The Blood of Olympus
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Aula Fixa III - Pericia com Arcos

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Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sab Mar 25, 2017 1:54 pm


Aula de Arquearia.


Introdução: Arquearia consiste basicamente em qualquer tipo de movimento com o arco, seja curvar, dar forma, manejo dentre outros. Como introdução para as aulas de arquearia não temos muito a fazer, basta saberem que coloquei abaixo algumas dicas de como manusear o arco, para melhor desenvolvimento da aula, de forma que, os campistas podem estar aprimorando seu conhecimento, se alguns já não o tinham, e adquirindo novas tendência. O arqueiro perfeito não é aquele que tem pericia ou facilidade com a arma, mas que aquele que treina com ela continuamente, e se aprimora em usa-la.

Personagem: Emmanuelle para muitos pode aparentar ser um tanto arrogante, não da brechas para conversar que não tenham a ver com instruções de batalha e manuseio de armas. Não se dá bem aparentemente com o sexo masculino, algo comum sendo ela caçadora de Artemis, muito seria e concentrada a garota detesta que a toquem, ou que tentem qualquer tipo de contato físico, caso queira tentar a sorte não se surpreenda se sair sem um braço, perna ou outra parte do corpo.

Dicas de Astucia para aula: O arco é uma arma de longa distancia, portando é normal que muitos se sintam intimidados por não saberem bem como comporta-la. Até porque um arqueiro precisa de certa habilidade, treino, postura dentre outras coisas que podem auxilia-lo para um melhor disparo. Muitos não fazem, ou não treinam arquearia por não saberem o que descrever sobre tal armamento, e convenhamos que dizer, miro, atiro, acerto o alvo se torna algo chato e monômio. Portando, preparei algumas dicas que podem ajuda-lo a descrever sua arma, postura, e deixar a aula minimamente mais interessante.
Manual aqui, ou dicas:

 Descrever altura da arma, peso, a forma com que ela se equilibra em sua mão, arcos tendem a ser diferentes entre si, algumas cortas são mais pesadas e mais rijas, outras mais soltas e maleáveis, depende muito do material com que é fabricada. Descreva a madeira, se ela pesa em suas mãos ou se é de fácil manuseio, algumas fazem aquela curva graciosa, e tem detalhes que as diferem dos demais.

 As flechas e a aljava, um conjunto completo para um arqueiro perfeito, geralmente a aljava do arco é feita de couro, um material resistente o suficiente com uma tira para circular e prender no ombro, tronco ou corpo, algo que permite rápido movimento do arqueiro em campo de batalha. Alguns tem peso mediano, outros são tão leves que quase se tornam imperceptíveis, descreve-los ajuda o narrador a entender a forma com que você se porta diante da batalha.

 Flechas, tipos e tamanhos, existem flechas comuns, especiais, moderadas, moldadas, com veneno, sem veneno, que podem pegar fogo em meio ao ar, incendiar as penas da calda. Cada flecha foi criada com uma percepção diferente, apesar de parecerem semelhantes para muitos, elas não são, tem detalhes que as diferem, como a ponta, que pode ser mais fina, mais rija, mais detalhada. Ou o final dela, que dependendo da forma pode torna-la mais rápida, mais lenta ou mais pesada. Para treinamentos usamos flechas comuns, geralmente de peso médio, por que assim os semideuses podem se acostumar a um peso mediano, e não estranhar quando são tão mais leves ou tão mais pesadas.

 Postura, pernas separadas, geralmente uma um paço em frente a outra, o primeiro joelho dobra o segundo nem tanto. O arqueiro não deve levantar tanto o ombro, e sim mantê-lo em uma posição considerada confortável. O cotovelo deve estar em altura media, e usar o queixo para apoiar o arco pode ser uma ótima saída para sempre acertar o alvo. Mire com apenas um olho, respire fundo e solte, é questão de técnica. Lembre-se de sempre manter a postura firme, o que lhe permite melhor acerto de alvos.

 O alvo, a maioria dos alvos tanto de treino quanto fora tem tendência a ser móvel, isso porque o inimigo não fica parado esperando que você o acerte, na vida real não é assim que funciona. Contabilizar e calcular o tempo da flecha antes de acerta-lo pode ser uma saída de mestre. Tente mentalizar a forma com que ele se move, calculando o tempo que a flecha leva para acertar seu alvo, e só então atire.

 Dica de astucia. O Arco é uma arma de longa distancia, mas nem sempre teremos essa ao nosso favor, por isso, use tudo que estiver ao alcance para vencer uma batalha. Não pode atirar as flechas? Crave-as em seu inimigo, isso mesmo, a use de faca, use as mãos e finque em pontos que alcançar. Não pode usar o arco para atirar? Use ele de porrete, acerte o rosto, tronco, pernas, ele pode ser usado de outras maneiras também. Ser criativo pode ser a diferença entre vida e morte.

Missão: Brincar com o arco vem se tornando uma tarefa ainda mais fácil, ou foi você que andou praticando? Espero que o segundo, pois não desejamos ferimentos graves em batalha, e essa missão é para desenvolver arqueiros perfeitos, e aqui vamos nós para mais uma aula. Agora, sua tarefa será em uma sala de projeção, onde você ganhara um cenário, e alguns inimigos. Derrote dez inimigos – soldados espartanos – usando apenas o arco e as projeções da sala, e então estará liberado. A projeção é única, e feita especialmente para você, por isso poderá inventa-la, desde o cenário, as dificuldades apresentadas, e a forma como o inimigo se move. Desde que encontre uma maneira para derrotar os 10 inimigos, estará liberado.

Observação: Para realizar essa aula é necessário ter feito a segunda aula de arquearia fixa, sendo que essa é uma continuação da mesma, e a habilidade, seu complemento.

Habilidade: Nome do poder: Pericia com Arcos III
Descrição: Inimigos em movimento? Isso não é um problema, você consegue acertar pontos estratégicos, imobilizar membros e causar um dano ainda maior. Seus movimentos com o arco melhoraram, se aprimoraram, e sua habilidade se tornou quase perfeita. O seu treinamento certamente lhe trouxe um ótimo resultado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.
Instruções e Regras:

-Mínimo de 20 linhas e sabemos que são capazes de fazer bem mais que isso
-Essa aula é fixa, diferente das aulas extras da arquearia, portanto não possuem um prazo de respost. Irei avaliar tais aulas a cada 7 dias - caso tenha postagens na mesma - então aguardem o meu tempo de avaliação. Não precisam pedir atualização dessa aula, sempre estarei avisando e pedindo aos ADM's que o façam.
-Duvidas devem ser enviadas por meio de Mp
-Boa aula a todos.
.


Última edição por Emmanuelle S. Henz em Sab Maio 06, 2017 8:58 pm, editado 1 vez(es)



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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Quione em Dom Abr 02, 2017 1:56 pm

Modo de avaliação:
Introdução: 420 XP
Informação: 420 XP
Personagem: 420 XP
Missão: 420 XP
Habilidade: 420 XP
Total: 2100 XP ( +30 por aluno) + 500 dracmas (+50 de dracmas por aluno).

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Introdução: 420 XP
Informação: 420 XP
Personagem: 400 XP
Missão: 420 XP
Habilidade: 420 XP
Alunos: Nenhum até o momento.
Total: 2,080XP - 500 dracmas


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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Luna Blackwood em Dom Maio 07, 2017 8:08 pm



Arco e Flecha
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
Or not! The night is a beautiful child.




Eu ainda pensava sobre cada aula que havia tido com Emmanuelle, e sentia realmente a todo momento que, ainda que ela nunca tivesse falado comigo mais do que o necessário para me explicar a sua aula, realmente havia me mudado ser a sua aluna. Digo, ser forçada até o limite também tem que vir com alguma vantagem, certo? E fico feliz em dizer que realmente valeu à pena cada momento em que eu tive que pensar bem antes de realizar um disparo nas aulas da caçadora, pois com isso eu havia aprendido como mirar, como calcular o ângulo e levar em consideração o vento antes de cada disparo de minhas flechas, assim como atingir pontos fracos dos meus alvos ainda em movimento e... nossa, é impressão minha ou estou me tornando uma verdadeira arqueira? Acho que devo para a caçadora mais do que eu imaginava, ainda que ela não parecesse querer saber muito disso.

Mas mentiria se dissesse que já havia perdido o interesse nas Caçadoras de Ártemis, e isso era algo preocupante, pois sem querer havia entrado em minha cabeça desde o primeiro momento em que eu vi pessoalmente a tenente delas, a segunda líder desse grupo tão interessante. Claro que ela não tinha culpa de nada, nunca nem me falou de seu grupo, foi mais a minha própria curiosidade que me levou a conhecer esse grupo após a primeira aula com Emmanelle, e desde então essa curiosidade apenas cresceu. E admito, já pensei em pedir para ficar um tempo entre elas, no intercâmbio, mas... e se isso só piorasse as coisas? Afinal, eu sou bem quieta e isolada em meu canto desde que cheguei no meu acampamento, não dei a chance ainda de conhecer outras pessoas, outros semideuses, não profundamente, tudo por conta do meu medo de interagir com outras pessoas que trago desde a infância e... Bem, ainda tinha que me abrir um pouco para as pessoas e me permitir arriscar um pouco antes de tomar uma decisão radical assim, certo? Pois é, eu ainda estou me segurando, mas cada vez mais estou inclinada a pensar que meu lugar talvez não seja mesmo no Acampamento de Júpiter, já que não faria a menor falta para esse lugar caso eu sumisse... mas, será que meu lugar seria entre as caçadoras?

