The Blood of Olympus
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[CCFY] Alexis - The Worst Nightmare Ever

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[CCFY] Alexis - The Worst Nightmare Ever

Mensagem por Alexis C. Chwe em Sab Mar 25, 2017 8:13 pm


The worst nightmare ever — ☀
WITH: EVAN, HELA AND DEREK (as NPCs). - WHERE: UNDERWORLD. - WORDS: 6.700


Aquela semana estava sendo uma tortura para Alexis, a maior de sua vida. Desde que chegara ao acampamento tivera o hábito de mandar mensagens de Iris para a sua mãe todo dia pela manhã, sempre falando com ela e logo em seguida com Evan, contando cada uma de suas experiências e aventuras, de como crescia em todos os sentidos que podia imaginar.
Em algumas das conversas a menina até citou certo rapaz do chalé Hécate para a mãe, a fazendo ficar animada. Mas naquela semana não. Simplesmente não.
Lexi tentou enviar mensagens não só pela manhã, mas durante o dia todo. Fazia a chamada e simplesmente não conseguia encontrar a mãe, algo praticamente impossível. Quando ligava para Evan ele sempre parecia correr e fugir do assunto de sua mãe, dizendo que ela não precisava se preocupar tanto. O engraçado era que seu padrasto nunca lembrava que a menina tinha um dom de captar quando a pessoa mentia e uma motivação maior ainda para ir atrás de respostas, ainda mais se tratando de Charlotte.

O domingo chegava quase ao fim quando a garota simplesmente resolveu juntar as suas coisas e sair. Não sabia como dessa vez, mas iria sair. Arrumou a mochila com tudo o que podia e saiu sem dizer uma palavra para ninguém, não precisava que dessa vez ninguém a seguisse. Enquanto subia a colina meio-sangue repetia mentalmente que era algo simples e só ia visitar seus pais, mas no seu interior sabia que não era algo assim. Tudo nesses dias a indicavam que ela teria algo no mínimo traumatizante pela frente e o seu maior medo – depois de perder sua mãe – era não conseguir voltar.
Os passos apressados a levaram rapidamente até a entrada, onde parou para observar o velocino pendurado e o dragão adormecido enrolado em sua árvore. Respirou fundo, tocando uma das árvores dali e olhando para atrás. O medo sempre andava lado a lado com Alexis nesses momentos de tensão, mas ainda assim ela não estava habituada.

“Eu espero voltar... Sinceramente espero voltar” murmurou para si mesma, fitando os pés antes de tomar fôlego e dar um passo para fora da barreira, onde parou bruscamente por dar de cara com alguém que não esperava.

“Alexis?” Adachi perguntou em tom baixo, a voz dele fez Lex estremecer um pouquinho, apertando os lábios e gritando para si mesma para recompor-se. Cada efeito da presença do mais velho faziam a filha do sol ficar ainda mais confusa sobre o que era aquilo que ele causava nela de fato. “Você vai a algum lugar? Eh... Desculpe ser intrometido.”

A menina meneou a cabeça na negativa, acenando com as mãos e logo esclarecendo.

“Ani! Está tudo bem. Eu só... Não esperava encontrar mais ninguém a essa altura.” Ela sorriu para o rapaz e ele riu baixo, assentindo “Preciso ir para casa. Acho que aconteceu algo com a minha mãe.”

“Mas vai sozinha?” Alexis não conseguiu conter o sorriso ao perceber o tom de preocupação usado pelo maior, mesmo que tudo que ele fale normalmente seja com frieza. Ela assentiu e ele resmungou contrariado, a observando um tempo em silêncio. “Mas e se for algo perigoso?”

“Meu appa é filho de Ares, está tudo bem.” Ela argumentou prontamente, sorrindo e mexendo nos dedos por simplesmente não conseguir conter certos atos com o mais velho falando consigo. Sentia-se nervosa e boba por isso, por se sentir mais nervosa em falar com ele do que quando enfrentou Equidna. “E minha mãe, apesar de ser de Afrodite, é uma ótima guerreira. Eu tenho certeza que ela vai estar bem.”

O filho de Hécate assentiu, mesmo desconfiado da situação. Estava satisfeito com o fato de ela ser sincera consigo, mas não pensava em nada além de ir atrás dela pra ficar de olho. Iria realmente, se não fosse algo que imaginava que deixaria Alexis mais tensa. Soube de quando sua irmã Hela seguiu a cria do sol para uma missão dela e principalmente o quanto ela se nega a pedir ajuda. Ou mesmo tê-la sem pedir.

“Tudo bem... Eu só espero que você tome cuidado. O caminho vai ser longo e você vai sozinha...”

“Menos cheiro de meio-sangue pra atrair feras famintas!” ela rebateu positiva, sorrindo e tentando mostrar o seu lado mais despreocupado, mesmo que o medo a cutucasse como uma adaga afiada na boca do estômago.

O japonês somente assentiu, olhando para o chão por alguns segundos antes de acenar com a cabeça, se despedindo dela.

“Tchau Kou-chan” a menina falou acenando, aumentando o tom de voz e sorrindo amplamente. Ele riu baixinho e deu um pequeno sorriso, assentindo.

“Tchau, raio de sol. Tenta se cuidar, por favor”

“Eu prometo que volto”

“É o que eu espero.”

Lex ficou parada por mais algum tempo, observando o garoto descer a colina com as mãos nos bolsos na esperança de o ver espiando sobre os ombros para vê-la mais uma vez, mas logo o perdeu de vista nas sombras do bosque, fazendo um bico pequeno e manhoso. Quase havia se distraído de tudo que a afligia antes, mas a imagem reluzente de Evan a chamando na mensagem de íris de forma afoita a fez pular para atrás e prender a respiração.

