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Festival de Música ♫

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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Sun Hee em Sex Abr 14, 2017 6:30 am






Fala · · · Pensamentos · · · Fala alheia



Beyoncé





Evie estava certa em se esconder, acho que as vezes as responsabilidades devem cansar os ombros e precisamos apenas relaxar. Eu sabia como era complicado se responsabilizar pelas coisas, mas tudo bem, estávamos num festival e devíamos ser felizes.

Àquela altura eu não causava surpresa em ninguém por ser como eu era, eu gostava de estar feliz independente das dificuldades que era estar constantemente em guerra para os deuses. Sorrir não custava e eu ficava bem mais bonita! Beijos de luz!

A garota ruiva estava satisfeita com o unicórnio dela, claro! Quem não ama unicórnios? Talvez quem conviva com um unicórnio teimoso como o Yokie por muito tempo, esses animais podem ser muito narcisistas, pensando bem...

Passei a caneta adiante e fiquei observando Evie, realmente eu não fazia ideia do que podia vir dali, se ela estivesse num mood zueira ia desenhar algo engraçado, aliás... Pensando bem, não achava que ela fosse capaz de desenhar nada além de bonecos palitos.

Lembrando um pouco de aulas de estratégia no passado quando a romana ainda era centuriã da segunda coorte, o legado de Belona a tornara brilhante para estratégias, mas os poucos dotes artísticos me faziam querer rir dos campos de ataque, principalmente dos líderes de cada tropa que ficavam bem assimétricos, era ruim mesmo para bonecos palito.

- Eu quero muito ver isso. – Comentei, olhando intrigada para os quadris de Kyra.


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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Evie Farrier em Sab Abr 15, 2017 1:53 pm



Festival de Música


A surpresa não foi mascarada em minha feição quando observei a caneta sendo oferecida para mim. Certamente eu tinha muitas habilidades e até mesmo talentos. Lutava naturalmente, liderava com uma perícia inata, secretamente tocava bateria como hobbie. Mas desenhar? A resposta poderia ser encontrada no sorriso divertido e cheio de expectativas de Sun Hee. Apesar de ter passado pouco tempo ao lado dela na segunda coorte, foi tempo o suficiente para que ela visse os meus rabiscos quando estava com tédio antes de dormir.

- Ok, eu devo admitir... Você é muito corajosa – falei em um tom contido, tentando disfarçar o sorriso um tanto mais sapeca.

Peguei a caneta e aproximei da garota. O primeiro sentido a ficar em alerta foi o olfato. Ela possuía um cheiro suave, gostoso de ser inspirado, mesmo que ainda não conseguisse definir pela bagunça de fragrâncias que estava ao nosso redor. O segundo foi o tato. Ao tocar o quadril dela para conseguir apoio para o desenho, pude sentir a maciez da pele alva. Mordisquei o lábio inferior tentando não deixar minha mente divagar com isso, não era o momento e... Eu havia acabado de conhece-la! Então concentrei-me em meu desenho, escutando os risos de Sun Hee atrás de mim, pois ela sabia o que eu ia fazer.

Ao terminar, o sorriso travesso foi impossível de ser contido ou controlado. Na pele da garota estava um desenho de boneco de palito com chifres e rabo de capetinha. Ele se movia de um lado para o outro, já que era uma tatuagem mágica. As vezes ele pegava uma arma e ficava atirando para os lados ao estilo faroeste, como se estivesse brincando para passar o tempo.

-Esse é o Dumal, um personagem muito simpático e um pouquinho sádico – expliquei devolvendo a caneta para ela – Agora vamos ver se os filhos de Baco estão trabalhando direito!

Ainda olhava para o desenho e não aguentei um riso baixo e divertido. Voltei a colocar os óculos escuros estilo aviador. Segui liderando o caminho naturalmente, era mais instintivo do que proposital. Não muito distante de onde estávamos, havia uma das diversas barracas de bebida pelo local. Apoiei os braços sobre o balcão de madeira forrado com um tecido colorido, sorrindo para a garota que atendia.

