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Rock in Roma ♪

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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Percy Jackson em Seg Mar 27, 2017 10:38 pm



Festival de Música


O barulho era alto, mas ao que parecia, America me entendia. Cara, eu acabei de fazer uma rima sem querer?!
A garota parecia animada; eu também estava. Como ela dissera, era bom encontrar um rosto familiar por ali. E melhor, sabia onde tinha comida e bebida. Respondendo a minha pergunta, ela logo passou a andar e pediu que a seguisse; fui dando os passos lentos e procurava acompanhá-la permanecendo ao lado. Alguns segundos de caminhadas eu avisto as tendas verdes e brancas.
- Como eu não vi elas? - disse me referindo às barracas - ahh, então é sua primeira vez aqui. Você vai gostar... eles tem regras mais duras por aqui, mas tudo muito justo.

Neste momento pude notar a mudança do som que fazia a cabeça das pessoas no festival. Era um som mais melancólico e que eu conhecia: The Pretty Reckless. Dei uma pequena olhada par ao palco; Taylor - a vocalista da banda - estava meio fora de órbita; não que aquilo me espantasse, na verdade era o que se esperava. Só quis comentar.
- Ah, claro. Eu gosto de música também... levei muita dura de professor na escola por conta dos fones de ouvido. Bom, nem todos eram professores de verdade... enfim, apesar de preferir os clássicos, tô gostando bastante daqui.
A menina me perguntou se eu conhecia já o acampamento após me encarar um pouco. A verdade é que eu já havia passado dias ali. Eu, por um tempo, fui campista naquele lugar; sem qualquer lembrança de Long Island.
- Bom, sim. Eu fui campista aqui durante o tempo que eu... bem, eu tive minha memória apagada. Hera trocou eu e Jason de acampamento. Conhece o Jason, né? Era parte do plano dela de unir os acampamentos. Hera é maluca.

Deu certo? Deu. Mas que eu fiquei furioso, eu fiquei. Era necessário mesmo me fazer esquecer de tudo? Não poderíamos, sei lá, negociar? Eu nem conseguia imaginar como tinha sido aquilo para Annabeth. Só de imaginar a situação inversa, já poderia estourar mais privadas de raiva.
Era nossa vez de fazer o pedido.
- Uau, foi rápido. Eu quero uma água tônica - peguei meu pedido e então fomos para a fila de comidas.


Interação com America Schreave

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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por America Schreave em Ter Mar 28, 2017 2:10 pm

party time


Assim que Percy fez o seu pedido, fomos para a barraca de comidas. Cada mesa tinha um cardápio, sentamos e esperamos que alguém viesse nos atender. Ele tinha respostas longas, e parecia estar sempre submerso em lembranças. Perguntou se eu conhecia um tal de Jason, o qual o nome e a reputação me eram familiares. Havia contado também algo sobre um plano esquisito de Hera com o intuito de juntar os acampamentos apagando sua memória e a do Jason...coisa de louco -que Hera não descubra que eu disse isso. Desde que cheguei tenho ouvido história absurdas sobre missões que mais parecem suicídio, e todas mostraram certo domínio e abuso dos deuses sobre seus filhos. Era engraçado ver a o que os semideuses se submetiam por aceitação paterna/materna -ou mero suborno. Eu ainda não tive contato com Perséfone, mas não duvido que ela também tenha esse espírito aproveitador que os olimpianos parecem ter.

Como eu havia pensado, as experiências de Percy foram muitas, e eu me senti um bebê em meio a adultos -em relação ao mundo dos deuses. Eu sabia que ele não tinha passado por tudo sozinho, mas no momento parecia tanto quanto solitário. Peguei o cardápio e observei as opções, mas lugares com muitas pessoas me fazem perder o apetite.
- Então, você disse que gosta dos clássicos -os campistas passavam aos bandos em frente à barraca, correndo para não perderem as últimas músicas que Taylor Momsen cantava tão intensamente. Observei os olhos verde-mar que me encaravam -quais seriam eles?- peguei o meu copo e tomei os últimos goles da bebida, saboreando o morango.
Eu tinha o desejo de encontrar alguém com menos de sessenta anos que apreciasse música clássica tanto quanto eu, de Bach a Mozart. Sei (ou acho) que não era o caso de Percy, mas não custa nada ter esperanças. Ele tem cara de quem gosta de rock, mas uma coisa que aprendi foi que as pessoas sempre podem nos surpreender.

