The Blood of Olympus
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Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Jason Hunter em Ter Ago 07, 2018 10:17 am

Aula de arquearia


Despertei naquela manhã comum. Não havia programado nada para o dia, deixando-me a mercê do espontâneo. Nuvens de chuva formavam-se no céu, como um castigo melancólico dos deuses que cobria os raios majestoso da dádiva de Apolo. Um vento frio e sugestivo fazia presença, dando indícios de um dilúvio. Lavei o rosto com água fria numa tentativa de tirar o sono que persistia em persuadir-me. Prossegui com qualquer atividade própria ali e troquei-me. Deixei o chalé, checando o horário e notando que passava pouco das oito horas da manhã.

Estava há muito pouco tempo no Acampamento, mas aquele lugar já me parecia um lar. Era estranho pensar assim, como se tivesse se esquecido de minhas origens, o que não era verdade, obviamente. Mas o chalé me causava uma sensação de conforto, e me fazia esquecer de que era novato ali. Era filho de Zeus. Sentia-me feliz, e era apenas isso que importava. Neste dia, havia uma ansiedade estranha corroendo meu corpo. Enquanto tomava um calmo café da manhã no Pavilhão do Refeitório percebi o que era: Precisava treinar. Estava ali há alguns dias e apenas estive presente na aula de voo.

Há algum tempo tive vontade de aprender a como manusear um arco. A arma em si me fascinava e passei a admirar os filhos de Apolo que a manejavam com tanta facilidade. Me dirigi para a arena, onde lembrei que uma filha de Poseidon dava aulas à novatos sobre a arma. Era interessante ver a predisposição do acampamento em colocar instrutores altamente capacitados e de alto nível. Assim como Abramov, ouvi muitas vezes campistas comentando sobre Emmanuelle e seus feitos, uma heroína sem dúvidas – E para muitos, mais poderosa até mesmos que Abram. Seria uma aula interessante.

⚜️

Cheguei ainda cedo na arena parcialmente vazia. Havia apenas um grupo de campista, e a instrutora, que explicou como funcionária a aula. Teria de acertar três alvos, um de 20 metros, outro de 30 metros, e por último um de 40 metros. No Arsenal do acampamento havia uma abundância extensa de armas. Peguei o arco mais longo — o que talvez fosse um erro, mas não me importava. Junto levei a aljava com cinquenta flechas de madeira e pontas de bronze, o peso era mediano. Sai do arsenal olhando o arco. Era realmente grande. Me dirigi para a área de disparos onde havia diversos alvos organizados em fileiras. Alguns mais longe, outros mais perto. Observei o progresso de um campista exemplar a distância, o que resultou em uma determinação para mim.

Parei diante do alvo de vinte metros. Estava me preparando para começar o treinamento segurando o arco com um pouco mais de força, quando notei que o campista que estava treinando anteriormente cessou seu tiro ao alvo somente para me encarar. Só então percebi que se tratava de uma garota loira que sorriu simpaticamente ao me ver. Retribui o sorriso virando-me para outro alvo. Queria começar a sós, sem ajuda de campista, somente com minha sorte e minha determinação.

Com o arco na mão, fechei os olhos em frente ao alvo tentando clarear a mente e deixando meu corpo leve a ponto de flutuar. Imaginei toda a energia primordial existente no acampamento, toda forma de vida presente ali vindo em minha direção com intuito de me concentrar em apenas um único alvo. Me perdi na hora de me posicionar. Minhas postura era mole, as pernas, estavam juntas, e o braço, levantado. Emmanuelle, se aproximou com um sorriso simpático no rosto, disposta a me ajudar.

-Postura firme. Pernas separadas, levemente flexionadas. Somente as pernas, e não o tórax. Braços levantados, não muito, dê um modo que se sinta confortável. Concentre-se em seu alvo, senhor Hunter, e então atire. – A filha de Poseidon levemente abaixava meus ombros, me ajudando assim, chegar na postura correta. Ok. Vamos lá.

Peguei a primeira flecha na aljava e a encaixei no Arco. Posicionando-me com a perna direita na frente e a esquerda atrás, levemente flexionada – assim como Emmanuelle havia indicado – puxei a corda sentindo a tensão se formar no arco. Meu braço tremia um pouco, o medo de errar consumava isso, além da força que o movimento sobre a flecha exercia no músculo. Minha mão segurava a corda até próxima ao meu ombro. Soltei-a. A corda rapidamente tensionava para sua posição original, fazendo com que a flecha fosse lançada. Observei o projétil assoviando pelo ar em alta velocidade. Um estalo fora ouvido. Eu acertei! Mas não o meu alvo. O projétil estava cravado por trás do alvo de outro campista, bem distante de meu alvo. Suspirei infeliz com o resultado, franzindo o cenho e arqueando uma sobrancelha. É, acho que estou cego.


-Vamos, senhor Hunter, tente novamente.


Voltei à posição inicial: uma perna na frente e a outra atrás, um pouco flexionada. Peguei outra flecha e a encarei fixamente antes de encaixá-la no arco. É pra você ir em direção ao meu alvo desta vez, mocinha. Puxei novamente a corda. A tensão se fez no arco, mas meu corpo todo estava um pouco relaxado. – Jason, não deixe seu corpo tão relaxado. Estou tentando, Emmanuelle! Juntei as omoplatas, tencionando-as firmemente, fazendo com que o arco parecesse mais leve. Trouxe a corda perto da cabeça e fechei o olho esquerdo tentando mirar enquanto a mão direita segurava arco. Mirei a ponta da flecha no centro do alvo, e ao soltar a corda, a seta foi reta, mas passou longe do alvo e caiu ao chão. Suspirei pesadamente enquanto começava a aceitar o fato de que o treino seria em vão. Uma mão tocou meu ombro esquerdo. A instrutora arqueou um sorriso para mim.

— Não fique frustrado. É seu primeiro treino, correto?  — Questionou a semideusa. Assenti indiferentemente.

—O arco requer um pouco mais de paciência e treino do que as outras armas. Se você souber manuseá-lo, será uma ótima opção em seu arsenal. Você está errando em sua concentração. Concentre-se. Tente deixar seu tórax firme, e pernas flexionadas. Um meio termo em seu corpo todo.