“Lex! Lex... Desculpa, Lex! Desculpa de verdade. Eu vou tentar acertar as coisas, mas precisava te deixar avisada. Alexis, não saia do acampamento. Por favor, não sai.”

Alexis permaneceu boquiaberta, não conseguia falar nada ou sequer se mover. Na imagem Evan tentava esconder o corpo, mas ele estava com a face ferida e todo sujo. Um filete de sangue escorria do corte em sua sobrancelha o fazendo piscar para afastar dos olhos, passando a mão ali com a expressão de puro desespero.

“Alexis, me promete. Você NÃO VAI sair do acampamento. Alexis, me responde! Lex!”


“Eu vou achar vocês”

“NÃO! NÃO, ALEXIS. NÃO VAI!”

Ao fundo Lex pode ouvir a voz de Charlotte gritando, o que a fez se exaltar chamando por ela e olhando diretamente para os olhos de Evan que expressavam muito mais que uma simples preocupação.

“EVAN!” Char gritou ao fundo, fazendo o homem sair imediatamente da visão da mensagem de Iris e correr na direção dela.

“MÃE! APPA! YAH! ALGUÉM!!!” Lexi gritava em puro desespero e preocupação, sentia as lágrimas quentes escorrendo por seu rosto e as mãos trêmulas. A imagem tremeluziu algumas vezes, até se apagar de vez. A menina olhou pros dois lados e simplesmente desceu a colina correndo e gritando a primeira coisa que lhe veio a mente.

“HELA UNNI!”

O maior problema de Lex definitivamente não seria como e onde achar Hela, já que ela sempre passava muito tempo nas arenas, mas sim controlar a si mesma naquele momento de desespero. A menina corria tão rápido que talvez até tenha passado por algum de seus amigos ou irmãos no caminho, não tinha certeza já que ouvira seu nome de forma extremamente distante. Tropeçou algumas vezes no caminho: no próprio pé, na grama, em pequenas pedras, em seu próprio desespero. Tudo o que ela queria agora era algo que se recusava a vida toda à pedir.

Ao avistar a mais velha, ela apertou mais ainda o passo e ofegou apertando os olhos para o excesso das lágrimas saísse e a permitisse ver alguma coisa corretamente. A necromante de imediato percebeu algo errado, se aproximando de Alexis que caiu em seus braços ofegando profundamente antes de chorar mais, soluçando confusa.

“Lex! Lex, calma!” Hela pedia com uma paciência que às vezes desconhecia. Ela sempre se perguntava o porque de andar com a filha de Apolo que era, evidentemente, o seu extremo oposto. Mas a confiança que a menina colocava em si era o bastante para que ela justificasse sua vontade de ajudar e a proteger. Era uma das pessoas que faria qualquer coisa pra Lexis nunca chorar. “O que houve? Se acalma, pelo amor dos deuses. Eu preciso saber o que ta acontecendo!”

“Meus pais...” Alexis falou no meio de um ofego, quase sem forças pra verbalizar tudo o que sentia dentro de si. Encarou profundamente a mais velha, voltando a chorar e se encolhendo. “Me ajuda...”

Um pouco mais distante Derek veio correndo, encarando Alexis no chão, nos braços de Hel, e se abaixando ao lado das duas preocupado.

“Ela se machucou?!” Ele questionava afoito, já examinando a meia irmã que o olhou com uma expressão de desespero ainda maior que no dia de Equidna. Não demorou muito para que a conexão dos filhos de Apolo fizesse o veterano no acampamento entender tudo o que Alexis não conseguia verbalizar. Seus olhos se arregalaram e ele mesmo ficou sem fala, olhando de Lex para Hela algumas vezes antes de Alexis assentir e Hela se mover minimamente para expressar sua impaciência.

“Anda logo!” Pediu a filha de Hécate, apertando os dedos nas mãos de Alexis e se encolhia e meneava a cabeça sem saber como agir.

“Ela recebeu uma mensagem de Iris depois de tanta distância dos pais. Você sabe, ela estava reclamando que tinha dias que não via a mãe nas mensagens e realmente tinha algo errado.”

O mais alto sentou no chão, fixando o olhar preocupado em Alexis e tomando fôlego. Hela mexeu-se novamente, ainda mais impaciente que antes, bufando alto.

“O padrasto dela apareceu ferido suplicando para que ela não saísse do acampamento e se desculpando, ele estava muito mal, mas logo em seguida ela ouviu a voz da mãe gritando por ele no fundo e ele saiu desesperado atrás dela largando a Lex sem respostas... Os pais dela estão em perigo, Hela.”

A expressão da mais velha não se alterou o mínimo que fosse. Ela ergueu o corpo e com um sinal chamou o seu corvo, dando-lhe algumas instruções e logo em seguida baixou em frente a filha de Apolo, segurando o seu rosto e secando suas lágrimas.

“Você sabe que em desespero não pode ajuda-los, não é?”

A pequena assentiu, franzindo a face e fungando um pouco, tentando conter o choro.

“Respira fundo, a coisa boa do seu lado de Afrodite é mexer nos seus sentimentos. Tenta controla-los como a sua mãe faria. Eu sei que ela te diria o que fazer corretamente.”

“E o Evan me diria ‘menos choro e mais batalha’, certeza...”

“Então eu digo, Lex. Menos choro e mais batalha.”

“Mas o padrasto dela disse para não sair! E se for arriscado?” Derek destacou preocupado, encarando as duas, desnorteado.

“Desde quando não passamos por riscos, filho de Apolo?”

O rapaz respirou fundo, pensando um pouco e logo assentindo. Ele se ergueu com expressão ainda pensativa.

“Eu encontro vocês onde?”