Cresci ouvindo meu pai tocar Beethoven no piano, e meu violoncelo era meu melhor amigo. A música era parte essencial da minha vida, "faz bem pra alma", meu pai dizia. Ter vindo ao festival, e dançado ao som de uma banda que eu gosto suavizou o peso da solidão que eu vinha carregando desde que cheguei ao acampamento. Conversar sobre isso me ajudaria a conhecer Percy, e a aliviar a tensão que parecia insistir em tomar conta de mim.






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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Sun Hee em Ter Mar 28, 2017 4:31 pm






Fala · · · Pensamentos · · · Fala alheia


The

Pretty

Reckless




A habilidade do garoto para ser babaca era ilimitada, ele conseguia ser grosso sem a menor sutileza, uma pessoa normal deixaria ele para lá e o ignoraria. Aliás, ele era novato na segunda coorte, estava ali a não sei... três meses no máximo, mas já colecionava um anti fã clube. Ou isso, ou era simplesmente ignorado com sucesso pelos demais campistas. Eu entendia tanto ele quanto os demais, ninguém quer ficar ouvindo alguém reclamando e te dando patadas o dia inteiro, mas quando você é julgado o tempo todo e as pessoas já criam um estereótipo ruim sobre você, bem é difícil gostar de passar por isso.

O problema é que eu não conhecia limites para gostar das pessoas, de certa forma, eu me sentia um pouco vinculada a ele desde o ataque do urso no refeitório. Lutamos com uma sincronia e precisão vital para nos manter vivos. Eu sabia que se não fosse a vivência das ruas, que o garoto tinha, não teríamos sobrevivido ao urso... foi algo muito traumático ainda assim.

Mesmo ranzinza e enjoado, eu sabia que ele não estava de fato irritado de estar ali, metade do Renly era irritação e reclamação, mas outra metade era fachada de durão para manter sua natureza solitária intacta, mas ele estava sossegado, eu podia ver pela aura pastel azulado que o garoto emanava. Se ele estivesse nervoso, provavelmente estaria em algum tons de vermelho ou roxo se ele estivesse muito nervoso mesmo. Provavelmente só estava cansado e um pouco fora de se habitat.

Pensando sobre isso, notei que estava observando a estrutura magra do garoto, seus cabelinhos acinzentados eram compridos até a altura do seu ombro e brilhavam ao reluzir as luzes confusas que vinham das lâmpadas.

- Seu cabelo é bonito. – Comentei aleatoriamente, porque deu vontade.

Foi quando começou uma das minhas músicas favoritas de The Pretty Reckless, Make me wanna die. Como eu estava animada e estava ali para isso mesmo, puxei o garoto pela mão e segui para mais próximo do palco.

Eu já imaginava o tanto de xingamento e resmungos ranzinzas que eu receberia por ter feito aquilo, mas não seria nada que eu não poderia lidar e no fim das contas seria muito divertido arrastá-lo para o meio da multidão.

Eu também sabia que se ele não quisesse ir, facilmente desviaria a mão da minha, ele era um filho de Mercúrio especialmente ágil e eu era pequena, a final. Não teria força para puxá-lo contra a vontade, ainda mais de pois de passar o dia inteiro em função daquele festival.

- Vamos, esse é o lugar exato para ser feliz.


... Somewhere over the rainbow ...


Última edição por Sun Hee em Ter Mar 28, 2017 11:32 pm, editado 5 vez(es)




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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Sun Hee em Ter Mar 28, 2017 5:23 pm

z


Última edição por Sun Hee em Qua Abr 05, 2017 9:12 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Hela A. Deverich em Ter Mar 28, 2017 6:52 pm


Roma.
 ♦ listening Oh My God/My medicine with xxx♦ words: 420 ♦


Hela usava uma regata branca larga com as laterais abertas, o que deixava uma boa parte do corpo esguio a mostra, se encontrava sentada no chão, as pernas expostas graças ao short diminuto que usava, uma camisa xadrez estava amarrada na cintura para esconder o maço de cigarro que ela carregava consigo no bolso do short. Os cortunos estavam no pé e só por medida de precaução ela carregava consigo a adaga, o anel arsenal e o colar/arco.

Tragava o cigarro com calma enquanto ouvia a música no palco. Oh My God, digamos de passagem, era bem propícia para alguém como ela. Hela perdera a conta do quanto já havia bebido, embora ninguém pudesse sequer supor isso só de olhar para seu rosto.