— Obrigado, vou tentar — As palavras soavam pouco animadas quando respondi a jovem, que gesticulava para mim tentar novamente. Voltei a minha atenção ao treinamento, tentando me concentrar apenas em meu alvo. Repeti todo o processo de fixação no solo: pernas flexionadas e arco em mãos. Disparei diversas vezes contra o alvo, acertando próximo ao centro deste apenas no sétimo disparo.

— Bem, um já foi. — Tentei sorrir para a filha de Poseidon, não querendo demonstrar minha insatisfação com a missão impossível de acertas os outros alvos. Me dirigi ao próximo alvo. Estava mais distante. Como iria acertar um alvo com dez metros a mais do anterior? Voltei em minha posição para atirar a flecha. Respirei profundamente, tencionando o arco e soltando o projétil, que passou longe do alvo. – Droga! — Soltei um leve grunhido de insatisfação, enquanto chutava o chão. Poderia desistir, mais isso não era de minha índole. – Eu consigo!

Iria tentar novamente, até concluir o treino. Apalpei novamente a flecha, tendo total foco e concentração em meu alvo. Como de costume, suspirei profundamente três vezes, flexionando levemente o joelho, e deixando sua postura ereta. Talvez, se eu mirar um pouco mais acima... e tencionar a corda um pouco mais forte... Disparei. A flecha tomou rumo acertando o contrapé do alvo, um pouco longe da demarcação para avançar no treino.

— Tente novamente. — Ouvi, apenas assentindo.  Repeti todo o processo, mirando em um ponto um pouco mais elevado do que o anterior. Disparei a flecha. O projétil dessa vez tomava um rumo certeiro, acertando próximo ao centro do alvo. Emmanuelle assentiu o meu progresso, me conduzindo para o próximo e último alvo. Possuía uma distância maior do que o primeiro – Este era aproximadamente 40 metros!

Estava concentrado e começando a achar que não nasci para ter perícia em uma arma como aquela. Sempre tive foco em espadas e escudo. Mas, em uma situação de urgência, era bom ter a habilidade para manuseia-lo, ou então, o arco só serviria como um porrete em minhas mãos. Concentrei no meu último alvo. Ajeitei minha postura, tencionei a corda junto da flecha, e a soltei. O projeto zumbiu no ar, até fixar na terra, distante do alvo. Meus olhos tempestuosos observaram a flecha ao chão, lamentei novamente por meu fracasso. Quantas vezes já havia errado? Melhor ainda, quantas vezes já arrumei a postura?

Pela milésima vez, dei total atenção para o alvo, a arrumei minha postura. Desta vez, mantive minha respiração presa, enquanto mirava ao alvo. Deveria lançar a flecha em outro ângulo. Foi o que fiz. Montei rapidamente uma parábola em minha mente de forma que conciliasse a força, o jeito, e o cálculo para atingir o alvo. Demorei alguns segundos para disparar a flecha. A seta cortou o ar, atingindo certeiramente o centro do alvo. Olhei satisfeito para a flecha fincada no alvo.

—Muito bom, Jason — Emmanuelle elogiou, recolhendo o arco e aljava de minhas mãos. Na realidade, havia gasto quase todas as flechas, mas ao menos, consegui acertar os alvos. Satisfeito, agradeci a instrutora pelo treino. Realmente, apesar de poucos, havia dado resultado. O suor cobria minha testa, e o cansaço era eminente quando deixei a arena em busca de uma boa comida sulista e um banho quente.



(C) ROSS
Jason Hunter
Jason Hunter
Sem grupo
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Idade : 18

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Shane Levitz em Sab Nov 03, 2018 2:26 am

Aula 1 de Arquearia


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Era uma sensação totalmente diferente ter um arco nas mãos. Olhar para aquela peça de madeira com um cordão, envergando o item, em minha posse era me sentir um pouco frágil, se comparado com o metal temperado e pesado de minha espada, o meu o círculo denso do meu escudo. O grande problema é que toda vantagem em combate é importante, precisava me aperfeiçoar na luta sigilosa e furtiva, sendo assim, vantagem em longa distância era imprescindível.  

A filha de Poseidon organizava a prática, ela era bonita e imponente, mesmo quando passava as dicas básicas sobre o uso do item, manejo das flechas e postura corporal, eu tinha certo receio de perguntar, pelo menos por enquanto. As histórias de vitórias da Manu percorriam os ouvidos de todos, gerando esse pequeno temor e respeito.

Na minha cabeça a atividade era simples: Acertar três alvos em distâncias variadas, progredindo do mais perto ao mais longe, tendo todo o tempo do treino para fazê-lo. Meus pensamentos eram incoerentes, quer dizer, parecia fácil fazer aquilo, não era nenhuma engenharia avançada ou física quântica utilizar um arco, índios o fazem com maestria há séculos, só que descobri que o buraco era mais embaixo quando tentei o primeiro disparo.

Fiz tudo que eu escutei da Manu, pelo menos quase tudo. Retesei o arco, mirando um dos alvos à vinte metros, trazendo a plumagem da flecha até perto do meu rosto, mantendo o cotovelo numa altura confortável e reto. As minhas pernas pareciam estar corretamente posicionados, era uma informação também importante na esgrima, sobre o equilíbrio corporal, só que o resultado foi um horror. Eu vi a flecha sair sem tanta direção, bateu no chão ao lado do alvo, sem qualquer precisão. Além disso tudo, o cordão ainda bateu no meu pulso e deixou uma marca vermelha, a qual ardia.
- Cara… Usar uma espada parece tão mais lógico…
- Realmente, quando não se presta atenção nos detalhes, uma arma parece melhor que a outra. - Falou uma voz ao meu lado. Manu havia chegado de forma tão silenciosa que não havia notado seus olhos sobre mim.
- Hum… Que tal uma dica?
- Uma? Acho que precisa de mais de uma. - Comentou a semideusa com um ar mais humorado do que eu esperava. - Suas pernas e cotovelo estão correto, experimente usar o queixo para ajudar na precisão da mira e sustento da flecha. Além disso, controle sua respiração e não tenha pressa em soltar o cordão.

