The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Página 3 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Eleonor Moonlight em Sex Mar 16, 2018 7:43 pm

Segunda Aula de Arquearia
Eu era uma das poucas filhas de Hefesto, se não a única, que se interessava pelo manejo de arcos e armas leves, como adagas e facas. Eu sabia, sim, como manejar as armas clássicas de nosso pai, como o martelo, mas não era uma arma sutil. A brutalidade de um martelo ou machado não combinava com o estilo de combate que eu gostava, mas até usaria em necessidade. Admito que aquela aula estivesse me deixando bastante ansiosa, visto que me afeiçoara a utilização de arco e flecha para combates. Vestida com uma regata negra cavada que cobria parcialmente o short de malha que utilizava, tal como tênis negros de cano médio, sai do chalé apressada para o local do treinamento.

Eu havia treinado com frequência nos últimos dias, passando mais tempo a cada visita a Arena e visitando-o com mais frequência que nos primeiros meses e anos de Acampamento Meio-Sangue. E, quando a Caçadora convocou os interessados para essa segunda aula, eu me sentia bastante capacitada para um próximo desafio. Ainda não era perita em arquearia, mas sabia segurar a arma e lançar algumas flechas sem acertar a mim mesma e aos meus aliados. Se era possível acontecer isso no passado? Bem, provavelmente eu acertaria a mim e meus aliados em um mesmo movimento, se considerássemos a minha sorte maravilhosa. Agora já estava melhorando. Contra alvos parados eu sentia ser quase impossível errar os disparos. Mas a aula hoje não iriamos enfrentar alvos parados como os da Arena ou aula anterior. Aqueles se moveriam e não eram a única surpresa reservada para aula.

A aula será dividida em duas partes. Na primeira, vocês irão ter que atingir alvos móveis no centro e, na segunda, terão que parar um autômato antes que ele derrote vocês. Como sabem, nada de poderes, apenas poderão utilizar as armas.

Emmanuelle continuando dando as informações que precisávamos por alguns minutos e permitiu que começássemos a brincar com os alvos moveis a nossa frente. Aquela atividade seria mais exigente que a primeira e apresentava mais riscos também, mesmo que a jovem dificilmente fosse permitir que algum dos alunos fosse assassinado pela maquina. Talvez deixasse que apanhássemos um pouco antes de intervir, mas nunca morrer. Eu só esperava que não precisasse chegar aquele ponto, nem comigo e nem com os demais presentes para a aula. Durante o discurso, sentia o peso da arma e a tensão da corta, pois não estava mais com um arco curto recurvo. A prática havia me permitido, agora, usar um arco maior e um pouco mais pesado, porém mesmo assim achei que o arco composto, de tamanho mediano, fosse uma opção melhor do que pular direto para o arco longo ou o arco longo composto. Como arcos compostos exigiam menos força que os arcos normais, devido ação das roldanas, teria uma compensação por minha força não ser tão grande quanto gostaria. E não escolhi o arco longo composto por não me achar ainda boa o suficiente para aquele tipo de arco.

O corpo de lado, com o pé esquerdo à frente e a arma ainda abaixada sendo segurada com a mão canhota. A direita procurou uma flecha na aljava que encontrou seu lugar na corda do arco. Segurei a pequena parte da madeira que sobrava após a pena da flecha entre o indicador e dedo médio, puxando dois ou três junto a corda com a utilização dos mesmos dedos. Em primeiro lugar, controlar a respiração e depois analisar o movimento dos alvos. Podia ser ainda uma jovem aprendiza no manuseio da arma, mas não era idiota. Atirar sem estudar o oponente aumentava as chances de erro e não era mais tolerável erros bestas causados por desatenção. Tinha que começar a me condicionar para atirar com cuidado e atenção, nunca desesperadamente. O zunido das flechas preenchia o ar conforme os alunos praticavam, mas ignorei aquele ruído para não me fazer perder o real foco: aprender os movimentos dos alvos e prever para onde iam, com qual velocidade... Não eram muito rápidas, mas os movimentos tendiam a ter uma ordem mais desregrada do que gostaria - no entanto, era condizente com os movimentos de um oponente em combate real. Mover-se em linha reta quando lutando contra arqueiro era suicídio e a intenção não era tornar a aula fácil para nós, além de que era necessário nos ensinar como se movimentar caso o oponente também utilizasse armas a distância. E, quando achei que estava pronta, ergui a arma terminando de puxar a corda e soltando a seta para o vazio a frente.

E o som da flecha atingindo a borda do alvo me deixou animada. Havia previsto parcialmente a posição que ele estaria, porém mirei baixo demais para atingir o centro. Puxei mais uma flecha da aljava, parecendo um pouco incomodada com minha própria falha e me repreendendo, enquanto preparava a flecha no arco e ergui a meia lua na altura do rosto, para que pudesse usar a ponta da flecha para visualizar o voo da flecha de forma adequada e mais precisa.

Que droga, Leo... Se concentre mais.

Enquanto falava, comecei a reconsiderar e calcular todas as variantes: resistência do ar, movimento dos alvos, a deslocação de maça de ar causada por eles e pelas outras flechas, a minha distância dos alvos e a perda de altitude pela ação da força da flecha conforme voava, para enunciar só algumas das muitas coisas que tinha que considerar. Minha mente trabalhava rápido para calcular tudo e bolar uma rota adequada para as flechas, enquanto minhas mãos faziam adequações de angulo. Duas flechas a mais após aquela, onde retocava mais alguns detalhes, e atingi exatamente o centro do alvo, com o som do metal abrindo caminho para si reverberando pelo ambiente, mas sendo sobrepostas pelos demais sons.

Muito bem, Eleonor. Vou liberar o autômato.