A runa no braço direito queimava como no momento em que fora cravada em sua pele. Se perguntassem porque alguém como ela estava ali, a resposta seria: observar os amigos - que também eram pessoas por quem ela se responsabilizava - e talvez, até encontrar um certo alguém. Mas ela não tinha certeza quanto a última parte.

Terminou com o cigarro e, soltando a fumaça lentamente por entre os lábios, procurou por um local onde pudesse descartar a bituca.

A garota aos poucos ia caminhando em direção a barra de bebidas, talvez na intenção de pegar um novo drink. Era preciso muito para Hela apresentar sinais de embriaguez, mas levando em consideração que até o momento ela não vira nenhuma de “suas crianças”, ela ainda podia se dar ao direito de levar a vida que tinha em segredo desde cedo.  

A música seguinte começou e, com ela, a menina morena ia pouco a pouco se aproximando da multidão que estava em frente ao palco, detestava aquilo, mas ficar mais próximo das saídas de som, sentindo seu corpo vibrar pouco a pouco em cada batida mais grave parecia agradável. Isso, é claro, se somado ao fato de que ela podia claramente sentir sua audição se esvair pouco a pouco enquanto apenas a melodia que lhe lembrava dos tempos onde ela mesma ficava alta com o uso de alucinógenos tomava conta de seu sistema nervoso e parecia correr como o próprio êxtase por suas veias.  

Talvez, no fundo, ela fosse mesmo só mais uma pobre viciada. Ou talvez ela realmente já tivesse abandonado o hábito e apenas a sensação de euforia e alegria que ele trazia fosse o que realmente faltasse para ela.

De qualquer modo, ela terminou com a bebida e descartou o copo que - agora - estava vazio.


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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Renly d'Alviano em Ter Mar 28, 2017 8:55 pm



walk the line

Eu realmente tento entender o que leva as pessoas a permanecerem próximas a mim mesmo sabendo do meu humor ácido e da minha falta de sensibilidade para com terceiros; não ter empatia ou desejo de estar próximo a outras pessoas deveria ser um dos meus poderes, sei lá, uma dessas coisas que eu faço de maneira involuntária por que me ajudaria a manter a cabeça concentrada e, principalmente, em paz. Em todo o caso, o pensamento começou a se escrever na minha mente - mesmo com todo esse ruído e essa gente, as vezes me surpreende como consigo pensar mesmo nas situações mais difíceis. Enquanto houve cerveja, acho que consigo controlar a fera dentro de mim. Foi a conclusão que fiz na cabeça enquanto olhava para os lados e tomava mais um gole de cerveja, dava para aguentar esse lugar; dava para aguentar todas essas pessoas até ela voltar a abrir a boca e, desta vez, comentar sobre a coisa mais aleatória que chamasse sua atenção: meus cabelos. — Claro, parecem um floco de neve. — Comentei ironicamente enquanto continuava andando em frente, buscando distância do palco e de todas aquelas pessoas. Francamente, pensei enquanto negava com a cabeça e voltava a beber a cerveja, fechando a cara e quase rosnando. Nem hoje consigo me livrar desse tipo de comentário? Se foder. Se eu estava irritado? Certeza.

Eu sei, eu falei e reclamei pra caralho nesse pouco tempo que em estive perto da jovem mas, de tudo que eu falei, acho que não reclamei nem um terço do que falei quando ela me puxou para próximo do palco enquanto eu apenas queria distância dele. — Você só pode estar de sacanagem, não é possível. — Comentei enquanto ela continua me puxando e me levando para o meio das pessoas. — Eu sou humanamente incapaz de ser feliz. — Respondi enquanto suspirava e então virava o que restava da minha cerveja, jogando a garrafa em um canto qualquer e roubando uma nova, ainda fechada das mãos de algum semideus muito ensandecido com o show. Eu senti o suspiro escapando pelos meus lábios enquanto abria a garrafa, tomava um gole e oferecia para a jovem. — A quanto tempo está aqui? — A pergunta foi apenas para quebrar o gelo que, bom, eu mesmo criei. A intenção era saber quanto tempo a jovem estava no acampamento mas servia também saber quanto tempo ela estava no festival; de uma forma ou de outra, eu teria um assunto para continuar tagarelando.