Não sei, mas tenho que descobrir os meus talentos antes de pensar aonde devo ir, certo? Eu ao menos acho isso, então... é, ainda tinha que dar tempo ao tempo. E sei que já falei muito disso, estou ficando repetitiva, mas não vai me ouvir falar nisso outra vez, tá?

Voltando ao que interessa. Desde a minha última aula de arquearia, eu andei aprendendo algumas coisas muito legais, e confesso que isso me deixou muito mais animada para me aperfeiçoar com essa arma. Quando fui forçada a atingir um alvo em movimento, na aula passada, eu realmente gostei de ver que agora poderia acertar mesmo quem tentasse evitar as minhas flechas. Além disso, também poderia lutar mesmo contra alguém que tentasse me atacar à curtas distâncias, como com o autômato que eu fui obrigada a enfrentar, e isso me fez sentir um pouco... relevante? Não sei se é muita arrogância minha pensar assim, mas eu realmente gostei de ver como é que podia usar o arco e a flecha mesmo em uma batalha a curtas distâncias, arrisco dizer que talvez tivesse feito o meu adversário sangrar bastante se ele fosse feito de carne! Mas, sabe, de toda forma, eu tive que treinar bastante desde o fim da última aula, pois não sabia ainda se havia conseguido termina-la por sorte, ou se merecia mesmo, então tentei repetir o feito ao treinar sozinha. De primeira eu não consegui mesmo, o que me deixou um pouco triste, confesso, mas após alguns dias de treino, correndo enquanto tentava mirar e acertar em um alvo específico dos Campos de Marte, eu finalmente consegui repetir o feito!

Não era a mesma coisa que acertar um autômato super forte e rápido, mas ainda assim era quase como acertar um alvo em movimento, certo? Bem, eu considerei que era sim, então... levando isso em consideração, eu estava indo bem com a minha mira. Até resolvi brincar um pouquinho, e mirei em alguns pegasus enquanto os mesmos ainda pousavam. Claro que usando sempre flechas sem ponta, ou estaria ferrada caso machucasse o bicho de estimação de algum semideus super poderoso que poderia derrubar uma montanha em cima de mim por tal afronta... Então, será que estava pronta pra a próxima aula de Emanuelle? Não dava para saber, pois eu realmente não sabia do que se tratava, só havia aperfeiçoado o que ela havia tentado me passar na aula passada, e fico feliz de ter dado certo, mas imaginava que agora seria mais difícil. O que estranhamente não me deixou com medo, mas sim ansiosa. Será que eu estava tão ansiosa assim em me tornar uma arqueira melhor? Ou isso era somente eu querendo impressionar a caçadora? Tinha que esperar para descobrir isso no momento certo...

Quando finalmente chegou o dia em que eu havia decidido ir para a terceira aula da caçadora, eu respirei profundamente em minha cama e meditei bastante, antes de trocar minha camisola pelo shortinho e a blusa roxa, que me identificava como alguém do Acampamento de Júpiter. E então, calmamente, eu caminhei até o local da aula, após passar pelo meu processo normal de higienização matinal, é claro, indo até ela bem limpinha e, claro, animada, em saber  qual seria seu desafio para hoje. Mais uma vez eu fiquei impressionada ao ver que era uma das primeiras as chegar em sua sala, só que eu ainda assim não abri a boca para falar com a caçadora, uma vez que ela parecia como sempre querer evitar conversar, mesmo que só tivesse eu ela no local naquele início de aula. De todo jeito, não precisei esperar muito para que a aula começasse, já que logo veio o restante da turma, e a caçadora iniciou a explicação do que faríamos hoje, logo em seguida. Pois é, não valeria mesmo à pena puxar qualquer conversa com ela naquele momento, ainda bem que eu nem o fiz. Mas quem sabe outro dia, né?

Só que, voltando a falar do agora, eu voltei a ficar impressionada com a caçadora, quando ela explicou o que faríamos hoje, pois eu nunca havia experimentado antes estar em uma sala de projeções. Na realidade, quando ela foi falando eu mal fui acreditando, pois não sabia como é que seria possível existir algo assim, um lugar aonde várias projeções falsas de inimigos e um cenário apareceria, tudo para que nós treinássemos e... bem... será que isso iria funcionar? Será que era muito real? Pois é, eu comecei a ficar preocupada, mas tentei ao máximo não me acovardar e recuar, já que a caçadora estava olhando, e algo em mim parecia querer me forçar a impressioná-la de toda forma. O que eu depois não achei muito certo, mas foi bom ter sentido isso na hora, pois me obrigou a manter a minha compostura, e prosseguir para o desafio.

Me deixando ser guiada pela caçadora, fui a primeira candidata dela a ir para essa sala, ao menos na turma de hoje, mas tentei não me ater a isso, só me concentrei mesmo em fazer bonito e merecer, talvez, algum elogio mais tarde.

Pouco antes de entrar no lugar das projeções, ela permitiu que eu escolhesse um arco, e é claro que não escolhi muito, indo apenas pelo peso e o nível de desgaste de cada arco, primeiramente pegando um por um e pesando-os de forma natural, com minha mão mesmo, até decidir qual era o mais leve, e então prestei atenção em seus detalhes, analisando o quanto cada uma estava desgastada e... bem, quanto a isso eu tentei não ser muito demorada, pois a caçadora ficou me esperando quase dois minutos enquanto eu escolhia os arcos, e imaginava que ela não gostaria de esperar mais três, por isso eu peguei o primeiro que eu vi que era razoavelmente leve e me transmitia alguma segurança, pois a aula de hoje seria bem arriscada, segundo as instruções da tenente. Só que, quando eu passei pela porta, eu não vi nada demais no local que havia sido preparado, o que me deixou mais curiosa sobre o que viria. Aliás, foi pouco após entrar ali que eu notei uma coisa-A-Ah, espera, eu esqueci de pegar a aljava! –disse para a caçadora, já dando meia-volta para ir pegar o que faltava para o treino. Porém, ela ficou em meu caminho, me impedindo de passar, dizendo simplesmente- Não será preciso, acredite. –e então com uma expressão neutra para mim, recuou um passo e fechou a porta, me deixando sozinha ali dentro.

Inicialmente eu me senti bem sozinha, ao olhar para aquela sala vazia e fechada, mas foi alguns minutos após esperar um pouco que a mágica aconteceu. Ou ao menos eu esperava que fosse mágica, pois o que aconteceu a seguir foi realmente surreal, e eu me recusei a acreditar que algum mortal seria capaz de criar algo tão magnífico!

Primeiro, eu vi surgindo debaixo dos meus pés um terreno um tanto gasto, algo como se fosse um verdadeiro terreno baldio, que já havia sido pisado e utilizado por várias e várias batalhas, e me fez pensar inicialmente que a projeção estaria me levando para lutar em um local que deveria ser, talvez deserto, mas eu me enganei totalmente, pois ainda era o início da construção de todo o cenário. Aos poucos, pude ver ao fundo várias pedras caindo do céu, sem fazer qualquer barulho ao encostar no solo ou em outras, elas apenas se encaixavam perfeitamente, formando várias e várias casas ao estilo antigo, uma cidade enorme, até que, em volta da onde eu estava, outras pedras bem maiores começaram a cair e se encaixar, me cercando e ao terreno baldio. De início eu nem pude imaginar, mas aos poucos eu fui percebendo a semelhança daquela construção com o que já havia visto antes em filmes, e mesmo aqui no Acampamento de Júpiter, com sua réplica. O lugar que estava sendo construído diante de meus olhos nada mais era do que o próprio Coliseu, em sua versão antiga e totalmente épica, de forma que eu realmente não consigo descrever aqui, mas era mesmo tudo lindo! E você acreditaria se eu dissesse que tinha até uma plateia? Sério, eu fiquei surpresa quando as pessoas surgiram ali de repente, gritando e torcendo por mim e contra mim, em pé e todas animadas! Me deu até um certo ânimo de lutar, sabe? Tudo bem que não conseguia ver o rosto de nenhuma delas dali, do meio da arena, mas era como se elas estivessem lá mesmo, de verdade, podia afirmar que elas eram reais, de tão bem detalhadas que elas eram. Por falar nisso, elas eram tão reais quanto aqueles dez soldados que apareceram logo em seguida...