Concordei com a cabeça para ela, sorrindo e acompanhei a semideusa para a parte reservada aquela etapa da aula. Enquanto andava, já peguei uma flecha na aljava e coloquei posicionada no arco para perder o mínimo de tempo possível. O autômato que Emmanuelle liberou para mim tinha a aparência de um touro e era completamente feito de bronze, mas as divisões de placas eram visíveis e pensei que poderia usar aquilo ao meu favor. Eu sabia as partes criticas de um autômato, sabia que a fiação e partes mais delicadas podiam ser atingidas com facilidade naquelas sessões. Só tinha que mirar e atingir com precisão aqueles pequenos espaços e de modo a flecha penetrar o mais fundo possível para cortar o fluxo de energia. Isso iria desligar o automato da mesma forma que acertar efetivamente o peito e, bem, acho que usar meus conhecimentos inatos de filha de Hefesto não seriam um problema.

Os olhos da criatura ficaram vermelhos ao detectar um alvo, de acordo com a programação dele, e não pareceu ficar lá muito confuso com o fato de eu ser filha de Hefesto. Avançando contra mim, a criatura metálica forçou-me a mirar em seu olho direito e disparar a flecha em parábola contra ele. Calculei mal a velocidade que ele se movia, errando por pouco o lugar desejado, e tentei mais uma vez, ainda mirando no olho. Apesar de ter atingido, não foi com a força esperada e não perfurou o suficiente. Que droga! Então estava na hora de apelar para algo que não queria, já que a velocidade do ser metálico não era tão condizente com a quantidade de metal que tinha quanto eu gostaria. Pegando uma flecha, deixei se aproximar e me lancei para o lado, tendo notado que apesar de rápido para correr seus reflexos não eram os melhores, usando a flecha como punhal para enterrar entre duas placas em seu pescoço, para cortar os fios dentro dele.

Vi um sorriso nos lábios da caçadora quando usei a flecha como adaga da mesma forma que havia sido sugerido dias atrás, aparentemente satisfeita com alguém realmente ouvir o que ela dizia e não entrar em pânico quando algo saia do controle. Mesmo que o foco principal fosse acertar o autômato em movimento atirando a flecha, havia mostrado que mesmo precisando praticar era capaz de fazer tal coisa e a mente trabalhara rápido para sair do caminho da maquina e completar a tarefa usando uma flecha. Satisfeita, a tenente me dispensou e me avisou da data da próxima aula. Agradecendo a ela, fiz uma mesura e me afastei.
avatar
Eleonor Moonlight
Feiticeiras de Circe
Feiticeiras de Circe

Mensagens : 107
Idade : 17
Localização : Por ai

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Félika Dermod em Seg Mar 19, 2018 12:02 am


Aula de Arquearia


Andava até a arena de treinamento com animação. Era verdade, Félika já tinha percebido que não tinha talento para a arquearia, tendo que treinar várias vezes a mesma coisa para fazer algo minimamente decente. Mesmo assim, seria útil ter conhecimento sobre uma arma a longa distância como essa, o que fazia com que ela tivesse ânimo para participar das aulas. Além do mais, era gratificante ver a própria evolução em uma atividade na qual se tem dificuldade.

De qualquer forma, ainda era melhor fazer aula de arquearia do que de armas pesadas e grandes como machados e espadas. Félika, mesmo tendo conhecimento sobre magia, também tinha apreço por armas pequenas e leves, como adagas, punhais e facas. O arco, porém, não se encaixava em nenhuma dessas coisas. Não era pesado, mas também não era pequeno. Sendo assim, ele se se mostrava ser um pequeno desafio para ela, mas um desafio que ela estava disposta a cumprir.

Chegou até o local e cumprimentou a Emmanuelle, que retribuiu com um aceno de cabeça. Na aula passada, havia treinado em alvos parados, tendo conseguido de forma razoável completado a atividade. Agora, porém, pelo que a caçadora dizia, teriam que treinar com alvos móveis. Ou seja, teriam que acertar em objetos em movimento, o que não parecia nada fácil para alguém que tinha recém aprendido a acertar em alvos fixos.

O pior nem era esse. Ela tinha certeza que em poucas tentativas conseguiria sem muitas dificuldades acertar o alvo em movimento. O principal problema era que ela deveria acertar no centro. Exatamente, ela sequer havia conseguido acertar alvos fixos no centro na aula anterior, tendo que treinar várias vezes fora da aula para que conseguisse isso, e agora teria que o fazer com móveis, ela não fazia ideia de como fazer isso.  Como isso não fosse o bastante teria que impedir que um autômato de os atacarem, e isso usando apenas o arco e flecha.

Foi até onde tinham alguns arcos disponíveis para quem fosse praticar a aula e não tivesse seu próprio e escolheu um semelhante ao que tinha usado na aula passada, assim como o resto do equipamento. Foi até onde estavam os alvos móveis e de preparou para começar.  O alvo móvel se movia da esquerda para a direita em velocidade mediana. Porém, estava com uma distância de aproximadamente 30 metros de seu alvo, o que dava mais dificuldade do que se fosse mais próximo.

Arrumou sua postura, deixando-a ereta. Ainda com o arco abaixado, pegou uma das flechas da aljava e levantou o arco, segurando firme na parte de madeira.  Segurou a corda e a encaixou na corda antes de puxa-la e mirar bem no alvo.  Ele era móvel, então como ela queria acerta-lo no centro, resolveu mirar um pouco mais para a direita, para quando ele se movesse acertasse bem no meio, e então soltou a corda.

A flecha passou direto pelo alvo. Pelo jeito tinha mirado muito à direita, resolveu tentar novamente. Esperou que o alvo estivesse mais ou menos no mesmo lugar de antes e atirou dessa vez indo mais para a esquerda. Embora a flecha tenha acertado o alvo, fora muito para a esquerda, acertando apenas a ponta. Félika fechou a cara. Era muito chato ficar tendo que calcular para onde e quando teria que atirar com o alvo móvel, pois até a flecha chegar lá, já teria saído do lugar. Talvez, se ela pudesse arrumar algum arco ou flecha que fosse melhor para isso, alguma flecha que fosse mais rápida ou um arco que fizesse as flechas irem com mais potência.