-Você teria algo bem gelado, gostoso e não muito forte? – pedi com educação.




Dumal AQUI

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thanks juuub's @ cp!  


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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Eloy em Dom Abr 16, 2017 5:36 pm



Eloy sabia que ele não conhecia quase nada do mundo. Mas Hye Mi parecia ainda mais ingênua e, de certo modo, aquilo o divertia bastante. – Hm? – ele a olhou, abrindo um de seus enormes sorrisos. – Claro, podemos ir sim! – ele disse com entusiasmo pela menina. – Aquilo? São os instrumentos! – respondeu gentilmente.

Se deixava ser arrastado pela menina, rindo baixo enquanto andavam de um lado para o outro em direção a uma das barracas. Ele poderia comprar comida e uma bebida para a menina. – Ah, sim. Instrumentos produzem música, assim como as flautas dos sátiros! – concordou alegremente. A movimentação o deixava contente, principalmente pelo fato de que ele tinha companhia.

Não demorou muito para ele chamar a garota que estava presente ali na barraca de comes e bebes e pedisse dois cachorros quentes e algumas balas de alcaçuz para que eles pudessem comer durante o show. Pegou também copos grandes de plástico vermelho que estavam cheios de suco e, assim que entregou um de cada para a ninfa, pagou a menina que ali estava. – Vamos procurar um lugar pra sentar. – murmurou, olhando ao redor em busca de uma área mais afastada.

Caminharam pela grama até que encontraram um canto bem afastado do palco. – Coma bem, sim? Assim que terminar, podemos andar mais, tudo bem? E aí você poderá experimentar de tudo. – disse, sorrindo amplo ao morder o cachorro quente.

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Dá pra viver mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau é só não permitir que a maldade do mundo te pareça normal pra não perder a magia de acreditar na felicidade real e entender que ela mora no caminho e não no final. Dava para ser herói no mesmo dia em que escolhia ser vilão ao ver a ingenuidade e a inocência cantando no tom.
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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Ivy Beatrice Scott em Seg Abr 17, 2017 2:32 am


Geuraedo
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O
lho-o discretamente por baixo dos cílios quando ele diz meu nome completo e não o apelido que todos me davam, desviando o olhar por um momento para minha bebida, a qual dou um gole enquanto ele fala. Sua voz é firme, e por um instante, me faz pensar. De fato, o futuro não é um terreno onde podemos pisar no agora. O sabor adocicado e gasoso da bebida molha minha garganta, dando-me uma sensação boa e flutuante, ergo os olhos a tempo de ver sua charmosa piscadela. “Não posso dizer que seja alguém que muito planeja também, sabe?”, murmuro depositando a garrafa sobre a mesa e apanhando uma das bolinhas de queijo, examinando-a distraidamente antes de comer sem sentir de fato seu gosto.

   “Quero dizer: minha vida era perfeita até pouco tempo atrás. Se não perfeita, algo muito próximo disso. E veja onde estou.”, dou de ombros olhando rapidamente ao redor indicando o local. Assim como todos os outros semideuses, minha história não havia sido de todo um conto de fadas, porém, tenho consciência que se comparada a muitos dos presentes, tive muito mais sorte. Era algo que não cansava de lembrar a mim mesma antes que começasse a reclamar ou amaldiçoar minha própria vida.

   Sua recusa em falar sobre sua mãe - após certo período do que que pareceu-me uma boa dose de ponderação - me trás um pouco de surpresa, mas assinto com um meio sorriso, como quem diz “eu entendo”, e acho que entendia mesmo, não era difícil imaginar que algo em seu passado ou neste passado recente o fizesse querer se distanciar de algo, poderia ter sido a partir daí que sua vida teve a tal reviravolta. Lembrei-me momentâneamente do dia na casa do lago, do medo que vivenciei ao pensar que minha família havia morrido por minha causa. Com isto em mente, não insisto, apenas como uma das bolinhas e termino a bebida ao que sou imitada por ele.