“Não!” Alexis protestou, erguendo o corpo e limpando o rosto depois do choro. “Não, não vai com a gente!”

“Alexis, eu não vou ser deixado para atrás de novo”

Hela encarou os dois, erguendo-se novamente e guardando suas armas calmamente enquanto os irmãos discutiam sobre o assunto.

“Querem minha opinião?” o questionamento simples chamou a atenção dos dois, que se viraram para ela sem dizer nada e então a garota prosseguiu. “Essa discussão não vai levar a lugar nenhum. Eu sou contra sair levando muita gente para o perigo, mas nesse caso tem riscos da Lex se abalar e mais de uma pessoa seria bom para ficar de olho nela. Já que a família é dela e, é óbvio, a mocinha aí não deixaria a gente resolver por ela.”

A Chwe olhou para os dois, se encolhendo minimamente e suspirando como se tivesse sido vencida. Em circunstâncias normais não deixaria que nenhum deles se movesse para ir com ela, mas aquela era uma situação mil vezes mais delicada. Ela precisava, com toda certeza, de estabilidade e pensava que talvez com as duas pessoas em que mais confiava ao seu lado ela poderia ao menos tentar.

O sorriso de Derek se expandiu assim que sua irmã assentiu o permitindo ir com elas, ele saiu correndo imediatamente para pegar suas coisas, gritando para as duas garotas que as encontraria no topo da colina em breve. A cria do sol mais nova já estava com suas coisas, então apenas acompanhou Hela até o chalé dos Necromantes em silêncio, refletindo sobre como agiria dali para a frente e em como controlar suas emoções, que lhe eram no momento um grande ponto fraco.

Durante todo o trajeto Lex apenas olhava para a Deverich de canto de olhou, fazendo um pequeno bico e sentindo-se envergonhada pela forma desesperada que se colocou para a amiga. Quantas pessoas teriam a visto daquela forma? Ah... Aquilo parecia um pesadelo sem fim. Torcia dentro de si para não cruzar o caminho de mais nenhum amigo, não iria suportar caso mais deles tentassem os seguir. Mesmo que fosse inapropriado mais de três meio-sangues saírem juntos, sabia que alguns cogitariam ir sem nem lembrar desse detalhe.
Parada na porta do chalé ao qual sua amiga era líder a menina olhou para o céu, tentando descobrir o que é que estava acontecendo, pensando sobre como sua mãe deveria estar. Era assustador para si, era de algum modo até cruel pensar que sua mãe corria perigo e talvez não a visse novamente. Não! Charlotte era incrível, ela ficaria bem. Era aquilo que a coreana deveria mentalizar.

Não demorou muito para a sua atenção sair de seus pensamentos para a porta, onde a sua unni saía pronta para pegarem estrada. Ainda sem saberem para onde ir, para serem bem sinceras. Caminharam até a colina, encontrando-se com Derek devidamente equipado no mesmo lugar onde Alexis encontrara Kou mais cedo. ‘Kou...’ sua mente divagou um pouco, agradecendo aos deuses por ele não estar ali na hora em que recebeu a mensagem.

“E então...” Derek começou, olhando para os lados. “Para onde vamos? E como vamos?”

“Eu...”

Antes que Alexis pudesse ficar novamente perdida o corvo de Hela, Keera, se aproximou voando e pousou no ombro da garota mais velha que parecia o ouvir atentamente antes de virar-se para os dois filhos de Apolo e dar as coordenadas.

“Para Hollywood”

“Não me diga que...”

“Submundo, sim. Ainda bem que eu estou com vocês.”

“Não seria bom chamar o Adachi ou o Sean, eu não sei...”

“NÃO!” as duas meninas responderam em uníssono, encarando Derek por ter feito aquela sugestão.

“Desculpa! Eu só pensei que”

“Pensou errado. Eles são inexperientes. Até a Alexis eu ainda acho inexperiente, não podemos fazer bobagens.”

O rapaz assentiu, claramente tenso por seu destino, apertando os lábios e respirando fundo. Derek ficou meio perdido, porque nesse meio tempo em que divagava perdeu o momento em que ambas as meninas pararam para fazer preces. Hela se concentrava e pedia ajuda da mãe, já Alexis havia se abaixado, apoiando um joelho no chão e curvando a cabeça enquanto pedia a direção de Ares como o padrasto havia a ensinado.
Com um suspiro pesado o mais velho fez o mesmo, curvando a cabeça minimamente e pedindo para Apolo que tivessem luz nesse caminho.
Terminados, os três entreolharam-se e logo entenderam que era hora de partirem. Ajeitaram as coisas que carregavam e atravessaram a fronteira do acampamento. Para chegar na entrada do Hades não havia muito mistério, ainda mais com uma semideusa experiente como Hela junto a eles. A menina pediu ajuda para a mãe em sua prece, para que a locomoção fosse tranquila, e tinha relação direta com o reino do submundo tanto por sua progenitora quanto por seu mestre.
Nas grandes letras de Hollywood, tudo o que queriam era, de forma controlada, chegarem ao lugar certo. Onde é que estariam os pais de Alexis?

"O que exatamente devemos procurar lá dentro? Vocês sabem o que nos espera?" Derek questionou enquanto os três fitavam a entrada para o mundo inferior, talvez pensando em como não tomar nenhuma atitude precipitada, ou pelo menos como não morrer no primeiro segundo. Hela tomou a frente dos mais novos, respirando fundo e os fitando rapidamente por cima do ombro.

"Deixem comigo. Só façam exatamente o que eu falar."

"Unni, você acha que podemos..." antes que Alexis pudesse terminar de falar o corpo inteiro começou a ser envolto por algo que pareciam trevas palpáveis. A expressão assustada da filha de Apolo era semelhante a de seu irmão, mas a sua amiga e protetora a fitou e deu um pequeno sorriso.