A garota então tomou seu próprio arco, depositando uma corda no centro de seu item e fazendo todo o movimento. Sua postura era perfeita, eu nem tinha tanta ideia de como era ser completo e sem defeitos num disparo, só que ela parecia estar fazendo tudo certo. Notei que ela realmente trazia a flecha até perto de seu queixo, sem contar que a respiração dela estava balanceada. Não seria nem necessário falar que ela acertou o centro de forma previsível.

- Okay… Respiração, braço reto, flecha até o queixo, postura, mira… Eu consigo.

Fiz tudo aquilo que a Manu havia orientado, prestando muito mais atenção na minha respiração. Com o penacho da flecha já incomodando meu rosto, pela proximidade e toda vez que eu inspirava o material leve roçava em minha pele, assim que senti que estava mais controlado eu disparei. A flecha foi muito melhor, acertou o alvo num dos círculos exteriores, não tão próximo do centro, só que já era um começo.

Durantes os disparos seguintes eu fui acertando algumas coisas que logicamente ajudavam. Tirando o fato de que cada flecha ajudava num ajuste de mira e corporal, percebi que eu estava sendo desleixado com o acabamento do movimento. Quando uso uma espada, mesmo depois que o corte estava prestes a acertar, preciso continuar o trajeto correto da lâmina, até para manter o equilíbrio e dano, só que com o arco eu não o mantinha reto até a flecha sair, tremendo um pouco e desviando o rumo.

Com a prática e repetição, reabastecendo as flechas da minha aljava, deixei o alvo de vinte metros com várias perfurações, nenhuma central, só que com grande proximidade do projétil cravado pela filha de Poseidon. Fiz uma escolha por outro alvo, dessa vez com dez metros a mais do que o anterior, notando outra coisa que não era necessário eu errar para entender. A potência do meu arco, que era dada pela curvatura singular da madeira e tensão do cordão, não era capaz de com minha força, alcançar de forma reta o alvo, então precisei de alguns disparos para corrigir o efeito da gravidade no meu treino.

Após reteser tanto o meu arco que eu até temia que o material se partisse em minhas mãos, resolvi não progredir ao alvo de quarenta metros, mas sim tornar cada vez melhor minha mira e prática, até que a postura das pernas, esticar o braço e controlava a respiração se tornou algo natural, assim que depositava na ranhura do arco a flecha. Com o fim do treinamento, depois de devolver os itens, sai dali satisfeito com o que eu havia feito e até animado em notar o valor da arma, já pensando na próxima aula que surgiria.

Habilidade passiva para aprendizado:
Nível 4
Nome do poder: Inteligência
Descrição: Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscará respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de descobrir alguma coisa, ou aprender alguma coisa. (Aumenta conforme em +5% a cada 2 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.


"Even in the darkness, my eyes can watch you."




Thanks Thay Vengeance @ Cupcake Graphics
Shane Levitz
Shane Levitz
Argonautas de Hera/Juno
Argonautas de Hera/Juno

Localização : Ou no Camp ou na Ilha Argos

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Hela A. Deverich em Sab Nov 03, 2018 2:54 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Shane
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Você aprendeu e se desenvolveu com o seu treinamento, e agora já consegue acertar as flechas em alvos com mais precisão, mas tende a ter dificuldades se esses se moverem muito depressa. É recomendado realizar um pouco mais de treinamento. Contudo, seu manejo com arco é muito melhor do que aqueles que nem mesmo treinaram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.
Atualizado por Juno


Power is a dangerous game
Hela A. Deverich
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Idade : 20
Localização : xxx

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por James Lane em Sab Dez 08, 2018 2:30 am

J
ames Arthur
Lane
Sinto que o anjo caído esta aqui, ele esta em mim! Eu sei que quando chegar o momento ele se levantará do chão e cobrirá todo o planeta com suas asas nos deixando em absoluta escuridão. Então, todos saberão que ele retornou e ninguém escapará da sua justiça!
James olhou uma última vez para o anel, antes de se dirigir à estante onde dezenas de arco se empilhavam organizados por tamanho, já encordoados, prontos para uso. James olhou rapidamente os arcos, até encontrar uma seção onde achou os tamanhos adequados para si. Um a um James pegou os arcos, testando a puxada, sentindo a firmeza da corda até encontrar um arco que lhe servisse de um modo conveniente e sem incômodos.

Era um arco recurvo de madeira clara, tinha uma flexibilidade boa, mas ainda era bastante rijo de modo que o módulo de sua força devia ser bem alto. Uma aljava já se encontrava pendurada às costas do filho de Hécate com 40 flechas guardadas ali dentro. A semideusa que lhe entregou a aljava fora bastante clara em relação ao número e que as queria de volta, todas em estado perfeito.

Emmanuelle Henz, uma arrogante e loira filha de Poseidon de pele bronzeada andava pela Arena, instruindo campistas novos e antigos em suas habilidades com o arco. Por algum motivo, algo em Emmanuelle, talvez o jeito como a garota se portava, a arrogância intrínseca fazia com que o filho de Hécate naturalmente não gostasse muito da mesma, apesar disso, antes de iniciar suas práticas com o arco, o garoto se postou ao lado de um outro campista, ouvindo as explicações e dicas que a mesma dava de modo claro e objetivo.

Terminadas as instruções James assentiu para a garota, um sinal de agradecimento, apenas por respeito e se virou, apertando o arco na mão. Naquela tarde a arena havia tido metade de sua área reservada para o treinamento de arquearia, de modo que dezenas de alvos houvesse sido espalhados, divididos em três distâncias diferentes a partir de uma linha demarcada no chão. O barulho seco de flechas acertando os alvos se repetiam inúmeras vezes.

James andou pela linha, por trás dos diversos campistas que treinavam e se dedicavam, vendo a concentração em seus rostos, o olhar focado no alvo. Encontrando um alvo que não estava sendo utilizado James se posicionou e testou mais uma vez o arco, levantando-o na mão esquerda até deixar o braço esticado perpendicular ao chão de modo que o descanso da flecha ficava na direção de seu queixo que estava levemente erguido.

Havia observado o suficiente os outros semideuses, principalmente os que pareciam mais experiente, com uma mira melhor e identificou neles uma ótima postura, costas retas, ombros relaxados, e queixo erguido (do modo como Emmanuelle havia falado durante sua instrução) e puxou a corda com os dedos médio e indicador, sentindo a se esticar sob a força que exercia contra ela, o arco se curvando ainda mais, até um ponto quase em seu ombro direito e então voltou a soltá-la lentamente, deixando que o arco voltasse ao seu estado original.

Retirando uma das flechas da aljava James a segurou na mão, sentindo seu peso, olhando toda a sua extensão, desde a ponta metálica afiada até a cauda que um pouco mais tarde o garoto foi descobrir ser chamado rêmige, era composto por quatro pedaços de plástico dispostos coloridos que se dispunham em intervalos regulares, de modo a melhorar a aerodinâmica da flecha.

Com a flecha encaixada no arco James puxou novamente a corda, o arco se retesando enquanto ele prepara o tiro. As pernas de James se posicionavam uma frente a outra, levemente flexionadas em uma posição confortável para o garoto. Inspirando profundamente o filho de Hécate fechou um dos olhos e prendeu a respiração sem perceber, mirando calmamente o círculo vermelho no centro do arco à vinte metros de distância e então soltou.

A flecha voou, cortando o vento com aquele barulho característico de algo cortando o ar diretamente em direção ao alvo, porém quando não acertou o círculo vermelho no interior, mas sim a borda do segundo círculo. James não era exatamente um principiante no arco, porém havia muito tempo que não usava um, de modo que para o primeiro tiro, sentiu-se satisfeito o suficiente.

Assim James continuou treinando no alvo de 20 m, flecha após flecha, chegando a gastar todas as quarenta flechas dentro da aljava, até conseguir de fato acertar dentro do círculo vermelho, não apenas uma vez, mas dez, para garantir que não fora apenas sorte. E logo estava treinando no alvo de 30 m. Como a distância eram apenas dez metros, James conseguiu prever com bastante precisão a velocidade com que a flecha cairia no chão, se adaptando a distância erguendo um pouco mais o arco, mirando um pouco a cima de onde queria acertar, subindo aos poucos, até entender a mira. E repetindo então o processo que havia feito com o primeiro dos alvos, atirando até acabarem-se as flechas e então recolhendo-as para continuar assim o treinamento.

Já se passavam das 20h quando James finalmente acertou a última das dez flechas no centro do círculo do alvo à 40 m. Todos os seus músculos gritavam de dor, os calcanhares pareciam estar em brasa, as pontas dos dedos sangravam devido a pequenos cortes que sofrera com as pontas das flechas e a corda, mas o filho de Hécate permaneceu firme, treinando até conseguir pelo menos acertar próximo ao alvo, de modo que satisfeito ele guardou as armas e lentamente saiu dali, sentindo como o chão era duro, contra seus pés doloridos e como a gravidade pesava seus músculos cansados.


Nunca se esqueça de quem você é,
porque é certo que o mundo se lembrará Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com esta lembrança, e ela nunca poderá ser usada para lhe magoar.




A criança perdida na escuridão agora implora por sua alma que estará em chamas. Não se pode fazer mais nada; as trevas a espera, pois ela já esta no circulo. O demônio irá possuí-la e não haverá nada que conseguirá salvá-la daquilo que já esta previsto!

James Lane
James Lane
Necromantes de erebus
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Anton Marie Prescott em Dom Dez 09, 2018 11:30 am


COSMOS

Era muita coisa para digerir e eu estava começando a surtar.

A vida inteira me baseei em ensinamentos adquiridos por livros que explicassem o mundo através da ciência, a humanidade através da antropologia e a religião com viés de organização social. Eu nunca acreditei no Deus todo poderoso onipresente, onisciente e onipotente. Eu apenas conseguia crer naquelas coisas que eram facilmente explicadas pela lógica.

E, santo Aristóteles, deuses gregos não estavam em qualquer local onde os olhos da lógica poderiam alcançar!

Então tudo aquilo que estudamos todos os tipos de ciência sobre a criação, sobre a evolução, tudo caiu por terra com um único símbolo azul em forma de coruja que brilhou sobre a minha cabeça no dia em que consegui sobreviver à um ataque de monstro. E pior! Que minha própria mãe, aquela de quem meu pai se recusava a falar, era uma deusa. Uma deusa na maior literalidade da palavra. E, mesmo que eu já tivesse tido provas suficientes para começar a digerir que aquilo estava realmente acontecendo e que eu não havia entrado em um coma e estava em uma viagem muito louca, eu não conseguia organizar todas as informações de maneira lógica - que fizesse sentido para mim.

E não ter sentido gerava frustração. Então eu precisava me distrair e tirar minha cabeça momentaneamente de monstros, deuses e semideuses.

Não sei se treinar arco e flecha era uma boa maneira de sair do contexto Olimpiano, mas aprender alguma coisa que pudesse me dar vantagem em outro possível confronto me pareceu uma ideia sensata. Eu nunca havia pego em um arco ou visto flechas de perto - mesmo que tal esporte seja comum entre a alta sociedade humana - da qual eu nunca fiz parte.

Me senti um pouco ridícula segurando o objeto pesado, me surpreendendo por sua densidade na medida em que eu o segurei com as duas mãos. Se eu mal conseguia segurar o arco com ambos os braços, como eu deveria suportá-lo em apenas um deles? E mantê-lo estável? E acertar alguma coisa com aquilo? Soltei um suspiro cansado e olhei em volta, sentindo o medo de ser julgada por não saber usar aquela arma. Meus pais costumavam dizer que eu me cobrava demais e que eu deveria admitir falhas de tempos em tempos, mas aquela missão era quase impossível para mim. E quando vi alguns campistas se aproximando da arquibancada, tive que resistir ao impulso de querer deixar a arma onde a encontrei e voltar às colinas.

Tentei concentrar minha atenção na arquitetura do espaço que compunha a arena do acampamento. O local possuía construções de traços gregos, seguindo vigas de modelagem clássica, compostas por linhas e traços retos, típicos dos templos encontrados em ruínas das ilhas gregas. Observei também o fato do espaço estar separado em diversas estações, poucas delas tomadas por campistas que tentavam - alguns sem sucesso, outros com habilidades incríveis - acertar os alvos à suas frentes.

Caminhei em direção à primeira estação livre e fitei o alvo ao longe, soltando um suspiro cansado. Segurei o arco com uma das mãos e tentei suportar o seu peso, pousando uma das flechas perpendicular à sua extensão, apoiando sua parte de trás contra a corda. Assim como eu havia previsto, o peso do arco fez com que minhas mãos ficassem trêmulas e meu ângulo não ficasse exato, mesmo que eu conseguisse imaginar quais linhas e trajetos de lançamento eram corretos para conseguir acertar o alvo. Mas conhecimentos geométricos não eram suficientes para ajudar naquele desastre, e assim que soltei a primeira flecha, ela passou voando - inofensiva - sobre o alvo.

O mesmo aconteceu com a segunda, terceira e a quarta. Soltei um grunhido irritado e senti o suór descendo pela minha testa pelo esforço. Eu já havia tentado de tudo: calculei o tiro com margem de erro pelo meu movimento de tremedeira das mãos, tentei mandá-lo por uma linha não reta, tentei trazer efeito ao mover o corpo no momento do tiro, mas nada fazia com que eu conseguisse acertar sequer a linha mais longa do alvo que caçoava de mim. Meus braços já estavam doendo e o arco parecia pesar mais de uma tonelada. Apoiei-o contra o chão, chutando uma pedrinha pousada à minha frente.

- Merda!

- Você jamais vai conseguir acertar o alvo com essa postura.

Ouvi a voz desconhecida de uma garota, fazendo com que eu olhasse sobre o ombro para conseguir identificar a sua localização. A menina parecia ser um pouco mais velha do que eu e tinha longos cabelos castanhos. No entanto, o que me chamou atenção, foram os olhos azuis - tão claros - que remetiam às águas do mar. Sua expressão era séria e ela observava meu desempenho com certo ar de desaprovação. Olhei para meu próprio corpo em reação às suas palavras e tentei não soar tão defensiva. Afinal, não precisei de muito pensamento lógico para perceber que a menina era instrutora do treinamento.

- Certo. Eu não tenho ideia nem de como suportar essa arma sem perder o equilíbrio e-

- Pegue o arco de novo. - A menina mandou, cortando meus lamentos. Obedeci, segurando-o na mesma posição com que eu fazia anteriormente. - Afaste as pernas. O ângulo de base maior vai te dar mais estabilidade e ajudar com o apoio do arco em suas mãos. Vire o quadril para o lado também, você precisa ficar levemente inclinada para a lateral, apenas seus braços e perna direita apontados na direção do alvo. Deixe os braços retos. Eu sei que a arma é pesada de início, mas você precisa deixar sua mão de suporte fixa e apoiar o peso no restante do seu corpo. Quando puxar a flecha, deixe que a corda encoste contra o seu lábio. Isso dará uma medida boa para atirar a flecha. Vá.

Obedeci às instruções da menina, buscando segui-las da maneira mais perfeita. Senti o arco - de fato - pesar menos com a abertura da base das pernas, me sentindo um pouco ridícula por não ter pensado nisso antes. Minhas mãos ganharam estabilidade com o peso e virei meu corpo, exatamente como ela havia pedido. E, respirando fundo, posicionei uma flecha, puxando-a cuidadosamente até os meus lábios. Alinhei meu braço e o mantive esticado, reto, calculando o trajeto mais simples para atingir o alvo. Prendi a respiração e soltei a flecha, vendo-a deslizar pelos ares diretamente na direção do alvo.

O acerto não foi no meio, mas foi o suficiente para me fazer pular e sorrir animadamente.

- Você entendeu. Continue treinando e irá ganhar mais exatidão nos tiros.

A menina assentiu antes de deixar minha estação e caminhar para a próxima. Abri um sorriso largo, encarando o alvo diante de mim.

Ok, colega. Agora somos eu e você.

Continuei a utilizar as técnicas ensinadas pela semideusa, lançando flecha após flecha, concentrando o meu corpo e estabilizando-o. Uma coisa sobre o tiro: o sucesso não estava exatamente no tiro, mas sim no controle corporal. E aquela perspectiva era incrível! Apenas parei quando minha camiseta laranja começou a tomar uma coloração mais escura pelo suór, e algumas gotas começaram a escorrer pela minha nuca, mesmo com o rabo de cavalo. Abri um sorriso satisfeito ao ver um total de oito flechas fincadas no alvo e senti a animação crescer, percebendo que pouco a pouco eu me aproximava do centro.

Mas já era um início! Se eu continuasse praticando, talvez conseguisse ganhar habilidades com aquela arma. E mais: a dificuldade de aprender algo novo, me fez conseguir esquecer de todas as preocupações que eu tinha em relação ao mundo Olimpiano e Athena. No entanto, um dia de cada vez! E eu precisava - mesmo - era de um bom banho.

observações:

poderes utilizados:

Nome do poder: Estratégia
Descrição: O campista é bom em elaborar planos e estratégias de batalha, o que torna a chance de erro para ataques diretos, ou criação de armadilhas, menor, ou seja, a margem de erro será inferior ao dos outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de acerto em ataques planejados previamente.
Dano: Nenhum

FPA: aqui





Athena's Girl®

Anton Marie Prescott
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Filhos de Athena
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Asger Kjær Nielsen em Qui Dez 13, 2018 11:53 pm



Archery;
TUDO COMEÇA E TERMINA NOS FIOS DA VIDA
M
as quem diabos iria para uma aula de arqueria, com o óbvio intuito de aprender a no mínimo, segurar devidamente um arco, sem possuir a arma abordada em tal treinamento ? As vezes Asger sentia-se limitada com sua mente ainda recém-chegada ao acampamento, afinal tamanha cara-de-pau de empunhar uma arma cuja não te pertence, claramente lhe tornara visível como uma iniciante. Ao menos se informara corretamente em um dos murais de atividades sobre a hora exata, bem como a localidade onde a aula ocorreria. Contras à parte, a garota sentia-se animada e ansiosa para ter tempo ocupado novamente. Fazia dias desde sua chegada e até então nada além de suas necessidades fisiológicas humanas como comer, dormir e usar o banheiro haviam sido feitas. - Mas que porre, né vida ? - Se expressaria. Acordar cedo era um porre, do tipo quase inaceitável para uma pessoa que costumara dormir no raiar do sol. Sabe-se lá porque, poderia ser por conta de se tratar de um dos bebês de Melinoe, ou meramente vagabundagem por parte da própria Asger. Com uma cara emburrada, chegaria ao campo de treinamento com toda a sua cautela, praticamente despercebida em meio aos outros campistas já muito bem entrosados uns com os outros. Pois bem, ela não gostaria realmente de receber atenção naquele momento.

Decidiria por personalidade própria da ênfase à observação. Nunca tinha ido até a arena, naquele intante percebera o quão se tratara de uma construção grande e espaçosa, no que facilmente poderia ocorrer uma grande batalha ali dentro. - Interessante. - Comentaria consigo mesma. De certa maneira sentia-se intimidada, apenas não sentindo falta de casa, por nunca ter alguma exatamente. Os alvos espalhados pelo local, alguns bem mais afastados dos outros, faziam jus ao motivo pelo qual todos estavam ali. Infelizmente tudo não se resumiria às meras observações. O trabalho de aprendizagem se iniciou quando uma moça aparentemente mais velha que a filha de Melinoe, e com certeza mais experiente, tomou a voz e explicara o objetivo à ser realizado. Entretanto, houvera um claro problema para a ruiva. Enquanto outros alunos ajustavam as cordas ou mesmo dialogavam uns com os outros sobre suas próprias armas, Asger permanecia de mãos vazias. - Preciso de um arco, será que poderia pegar um emprestado para realizar a atividade ? - Indagou finalmente para toda a turma, bem como para a instrutora. E quando mais esperou ser dispensada, apenas lhe estenderam um arco comum de madeira, para que pudesse aprender a manusea-lo. - Grata. - Respondeu tentando ser bem educada, por mais que não fosse seu melhor aspecto, recebendo também uma aljava de flechas que lhe seriam úteis apenas durante o aprendizado.

Ao apanhar a arma, poderia sentir o real esforço que seria utiliza-la. Sentia como se estivesse levantando um pedaço de madeira suficientemente curvo, o que no final das contas facilitava um pouco o equilíbrio tanto do peso, quanto da arma. Levaria o arco até entre as pernas, onde pudera o segura-lo entre ambas, para que finalmente pudesse envolver a alça de couro da aljava diagonalmente sobre o ombro direito. - Acho que isso é assim. - Ponderaria em voz alta, suspirando enquanto voltara sua atenção para a arma. Com ambas as mãos, lhe retirava dentre as pernas, tentando ergue-la com eficiência. Se tratava de um objeto relativamente pesado, sendo suportado por braços fracos e despreparados. Havia conseguido o manter firme após segundos de tentativa, mas ainda assim não saberia como manter assim por mais tempo. "- Está toda errada. Abaixe o arco. -" Uma voz masculina lhe auxiliava, aparentava ser proveniente de um outro campista, também mais experiente que a filha de Melinoe.

Mas que audácia, comentar como se ela nem sequer soubesse segurar um arco. A garota suspirou firme, abaixando o arco seguindo os conselhos do colega, mas não evitando alfineta-lo. - Não sabia que era você o instrutor. Desculpa aí, colega. - Poderia soar um tanto quanto grossa, mas ainda assim charmosa. "- Eu posso garantir que tenho mais paciência para novatos do que ela. Vide, parece amigável ? -" Argumentaria e bem, no que ao observar a instrutora, pode concordar que ela não aparentava ser tão disposta a esquentar neurônios com quem está começando, por mais que fosse sua obrigação como instrutora. - Tudo bem, arco baixo. Mas eu não acho que vou acertar o alvo assim. - Teimaria, inexperiente e prestes a ser totalmente surpreendida. "- Não irá atirar ainda. Você sequer pegou a flecha da aljava ainda, e com a arma nesta posição, ficará mais fácil inclusive posiciona-la no arco. -" Ao ouvir as instruções, Asger prontamente se dispôs a segui-la, uma vez que verdadeiramente lhe ensinava como agir. Com o arco baixo, pôde retirar uma das mãos da arma, leva-la até atrás do ombro direito, buscando uma flecha. Obviamente não a encontrara de primeira, tendo que tatear com cautela até sentir o cabo de uma delas.

Com a flecha na mão direita, a levou tranquilamente até o arco, por mais que não soubesse como posiciona-la, teria de perguntar. - Bom, e agora ? O que eu faço com ela ? - Perguntaria ao rapaz que felizmente permaneceria próximo da ruiva afim de passar-lhe um pouco mais de experiência. "- A ponha na corda, deve estar rente ao centro do arco, para que possa ser atirada. -" As palavras do homem deixavam a impressão de que seria uma tarefa simplória, porém a ruiva logo descobriria que as coisas não funcionavam assim. Encostando a extremidade oposta da flecha à corda, bastou um lixeiro pressionar da mesma, para que esta cuspisse a munição no chão. Asger fitaria o rapaz novamente, curiosa e abismada com sua falha. "- Você fez errado. -" Insistia ele em chamar a atenção da novata. - Não me diga. - Rebatia ela de nariz empidado, pronta para mais uma tentativa quando recebera uma dica importante. "- Use três dedos para segurar a flecha pronta de leve, puxando-a com precisão. -" Uma boa dica, ela não poderia negar. Decidira então levar os três dedos para a parte de trás da flecha, no que a puxaria em uma medida consideravelmente aceitável para ela própria e sua sua inexperiência.

Estava pronta para atirar a flecha, tendo domado o padrão quase ideal para se empunhar um arco, ao menos quanto no que se espera de uma iniciante. "- Cuidado. Muito cuidado agora para não ferir alguém. -" Pedia o rapaz que lhe ajudava, no que a própria sentia-se insegura ao segurar o arco preparado. Não deixou que aquilo subisse à sua cabeça, levantou o arco na altura do ombro suspirando firmemente. "- Ombros alinhados. Pés na mesma distância em que ambos os ombros se encontram. -" Mais dicas eram sempre bem-vindas e ela aceitava de muito bom grado. Checaria mentalmente a linha dos ombros, relaxando um pouco mais o que do braço esquerdo, cujo segurava o arco recurvo com certo esforço. Iria aos poucos afastando ambas as pernas, posicionando-as na tentativa de torna-las alinhadas com os ombros, assim teria uma ótima base de apoio para que pudesse atirar a flecha. - Está certo ? - Perguntaria precoupada ao rapaz, não tardando para receber uma resposta pronta. "- Concentração. Isto apenas a prática pode ajudar. Foque na mira ao alvo de vinte metros. -" Pois bem, assim ela focou sua visão que embora não fosse aguçada ao nível de outros semideuses, era considerada perfeita dentre humanos comuns.

Faltava apenas atirar, mas ainda assim ela saberia que outros detalhes como o vento, mesmo que diminuído ali, além do seu ângulo com relação ao alvo cujo deveria ser o máximo perpendicular possível. Sem delongas decedira que era o momento correto, assim soltou a flecha que como um objeto agressivo manteve sua trajetória, passando lateralmente e acima do mesmo, sequer atingindo o tablado de madeira pintado. - Droga! - Exclamou desapontada. No que prontamente abaixava o arco e sentira um toque amigo em seu ombro. "- Tudo bem. Era esperado, vamos lá, tente novamente. -" Aceitando de bom grado a ideia, estaria de certa forma tentada a conseguir acertar minimamente o alvo mais próximo. Repetiria o processo tateando em busca de uma flecha na aljava, a apanhando, encostando sua parte de trás na corda e cabo à lateral do centro do arco recurvo. Com um suspiro forte para relaxar e aprontasse, ergueria o arco na altura dos ombros rentes na mesma altura, ao puxar a corda suficientemente para preparar outro tiro. "- Mire com calma. Atire apenas quando tiver a certeza. -" E assim a garota o fez, mirou com os olhos vidrados ao alvo, cessando sua respiração.

A flecha novamente deslizava ofensiva perfurando o ar, rumo ao avo que seria então atingido em uma dos aros mais próximos ao centro, mesmo que não tivesse sido de fato certeita no miolo do alvo. - Acertei! - Comemorou erguendo o arco para cima, de certo modo chamando a atenção dos outros campistas, tendo arrancado risadas de um e semblantes estranhos de outros mais carrancudos. "- Não comemore, ainda terá de acertar o de trinta. E o de quarenta. -" Fora um adendo suficiente para deixa-la menos espoleta. Voltaria a se concentrar ao próximo alvo. - Tudo bem, é divertido até. - Comentaria, estava lidando como se tratasse de um jogo onde estava ansiosa para seguir até a próxima fase. Não demorou para novamente preparar a flecha no arco, com seu oposto a ponta firme na corda, enquanto o cabo da flecha se fazia rente a lateral do centro do arco. De modo que com três dedos segurasse a flecha, puxando a corda suavemente até onde conseguiria, notando que inclusive daquela vez conseguira puxar um pouco mais, enquanto mantinha os ombros bem posicionados e relaxados na medifa do possível. A mira todavia fora o ponto mais complicado. O alvo estava pequeno em uma comparação direta ao de vinte metros, mas ainda assim Asger atirou convicta ao cessar sua respiração. - Tiro ... - Murmuraria ao realizar sua tentativa.

E quando pode observar a flecha atingindo o alvo, não demorou para complementar. - ... E queda. - Brincou pelo seu acerto, logo se virando em direção ao colega, ele não aparentava muito satisfeito, todavia. "- Seu alvo com certeza não cairia, quase não acerta no último aro. -" Ele aparentemente insistia e se divertia ao notar a garota sem conseguir acertar devidamente o alvo. "- Mas é isto, vamos logo ao de quarenta metros. Não temos o dia todo. -" Ordenaria como uma espécie de auxiliar ao instruror, ele estava realmente lhe ajudando e portanto não o julgava, apenas seguia devidamente suas ordens. Voltaria a preparar o arco como estava se acostumando, parte de trás da flecha na corda, lateral rente ao arco, além de um posicionamento aproximando ao que ela estava considerado muito bom. A mira havia ficado ainda mais complicada, como é de se esperar. Entretanto confiante devido suas tentativas bem sucedidas recentes, confiou na sua capacidade, soltando os três dedos da flecha, mecanicamente liberando a pressão na corda que a empurrou em direção ao alvo. Um erro, a flecha havia caído e cravado no chão antes de acertar o alvo de quarenta metros.

O colega se pronunciou na tentativa de ajuda-la. "- Bem, faltou força. Isto pode significar duas coisas. Primeira, você puxou pouco a corda, o que não é o caso. Segunda, você baixo em um alvo distante. Pode consertar isto ? -" Indagou o jovem retoricamente. Ela mesmo sabendo disto, assentiu com a cabeça, estava inspirada em conseguir aquele acerto. Voltou a aprontar o arco com toda a eficiência atestada nos tiros anteriores. Entretanto, com a diferença se ter erguido muito o arco recurvo, quebrando sua mira de tal modo que a flecha passara longe do mesmo, bem acima do planejado. - Tudo bem, eu sei. Eu consigo. - Tomou a voz antes mesmo que ele a orientasse, também servindo como uma forma de auto-encorajamento. Parte de trás da flecha na corda, ombros alinhados e arcos erguidos, pés afastados e focos no seu alvo. Miraria um pouco mais acima do miolo, tendo assim foco e destreza para soltar a flecha, permitindo-a voar em direção ao alvo, no que o acertaria após duas tentativas falhas. - Tá lá! - Exclamou feliz. Entretanto o treinamento não findaria por ali, ela ainda passaria mais alguns vários minutos alternando as tentativas nos alvos, finalmente entregando a arma as munições restantes ao dono da arma. - Muito obrigada, bye. - Asger sairia dali tal qual adentrou, com as mãos vazias, porém com um pouco mais de experiência ao utilizar aquela arma pela primeira vez. Estava certa de que arcos eram seu tipo de arma predileta, nunca imaginaria isto enquanto era uma moça criada no orfanato da sra.Jones em Copenhague.
Esta tudo bem agora. A prole de Melinoe te visita esta noite.

Asger Kjær Nielsen
Asger Kjær Nielsen
Filhos de Melinoe
Filhos de Melinoe

Idade : 16

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Afrodite em Qui Dez 20, 2018 6:05 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

James
Criatividade: 40
Ortografia: 30
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 18
Total: 138 exp

Anton
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Asger
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 12
Total: 142 exp

Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Você aprendeu e se desenvolveu com o seu treinamento, e agora já consegue acertar as flechas em alvos com mais precisão, mas tende a ter dificuldades se esses se moverem muito depressa. É recomendado realizar um pouco mais de treinamento. Contudo, seu manejo com arco é muito melhor do que aqueles que nem mesmo treinaram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Atualizado pelo Cupido!



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Afrodite
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Deuses Olimpianos
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Localização : Olimpo

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Gisele G. Martinelli em Sab Dez 22, 2018 1:52 pm

Arquearia?
Profissional como Ártemis.
Eu havia acordado animada naquele dia. Levantei-me de minha cama e fui diretamente tomar um banho frio. Eu tinha acabado de descobrir sobre as aulas de arquearia do acampamento. Eu com certeza estava querendo ir lá. Precisa de desenvolvimento com o arco já que na hora de desespero saber manusear uma arma de longo alcance seria útil.  Ao terminar o banho vesti uma roupa relaxante e confortável para logo me dirigir ao local aonde as aulas seriam iniciadas. Não podia negar minha animação me consumindo. Não deve ser tão difícil pegar num arco e atirar uma flechinha sequer. Pelo menos assim eu pensava. Lentamente eu me dirigia ao local apenas observando de longe os campistas e os alvos. Eles pareciam estar treinando arduamente para conseguir manusear o arco e acerta a flecha. Eu cada vez mais me aproximava, deixando o medo tomar conta de mim.

(...)

Depois de alguns minutos, eu cheguei ao local principal aonde estava acontecendo o treino. De fato, eu me sentia uma formiga perto de veteranos que atiravam maravilhosamente bem as fechas dentre o centro do alvo. Eu me vi boquiaberta com certas pessoas. Elas eram incríveis! Todavia, muitas pessoas nem conseguiam pegar o arco. E meu receio era que eu fosse uma delas. Eu decidi escolher o alvo de vinte metros, já que não queria escolher um muito avançado pro meu patamar. Peguei um arco de madeira, aparentemente de forma mediana e bem simples. A aljava de flechas também era feita de madeira porém o dava para perceber que a madeira do arco era mais lisa e não incomodava tanto os dedos. Acho que foi planejada exatamente para segurar sem incomodar ou atrapalhar o usuário. Peguei uma flecha longa e tentei colocar a mesma no arco mesmo sem experiência nenhuma sequer.

No fundo, eu já me sentia uma poderosa atiradora. Até perceber que não era tudo isso quando a flecha simplesmente nem havia voado dez metros de mim quando tentei atirar. Franzi as sobrancelhas colocando a mão desocupada no rosto mostrando meu fracasso.Com certeza eu não servia para aquilo. Porém persistir é tudo, e foi o que eu fiz. Peguei novamente a mesma flecha e decidi posicionar ela novamente sobre a corda rígida do arco. Tentei desta vez com mais cuidado e fui a afastando aos poucos, olhando diretamente o primeiro alvo. As instruções haviam sido claras. Não precisava acertar o centro só bastava acertar. Ainda um pessimista, eu soltei minhas mãos e vi graciosamente a flecha voar sobre o campo batendo sobre a madeira do alvo precisamente. Não parou no centro e sim muito longe dele, mas já era um começo. Me animei ao ver minhas capacidades e logo decidi passar para algo mais desafiador, um segundo alvo ainda mais longe.

Segurei mais uma vez firmemente o arco posicionado com a flecha como fiz da ultima vez. Eu estava confiante que dessa vez iria conseguir. Porém mais uma vez meus instintos haviam me decepcionado. Havia acertado bem, porém não longe o suficiente para acertar o alvo. Parei e comecei a observar os outros, e logo percebi que o meu erro era que eu não estava colocando pressão sobre a corda, o que fez com que minha flecha não fosse longe o suficiente. Firmei minhas mãos sobre a corda do arco tão forte a ponto de poder sentir a pressão que deixava a corda quase estourando sobre a flecha. Decidi soltar. A flecha voou muito longe, só que desta vez bem mais além do alvo. Eu já estava ficando raivosa. Quando eu exercia pouca força sobre a corda, a flecha nem clava. Mas, quando eu exercia muito ele ia além do que eu esperava.

Mais uma vez me concentrei. Fechei os olhos por um tempo e logo comecei a prestar atenção somente em meus sentidos. Tentei fazer uma força mediana sobre a corda e a flecha, e quando vi já havia atirado. Quando abri os olhos, vi que havia conquistado uma parte boa do alvo. Estava começando a apegar o jeito e isso me fazia sentir-me muito feliz. Fui para o último alvo do dia. Ele ficava muito longe de mim e aquilo me dava até medo. Fiquei em ser rápida e tentar acertar igual fiz com os outros. Soltei a flecha da corda e rezei para que desse certo. Por sorte, eu havia acertado. Porém a flecha estava centímetros da área mais longe do centro do alvo. Mesmo assim, não fiquei desanimada. Decidi terminar por ali, de fato já estava com até dor de cabeça. Eu estava minimamente satisfeita. Coloquei o arco e a flecha nos locais adequados e com minhas mãos vazias eu decidi ir descansar de volta no chalé do meu querido pai.

FPA:

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Gisele G. Martinelli
Gisele G. Martinelli
Caçadoras de Artemis
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Idade : 20
Localização : noé da tua conta, parcero

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Luna Minn em Ter Dez 25, 2018 7:19 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Gisele
Criatividade: 40
Ortografia: 20
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 130 exp

Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Você aprendeu e se desenvolveu com o seu treinamento, e agora já consegue acertar as flechas em alvos com mais precisão, mas tende a ter dificuldades se esses se moverem muito depressa. É recomendado realizar um pouco mais de treinamento. Contudo, seu manejo com arco é muito melhor do que aqueles que nem mesmo treinaram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Aguardando atualização.


life has made me
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Luna Minn
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Imortais
Imortais

Idade : 21
Localização : Camp Half Blood

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Cupido em Sex Dez 28, 2018 3:18 pm

Atualizado.
Luna recebe 30XP e 50 Dracmas.
Cupido
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Deuses Menores
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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