   Quando finalizamos nossa “refeição”, observo quando o garoto se levanta, oferecendo-me sua destra ao que apenas a aceito, sem pensar muito no que fazia Sabe, instinto, algo assim. Quando ele menciona o brinquedo, sinto meus olhos crescerem em meu rosto; seria mesmo uma boa ideia depois de bebermos e comermos? Penso, franzindo o cenho, seria eu a única pessoa que se ocupava com este tipo de preocupação? Olho em direção ao brinquedo e levo a destra em forma de garra sobre meu peito, seja o que os deuses quiserem. “Acho que devíamos ir.”, digo  sob o fôlego ao fitar seu enorme sorriso, se estava certa, aquele era o primeiro sorriso genuíno que o asiático me dirigia, certamente que a adrenalina compensaria a sensação que permeava meus sentidos agora. Levanto-me e permito que ele pouse seu braço sobre minhas costas tocando meu braço, por um instante lembrando-me do medo fugaz que sentira quando nos vimos mais cedo, porém, me esforço para afastar o sentimento e seguro sua mão delicadamente, olhando-o de canto com um sorriso nos lábios. “Apenas… Mantenha em segredo caso eu passe mal, okay?”, peço divertida, deixando-o me guiar entre a multidão.


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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Guitti em Seg Abr 17, 2017 3:15 pm

Ivy
        Um tempo se passara desde que havíamos sentado naquela mesa para nos alimentar. A maravilhosa banda que estava tocando – The Neighbourhood – finaliza o seu show, dando os agradecimentos finais enquanto juntava o seu equipamento para dar espaço à próxima banda. Pude ouvir algo como um teaser do próximo cantor falando “Cê acredita?!” e a multidão vai à loucura, gritando o seu nome “Kevinho, Kevinho, Kevinho!”.

        Ele me parecia ter um pouco de estilo diferente das músicas que eu havia conhecido após perder a memória. Afinal, sua origem é brasileira e fiquei sabendo que tudo no Brasil é uma loucura, mas no bom sentido até, pelo o que me contaram. Olhei para a Ivy arqueando uma de minhas sobrancelhas, desconfiado do que estávamos prestes a ouvir. ▬ Esse cara é bom? ▬ Perguntei-a enquanto andávamos em direção ao brinquedo.

        Ela aceita a ideia de irmos ao brinquedo, mas arregala os olhos. Imagino que estivesse com medo. Agarrada ao meu braço, observei-a minuciosamente, imaginando quais seriam as habilidades escondidas atrás daqueles belos olhos. Aliás, percebo que até agora não havia lhe perguntado quem era seu pai/mãe. ▬ Desculpe-me a pergunta, mas, qual o seu parentesco divino? ▬ Continuei encarando-a, enquanto andávamos.

        O sol já estava prestes a dar o seu ultimo suspiro, dando início à noite, mas ainda seriamos capaz de vê-lo do brinquedo. Finalmente, o ambiente estava tornando-se mais frio, o que daria mais sentido às nossas jaquetas. Ela segura a minha mão com cuidado, o que me preocupa. Não queria incomodá-la com a frieza da minha pele, mas de certa forma sinto que estava seguro quanto a isso. Ela não me parecia ser ignorante como os outros semideuses ao sentir a frieza de uma prole de Hades.

        Portanto, faço questão de entrelaçar meus dedos com os dela, convidando-a para um pouco mais de intimidade ao acariciar partes de sua mão. O famoso Kevinho começa a cantar a sua primeira música. Olho para o palco, apontando na direção dele para que a Ivy o visse. ▬ Lá está ele! ▬ Falei, curioso quanto a música que ele iria tocar. De início, a batida da música me parecia bem diferente, mas ao mesmo tempo divertida e talvez sensual. Digo sensual porque havia algumas garotas rebolando de acordo com a batida da música, descendo e subindo os “popozões”, o que deixou os sátiros ali presentes loucos.

        Contorci o lábio, olhando para a Ivy com os olhos arregalados como se estivesse dizendo “estou surpreso”. E realmente estava, aquele novo estilo de música para a minha pessoa era bastante diferente dos outros que estava acostumado a ouvir. Continuamos andando, passo a passo até chegar ao brinquedo enquanto ouvíamos uma música que repetia várias vezes “Olha a explosão, quando ela bate com a bunda no chão”. Quase poético, de fato. Eu ri sozinho, o que me fez crer que a Ivy fosse me perguntar o motivo da risada repentina.

        Finalmente chegamos ao brinquedo, que não havia muita gente em sua fila. Creio que os semideuses estivessem com o estômago fraco por causa das bebidas alcoólicas que haviam ingerido na festa. O bom é que não era preciso pagar para entrar no brinquedo, o que me fez ficar bastante feliz. Estendi a mão, sinalizando para a Ivy que fosse à frente. ▬ Primeiro as damas, não é mesmo? ▬ Ri divertidamente e esperei que ela entrasse no brinquedo e se acomodasse. Logo depois, entrei e sentei ao seu lado, apertando bem os cintos.

▬ Preparada? ▬ Perguntei enquanto bagunçava o cabelo dela delicadamente, para que ela não ficasse tão brava comigo.

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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Zoë Ehlert Nordberg em Seg Abr 17, 2017 4:14 pm

Not making any sense
Era manhã, 9 da manhã segundo meu despertador e eu já poderia ouvir o acampamento movimentado pela ansiedade dos romanos com o festival que começaria minutos mais tarde. E como uma forma de me divertir e conseguir ganhar algo ao mesmo tempo, havia aceitado trabalhar de segurança por algumas horas. Sabia que o dia seria longo e que, provavelmente, minha paciência com os campistas se perderia no meio do caminho, mas eu faria o possível para manter a ordem e a alegria do festival sem que ninguém estragasse a festa de ninguém.

Sabia que seria uma experiência pessoal maravilhosa e que poderia me ensinar a ser um pouco mais compreensiva, não queria distrações no trabalho porque estar em meio à um ambiente musical já era uma distração. Me levantei e fiz com calma minha higiene matinal pra depois tomar um banho rápido, apenas para despertar. Coloquei uma roupa inteiramente preta e o pano vermelho no braço esquerdo conforme haviam me aconselhado a fazer pra ser identificada como segurança no meio de tantos jovens aloucados.

Não demorou muito para que estivesse em meio a tantos outros seguranças voluntariados, recebíamos ordens e instruções para o que fazer e o que deixar de fazer durante o horário do nosso serviço. Faltavam dez minutos para que os portões fossem abertos e eu, segundo uma ordem superior, ficaria junto de mais dois seguranças paralela aos portões evitando que alguma confusão atrapalhasse a entrada dos demais.

Meu olhar percorria com calma cada campista dali e com a atenção totalmente presa à eles, podia sentir perder minha respiração com a euforia dos mais novos correndo em direção aos palcos. — Céus... eu também amo Maroon 5, Halsey, Eden e os demais, mas não me desc– Ei! Espertinho! — gritei para um loiro alto que havia me chamado a atenção por empurrar os que eram menores para ganhar uma vantagem e chegar mais rápido nas grades. Diversas pessoas em menos de alguns minutos vieram reclamar comigo, então era óbvio que eu deveria tomar alguma atitude.

No mesmo instante em que o chamei ele parou e se virou pra mim com os olhos pegando fogo, por um momento senti meu corpo congelar porque o rapaz era sem dúvidas dois de mim, mas respirei fundo e sorri sarcástica, arrumando minha postura egocêntrica. — Já quer atrapalhar meu festival? — ele disse quase cuspindo em meu rosto e eu fechei os olhos, tentando não me estressar. — Na verdade, quem já começou atrapalhando o festival foi você empurrando os outros. Faz um favor, mantenha a postura de alguém decente. — falei trincando o maxilar e cruzando os braços, me afastando para o olhar dos pés a cabeça. — Agora vá curtir o show. Não incomode mais ninguém. — eu disse e algumas pessoas que continuavam ao meu redor, vítimas dos pisões dele, me agradeceram com um aperto no ombro enquanto o observei ficar cada vez mais distante.

Eu já havia convivido com pessoas do tipo daquele rapaz que só por ter altura se achavam superiores e ele, como uma pessoa alta deveria se manter ciente de que deve ficar mais pra trás em shows, já que ele pode atrapalhar a visão de outros. Peguei uma garrafa de água no bar mais próximo e passei a dar uma volta pelo festival quando notei os portões se fecharem novamente, indicando que a maioria do público já havia adentrado. Tomei mais da metade da garrafa em um só gole, céus! Minha garganta gritava de tanta sede.

Olhei pra trás ouvindo um assovio e percebi um dos seguranças me chamar e quando percebi, já estava ao lado dele, com mais dois em cima de mim reclamando de alguém ou um grupo que estavam desaperecendo com alguns equipamentos das bandas e eu de repente me peguei pensando o que estava acontecendo e porque todos estavam colocando a responsabilidade de recuperar os equipamentos em cima de mim.

"You'll never know what they might do if they catch you too early..." ouvi a letra da banda que era a primeira atração ecoar em minha mente, consequentemente era a música que eu mais gostava também e como se algum deus mexesse em minha cabeça, meu olhar se direcionou para trás do palco da atração atual e eu pude notar dois rapazes grandes carregando cada um uma caixa metálica dos equipamentos. Por um momento pude me enganar achando que um dos rapazes era o que eu havia chamado a atenção mais cedo. E quando pisquei algumas vezes e me aproximei em passos apressados, pude notar que era sim ele.

Droga, de novo não... — murmurei pra mim mesma e acenei com a mão para que os seguranças me acompanhasse, nos dirigimos com rapidez a agilidade por trás do palco até trombar com os jovens e de uma maneira fútil, trombei com um deles derrubando o aparelho no chão. Quando ergui o olhar, prendi o riso o vendo com os olhos arregalados e o percebi tremulo, gaguejando para me dar alguma desculpa. — Como se não bastasse pisar no povo, ainda quer acabar com a diversão roubando aparelhagem? — neguei com a cabeça e educadamente, o peguei pelos pulsos passando as amarras que o segurança ao lado havia me dado.

O mesmo se repetia com o colega dele que havia imediatamente deixado a caixa no chão, visto que ele não deria oportunidade alguma de escapar ou se livra de tal ato. Sorri de canto e o empurrei sem gentileza alguma para frente, o retirando pelo fundo do ambiente do festival até um espaço mais reservado, devidamente feito para meliantes como aqueles.

Ao notar que estava dispensada do meu trabalho naquela manhã, retirei a faixa vermelha e a deixei sobre um balcão bagunçado, pegando mais uma garrafa de água para tomar, recuperando o fôlego. Me sentei num puf que havia naquela sala reservada do festival para funcionários e descansei por alguns segundos. Depois do ocorrido com os rapazes, eu ainda havia ficado por entre a pista do palco para vasculhar se nada mais estava ocorrendo e se alguém ainda procurava por confusões.

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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Ivy Beatrice Scott em Seg Abr 17, 2017 8:14 pm


Geuraedo
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R
egistro no fundo de minha consciência quando um novo artista se prepara para tomar o palco com sua música. Os gritos ensandecidos da multidão clamam pelo funkeiro brasileiro que vi umas filhas de Afrodite ouvindo e dançando outro dia no acampamento; o que me faz franzir o cenho, sobretudo quando Guitti me pergunta sobre o cantor. “Humm… Ele ser bom ou ruim é relativo ao gosto de quem ouve.”, respondo de forma evasiva a fim de não ofender caso ele viesse a gostar do estilo que o rapaz performava.

   Sigo com o rapaz em direção ao brinquedo, por um instante ínfimo hesitando. Como poderia eu simplesmente seguir uma pessoa desconhecida desta forma? Por um acaso eu tinha algum problema mental ou coisa do tipo? Rolo os olhos, em seguida olhando-o de canto rapidamente, ele parecia quase inofensivo, ainda mais se compararmos com o padrão semideus de pessoas que oferecem perigo. Ele era pouco mais alto que eu, e seu corpo magro, porém, aprendi bem cedo que isto não significava nada, nem todos os semideuses se pareciam com cópias de Ares, mas mesmo assim podiam ser muito poderosos e fortes. Sinto seu olhar sobre mim, como se me analisasse; era possível que ele estivesse pensando o mesmo que eu?

   Sinto-me anuir a cabeça ligeiramente com sua pergunta, o que me faz olhá-lo atentamente, decidindo que talvez estivesse ficando paranóica (o que, acho, não é muito incomum por aqui). “Sou uma cria de Atena.”, murmuro. Esse tipo de coisa deveria vir escrita em um cartão de visitas por aqui, não é? O tipo de coisa tão ou mais importante que o seu nome. Por incrível que pareça, chamar Atena de mãe não era algo a que estava confortável ainda, dado o fato de que sempre vi os deuses como criaturas que adoravam dispor dos filhos em benefício próprio, como se fôssemos peças descartáveis em um jogo eterno de xadrez. Encaro-o de volta, novamente tomando as rédeas de meus pensamentos; é certo que ele esperava que eu me interessasse pelo seu progenitor divino, não é? Pigarreio ligeiramente, afrouxando o meu aperto em seu braço. “E você? Quem lhe deu o sangue divino de que dispõe?”, brinco usando as palavras como uma verdadeira filha de Atena deveria fazê-lo.

   Olho para o palco quando ele o aponta, chamando minha atenção para o cantor que começa a batida pesada que faz algumas pessoas iniciarem uma dança… exótica. Sinto meu rosto esquentar, não sei dizer se pelo choque em presenciar tal cena ou pelo fato de seus dedos longos e gelados acariciarem minha mão. Seus olhos crescem em seu rosto e tenho a certeza de que a música era tão estranha para ele quanto para mim, porém ele não diz nada, apenas ri baixo, um som agradável até certo ponto, porém seco. Trinco os dentes, levando minha mão livre ao rosto, quase inconscientemente, ele estava rindo de mim? Estava assim tão vermelha? Preocupo-me, mordendo o lábio inferior nervosamente.

   Chegamos ao brinquedo e me arrependo um pouco de ter sugerido aquilo. Era bem grande e as pessoas que terminavam a rodada meio me faziam pensar que se uma daquelas cadeiras se soltasse, o ocupante morreria de uma forma violenta e dolorosa. A fila era mínima agora, certamente que as pessoas haviam deixado o brinquedo pelo show do funkeiro. Assinto distraidamente quando Guitti é mais uma vez cavalheiro, embora eu pudesse dispensar tranquilamente desta vez. Sento-me no assento, olhando os cabos que o prendiam e checando de forma discreta se era seguro enquanto ele se senta ao meu lado; parecia animado, o que me faz abrir um meio sorriso nervoso quando bagunça meus cabelos. “Não muito, mas vamos lá.”, crocito com a voz ligeiramente mais aguda que  normal quando ele termina de atar nossos cintos de segurança.

   Um funcionário vem até nós e checa novamente se nos amarramos corretamente ao assento e se afasta em direção à cabine. A nossa frente, dois garotos gritavam excitados, balançando-se na cadeira e mexendo com duas meninas sentadas a sua frente, rolo os olhos desgostosa, “Porcos.”, murmuro antes de segurar seu antebraço por um momento, quando com um solavanco, a cadeira começa a se mover com o eixo do brinquedo.  Solto-o rapidamente, segurando agora na barra ante o meu corpo, enquanto o vento despenteava meus cabelos a medida que ganhávamos velocidade, trazendo uma sensação de adrenalina ao jogar longe meu chapéu. Olho para o menino e rio, não era tão ruim assim, afinal.


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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Guitti em Ter Abr 18, 2017 3:06 pm

Ivy
        Humm, filha de Atena então... Contorci meus lábios, demonstrando-me interessado. Talvez aquele encontro rendesse alguns fins de tarde em algum de nossos chalés jogando jogos aleatórios que exigem da estratégia humana para vencê-los. Por mais que não aparentasse, eu certamente sou uma pessoa que curte mais estar no conforto, ao horário do por do sol, tomando uma xicara de café ao assistir algo, ler ou apenas cochilar.

        Ela me faz a mesma pergunta – de maneira inteligente – sobre meu parentesco divino e sem hesitar, a respondo. ▬ Sou prole de Hades. ▬ Dei mais um sorriso, tentando tranquilizá-la ao ouvir a resposta. Preferi falar logo ao invés de ficar fazendo rodeios e deixá-la preocupada por aquilo talvez ser um problema para ela. Algumas pessoas tinham preconceito contra nós, filhos do Deus da morte. Sempre achavam que estávamos levando-as para suas possíveis mortes ou algo do tipo.

        Infelizmente, o tal do Mc Kevinho poderia ter acabado com qualquer clima romântico que possivelmente fosse surgir ali. Digo... Quem é que se beijaria ao ouvir aquele ritmo? E sim, de certa forma, eu almejava beijar aquela boca. Acho que o momento era mais para curtir mesmo, dançar, entre outras coisas. Quanto a nós, simplesmente nos reservamos ao brinquedo. Estávamos ali, sentados. Percebi-a olhando as engrenagens do brinquedo, preocupada. ▬ Não precisa ter medo, querida. Como disse a pouco, sou filho de Hades. Tenho habilidades que podem nos salvar em diversas circunstâncias. Não sou apenas morte. ▬ Eu ri, mas foi de nervoso, afinal não sabia como ela iria reagir com aquilo.

        Pouco antes do brinquedo começar a funcionar, vejo a Ivy incomodar-se com os garotos à nossa frente que mexiam com duas garotas. Ela os chama de “porcos” e então, resolvo fazer algo a respeito. Manipulo as sombras de forma que elas segurem as cabeças dos dois garotos e bato-as uma com a outra, o que fez com que as garotas rissem. Olhei para a Evelyn, rindo baixinho e dando de ombros, como se não soubesse o que tinha feito.

        Por fim, o brinquedo dá-se início a aventura que iriamos participar ali agora. Suas engrenagens fazem barulho, o que indica que os motores começaram a funcionar. Certamente, não havia perigo nenhum naquele brinquedo, provavelmente teria sido montado pelos filhos de Vulcano. Seguramo-nos na barra que estava logo a nossa frente, e quando começamos a girar, o brinquedo meio que nos separa, nos deixando um pouco na horizontal e girando cada vez mais rápido. Olhei para a Ivy e comecei a rir também. Sinto-me estranhamente bem – visto que nunca estou de bom humor – com ela e passei a gostar disso na medida em que nos conhecíamos.

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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Qui Abr 20, 2017 4:04 pm

Never was a girl with a wicked mind
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— Não pode ser ruim — Dei de ombros, mesmo tendo sido atiçada pelo comentário de Sun Hee com relação a morena, e tudo porque algo em seu olhar me intrigava, mas foram suas palavras que me deixaram ainda mais atenta. Mordi o lábio ao vê-la se abaixar e prendi o olhar no ponto onde seus dedos tocavam. Minha pele eriçou insanamente, denunciando-me ao se arrepiar, e tudo porque aquela região em particular era bastante sensível a toques alheios. Até eu mesma quando roçava a pontinha dos dedos conseguia me eriçar, uma morena linda como Evie? Conseguia fazer um pouco mais. Mordi o lábio, franzindo a testa ao ver o desenho surgindo fácil, meio tortinho e certamente divertido, parecia uma ilustração infantil feita por uma criança no auge dos oito anos de idade, e era justamente isso que me divertia.

Gargalhei alto ao ver que ela tinha terminado, seu sorriso travesso apenas me atiçando ainda mais. Balancei a cabeça e peguei a caneta que me fora entregue, guardando-a no bolso do short jeans antes de me voltar para ela. — Ele é encantador — Mordi o lábio, sem conseguir deixar de lado o ar risonho que me consumia no momento. Segui com a garota em meio à multidão, ignorando o fato de estar com um bichinho de palito dançante no quadril, estava me divertindo e simplesmente valia a pena cada momento passado com elas. E me refiro as duas garotas ali presentes quando digo isso.

Evie seguiu direto para uma das barracas de bebida, e se inclinou no balcão me dando uma bela visão de sua bunda empinada, senti a mão coçar para estapear a região, sou filha de Vênus e nem conheço a garota, mas ela já ativou meu lado safado. Engoli seco e joguei a ousadia para o fundo da mente, recobrando o controle ao me prostrar ao seu lado. — Pedindo assim ele vai dizer que é tudo isso — Brinquei, olhando o garoto de cima a baixo e analisando o seu físico. — Pode me trazer qualquer coisa com limão e gelo — Pedi, piscando em direção a ele.



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Re: Festival de Música ♫

Mensagem por Ivy Beatrice Scott em Sex Abr 21, 2017 1:38 am


Geuraedo
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C
onsciente de que ele tentava deixar o clima leve mesmo após me dizer que era filho de Hades, faço o mesmo, tentando ignorar e empurrar para um canto de minha mente em que pensaria nisto depois, com mais cuidado, quando tivesse tempo. O que ele faz com os garotos a nossa frente me faz abrir um sorriso discreto, não pelo ato, mas pela reação do mesmo com a travessura; ele realmente não parecia o tipo de pessoa que fazia isso sempre como seria o caso de um de meus  irmãos, por exemplo.

   As cadeiras se separam, deixando-nos em uma posição cujo ângulo parecia-me estranho, podia ver o chão passar como um borrão sob nossos pés e ao longe as luzes do palco que se acendiam, a música e os brados da plateia que percebi, sobrepunham-se com algum esforço acima de minha própria voz, sim, eu gritava.  E muito. Uma pitada de medo e de excitação, aquilo que chamam adrenalina queimava em minhas veias. Esforçando-me, pude ver o asiático passar por mim igualmente risonho.

...

   Quando o rapaz desligou o brinquedo, as cadeiras, obviamente, não pararam de imediato, giramos por algum tempo, diminuindo a velocidade até pararmos por completo. “Okay, eu estava errada por ter medo, mas não vou querer ir nisso tão cedo.”, disse com a voz ainda aguda de excitação ao ser desamarrada do assento, virando meu corpo para Guitti, que também se soltava rapidamente. Estava completamente tonta e sentia que meus cabelos haviam adquirido um outro nível de volume. “Eu devo estar uma bagunça…”, murmurei dando-lhe a mão e saindo dali com ele, passando os dedos livres pelas mechas agora rebeldes que teimavam em cobrir meus olhos.


# it's show time

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evelyn beatrice scott


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Ivy Beatrice Scott
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