"Entrada direta para o submundo. Cortesia da minha mãe"


Foi insano como pararam naquele lugar e mais insano ainda o quanto Alexis se sentiu desestabilizada ali dentro. Parecia que ela havia sido levada para o seu pior pesadelo, já que era tudo frio e escuro em torno de si. Derek se aproximou dela, segurando sua mão com firmeza, como se passasse para a irmã que sentia o mesmo e não era algo para ela se descontrolar. Não usando o dom que tinham de compartilharem seus pensamentos, mas apenas a confortando com sua presença.
Com um suspiro pesado e uma respiração profunda para tomar fôlego a menina passou a andar. Deu alguns passos para frente, mas logo percebeu que a melhor ideia ali seria seguir Hela. A Necromante parecia ser guiada por um sexto sentido, algo lhe dizia exatamente o que fazer e para onde ir ali dentro e Lex tinha quase certeza que se tratava de algo relacionado ao senhor da amiga, que constantemente falava com ela e fazia a Deverich parecer louca aos olhos de quem não sabia o que acontecia. Na maioria das vezes Lexis só via a maior concentrada e sabia que ela estava respondendo Érebus, mas às vezes Hel ficava tão irritada com o diálogo que proferia as coisas em voz alta. Bem, como naquele momento.


"Ah, cala a boca! Eu preciso pensar!" Hela disse em voz alta e irritação totalmente explicita.


"Mas não dissemos nada..." Derek a olhou confuso, dando alguns passos para atrás.


"Ela não estava falando conosco, ela estava falando com o mestre dela" a mais nova dos três explicou, apertando os olhos para ver algo distante no breu. Sabia pouco do submundo, mas tinha certeza que não era assim: um breu vazio e gélido. "Tem algo errado aqui..." a menina murmurou, respirando fundo e sentindo o corpo todo arrepiar-se de forma totalmente surpreendente, ela olhou para Hela e Derek e por alguns segundos pode notar a confusão no olhar da filha da magia e o pânico chegando aos poucos em seu irmão mais velho. Um grito fino e alto soou por todo o ambiente e o corpo de Alexis passou a tremer tanto que ela fechou os olhos apertado e se encolheu, apertando as palmas das mãos contra os ouvidos e ofegando enquanto abaixava. Sentiu um vento forte, uma presença aterrorizante e quando abriu os olhos estava simplesmente sozinha.


"Derek! Hela! Alguém?"

A coreana olhou de um lado para o outro, estava confusa e temorosa, não acreditava simplesmente que seria aquilo. Ouviu o grito novamente, vindo do que parecia o fim daquele breu infinito, onde uma luz fraca começava. Seu coração estava disparado, tudo dentro de si parecia entrar em descontrole e quando ouviu a voz da mãe teve estimulo o suficiente para agir sem pensar e correr em direção daquilo.


"ALEXIS, NÃO"


A voz de Hela soava distante para si, estava sem seus sentidos completos e o corpo se movia rapidamente com aquele estimulo. Talvez estivesse correndo para uma armadilha, mas tudo o que podia ouvir era a voz da mãe dando gritos de pavor e tinha que fazer algo sobre isso.

O baque contra o homem grande e forte foi um susto que a tirou do transe, mas não diminuiu a intensidade de seus receios. O sorriso na face masculina era totalmente de prazer, parecia do tipo cruel que torturava pessoas por mera diversão e sua presença era tão forte que não era preciso muito para saber que se tratava de um deus.


"Você demorou muito pra se juntar ao jogo, sobrinha"


"O quê?"


De longe Lex pôde ouvir a voz de Evan, que gritava para que o tal 'homem' não encostasse nela. Foi só ouvindo a voz do padrasto que ela voltou levemente à si. Fechou e abriu os olhos umas dez vezes, respirando fundo e tentando ao máximo aquele controle de sentimentos que sua mãe havia lhe ensinado. Inspira, expira, inspira, expira.
Quando estava em si a menina pode notar que o ambiente a sua volta era como um labirinto, parecia uma grande ilusão, e o homem que estava segurando-a era nada mais que seus maiores medos, literalmente.

Fobos deu um riso baixo, dedilhando o braço da menina e meneando a cabeça lentamente. Tudo fazia sentido agora, havia sido tomada por seus mais terríveis medos e deixou-se levar pelo maior deles: perder quem ama. O medo te faz agir de forma irracional, te desespera e faz com que cada tentativa seja falha, seja inútil. Sabia quem era ele, sabia o que sentia, mas não entendia o que tudo isso teria haver com seus 'pais'. Respirando fundo ela deu passos para longe dele e o encarou, reunindo tudo de dentro de si para lutar contra a presença maçante e aterrorizante de seu 'tio'.


"Cadê a minha mãe?"


"Não é algo que importa agora. O mais importante é saber se você é mesmo capaz de passar por meu joguinho. Deimos disse que não, me desafiou e tivemos que arrumar peças pra tudo isso."


"Ta achando que somos brinquedos de quem?"


"Ah, Alexis. Você ao menos sabe porque sua mãe está aqui?"



A menina meneou a cabeça, segurando-se para não chorar ao ouvir sua mãe ser citada. Estava instável emocionalmente por toda atmosfera que o deus do medo havia criado e odiava isso, odiava perder o controle de suas emoções, odiava estar à ponto de chorar e odiava ainda mais ter a mãe em risco.