Andou até Emmanuelle, que estava auxiliando os que tinham dúvidas durante sua aula. — Com licença, poderia me dizer se tem algo que poderia fazer minha flecha ir mais rápido? — Perguntou Félika. A caçadora pensou um pouco e antes de responder sobre um tipo de flecha com a as penas em formato diferente. Era tal de pena com formato parabólico, era mais rápidas e precisas, mas diminuíam a estabilidade. Félika assentiu, pedindo que pegasse algumas para ela.

Agora que estava com flechas novas, foi tentar de novo, mais confiante. Puxou a corda e mirou no alvo, indo apenas um pouco mais para a esquerda do que normalmente e atirou. Ela não conseguiu notar nenhuma diferença apenas olhando, mas dessa vez a flecha estava mais próxima ao centro, então deveria ter funcionado. Mesmo assim, não tinha atingido o objetivo.

Ela suspirou, o jeito seria treinar. Atirou várias vezes no alvo, tentando sempre calcular o tempo exato e tentando decorar o mesmo ângulo do arco e lugar onde o alvo estava da última vez, para não haverem falhas. Após um tempo mediano, ela pode ver com sucesso a flecha acertando a bola vermelha ao centro do alvo. Comemorou silenciosamente, feliz pela conquista até se lembrar de um porém, a aula não tinha acabado.

Ela ainda tinha que derrotar um autômato. Avisou a caçadora sobre a segunda parte da aula que a levou até o local onde aconteceria. Félika chegou ao lugar e o adversário foi liberado, era um robô grande e parecia ser perigoso, definitivamente nem um pouco amigável. Logo que avistou a filha de Hécate, ele foi correndo em direção ela. O lado bom era que, sendo grande, ele não tinha muita velocidade, o que permitiu a Félika tempo para preparar seu arco e atirar.

Ouviu o som da ponta da flecha batendo no metal e logo em seguida a viu caindo no chão. Claro, ele era um robô, flechas não o machucariam, o que ela poderia fazer? Correu para o lado, fugindo da máquina que a perseguia até que estivesse longe o suficiente para pensar em algo. No pouco tempo que teve, ela reparou que entre algumas as peças que compunham o autômato, havia pequenos espaços não cobertos pelo metal. Agora seu objetivo era claro, deveria disparar entre eles.  Era uma tarefa um tanto complicada, pois os pontos vulneráveis a ataque não eram muito espaçosos.

Ela pensou em usar a flecha como faca, fincando-a  naqueles espaços do robô, mas logo descartou a ideia. Apesar de lento para andar, ela temia que as outras partes de seu corpo robótico não fossem tão lentas assim, tendo chance dele a ferir ao se aproximar. Achou que era melhor disparar as flechas, e resolveu diretamente no peito dele, o ponto crítico mais fácil de alcançar, uma vez que ele era grande e logo sua caixa torácica também era.

Ela tinha outra vantagem para usar também, a velocidade. Enquanto pensava em um plano, se concentrava também em driblar o robô que tentava a atacar, mas agora tinha saído correndo até o lado oposto de onde ele estava. Sacou seu arco e preparou uma flecha, pronta para atacar.  A sua única dificuldade era saber o momento certo de atirar, uma vez que, conforme dava passos, o peito do autômato subia e descia como acontecia com um humano comum ao correr. Sendo assim, resolveu correr um risco. Esperou que ele estivesse razoavelmente próximo, não o suficiente para atacá-la, mas em uma distância boa para que ela acertasse o disparo.

Quando ele chegou a três perigosos metros de distância, ela realizou um tiro certeiro. O disparo foi bem no espaço entre uma placa de metal e outra, dando um curto circuito no robô. Félika olhou para Emmannuelle, que assentiu como se confirmasse que ela tinha realizado a tarefa com sucesso. Ela sorriu e deixou a aula, não sem antes devolver o arco e as flechas ao arsenal. Havia sido um bom desafio.
avatar
Félika Dermod
Filhos de Hecate
Filhos de Hecate

Mensagens : 35
Idade : 12

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Park Sora em Dom Mar 25, 2018 10:01 am

Segunda Aula de Pericia em Arcos
Park Sora sabia exatamente o que a havia levado a fazer suas tarefas obrigatórias com tanto prazer naquela manhã. A noticia de que o treinamento especial a respeito de arcos continuaria naquele dia, a havia mantido acordada por grande parte da noite. Estando em probatio ela tendia a não ter muito o que fazer além de limpezas ultrajantes, depois do dia que havia sido obrigada a lavar todas as roupas-incluindo cuecas fedidas-, ela já não tinha muita esperança de que as coisas mudariam para o seu lado nos próximos meses. Faziam apenas quinze dias que ela se encontrava ali, e a cada novo dia ela sentia mais vontade de voltar para casa. A semideusa tendia a ser uma pessoa otimista, mas seu otimismo estava chegando ao fim.

Então, cada oportunidade que ela obtinha para sair um pouco de sua rotina era aproveitada com uma euforia particular daqueles que não tem dias muito animados. Finalizando seus deveres a menina seguiu em direção ao local aonde seria aberto o portal, não se surpreendeu ao encontrar as mesmas cinco pessoas do treino anterior. Mesmo pregando uma aliança, os romanos ainda não tinham grande confiança nos gregos. Sora passou pelo portal encontrando a mesma arena usada anteriormente para a primeira aula. Se posicionou ao lado de seus colegas de acampamento e esperou que a instrutora desse início a aula. Quando Emmanuelle se posicionou a frente dos campistas, Sora deixou que toda sua atenção fosse prendida pela moça.

