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Aula Fixa II - Pericia com Arcos

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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Vênus em Sab Ago 12, 2017 10:17 am

Atualizado, 50xp e +50 dracmas creditados a Emmanuelle.


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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Frannie A. Blackwell em Ter Ago 15, 2017 1:42 pm


Arquearia I




Atenção: esse post é um flashback de quando Frannie é ainda uma recém-chegada no AMS, tendo acabado de ser reclamada como filha de Apolo. Possui 16 anos e não 17 que é a idade atual.


Quando foi anunciado a aula de arqueria novamente, eu fui uma das primeiras a chegar. Talvez fosse verdade o que diziam sobre filhos de Apolo serem mestres em arcos. Talvez fosse uma lenda e apenas alguns tivessem o dom. Eu estava ali apenas para distrair a mente de uma confusão enorme. Era traiçoeiro questionar-se sobre o que era mito e o que era real, sobre até que ponto Apolo se importava comigo ou minha irmã, ou até mesmo minha mãe. Ele era um deus do sol, todos diziam que deuses eram extremamente ocupados.... Mas não eram eles onipresentes?

Treinar com o arco-e-flecha esvaziava minha mente. A concentração que era necessária para acertar um tiro com perfeição limpava os pensamentos bagunçados de minha cabeça. Sim, eu gostava um pouco mais desse esporte agora e, com certo esforço, poderia me tornar realmente boa nisso.

A aula não tardou a começar. Emmanuelle, tenente das caçadoras de Ártemis, separou os grupos de acordo com seu nível na aula. Ela apresentou os alvos móveis e avisou que no final cada um de nós teríamos um desafio a ser cumprido. A escolha de meu arco foi feita quase que automaticamente. Estivera treinando desde sempre com o arco recurvo tradicional, mesmo tendo tentado um mais moderno como o composto, o peso e a anatomia do recurvo se encaixava mais com o meu estilo. Diferente da primeira aula, preferi prender a aljava de flechas em minhas costas. Apesar de achar que a aljava presa a cintura dava mais facilidade de acesso aos projeteis, nas costas eles estavam mais seguros para corridas e movimentos mais bruscos.

Os alvos móveis eram diversos, começando pelo mais fácil ao mais complicado. Esperei pacientemente pela minha vez, aproveitando para fazer alongamentos nos braços. Sempre que treinava arcos e flecha, a tensão nos membros superiores era tamanha que no final do dia os músculos gritavam por socorro. Quando minha oportunidade finalmente chegou, posicionei-me na linha traçada sobre a grama. O alvo era circular, andando na horizontal de um lado para o outro. A velocidade não era demasiadamente grande, mas pelo fato dele estar movendo-se já era um desafio novo para a maioria de meu grupo.

Por ser um treino, eu me permitia ao luxo de errar propositalmente. Ao armar a flecha no arco, retesei o cordão encostando a madeira fina em meu queixo. Isso auxiliava na estabilidade e na mira. Acompanhei o movimento do alvo com a ponta metálica do projétil, meu braço o seguindo até ter me acostumado com a velocidade dele. Ao soltar o cordão, a flecha atravessou o ar em questão de segundos, ficando na borda extrema do alvo, no canto esquerdo mais abaixo. O primeiro disparo era apenas um teste para descobrir o desvio que a flecha fazia durante a trajetória por causa do vento ou até mesmo por minha postura. Assim como estava testando o ângulo que eu usara, pegando as referências para que meu próximo disparo fosse ainda mais eficaz.

Levei minha mão canhota para trás, capturando em meus dedos a segunda flecha. Ainda com o braço baixo, acoplei o projétil a arma, observando o alvo através das lentes de meus óculos. Minha mente trabalhava agora para tentar acostumar com a velocidade de movimento. Quando julguei ser mais oportuno, fixei os meus olhos em um ponto mais a frente do alvo. Contei até dois e atirei, sabendo que o terceiro segundo seria o que meus dedos soltariam a flecha. O alvo ainda não fora acertado no centro, porém a seta de metal estava cravada no círculo mais próximo. Resmunguei baixinho, o meu eu perfeccionista se contorcendo um pouco por não ter acertado, mesmo sabendo que aquela era apenas a segunda tentativa.

No terceiro disparo, levei mais tempo calculando o tempo. O macete estava no tempo em que eu disparava a flecha para que ela atingisse o alvo em movimento. A concentração teve de ser a maior impregnada até o momento, pois a decepção pela falha já não era mais uma escolha. Quando retesei o cordão, a minha respiração ficou suspensa na fração de tempo entre a mira e o disparar. Havia contado três dessa vez, disparando no que deveria ter sido o quarto segundo. O tempo para a flecha atingir o alvo foi o de uma batida de meu coração. Meus olhos não piscaram enquanto minha mente processava o que tinha acontecido. Eu havia acertado.

Mais uma vez o sorriso orgulhoso e contente surgiu sorrateiro em meu rosto. Contudo, não houve muito tempo para comemoração, pois logo Emmanuelle se aproximava para o desafio, pedindo para que eu liberasse a área para o próximo campista.

– Poderá parecer complicado, mas não é. Terá de enfrentar um inimigo e derrota-lo. Ele possui pontos fracos um tanto óbvios, por isso deixarei que você os descubra – ela falava enquanto me guiava para uma parte mais reservada da arena, com mais espaço e sem obstáculos ou instrumentos de treino – A missão aqui é apenas derrota-lo, não importa o que.

– Ok, estou desconfiando de que isso é mais perigoso do que você está querendo dizer.

– Não se preocupe, você não morrerá em um treinamento. Ela está pronta, liberem o Rex!

– Rex?! Isso é um nome muito suspeito sabia? Emmanuelle? Para onde você vai?!

Ela rapidamente se afastou, abandona-me naquela parte da Arena. Engoli em seco olhando para os lados, até começar o chiado de metal se movendo. Girei nos calcanhares temerosa, a respiração suspensa, calafrios escapando por todo o meu corpo... Até eu vê uma espécie de robô muito parecido com o Wall-E, o mesmo da animação infantil. Soltei o ar com certo alívio.

– Você não é tão assust–––

Eu não terminei minha frase. As palavras morreram em minha boca e meus pés recuaram assim que o robô começou a se desdobrar e a crescer. Era bastante similar ao que acontecia com Transformers, o filme que carros se transformavam em robôs gigantes. Aquele à minha frente parecia um tanto enferrujado, a lataria estava amassada em alguns cantos. Mas só pelos efeitos especiais minha próxima ação foi bastante óbvia: dar as costas e sair correndo. Eu só tinha visto um monstro em minha vida! E ali todos usavam espadas e adagas, quem imaginaria que podiam brincar de Eu, Robô?!

Mas o Rex não me permitiu ir muito longe. Uma enorme sombra passou sobre mim, até pousar a minha frente com um estrondo tão grande que provocou quase paralisia em meu corpo e um infarto. Meus olhos azuis estavam arregalados, minha respiração irregular fazia engolir um pouco da poeira levantada. Tossi e me afastei. Rex era um autômato humanoide, braços curtos, peito muito enferrujado, mas suas pernas lembravam as que eram usadas por pessoas amputadas. Eram curvadas e em forma de Z, o que só me fazia pensar que ali possuíam molas que davam vantagem em saltos.

Eu já estava pronta para correr para o lado, mas Rex pareceu prever o meu caminho e saltou na mesma direção. Recuei vários passos, minha mão canhota indo para trás. Capturei uma das flechas sem nem ao menos ponderar muito. A sensação de perigo era real, mesmo que a donzela de Ártemis tenha dito que não iria morrer. Em verdade, ela nada disse sobre feridas mortais em sua frase! Retesei o cordão com a flecha e apenas apontei para o autômato, atirando na direção dele com uma mira precária. O projétil o atingiu no braço, mas apenas ricocheteou no metal e caiu no chão.

Rex pareceu não gostar muito daquilo, mesmo sendo um robô parecia furioso pelo arranhão em sua lataria. Engoli em seco e claro que comecei a correr assim que ele deixou claro que viria atrás de mim. Eu o escutava mais do que via, a minha respiração tão errada que meus pulmões pareciam arder. O barulho de metal tornou-se próximo e, por puro instinto, desviei para o lado. Teria sido lindo a esquiva, se eu não tivesse caído feio durante a curva, meu corpo rolando e algumas flechas caindo da aljava presa em minhas costas. Ao que parecia, Rex também estava no chão depois de ter saltado em minha direção.

Sem pensar no que eu estava realmente fazendo, fiquei com apenas um joelho apoiado no chão e meu corpo parcialmente erguido. Capturei uma das flechas caídas, minhas mãos sujando em terra em nada parecia valer no desespero de aproveitar aquela chance. Armei o projétil no arco, retesando o cordão com mais força do que o necessário. Rex levantou e já virava em minha direção. No máximo haviam apenas 8m de distância entre nós dois. Ele começou a se mover. Mirei em seu peito e antes que percebesse a flecha havia sido liberada da prisão de meus dedos.

A flecha cravou na altura do peito esquerdo. Atravessou a lataria enferrujada com muito mais facilidade do que o metal mais resistente no braço. Rex caiu para trás, dando curto já que provavelmente eu tinha acertado um de seus sistemas. Me permiti cair no chão, dando-me conta que havia parado de respirar apenas quando os meus pulmões exigiram oxigênio.

– Bem? – Emmanuelle estava em pé em meu campo de vista.

– Só um minuto – eu disse ofegante, com o coração ainda disparado – Só um minuto que eu não estou sentindo minhas pernas, foi muita adrenalina!

Ela riu e se afastou, provavelmente indo buscar a próxima vítima de um Rex 2.0.



E aqui vem os detalhes que quiser colocar, frases, música, com que esteve etc








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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Ter Ago 15, 2017 10:24 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus: + 50

Frannie A. Blackwell  
Criatividade: 40
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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Belona em Ter Ago 15, 2017 11:39 pm

Atualizado



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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Sofya I. Petrovna em Ter Dez 12, 2017 7:36 pm


strengthening
aula fixa II - arco e flecha
Fico feliz que você tenha voltado, querida. — Emmanuelle disse assim que apareci em sua frente, exibindo um sorriso singelo nos lábios. O arco e a aljava que ela tinha em mãos foram, agora, destinados para mim, a fim de que eu os usasse no desenrolar da aula. Não pude não sorrir de volta, recebendo os itens de bom grado. Minha garganta pareceu fechar porque palavra alguma conseguiu escapar dela. Eu ainda não entendia se sentia medo ou alegria por estar na presença da caçadora de Ártemis.

Primeiro o alvo móvel e depois o autômato. Pode deixar. — repeti as instruções dadas pela semideusa que somente assentiu como resposta. Aparentemente, a aula seria mais complexa do que a anterior, mas de imediato eu dispensei os pensamentos e hipóteses negativos que com certeza me desconcentrariam. Os planos que eu tinha em mente não me permitiam muitas falhas. E eu estava focada em evitá-las.

Ajeitei a aljava nas costas enquanto caminhava até o estande de tiro, no qual alguns alvos, presos numa espécie de esteira por um pedaço de madeira, se moviam. Durante um longo minuto eu observei aquilo, me atentando a velocidade com a qual o aparelho funcionava. Embora não entendesse quase nada sobre eletrônica - ou seria mecânica? - eu sabia que os filhos de Hefesto tinham feito um bom trabalho. Os alvos se movimentavam similarmente a um ser humano!

Então, posicionada à distância indicada por Emmanuelle, eu retraí a primeira flecha da aljava, encaixando-a no cordel do arco para então erguê-lo. Mantive o olho esquerdo aberto e vidrado no alvo que, àquele momento, era o mais próximo de mim. Acompanhei-o em seu deslocamento por mais um instante, voltando o arco na direção que, dali uns poucos segundos, o alvo estaria. Puxei o cordel, alinhando a flecha ao meu ombro, e fiquei imóvel.

Argh. — o projétil rasgou o ar quando o alvo escolhido estava prestes a alcançar o lugar que eu havia planejado, cravando-se somente numa árvore que beirava a arena, bem atrás dos alvos. Abaixei o arco para esfregar minhas mãos ligeiramente suadas na camiseta do acampamento. Era péssimo ficar nervosa. Por isso, demandei mais algum tempo para respirar fundo e me acalmar.

Novamente, preferi não me virar para trás e ser fuzilada pelo olhar da instrutora. É, definitivamente ela me assustava. Mas tudo bem, eu duvidava que ela faria algo de ruim. Ela estava ali para nos ensinar, afinal de contas. E eu precisava mostrar que conseguia.

Muni o arco com outra flecha e a puxei assim que ergui a arma, estirando o cordel. Fechei o olho esquerdo desta vez, aproximando bastante o direito da linha da flecha para que a minha mira fosse melhorada. À medida que o alvo se movia para a esquerda eu girava sutilmente o meu tronco, de forma a mantê-lo na minha mira. De repente, adiantei a posição do arco, antecipando o alvo. Assim, disparando pela segunda vez, eu consegui atingir o meu objetivo: cravar a flecha no centro avermelhado do alvo.

Segunda etapa. Bem ali. — orientou a instrutora, conduzindo-me para outro canto da arena. Ali, ela gesticulou para um rapaz que provavelmente era filho de Hefesto e ele pôs um robô para funcionar. Robô esse que tinha uma forma humanoide. Temi a qualidade dos atributos do autômato, uma vez que eu não tinha tanta experiência com o arco e quanto ao combate corpo a corpo eu preferia me abster. Mas sua velocidade reduzida tirou um peso das minhas costas.

Vamos lá. — pensei alto, engrenando outro projétil no arco. Recuei um pouco ao erguê-lo, pois o autômato havia começado a andar na minha direção. Um tanto quanto despreparada, lancei a flecha contra a coxa do oponente, não conseguindo nada mais que uma rápida pausa dele.

Emmanuelle tinha dito que bastava atingi-lo no peito para fazê-lo parar, mas eu me sentia uma completa idiota por estar travada. Consegui, inclusive, desviar de um soco lateral do autômato por pouco, pulando para trás ao fazê-lo. Aproveitando a brecha, utilizei o arco como um porrete para golpear a cabeça do meu oponente, desnorteando-o por alguns segundos. Enfim, sorri, dando outros passinhos para trás. Agora!

Lembrei-me de todas as dicas dadas pela instrutora na hora do manejo do arco, e graças a isso tive muito cuidado para executar o disparo seguinte. Ainda que o autômato já estivesse de volta no meu encalço, eu tinha tempo para brecá-lo. Portanto, com outra flecha atada ao cordel do arco, eu obtive mira, travando minha respiração antes de conclui-la com perfeição. Assim, ao deliberar o projétil, ele deslizou pelo ar até enterrar-se no centro do peito metálico do robô. Seu funcionamento teve fim em sequência, significando o meu sucesso.

Dei alguns pulinhos de felicidade enquanto encarava o autômato imóvel a pouquíssimos metros de mim. Eu o havia vencido! E não pude conter o meu sorriso quando a instrutora se aproximou, parabenizando-me pelo meu desempenho. Vendo-me animada, Emmanuelle fez questão de me informar que a aula seguinte seria tão desafiadora e interessante quanto essa. Eu não tive outra escolha senão confirmar a minha presença. Era claro que eu iria.

habilidades:
passiva:
Nível 3:
Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Apesar de não ter o mesmo domínio de um arco que os filhos de Apolo/Febo, ou as caçadoras, os filhos de Iris/Arcus aprendem a manusear o arco com facilidade e pratica. Com o tempo, essa habilidade pode se aperfeiçoar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus
aprendida:
Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Você aprendeu e se desenvolveu com o seu treinamento, e agora já consegue acertar as flechas em alvos com mais precisão, mas tende a ter dificuldades se esses se moverem muito depressa. É recomendado realizar um pouco mais de treinamento. Contudo, seu manejo com arco é muito melhor do que aqueles que nem mesmo treinaram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.
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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Ter Dez 26, 2017 6:06 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus: + 50

Aprilla Deapryth 
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 xp
Bônus: 50 = 200 xp




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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Marte em Qui Dez 28, 2017 10:57 am

Atualizado. Emmanuelle também recebe 50xp e 50 dracmas



"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Alyson E. V. Schwartz em Ter Mar 06, 2018 8:23 pm








Aula de Arquearia 2


Alyson tinha esperanças de que a segunda aula de arquearia fosse tão boa quanto a primeira.

Ela havia passado a manhã toda estudando latim junto com seus irmãos no chalé. Por mais que a aula fosse atrativa o suficiente para a semideusa, ela queria um pouco mais de adrenalina. Tendo ficado parte do dia em uma posição sentada, seu corpo estava pronto para a emoção que encontraria na arena. Após a primeira aula de Emmanuelle, a filha de Athena tinha ido a arena algumas vezes treinar um pouco suas habilidades recém-adquiridas e agora executava com perfeição tiros em alvos fixados. Ainda não tinha conseguido atingir com eficácia objetos em movimento, esperando que a aula do dia ajudasse nesse problema.

Ao chegar no local, notou que havia menos campistas na aula do que na última vez. A maior parte dos desistentes obviamente eram homens, restando menos ainda representantes do sexo oposto. Nem todos tiveram coragem de enfrentar mais uma aula com a caçadora. Não havia se importado com o jeito de Emmanuelle. Ela era prática, e Alyson gostava disso. Como instrutora, ela sabia passar os pontos mais importantes, e a auxiliou bem na última lição quando foi preciso.

Da mesma forma que na aula anterior, a caçadora de Ártemis começou a abordar os pontos principais. Ela enfatizou que hoje os alvos seriam móveis, algo não tão impossível para aqueles que após a última lição tivessem praticado na arena. Alyson tinha treinado, e pelo que parecia, uma boa parte também tinha colocado os conhecimentos da última aula a prova. Apenas alguns campistas pareceram meio acanhados, como se esperassem aprender tudo sobre manusear um arco somente assistindo poucas aulas. Ao perceber que nem todos tinham feito o óbvio, ela repetiu o que havia dito logo no começo da aula passada, que o arqueiro perfeito é aquele que treina constantemente, não o que tem uma "habilidade nata" com a arma.

Com isso, a caçadora começou a explicar o exercício do dia. Conforme foi ouvindo, Alyson foi ficando cada vez mais receosa. Se arrependeu instantaneamente por ter estado brincando com alvos parados ao invés de ter subido o nível dos seus treinos. Agora aguente as consequências. Basicamente eram duas tarefas. Primeiro era necessário atingir um dos alvos móveis presentes na arena, especificamente no centro. Por mais que não tivesse praticado essa parte, foi a segunda tarefa que deixou a semideusa nervosa. Desligar um autômato. Era preciso atingir um ponto “vital” da máquina, isso enquanto desviava dos seus ataques. Ao terminar a explicação, Emmanuelle liberou os campistas para pegarem os arcos e começarem a lição.

Dessa vez, Alyson tinha trazido o seu presente de reclamação com ela. Não havia usado o arco nenhuma vez desde que o havia ganhado, tendo utilizado aqueles disponibilizados em treinamento. Após muito ponderar em sua beliche naquela manhã, ela havia decidido fazer bom uso daquele presente. Se eu o ganhei, deve ter algum motivo. A arma era bela. No início tinha achado o arco um pouco grande para ela, mas agora simplesmente o via como no comprimento ideal. Sua corda parecia bastante resistente e as runas entalhadas por todo a arma só acrescentavam mais beleza ao instrumento. Seus irmãos no chalé tinham dito que o metal do qual era feito o arco possuia resistência a magia. Por mais que eles fossem mais fãs de lâminas, pode ver um olhar desejoso direcionado para seu presente mais de uma vez.

Ainda tinha o bônus de não precisar se preocupar com a aljava nas costas, pois toda vez que ela puxava a corda, uma flecha mágica aparecia pronta para o disparo. Não que a aljava alguma vez tivesse sido um problema grande para ela. O peso era imperceptível na maioria dos casos, só a incomodava em alguns momentos que decidia correr de um alvo para o outro, tendo a aljava batendo em suas costas no ritmo dos seus passos.

Foi para a área onde era realizada a primeira tarefa. Chegando lá, deparou-se com vários alvos espalhados pelo local, alguns já ocupados por campistas apressados. Foi em direção a parte mais vazia, afastando-se dos ruídos dos outros semideuses.
O alvo móvel que a garota mirava movia-se rápido demais para o desprazer de Alyson. Olhou para os lados sutilmente, vendo que todos os outros campistas avançavam nas atividades. Fechou os olhos tentando se concentrar.
Assim como nas outras vezes que havia utilizado o arco, flexionou as pernas da maneira certa e levantou um pouco o cotovelo. Ela podia ouvir a sua respiração enquanto ponderava a melhor maneira de acertar o alvo com o vento que começava a aumentar naquele momento. Ajeitou sua postura enquanto colocava seus pensamentos em ordem.

Tencionou a corda transparente, aparecendo assim uma flecha incorpórea pronta para o disparo. Esperava que o efeito desta fosse tão real quanto as outras que tinha utilizado nos treinamentos. Ao ver que o alvo se aproximava, ela fechou o olho esquerdo e soltou a corda mirando exatamente no ponto vermelho.
Ela havia errado. A sua flecha passou voando do lado do seu alvo e tinha ido parar no outro lado da arena.
- Se for mirar assim, vai errar todas. – disse a caçadora. Ela estava em pé na sua frente, e obviamente tinha visto o tiro desastroso que Alyson tinha feito.

- Porque eu errei? Mirei exatamente na área vermelha.
- Por isso mesmo você errou. Precisa mirar no local onde acha que vai ser o centro, ele está em movimento, esqueceu? Até a flecha chegar até ele, o alvo estará em outro ponto. Calcule a velocidade dele direito para adivinhar sua posição, não presuma só que ele estará perto. Mude o ângulo do disparo de forma certa.
Alyson refletiu. Era realmente estupidez dela não ter notado isso antes. Acenou para a caçadora mostrando que tinha entendido o que ela havia dito.

Deu uma bronca em si mesma mentalmente e manteve-se calada enquanto analisava a velocidade do alvo. Ele ia até a lateral da arena e voltava. Agora que observava seu ritmo, viu que não estava tão rápido quanto achou da primeira vez. Ficou em posição de novo e decidiu jogar mais flechas, dessa vez de teste. Calculou o tempo que demoravam pra chegar na distância onde se encontrava o alvo e o caminho que ele percorria enquanto isso. Depois de colher todas essas informações, a filha de Athena se sentia pronta.

Direcionou sua atenção novamente para o primeiro objetivo. Ela manejava o arco com destreza enquanto retomava a postura de antes, de frente para o alvo móvel, a semideusa queria fazer direito desta vez. Emmanuelle ainda encontrava-se ao seu lado, vendo como seria o próximo disparo da campista. O arco se acomodava perfeitamente na semideusa, como se tivesse sido feito para ela. Manteve o ritmo da sua respiração constante enquanto checava mentalmente sua postura. Abaixou um pouco os ombros e espaçou mais as pernas. Com o olho esquerdo fechado, ela esperou o momento certo para soltar a corda. Não tinha notado o quão nervosa realmente estava até ver a flecha no círculo vermelho. Havia conseguido.
Eu acertei! Ficou radiante. A sensação de triunfo a encheu de alegria, a primeira fase da lição estava completa.



***




Ao notar que quase todos os outros campistas já estavam na segunda parte da aula, apressou o passo em direção ao outro lado da arena. Olhou ao redor tentando descobrir como ela ia encontrar seu “alvo”. Ela não precisou procurar muito. O autômato tinha um corpo que se assemelhava ao de um homem adulto. Musculoso e sem deformações, ele era todo feito de bronze. O rosto era a parte mais desconcertante, havia apenas duas esferas que simulavam seus olhos, que no momento a encaravam fixamente. Ela deu um passo mais adiante e a máquina veio com tudo para cima dela.

A filha de Athena correu. Não tinha como puxar a corda e disparar uma flecha sem ao menos um plano. Cada campista no local enfrentava um autômato individual, com nenhuma das lutas cruzando entre si naquele espaço amplo. Após atravessar uma distância considerável, a semideusa olhou para trás. A máquina não era tão rápida quanto ela, contudo, parecia muito mais forte e disposta para brigar. Pegou o arco com ambas as mãos e se preparou para atirar.

As baforadas saiam rapidamente devido ao fôlego perdido na corrida, mas conseguiu ficar em segundos na posição correta para efetuar melhor o disparo. Pelo menos isso o treinamento havia ajudado. Perder tempo precioso lembrando de cada ponto da postura que precisava ter para que o tiro saísse da maneira certa podia lhe custar a vida em uma batalha de verdade. Aprumando os ombros rapidamente e apoiando o queixo no arco, ela mirou no robô. Ele avançava em linha reta na direção da semideusa, que tirou o dedo da corta torcendo para que aquele tiro tivesse o resultado esperado. Ele desviou para o lado milésimos de segundos após ela atirar e continuou correndo, com a flecha passando de raspão do lado do seu braço direito. Ela piscou.

Subestimando demais seu inimigo, ele não cometerá esse erro na hora que acabar com você. Ralhou consigo mesma. A máquina agora tinha percorrido a distância entre os dois. A criatura direcionou a mão em formato de punho para o rosto da semideusa. Ela jogou o corpo para a esquerda a fim de desviar do ataque e sua perna derrapou no solo a levando ao chão. Rolou seu corpo na terra dura da arena, levantando seu arco de forma que não caísse por cima dele, e desviou de outro soco que vinha em sua direção. Notou que suas mãos tremiam quando as usou como apoio para levantar o corpo e correr para longe mais uma vez. Ela sabia que não podia ficar correndo o dia todo. As engrenagens rodavam em sua cabeça a fim de encontrar uma maneira de vencê-lo. Não podia efetuar o disparo com precisão enquanto ele tentava atacá-la a todo custo.

Preciso fazê-lo ficar parado nem que seja por um segundo. A solução veio com mais dúvidas. Como fazer isso?
Ela segurou o arco com ambas as mãos, com medo de deixar cair seu armamento e calculou a distância entre os dois. Boa o suficiente. O autômato já vinha em sua perseguição incansável enquanto a arqueira criava um plano. Pôs o arco a postos e mirou no solo em que ele pisava, como se tivesse o intuito de acertar as pernas dele. Desvio. Tiro. Desvio. Continuaram naquela ‘dança’, com ela atirando repetidamente enquanto tentava manter a atenção da máquina no arco em sua mão, o qual não parava de atirar flechas. O seu oponente tinha diminuído o ritmo da corrida para uma caminhada normal, ao ver que a garota não estava mais fugindo. A semideusa estava andando de costas com o intuito de percorrer o trajeto de um semicírculo na lateral do robô.

Tomou cuidado onde pisava, até notar que estava exatamente onde tinha planejado. Ela havia trocado de posição com o autômato na arena. Continuou com o arco a postos, a fim de não desviar a atenção da máquina de si ou do arco em suas mãos. A distância entre ambos era não mais que 10 metros, o robô poderia ter um sorriso triunfante caso tivesse uma boca. Tão certo que ela havia desistido, não notou que a área onde pisava estava repleta de flechas fincadas no solo em um padrão que a semideusa tinha tramado.
Quando conseguiu-o onde queria, impulsionou o corpo para frente, como se estivesse prestes a correr novamente e a máquina apressou o passo. Grande erro. A apenas poucos metros de distância dela, o autômato não notou os obstáculos no caminho e tropeçou sua perna mecânica em uma das flechas disparadas por Alyson, caindo ao chão.

Tinha funcionado, ela tinha confiado que as flechas fossem tão resistentes quanto seu arco, e pelo visto, fora o palpite certo. Sem perder tempo, Alyson deu um pulo para trás a fim do seu próximo disparo pegar mais velocidade e mirou exatamente no peito da máquina. O tiro foi certeiro. Os olhos da criatura encararam o nada por um tempo até fecharem como se estivesse morto.

Graças aos deuses. Não sabia mais o que fazer além de olhar a cena perplexa. O corpo do autômato estava jogado a sua frente e a área onde eles tinham lutado estava repleta de flechas. A blusa da semideusa estava empapada de suor por conta da corrida e o cabelo antes preso em um coque, estava parcialmente solto e grudando em seu pescoço. Alyson não precisava de um espelho para saber que seu rosto estava muito vermelho. Viu Emmanuelle caminhar em sua direção.

- Sua estratégia foi no mínimo interessante. Bom trabalho. – levantou a cabeça para olhar para a caçadora de Ártemis.
- Obrigada. – disse com a voz falhando, ainda não havia recuperado o fôlego. Estava lisonjeada pelo elogio da instrutora. - Espero que sua próxima aula seja tão boa quanto essa.
Emmanuellle apenas arqueou as sobrancelhas como se perguntasse se a filha de Athena esperava menos que isso e com mais um elogio ao seu desempenho foi em direção a outra campista.


***


Limpou a terra que cobria seus braços e pernas. Tinha sido uma péssima ideia utilizar uma blusa branca para o treinamento, mas era a única que ela tinha limpa esta manhã. Pegou seu arco que havia colocado no chão enquanto se limpava e o analisou. Ele era ótimo, desejou tê-lo usado muito antes. Contudo, sabia que não se sentia digna de portar uma arma tão boa quanto aquela até agora. Estava orgulhosa do seu desempenho na aula, e esperava que nas próximas se saísse tão bem quanto. Com mais uma olhadela rápida na arena, vendo que a maioria dos campistas já tinham terminado a atividade e ido embora, ela também dirigiu-se para fora do local.




PENSAMENTOS
FALAS

ARMAS UTILIZADAS:
Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. |  Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Pietro Di Giorgio em Seg Mar 12, 2018 10:36 pm


Son of War

No alvo


Após uma aula "lucrativa" ao seu ver, o filho de Marte decidiu que iria seguir fazendo aulas de arquearia, pois tinha o dever moral de honrar o nome de sua mãe e seu legado, vindo de Febo.

Adentrou a arena novamente, portando os mesmos equipamentos da outra aula, um arco curto mais rijo e a aljava presa ao ombro esquerdo, contendo várias flechas.

Após a explicação da instrutora que seriam alvos móveis desta vez, o jovem já se encheu de alegria, a aula seria divertida e além do mais um autômato iria atacar ou seja, dia perfeito para Di Giorgio.

O jovem começou alongando um pouco, aquecendo com alguns alvos fixos antes de iniciar o treinamento de verdade, sentia o arco mais leve que da primeira vez e compensava pequenos desvios automaticamente.

Após aquecido, decidiu começar o treinamento de verdade, caminhando até a área onde teria os alvos todos móveis, com uma marca vermelha grande, que seria o alvo.


—Vamos nos divertir? ao contrário dos outros filhos de Marte Di Giorgio sempre fora alegre e divertido, mas mesmo assim, sempre se esforçava ao maximo em seus treinos, pois queria ser o melhor em qualquer área que se propusesse a treinar.

Fixou sua posição de disparo, como sempre, o cotovelo um pouco mais elevado, para manter o conforto e manter sua precisão, retirou uma flecha da aljava, flexionando ao maximo o arco, desferindo o primeiro disparo, que com o deslocamento, errou o alvo.


"Parece que não estou prevendo o ponto futuro de forma correta" Di Giorgio fechou os olhos por um instante, simulando um disparo em sua cabeça, calculando que para andar 5 metros, o alvo demorava  cerca de 3 segundos, a flecha demorava 4 segundos para percorrer a distancia toda, então ele deveria mirar, um pouco mais do que os 5 metros.

Firmou novamente a mesma postura com um olhar fixo em sua face, em sua cabeça, linhas se cruzavam, representando o ponto de encontro da flecha e o alvo, efetuou o disparo, que por pouco não acertou o centro o que deixou ele um pouco descontente, mas rapidamente ele suspirou e voltou ao normal.


—Agora vai, vamos lá!!disse se colocando na posição, flexionando o joelho, tombando um pouco do seu corpo para frente, olhando fixamente o ponto futuro e o alvo, soltou a flecha, que partiu em direção ao centro do alvo, o disparo tinha sido perfeito, o que gerava uma sensação ótima inigualável.

Ao acertar o centro do alvo, rapidamente um autômato se dirigiu até ele, desferindo alguns ataques, que o mesmo desviava, afinal, com o seu treinamento estava cada vez mais ágil.

O autômato só iria parar quando fosse atingido no peito ou na cabeça, enquanto era atacado, Di Giorgio pensava nas possibilidades, estavam muito próximos, um tiro limpo não seria possível, então precisava improvisar.

Quando o autômato desferiu um golpe, Di Giorgio, trocou o arco de mãos, golpeando o "adversário" na altura da cintura, qual tropeçou para o lado porém não fora suficiente para ganhar mais tempo.

Foi então que um vislumbre tomou conta de sua cabeça, se não podia desferir o golpe de frente, iria acertar a cabeça dele por trás.

O autômato veio correndo, em direção a ele que revidou correndo também, porém, quando o golpe do adversário foi desferido, Di Giorgio cravou os joelhos no chão, escorregando por baixo do golpe, indo para as costas dele.

Enquanto deslizava, sacava uma flecha de sua aljava, girando o corpo para acertar o alvo em cheio, frenou usando um dos pés, flexionando o arco até o limite, desferindo o disparo na nuca do autômato, fazendo com que a flecha passasse reto por ele, por ter sido a queima roupa, era mais uma aula vencida, e mais um aprendizado.

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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

Mensagem por Norfalcon Hool Shieldhear em Qui Mar 15, 2018 7:32 pm


Aula de arquearia
Norfalcon passou a mão nos cabelos, devolvendo-os ao devido lugar. De frente a entrada dos Campos de Marte, consultou o horário dos treinos. Havia acabado de sair dos treinamentos físicos, a camisa estava molhada de suor. O dia estava lindo, quente, indício de um excelente treino de arquearia.

Mas por que simplesmente não dar um curto no autômato? — perguntou Norfalcon, após toda a explicação da aula. Outros semideuses ali concordaram com a cabeça, sobretudo um irmão que estava a alguns metros de distância. A caçadora olhou em direção ao autor da pergunta, com um olhar intimidador, que falhou. O semideus deu de ombro e concentrou-se no que deveria fazer.

Os alvos estavam distribuídos ao redor da arena, movendo-se devido a um mecanismo idealizado pelos filhos de Vulcano. Eram metas circulares, pintadas a mão com um grande circulo vermelho no centro. Norfalcon imaginou aqueles alvos e gravou a memória deles em sua mente, certificando-se de onde veria acertar. Tendo a autorização para o início do treino, dirigiu-se a sua plataforma de tiro. Usava o seu arco habitual, recebido no momento que começara o probatio no Júpiter.

E então, talvez você devesse utilizar flechas de madeira. São mais fáceis — comentou para um novato que estava a 2 metros de distância, visivelmente com dificuldade de prender o projétil no arco. Notara, pelo seu porte físico, que era alguém de uma das Coortes mais baixas. Concentrou-se, no entanto, no exercício que haveria de fazer. O problema não estava em acertar o alvo móvel, que não representava dano. Estava no autômato.

O problema está em não ter nascido com o dom de arquearia, pensou, rispidamente. Com um sorriso, deixou que o pensamento ruim fosse embora; um soldado bom não pode ter ódio. Ergueu o arco e o fixou na direção do alvo, acompanhando-o com o olhar. Ainda não se acostumara a ausência de uma aljava em suas costas, devido a capacidade mágica do arco. Estava, também, começando a se acostumar com o seu peso. Apoiou o arco com a mão esquerda e com o direito flexionou a corda, sua mão dominante. A flecha apareceu; e então, olhando para o alvo, atirou.

Bingo! — exclamou, rindo da sua própria desgraça. O projétil havia acertado o alvo, mas não o que mirara. Cravara-se exatamente no centro de um alvo, e aquilo era bom, se não tivesse sido por mera e simples coincidência. Em uma batalha, poderia ter acertado um aliado. Bufou — Vamos tentar de novo — falou, observando os outros semideuses que estavam tendo sucesso. Talvez se tentasse adiantar o tiro um pouco, conseguiria.

E assim o fez. O semideus refez todos os passos anteriores, mantendo os pés bem fixos no chão. Puxou a corda do arco com o braço dominante, colocando força e calculando a velocidade que o projétil iria voar em direção ao objetivo. Calculou a distância que levaria até o momento de atingir o objetivo e, com um toque delicado, deixou a flecha voar alegremente e se cravar no vermelho do alvo que dançava pra lá e pra cá. Agora, de fato, era bingo. O filho de Júpiter fez uma nota mental sobre tiros em alvos móveis: deve atirar em uma direção, observando o movimento do alvo, para onde ele vá. Nunca para onde ele está exatamente, pois se não com uma leve mudança de percurso, o tiro falha.

Dirigiu-se, por fim, em direção ao local do treino dos autômatos. Observou a caçadora abrindo a jaula da criatura e sentiu toda a energia que passava por cada engrenagem, como se elas ansiassem por se juntar ao filho de Júpiter e tornar-se um só. Por um instante, sentiu a vontade de sugar toda aquela pujança para si. Piscou os olhos e voltou-se para o instante. O autômato avançou, mas uma barreira mágica parecia o impedir de atacar quaisquer semideuses. Ele era um alvo fácil.

Norfalcon refez todo o processo e praticou algumas vezes, tentando acertar o monstro. Era algo complicado, porque ele se movia rapidamente e dificultava um tiro certeiro. Por diversas vezes, acertou outros lugares, não surtindo efeito nenhum. Contou 8 flechas até acertar, por fim, no alvo demarcado, desligando o autômato. Não estava satisfeito com o seu resultado, mas estava cada vez melhor. Quando obtivera sucesso duas vezes seguidas para acertar o alvo, dirigiu-se a próxima etapa do treinamento (a aula 3).




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Re: Aula Fixa II - Pericia com Arcos

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