The Blood of Olympus
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Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

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Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sab Mar 25, 2017 1:55 pm


Aula de Arquearia.


Introdução: Arquearia consiste basicamente em qualquer tipo de movimento com o arco, seja curvar, dar forma, manejo dentre outros. Como introdução para as aulas de arquearia não temos muito a fazer, basta saberem que coloquei abaixo algumas dicas de como manusear o arco, para melhor desenvolvimento da aula, de forma que, os campistas podem estar aprimorando seu conhecimento, se alguns já não o tinham, e adquirindo novas tendência. O arqueiro perfeito não é aquele que tem pericia ou facilidade com a arma, mas que aquele que treina com ela continuamente, e se aprimora em usa-la.

Personagem: Emmanuelle para muitos pode aparentar ser um tanto arrogante, não da brechas para conversar que não tenham a ver com instruções de batalha e manuseio de armas. Não se dá bem aparentemente com o sexo masculino, algo comum sendo ela caçadora de Artemis, muito seria e concentrada a garota detesta que a toquem, ou que tentem qualquer tipo de contato físico, caso queira tentar a sorte não se surpreenda se sair sem um braço, perna ou outra parte do corpo.

Dicas de Astucia para aula: O arco é uma arma de longa distancia, portando é normal que muitos se sintam intimidados por não saberem bem como comporta-la. Até porque um arqueiro precisa de certa habilidade, treino, postura dentre outras coisas que podem auxilia-lo para um melhor disparo. Muitos não fazem, ou não treinam arquearia por não saberem o que descrever sobre tal armamento, e convenhamos que dizer, miro, atiro, acerto o alvo se torna algo chato e monômio. Portando, preparei algumas dicas que podem ajuda-lo a descrever sua arma, postura, e deixar a aula minimamente mais interessante.
Manual aqui, ou dicas:

 Descrever altura da arma, peso, a forma com que ela se equilibra em sua mão, arcos tendem a ser diferentes entre si, algumas cortas são mais pesadas e mais rijas, outras mais soltas e maleáveis, depende muito do material com que é fabricada. Descreva a madeira, se ela pesa em suas mãos ou se é de fácil manuseio, algumas fazem aquela curva graciosa, e tem detalhes que as diferem dos demais.

 As flechas e a aljava, um conjunto completo para um arqueiro perfeito, geralmente a aljava do arco é feita de couro, um material resistente o suficiente com uma tira para circular e prender no ombro, tronco ou corpo, algo que permite rápido movimento do arqueiro em campo de batalha. Alguns tem peso mediano, outros são tão leves que quase se tornam imperceptíveis, descreve-los ajuda o narrador a entender a forma com que você se porta diante da batalha.

 Flechas, tipos e tamanhos, existem flechas comuns, especiais, moderadas, moldadas, com veneno, sem veneno, que podem pegar fogo em meio ao ar, incendiar as penas da calda. Cada flecha foi criada com uma percepção diferente, apesar de parecerem semelhantes para muitos, elas não são, tem detalhes que as diferem, como a ponta, que pode ser mais fina, mais rija, mais detalhada. Ou o final dela, que dependendo da forma pode torna-la mais rápida, mais lenta ou mais pesada. Para treinamentos usamos flechas comuns, geralmente de peso médio, por que assim os semideuses podem se acostumar a um peso mediano, e não estranhar quando são tão mais leves ou tão mais pesadas.

 Postura, pernas separadas, geralmente uma um paço em frente a outra, o primeiro joelho dobra o segundo nem tanto. O arqueiro não deve levantar tanto o ombro, e sim mantê-lo em uma posição considerada confortável. O cotovelo deve estar em altura media, e usar o queixo para apoiar o arco pode ser uma ótima saída para sempre acertar o alvo. Mire com apenas um olho, respire fundo e solte, é questão de técnica. Lembre-se de sempre manter a postura firme, o que lhe permite melhor acerto de alvos.

 O alvo, a maioria dos alvos tanto de treino quanto fora tem tendência a ser móvel, isso porque o inimigo não fica parado esperando que você o acerte, na vida real não é assim que funciona. Contabilizar e calcular o tempo da flecha antes de acerta-lo pode ser uma saída de mestre. Tente mentalizar a forma com que ele se move, calculando o tempo que a flecha leva para acertar seu alvo, e só então atire.

 Dica de astucia. O Arco é uma arma de longa distancia, mas nem sempre teremos essa ao nosso favor, por isso, use tudo que estiver ao alcance para vencer uma batalha. Não pode atirar as flechas? Crave-as em seu inimigo, isso mesmo, a use de faca, use as mãos e finque em pontos que alcançar. Não pode usar o arco para atirar? Use ele de porrete, acerte o rosto, tronco, pernas, ele pode ser usado de outras maneiras também. Ser criativo pode ser a diferença entre vida e morte.

Missão: A última missão pode ser a mais difícil de todas, mas também pode ser a mais fácil. O seu personagem foi enviado a floresta para seguir os rastros de uma corça, e captura-lo. Encontre a corça na floresta e a derrube com algumas flechas – ou uma – apenas lembrando que deverá tomar cuidado onde acertar a carne, pois apesar de poder feri-la, não deve matá-la. O objetivo é capturar a corça viva.

Observação: Para realizar essa aula é necessário ter feito a terceira aula de arquearia fixa, sendo que essa é uma continuação da mesma, e a habilidade, seu complemento.

Habilidade: Nome do poder: Pericia com Arcos IV
Descrição: O seu manejo se tornou perfeito, os treinamentos realizados por você lhe trouxeram o resultado esperado. Você se tornou um arqueiro, consegue se mover depressa, atirar, e até mesmo usar o arco para se defender, acertando alvos moveis e não moveis, além de conseguir atirar até duas flechas por vez.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +35% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.
Instruções e Regras:

-Mínimo de 20 linhas e sabemos que são capazes de fazer bem mais que isso
-Essa aula é fixa, diferente das aulas extras da arquearia, portanto não possuem um prazo de respost. Irei avaliar tais aulas a cada 7 dias - caso tenha postagens na mesma - então aguardem o meu tempo de avaliação. Não precisam pedir atualização dessa aula, sempre estarei avisando e pedindo aos ADM's que o façam.
-Duvidas devem ser enviadas por meio de Mp
-Boa aula a todos.
.



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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Quione em Dom Abr 02, 2017 1:56 pm

Modo de avaliação:
Introdução: 420 XP
Informação: 420 XP
Personagem: 420 XP
Missão: 420 XP
Habilidade: 420 XP
Total: 2100 XP ( +30 por aluno) + 500 dracmas (+50 de dracmas por aluno).

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Alunos: Nenhum até o momento.
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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Luna Blackwood em Dom Maio 07, 2017 11:27 pm



Arco e Flecha
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
Or not! The night is a beautiful child.