Não tardou para que a jovem semideusa notasse que a tarefa do dia seria bem mais complexa do que a realizada em seu primeiro treino. Primeiro eles teriam de acertar alvos móveis, o que seria um desafio muito maior do que tentar atingir alvos fixos. Segundo, eles teriam de acertar os pontos fracos de um autômato para que esse se desligasse. Seria como se estivessem em uma luta corpo a corpo, mas ao invés de pele seu oponente era feito de metais. Sentindo que o nervosismo poderia acabar tomando conta de si, a moça seguiu em direção ao local onde eram dispostos os arcos. Um sorriso se manifestou em seus lábios ao encontrar o arco rustico e simplório que havia utilizado no treino anterior.

Tomou-o para si e se que equipou com a aljava de flechas. Seguiu até o ponto onde se encontravam os alvos móveis e se preparou para começar.  Ajeitou sua postura deixando as pernas a um palmo de espaço uma da outra, dobrou a perna esquerda deixando a direita reta , colocou o cotovelo em uma posição media e ajeitou os ombros para que esses ficassem rentes as pernas mas ainda assim de uma maneira que ela se sentisse confortável. Satisfeita com sua postura, posicionou o arco de maneira que este tivesse o apoio do queixo e puxou a primeira flecha. Ter conseguido a ajuda de Emmanuelle em relação a postura, havia sido de grande ajuda para Sora.

Focou-se na utilização do olho esquerdo, posicionou a flecha e deixou que essa seguisse sua rota atingido o chão em um barulho seco. Sora fez mais três tentativas e as três se viram infrutíferas, caindo sempre próximas ao alvo móvel mas nunca nele. Como um sinal de que estava fazendo algo errado sentiu uma presença a seu lado. –Dificuldades em conseguir atingir o alvo?- os olhos da semideusa se focaram na face esbranquiçada da instrutora. Emmanuelle parecia curiosa a respeito de seu desenvolvimento, mas não uma curiosidade especial. Mas sim, uma curiosidade provinda dos professores que veem alunos em dificuldade e Sora se considerava uma pessoa com muitas dificuldades naquele momento.

-Sim, tenho tentado mirar no alvo e atirar antes que ele modifique sua posição, mas toda vez que eu atiro já é tarde demais e a flecha encontra o nada- murmurou a moça desapontada consigo mesmo. –Isso acontece exatamente pela forma como você vem fazendo. Quando se trata de alvos móveis você deve considerar o que vai acontecer, observe o movimento dele e quanto tempo sua flecha levaria para chegar a ele. Tente e veja se dá certo- anunciou Emmanuelle dando espaço para que a moça pudesse testar o que havia sido dito a ela. Sora ajeitou sua postura novamente, fechou o olho direito deixando que seu olho esquerdo tomasse conta e fez a estimativa. Sua flecha era rápida o suficiente para que quando o alvo estivesse chegando a final de sua rota a flecha atingisse o chão. Considerando o movimento e a rapidez ela teria de atirar a flecha quando o alvo estivesse na metade de sua rota.

Buscando testar se havia feito a soma corretamente, Sora puxou uma flecha de sua aljava posicionando a na corda e lançando-a em direção ao alvo. Um sorriso se entreabriu em seus lábios conforme ela observava a rota traçada pela flecha atingindo diretamente o centro do alvo que parou assim que recebeu a flecha. –O mesmo que você fez com o alvo móvel deve ser feito com o autômato. Só que vai ser um pouco mais difícil, ele vai estar tentando te atacar, vai te perseguir. Seja cuidadosa e lembre-se, peito ou pontos frágeis. Quando você conseguir atingir esses pontos ele vai parar, não se desespere- anunciou Emmanuelle apontando para o local onde os autômatos se encontravam.

-Obrigada, você sempre aparece quando estou completamente perdida- anunciou Sora fazendo uma mesura com a cabeça antes de seguir em direção aos autômatos. Seu autômato não era diferente dos demais, cabeça, braços, pernas e corpo todo feito de metais pesados. Não precisou se aproximar muito para que os orbes avermelhados se focassem em seu corpo passando a seguir em sua direção. Já acostumada com a postura necessária para o uso do arco, moveu suas pernas e braços rapidamente, puxando a primeira flecha que seguiu em direção ao autômato. Ele era mais rápido do que Sora conseguia prever e se aproximava com mais facilidade do que ela conseguira imaginar a princípio.

A garota lançou mais duas flechas em sua direção, mirava as pernas buscando fazer com que sua movimentação se finalizasse. Ou que ficasse mais lenta, mas mesmo conseguindo acertar com sucesso nada modificou a movimentação de seu oponente. As palavras de Emmanuelle vieram a sua mente, que traçou um rápido plano antes que ao invés de atacar fosse atacada. Puxou uma flecha da aljava posicionando-a na corda antes de lança-lo no peito do autômato. O som do metal tocando metal fez com que a garota entreabrisse seus olhos puxando uma nova flecha. Repetiu o ato mais duas vezes, até ver que o autômato finalizara sua movimentação. Conseguira atingir um total de cinco flechas no autômato e agora com um sorriso nos lábios a garota se preparava para atravessar o portal.

Colocou o arco na pilha onde esses se encontravam, a aljava junto a suas companheiras e seguiu em passadas rápidas até onde os demais romanos se encontravam. Eles pareciam encerrar as atividades bem mais rapidamente que ela, o que fez com que Sora se sentisse levemente culpada. Mas isso apenas por alguns minutos, seu pai sempre dissera que ela deveria dar o melhor de si sem jamais se preocupar com o tempo que levaria para realizar as coisas. Seu avô dissera que ela poderia ser a melhor em seu próprio tempo. Os romanos teriam de se acostumar com seu jeito, da mesma maneira que ela tentava se acostumar a sua nova rotina, a suas novas regras e principalmente a sua nova vida. Passou pelo portal, seguindo diretamente para sua coorte.
(C) ROSS
avatar
Park Sora
III Coorte
III Coorte

Mensagens : 17

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Abr 06, 2018 11:28 am

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +50 por cada aluno presente na aula.