Tudo bem que não sou nenhuma fã de história, mas até eu consegui reconhecer os soldados que apareceram aos poucos na projeção, como os soldados espartanos de eras atrás, já que eles tinham sim alguma semelhança com o que eu já vira em alguns filmes de Hollywood sobre tais bravos soldados, mas... olha, eles não eram tão bonitos quanto os filmes fizeram parecer, viu? Eles não eram nem altos, tinham uma altura mediana, mas eram bem músculos e cheios de cicatrizes, tanto nos seus rostos quanto no restante do corpo, além de estarem bem equipados de armaduras. Ainda assim, eu entendia como é que as pessoas os respeitavam antigamente. Suas lanças e espadas que empunhavam demonstravam realmente que não estavam para brincadeira, o que realmente me deixou um pouco preocupada com a veracidade daquela projeção, e... bem, outra coisa também me deixou bem preocupada com aquilo, mas eu tive até que tentar brincar um pouco para não entrar em desespero, pois estava demorando para eu entender aquela parte do que Emanuelle havia dito, antes de simplesmente me deixar ali. Como assim não iria precisar de aljava para o treino de arco e flecha?

Err… oie? –disse para as projeções, ao mesmo tempo testando não apenas a inteligência e a realidade daquela simulação, como também tentava relaxar, e não pensar no triste fato de que ainda estava praticamente desarmada- Ninguém aí teria uma aljava com flechas para me emprestar, né? –perguntei, agora apenas brincando com os soldados enquanto eles faziam uma formação circular em volta de mim, mas estava realmente preocupada com o que estava para acontecer. Afinal, como é que eu iria treinar o arco e a flecha sem as flechas? Tudo bem que eu poderia bater nos soldados com meu arco, mas... e meu treino de mira? Bem, parece que a projeção leu meus pensamentos, pois logo depois eis que surgiu em volta de meu ombro direito a tira de couro, e então a aljava apareceu pendurada na outra ponta da tira, pendurada na minha cintura, cheia de flechas, o que agora sim me deixou mais aliviada.

Porém, antes de mais nada eu quis tocar nas flechas para ver como era essa projeção, e... bem, eu não senti nada, mas realmente a projeção das flechas interagiam comigo. Dá para entender? Pois bem, eu até girei a flecha entre os meus dedos naquele momento, para ver o tempo de reação da projeção aos meus movimentos, como é que ela iria responder à alguma manobra idiota que eu poderia tentar e, aos poucos, fui me sentindo confiante. E sabe até que os soldados pareceram me esperar enquanto isso? Pois ainda se posicionavam em volta de mim enquanto eu me acostumava com aquela projeção. O que foi bem estranho, mas ainda assim tentei seguir a ideia, e falei com as projeções- Então, vamos? Podem... –antes de eu terminar, eles começaram a vir. Como se a palavra ''vamos'' os fizesse acordar, e entrar para o uma espécie de modo de ataque. O que me deu um baita susto, mas ao menos tive tempo para preparar a minha defesa.

Eles eram rápidos, e inicialmente já tentaram me atacar com as suas lanças a média distância, o que eu imaginava ser um teste da simulação para a minha esquiva, e eu é claro que dei o meu máximo nesse momento. Só que, não foi fácil, pois elas vinham de toda parte. A primeira lança eu consegui desviar, ao deslocar o meu corpo para a direita, fazendo a lança raspar em outra que estava logo atrás, atrapalhando-se e, credite se quiser, deu até para ouvir o barulho do metal raspando a madeira naquele momento, e eu fiquei ainda mais medrosa quanto a simulação, mas continuei. As duas próximas lanças vieram pelas laterais, e eu consegui desviar por pouco das mesmas, ao ficar de lado, deixando as duas passarem por mim. A quinta eu consegui defender com meu arco (curiosamente eu não senti nada, como se aquilo fosse uma ilusão, ainda que eu tivesse sim interagido com a lança), dando uma pancada na lateral de uma lança, fazendo-a girar e bater em mais outras duas, deixando assim sete no chão. A oitava já estava mais perto quando eu desviei dela, sendo obrigada a me ajoelhar para que ela passasse acima da minha cabeça. Já a nona e a décima lança eu nem vi, mas elas me atingiram de raspão, em minhas duas pernas.

E foi aí que eu percebi que dois cortes se abriram nas minhas pernas, mas não doíam nada, por isso eu entrei em uma conclusão- Pela senhora da noite... isso é uma ilusão mesmo! –disse, enquanto via um pouco de sangue saindo das minhas 'feridas', e era tão realista que me causavam arrepio, mas nem tive muito tempo para admirar aquele sangue todo, pois logo em seguida eles voltaram a tentar me atacar, só que agora empunhando as suas espadas curtas.

O primeiro veio quando eu ainda estava ajoelhada, então tive que rolar para o lado quando ele tentou me acertar com sua gládio, o que me deixou em alerta pra os outros nove, e por isso saquei em seguida uma das minhas flechas imateriais, pronta para o segundo que estava já se aproximando de mim. Ele estava tão perto que eu já não conseguiria me preparar para atirar, ainda que eu tivesse ficado mais rápida na arquearia, então decidi usar a flecha como faca mesmo, e segurando um pouco antes da ponta da mesma eu a finquei no olho daquele soldado, e então bati com o meu arco na cauda da flecha, para que a mesma fosse enterrada em seu olho. Saiu sim muito sangue, até mesmo espirrou em meu rosto, mas... olha, não me senti mal por aquilo, pois por mais que eu tenha esquecido que aquilo era uma projeção, havia me deixado levar tanto pela adrenalina que meu cérebro me colocou meio que em modo automático, então eu realmente só me deixei levar. Portanto, aquela não foi a última nojeira que eu fiz nesse campo de batalha.

Os próximos dois estavam ainda um tanto distantes, e o que estava a minha frente ainda agonizava, então tive tempo de chutá-lo para que caísse, antes de sacar outra flecha da minha aljava, duas na verdade, e agora teria tempo de atirar com elas. Colocando uma na boca, eu encaixei a outra em meu arco e mirei em meu adversário, o soldado que estava se aproximando mais rápido, e então em questão de segundos (após respirar profundamente e me concentrar um pouco enquanto mirava) eu atirei a flecha, visando acertar a sua perna, em um ponto que eu sabia que iria dificultar bastante o seu movimento, e assim me daria mais tempo para lutar contra ele mais tarde. Depois, peguei a flecha que estava segurando com a boca, e mirei no segundo espartano que estava mais próximo, onde eu fiz questão de mirar com mais calma e cuidado, atirando com precisão em sua virilha, no ponto em que eu sabia que com certeza ele nunca mais iria conseguir se divertir (pois é, eu disse que havia esquecido que não era real o treino), assim como também talvez não se movesse muito bem por um bom tempo, sendo praticamente um peso morto que eu poderia lidar mais tarde. Só que, estava tão concentrada naquilo que nem vi os outros se aproximando, e acabei sendo surpreendida por um dos soldados, quando me virei para ver o quão longe estariam, e me deparei com um deles se preparando para golpear-me com sua lâmina.

Eu dei um pulo para trás, mas não consegui esquivar-me muito bem. Ele abriu um corte em meu braço, não muito fundo, mas deu para ver que sangrava bastante. Porém, como não senti nenhuma dor, eu me concentrei em simplesmente acabar com ele, principalmente depois de ter me acertado, então o golpeei duas vezes com meu arco, batendo nele com as laterais do mesmo, como se fosse um porrete, deixando-o tonto ao bater nele com toda a minha força, o bastante para que eu pegasse uma das flechas da minha aljava, arrumasse no arco, mirasse em sua cabeça e, à queima roupa, atirei em sua cabeça assim que ele se virou para olhar para mim uma última vez, fazendo a flecha atravessar o seu olho e ir até o seu cérebro. Ainda que fosse uma cena um tanto nojenta, não tive tempo para pensar nisso, pois logo olhei à volta e vi que os outros seis que estavam inteiros ainda vinham em minha direção, então tive que começar a correr.

Eu não era muito mais rápida que eles, só estava na dianteira, então eles iriam logo me alcançar, por isso eu tive que botar em prática o que havia treinado desde minha última aula, e comecei a me arriscar em atirar em movimento. Ainda que corresse, não foi nenhum problema pegar a flecha da aljava que balançava em minha cintura, mas sim encaixá-la em meu arco, assim como alinhá-la, pois eu tremia muito e me atrapalhava por conta de todo aquele movimento desnecessário, sem falar que estava cansando rápido, mas quando consegui, não precisei de muito para acertar o espartano. Na realidade, errei o primeiro tiro, pois fui um tanto desesperada, mas vendo que a minha aljava parecia se recarregar sozinha, eu fiquei mais tranquila, então tentei uma segunda vez. Correndo para frente, armei a flecha no arco enquanto corria apressada, virando para trás apenas para mirar no espartano e atirar em sua direção, disparando a minha flecha na direção do seu pescoço, e fazendo-o cair logo em seguida, o que só me ajudou, pois com isso o idiota derrubou outros dois que tropeçaram nele. Com apenas três me seguindo, eu me concentrei nos dois que estavam mais a frente, e fiz o mesmo que antes. Preparei as minhas flechas enquanto corria, olhando para frente sempre, e só me virei para atirar uma vez em cada, só que desta vez não foi tão fácil, já que esses conseguiram quebrar as flechas no ar com as suas espadas, então eu tive que ser criativa.

Ao preparar uma flecha, eu mirei na direção dos soldados, só que agora eu fiz com que o sol da arena refletisse no metal da ponta da minha flecha, até que consegui um bom ângulo que fez um deles ser atrapalhado pelo reflexo do sol, o que abriu a chance que eu precisava pra atirar em seu olho, que lhe cegou, ainda que tenha passado de raspão. Bem, aquela distração foi o suficiente para que eu pudesse atirar outra flecha, e é claro que eu aproveitei. Sacando outra flecha e vendo o fim do coliseu, eu parei logo à frente da parede de mármore, e então me virei para o meu alvo que já havia sido alvejado no olho, atirando outra flecha naquele que era seu ponto cego, atingindo assim a sua cabeça, sem que ele pudesse atingir a minha flecha em pleno ar (por mais que tivesse tentado, ao brandir sua espada), matando-o também. Com isso, havia ficado apenas seus dois amigos, que logo foram ajudados pelos outros dois que antes haviam caído, mas que agora pareciam ter largado para trás aquele que eu havia derrubado antes, com a flecha no pescoço.

Bem, eram quatro contra uma, e eu estava cercada, então o que mais podia fazer além de sacar minha flecha e tentar? Pois foi o que fiz, mas nem tentei mirar neles, pois não daria tempo, por isso eu segurei a flecha como se fosse uma adaga mesmo, como havia feito antes, logo abaixo de sua ponta de metal, e deixei que eles viessem. Primeiro veio só um, e esse era bem lento, tentando me golpear com sua espada ele deixou uma abertura que eu aproveitei, ao passar a ponta afiada de minha flecha nos dedos que seguravam sua arma, e forçando-o a largar sua espada, e com ele desarmado foi ainda mais fácil para mim pegar aquela mesma flecha e, aproveitando o movimento na horizontal que havia feito ao cortar seus dedos, deslizei a mesma pelo braço do sujeito até seu pescoço, enterrando a ponta de metal da flecha ali, mas não sem receber alguns golpes dele.

Realmente estava tão imersa na projeção e tão cheia de adrenalina que pensei que iria sentir aquilo só depois, já que até esquecera que aquilo não era de verdade, mas ainda assim meu corpo todo seguiu o movimento do punho dele quando recebi seu primeiro golpe no meu rosto. Ele tossia sangue e cuspia em mim, mas não parecia querer se entregar, e isso me preocupou mais do que o estado em que minhas roupas ficariam ao fim daquela luta... Caindo no chão logo após seu primeiro soco, arrastei-me um pouco pelo chão para ter tempo de pegar mais uma flecha, só que aproveitei pra pegar mais três (para segurar as que eu não iria usar em minha boca, como já havia feito antes), já que via que os outros três espartanos estavam querendo se juntar a luta, enquanto que os outros ao fundo (os feridos) também se reagrupavam, e a passos lerdos vinham em minha direção. Eu tinha que me preparar logo, ou estaria perdida, por isso eu fui rápida em meus próximos movimentos.

Ainda no chão, armei uma flecha em meu arco, e atirei no coração do sujeito que eu estava enfrentando até então, deixando-o de lado praticamente, já que havia perdido muito sangue com minha flecha em seu pescoço, e agora estava condenado com a flecha que eu havia acertado no meio de seu coração. Ele próprio ficara mais lerdo após aquilo, então foi mais fácil me concentrar nos outros que vinham. O primeiro tentou me atacar enquanto eu ainda estava no chão, ao me golpear com sua gládio de cima pra baixo, visando atravessá-la em meu crânio, mas eu consegui impedi-lo de fazer isso ao golpear atrás de seu joelho com o meu arco, fazendo-o se ajoelhar, e me dando tempo o bastante para rolar para o lado pra escapar de seu próximo ataque, onde eu armei a flecha em meu arco mais uma vez, e mirei no outro que estava mais próximo de mim agora, aproveitando que estava logo abaixo dele, pois foi perfeito para atirar aquela flecha logo abaixo da sua mandíbula, que atravessou a mesma e talvez deva ter chegado até o céu da boca ou atravessado o mesmo, pois ele não conseguiu abrir a boca após aquilo. Bastou um golpe meu com o arco ali para que ele finalmente caísse morto, com a ponta de metal finalmente alcançando seu cérebro, fazendo-o cair mole para trás.

Em seguida, outro veio, tentando me golpear também com a sua gládio, mas eu me esquivei, e ainda no chão usei a última flecha que ainda estava na minha boca para atingir o seu pulso, e fazer ele largar a espada, para que assim eu pudesse jogá-la para longe com um chute, antes de me levantar em um salto, à tempo de voltar a correr, só que agora andando para trás, tendo em vista que restavam apenas dois inteiros, então fiz de tudo para acabar logo com isso. Após sacar uma flecha, parei de correr, deixando preparada essa flecha quando o último com espada na mão se aproximou de mim, desviando do mesmo ao me esquivar para trás da primeira vez, só que, com sua segunda investida com a espada, eu rolei para frente, parando ajoelhada atrás dele, que me deu a oportunidade perfeita de mirar em suas costas, atingindo a sua nuca com tudo que eu tinha, matando-o, enquanto que o outro (com uma flecha no pulso) era acompanhado por outro dos poucos ali que não estavam alvejados nas pernas e podia me acompanhar, aquele que eu havia acertado no olho ainda a pouco, o primeiro dos espartanos que enfrente pessoalmente.

Precavida, não deixei que eles avançassem muito, pois eles pareciam estar querendo me pegar de lados diferentes, e um deles (o caolho) ainda tinha espada, então tive que cuidar dele primeiro. Por isso, pegando uma flecha da minha aljava e logo em seguida aprontando-a para o disparo, mirei no que estava armado, e esperei ele agir primeiro antes de qualquer coisa, mas ele não o fez. Ele me distraiu, até que o que estava atrás de mim agiu, gritando feito um retardado, praticamente me avisando que estava atacando, coisa que eu imaginava ser bem comum para os homens burros de antigamente... De toda forma, quando ele veio até mim, deixei com que sua voz se aproximasse o bastante para que eu pudesse virar e olhar para ele, só pra saber de onde ele vinha, e então me joguei por debaixo dele, passando por entre as suas pernas, mas mirando o tempo inteiro no que estava na frente dele, o caolho. Então, quando fui parar nas costas do espartano desarmado, eu disparei a minha flecha, e esta voou por cima do ombro do espartano ferido no pulso, fazendo com que a flecha atingisse no mesmo olho do espartano que estava já com uma flecha no olho, mas essa dessa vez tinha força o bastante para mata-lo, já que havia sido disparada pelo meu arco dessa vez, então era um a menos para me incomodar.

O último apenas teve tempo de se virar e avançar pra cima de mim, pois logo em seguida eu golpeei a sua cabeça repetidas vezes com o meu arco, quando ele se aproximou de mim, até que ficasse fraco o bastante para que eu o jogasse no chão, ficando por cima dele agora, apoiando um de meus joelhos em seu peito, enquanto sacava outra flecha da minha aljava. Sem mirar muito, eu atirei em seu olho, aplicando bastante força no disparo, só para garantir que ele morreria de uma vez. Mas ainda estava longe de poder descansar, e eu vi isso quando olhei para os dois últimos que sobraram, do outro lado do coliseu, e os vi tentando atirar em mim aquelas lanças, com uma mira terrível.

Dessa vez sim eu abri um sorriso, ao desviar das lanças deles, uma a uma, vendo que um deles fazia com bastante dificuldade, já que parecia que estava sangrando muito ou talvez até sentindo muita dor, então aproveitei desse atraso deles entre uma lança e outra para atirar minhas ultimas flechas enquanto me aproximava. Primeiro, saquei três flechas, deixando duas na boca e aprontando uma em meu arco, para atirá-la, mirando no que estava com a virilha sangrando primeiro, pois ele era o que devia estar sofrendo mais, então botando em pratica o que eu havia aprendido sobre atingir alvos à uma grande distância, atirei a primeira flecha nele, que atingiu em seu coração, ainda que em um ponto abaixo do que eu queria. A segunda flecha que eu disparei, mirei para certar em sua cabeça, e consegui acertar bem no meio de sua testa, fazendo-o cair no momento seguinte, e fiz o mesmo com o outro que estava ainda mais distante (mais ou menos uns oitenta metros), mas esse eu não acertei de primeira. A primeira flecha que eu acertei nele, acabou atingindo em seu pescoço, mas eu havia mirado em sua testa, por isso eu resolvi tentar outra vez, enquanto desviava das lanças que ele teimava em jogar em minha direção, sem nenhuma dificuldade agora que ele estava seriamente machucado, e praticamente desistido de lutar. Mas, na segunda flecha que eu lancei contra esse, eu respirei profundamente e até prendi a respiração, ao calcular com calma a velocidade do vento e o ângulo que a última flecha havia percorrido, e ao atirar a flecha eu atingi aonde eu queria, o meio de sua cabeça, derrubando-o e pondo um fim a projeção.

Quando tudo acabou eu tomei um verdadeiro susto. Havia me esquecido totalmente que aquilo era uma projeção, e até olhei para minhas roupas e meus ferimentos para checar como é que estava, e tudo havia realmente sumido, de forma que eu nem conseguia crer, mas é, eu estava bem! Na realidade, pensando bem... se aquilo era tudo uma projeção... será que haviam visto tudo o que eu havia feito?

Bem, ver a cara de Emmanuelle ao abrir a porta da sala das projeções me deu a resposta que eu procurava. Ela não estava com cara de impressionada, muito menos com medo (imaginava até que ela não sentia medo nunca, mas isso fica para outro dia), mas... ela não me olhava como antes, sabe? Será que ela não me achava capaz de fazer o que eu fiz? Ou talvez tenha feito algo desnecessário? Quem sabe alguma burrice? Eu não sabia se havia surpreendido ela, ou se havia feito besteira, mas eu não queria ficar lá por muito tempo para descobrir o que ela pensava de mim agora. Por isso, deixei com ela o arco que eu havia usado, e na saída apenas lhe disse- O-Obrigada, até amanhã! –gaguejei, e então saí correndo na direção do meu quarto.

Precisava tirar um tempo para refletir o que eu havia feito aqui hoje, e principalmente, pensar na minha última aula que estava por vir...









#03

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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Dom Maio 14, 2017 12:24 pm

Modelo de Avaliação
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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Psique em Dom Maio 14, 2017 4:29 pm

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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Luna Minn em Seg Set 18, 2017 1:24 pm




Archery Classes

the ten bitch*s



Sem hesitar por nem um minuto, vou direto para o arsenal pegar meus instrumentos para a aula, eu estava animada para aquela aula, sabia que desta vez haveria algo de diferente, fora do comum, pelo menos fora do comum da aula de arquearia, já que nada naquele acampamento era “comum”. Prefiro ficar na minha zona de conforto, pego a mesma aljava de couro claro, as mesmas flechas de peso médio, mas as que eu pego são mais longas e finas, tenho a ideia de que elas talvez fossem mais rápidas e dinâmicas no ar, pego várias e deixo-as na minha aljava, vestindo a mesma sobre ombros. Vou para a sessão dos arcos e escolho o que peguei na minha primeira aula de arquearia, ele era leve e fácil de ser manejado por mim, pois sua altura era basicamente perfeita para mim, que sou pequena.

Saindo do arsenal procuro por Emanuelle, ela estava na frente de uma porta, parecia estar esperando alguém sair. Me aproximo dela com os meus equipamentos em mãos, e então com um belo sorriso cumprimento-a. - Bom dia, Emanuelle! Qual é a missão hoje? - Pergunto de forma animada olhando para a porta fechada, percebo então que a maçaneta possui uma luz que brilhava na cor vermelha, significando que estava ocupada. - Bom dia, Luna! Fico feliz que tenha voltado para mais uma aula! Bom, você vai entrar nesta sala, e derrotar 10 inimigos. É uma projeção então não se preocupe, não há risco de morte. Pelo menos não há riscos tão grandes. - Mordo o lábio nervosa com o que eu poderia enfrentar em alguns minutos. - Assim que liberarem a sala, você tem permissão para entrar. - Faço que sim com a cabeça e respiro fundo, ficando do lado para não atrapalhar nem a instrutora e nem a pessoa que sair da sala.

Faço alguns exercícios de alongamento para relaxar o meu corpo, sabia o quanto era importante estar relaxada para acertar o alvo perfeitamente e com facilidade. Ajeito minha blusa do acampamento, e meu shorts de corrida preto, checo se as tranças estavam presas bem o suficiente para não me atrapalharem durante a aula e então vejo um semideus abrir a porta ao terminar sua aula. Seguro o meu arco no jeito para começar a aula, com a mão bem posicionada, quando Emanuelle me dá permissão para entrar, passo pela porta, que se fecha atrás de mim, me deparo então com uma sala inicialmente branca. O cenário se muda quando chego mais ao centro, dando uma visão de um campo de flores brancas, casualmente uma árvore e outra tomava meu campo de visão, eram árvores grandes com folhas incrivelmente verdes e saudáveis.

Olho para cima e vejo que o sol estava bem no meio do céu, o que me fazia sentir uma força extra, uma animação extra, por ser curandeira de Asclépio, a luz solar me dava mais energia, me fazia me sentir mais excitada para começar a atividade, e desempenhá-la com um sucesso fácil, se possível. Mas eu sabia que aquilo não era possível. Sinto uma brisa tocar a minha pele suavemente, de onde estava vindo aquilo e eu estava em uma sala fechada? Me sinto estranha ao tentar imaginar isso, mas então um grito de ogro surge de trás de mim. - Espartaaaa!!!! - Me viro pegando uma das flechas e então me posiciono da forma que aprendi, aquele era meu primeiro alvo, tentando relaxar os músculos do meu ombro para acertar de primeira, encaro fechando um dos olhos o alvo que corria em minha direção com uma espada na mão e então, após mirar, atiro a flecha respirando fundo, a flecha acerta bem na perna do espartano, derrubando-o no chão e imobilizando-o. Ponto para mim.

Percebo que segurar o arco para atirar se tornara algo muito mais confortável de eu fazer. Do meu lado direito outro espartano vinha em minha direção pronto para atacar, me posiciono novamente, miro, respiro fundo e atiro a flecha, esta acerta no ombro do romano. Mais um vinha logo em seguida, a dor nos meus ombros começava a me incomodar, ele vinha da mesma direção que o segundo. Atiro novamente a flecha, repetindo o processo e a postura, aquele seria o terceiro. A flecha acerta a coxa direita do romano, fazendo-o cair e logo desaparecer, assim como os demais anteriores.

Outros dois romanos espartanos saiam correndo em minha direção, vindo novamente do mesmo lado que o primeiro precisava acabar com os dois rapidamente, portanto pego uma flecha e atiro em um, prestando atenção no meu posicionamento, a flecha acerta a barriga do espartano, rapidamente pego outra flecha, mas o quinto guerreiro, ele estava mais perto de mim do que eu esperava, portanto segurando a flecha, cravo-a em sua jugular. Apesar de ter conseguido me livrar deste, ele me deixou um ferimento na cintura, a espada que ele utilizava havia me cortado superficialmente quando ele caiu.

Me viro para trás, ouvindo um outro espartano de aproximando, eram três de uma só vez, começo a xingar mentalmente cada um deles, me apresso em mirar no mais próximo, eliminando-o rapidamente, a flecha o acerta na virilha, ponto crucial e sensível. O segundo mais próximo sofre com a minha habilidade de eletricidade escura, me dando tempo para cuidar do que estava mais longe, miro nele e respiro fundo, meus ombros já não conseguiam estar mais tão relaxados, mas felizmente eu havia pego o jeito da coisa. Acerto-o na coxa, fazendo-o cair imediatamente. Pego a minha outra flecha o mais rápido que consigo, e atiro no que havia ficado para trás. Respiro fundo e vejo que acertei-o no pescoço, não dando chances de sobrevivência.

Havia agora calmaria, como se tudo tivesse acabado, mas não. Eu sabia que ainda haviam mais dois inimigos para derrotar. Só estava esperando pela surpresa que poderiam me dar como um presentinho de final de luta. Presto atenção nos sons ao meu redor, dou alguns passos mais para o meio do campo, observando as árvores ao meu redor, todas pareciam estar se movimentando com o mesmo vento, na mesma direção, porém, quando olho para uma em especial, percebo que havia um movimento tremeluzente, havia algo alí. Miro preparando o arco naquela direção, apoio a flecha no meu queixo, respiro fundo e então atiro direto no local que se movia incessantemente. Eles precisavam melhorar suas habilidades de camuflagem. O espartano cai da árvore e o último aparece correndo em minha direção, como se tivesse toda a raiva do mundo nos olhos. - Hiems. - Falo claramente e o guerreiro começa a tremer, diminuindo a velocidade que corria em minha direção, me dando tempo de me preparar corretamente e então, acertá-lo na barriga. Derrotando, assim, o meu décimo e último inimigo romano.

A minha visão de campo de batalha começa a se dissolver, como se nunca tivesse estado ali. A sala era inteira branca, do chão ao teto. Volto para a porta de onde eu havia entrado, e dou de cara com Emanuelle, me esperando. Finalmente respiro fundo, o ar puro e fresco do acampamento, eu estava cansada, meus braços e ombros doíam feito doidos. Eu não tinha percebido que arquearia cansava tanto até aquele momento, mas agora eu sabia o quanto de esforço do meu corpo era preciso para usar a arquearia em campo de batalha, especialmente sendo o arco e flecha instrumentos que eu não uso geralmente. - Uau, essa foi difícil! - Falo para a caçadora de Ártemis, passando a mão pelo meu próprio cabelo, arrumando-o discretamente.