Minha última aula de arquearia foi a mais estranha e sangrenta, mas também foi a mais emocionante. Ao enfrentar aquelas projeções de soldados espartanos, realmente eu descobri um pouco mais sobre quem eu sou, e realmente não imaginava que seria tudo isso, sabe? Só que não pense errado, eu não fico orgulhosa do que fiz, mas sim assustada, ao menos de início. Eu pensei comigo mesma, após ter voltado para minha cama naquele dia: será que eu havia exagerado? Fui cruel demais com as projeções? Será que eu cometi muitos erros? Eu realmente não conseguia achar sozinha a resposta para nada disso, pois ficara confusa com as emoções que sentira durante e após aquele combate. Afinal, se eu havia feito algo de ruim, por que é que eu me diverti tanto com toda aquela adrenalina? Será que era coisa disso de ser uma heroína ou... eu era malvada? E se eu havia ido mal, por que que a caçadora instrutora minha não me deu nenhuma bronca? Bem... eu realmente fiquei com muita dúvida sobre o que foi certo ou errado nesse treino, mas realmente não pude negar que nunca havia me sentido de tal forma.

Para o bem ou para o mal, eu parecia ser mesmo amante da adrenalina, ainda que tivesse sim um pouco de receio em lidar com pessoas, eu percebia agora que eu me soltava bastante quanto mais eu me concentrava em uma batalha. Foi um tanto estranho depois que eu parei um pouco para pensar sobre isso, mas era algo novo sobre mim que eu teria que aprender a lidar, já que parecia até ser instintivo meu, mas talvez não fosse de todo mal. Não significa que eu sou uma má pessoa, certo? Eu realmente esperava que não, pois não quero ter prazer em matar ninguém, nunca!

Só que, é claro, por mais que isso me deixasse cheia de medo sobre esse lado meu que ando descobrindo, eu tinha mais o que fazer, então não podia ficar pensando apenas nisso. É, a vida de uma semideusa nunca é fácil, ainda mais em um acampamento que tem um regime militar. Nunca posso relaxar, e por isso, não pude parar para pensar nessa questão sobre eu mesma. O que por um lado foi uma droga, pois mesmo estando cansada da minha terceira aula de arquearia, eu tinha que fazer as minhas tarefas pelo acampamento, mas pelo menos me deixou atenta e afiada, o que eu iria precisar logo, pois no dia seguinte da minha terceira aula com Emmanuelle, fiquei sabendo através de outra campista que a mesma caçadora estaria requisitando a minha presença em particular, na floresta. E... é, eu me arrepiei toda nesse momento, pois imaginava o que é que ela iria querer comigo agora que só poderia ser euzinha...

O que ela me mandaria fazer agora? Será que eu enfrentaria uma criatura sozinha? Será que seria devorada por um grifo? Meu Deus, o que será de mim se eu falhar dessa vez? Afinal, estando só nós duas na floresta... o que impediria ela de me abandonar ali e dizer que fui devorada por um animal qualquer? Céus, eu já estava tensa antes mesmo de falar com ela, e não havia meditação que desse um jeito naquilo, então decidi pular logo a parte do dia em que eu treinava com meu arco e flecha, para ver a caçadora de uma vez. Era mais rápido (como puxar um curativo, que a dor viesse toda de uma vez) e, claro, eu não queria deixa-la esperando por muito tempo.

Quando enfim cheguei na floresta, eu não morri, como pensei que iria. Na realidade, nem brigar comigo ela queria, ou me passar uma tarefa impossível, pois ela só me disse que queria me ver capturando uma corça, viva. Isso me fez até suspeitar um pouco, mas eu nem sonhei em perguntar para ela se estava brincando, ou sabia que ia levar para casa uma flecha de prata lunar... no meu bumbum... Mas, de verdade, fiquei um tanto aliviada, já que, por mais que eu soubesse que seria extremamente difícil, não estava lidando com uma criatura ensandecida que me mataria com uma só dentada se eu me descuidasse, coisa que eu realmente pensei que ela me mandaria caçar, então... bem, eu tive meus motivos pra ficar aliviada, certo? De toda forma, eu aceitei seu desafio, mas falei antes uma coisa para ela, enquanto passava por cima do meu ombro a tira da aljava que ela me entregava- Pode deixar, vou mostrar que sou uma boa caçadora. –disse, com um sorriso tímido no rosto, e então comecei a andar para dentro da floresta, após receber a permissão e, claro, pegar o arco e as minhas flechas, que ela havia preparado para mim já, pois pelo visto já me conhecia das outras aulas, e imaginava que eu não tinha um arco e flechas para mim... Enfim, depois de confirmar a tarefa, eu comecei a tentar rastrear aquela tal corça, só que comecei mal.

Afinal de contas, como é que se rastreia? Eu nunca havia feito isso antes e nem mesmo imaginava como se fazia, nem tive coragem de pedir alguns toques pra Emmanuelle, já que queria mesmo impressioná-la pra... bem, eu preciso mesmo falar? Sério, eu acho que ficou um tanto óbvio depois do que eu disse para ela, pouco antes de começar com a tarefa, então nem vou comentar mais disso, pois ando falando muito das caçadoras. Mas confesso que eu estava completamente perdida naquela floresta.

Bem, eu estava procurando pelo rastro daquela coisa o máximo que eu podia, mas tudo o que eu via era... verde! Só mato e árvores, e eu não via nada de diferente por ali, então eu meio que comecei a divagar ali, e enquanto isso, pensei em certas coisas que me deixaram um tanto curiosa sobre essa missão. Afinal, será que Emmanuelle havia me dado essa tarefa como minha última aula para me testar? Digo, será que ela viu que eu havia sido violenta demais na última aula, e agora queria ver se eu conseguia ser paciente e rastrear um animalzinho indefeso, e além disso, ainda trazê-lo com vida? Olha... eu confesso que isso era algo que eu também queria saber, de verdade, pois talvez fosse a prova de que eu precisava para saber se poderia ser ou não uma boa pessoa.

De toda forma, pensei por um bom tempo se não era isso mesmo que caçadora queria que eu pensasse e fizesse quando me deu aquela missão, uma forma de forçar-me a equilibrar meu lado de caçadora/arqueira com a minha violência e o lado benevolente dentro de mim, o que achei muito legal mas... céus, eu tinha que achar aquela corça para poder exercitar isso! Mas estava sendo impossível isso, principalmente por que eu não tinha nenhuma habilidade de rastreadora!