Alyson E. V. Schwartz  
Criatividade: 40
Ortografia: 38
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +300
Total:498

Pietro Di Giorgio  
Criatividade: 38
Ortografia: 38
Coerência: 28
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 30
Bônus Geral: +300
Total: 474

Norfalcon Hool Shieldhear  
Criatividade: 30
Ortografia: 38
Coerência: 30
Ações Realizadas: 18
Aparência: 20
Bônus de aula: + 20
Bônus Geral: +300
Total: 456

Eleonor Moonlight  
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +300
Total: 500

Félika Dermod  
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +300
Total: 500

Park Sora  
Criatividade: 35
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +300
Total: 495


Ps: Eu não fiz comentários individuais de cada aula por falta de tempo, raramente faço esses comentários também. Contudo dou liberdade para qualquer um dos presentes me procurar via MP caso deseje essa avaliação detalhada.



Emmanuelle Sophie Henz
I'M A QUEEN OF DARKNESS!!!
avatar
Emmanuelle S. Henz
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Mensagens : 1031
Idade : 22
Localização : Seguindo em frente..

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Circe em Dom Abr 08, 2018 9:31 pm

XP: 30 (x6) = 180
DRACMAS: 50 (x6) = 300

Atualizados


Circe, The lady of magic


∆ LYL - FG
avatar
Circe
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 201

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Aislynn Prescott em Seg Jun 11, 2018 6:51 pm


Ligando as lições
 
Como sempre, a arena estava movimentada, pessoas realizavam treinamentos quase todo o tempo. O de Aislynn, por hora, seria participar da aula de arquearia. Ansiava por aprender mais sobre, sentia como se o arco a tivesse escolhido e não o contrário. Diferente das outras armas, está se encaixava tão bem com o seu eu que sequer imaginava utilizando outro tipo, apesar de ter a noção que se especializar em apenas uma era tolice.  

Diferente da outra vez, não precisou se preocupar em escolher um arco. Retirou das costas o seu precioso: o ouro imperial destacava dos demais e, além disso, aparentava ser apenas um arco sem cordão, visto que a corda era invisível. A flecha também não era mais um problema, precisava apenas ter cuidado para não tencionar demais e trazer à tona uma flecha que produziria um barulho semelhante a um tiro. O seu preparativo ocorria enquanto a instrutora explicava o objetivo e as instruções da tarefa de hoje.  

Quando liberada para realizar o comando, Aislynn andou até um dos últimos alvos. Posicionou com calma, preferindo realizar o processo no seu próprio tempo. Olhou os movimentos que o vento produzia nos seus cachos, para ter uma pequena noção de como estava. Ainda não conseguia realmente distinguir ou analisar estes aspectos, entretanto possuía a consciência de que era importante. Lembrando-se da sua primeira aula, adquiriu a posição ensinada por Emanuelle, sabendo que seria até mais fácil atirar as flechas desta forma.  

Deixando apenas o seu olho direito aberto, tencionou o cordão. Sabia a localização por conta do som sutil que ele produzia. Aos poucos uma flecha luminosa apareceu. Um sorriso de canto surgiu em seus lábios. Sentia extremo orgulho de seu arco. A cor alaranjada da flecha fazia o ouro imperial destacar ainda mais. Concentrando no objetivo a sua frente, respirou. A dificuldade deste era maior, ele movimentava de um lado para o outro e, além disso, acertá-lo não era suficiente. Precisava ser no centro, ou a atividade não seria concluída.  

Acompanhou com o olho a movimentação. Não o seguiu com o arco, decidindo deixá-lo parado. Por fim, no instante que o objeto entrou exatamente na mira da flecha, ela soltou. A flecha reluzente passou direto, sem sequer triscar em algum ponto do alvo. A pequena não ficou frustrada, sua experiência em Roma a fez adquirir um vestígio de maturidade, o suficiente para compreender que aquele era o momento e o lugar de errar. O lugar que a daria estabilidade para que, quando sua vida ou a dos demais dependesse de seu tiro, ela conseguiria realizá-lo.  

Mudando de estratégia, a semideusa passou a observar o deslocamento. Ele realizava um movimento de vai e vem. Contou quantos segundos demoravam para ir e para voltar, descobrindo que possuía um segundo de diferença para cada lado. Depois contou quantos segundos demoravam para ele ficar de frente com seu corpo. Após adquirir estes pequenos dados, a filha de Apolo preparou rapidamente o seu arco, esperou a flecha aparecer e soltou. Novamente passou sem acertar, porém, este não era o seu objetivo por hora. Se concentrou em contar quanto tempo demorou para o projetil cobrir a distância entre ela e o alvo.  

Ao final, mordendo os lábios um pouco nervosa, não sabendo realmente se estava fazendo corretamente, adquiriu a posição. Respirou fundo, fazendo questão de mandar oxigênio suficiente para o cérebro. Fechou seu olho esquerdo, tencionou o cordão de seu arco e esperou a flecha ganhar a sua forma. — Desta vez vamos conseguir. — Sussurrou para a sua arma. O motivo de usá-la e não as de treino, era que gostaria de pegar mais experiência e se conectar com o seu armamento. Algo que estava funcionando muito bem.  

Aislynn começou a contar. Repetiu a contagem uma, duas e na terceira esperou faltar dois segundos para chegar à contagem que o alvo ficava no centro, e atirou. Como câmera lenta, observou a flecha fincar perfeitamente no centro. — Yeah! — Comemorou levando as duas mãos. Quem disse que matemática era perda de tempo? Radiante, não contendo a empolgação, a semideusa virou para encarar a instrutora com um brilho no olhar que, indicando com um aceno, avisou que ela poderia ir para a próxima etapa.  