- Obrigada, Emanuelle, até breve! - Me despeço da instrutora sem muitos rodeios, ela estava ocupada com os demais campistas que chegaram para a aula. Eu estava suando e com muito calor, já começando a me cansar do verão. Vou para o arsenal e devolvo os instrumentos que emprestei em seus devidos lugares, organizada como sempre. Precisava voltar para a enfermaria, ao meu trabalho, mas antes, iria passar no chalé de Asclépio para tomar o bom e velho banho do meio da manhã, e fazer um curativo rápido onde havia me machucado. Começo a seguir o meu caminho, me retirando da arena.


aula de arquearia



Poderes Passivos - Filha de Perséfone:
Nome do poder: Beleza incomum I
Descrição: Os filhos de Perséfone possuem uma beleza bastante incomum. Belos como uma rosa, os mesmos possuem uma aura sombria que os torna bastante obscuros. Isso faz com que monstros e/ou semideuses sintam certa hesitação em avançar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Irão evitar atacar o filho da deusa das flores no primeiro turno.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos - Filha de Perséfone:
Nome do poder: Eletricidade Escura I
Descrição: Como filha de Zeus/Júpiter, a deusa possui habilidade com eletricidade - e seus filhos herdam uma parte dessa habilidade -. Porém é um tipo de energia/eletricidade diferente, é uma eletricidade negra. A prole da deusa da primavera consegue gerar pequenas descargas de raio negro que podem causar desconforto no oponente.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP
Extra: Nenhum

Feitiço: Hiems
Descrição: O inimigo irá tremer um pouco, como se estivesse com frio e terá certa lentidão. Dura um turno.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Caso seja realizado durante a lua cheia, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: 5 HP
Extra: Apenas verbal.

Poderes Passivos - Curandeira de Asclépio:
Nome do poder:  Luz solar I
Descrição: Asclépio era filho de Apolo, cuje um dos campos de poder era o sol, por tanto, quando o curandeiro estiver em contato com a luz será mais poderoso, eficiente de forma geral.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 15% de efetividade em ações de cura
Dano: Nenhum.

Habilidades Adquiridas:
Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Você aprendeu e se desenvolveu com o seu treinamento, e agora já consegue acertar as flechas em alvos com mais precisão, mas tende a ter dificuldades se esses se moverem muito depressa. É recomendado realizar um pouco mais de treinamento. Contudo, seu manejo com arco é muito melhor do que aqueles que nem mesmo treinaram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Nome do poder: Pericia com Arcos II
Descrição: O seu manejo com o arco melhorou, e agora acertar alvos parados já não é mais um problema, além disso você desenvolveu certa habilidade em atirar contra inimigos em movimento, ou objetos que se encontram da mesma maneira. Mais um pouco de treino e seu personagem se tonara um ótimo arqueiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +20% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Nome do poder: Pericia em Mira de Arcos I
Descrição: Aprender a atirar com o arco as vezes não é suficiente, o semideus também precisa da mira para aprimorar essa habilidade, assim sendo, ao treinar com esse tipo de arma, automaticamente acaba aprimorando sua mira. Agora acertar alvos em movimentos a longa distância ficou muito mais fácil, além de aprimorar sua técnica com arcos, também consegue atingir pontos mais precisos com essa arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de mira com arcos, tendo facilidade em atirar em alvos em movimento.
Dano: +10% de dano se o inimigo for atingido pelo arco do semideus.
Extra: Nenhum

Nome da Habilidade: Perícia com Bastões e Lanças I
Descrição: O usuário entendeu como funciona a arma e como ter um bom manuseio de armas de extensão como bastões e lanças e pode se mostrar melhor nisso do que aqueles que nunca tiraram um tempo para treinar a habilidade de fato.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +10% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +5% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Nome: Perícia Corporal I
Descrição: Treinar o corpo e a mente para tornar-se um melhor guerreiro é quase que uma obrigação de cada meio-sangue, caso ele deseje sobreviver nesse mundo louco. Assim sendo, depois de uma aula de perícias, o corpo do semideus foi condicionado e treinado para melhorar a agilidade, a esquiva e o reflexo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em agilidade, esquiva e reflexo.
Dano: Nenhum

Rastreadores
Descrição: Habilidade que permite ao semideus encontrar e localizar monstros ou criaturas – como animais e até semideuses – através de rastros, pistas, odores, pegadas ou qualquer coisa que pode ser deixada para trás. Isso também permite encontras rastros que foram apagados, afinal, existem criaturas que conseguem mesclar seus rastros e até mesmo apaga-los ou disfarça-los. Semideuses com essa habilidade dificilmente serão enganados por pistas falsas, tendo mais chance de seguir um caminho certeiro, pois, sabem identificar o que foi forjado e criado do que realmente foi deixado para trás.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +40% de chance de descobrir alguma coisa deixada para trás. + 30% de percepção. +50% de chance de não ser enganado por armadilhas ou rastros falsos deixados por terceiros para desvia-lo do caminho certo. Pode solicitar ao narrador que indiquem pistas do caminho certo a ser seguido.
Dano: Nenhum.


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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qua Nov 01, 2017 12:16 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus: + 50

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Criatividade: 37
Ortografia: 38
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 145 xp
Bônus: 50 = 195 xp



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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Hércules em Seg Nov 06, 2017 10:12 pm

Atualizado.


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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Alyson E. V. Schwartz em Sab Mar 10, 2018 12:05 am






Aula de Arquearia 3


Mais uma lição de arquearia.

Alyson estava criando uma afeição especial por essa aula, nenhuma outra arma tinha lhe chamado tanta atenção quanto o arco. No início pareceu muito ambicioso até para ela, uma pessoa que gosta de provar para todos o quanto é capaz de fazer qualquer coisa. Nunca tinha pego um arco e o usado dessa forma até sua chegada no acampamento. E agora, aqui estava, fazendo coisas que nem imaginava meses antes. No caminho para a arena a garota refletiu por todas as mudanças que havia passado até chegar no acampamento meio sangue. Ser filha da deusa Athena, ter aulas com armas após o almoço e saber que monstros existiam não estavam no topo da lista de coisas que ela esperava para o futuro. Mas a semideusa nunca tinha se sentido tão feliz, como se aquele mundo divino fosse a parte que faltava nela para que pudesse se sentir completa.

Após a aula anterior, ela tinha treinado muito mais na arena, já que não queria ser surpreendida como na última vez. Seus tiros melhoraram ainda mais devido a sua dedicação, ela achava-se pronta para qualquer desafio. Alyson tinha trazido novamente o seu arco, agora um instrumento indispensável nos seus treinamentos. Ela sentia cada vez mais uma afinidade com aquele objeto, o qual encaixava-se nela de maneira única. Ao chegar no seu destino viu que a aula ainda não havia começado, aproveitando aquele tempo extra para observar os campistas, algo que ela fazia toda aula. Viu que a maioria da lição anterior já encontrava-se ali, não estando tão adiantada como havia pensado inicialmente. Notou também que não havia mais alvos espalhados por todo o local como nas últimas aulas, Alyson deduziu que muito provavelmente que eles estavam guardados no arsenal.

Mas então como será a aula de hoje? Ela não ficou com o questionamento por muito tempo. Emmanuelle surgiu na porta da arena e os semideuses que estavam à espera ficaram a postos a fim de começar a lição. Ela logo começou a falar que a aula de hoje seria um pouco diferente. Os campistas iriam para uma sala de projeção e enfrentariam alguns “inimigos”. Ela não tinha sido tão específica na última parte, deixando para a imaginação de cada um o que poderiam enfrentar. Notou alguns olhares nervosos entre os presentes. Alyson segurou seu arco com força, uma vez que lhe vinha uma sensação de calma e segurança quando estava com ele.

Ao terminar a explicação, ela foi em direção a uma sala no final da arena que Alyson não tinha percebido antes. Disse que cada semideus teria sua chance no ambiente e então formou-se uma fila. Os mais apressados se adiantaram para frente a fim de começar logo a atividade. A filha de Athena não se importava muito com isso, um pouco de tempo para ponderar sobre como seria o exercício seria bom. Contudo, também não era preciso ser uma das últimas pessoas a entrar e morrer de ansiedade, de forma que buscou sua posição no meio da fila. Só era permitido entrar com o arco no local. Alyson viu cada semideus entrando e tendo sua vez, imaginando que a sala de projeção muito provavelmente tinha sido obra de alguns filhos de Hefesto. Impacientemente, a semideusa tamborilava os dedos no seu arco enquanto esperava ser chamada e tentava manter a ansiedade sob controle.

Quando saiam, os campistas demonstravam uma expressão cansada, como se tivesse enfrentado uma grande luta no ambiente. Ao chegar a vez de Alyson, a garota já estava pulando de ansiedade, curiosa para saber que tipo de desafio encontrava-se ali. Emmanuelle sorriu para a semideusa e lhe desejou boa sorte antes de fechar a porta do local e deixá-la na escuridão. Só eu e você, vamos lá. Falou com seu arco. Sabia que parecia um pouco infantil o fato de falar com uma arma, mas não se importava. Manteve a respiração constante enquanto esperava algo acontecer. No início, ela achou que seria uma espécie de tiro ao alvo às escuras, deixando a visão de lado e confiando em seus outros sentidos. Mas logo o lugar começou a ter cores e em um piscar de olhos, ela se encontrava pisando em um chão de terra dura, semelhante ao da arena. Ela até olhou para os lados esperando encontrar o arsenal na outra ponta ou as cadeiras que ficavam perto da porta, mas não havia nada disso. Ela não estava na arena do acampamento meio sangue. Olhou ao redor tentando se localizar.

Destacava-se no cenário algumas árvores e plantas rasteiras. A vegetação era tipicamente mediterrânea e havia montanhas mais ao fundo, compondo uma bela visão. Até soprava um vento agradável apesar do sol estar bem no alto. Juntou os pontos em sua cabeça até perceber que estava na Grécia. Bom, eu sempre quis visitar aqui. Ela continuou analisando o ambiente tentando descobrir onde estava seus inimigos, até visualizar uma movimentação em sua frente. 10 pessoas surgiam ao longe, apertou os olhos tentando identificar que tipo de ameaça era aquela.

Todos eram homens e possuiam os cabelos compridos. Alyson pode perceber que também encontravam-se em ótima forma e portavam lanças curtas ao invés da arma mais comum em lutas, que era a espada. As engrenagens não precisaram rodar tanto em sua cabeça a fim de reconhecer aqueles soldados. 300. Tantos livros, tantas palestras e era do filme do mundo mortal que ela lembrava. Riu consigo mesma. Buscou na memória tudo de informação que tinha sobre Esparta, principalmente sobre o modo de luta daquele povo conhecido por sua militarização. Eles eram bons, treinados desde a infância para serem combatentes. Engoliu em seco enquanto colocava o arco a postos, tentando encontrar a melhor maneira de contornar aquela situação. 10 a 1 não era justo, mas na batalha não era isso que importava, e sim a vitória.

Conforme foram se aproximando, a semideusa pode notar o olhar raivoso em suas faces. Por mais que Alyson tivesse recuado o máximo que podia de costas, os soldados estavam muito próximos, em uma linha reta na sua frente. Ficou com o corpo tenso perto daqueles homens, esperando que algum deles começassem o ataque. O primeiro da fila da esquerda para direita rompeu a linha e atacou com tudo. Não teve outra alternativa a não ser desviar. Diferente do último treino, correr não ia adiantar, uma vez que além de serem muitos oponentes, eles deviam ser mais rápidos que ela. Apoiou o queixo no arco enquanto o levantava e buscou o melhor ponto para o disparo. Agradeceu a todos os deuses por seus inimigos não portarem armadura e atirou. O soldado que havia lhe atacado rugiu, um som mais de raiva do que de dor. A intenção era lhe acertar a coxa, mas ele havia se movido muito rápido e tinha na verdade conseguido acertar no tornozelo esquerdo. A princípio, achou que havia passado de raspão, mas ao ver ele caindo de joelhos no chão não pode conter um grito de euforia por ter imobilizado um. Nesse meio tempo, a formação foi rompida e dois guerreiros saíram.

Aquilo estava ficando ruim. Claro que ela sabia que pelo fato de ser uma projeção, não estava lidando com o mesmo nível de ameaça de soldados reais, mas ainda tremia um pouco enquanto segurava sua arma junto a si. Os dois oponentes cercaram a semideusa, estando um de cada lado. Em um perfeito sincronismo, vieram ao mesmo tempo em direção à jovem. Não conseguiu se esquivar perfeitamente e o soldado do lado direito segurou seu braço a jogando no chão. Deu de cara no solo. O impacto fez o arco cair longe, alguns metros à frente da garota. Ela virou o corpo e deparou-se com uma lança vindo em sua direção. Rolou no solo e rapidamente ficou de quatro, dando um salto para ficar em pé e correu até sua arma. Quando enfim alcançou seu arco, sentiu um movimento a suas costas e o impacto de uma lança contra suas pernas, sendo jogada novamente ao chão. Dessa vez ela ficou mais preparada e tentou cair com o arco para cima.

No momento em que o seu oponente levantava a lança para dar o “golpe final”, ela conseguiu levantar o corpo parcialmente e mirar uma flecha no local onde fica o coração. Assim que ele foi ao solo, a semideusa pode ver o parceiro dele correndo na direção dela. Separou um pouco as pernas enquanto levantava o arco. Ao ver que ele estava cada vez mais próximo, a garota fechou o olho esquerdo. Ele estava bem na mira dela, a semideusa soltou a corda e ele desviou. Felizmente, o que ela havia esperado aconteceu. Ele desviou o tronco pensando que ela queria acertar no coração, mas na verdade tinha mirado nas pernas, a flecha estava cravada bem no meio da coxa do seu inimigo. Mais um ao chão. Agora faltavam sete.

O combate ficava cada vez mais fácil, uma vez que a filha de Athena estava entrando no modo automático. Direcionou a atenção para os soldados restantes, e sem dar tempo para que um deles pensasse no que estava acontecendo, posicionou-se de maneira correta e abaixou os ombros no momento que levantava seu arco. Mirou no oponente que encontrava-se mais próximo e atirou. Ele fora atingido bem no peito, novamente no local do coração. Alyson não quis perder tempo comemorando aquela pequena vitória e logo mirou com seu olho direito aberto no próximo adversário. Puxou a corda o máximo que pode e disparou a flecha. Ele bem que tentou desviar, mas estava perto demais da jovem.

Ela viu o exato momento que a flecha cravou-se no pescoço do inimigo. O sangue escorrendo e o barulho que ele havia feito lhe deu um pouco de enjoo. Alyson tentou se lembrar de que tudo aquilo era uma simulação e não havia realmente decepado uma pessoa. Desviou o olhar daquele soldado e voltou a atenção para os outros, faltava agora a metade dos inimigos. Os braços da semideusa estavam cheios de arranhões por causa das quedas e um dos braços ainda doía devido ao aperto do soldado, mas ela tentou se concentrar além da dor.
Parou um momento para respirar, estava sem fôlego. A semideusa estava perto da vegetação agora, ela pensava em como usar aquelas plantas ao seu favor enquanto encarava o próximo combatente. O soldado que vinha em seu destino estava bastante empenhado em usar sua lança. Com um grito de guerra, ele a jogou na direção da filha de Athena que não teve outra alternativa a não ser jogar-se no chão. Mais uma vez. Pense positivo Alyson, pelo menos agora ele não tem a lança. Empurrou o corpo para cima junto com o arco. O soldado continuava avançando, nem um pouco abalado pela perda de sua arma.

A semideusa foi andando de costas para a parte onde havia a vegetação e esquivou, esperando que ele desse de cara com a árvore. Esse soldado não parecia tão desatento quanto os outros e não a deixou escapar. A levantou com ambas as mãos pela cintura e a jogou no solo como se não pesasse nada. O corpo todo doía. Não tinha largado do seu arco em nenhum momento, com medo de que ele caísse longe da semideusa na hora que mais precisasse. O soldado veio mais uma vez e a rolou de frente a fim de lhe acertar um soco na face. Pelo menos dessa vez a semideusa desviou bem, jogou a cabeça para o outro lado e arrastou o resto do seu corpo que estava debaixo do inimigo. Quando estava em uma posição meio sentada, ela lhe acertou um chute no estômago. Havia colocado toda força que possuía naquele chute, e o máximo que tinha acontecido fora ele virar de costas com uma expressão de raiva. Pelo menos aquilo já bastava para o que a filha de Athena pretendia.

Levantou-se do solo e andou dois passos para trás a fim de pegar uma maior distância do seu alvo. Ficando em posição rapidamente, a semideusa puxou a corda transparente de sua arma e mirou no braço esquerdo do inimigo. A trajetória da flecha foi perfeita, cravando o braço dele ao solo. Mais um fora do jogo.

Alyson foi atrás dos seus outros oponentes. Tentou uma estratégia diferente dessa vez, não queria enfrentá-los de forma direta. Correu o máximo que pode, distanciando-se daquele campo aberto e indo em direção as árvores. Procurou o melhor lugar que pode para se esconder e ter espaço para realizar seus disparos. Logo ela ouviu o som de dois soldados espartanos se aproximando, contudo, só um apareceu em seu campo de visão. Andava devagar e escrutinava o ambiente. Perfeito para ela. Com uma posição meio agachada, ela conseguiu posicionar o arco de maneira correta. Não podia negar que seus braços já estavam meio cansados de segurar a arma depois de toda essa luta, mas ela não podia desistir, não agora. Puxou a corda do armamento e apareceu mais uma de suas flechas incorpóreas. Que seja certeiro. Seu desejo foi realizado, viu uma listra de sangue escorrer do peito do espartano que emitiu grunhidos ao cair no chão.

Todo aquele movimento chamou a atenção do outro soldado que também havia ido procurá-la. Ele parou próximo ao local onde ela havia acertado o outro espartano, tendo a garota somente que repetir o mesmo feito para que assim ele caísse no chão. Ela sorriu com mais aquela vitória. Os dois últimos soldados talvez não viessem atrás dela, principalmente vendo que os outros companheiros não haviam voltado. Saiu do lugar onde estava decepcionada, queria que os restantes tivessem caído na sua estratégia para que isso terminasse logo. Ao sair da vegetação, Alyson olhou para os lados tentando imaginar onde estava os seus inimigos.

Antes que ela pudesse entender o que estava acontecendo, um soldado veio gritando na direção da semideusa com a lança nas mãos. Ela no último segundo conseguiu jogar o corpo para o outro lado, desiquilibrando-se e indo em direção ao chão. Ao menos ela pode, ao segurar com ambas as mãos uma das pernas do seu inimigo, levá-lo abaixo também. A filha de Athena aproveitou o fato de que a lança dele estava a poucos metros da semideusa e pegou o armamento do oponente. Com a lança agora em mãos, ela fez o melhor possível para atirá-la na vegetação ao redor, a fim de desarmar ao menos um dos seus inimigos. Ela ouviu um baque surdo, mas ao visualizar o mato, não soube onde a arma tinha caido. A celebração da jovem foi rápida, ela só teve tempo de alcançar novamente seu arco que estava no chão ao seus pés para enfrentar um novo combatente.

Alyson utilizou uma dos ensinamentos que havia aprendido na primeira aula de Emmanuelle. Se tudo falhasse, a flecha servia como arma. Puxou a corda a fim de conjurar uma de suas flechas incorpóreas e a tirou do arco, torcendo para que ela não se tornasse imaterial. Com um pouco de apreensão puxou a flecha que se materializou em sua mão. Havia funcionado. Ela fez isso mais duas vezes, a fim de ter três flechas, e logo após olhou para frente em busca de um espartano.

O penúltimo inimigo estava praticamente em cima dela. Desesperada, ela agiu instintivamente e acertou lhe a cabeça com o arco. O soldado cambaleou por dois segundos, tempo suficiente para Alyson dar dois passos em sua direção e cravar uma das flechas em sua mão no pescoço. Parecia mais cruel acertar aquele ponto, contudo, ela tinha achado que o ataque seria mais ‘letal’ ali do que mirar naquele peito musculoso. Havia dado certo.

Ao ver que o último adversário aproximava-se, a garota segurou o arco com uma das mãos, como se fosse atirar, e escondeu as flechas nas costas. Ele era aquele que não tinha mais sua lança e tinha vindo apenas com os punhos atrás da semideusa. Não que ele parecesse imponente por causa disso. A uma distância de dois metros, ele fechou a mão em punho na direção do estômago da jovem. Em um perfeito desvio, ela passou pela lateral do seu inimigo pela esquerda e parou exatamente atrás dele, fincando a flecha em suas costas. Ele caiu de joelhos no chão e logo Alyson pegou a outra flecha que havia materializado e cravou em outro ponto, o grito que saiu da boca do soldado foi repugnante quando ele caiu completamente no solo.



***



Quando o último oponente foi ao chão a garota ponderou. Será que preciso matá-los para a lição ser considerada completa? A resposta veio logo em seguida com o chão desaparecendo em seus pés. Logo os soldados sumiram, assim como a vegetação e ela encontrou-se sozinha com seu arco em uma sala escura. Os arranhões não doíam como antes, só sentia um leve formigamento. Uma porta foi aberta atrás da semideusa trazendo um rastro de luz para o local. Lá encontrava-se uma caçadora de Ártemis com um sorriso no rosto.
- Ótima luta, fiquei impressionada – ela não parecia ser mesmo de muitas palavras, mas Alyson também não era.

- Fiz o meu melhor – a filha de Athena estava em choque, ainda sem acreditar que ela tinha conseguido derrotar aqueles soldados. Mesmo sabendo que era uma projeção, sendo uma luta consequentemente mais fácil, ainda resplandecia de felicidade.
- Espero um resultado tão bom quanto na próxima aula. – após terminar a fala, a instrutora voltou-se para o próximo na fila. A campista tinha uma expressão muito parecida com a dela minutos antes de entrar na sala de projeção. Não pode deixar de lhe desejar um boa sorte mentalmente enquanto via a instrutora fechá-la no ambiente, assim como todos os outros, e iniciar um novo holograma.
Respirando fundo e a passos lentos, Alyson atravessou a arena junto com sua arma almejando um bom descanso pelo resto do dia.





PENSAMENTOS
FALAS

ARMAS UTILIZADAS:
Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. |  Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

HABILIDADES UTILIZADAS:
Nível 3
Nome do poder: Camaleão
Descrição: O filho de Athena sabe como procurar um esconderijo. Normalmente se camufla muito bem, conseguindo encontrar um lugar pra fugir do perigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A chance do semideus ser encontrado baixa em 25%
Dano: Nenhum

Thanks B'doll @ TPO



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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

Mensagem por Pietro Di Giorgio em Ter Mar 13, 2018 11:17 pm


Dia de caça

No alvo

Tinha amanhecido um dia frio, após tomar café da manhã, e colocar um agasalho leve, Di Giorgio se dirigiu até a arena.

O jovem tinha se tornado íntimo daquele arco, mesmo sendo apenas um item comum, tinha se tornado algo especial, pelo tempo que ele já estava usando o mesmo equipamento.

Ao adentrar a arena observou as instruções atentamente, já começando a planejar o seu campo de batalha, um sorriso ladino começava a pairar no rosto do semideus, estava eufórico, esperando para começar.


—Agora vamos ouvir Chopin. disse enquanto o campo de batalha se formava, fechou os olhos todo o som ambiente ia sumindo, ele começava a escutar somente o piano e ao fundo o próprio coração.

Abriu os olhos e o seu campo de treino estava formado uma floresta não muito densa, que cercava uma clareira onde Di Giorgio se encontrava.

Os inimigos estavam espalhados pela floresta, todos possuindo escudos e lanças, o que era um perigo para Di Giorgio, porém a vida sem riscos não é divertida e não tem recompensas.

Notou uma movimentação rápida, em seu lado direito, sabia que aquilo era uma amardilha, porém decidiu correr o risco, caminhou alguns metros, pegando cobertura em uma árvore, quando colocou o rosto para ganhar a visão daquele lugar fora surpreendido por uma lança arremessada que acertou a árvore.

Sacou rapidamente uma flecha de sua aljava, dando dois passos largos para a esquerda, flexionando toda a estrutura de seu arco, efetuando um disparo certeiro, na cabeça do soldado, antes que ele tivesse uma reação.


"Só faltam 9 agora, mantenha o foco Pietro, notou alguém correndo atrás dele, virou já sacando outra flecha, mirando na cabeça do soldado.

O soldado levantou o escudo, caindo no blefe de Di Giorgio, que após isto, desferiu o disparo no joelho do espartano, e caiu no chão, perdendo posse de escudo e lança, o semideus foi até ele e cravou uma flecha em sua cabeça, eliminando mais um.

Pegou as duas flechas do chão, e com um sorriso ladino, uma frase tomou seus pensamentos, "Agora eu vou caçar vocês, adentrou as arvores, caminhando sorrateiramente.

Avistou, dois espartanos de costas,  mirou na cabeça de um, acertando em cheio o disparo a queima roupa e partiu correndo em direção ao outro, cravando a flecha em sua cabeça novamente.

Em um local descampado, fora da floresta, viu 3 soldados juntos um do outro, que não tinham notado sua presença, se escondeu entre alguns arbustos e árvores de pequeno porte, efetuando mais um disparo, derrubando um dos soldados.

Os dois remanescentes, entraram em guarda, tentando encontrar de onde tinha vindo a flecha, foi então, que Di Giorgio, pegou uma pedra de tamanho médio, e jogou nos arbustos  que ficavam perpendicularmente ao atual esconderijo dele.

Os dois soldados notaram o barulho que a pedra fez, se dirigindo até o local, ficando de lado para Di Giorgio, que não hesitou, desferindo mais um disparo,  derrubando o outro.

Foi notado pelo soldado que sobrou e ainda tinham mais 3 em localizações desconhecidas, precisava continuar se deslocando rapidamente, e sem barulhos, fora a atenção redobrada.

Notou que ainda estava sendo seguido pelo espartano, aumentou a velocidade, saindo do campo de visão e se escondendo em uma posição ilógica.

Começou a ouvir a aproximação que o fez sacar a flecha, e manter o arco em ponto se disparo, apenas esperando o inimigo adentrar seu campo de visão.

Quando viu o inimigo, prontamente o eliminou, agora só restando 3, quando estava recuperando a flecha, fora surpreendido por outro inimigo, que bateu o escudo em suas costas, fazendo-o cair sem o arco nas mãos.
Quando caiu no chão, perdeu os sentidos por 1 segundo, baixou a guarda e foi punido, agora teria que resolver rapidamente a situação.

Ficou sentado de frente para o inimigo, que atacava com sua lança, Di Giorgio desviava dos ataques, porém precisava revidar.

Rolou para atrás, levantando logo em seguida, o arco estava atrás do inimigo, que partiu novamente para cima dele, tentando uma estocada com a lança, que fora desviada por Di Giorgio, que segurou a arma do inimigo, dando um soco nele e um chute em seu joelho.

Com toda a sua força, jogou o espartano para longe e pulou em direção ao arco, segurando-o com sua mão direita enquanto rolava para frente, girou o corpo para o inimigo efetuando um disparo no seu pescoço, quase errando.

Voltou para o centro da clareira, avistando os dois restantes de costas para ele, então decidiu usar a técnica de caça novamente.

Eliminou um deles rapidamente, porém quando o outro notou o ataque, não soube da direção, continuando de costas para Di Giorgio, que não teve hesitação na hora de terminar sua tarefa.

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Re: Aula Fixa III - Pericia com Arcos

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