O máximo que eu encontrei após caminhar por cerca de uma hora, foi um arbusto que pareceu ter sido todo devorado, mas não sabia para onde é que aquele animal havia ido, já que não vi nenhuma pegada ou qualquer coisa fácil de ser vista no solo. Tudo bem, eu encontrei depois um esquilinho fuçando em um arbusto, mas ele não era o meu alvo, então... bem, não precisava ter lançado nele aquela flecha, que provavelmente quase lhe deu um ataque cardíaco, mas pelo menos não o acertei (já que ele estava escondido entre as folhas do arbusto), então consegui me perdoar após esse engano. E é, eu precisava mesmo descansar após andar por uma horinha, já que eu estava em pé já faziam SETE horas, sabe? Sete malditas horas de guarda nas entradas do acampamento... fazendo ronda constantemente, até estar livre para ver a caçadora e ser enviada para andar ainda mais...

Bem, ao menos eu me lembrei de marcar cada árvore que eu havia passado enquanto andava por ali, para saber o caminho de volta, então quanto a isso eu estava segura. Enfim, era mais um motivo para eu descansar, certo?

Pois bem, eu fui um pouco esperta, e tentei não descansar no chão ou talvez tivesse algum inseto nojento subindo pela minha perna. Descansei no alto de uma árvore, em um galho bem forte. Mas eu apenas descansei mesmo, me sentei, deixei o arco em meu colo, relaxei meus músculos e parei para respirar devagar, não dormi, ou sabia que iria acabar caindo. Só que eu acho que fiquei tão quieta e imóvel, olhando para o céu que nem percebi quanto tempo havia se passado, mas sabia que a noite chegava aos poucos, e esse sim era meu território, o que me deixou um tanto animada, mas... também me deixou um pouco preocupada, pois talvez tivesse menos esperanças de encontrar aquele animal escorregadio em tal momento do dia... Porém, eis que, para a minha sorte, enquanto o sol se preparava para deixar os céus e eu criava coragem para me levantar daquele galho de árvore, eu ouvi rapidamente um barulho um tanto gracioso de um canto da floresta, bem próximo. Que pareceu bem irrelevante para mim de início, até que eu vi a bendita passeando por ali... A CORÇA!

É, eu não achei a corça, mas ela que acabou me achando! Ainda que não soubesse, pois ela olhava para quase todos os lados como se soubesse que alguém estava ali, ou seus sentidos lhe alertavam isso, mas não via ninguém, pois ela havia se esquecido de olhar para cima, e eu aproveitei isso. Com calma e muito cuidado, levei minha mão até a minha aljava que se encontrava em minhas costas, e tentei ao máximo não fazer barulho quando tentei tirar a flecha, aproveitando que a corça estava distraída e com a cabeça abaixada se alimentando. Tá, só parecia que ela estava distraída, pois na prática foi bem diferente, já que, quando eu tirei a flecha de minha aljava, bati com a sua ponta sem querer na casca da árvore, e o barulho alertou imediatamente a criatura, que na mesma hora olhou para cima, ainda com seu alimento na boca, e por uns cinco segundos ficou parada, me encarando- Oie, vem sempre aqui? –disse, enquanto acenava para ela, por mais que eu soubesse que ela não entenderia nada. Pois é, eu estava sendo simpática com uma criatura que não falava a minha língua, me julgue! Não ligo, pois ela parecia ser muito fofa! E... é, eu sei, cometi o erro de olhar em seus olhos... o que só tornou ainda mais difícil fazer o que eu tive que fazer em seguida.

Ainda estava com a flecha acima da minha cabeça (recém retirada da minha aljava) quando a corça começou a correr, então sem opções eu lancei com a mão mesmo a minha flecha, mirando o máximo que eu pude naquele momento- Me desculpe! –pedi, após improvisar, mas eu errei, e a flecha nem presa na árvore ficou. Bem, isso havia sido uma droga, mas ao menos eu havia encontrado a coisa, não é? Então, eu não podia perde-la de vista, por isso fui apressada ao seu encalço, após descer da árvore e pegar a minha flecha do chão, é claro.

E agora sim eu havia conseguido ver seu rastro, pois ela parecia tão desesperada que deixou bem claro quando passou por arbustos e na grama, sem falar que as pistas ainda estavam frescas então eu pude ver claramente toda aquela vegetação amassada, os galhos quebrados e até algumas pegadas rasas dela, quase imperceptíveis. Enfim, tinha todo o necessário para segui-la e foi o que eu fiz, na maior velocidade que eu conseguia, só que... fiquei nisso. Pois é, eu estava sim conseguindo rastreá-la, mas infelizmente era a única coisa que eu via dela, por mais que eu corresse e desse o máximo de mim, ainda que eu pulasse que nem ela, nunca conseguia vê-la, somente o seu rastro e, no máximo, o barulho de seus movimentos na mata à minha frente. Aliás, foi por conta desses barulhos que eu tive a certeza de que ainda estava seguindo ela, ou então eu realmente teria desistido... Demorou para a burra aqui perceber que jamais alcançaria um animal desses ao tentar correr na mesma linha que ela, era rápida demais para mesmo eu lhe alcançar, então eu comecei a pensar bem enquanto tentava perseguir os seus rastros, analisando a situação para decidir qual era a melhor decisão para alcança-la, então tive uma boa ideia, quando percebi como ela se movia.

Parecia que ela andava em zigue-zague o tempo inteiro que me viu atrás de si, realmente fazendo de tudo para me despistar, pois provavelmente ainda me ouvia correr atrás dela, então eu resolvi deixar que ela pensasse assim, ao menos um pouco, pois como eu não podia vencê-la em linha reta, tentaria cortar caminho, aproveitando-me do zigue-zague que ela fazia pela mata. Então eu arrisquei, por mais que tivesse só uma ideia da direção que ela seguia, eu fiz o maior chute de todos ao sair de sua trilha, para dar a volta e ir parar em um ponto que eu imaginava que ela iria passar, se continuasse a seguir naquela direção e em zigue-zague, como estava fazendo até então.

Chegando naquele ponto, é claro que eu já havia sacado a minha flecha da aljava em minhas costas, e estava encaixando a mesma em meu arco, e ao chegar no local eu tive só que me posicionar atrás de uma árvore (escondida entre algumas folhas de arbusto), e então me aprontei para dar o melhor tiro de todos. Primeiro, é claro que me lembrei que não podia matá-la, em hipótese alguma eu queria isso, tinha que provar para a tenente e para eu mesma que conseguia fazer aquilo, então respirei fundo, me acalmei e mirei em um ponto à frente do que eu imaginava que ela iria aparecer, pois imaginava que ela viria correndo. Só que, eis que eu me surpreendo, ao ver que ela realmente havia demorado bastante para me alcançar. Já até imaginava que ela havia ido por outro caminho, quando comecei a perceber o peso diferenciado e os detalhes do arco que a caçadora havia me dado para caçar aquela corça (pois é, eu não tinha o que fazer ao ficar de vigia), mas eis que, de repente, surge a corça andando devagar, olhando para trás o tempo todo, e para os lados enquanto isso. Tudo bem que ela veio de uma direção diferente da que eu havia calculado, mas ainda estava valendo.

Não precisei pensar muito, e mirei em sua perna quando atirei, em seu músculo da pata traseira direita, em um ponto crucial para ela dobrar a perna, travando-o (ou ao menos garantindo que iria sentir muita dor ao mexer aquele músculo, e assim faria de tudo para não mexê-lo, já que a ponta da flecha ainda estava dentro dela), o que com certeza iria dificultar bastante a sua corrida, mas só para garantir, repeti mais algumas vezes o disparo, mirando quase que por reflexo as outras duas flechas, mas fui rápida o bastante para que pudesse fazer isso antes de ela voltar a correr. Havia sido cruel fazer isso, pois logo em seguida ela saiu correndo em outra direção, quando percebeu de onde havia vindo a flecha, mas ao menos ela mancava agora, e eu percebi logo a diferença quando voltei a correr atrás dela, pois ela estava realmente mais lenta, mas ainda era muito rápida para mim. Pois, ainda que agora eu pudesse ao menos vê-la quando corria, ela pulava muito para que eu pudesse ter uma mira precisa, conseguindo ainda uma boa dianteira mesmo sem conseguir dobrar uma das patas, então eu tive que pensar de novo em como pegá-la mais uma vez em uma armadilha. Mas isso não seria fácil, pois ela não tinha mais aquela tentativa de correr em zigue-zague como antes, estava mais imprevisível, então eu não tentaria mais surpreendê-la como antes, não me arriscaria a perder seu rastro.

Porém, eu tive um pouco de sorte, confesso, pois de canto do olho percebi que a paisagem mudava um pouco em certa parte da floresta, onde havia nenhuma árvore e o local era bem limpo, uma clareira, e isso me deu uma ideia...

Como agora ela fugia de mim de forma aleatória, eu tentei ao máximo fazer uma curva ou outra pelo caminho, torcendo para que ela estivesse indo para aquela direção em um momento ou outro, mas sempre que eu errava, fazia de tudo para voltar ao seu rastro, o que felizmente foi mais fácil por conta do ferimento que eu havia feito nela. Demorou, mas eu desisti da ideia, pois realmente não podia prever o que um animal desses faria, ainda mais desesperada como estava, por isso tentei outra coisa. Enquanto corria, perdendo aos poucos meu fôlego (junta da corça, que parecia também cansada de fugir, sem falar que o ferimento dela estava sangrando a um tempo já), eu resolvi abusar da quantidade de flechas que ainda tinha, e então comecei a preparar e atirar flechas na corça, visando não acertá-la, mas sim assustá-la, e isso sim deu certo.

Aos poucos, nem precisei correr tão rápido, então fui me cansando menos, mas com as flechas passando tão próxima do ouvido da corça e com a mesma reconhecendo o projétil que ainda estava pendurado em sua perna (pela metade, já que as flechas haviam quebrado em alguma árvore durante a corrida, mas ela ainda se lembrava bem do que eu havia feito), ela se assustou o bastante para mudar a sua rota diversas vezes, e assim eu consegui fazer com que ela fosse até a clareira, onde eu enfim pude descansar um pouco, ao aproveitar o espaço para parar, me ajoelhar nas folhas, e, com calma, mirar na perna traseira ainda boa da corça, enquanto puxava a flecha encaixada no fio do arco que ligava suas duas pontas, tencionando ao máximo o mesmo, aplicando toda a força que eu podia naquele disparo. Quando enfim encontrei o ângulo perfeito, aproveitando-me da ausência de árvores eu atirei a flecha sem muito me preocupar, que voou com precisão na corça ferida, que enfim caiu quando eu repeti aquele mesmo disparo mais uma vez, fazendo as flechas atingirem o músculo da outra pata, em um ponto que eu sabia que era essencial para que ela pulasse, fazendo-a até perder o equilíbrio e cair na grama.

Enfim eu pude respirar profundamente e caminhei na direção dela, cheia de suor e toda arranhada, após correr tanto pela mata e passar por tantos galhos... Porém, ela parecia ainda querer lutar, pois se mexia demais quando me viu chegando, o que partiu meu coração mais uma vez, mas eu tinha que leva-la até Emmanuelle, só não podia fazer isso com ela se mexendo muito, então... olhando em seus olhos, aprontei mais uma flecha em meu arco, e sem mirar muito eu apontei para o músculo da sua perna dianteira- Me desculpe, mas logo irá melhorar, tá? –disse, tentando ser gentil, e então fiz de tudo mas não olhei em seus olhos quando mais uma vez atirei no músculo de sua pata dianteira, travando-o, o que diminuiria bastante os seus movimentos e, assim eu poderia terminar meu serviço... Que, felizmente, não era matar a pobre coitada.

Após aquilo é claro que eu descansei um pouco, mas com a noite chegando logo em seguida, nem precisei muito, pois logo pude sentir as sombras me dando forças, me fazendo sentir bem o bastante para arrastar aquela corça. Só que é claro que isso demorou, afinal de contas essa animalzinha era muito pesada, e havia me arrastado por um longo caminho na floresta! Se não me guiasse pela magia que eu sentia vir do acampamento e dos objetos místicos que Emmanuelle e as outras semideusas e semideuses do acampamento carregavam, com certeza nem encontraria de volta o caminho para casa, já que a partir do momento que eu saí correndo atrás da corça sem me lembrar de marcar mais nenhuma árvore, as que eu havia marcado haviam ficado praticamente inúteis para mim, então me deixei guiar por aquele meu instinto mesmo.

Enfim, após horas arrastando aquela corça com todo cuidado do mundo para que ela não  se machucasse além do necessário, eu consegui finalmente leva-la até a caçadora- Pronto! Aqui está a... a... sua corça... –disse, exausta e me apoiando em uma arvore próxima dali, após deixar a corça apavorada aos pés da tenente das caçadoras, na orla da floresta- Parabéns, completou a sua última missão. Boa garota. –ela disse, mais concentrada nas feridas da corça do que em mim realmente. Bem, eu não me surpreendi com isso, mas ela havia sido bem simples ao falar comigo, o que me pareceu um tanto... estranho, para uma formatura, ou o quer que fosse aquilo, então decidi confirmar com ela antes de dar meu próximo passo- Estou liberada? –perguntei, receosa, e até torcendo para que ela citasse qualquer coisa sobre as caçadoras ou... bem, um elogio qualquer sobre meu desempenho, mas não foi exatamente isso o que eu ouvi- Sim sim, por enquanto é só. –e eu mais uma vez tive meus sonhos destruídos. Mas ao menos foi um fim amigável para a nossa quase conversa, e para a nossa aula, pois eu não tinha mais o que fazer ali, de acordo com minha professora, então parti para meus aposentos mais uma vez.