Caminhou até onde ficava o necessário para a segunda parte do treinamento. Um frio na barriga a fez concentrar-se na respiração. Estava começando a ficar nervosa. Sempre que lutava com algo acabava na enfermaria, parecia um padrão. Não iria morrer, mas chegaria a quase se não tomasse cuidado. Ao posicionar na frente da máquina de combate, soltou uma exclamação. — Wow! — O gorila era o triplo do seu tamanho, além de possuir braços musculosos para um autônomo.  

Talvez ele funcionasse com assessores de movimento, pois assim que entrou no campo de visão da coisa ela abriu o olho e começou a se movimentar. Como defesa, preparou com certa agilidade o arco e, apoiando a flecha com o queixo e mirando na cabeça do oponente a sua frente, atirou. O objeto bateu naquela enorme testa e caiu no chão. —  Calma, calma, calma! —  Pediu ao vê-lo aparentar ficar irritado com a sua atitude. Notando que não iria dar certo, correu no momento que ele grunhiu. Olhou para trás e viu aquele troglodita utilizar as mãos para ganhar mais velocidade, pânico percorreu o seu corpo.  

— Corre, corre, corre. — Sussurrava enquanto forçava-se a ir mais e mais rápido. Assim que achou ser suficiente parou, virou, posicionou o arco, mas quase o deixou cair por conta do nervosismo. Acabou perdendo tempo demais, ele estava muito próximo. Dessa vez, a pequena, enfrentando seu medo, correu na direção do autônomo e, no momento que ele levantou as suas garras para tentar atacá-la, Aislynn se jogou no chão e, ganhando impulso por conta da corrida, deslizou por baixo do gorila.  

Por sorte, o robô demorava a virar. Usando isso ao seu favor, tencionou o arco e, assim que a flecha apareceu, soltou. Acertou, mas não foi o suficiente. Novamente ricocheteou, dessa vez teve que girar para o lado ou seria acertada pela própria flecha. Franzindo o cenho, ficando irritada com aquilo, levantou e voltou a correr ganhando distância. Nesse meio tempo, ele já havia virado e voltado a persegui-la. — Os dois treinos têm que ter relação. — Pensava em voz alta. Tinha pouco tempo, pois seu corpo não aguentaria aquele ritmo, ao contrário do robô que era incansável.  

O gorila, além de seus grunhidos, fazia sons de ranger por conta das peças batendo umas nas outras. Ele deveria ter algum ponto fraco, por isso, durante o percurso a semideusa começou a olhar para trás. Não para ver a distância entre eles, mas para visualizar melhor o robô. Seus olhos deram uma rápida percorrida. Parecia que ele estava usando uma armadura de metal por todo o corpo até — achei! — Gritou ao encontrar o calcanhar de Aquiles do seu rival. Precisava acertar apenas naquele lugar, como acertou o centro do alvo anteriormente.  

A semideusa correu até uma grande pedra e esperou, olhando-o se aproximar. Assim que novamente ele levantou os dois braços para acertar murros, pulou para o lado e levantou quase imediatamente, deixando-o acertar a grande pedra. Suando, com a respiração agitada. Aislynn mirou na sua presa, tencionou o cordão do arco e, diferente da outra vez, observou com o seu único olho aberto o peito com as engrenagens expostas do animal robô no momento que ele se virou.  

Antes que ele começasse a correr novamente, ela soltou a flecha que cortou o ar, tamanho a sua velocidade. Aquele vestígio de luz alaranjada penetrou o interior da máquina. Os olhos luminosos do robô apagaram e parou de se movimentar, virando uma estátua no meio da arena. Ela finalmente acertou o dispositivo para desligar — Minha nossa. — Soltou, caindo no chão da arena exausta. Suas pernas doíam por conta de tanta corrida, mas isso não importava. — Eu te venci! — Falou vitoriosa, apontando para o autônomo.
PODERES PASSIVOS:
Nível 4
Nome do poder: Corpo Atlético I
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

Nível 5

Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.  
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Arqueiro II
Descrição: Sua perícia está crescendo, a sua habilidade com o arco se desenvolveu com precisão, e agora, além de conseguir atingir o alvo com uma flecha, também aprendera a manusear duas, e a usar o arco como porrete.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Equipamento:
Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Aislynn Prescott

Um dia de cada vez


(C) Ross




The A³B Squad
avatar
Aislynn Prescott
Filhos de Apolo
Filhos de Apolo

Mensagens : 180
Idade : 12
Localização : Tomando um Sol por ai

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Kevin H Kingsman em Qua Jun 20, 2018 2:00 am


O Arqueiro

Filho de Apolo | 18 anos | Argonauta de Hera
Alyssa love | Embaixador Grego | Sempre no alvo

Todos achavam que eu estava perdendo a cabeça, um filho de Apolo sendo viciado em treinamentos com arco, mas a verdade era, eu não ligava para os ''achismos'' deles, eu estava ali para brilhar e não iria arredar o pé de lá enquanto não fosse capaz de acertar tiros de qualquer maneira que tentasse.

A tarefa parecia simples com a primeira explicação, mas nada é simples nesse mundo, acertar um alvo em movimento mesmo que fosse lento não era um alvo comum, a baixa velocidade podia confundir nossos cálculos a ponto de errar de forma grotesca o alvo. Ergui o braço esquerdo enquanto o arco se formava, perfeitamente ajustado em minha mão saquei uma fecha de minha aljava posicionando ela no cordame enquanto observava o alvo se mover.

Inclinei o arco o suficiente para uma parábola não muito grande, com a perna direita um pouco a frente para garantir mais estabilidade, soltei a flecha, que vibrou um pouco no ar, errando o alvo por alguns centímetros, bom eu ainda não era um primor com o arco, mas o esforço não seria em vão. Notava um leve desequilíbrio na estrutura de meu equipamento, o que sem experiência alguma jamais fui capaz de notar, meus sentidos de arqueiro se aguçavam aos poucos, estava cada vez melhor e isso era algo muito bom, ver resultados no meu esforço me dava ainda mais vontade de melhorar.