"A briga não é sua, criança. Mas a sua mãe é uma semideusa que não pode fugir do destino e nem mesmo os nossos pais podem interferir nisso, ela sabe disso. Nem Afrodite se olhasse para filha mudaria isso. Nem Ares se fizesse algo a pedido do semideus ali faria algo contra a situação. E é justamente para eles não tomarem partido, mesmo que eu duvidasse que eles fizessem, que eu e Deimos ficamos encarregados disso. Ah, claro." ele riu baixo, movendo a mão e fazendo um espaço parecendo uma caixa preta do tamanho de uma pessoa aparecer. "Ganhamos um brinquedo como pagamento. Bem barato, mas eu estava mesmo entediado."


Quando o deus moveu a mão novamente a caixa flutuante de escuridão tornou-se uma jaula e lá estava Evan, ferido, sujo e visivelmente exausto. O coração de Lex se apertou e ela chegou a mover-se em direção do pai, mas sua respiração vacilou e uma luz veio a sua mente.


"E onde está Deimos?"


"Fazendo o trabalho chato, tentando tirar o que precisa da sua mãe."


"Olha" ela começou, enfiando a mão no bolso e pegando a palheta com a ponta dos dedos. "Eu tenho muitas chances de morrer nisso, mas eu não tenho nenhuma intenção de ficar apenas parada."


"Compreensível, apesar de tolo"


Sem mais nenhuma palavra a menina invocou seu arco, correndo em direção de Fobos para acerta-lo com as lâminas embutidas na arma e sendo jogada para o lado. Era inútil. Como uma menina lutaria com um deus? Ela simplesmente tinha grandes riscos de sumir do mapa e ainda assim tentaria um mano a mano com uma criatura divina? Idiotice.

A pequena ergueu o corpo, ofegando de dor pelo baque em paredes duras do breu. Fitou o deus que ria, parado no mesmo local de antes enquanto Evan a fitava preocupado, mas debilitado demais para fazer qualquer coisa.


Pensa, Alexis, pensa.


Tudo o que ela poderia fazer era descobrir mais sobre esse assunto de sua mãe e torcer para que seus amigos estivessem bem.


Derek.


Deuses, como ela se sentiria caso Derek estivesse ferido? Não, ela não poderia fraquejar.

Erguendo o corpo a semideusa respirou fundo. Ela pensava em mil coisas, mas apenas quando pensou mais nos medos que o irmão poderia sentir que sentiu-se mais determinada ainda. Era preciso que fosse forte, era preciso que lutasse de alguma forma e o único socorro que poderia ter contra um deus seria de outro deus. A avó não faria muito, mas havia um pacto entre Ares e si. Ela era leal ao que Evan a ensinara e faria qualquer coisa para ter ajuda de um deus que tanto repeitava.

Tomando fôlego mais uma vez a Chwe começou a pediu mentalmente por uma direção.


"É sério, você é quase o meu avô. Eu sei que são seus filhos e eu sou apenas uma semideusa, mas eu te garanto que sou muito mais leal que eles dois juntos, lorde Ares. Eu só quero batalhar e que essa batalha seja bem sucedida, seja minha direção e eu vou oferecer à você ainda mais louvores do que fui ensinada. O senhor mesmo sabe o quanto posso ser dedicada... Pelo Evan, que seja. Só me permita batalhar corretamente."


Não fazia ideia se seria ou não compreendida, mas foi sincera e isso tudo poderia tomar um tempo do deus até que Hela chegasse. Ela sempre chegava, sempre.


"Criança, nem na minha forma original eu estou. Você é mesmo tediosa assim?"

Meneando a cabeça e bufando, a menina ergueu a face e o encarou diretamente. Tocou o anel arsenal e modificou seu arco, tornando-o uma besta de mão e armando nela algumas flechas. Com um sorriso de canto ela riu debochado do deus, tendo em mente o que faria em seguida.


"Eu nem comecei a brincar, titio"


Alguns tiros seguidos da arma agora automatizada foram direcionados para Fobos, que as desviou facilmente. Seria um problema para Alexis a falta de eficiência desses ataques, caso o seu interesse não fosse apenas de distração. O tempo ganho fora o bastante para mudar a temperatura ambiente, começando a esquentar o local, combinando o feito com seu brilho solar, que tornou o ambiente quente e luminoso por tempo suficiente para ela correr até Evan e entregar-lhe a poção de cura que carregava na bolsa. Se precisava curar alguém para deixá-lo apto para ajudar, com certeza esse alguém seria seu padrasto.
Não tivera tempo de reparar se Evan havia bebido toda a poção, porque o corpo foi atirado para outra direção e um ofego pesado lhe escapou pelos lábios. Corra. Foi tudo o que lhe passou pela mente. Talvez correndo Fobos entendesse que conseguiu com ela o que fazia com os antigos inimigos de guerra de Ares, nunca se sabe, mas isso o afastaria de Evan e faria com que ela tivesse ainda mais tempo para pensar. Era tudo o que precisava, pensar.

Correu em direção ao nada, praticamente. Corria vendo apenas o breu e os passos lentos do deus atrás de si, rindo enquanto se aproximava sem pressa nenhuma. Mudou a arma novamente para um arco, recostando em uma parede úmida e tomando fôlego enquanto esperava descobrir como agir. Seria o bastante para pensar se não houvesse sentido sua respiração falhar e o corpo ser erguido por uma magia do deus, que passava a levar a brincadeira mais à sério, a envolvendo completamente em seu jogo favorito. Por alguns segundos tudo se acabou e quando Lex abriu os olhos ela se viu debaixo d'água, se debatendo para subir à superfície. Era impossível, sempre fora péssima em nadar. Mas como chegou ali? Nada fazia sentido, mas era assim que se sentia quando lutava com um deus, não é?
Como se não bastasse a água e o medo de perder a respiração o ambiente tornou-se ainda mais tenebroso. Perto de si sentiu criaturas enorme passando nadando, tentou ir para longe, mas uma delas passou em extrema velocidade e a fez girar para o sentido contrario. Debateu-se, nadando como podia ao sentir o coração se descontrolar e todo o pânico possível tomar conta de si como uma onda gigantesca. Quando conseguiu enxergar a criatura, Alexis simplesmente travou.