Bem, não havia impressionado a caçadora como eu queria, pelo visto não tinha o que fazer para impressioná-la, não sou impressionante, ou talvez ela só estivesse analisando ainda meu desempenho, e não quisesse ainda me contar como eu havia ido pois não sabia detalhes de onde eu havia mirado e como havia derrubado a corça, ou como estava a sua saúde... Ainda podia me procurar para falar comigo, hora ou outra, não é?

Não, chega Luna! Só continue a caminhar para os seus aposentos e aproveite que está tarde para se tornar uma com a sua cama! É, a melhor decisão após correr tanto na mata hoje...







Passivas Utilizadas:
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum


Nível 3
Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. As feridas do semideus se fecham de forma lenta, e apenas cortes pequenos podem se regenerar nesse nível, parte de sua energia também é restaurada. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 MP e 25 HP
Dano: Nenhum


Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, nesse nível só consegue recuperar uma pequena parte de sua energia, e apenas feridas mais leves são fechadas, as mais fundas ainda não se recuperarão. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +10 HP e +10 MP
Dano: Nenhum


#04

Com: NPC's e Emmanuelle
Roupas: Camiseta do Acampamento de Júpiter, shortinho e sandálias.

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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Dom Maio 14, 2017 12:25 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus: + 50

Luna Blackwood
Criatividade: 37
Ortografia: 38
Coerência: 28
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 143 xp
Bônus: 20 = 153 xp



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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Psique em Dom Maio 14, 2017 4:31 pm

Atualizado


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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Luna Minn em Sab Jan 27, 2018 10:40 pm

arquearia
BE BETTER THAN BEFORE


O último dos treinos para perícia com arcos estava prestes a começar, e meu velho companheiro estava firme em minhas mãos, assim como as flechas medianas e leves de sempre. O arsenal estava sendo um ótimo amigo meu, que não tinha nenhum arco e flecha realmente meu, mas aquilo não me fazia desanimar nem um pouco. Eu passei a semana toda pensando sobre este treino, estava puramente ansiosa para fazê-lo, e a hora chegou. - Vocês devem capturar uma corça, mas ela deverá ser entregue viva! Podem apenas feri-la, mas não devem matá-la! - A voz forte da caçadora ecoava pela entrada da floresta, prendendo a atenção de todos os semideuses que estavam ali por sua causa. Eram poucos os que, assim como eu, não desistiram no meio do caminho para o sucesso total com o arco.

- Eu estarei esperando vocês bem aqui. Boa sorte, semideuses! - E com isso, ela nos libera para entrar na floresta, meu plano era ir na direção em que nenhum outro semideus iria. O arco se mantinha firme em minha mão, a aljava em minha cintura era uma coisa nova que eu estava experimentando, as diferentes posições das aljavas, buscando entender qual delas era melhor. Meus passos iam leves pela floresta, apesar do barulho constante das folhas se quebrando no meu pé e a lama respingando. Era escorregadio, mas dava para sobreviver.

Com o uso do arco não era tão necessário assim chegar perto da corça, afinal, fazê-la não ver que estava sendo seguida era um passo crucial para capturá-la. Meus olhares seguiam observando cada movimento ao meu redor, corças não eram tão difíceis de serem achadas. Até mesmo os mais novos conseguiam caçá-la para o jantar do acampamento, então seria uma tarefa simples.

Quando finalmente avisto uma corça sozinha à alguns metros de mim, paro de andar, cuidadosamente, retiro uma flecha da aljava e me posiciono da melhor maneira que consigo antes de relaxar os ombros, fechar um dos olhos e puxar a flecha até meu queixo, mirando direto na coxa traseira da corça, local que não a mataria mas debilitaria sua capacidade de andar. Respiro fundo e solto a flecha, que com um assobio atravessa por entre as árvores até chegar no animal caçado, fazendo-o tentar fugir com o susto, porém não conseguindo e caindo no chão com a dor causada pela flecha. Corro na direção do bicho e então retiro a flecha que o havia ferido, pegando-o no colo e imediatamente voltando para o local de saída.

Me uno ao grupo de pessoas que foram mais rápidas que eu e a instrutora. Eu não conseguia lidar com a corça sofrendo em minhas mãos, mas ela se recuperaria rápido, estes animais tinham uma capacidade regenerativa surpreendente. - Missão cumprida. - Falo dando um sorriso meigo e gentil como sempre para a filha de Poseidon, acariciando a corça como um pedido de desculpas por fazê-la sofrer daquela forma.

- Muito bem, Luna! Uma flecha só? Acho que te ensinei direito! - Como uma imagem rara de se ver, um sorriso de canto de lábio vem da caçadora, ela deveria estar mesmo orgulhosa do seu excelente trabalho como instrutora, afinal, não era nada fácil ensinar alguém sem conhecimento algum no assunto. E ver a pessoa caçando um animal sensível de percepção como aquele e acertando de primeira, era mesmo de se orgulhar. Até mesmo eu estava orgulhosa das minhas conquistas, só me arrependia de ter sido um treino tão rápido. Eu queria mais. - Obrigada, Emmanuelle! - Dito isto, esperei pelas instruções finais da caçadora para então retornar aos meus afazeres com a enfermaria e como mãe.

Duplicador de XP:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 3
Descrição: Por 2 meses em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Valido até 12/02/2018)

Habilidades com Arco:
Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Você aprendeu e se desenvolveu com o seu treinamento, e agora já consegue acertar as flechas em alvos com mais precisão, mas tende a ter dificuldades se esses se moverem muito depressa. É recomendado realizar um pouco mais de treinamento. Contudo, seu manejo com arco é muito melhor do que aqueles que nem mesmo treinaram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Nome do poder: Pericia com Arcos II
Descrição: O seu manejo com o arco melhorou, e agora acertar alvos parados já não é mais um problema, além disso você desenvolveu certa habilidade em atirar contra inimigos em movimento, ou objetos que se encontram da mesma maneira. Mais um pouco de treino e seu personagem se tonara um ótimo arqueiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +20% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Nome do poder: Pericia com Arcos III
Descrição: Inimigos em movimento? Isso não é um problema, você consegue acertar pontos estratégicos, imobilizar membros e causar um dano ainda maior. Seus movimentos com o arco melhoraram, se aprimoraram, e sua habilidade se tornou quase perfeita. O seu treinamento certamente lhe trouxe um ótimo resultado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Nome do poder: Pericia em Mira de Arcos I
Descrição: Aprender a atirar com o arco as vezes não é suficiente, o semideus também precisa da mira para aprimorar essa habilidade, assim sendo, ao treinar com esse tipo de arma, automaticamente acaba aprimorando sua mira. Agora acertar alvos em movimentos a longa distância ficou muito mais fácil, além de aprimorar sua técnica com arcos, também consegue atingir pontos mais precisos com essa arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de mira com arcos, tendo facilidade em atirar em alvos em movimento.
Dano: +10% de dano se o inimigo for atingido pelo arco do semideus.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Pericia em Mira de Arcos II
Descrição: O semideus ao executar certo treinamento, acabou aprimorando sua mira, de forma que, atirar em alvos com um arco se tornou muito mais fácil. O tempo com essa arma é um inimigo, mas agora que possui o conhecimento adequado, a vantagem está a seu favor e sua mira, está muito melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de mira com arcos, tendo facilidade em atirar em alvos em movimento.
Dano: +25% de dano se o inimigo for atingido pelo arco do semideus.
Extra: Nenhum


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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qui Fev 01, 2018 12:46 pm


Notas


Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Luna Minn  
Criatividade: 30
Ortografia: 40
Coerência: 27
Ações Realizadas: 15
Aparência: 20
Total: 132xp
Comentário:

Novamente a mesma coisa da outra aula, diferente das outras essa ficou desprovida dos detalhes que acredito serem cruciais em uma narrativa. Eu esperava certa dificuldade para achar a corça, que por sinal é um animal que tem uma audição muito elevada e qualquer ruido a faz sair corrento. Ela também é rápida então eu esperava encontrar certos desafios que não achei, o desconto é por isso.



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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Afrodite em Qui Fev 01, 2018 5:44 pm

Atualizado



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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Alyson E. V. Schwartz em Ter Mar 13, 2018 12:17 am






Aula de Arquearia 4



A aula de hoje não seria na arena.

Alyson estava intrigada sobre o porquê da mudança para a floresta na quarta lição de arquearia. Imaginou todo tipo de situação que poderia acontecer, mas não conseguiu chegar a um resultado concreto sobre como seria aquele dia. Assim que soube da mudança do local, tirou do armário uma vestimenta adequada para a aula. A floresta não era um lugar tão hospitaleiro, então optou pelas vestes mais camufladas que possuía, com todas as peças sendo de um tecido respirável a fim de que também não sofresse com o calor.

Não pode evitar ir chutando uma pedrinha no caminho, a semideusa estava tão perdida em seus pensamentos que esbarrou em uma campista que aguardava o início da aula.
- Oh, sinto muito. – apressou-se a dizer. Ao olhar para cima viu que se encontrava no local escolhido por Emmanuelle para ser o ponto de encontro. A garota em que havia esbarrado apenas acenou com a cabeça como se não tivesse se importado muito com a intromissão, e voltou a conversar com sua colega ao lado. Alyson não pode evitar inspecionar mais uma vez os alunos que ali encontravam-se. Da primeira aula até essa, a quantidade de campistas tinha diminuído pela metade. Pelo visto, nem todos aguentaram o ritmo puxado das lições. A filha de Athena prezava muito pela dedicação, quando queria algo ela ficava determinada em conseguir o máximo possível de informação sobre seu objetivo. Não era do tipo de pessoa que deixava-se abalar por algumas dificuldades.

Não demorou muito para que Emmanuelle chegasse, a qual parecia estar com um bom humor. Assim como em todas as aulas anteriores, a instrutora não tardou para começar a explicação. Começou dizendo que o exercício do dia seria muito diferente do que aqueles que já haviam enfrentado. Primeiro alvos de madeiras, depois uma simulação, hoje era o dia de passar para algo mais “real”. A filha de Athena contorceu-se um pouco no local esperando que a tarefa não fosse aquilo que se passava em sua cabeça. Infelizmente, era exatamente o que a semideusa havia temido, os campistas iriam participar de uma caça na floresta. Era preciso capturar uma corça, atirando flechas somente com o intuito de derrubá-la, não sendo permitido matar esse ser vivo.

Alyson era muito contra a caça de animais silvestres. Tentou lembrar-se que aquilo tudo era um treinamento sério, e que aquela habilidade seria útil mundo afora, não estando naquela situação por pura entretenimento. Emmanuelle dividia os campistas para entrar em determinadas seções da floresta, a fim de que nenhum colidisse com o outro enquanto tentava cumprir o objetivo. A semideusa torceu para que não tardasse a encontrar uma corça para finalizar logo a aula. Estava preparando-se para entrar na floresta quando algo lhe veio a memória, a corça é o animal símbolo de Ártemis. Suspirou aliviada; por mais que Emmanuelle houve confirmado que a aula não trouxesse um perigo verdadeiro ao animal, ter mais esse dado em mente acalmou um pouco os ânimos da semideusa. Foi para perto da instrutora que apenas apontou para onde Alyson deveria dirigir-se, logo a semideusa respirou fundo e adentrou a floresta a passos largos.

Quanto mais fundo foi chegando naquele ambiente, menos barulho a filha de Athena tentava fazer. Olhou para trás a fim de memorizar o local por onde havia entrado e voltou para sua caminhada. Após percorrer uma distância considerável, parou por um momento a fim de formular uma estratégia em sua mente. Lhe ocorreu que um dos doze trabalhos de Hércules fora justamente capturar uma corça, contudo, ele havia conseguido subjugá-la em uma corrida, um feito que Alyson com certeza não conseguiria repetir. Certo, voltamos à estaca zero. Não fazia ideia de por onde começar. Nunca tinha visto uma corça na vida, somente em fotos e livros de estudo. O pouco que a jovem sabia sobre o animal era que sua espécie era arisca e solitária, sendo pouco provável encontrar corças em bando.

Alyson tentou olhar para o chão a fim de identificar as pegadas, mas a única coisa que pode distinguir foram as marcas de seus próprios sapatos. Ela não tinha noção de como ia conseguir concluir esse objetivo, contudo, também não queria voltar de mãos vazias e ter que lidar com o olhar crítico de Emmanuelle. A filha de Athena queria fazer bem feito, e ia dar seu máximo para isso. O som de uma água corrente chegou aos ouvidos da semideusa depois de certo tempo de caminhada, quase não pode acreditar. Deve ser um sinal, ela pode estar por perto. Torceu para que seu palpite fosse certeiro e a corça realmente tivesse parado por ali para se refrescar, seus passos agora eram os mais leves possíveis a fim de não causar nenhum barulho. A campista havia acertado. Uma corça encontrava-se inclinada sobre um filete d’água que vinha de um pequeno córrego, o qual localizava-se bem no meio da floresta. O animal não tinha notado sua presença, com a jovem logo tratando de camuflar-se no meio da vegetação a fim de planejar os seus próximos passos.