Desloquei a pegada um pouco mais para baixo em direção a parte que gerava o desequilíbrio, tive a sensação do arco ter ficado mais pesado, principalmente pela pegada não estar mais no centro o que causava esse sentimento. Eu já tinha uma postura de ombros, cotovelo e pernas firme, isso não precisava ser moldado e provavelmente o último problema fora resolvido, posicionei a próxima flecha, observando o ponto futuro de contato do alvo, como a movimentação era linear, não teria problemas em acertar dessa vez.

Ao soltar a flecha e o arco devolver toda a força aplicada, senti que a trajetória fora boa, e um caminho limpo até acertar o alvo em cheio,  no mesmo momento um autômato decidiu que era a minha hora de morrer, surgindo bem a minha frente desferindo golpes que desviei por pouco. Ao recuar tentei sacar uma flecha de minha aljava mas acabei derrubando-a no chão, bom, era um erro comum para um arqueiro que ainda não tinha despertado todo seu potencial.

Pulei para atrás sacando mais uma flecha e desferindo um tiro instintivo na direção do autômato, porém acertei somente o ombro dele, que ao mesmo tempo já estava próximo o suficiente para desferir um golpe em vertical de cima para baixo sobre minha cabeça. Usei o arco para defender o golpe, chutando a máquina no peito para ganhar distancia novamente, enquanto sacava mais uma flecha da minha aljava.

Não teria tempo o suficiente para mais um disparo, minha única alternativa era arranjar alguma forma de fazer um disparo perfeito ou cravar a flecha com as próprias mãos na cabeça dele, na sua segunda investida, desferiu um soco cruzado na altura do meu rosto.

Me abaixei um pouco antes de ser atingido interligando a esquiva com um golpe no centro do seu dorso fazendo com que recuasse alguns passos.

Tomei a vantagem do combate a força desferindo alguns golpes com o arco, porém não surtiam efeitos, ele só seria derrubado com um golpe crítico, chutei novamente o peito dele entretanto dessa vez eu iria avançar. Corri alguns passos na direção dele enquanto soltava o arco no chão ficando com uma flecha em cada mão. dando um pulo em cima dele fazendo com que meus joelhos batessem contra o seu peito e ele caísse de costas, cravei as duas flechas em sua cabeça, assim finalizando o duelo.

Quando um arqueiro fica sem alternativas,as flechas também servem como facas.
poderes:
Nível 7
Nome do poder: Arqueiro II
Descrição: Sua perícia está crescendo, a sua habilidade com o arco se desenvolveu com precisão, e agora, além de conseguir atingir o alvo com uma flecha, também aprendera a manusear duas, e a usar o arco como porrete.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.
Dano: Nenhum

FPA:



Nothing is more powerful than the sun


avatar
Kevin H Kingsman
Argonautas de Hera/Juno
Argonautas de Hera/Juno

Mensagens : 121

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Febo em Qui Jun 21, 2018 5:31 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus de aula: + 50

Aislynn Prescott
Criatividade: 40
Ortografia: 39
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Total: 199 XP

comentário:
Caramba, quase-filha! Parece que a mudança do template mudou tudo, inclusive a sua escrita! O único ponto que preciso ressaltar (que inclusive foi o motivo do desconto efetuado) é sobre a palavra "tencionar", usada muitas vezes no texto. O correto, relativo à tensão, ao esticar do cordel, é "tensionar". "Tencionar", com c, é relativo ter intenção, entende?

No mais, querida, meus parabéns!

Kevin H Kingsman
Criatividade: 30
Ortografia: 15
Coerência: 25
Ações Realizadas: 15
Aparência: 20
Bônus de aula: + 20
Total: 125 XP

comentários:
Sigo com os mesmos comentários da avaliação anterior. Tenha calma ao escrever, Kevin. Revise teu texto com bastante atenção para que além do que eu já citei, algumas frase não fiquem soltas.

Atualizados.
avatar
Febo
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 275

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Tessa S. Henz em Qui Jul 12, 2018 10:33 am


Haviam poucas maneiras que seriam consideradas eficientes para me tirar da cama antes das dez horas da manhã, uma delas era a premissa de uma viagem aos Alpes franceses. Não, eu não gostava de passar tempo com os riquinhos insuportáveis que tentavam a todo custo me transformar na piada da noite. Eu gostava do ar puro que o ambiente parecia emanar a cada vez que tocava minha pele, fazendo com que meus cabelos se soltassem do coque feito principalmente para alguma reunião social que mamãe insistira que era a única opção daquela manhã.

Quando eu recebera a missiva que deixava claro que, se eu participasse sem muitas reclamações das aulas que Manu insistia que eu fosse, o jatinho da família estaria me esperando para ir para onde quisesse sem ser incomodada pelo período que eu desejasse, aceitei. Mamãe tendia a se preocupar com a minha segurança muito mais do que era indicada para uma mulher solteira da idade dela. Grande parte da preocupação, no entanto era culpa. Culpa pelas escolhas erradas que fizera no decorrer de nossas vidas.

Adentrei a arena tão silenciosamente quanto havia feito na primeira aula, não precisei esperar para que a aula fosse iniciada para saber que o primeiro passo deveria ser dado por mim, na procura pelo arco que me faria companhia durante aquele espaço de tempo. A pilha de arcos me parecera tão organizada quanto na aula anterior, não levei muito tempo para encontrar o arco de tamanho médio e corda flexível que eu havia utilizado na aula anterior. Como ele havia suprido minhas necessidades, eu não via motivos para troca-lo por algo diferente.