'Não, não, por favor.'


Um tubarão gigantesco se aproximava, a boca aberta, os dentes afiados expostos. Era um monstro, não era algo normal, ainda mais na visão de uma pessoa com selachofobia como ela. O pânico era tão grande que só conseguiu gritar, ciente de que estava chorando, mesmo que o corpo envolto por aquela água não a permitisse sentir as lágrimas.


Foi rápido, horripilante e estrondoso, mas sentiu os braços quentes de Derek segurando seu corpo ao invés dos dentes do tubarão e um barulho muito alto ao redor de si. Chorava tanto que as lágrimas barravam a sua visão, soluçava tanto que lhe faltava fôlego, mas o rapaz segurou o seu rosto e secou as lágrimas, a acolhendo em si.


"Lexi! Alexis, vai ficar tudo bem..."


Parecia uma missão impossível ela se acalmar, mas como um passe de mágica o corpo da garota se ergueu, ela secou as lágrimas e conseguiu visualizar o que acontecia.
Hela havia aparecido e, ao que parecia, havia se encontrado com a mãe que aprisionava Fobos em uma magia intensa. A necromante, junto à Evan, desferia golpes em algumas criaturas obscuras no caminho e estavam na frente de uma grande porta com uma luz vermelha em torno de toda ela.


"Alexis?" Derek chamou, preocupado e ainda um pouco tremulo com tudo o que estava passando.


"Minha mãe ta ali dentro"


"Como você sabe?"


"Eu... Não sei. Eu juro que não tenho ideia, eu só sei."

O deus do medo estava cansado de lidar diretamente com outra divindade, mesmo que em sua presença parcial. Não era claro pra Alexis como a amiga havia conseguido levar a mãe ali, mas tinha certeza que pagaria algum preço depois e, mais uma vez, estaria devendo sua vida à Hela. Mas antes ela, digna de sua lealdade, que qualquer outro. A névoa negra se dissipou, fazendo Fobos desaparecer. Mas aquilo não parecia certo, porque apesar do sufoco tinha sido "pouco" em vista de lidar com um deus. Era mais uma carga emocional do que sequelas físicas e no meio de toda aquela zona e tormenta a racionalidade da filha de Apolo fazia falta, porque novamente ela se viu correndo em uma direção por seus instintos.


"LEX" o seu padrasto gritou, indo atrás de si quando ela abriu a grande porta e deu de cara com um grande salão, onde no centro havia um abismo.


"Alexis?" a voz fraca chamou-lhe a atenção, ela correu em direção da mulher estirada no chão e a envolveu em seus braços, sentindo o turbilhão de sentimentos novamente.

"Mãe!"

Atrás de si Evan se aproximou preocupado, tentando ajudar a enteada à levantar Charlotte, segurando o corpo esguio e ferido da mulher e a puxando consigo, mas não conseguia. Nenhuma força era capaz de tirar Char dali, que os empurrava para afastá-los de si e suspirava pesadamente, como se tivesse pressa em fazer com que os dois fossem embora.


"Me deixem aqui, por favor... É tarde demais, vão!"


"Não vamos te deixar! O que ta acontecendo?"


"Ela está acorrentada..." Derek apontou, se aproximando com Hela, ambos com aparências exaustas após uma batalha que Alexis nem sequer viu.


"Pelos deuses, o que está acontecendo? Mãe! Evan?! Alguém me explica"


"Meu anjo, eu..."


Mas realmente era tarde demais. As grandes correntes negras que prendiam a cintura da mulher começaram a ser puxadas em direção ao abismo, as mãos hábeis do marido logo foram em sua direção, segurando um de seus braços enquanto a filha segurava outro com toda a força possível. Alexis começou a ser arrastada junto com a mãe, que pedia aos berros para que a soltassem, e Derek aproximou-se correndo, segurando a meia-irmã pela cintura e puxando-as com toda sua força. Hela fez o mesmo, ainda usando de sua magia enquanto Charlotte implorava para que não tentassem mais.


"MÃE!"


"Por favor! Me deixem ir!"


"Não! Eu não vou te soltar, Charlotte. Pela eternidade juntos, eu não vou te deixar ir assim"


"Por favor..."


"Mãe, não!"


Mas o destino era assim, injusto. Era algo que nenhum deles poderia compreender e não havia tempo o bastante para ajudarem-na. Os dedos de Alexis foram soltando gradativamente dos da mãe, a menina chorava e se esforçava para a segurar, mas era impossível. Evan demorou mais, se jogou no chão tentando fazer o peso de âncora, mas quanto mais puxava para atrás mais forte as correntes eram arrastadas. Foram levados junto com ela até a beira do abismo, para onde Charlotte foi arrastada, segurando-se na beirada dele enquanto sua família gritava por si.


"Não! MÃE, NÃO!" Alexis inclinou o corpo, segurando a mão da mãe e suplicando por tudo que era sagrado e que conhecia que não levassem-na. Mas não dava.


"Evan, prometa!"


"Eu não vou te deixar partir!"


"Prometa agora!"


Com os olhos marejados e a voz embargada o homem assentiu e afirmou "Eu prometo" e nesse momento o sorriso fraco na face mórbida de Charlotte foi a última coisa que eles viram.


"Eu amo vocês"

A filha de Afrodite abriu os dedos, deixando-se cair completamente para o abismo de escuridão que a puxava, desaparecendo por uma eternidade.

Derek e Hela atentaram-se primeiro para a situação, estrondos à volta deles e tremores por todo o ambiente. Apressaram Evan, que pegou Alexis nos braços e passou a correr com ela para longe dali. Era demais para a menina, era demais para si ter visto como havia sido fraca, como estava debilitada, como havia perdido a mãe.

Tudo à volta dos quatro desabou, parecia que aquele ambiente todo estava se auto destruindo enquanto a garota chamava pelo nome da mãe e se debatia nos braços do padrasto tentando voltar para lá. Assim que a poeira baixou e os destroços foram engolidos pelo breu o ambiente mudou, dando-lhes a visão próxima do Estíge, a paisagem agora sendo a habitual do submundo e, os encarando com largos sorrisos, o irmão gêmeo de Fobos


"Ora, até que foi divertido. Mesmo que eu tenha me apresentado nessa forma pra vocês, o pavor que vocês sentiram foi uma cortesia da casa." Deimos se gabou, sorrindo e apontando para os semideuses. Hela e Evan tiveram a mesma reação de revolta, já tomando as armas em punho que logo foram retiradas e jogadas para o lado.


"Eu vou te dar outra surra! Você acha que só por que voltou aqui eu não vou? Eu tive que passar por você, Deimos." Hela afirmou, cerrando os punhos e tentando se mover, mas não se tratava apenas de Deimos. Nenhum deles conseguia se mover para lutar, era uma magia que não era proveniente daquele deus.


"Não tenho intenção de perder tempo com isso, já chega. Já conseguimos o que queríamos e vocês simplesmente estragaram os planos do jogo, mas deixaram divertido de qualquer forma. Eu sugiro que desapareçam, mortais. Isso é muito mais do que possam imaginar, muito mais do que possam lidar ou compreender."


A cria de Apolo, já em pé, cerrou os punhos e tomou fôlego, dando passos em direção dos dois e afastando qualquer um que tentasse segurá-la. A força que encontrou na raiva superava qualquer que já tinha tido, parecia sobre-humana naquele momento. Uma aura de calor exalava de si e, com lâminas de luz em punho, ela desferiu um soco direto na face de Deimos com um grito alto de puro ódio, algo que surpreendentemente acertou-o em cheio. O deus moveu-se, desferindo um golpe de mão direto nela, que voltou a atacá-lo com um chute. Ele a jogou na parede, a expressão confusa sobre o que estava acontecendo, e ela - aparentemente fora de si - voltou a avançar assim que se levantou, gritando com ele e o encarando com fúria.


"VOCÊ VAI ME PAGAR, SEU MALDITO. EU JURO. SEJA DEUS DO QUE FOR, EU VOU ACABAR COM VOCÊ E SEU IRMÃO UM DIA!"


Em passos largos, quase correndo, ela pegou impulso e o atingiu novamente com um soco desferido em um pulo na direção dele, que segurou o punho da menina e sorriu ao olhar em seus olhos.


"Peça para o meu pai não apadrinhar nenhuma criança, sim?"


E com um giro de corpo a menina chutou-lhe as costas, fazendo-o a soltar e encarar desgostoso, cuspindo pro canto e bufando irritadiço.


"Isso não vai ficar assim, garotinha"


Mas antes que Lex pudesse acertar diretamente o deus com aquele momento súbito, ele desapareceu. O corpo da menina desabou no chão e só então o padrasto e seus amigos puderam se aproximar. A menina estava quase inconsciente, mas podia ouvi-los.


"O que foi aquilo?!" Derek questionava exaltado, a voz trêmula.


"Ares. Ela pediu algo a ele, ele atendeu. Mesmo que tarde, atendeu." Evan esclareceu, segurando o corpo da menina enquanto Hela tentava analisar como ela estava.


"Lexi, vamos. Você não pode desmaiar sempre!" a amiga repreendeu-a, batendo de leve em seu rosto para tentar a trazer de volta para si.


"Ela ta exausta. Isso consome muito de um semideus quando acontece."


"Como sabe?!" a pergunta do filho de Apolo foi tomada de surpresa e confusão, ele estava totalmente perdido naquilo tudo.


"Eu já passei por isso, criança. Sou filho de Ares."


"Ta, mas ela não! Como é possível?"


"Os deuses escolhem coisas bem impossíveis às vezes, Derek." Hela se pronunciou, ainda focada na mais nova e tentando a manter acordada.


"E eu tenho certeza que não vai ocorrer de novo." o pai da coreana completou, a tomando no colo.

Foi aí que ela não aguentou mais, apagando e apenas acordando depois de alguns dias já no acampamento. A sensação exatamente igual a de ter saído de seu pior pesadelo.
Hela estava ao seu lado na enfermaria lendo um livro, parecia concentrada, mas logo notou a movimentação mínima da menina e sorriu pequeno para ela. Sem dizer nenhuma palavra ela pegou um objeto enrolado em um tecido, entregando-o para a amiga e fazendo menção de sair.


"O que é isso?" Lex perguntou baixo, um pouco rouca.


"O seu padrasto mandou te entregar. Disse que era a arma favorita da sua mãe."


Os olhos da menina repousaram-se no objeto. Ergueu o corpo, sentando-se na cama e desenrolou o tecido, dando de cara com a adaga de sua mãe. Uma adaga de bronze celestial, com a lâmina cumprida e brilhante, o cabo com detalhes em ouro imperial e entalhados em grego por toda sua extensão os nomes de cada dor causada pelo amor.

"αγάπη, agápi" A menina sussurrou o nome da arma, esboçando um sorriso triste. Ergueu o olhar para agradecer a amiga, mas não a encontrou mais ali. Ao invés dela, encontrou um par de olhos preocupados consigo bem à frente de seu leito, logo sendo seguido por um grupo de pessoas apressadas, resmungando muitas coisas no caminho da enfermaria até ali.


"Ah, não! O Adachi chegou primeiro que a gente!" Mikhail reclamou, abrindo caminho entre o japonês e a cama e indo em direção a menina para abraçá-la apertado. "NUNCA MAIS ME MATA DE SUSTO ASSIM!" ele a repreendeu e a menina riu.


Elizabeth se aproximou sutilmente, parando do lado do russo enquanto Allura e Kaylee entravam correndo e derrubando coisas no caminho, se jogando em cima da filha de Apolo. Kou pareceu sem jeito, mas um pequeno sorriso brotou em seus lábios quando viu que a menor estava bem, os ombros relaxando aos poucos.

Alexis sentia-se melhor só de ver seus amigos ali, então sorriu para eles e abraçou-os de volta, suspirando pesadamente e permitindo que todo o peso que estava sobre si em sua instabilidade emocional se esvaísse através de suas lágrimas, buscando apoio em seus amados amigos, que eram sua família ali. Uma pequena zona foi armada entre protestos e pessoas pedindo para que ela parasse de chorar. Mikki e Kaylee gesticulavam preocupados enquanto Allura e Lizz continuavam abraçadas com ela, sem saber muito o que fazer. O filho de Hécate observou aquilo tudo e sorriu mais uma vez para a menina, acenando com a cabeça e indo em direção a Sean na saída da enfermaria.

"Estou feliz que voltou" ele murmurou e Sean acenou para a menina antes de afastarem-se juntos.

Ela sabia que aquele ambiente movimentado era muito para os dois e que uma hora tanto eles quanto Hela voltariam, mas o colo de seus amigos era tudo o que mais precisava no momento e foi o melhor tratamento que tivera depois de tanto sufoco.


"MAS QUE ADAGA LEGAL" Allura exclamou animada.


"É MINHA, NÃO TOCA NELA!"


Só precisava manter eles longe da lembrança de sua mãe mesmo.


ARMAS USADAS:


[☀ Retalhação de Apolo ☀] Arco dourado, extremamente resistente, de formato e comprimento (1,5 m) baseado em um Arco Recurvo comum. As ranhuras da corda são curvadas para frente do arco e o material, por mais que permita ao semideus puxar a corda com menos força do que o usual, dispara flechas com a mesma força de um arco cuja pressão nos Limbos é extrema. Quando a mira é feita, uma vez por turno, a primeira flecha disparada é otimizada em 30% (Ocasionando um dano de 45 HP), enquanto as outras flechas dão o dano padrão de 35 HP. Além disto, no Limbo Superior e Limbo Inferior estão acopladas lâminas de Bronze Celestial que permitem, ao filho de Apolo, golpear inimigos à distância corpo-a-corpo tal qual uma lâmina gêmea. As lâminas se prolongam até além da ranhura da corda, permitindo estocadas, também. Quando não está em uso o arco se transforma em uma palheta.

♈ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).]

HABILIDADES UTILIZADAS:

Nome do poder: Brilho Solar
Descrição: O filho de Apolo/Febo será capaz de criar um brilho, capaz de prejudicar a visão do oponente – não a ponto de deixa-lo cego, mas com os olhos ardendo, o que os impede de ver por um tempo – por uma rodada inteira, lhe dando chance de atacar, ou se defender. Seu uso é limitado a uma vez por missão, evento ou luta.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 5 HP

Nome do poder: Clima I
Descrição: Com o poder de seu pai o semideus pode elevar a temperatura ambiente, o que dificulta os oponentes a lutarem, pois se cansam muito mais rápido, aumentando também o gasto de energia dos mesmos.
Gasto de Mp: 40 de MP
Gasto de Hp:
Bônus: Diminui a efetividade de uma das ações do oponente em 30%.
Dano:

ITEM DA MOCHILA UTILIZADO:

Poção de cura: Serve para regeneração rápida, qualquer ferida, ou veneno ingerido pelo semideus, será curado pela poção, e além disso, a poção ainda recupera 50% do seu MP/HP. (Só pode ser usada uma única vez).

ITEM GANHO:
αγάπη, agápi - Uma adaga de bronze celestial, com a lâmina cumprida e brilhante, o cabo com detalhes em ouro imperial e entalhados em grego por toda sua extensão os nomes de cada dor causada pelo amor.





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Re: [CCFY] Alexis - The Worst Nightmare Ever

Mensagem por Quione em Dom Mar 26, 2017 4:47 pm

Modo de avaliação:

Realidade de postagem + Ações realizadas. – 1,000  xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1,000 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1,000  xp
TOTAL: 3,000 x 5 = 15,000XP - 10,000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Alexis C. Chwe

Realidade de postagem + Ações realizadas. – 1,000 xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1,000 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1,000  xp
TOTAL: 3,000 x 5 = 15,000XP - 10,000 dracmas

αγάπη, agápi [ Uma adaga de bronze celestial, com a lâmina cumprida e brilhante, o cabo com detalhes em ouro imperial e entalhados em grego por toda sua extensão os nomes de cada dor causada pelo amor. | Faz o atingido reviver seu pior momento de desilusão amorosa, por um turno. | Ouro imperial e bronze celestial. | Sem espaço para gemas.| Alfa. | Status: 100%, sem danos | Comum. | A Mente Liberta (evento) ]

Alexis C. Chwe recebe a liderança do chalé de Apolo.

Obs: Poderá me enviar uma MP, caso deseje saber como - exatamente - foi avaliado.

Aguardando Atualização.


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Re: [CCFY] Alexis - The Worst Nightmare Ever

Mensagem por Zeus em Dom Mar 26, 2017 6:00 pm

Atualizado


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Re: [CCFY] Alexis - The Worst Nightmare Ever

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