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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Sun Hee em Ter Mar 28, 2017 11:12 pm






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The

Pretty

Reckless




Não dava para negar o quanto eu achava engraçado arrastá-lo de um lugar para outro porque, apesar dos resmungos e xingamentos, ele acabava indo e ficava com aquela cara inchada parecendo um bebê irritado.

Ninguém leva a sério um bebê irritado, tadinho, isso é muito real, ninguém leva a sério uma criança irritada. Claro que eu sabia o limite. Não era como se ele estivesse bravo ou coisa assim, era quase como se ele não entendesse o mundo de uma forma mais amistosa.

Eu imaginava que na vida dele poucas foram as pessoas dispostas a abraçar a angústia e a fúria que só um semideus cansado, sendo caçado e estando desesperado, é capaz de entender. Estar sozinho no mundo humano é doloroso e difícil, mas estar ali diante da morte dia após dia, sobrevivendo das maneiras mais difíceis, vivendo das sobras e no imundo... eu não entendia isso, mas diversas vezes fui ombro de um ou outro campista que me falava do submundo, do medo dos monstros, dos familiares perdidos... das feridas letais que carregavam na alma.

Todos aqueles pensamentos me inundaram de uma emoção aleatória, talvez eu tivesse bebido demais ou o cansaço da festa já tivesse misturado as minhas ideias. Não era pena, mas uma admiração por ele ter sobrevivido a tudo aquilo e uma certa sensação de inferioridade por não poder curar esse tipo de dor.

“Comporte-se, Sunny.”



Tentei me equilibrar emocionalmente enquanto ouvia a pergunta dele. Sorri largamente para a pergunta, não que meu humor tivesse mudado, mas porque eu percebi a tentativa de interação e isso me animou bastante.

- Eu estou desde a primeira banda da tarde. – Sim, estava vivendo a base de energético e álcool e por isso eu até me perdoava de ter emoções esquisitas para uma festa.

Já havia dançado, beijado, feito uma série de coisas aleatórias e que não eram parte da minha rotina, apenas porque eu precisava me desligar do mundo complicado dos semideuses. Eu havia gostado de tudo aquilo, até.

Impulsivamente joguei meu corpo nos braços do garoto e o abracei, eu realmente queria fazer aquilo naquele momento e não tinha filtro o suficiente para ponderar que, talvez, não tivéssemos intimidade o suficiente para isso. Pensando bem, eu teria feito isso sóbria, eu tinha o defeito de ser amistosa demais.

- Desculpa, não resisti, você parecia abraçável! – Gritei por cima da música e abri um sorriso ainda mais largo, inclinando minha cabeça um pouco para o lado e apertando os olhos em uma expressão muito carismática.


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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Samanta Sink em Qua Mar 29, 2017 12:00 am



I just wanna stay in the sun
Local: Acampamento Júpiter
Hora: Por volta das 17 horas
Com: Sun Hee
Usando isso e isso.


Minha mão estendida no ar permaneceu por longos segundos sem ser tocada, pois a asiática parecia vidrada em mim, o sorriso largo e lindo no seu rosto meigo e radiante acabou por espelhar o que acabava por se desenhar em meus lábios. Sequer me importei de revelar os dentes incisivos levemente sobressalentes, ou seja, dentinhos de coelho.

— Sou Lee Sun Hee! Mas pode me chamar de Sunny, é como todos me chamam. — Falava rápido e não segurou minha mão estendida, fazendo a situação ficar cada vez mais constrangedora, com o passar dos segundos.

— Samanta Sink, mas você pode me chamar de Sammy, ou Sam... ou ruiva. — Dei uma risada, observando-a colocar uma mecha do cabelo, da mesma cor que o meu, para trás da orelha. — Apesar de que você também é... — Mal pude completar a frase, pois a menina já me segurava e puxava pela mão.

Ela seguia a passos apressados pelo túnel, me carregando como se eu fosse um cachorrinho na coleira, o que na verdade me fez dar risada. O seu jeito era adorável, a sua animação era contagiante e a sua presença era tão radiante como o seu nome sugeria. Sua mão macia contrastava com a minha, devido aos anos de treinamento pesado com armas.

— Eu posso te explicar onde ficam todas as coisas! Eu moro aqui desde os sete anos, então eu conheço cada coisa, até as passagens secretas dos filhos de Mercúrio! Mas hoje o mais importante é o evento! — Deixei mais algumas risadas conforme ela me puxava, animada. Por mais que meus passos fossem dois dos seus, eu precisava correr pra acompanhá-la.