Peguei uma das aljavas de flechas e me juntei a multidão que esperava ansiosa pelo inicio daquela aula. Não me surpreendi ao ver o sorrisinho irônico nos lábios de minha irmã ao me ver em meio a multidão, ela certamente sabia da oferta me feita por mamãe, que de longe ganhava das ameaças feitas por ela, dois dias antes. Soltando um pigarro para que as atenções se voltassem para ela, Emmanuelle deu inicio as explicações do que ocorreria naquela manhã. Basicamente teríamos de realizar duas atividades, a primeira sendo a de acertar um alvo móvel em seu ponto central e a segunda a de desligar um autômato.

Eu não entendia muito bem como funcionavam os autômatos mas, vira lutas o suficiente naquela arena para ter uma ideia do que deveria fazer para desliga-los. Assim como nós semideuses, os autômatos também tinham limitações e essas limitações seriam minhas oportunidades. Segui na direção aonde se encontravam os alvos não fixos, e me preparei para arrumar minha postura. Abri as pernas para que essas ficassem no mesmo ângulo que os ombros, relaxei um pouco meus braços, flexionei minhas costas e apoiei o arco no meu queixo.

Com a postura pronta e o alvo definido me preparei para lançar a primeira flecha. Um suspiro alto deixou meus lábios quando a tentativa foi infrutífera e a flecha passou reto sem se quer atingir o alvo. Pelo que eu via, era obvio que seria bem mais difícil acertar o centro do alvo do que eu pensara a principio. Obviamente um erro de principiante. Mesmo que eu tivesse treinado, coisa que eu não havia feito aquela atividade tomaria bem mais do meu tempo do que o planejado.

Me mantive parada por alguns minutos, apenas observando a movimentação do alvo. Não era difícil notar que ele tinha padrões, um tempo exato que levava de um ponto a outro, bem como um tempo exato que permanecia nesses pontos. Satisfeita com o que conseguira pegar da minha observação, me preparei para voltar a lançar as flechas em sua direção. Posicionei a flecha sob o arco contei até três e a lancei mirando exatamente no local onde o arco estaria no segundo em que a flecha passasse por ele. Um biquinho se formou em meus lábios quando notei que o tempo levado pela flecha havia sido maior do que o levado pelo alvo no ponto que eu havia mirado.

Buscando utilizar de meu conhecimento prévio, lancei cerca de cinco flechas até que conseguisse acertar o centro do alvo. Estatísticas nem sempre eram o suficientes em se tratando de alvos fixos. Tendo finalizado a primeira parte da atividade segui para a segunda. Eu nem se quer ousava me enganar a respeito da facilidade com que realizaria aquela atividade. –Precisa de algumas dicas?- a voz de Emmanuelle se fez presente fazendo com que meus olhos se fixassem nos seus. –Na verdade sim. Eu sei que geralmente os autômatos param quando atingidos no peito ou em algum ponto vital, mas não sei como minhas flechas conseguiram ser mais rápidas do que os movimentos feitos por ele- anunciei esboçando interesse no que ela poderia vir a me dizer.

-Parece que alguém andou fazendo a lição de casa- brincou Manu antes de deixar que uma expressão seria tomasse sua face. –Existem diversos tipos de flechas, a que você esta usando é a comum. Como ela é a mais fácil de ser encontrada e fabricada, nós a utilizamos nos treinamentos para que caso um dia você venha a precisar ela esteja nas suas mãos. Mas, as flechas com penas de pavão são mais rápidas, conseguiriam atingir um autômato dessa velocidade com facilidade. Entretanto, o que você precisa é saber o momento certo de agir, use o tempo dele a seu favor- anunciou Emmanuelle antes de me dar as costas indicando o autômato que vinha em minha direção.

Balancei a cabeça afirmativamente mesmo sabendo que ela não veria. O autômato vinha em minha direção pronto a me atacar. Sem pensar em demasia, ajeitei minha postura rapidamente e puxei uma flecha da aljava. Não havia tempo para ficar calculando as probabilidades de seus movimentos, então eu buscava lançar as flechas uma atras da outra mirando pontos que eu gostaria de atingir. Não foi surpresa ver que muitas delas ultrapassavam o alvo seguindo destino. Conseguir acertar braços e pernas não era meu objetivo, mas foi o mais perto que consegui chegar nas primeiras flechas lançadas. "Pensa Tessa, pensa. O que poderia ser mais rápido que isso, se lançando dez segundos antes de sua passagem ele passa reto, eu preciso de alguns segundos antes que isso" - refleti deixando que um plano se formasse em minha cabeça.

Diminui os segundos de lançamento da flecha, procurando a formula correta. Uma das flechas consegui acertar no ombro esquerdo a outra no ombro direito até que eu consegui estabelecer o que eu acreditava ser os segundos corretos. Confiante de que conseguiria lancei a flecha e observei seu movimento até que ela acertasse o peito do autômato fazendo com que ele parasse sua caminhada em minha direção instantaneamente. Um sorriso se formou em meus lábios ao passo em que eu seguia em direção ao local aonde deveria guardar o equipamento que havia utilizado. Nada era tão gratificante quanto estar um dia mais perto de minha viagem para um dos meus lugares favoritos. Acenando em despedida para minha irmã, segui em direção ao chalé onde eu poderia descansar um pouco antes de ser novamente perturbada.


Tessa Samantha Clarissa Henz
It's no rigth, but is okay!


avatar
Tessa S. Henz
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Mensagens : 418

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Jul 20, 2018 6:16 pm

Tessa
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Total: 200 xp

Ps: Olha só quem deixou a preguiça de lado hein? Quase me surpreendeu (só quase maninha).




Emmanuelle Sophie Henz
I'M A QUEEN OF DARKNESS!!!
avatar
Emmanuelle S. Henz
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Mensagens : 1031
Idade : 22
Localização : Seguindo em frente..

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum