allyria bêbada, cambaleando como se não tivesse plena do próprio chão onde pisava. O copo em sua mão respingava o conteúdo de um lado para o outro, como se fosse um mar agitado dentro de um recipiente plástico. Negou com a cabeça, mantendo-se no lugar, os olhos escuros fitando-a sem o mínimo sentimento de pena, raiva ou o que quer que fosse. — De mal a pior. — Falou para si mesma, desviando o foco. Não tinha que se preocupar. Caminhou para perto de um local mais afastado do palco e com um número de massa de corpos inferior aos demais campos de concentração de gente, como o bar, por exemplo.

Se a Deusa achava que aquela mísera mensagem lhe causaria algo, deveria tirar o cavalinho da chuva. Joyce estava muito mais forte, e isso era notável até para quem não lhe conhecia. Não só em postura, ou porte de campista... Mas, ao escolher permanecer vazia de sentimentos, era muito mais apta em algumas atividades. Não existiriam distrações, maldições.... Nem olhos azuis para lhe destruir. Ela tinha se feito como a própria fortaleza e erguido um muro de gelo para impedir qualquer ataque contra o coração costurado que carregava no peito.
 
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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Samanta Sink em Seg Abr 03, 2017 9:02 pm



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Hora: Por volta das 17 horas
Com: Sun Hee
Usando isso e isso.


Sun parecia um tanto quanto atordoada com a reação de seu animal de estimação com minha repentina aproximação, principalmente por ele estar sendo tão... dócil? Eu a ouvira comentar que o pegasunicórnio tinha um temperamento um tanto quanto difícil, mas agora, nem parecia, batendo com o focinho contra minha mão e os lábios em minha bochecha, me fazendo soltar algumas risadas de divertimento.

— O que houve, porque essa cara? — Recebi um “beijo”, na bochecha, do alazão colorido e alado.

— Nossa, é que geralmente ele é meio rebelde com estranhos.

— Sério? — Deslizei a mão por todo o seu focinho, chegando bem próximo do chifre na sua testa. — Ele parece tão dócil.

— Por isso eu não tinha pensado na ideia, mas pelo visto você é uma domadora nata! — Deixei uma risada alta, mordendo a ponta da língua no processo.

— Desculpa, mas eu não sou uma domadora nata, só... sei que esses bichos são orgulhosos. — Ela fez uma expressão de desaprovação para o seu bichinho e mudou de assunto.

— Vamos deixar sua mochila, presta atenção no caminho, assim você não vai precisar ficar comigo a festa inteira, mas vai poder sair e conhecer o que quiser e depois só voltar para o dormitório.

Maneei a cabeça em positivo, concordando com suas palavras e, antes de sair da frente do animal, deixei a mão subir por toda a extensão do seu focinho e toquei com a pontinha dos dedos o chifre na sua testa. A superfície áspera era estranhamente agradável ao toque e, de repente...

O mundo parou.

Senti a visão ficar super sensível enquanto a audição também me fazia ouvir mais longe. A roupa tocando em minha pele me dava uma sensação gostosa. Me sentia mega sensível ao tato e, ao segurar a mão da filha de Íris, minha palma formigou alucinadamente. Montei no lombo do pegasunicórnio e observei o cabelo bem vermelho da romana, passeando os dedos destros pelos fios. O contraste do rubro com minha pele alva era lindo aos olhos, mas o cheiro...

O cheiro...

Abracei a cintura da semideusa, me firmando ao seu corpo diminuto para não cair, e colei os lábios na sua nuca, cheirando bem fundo o perfume da asiática. O vento fazia os fios deslizarem por meu rosto e me arrepiar desde o pescoço até o final das costas, e quando abri os olhos, pude ver dois olhos e uma boca no sol poente, assim como alguns pássaros em 2D voando ao nosso lado.

— Que? — Murmurei baixinho, observando as aves em cores vivas me lançarem olhares safados.

— Como vocês podem não conhecer Belona!? Eu ouvi falar que ela não tem uma versão romana, isso é tão estranho! — A voz da filha de Roma ficara engraçada, alcançando tons bem engraçados, como se tivesse ingerido gás hélio.

— Não conheço... — Disse entre uma risada e outra, alisando os fios da menina com uma das mãos que havia desenlaçado da sua cintura. — E agora eu não quero conhecer ela... já estou conhecendo outra pessoa.

Voamos por mais um tempo indeterminado, que minha mente confusa não pôde processar. Eu apenas me preocupava em colocar o dedo que tocara o chifre do unicórnio na boca, como se ele fosse o bico de uma mamadeira ou algo assim, mas também não sabia dizer a quanto tempo estava fazendo aquilo. O nosso meio de transporte pousou com um solavanco e descemos. Não conseguia conter minhas mãos de deslizarem por minha cintura e pela blusa, na barriga, como se tentasse limpá-las.

— Eu posso deixar o Higa na porta, para você identificar melhor! Higa é o meu autômato raivoso, um presente de Vulcano que minha mãe me deu. Ou você pode me mandar uma mensagem de... Ah, não... Vem, deixa eu te mostrar o dormitório, antes que percamos a festa.

Sua voz com tons estranhos me fez rir um pouco mais, mas à acompanhei, entendendo onde a asiática queria chegar e aquilo me arrancou um sorriso inconscientemente safado. Estava pronta para abordá-la quando, ao fundo, notei um gnomo estilo Branca de Neve e os Sete Anões. Meu coração deu um pulo no peito e eu comecei a rir.

— Meus deuses! Tem um gnomo no seu alojamento! — Apontei para a criatura. — Se a gente chutar ele ele solta moedas!




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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Mihay Kiev Razvan em Seg Abr 03, 2017 10:32 pm

Ter dois jovens dragões pode ser algo útil quando se precisa de uma carona para um mundo que não lhe pertence. O objetivo de Mihay só pode ser alcançado por isso, viajar para outra cidade de forma rápida só foi possível por causa de Pesadelo e Ygdra. A jovem tinha montado o dorso do fúria da noite, e se aventura pelo céu estrelado, tendo como sentinela um dragão feito de vácuo. Para muitos, essa cena pode parecer completamente incomum, para uma necromante que também é semideusa, é algo simplesmente normal. Obscuro é claro, mas ainda assim normal. O convite para o festival romano tinha chego a cerca de uma semana, e estava escondido no fundo do bolso da capa da necromante. A Razvan não sabia o motivo que a levara a aceitar tal festejo, mas acreditava que isso tinha mais a ver com sua curiosidade e senso, do que com o sentimentalismo que lhe fazia falta.

A jovem era dotada por pensamentos sombrios, e naturalmente não gostava de ser importunada com coisas relacionadas a felicidade, dança, alegria ou comemoração. Contudo, acreditava que algo estava se aproximando, e queria fazer parte das operações mais complexas relacionadas ao romano, o sistema do lado oposto lhe atraia, a fazia crer que algo lhe faltava. Isso perturbava os pensamentos da morena, e também a deixava inquieta. – Estamos chegando, desça pesadelo – Dois tapas na lateral do pescoço do dragão bastaram para que a criatura inclinasse o corpo, descendo rapidamente sobre a cidade na companhia de seu fiel escudeiro. Ygdra acompanhava tudo de perto, calculando, observando e procurando por possíveis inimigos, mas nada encontrava.

Os dragões a deixaram na entrada do romano, e foram dispensados rapidamente, livres para fazer o que bem entendessem, com ordens para retornarem quando a necromante estivesse pronta, algo que aconteceria muito mais tarde. Mihay se misturou a multidão com certa facilidade, mesmo parecendo chamar atenção por conta da aparência obscura e fechada, sua aura pesada por si só era suficiente para fazer muitos a temerem ou se afastarem. A filha de Eris não se importava, apenas queria curtir a noite, observar e ver o que aconteceria, o resto não passava de detalhes desnecessários da vida dos jovens semideuses. Esses os quais não queria desbravar ou entender, gostava de ficar sozinha, e assim permaneceria pelo restante da noite.



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