A cena era pacífica. A corça bebericava com calma a água, como se não tivesse nada melhor para fazer. Talvez não tenha mesmo. Muito à contragosto por ter que realmente atirar naquele animal, Alyson pôs o arco a postos tentando encontrar a melhor maneira para acertá-la naquela posição. A semideusa devia ter feito um barulho, pois a corça levantou a cabeça assustada e ficou com o corpo tenso enquanto tentava pressentir algum tipo de ameaça. Com a maior lentidão possível, a filha de Athena puxou a corda transparente do seu arco para trás e o levantou poucos milímetros a fim de ter o tiro mais certeiro. Nem ela conseguia ouvir o som da própria respiração no momento que fechou o olho esquerdo e soltou a corda. Havia passado de raspão. Contudo, aquele tiro fora suficiente para a corça notar o perigo que havia por perto e fugir em disparada.

Alyson tentou não ranger os dentes em frustação, havia passado bastante tempo para localizar aquele animal, e pelo visto, teria que começar sua tarefa novamente. Saiu do local onde estava, agora sem se importar se ia ser ou não ouvida. Ela nem tentou correr atrás do animal, sabia que isso só ia dar mais motivo para que ele fugisse em disparada. Enquanto saia do seu ‘esconderijo’, ela ponderou sobre onde aquele animal poderia estar. Muito dificilmente a corça iria procurar abrigo, aquela espécie preferia realizar as atividades entre o nascer e o pôr-do-sol. Ao chegar onde a corça encontrava-se minutos antes, deparou-se com uma surpresa. A terra fofa ao redor da água havia marcado as pegadas daquele animal. Alyson quase gritou de alegria com aquilo, não precisaria começar do zero como havia imaginado. Abaixou-se em um joelho colocando o arco nas costas e analisou o formato da pegada. Tendo em mente o tamanho e outras características, como o padrão de caminhada, pode seguir aquele rastro pela floresta.

Conforme se embrenhava no local, a iluminação foi ficando cada vez mais escassa. As folhas das árvores impediam que a luz do sol penetrasse por completo no local, e assim, aquele ambiente além de um mais escuro, ficava propenso a umidade. O arco era um peso bom em suas mãos, a mantinha calma e determinada para continuar. Em certo momento, as pegadas que a semideusa seguia se misturaram com outros rastros, confundindo a cabeça da jovem. No entanto, logo notou que o animal tinha o jeito de caminhar um pouco diferente, ela levantava as patas dianteiras e traseiras em lados opostos na mesma hora. A corça havia percorrido uma distância consideravelmente grande, mas por sorte, não havia se afastado muito daquela terra fofa na margem do rio. Ironicamente, ela mesma facilitou o trabalho de Alyson de capturá-la.

A semideusa seguia incansavelmente as pegadas até notar que elas foram ficando cada vez mais profundas, como se fosse recentes, o que a fez desacelerar a velocidade e diminuir os ruídos produzidos. Felizmente, não precisou continuar naquele ritmo por muito tempo. A havia encontrado mais uma vez, agora a corça estava se alimentando de algumas folhas que tinha encontrado perto da margem. Ela não havia se distanciado muito do córrego, e trotava tranquilamente pensando que o perigo já havia passado. Quem disse que achá-la era a pior parte? Pelo menos a tarefa não era matá-la, a semideusa ao menos tentaria dar um tiro certeiro a fim de não infligir mais dor do que o necessário. Ficou tão imóvel quanto pode enquanto pegava seu arco e o colocava em posição novamente. Com movimentos estritamente calculados, moveu um pouco as pernas as flexionando. Sabia que qualquer ruído espantaria aquele animal novamente, e ela não tinha mais tempo a perder.

A sua visão era privilegiada, conseguia ver a corça sem nenhuma dificuldade daquele ponto, estando cômoda o suficiente para puxar a corda e ver uma de suas flechas incorpóreas aparecerem. Ela só precisava de um tiro. Seu dedo esticou a corda ao máximo, estando totalmente pronta para o disparo. O animal continuava alheio a presença da semideusa, mais concentrado na folha que comia do que nas proximidades, o cenário parecia perfeito para Alyson. Mirando na coxa dianteira do animal, ela disparou a flecha. A corça nem teve tempo de reagir, logo seu corpo despencou no chão. A filha de Athena não sabia se ficava feliz ou triste por ter conseguido atingir seu objetivo. Lembrou-se que não estava fazendo aquilo aleatoriamente e aproximou-se do alvo.

A corça ainda tentou fugir, mas não ia a lugar algum com um membro tão importante danificado. Ao tentar se aproximar, ela debatia-se muito no chão, não dando chance nenhuma para a semideusa chegar perto. Era preciso dar outro tiro caso quisesse levá-la de volta. Preparou o arco mais uma vez, e com um pedido de desculpas, repetiu o feito na perna traseira. O ser vivo tinha se acalmado agora, dando espaço para a jovem poder dar uma olhada. A corça tinha uma pelagem curta avermelhada magnífica, a qual agora encontrava-se manchada de sangue. A campista levantou-se do local onde estava e analisou os arredores. Havia um longo percurso para cumprir se quisesse voltar até o ponto de partida e, com uma breve analisada no animal, a semideusa concluiu que o caminho não ia ser fácil. Tirou o suor da testa e prendeu o cabelo na parte de cima da cabeça.

Bom, melhor nós chegarmos logo lá. Alyson tentou encontrar a melhor maneira de levar aquele animal que parecia pesar pouco mais de vinte quilos. Tentou arrastar pela perna, mas viu que isso causava muita dor no ser vivo que debatia-se. Teria que ser do jeito mais difícil. Agachou-se e a levantou da melhor maneira que pode no colo, como se estivesse carregando alguém desmaiado, e começou a percorrer a trilha de volta. Não sabia quanto tempo havia andado, mas teve que parar em certo momento quando seus braços pareciam estar pegando fogo. Colocou a corça cuidadosamente no chão e jogou-se do outro lado dela a fim de descansar um pouco. Ela só ia parar um momento, não queria deixar o animal agonizando mais do que deveria, principalmente por ela ser a responsável por aquela dor.



***



Quando enfim sentiu-se pronta para continuar, ela pegou a corça novamente nos braços e seguiu o trajeto até a beira da floresta. O céu começava a escurecer quando Alyson finalmente ouviu vozes de campistas. Graças aos deuses! Deu seus últimos passos com mais emoção, praticamente correndo para chegar a caçadora logo. Assim que surgiu na beirada da floresta, foi avistada por Emmanuelle, que prontamente saiu de seu posto para ajudar a filha de Athena com a corça. O animal foi repousado no chão sem muito alarde, o lugar onde fora atingido ainda saia sangue, mas não na mesma quantidade de antes. Alyson após analisar a situação do animal, voltou-se para a caçadora.

- Você fez bem Alyson, Além de ter finalizado a tarefa sem erros, não a atingiu em um ponto muito crítico. E pelo que posso ver, tratou-a com o maior cuidado possível, você fez muito bem. – a intensidade do olhar da caçadora a desconcertou um pouco, mas a semideusa se sentiu aliviada por tê-la deixado orgulhosa.
- Não deve-se causar sofrimento a um animal mais do que o estritamente necessário. – a instrutora assentiu com a cabeça demonstrando que também concordava e voltou-se para o ser vivo.
Assim que Emmanuelle assumiu o controle da situação e desviou todo seu cuidado para a corça, Alyson não pode deixar de sentar-se no solo para descansar seus músculos. Encostou seu arco na lateral do corpo enquanto observava a caçadora ter a maior atenção do mundo com o animal ferido. Pelo menos ele estava em boas mãos.

Aquela aula não tinha treinado somente a perícia em arcos, certos limites e princípios da jovens foram postos em xeque também. Por mais que não fosse uma das lições mais agradáveis, o aprendizado que havia recebido hoje seria muito bem utilizado. Afinal, ela estava naquele acampamento para aprender a sobreviver, era preciso para Alyson sair da zona de conforto que ela tanto se recusava a deixar. Após mais aquela reflexão, a filha de Athena levantou-se de onde estava e, com o arco em mãos, partiu em direção ao seu chalé.


ARMAS UTILIZADAS:
• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. |  Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]


PENSAMENTOS
FALAS

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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

Mensagem por Pietro Di Giorgio em Qua Mar 14, 2018 10:44 pm

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Sempre preciso

O dia tinha amanhecido diferente, uma leve neblina pairava sobre o acampamento, Di Giorgio sabia que isso devia ser algo bolado para a aula de arquearia, já estava acostumado com algumas dificuldades, até se sentia mais animado quanto maiores os problemas.

Foi até o arsenal para pegar o arco que tinha escondido, pois era só ele que usava e assim o fez, pegou o arco, aljava e flechas, colocando o arco atravessado em suas costas e partiu em direção até onde a instrutora estava.

Se aproximou de sua instrutora a observando enquanto dava as ordens, um sorriso malévolo tomava conta de seu rosto, adorava caçar, por ser um estrategista nato, todo treino que misturava diferentes formas de cumprir o objetivo eram extremamente excitantes, ele adorava aquilo de uma forma que não conseguia explicar.

Alongou os braços e pernas, talvez teria que correr um pouco hoje, afinal seu adversário era um cervo, extremamente sensitivo e veloz, Di Giorgio teria que esconder sua presença, não corpórea e sim a sua sede de sangue, foi ate o arsenal para pegar uma corda, pois com certeza iria precisar.

Caminhou até a entrada da floresta, analisando alguns possíveis caminhos, então decidiu que iria, tomar uma postura diferente, —Vamos circundar a floresta um pouco., começou a andar do lado de fora da floresta, olhando para o seu interior, pois como a circulação do lado de fora da floresta era comum, se um cervo tivesse ali, não iria se assustar.

Não teve sucesso em sua estratégia, então adentrou evitando contato com arbustos entre outros, para não gerar ruídos altos la dentro, alguns metros depois notou algumas fezes, ainda recentes no chão, porem não pareciam com as de um cervo, o que fez ele seguir adentrando ainda mais fundo, o som de espadas brandindo, sumiu quando já estava no mato fechado, fazendo os seus sentidos se aguçarem na mesma hora.

Notou uma movimentação estranha, alguns metros ao lado, sacou uma flecha de sua aljava se preparando para um disparo, ‘’Não mata ele Pietro, não pode matar’’, repetia em sua cabeça diversas vezes essa frase, até mesmo dando uma leve risada, se embrenhando dentro dos arbustos, porém ao chegar, viu que o alarme era falso, então desistiu.

Seguiu se aventurando cada vez mais fundo, até que avistou um cervo a cerca de 30 metros de distancia, em um capão, estava pastando e não tinha percebido a presença de Di Giorgio que prontamente, caminhou lentamente para uma região logo as costas do cervo,  e ficou analisando para onde ele ia se deslocar.

O animal ficou de lado para Di Giorgio, que começou a flexionar o arco, lentamente, até que pisou em um galho, o pequeno estalo já foi suficiente para amedrontar a caça, que partiu em desespero para o lado oposto do som.
—Merda... agora vou ter que ir mais longe disse enquanto saia correndo em direção perpendicular ao animal, tentando adivinhar um ponto futuro, subiu um declive onde dava uma visão de cima da floresta, porém era dificuldade de visão imposta pelas copas das arvores fez com que ele decidisse descer para tentar a sorte mais uma vez.

Foi quando um vulto passou em alta velocidade atrás dele, que decidiu seguir o seu rastro, caminhando lentamente esperando o animal se acalmar, caminhou cerca de 300 metros, quando se encontraram mais uma vez em um riacho, ao ser visto novamente, o cervo fugiu mais uma vez.
—Que animalzinho chato, porém nunca deixo de cumprir minhas missões, afinal sou um filho de Marte, deu uma breve olhada para cima, com um sorriso ladino em seu rosto, seguindo mais uma vez a sua caça, que apesar de ser irritante, o deixava animado, queria matar ele e fazer assado ali mesmo, porem tinha que o levar com vida.

Após alguns minutos caminhando sem parar, entrou em um tipo de erosão que não tinha saída, vendo o cervo logo ao fundo, extremamente assustado correndo para os lados, sem conseguir encontrar uma rota de fuga, Di Giorgio começou a mirar, porem precisaria do animal correndo de forma linear, para não errar o tiro e acabar matando o pobre animal.

Foi então que o animal, em sua ultima tentativa de fuga, em meio ao desespero, partiu correndo em direção a Di Giorgio, eles estavam cerca de 50 metros distantes um do outro, não tinha um tiro limpo, então decidiu esperar até o ultimo momento, foi quando estavam cerca de dois metros um do outro que teve a idéia correta de como resolver o assunto.

Flexiono o arco ao máximo, dando cerca de 3 passos para o lado, esperando o animal passar ao seu lado, teria apenas um segundo para fazer isso, um breve momento que iria separar o tiro fatal de um tiro para lesionar.

Foi ali que todos os seus treinos passaram em sua cabeça, em um lapso de memórias inclinou o corpo, flexionando bem os joelhos, esperando o pulo que o cervo talvez iria dar quando tivesse extremamente próximo a ele, foi então que tudo aconteceu, quando os dois ficaram lado a lado, Di Giorgio soltou a flecha, que acertou a paleta dianteira do animal, que perdeu as forças caindo e rolando pelo chão, ficando deitado ali mesmo, se debatendo.
—Desculpa amigão, não é nada pessoal, tirou o cinto de sua cintura, começando a atar a pata do Cervo com um torniquete improvisado, para que não sangrasse demais, e com uma cordinha que pegou após saber a missão, atou as patas dele para que não se debatesse, e se dirigiu até o acampamento para entregar seu objetivo cumprido.
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Re: Aula Fixa IV- Pericia com Arcos

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