— Calma aí, Sunrise, espera! — Ria em uma sincronia entre respirar e gargalhar. Mal conseguia processar tudo de uma vez. — Mercúrio é o deus da guerra? Ou esse é Júpiter? Ou Marte? Eu sempre confundo os planetas!

A menina parou abruptamente e acabei por esbarrar o corpo no dela, mas a segurei pela mão e a abracei, impedindo que ela fosse para o chão, o que provavelmente aconteceria. Eu tinha que admitir que a menina de jeito alegre havia me cativado bastante, já.

— Nossa, você está com sede ou fome?

— Não, eu to bem. — Respondi, rapidamente.

— Podemos comprar algo para você!

— Não precisa. — Mais uma vez tentei continuar e dizer para irmos logo ao local do evento, mas ela ainda estava muito elétrica.

— Quer guardar sua mochila?

— Eu... — Ela parecia querer responder cada vez mais rápido!

— Posso pedir pro Yokye levar lá pra segunda coorte, é só a gente ir para um lugar alto! — Pus o dedo em seus lábios, fazendo-a ficar quietinha, e observei seus olhos castanhos, analisando seus traços asiáticos.

— Primeiro, quem é Yokie? — Perguntei com um sorriso, finalmente tirando o dedo da frente dos seus lábios, e ri com a resposta. — Um unicórnio alado? Que... propício pra você. — Dei mais algumas risadas com o seu jeitinho adorável. — Tá bom, me leva pra um lugar alto e vamos guardar a minha mochila. Aqui dentro só tem algumas camisetas de banda e... — Pus minha mochila entre nós, a abri e puxei todo o dinheiro que havia trazido, num saquinho de couro, amarrando-o na cintura. — Meu dinheiro... aceitam dracmas, aqui? — Mostrei para ela uma moeda grega, de bronze.




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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Renly d'Alviano em Qua Mar 29, 2017 12:20 am



walk the line

Eu acho conheci gente louca, aliás, o que não falta no meu pequeno círculo de "conhecidos" é gente com alguns parafusos a menos; tatuadores, traficantes, alguns mercenários e larápios que eu até sinto falta de praticar alguns roubos em conjunto ou realizar assassinatos com dinheiro o suficiente para me alimentar durante um ano inteiro sem precisar recorrer a outra missão - muito embora eu sempre fosse atrás deste tipo de missão e recusasse uma boa parte do dinheiro, não estava matando terceiros por isso. Eu os matava por que estar perto da morte era a única forma de me acalmar com toda essa confusão dentro da minha mente e da minha vida no geral. Por que eu toquei neste assunto? A jovem campista acabou de me informar que estava ali desde a primeira banda a se apresentar, sim, logo no começo do evento e eu lembro que nesta hora eu ainda estava dormindo ou já lutando para não levantar com o som alto vindo daqui, dos Campos de Marte. — Eu diria que isso é loucura. — Comecei antes de sacudir os ombros e tomar um novo gole da cerveja, erguendo os braços e então inclinando a cabeça levemente para a esquerda em uma expressão que dizia "tanto faz" com todas as letras mas sem a pronunciar. — Mas já somos todos loucos nessa porra mesmo, não vale a pena o xingamento. — Na verdade, valia mas eu estava tão fodido e cansado não apenas fisicamente como mentalmente que deixei essa parte passar. Eu precisava descansar a cabeça e não deixar a fera entrar, apenas isso.

Poucos segundos se passaram entre o seu comentário e o momento devidamente... estranho que acabou acontecendo mas, no intervalo entre estes, fica registrado que a música que tocava naquela momento tinha um letra um tanto icônica para a situação. — You make me wanna die, huh? — Sussurrei enquanto terminava a segunda garrafa de cerveja da noite e arranhava levemente o lábio superior com os dentes após afastar a garrafa da minha boca; eu ainda estava tentando prestar a atenção na letra quando simplesmente senti seus braços em volta das minhas costelas e seu rosto contra meu peito, me apertando e envolvendo com todo aquele... Céus, que porra é essa? Eu não queria ter olhado com tanta fúria mas acho que acabou saindo com mais raiva do que gostaria de ter imaginado. — Não precisa abraçar, não sou a porra de um urso de pelúcia. — Rosnei entre os lábios e o som gutural da fera rasgou pela minha garganta, o primeiro aviso de que toques não são permitidos, não quando se trata de alguém ranzinza e estúpido quanto eu.

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Re: Rock in Roma ♪

Mensagem por Becka Klasfox La'Fontaine em Qua Mar 29, 2017 2:09 pm



↞ Rock In Roma ↠
Quando lhe disserem que você não consegue, lembre-se que os grandes heróis já ouviram isso e nunca desistiram.

Evie tinha feito um ótimo trabalho, e isso bastava para manter um sorriso largo no rosto de Rebecka. A mais jovem das pretoras tinha se tornando uma ótima amiga e ajudante, tornando o trabalho da prole de Baco muito mais fácil, e divertido. Becka tinha em mãos uma prancheta amadeirada, checava as barracas e mantinha a ordem sobre o local, deixando que a jovem Farrier se divertisse um pouco, algo merecido depois de um dia de organização repleto de estresse. Antes disso não fora diferente, as semanas tinham sido repletas de bagunça e obrigações para lá de complicadas, algo que a loira não esperava acontecer em seu curto mandato como pretora.

Becka precisara de muito vinho para se manter atenta e não cometer nenhuma besteira, mesmo que fosse naturalmente atraída por todas elas. Pelas brincadeiras e pelo desejo ardente de ver as pessoas naturalmente perdidas em seus próprios prazeres e pensamentos, estava sobre controle, ou tentara estar. — Igor! Mandei mais dois soldados para a entrada dos fundos, os legionários estão tendo problemas com penetra, você pode pegar os voluntários, tem cinco marcados para daqui meia hora, eles podem ficar com os turnos 3 e 4, seus nomes são... — A noite se seguia assim, sobre ordens dos legionários mais antigos e revezamentos.

Becka queria deixar que todos aproveitassem o festival, por isso tentava dividir o trabalho entre vários dos soldados, tomando cuidado para envia-los para pontos estratégicos do acampamento onde as invasões eram mais frequentes, e que certamente seriam mais visados naquela noite. Ao seu lado uma legionária da III coorte cuidava de anotar e calcular os horários, seria muito bem paga no final do dia, e de fato estava lhe quebrando um galho e tanto.  — Céus, preciso de mais vinho, ou daquelas pílulas malucas, onde está Gena? — A mais velha virou-se em direção a filha de Marte, que apontou um ponto ao longe onde a melhor amiga se encontrava, desbruçada sobre o balcão de uma barraca de comida, conversando com um desconhecido.

— Mande-a comprar algumas pílulas daquelas de duração 48 horas para mim, acho que ela sabe onde encontrar, aqui estão os denários — Becka puxou do bolso uma quantidade generosa de moedas, depositou-as sobre a mão da ruivinha e a deixou partir. No minuto seguinte voltou a atenção para a prancheta, notando que boa parte dos soldados já se enquadrara nos postos, arfou aliviada e quase se sentiu orgulhosa de si mesma, tinha feito um ótimo trabalho, e garantido a diversão de Evie, mesmo que por poucas horas.  — Agora é tentar me distrair — Becka olhou ao redor, e ao deparar-se com um garoto dançando e segurando uma garrafa de água, não perdeu tempo.

— Ei você! — Gritou a garota, o jovem arregalou os olhos e pousou o dedo sobre o peito como se dissesse: “Quem, eu?" Fazendo a loira revirar os olhos. — Sim, você venha cá — Becka levantou a mão, o mandando se apressar. O jovem hesitou por um momento, mas deu de ombros seguindo até ela. Becka ao vê-lo tão próximo de si, pegou sua garrafinha de água, a trocando por mais algumas moedas. — Posso ficar com isso? — Perguntou, abrindo um sorriso doce e deixando o olhar penetrar o dele, sabia que suas palavras bastariam para persuadi-lo, é o charme de Baco falando mais alto.

Meio perdido, ele maneou a cabeça e se afastou, deixando a pretora feliz da vida com sua nova aquisição. Becka transformou a água em vinho, abriu a garrafa e tomou um longo gole, sentindo todo o corpo vibrar e relaxar em puro êxtase. — Isso sim é vida — Murmurou, recostando-se sobre uma pilastra para aproveitar o show. A noite era uma criança que estava prestes a ser apreciada da maneira que devia, e ela seria a aventureira que descobriria todos os prazeres que essa tinha a lhe oferecer.


Quer ser feliz? Seja louco, sorria sempre mesmo sem motivo. Meu estilo de vida liberta minha mente.Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança.
❄️
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